Esta Ă© a vida eterna: que te conheçam, o Ășnico Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JoĂŁo 17:3

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OS SETE SELOS DO APOCALIPSE.

ESTUDO BÍBLICO: TEMA OS SETE SELOS DO APOCALIPSE.

A ABERTURA DOS SETE SELOS.

PRIMEIRO SELO – CAVALO BRANCO.

“E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: Vem! Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer.” Apocalipse 6:1 e 2.

Nos dias da inspiração do Apocalipse, o cavalo era um emblema da força, combinada com sua rapidez. A cor branca do cavalo, neste caso, nĂŁo representa pureza, mas paz.. Alguns cristĂŁos cometem um sĂ©rio equĂ­voco de interpretação quando associam o cavalo e o cavaleiro de Apocalipse 6:2 com Apocalipse 19:11-16. Defendem eles que, por ser branco o cavalo, o cavaleiro necessariamente deve ser entendido como sendo o Senhor Jesus. É muito estranha tal conclusĂŁo, pois o texto sob anĂĄlise nĂŁo apresenta traços fisionĂŽmicos que identificam o cavaleiro e nem a cor da roupa dele. Apenas cita que ele tinha um arco e foi-lhe dada uma coroa. Este cavaleiro nĂŁo poderia ser o nosso Senhor Jesus, pois Ele nĂŁo participaria de nenhum grupo de cavaleiros portadores de maus pressĂĄgios. Esse conjunto formado pelo cavalo branco, arco e coroa sĂŁo sĂ­mbolos de vitĂłria. Demonstra simbolicamente os ĂĄureos tempos do ImpĂ©rio Romano, que se sustentou pela força de seu poder. Todas as naçÔes que estavam sob o seu domĂ­nio tinham que obedecer e todos os habitantes viviam sob as suas regras e autoridade.

O ImpĂ©rio Romano assumiu a sua posição de liderança mundial a partir de 168 a.C., mas seu perĂ­odo conhecido como “idade de ouro” teve inĂ­cio no final do primeiro sĂ©culo depois de Cristo. Foi entre os anos 96 a 180 d.C. que Roma atingiu o seu auge, desfrutando relativa paz e prosperidade polĂ­tica, militar e econĂŽmica. A respeito deste perĂ­odo, a histĂłria registra o seguinte:

“Durante perto de um sĂ©culo a ordem reina no mundo romano; a paz Ă© assegurada nas fronteiras; o ImpĂ©rio conhece a idade de ouro da sua prosperidade.” Universo e Humanidade, p. 147.

Neste perĂ­odo governaram os chamados “cinco bons imperadores”, sendo Nerva (96 a 98), Trajano (98 a 117), Adriano (117 a 138), Antonino Pio (138 a 161) e Marco AurĂ©lio (161 a 180).

No entanto, a exemplo de BabilĂŽnia, o ImpĂ©rio Romano haveria de sucumbir, nĂŁo somente por causa da sua soberba e opulĂȘncia, mas tambĂ©m por seu Ăłdio e inimizade contra Deus. Com a abertura dos prĂłximos selos, inicia-se a decadĂȘncia desse poderoso ImpĂ©rio.

SEGUNDO SELO – CAVALO VERMELHO.

“Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem! E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros, e foi-lhe dada uma grande espada.” Apocalipse 6:3 e 4.

O segundo selo, em contraste com o primeiro, apresenta um Cavalo Vermelho, cuja cor revela guerra ou discĂłrdia. Ao cavaleiro que estava montado nele “foi dado que tirasse a paz da terra”, aquela paz que havia nos ĂĄureos tempos do ImpĂ©rio Romano, simbolizada pelo Cavalo Branco. A cor vermelha na profecia tem o significado de derramamento de sangue: IsaĂ­as 63:1-6. O seu cavaleiro possuĂ­a uma grande espada. Espada indica matança: IsaĂ­as 34:5 e 6; 66:16; Jeremias 25:31; 50:35-37; Ezequiel 21:28.

