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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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PAULO, O MAIS INCOMPREENDIDO DOS DISCÍPULOS DE RABI YEHOSHUA DE NATZRAT

PAULO, O MAIS INCOMPREENDIDO DOS DISCÍPULOS DE RABI YEHOSHUA DE NATZRAT

Por David Shem Tov

Os escritos de Rav Shaul de Tarshish (Apóstolo Paulo) cobrem cerca de 55% do “Novo Testamento”. Pelo menos 14 cartas são atribuídas a ele, tirando o livro de Ma’assei HaSheluchim (Atos dos Apóstolos) que dedica mais de 70% do seu conteúdo a vida dele. Com tantos registros relacionados a ele, não podemos negar sua influência e importância para a Comunidade Natzrati. De modo que é quase inevitável não usar esses registros quando estamos diante de uma controvérsia sobre diversos assuntos.

RaSh”Ta (Rav Shaul de Tarshish) escreveu sobre muitos assuntos, mas sempre de modo bem conciso. Seus escritos eram cartas e não tratados teológicos. As catas funcionavam como os telegramas atuais. Elas tinham de ser informativas, porém muito curtas, pelo alto custo empregado para que fossem produzidas. Além de o material ser caro, escribas profissionais e especializados eram pagos para escrevê-las, a fim de aproveitar bem o espaço que não podia ser desperdiçado.

Segundo os estudiosos dos Escritos dos Primeiros Discípulos, é possível que a Carta às Comunidades da Galácia possa ter sido a primeira, dentre as que foram preservadas no KeTeR (Escritos dos Primeiros Discípulos). Como em todas as outras cartas, Paulo tenta desconstruir certas ideologias, corrigindo os erros de interpretação que estavam desviando comunidades inteiras.

Mesmo tendo sido enviada com um propósito de corrigir os erros interpretativos e de conduta de algumas pessoas de sua época, atualmente, a Carta às comunidades da Galácia prefigura entre as mais controversas cartas de Rav Shaul.

Diversos argumentos usados nos debates entre a “Lei versus Graça” são fundamentados especialmente nesta carta. Tais como “não estamos mais debaixo da lei, mas debaixo da graça”, “quem está debaixo da lei está debaixo de maldição”, ou sobre a famosa expressão “Obras da Lei”. Talvez não haja em todos os Escritos dos Primeiros Discípulos uma expressão tão discutida e controversa quanto a expressão “Obras da lei”. O Cristianismo a tem usado para fundamentar sua ideologia de oposição à Lei divina (Torá), transmitida por Moshe. É importante mencionar que apenas Rav Shaul faz uso desta expressão, e que das 14 cartas conhecidas e atribuídas a ele, apenas duas (Aos que estavam em Roma e na Galácia) a usam, e apenas 7 vezes (Rm 3:20, 28 e 9:32; Gl 2:16; 3:2, 5 e 10). O que mais impressiona é que um assunto tão simples e citado tão poucas vezes em seus escritos tenha ocupado um espaço tão grande nas discussões, como se fosse um assunto central.

A verdade é que como bem disse Kefá (Pedro) o Emissário de Yeshua, “há certos pontos nas cartas de Paulo que são difíceis de entender”. E acrescentando, ainda disse que “indoutos e infiéis torcem, como fazem com as demais Escrituras, para sua própria perdição” (2Pd 3:15). Indoutos se referem a pessoas não versada nos assuntos em questão. E infiéis são as pessoas que não mantem um padrão de constante aprendizado e prática dos ensinamentos dos Discípulos de Rabi Yehoshua. Por isso, estas pessoas poderiam facilmente não compreender e até distorcer ensinamentos transmitidos e aprendidos nos círculos dos Discípulos.

