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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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TETRAGRAMA FATOS E MITOS

TETRAGRAMA FATOS E MITOS

יהוה

Este resumo visa mosstrar a origem do mito de não se falar o Nome do Eterno mas oculta-lo e também fontes Históricas que nos permite vislumbrar sua fonética.

 יהוה  YHWH É O MEU NOME!

      No capítulo 3 de Shemot (Êxodo), Mosheh (Moisés) vê uma sarça ardente que não era consumida pelo fogo. Então, sobe ao monte e tem uma experiência sobrenatural com o ETERNO יהוה, estabelecendo-se um diálogo entre ambos. Neste encontro, Elohah revela Seu Nome a Mosheh (Moisés):

“Mosheh [Moisés] disse a Elohah: “Quem sou eu para dirigir-me ao faraó e levar o povo de Israel para fora da Mitzraym [terra das limitações]?” Ele respondeu:  ‘Tenha certeza de que estarei com você. O sinal de que eu o enviei será este:

quando você tiver levado o povo para fora da Mitzraym [terra das limitações], vocês adorarão a Elohah nesta montanha’.

Mosheh disse a Elohah: ‘Quando eu aparecer diante do povo de Israel e lhes disser: O Elohah de seus ancestrais enviou-me a vocês’; e eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele?’, o que eu lhes direi?’. Elohah disse a Mosheh [Moisés]: ‘Ehyeh Asher Ehyeh [Eu Serei o que Eu Serei]’ enviou-me a  vocês’. Além disso, Elohah disse a Mosheh [Moisés]: ‘Diga isto ao povo de

Israel: YHWH, o Elohah de seus pais, o Elohah de Avraham [Abraão], o Elohah de Yitz’chak [Isaque], e o Elohah de Ya’akov [Jacó], enviou-me a vocês’. Este é o meu nome para sempre; desejo ser lembrado dessa forma, geração após geração.”                                                                                                                                                                                           (Shemot/Êxodo 3:11-15).

     Ora, antes de o ETERNO revelar seu nome a Mosheh (Moisés), este o conhecia como Elohah, vocábulo que significa literalmente “poder” e que é um título usado pelo ETERNO, e não um nome próprio. Mosheh quis saber o nome próprio pelo qual o ETERNO se chama e este o respondeu: יהוה. Trata-se do tetragrama (quatro letras) que revela o nome de Elohah, composto das letras hebraicas yud (י), hê (ה), waw (ו), hê (ה), todas consoantes, visto que não existem vogais no alfabeto hebraico. Tais letras em Português são assim transliteradas: YHWH. Doravante, sempre que se referir ao tetragrama será usado as letras YHWH.

      Após o ETERNO declarar que se chama YHWH, disse:

“Este é o meu nome para sempre; desejo ser lembrado dessa forma, geração após geração.” (Shemot/Êxodo 3:15).

       É proveitoso relatar que na cultura ocidental o nome apenas designa uma pessoa (ex: Carlos, Priscila etc.). Porém, na cultura semita, o nome (“shem”/שם) não só individualiza um ser, como também – e principalmente – se refere ao caráter da pessoa, às qualidades específicas que ela possui. No hebraico, cada nome possui um significado (ex.: Yeshayahu/Isaías quer dizer “o Eterno salva”).

Então, o ETERNO revelou seu nome separado, YHWH (יהוה), pois este tanto individualiza o Criador dos céus e da terra como também espelha o caráter de Elohah. Que fica guardada esta importante informação: o nome expressa caráter.

Especialista em paleo-hebraico, Jeff Benner explica que o tetragrama advém do verbo הוה, que denota “existir”. Na terceira pessoa do singular, flexiona-se o verbo יהוה como, formando-se o tetragrama que expressa simultaneamente as seguintes ideias: “Ele existe”, “Ele existirá”, “Ele é”.

