TRINITARIANISMO
TRINDADE 1
TRINITARIANISMO
A mais predominante doutrina referentes à unidade de Deus é o trinitarianismo. Ao nosso ver, este erro ganhou força nas chamadas “igrejas protestantes” e acima de tudo, manteve seu lugar na teologia através do governo totalitário dos imperadores romanos e da Igreja Romana. Os reformadores Protestantes saíram desta igreja, mas trouxeram consigo algumas doutrinas pagãs. Juntamente com falsas doutrinas como imortalidade da alma, batismo infantil, aspersão, eles também reteram o falso ensino da trindade. A reforma foi boa até o ponto em que mais uma vez chamou a atenção do homem para a Palavra de Deus, e na restauração de doutrinas Bíblicas rejeitadas ao seu próprio lugar na igreja. Ar e forma, contudo, não foi longe o bastante. Muitos erros da Igreja Romana foram retidos. Outra reforma se faz necessária hoje, para livrar a Igreja de todos os erros pagãos e retornar às verdadeiras doutrinas da Bíblia.
DEFINIÇÃO DE TRINDADE
Trindade é a crença na existência de um Ser divino que subsiste em três pessoas, Pai, Filho e Espírito. O dicionário Webster define a palavra: “A união de três pessoas ou hipóstases (o Pai, o Filho, e o Espírito Santo) numa Divindade, de modo que todos os três são um Deus, com relação à substância, mas três pessoas ou hipóstases com relação à individualidade’’. (Webster’s Collegiate Dictionary, (F) 5ª edição). Trinitarianos não crêem que as três pessoas são uma pessoa ou que as três pessoas são três Deuses. Eles crêem em três pessoas que constituem um Deus.
TRÊS PROPOSTAS ENVOLVIDAS
Existem três propostas primárias envolvidas na doutrina da Trindade.
Estes três pontos são: (1) A unidade composta de Deus. (2) A divindade do Pai, do Filho e do Espírito. (3) A personalidade do Pai, do Filho e do Espírito. O fracasso na prova de qualquer uma destas três propostas resultará no colapso desta teoria. Para refutar a trindade, entretanto, necessita-se estabelecer apenas um dos seguintes três fatos: (1) A unidade simples de Deus. (2) Jesus não é Deus. (3) O Espírito não é uma pessoa.
1 – A Unidade Composta de Deus: Os trinitarianos afirmam acreditar na unidade de Deus. Caso eles não afirmassem acreditar que Deus é único, sua doutrina seria revelada como não passando de politeísmo.
Os trinitarianos, entretanto, não crêem na unidade de Deus como ensinada na Bíblia. Eles rejeitam a verdade bíblica de que existe apenas uma pessoa que é Deus. Negam a simples unidade de Deus, insistindo que a unidade de Deus é composta. Advogam que existe uma única substância, uma inteligência e um propósito na Divindade, mas que três pessoas eternamente co-existem daquela essência única e exercitam aquela única inteligência e único propósito. Dizem eles que a unidade de Deus refere-se à sua substância, essência ou ser.
2 – A Divindade do Pai, do Filho e do Espírito: O segundo ponto que os trinitarianos buscam estabelecer é que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito é Deus. Tentam mostrar que cada um é mencionado como sendo Deus e que cada um possui atributos e obras de Divindade.
Também afirmam que os três são iguais em todas as formas, a única diferença é que eles são distinguidos por certas propriedades individuais, a saber, o Filho é gerado pelo Pai, e o Espírito procede do Pai e do Filho.
3 – A personalidade do Pai, do Filho e do Espírito: Como o terceiro ponto, os trinitarianos procuram provar que o Pai é uma pessoa, que o Filho é uma pessoa, e que o Espírito também o é. Cada um tem uma personalidade distinta dos outros dois.
Entretanto, cada pessoa é admitida como possuindo toda a essência divina e todos os divinos atributos. Cada pessoa da trindade é admitida como completamente Deus dentro de Si mesma. As três pessoas juntas, compartilham em comum a essência única, todos os atributos, uma substância, uma inteligência e um propósito.