Com a chegada da dinastia dos “Severos” ao poder imperial a partir de 193 d.C., teve inĂ­cio um perĂ­odo de turbulĂȘncia, que chegou ao auge em 235 d.C.. A dinastia dos “Severos” foi constituĂ­da por imperadores, entre os quais quatro se destacaram:

Sétimo Severo (193 a 211 d.C.), Caracala (211 a 217 d.C.), Heliogåbalo (218 a 222 d.C.) e Alexandre Severo (222 a 235 d.C.). A partir de 235 d.C.

começou a mais profunda crise do ImpĂ©rio Romano, da qual ele saiu completamente transformado cinqĂŒenta anos depois. Nesse conturbado perĂ­odo conhecido como “anarquia militar”, de 235 a 285 d.C., Roma conheceu uma rĂĄpida sucessĂŁo de mais de vinte imperadores, dos quais apenas um morreu de morte natural. Em constantes motins, o exĂ©rcito romano estava dividido em facçÔes rivais, que proclamavam os imperadores com a mesma facilidade com que os assassinavam. Assim, pois, a expressĂŁo bĂ­blica “de modo que os homens se matassem uns aos outros” nos confirma a exatidĂŁo da profecia.

TERCEIRO SELO – CAVALO PRETO.

“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: Vem! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mĂŁo. E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Um queniz de trigo por um denĂĄrio, e trĂȘs quenizes de cevada por um denĂĄrio; e nĂŁo danifiques o azeite e o vinho.” Apocalipse 6:5 e 6.

O cavalo preto e seu cavaleiro simbolizam a escassez, carestia e fome. Na verdade sĂŁo conseqĂŒĂȘncias da guerra civil. A fome e a escassez sĂŁo representadas na Palavra de Deus pela cor preta, conforme LamentaçÔes 4:1-9. Os alimentos vendidos a peso, trazem o mesmo significado:

LevĂ­tico 26:26 e Ezequiel 4:16 e 17.

A balança na mĂŁo do cavaleiro Ă© uma clara referĂȘncia ao comĂ©rcio.

Nas versĂ”es revisadas de JoĂŁo Ferreira de Almeida encontramos o seguinte comentĂĄrio de rodapĂ© sobre Apocalipse 6:6: “Um queniz, medida de cerca de um litro, por um denĂĄrio, que valia um dia de trabalho, indicava grande escassez do artigo.”

ApĂłs atravessar um perĂ­odo de luxo e prosperidade, o ImpĂ©rio Romano mergulhou numa fase considerada amarga. Devido Ă  cobrança de altas taxas de impostos e devido Ă  ineficiĂȘncia e desonestidade dos funcionĂĄrios do governo, Roma teve que administrar sĂ©rios problemas. Este cenĂĄrio fez aprofundar o distanciamento do rico em relação ao pobre. NĂŁo conseguindo arrecadar fundos suficientes com a cobrança de impostos, o Estado passou a emitir dinheiro e com isso ele provocou a subida dos preços dos principais produtos alimentĂ­cios, como o trigo e a cevada, considerados bĂĄsicos e essenciais. Estabeleceu-se assim a inflação, um fenĂŽmeno que fez o dinheiro valer cada vez menos, criando enormes dificuldades principalmente Ă s pessoas menos favorecidas.

Porém, o texto bíblico menciona que o azeite e o vinho não deveriam ser danificados. A disponibilidade destes produtos de luxo e considerados não essenciais, seria uma indicação de que as classes média alta e rica, esteios financeiros do Império Romano, passariam por momentos muito difíceis.

QUARTO SELO – CAVALO AMARELO.

“Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o hades seguia com ele; e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra.” Apocalipse 6:7 e 8.

O cavaleiro que estava montado sobre o cavalo amarelo foi o Ășnico que recebeu nome. O nome dele era: “morte”. A morte Ă© a conseqĂŒĂȘncia imediata dos quatro juĂ­zos de Deus: espada, fome, peste e feras da terra, os quais tambĂ©m aparecem registrados em Ezequiel 14:12-23:

“Filho do homem, quando uma terra pecar contra Mim, agindo traiçoeiramente, entĂŁo estenderei a Minha mĂŁo contra ela, e lhe quebrarei o bĂĄculo do pĂŁo, e enviarei contra ela a FOME, e dela exterminarei homens e animais; …Se Eu fizer passar pela terra BESTAS FERAS, estas assolarem, de modo que ela fique desolada, sem que ninguĂ©m possa passar por ela por causa das feras; …Ou se Eu trouxer a ESPADA sobre aquela terra, e disser: Espada, passa pela terra; de modo que Eu extermine dela homens e animais; …Ou se Eu enviar a PESTE sobre aquela terra, e derramar o Meu furor sobre ela com sangue, para exterminar dela homens e animais; …” Ezequiel 14:13, 15, 17 e 19.

