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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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A VINDA DE JESUS E O ANTICRISTO

A VINDA DE JESUS E O ANTICRISTO
Texto Básico: II Tessalonissenses 2:1-12 // Verso Áureo: Apoc. 1:7

INTRODUÇÃO DA LIÇÃO
O ensino de que haverá uma vinda silenciosa e secreta de Cristo, antes do aparecimento do homem do pecado tem sido amplamente difundido e crido neste século. Muitos o aceitam com pouca ou quase nenhuma investigação. Mas, chocante quanto possa parecer, este ensino não era a posição da Igreja apostólica e nem foi ensinado pelos primeiros protestantes, os reformadores. Até por volta de 1830, ninguém ensinou isto. Se for então como defendem os futuristas, por que este assunto era desconhecido até esta época?

QUESTIONÁRIO
1. Pode Jesus vir a qualquer momento?
Paulo orientou aos tessalonissenses (I Tess. 4:16,17) respeito a vinda do Senhor e mais tarde, visto alguns estarem achando que o evento ocorreria a qualquer momento, lhes esclareceu que existiam outras coisas a se cumprirem antes, por ordem:
1) Apostasia; 2) revelação e manifestação do homem do pecado; 3) vinda de Cristo e nosso ajuntamento com Ele (II Tess. 2:1-3). Este raciocínio contraria os futuristas, pois estes esperam os eventos na ordem: 3, 1 e 2, ou seja: Vinda de Cristo e nosso ajuntamento (3); a apostasia (1) e a manifestação futura do anticristo (2). No desespero de justificar a inversão da ordem dos acontecimentos os futuristas chegam a afirmar que a palavra traduzida por apostasia, significa partida tentando colocar aí o arrebatamento (Opções Contemporâneas na Escatologia, pág. 114).

2. De onde se originou a idéia de uma vinda de Jesus em duas fases e de um rapto secreto dos santos?
Esta doutrina surgiu graças a uma profecia dada por uma jovem chamada Margareth McDonald na primavera de 1830 que afirmou numa mensagem profética que a vinda de Cristo seria vista somente por aqueles cujos olhos fossem espiritualmente abertos. Ela fez um relato manualmente escrito e remeteu cópias a vários líderes religiosos da época. Robert Norton, em 1840 publicou a revelação da profetisa em seu livro “The Restoration of Apostles and Prophets in the Catolic Apostolic Church” (A Restauração dos Apóstolos e Profetas na Igreja Católica Apostólica). Outro associado a idéia foi Edward Irving, um eloqüente pregador escocês, nascido em 1792. Alguns acham que o pioneiro deste pensamento, no entanto, tenha sido o católico Manuel Lacunza, que publicou em 1812 a obra em espanhol “A vinda do Messias em Glória e Majestade”, traduzida para o inglês por Irving em 1827.

3. Por que sete anos no Céu? Que dizem respeito ao anticristo neste tempo?
A interpretação futurista das setenta semanas advoga a chamada teoria gap ou teoria da diferença, ou ainda, um parêntesis na contagem das semanas de Daniel 9:27. Ensina que as sessenta e nove semanas (483 anos) se estenderam desde a saída da ordem para reconstruir Jerusalém em 457 a. C. até o ano 26, medindo o tempo para a vinda do Messias, o que é correto, todavia aí abrem um espaço que perdura até o rapto da Igreja, quando então recomeça a contagem da 70ª semana que é de sete anos. Este período final a Igreja fica no Céu com Cristo, enquanto que aqui na Terra reina num governo mundial, o homem do pecado, o anticristo. Detalhes no próximo estudo.

4. Que vem a ser dispensações e em qual delas, segundo eles, é nossa era?
Dispensacionalismo é um sistema de interpretação da Bíblia por revelação progressiva que divide o plano de Deus para salvação do homem em distintas eras. Segundo Guilherme W. Orr e Lawrence Olson, estas eras são sete, a saber: 1) Inocência; 2) Consciência; 3) Governo Humano; 4) Promessa ou Patriarcal; 5) Lei; 6) Graça ou Eclesiástica e 7) Reino ou Governo Divino. Nos estaríamos na dispensação da Graça.

5. Segundo a teoria do rapto, quem está detendo ou impedindo a manifestação do anticristo?
A presença da Igreja e do Espírito Santo na Terra. Em II Tess. 2:1-3, Paulo foi explícito ao afirmar que a vinda de Cristo e nossa reunião com ele (arrebatamento, ajuntamento) não se daria, antes da apostasia e da manifestação do homem do pecado. Mostra que o que impedia não era algo desconhecido ou obscuro. Ele e os tessalonissenses sabiam o que era. Ele teve o cuidado de não mencionar por alguma razão de segurança. Se, no entanto, se tratasse do Espírito Santo, não haveria razão para não dizer aos irmãos. Na verdade, se tratava do Império Romano que, quando removido, abriu caminho livre ao papado. De Justino Mártir, Cirilo, Jerônimo e Irineu nos é dito que acreditavam ser o Imperio Romano o obstáculo ao anticristo.

6. Quando, segundo esta teoria, surgiram os 144 mil e quem serão estes e que obra farão?
Após o rapto, durante os primeiros 3,5 anos, se converterão 144 mil judeus e estes se tornarão grandes evangelistas, 144 mil Billy Grahams. A Terra jamais conheceu um período de evangelização como este e se converterá mais gente que em toda a história. Aqui cabe uma pergunta: Se é o Espírito Santo que converte e Ele já foi retirado da Terra no rapto, quem e como se converterá este povo?

7. Por que não é viável a crença num reinado mundial sob um grande ditador humano, o homem do pecado ou o anticristo?
A profecia de Daniel 2 e 7 apontam somente quatro reinos mundiais, sendo que no fim do quarto, vem uma pedra e esmiuça os reinos. Esta pedra é identificada como sendo o Reino de Cristo. Não existe nenhum reino mundial humano, além dos quatro.

IDSD

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