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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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O Apóstolo Paulo e a TORÁH – (Parte II) Última Parte

O Apóstolo Paulo e a TORÁH – (Parte II) Última Parte
INTRODUÇÃO:

Este breve estudo é continuação da PARTE anterior em que discorremos sobre alguns versículos PAULINOS que necessitavam de explicação quanto a questão da “LEI” – TORÁH. Recebi muitas solicitações de leitores e alunos para que explicasse outros versículos que são considerados por muitos intérpretes da Bíblia como sendo contrários à “TORÁH” e a seus PRINCÍPIOS. Se você leitor está lendo esta matéria sem ter consultado a anterior (Paulo e a Toráh), aconselho que você leia pelo menos a introdução desta.

“Os profetas e a lei profetizaram até João” – (Mateus 11.13)
Este texto apesar de não ser de PAULO, infelizmente é mal interpretado por alguns supondo que a “TORÁH” só teve duração até JOÃO BATISTA. A pergunta que se deve fazer ao ler este texto é:

Profetizaram o quê?
Todos os “PROFETAS” e a “TORÁH” profetizaram o MESSIAS – JESUS. Pela tradição judaica o “PROFETA ELIAS” viria para ANUNCIAR o “MESSIAS”, encerrando as profecias concernentes à sua manifestação. Tanto é assim que pelo contexto (v.14) diz: “E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir”. Sim, esta é a profecia que se encerra com “JOÃO”. As PROFECIAS MESSIÂNICAS.
A interpretação errada deste texto está em afirmar que a e os “NEVIIM” deixaram seu valor em “JOÃO”. Esta é uma interpretação tendenciosa e sem sentido.

Para piorar a situação a VERSÃO ALMEIDA REVISTA e ATUALIZADA, edição largamente utilizada entre evangélicos e cristãos no Brasil, em Lucas traz uma tradução diferente do original: “A Lei e os Profetas vigoraram até João…” (Lucas 16.16 – ARA). Mais, uma vez uma demonstração clara da tendenciosidade de algumas traduções cristãs em relação à “LEI”.

Vejamos como está no ORIGINAL grego: “o nomoV kai oi profhtai ewV Iwannou” (Ró nómos kai ori profetai eôs Iôannú). Simplesmente não existe a palavra “VIGORARAM”, no ORIGINAL a TRADUÇÃO LITERAL deveria ser: “A Lei e os Profetas até João”. Simplesmente O TRADUTOR inseriu sua “TEOLOGIA ANTINOMINISTA” (contra a lei) em sua versão, subtendendo que a “TORÁH” e os “PROFETAS” tiveram VALIDADE até “JOÃO BATISTA”, o que sem dúvida é um erro, conforme vimos nos comentários iniciais.
“Pois quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei (…) Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade” – (Hb 7.12 e 18)
Em que aspecto houve mudança de lei? Se observarmos com cuidado o contexto perceberemos que o autor trata da substituição (de certa forma) da lei do sacerdócio levítico por um sacerdócio superior conforme o Sl 110.4 que é citado no versículo 17 que diz: “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”. Claro se o sacerdócio de Melquisedeque é declarado eterno (para sempre) o sacerdócio levítico é inferior àquele. Por isso diz ainda o versículo 14: “pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes”. e ainda v.15: “quanto à semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote…”

Quem é este sacerdote? “YESHUA”.
Yeshua não podia exercer sacerdócio segundo a carne, pois era da tribo de Judá, ofício restrito (na terra) aos da tribo de Levi. Mas, ele exerce superior sacerdócio junto ao pai segundo a ordem de Melquisedeque. Pois o sacerdó de “YESHUA” não é: “…segundo a regra de uma prescrição carnal, mas de acordo com o poder de uma vida imperecível” – (v.16 – Verão da Bíblia de Jerusalém – Edições Paulinas).
O que quer dizer este texto? Que a lei é carnal? Que os mandamentos são carnais? Obviamente que não, pois como disse PAULO: “Porque sabemos que a lei é espiritual…” (Rm 7.14). Na verdade o texto se refere a linhagem de sacerdotes segundo a carne, o sacerdócio levítico. A prescrição da “TORÁH” que estabelece o sacerdócio terreno, ou seja, os da Casa de Levi.
A Bíblia de Jerusalém comenta que esta regra “carnal” é: “Aquela que reserva o sacerdócio de Levi exclusivamente à sua descendência carnal”. Neste aspecto podemos concluir que não foi a “TORÁH” que foi suplantada, mas “uma LEI da TORÁH”, a LEI do SACERDÓCIO LEVÍTICO, deu lugar ao SACERDÓCIO SUPERIOR, o de “YESHUA HÁ MASHIÁCH. Mesmo assim, observe que O PRINCÍPIO DE MEDIAÇÃO através de um sacerdote foi mantido. Este princípio está na “TORÁH”, a necessidade de um mediador é UM PRINCÍPIO ETERNO.
Percebemos então que “YESHUA” é um SUMO SACERDOTE, cujo serviço é prefigurado no ministério do sacerdote MELQUISEDEQUE, soberano e acima do sacerdócio levítico. Sendo assim, a “LEI da TORÁH” que dizia que só os sacerdotes levitas podiam se achegar em intercessão a D’US(Deus), foi suplantada por um sacerdócio celestial e superior. Por isso ainda diz: “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus (…) Porque a Torá constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a Palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre” – (Hb 7.26 e 28). A “PALAVRA do JURAMENTO” se refere à PROMESSA que o ETERNO fez no Salmo 110.4: “O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”, este juramento perpetua o sacerdócio de “YESHUA”.
O texto em nenhum momento faz referência a mudança da “TORÁH” por outra “Toráh”. Mas, na mudança de uma lei, a do sacerdócio levítico.
NOTA:

