RETETÉ e a raiz do problema dos modismos
RETETÉ e a raiz do problema dos modismos
Diferente do que muita gente pensa, o rétété não surge do pentecostalismo. Foi um movimento que surgiu paralelo ao movimento pentecostal. Há registros históricos, segundo consta na revista DEFESA DA FÉ edição especial, página 115, que: “Em 1923. Gunnar Vingren, um dos maiores fundadores da Assembléia de Deus no Brasil, fora informado de que certo movimento pentecostal começava a alastrar-se por Santa Catarina. Sem perda de tempo Vingren deixou Belém do Pará, berço do pentecostalismo brasileiro, e embarcou para o Sul. No endereço indicado, veio ele a constatar: ‘Não se tratava de pentecostes, mas feitiçaria e baixo espiritismo”.
Gunnar Vingren
O movimento do rétété não é de origem brasileira, mas estrangeira. Que na verdade esse nome só é conhecido aqui no Brasil. O seu nome real é “unção de Toronto”. Por pertencer a prática esotérica da Igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Torono – Canadá. Uma das igrejas que mais deram notoriedade ao movimento do rétété a partir de 1994. Na mesma revista que citei acima, diz: “Ao contrário das demais igrejas pentecostais, que buscam preservar a ortodoxia doutrinária, a igreja do Aeroporto… granjeou surpreendente notoriedade em virtude das manifestações que ocorriam em seus cultos. Dizendo-se cheios do Espírito, os freqüentadores dessa igreja começaram a manifestar-se de maneira estranha e até exótica. Em dado momento, todos punham-se a rir de maneira incontrolável, alguns chegavam a rolar pelo chão. Justificando essa bizarra, alegavam tratar-se de… gargalhada santa… Outros iam mais longe: não se limitavam ao estrepitoso dos risos; saíam urrando como se fossem leões… como carneiros, ou gritando, como guerreiros, e ainda outros caíam no Espírito”. (idem pág. 115).É triste ver igrejas intituladas “Assembléia de Deus” ou de “pentecostais” e se envolverem com esse tipo de coisa, anarquizando o já tão fragilizado movimento pentecostal. Onde a frase “SOLA SCRIPTURA” dos reformadores, raiz do movimento evangélico, fica comprometido diante de tantas experiências pessoais que são postas igual e até acima ou no lugar das Escrituras.
A RAIZ DO PROBLEMA DOS MODISMOS
A teologia do continuísmo é a grande fonte que alimenta modismos dessa natureza e continuarão surgindo outros. O que é a teologia do continuísmo? É a crença de que a revelação divina continua, mesmo com o encerramento do cânon das Escrituras. Os seguidores dessa teologia acreditam que Deus fala fora das Escrituras. Por ser Deus maior que as Escrituras e por Deus continuar agindo na história. Assim, a Bíblia não passa de uma fonte das demais coisas que Deus tem para revelar. Daí o grande amontoado de apóstolos, patriarcas, papas, profetas, trazendo novas revelações em forma de: dogmas, unção profética, atos proféticos, unção de Toronto, rhemas, idas ao inferno, idas ao céu, aparições de Maria, segredos de Fátima, o outro evangelho de Jesus Cristo (livro mórmon), escritos inspirados de Ellen G. White, etc.
Refutação bíblica: Deus é maior do que as Escrituras, mas não vai revelar mais nada fora dela. Pois nela está escrito: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro” (Ap.22.18). O livro das revelações ou apocalipse é o fim do período da revelação. Que durou desde Moisés até Malaquias, passou por um período de silêncio, que chamamos de “período interbíblico”, recomeça com João Batista e encerra com João em Patmos. Durante o período da revelação Deus já vinha expressando sua centralidade às Escrituras. Por exemplo: “Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso”. (Pv.30.5,6). “Nada acrescentareis à palavra que vos mando…”. (Dt.4.2). “… não ultrapasseis o que está escrito…” (1Co.4.6). Quando não se aceita o encerramento da revelação divina, abre precedentes para contradição do que já se foi revelado. E isso acontece muuuuuuito! O que as Escrituras não nos revelam não é para nós: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”. (Dt.29.29). A Lei e os profetas duraram até João Batista (Lc.16.16) Seria uma contra-senso divino acreditar na continuação da revelação divina quando se lê o seguinte na Bíblia: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. (Hb.1.1,2). Acreditar em um continuísmo é negar a SUFICIÊNCIA de Jesus tão claro nesse texto. Deus é bem maior do que sabemos dele pelas Escrituras, todavia, por ela conhecemos em parte, não plenamente ou perfeitamente. E só depois, quando vier Cristo, saberemos mais: “porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado”. (1Co.13.9,10). Entretanto, o que a Bíblia diz é o necessário para nosso entendimento, pois nossa estrutura humana não poderá conhecer mais além do que possamos suportar.
“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm.11.33-36).
“Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir”. (Sl.139.6).
Deus fala com o cristão a parte das Escrituras, mas de uma maneira pessoal, temporal e nunca de forma doutrinária ou com nova revelação. Sempre concordando com as Escrituras: “… edificando, exortando e consolando”. (1Co.14.3). E essa forma pessoal que Deus fala ao cristão não é igual as Escrituras e não é seguro, se fosse, não haveria tantos critérios. Tipo: 1Co.14.29; 1Ts.5.20-22; 1Jo.4.1; Jr.17.9.
John Arnott – líder da igreja Comunhão da Videira do Aeroporto
A outra problemática dos modismos do tipo rétété é o mau uso da aplicação pessoal das Escrituras. O que é aplicação pessoal das Escrituras? É o ato de se trazer um texto bíblico para sua vida. Que não há problema algum nisso. Só que as pessoas estão exagerando em sua forma de que Deus lhe falou pessoalmente no texto e transforma em regra ou doutrina aquilo que nem o autor do texto bíblico quis dizer, causando um isolamento total do texto. Desprezando o seu contexto. Vejamos um exemplo de bom uso de aplicação pessoal:
Você está triste e abatido, mas lendo as Escrituras se depara com o seguinte dizer: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel”. (Is.41.10). Então, Deus lhe fala ao coração, embora o texto se refira à nação de Israel (v.8) o leitor bíblico aplica essa palavra a sua vida e não terá problema algum. Porque ele aplicou o texto para si, mas não criou um isolamento total do texto. E não despreza o seu contexto, pois assim como Israel passou por tristeza e abatimento, o Cristão passa. Podendo até usá-lo para outras pessoas que estiverem tristes e abatidas.
Porém, vejamos um exemplo de mau uso da aplicação pessoal:
“Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes”. (Jr.33.3). Daí o leitor incauto ou malicioso (não sei, mas Deus sabe) toma essa palavra para ele e se acha o portador da revelação. E que orando e buscando a Deus “coisas grandes e ocultas” Deus lhe revelará especialmente. Por isso surge cada dia gurus espirituais anunciando o fim do mundo e etc. Menos meu filho, menos! O grande problema do mau uso da aplicação pessoal das Escrituras está entre a cadeira e a Bíblia – o ser humano soberbo, narcisista e egoísta que pensa ser grande coisa.
Deus fala para um cristão pela Escritura de forma pessoal. Porém, a partir do momento que esse cristão leva a forma pessoal que o texto lhe falou e sai totalmente do contexto e o faz regra ou doutrina. Ali já não é mais Palavra de Deus. Como o Pastor Raimundo de Oliveira, autor do livro “Seitas e Heresias”, já dizia: “As palavras de Deus interpretadas no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus, mas interpretadas no sentido que nós queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras do Diabo”. A Bíblia nos ensina: “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação”. (2Pe.1.20).
Ana Paula Valadão, cantora do grupo Diante do Trono na suposta “unção do leão”. Caminhou por todo o palco em seu show.
Encerro aqui com a pergunta de cabeçalho desse blog: “Se a doutrina bíblica não é o padrão final, então onde traçar os limites do que é ou não é cristão?”.
(John Ankerberg).
Tags: RETETÉ
QUEM SÃO DOS DEMÔNIOS? O que é o demônio?
QUEM SÃO DOS DEMÔNIOS?
O que é o demônio?
Demônio são anjos que junto a satanás foram expulso dos céus, quando este rebelou-se contra Deus. (Isaias 14.12-15; Apocalipse 12.3,4). Assim como os anjos tem acesso aos lugares espirituais, os demônios também tem acesso e podem descer às profundezas do ódio, rancor e perversão. Atormentam as pessoas, se apossam delas e as tiram de Deus e da sua verdade.
(Marcos 5.2-5; Atos 13.6-12)
Embora a luxúria, o homossexualismo, a bebedice, a glutonaria e a magia negra seja expressões da carne pecaminosa, essas estão entre as práticas que podem também ser expressões da atividade demoníaca na vida das pessoas. A Esquizofrenia pode ser uma doença mental em alguns, mas em outros pode ser uma possessão dos demônios.
Os anjos possui uma hierarquia, os demônios também tem seus maiorais, “principados e potestades”, certamente cidades e regiões são supervisionadas por alguns destes maiorais.
No mundo invisível há conflitos entre os mensageiros de Deus e as forças demoníacas. As orações do Povo de Deus são usadas para restringir as atividades demoníacas e direcionar a ação dos poderes angelicais para controlá-los. (Daniel 10)
Algumas de suas atividades:
1) Tentam subverter o propósito de Deus.
Daniel 10.10-14 ; Apocalipse 16.13-16
2) Tentam estender a autoridade de satanás, cumprindo sua vontade.
Efésios 6.11,12
3) Podem ser usados por Deus na realização de Seus propósitos.
1º Samuel 16.14 e 2º Cor. 12.7
4) Podem causar doenças
Mateus 9.33; Lucas 13.11,16
5) Podem possuir homens
Mateus 4.24
6) Podem possuir animais
Marcos 5.13
7) Opõe ao crescimento dos filhos de Deus
Efésios 6.12
8) Disseminam doutrinas falsas
1º Timóteo 4.1
Elias R. de Oliveira
Tags: QUEM SÃO DOS DEMÔNIOS? O que é o demônio?
QUANDO SERÁ O “TEMPO DO FIM” ?
QUANDO SERÁ O “TEMPO DO FIM” ?
Tem havido muita especulação nos últimos anos quanto a uma grande calamidade que teria lugar com a chegada
do novo Milénio,isto é,com o Século XXI.
Alguns apontavam para possíveis desastres,provocados por programadores de computadores,imprudentes; enquanto outros apontavam para cenas “apocalípticas”,com uma suposta base na Escritura.
De facto,as Escrituras Hebraicas falam de um período acompanhado por um grande desastre e que será seguido de uma grande Redenção.
Êste período chegou a ser chamado em linguagem popular como a “Era Messiânica” (Yeme Hamashiaj),ainda que
que a própria Bíblia Hebraica se refira a êle de diversos modos,como “os dias do fim”; “o tempo do fim”; “o grande
e terrível Dia de Yahweh” ou simplesmente como “nesse momento” (Bayom Hahi; BaEt Hahi; etc.)
O QUE É O “TEMPO DO FIM” ?
O Tempo do fim, em Hebraico “Ajarit Hayamim” que também se traduziu de diversos modos como Últimos Dias.
Mas esta expressão tem,em Hebraico o seguinte significado: Num Tempo Distante e não tem qualquer relação com o que dizem que o “Mundo vai acabar”.
Antes,pelo contrário,lemos em Isaías 66:22,que o Céu e a Terra serão Renovados e que apesar da grande mudança, o Pacto com Israel continuará em vigor neste tempo do futuro:
“Porque,como os Céus Novos,e a Terra Nova,que hei-de fazer,estarão diante da minha Face,diz
Yahweh,assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome”.
(Isaías 66:22).
De facto,depois da agitação inicial o “Tempo ndo Fim” será um período de Paz e Obediência Universal a Yahweh
tal como lemos em Isaías 2:2,3,4:-
“E acontecerá nos últimos dias que se firmará o Monte da Casa de Yahweh no cume dos montes,e
se exalçará por cima dos outeiros: e concorrerão a êle tôdas as nações.
3-“E virão muitos povos,e dirão:Vinde,subamos ao Monte de Yahweh,à Casa do Todo-Poderoso de
Jacob,para que nos ensine o que concerne aos seus Caminhos,e andemos nas suas Veredas;porque
de Sião sairá a Lei,e de Jerusalém a Palavra de Yahweh.
4-“E Êle exercerá o seu Juízo sôbre as gentes,e repreenderá a muitos povos;e êstes converterão as
suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices:não levantará espada nação contra nação.
nem aprenderão mais a guerrear”.
