O que é a Torah?
O que é a Torah?
por Diego Yo’ets em Seg 15 Nov 2010, 2:20 pm
O que é a Tora?
Uma das palavras que mais tocam meu coração, que me emociona e fala de modo profundo e espiritualmente, é a palavra Torá. Muita gente pensa que Torá quer dizer “lei”. Na língua hebraica, tad, significa lei, decreto, edito, prescrição, no sentido genérico da palavra. Este termo engloba as palavras mandamentos (mitzvot), estatutos (huquim) e ordenanças ou preceitos (mishpatim).Seria muito importante para nossa vida espiritual saber diferenciar estes conceitos, mas ficará para uma próxima oportunidade.
A palavra “Torá” quer dizer ensino, instrução. Esta palavra deriva do verbo “Yara” que quer dizer lançar, atirar, jogar, ensinar. É como se D’us quisesse “lançar” ou “jogar” conosco sua sabedoria, sua razão de ser, revelando-nos sua natureza e atributos de Seu caráter. Lançar algo para acertar o alvo. Já errar o alvo chama-se de Chatá, ou seja, pecado. Deste verbo “yara” deriva o termo “ primeiras chuvas”, “yoreh”. Daí a tradição bíblica de se empregar o termo água como sendo sinônimo da Palavra de D’us, que faz chover suas bênçãos (suas leis) sobre nós.
A palavra Torá aparece 221 vezes na bíblia. Ensinar é a tarefa especial da escolha de sabedoria, conforme se vê ao longo do livro de Provérbios, e dos sacerdotes que devem ensinar ao povo a palavra (a lei de Moisés) como se constata em Lv 10:11 e Dt 33:10. Por sua vez, o próprio D’us ensinava e revelava a palavra Dele a Moisés. O ensinar com revelação e sabedoria, incluindo o conhecimento e o entendimento se referem ao termo Torá, que é muito mais profundo do que simplesmente falar de um decreto ou da razão de leis. Infelizmente, nem sempre os sacerdotes eram fiéis a D’us; ensinavam a Palavra por dinheiro e tornaram mestres de mentiras ( Is 9:15; Mq 3:11, p. ex.). A grande ênfase da Torá está na associação da unção pelo Ruach HaKodesh (Espírito Santo de D’us). Até uma simples instrução de habilidades artesanais de como construir um tabernáculo precisava desta unção do Espírito (Ex 35:34). O próprio D’us ensinou a Moisés tanto o que fazer quanto o que dizer (Ex 4:15). Ele quer ensinar o pecador o caminho da retidão e da justiça ( Sl 25: , instruindo a todos quanto ao caminho que devem escolher (Sl 25:12). Por esta razão, o salmista com freqüência procura a D’us para que Este o ensine a guardar os mandamentos, estatutos e ordenanças e a andar no caminho da verdade (Sl 27:11; 86:11, etc.). A Torá veio do próprio D’us, por isso, os cinco primeiros livros da Bíblia é chamado de Torá ou Pentateuco, no grego. Toda a base da verdade revelada por D’us ao homem através de Moisés se resume nas leis da Torá. Toda a base de nossa fé, a origem de todas as coisas, o conhecimento do D’us criador, o homem, o universo, as leis de conduta moral, éticas, cerimoniais compiladas nos cinco primeiros livros da Bíblia retratam a sabedoria do próprio D’us, ou seja, a Torá, o ensino ou a sabedoria de D’us para o homem, para a humanidade. Pelo fato dela ter sido dada ao povo judeu para guardá-la e preservá-la, não quer dizer que ela não pode ser aplicada à humanidade. Claro que existem leis específicas para a preservação do povo judeu. Mas, quando o decálogo diz, por exemplo, não matar, não furtar, não adulterar, etc. isto se aplica à toda humanidade. Já imaginaram a humanidade cumprindo pelo menos esses três mandamentos? O mundo já seria outro, com certeza! Os presídios estariam praticamente vazios. D’us quis e quer revelar sua Verdade, suas leis aos homens, aquele único ser que foi criado à sua imagem e à sua semelhança. A Torá retrata o caráter do próprio D’us, autor e consumador de todas as coisas. A Torá mostra como e porquê Ele pensa e se expressa em amor ao homem. É como se a Torá fosse o manual do fabricante do próprio homem. A Torá é a expressão do próprio amor de D’us que quis se relacionar com sua criatura, o homem, que embora este dotado de finita e limitada sabedoria, restrito por um corpo material corruptível, aprouve D’us dotá-lo de um Espírito que tem as mesmas características de sua imagem e semelhança. Esta instrução escrita pelo próprio D’us dada por inspiração a Moisés transpôs as barreiras da sabedoria humana e tem sido até aos dias de hoje a “Árvore da Vida” para quem a acha e a encontra, fonte inesgotável de fé, do poder, da glória e unção que trás a existência aquilo que ainda não existe. Com base na Torá é que foram escritos os outros livros da bíblia, como os ketuvim (livros históricos e de sabedoria), os Neviim (os profetas), o Evangelho de Yeshua, as cartas de Paulo e de outros discípulos. Nada foi escrito sem a verdade da Torá. A Torá é perfeita e restaura a nossa alma (Sl 19:7). As leis da Torá são como uma cerca que mostra os limites de nossa liberdade. A Graça de Yeshua nos torna livres, mas a Torá nos coloca em proteção dentro desta “cerca”, garantindo assim a permanência da Graça de D´us em nós. Porque se por uma ou outra razão ultrapassarmos esses limites da Torá, haverá danos em nossa fé, comprometendo nossa caminhada com Yeshua. Mas, aprouve D’us que esta Palavra se fizesse carne e habitasse no meio dos humanos (Jo 1:14) através do Messias Yeshua, Yeshua de Nazaré pelo qual todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. (Jo 1:2-3). Ou seja, o próprio Messias como perfeita expressão da Verdade, do Caminho e da Vida é a própria Torá. Por isso, Yeshua não revogou a Lei, os ensinamentos (da Torá), pelo contrário, Ele a cumpriu no verdadeiro sentido pleno da palavra. Yeshua quando aqui esteve em sua primeira vinda como Ben Yosef ( filho de José ou filho do homem, como gostava de ser chamado) ensinava ao povo a Torá através de parábolas e contos simples, mas cheios de unção, graça e poder. Yeshua não trouxe um outro evangelho, senão aquele contido na própria Torá. Profeticamente, diz a Palavra: …”Irão muitos povos, e dirão: Vinde e subamos ao monte do Senhor, à casa de D’us de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a Lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. “(Is 2:3). Mas, se a Lei, a Torá saiu do Sinai, como pode de Sião sair esta lei novamente e de Jerusalém a Palavra? Yeshua, é a própria Palavra que se fez carne, que morreu e que ressuscitou em Jerusalém e que em breve voltará em glória e poder como Ben David, o filho de David, e julgará e reinará sobre as nações no Monte Sião, da cidade do grande Rei, Jerusalém!
No sincero shalom e com minhas orações a favor de cada um de vocês,
Marcelo M. Guimarães
Tags: Torah
O Quando de Deus
Quando os sonhos se desfazem, Deus estabelece os seus planos (Pv 16.1; Is 55.8);
Quando se acabam as forças, Deus revitaliza (Is 40.31);
Quando é inevitável conter as lágrimas, Deus consola (Jo 14.16; 2 Co 1.3);
Quando não há mais amor, Deus o faz renascer (1 Jo 4.8b);
Quando a maldição é certa, Deus transforma em benção (Nm 23.5-11);
Quando parece ser o final, Deus dá novo começo (Ap 21.5; Lc 16.22a);
Quando a aflição quer persistir, Deus nos envolve com paz (Nm 6.26; Mc 5.34);
Quando a doença assola, Deus é a cura (At 3.6; 9.32-34 Mt 14.14);
Quando o impossível se levanta, Deus o derruba (Lc 1.27; 18.27);
Quando faltam as palavras, Deus sabe o que queremos dizer (Sl 139.4; Rm 8.26);
Quando a porta se fecha aqui, Deus abre outra ali (Ap 3.7);
Quando você diz: “Não vou conseguir”, Deus diz: “Não temas, porque Eu sou contigo” (Is 41.10)”
Quando o coração é machucado por alguém, Deus é quem derrama o bálsamo curador (Rm 5.5);
Quando não há mais possibilidade, Deus faz o milagre (Jo 11.39, 40, 43, 44);
Quando a noite parece não ter fim, Deus faz surgir o amanhecer (Sl 30.5c);
Quando caímos num profundo charco de lodo, Deus estende a sua bondosa mão e tira-nos de lá (Sl 40.2);
Quando tudo é dor, Deus vem com o seu refrigério (Sl 23.3a);
Quando o calor da provação é grande, Deus nos faz sentir o frescor da sua imensurável sombra (Nm 10.34; Sl 91.1) ;
Quando não temos nada, Deus dá tudo que precisamos (Sl 23);
Quando alguém diz que não somos nada, Deus nos diz que somos mais do que vencedores (Rm 8.37);
Quando difícil se torna caminhar, Deus diz-nos: “A minha graça te basta” (2 Co 12.9).
Na presença de Deus,
João Paulo M. de Souza
Tags: QUANDO
FAMÍLIA ESTRUTURADA – PREVENÇÃO CONTRA AS DROGAS
FAMÍLIA ESTRUTURADA – PREVENÇÃO CONTRA AS DROGAS
|
INTRUDOÇÃO
Nos últimos anos, tem-se intensificado a escalada das drogas no Brasil. Em recente reportagem, a revista Veja chamou a atenção , em sua capa, para o problema, denominando-o o “NarcoBrasil”, ou seja, o país do narcotráfico, considerado já o segundo maior consumidor de cocaína do mundo. É uma notória e triste classificação para a nossa Pátria. Em conseqüência do avanço das drogas, as famílias estão expostas ao perigo, vendo os adolescentes, jovens e até crianças, sendo usados como consumidores do tóxico. O que fazer? É uma questão a que muitos não sabem como responder. Para responder bem, precisamos saber quais as causas que levam uma pessoa a consumir drogas.
CAUSAS DO VÍCIO DAS DROGAS
São muitas as causas que levam as pessoas, principalmente os jovens e adolescentes a se envolverem com as drogas. Dentre elas, destacamos as seguintes:
1) Influência de (falsos) amigos.
O jovem, na escola ou no trabalho, relaciona-se com diversos tipos de colegas. Dentre esses, há os que são viciados, que passam para os outros a idéia de que as drogas são desejáveis; muitos, sem o devido preparo doméstico para viver em coletividade, acabam se deixando envolver, para não ser diferente do grupo, para não sofrer a pressão dos outros. Os viciados não se contentam em ficar drogados sozinhos. Eles, como os alcoólatras, os jogadores de baralho, não sabem viver sem levar outros para o abismo, como diz a Bíblia: “Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas…” (Sl 42.7).
2) Curiosidade e aventura.
O jovem é por natureza curioso. Os adolescentes costumam examinar tudo em sua volta. Ao deixaram a infância, quando viviam dominados por seus pais, em sua maioria, quando chegam à adolescência, querem se “libertar” do jugo dos mais velhos , e descobrirem o mundo por conta própria. Até certo ponto, isso é bom, pois passam a Ter uma visão própria do mundo. O perigo é que eles não sabem discernir entre o bem e o mal. A curiosidade os leva a experimentar certas coisas, dentre as quais o tóxico, que os leva para a prisão da dependência e até da morte. O espírito aventureiro do jovem, se não for bem canalizado para coisas boas, os leva ao pantanal do vício. Daí a importância de integração do jovem e do adolescentes com pessoas que lhe sirvam de padrão, de modelo sadio.
3) Desajuste familiar.
Sem sombra de dúvida, é a causa principal do envolvimento dos jovens e adolescentes com as drogas. O lar é (ou deve ser) o ponto de referência para o adolescente e jovem; o que se passa em casa serve de parâmetro para o seu comportamento em outros lugares; se eles vêm que seus pais são unidos, amáveis, e fiéis, isso serve de referência para sua vida com outras pessoas.
