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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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Vão os justos morar no céu?

Vão os justos morar no céu?
A maior ansiedade dos religiosos ou pelo menos da grande maioria é um dia ser trasladado aos céus, onde Deus habita e tem Seu trono, e lá passar algum tempo ou mesmo a eternidade. Seria isto possível? Haveria algum respaldo bíblico a sustentar esta teoria? Muitos acham que sim e se valem de certas passagens bíblicas para se apoiarem. No entanto, é mister que se examine tais textos com muito temor e cuidado. Não podemos esquecer que não se toma um versículo isolado de seu contexto. A interpretação correta das Escrituras é aquela em que os versículos se harmonizam com a inspiração de todo o capítulo ou assunto tratado.
ATIVANDO NOSSA MEMÓRIA
De onde, na verdade, procede a idéia de se morar por algum tempo ou eternamente no Céu? Certamente que não vem das Escrituras. A história nos fala dos homens, denominados filósofos, que criaram ou introduziram na religião romana papal, a idéia de se morar no Céu. O povo de Israel nunca creu nisto. Bertrand Russel em “História da Filosofia Ocidental” diz: “O Deão Inge, em seu valioso livro sobre Plotino, ressalta acertadamente, o que o cristianismo lhe deve. O platonismo – diz ele – é parte da estrutura vital da teologia cristã, com a qual nenhuma outra filosofia, ouso dizê-lo, poderia funcionar sem atritos. Há, diz, uma extrema impossibilidade de extirpar-se o platonismo do cristianismo, sem o que o cristianismo se faça em pedaços”. Assinala que Santo Agostinho se refere ao sistema de Platão como o “mais puro e brilhante de toda a filosofia”. Santo Agostinho é tido como um dos maiores mestres da religião papal. Recomendamos que se pesquise o assunto de morada no Céu e imortalidade da alma em obras que versem sobre as idéias dos antigos filósofos gregos. Muitas surpresas!
QUESTIONÁRIO
1. Qual era a esperança de Israel e dos apóstolos quanto à vinda do Messias?
Em nenhum momento os apóstolos e demais israelitas manifestaram crença de um reino ou morada no Céu com o Messias: Lucas 1:67-75: Uma libertação literal dos inimigos e uma era de paz. Lucas 24:21: Desapontados, pois esperavam já o reino messiânico. Lucas 19:11; João 6:14: Achavam que o reino seria implantado imediatamente. Atos 1:6-8: Jesus declara a missão da Igreja, antes do estabelecimento do reino.
2. Podemos encontrar nas Escrituras vestígios da intenção de se morar ou alcançar o Céu?
A primeira intenção de que temos notícia, foi a dos seguidores de Ninrode, em Babel, na terra de Sinear (Região entre os rios Tigre e Eufrates mais tarde denominada Babilônia), que elaboraram um projeto de edificar uma cidade com uma torre que tocasse os céus. Deus não aprovou tal arrogância e lhes confundiu as línguas, paralisando a obra (Gên. 10:8-10; 11:1-8). Tal qual a idolatria e seu culto ao deus-sol, a teoria de uma ida ao Céu, também tem suas raízes em Babilônia.
3. Que personagem planejava não só subir ao Céu, bem como lá estabelecer seu trono e se tornar semelhante ao Deus Altíssimo?
Satanás teve este plano e daí pode ter saído a inspiração para os pagãos inventarem uma recompensa totalmente estranha às promessas das Escrituras (Isaías 14:13,14).
4. Que lugar, segundo as Escrituras é destinado aos homens justos?
Nunca foi prometido o Céu a ninguém. Os mansos herdarão a Terra e os ímpios dela serão desarraigados (Mat. 5:5; Salmo 37:3, 9-11, 18-20, 22, 29, 34; 10:16; 52:5; Prov. 2:21,22; 10:30). Na vinda de Jesus, os habitantes dentre os homens que sobreviverem à grande destruição, se converterão e buscarão ao Senhor.
As promessas a Abraão, implicam num reino aqui na terra (Rom. 4:13; Gên. 12:1-3,7; 13:14-17) e é isto que os gentios convertidos igualmente herdarão (Gál. 3:29).
5. Afinal, o que vem a ser o Céu?
O Céu é o trono de Deus (Atos 7:49; Isaías 66:1; Salmo 11:4; Hab. 2:20) Jesus o confirma, proibindo o juramento (Mat. 5:34,35) e revelando, inclusive, que Jerusalém terrena é a cidade do grande Rei. Aí vemos a arrogância dos homens!
6. Não disse Jesus em João 14:2,3 que na Casa do Pai havia muitas moradas e que os salvos serão trasladados para a santa cidade?
Na verdade, Jesus disse que na Casa do Pai havia muitas moradas e que Ele tinha que lá comparecer, mas não disse que iríamos para o Céu. Se nós entendemos que estas moradas se referem à santa Jerusalém Celestial, convém examinar em Apoc. 21:1-4, onde constataremos que esta cidade vai descer do Céu depois do Milênio, depois que a Terra estiver totalmente renovada. E notaremos, inclusive, que nela não há homens. Sim, depois que descer é que será a habitação de Deus com os homens. João 14, na verdade é uma continuação do capítulo 13, onde Jesus dialogava com os Seus discípulos sobre Sua separação. Este diálogo os entristeceu e Jesus os alentava, instando-os a seguirem firmes; que não estariam órfãos e que Ele voltaria para estar novamente com eles. Eles não sabiam sequer para onde Jesus ia. Como poderiam então ter uma crença de uma morada no Céu?
7. Como compreender as passagens, que parecem dizer que o Céu é o lar dos remidos?
Notem que todas as passagens que falam de uma cidade, pátria nos Céus, não dizem que vamos habitar lá. Reino dos céus, está correto e é diferente de Reino nos céus. Repetimos: a Nova Jerusalém só vai abrir suas portas e ser habitada pelos homens, depois do Milênio, quando ela vier para a Terra e Jesus entregar o planeta totalmente purificado ao Pai (I Cor. 15:24-28; Apoc. 21:1).

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