MELQUISEDEQUE foi o misterioso Sacerdote-Rei de SALÉM (Gn 14.18-20 ler) que abênçoa ABRÃO(posteriormente chamado de ABRAÃO). Uma doutrina judaica do Século I, era que MELQUISEDEQUE foi uma prefiguração do MASHIÁCH – MESSIAS.

SALÉM era o antigo nome de “YERUSHALAIM” – JERUSALÉM, cuja raiz vem de “SHALOM” – PAZ, e MELQUISEDEQUE vem do hebraico: “MALKI-TSEDEK” que pode ser traduzido como: REI da JUSTIÇA.
“Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda (…) Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer” – (Hebreus 8.7 e 13).
Sem dúvida busca-se uma “NOVA ALIANÇA”, foi o próprio Profeta JEREMIAS quem a profetizou, por isso o autor de Hebreus cita-o nos versículos de 7 à 11. A PRIMEIRA ALIANÇA “era imperfeita por causa do endurecimento do coração do homem”. Um coração que não queria andar voluntariamente nos mandamentos do SENHOR. Por isso procurou-se “A NOVA ALIANÇA” – vs..13.
“Quando ele diz NOVA, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer”. Sem dúvida! Está PRESTE, mas ainda não desapareceu. O fato de uma ALIANÇA ser antiga, não quer dizer que ELA tenha desaparecido. Obviamente A NOVA ALIANÇA não se cumpriu plenamente, quando isto se cumprir A ANTIGA ALIANÇA será plenamente suplantada dando lugar à ETERNIDADE.
A idéia “DISPENSACIONALISTA” de que uma ALIANÇA anula a anterior é vaga, todas as ALIANÇAS estão de pé, obviamente que os acréscimos trazidos por uma ÚLTIMA ALIANÇA são SUPERIORES aos dos “pactos” ANTERIORES, mas isto não quer dizer necessariamente “abolição”.
O problema está em desassociar a “TORÁH” – LEI da ALIANÇA. A imagem que um cristão geralmente tem é que A NOVA ALIANÇA é um “PACTO de GRAÇA” enquanto “A Primeira ALIANÇA é de LEI”.

Esta idéia é imprecisa, pois quando A NOVA ALIANÇA foi prometida pelo ETERNO através do Profeta JEREMIAS (citado pelo próprio autor de Hebreus), ele disse: “(…) firmarei Nova Aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá (…) porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Na sua mente imprimirei AS MINHAS LEIS, também sobre o seu coração as inscreverei (insculpindo, entalhando)…” – (Jr 31.31-34 e Hb 8.8,10).

A NOVA ALIANÇA não é uma “ALIANÇA sem LEI” (anti-nominiana).

Então O QUE MUDA? Ou em que aspecto A NOVA ALIANÇA é melhor que a primeira?

Ela é melhor e diferente porque a “TORÁH” agora MUDA de POSIÇÃO!

Antes, ela estava em tábuas de pedras, a pedra é um REFLEXO do CORAÇÃO endurecido do homem. Mas, graças ao sangue da NOVA ALIANÇA, hoje esta “TORÁH” está IMPRESSA no CORAÇÃO de todo AQUELE QUE É FIEL a “YESHUA HÁ MASHIÁCH”, corações REGENERADOS estão condicionados a receberem os PRECEITOS ETERNOS.
“Porque a lei do Espírito da vida, no Messias Yeshua, te livrou da lei do pecado e da morte” – (Rm 8.2).