      No pensamento grego, as divindades são concebidas no plano abstrato. Na cultura hebraica, exige-se uma experiência concreta com o Ser Supremo (ver, ouvir, sentir). Por isso, Mosheh perguntou o nome do ETERNO, visando autenticar a experiência sobrenatural que teve. Em resposta, Elohah revela o tetragrama, querendo exprimir a seguinte mensagem:

“Diga ao povo de Israel: Ele (o Elohah de seus pais) existe, Ele existirá, Ele é…”.

      Ao declarar seu nome próprio no episódio narrado, o ETERNO determinou que deveria ser lembrado para sempre como YHWH יהוה (Shemot/Êxodo 3:15). Apesar de tal ordem expressa, hoje em dia as pessoas chamam o ETERNO de vários nomes, inclusive usam nomes de origem pagã, porém, não se valem do nome prescrito nas Escrituras.

       O nome de YHWH é tão separado e importante que aparece aproximadamente sete mil vezes no Tanach (São os livros da Torah e os Profetas). Isto deixa claro que o YHWH יהוה não tem o objetivo de se esconder Seu Nome mas revelar!

– Escreveu o Salmista que os homens deveriam se envergonhar e buscar o nome de YHWH יהוה, isto é, o caráter de Elohah:

“Encham-se de vergonha as suas faces, para que busquem o teu nome, YHWH יהוה. Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se, e pereçam, para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de YHWH יהוה, és o Altíssimo sobre toda a terra.” (Tehilim/Salmos 83:16-18).

– Ainda de acordo com o Saltério (livro de Salmos), o nome de YHWH יהוה permaneceria para sempre e deveria ser divulgado de geração em geração:

“O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado.” (Tehilim/Salmos 72:17).

 – Escreveu o profeta Mal’achi (Malaquias) que aqueles que temem e se lembram do nome de YHWH serão ouvidos:

“Então aqueles que temeram a YHWH יהוה falaram frequentemente um ao outro; e YHWH יהוה atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram YHWH יהוה , e para os que se lembraram do seu nome.”                                                                                                                                                                                                     (Mal’achi/Malaquias 3:16).

– O nome de YHWH deve ser amado:

“E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem a YHWH יהוה para o servirem, e para amarem o nome de YHWH, e para serem seus servos, todos os que guardarem o shabat [sábado], não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança.”                                                                                                                                                                                                  (Yeshayahu/Isaías 56:6)

 – Devemos lembrar o nome de YHWH יהוה para todas as gerações e povos:

“Farei lembrado o teu nome de geração em geração; por isso os povos te louvarão eternamente.”  (Tehilim/Salmos 45:17).

– O Rei David louvava o nome de YHWH יהוה:

“Salmo de David para o músico-mor, sobre a morte de Labben: Eu te louvarei, YHWH יהוה, com todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.”  (Tehilim/Salmos 9:1-2).

– Deve-se dar louvor ao nome de YHWH יהוה e adorá-lo:

“Dai a YHWH יהוה a majestade devida ao seu nome, adorai a YHWH na beleza da separação.” (Tehilim/Salmos 29:2).

– A salvação é clamada pelo nome de YHWH יהוה. Por isto, quem invocar o nome de YHWH יהוה será salvo:

“Salva-nos, YHWH יהוה nosso Elohah, e congrega-nos dentre os gentios, para que louvemos o teu nome Kadosh [Separado], e nos orgulhemos no teu louvor.” (Tehilim/Salmos 106:47).

“E há de ser que todo aquele que invocar o nome de YHWH será salvo.” (Yo’el/Joel 2:32).

– David escreveu um salmo em que afirma que a salvação vem pelo nome (caráter) de YHWH יהוה :

“Salva-me, ó Elohah, pelo teu nome, e faze-me justiça pelo teu poder.” (Tehilim/Salmos 54:1).

– David declarou que o nome de YHWH יהוה seria engrandecido para sempre:

“E engrandeça-se o teu nome para sempre, para que se diga: YHWH dos Exércitos é Elohah sobre Israel; e a casa de teu servo será confirmada diante de ti.” (Sh’mu’el Beit/2ª Samuel 7:26).