Tais como no livro de Ezequiel, estes mesmos juĂ­zos de Deus aparecem no quarto selo, trazendo a morte sobre a quarta parte da Terra. Eles nada mais sĂŁo do que prenĂșncios da derrocada do ImpĂ©rio Romano, por causa de suas violentas açÔes opressivas contra o remanescente povo de Deus. As guerras, a fome, as pestes e as invasĂ”es dos povos bĂĄrbaros foram decisivas para o enfraquecimento desse poder. As palavras profĂ©ticas tiveram seu cumprimento jĂĄ a partir do final do segundo sĂ©culo, quando o ImpĂ©rio Romano foi sacudido por uma sĂ©rie de infortĂșnios e se estendeu atĂ© a sua derrocada final. É a chamada causa e efeito.

“A guerra prolongada contra os insurretos na parte oriental e uma peste devastadora tinham exaurido o exĂ©rcito de soldados e de dinheiro. Pior, ainda, vĂĄrias tribos germĂąnicas haviam se juntado para invadir as provĂ­ncias ao sul do DanĂșbio.” Depois de Jesus o Triunfo do Cristianismo, p. 142.

Neste perĂ­odo da histĂłria o ImpĂ©rio Romano transformou-se numa ditadura militar e como consequĂȘncia agravaram-se as perseguiçÔes contra aqueles que nĂŁo venerassem os deuses tradicionais do Estado.

QUINTO SELO.

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: AtĂ© quando, Ăł Soberano, santo e verdadeiro, nĂŁo julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, atĂ© que se completassem o nĂșmero de seus conservos e seus irmĂŁos, que haviam de ser mortos, como tambĂ©m eles o foram.” Apocalipse 6:9-11.

Com a abertura do quinto selo, os mĂĄrtires pedem vingança. SĂŁo os mĂĄrtires que foram mortos durante as perseguiçÔes de Roma PagĂŁ. Mas como os mĂĄrtires pediriam vingança se eles estavam mortos? Os clamores simbĂłlicos dos mĂĄrtires sĂŁo idĂȘnticos aos clamores apresentados em:

a) GĂȘnesis 4:10 – “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmĂŁo estĂĄ clamando a Mim desde a terra.”

b) Hebreus 11:4 – “Pela fĂ© Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifĂ­cio que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho das suas oferendas, e por meio dela depois de morto, ainda fala.”

c) Habacuque 2:11 – “Pois a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento.”

d) Tiago 5:4 – “Eis que o salĂĄrio que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros tĂȘm chegado aos ouvidos do Senhor dos exĂ©rcitos.”

e) Lucas 19:40 – “Ao que Ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.”

Os cristĂŁos multiplicaram-se rapidamente. O prĂłprio ImpĂ©rio foi em parte responsĂĄvel pela expansĂŁo da fĂ©. Como o Estado empobrecera demais para oferecer assistĂȘncia aos cidadĂŁos necessitados, principalmente aos ĂłrfĂŁos e idosos, os cristĂŁos esforçaram-se a prestar-lhes auxĂ­lio, imitando na vida pessoal o amor do Senhor Jesus. A presença dos cristĂŁos consistia numa ameaça ao ImpĂ©rio Romano, por recusarem prestar culto aos deuses de Roma. Esta desobediĂȘncia por parte dos cristĂŁos era interpretada como quebra da “pax deorum” (paz dos deuses). Por isso, cada vez que infortĂșnios ocorriam no ImpĂ©rio Romano, os cristĂŁos eram considerados culpados. Dez grandes perseguiçÔes ocorreram, lideradas pelos Imperadores Nero, Domiciano, Trajano, Adriano, Antonino Pio, Marco AurĂ©lio, SĂ©timo Severo, DĂ©cio, Valeriano e Diocleciano, durante o perĂ­odo de 64 d.C atĂ© o ano 313 d.C., quando foi assinado o Édito de MilĂŁo pelo Imperador Constantino. A perseguição comandada pelo Imperador Diocleciano foi a Ășltima e mais sangrenta de todas as perseguiçÔes. Ela Ă© conhecida na histĂłria como “A Grande Perseguição”.