ORIGEM HISTÓRICA DESSA DOUTRINA
1 – Não mencionada na Bíblia – O trinitarianismo não é uma doutrina Bíblica. Esta teoria não é mencionada tampouco ensinada na Bíblia. As palavras “trindade” e “triúno” jamais foram usadas pelos escritores da Palavra de Deus. A doutrina da trindade era desconhecida pelos Israelitas do Velho Testamento e pelos Cristãos do Novo Testamento. Esta teoria não foi formulada até muitos anos após a morte do último apóstolo. Não há autoridade bíblica para a trindade; o que ocorre é que os Teólogos lêem nas entrelinhas das Escrituras na busca pela trindade, torcendo os textos Escriturísticos tentando o apoio à sua teoria, mas ainda a verdade de que a doutrina da trindade não é ensinada pela Bíblia, permanece. Graham Greene, um Inglês convertido ao Catolicismo, escreveu um artigo para a revista “Life” em apoio ao dogma na Igreja Católica concernente à ascensão de Maria aos céus. Neste artigo, ele admitiu não haver autoridade bíblica para a trindade:
Nossos oponentes às vezes afirmam que nenhuma doutrina deve ser sustentada dogmaticamente que não esteja explicitamente exposta na Escritura (ignorando que é somente pela autoridade da Igreja que reconhecemos certos Evangelhos e não outros como verdadeiros). Mas as Igrejas Protestantes, elas mesmas, aceitam tais dogmas como a trindade, para a qual, não há uma precisa autorização nos Evangelhos.”(Graham Greene” The Catholic Church’s New Dogma: The Assumption of Mary, “Life, 30/10/50, pg.51).
A doutrina da trindade além de não ser bíblica é também antibíblica. Não somente é verdade que a Bíblia não apóia tal teoria como também o ensino da palavra de Deus é diretamente oposto a ela. A Bíblia claramente afirma a verdade da não-composta unidade de Deus, que é o Pai. Ela afirma que Jesus é o Filho de Deus, não o próprio Deus; também nos revela que o Espírito é o poder impessoal de Deus.
2 – Origem pagã – A doutrina da trindade é de origem pagã. A trindade, assim como a falsa doutrina da imortalidade da alma, se insinuou para dentro da teologia da Igreja gradativamente durante os primeiros séculos da era da Igreja. Pagãos que aparentemente não estavam, completamente convertidos tornaram-se membros da Igreja visível. Como esses homens assumiram lugares de liderança como professores e teólogos, a teologia da Igreja gradualmente paganizou-se. Os ensinamentos da Bíblia foram reinterpretados e ajustados para se adaptarem aos ensinamentos da filosofia pagã. Tríades de divindades prevaleciam na mitologia pagã. Embora muitos deuses fossem adorados em nações politeístas, geralmente havia três divindades que eram consideradas mais importantes. O hinduísmo cria em uma essência Brâhmane expressa em três personalidades: Brahma, o Criador; Vishnu, o preservador, e Shiva, o destruidor. O Zoroastrismo Persa cria em Ahura Mazda, a divindade boa, Angra Manya, a divindade má, que eram expressões de Mitra, a primeira grande causa. Confúcio, segundo é relatado, escreveu: “Tao (Deus) é por natureza único; o primeiro gerou o segundo; ambos em conjunto deram origem ao terceiro; estes três criaram todas as coisas”. Osíris, Ísis e Neftís parecem haver formado uma tríade de divindades no Egito. Na Babilônia, havia Ea, o deus dos resíduos aquosos, Enlil, o senhor das tempestades, e Anu, o senhor dos céus. Na Grécia, as três divindades entre as muitas sobre o Monte Olimpo eram Zeus, Hera e Atena. A tríade de divindades que os romanos adoravam sobre o monte do Capitólio era constituída de Júpiter, Juno e Minerva. As divindades mais importantes dos Germanos eram Odin, Tró e Freyr. Platão personificou três eternos princípios: Bondade, Intelecto e a Alma de tudo. A filosofia pagã de Platão que permeava o pensamento grego e romano, foi o fator principal que possibilitou a entrada de tais falsas doutrinas como a imortalidade da alma e a trindade na religião Cristã. Embora a trindade do paganismo e a trindade do pseudocristianismo não eram idênticos em todos os precisos detalhes de definição, está aparente que uma originou-se da outra.