Lendo esse texto SEM MEDITAR, podemos ser levados a acreditar que existem duas “LEIS”. Uma LEI que é do ESPÍRITO no MESSIAS – MASHIÁCH e outra – a LEI do PECADO e da MORTE.
Na verdade PAULO não está fazendo referência a uma LEI do PECADO (judaica) e outra LEI ESPIRITUAL (de Cristo). Quando se diz “LEI”, neste caso, faz-se referência, “À TORÁH do MESSIAS”, que não é outra se não a mesma que foi dada a MOISÉS no MONTE SINAI, mas em NOVAS CONDIÇÕES.
Vejamos o contexto: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez D’us enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou D’us, na carne, o pecado, a fim de que a ordenança da Torá se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” – (Rm 8.3 e 4).
A expressão usada no versículo 3 “IMPOSSÍVEL”, é a palavra grega “ADYNATON” [adunaton]. Ela é formada pela preposição negativa “a” e pela raiz “DINÂMIS” (poder). Na verdade esta palavra significa precisamente: “SEM PODER”. Com esta informação vamos analisar o versículo com mais atenção.
A “TORÁH” tem poder quando aplicada de forma correta. Mas, torna-se ineficaz quando praticada por um coração incircunciso, não regenerado.

O texto ainda diz que a “TORÁH” estava “ENFERMA” por causa da carne ou da carnalidade do homem. Observe, que o problema não é a LEI, mas o homem escravo do pecado e sua frustrada tentativa de se tornar justo através de seu esforço em cumprir a “LEI”. Nesta tentativa carnal de ser obediente aos preceitos de D’US(Deus), a “TORÁH” ao invés de ser um instrumento de vida para o homem, torna-se para este indivíduo não restaurado, UM INSTRUMENTO de “pecado” e de “morte”, o que é UM DESRESPEITO aos estatutos e mandamentos do ETERNO. Por isto ela (a TORÁH) estava “SEM PODER”.
Então QUAL FOI A SOLUÇÃO DE D’US(Deus), para este problema da obediência carnal?

Diz ainda: “enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou D’us, na carne, o pecado…”.

Perfeita a OBRA de D’US(Deus)! Já que o problema do homem em cumprir os mandamentos de D’US era a carne, então D’US envia SEU FILHO como o homem, semelhante ao pecador, para DESTRUIR O PECADO que tanto impedia o homem de cumprir os mandamentos de D’US.

D’US fez tudo isso PARA QUÊ?
“A fim de que o ESTATUTO DA LEI se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” – (v.4).

Agora, libertos do pecado pelo SACRIFÍCIO do MESSIAS o ESTATUTO da “TORÁH” se cumpre no indivíduo.

Antes cumpríamos a “TORÁH”, mas agora, ELA se cumpre em nós. Sendo assim, agora, a “TORÁH” volta ao seu propósito original: SER UMA “TORÁH DO ESPÍRITO DA VIDA” e não MAIS UMA “TORÁH DO PECADO E DA MORTE” – (v.2).
Este dualismo “TORÁH VIDA” x “TORÁH MORTE”, é comum na tradição judaica conforme o “TALMUD”: “Rabi Iehoshua ben Levi disse: Qual é o significado do versículo? E esta é a Torá que Moshê colocou perante os Filhos de Israel [Deuteronômio 4:44]? Isso significa que se uma pessoa é meritória [merecer], ela [a Torá] será para a mesma um elixir que concede vida; mas se não, ela [a Torá] se tornará um veneno mortal. Isso é o que Rabá quis dizer quando ele disse: se ele usá-la de modo direito, ela [a Torá] é uma medicina de vida para ele, mas se alguém não usá-la de modo direito, ela é um veneno mortal” – (Yomá 72b).
“Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las” – (Gl 3.10).
O APÓSTOLO PAULO constantemente faz uso das expressões “OBRAS DA LEI” e “SOB A LEI”.

O intérprete deve tomar cuidado com estas expressões. De forma alguma PAULO pode estar dizendo que a prática de “TORÁH” – LEI, traz maldição e tão pouco que a “TORÁH é maldita”, obviamente. Pois, o mesmo PAULO diz que a “TORÁH é santa, justa e boa” – (Rm 7.12). Na verdade, este texto é uma exortação direta de Paulo ao legalismo.
MAS, o que é “LEGALISMO”?

LEGALISMO é a prática da “TORÁH” com fins de justificação (salvação), sem fazer uso da fé no MESSIAS – MASHIÁCH e em sua obra no madeiro(cruz), o que é um erro. A “TORÁH” nunca foi dada para salvar o pecador ela tem a função de PRESERVAR o salvo no MESSIAS – MASHIÁCH. Como não existia a expressão “LEGALISMO” em grego, O APÓSTOLO PAULO usa a expressão “sob a lei” e “obras da lei” como sinônimos da prática legal a fim de se alcançar salvação.