O lar é ponto de apoio. Toda pessoa precisa Ter seu ponto de apoio na vida. Esta é insegura e imprevisível. O dia de amanhã não nos pertence, diz a Bíblia. O adolescente em geral é inseguro, ante a realidade que o cerca. Normalmente, ele se indaga quanto ao porque de sua existência, quem ele é, por que é assim e não de outra forma; qual será o seu futuro, com quem casar, ou não; qual será sua profissão, enfim, como será o amanhã. Com tais indagações na cabeça, acaba mergulhado em questões existenciais, que exigem respostas convincentes e não apenas teoria ou doutrina vazia. Diante disso, o adolescente e o jovem precisam de ter seu ponto de apoio na vida.
E o lar é o ponto de apoio inicial para qualquer pessoa que vem ao mundo. Infelizmente há os que não sabem ou nunca souberam o que é um lar. Conheceram uma casa, um prédio, um edifício, pobre ou rico, com lama ou com piscina; com carro de luxo ou camburão da polícia na porta, e não sabem o que é um lar. Daí, ficam sem o apoio inicial para suas instabilidades emocionais e espirituais.
O lar deve servir de porto seguro para o jovem inquieto. Se ele recebe amor e carinho de seus pais; se sentem valorizados e reconhecidos, têm um auto-estima elevada, e não se deixam seduzir pelos convites e apelo de pessoas infelicitadas pelo vício. Se têm diálogo com seus pais, aprendem que eles são seus verdadeiros amigos, e não se deixam levar pelos falsos amigos da escola, da rua ou do trabalho. Porém, quando isso lhes falta em casa, acabam indo buscar inconscientemente lá fora, em ambientes poluídos pelo vício e pela prostituição.
4) A falta de Deus na vida.
Se o desajuste familiar é a causa primeira para o envolvimento com as drogas, a falta de Deus na vida é a causa-mãe de todo o problema. Quando a pessoa tem a presença de Deus em sua vida, sente força e energia interior, para fazer frente ao vício, encarado como pecado, como ofensa a Deus. Conhecemos inúmeros casos de jovens, filhos de pais separados, viciados, e até drogados, que não querem nada com o tóxico. Eles aceitaram a Cristo como seu salvador e foram libertos dos traumas familiares, e passam a ver situação do ponto de vista espiritual, reconhecendo que o mal é causado pelo Adversário de suas almas, e passam a enfrentar o problema de frente, sem medo e sem fraqueza. Cumpre-se o que diz S. Paulo: “Eis que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).
A SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DAS DROGAS
A Bíblia diz para os crentes: ” resisti ao diabo, firmes na fé, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). Quando o jovem tem o Espírito Santo em sua vida, ele tem forças sobrenaturais para vence o mal. O vício é um agente do diabo para a destruição de vidas. Ele não pode ser combatido somente com ensino, instrução, técnica, e ações policiais. Tem que ser combatido no lado espiritual, e só Deus dá vitória contra o diabo. S. João , dirigindo-se aos jovens, diz: “Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (1 Jo 2.14). Esta é uma verdade que os educadores materialistas não querem aceitar.
Num encontro de autoridades , educadores, psicólogos, havido em Natal, um jovem cristão resolveu comparecer para dar seu testemunho, dizendo que estava liberto das drogas. Ele foi barrado. Uma senhora, evangélica, que quis falar sobre o Desafio Jovem, também foi impedida de falar no encontro, pois seus promotores alegaram que não acreditavam em religião, e que ali estavam, analisando o problema das drogas sob o ponto de vista científico. Nada temos contra a verdadeira ciência, que estuda as causas e os efeitos dos fenômenos observáveis. Entretanto, a ciência não explica tudo. É limitada àquilo que pode ser percebido pelos sentidos normais do ser humano. Mas existe o lado espiritual da realidade humana, que não se explica em termos racionais.
As drogas, assim como a prostituição , as bebidas, a violência, são agentes utilizados pelo diabo para a destruição de preciosas vidas. Tudo isso tem origem espiritual e não científica, em última análise. Se as autoridades e a sociedade quer ver o problema das drogas resolvido, e o vício vencido, terá que reconhecer que as causas estão no desajuste familiar e na falta de princípios e valores espirituais na vida das pessoas, especialmente dos pais e dos jovens, que não dão valor às coisas de Deus, à igreja verdadeira e à Sua Palavra. Fora dessa perspectiva, que valoriza a parte espiritual, não há esperança nem solução para o problema dos tóxicos, que tem origem na fonte do mal , que é o diabo. Se alguém é livre de drogas, aqui e ali, muitos outros serão atraídos pelas forças diabólicas do vício. Sem Deus e sem família não há solução.
CONCLUINDO
Assim, dente as causas mais importantes que contribuem para que os jovens se envolvam com as drogas, ressaltamos que o desajuste familiar a falta de Deus na vida são as que mais concorrem para que vidas sejam destruídas. Não adiantam campanhas de educação, campanhas publicitárias dos governos, visando prevenir o problema. Na realidade elas apenas atacam os efeitos. As causas precisam ser analisadas e tratadas com realismo e coragem. A família precisa ser valorizada.
Infelizmente, na mídia, especialmente na TV, a família tradicional , nuclear, que é o modelo criado por Deus, está sendo ridicularizado, desmoralizado, em novelas, programas humorísticos e em muitos outros; em cadernos de jornais, é comum vermos articulistas exaltando o homossexualismo, a prostituição, o adultério e a fornicação como sendo coisas elevadas, atualizadas, modernas, desejáveis; enquanto que a família, o casamento e o lar são vistos como coisas ultrapassadas, “caretas”, e quadradas.
Que adianta combater o tráfico de drogas se a família está sendo destruída pelos falsos formadores de opinião, nas escolas, nas faculdades, onde professores materialistas passam para os adolescentes em formação , que a prostituição de meninas e meninos nada tem de mais, desde que eles tenham o cuidado de usar a camisinha? A tão decantada “educação” sexual nas escolas, no País, está sendo transmitida por pessoas em grande maioria racionalistas e materialistas, que apenas passam instruções. É uma “educação” informativa, apenas. Que mostra o corpo, seu funcionamento, e diz que tudo é certo, nada é errado, depende da pessoa, num relativismo perigoso, que não valoriza a ética, os bons costumes e os princípios espirituais, emanados da palavra de Deus. Aliás, a Bíblia é palavra proibida na maior parte dos ambientes escolares. Com Deus fora da Escola, ela fica do jeito que o diabo gosta, pois o ser maligno tem todo o ambiente para agir nas mentes de professores e alunos, levando-os para o mal, para a prostituição e para as drogas. A juventude está necessitando de uma educação formativa, que contemple não só instruções, mas valores éticos e morais elevados, que norteem a vida deles. Ainda bem que algumas autoridades já estão despertando pelo menos para uma parte das causas do problema das drogas.
A seguir, transcrevemos um texto de um artigo de jornal, em que uma autoridade no assunto reconhece que a família precisa ser valorizada.
“FAMÍLIA CONTRIBUI COMO SÉRIA CAUSA”
A principal causa da escalada das drogas no Rio Grande do Norte, assim como em todo o Brasil, está na própria família. Essa conclusão é da presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes do Rio Grande do Norte (Conen), delegada de policia Antônia Deusa Martins dos Santos, que aponta esse núcleo social co-mo o alvo a ser tratado, no pro-cesso de combate ao tráfico.
Segundo ela, o problema das drogas deve ser visto como uma grande árvore, que cresce continuamente. “O segredo para se matar essa árvore é atacar um ponto que está na raiz: a família’; disse Antônia Deusa, revelando que todos os casos que chegam ao Conen são de jovens perten-centes a famílias desajustadas emocionalmente. “Quando os pais chegam aqui e conversamos durante dez minutos, já dá para identificar que muitas vezes eles próprios são o motivo dos filhos terem se envolvido com drogas.”
Para a delegada, maus hábitos, assim como ausência e falta de amor dos pais, aliados à concessão de liberdade exacerbada aos filhos, são as principais armas dos traficantes no momento de atrair jovens sadios para o submundo das drogas. Antônia Deusa lembrou ter caído por terra o estigma de que apenas as famílias pobres são vítimas do narcotráfico e procuram ajuda para seus filhos. “Apesar de chegarem aqui cheias de receio, as famílias de classe alta nos procuram tanto quando as pobres, simplesmente porque elas não têm escolha, precisam de ajuda.”
No Conen, essas pessoas são orientadas a manter um diálogo estreito com os filhos, ganhando sua confiança e, principalmente, a impor limites a eles, como forma de protegê-los da ação dos traficantes. “Tem gente que me diz: ‘Mas eu não sei porque isso acontece. Eu amo tanto meu filho, dou tudo a ele’. Não entendem que é justamente aí onde está o problema. Eles deixam os filhos fazer tudo o que querem”, observa a delegada, frisando que a participação da família na prevenção e coibição das drogas é fundamental.
“No momento em que uma família se estrutura e o filho passar a enxergar os pais como amigos, ele não dará mais atenção aos traficantes, que são uma espécie de falsos amigos. Sem ter a quem vender, todo o sistema de distribuição de drogas estará prejudicado”, concluiu a delegada”. (Extraído do Diário de Natal, de 27 de novembro de 199).
|
Tags: DROGAS
Corantes podem acrescentar insetos aos alimentos. Cuidado!
Corantes podem acrescentar insetos aos alimentos. Cuidado!
Declarar os ingredientes dos alimentos industrializados é lei federal e o prazo para as indústrias se adaptarem está findando. Saiba agora algo mais sobre as definições dos corantes presentes nestes alimento. Vovê pode estar consumindo, inclusive, insetos.
CORANTES
Os corantes são substâncias que transmitem aos alimentos novas cores ou exaltam as que eles já possuem, com a finalidade de melhorar o seu aspecto.
A função dos corantes é “colorir” os alimentos, fazendo com que os produtos industrializados tenham uma aparência mais parecida com os produtos naturais e mais agradável, portanto, aos olhos do consumidor. Eles são extremamente comuns, já que a cor e a aparência tem um papel importantíssimo na aceitação dos produtos pelo consumidor. Uma gelatina de morango, por exemplo, que fosse transparente não faria sucesso. Um refrigerante sabor laranja sem corantes ficaria com a aparência de água pura com gás, o que faria que parecesse mais artificial, dificultando sua aceitação. É inegável que uma bebida com sabor e cor de laranja é muito mais agradável de beber do que uma bebida incolor com gosto de laranja.
Existem, entretanto, razões de ordem técnica para se colorir os alimentos, destacando-se as seguintes:
ü Restaurar a cor dos produtos cuja coloração natural foi afetada ou destruída durante o processamento;
ü Uniformizar a cor dos alimentos produzidos a partir de matérias-primas de origem diversa;
ü Conferir cor a alimentos incolores.
CORANTES NATURAIS X CORANTES ARTIFICIAIS
A notória simpatia dos consumidores pelos ingredientes de origem natural tem feito nos últimos anos um conjunto de indústrias de formulação de aditivos alimentícios prosperar e investir em pesquisa e desenvolvimento. Os felizardos são os fornecedores de corantes naturais, insumos com função estética e de grande importância para a indústria de alimentos, onde são utilizados para deixar os produtos com cores mais sedutoras para o consumo.
A tendência “natureba”, mais forte no exterior mas aos poucos tomando corpo no Brasil, fez as principais empresas e centros de pesquisa do ramo quebrarem um pouco a cabeça para deixar os corantes naturais mais estáveis à luz e ao calor, para desenvolver novas aplicações e superar problemas de fornecimento. Foi um esforço concentrado e que se aproveitou da cautela mundial com os corantes sintéticos, contra os quais vários estudos ao longo dos anos vêm apontando problemas de alergia e outros malefícios à saúde.