      Com fundamento nos textos das Escrituras citados, infere-se com toda firmeza que o uso do nome de YHWH יהוה era frequente entre os israelitas, que o empregavam como um nome próprio, tal como o nome de pessoas, sem haver nenhuma conotação mística ou sem que o concebessem como separado demais a ponto de não ser pronunciado. Em verdade, usava-se normalmente o nome de YHWH יהוה em situações cotidianas, desde que, obviamente, se assegurasse a reverência ao ETERNO.

      No livro de Rut (Rute), Bo’az cumprimenta os ceifeiros valendo-se do nome do ETERNO, e também é cumprimentado da mesma forma, ou seja, em uma situação informal:

“Aconteceu de ela [Rute] estar na parte do campo pertencente a Bo’az, do clã de Elimelech, quando Bo’az chegou de Beit-Lechem [Belém]. Ele disse aos ceifeiros: ‘YHWH seja com vocês’; e eles responderam: ‘YHWH o abençoe’.” (Rut/Rute 2:3-4).

      Algumas linhas do Judaísmo rabínico ensina incorretamente que o nome de YHWH não pode ser pronunciado em nenhuma hipótese, pois isto seria um tremendo desrespeito ao ETERNO. Tremendo engano! À luz da Escritura citada, Bo’az e os ceifeiros empregavam o nome de YHWH יהוה com respeito, porém, em situações informais do cotidiano. É de conhecimento de todos (pelo menos dos estudantes das Escrituras) que o navi (profeta) Yoná (Jonas) recebeu uma ordem do ETERNO para pregar a mensagem do arrependimento ao povo ímpio de Ninvé (Nínive), porém, fugiu de sua missão e tomou um barco para Tarshish (Társis). Houve uma terrível tempestade que ameaçava naufragar o navio e, então, os tripulantes lançaram sortes para saber quem seria o culpado, pois achavam que aquilo seria um castigo dos deuses. A sorte recaiu sobre Yoná (Jonas) e este falou abertamente aos gentios pagãos:

“Sou hebreu e temo a YHWH יהוה , o Elohah do céu, que criou o mar e a terra seca.” (Yoná/Jonas 1:9).

Vejam: Yoná (Jonas) revelou o nome de YHWH יהוה para pagãos!!! Ou seja, não entendia Yoná que o nome de YHWH יהוה  deveria ser ocultado, pelo contrário, achou que seria bom revelar o nome do Criador dos céus e da terra. A partir daí acontece algo muito interessante, Yoná pede para que aqueles homens o lancem no mar e, logo em seguida, os gentios pagãos começam a clamar o nome de YHWH יהוה :

“Por fim, eles clamaram a YHWH יהוה : ‘Por favor YHWH יהוה , por favor! Não nos permita perecer por causar a morte deste homem e não nos culpes pelo derramamento de sangue inocente, pois tu, YHWH יהוה , fizeste o que achaste justo’.”                                                                                                                                                                                                        (Yonáh/Jonas 1:14).

      Parece que os gentios terminaram se convertendo ao ETERNO, pois jogaram Yoná no mar e a fúria da tempestade cessou, ocasião em que:

“Tomados por um grande temor de YHWH, eles ofereceram um sacrifício a YHWH e fizeram votos.” (Yonáh/Jonas 1:16).

      O relato citado nos ensina uma grande lição: se até os pagãos puderam clamar o nome de YHWH יהוה, por que nós, servos de Yeshua HaMashiach, não podemos invocar o nome próprio do Pai Celestial? Se não bastassem os textos das escrituras já citados em que o próprio YHWH יהוה ordenou que seu nome fosse ensinado, lembrado e invocado de geração a geração, vale registrar outros:

“Proclamem comigo a grandeza de YHWH יהוה ; exaltemos juntos seu nome.”   (Tehilim/Salmos 34:4; versões cristãs: Sl 34:3).

“Louvarei a YHWH por sua justiça; ao nome de YHWH יהוה Altíssimo cantarei louvores.” (Tehilim/Salmos 7:18; versões cristãs: Sl 7:17).

