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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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SÁBADO: OS FILHOS DE DEUS AMAM O SÁBADO

SÁBADO: OS FILHOS DE DEUS AMAM O SÁBADO

YESHUA (JESUS, O CRISTO), A FAMÍLIA DE YESHUA E O SÁBADO

A Palavra de Deus aconselha que os Filhos de Deus, como Santos e Eleitos

(Escolhidos), devem:

  1. ter a mente de Cristo, e (1.Coríntios 2:16)

  2. andar como Ele andou. (1.João 2:3-6)

Ora se O Nosso Senhor Yeshua é o exemplo de todos os que se afirmam como Filhos

de Deus, e se em tudo O devemos seguir nas nossas vidas, então não hesitemos em

afirmar que (sendo Ele O Senhor dos Senhores e O Rei dos Reis, Aquele que virá e

que reinará para sempre) deve ser Nele que deveremos ir buscar a inspiração da

verdade.

Esta introdução tem como propósito enquadrar o exemplo da vida do próprio Yeshua

como modelo de vida de todos os que querem segui-Lo. E, para que não haja dúvidas,

olhemos ainda para a prática da família carnal e da família espiritual do Senhor

Yeshua, os apóstolos.

Como o próprio título deste estudo indica, a nossa atenção irá estar centrada na guarda

e santificação do Sábado, o 4º. Mandamento da Lei de Deus, mandamento que tanta

celeuma tem dado através dos tempos e que ainda hoje se faz sentir.

Olhando para o que as igrejas ensinam, podemos constatar:

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  1. i) a igreja católico-romana mudou o Sábado Santo (7º dia) pelo Domingo,

enquanto

  1. ii) algumas igrejas evangélicas além de aderirem aos ensinamentos dos

homens (Roma) e aderirem ao Domingo como o dia do Senhor, ainda vêm

afirmar que Cristo veio “pregar” a Lei de Deus na cruz (dizendo que a Sua

morte veio cumprir a Lei, pelo que a Lei já não necessita de ser observada

pelos cristãos).

Ora, ambas as posições procuram invalidar a Lei de Deus e, muito particularmente, o

dia santificado por Deus – o 7º. dia, o Sábado Santo.

Ora se Yeshua deve ser o nosso exemplo em tudo na vida, procuremos então

compreender a forma como Ele e os seus familiares e apóstolos viveram.

Não o podemos fazer sem levar em conta que Yeshua é da descendência de David, da

tribo de Judá. Jesus foi em tudo um homem judeu que desde a sua meninice foi

educado nos preceitos da Lei de YHWH, assim como a sua família carnal e espiritual

também o eram: todos judeus. Não só eles mas igualmente a multidão dos primeiros

cristãos que compuseram a Igreja de Jerusalém eram judeus na sua quase totalidade.

Daí não ser de esperar outra atitude que não fosse o cumprimento da Lei e, em

particular o cumprimento do 4º mandamento da Lei de Deus – a guarda do Sábado.

Olhemos então para o conteúdo bíblico e vejamos que nenhum homem como Ele

melhor cumpriu a Lei, que Ele próprio, como Verbo, tinha dado ao homem.

A família carnal de Yeshua e o Seu crescimento

Através de inúmeros e inequívocos testemunhos podemos constatar que Yeshua foi

educado como um judeu na observância dos preceitos da Lei e dos profetas (Torá). De

resto, durante o seu ministério Ele invoca a vontade de Deus antes expressa pelos

profetas.

Como se vê, desde o princípio a Sua família terrena cuidou em cumprir a Lei:

  1. a) Circuncidando Yeshua, 8 dias após o seu nascimento – Lucas 2:21 (conforme a

Levítico 12:1-8),

  1. b) Apresentando-O no Templo a YHWH, após os dias de purificação da mãe (40

dias), procedendo os seus pais de acordo com o uso da lei – Lucas 2:22-27.

Os seus pais José e Maria cumpriram tudo o que a Lei estipulava: Lucas 2:39: “E,

quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galileia,

para a sua cidade de Nazaré”.

De resto, essa obediência à Lei continua a ser notória ao longo do crescimento de

Yeshua, conforme se lê em Lucas 2:41-42 – “Ora, todos os anos iam seus pais a

Jerusalém à festa da Páscoa; e, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém,

segundo o costume do dia da festa”.

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Em tudo isto, procederam de acordo com o que se encontrava preceituado em Êxodo

23:14-15 e Deuteronómio 16:16, respeitando os festivais instituídos por Deus (Levítico

23).

Quando Yeshua tinha 12 anos de idade revelava já um profundo conhecimento das

Escrituras, bem como o desejo de cumprir a vontade do Seu Pai Celestial, conforme se

lê em Lucas 2:43-50. Durante a peregrinação da Páscoa a Jerusalém, Jesus ficou ali 3

dias a discutir a Lei com os rabis. Isso denota que Ele foi educado por seus pais no

conhecimento e observância da Lei e dos profetas. Também no v.51 O Senhor Yeshua

cumpriu a Lei de Deus pois era sujeito a seus pais terrenos, conforme Êxodo 20:12.