A literatura científica, aliás, é farta em apontar cuidados com a ingestão dos sintéticos, a despeito do ainda grande uso deles pelos produtores de alimentos e bebidas processadas. Esses corantes são pigmentos ou tintas sintéticas do grupo azóico, sendo a maior parte delas sintetizada a partir do alcatrão do carvão mineral.
As pesquisas, além de alertar sobre os limites de tolerância dos corantes permitidos, já fizeram vários sintéticos serem proibidos pela maior parte dos países. A publicação de estudos do Codex Alimentarius, órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), já fundamentou a banição de alguns corantes por ministérios da saúde de todo o mundo, inclusive o brasileiro. Foram proibidos, por exemplo, o amarelo sólido, até então muito empregado em gelatinas; o laranja GGN, usado em pós para sorvetes; o vermelho sólido, para recheios e revestimentos de biscoitos; o azul de alizarina, corante em óleos emulsionados e gelatinas; e o escarlate GN, com uso em recheios de confeitarias.
No momento, a legislação brasileira, atualizada com boa parte das leis internacionais e seguindo as recomendações multilaterais da FAO (Food and Agriculture Organization), permite apenas oito sintéticos e mais cinco sintéticos idênticos aos naturais. A permissão é condicionada à indicação nos rótulos sobre a sua condição sintética e sobre a ingestão diária aceitável.
O fato destes corantes sintéticos serem permitidos, porém, não anula seus efeitos adversos, que embora não sejam divulgados na embalagem estão disponíveis em artigos científicos. Por exemplo, a eritrosina, corante sintético vermelho, consta como causadora de hipertireoidismo quando consumida em excesso. Também o vermelho Ponceau pode causar anemia e uma doença renal (glomerulonefrite), enquanto o amarelo tartrazina recentemente foi associado como causa de insônia em crianças.
Como resposta aos riscos, e tirando o proveito da crescente má fama dos sintéticos, os corantes naturais ganham espaço. Trata-se de uma conquista gradual, não maior por causa das vantagens competitivas dos sintéticos. Além da estabilidade bastante superior aos naturais, esses corantes artificiais possuem maior capacidade tintorial, traduzida por um poder de melhor fixação nos alimentos, com cores mais intensas e menor custo, tanto por necessitar de dosagens menores como por seu preço direto inferior.
Mas foi justamente para diminuir essa diferença na disputa que os interessados na comercialização dos aditivos naturais procuraram, em conjunto com alguns clientes, melhorar o desempenho dos corantes naturais. As iniciativas tomaram as mais variadas formas, desde as tecnológicas, até as de garantia de fornecimento constante de matérias-primas, no passado muito sujeitas à sazonalidade da atividade agrícola.
Os desenvolvimentos englobaram as principais famílias cromáticas dos corantes naturais: amarelo (curcumina, luteína, carotena); a laranja (urucum e páprica); vermelho (carmim, licopena, betanina e antociana) e verde (clorofila). Mas, de forma específica, prevaleceram nos cinco corantes naturais considerados de maior importância no mercado mundial: o urucum, a páprica, a cúrcuma, as antocianinas e o carmim de cochonilha.
O movimento de adesão ao uso de corantes naturais, embora não ocorra na velocidade esperada pelos fornecedores, justifica um crescimento médio anual no consumo entre 5% e 9%. De forma geral, além das aplicações já tradicionais e antigas dos corantes, como por exemplo o urucum e o carmim em embutidos e salsichas, novos usos surgem, motivados por desenvolvimentos dos próprios clientes e onde é possível agregar valor um pouco maior oriundo dos ingredientes naturais.
Muitos dos aditivos naturais possuem também características funcionais e não só estéticas. Os carotenos naturais, como os extraídos de cenouras e palma, são agentes antioxidantes, assim como as antocianinas. A luteína evita a chamada mácula da retina dos olhos e o licopeno é comprovado como antídoto do câncer de próstata. E o próprio nacional urucum, segundo pesquisa da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, tem demonstrado eficácia no combate a diabetes e ao colesterol alto. Mais um ponto a favor dos corantes naturais na briga com os sintéticos.
LEGISLAÇÃO DO BRASIL
No Brasil a regulamentação do uso de aditivos para alimentos, inclusive corantes, é realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
O Decreto n. 50. 040 de 24 de janeiro de 1961 foi a primeira norma técnica de regulação do emprego dos aditivos químicos em alimentos.
A resolução CNNPA n. 44 estabeleceu as condições gerais de elaboração, classificação, apresentação, designação, composição e fatores essenciais de qualidade dos corantes empregados na produção de alimentos e bebidas.
Pela legisla’cão atual através das resoluções n. 382 e 388 da ANVISA, no Brasil é permitido o uso de apenas 11 (onze) corantes artificiais, sendo eles:
NOME
CEE
COR
IDA ( mg/kg produto)
Amaranto
E123
Magenta
0,50
Vermelho de eritrosina
E127
Pink
0,10
Vermelho 40
E129
Vermelho alaranjado
7,00
Ponceau 4R
E124
Cereja
4,00
Amarelo crepúsculo
E110
Laranja
2,50
Amarelo tartrazina
E102
Amarelo limão
7,50
Azul indigotina
E132
Azul royal
5,00
Azul brilhante
E133
Azul turquesa
10,0
Azorrubina
E122
Vermelho
4,00
Verde rápido
E143
Verde mar
10,0
Azul patente V
E131
Azul
15,0
Esses corantes têm uso permitido como resultado da harmonização da legislação realizado entre os países membros do Mercosul. A reslução GMC n. 53/98 trata dessa harmonização, e a resolução GMC 52/98 trata dos critérios paara determinar funções de aditivos e sus limites para seu consumo em alimentos.
LEGISLAÇÃO
Definição
Para os efeitos desta Resolução, considera-se corante a substância ou a mistura de substâncias que possuem a propriedade de conferir ou intensificar a coloração de alimento (e bebida).
1.1. Excluem-se da definição acima, os sucos e/ou extratos de vegetais e outros ingredientes utilizados na elaboração de alimentos (e bebidas) que possuem coloração própria, salvo se adicionados com a finalidade de conferir ou intensificar a coloração própria do produto.
Classificação
Os corantes são classificados como:
2.1. corante orgânico natural – aquele obtido a partir de vegetal, ou eventualmente, de animal, cujo princípio corante tenha sido isolado com emprego de processo tecnológico adequado.
2.2. corante orgânico sintético –aquele obtido por síntese orgânica mediante o emprego de processo tecnológico adequado.
2.2.1. corante artificial – é o corante orgânico sintético não encontrado em produtos naturais.
2.2.2. corante orgânico sintético idêntico ao natural – é o corante orgânico sintético cuja estrutura química é semelhante à do princípio ativo isolado de corante orgânico natural.
2.3. corante inorgânico – aquele obtido a partir de substâncias minerais e submetido a processos de elaboração e purificação adequados a seu emprego em alimento.
2.4. caramelo – o corante natural obtido pelo aquecimento de açúcares à temperatura superior ao do ponto de fusão.
2.5. caramelo (processo amônia) – é o corante orgânico sintético idêntico ao natural obtido pelo processo amônia, desde que o teor de 4-metil, imidazol não exceda no mesmo a 200mg/kg.
CORANTES NATURAIS
Comercialmente os tipos de corantes mais largamente empregados pelas indústrias alimentícias têm sido os extratos de urucum, carmim de cochonilha, curcumina, páprica, antocianinas e betalaínas.
A maioria dos corantes naturais é de origem vegetal. Costuma-se classifica-los em quatro grandes categorias:
os pigmentos porfirínicos: clorofila
os flavonóides e derivados: antocianinas,…
os carotenóides: β-caroteno, licopeno, xantofila,..
as quinonas: ácido carmínico, carmim,..
As essas quatro principais categorias convém adicionar as xantonas, a betalaina, a cúrcuma, os taninos e o caramelo.
OS PIGMENTOS PORFIRÍNICOS:
Clorofila
Origem: vegetais folhudos e algumas frutas.
Coloração: verde.
A clorofila é o único corante natural verde permitido.Ë o pigmento responsável pela cor verde dos vegetais folhudos e de algumas frutas.
a clorofila natural é insolúvel em água, mas mediante tratamento ácido alcalino pode-se produzir a clorofilina, a qual é solúvel em água. Tanto a clorofila quanto a clorofilina não são muito estáveis quando expostos ao calor ou à luz. Em tratamento controlado com presença de íons de cobre ou zinco, é possível substituir o átomo metálico central de magnésio, sendo os compostos cúpricos, ou de zinco, assim obtidos muito estáveis. (A clorofilina cúprica de sódio, é obtida através da hidrólise da clorofila, seguida por purificação, introdução de cobre e conversão para o sal de sódio. Possui alta estabilidade ao calor e excelente estabilidade à oxidação e à incidência de luz).
O corante de clorofila é empregado em sorvetes, sucos, massas com vegetais, iogurtes, biscoitos, queijos …
OS FLAVONÓIDES E DERIVADOS:
Antocianinas
Origem: flores, frutos e plantas superiores (uva, repolho vermelho, milho peruano).
Coloração: Vermelha, azul, púrpura ou violeta
Encontram-se amplamente distribuídas em flores, frutos e demais plantas superiores.Os sub-produtos da indústria da uva e do vinho já são empregados na preparação comercial de antocianinas.
Apresentam estrutura básica C6-C3-C6. Diferente de outros flavonóides, as antocianinas são capazes de absorver fortemente a luz na região do espectro visível, conferindo uma infinidade de cores entre o laranja, o vermelho, o púrpura e o azul de pendendo do meio em que se encontrem.
O pH é certamente o fator mais importante no que diz respeito à coloração das antocianinas.Além do pH, a cor das soluções de antocianinas depende de outros fatores como concentração, tipo de solvente, temperatura, estrutura do pigmento, presença de substâncias capazes de reagir reversível ou irreversivelmente com a antocianina, entre outras.
As uvas do tipo Cabernet Sauvignon contêm quatro principais antocianinas: delphinidin-3-monoglicosídio, petunidina-3-monoglicosídio, malvidina-3-monoglicosídio e malvinidina-3-monoglicosídio acetilado com ácido clorogênico.
O milho da espécie Kcully zea mays é uma variedade especial de milho caracterizando-se por seu alto teor de antocianos na sua espiga. Trata-se de uma variedade produzida somente no Peru. Uma das suas vantagens é a ausência de sulfitos, ao contrário do que ocorre normalmente com antocianos obtidas a partir das cascas de uva tinta, após o processo de fermentação alcoólica.
Outro pigmento da família dos antocianos é o suco do repolho vermelho (Brasica oleracea). Produz cores entre o rosa escuro e o vermelho, em produtos com pH inferior a 4. Um pH superior faz com que os pigmentos antociânicos tomem uma coloração do tipo púrpura azulada, altamente instável. Um problema com este corante é o gosto que ele deixa.
OS CAROTENÓIDES:
Existem duas maneiras de classificar os carotenóides. A primeira considera a existência de duas grandes famílias: os carotenos e as xantofilas. O segundo sistema divide os carotenóides em três tipos acíclico (licopeno), monocíclico (γ-caroteno) e bicíclico (α-caroteno e β-caroteno). O licopeno é a substância que atribui a cor característica ao tomate. O açafrão produz um pigmento chamado crocina.
A gordura do leite também contém carotenóides, variando entre 2 e 13 ppm, dependendo da estação, a qual influi na alimentação do animal. Por isso, a manteiga às vezes parece muito branca e, para torna-la com uma melhor aparência é necessário adicionar corante.
Em princípio, as operações de processamento têm pouca interferência nos carotenóides. Os complexos carotenóide-proteína são geralmente mais estáveis do que os carotenóides livres. Como os carotenóides são altamente não saturados, o oxigênio e a luz são os fatores que mais os afetam. As operações de processo destroem as enzimas que causam a destruição dos carotenóides. Os carotenóides em alimentos congelados ou esterilizados com calor são bastante estáveis. Por outro lado, a estabilidade é pouca em produtos desidratados, a menos que embale o produto com gás inerte. Uma exceção notável é o damasco, que mantém muito bem a cor nas mais variadas condições. Cenouras desidratadas perdem a cor rapidamente.