O tema de tôda a Humanidade prestar culto a Yahweh,repete-se em Jeremias 31:31,34:-
“Eis que dias vêm,diz Yahweh,em que farei um Concêrto Novo com a Casa de Israel e com a Casa
de Judá.
34- “E não ensinará alguém mais a seu próximo nem alguém a seu irmão,dizendo:Conhecei a
Yahweh;porque todos me conhecerão,desde o mais pequeno dêles até ao maior,diz Yahweh;
porque lhes perdoarei a sua maldade,e nunca mais me lembrarei dos seus pecados”.
A menos que a CNN lhe haja passado por alto,o impacto do Milénio,aquela era de Paz e de Conhecimento de
Yahweh por tôda a Humanidade ainda não começou.
A partir disto,só podemos concluir que o “Tempo do Fim” , acompanhado por profundas mudanças no modo de
vida e pensamento ainda não começou. Mas,atenção,está para muito breve !
QUANDO COMEÇARÁ O “TEMPO DO FIM” ?
No Livro de Daniel vemos várias Profecias que descrevem no respectivo grau de detalhe a cronologia do “Tempo do Fim”. No entanto,o próprio Profeta não entende a que eventos históricos se está referindo esta cronologia.
Na sua visão Daniel pede ao Anjo que lhe apareceu:
“Eu pois ouvi,mas não entendi;por isso eu disse:Soberano meu,qual será o fim destas coisas? “
(Daniel 12:8).
E o Anjo explica a Daniel que o significado das visões permanecerá por decifrar até ao momento em que ocorram
os próprios acontecimentos do “Tempo do Fim”.
“E êle disse:Vai,Daniel,porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao Tempo do Fim”.
(Daniel 12:9).
Ainda que o ano exacto do “Tempo do Fim” não possa deduzir-se no Livro de Daniel,não há nada oculto na
Bíblia Hebraica quanto ao quando terá lugar o “Tempo do Fim”.
De facto,a fixação do “Tempo do Fim” está omitido expressamente na Torah.
Em Deut.28:30,o Todo-Poderoso expõe as condições do seu Pacto com Israel:Se Israel guardar o Pacto,será
abençoado em abundância e paz,mas se violar o Pacto será castigado severamente com uma maldição.
Em Deut.29:25-27,o Povo de Israel é advertido que se continuar pecando,a última maldição será o exílio da terra
de Israel. Deut.30:1-6:-
Aqui descreve-se a Redenção final:-
“E será que sobrevindo-te tôdas estas coisas,a bênção ou a maldição,que tenho posto diante de ti,
e te recordares delas entre tôdas as nações,para onde te lançar Yahweh,Todo-Poderoso;
2-“E se te converteres a Yahweh teu Todo-Poderoso,e deres ouvidos à sua Voz conforme a tudo o
que eu te ordeno hoje,tu e teus filhos,com todo o teu coração,e com tôda a tua alma;
3-“Então Yahweh teu Todo-Poderoso te fará voltar do teu cativeiro,e se apiedará de ti; e tornará a
ajuntar-te dentre tôdas as nações entre as quais te espalhou Yahweh teu Todo-Poderoso.
4-“Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do Céu,desde ali te ajuntará Yahweh teu
Todo-Poderoso,e te tomará dali;
5-“E Yahweh teu Todo-Poderoso te trará à terra que teus pais possuíram e a possuirás;e te fará
bem,e te multiplicará mais do que a teus pais.
6-“E Yahweh,teu Todo-Poderoso circuncidará o teu coração,e o coração da tua semente;para
amares a Yahweh teu Todo-Poderoso com todo o coração,e com tôda a tua alma,para que vivas”.
Vemos,a partir da passagem anterior em Deuteronómio que,depois de Israel se arrepender,Yahweh fará
regressar a Israel do desterro,uma segunda vez e porá os Seu Pacto nos corações do povo.
Regressando a Jeremias 31:33,vemos que o “Tempo do Fim”,é descrito como um período em que o Convénio ou Pacto de Yahweh será escrito nos corações do povo:-
“Mas êste é o Concêrto que farei com a Casa de Israel depois daqueles dias,diz Yahweh:Porei a
minha Lei no seu interior,e a escreverei no seu coração;e Eu serei o seu Todo-Poderoso e êles
serão o Meu Povo”.
“O Tempo do Fim” em Jeremias e a Redenção de Deut.30,são uma única coisa, o mesmo acontecimento.
Em Deut.4:30 nos diz claramente que se chegará ao “Fim do tempo” depois do arrependimento de Israel.
“… então no fim de dias te virarás para Yahweh Todo-Poderoso,e ouvirás a sua Voz…Porquanto
Yahweh teu Todo-Poderoso é Todo-Poderoso misericordioso; e não te desamparará,nem te destruirá,nem se esquecerá do Concêrto que jurou a teus pais”.
(Veja isto num contexto completo em Deut. 4:25-31).
Torna-se claro que isto se refere exactamente à mesma sucessão de factos de Deut.30:1-6 mencionado acima.
Portanto,não há nada oculto em quanto a quando terá lugar o “Tempo do Fim”.
Como pode ser comprovado em Deut. capítulos 4 e 30,quando Israel se arrepender e se volte para
Yahweh,o exílio terminará e começará o período do Pacto Renovado com a grande maioria do Povo de Israel,
ainda disperso por todo o Mundo e os que estão na terra de Israel continuando no caminho da iniquidade.
Êste tempo parece distante.
Só podemos orar para que o Povo de Israel se arrependa e cumpra o seu dever sendo um guia para as nações.
Até êsse dia,é dever de todo o ser humano,tanto de Israel, como das nações,inclusive: Guardar os Mandamentos
de Yahweh,expressos na Santa Torah,para que o tempo assinalado chegue quando:-
“… Porei a minha Lei no seu interior,e a escreverei no seu coração:e Eu serei o seu Todo-Poeroso e
êles serão o Meu Povo!.
UMA NOTA FINAL EM DANIEL
Até mesmo se pudéssemos decifrar a cronologia das Profecias de Daniel 12:10,embora indique que não o podemos fazer! Isto necessariamente, nos dará uma data precisa para o “Tempo do Fim”.
Em Daniel cap.9,vemos que um tempo predito pode ser retardado se Israel pecar.
No princípio de Daniel cap.9,o Profeta vê no Livro de Jeremias e descobre que o exílio Babilónico terminaria
passados setenta anos. Daniel começa a orar a Yahweh para que perdoe ao povo de Judá e que o faça regressar
do exílio. Seria até uma oração vã já que o destino de Judá estava determinado de antemão pelo Profeta Jeremias?
Porquê Daniel viu a necessidade de pedir perdão quando o tempo da Redenção de Judá já estava definido?
Se olharmos para a oração de Daniel veremos a razão da sua preocupação.
Daniel roga a Yahweh:
“Ó Soberano,ouve; Ó Soberano perdoa; Ó Soberano,atende-nos e opera sem tardar;por amor de
Ti mesmo,Ó Todo-Poderoso meu;porque a Tua cidade e o Teu Povo se chamam pelo Teu Nome”.
(Daniel 9:19).
O Profeta Daniel compreende que se Yahweh não perdoar ao Seu Povo os seus pecados no fim de 70 anos,seria
adiado o seu regresso,talvez indefinidamente.
Esta é uma lição importante quando procuramos decifrar a cronologia do “Tempo do Fim” no livro de Daniel.
Até mesmo se pudéssemos deduzir a que período se está referindo Daniel,devemos aceitar a condição de que
se não houver arrependimento a data da Redenção será adiada,tal como o próprio Daniel nos ensina na sua oração.
====================================================================
De: Karaíta Corner. Traduzido por Baruj Prieto.
Estudo apresentado por José Alvarez (Yosef) em 2 de Janeiro de 2.013
Traduzido para Português por: Boner Daleoni – Moita – Portugal
Versão Bíblica utilizada nesta tradução:
João Ferreira de Almeida,edição revista e corrigida em 1.971 por
Sociedade Bíblica do Brasil – Rio de Janeiro
Tags: QUANDO SERÁ O "TEMPO DO FIM" ?
“Princípios divinos para o sucesso material”
“Princípios divinos para o sucesso material”
Texto Base: Ageu 1:5, 6 e Mateus 6:31-33
Introdução
Embora pouco falemos sobre esta questão da prosperidade material do crente, não devemos encarar esse assunto como perdido. Não vamos aderir às pregações dos neo-pentecostais do “evangelho da prosperidade”, pois sabemos muito bem que devemos “Buscar PRIMEIRO o Reino de Deus, e as demais coisas nos serão acrescentadas.”, conforme nos prometeu Jesus. No entanto, talvez estejamos incorrendo em um erro grave, quando deixamos tão sem instrução este assunto, e esquecemos que a Bíblia nos foi deixada para nossa completa instrução (II Tim. 3:16 e 17). Desta forma, vemos que muitos irmãos, que não receberam boa orientação quanto à condução de sua vida material, padecem, desnecessariamente, chegando mesmo a passar e causar constrangimento por não terem sabedoria e instrução a respeito. Muitas vezes, deixamos de ser abençoados materialmente, simplesmente porque nós estamos errados. Isto não se resume ao fato de “deixar de dar o dízimo”, como muitos pensam e ensinam. A fidelidade na contribuição na Obra é um dos muitos sérios erros que podem estar cometendo, que nos estejam fazendo sentir que “recebemos salário em saco furado” (ou bolso furado, para ser mais atual).
Neste estudo, baseado em sua maior parte no livro de Provérbios, que é um livro de sabedoria, vamos buscar a instrução da Palavra de Deus através das palavras de um homem que pediu a Deus sabedoria e recebeu Dele sabedoria e riqueza como poucos ou, talvez, ninguém mais tenha recebido, o rei Salomão. Estudemos em oração e temor a Deus, de tal modo que possamos compreender quanto Deus tem a nos ensinar para nossa vida material, lembrando que alguém já disse – “para o cristão não há distinção entre o material e o espiritual – para o espiritual, tudo é espiritual!”
Este estudo se divide em três partes:
1). Cuidados no trabalho (como devemos ganhar nosso dinheiro)
2). Cuidados na aplicação da nossa fazenda (como usar nossos bens e dinheiro)
3). Cuidados pessoais (como não destruir com os pés o que fizemos com as mãos)
Temos a certeza de que esta abordagem bíblica poderá nos ajudar muito. Mas lembre-se de que isto não é tudo. Há muito mais o que aprender a respeito, em nossa experiência diária com a Palavra de Deus.
-
Cuidados no trabalho (como devemos ganhar nosso dinheiro)
-
Dedicação – Seja diligente (cuidadoso, caprichoso) em seu trabalho (Prov. 21:5). Quem faz o seu serviço bem feito, certamente haverá de ser reconhecido por isto e colher os seus frutos, enquanto o que o faz apressadamente e de qualquer maneira, trará prejuízos a seus patrões / clientes / fregueses / e a si mesmo.
-
Disciplina – Não deixe a preguiça dominar você (prov. 6:6-11, 13:4, 20:4 e 13, 21:25, 23:33 e 34).Muitas vezes a razão de alguém não Ter as coisas, é mesmo a falta de coragem e iniciativa para trabalhar.
-
Honestidade – Trabalhe honestamente (Prov. 20:10 e 17, 21:6 e 7, 10:22). È vaidade (engano) o ganho desonesto. Especialmente para os verdadeiros filhos de Deus, quando trocam as bênçãos de Deus pelos lucros ilícitos.
-
Humildade – Não “se mate” por ganância de ficar rico (Prov. 23:4). Deus pode nos abençoar a ponto de nos tornarmos ricos, mas não devemos levar nossas vidas com este objetivo, como muitos que sacrificam sua saúde, família e vida espiritual.
-
Integridade – Não tenha inveja da prosperidade dos ímpios, deixando-os tentar por gente inescrupulosa (Prov. 23:17 e 18, 1:10-15). Nunca nos faltam pessoas que nos incitem a andar em seus caminhos desenfreados, com desculpas do tipo: “isto é normal”, “todo mundo faz”, e “veja como estamos nos dando bem”.
-
Cuidados na aplicação da nossa fazenda (como usar nossos bens e dinheiro)
-
Satisfação/Gratidão – Contente-se com as coisas alcançadas no Senhor (em trabalho, amor e honestidade) por mais simples que pareçam ou sejam (Prov. 15:6 e 16, 16:8, 30:7-9). Valorizando e desfrutando corretamente daquilo que temos, estaremos mostrando nossa gratidão ao Senhor. Poucas pessoas são sabias em ver que a felicidade não reside naquilo que temos. A vida de muitos homens ricos nos comprovam esta verdade afirmada em Provérbios.