3- Primeiro uso da palavra: o primeiro uso da palavra “trindade”
Em sua forma grega ‘trias’ foi de autoria de Teófilo, que se tornou bispo de Antioquia da Síria, no oitavo ano do reinado de Marco Aurélio (168 a.C.). Ele usou a palavra no segundo dos três livros que escreveu endereçados ao seu amigo Autólico. Comentando o quarto dia da criação no Gênesis, ele escreveu: ”Da mesma maneira também os três dias que foram antes dos luminares, são tipos da trindade, de Deus, de sua palavra, e Sua sabedoria”.(Teófilo, “Para Autólico”, The Ante-Nicene Fathers). Tertuliano (160-220 a.D.) foi o primeiro a usar a palavra latina “trinitas”. Educado em Roma e presbítero em Cártago, Tertuliano lançou as bases da Teologia Latina, a qual mais tarde foi apoiada por Cipriano e Agostinho. Embora tenha denunciado Platão como filósofo herege, Tertuliano expressou sua teologia nos termos da filosofia de Platão. Ele estava entre os primeiros a ensinar a imortalidade da alma e a tortura eterna dos ímpios. A trindade e a imortalidade da alma foram desenvolvidas e formuladas dentro de um sistema de teologia por Agostinho. Os escritos de Agostinho tornaram-se a teologia básica da Igreja Católica Romana. Tertuliano menciona a trindade em seu livro escrito contra Praxeas que apoiava a teoria monarquiana. Ele escreveu: “O mistério da dispensação ainda está guardada, que distribui a Unidade numa trindade, colocando em sua ordem as Três Pessoas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo”.(Tertuliano. “Contra Praxeas”, – The Anti-Nicene Fathers).
CONTROVÉRSIA ARIO-ATANASIANA
Atenção específica foi centralizada sobre a doutrina da trindade no início do quarto século como resultado de uma controvérsia entre dois líderes da Igreja em Alexandria, Ario (256-336) e Atanásio (293-373). Ario mantinha que Jesus, embora grande, era em algumas formas inferior a Deus. Atanásio, pelo contrário, afirmava que Cristo era igual a Deus em todos os modos.
Em 318 a.D., a controvérsia veio à tona. Ario afirmou que se Jesus era realmente Filho de Deus, então deveria ter havido um tempo em que havia um Pai, mas nenhum Filho. O Pai, portanto, era maior do que o Filho. Num Concílio da Igreja local celebrado em 321 a.D., Ario e seus colaboradores foram excomungados da Igreja por causa de sua opinião. Ario, entretanto, tinha muitos amigos e seguidores em todas as Igrejas da Cristandade. A falsa teoria da trindade não alcançou rapidamente uma posição dominante na Igreja. Pelo mesmo tempo em que a controvérsia entre Ario e Atanásio estava assolando as Igrejas, o imperador Constantino tornara-se o maior partidário do Cristianismo.
O imperador considerava a Igreja como uma grande força unificadora e estava ansioso para que o Cristianismo se tornasse à religião universal do Império Romano. Ele queria evitar todas as lutas internas da Igreja, arrazoando que deveria haver uma Igreja unida a fim de existir um império unificado.
Buscando restaurar a unidade às Igrejas, Constantino convocou uma reunião de um Concílio geral da Igreja a ser celebrado na cidade de Nicéia, em 325 a.D. Bispos e o clero de todas as Igrejas foram convidados para assistirem ao Concílio com todas as despesas pagas pelo imperador. O Concílio de Nicéia, entretanto, foi um Concílio de Igrejas na seção oriental do império. Enquanto é dito que compareceram ao Concílio 318 bispos além de oficiais eclesiásticos menores, não haviam sequer dez bispos do oeste presentes ao Concílio. O Concílio não era verdadeiramente representativo da Igreja inteira.
Eusébio, conhecido como o Pai da história da Igreja, no início do Concílio ofereceu um credo de acordo que usava a linguagem da Escritura em vez dos termos filosóficos usados por Atanásio. Os seguidores de Atanásio perceberam que um voto para Eusébio era realmente um voto para Ario, porque a Bíblia não confirma nada a respeito da doutrina da trindade. O compromisso de Eusébio, entretanto, foi rejeitado. O imperador Constantino, embora ignorante com relação aos fatos teológicos que estavam então em discussão, mas ansioso por alcançar unidade, apoiou Atanásio. A maioria dos bispos presentes assinaram então finalmente o credo formulado pelo grupo Atanasiano. Aqueles que não assinaram, incluindo Ario, Eusébio de Nicomédia e Teognis de Nicéia, foram banidos e seus livros queimados publicamente. Isto, entretanto, não foi o fim. O debate prosseguiu por quarenta e seis anos. Ario e seus colaboradores foram chamados de volta do exílio dentro de três a cinco anos após o Concílio de Nicéia. Atanásio foi deposto por um grande Concílio em Tiro em 335 a.D., sendo deportado para Gaul. Ario morreu em 336. Durante os anos que se sucederam, os seguidores de Ario e Atanásio alternadamente foram banidos e chamados de volta, já que vários imperadores que governavam o império favoreciam ou uma ou outra teoria. O trinitarianismo não se tornou a dominante e “ortodoxa” doutrina da cristandade até que Teodósio tornou-se imperador (379). Teodósio foi o imperador que fez do cristianismo a religião estatal. A união da Igreja e estado pavimentaram o caminho para a ascensão da Igreja Católica Romana.