“YHWH, nosso YHWH יהוה, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cujo Peso é cantado nos céus.” (Tehilim/Salmos 8:2; versões cristãs: Sl 8:1)

“Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, YHWH יהוה, jamais abandonas os que te buscam.” (Tehilim/Salmos 9:11; versões cristãs: Sl 9:10).

– Será exposto, a seguir, como surgiu a falsa ideia de que o nome de YHWH יהוה não pode ser pronunciado.

ORIGEM DO MITO

      Quando os judeus foram levados ao cativeiro babilônico (586 A.C), eram constantemente insultados pelos pagãos, e estes blasfemavam o nome de YHWH יהוה. Para salvaguardar o nome do ETERNO perante os gentios, os mestres começaram a ensinar que os judeus não poderiam pronunciá-lo, pois seria indizível e separado. Desta forma, os pagãos não conheceriam o nome do ETERNO e, consequentemente, não iriam insultá-lo. Com o passar do tempo, já que o nome de YHWH יהוה não era transmitido de pai para filho, começou-se a se perder sua pronúncia. Na época em que foi escrita a Septuaginta (285 a 246 A.C, aproximadamente), que é a tradução do Tanach (Primeiras Escrituras) para o grego, divulgando-se a palavra do ETERNO aos judeus na Dispersão e aos gentios, os setenta e dois sábios que a traduziram escreveram todo o texto na língua grega, porém, fizeram questão de manter o nome de YHWH  יהוה escrito em hebraico.  Para muitos pesquisadores, isto indica que os sábios tradutores tinham zelo pelo nome do ETERNO. Infelizmente, os copistas posteriores à Septuaginta não preservaram o nome de YHWH יהוה em hebraico, substituindo-o pela palavra grega “kurios” (“Senhor”). Esta é a razão pela qual as Bíblias em inglês usam o nome “LORD” (Senhor) em alemão “HEER” e as em Português o nome “SENHOR”. Então, o nome de YHWH יהוה passou a ser substituído por eufemismos, e esta prática se alastrou antes mesmo do primeiro século.

TALMUD

      De acordo com o Talmud, depois da morte do Sumo Sacerdote Sh’meon HaTsadik (310-291 ou 300-270 A.C.), o Sacerdote parou de usar o nome de YHWH יהוה ao pronunciar as Brachot [bênçãos]. Assim, o nome separado somente poderia ser citado dentro do Templo, conforme atesta a Mishná: “… no Mishkan [Lugar da Habitação] é dito o Nome tal como está escrito, porém, nas províncias, usa-se um eufemismo…”      (Sotá 7:6 e 38b).

        No primeiro século, o historiador contemporâneo dos apóstolos, Flávio Josefo menciona que não era lícito dizer o nome de YHWH יהוה , e esta proibição parece ter sido quase que universal em sua época:

“Moisés, não podendo, depois do que acabava de ver e ouvir, duvidar mais do efeito das promessas divinas, rogou a Elohah que, no Egito, lhe desse o mesmo poder de fazer aqueles milagres com que o favorecia naquele momento e acrescentasse o favor de ter-se dignado fazê-lo ouvir a sua voz a de lhe dizer o seu nome, a fim de que ele pudesse melhor invocá-lo quando lhe oferecesse um sacrifício. Elohah concedeu-lhe esse favor, que jamais fizera a qualquer outro neste mundo, mas não me é permitido repetir esse nome.”     (História dos Hebreus, CPAD, 2004, páginas 95 e 96).

      Após a destruição do Templo em 70 D.C, o judaísmo farisaico baniu o nome de YHWH יהוה, prescrevendo uma halachá (conduta) no sentido de que o nome separado deveria “estar escondido” (m.Pesachim 50a) e “ser mantido em segredo” (m.Kidushin 71a).