-
Zelo – Cuide bem daquilo que você tem e não negligencie nem desperdice (Prov. 27:23 e 18:9). A pessoa que cuida de suas coisas e não zela por elas, costuma perde-las mais rapidamente do que as ganhou e, por isso, está sempre deficitária. Além disso, alguém que não zela de um bem menor, normalmente não se mostra apto e merecedor de um maior.
-
Moderação – Cuide para não fazer mau uso das bênçãos que Deus te dá, para que elas não se tornem mau para você (Prov. 25:16). Este é um erro muito comum entre os crentes. Os excessos e mau emprego de bens que Deus nos dá, acabam por nós prejudicar.
-
Bom senso – Dê o devido valor aquilo que você tem (Prov. 20:14). Não seja bobo, permitindo que as pessoas desmereçam ou desvalorizem aquilo que tem um determinado valor. Pessoas que, na hora de comprar, desvalorizam tudo que você tem e na de vender, supervalorizam o que eles têm. Lembre-se que as coisas tem um valor real e justo de acordo com a situação. Há pessoas que custam muito para adquirir algo e depois as entregam de “mão beijada” a espertalhões.
-
Coerência/Sabedoria – Não ponha em risco sua vida material, servindo de fiador, avalista ou coisa parecida (Prov. 6:1-5, 17:18, 20:16 e 22:26 e 27). Nós que não temos grande fortunas, dificilmente temos a condição de servir de fiador a alguém. Se fiador ou avalista é comprometer-se com bens ou dinheiro, dados como garantia de um contrato feito por outra pessoa caso ela não o honre. Por essa razão, só poderíamos colocar como garantia, algo que não é imprescindível. Comprometer o nosso patrimônio, o bem estar e sustento de nosso lar e nosso testemunho por dar em garantia de outrem, algum bem ou dinheiro, é incoerente. Ser fiador daquele que não conhecemos direito (o estranho) ou do que “já conhecemos muito bem”, também é incoerente. Ser fiador sem Ter com o que pagar é ainda pior. Muitas gente tem comprometido seu bom nome e arrumado problemas sérios no suprimento das necessidades de seu lar, por não dar ouvidos à Bíblia, sentindo-se na obrigação de “por amor” ser fiador do seu próximo.
III. Cuidados pessoais (como não destruir com os pés o que fizemos com as mãos)
-
Construa o seu reino com bons conselheiros – (Prov. 13:18-23, 12:15, 15:22, 11:14). Pessoas que acham que acham que não precisam de ajuda e se aventuram em coisas que desconhecem, costumam Ter grandes prejuízos. Muitos homens acham que é vergonhoso buscar a opinião de sua esposa ou de outros homens em negócios que vão fazer. O sábio líder, governa com um rico conselho, isto é, ele busca instrução e opinião de pessoas que ele sabe que entende do assunto ou tem interesse que ele seja bem sucedido na empreitada. Assim, procure dentre seus amigos (irmãos e familiares), quem seja indicado a te orientar e ajudar naquilo em que você vai fazer.
-
Tenha ou seja uma ajudadora – (Prov. 14:1, 31:10-31). Há muitas mulheres que querem fazer de tudo, mas não cumpre a função primordial que foi dada por Deus de ajudar o seu marido. Na área material, muitas vezes o que ele ganha ou o que eles ganham juntos ela é capaz de gastar sozinha. Uma mulher sabia é aquela que coopera (trabalha em conjunto) para a prosperidade de sua casa, cuidando bem e, se possível, ajudando a ganhar.
-
Seja o que você realmente é – (Prov. 13:7, 16:18). Não queira mostrar-se o que não é. Não seja “metido a besta” e nem faça-se de “miserável e coitadinho”. Um não tem com que pagar-se e o outro esconde, com ingratidão, asa bênçãos de Deus, não as reconhecendo.
-
Não seja “o trouxa” da mulher vil – (Prov. 6:23-26). Muitos homens têm muita cabeça para ganhar dinheiro e até fortuna, mas, por um “rabo de saia” são capazes de entregar em uma semana o que levam dez anos para construir. Como se já não bastassem outras razões morais para alertar os irmãos a fugirem da mulher adúltera, esta é mais uma forte razão. O homem, depois de seduzido (fisgado) por uma mulher interesseira, perde a noção das coisas e fica cego, pondo a perder tudo o que tem e, como diz a Bíblia, chega a Ter que mendigar o seu pão.
-
Não seja escravo dos prazeres – (Prov. 21:17, 23:20 e 21). O dinheiro, sem dúvidas, pode nos trazer conforto e prazeres que, sem ele não poderíamos desfrutar. Porém algumas pessoas se encantam tanto com estes tais prazeres, que se incapacitam a dar continuidade a sua vida normal, de forma que vão dizimando os seus bens. O filho pródigo, da parábola contada por Jesus, é um excelente exemplo disso.
-
“A ninguém devais coisa alguma…” – (Rom. 13:8). Não entre em dívidas e compromissos desnecessários, correndo o risco de não Ter com que pagar ou ficar preso a alguém. Aprenda a viver dentro do que você tem e ganha. Hoje, tornou-se comum as pessoas viverem sempre devendo a alguém. Cheque especial (e outras linhas de créditos especiais oferecidas pelos bancos), cartão de crédito, consórcio, cadernetas, cheques pré-datados, etc… tornaram-se um vício para grande maioria. Assim tornando-se cada vez mais devedores (a Bancos, administradoras de cartões de créditos, factoring, ou agiotas), são sem perceber, cada vez mais dominados por estes, a ponto de verem seus bens tomados por estes, quando não conseguem contornar a dívida. Estas instruções nos oferecem créditos como se isso fosse uma honra ou um privilégio; é assim que o gerente lhe comunica que você teve seu limite de crédito aprovado ou aumentado, não é? Mas, na verdade, ele só está dando corda para se enforcar (Prov. 22:7)
-
Não se contente em somar / Aprenda a dividir – (Prov. 3:27 e 28, 11:24 e 25, 14:31, 19:17). Seja liberal e generoso, repartindo o que é direito e justo a cada um e ajudando aos necessitados com amor e compaixão, conforme Deus te permitir e abençoar, ou seja, conforme a tua prosperidade (II Cor. 9:1 e 6-13). Quando feito isso SEM SEGUNDAS INTENÇÕES, certamente Deus retribui através da Sua infinita misericórdia. È neste sentido que a Bíblia dez que, quando damos aos pobres estamos emprestando a Deus. È porque Ele devolverá (talvez a mais).
-
Faça as contas antes de erguer a torre – (Prov. 13:16 e Luc. 14:28 e 29). Faça as contas e trabalhe sua vida financeira com prudência. Não devemos viver as cegas, não sabendo o que vem pela frente. È por esta razão que muitos caem em dívidas e sem vêem obrigados a submeter-se a empréstimos. Nunca fazem as contas antes, para ver se vai dar para acabar a tora (ou acabar o mês). Quanto mais apertado nosso orçamento, maior a necessidade de prever nosso caixa (receita/despesa), para que possamos ajudá-lo ANTES QUE O DESASTRE OCORRA. Mesmo nos casos de quem, tem certa folga de caixa, é conveniente faze-lo para NÃO INCORRER NO ERRO DO DESPERDÍCIO. (Veja modelo de orçamento anexado e tente usá-lo, adaptando-o à sua condição)
Que os conselhos da Palavra de Deus possam fazer-nos sábios no conduzir nossas vidas materiais, de forma que venhamos a honrá-lo dando um bom testemunho do que Ele pode fazer por nós e em nós. AMÉM!
Modelo de orçamento mensal
|
Previsão
|
Realizado
|
Saldo Anterior
|
|
|
|
|
|
Receitas
|
R$
|
|
Despesas
|
R$
|
|
Saldo do Mês
|
R$
|
|
Saldo Total
|
R$
|
|
DT DISCRIMINAÇÃO
|
Valor Previsto
|
Parciais
|
Total
|
|
|
|
|
|
RECEITAS
|
|
|
|
Salário
|
|
|
|
Extras
|
|
|
|
|
|
R$
|
R$
|
R$
|
|
|
|
|
|
DESPESAS
|
|
|
|
Oferta igreja
|
|
|
|
Aluguel
|
|
|
|
Luz
|
|
|
|
Água
|
|
|
|
Telefone
|
|
|
|
Gás
|
|
|
|
Mercado
|
|
|
|
Feira
|
|
|
|
Padaria
|
|
|
|
Farmácia
|
|
|
|
Escola
|
|
|
|
Combustível
|
|
|
|
Manutenção carro
|
|
|
|
Taxas Banco
|
|
|
|
INSS
|
|
|
|
Impostos
|
|
|
|
Casa/Móveis
|
|
|
|
Presentes
|
|
|
|
Mesada
|
|
|
|
Roupas
|
|
|
|
Lazer
|
|
|
|
Viagem
|
|
|
|
Extra
|
|
|
|
|
|
|
|
|
TOTAL
|
R$
|
R$
|
R$
|
Autor: Pr Waldir Ferro
Igreja Batista Betel Independente
São Paulo – 01/2002
Fonte: www.obreiroaprovado.com
Tags: "Princípios divinos para o sucesso material"
Os Livros Apócrifos
Os Livros Apócrifos
Etimologicamente, o termo “apócrifo” significa “oculto”, escondido”. Esse termo é usado para designar os 14 ou 15 livros, ou partes de livros que, em algum tempo, foram colocados entre os livros do Velho e do Novo Testamento. Eles aparecem anexados às versões Septuaginta e Vulgata Latina.
O vocábulo tem sido empregado de forma diferente por católicos e protestantes:
Para os protestantes “apócrifo” designa o conjunto de livros ou porções de livros que não faziam parte do cânon (lista de livros inspirados) hebraico;
Para os católicos “Apócrifo” se refere aos livros que os estudiosos protestantes chamam de pseudo-epígrafos.
Os livros que os protestantes chamam de “apócrifos”, os católicos chamam de “Deutero- canônicos”.
Para os protestantes, os livros apócrifos não foram inspirados por Deus. São importantes fontes documentais para o conhecimento da história, cultura e religião dos Judeus. Também muito úteis para nossa compreensão dos acontecimentos intertestamentários (entre o Velho e o Novo Testamento). Mas não para estarem lado a lado com a literatura canônica (inspirada por Deus), pois ao compararmos uma literatura com a outra, logo percebemos profunda e radical diferença no estilo, na autoridade e até nos ensinamentos.
A igreja Católica apenas os incluiu no Cânon (lista de livros inspirados por Deus) em 15 de abril de 1546, no Concílio de Trento, impondo-os aos seus fiés como livros inspirados. Quem não aceitasse a decisão da igreja, seria por ela amaldiçoado.
Por que rejeitamos os apócrifos?
Se a mente divina inspirou a cada escritor, o produto desses diferentes autores deve estar em harmonia entre si.
Portanto, os primeiros livros se constituem do critério para todos os demais livros que se consideram ou são chamados de inspirados. Mas os livros conhecidos como apócrifos:
-
Não se harmonizam em ensino e doutrina com Moisés e outros profetas canônicos;
-
Nem Jesus, nem os apóstolos citaram os livros apócrifos como fonte de autoridade.
Por que então, a Igreja Católica continua apegada aos livros apócrifos? Porque as doutrinas fictícias dos apócrifos confirmam falsos ensinos da igreja, como por exemplo: oração pelos santos, falsas curas, dar esmolas para libertar da morte e do pecado, e salvação pelas obras.
Eis alguns ensinos de apócrifos:
-
Ensino da Arte Mágica – Tobias 6:5-8. A Bíblia afirma o contrário em: Marcos 16:17; Atos 16:18
-
Dar Esmolas Purifica do Pecado – Tobias 12: 8 e 9; Eclesiático 3:33. A Bíblia afirma o contrário em: 1 Pedro 1:18 e 19; Judas 24
-
Pecados Perdoados pela Oração – Eclesiástico 3:4. A Bíblia afirma o contrário em: Prov. 28:1; 1 João 1:9; 2: 1e2.
-
Orações pelos Mortos – 2 Macabeus 12: 42-46. A Bíblia afirma o contrário em: Atos 2:34; Isaías 38:18; Lucas 16:26; Isaías 8:20.
-
Ensino do Purgatório – Sabedoria 3:1-4 (imortalidade da alma). A Bíblia afirma o contrário em: 1 João 1:7
-
O Anjo Relata uma Falsidade – Tobias 5: 1-19. A Bíblia afirma o contrário em: Lucas 1:19
-
Uma Mulher Jejuando toda Sua Vida – Judith 8: 5 e 6.