Teodósio convocou um Concílio em Constantinopla, que se reuniu em 381 a.D. Foi assistido por cerca de cento e cinquenta bispos do oriente. No credo adotado, o trinitarianismo foi feito doutrina oficial da Igreja nas fronteiras do império. Todos os que discordaram foram expulsos de seus púlpitos e excomungados de suas Igrejas. Era o regime totalitário dos imperadores romanos e mais tarde da Igreja Católica Romana que possibilitaram a doutrina da trindade manter seu lugar numa teologia pervertida.
Crentes fiéis, mesmo fora da Igreja Católica Romana, continuaram a crer no ensino bíblico concernente a simples unidade de Deus. A região norte da Europa, convertida pelo grande missionário Ulfilas (Morreu em 381), abraçou a doutrina do Cristianismo Ariano que ensinava. Isto foi muitos séculos antes dos Ostrogodos, Visigodos, Burgúndios, Vândalos, Lombardos, e outros povos do norte Europeu terem finalmente se entregado à crença na Trindade, tornando-se eventualmente parte da Igreja Católica Romana. A história da Igreja e a história da doutrina revelam muitos crentes fiéis através de todos os vinte séculos da era Cristã que tem repudiado a teoria da trindade e insistido no ensino bíblico concernente à unidade de Deus.
TRINITARIANISMO NOS CREDOS
Durante os anos seguintes à morte dos apóstolos, muitas pessoas diziam ser cristãs, mas não aceitavam os ensinos apostólicos. A fim de se determinar os verdadeiros crentes, cada Igreja local, listava certas doutrinas que os conversos cristãos deveriam crer. Estas listas de doutrinas e confissões de fé foram chamados de “credos” de ‘credo’ (Eu creio). Haviam tantos credos, quanto haviam Igrejas, muito possivelmente. O credo dos Apóstolos (Didakê), escrito muitos anos após a morte dos apóstolos e assim chamado, pois pretendia incorporar os ensinamentos apostólicos, foi formulado de vários credos de várias Igrejas locais. Foi escrito para que todas as Igrejas locais pudessem ter uma confissão de fé comum.
O credo dos apóstolos (gr. Didakê” – ensino) não inclui a doutrina da trindade. Embora sejam mencionados sentenças referentes a Deus, Jesus, e o poder de Deus, o Espírito, a doutrina da trindade não é nem mencionada e tão pouco ensinada.
1 – O Credo de Nicéia – Este é o primeiro Concílio a ensinar a trindade. O credo de Nicéia foi originalmente formulado pelo Concílio de Nicéia em 325 a.D. como segue:
”Acreditamos em Deus, o Pai, todo Poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, e no Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, unigênito do Pai, o único, isto é, da essência do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus perfeito do Deus perfeito, gerado, não criado, sendo de uma substância com o Pai; por meio do qual, todas as coisas foram feitas, tanto na Terra como no céu; que por nós homens, e por nossa salvação, desceu e se fez carne, e foi feito homem; Ele padeceu, e no terceiro dia, levantou-se novamente, e ascendeu aos céus, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos; e no Espírito Santo. Mas aqueles que dizem:”Houve um tempo em que Ele não era”, e “Ele não era até que foi gerado” e, “Ele foi feito do nada”, ou “Ele é de outra substância” ou “essência”, ou “O Filho de Deus é criado”, ou “mutável” ou “alterável” – estes são condenados pela santa Igreja Católica Apostólica.” (Hodge, A.A.Opcit.,pp.115-116)
2 – O Credo Niceno-constantinopolitano – O credo de Nicéia como foi formulado originalmente não é o credo que por esse nome é repetido nas Igrejas hoje. O credo original foi emendado no Concílio de Constantinopla, 381 a.D., e no Concílio de Toledo, Espanha, 589 a.D. O anátema do credo original foi omitido e a porção referente ao Espírito Santo foi aumentada. A Igreja Grega rejeitou este credo porque o mesmo ensinava que o Espírito procedia tanto do Pai como do Filho. A presente forma do Credo Niceno é a seguinte:
”Creio em Deus, o Pai, Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, e de todas as coisas, visíveis e invisíveis; e num Senhor, Jesus Cristo, o filho unigênito de Deus, gerado de Seu Pai antes de todos os mundos; Deus de Deus, luz da luz, Deus perfeito de Deus, gerado, mas não criado, sendo de uma única essência com o Pai, por intermédio de quem todas as coisas foram feitas; que por nós homens e por nossa salvação desceu dos céus, e fez-se carne pelo Espírito Santo, da Virgem Maria, e foi feito homem; foi crucificado também por nós, sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia, levantou-se novamente de acordo com as Escrituras; e ascendeu aos céus, e está assentado à direita de Deus Pai. E virá novamente em glória para julgar aos vivos e aos mortos; cujo reino não terá fim. E creio no Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, que procede do Pai e do Filho, o qual juntamente com o Pai e o Filho é louvado e glorificado, que falou pelos profetas. E creio na Igreja Católica e Apostólica, reconheço um batismo para remissão dos pecados; e aguardo a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo porvir.”