Hoje, os carotenóides são produzidos sinteticamente; os principais são o β-caroteno, o apocarotenol e cantaxatina. Por terem alto poder tintorial, são utilizados em alimentos em níveis de 1 a 25 ppm. São estáveis à luz e, de modo geral, apresentam boa estabilidade em aplicações alimentícias. O β-caroteno propicia uma cor do amarelo claro ao laranja, o apocarotenol do laranja claro ao vermelho alaranjado e a cantaxantina, cores mais vermelhas. Os carotenóides naturais aplicados em alimentos são o urucum (annatto), a oleoresina de páprica e o óleo de palma bruto.
Urucum
Origem: urucuzeiro
Coloração: amarelo-alaranjado
O urucuzeiro é um arbusto grande, ou uma pequena árvore, originário da América Latina, tipicamente tropical e, atualmente, pantropical, ou seja, cultivado nos trópicos de todo o mundo. Pertence à família Bixaceae e responde ao nome botânico de Bixa Orellana. O urucuzeiro é uma planta perene, não sendo muito exigente quanto a solos, clima e tratos culturais. Suporta variações de temperatura entre 22 e 30oC e sobrevive em locais onde a pluviosidade varia entre 800 a 2000 mm anuais.
O urucum é o único corante natural que tem sua origem em solo brasileiro. Além disso, extraído há séculos pelos índios, que utilizam seu poder tintorial como maquiagem tribal, o urucum tem sido objeto de profissionalização de cultivo, deixando no passado remoto a coleta selvagem e hoje contando com cerca de 6 mil hectares de plantações pelo país. Atualmente, cerca de 70% da produção brasileira é cultivada, com utilização de técnicas de manejo e tratos culturais adequados e beneficiamento em máquinas. Pequena parcela da produção ainda é silvestre ou utiliza métodos tradicionais de manejo.
O corante do urucum é extraído a partir da polpa da semente, constituída de uma fina camada resinosa de coloração vermelha alaranjada.
O corante urucum é disponível comercialmente nas formas hidrossolúvel e lipossolúvel, dependendo do método de extração e dos processos subseqüentes de preparação para chegar a diluições, suspensões, misturas, emulsões e pós. A forma lipossolúvel, a bixina é obtida amolecendo as sementes com vapor e extraindo o pericarpo com etanol, um hidrocarboneto clorado ou óleo vegetal. A bixina pode ser cristalizada e oferecida em forma de pó cristalina com concentração de 28 a 90%. A bixina é um carotenóide e está presente nas sementes entre 70 a 80%. O valor comercial do urucum está diretamente relacionado com seu teor de bixina. Considera-se como comercialmente satisfatório um teor de bixina de 2,5%.
A norbixina é hidrossolúvel e é tecnicamente possível obter soluções contendo mais de 5% dela. Na prática, 2,5% é o máximo de concentração que se obtém, sendo as soluções ao redor de 1%, as mais freqüentemente encontradas. As soluções de norbixina podem ser spray-dryed, obtendo-se assim um pó fino: a concentração de norbixina nesses pós pode ser de até 15%.
Obviamente, é a aplicação que irá determinar qual é a forma de urucum – bixina ou norbixina- mais indicada, sendo que a solubilidade é um dos determinantes principais.
Ao contrário de vários corantes sintéticos, o urucum não é carcinogênico. Possui um longo passado de aplicações diversas nas medicinas regionais de todos os países onde é encontrado.
Investigações realizadas na Holanda sobre a toxicidade do urucum, com experiência em ratos, camundongos e suínos, comprovam que o pigmento não apresenta toxicidade, podendo ser empregado para colorir manteigas, margarinas, queijos e outros alimentos processados. Uma ingestão diária temporária de 1,25 mg/kg de massa corpórea para extratos de urucum foi permitida pela FAO/OMS desde 1970. Os pigmentos são satisfatoriamente metabolizados.
Como alguns países do mundo não permitem o uso de corantes artificiais em produtos alimentícios, o urucum acaba sendo cada vez mais procurado no mercado internacional. É permitido em todos os países do mundo. Por causa das restrições aos corantes sintéticos, o urucum aparece como alternativa para as indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética.
Existem diversas aplicações para o urucum, algumas mais tradicionais e outras menos conhecidas.
Queijo processado – O urucum é comumente usado em vários queijos, queijos fundidos e molhos a base de queijo. Os corantes hidrossolúveis são os mais usados para coloração de queijo prato e cheddar, por exemplo. O urucum dá uma tonalidade amarela-alaranjada e ajustes de cor podem ser obtidos combinando urucum com outros corantes naturais. Também pode ser usado somente na coloração da crosta.
Margarinas e similares (cremes ou halvarinas), gorduras vegetais e óleos – Uma bela tonalidade de manteiga da fazenda pode ser dada às margarinas, gorduras vegetais e óleos de cozinha com o uso de urucum. Usa-se bixina (lipossolúvel). Se necessário, pode-se fazer um blend de custo convidativo adicionando vitamina A. Novamente, ajustes de tonalidade podem ser obtidos com a adição de um outro corante natural.
Laticínios – Uma grande variedade de laticínios, incluindo iogurtes, sorvetes ou manteigas pode ser colorida com urucum.
Cereais – O urucum na forma hidrossolúvel pode ser usado na fabricação de cereais fabricados por extrusão. Dependendo do processo, pode-se conseguir tonalidades variando do amarelo-laranja até um marrom dourado. O corante pode ser incorporado na matéria-prima, injetado como corante líquido na própria receita ou adicionado como revestimento por spray.
Snacks – Salgadinhos a base de queijo, produzidos por extrusão ou não, podem ser coloridos com corante lipossolúvel (bixina). A quantidade usada varia dependendo da intensidade da cor desejada, podendo-se obter tonalidades que lembram desde a manteiga até um belo cheddar. Um método típico de aplicação consiste em misturar o corante com óleo e queijo em pó, obtendo-se uma pasta que será vaporizada sobre os salgadinhos, ou derramado neles.
Massas – Sejam elas frescas, secas ou caseiras, o urucum é indispensável para conferir ao produto final a coloração amarelada que o consumidor espera encontrar em todo bom produto. Usa-se, normalmente, a alternativa lipossolúvel; pode-se usar também a hidrossolúvel ou o produto em pó, uma forma que trás vantagens substanciais para o processo de produção.
Embutidos – Frios, salames, patês, mortadelas e, particularmente, as salsichas são também aplicações tradicionais para o urucum. Nas salsichas é utilizado o corante líquido hidrossolúvel.
Outras aplicações – Bebidas (refrigerantes, vinhos, licores, sucos, etc), panificação (biscoitos, recheios e coberturas de biscoitos, bolos, pães, etc), rações para animais e aves, condimentos mistos a base de mostarda, balas, sopas em pó, etc.
As restrições de uso de muitos corantes sintéticos e a relativa instabilidade de muitos carotenóides têm levado a um uso crescente do corante urucum, na forma de bixina, norbixina e outros blends, em vários setores processadores de alimentos, e de modo mais acentuado nas indústrias de laticínios. Em 1999, o Brasil sozinho foi o maior produtor mundial de corantes de urucum, com safra de 8-9 mil toneladas.
Páprica
Origem: Nome científico Capsicum annuum L. Família Solanaceae Origem América Latina
Coloração: vermelha ou amarela
Sinônimos: Alemão: Paprika, Espanhol: Paprika, Pimiento dulce, Pimiento morrón, Pimentón, Inglês: Bell pepper, Pod pepper, Sweet pepper
Seu nome deriva de pimenta, causando algumas confusões, sendo chamado pimenta-doce em alguns países. O pó obtido do fruto seco é denominado páprica, que tem origens sérvias, significando pimenta. O termo botânico Capsicum deriva do grego kápsa, caixa, cápsula, numa referência ao formato das frutas. A espécie anuum, vem do termo latino que designa annual, apesar desta periodicidade não ser constante. Partes usadas: frutos. A remoção das sementes e veios resulta num produto menos picante e mais colorido. Doce e aromático, possui espécies picantes.
Os espanhóis foram os primeiros a plantar um tipo de pimentão que origina a páprica. Está muito ligado à cozinha húngara, que produz a melhor páprica do mundo que vai do doce ao picante. Mas quem introduziu a páprica aos espanhóis foram os turcos, que por ironia eram inimigos dos húngaros. Apesar de ser uma especiaria, a páprica tem um teor impressionante de vitamina C. Isto foi descoberto por um cientista húngaro que ganhou o prêmio Nobel por pesquisar o conteúdo de vitamina C da páprica, sendo mais rica do que as frutas cítricas. Os pimentões mais suaves são uma invenção européia, disseminada posteriormente. O princípio picante, a capsaicina, está presente em quantidades ínfimas (0,005%) nas variedades suaves, podendo chegar a 0,1% em espécies mais picantes. O sabor de páprica é devido ao óleo essencial composto por hidrocarbonetos, ácidos graxos e ésteres, além de vitamina C. Sua coloração comum é vermelha ou amarela, podendo assumir cores similares à da berinjela em algumas variedades. Os pimentões moídos e secos que originam a páprica, são utilizados pelo seu sabor compatível com temperos mais fortes e picantes e pela sua intensa coloração. Devido a seu alto conteúdo de açúcar, não deve ser queimado para que não se torne amargo. No golfo Pérsico, uma mistura aromática e picante de temperos chamada baharat utiliza a páprica como ingrediente. O maior consumo na Europa é na Hungria e nos Bálcãs, tendo sido introduzido provavelmente pelos árabes que encontraram pimentões em colônias portuguesas na Ásia, trazidos do Brasil. Mais tarde foi desenvolvida uma espécie húngara com moderada picância, consumida fresca, em conserva ou como condimento de mesa. O prato húngaro mais conhecido mundialmente, o Goulash, um tipo de caldo grosso feito de carne e algumas variações de vegetais, como batatas, cenouras e páprica, frita rapidamente em um refogado de cebolas e toucinho de porco. Existem ainda alguns pratos temperados de vegetais e cozidos que utilizam a páprica em suas receitas. Os pimentões mais suaves são uma invenção européia, disseminada posteriormente. Por serem ocos, os pimentões são perfeitos para serem servidos recheados. São ótimos em saladas, servidas com frango, ovos, arroz, atum, presunto ou carne de coelho. Antes do uso, as sementes e as membranas fibrosas devem ser removidas. Normalmente são usados em páprica, em conserva e outros produtos derivados.
AS QUINONAS:
Os três pigmentos desse grupo são os ácidos carmínico, quérmesico e lacaico cuja cor é o vermelho vivo.
Carmim
Origem: Doetilopius coccus
Coloração: laranja ao vermelho.
O Carmim tem uma ampla faixa de tonalidades vermelhas substituindo os corantes sintéticos em especial a eritrosina.
O inseto do qual é obtido é o Doetilopius coccus, este inseto vive no cacto Nopalea coccineccifera, comumente chamado cochonilha. Esta teve sua origem no México, América Central e peru. O carmim consumido no Brasil é praticamente proveniente do Peru.
O carmim é completamente estável à luz, muito estável ao calor e a presença de agentes oxidantes, sua estabilidade ao pH se dá na faixa de 2,2 a 8,0 e sua cor varia segundo o pH do laranja ao vermelho.
Estudos em ratos demonstraram que não houve efeitos sobre o desenvolvimento do embrião em ratas grávidas, ou incidência de tumores em ratos tratados com carmim, foi relatado só um choque anafilático em presença de carmim.