Esta é uma história parecida com outras lendas católicas com respeito a seus santos canonizados. Uma mulher dificilmente jejuaria por toda sua vida. Jesus, mesmo sendo divino-humano, jejuou 40 dias, não pela vida toda.
-
Simeão e Levi mataram os habitantes de Siqueia por ordem de Deus – Judite 9:2
A Bíblia afirma o contrário em: Deus não tinha nada a ver com isto: Gênesis 34:30; 49: 5-7; Romanos 12: 19, 17
-
A Imaculada Conceição – Sabedoria 8:19 e 20. Esse texto é usado pelos católicos para sustentar a doutrina de que Maria nascera sem pecados. A Bíblia afirma o contrário em: Lucas 1: 30-35; Salmo 51:5; Romanos 3:23.
-
Ensinos da Crueldade e do Egoísmo – Eclesiástico 12:6. A Bíblia afirma o contrário em: Provérbios 25:21,22; Romanos 12:20; João 6:5; Marcos 6:44-48.
Há muitos outros ensinamentos errados, mas, creio serem estes suficientes para aceitarmos que tais livros devem realmente ficar fora da lista de livros inspirados.
Apócrifos do Antigo Testamento
1) O 1º Livro de Esdras;
2) O 2º Livro de Esdras;
(Na versão Vulgata: O Esdra Canônico é chamado de 1º Esdras e Neemias de 2º Esdras; enquanto o 1º Livro de Esdras apócrifo é chamado de 3º Esdras).
3) Tobias;
4) Judite;
5) Adições ao Livro de Ester;
6) A Sabedoria de Salomão;
7) A Sabedoria de Jesus o filho de Sisaque, ou Eclesiástico;
8) Baruque;
9) A Carta de Jeremias;
10) A oração de Azarias e o Canto das Três Jovens;
11) Susana;
12) Bel e o Dragão;
13) A oração de Manasses;
14) O 1º Livro de Macabeus;
15) O 2º Livro de Macabeus;
Apócrifos Deutero-canônicos
1) Tobias;
2) Judite;
3) Adições ao Livro de Ester (10:4 – 16:22);
4) Sabedoria;
5) Eclesiástico;
6) Baruque;
7) Susana (Daniel 13);
8) Bel e o Dragão (Daniel 14);
9) 1º Macabeus;
10) 2º Macabeus;
Apócrifos do Antigo Testamento
Os apócrifos do Antigo Testamento podem ser facilmente identificados comparando os livros das Bíblias utilizadas pela maioria das “Sociedades Bíblicas” com uma Bíblia Católica.
Na comparação abaixo, os livros sublinhados constituem os apócrifos (chamados de Deutero-canônicos pelos Católicos). Aqueles não sublinhados são aceitos como canônicos por protestantes e Católicos.
Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números e Deuteronômio;
Históricos: Josué, Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester (com acréscimos), 1 Macabeus, 2 Macabeus.
Sapienciais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico.
Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruque, Ezequiel, Daniel (com acréscimo), Oséias, Joel, Amós, Abdias (Obadias), Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
Total: 46 Livros
39 Canônicos
+7 Deutero-canônicos ( = aqueles sublinhados)
Apócrifos do Novo Testamento
Os apócrifos do Novo Testamento não oferecem problema porque são rejeitados por todas as igrejas cristãs. E não poderia ser diferente. Observe o ensino, como por exemplo, do evangelho de São Tomé:
“Jesus atravessava uma aldeia e um menino que passava correndo, esbarra-lhe no ombro. Jesus irritado, disse: Não continuarás tua carreia. Imediatamente o menino caiu morto. Seus pais correram a falar com José, este repreende a Jesus que castiga os reclamantes com terrível cegueira”.
Tal relato não é compatível com a sublimidade dos ensinos de Cristo e é suficiente para provar que esse evangelho é espúrio. “Trouxeram-lhe, então, algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse; mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali.” Mateus 19:13-15.
Lista dos Apócrifos do Novo Testamento
1) Evangelhos: Evangelho Segundo Hebreus, Evangelho dos Egípcios; Evangelhos dos Ebionitas; Evangelho de Pedro; Protoevangelho de Tiago, Evangelho de Tomé; Evangelho de Filipe, Evangelho de Gamaliel; Evangelho da Verdade.
2) Epístolas: Epístola de Clemente; as 7 Espístolas de Inácio; aos Efésios, aos Magnésios, aos Trálios, aos Romanos, aos Filadélfios, aos Esmirnenses e a Policarpo; a Epístola de Policarpo aos Filipenses; Epístola de Barnabé.
3) Atos: Atos de Paulo, Atos de Pedro, Atos de João, Atos de André, Atos de Tomé.
4) Apocalipses: Apocalipse de Pedro, o Pastor de Hermas, Apocalipse de Paulo, Apocalipse de Tomé; Apocalipse de Estêvão.
5) Manuais de Instrução: Didaquê ou Ensino dos 12 Apóstolos, 2 de Clemente. Pregação de Pedro.
Total: 34 livros – são mais do que os Canônicos do Novo Testamento (que somam 27).
Muitos desses livros disputaram um lugar junto ao Cânon Bíblico, mas graças a Deus, foram rejeitados pela Igreja Cristã, assessorada pelo Espírito Santo. Se esses livros pertencessem à lista de livros inspirados por Deus, certamente manchariam a beleza da sã e pura Palavra de Deus.
Devemos, portanto, nos apegar apenas aos 66 livros como dignos de confiança em termos da revelação de Deus ao homem. Nestes livros, 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, temos toda a revelação necessária para a salvação do homem. A Sociedade Bíblica do Brasil – com razão – adota esses 66 livros como padrão para as Bíblias que produz.
Fonte: Este material foi extraído da apostila do prof. Jorge Mário, do Seminário Adventista Latino-americano de Teologia – Centro Universitário Adventista, Artur Nogueira, SP.
Tags: Os Livros Apócrifos
OS FILHOS DE DEUS E A SANTIFICAÇÃO
OS FILHOS DE DEUS E A SANTIFICAÇÃO
Hebreus 12.14
Introdução: em várias partes da Bíblia, os salvos, ou seja, os filhos de Deus, ou ainda, os nascidos de novo são chamados de “santos” (Ef. 1.1; Cl. 1.2). O nosso pai celestial é santíssimo e quer que seus filhos sejam santos – 1 Pe. 2.9.
-
O IMPERATIVO DA SANTIFICAÇÃO
Santificação não é uma opção, querer ou não, aceitar ou rejeitar, santificação é uma ordem de Deus para os seus filhos. Lv. 11.44 e 45; Js. 3.5; 1 Pe. 1:15e16.
-
O PROCESSO DA SANTIFICAÇÃO.
Cremos na obra perfeita de Cristo em favor do pecador, cremos numa obra de santificação completa, paulatina, progressiva. Rm. 6.6-8, 11e14; II Co. 5.14-17; Fl. 3.12 a 16.
III. OS RECURSOS PARA A SANTIFICAÇÃO
Deus tem provido os meios, os recursos para alcançarmos esta tão grande e almejada bênção:
a. A confissão – I Jo 1.9
b. A Comunhão – I Jo 1.7
c. A Palavra –Sl. 119.9-11; Jo. 17.17
d. O Sangue de Jesus – Hb. 13.12; I Pe. 1.2
-
AS MOTIVAÇÕES PARA A SANTIFICAÇÃO
a. Vivemos o mundo das motivações; até para as crianças se alimentarem tem que haver motivações. Quais as motivações para a Santificação?
b. Porque Deus é Santo – Lv. 11.44
c. Porque é o caminho para grandes bênçãos de Deus – Js. 3.5
d. Porque é da vontade de Deus – 1 Ts. 4.3
e. Porque por ela temos acesso a Deus – Hb. 12.14; Mt. 5.8
f. Porque assim, o caminho da oração fica livre diante de Deus.
CONCLUSÃO:
Ao concluir esta reflexão, queremos lembrar que de nós mesmos jamais alcançaremos esta bênção. Todavia, temos uma grande promessa em 1 Co. 1.30 que nos ajuda – “Cristo é a nossa santificação”.
Pr. Elpídio Lourenço
Tags: A Santificação
Os Discípulos não mudaram de Religião.
por Diego Yo’ets em Qua 17 Nov 2010, 3:23 pm
Nova Aliança: Yeshua e Seus discípulos não mudam de religião e a Torah continua!
“Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo..” (Mateus 5:17 – BLH)
Que pensam da Nova Aliança?
A maioria dirá: É o Novo Testamento, tendo Yeshua como o centro, livre das leis e de costumes ou tradições que nos liguem ao judaísmo. O cristianismo nominal, com sua teologia estruturada em Roma, se considera hoje como os legítimos representantes da Igreja, ficando Israel totalmente descartado como povo de D-us.
Que vem a ser a Antiga Aliança?
É um pacto proposto pelo Eterno com seu povo, que o tirou do Egito, para lhe ser propriedade particular. D-us não fez aliança com nenhum outro povo da Terra, mas mediante condições, abriu-lhes espaço para poderem unir-se ao Seu povo, tomando assim parte nas promessas da aliança.
“Porque eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso D’us, e para que sejais santos; porque eu sou santo.” (Lv 11:45)
“E eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso D’us; e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso D’us, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios.” (Ex 6:7).
“Ele declarou-vos a sua aliança, que vos ordenou que guardásseis, isto é, os dez mandamentos; e os escreveu em duas tábuas de pedra.” (Dt 4:13).
A Resposta do Povo de Israel:
Êxodo 24:7 E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos.” (Ex 24:7)
Mais tarde, o povo diz a Josué: “Josué 24:24 Disse o povo a Josué: Ao SENHOR, nosso D’us, serviremos e obedeceremos à sua voz. (Js 24:24).
De onde veio esta aliança?
Esta aliança foi originalmente feita com o nosso pai Abraão. O Eterno, cumpriria Sua promessa aos patriarcas de dar-lhes a terra de Canaã e de fazer de sua descendência uma grande nação sobre a terra. Por meio de sua descendência, todas as demais nações seriam abençoadas. {#Gn 17.1-8; 28.13-15},
Gênesis 17:1-8:
“1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o D’us Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.
2 Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente.
3. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e D’us lhe falou:
4. Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações.
5 Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí.
6 Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti.
7 Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu D’us e da tua descendência.
8 Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu D’us.
Em Abraão, as nações seriam abençoadas.
Gênesis 28:14:
” A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra.”
“Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que D’us estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência, serão abençoadas todas as nações da terra.” (At 3:25).
Gênesis 12:1-3:
“1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Por que D-us escolheu a Israel?
Por causa de Seu amor, do compromisso assumido com os patriarcas e pela maldade das nações:
“Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu D’us; o SENHOR, teu D’us, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. 7 Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, 8 mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito.” (Dt 7:6-
“Não é por causa da tua justiça, nem pela retitude do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela maldade destas nações o SENHOR, teu D’us, as lança de diante de ti; e para confirmar a palavra que o SENHOR, teu D’us, jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.” (Dt 9:5).
“Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Js 24:15)
“Não farás aliança nenhuma com eles, nem com os seus deuses. 33 Eles não habitarão na tua terra, para que te não façam pecar contra mim; se servires aos seus deuses, isso te será cilada.” (Ex 23:32, 33).
Uma Nova Aliança!
Diante da indiferença de Seu povo, que promessa fez o Eterno e com quem?
1. Jeremias 31:31-34:
“Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR.
33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu D’us, e eles serão o meu povo.
34. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.
33 Farei com que internalizem Minha Torá em todo o seu ser e a gravarei em seu coração; serei seu D’us e eles serão meu povo. (…) 34 Pois perdoarei sua iniqüidade e não mais lembrarei seu pecado.” (Texto das versões Almeida RA e Bíblia Hebraica).
Detalhes:
1. Aliança diferente da feita no Sinai;
2. Renovada com Israel e Judá;
3. Com as leis, escritas no coração;
4. Serei seu D’us, eles Meu povo;
5. Todos conhecerão a Adonay e
6. Traria perdão dos seus pecados.
2. Ezequiel 36:24-28:
“Tomar-vos-ei de entre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra.
25 ¶ Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.
26 Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.
27 Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.
28. Habitareis na terra que eu dei a vossos pais; vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso D’us.
Ezequiel 11:19, 20: Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu D’us.
“Porei em vós o Meu espírito, e farei com que saibais seguir Meus estatutos e cumprir Meus juízos.” (Ez 36:27 – Bíblia Hebraica)
Detalhes:
1. Congregá-los-ia em sua terra;
2. Os purificaria de seus pecados;
3. Dar-lhes-ia coração de carne;
4. Dar-lhes-ia o Seu Espírito;
5. Os faria guardar a Torah e
6. Disse-lhes: “Sereis Meu povo e serei vosso D’us”..
3. Joel 2:28, 29:
28 E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões;
28. até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.