ConvĂ©m enfatizar que os mĂĄrtires destas perseguiçÔes sĂŁo da Ă©poca do ImpĂ©rio Romano PagĂŁo, identificado no livro do Apocalipse como “a besta que subiu do mar” (Apocalipse 13). Como a voz do sangue de Abel clamava a Deus desde a terra, assim os mĂĄrtires clamaram com grande voz, dizendo: “AtĂ© quando, Ăł verdadeiro e santo Soberano, nĂŁo julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?” Apocalipse 6:10.

Em resposta “foi lhes dito que repousassem ainda por pouco tempo, atĂ© que se completasse o nĂșmero de seus conservos e seus irmĂŁos, que haviam de ser mortos, como tambĂ©m eles foram.” Apocalipse 6:11.

De acordo com a resposta dada, pode-se entender que depois daquele perĂ­odo haveria outros mĂĄrtires e estes seriam do perĂ­odo do Sacro ImpĂ©rio Romano (538 a 1798 d.C.), identificado no livro do Apocalipse como “a besta que subiu da terra”. Apocalipse 13:11-18. Em ambas as fases (pagĂŁ e religiosa), o ImpĂ©rio Romano perseguiu o remanescente povo de Deus, fazendo um nĂșmero incontĂĄvel de mĂĄrtires. (ver Apocalipse 13:7; 13:15; 20:4).

SEXTO SELO.

“E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande terremoto; e o sol tornou-se negro como saco de cilĂ­cio, e a lua toda tornou-se como sangue; e as estrelas do cĂ©u caĂ­ram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes. E o cĂ©u recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os chefes militares, e os ricos, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: CaĂ­ sobre nĂłs, e escondei-nos da face daquele que estĂĄ assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque Ă© vindo o grande dia da ira deles; e quem poderĂĄ subsistir?” Apocalipse 6:12-17.

O grande terremoto que ocorreu na abertura do sexto selo revela um período de aflição, transformação e instabilidades com a adoção do cristianismo pelo Império Romano. O impensåvel havia acontecido. Encarando o cristianismo de um modo pragmåtico, Constantino alterou o curso da história romana, que passou a ter uma nova roupagem, marcada por um ponto de mudança nas relaçÔes Igreja-Estado.

A cristianização de Roma feita no quarto século foi uma estratégia bem elaborada por Constantino. Ele percebeu que a extensa rede da Igreja poderia revelar-se uma ajuda preciosa na unificação e no consequente domínio de tão vasto Império.

Atualmente muitos cristĂŁos historicistas associam os eventos do sexto selo ao terremoto de Lisboa, ocorrido em 1Âș. de novembro de 1755, ao dia escuro de 1780 e Ă  queda de estrelas em 1833. Ensinam eles que os eventos do sexto selo culminam com a volta do Senhor Jesus a esta Terra e o sĂ©timo selo Ă© a manifestação da vinda de Cristo. Contudo, essas interpretaçÔes sĂŁo equivocadas pelas seguintes razĂ”es:

a) Tomando-se como base os ensinos da Palavra de Deus, ao ser aberto o sétimo selo começam a soar as sete trombetas (Apocalipse 8:1 e 2). Considerando a grandiosidade dos eventos que representam estas trombetas, não haveria espaço de tempo suficiente para que eles pudessem acontecer no momento da Volta do Senhor Jesus.

b) A expressĂŁo “Dia do Senhor” na BĂ­blia, nem sempre Ă© aplicada para a volta do Senhor Jesus, mas pode significar tambĂ©m um perĂ­odo de rebeliĂŁo e comoção polĂ­tica no mundo. Como exemplo, podemos citar a tomada de BabilĂŽnia pelos Medos, conforme descrita em IsaĂ­as, capĂ­tulo 13:

Isaías 13:6 – “Uivai, porque o dia do Senhor está perto; virá do Todo Poderoso como assolação.”

IsaĂ­as 13:10 – “Pois as estrelas do cĂ©u e as suas constelaçÔes nĂŁo deixarĂŁo brilhar a sua luz; o sol se escurecerĂĄ ao nascer, e a lua nĂŁo farĂĄ resplandecer a sua luz”

IsaĂ­as 13:11 – “E visitarei sobre o mundo a sua maldade, e sobre os Ă­mpios a sua iniqĂŒidade; e farei cessar a arrogĂąncia dos atrevidos, e abaterei a soberba dos cruĂ©is.”