3 – O Credo Atanasiano – Este credo, que é considerado pelos trinitarianos como sendo a mais profunda exposição daquela doutrina que existe atualmente, é assim denominado em honra de Atanásio. Entretanto, Atanásio não escreveu este credo, pois foi escrito muitos séculos após sua morte. Primeiramente, este credo apareceu em Gaul, na escola de Agostinho por volta do sexto ou sétimo século. Enquanto lendo este credo, note as contradições berrantes que o mesmo contém:
-
Quem quer que seja salvo, antes de toda as coisas é necessário que retenha a fé católica.
-
A qual, a menos que seja mantida íntegra e imaculada por todos, será a razão sem dúvida alguma, pela qual estará perdido para todo o sempre.
-
Mas, esta é a fé católica: Que adoremos um Deus em trindade, e trindade em unidade.
-
Nem confundindo as Pessoas, nem dividindo as substâncias.
-
Pois, há uma pessoa do Pai, outra do Filho e outra do Espírito Santo.
-
Mas, a divindade do Pai, e do Filho e do Espírito Santo é uma só: a glória igual, a majestade co-eterna.
-
Tal como o Pai é, também são o Filho e o Espírito Santo.
-
O Pai não foi criado, tão pouco o Filho e o Espírito Santo.
-
O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito Santo é imensurável, como o Filho e o Espírito Santo.
-
O Pai é eterno, assim como o Filho e o Espírito Santo.
-
E, entretanto não existem três eternos, mas um eterno.
-
E também não existem três que não foram criados, nem três imensuráveis, mas um que não foi criado e um imensurável.
-
Assim, da mesma forma, o Pai é Todo-Poderoso, o Filho é Todo-Poderoso, e o Espírito Santo Todo-Poderoso.
-
E, entretanto, não existem três Todo-Poderosos, mas um Todo-Poderoso.
-
Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus.
-
Entretanto não existem três deuses, mas um Deus.
-
Assim, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor e o Espírito Santo é Senhor.
-
E ainda assim não existem três Senhores, mas um Senhor.
-
Pois assim como somos compelidos pela verdade cristã reconhecer todas as Pessoas por Si como sendo Senhor e Deus.
-
Também somos proibidos pela religião católica de dizer que há três deuses ou três Senhores.
-
O Pai não foi originado de nada, nem criado, nem gerado.
-
O Filho é do Pai apenas não feito, não criado, mas, gerado.
-
O Espírito Santo é do Pai e do Filho, não feito, não criado, nem gerado, mas, procedente.
-
Portanto, há um Pai, não três Pais, um Filho, não três Filhos, um Espírito Santo, não três Espíritos Santos.
-
E nesta trindade, nenhum é antes ou depois de outro, nenhum é maior ou menor do que o outro.
-
Mas, todas as três Pessoas são co-eternas, juntas e co-iguais.
-
De modo que em todas as coisas, como dissemos antes, a Unidade na Trindade, e a Trindade na Unidade deve ser adorada.
-
Aquele que, portanto será salvo, deve refletir sobre a Trindade.
-
Além disso, é necessário para a salvação eterna, que creiamos também de maneira correta na encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
-
Então a fé correta é, que creiamos e confessamos que Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, é Deus e homem.