Detalhes:
1. Dar ao povo o dom do Espírito Santo;
2. Todos seriam mensageiros.
Yeshua é mediador desta aliança:
Hebreus 12:24 e a Yeshua, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.
Lucas 22:20 Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.
Hebreus 9:15 ¶ Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.
Como começou a Nova Aliança?
Abandonaram os judeus crentes em Yeshua suas sinagogas, a lei, o templo, a liturgia e os seus costumes?
João, o batista, foi o precursor da primeira vinda do Mashiah. Ele foi a ponte entre a antiga e a nova aliança. Veio anunciando o arrependimento (teshuvah) e a remissão dos pecados dos israelitas, por meio da tevilah (batismo), apresentando-lhes Yeshua como o Messias, o cordeiro de D-us que tirava o pecado do mundo. Os israelitas que recebiam sua palavra, não deixavam o judaísmo e nem de frequentar as sinagogas ou o templo, como veremos mais adiante.
Pela teshuvah (retorno, arrependimento) e tevilah (imersão, batismo), vinha o perdão:
Marcos 1:4 Apareceu João batizando no deserto e pregando o batismo de arrependimento, para remissão de pecados.
E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque, depois de haver dito: 16 Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos, acrescenta: 17 E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades. (Hebreus 10:15-17).
Para os judeus em geral, aqueles israelitas que seguiam a João e mais tarde, a Yeshua, formavam apenas uma seita entre as demais.
Eram chamados os do “caminho”. Receberam também o nome grego de ecclesia, (hb. Kehilat), ou igreja. O distanciamento da kehilat de D-us, da lei (Torah), dos costumes e liturgia do povo israelita e de frequentarem as sinagogas, foi resultado da apostasia que começou a se implantar com a morte dos apóstolos e que teve seu auge no IV século, quando parte dela se uniu ao Estado romano, sob o imperador Constantino.
Note que os profetas citados mencionaram pontos que seriam presentes nos que aceitassem a Nova Aliança.
Veja este: “Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ez 36:27)
“Porei em vós o Meu espírito, e farei com que saibais seguir Meus estatutos e cumprir Meus juízos.” (Ez 36:27 – Bíblia Hebraica)
E mais: “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu D’us, e eles serão o meu povo.” (Jr 31:33)
Como pode alguém pretender que na Nova Aliança e na Igreja, já não haja mais espaço para as leis do Eterno? A conclusão a que chegamos é que estas organizações, nada tem a ver com a Nova Aliança do Eterno, com Yeshua ou com Sua amada Igreja.
Os membros da Kehilah de D’us, aliançados com Yeshua, além de ter o Espírito Santo e a circuncisão do coração, têm a lei impressa nas mentes, nos corações e andam nos estatutos; guardam e observam os juízos do Eterno, que são itens deste concerto.
“Deuteronômio 30:6 O SENHOR, teu D’us, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o SENHOR, teu D’us, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas.
Romanos 2:29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de D’us.
Colossenses 2:11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de HaMashiach.
Yeshua e os apóstolos frequentavam o templo e as sinagogas
Esta é uma grande prova de que a Kehilah de D-us, a congregação dos israelitas que abraçaram a Yeshua e a Nova Aliança, não mudaram de religião nem deixaram a Torah e o judaísmo:
Yeshua no templo:
“Marcos 12:35 E, falando Yeshua, dizia, ensinando no templo: Como dizem os escribas que o HaMashiach é Filho de Davi?
Marcos 14:49 Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para que as Escrituras se cumpram.
Lucas 19:47 E todos os dias ensinava no templo…
Lucas 21:37 E, de dia, ensinava no templo e, à noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras.
Lucas 24:53 E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a D’us. Amém!
João 7:28 Clamava, pois, Yeshua no templo, ensinando e dizendo:…
João 10:23 E Yeshua passeava no templo, no alpendre de Salomão.
Apóstolos e irmãos no templo:
Atos 2:46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração.
Atos 3:1 1 ¶ Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.
Atos 5:21 E, ouvindo eles isto, entraram de manhã cedo no templo e ensinavam…
Atos 5:25 E, chegando um, anunciou-lhes, dizendo: Eis que os homens que encerrastes na prisão estão no templo e ensinam ao povo.
Atos 5:42 E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Yeshua HaMashiach.
Atos 21:26 Então, Paulo, tomando consigo aqueles varões, entrou, no dia seguinte, no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer em favor de cada um deles a oferta.
Yeshua nas sinagogas:
Mateus 13:54 E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga, de sorte que se maravilhavam e diziam: Donde veio a este a sabedoria e estas maravilhas?
Marcos 1:21 Entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.
Lucas 4:16 E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler.
Lucas 8:41 E eis que chegou um varão de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Yeshua, rogava-lhe que entrasse em sua casa;
João 6:59 Ele disse essas coisas na sinagoga, ensinando em Cafarnaum.
João 18:20 Yeshua lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se ajuntam, e nada disse em oculto.
Mateus 4:23 E percorria Yeshua toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino,
Lucas 4:15 E ensinava nas suas sinagogas e por todos era louvado.
Lucas 4:44 E pregava nas sinagogas da Galiléia.
Os apóstolos e irmãos nas sinagogas
Paulo foi designado por D-us para ser apóstolo do gentios, todavia, considerando que a mensagem deveria ser primeiramente anunciada aos israelitas e seu livre trânsito e familiaridade com eles, sempre que chegava em qualquer cidade, procurava a sinagoga.
Atos 13:14 E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se.
Atos 13:15 E, depois da lição da Lei e dos Profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: Varões irmãos, se tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai.
Atos 13:42 E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.
Atos 13:43 E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé, os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de D’us.
Atos 14:1 E aconteceu que, em Icônio, entraram juntos na sinagoga dos judeus e falaram de tal modo, que creu uma grande multidão, não só de judeus, mas também de gregos.
Atos 17:1 E, passando por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.
Atos 17:10 E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.
Atos 17:17 De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos e, todos os dias, na praça, com os que se apresentavam.
Atos 18:4 E todos os sábados disputava na sinagoga e convencia a judeus e gregos.
Atos 18:19 E chegou a Éfeso e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus.
Atos 18:26 Ele começou a falar ousadamente na sinagoga. Quando o ouviram Priscila e Áqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais pontualmente o caminho de D’us.
Pergunta: Que estavam fazendo Priscila e Áquila naquela sinagoga? Se o casal tivesse mudado de religiâo, seria normal regressar na sinagoga?
Atos 19:8 E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de D’us.
Atos 9:20 E logo, nas sinagogas, pregava a Yeshua, que este era o Filho de D’us.
Atos 13:5 E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de D’us nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.
A Igreja também era vista como uma sinagoga: “Se, portanto, entrar na vossa sinagoga algum homem…” (Tg 2:2).
Pergunta: Por que Paulo e os demais discípulos seguiam visitando as sinagogas? Somente para pregar a Nova Aliança? Como eles se sentiam na sinagoga? Se alguém muda de religião, continua visitando a anterior?
ALIANÇA – Definição
Acordo que D’us, por causa do seu amor {#Dt 7.8-9}, fez com o seu povo. Essa aliança (trato, pacto, contrato, concerto-RC) consiste no seguinte: o Eterno, cumprindo sua promessa aos patriarcas {#Gn 17.1-8; 28.13-15}, era o D’us de Israel, e Israel era o povo do D’us Eterno {#Êx 6.7; 19.4-6}. D’us abençoava o povo, e este, por sua vez, lhe obedecia {#Dt 7.7-11}. Em cumprimento à palavra profética {#Jr 31.31-34}, D’us fez uma nova aliança (testamento), que foi confirmada ou selada pela morte de HaMashiach {#Mc 14.24; Hb 8.6-13; 9.16-22}. O povo de D’us é perdoado dos seus pecados {#Rm 11.26-27}, recebe bênçãos eternas {#Hb 9.15} e vive uma vida de dedicação a ele {#Hb 10.19-25} e ao seu serviço {#2Co 3.6}.
Seriam Yeshua e Seus apóstolos contra a lei (Torah), contra o povo de Israel e contra o Templo?
Já temos visto que Yeshua e Seus seguidores iam ao Templo e às sinagogas, o que prova que eles nada tinham contra. O “cristianismo” visando afastar seus seguidores do judaísmo, tem feito de tudo para apresentar um Yeshua e uma igreja totalmente fora dos seus costumes judeus.
Em Yeshua nos aprendemos e praticamos a Torah, cumprindo a justiça desta por meio da circuncisão de nosso coração.
Romanos 4:11 E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a justiça lhes seja imputada),
Romanos 4:13 Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.
Romanos 8:4 para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
O protestantismo tem usado de maneira distorcida as palavras de Paulo, para colocá-lo contra a lei; a mesma atitude dos judeus que queriam matá-lo e que mataram antesa Estevão.
Efésios 2:15 na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz.
Colossenses 2:14, 16 havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. .. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados.
Aqui parece-nos que havia um pressão e implicância dos irmãos judeus sobre os gentios convertidos, o que obrigou Paulo a repreende-los pelo julgamento que faziam.
Se, na verdade, Paulo fosse contra a lei, certamente ele teria sido morto e não poderia ter se defendido brilhantemente como o fez. Ele não iria mentir para se defender. Cabe a nós buscarmos o entendimento correto dos textos acima, pois com certeza devem referir-se ao outra coisa.
Estevão é condenado por falsas testemunhas:
Atos 6:9-13 E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. 10 E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. 11 Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra D’us. 12 E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, investindo com ele, o arrebataram e o levaram ao conselho. 13 Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei; 14 porque nós lhe ouvimos dizer que esse Yeshua Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu.
Mesmas acusações contra Shaul
Atos 18:12, 13 Quando, porém, Gálio era procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus, concordemente, contra Paulo e o levaram ao tribunal, 13 dizendo: Este persuade os homens a adorar a D’us por modo contrário à lei.
Atos 28:17 BLH: Três dias depois, Paulo convidou os líderes dos judeus de Roma para se encontrarem com ele. Quando estavam reunidos, ele disse: —Meus irmãos, eu não fiz nada contra o nosso povo, nem contra os costumes que recebemos dos nossos antepassados. Mesmo assim eu fui preso em Jerusalém e entregue aos romanos.
Atos 24:11 visto poderes verificar que não há mais de doze dias desde que subi a Jerusalém para adorar;
Atos 24:12 e que não me acharam no templo discutindo com alguém, nem tampouco amotinando o povo, fosse nas sinagogas ou na cidade;
Atos 24:13 nem te podem provar as acusações que, agora, fazem contra mim.
Atos 24:14 Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao D’us de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas,
Atos 24:17 Depois de anos, vim trazer esmolas à minha nação e também fazer oferendas,
Atos 24:18 e foi nesta prática que alguns judeus da Ásia me encontraram já purificado no templo, sem ajuntamento e sem tumulto,
Atos 24:19 os quais deviam comparecer diante de ti e acusar, se tivessem alguma coisa contra mim.
Atos 24:20 Ou estes mesmos digam que iniqüidade acharam em mim, por ocasião do meu comparecimento perante o Sinédrio,
Atos 24:21 salvo estas palavras que clamei, estando entre eles: hoje, sou eu julgado por vós acerca da ressurreição dos mortos.
Atos 28:17 Três dias depois, ele convocou os principais dos judeus e, quando se reuniram, lhes disse: Varões irmãos, nada havendo feito contra o povo ou contra os costumes paternos, contudo, vim preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos;
Atos 25:8 Paulo, porém, defendendo-se, proferiu as seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César. 9 Então, Festo, querendo assegurar o apoio dos judeus, respondeu a Paulo: Queres tu subir a Jerusalém e ser ali julgado por mim a respeito destas coisas?
Atos 25:10 Disse-lhe Paulo: Estou perante o tribunal de César, onde convém seja eu julgado; nenhum agravo pratiquei contra os judeus, como tu muito bem sabes.
Note que os judeus que criam, seguiam sendo zelosos ou zeladores da Torah:
Atos 21:20 Ouvindo-o, deram eles glória a D’us e lhe disseram: Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei;
Paulo, os profetas e a Torah
Vejam as falsas acusações levantadas contra Paulo:
1. Ensinar os judeus a apostatarem de Moisés;
2. Pregar contra a circuncisão, para os judeus;
3. Ser contra os costumes, a Lei e o Templo.
Atos 21:21 e foram informados a teu respeito que ensinas todos os judeus entre os gentios a apostatarem de Moisés, dizendo-lhes que não devem circuncidar os filhos, nem andar segundo os costumes da lei.