Citarei um famoso hermeneuta cristão: “Os argumentos de Paulo em Gálatas não eram contra a lei, mas contra o legalismo – essa perversão que diz que a salvação pode ser obtida mediante a observância da lei…O legalismo nada mais era do que a tentativa de ganhar a salvação mediante a guarda da lei” – (Virkler, Henry A. – Hermenêutica Avançada – Editora Vida – Pg. 109 – 1998 – 5º Impressão).
Uma pessoa que tenta justificar – se unicamente pela PRÁTICA da “TORÁH”, estará sob maldição. Por quê? Ao tentar se justificar pelas “OBRAS da TORÁH” esta pessoa:
• Primeiro: Nega a OBRA do MESSIAS – MASHIÁCH, pois ao confiar em si mesma para justificação, NEGA-SE a OBRA do madeiro(cruz).

• Segundo: Teria que praticar toda a “LEI” de forma correta, pois automaticamente ao QUEBRAR um MANDAMENTO, estaria sendo passível ao recebimento das maldições descritas na “TORÁH” aos que não cumprem seus mandamentos. A não prática da “TORÁH” induz à maldição. Por isso PAULO continua: “… é evidente que, pela Torá, ninguém é justificado diante de D’us, porque o justo viverá pela fé [fidelidade]” – (v.11).
“O Messias nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro” – (Gl 3.13).
SIM, louvado seja o ETERNO por isto! Pois, não estamos mais passíveis à maldição. Pois, “não confiamos em nosso esforço humano para sermos justificados”. Antes, confiamos na maravilhosa OBRA de “YESHUA” e na capacitação que o “ESPÍRITO de D’US” nos dá de sermos justos (ver comentário acima sobre Romanos 8.2). Nossa justiça vem pela firme fidelidade à OBRA que “YESHSUA” realizou por nós. Obviamente, depois que fomos alcançados por sua obra salvadora, recorremos a vida justa, não porque simplesmente queremos vivê-la, mas porque ela brota naturalmente de nossas vidas, pois temos uma “TORÁH VIVA” em nossos corações que nos leva a uma vida justa (Jr 31.31 e seg). Não praticamos a “TORÁH” para sermos salvos, mas porque JÁ SOMOS salvos.
“YESHUA” levou as maldições da “TORÁH”, o apedrejamento, o enforcamento, os açoites, no madeiro
afim de que sejamos obedientes, não por ameaças, mas por amarmos profundamente o ETERNO, dedicando nossas vidas à SUA maravilhosa OBRA.

Concluímos com tudo isto, que é necessária uma revisão cautelosa dos conceitos teológicos que são adotados hoje pelo cristão. E também pelo judeu que afirma que O APÓSTOLO PAULO era contra a “TORÁH”. Vai minha crítica também ao dogmatismo dispensacionalista(*), que insiste em DIVIDIR a BÍBLIA em duas principais dispensações (digo duas, pois comumente é aceito que existem 7 dispensações bíblicas), a “DISPENSAÇÃO da LEI” (mosaica) e a “DISPENSAÇÃO da GRAÇA”. Estes conceitos são aceitos hoje como quase canônicos, mas em nenhum momento PAULO ou OS APÓSTOLOS se preocuparam em DIVIDIR as ESCRITURAS desta forma. Obviamente, porque esta divisão nunca existiu na ERA APOSTÓLICA (Século I ou Primeiro Século).
(*) O dispensacionalismo: Escola teológica que insiste dividir as escrituras em múltiplas dispensações, ou períodos, onde D’US agia de forma diferente. Destacam-se J.N. Darby 1830, Scholtfield, Charles Ryrie, Stanley Horton, Dwint Pentecost, e outros. Donde surgiu a idéia de sete dispensações: Inocência, Consciência, Governo Humano, Monarquia, Lei, Graça e Milênio. A Bíblia nunca se dividiu desta forma. A Bíblia descreve “ALIANÇAS ou PACTOS”. Mesmo assim, um “pacto” nunca aboliu o outro, por isso PAULO disse que “os gentios no Messias foram aproximados” das ALIANÇAS: “naquele tempo, estáveis sem o Messias, separados da comunidade de Israel e estranhos às ALIANÇAS DAS PROMESSAS (…) Mas, agora no Messias Yeshua, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue do Messias”. – (Ef. 2.12 e 13).

“Anulamos a Torá pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a Torá” – (Romanos 3.31).
NOTA: Alguns textos analisados, para alguns, não são de autoria Paulina. Hebreus por exemplo pelo ponto de vista pessoal do autor desta matéria foi escrito pelo Apóstolo Paulo.
SHALOM ADHONAI YESHUA ÉLOHIM HÁ MASHIÁCH!
BARÚCH HÁ SHEM!

VOZ MISSIONÁRIA

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