Existem diferentes tipos de extração: processo alemão, inglês, chinês, francês, Moreno, Napier etc. todos ocorrem por extração hidro-alcoólica. O carmim é utilizado em alimentos como bebidas, sorvetes, iogurtes, cerejas em calda, bolos, bebidas lácteas em pó e massas com vegetais entre outros.
OUTROS CORANTES:
Betalaínas
Origem: plantas.
Coloração: vermelha e amarela.
São encontradas em plantas e apresentam comportamentos e aparência semelhantes às antocianinas. Podem ser extraídas facilmente com água de vegetais da ordem Centrospermeae, a qual pertence a beterraba (Beta vulgaris). São conhecidas aproximadamente setenta betalaínas (todas com mesma estrutura fundamental) 1,7 heptamelina. Das setenta conhecidas, 50 são [pigmentos vermelhos denominados betacianinas e 20 são pigmentos amarelos, as betaxantinas].
Das betacianinas, 75 a 95% consistem em betaninas e pequenas quantidades de isobetaninas e prebetaninas, além de dois pigmentos amarelos denominados vulgaxantina I e vulgaxantina II.
A beterraba é uma ótima fonte de pigmentos e pode conter valores superiores a 200 mg de betacianina por 100g do vegetal fresco, o que representa conteúdo de sólidos solúveis superior a 2%.
A betanina, pigmento de coloração intensa, apresenta maior poder tintorial que alguns corantes sintéticos. A estabilidade da betanina depende do pH (excelente estabilidade entre pH 4 e 5 e razoável entre pH 3 e 4 e pH 5 e 7) é instável em presença de luz e oxigênio, sendo destruída quando submetida a altas temperaturas. A termoestabilidade é maior entre pH 4 e 5 e a estabilidade da cor ocorre melhor entre pH 4 e 6. A atividade de água afeta significativamente a sua estabilidade. O suco de beterraba em pó estocado é muito estável, mesmo em presença de oxigênio.
Cúrcuma
Origem: extraído da raiz da Curcumã longa, planta nativa da Índia e sul da África.
Coloração: amarelo-laranja.
A curcumina é o principal corante presente nos rizomas da cúrcuma (Curcumã longa), também chamado açafrão das Índias. Além de ser utilizada como corante e condimento apresenta substâncias antioxidantes e antimicrobianas, que lhe conferem a possibilidade de emprego nas áreas de cosméticos, têxtil, medicinal e de alimentos.
A cúrcuma contém três componentes amarelos, a curcumina (CC) e seus dois derivados demetoxilados, a demetoxi-curcumina (DMC) e a bis-demetoxi-curcumina (BDMC). Os pigmentos da cúrcuma apresentam 50 a 60 % de CC, 20 a 30% de DMC e 7 a 20% de BDMC.Os três componentes apresentam espectro de absorção máxima na faixa de 420 a 425nm, o que justifica a prática usual de se expressar a cor total como curcumina.
A cúrcuma é cultivada em vários países tropicais incluindo a Índia, a China, o Paquistão, o Peru e o Haiti. O seu rizoma é comercializado desidratado, geralmente reduzido a pó fino, sendo muito empregado como condimento devido a seu aroma característico. O pó, genericamente chamado de cúrcuma, é cristalino, pouco solúvel em água e solúvel em etanol.
Três tipos de extratos são comumente obtidos a partir do rizoma da cúrcuma, o óleo essencial, a óleo-resina e a curcumina. A distinção entre os três componentes da cúrcuma ocorre pela cor e pelo aroma. Óleo-resina é o extrato mais comumente produzido e contém os componentes do aroma e da cor na mesma proporção que o condimento. É obtido por extração com solvente em processo idêntico ao usado para outros óleo-resinas de condimentos. O extrato de curcumina contém o responsável pelo poder corante e apresenta poucos componentes aromatizantes de cúrcuma. É produzido por cristalização do óleo-resina e apresenta níveis de pureza em torno de 95%.
A curcumina pura não é ideal para a aplicação direta em alimentos, devido a sua insolubilidade em água e a necessidade de converte-la em forma adequada para uso. É comum misturar a curcumina com solventes e emulsificantes de grau alimentício. Também se pode encontrar suspensões de curcumina em óleo vegetal.
A curcumina dispersa em meio aquoso apresenta cor amarelo limão em meio ácido e laranja em meio básico, é estável ao aquecimento, sensível a luz e a pH alcalino. (fator limitante no seu emprego em alimentos).
A cúrcuma apresenta maior aplicação na coloração de picles e como ingrediente em molhos de mostarda. É usada também sozinha ou em combinação com outros corantes como o urucum, em condimentos, sobremesas, sorvetes, iogurtes, snacks, temperos, cereais, margarinas, produtos lácteos e óleos.
Caramelos
Origem: várias fontes de carboidratos, é mais usado o xarope de milho
Coloração: caramelo.
Corante derivado do processamento de carboidratos é o mais utilizado de todos os corantes alimentícios.
A cor caramelo pode ser produzida a partir de uma variedade de fontes de carboidratos, mas habitualmente, é usado o xarope de milho. O amido de milho é primeiramente hidrolisado com ácido até um DE de 8 a 9; segue uma nova hidrólise com α-amilase até um DE de 12 a 14; depois com amiliglicosidase até um DE de 90 a 95. Dois grandes tipos de caramelos são produzidos. O caramelo eletropositivo ou positivo, que é feito com amônia, e o caramelo eletronegativo ou negativo, feito com sais de amônio.
A composição e poder corante do caramelo dependem do tipo de matéria prima e do processo utilizado, tanto reações do tipo Maillard quanto reações de pura caramelização são envolvidas e o produto comercializado é de composição bastante complexa. Os caramelos podem conter compostos corantes de alto baixo peso molecular, bem como uma variedade de componentes voláteis.
Outros corantes naturais que merecem ser mencionados são: a riboflavina (vitamina B2), que dá uma cor amarelo claro, o carvão vegetal medicinal (Carbo medicinalis) para a cor preta, o dióxido de titânio que dá uma coloração esbranquiçada e uma aparência mais opaca e gluconato ferroso, utilizado somente em olivas pretas.
CORANTES SINTÉTICOS ARTIFICIAIS
A primeira síntese, acompanhada do esclarecimento da constituição do corante, foi a da alizarina (1,2-diidroxiantraquinona), a partir da 1,2-dibromoantraquinona, realizada em 1868, pelos químicos alemães Karl Graebe e Karl Liebermann. Daí em diante, outros mecanismos de síntese foram desenvolvidos, aumentando cada vez mais a gama dos corantes sintéticos conhecidos. Em 1956, quando se comemorava o centenário da descoberta da malva, foi apresentado o primeiro corante reativo, isto é, que reage quimicamente com a fibra celulósica. Mais recentemente, as preocupações com efeitos colaterais decorrentes do uso de corantes sintéticos em alimentos fizeram com que o uso destes passasse a ser severamente controlado e muitos sintéticos foram banidos para uso em alimentos. Do ponto de vista científico, a classificação dos corantes sintéticos pode ser feita quanto ao seu grupamento cromóforo principal ou quanto a suas características tintoriais, já que os corantes podem apresentar os mesmos grupamentos cromóforos principais, mas características de aplicação distintas. Quimicamente, ou seja, de acordo com seu grupo cromóforo principal, encontram-se na comércio cerca de 20 classes diferentes de corantes (azos, nitrosos, xantênicos, antraquinônicos, etc).
Os corantes sintéticos permitidos pela legislação brasileira, seus prós e contras estão representados no quadro abaixo:
CORANTE
ORIGEM
APLICAÇÃO
EFEITOS ADVERSOS
Amarelo Crepúsculo
Sintetizado a partir da tinta do alcatrão de carvão e tintas azóicas
Cereais, balas, caramelos, coberturas, xaropes, laticínios, gomas de mascar.
A tinta azóica, em algumas pessoas, causa alergia, produzindo urticária, angioedema e problemas gástricos.
Azul Brilhante
Sintetizado a partir da tinta do alcatrão de carvão
Laticínios, balas, cereais, queijos, recheios, gelatinas, licores, refrescos.
Pode causar hiperatividade em crianças, eczema e asma. Deve ser evitado por pessoas sensíveis às purinas.
Amaranto ou Vermelho Bordeaux
Sintetizado a partir do alcatrão de carvão
Cereais, balas, laticínios, geléias, gelados, recheios, xaropes, preparados líquidos.
Deve ser evitado por sensíveis à aspirina. Esse corante já causou polêmica sobre sua toxicidade em animais de laboratório, sendo proibido em vários países.
Vermelho Eritrosina
Tinta do alcatrão de carvão
Pós para gelatinas, laticínios, refrescos, geléias.
Pode ser fototóxico. Contém 557mg de iodo por grama de produto. Consumo excessivo pode causar aumento de hormônio tireoidano no sangue em níveis para ocasionar hipertireoidismo.
Indigotina (azul escuro)
Tinta do alcatrão de carvão
Goma de mascar, iogurte, balas, caramelos, pós para refrescos artificiais.
Pode causar náuseas, vômitos, hipertensão e ocasionalmente alergia, com prurido e problemas respiratórios.
Vermelho Ponceau 4R
Tinta do alcatrão de carvão
Frutas em caldas, laticínios, xaropes de bebidas, balas, cereais, refrescos e refrigerantes, sobremesas.
Deve ser evitado por sensíveis à aspirina e asmáticos. Podem causar anemia e aumento da incidência de glomerulonefrite (doença renal).
Amarelo Tartrazina
Tinta do alcatrão de carvão
Laticínios, licores, fermentados, produtos de cereais, frutas, iogurtes.
Reações alérgicas em pessoas sensíveis à aspirina e asmáticos. Recentemente tem-se sugerido que a tartrazina em preparados de frutas causa insônia em crianças. Há relatos de casos de afecção da flora gastrointestinal.
Vermelho 40
Sintetizado quimicamente
Alimentos à base de cereais, balas, laticínios, recheios, sobremesas, xaropes para refrescos, refrigerantes, geléias.
Pode causar hiperatividade em crianças, eczema e dificuldades respiratórias.
CORANTES ARTIFICIAIS IDÊNTICOS AOS NATURAIS
Os corantes orgânicos artificiais idênticos aos naturais são aqueles iguais ao princípio ativo, obtido do corante natural, mas são obtidos por síntese orgânica, através de processos tecnológicos.
Os corantes idênticos aos naturais permitidos pela legislação brasileira são o beta-caroteno, o beta apo-8-carotênico, éster etílico de beta apo-8-carotênico, riboflavina e xantofila. Alguns autores classificam o caramelo obtido através do processo amônia nessa categoria de corantes.
Dentre as aplicações dos corantes artificiais idênticos aos naturais, destaca-se o beta-caroteno, que dá cor a margarinas e o caramelo (processo amônia) que tem grande aplicação em indústrias de cerveja, refrigerantes e bebidas em geral.
PORCENTAGEM DE USO DE CORANTES NO MUNDO
BIBLIOGRAFIA
SIMÃO, Antonia Mattos. Aditivos para alimentos sob aspecto toxicológico.são Paulo: Nobel, 1985.
Corantes: tendência acentuada a favor dos naturais. Revista Aditivos Ingredientes. Novembro/dezembro, 2000 – n.11. Editora Insumos. São Paulo, SP.
Corantes naturais: várias tonalidades, várias aplicações. Equipe técnica Chr. Hansen. Revista Engenharia de Alimentos. Julho, 1997 – n. 14. Editora RPA. São Paulo, SP.
A utilização de corantes em bebidas lácteas, na dieta de crianças. PINTO, Marcelo Monteiro. Revista Higiene Alimentar. Janeiro/fevereiro, 2003 – volume 17- n.104/105. São Paulo, SP.
Corantes alimentícios. CONSTANT, Patrícia B. Lessa, STRINGHETA, Paulo c. & SANDI, Délcio. Boletim do Centro de Pesquisa e Processamento de Alimentos – CEPPA. Julho/dezembro, 2002 – volume 20 – n.2. Curitiba, PR.