Atos 21:24 toma-os, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que raspem a cabeça; e saberão todos que não é verdade o que se diz a teu respeito; e que, pelo contrário, andas também, tu mesmo, guardando a lei.
Paulo recomendou sim, a circuncisão de Timóteo, pois este era filho de mãe judia:
Atos 16:1-3 Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego;
2 dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio.
3. Quis Paulo que ele fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou-o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que seu pai era grego.
Atos 21:28 gritando: Israelitas, socorro! Este é o homem que por toda parte ensina todos a serem contra o povo, contra a lei e contra este lugar; ainda mais, introduziu até gregos no templo e profanou este recinto sagrado.
Veja que isto era mais uma fofoca: “Atos 21:29 Pois, antes, tinham visto Trófimo, o efésio, em sua companhia na cidade e julgavam que Paulo o introduzira no templo.
Atos 22:3 Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com D’us, assim como todos vós o sois no dia de hoje.
Atos 22:12 Um homem, chamado Ananias, piedoso conforme a lei, tendo bom testemunho de todos os judeus que ali moravam.
Mais mentiras contra Paulo:
Atos 24:6 o qual também tentou profanar o templo, nós o prendemos com o intuito de julgá-lo segundo a nossa lei.
Atos 24:14 Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao D’us de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas,
Note:
a) No caminho a que chamavam seita (a kehilah, igreja);
b) Sirvo ao D-us de nossos pais (Abraâo, Isaque e Jacó,
1. acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas.
Pergunta: Paulo era mesmo contra a Torah?
Atos 25:8 Paulo, porém, defendendo-se, proferiu as seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.
Atos 28:23 Havendo-lhe eles marcado um dia, vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência. Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do reino de D’us, procurando persuadi-los a respeito de Yeshua, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas.
No Sinédrio, Shaul HaShaliach da provas de que era um cumpridor da Tora.
Ao se desculpar da ofensa que fez ao Sumo Sacerdote, provou respeito pela mitzvah da Torah. Ele poderia pensar: Não estou mais sob a lei; nada tenho a ver com os mandamentos e com a religião, e manter a ofensa. Mesmo estando errado o sumo sacerdote, Paulo pede desculpas:
Atos 22:30 a 23:1-5 No dia seguinte, querendo saber ao certo a causa por que era acusado pelos judeus, soltou-o das prisões e mandou vir os principais dos sacerdotes e todo o seu conselho; e, trazendo Paulo, o apresentou diante deles.
1 E, pondo Paulo os olhos no conselho, disse: Varões irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de D’us com toda a boa consciência. 2 Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca. 3 Então, Paulo lhe disse: D’us te ferirá, parede branqueada! Tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei e, contra a lei, me mandas ferir? 4 E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de D’us? E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo.
Seria Yeshua e Seus apóstolos contra a lei (Torah), contra o povo de Israel e contra o Templo?
Já temos visto que Yeshua e Seus seguidores iam ao Templo e às sinagogas, o que prova que eles nada tinham contra. O “cristianismo” visando afastar seus seguidores do judaísmo, tem feito de tudo para apresentar um Yeshua e uma igreja totalmente fora dos seus costumes judeus.
Em Yeshua nos aprendemos e praticamos a Torah, cumprindo, não apenas a letra, mas a justiça desta por meio da circuncisão de nosso coração.
Yeshua foi um grande Rabi e intérprete. Às interpretações que os sábios dão aos ensinos da Torah, chamamos “midrash” ou midrashim, plural.
A maneira de nosso Mestre entender, muitas vezes era diferente da dos mestres em Israel. Ele visava não a letra, mas a justiça da lei. Ele jamais pecou ou ensinou algo contra a Torah e os fariseus não podiam se contrapor às suas midrashim.
Romanos 4:11 E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a justiça lhes seja imputada),
Romanos 4:13 Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.
Romanos 8:4 para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Yeshua e a Lei
A letra da Torah é importante, mas o que o Eterno queria mesmo é que esta fosse cumprida em sua justiça.
Entendemos que Ele foi um íntérprete da lei, ou seja, tinha a forma correta de cumprí-la. Em momento algum Ele foi contra a Torah, e nenhum dos mestres da época podiam contestá-lo, ainda que discordaseem dEle.
Bastaria que Yeshua não tivesse um argumento convincente e eles o apedrejariam. Mas, Ele sempre os convencia, baruch HaShem!
Exemplo disto foram nos debates respeito à forma de se observar o Shabat. Yeshua curava neste dia. E eles não podiam acusá-lo de pecado. Aliás, Ele jamais pecou.
João 10:31, 32 Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. Disse-lhes Yeshua: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais?
O Shabat
Lucas 13:14 O chefe da sinagoga, indignado de ver que Yeshua curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado.
15 Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber?
16 Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?
17. Tendo ele dito estas palavras, todos os seus adversários se envergonharam…
Os discípulos de Yeshua prosseguiram observando o Shabat, conforme a Lei:
“Lucas 23:56 E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos e, no sábado, repousaram, conforme o mandamento.
Na Nova Aliança o cumprimento da Torah foi aperfeiçoado. Antes, alguém poderia odiar e desejar matar a outro, ou mesmo arder de desejos lascivos por uma mulher que não a sua, e isto não era visto como pecado, mas veja o que disse Yeshua:
Não matarás!
Mateus 5:21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
22. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.
Não adulterarás!
27 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.
28. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.
Olho por olho e dente por dente
Segue Yeshua: Mateus 5:38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente.
39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
40 e ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a vestimenta, larga-lhe também a capa;
41 e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.
42. Dá a quem te pedir e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.
O Eterno não queria ver disputas e vinganças infindáveis. Queria fazer-nos entender que, pelo temor de sofrermos uma vingança ou agressão maior, que não brigássemos ou ofendêssemos nosso próximo, mas que o amássemos e usássemos de tolerância. Foi o que ensinou Yeshua, a justiça da Lei.
Odiarás o teu inimigo
Mateus 5: 43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.
44 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;
45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.
46. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?
E conclui: Mateus 5:48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.
A mulher adúltera
No caso da mulher adúltera foi igual. Ele tratou de mostrar a necessidade da misericórdia, pois todos eram pecadores e recomendou o que na verdade a Lei queria: “E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?
“…Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Yeshua: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. (João 5:5, 10, 11)
Relembro que Yeshua implantou em Israel a Nova Aliança, predita por Jeremias 31:31-34. Nesta, a Lei (Torah) seria gravada nos corações. Se em algum momento Ele ensinasse contra a Lei, seria apedrejado. Nunca puderam apedrejá-lO ou provar algo contra Ele.
Ele não veio abolir ou revogar a Lei e os profetas mas cumprir e ensinar-nos como cumprir verdadeiramente as leis do Eterno:
“Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. (BLH Mateus 5:17).
O amor, a tolerância, o perdão devem se refletir nos seguidores da Torah:
“Mateus 7:12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.
Mateus 22:40 Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Lucas 24:44 A seguir, Yeshua lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
Outro Yeshua, outro Evangelho
2 Timóteo 3:13 Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.
2 Coríntios 11: 13 Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de HaMashiach. 14 E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. 15 Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.
Atos 20:29, 30 Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.
RA: E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.
2 Coríntios 11:4 Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Yeshua que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.
Gálatas 1:6 Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de HaMashiach para outro evangelho, 7 o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de HaMashiach. 8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. 9 Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.
Tags: Religião
OS CRISTÃOS E AS GUERRAS
OS CRISTÃOS E AS GUERRAS
O tema guerra sempre foi muito polêmico no Cristianismo, pois desde a Igreja Primitiva esse tema é discutido. Alguns Pais da Igreja demonizaram o serviço militar, mas outros Pais da Igreja defenderam a guerra justa abertamente. Devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses, a maior parte dos cristãos se recusaram a se alistar no Exército. Os cristãos primitivos começaram a se alistar em grande número no Exército a partir do ano 170, durante o reinado do imperador Marco Aurélio, por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos. O serviço militar era voluntário na época em que Roma estava em paz. Todos sabem que o Antigo Testamento ordenava até a pena de morte, e apoiava abertamente as guerras. Então, é lícito os cristãos hoje participarem de guerras, quando elas são travadas por razões justas? Neste artigo, pretendo mostrar as opiniões dos grandes teólogos da História do Cristianismo e o que a Bíblia diz a esse respeito.
“Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)
O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.
“Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)
O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.
“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
O apóstolo Paulo no capítulo 13 da Carta aos Romanos confirmou exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel afirmou no passado, ou seja, que Deus estabelece as autoridades governamentais. O Estado é servo de Deus para punir os malfeitores.
Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava. Paulo falou da espada como instrumento nas mãos do Estado (a espada é freqüentemente associada à morte na Bíblia, então, isso indica que Paulo era a favor da pena de morte).
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)
O apóstolo Paulo ensinou os cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade (governantes, magistrados e soldados), porque é da vontade de Deus que as autoridades sejam salvas e conheçam a Verdade. Paulo, em outra parte da Bíblia, também ensinou que os cristãos devem estar dispostos a auxiliar as autoridades em tudo o que for preciso e necessário.
“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)
Para Paulo, o serviço militar é um bom exemplo a ser seguido pelos cristãos, porque os cristãos devem ser altamente disciplinados, cumprir com o seu dever, e obedecer às ordens de seu Senhor exemplarmente.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.
“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)
Para João Batista, o serviço militar é algo lícito para o servo de Deus exercer como profissão. O precursor do Messias, que é considerado o maior de todos os profetas, e o homem mais justo que já existiu sobre a Terra, quando batizou alguns soldados, não os recriminou por serem militares, pelo contrário, lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem justos e honestos.
A Bíblia menciona sobre centuriões que eram homens bons que exerciam a sua profissão com honra, ou seja, que eram honestos e íntegros. O centurião Cornélio até se converteu ao Cristianismo. Na Bíblia não está escrito que Cornélio abandonou a sua centúria e a Bíblia relata que ele foi batizado ainda sendo um oficial romano.
Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.
Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bom exemplo a ser seguido pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.
Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é digno pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.
Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores. Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e revoluções justas.
Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.
Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a teologia da guerra justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.
Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável a pena capital e apoiava a guerra justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.
Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a guerra justa.
Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a guerra justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa, pois ele desenvolveu uma teologia para discutir sobre esse assunto.
Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a guerra justa e eram favoráveis a pena de morte. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.
No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas.
O tema guerra sempre foi muito polêmico no Cristianismo, pois desde a Igreja Primitiva esse tema é discutido. Alguns Pais da Igreja demonizaram o serviço militar, mas outros Pais da Igreja defenderam a guerra justa abertamente. Devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses, a maior parte dos cristãos se recusaram a se alistar no Exército. Os cristãos primitivos começaram a se alistar em grande número no Exército a partir do ano 170, durante o reinado do imperador Marco Aurélio, por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos. O serviço militar era voluntário na época em que Roma estava em paz. Todos sabem que o Antigo Testamento ordenava até a pena de morte, e apoiava abertamente as guerras. Então, é lícito os cristãos hoje participarem de guerras, quando elas são travadas por razões justas? Neste artigo, pretendo mostrar as opiniões dos grandes teólogos da História do Cristianismo e o que a Bíblia diz a esse respeito.
“Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)
O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.
“Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)
O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.
“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
O apóstolo Paulo no capítulo 13 da Carta aos Romanos confirmou exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel afirmou no passado, ou seja, que Deus estabelece as autoridades governamentais. O Estado é servo de Deus para punir os malfeitores.
Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava. Paulo falou da espada como instrumento nas mãos do Estado (a espada é freqüentemente associada à morte na Bíblia, então, isso indica que Paulo era a favor da pena de morte).
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)
O apóstolo Paulo ensinou os cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade (governantes, magistrados e soldados), porque é da vontade de Deus que as autoridades sejam salvas e conheçam a Verdade. Paulo, em outra parte da Bíblia, também ensinou que os cristãos devem estar dispostos a auxiliar as autoridades em tudo o que for preciso e necessário.
“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)
Para Paulo, o serviço militar é um bom exemplo a ser seguido pelos cristãos, porque os cristãos devem ser altamente disciplinados, cumprir com o seu dever, e obedecer às ordens de seu Senhor exemplarmente.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.
“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)
Para João Batista, o serviço militar é algo lícito para o servo de Deus exercer como profissão. O precursor do Messias, que é considerado o maior de todos os profetas, e o homem mais justo que já existiu sobre a Terra, quando batizou alguns soldados, não os recriminou por serem militares, pelo contrário, lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem justos e honestos.
