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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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Você precisa acreditar na trindade para ser salvo?

Você precisa acreditar na trindade para ser salvo?
Postado por Valdomiro
mai 10
Muitos cristãos pensam que não crer na trindade significa não crer no Pai, no Filho e no Espírito Santo, mas não poderia haver um engando maior que este. Um crente unitariano crê tanto no Pai, quanto no Filho e no Espírito Santo, pois assim criam Abrão, Isaque, Jacó, Pedro, Paulo e tantos outros; apenas não crê que os três componham um único Deus como é ensinado explicitamente pelo dogma trinitário. Há os que duvidem e outros até afirmam não haver possibilidade de salvação para quem não acredita na formulação da trindade, mas pode-se propor aos tais uma pergunta extremamente simples, fazendo uso da história bíblica para isso, que consistiria em saber qual dos fiéis personagens bíblico, seja na Antigo ou no Novo Testamento, foi salvo por professar um Deus consubstanciado em três pessoas e, qual deles ensinou a formulação da trindade ensinada hoje como condição para salvação do homem? Ora, se isto não ocorreu quem poderá acusar de erro àqueles que procuram manter a mesma fé dos patriarcas e apóstolos? O que Jesus mesmo diz pertinentemente ao assunto deve nos dar uma pista: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (Jo. 17.3). O Senhor Jesus nos orienta a cremos no Pai como único Deus e nele (Jesus) como o Cristo enviado, essa é a condição para salvação.
Já vimos que o antigo Israel nunca aprendeu de Yahweh, seu Deus, nunca compreendeu dentro das Sagradas Escrituras e nunca professou que Deus fosse três em um ou um em três, ou ainda as duas coisas ao mesmo tempo.
Pelo Antigo Testamento se sabe que o Messias seria um homem e não o próprio Deus, Gn. 3.15 “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”: Da semente da mulher. Gn. 22.18 “E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz”: Da tribo de Judá. Gn. 49.10 “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.” e, por conseguinte, descendente de Davi. A ideia de um messias descendente humano dos antigos reis de Israel além de ser bíblico é defendido por numerosos, senão todos, eminentes teólogos trinitarianos. No contraponto dessas constatações bíblicas está a completa ausência de alguma informação dentro das Escrituras que informem ser o Cristo o próprio Deus encarnado. Assim, quando na epístola aos Hebreus se diz que todos os grandes patriarcas e profetas “… morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.” (Hb. 11.13), estes jamais afirmaram ou insinuaram que Deus fosse um triúno e termina por atestar a salvação deles provando de forma inconteste que o conceito relativamente recente que transformou Deus em uma substância composta por três hipóstases, não é, em hipótese alguma, condição sine qua non para salvação dos tementes a Deus, caso contrário todos os personagens bíblicos que serviram a Deus na antiguidade estariam condenados.
O próprio Novo Testamento, onde se diz que por Cristo veio “a graça e a verdade”, prova que não se exige a aceitação do ensino tardio da trindade para sermos salvos, pois em absolutamente nenhum versículo do NT encontramos a recomendação de crermos em Deus como sendo três para obtermos salvação, ao invés disso, em uma clara distinção dEle e Deus, o próprio Filho, Jesus Cristo, nos ensina: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.” (Jo. 14.1) O Nosso Senhor não diz para cremos nele como Deus, mas cremos nele e em Deus. Dois entes distinto ele e Deus. Nas suas instruções aos seus discípulos Jesus nunca disse ser Deus, nem consubstancial com ELE; nem nas sinagogas, nem aos doze, nem em seus sermões nas terras de Israel, nem na cruz, nem a Paulo em suas manifestações ao apóstolo que testificou ter aprendido dEle; também não o disse nas revelações a João no Apocalipse, pelo contrário, dentro da Bíblia não há qualquer razão ou orientação para buscarmos em crenças formuladas posteriormente ao período apostólico algum conhecimento ou condição adicional para sermos salvos, antes se pede a preservação do que foi aprendido na Bíblia. O Messias disse de forma taxativa “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.” (Jo. 7.38), e essa escritura já estava disponível na época em que Jesus falou isso, então, a forma de crer em Jesus não deve apontar para as tardias fórmulas nicenas1 ou capadocianas2 elaboradas muitos e muitos anos após a morte do último apóstolo, mas para o Texto Sagrado.