Corantes artificiais em alimentos não industrializados. TOLEDO, M. Cecília & BENTO, Fernando M. – Faculdade de Engenharia de Alimentos, UNICAMP, Campinas, SP. Revista Higiene Alimentar – volume 8, n. 33, setembro 1994.
SALINAS, Rolando D. . Alimentos e Nutrição – introdução à bromatologia. Artmed Editora, 2002. Porto Alegre, RS
Tags: Corantes
P E R D Ã O
P E R D Ã O
Definição: Remissão de uma falta, ofensa, ou divida. Remissão de pena. (Indulto).
Meio de graça através do qual o pecador arrependido tem as suas faltas perdoadas mediante os méritos de Cristo.
Abandono de ressentimento e de desejo de vingança
em relação a um ofensor.
|
O perdão, sendo uma das bem-aventuranças do Evangelho (Rm 4.7), é-nos concedido através da justiça de Cristo (1 Jo 1.9).
Rm 4.7 Bem aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.
1 Jo 1.9 Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoas os pecados e nos purificar de toda injustiça.
Nem sempre, porém, o perdão, livra o ofensor das conseqüências sociais e domés-ticas de sua ofensa. Haja vista o caso do rei Davi. Embora prontamente perdoado, teve de arcar com as conseqüências de seu crime. A dívida do rei para com Deus foi de imediato quitada. Mas para com a sociedade, a questão era outra. Exigia pública reparação. (Há casos que devem ser trazidos ao conhecimento geral)
I= O PERDÃO QUE DEUS DÁ AO QUE PECA CONTRA ELE É DE VÁRIOS MODOS REPRESENTADO
1. O pecado é coberto; (Sl 32.1 “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto”, e Sl 85.2 “Perdoaste a iniquidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos”.
[Coberto = O crente é escondido ou revestido pela justiça de Cristo; isto é a expiação]
-
Não é atribuído; (Sl 32.2 “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo”.
-
É apagado; (Is 43.25 “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro”.
-
Não há mais lembrança dele; (Is 43.25 (acima) e Hb 8.12 Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei”.
-
O perdão é um ato de livre graça; (Sl 51.1 Compadece-te de mim ó Deus, segun-do a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões);
-
Um ponto de justiça, em conformidade com os divinos desígnios, confessando nós que somos pecadores; (1 Jo 1.9 Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça);
-
Um ato perfeito da misericórdia de Deus; (Sl 103. 2,3 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefício. (v.3) Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara as tuas enfermidades; e 1 Jo 1.7 Se, porem, andarmos na luz como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado).
-
O ato de perdoar é decisivo, e nunca será revogado; (Mq 7.9 Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra Ele, até que julgue a minha causa e execute o meu direito; Ele me tirará para a luz, e eu verei a Sua justiça).
Só Deus é que pode perdoar os nossos pecados, embora o ser humano possa declarar que Ele está sempre pronto a usar da Sua misericórdia para conosco.
|
1. O Perdão está com o Senhor: Sl 130. 4 = Contigo, porem, está o perdão, para que te temam.
N.Hom: O perdão divino existe para os que se arrependem e o pedem.
É a salvação que Jesus Cristo ganhou para nós.
2. Ao Senhor pertence o perdão: Dn 9. 9 = Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra Ele.
N.Hom: O pecado, seguido pelo senso de iniquidade, é da própria natureza humana, assim como a misericórdia e a graça são revelações da natureza divina. Deus é amor.
(1 Jo 4.8 = Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.)
|
-
O perdão não pode ser comprado com quaisquer riquezas; (Pv 11.4 As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte);
-
O perdão não pode ser alcançado pelas nossas obras, pois de graça somos salvos pela fé; (Rm 11.6 E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça, e Ef 2.8,9 Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus).
-
Para que o perdão seja completo, o ofensor deve confessar-se arrependido, dispondo-se a reparar a falta cometida. O resultado do “perdão” é o restabeleci-mento da amizade entre as partes. Deus perdoa os nossos pecados porque Jesus pagou por eles; (Cl 1.14 (BLH) … comprou a nossa liberdade com o Seu sangue e nos perdoou todos os nossos pecados. e Cl 3.13 Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai-vos).
-
E Deus nos perdoa à medida que nós perdoamos os que nos ofendem;
(Mt 6. 12 … e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado
aos nossos devedores).
Conclusão:
-
“perdão” humano deve ser estritamente análogo (semelhante) ao “perdão” divino (Mt 6.12).
-
Mt 6.12 … e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores…
-
Se certas condições são cumpridas, não há limitação à lei de Cristo sobre o “perdão” (Mt 18.21,22 = Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? (v.22) Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete).
-
As condições são arrependimento e confissão: (Mt 18.15-17 e Lc 17.3).
Mt 18.15-17 Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüílo entre ti te ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. (v.16) Se, porem, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. (v.17) E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.
Lc 17.3 Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender , perdoa-lhe.
Pelo Pr. Paulo Ludwig Batista
Camboriú / SC.
Tags: P E R D Ã O
“Paulo X Jesus, a lei X graça”.
“Paulo X Jesus, a lei X graça”.
EXPLICANDO A PALAVRA: “Paulo X Jesus, a lei X graça”.
Dentre os mais variados temas debatidos entre os teólogos o que mais me intriga é a questão da lei e da graça. Já ouvi muitas explicações e pregações a respeito deste tema, porém nunca fiquei convencido entre o que os teólogos e os pastores pregam e o que a bíblia diz.
Dentro do cristianismo se prega que estamos no tempo da graça e que a lei de Deus foi abolida, em raríssimas exceções vemos alguém contrário a essa opinião.
Jesus disse que não veio para abolir a lei e nem os profetas, sabemos que seus discípulos eram judeus e em tudo procuravam seguir as ordens de seu mestre, em obedecer à lei e guardar tradição da religião judaica.
Os grandes debates surgiram nas cartas de Paulo, muitas igrejas colocam Paulo acima de Cristo, para alguns cristãos, o que Paulo diz é mais importante do que Jesus ensinou. O paulinismo é uma doutrina romana cheia de dualismos, uma hora é uma coisa e outra hora é outra coisa.
Mas afinal de contas, quem é mais importante? Jesus ou Paulo?
Tenho certeza que a resposta imediata seria Jesus, mas então porque muitas vezes as cartas de Paulo são mais importantes do que o evangelho?
Ora, esse dualismo com certeza não é bíblico, pois Paulo jamais foi contra aquilo que Jesus ensinou. Um discípulo ou um apostolo nunca pode ir contra o seu mestre, os discípulos de Jesus são é um grande exemplo, pois nunca pregaram e nem ensinaram contrario aquilo que aprenderam com Jesus.
Então quem está errado nesta historia?
O problema está na interpretação e no contexto pelo qual as pessoas entendem Jesus e querem compreender as cartas Paulinas. Tanto Jesus e quanto Paulo JAMAIS FUNDARAM uma nova religião, ambos eram judeus e zelosos pela a lei.
Eu vejo que o grande problema do cristão com a lei em modo geral é na questão do sábado e da carne de porco, porém esquecem que estes são apenas dois mandamentos dos 613 encontrados na bíblia.
Muitas igrejas ensinam ERRONEAMENTE que a lei foi abolida e que estamos no tempo da graça.
Viver de qualquer jeito não é viver na graça, me desculpe à expressão, mas viver da forma que estes vivem é viver na desgraça. A lei não foi feita para o justo, pois este já anda em obediência, a lei foi feita para condenar o injusto, pois este não sabe o quão bom é caminhar e trilhar os caminhos da justiça de Deus.
No pensamento bíblico lei e graça é quase a mesma coisa, assim como amor e justiça. Deus justifica o homem por amor, somente o amor é o motivo pela qual D’us deu a graça e quer que o homem caminhe em obediência através da lei.
Ninguém é obrigado a guardar a lei, quem guarda a lei deve fazer isso por amor e não por obrigação. Tudo o que fazemos temos que fazer em louvor a Deus, quer comamos, quer bebamos ou fazemos qualquer outra coisa, fazemos para a gloria de Deus.
Se a graça tivesse anulado a lei, então quem vive pela graça pode matar, mentir, adulterar, prostituir, invejar, ter ídolos, desonrar pai e mãe, roubar etc.
É muito contraditório o crente pensar que a lei foi abolida e não fazer essas coisas. Viver pela graça é acima de tudo viver em obediência a palavra de Deus.
Outro argumento apresentado por alguns cristãos é que Jesus RESUMIU a lei em amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo, estes pobres ignorantes não sabem que este é um mandamento antigo e que Jesus não disse nenhuma novidade em pronunciar estas palavras, ele apenas confirmou aquilo que já estava escrito na torá.
Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. (Devarim/deuteronômio 6:5)…
Mas amarás o teu próximo, como a ti mesmo. (Vaycrá/Levitico 19:18).
O fato de Jesus resumir a lei nestes dois pontos não anula a lei, ele apenas resumiu. Quando fazemos um resumo de um livro, o nosso resumo é mais importante do que o próprio livro?
Jesus sintetizou a lei nestes dois pontos, a essência da lei é o amor, não adianta nada a pessoa guarda a lei e não amar o próximo, pois quem pode dizer que ama a D’us a quem não vê e não ama o seu próximo a quem vê? Este é mentiroso!
Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. (João 5:2-3).
Uma prova cabal de que amamos a Deus é quando guardamos os seus mandamentos, e os mandamentos de Deus não são pesados, porque a essência da lei é o amor. O contrario também é uma verdade, que não ama a Deus não guarda seus mandamentos. Mais quais mandamentos que os apostolo João estava se referindo? Claro e evidente que são os mandamentos do chamado e conhecido velho testamento, pois o novo testamento ainda não havia sido escrito.
Toda a Escritura, divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça. (I Timóteo 3:16).
Os apóstolos não eram contra a lei de Moisés, tão pouco faziam dualismos entre velho e novo testamento. O apostolo Paulo quando escreve a Timóteo diz que toda a escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, corrigir e instruir o homem no caminho da lei da justiça.
Agora vem a velha pergunta, se a lei não foi abolida um gentio deve viver como um judeu?
A resposta é não! Um gentio não tem a obrigação de viver como um judeu, pois existem mandamentos próprios para judeu diferentes de mandamentos para gentio, assim como existem mandamentos para mulheres e crianças que não servem para ser aplicados aos homens.
Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; e estará o meu concerto na vossa carne por concerto perpétuo. (Bereshit/Gênesis 17:13)
A circuncisão é um mandamento perpetuo e exclusivo para judeus, este é uma marca entre Deus e os filhos de Abraão segundo a carne. Todo homem judeu tem que ser circuncidado no oitavo dia depois de seu nascimento. Lembrando que perpetuo que dizer para sempre.
Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, de entre os gentios, que se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue. (Atos 15:19 -20).
As leis básicas para um gentio convertido são relatadas pelo o apostolo Tiago no concilio de Jerusalém. Portanto o gentio não tem obrigação de guardar a lei que é imposta para o judeu, também esse não é um argumento para dizer que a lei foi abolida. O gentio crente ao Deus de Israel desfruta da mesma seiva que os filhos de Abraão, ou seja, das mesmas bênçãos.
Pode um gentio guardar a leis judaicas?
Sim, principalmente porque atrás de cada mandamento existe uma promessa e uma bênção, quando um gentio obedece a torá e observa à lei ele se torna um com a casa de Israel.
DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. (Romanos 11:1)
A teologia da substituição é uma balela, a igreja gentílica não substitui Israel, pois o povo de Deus nunca deixou de ser um povo eleito. A igreja foi enxertada na oliveira de Israel por isso compartilha das mesmas promessas.
Porque, verdadeiramente, contra o teu santo Filho, Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel. (atos 4:27)
Gentios e judeus conspiraram contra Jesus, ele foi entregue pelo os judeus e executado pelos gentios. Os judeus são acusados pelos gentios de matar Jesus, isso não é verdade!