Também seu primo João era tido em Israel como um homem justo e santo: Marcos

6:20, zeloso na verdade e no serviço a Deus, tal como seus pais Zacarias (sacerdote

no Templo) e Elisabete também o foram: Lucas 1:6 – “E eram ambos justos perante

Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do

Senhor”.

Temos assim, de forma inquestionável que toda a família terrena de Jesus era temente

a Deus e observadora da Sua vontade, cumprindo a Lei dada a Israel através de

Moisés. De resto, naquele tempo, os que violassem a Lei podiam ser mortos por isso

mesmo, conforme se pode constatar em várias passagens. Lembremos o caso da

mulher adúltera que é trazida perante Jesus – João 8:3-5. Os de hoje, embora não

sejam mortos de imediato por transgredirem a Lei de Deus, estão espiritualmente

mortos em seus pecados e terão o seu castigo se não se arrependerem.

Yeshua e a guarda do Sábado

O Senhor Yeshua é o Senhor da Lei e, portanto, o Senhor do Sábado (Mateus 12:8).

Ele diz-nos que o Sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do

Sábado – Marcos 2:27.

Embora sendo O Senhor do Sábado, Ele deu-nos o exemplo de obediência. Ele

poderia ter claramente dito que o Sábado não mais seria necessário guardar como um

dia santificado. Pelo contrário, Ele veio-nos dizer:

  1. i) “não vim abrogar, mas cumprir” – Mateus 5:17;

  2. ii) “até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei

sem que tudo seja cumprido” – Mateus 5:18.

Mas se estas passagens não fossem suficientes, vejamos o Seu exemplo:

iii) em Lucas 4:16: “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia

de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para

ler”.

  1. iv) em Lucas 4:31: “E desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava

nos sábados”.

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Mais, sabendo que Yeshua guardava os Sábados (pois sendo judeu e sendo O Filho

de Deus procedia de acordo com a vontade do Pai que santificou aquele dia e não

outro), importa ainda saber como é que Ele guardava os Sábados.

Sabemos que Yeshua foi imensamente criticado, não por não guardar o Sábado, mas

pela forma como o observava, conforme se pode ler em Lucas 6:1-11, João 7:22-24 e

João 9:16. Porém, lendo a Palavra de Deus vemos que Yeshua dedicava este dia a

estar mais próximo do Pai e do seu semelhante através de actos de ensino, de cura e

de amor. Esta é a forma como nós, seus seguidores, devemos guardar o Sábado Santo

de Deus.

  1. v) Em Mateus 12:9-13: “E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. E, estava

ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o

acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele

lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se

num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará?

Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por

consequência, lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele

homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra”.

  1. vi) Yeshua dedicava também os Sábados para ensinar e para curar enfermos –

  2. Lucas 13:10-16: “E ensinava no sábado, numa das sinagogas. E eis

que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade, havia

já dezoito anos; e andava curvada, e não podia de modo algum

endireitar-se. E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher,

estás livre da tua enfermidade. E pôs as mãos sobre ela, e logo se

endireitou, e glorificava a Deus. E, tomando a palavra o príncipe da

sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão:

Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes

curados, e não no dia de sábado. Respondeu-lhe, porém, o Senhor, e

disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de

vós o seu boi, ou jumento, e não o leva a beber? E não convinha soltar

desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito

anos Satanás tinha presa?”

Eis assim o verdadeiro significado que Yeshua nos veio transmitir acerca do Sábado

santo: é um dia particularmente consagrado ao serviço de Deus, rendendo-Lhe culto e

fazendo bem aos olhos de Deus e do homem.

De resto, esse significado já tinha sido dado ao homem através do profeta Isaías:

vii) 56:2: “Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que

lançar mão disto; que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua

mão de fazer algum mal”.

viii) 58:13-14: “Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no

meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia de YHWH,

digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem

pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias

palavras, então te deleitarás em YHWH, e te farei cavalgar sobre as 5

alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacob;

porque a boca de YHWH o disse”.

Isto era de resto o que Deus esperava de todo homem desde o princípio, quando, após

a Sua Criação, descansou no sétimo dia e o santificou. De notar ainda que de tudo o

que foi criado por Deus só o Sábado foi santificado. Por isso mesmo, esse dia tem

um particular significado para Deus e para todos os que através dos tempos se

sujeitarem à Sua vontade. Esse dia tem sido e continuará a ser um sinal entre Deus e o

Seu povo.

Este exemplo de Yeshua, O Mestre, foi depois seguido por todos os apóstolos,

incluindo Paulo, e assim se manteve através dos séculos até ao presente, apesar das

inúmeras perseguições e martírios a que o povo de Deus foi sujeito precisamente por

guardar o Sábado. Os tempos proféticos do fim (que se aproximam) também serão

tempos de perseguição a todos os que têm o Sábado de Deus no seu coração como o

dia santificado pelo Criador para o homem.

Vítor Quinta

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