A Bíblia menciona sobre centuriões que eram homens bons que exerciam a sua profissão com honra, ou seja, que eram honestos e íntegros. O centurião Cornélio até se converteu ao Cristianismo. Na Bíblia não está escrito que Cornélio abandonou a sua centúria e a Bíblia relata que ele foi batizado ainda sendo um oficial romano.
Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.
Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bom exemplo a ser seguido pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.
Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é digno pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.
Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores. Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e revoluções justas.
Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.
Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a teologia da guerra justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.
Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável a pena capital e apoiava a guerra justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.
Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a guerra justa.
Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a guerra justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa, pois ele desenvolveu uma teologia para discutir sobre esse assunto.
Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a guerra justa e eram favoráveis a pena de morte. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.
No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas.
Tags: OS CRISTÃOS E AS GUERRAS
Os cristãos devem ir ao médico?
Os cristãos devem ir ao médico?
Pergunta: “Os cristãos devem ir ao médico?”
Resposta: Médicos são mencionados cerca de uma dúzia de vezes nas Escrituras. O único versículo que poderia ser tirado do contexto para ensinar que alguém não deve ir a médicos é 2 Crônicas 16:12. “No trigésimo nono ano do seu reinado, caiu Asa doente dos pés; a sua doença era em extremo grave; contudo, na sua enfermidade não recorreu ao SENHOR, mas confiou nos médicos” (2 Crônicas 16:12). Mas este caso particular envolvia toda a vida de Asa nos seus últimos anos (por ter se voltado contra Deus em um momento anterior da sua vida).
Há vários versículos que falam de usar “tratamentos médicos” como a aplicação de ataduras (Isaías 1:6), óleo (Tiago 5:14), óleo e vinho (Lucas 10:34), folhas (Ezequiel 47:12), beber um pouco de vinho (1 Timóteo 5:23), e bálsamos – particularmente o “bálsamo de Gileade” (Jeremias 8:22). Também Lucas, autor dos Atos e do Evangelho de Lucas, é referido por Paulo como “médico amado” (Colossenses 4:14).
Marcos 5:25-30 relata a história de uma mulher que tinha problemas com um sangramento contínuo; um problema que os médicos não puderam curar apesar de ela ter visitado diversos deles e gasto todo o seu dinheiro neles. Vindo a Jesus, ela pensou consigo mesma que se ela tocasse as Suas vestes, ela seria curada, e ela o foi.
Jesus, ao responder aos fariseus por que ele passava o tempo com pecadores, disse “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes” (Mateus 9:12). Dos versículos acima é possível extrair os seguintes princípios:
1) Médicos não são Deus e não devem ser vistos como tal. Eles podem ajudar em alguns casos; mas haverá situações em que tudo o que eles irão fazer será a cobrança de dinheiro.
2) Procurar médicos e usar remédios “do mundo” não são práticas condenadas nas Escrituras e parecem ter sido usadas segundo a Escritura.
3) A intervenção de Deus em qualquer dificuldade física deve ser buscada (Tiago 4:2; 5:13). Ele não promete que irá nos atender da forma como nós sempre queremos (Isaías 55:8-9), mas nós temos a segurança de que tudo o que Ele faz é em amor e para o nosso bem (Salmos 145:8-9).
Então, cristãos devem ir ao médico? Deus nos criou como seres inteligentes e nos deu a habilidade de criar remédios e aprender a consertar nossos corpos. Não há nada de errado em aplicar este conhecimento e habilidade para a cura física. Os médicos podem ser vistos como presentes de Deus para nós… um meio pelo qual Deus nos traz cura e recuperação. Ao mesmo tempo, a nossa fé e confiança devem estar em Deus, não nos médicos ou na medicina. Assim como para todas as decisões difíceis que nós temos que encarar na vida, Deus promete nos dar sabedoria quando a pedimos (Tiago 1:5).
Fonte: GotQuestions?org
Tags: Os cristãos devem ir ao médico?
Os Anussim e seu retorno a Israel
Os Anussim e seu retorno a Israel
MANIFESTO: Devem os Anussim Messiânicos se submeter ao processo de Conversão ortodoxo para regressarem a Israel e serem aceitos como Judeus?
Existem hoje algumas associações, sindicatos e outras entidades judaicas interessadas na restauração dos descendentes remanescentes dos judeus da inquisição, também conhecidos como B´nei Anussim (Filhos dos Forçados), Cristãos-Novos ou mesmo pelo termo pejorativo “marranos” que quer dizer “porco marrão”.
A existência desse tipo de associação é sem dúvida uma amostra que Israel vem se preocupando com a restauração dos Anussim. Por um lado isto é muito bom, mas por outro isto pode trazer certo embaraço ou até mesmo graves conseqüências se este Anussim interessado na restauração de suas raízes judaicas professar sua fé em Yeshua através do Judaísmo Messiânico. Mas, por quê?
Na expectativa de responder tal pergunta é que gostaria de colaborar com este pequeno artigo. Antes, porém, vamos relembrar alguns fatos históricos sobre os B´nei Anussim.
Tenho percebido que se multiplicou o número das teses de mestrado e doutorados de história sobre o tema “Os Judeus Sefaraditas Hispano-Luso-brasileiros. Muitas cidades de Portugal têm restaurado suas antigas judiarias, sinagogas e parte da história deixada pela longa presença judaica naquele país. Desde a época do Rei Salomão, judeus iam buscar mármores e outros tipos de pedras na península Ibérica para a construção do 1º. Templo. Após a expulsão dos judeus de Israel decretada pelo Imperador Tito no ano 70 E.C., o contingente de judeus na península Luso-hispânica se multiplicou milhares de vezes até que no século XV quando os judeus já representavam mais de 20% da população ibérica, tornando assim, a maior população judaica do mundo. Com a expulsão dos judeus da Espanha pelos Reis Católicos em 1492, milhares e milhares de judeus se espalharam para a Europa, principalmente para a parte oriental, América, Norte da África, Ásia e até mesmo para o Oriente Médio. A história nos confirma que mais de 100 mil judeus espanhóis cruzaram as fronteiras, adentrando em Portugal. Lá eles estariam livres de qualquer perseguição por parte da Inquisição Espanhola. Mas, tal liberdade durou muito pouco, pois somente quatro anos mais tarde, em 1496, Dom Manoel se casa com Isabel, Rainha de Espanha, e a exigência desta foi que as leis da Inquisição passassem a valer em Portugal. Dom Manoel, ao contrário dos reis espanhóis, não expulsou os judeus de seu país, afinal eles eram prósperos e já representavam uma significativa parte da população. Ao invés da expulsão, Dom Manoel confiscou os bens dos judeus, introduziu altos impostos, proibiu que eles deixassem Portugal e os obrigou à confissão forçada da fé católica, passando pelo batismo, mudanças de nomes, etc. A não obediência a este decreto custaria a cada judeu ser processado e condenado à pena de morte nas fogueiras da Inquisição. Esses conversos forçados (anussim) passaram a ser denominados de “Cristãos-Novos”, diferenciando dos Cristão-Velhos, os católicos tradicionais.
O descobrimento do Brasil em 1500 constituiu quase uma “segunda” abertura do Mar Vermelho para milhares de judeus. Em 1503 Fernando de Noronha, um rico Cristão-Novo amigo do Rei, recebeu a incumbência de trazer e explorar a cana-de-açúcar nas terras do Pau Brasil. Desde então, milhares de judeus vieram para o Brasil na saga de fugirem das leis da Inquisição de Portugal até que em 1591 o Brasil recebeu pela primeira vez a visita do Inquisidor Oficial, o bispo Heitor Furtado de Mendonça. Vários também foram os processos e extradições desses pobres e indefesos condenados pelo ódio e intolerância às fogueiras portuguesas. A grande realidade é que aqueles que foram fiéis as Leis de Moisés tiveram suas vidas ceifadas como no holocausto que séculos mais tarde exterminaria praticamente os judeus do Velho Continente Europeu. Outro grande contingente (a maioria) se converteu ao catolicismo e dessa religião procuravam dar bom testemunho, educando seus filhos como tais (como exemplo dessa educação temos a formação do grande Padre Vieira). Esses perderam a memória judaica e foram totalmente assimilados pela nova religião. Outra parte, não menos expressiva que a primeira, se tornou católica só de nome, batizando seus filhos, mas sendo um tanto relapsos, não assimilando totalmente as normas, doutrinas e tradições da Igreja de Roma; esses acabaram perdendo também com o tempo grande parte de sua raiz e memória judaica. Somente uma pequena parte tentou continuar guardando costumes e tradições judaicas em secreto, os chamados Cripto-Judeus, os quais acabavam sendo descobertos, condenados e executados pelas chamas da Inquisição Católica. A arbitrariedade era tanta que bastava uma simples denúncia anônima (e sem provas) para que fosse aberto um processo inquisitório contra o “judaizante”.
A inquisição no Brasil acabou oficialmente em 1821, mas até a Proclamação da República e inicio do século XX, nossos antigos avós ainda tentavam nos ocultar tais informações que muitos de nós éramos descendentes dos “assassinos de Cristo”, o povo hebreu.
Isaque Aboab da Fonseca – 1605 – 1693 – o primeiro rabino das Américas. Nasceu “Simão da Fonseca”, em Castro Daire – Portugal, de pais marranos. Aos sete anos mudou-se com seus pais para Amsterdã, voltando à fé Judaica.
É desses descendentes hebreus luso-brasileiros de difícil identificação e mensuração é que estamos agora trazendo à tona para um possível retorno (teshuvá) às raízes judaicas de seus ancestrais.
Israel não reconhece ainda os B´nei Anussim no sentido de lhes permitir automaticamente o direito de “alyah” e cidadania judaica. O rabinato de Israel em geral está disposto a ajudar os Anussim, desde que eles façam cursos de conversão via judaísmo ortodoxo, para que sejam aceitos por Israel.
Essa conversão ao judaísmo não teria nenhum problema para nós se ela não exigisse que o candidato negasse a Yeshua, declarando não pertencer a qualquer outra crença que tenha Yeshua como o messias. Em outras palavras, é impossível para um judeu crente em Jesus (que vive de acordo com a Torá e com o judaísmo bíblico) ser recebido e reconhecido pelas entidades judaicas oficiais. Todas as portas se fecham para ele. Há entidade judaica, p.ex., que absurdamente exige que esta negativa à pessoa de Jesus seja feita e registrada em Cartório, declarando também ainda não pertencer a nenhuma congregação judaico-messiânica.
Sendo Israel o único país democrático do Oriente Médio, pergunta-se, onde está esta democracia no que se refere ao direito de fé e de crença?
Portanto, está aqui criado um grande problema para o descendente anussim que professa a fé em Yeshua Há Mashiach e que congrega numa Congregação Judaico-Messiânica.
Mesmo que este anussim seja um fiel seguidor das leis de Moisés, guardando as boas tradições judaicas, praticando um judaísmo puramente bíblico, crendo em todas as Escrituras judaicas, incluindo a chamada de Brit Hadashá (Novo Testamento), ele não é considerado judeu e está automaticamente excluso de qualquer sociedade judaica existente no mundo.
Esta questão precisa ser debatida e com urgência. Todos nós sabemos que facilmente encontramos ou conhecemos judeus que são espíritas, esotéricos, alguns que são membros de religiões repletas de idolatria, outros são budistas, hinduístas ou membros de qualquer outra religião que negam o D´us Único de Israel, a Torá e todas as demais Escrituras Sagradas. Há judeus que se dizem ateus e até mesmo aqueles que são pais de santo em terreiros de macumbas, etc. e mesmo assim, todos esses são bem recebidos em Israel e em quase toda comunidade judaica sem discriminação alguma. Agora, se um judeu crê em Jesus e vive como judeu praticante, sionista, temente aos mandamentos, estatutos e ordenanças da Santa Torá, crendo nos profetas de Israel, não pode ser considerado judeu e pelo contrário, este é considerado “destruidor” do judaísmo! Sabemos que os judeus são um povo, descendentes sanguíneos de Abraão, Isaac e Jacó, e não apenas uma raça. Evidentemente, além do aspecto genético, esse povo professa em sua maioria a religião judaica. O judeu messiânico também possui uma descendência genética e pratica o judaísmo messiânico que não é diferente em quase nada, exceto na afirmativa que Jesus é o Messias de Israel, Filho de D´us, que veio em sua primeira vinda com Ben Yosef (filho de José), dando o direito a todos de ter a remissão dos seus pecados e o “novo-nascimento” e que em breve voltará em glória como Ben David (Filho da David), como Rei de Israel e para todas as nações. Ou seja, tal fé no messias não descaracteriza o judeu messiânico de ser judeu de sangue e seguidor das leis de Moises. Ele não pode ser considerado um gentio cristão. Por outro lado, não existiria o cristianismo sem o judaísmo. Em Yeshua, todo gentio (as nações) passa a ter acesso as promessas e bênçãos do povo hebreu e do D´us de Israel pelo enxerto na “oliveira” (Rm11). Como é possível continuar sendo considerado judeu o indivíduo que professa outra fé que nega as Escrituras Sagradas judaicas, que nega o chamado irrevogável que o Eterno tem com o povo de Israel? Um judeu ateu é considerado “judeu”, e o judeu que crê em Yeshua como Messias é “traidor”? Estamos entrando no mundo dos absurdos, com certeza!