Eu fugi um pouco do contexto, mas creio que foi bom mencionar estes versículos que hora são dirigidos de forma errada pelas mesmas pessoas que são contra a lei de Deus.
Voltando ao assunto…
E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. (Romanos 7:12)
O apostolo Paulo nunca, jamais e em tempo algum foi contra a lei de Deus dada por Moisés no monte Sinai.
Muitas pessoas pegam versículos isolados e até mesmo textos inteiros sem contexto sobre Paulo debatendo sobre a lei e justificam suas doutrinas em cima do que o apostolo nunca falou.
Jesus, os discípulos e Paulo eram todos judeus e zelosos pela a lei de Deus revelada aos homens através de Moisés.
Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usar legitimamente; Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, Para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina. (1 Timóteo 1:8-10).
Amados, o dizimo é bênção, guardar o sábado é bênção, honrar pai e mãe é bênção, dizer e viver pela a verdade e bênção, servi a um e único D’us é bênção, seguir as leis alimentares de levitico 11 é bênção, amar o próximo é bênção – a lei de D’us é bênção para todos aqueles que guardam com amor!
Tags: "Paulo X Jesus, a lei X graça"., lei X graça
Os Discípulos não mudaram de Religião.
por Diego Yo’ets em Qua 17 Nov 2010, 3:23 pm
Nova Aliança: Yeshua e Seus discípulos não mudam de religião e a Torah continua!
“Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo..” (Mateus 5:17 – BLH)
Que pensam da Nova Aliança?
A maioria dirá: É o Novo Testamento, tendo Yeshua como o centro, livre das leis e de costumes ou tradições que nos liguem ao judaísmo. O cristianismo nominal, com sua teologia estruturada em Roma, se considera hoje como os legítimos representantes da Igreja, ficando Israel totalmente descartado como povo de D-us.
Que vem a ser a Antiga Aliança?
É um pacto proposto pelo Eterno com seu povo, que o tirou do Egito, para lhe ser propriedade particular. D-us não fez aliança com nenhum outro povo da Terra, mas mediante condições, abriu-lhes espaço para poderem unir-se ao Seu povo, tomando assim parte nas promessas da aliança.
“Porque eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso D’us, e para que sejais santos; porque eu sou santo.” (Lv 11:45)
“E eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso D’us; e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso D’us, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios.” (Ex 6:7).
“Ele declarou-vos a sua aliança, que vos ordenou que guardásseis, isto é, os dez mandamentos; e os escreveu em duas tábuas de pedra.” (Dt 4:13).
A Resposta do Povo de Israel:
Êxodo 24:7 E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos.” (Ex 24:7)
Mais tarde, o povo diz a Josué: “Josué 24:24 Disse o povo a Josué: Ao SENHOR, nosso D’us, serviremos e obedeceremos à sua voz. (Js 24:24).
De onde veio esta aliança?
Esta aliança foi originalmente feita com o nosso pai Abraão. O Eterno, cumpriria Sua promessa aos patriarcas de dar-lhes a terra de Canaã e de fazer de sua descendência uma grande nação sobre a terra. Por meio de sua descendência, todas as demais nações seriam abençoadas. {#Gn 17.1-8; 28.13-15},
Gênesis 17:1-8:
“1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o D’us Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.
2 Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente.
3. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e D’us lhe falou:
4. Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações.
5 Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí.
6 Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti.
7 Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu D’us e da tua descendência.
8 Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu D’us.
Em Abraão, as nações seriam abençoadas.
Gênesis 28:14:
” A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra.”
“Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que D’us estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência, serão abençoadas todas as nações da terra.” (At 3:25).
Gênesis 12:1-3:
“1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Por que D-us escolheu a Israel?
Por causa de Seu amor, do compromisso assumido com os patriarcas e pela maldade das nações:
“Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu D’us; o SENHOR, teu D’us, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. 7 Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, 8 mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito.” (Dt 7:6-
“Não é por causa da tua justiça, nem pela retitude do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela maldade destas nações o SENHOR, teu D’us, as lança de diante de ti; e para confirmar a palavra que o SENHOR, teu D’us, jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.” (Dt 9:5).
“Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Js 24:15)
“Não farás aliança nenhuma com eles, nem com os seus deuses. 33 Eles não habitarão na tua terra, para que te não façam pecar contra mim; se servires aos seus deuses, isso te será cilada.” (Ex 23:32, 33).
Uma Nova Aliança!
Diante da indiferença de Seu povo, que promessa fez o Eterno e com quem?
1. Jeremias 31:31-34:
“Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR.
33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu D’us, e eles serão o meu povo.
34. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.
33 Farei com que internalizem Minha Torá em todo o seu ser e a gravarei em seu coração; serei seu D’us e eles serão meu povo. (…) 34 Pois perdoarei sua iniqüidade e não mais lembrarei seu pecado.” (Texto das versões Almeida RA e Bíblia Hebraica).
Detalhes:
1. Aliança diferente da feita no Sinai;
2. Renovada com Israel e Judá;
3. Com as leis, escritas no coração;
4. Serei seu D’us, eles Meu povo;
5. Todos conhecerão a Adonay e
6. Traria perdão dos seus pecados.
2. Ezequiel 36:24-28:
“Tomar-vos-ei de entre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra.
25 ¶ Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.
26 Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.
27 Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.
28. Habitareis na terra que eu dei a vossos pais; vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso D’us.
Ezequiel 11:19, 20: Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu D’us.
“Porei em vós o Meu espírito, e farei com que saibais seguir Meus estatutos e cumprir Meus juízos.” (Ez 36:27 – Bíblia Hebraica)
Detalhes:
1. Congregá-los-ia em sua terra;
2. Os purificaria de seus pecados;
3. Dar-lhes-ia coração de carne;
4. Dar-lhes-ia o Seu Espírito;
5. Os faria guardar a Torah e
6. Disse-lhes: “Sereis Meu povo e serei vosso D’us”..
3. Joel 2:28, 29:
28 E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões;
28. até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.
Detalhes:
1. Dar ao povo o dom do Espírito Santo;
2. Todos seriam mensageiros.
Yeshua é mediador desta aliança:
Hebreus 12:24 e a Yeshua, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.
Lucas 22:20 Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.
Hebreus 9:15 ¶ Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.
Como começou a Nova Aliança?
Abandonaram os judeus crentes em Yeshua suas sinagogas, a lei, o templo, a liturgia e os seus costumes?
João, o batista, foi o precursor da primeira vinda do Mashiah. Ele foi a ponte entre a antiga e a nova aliança. Veio anunciando o arrependimento (teshuvah) e a remissão dos pecados dos israelitas, por meio da tevilah (batismo), apresentando-lhes Yeshua como o Messias, o cordeiro de D-us que tirava o pecado do mundo. Os israelitas que recebiam sua palavra, não deixavam o judaísmo e nem de frequentar as sinagogas ou o templo, como veremos mais adiante.
Pela teshuvah (retorno, arrependimento) e tevilah (imersão, batismo), vinha o perdão:
Marcos 1:4 Apareceu João batizando no deserto e pregando o batismo de arrependimento, para remissão de pecados.
E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque, depois de haver dito: 16 Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos, acrescenta: 17 E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades. (Hebreus 10:15-17).
Para os judeus em geral, aqueles israelitas que seguiam a João e mais tarde, a Yeshua, formavam apenas uma seita entre as demais.
Eram chamados os do “caminho”. Receberam também o nome grego de ecclesia, (hb. Kehilat), ou igreja. O distanciamento da kehilat de D-us, da lei (Torah), dos costumes e liturgia do povo israelita e de frequentarem as sinagogas, foi resultado da apostasia que começou a se implantar com a morte dos apóstolos e que teve seu auge no IV século, quando parte dela se uniu ao Estado romano, sob o imperador Constantino.
Note que os profetas citados mencionaram pontos que seriam presentes nos que aceitassem a Nova Aliança.
Veja este: “Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ez 36:27)
“Porei em vós o Meu espírito, e farei com que saibais seguir Meus estatutos e cumprir Meus juízos.” (Ez 36:27 – Bíblia Hebraica)
E mais: “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu D’us, e eles serão o meu povo.” (Jr 31:33)
Como pode alguém pretender que na Nova Aliança e na Igreja, já não haja mais espaço para as leis do Eterno? A conclusão a que chegamos é que estas organizações, nada tem a ver com a Nova Aliança do Eterno, com Yeshua ou com Sua amada Igreja.
Os membros da Kehilah de D’us, aliançados com Yeshua, além de ter o Espírito Santo e a circuncisão do coração, têm a lei impressa nas mentes, nos corações e andam nos estatutos; guardam e observam os juízos do Eterno, que são itens deste concerto.
“Deuteronômio 30:6 O SENHOR, teu D’us, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o SENHOR, teu D’us, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas.
Romanos 2:29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de D’us.
Colossenses 2:11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de HaMashiach.
Yeshua e os apóstolos frequentavam o templo e as sinagogas
Esta é uma grande prova de que a Kehilah de D-us, a congregação dos israelitas que abraçaram a Yeshua e a Nova Aliança, não mudaram de religião nem deixaram a Torah e o judaísmo:
Yeshua no templo:
“Marcos 12:35 E, falando Yeshua, dizia, ensinando no templo: Como dizem os escribas que o HaMashiach é Filho de Davi?
Marcos 14:49 Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para que as Escrituras se cumpram.
Lucas 19:47 E todos os dias ensinava no templo…
Lucas 21:37 E, de dia, ensinava no templo e, à noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras.
Lucas 24:53 E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a D’us. Amém!
João 7:28 Clamava, pois, Yeshua no templo, ensinando e dizendo:…
João 10:23 E Yeshua passeava no templo, no alpendre de Salomão.
Apóstolos e irmãos no templo:
Atos 2:46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração.
Atos 3:1 1 ¶ Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.
Atos 5:21 E, ouvindo eles isto, entraram de manhã cedo no templo e ensinavam…
Atos 5:25 E, chegando um, anunciou-lhes, dizendo: Eis que os homens que encerrastes na prisão estão no templo e ensinam ao povo.
Atos 5:42 E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Yeshua HaMashiach.
Atos 21:26 Então, Paulo, tomando consigo aqueles varões, entrou, no dia seguinte, no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer em favor de cada um deles a oferta.
Yeshua nas sinagogas:
Mateus 13:54 E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga, de sorte que se maravilhavam e diziam: Donde veio a este a sabedoria e estas maravilhas?
Marcos 1:21 Entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.
Lucas 4:16 E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler.
Lucas 8:41 E eis que chegou um varão de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Yeshua, rogava-lhe que entrasse em sua casa;
João 6:59 Ele disse essas coisas na sinagoga, ensinando em Cafarnaum.
João 18:20 Yeshua lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se ajuntam, e nada disse em oculto.
Mateus 4:23 E percorria Yeshua toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino,
Lucas 4:15 E ensinava nas suas sinagogas e por todos era louvado.
Lucas 4:44 E pregava nas sinagogas da Galiléia.
Os apóstolos e irmãos nas sinagogas
Paulo foi designado por D-us para ser apóstolo do gentios, todavia, considerando que a mensagem deveria ser primeiramente anunciada aos israelitas e seu livre trânsito e familiaridade com eles, sempre que chegava em qualquer cidade, procurava a sinagoga.
Atos 13:14 E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se.
Atos 13:15 E, depois da lição da Lei e dos Profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: Varões irmãos, se tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai.
Atos 13:42 E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.
Atos 13:43 E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé, os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de D’us.
Atos 14:1 E aconteceu que, em Icônio, entraram juntos na sinagoga dos judeus e falaram de tal modo, que creu uma grande multidão, não só de judeus, mas também de gregos.
Atos 17:1 E, passando por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.
Atos 17:10 E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.
Atos 17:17 De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos e, todos os dias, na praça, com os que se apresentavam.
Atos 18:4 E todos os sábados disputava na sinagoga e convencia a judeus e gregos.