-
Deus da essência do Pai, gerado antes dos mundos; e Homem, segundo a essência de Sua mãe, nascido no mundo.
-
Deus perfeito; Homem perfeito, de alma racional e carne humana subsistente.
-
Igual ao Pai, no tocante à Sua natureza Divina, inferior ao Pai no tocante à Sua natureza humana.
-
E embora Ele seja Deus e Homem, ainda assim não são dois, mas um Cristo.
-
Um não pela conversão da Divindade em carne, mas pela ascensão da Humanidade para Deus (para o interior).
-
Um todos juntos não pela confusão da essência, mas pela unidade pessoal.
-
Pois assim como a alma racional e a carne racional é um homem, também Deus e Homem é um Cristo.
-
Que padeceu pela nossa salvação, desceu ao Hades, levantou-se dos mortos ao terceiro dia.
-
Ascendeu aos céus; está assentado à mão direita de Deus, o Pai Todo-Poderoso.
-
Donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
-
Em cuja vinda, todos os homens devem levantar-se novamente com seus corpos.
-
E darão contas por suas próprias obras.
-
E aqueles que tiverem praticado o bem entrarão na vida eterna, mas, os que houverem operado o mal, para o fogo eterno. 44. Esta é a fé católica, a qual caso um homem não creia verdadeiramente e firmemente, não pode ser salvo.(Curtis,W.A.”A History of Creeds and Confessions of Faith”; Schaff, Philip. “Creeds of Christendom.”)
– continua –
TRINDADE 2
ARGUMENTOS TRINITARIANOS CONSIDERADOS
Vamos considerar os argumentos que os trinitarianos lançam mão para defender sua teoria. Eles admitem que a doutrina não está firmada na Bíblia, entretanto, se agarram a toda pequena frase nas Escrituras que possa ser usada de alguma forma para apoiar sua falsa doutrina.
UM TEXTO ESPÚRIO
O único verso na Bíblia que aparenta ensinar a trindade é I João 5:7, ” Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.” Geralmente é aceito entre os eruditos que este verso é espúrio, não sendo parte genuína da Bíblia, portanto, sem autoridade. Sendo, pois este verso forjado, já que não consta nos melhores manuscritos, presume-se que o mesmo foi inserido por algum escriba trinitariano durante a Idade Média. Hoje em dia, trinitarianos honestos não usam este verso no ensino de sua doutrina.Quase todas as versões e traduções modernas corretamente omitem as palavras deste verso. (Obs.”O Novo Testamento Grego Analítico”- Barbara & Timothy Friberg, baseado nos antigos códices da Sociedade Bíblica Americana, também omite o verso 7, exposto acima,de I João 5.)
OCORRÊNCIA DE TRÊS PALAVRAS JUNTAS
Um dos principais argumentos usados pelos trinitarianos é o fato de que Deus, Jesus e o Espírito Santo são mencionados juntos em alguns versos. Dizem eles que isso prova a trindade. Isto não é verdade. O fato de que três palavras ocorrem na mesma sentença não é indicação em si mesmo que os fatores ou pessoas mencionadas são iguais ou até necessariamente relacionadas. Eis alguns versos usados por eles:
Mateus 3:16,17 – Batismo de Jesus
João 14:16 – A promessa do Consolador
Mateus 28:19 – A Grande Comissão
2 Coríntios 13:13 – Benção
1 Pedro 1:2º – Os Eleitos
-
Mateus 3:16,17 – Este texto descreve eventos ligados ao batismo de Jesus. Após Jesus ter sido imergido no Rio Jordão, Deus enviou Seu poder, o Espírito, a Jesus e declarou que Ele era Seu Filho. Incluídos neste incidente estão Jesus, Deus e o Espírito de Deus. Isto, entretanto, não prova nem indica a trindade. O Espírito, que é o poder de Deus, desceu como pomba sobre Jesus batizado. Nada há em absoluto neste incidente que mostre que o Espírito é uma pessoa. Nada há aqui que sequer insinue a idéia de que Jesus, Deus e o Espírito são co-iguais e co-eternos. A subordinação do Filho a Seu Pai, além disso, é revelada pelo fato de que o Pai enviou o Espírito enquanto o Filho era quem o recebia. O Pai nos céus era quem falava. O Filho, saído da água, era quem o Pai reconhecera como Filho.
