O Propósito de Deus para a Humanidade O Propósito de Deus para a Humanidade Acreditamos que o propósito de Deus para a humanidade é preparar aqueles a quem Ele chama—e que decidem responder a essa chamada através de uma vida de conquista ao pecado, desenvolvendo caráter justo e crescendo em graça e conhecimento—para possuírem o Reino de Deus e tornarem-se reis e sacerdotes reinando com Cristo no Seu retorno. Acreditamos que a razão da existência da humanidade é para nascermos, literalmente, como seres espirituais na família de Deus (Romanos 6:15-16; 8:14-17, 30; Actos 2:39; 2 Pedro 3:18; Apocalipse 3:5; 5:10). O propósito da existência do homem é declarado em ambas as extremidades da Escritura. No início da Bíblia, Deus revela que Ele criou o homem à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26-27)—uma linguagem que se refere a descendência ou filhos (Gênesis 5:1-3)—para compartilhar o domíno ou regra com Ele sobre a criação, em submissão a Ele (Gênesis 1:28). (Veja o capítulo intitulado “A Humanidade”, começando na página 13.) E no final da Bíblia, Deus diz: “Aquele que vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Apocalipse 21:7). Mais uma vez, a linguagem diz respeito aos Seus filhos compartilharem a regra sobre toda a criação com Deus, em submissão a Ele. Assim, vemos que o destino do homem é ser parte do Reino e família de Deus. E no último versículo acima mencionado, como em toda a Bíblia, somos informados que o homem só pode chegar a este destino através de um processo de ‘vencer’ ou ‘superar’ na nossa luta cristã. É desejo de Deus que nenhum ser humano pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento, de modo a tornar-se membros de Sua família como filhos e filhas em Seu Reino (2 Pedro 3:9, 2 Coríntios 6:18). Como parte deste processo, Deus está agora chamando alguns indivíduos para herdar a vida eterna no retorno de Jesus Cristo à terra (1 Coríntios 1:26- 28, Mateus 20:16, João 6:44, 65), enquanto os outros serão chamados mais tarde. (Veja os capítulos intitulados “Os Festivais de Deus”, “A Igreja” e “As ressurreições e o Juízo Eterno”, a partir das páginas 39, 56 e 65). Aqueles que estão sendo escolhidos agora têm de aceitar Cristo como seu Salvador, renunciar as suas vontades à vontade de Deus e lutar com a ajuda de Deus para vencer [superar] o pecado durante sua vida atual (Apocalipse 3:21). Jesus Cristo é referido como “o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29, ver também os versículos 14-17; Apocalipse 1:5-6, Colossenses 1:15-18). Ele veio como um ser humano para liderar o caminho para que outros possam ser glorificados e herdar todas as coisas. Os cristãos são efectivamente referidos como “herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Romanos 8:17, ARA). No entanto, como Hebreus 1 a 2, explica, a humanidade ainda não conseguiu alcançar o seu destino de herdar todas as coisas, mas Jesus conseguiu, e Deus está envolvido neste processo “trazendo muitos filhos à glória” (Hebreus 2:10). Neste processo, as pessoas tornam-se filhos de Deus através do recebimento do Seu Espírito Santo, que se une com o espírito humano de cada indivíduo (Romanos 8:16). Estamos, assim, “de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível” (1 Pedro 1:23). E, então, nós ficamos “participantes da natureza divina” (2 Pedro 1:4) —tal como qualquer criança toma os traços genéticos de seus pais. Através de um processo de desenvolvimento, nós nos tornamos mais e mais semelhantes a Deus em termos de caráter, enquanto temos como objetivo uma transformação final envolvendo nossa própria essência e nível de existência. O apóstolo Paulo explicou que “assim como trouxemos a imagem do terreno [do primeiro homem, Adão], assim traremos também a imagem do celestial [de Jesus Cristo]” (1 Coríntios 15:49). E enquanto “o primeiro homem, Adão, foi feito alma [um ser físico] vivente; o último Adão, [Cristo, tornou-se] em espírito vivificante [que dá vida]” (versículo 45). Assim, seremos seres espirituais como Cristo. Com efeito, “a carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus” (versículo 50). O apóstolo João faz uma declaração surpreendente sobre a nossa futura ressurreição durante o retorno de Cristo: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é O veremos” (1 João 3:2). E Paulo explica ainda que “esperamos ansiosamente . . . o Senhor Jesus Cristo. Pelo poder que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele transformará os nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu corpo glorioso” (Filipenses 3:20-21, NVI). Ou seja, o corpo divino e espiritual de Cristo é o mesmo género de corpo que teremos na ressurreição! Assim como as crianças humanas são do mesmo género de seres como seus pais e irmãos mais velhos são, seres humanos, então seremos do mesmo género de seres como Deus Pai e Jesus Cristo são, seres divinos. Ao dizer que “ainda não é manifesto o que havemos de ser”, João queria dizer que nós não podemos agora realmente compreender o que significa ser como o Pai e Cristo, pois está além da capacidade de nossa limitada mente humana. Ele, no entanto, compreendeu que seremos