      A nova prática instituída pelos fariseus contraria as Escrituras, porquanto o nome de YHWH יהוה sempre foi pronunciado por todos, tal como explicado nos textos bíblicos já citados. Vejam a incongruência: YHWH יהוה ordenou que seu nome fosse lembrado e divulgado, e o farisaísmo decretou que o nome fosse ocultado.  Substituir YHWH יהוה por SENHOR, ou por qualquer outro eufemismo, não é correto e viola as próprias palavras da Torah, já que o ETERNO revelou o nome YHWH a Mosheh (Moisés) e ordenou:

“Este é o meu nome para sempre; desejo ser lembrado dessa forma, geração após geração.” (Shemot/Êxodo 3:15).

Com a substituição de YHWH יהוה por SENHOR, ADONAI, HASHEM etc, o nome de YHWH não está sendo lembrado!

O TERCEIRO MANDAMENTO

      Explicar-se-á, aqui e agora, qual a conexão do nome de YHWH יהוה com o terceiro mandamento. Ao entregar as duas tábuas com as asseret hadibrot (Dez Palavras ou “Dez Mandamentos”) a Mosheh (Moisés), foi assim enunciado o terceiro mandamento:

“Não tomarás o nome de YHWH teu Elohah em vão; porque YHWH יהוה não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.”    (Shemot/Êxodo 20:7).

      Esta tradução está correta, porém, o texto também pode ser traduzido de outra maneira, visto que as palavras em hebraico possuem plurivalência semântica. Eis a assertiva em hebraico transliterado:

                       “Lo tisá et-shem YHWH יהוה Eloheichá la’shav ki lo yenaqeh YHWH יהוה et asher yisá et shemô la’shav”

Vejamos as palavras do texto. O verbo נשא (nasa) significa “tomar”, mas também tem o sentido de “ser levado embora” (Strong 5375). Por outro lado, a palavra שאו (shav) significa tanto “vão”, quanto “falsidade”, “nulidade” ou “mentira” (Strong 7723). Então, eis a tradução literal do terceiro mandamento:

“Não levará embora [para longe] o nome de YHWH יהוה , o teu Elohah, para a mentira [ou para a nulidade], porque YHWH יהוה  não inocentará o que levar embora o seu nome para a mentira [ou para a nulidade].” (Shemot/Êxodo 20:7).

       Ora, pela tradução literal citada, estabeleceu o ETERNO o terceiro mandamento no sentido de que seria proibido levar o nome de YHWH יהוה para longe de modo a fazer com que se tornasse uma mentira. Em outras palavras, proibiu-se que se jurasse falsamente ‘tomando para si’ todo o crédito que uma pessoa tinha por jurar pelo Nome do Eterno. Mas também entende-se qualquer outro nome falso que ingressasse no lugar do nome de YHWH יהוה o estaria levando-o ao esquecimento. Quando os mestres começaram a dizer no exílio babilônico que o nome de YHWH יהוה era impronunciável, terminaram por violar o terceiro mandamento.

       É lamentável que hoje tanto o Cristianismo quanto os judeus de origem linguística Proto-indo-europeu (Judeus nascidos na Europa) transgridam o terceiro mandamento, visto que ambas as religiões colocaram nomes falsos no lugar de YHWH יהוה , inclusive substituindo -o, muitas vezes, por nomes de origem pagã!

Afirma a Enciclopédia Americana (1945 edition) que o vocábulo em inglês “GOD” (Deus) é o nome de uma divindade teutônica que era adorada pelos pagãos. Quando estes se converteram ao Cristianismo, o termo idólatra foi utilizado para designar o Supremo Criador. Logo, a palavra “God” (Deus) não deveria ser usada nas Bíblias em língua inglesa, porquanto se trata do nome de uma divindade pagã. Por outro lado, o nome “DEUS” tem origem em DYEUS, chefe dos deuses do panteão proto-indo-europeu. Ensina o American Heritage Dictionary of the English Language que DYEUS, a divindade pagã, deu origem na mitologia grega a ZEUS. Por sua vez, Zeus significa em latim “Deus”, sendo este nome propagado para outras línguas que tiveram o latim por base:

  1. a) Deus (português);

  2. b) Dios (espanhol);

  3. c) Dio (italiano);

  4. d) Dieu (francês).

       Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra “Deus” significa “o criador do universo”; “forças ocultas”; “espíritos mais ou menos personalizados” e “ídolo fabricado pela mão do homem e ao qual o primitivo rende culto e atribui determinados poderes”. Percebe-se que o conceito de “Deus”, na Língua Portuguesa, não corresponde exatamente ao conceito bíblico do Criador dos céus e da terra. Por tal razão, sempre optamos por usar títulos semitas (ex: YHWH יהוה , Elohah etc), ou o aportuguesado “ETERNO”, que é usualmente empregado nos círculos judaicos. Quanto à palavra “SENHOR”, esta não tem origem pagã, como alguns equivocadamente pensam. Contudo, entende-se que as Bíblias atualmente vendidas não deveriam substituir o nome de YHWH יהוה por SENHOR, haja – visto que o ETERNO determinou que deveria ser lembrado por meio de seu nome próprio: YHWH יהוה . Consequentemente, colocar outros nomes no lugar de YHWH יהוה implica transgressão ao terceiro mandamento, porquanto se termina por “levar embora” o nome do ETERNO, substituindo-o por um nome falso. Insta repetir o terceiro mandamento, conforme a retradução operada acima:

“Não levará embora [para longe] o nome de YHWH, o teu Elohah, para a mentira [ou para a nulidade], porque YHWH não inocentará o que levar embora o seu nome para a mentira [ou para a nulidade].” (Shemot 20:7).

A PRONÚNCIA DO NOME DE YHWH: EVIDÊNCIAS BÍBLICAS, ARQUEOLÓGICAS, LINGUÍSTICAS E HISTÓRICAS

O estudo do Bigrama!  יה

        O tetragrama יהוה YHWH é composto das seguintes letras hebraicas:  yud (י), hê (ה), waw (ו), hê (ה),

– Vejamos a pronúncia das duas primeiras letras (YH): יה

       As duas letras iniciais aparecem em vários salmos e há um consenso entre todos os estudiosos que sua pronúncia é YAH (em Português: IÁ). Verbi gratia, a Concordância Strong em Língua Inglesa afirma que “Yah é o nome do Deus de Israel” (Strong 3050), pronunciando-se como ָ יה (em inglês: Yah; em português: Iá).

      Eis alguns exemplos extraídos diretamente dos textos em Hebraico em que consta o nome YAH (som em português: Iá):

“Cantem a Elohah, cantem louvores a seu nome; exaltem aquele que cavalga sobre as nuvens por seu nome, יה [YAH]; e alegrem-se em sua presença.” (Tehilim/Salmos 68:5; versões cristãs: Sl 68:4).

“Recordarei os feitos de  יה  [YAH]; sim, recordarei teus antigos milagres.” (Tehilim/Salmos 77:12; versões cristãs: Sl 77:11).

“Quem é poderoso como tu,  יה [YAH]?”   (Tehilim/Salmos 89:9; versões cristãs: Sl 89:8).

“Feliz é o homem a quem tu corriges, יה [YAH], a quem ensinas a tua Torah.” (Tehilim/Salmos 94:12).

      Aliás, o nome em português “Aleluia” advém da expressão hebraica “Halelu’yah”, que significa “Louvem a Yah”, e que é mencionada em diversos Salmos (ex: Sl 104:35; Sl 105:45; Sl 106:1; Sl 106:48; Sl 11:1; Sl 112:1 etc). Além das Escrituras Sagradas, há prova arqueológica de que o bigrama יה YH seja pronunciado como Yah (“Iá”). Em hieróglifos egípcios escritos com sinais vocálicos, o An Egyptian Hieroglyphic Dictionary, de autoria de E. A. Wallis Budge assevera que o nome do ETERNO resumido é pronunciado como “YA” ou “IA”. Logo, tem-se absoluta certeza de que o nome do Altíssimo começa com YAH (som de “Iá”).

  1. a) Por tal razão, está incorreto o nome YEHOVÁ, pois se inicia com YE, e não com YAH. Também é errôneo o nome JEOVÁ, visto que: a) este se inicia com JE e não com YAH;

  2. b) não existe uma letra que conote a moderna letra “j” (jota) em hebraico e nem mesmo em aramaico, grego ou latim, razão pela qual é impossível que o ETERNO fosse chamado pelos israelitas por meio de um som inexistente em tal idioma.