-
João 14:16 – Jesus prometeu Seus discípulos que após Ele haver ascendido aos céus, Ele receberia o Consolador de Seu Pai, e então, enviá-lo-ia para eles. O Pai deu Seu poder a Jesus, por
Sua vez, Cristo deu Seu poder a Seus discípulos. Esta promessa cumpriu-se no dia de Pentecostes (Atos 2:33).Deus, Jesus e o Espírito são mencionados juntos aqui. Este fato, entretanto, não prova, nem insinua a trindade. Deus, Jesus, e o amor de Deus são mencionados juntos em diversos versos. Os mesmos argumentos usados pelos trinitarianos personificaria também o amor de Deus e o transformaria numa pessoa da Divindade. O mesmo se aplicaria à sabedoria de Deus e outros atributos. Os argumentos trinitarianos resultariam em tantas pessoas da Divindade quantos atributos houvessem na natureza Divina: isto é absurdo… O fato de que uma das habilidades ou atributos de Deus é usada em conexão com Deus e Seu Filho não é indicação de que uma trindade de pessoas é por este meio ensinada. O Pai somente é Deus. Jesus é o Filho de Deus, o Espírito Santo é o poder impessoal de Deus.
-
Mateus 28:19 – Neste texto a palavra “nome” no original está no singular; esta palavra não se refere a um nome pessoal: designa simplesmente autoridade. “O Pai” não é o nome pessoal de Deus, é um título, pois Seu nome pessoal é YAHWEH. “O Filho” não é o nome pessoal de nosso Salvador, é também um título, pois Seu nome pessoal é Jesus. O Espírito é o poder de Deus, não é uma pessoa, portanto, não tem um nome pessoal.
Observação:
Note o seguinte:
O Pai – Nome pessoal: YHWH
O Filho – Nome pessoal: JESUS
O Espírito – Nome:?
– Por ser impessoal, o Espírito (poder de Deus) não tem nome próprio, pois quem jamais encontrou referência na Escritura sobre o nome do Espírito ?
– Pode ser dito que as palavras à versão inglesa “Holy Ghost” e Holy Spirit” (Espírito Santo) tem o mesmo significado. Ambas as palavras “ghost” e “spirit” são traduzidas do vocábulo grego “pneuma”, que significa “poder”. Os tradutores não podem ter razão válida para usarem a palavra “ghost” em vez de “spirit”.
Este texto (Mateus 28:19), registrando a Grande comissão evangelística de Cristo, autorizou os discípulos a irem a todo mundo e pregar o Evangelho. É similar a Marcos 16:15,16. No verso anterior a este texto, lemos; ”E chegando-se Jesus, falou-lhes dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra.” (Mt.28:18). A palavra “poder” (Grego: exousia) aqui significa ‘autoridade’. Após ter recebido autoridade divina de Deus, Jesus autorizou Seus discípulos para irem e ensinarem todas as nações. Assim, quando os discípulos foram, ensinaram e batizaram, e eles assim o fizeram através da autoridade de que estavam investidos pelo Pai, que tinha dado toda autoridade para Seu Filho. Desta maneira, assim eles fizeram isso no “nome” ou autoridade recebida do Pai.
Os discípulos foram por todas as partes pregando e ensinando porque Jesus assim os tinha autorizado e instruído, para que assim agissem. Desta maneira, eles trabalharam no “nome” ou autoridade do Filho. O poder de Deus, o Espírito, foi concedido aos discípulos para que se operasse neles mudança de caráter e para que fosse possível a operação de milagres. Através dessas obras miraculosas do Espírito, Cristo estava “cooperando com eles (…) e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram”. (Marcos 16:20). O poder de Deus confirmou Sua mensagem através de milagres, revelando também que eles eram representantes de Deus e Jesus; assim os discípulos foram, ensinaram e batizaram “em nome de” ou com uma autoridade confirmada pela operação do poder de Deus, o Espírito Santo.
A autoridade recebida de Jesus e do Pai e revelada através do poder do Espírito foi uma autoridade divina, portanto, a palavra “nome” ou “autoridade” é singular. Nada há neste verso que ensine a trindade, como também nada que indique que o Espírito é uma pessoa ou que as três formam uma unidade composta de uma só substância e essência.