o que Eles são. De fato, Deus foi ainda mais explícito sobre o nosso destino no Salmo 82:6 (ARA), declarando sua intenção para as pessoas como “[Vós] sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.” Jesus até citou este versículo (veja João 10:30-36). A verdade é que nosso destino é de ostentar o nome da família de Deus (Efésios 3:14-15). Atualmente, o único Deus—isto é, a única família de Deus—consiste de dois seres divinos: Deus Pai e Jesus Cristo. Mas finalmente, Deus pretende expandir essa família divina para bilhões de seres. (Veja o capítulo intitulado “Deus Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo”, começando na página 4.) A Igreja de Deus nesta era é um precursor no cumprimento desse propósito. Ao retorno de Cristo, aqueles que morreram na fé serão ressuscitados e os que estão vivos na fé serão transformados (1 Cor 15:51-53). Aqueles em ambos os grupos tornar-se-ão seres espirituais imortais e divinos na família de Deus. Eles depois disto servirão com Cristo na terra como reis e sacerdotes durante o Seu reinado mileniar (por mil anos) que seguirá imediatamente (Apocalipse 5:10; 20:4). (Veja o capítulo intitulado “As Ressurreições e o Juízo Eterno” e “O Retorno de Jesus Cristo e o Vindouro Reinado”, a começar nas páginas 65 e 69). Rei e sacerdote são ambos cargos de Jesus Cristo. Ele é Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19:15-16). Ele também é nosso Sumo Sacerdote (Hebreus 3:1; 4:14-16; 5:5-6; 6:20; 7:24-28; 8:1-6; 9:11; 10:12). Assim, como referimos acima, outros participação em ambas as Suas responsabilidades como ambos reis e sacerdotes servindo sob Ele para levar a cabo o desejo do Pai. Aqueles que se tornem sacerdotes no milénio serão responsáveis pelo ensinamento das pessoas para discernir entre “o imundo e o limpo”, uma frase que, no seu sentido mais amplo, inclui o discernimento entre o bem e o mal (veja Ezequiel 22:26; 44:23-24). Como mensageiros de Deus, eles ensinarão a lei de Deus e farão saber qual o seu significado e aplicação (Malaquias 2:7-9). Uma das responsabilidades de um rei no Antigo Testamento era escrever as palavras da lei de Deus num livro e “nele lerá todos os dias da sua vida” para que ele pudesse cuidadosamente observa-las e não se desviar delas (Deuteronómio 17:18-20). Os que vierem a ser reis e sacerdotes no reino de Deus serão aqueles que permitiram Deus escrever as Suas leis nos seus corações e mentes enquanto seres humanos (ver Hebreus 8:10-11; Jeremias 31:33). Como reis durante o Milénio, eles ensinarão o caminho de vida de Deus aos humanos que vivem nessa idade (Isaías 30:20-21). Eles administrarão o governo de Deus nas áreas que Jesus Cristo lhes der responsabilidades (ver Mateus 19:27-28; Lucas 19:11-19). Eles até terão autoridade sobre os anjos (1 Coríntios 6:1-3). E em tudo isto, eles estarão completamente sujeitos à vontade de Cristo, da mesma maneira que Ele está à do Pai (João 5:30). O grande plano de Deus inclui toda a humanidade. O Julgamento do Grande Trono Branco, descrito em Apocalipse 20:11-13, revela que todos os seres humanos que morreram sem jamais ter entendido este grande plano serão ressuscitados e o verdadeiro destino deles lhes será revelado. O plano de Deus abrange todos. Toda a humanidade irá desfrutar da oportunidade de aprender a verdade de Deus e de se arrepender. (Novamente, veja o capítulo intitulado “Os Festivais de Deus” e “As Ressurreições e o Juízo Eterno”, a partir das páginas 39 e 65). Isto terá lugar durante o tempo além do milênio, quando a grande maioria dos seres humanos serão ressuscitados dentre os mortos para receber a sua oportunidade de salvação. Aqueles que se arrependerem e aceitarem Cristo como seu Salvador receberão o dom da vida eterna na família de Deus, conseguindo finalmente o seu destino dado por Deus. Com o novo céu e a nova terra transformados, a cidade celestial de Deus, a Nova Jerusalém, vai finalmente descer para a terra com Deus Pai. E aqueles que se arrependeram e O serviram fielmente, e que estarão transformados em seres espírituais glorificados como Ele mesmo, morarão com Ele e com Cristo para sempre em perfeita paz e felicidade, sem mais sofrimento ou morte (Apocalipse 21:1-4). (Novamente, veja o capítulo intitulado “O Retorno de Jesus Cristo e o Vindouro Reinado”, começando na página 69.) Como já mencionado, aqueles que são glorificados herdarão de Deus “todas as coisas”—terão co-propriedade e domínio, não apenas sobre a terra, mas sobre todo o universo e reino espiritual. Este aspecto incrível do destino do homem foi anunciado no início do Antigo Testamento, por Moisés, quando ele afirmou que “o sol, a lua e as estrelas, todo o exército dos céus. . . o Senhor, teu Deus, repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus” como uma herança (Deuteronômio 4:19). Esta, então, é a finalidade para a qual a humanidade foi criada—para compartilhar com Deus o nível divino de existência para sempre como Sua família feliz e amorosa, para pussuir com Ele o vasto universo criado e dominar sobre todo. Este destino é tão transcendente que mal podemos imaginar isso! IGREJA DE DEUS UNIDA « Anterior Próximo »