 O estudo do Trigrama!   יהו

     Após o estudo das duas iniciais letras do nome do ETERNO, acrescentaremos a terceira letra, ו  W ( o heb vav ), formando-se o trigrama  יהו – YHW  . Sabemos que as duas primeiras letras dão o som de YAH (“Iá”, em português). Ao acrescentarmos a terceira letra, qual a sonoridade obtida?

       Existem vários nomes teofóricos nas Escrituras em que consta o trigrama, o que nos dá a evidência de sua pronúncia. Nome teofórico é o nome de uma pessoa formado pelo nome do ETERNO.

Exemplos:

1) –  Yeshayahu (Isaías), é composto pelo prefixo “yesha” (salvação) e “Yahu” (nome do trigrama do ETERNO), daí, Yeshayahu (Isaías) significa que YAHU (o ETERNO) é a salvação;

  1. b) – Yirmeyahu (Jeremias) provém do prefixo “Yirme” (ser exaltado) e “Yahu” (o nome do trigrama do ETERNO), denotando Yirmeyahu (Jeremias) que YAHU (o ETERNO) é exaltado.

      Estes dois exemplos apontam que a pronúncia do trigrama יהו  (YHW) é YAHU. Já que o  “h” (letra hebraica hê ה ) tem o som de “r”, YAHU se pronuncia em língua portuguesa como “Iárru”.

    Há aproximadamente 60 personagens bíblicos que são designados pelo nome YAHU. Eis apenas alguns exemplos: Eliyahu (Elias); Abiyahu (Abias); Tobiyahu (Tobias); Uriyahu (Urias); Adoniyahu (Adonias); Malkiyahu (Malquias); Matityahu (Matitias/Mateus); Ataliyahu (Atalia); Ygdaliyahu (Jigdalias); Remalyahu (Remalias) etc. Todos estes nomes constam das Sagradas Escrituras e não existe dúvida entre os linguistas de que, nestes casos, o ETERNO é chamado de YAHU.

     Destarte, à luz das Escrituras, percebe-se que o trigrama é pronunciado como YAHU (Iárru, em português). Não obstante, para ocultar o nome do ETERNO, consoante os motivos já expostos, os massoretas (escribas judeus que eram responsáveis pela preservação das escrituras) passaram a manter o nome do ETERNO impronunciável, e o prefixo do trigrama, se recebesse os sinais vocálicos corretos, revelaria o correto modo de dizer. Para atingir tal escopo, criaram um nome falso com o intuito de tornar secreto o nome verdadeiro.  Assim, pegaram as vogais do nome “ELOAH” e a transplantaram para o tetragrama יהוה YHWH, gerando o incorreto nome YEHOVÁ. Acompanhe o processo:

  1. a) ELOAH possui três vogais: E, O, A.

  2. b) foram aplicadas as três vogais (E, O, A) no tetragrama יהוה YHWH;

  3. c) somando-se as consoantes יהוה YHWH com as vogais citadas (E, O, A), foi criada a palavra YEHOVA (YEHOVÁ é assim pronunciado em português: Ierrová);

  4. d) daí começou-se a divulgar e mentira de que o nome do ETERNO é YEHOVÁ.

     Ao se criar o falso vocábulo YEHOVÁ, que consta até hoje dos textos em hebraico vocalizados, os massoretas conseguiram ludibriar as pessoas, ocultando o verdadeiro nome, em razão do falso mito de que o nome de יהוה YHWH não pode ser falado.  A Escritura Peshitta foi escrita em aramaico, língua que, além do hebraico, era de domínio de Yeshua e de seus discípulos. Esta versão das Escrituras foi usada pelos falantes de aramaico, ou seja, assírios, sírios e caldeus. No quarto século D.C, isto é, bem antes dos massoretas, foram criados sinais vocálicos para os textos em aramaico. Se não bastasse, descobertas arqueológicas localizaram em Nippur antigos textos de Murashu, escritos em aramaico cuneiforme, datados de 464 a 404 A.C. Em tais manuscritos as palavras estão vocalizadas, e há inúmeros nomes teofóricos redigidos como YAHU (Patterns in Jewish Personal Names in the Babylonian Diasporia, M.D. Coogan; Journal for the Study of Judaism, Vol. IV, No. 2, p. 183f).