Eliezer Ben Yehuda, Theodor Herzl, David Ben Gurion e vários outros pais do Estado Judaico moderno idealizaram um LAR para todo judeu, independente de sua crença, origem ou status social. Porém, a crença em Yeshua como Messias tem sido usada como justificativa para revogar o direito do judeu de continuar fazendo parte do povo de Israel. Isto porque a história da religião cristã fala mais alto do que os ensinos do próprio Yeshua (Jesus). Apesar da desastrosa história do cristianismo em relação a Israel e ao povo Judeu, deve-se deixar claro que o Anussim Messiânico (como judeu que é) tem como autoridade para a sua vida apenas a Palavra do Eterno, e não os dogmas, credos e encíclicas cristãs romanas ou alemãs. O Judeu messiânico não compactua nem concorda com os erros históricos do cristianismo. O Judeu messiânico interpreta Yeshua (Jesus), os apóstolos e os evangelhos em seu contexto Judaico original, como elementos zelosos da Torá e amantes de seu próprio povo, o povo de Israel. O opróbrio do percurso da história cristã em relação a Israel não pode ser colocado sobre os ombros de qualquer judeu que seja discípulo do rabino de Nazaré, nem pode ser utilizado para separar tal judeu de seu povo. O Judeu messiânico tem seu vínculo em Israel e em seu Messias, e não em qualquer sistema religioso. Ele, como qualquer outro judeu, tem o direito de ser judeu (independente de quem ele considere ser o Messias de Israel).
”Israel deve ser o LAR de todo judeu, independente de sua origem, status ou crença. Até mesmo judeus que abraçaram o cristianismo devem receber o direito de viverem como Judeus na Terra de Israel” – Eliezer Ben Yehuda – 1858 – 1922 – Pai do Hebraico Moderno e primeiro sionista da modernidade.
Não cabe aqui discutir se o judaísmo moderno está certo ou errado, ou mesmo seus grandes movimentos e diversidades. Eu creio que deveria haver lugar para todos. Afinal, pela Bíblia, todo judeu é messiânico, pois espera com ansiedade o mundo vindouro que virá com o Messias de Israel. Se uns crêem que este Messias foi Bar Kochba no início desta era, ou se foi o grande e respeitável Rebe Menachem Schneerson ou se foi o próprio judeu Jesus de Nazaré, caberia o respeito ao direito de todos. Um dia, quando o messias vier a essa terra, poderemos confirmar se ele já havia vindo ou não! A crença Nele não poderia neste momento ser o motivo de exclusão e discriminação por parte da comunidade judaica. O que deveria ser priorizado agora são a união, o fortalecimento e a obediência de todos os judeus aos princípios divinos que foram dados no Monte Sinai. Se todo judeu estudasse a Torá, os Ketuvim e os Neviim estaría vivendo fraternalmente, cumprindo as profecias que trarão o Messias e Seu reino messiânico a essa terra. Este é o real chamado do povo escolhido, ser luz para as nações, dando ao mundo o Tikun Olam!
Então, como fica a situação da restauração dos B´nei Anussim? Negam Yeshua e adentram para o judaísmo tradicional? Esta com certeza não é sequer uma opção! O melhor é continuar crendo em Yeshua e esperar pelo cumprimento das Escrituras, pois se realmente cremos nelas, então, devemos viver conforme as mesmas. Isto não nos impede de lutar pelos nossos direitos e não devemos cruzar os braços. Os judeus não messiânicos não são nossos inimigos, pelo contrário, são nossos irmãos e devemos amá-los e respeitá-los. Somos todos parte do mesmo povo, “Am Israel”.
Abaixo, enumeramos alguns pontos importantes que com certeza ajudarão a muitos, pois não é bíblico e sensato que alguém se apostate da fé e negue a salvação eterna que foi alcançada pela graça de Yeshua, o Mashiach de Israel.
Queremos alertar a todo judeu messiânico que não se afaste do nosso povo. Mas, não devemos nos filiar ou nos associar à nenhuma organização, entidade, sinagoga, sindicato, etc. QUE EXIJA QUE NEGUEMOS A YESHUA COMO O MESSIAS DE ISRAEL e, conseqüentemente, que proíba o direito e a existência do autêntico e bíblico Judaísmo Messiânico. Isto é ser fiel ao nosso chamado. Isto é ser realmente ético, não omitindo em quem cremos e no que cremos. Sempre quando defendemos o argumento acima algumas pessoas se levantam contra, dizendo que é direito do judeu se congregar em sinagogas, associações, clubes, etc. Novamente repetimos: não somos contra a filiação do judeu messiânico em nenhuma das organizações citadas na frase anterior. Mas, no momento em que qualquer uma dessas instituições declare abertamente sua posição anti-Yeshua, PROIBINDO a presença de judeus que creiam Nele como Messias, é criada uma linha divisória que impossibilita o judeu messiânico ético, sincero e honesto para com seus irmãos, de continuar como membro e filiado. A linha divisória não é criada pelo Judeu messiânico, pois o mesmo é vítima de discriminação, preconceito e rejeição.
A beleza do judaísmo messiânico está no fato de que em suas comunidades judeus e seus descendentes, bem como gentios crentes na pessoa do Messias Yeshua, possam viver em união. O gentio vivendo como gentio enxertado à oliveira que é Israel e o judeu testemunhando sua identidade judaica, sendo no Messias, luz para as nações. Queremos voltar à terra de nossos pais. Queremos também o direito de retorno, via Alyah legal e reconhecida pelo Governo de Israel e com aprovação dos Órgãos Competentes. Muitos membros de nossas congregações são judeus, vivem como judeus, zelosos a Santa Torá e crendo em toda a Escritura Sagrada, incluindo o Novo Testamento que foi escrito por judeus que criam ser Yeshua o Messias de Israel.
Pessoas que são membros de comunidades judaico-messiânicas e se filiam a organizações judaicas que são publicamente contrárias à fé em Yeshua, acabam incidindo em pelo menos três grandes erros:
-
Primeiro, traí a fé no próprio Messias Yeshua;
-
Trai ao próprio movimento judaico-Messiânico, que constitui junto com os gentios o Corpo de Cristo, a Igreja;
-
Trai a organização judaico anti-messiânica a qual o interessado na conversão se filia, pois a pessoa terá que omitir e muitas vezes mentir sobre sua verdadeira identidade como messiânico.
Queremos e lutaremos para que o Judaísmo Messiânico seja reconhecido como um movimento judaico no meio de tantos outros existentes e não seja considerado uma seita do cristianismo ou do próprio judaísmo. Isto levará algum tempo e a luta será grande. Mas, hoje já somos mais de 100 congregações judaico-messiânicas somente em Israel e outras centenas espalhadas pelo mundo. Este número tem crescido de modo acelerado quando comparado a taxa de crescimento do cristianismo.
Somos sionistas, somos a favor da construção de um Israel forte, soberano e consciente do seu chamado divino e irrevogável, de trazer o Messias ao mundo e ser luz para as nações (Rm 11:19, Is 42:6). O próprio Yeshua disse:
“… Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante do meu Pai, que está nos Céus. Mas, qualquer que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos Céus.” (Mt 10:32-33)
Aproveitando a oportunidade, deixamos claro alguns pontos apregoados e defendidos pela ABRADJIN (Associação Brasileira dos Descendentes dos Judeus da Inquisição):
Não temos nenhuma dúvida que estamos vivendo momentos proféticos relacionados com o retorno dos judeus e seus descendentes à terra de Israel. São inúmeras as profecias bíblicas dizendo que o Eterno os espalhou até aos confins da terra, mas Ele mesmo os ajuntará e os levará a casa de seus ancestrais. Para nós, o capítulo 36 de Ezequiel é uma midrash do próprio Ruach HaKodesh (Espírito Santo) sobre este assunto, pois resume quase tudo. Vejamos:
“… e os espalharei entre as nações e foram dispersos pelas terras conforme os seus caminhos…
Pois vos tirarei dentre as nações e vos congregarei de todos os países e vos trarei para a vossa terra…
vos purificarei…vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo…
e fareis que andeis nos meus estatutos, guardeis minhas ordenanças…
e habitareis na terra que eu dei a vossos pais e vós éreis o meu povo e serei o vosso Deus (Ezequiel 36-19;24;25;26;27)
” eu porei em vós o meu Espírito e vivereis e vos porei na vossa terra…(Ezequiel 37:14).
Os B´nei Anussim e todos os descendentes Luso-Brasileiros da Inquisição se enquadram também nessas profecias.
É de suma importância entender sobre este retorno no contexto Bíblico judaico-Messiânico:
-
O próprio D´us espalhou e só Ele mesmo irá ajuntar todo o seu povo no TEMPO Dele;
-
Os profetas e os autores do Novo Testamento mostram claramente que os judeus aceitarão no final dos tempos Yeshua como o Messias de Israel e serão considerados os remanescentes da Casa de Israel.Virá o tempo que os olhos e ouvidos (espirituais) de todo judeu será aberto e eles reconhecerão o Seu Messias Yeshua (Dt 29:4;Is 29:10;Rm 11:8). Você já O aceitou, então espere em oração para que outros judeus O aceitem e os tempos se cumpram (Is 53; Ez 37:22; Zc 12:10-11; Mt 23:39 Rm 9; Rm 11; Ap 19 ).
-
D´us tem o registro dos povos (Sl 87:6) e somente Ele guarda o ‘registro’ dos verdadeiros filhos de Israel, ou seja, os registros e documentos dos homens são importantes, mas os do Eterno são soberanos, mesmo para aqueles que foram assimilados pelas nações e perderam parcialmente ou totalmente sua identidade judaica ou mesmo para aqueles que foram obrigados a perderem sua identidade, como no caso da Inquisição, p.ex.
-
Somente D´us chamará cada um desses filhos dispersos, os escolhendo para o grande retorno. É sabido e ciente que nem todos os que foram espalhados pelas nações voltarão a Israel e nem todos serão restaurados (Jr 3:14), salvo o remanescente (Rm 9:27).
-
Há uma condição desejável pelo Eterno nos versos do Capítulo 36 de Ezequiel, quando diz “vos porei um coração novo, um Espírito Novo”. No Verso 14 do capítulo 37, O Eterno repete e mostra sua soberania no Seu propósito, isto é, dar a esses judeus escolhidos o retorno e o “Novo Nascimento” no Espírito falado por Yeshua e pregado pelos apóstolos e profetas, como em João 3:3 (todo aquele que nascer de novo no Espírito), isto é, no Messias Yeshua, o único e possível caminho para essa verdade (Jo 14:6);
-
Assim, o remanescente do povo judeu de todas as tribos reconhecerá Yeshua como o Seu Messias, Seu Redentor. Isto foi dito por Yeshua, pelos profetas e apóstolos (Mt 23:39 e Rm 11:26).
-
Portanto, recomendamos aos nossos membros que fiquem atentos ao mover do Eterno. Não necessitamos de mecanismos ou meios que facilitem o reconhecimento de nossa identidade judaica, que nos obrigam a negar nossa fé e nossa crença em Yeshua.
-
O Eterno é soberano e está no controle de todas as coisas na terra e no universo. Ele não precisa de nossa força, da mentira, do “jeitinho brasileiro” para conseguir documentos ou de outras formas, cartas, sindicatos ou qualquer outra entidade que não respeitem nossa fé e nosso direito de crença.
-
Que cada um de nós seja motivado a restaurar suas raízes judaicas, suas tradições, sendo zeloso com a Palavra do Eterno nos dada por seus santos profetas. Que cada um de nós, confie e espere somente Nele. Se crermos que Ele nos espalhou pelas nações, também devemos crer que somente Ele nos levará seguros e no tempo Dele ao Eretz Israel. Faremos nossa parte, mas deixaremos também espaço para o Eterno faça a Sua.
Visite o site da ABRADJIN, e saiba mais sobre nosso trabalho, incluindo o PRIMEIRO MUSEU DA HISTÓRIA DA INQUISIÇÃO DO BRASIL. Acesse: www.anussim.org.br
No sincero shalom,
Marcelo M. Guimaraes