Alguns reivindicam Is. 43.11,12 “Eu, eu sou o Yahweh, e fora de mim não há Salvador. 12 Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Yahweh; eu sou Deus.”, dentre outros semelhantes para afirmar que se Jesus não é Yahweh, nosso Deus, não poderia salvar a humanidade, pois o versículo diz claramente que “fora de mim (Yahweh) não há Salvador”, no entanto, essa conclusão é apressada e não considera o contexto bíblico como base para a argumentação. Primeiro porque a Bíblia diz que Yahweh é um, não dois ou três. Leia-se Dt. 6.4. Além disso as Escrituras mostram, por exemplo, Deus dando um salvador ao seu povo em II Rs. 13.5 “E Yahweh deu um salvador a Israel, e saíram de sob as mãos dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como no passado”, o verso diz muito claramente que Yahweh “deu um salvador”, mas a Salvação continua provindo de Deus porque foi ele quem “deu um salvador”. Não há cabimento afirmar que o “Salvador” constituído esteja propiciando uma salvação que não tenha origem em Yahweh. Assim, se mantém intacta a afirmação de Is. 43.11 e 12, sem contundo forçar a ideia de que esse salvador dado por ele seja ele próprio.
Há várias provas bíblicas que Yahweh constitui o seu escolhido para ser salvador e isso se revela não somente nos dias do antigo Israel como em II Rs. 13.5 , mas, também, em Jesus Cristo Salvador do mundo, e isso não exclui, em absoluto, a origem da salvação que é próprio Pai, Yahweh:
Is. 19.20 “E servirá de sinal e de testemunho a Yahweh dos Exércitos na terra do Egito, porque a Yahweh clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará.” Mais uma vez vemos que Yahweh, pai de Nosso Senhor Jesus, enviaria um salvador, então, esse salvador traria a salvação de Deus. Ele seria constituído por Deus salvador. A origem da salvação continua a mesma, Deus. O apóstolo João testifica fato semelhante quando diz: “… o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (I Jo. 4.14)
Sl. 28.8 “Yahweh é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido.” Deus, Yahweh, é a força salvadora do seu ungido, por isso é que não há salvação fora de Yahweh, pois é ele quem provê a força da salvação que vemos em Cristo Jesus, e Nosso Senhor mesmo cita Isaías em Lc. 4.18 “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,” e é daí que decorre a afirmação contida em At. 5.31 “Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, ….”
Is. 49.6 “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te DEI para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” Esse verso também está em conformidade com At. 5.31 e mais ainda com At. 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, DADO entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Então, será que por causa de uma determinada compreensão paradigmatizada de forma incorreta do que Isaías escreveu Deus estaria impedido/proibido de constituir alguém como Salvador para levar SUA salvação aos homens? Será que esses versículos não são explícitos quanto ao fato de ELE haver constituído um Salvador para levar a sua salvação não somente a Israel, mas também aos gentios?
O Cumprimento se vê confirmado em Lc. 1.69,70 ao ser informado que Deus “… nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi seu servo. Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;” Perceba que Deus levantou uma salvação poderosa na “casa de Davi”, ou seja, pela via da sucessão humana, e não a própria Deidade vindo à terra para salvar o povo!
Lc. 2.29,30 “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação,” Muito claramente Simeão orou louvando a Deus agradecendo o fato de ter visto a Salvação dELE. Simeão orou a Deus e não a um possível “menino-Deus” em seus braços, não havia um motivador textual bíblico, cultural ou mesmo subentendido para que aquele velho homem judeu e monoteísta fizesse uma oração a um menino achando que fosse Deus, ele orou a Deus mesmo, o Pai daquela criança e via nela a concretização da salvação de Deus. A compreensão dele é clara. Deus havia cumprido sua promessa enviando a Salvação e não vindo ELE próprio.
At. 13.23 “Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel”. Todos esses versos mostram que não precisamos acreditar em uma “trindade” dentro/na Deidade para sermos salvos, pois claramente se mostra que quem levantou Jesus para Salvador foi Deus, o único que poderia fazer isso por ser o único Salvador, outro não poderia constituir qualquer salvador, pois fora dELE não há salvação.
E acima de tudo “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim?” (Jo.14.11); logo, a salvação promovida pelo Filho acontece porque ele está no Pai e Dele tudo recebeu. Assim, não é uma salvação externa. Não é a salvação de outro deus, mas do Pai, o único Deus.
Tudo isso prova que não há necessidade de se crer no dogma trinitário para sermos salvos.
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1 Nome originado das formulações surgidas no Concílio de Niceia em 325 d.C, onde se convencionou a igualdade absoluta entre Deus, o Pai e Jesus, o Filho.
2 Nome originado das formulações elaboradas pelos chamados Padres Capadócios: Gregório de Nissa, Gregório de Nazinazo e Basílio de Cesareia. Que estabeleceram a afirmação: “uma substância e três hipóstases” para o conceito trinitário da Divindade.

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