      Pois bem. Vimos que o bigrama יה (YH) se pronuncia como Yah (Iá) e o trigrama יהו (YHW) como Yahu (Iárru). Mas e o tetragrama? Qual é o som da letra faltante?

O estudo do Tetragrama!    יהוה

 Existem provas de que a pronúncia correta seja Yahueh?

 CLEMENTE DE ALEXANDRIA

Clemente de Alexandria (150 a 215 D.C) e um antigo papiro grego apontam que a quarta letra do nome separado é “E”. Daí, YAHU + E = YAHUE (em português: Iarrué; em inglês: Yahueh).

       Ao analisar inúmeros manuscritos contendo o nome de יהוה YHWH, concluiu o rabino James Trimm que a pronúncia correta é Yahueh, em concordância com os maiores especialistas sobre o tema:

“Está claro quando se examinam as muitas fontes que a pronúncia de יהוה YHWH pode ser recuperada como Yahueh, por vezes abreviada como o YAHWEH, YAHU ou YAH. Isto é atestado pelos nomes Yahwíticos [teofóricos] do texto Massorético, da Peshitta aramaica e dos textos Murashu. A verdadeira pronúncia de YHWH também é preservada em antigas transliterações do nome escrito em hieróglifos egípcios, cuneiforme e grego, os quais foram escritos com vogais.” (Nazarenes and the Name of YHWH).

 JOSEFO E O NOME

Confirmando isto foi o que revelou Flávio Josefo ao escrever aos pagãos acostumados com as vogais inseridas nas palavras. Como Josefo viveu em uma época em que o Nome ainda era conhecido e como ele era sacerdote ele diz com autoridade em uma citação em “Antigüidades 2:12:4”. Josefo sabia qual era o Nome, mas dizia não ser lícito dizê-lo explicitamente. Porém, Josefo deixa uma importante dica. Ao falar da cobertura de cabeça do Cohen Ha Gadol (Sumo Sacerdote). Veja o texto logo abaixo:

“E farás lâmina [Tsits] de ouro puro e gravarás sobre ela, como gravuras de selo, “Santidade a יהוה YHWH “

JOSEFO EXPLICA:

“Nela estava gravado o Nome Sagrado. Ele consistia de quatro vogais.” (Guerras 5:5,7).

Como sabemos que os Judeus conhecem a pronuncia mas a menciona somente em Yom kipur (Dia do Perdão estabelecido na Torah em 10 de tishirey 10/07 em todos os anos no calendário luni-solar do Criador), também sabemos que concordam em citar abreviaturas como Yah (prefixo/ bigrama), Yahu (trigrama) como Netanyahu. Mas ainda assim não seria o nome completo, como afirmou Josefo (4 vogais inseridas). Também Clemente de Alexandria (150 a 215 D.C) informou que termina com o som de “E” . Assim o mais perto que chegamos é Yahué, também escrito Yahueh! Os que defendem Yaveh podem dizer que esta pronúncia termina com “E” conforme Clemente de Alejandria o disse. No entanto, lembremo-nos que Flavio Josefo deu uma luz incrível quando disse possuir o tetragrama o som de 4 vogais. Ora, Yaveh (Iaveh) só produz 3 vogais – I – A – E .

PALAVRAS DO RABINO YESHUA BEN YOSEF BEN ELOHAH:

“Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheço; conheceram que tu me enviaste; e eu lhes fiz conhecer o teu NOME, e lho farei conhecer ainda; para que haja neles aquele amor com que me amaste, e também eu neles esteja” Yohanam (Jo) 17:25,26

https://www.tendadomessias.com/o-tetragrama

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