IsaĂ­as 13:13 – “Pelo que farei estremecer o cĂ©u, e a terra se moverĂĄ do seu lugar, por causa do furor do Senhor dos exĂ©rcitos, e por causa do dia da Sua ardente ira.”

Evidentemente o profeta Isaías não se referiu à volta do Senhor Jesus, mas à queda de BabilÎnia. Ao examinar os versos 1 e 17 do mesmo capítulo 13 de Isaías, a constatação é clara:

“OrĂĄculo acerca de BabilĂŽnia, que IsaĂ­as, filho de Amoz, recebeu numa visĂŁo. …Eis que suscitarei contra eles os medos, que nĂŁo farĂŁo caso da prata, nem tampouco no ouro terĂŁo prazer.” IsaĂ­as 13:1 e 17.

Os mesmos termos utilizados no livro de IsaĂ­as para anunciar a derrocada da BabilĂŽnia antiga, sĂŁo agora mencionados em Apocalipse 6:12-17 para anunciar uma nova turbulĂȘncia de grandes proporçÔes que atingiria o ImpĂ©rio Romano. NĂŁo faz referĂȘncia Ă  volta do Senhor Jesus, mas Ă s profundas transformaçÔes polĂ­ticas e religiosas perpetradas pelo Imperador Constantino, que ao mesmo tempo era sumo sacerdote das religiĂ”es pagĂŁs do ImpĂ©rio e devoto do “deus-Sol Invictus”. O cristianismo paganizado implantado por ele abalou a fĂ© cristĂŁ e ainda exerce forte influĂȘncia atĂ© os dias de hoje.

SÉTIMO SELO.

“Quando abriu o sĂ©timo selo, fez-se silĂȘncio no cĂ©u, quase por meia hora. E vi os sete anjos que estavam em pĂ© diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo, e pĂŽs-se junto ao altar, tendo um incensĂĄrio de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as oraçÔes de todos os santos sobre o altar de ouro que estĂĄ diante do trono. E da mĂŁo do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as oraçÔes dos santos. Depois o anjo tomou o incensĂĄrio, encheu-o do fogo do altar e o lançou sobre a terra; e houve trovĂ”es, vozes, relĂąmpagos e terremoto.” Apocalipse 8:1-5.

A abertura do sĂ©timo selo sĂŁo as sete trombetas. Houve silĂȘncio no cĂ©u por “quase meia hora”. Meia hora em profecia Ă© um perĂ­odo de aproximadamente 7 dias. O nĂșmero 7 indica perfeição e tambĂ©m cumprimento, isto Ă©, Deus inicia e termina. Entendemos ser esta uma indicação de que Deus se prepara para realizar suas açÔes no mundo, conduzindo-o para o cumprimento de seus intentos e decretos.

As Sagradas Escrituras revelam que ao final da abertura dos sete selos veio um Anjo da parte de Deus. Ele tomou o incensårio, encheu-o do fogo do altar e o lançou sobre a Terra (Apocalipse 8:5). Este ato pode ser entendido como uma reposta de Deus às oraçÔes dos santos, preparando-os para os próximos e solenes acontecimentos sobre a face da Terra.

CONCLUSÃO.

A histĂłria e os fatos relacionados ao ImpĂ©rio Romano, tĂȘm tudo a ver tambĂ©m com a trajetĂłria do remanescente povo de Deus. Esse povo sobreviveu e cresceu nesse ambiente hostil, cercado de inimigos, os quais se utilizaram do poder polĂ­tico e militar para alcançar os seus mais cruĂ©is intentos. Os pagĂŁos perseguiam aqueles que ousavam obedecer as Escrituras Sagradas. Apesar de todas as perseguiçÔes e mortes, o povo de Deus manteve-se puro e conservou-se fiel Ă  Palavra de Deus. Esse remanescente de Deus continua existindo atĂ© hoje. É um povo vitorioso. No futuro reino milenar de Cristo, o apĂłstolo JoĂŁo viu em visĂŁo a respeito deles estĂĄ escrito:

“Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.” Apocalipse 20:4.

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