É por isso que os defensores de que “Paulo” se posicionava contra o cumprimento dos mandamentos, ficam estarrecidos, com as próprias declarações de Rav Shaul, tais como:

“Pois não são justos diante de Elohim os que ouvem a Lei, mas OS QUE A PRATICAM é que serão justificados” (Rm 2:13);

“… qual a utilidade da circuncisão? Muita em todos os sentidos!” (Rm 3:1-2);

Shaul mesmo, em Gálatas sustenta que sua mensagem não foi transmitida por homens, mas recebida do próprio Messias (Gl 1:11-12). Uma pergunta deve ser feita! Se compararmos a interpretação de que Paulo se posiciona contra a Torá (Lei), com a postura do Messias Yehoshua em relação à Lei do ETERNO, será que sua mensagem continua de pé? Rabi Yehoshua ensinou:

“Não pensem que eu vim acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei – nem a menor letra, nem qualquer acento. Assim será até o fim de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem obedecer a Lei e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado grande no Reino do Céu. Pois eu afirmo a vocês que só entrarão no Reino do Céu se forem mais fiéis em fazer a vontade de Deus do que os mestres da Lei e os fariseus” (Mt 5:17-20 – NTLH).

E em sua carta às comunidades da Galácia mesmo, Rav Shaul ensinou que ainda que um ser humano, se dizendo inspirado, ou mesmo um anjo se apresente anunciando uma mensagem diferente da que já havia sido anunciada, ele deve ser recusado e considerado como maldito (Gl 1:8). Com isso, ele quis nos transmitir a ideia de que uma mensagem não pode contradizer a primeira mensagem anunciada tanto pelo Messias, quanto por seus discípulos. Ou seja, essa premissa deve ser aplicada também a mensagem anunciada pelo “Apóstolo”.

Por isso, é de suma importância que tenhamos firmes as palavras já relatadas do Emissário Kefá:

“… e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, mas nas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e infiéis torcem, como fazem com as demais Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo disso de antemão, guardai-vos de que pelo engano dos homens perversos sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza” (2 Pd 3:15-17).

Após esse texto bíblico, só podemos explicar o suposto entendimento de que Paulo era contrário a Torá, de três formas:

  1. Shaul foi um apóstata, falsificador da mensagem do Evangelho e o responsável por criar uma nova religião baseado em um ensinamento diferente do que recebeu. É o que vejo a cada dia pessoas defendendo, a fim de serem aceitas pelos homens;

  2. Paulo era esquizofrênico ou estava confuso; hora defendia a Lei como sendo boa, e hora a recusava como esterco. É o que defendem os antimissionários, a fim de criarem conflitos com os discípulos de Rabi Yehoshua;

  3. Ou como nos alertou Shimon Kefá (Pedro), suas palavras foram mal entendidas por alguns, que estão propensos a cair no grupo dos que distorcem os seus escritos.

Para nós, Natzratim a terceira opção com certeza parece ser a mais adequada, devido às informações de que dispomos dos Discípulos de rabi Yehoshua. Mas para qualquer outro grupo que mantenha uma oposição gratuita à Torá ou a Rav Shaul, só poderão presumir ou que Paulo precisava de tratamento psicológico, ou que verdadeiramente se apostatou da fé original. A escolha é de cada um.

Ou reconhecem que não há oposição de Rav Shaul quanto a Torá e seus mandamentos e aceitam que a dificuldade em seus escritos só será resolvida quando se dispuserem a aprender a real interpretação com os Discípulos de Rabi Yehoshua.

Ou o chamem de maldito e excluam de sua leitura. Pois se aprendemos com ele, uma linha sequer de que devamos abandonar a Torá, sua mensagem não só é maldita, como ele se constitui em uma traidor do Messias e do próprio Criador, pois está escrito:

“… enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei – nem a menor letra, nem qualquer acento. Assim será até o fim de todas as coisas…” (Toledot Yehoshua / Mateus 5:18);

“Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles, e a seus filhos para sempre!” (Devarim/Deuteronômio 5:29);

“Assim observarei de contínuo a tua lei, para sempre e eternamente” (Tehilim/Salmo 119:44);

“A soma da tua palavra é a verdade, e cada uma das tuas justas ordenanças dura para sempre” (Tehilim/Salmo 119:160).

PAULO, O MAIS INCOMPREENDIDO DOS DISCÍPULOS DE RABI YEHOSHUA DE NATZRATPor David Shem TovOs escritos de Rav Shaul de…

Posted by Judaísmo Nazareno on Monday, April 1, 2019

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