-
II Coríntios 13:13 – Esta é outra escritura na qual o Pai, Jesus, e o Espírito Santo são mencionados juntamente. Os trinitarianos afirmam que o Pai é sempre o primeiro, o Filho sempre o segundo, e o Espírito sempre o terceiro. Os apóstolos, entretanto, parecem jamais ter ouvido sobre a regra trinitária. Em muitos versos, o assunto da discussão exige que Jesus seja mencionado no texto antes de Deus. Na maioria dos textos do Novo Testamento onde Jesus e o Pai são mencionados juntos, o Espírito não é mencionado de forma alguma. É interessante notar que neste verso Jesus é mencionado primeiro, Deus é mencionado em segundo, e o Espírito em último. Neste verso, Jesus e Deus são representados como pessoas. O Espírito é revelado como o poder de Deus. Paulo não ensinou a trindade nesta bela bênção. Ele orou para que a graça divina, amor e comunhão estivessem com os Coríntios. Ele desejava que estes experimentassem os benefícios da graça de Cristo. Ele também desejava que os crentes de Corinto entrassem nas bençãos resultantes do amor de Deus, assim como, desfrutar da comunhão espiritual com Deus, Seu Filho, e irmãos que é feita possível através da operação do poder de Deus, o Espírito Santo.
IMPORTANTE: Note que Paulo mencionou a comunhão do Espírito Santo, não a comunhão com o Espírito Santo. Os crentes tem comunhão com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo (ver I João 1:3-7) porque o Pai e o Filho são pessoas, ao passo que os crentes não podem ter comunhão com o Espírito, pois este não é uma pessoa. Na verdade, os Cristãos experimentam comunhão do Espírito, mas não com o Espírito.
Portanto, notamos que esta benção de Paulo na realidade não ensina de modo algum a falsa doutrina da trindade.
O fato de que Pedro, Tiago e João são mencionados juntos repetitivamente na Bíblia não indica que eles formam uma trindade. Por que deveria isto ser mais verdade porque Deus, Jesus e o poder de Deus aparecem mencionados no mesmo verso ? Outras Escrituras usadas de modo errôneo no mesmo intuito pelos trinitarianos são:Gn.19:24; Nm.27:18; Sal.51:11; Isa.34:16; 40:13; 48:16; Oséias 1:7; Ageu 2:4-5l; I Cor.12:4-6; I Ped.3:18; Apoc.1:4-6.
FRASES REPETIDAS TRÊS VEZES
Outro grupo de Escrituras nas quais os trinitarianos tentam ler sua doutrina inclue aqueles versos onde uma certa frase é repetida três vezes. Estes textos quando usados erroneamente deste modo, estão relacionados abaixo:
Isaías 6:3 – Santo, Santo, Santo
Apocalipse 4:8 – Santo, Santo, Santo
Números 6:24-26 – O Senhor, o Senhor, o Senhor
-
Isaías 6:3 – O Serafim adora a Deus clamando um ao outro: ”Santo, Santo, Santo, é o Senhor dos Exércitos: a terra toda está cheia de Sua glória.” O fato de que o atributo divino da santidade é repetida três vezes na adoração do Serafim, não indica que alguma referência é feita a três pessoas de uma trindade assentadas sobre um trono. A palavra “Santo” é repetida três vezes para dar ênfase.
*Obs.: Hollenberg & Budde em sua “Gramática Elementar da Língua Hebraica” ensinam que a forma repetida de um adjetivo em Hebraico além de lhe comunicar Ênfase, também serve como superlativo absoluto, passando “Santo, Santo, Santo” a ser entendido como “Santíssimo”.
Repetição para Ênfase é uma prática comum entre os escritores da Bíblia. Note os seguidores exemplos: “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor.” (Jer.22:29) Terá Jeremias ensinado uma trindade de terras? Certamente que não.”Ao revés, ao revés, ao revés a porei, e ela não será mais, até que venha aquele a quem pertence de direito, e a ele darei.” (Ezequiel 21:27).
Deus declarou que o reino de Israel seria suspenso e o trono de Davi seria posto ao revés. Este permaneceria em efeito até que o Messias viesse para reinar como rei. Neste texto a palavra “ao revés” é repetida três vezes para Ênfase.
-
Apocalipse 4:8 – Este verso é similar a Isaías 6:3. Aqui os quatro seres viventes “não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: “Santo, Santo, Santo” Senhor Deus Todo-Poderoso, que era, e é, e que há de vir.” O contexto deste verso nos mostra que estas palavras foram dirigidas somente ao Pai. Embora seja verdade de que o Filho é Santo e que o poder de Deus é Santo, as palavras de adoração deste texto são endereçadas ao Pai apenas. O Filho não é incluído aqui.