Atos 18:19 E chegou a Éfeso e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus.
Atos 18:26 Ele começou a falar ousadamente na sinagoga. Quando o ouviram Priscila e Áqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais pontualmente o caminho de D’us.
Pergunta: Que estavam fazendo Priscila e Áquila naquela sinagoga? Se o casal tivesse mudado de religiâo, seria normal regressar na sinagoga?
Atos 19:8 E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de D’us.
Atos 9:20 E logo, nas sinagogas, pregava a Yeshua, que este era o Filho de D’us.
Atos 13:5 E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de D’us nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.
A Igreja também era vista como uma sinagoga: “Se, portanto, entrar na vossa sinagoga algum homem…” (Tg 2:2).
Pergunta: Por que Paulo e os demais discípulos seguiam visitando as sinagogas? Somente para pregar a Nova Aliança? Como eles se sentiam na sinagoga? Se alguém muda de religião, continua visitando a anterior?
ALIANÇA – Definição
Acordo que D’us, por causa do seu amor {#Dt 7.8-9}, fez com o seu povo. Essa aliança (trato, pacto, contrato, concerto-RC) consiste no seguinte: o Eterno, cumprindo sua promessa aos patriarcas {#Gn 17.1-8; 28.13-15}, era o D’us de Israel, e Israel era o povo do D’us Eterno {#Êx 6.7; 19.4-6}. D’us abençoava o povo, e este, por sua vez, lhe obedecia {#Dt 7.7-11}. Em cumprimento à palavra profética {#Jr 31.31-34}, D’us fez uma nova aliança (testamento), que foi confirmada ou selada pela morte de HaMashiach {#Mc 14.24; Hb 8.6-13; 9.16-22}. O povo de D’us é perdoado dos seus pecados {#Rm 11.26-27}, recebe bênçãos eternas {#Hb 9.15} e vive uma vida de dedicação a ele {#Hb 10.19-25} e ao seu serviço {#2Co 3.6}.
Seriam Yeshua e Seus apóstolos contra a lei (Torah), contra o povo de Israel e contra o Templo?
Já temos visto que Yeshua e Seus seguidores iam ao Templo e às sinagogas, o que prova que eles nada tinham contra. O “cristianismo” visando afastar seus seguidores do judaísmo, tem feito de tudo para apresentar um Yeshua e uma igreja totalmente fora dos seus costumes judeus.
Em Yeshua nos aprendemos e praticamos a Torah, cumprindo a justiça desta por meio da circuncisão de nosso coração.
Romanos 4:11 E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a justiça lhes seja imputada),
Romanos 4:13 Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.
Romanos 8:4 para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
O protestantismo tem usado de maneira distorcida as palavras de Paulo, para colocá-lo contra a lei; a mesma atitude dos judeus que queriam matá-lo e que mataram antesa Estevão.
Efésios 2:15 na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz.
Colossenses 2:14, 16 havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. .. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados.
Aqui parece-nos que havia um pressão e implicância dos irmãos judeus sobre os gentios convertidos, o que obrigou Paulo a repreende-los pelo julgamento que faziam.
Se, na verdade, Paulo fosse contra a lei, certamente ele teria sido morto e não poderia ter se defendido brilhantemente como o fez. Ele não iria mentir para se defender. Cabe a nós buscarmos o entendimento correto dos textos acima, pois com certeza devem referir-se ao outra coisa.
Estevão é condenado por falsas testemunhas:
Atos 6:9-13 E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. 10 E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. 11 Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra D’us. 12 E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, investindo com ele, o arrebataram e o levaram ao conselho. 13 Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei; 14 porque nós lhe ouvimos dizer que esse Yeshua Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu.
Mesmas acusações contra Shaul
Atos 18:12, 13 Quando, porém, Gálio era procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus, concordemente, contra Paulo e o levaram ao tribunal, 13 dizendo: Este persuade os homens a adorar a D’us por modo contrário à lei.
Atos 28:17 BLH: Três dias depois, Paulo convidou os líderes dos judeus de Roma para se encontrarem com ele. Quando estavam reunidos, ele disse: —Meus irmãos, eu não fiz nada contra o nosso povo, nem contra os costumes que recebemos dos nossos antepassados. Mesmo assim eu fui preso em Jerusalém e entregue aos romanos.
Atos 24:11 visto poderes verificar que não há mais de doze dias desde que subi a Jerusalém para adorar;
Atos 24:12 e que não me acharam no templo discutindo com alguém, nem tampouco amotinando o povo, fosse nas sinagogas ou na cidade;
Atos 24:13 nem te podem provar as acusações que, agora, fazem contra mim.
Atos 24:14 Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao D’us de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas,
Atos 24:17 Depois de anos, vim trazer esmolas à minha nação e também fazer oferendas,
Atos 24:18 e foi nesta prática que alguns judeus da Ásia me encontraram já purificado no templo, sem ajuntamento e sem tumulto,
Atos 24:19 os quais deviam comparecer diante de ti e acusar, se tivessem alguma coisa contra mim.
Atos 24:20 Ou estes mesmos digam que iniqüidade acharam em mim, por ocasião do meu comparecimento perante o Sinédrio,
Atos 24:21 salvo estas palavras que clamei, estando entre eles: hoje, sou eu julgado por vós acerca da ressurreição dos mortos.
Atos 28:17 Três dias depois, ele convocou os principais dos judeus e, quando se reuniram, lhes disse: Varões irmãos, nada havendo feito contra o povo ou contra os costumes paternos, contudo, vim preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos;
Atos 25:8 Paulo, porém, defendendo-se, proferiu as seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César. 9 Então, Festo, querendo assegurar o apoio dos judeus, respondeu a Paulo: Queres tu subir a Jerusalém e ser ali julgado por mim a respeito destas coisas?
Atos 25:10 Disse-lhe Paulo: Estou perante o tribunal de César, onde convém seja eu julgado; nenhum agravo pratiquei contra os judeus, como tu muito bem sabes.
Note que os judeus que criam, seguiam sendo zelosos ou zeladores da Torah:
Atos 21:20 Ouvindo-o, deram eles glória a D’us e lhe disseram: Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei;
Paulo, os profetas e a Torah
Vejam as falsas acusações levantadas contra Paulo:
1. Ensinar os judeus a apostatarem de Moisés;
2. Pregar contra a circuncisão, para os judeus;
3. Ser contra os costumes, a Lei e o Templo.
Atos 21:21 e foram informados a teu respeito que ensinas todos os judeus entre os gentios a apostatarem de Moisés, dizendo-lhes que não devem circuncidar os filhos, nem andar segundo os costumes da lei.
Atos 21:24 toma-os, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que raspem a cabeça; e saberão todos que não é verdade o que se diz a teu respeito; e que, pelo contrário, andas também, tu mesmo, guardando a lei.
Paulo recomendou sim, a circuncisão de Timóteo, pois este era filho de mãe judia:
Atos 16:1-3 Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego;
2 dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio.
3. Quis Paulo que ele fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou-o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que seu pai era grego.
Atos 21:28 gritando: Israelitas, socorro! Este é o homem que por toda parte ensina todos a serem contra o povo, contra a lei e contra este lugar; ainda mais, introduziu até gregos no templo e profanou este recinto sagrado.
Veja que isto era mais uma fofoca: “Atos 21:29 Pois, antes, tinham visto Trófimo, o efésio, em sua companhia na cidade e julgavam que Paulo o introduzira no templo.
Atos 22:3 Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com D’us, assim como todos vós o sois no dia de hoje.
Atos 22:12 Um homem, chamado Ananias, piedoso conforme a lei, tendo bom testemunho de todos os judeus que ali moravam.
Mais mentiras contra Paulo:
Atos 24:6 o qual também tentou profanar o templo, nós o prendemos com o intuito de julgá-lo segundo a nossa lei.
Atos 24:14 Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao D’us de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas,
Note:
a) No caminho a que chamavam seita (a kehilah, igreja);
b) Sirvo ao D-us de nossos pais (Abraâo, Isaque e Jacó,
1. acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas.
Pergunta: Paulo era mesmo contra a Torah?
Atos 25:8 Paulo, porém, defendendo-se, proferiu as seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.
Atos 28:23 Havendo-lhe eles marcado um dia, vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência. Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do reino de D’us, procurando persuadi-los a respeito de Yeshua, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas.
No Sinédrio, Shaul HaShaliach da provas de que era um cumpridor da Tora.
Ao se desculpar da ofensa que fez ao Sumo Sacerdote, provou respeito pela mitzvah da Torah. Ele poderia pensar: Não estou mais sob a lei; nada tenho a ver com os mandamentos e com a religião, e manter a ofensa. Mesmo estando errado o sumo sacerdote, Paulo pede desculpas:
Atos 22:30 a 23:1-5 No dia seguinte, querendo saber ao certo a causa por que era acusado pelos judeus, soltou-o das prisões e mandou vir os principais dos sacerdotes e todo o seu conselho; e, trazendo Paulo, o apresentou diante deles.
1 E, pondo Paulo os olhos no conselho, disse: Varões irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de D’us com toda a boa consciência. 2 Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca. 3 Então, Paulo lhe disse: D’us te ferirá, parede branqueada! Tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei e, contra a lei, me mandas ferir? 4 E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de D’us? E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo.
Seria Yeshua e Seus apóstolos contra a lei (Torah), contra o povo de Israel e contra o Templo?
Já temos visto que Yeshua e Seus seguidores iam ao Templo e às sinagogas, o que prova que eles nada tinham contra. O “cristianismo” visando afastar seus seguidores do judaísmo, tem feito de tudo para apresentar um Yeshua e uma igreja totalmente fora dos seus costumes judeus.
Em Yeshua nos aprendemos e praticamos a Torah, cumprindo, não apenas a letra, mas a justiça desta por meio da circuncisão de nosso coração.
Yeshua foi um grande Rabi e intérprete. Às interpretações que os sábios dão aos ensinos da Torah, chamamos “midrash” ou midrashim, plural.
A maneira de nosso Mestre entender, muitas vezes era diferente da dos mestres em Israel. Ele visava não a letra, mas a justiça da lei. Ele jamais pecou ou ensinou algo contra a Torah e os fariseus não podiam se contrapor às suas midrashim.
Romanos 4:11 E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a justiça lhes seja imputada),
Romanos 4:13 Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.
Romanos 8:4 para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Yeshua e a Lei
A letra da Torah é importante, mas o que o Eterno queria mesmo é que esta fosse cumprida em sua justiça.
Entendemos que Ele foi um íntérprete da lei, ou seja, tinha a forma correta de cumprí-la. Em momento algum Ele foi contra a Torah, e nenhum dos mestres da época podiam contestá-lo, ainda que discordaseem dEle.
Bastaria que Yeshua não tivesse um argumento convincente e eles o apedrejariam. Mas, Ele sempre os convencia, baruch HaShem!
Exemplo disto foram nos debates respeito à forma de se observar o Shabat. Yeshua curava neste dia. E eles não podiam acusá-lo de pecado. Aliás, Ele jamais pecou.
João 10:31, 32 Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. Disse-lhes Yeshua: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais?
O Shabat
Lucas 13:14 O chefe da sinagoga, indignado de ver que Yeshua curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado.
15 Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber?
16 Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?
17. Tendo ele dito estas palavras, todos os seus adversários se envergonharam…
Os discípulos de Yeshua prosseguiram observando o Shabat, conforme a Lei:
“Lucas 23:56 E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos e, no sábado, repousaram, conforme o mandamento.
Na Nova Aliança o cumprimento da Torah foi aperfeiçoado. Antes, alguém poderia odiar e desejar matar a outro, ou mesmo arder de desejos lascivos por uma mulher que não a sua, e isto não era visto como pecado, mas veja o que disse Yeshua:
Não matarás!
Mateus 5:21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
22. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.
Não adulterarás!
27 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.
28. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.
Olho por olho e dente por dente
Segue Yeshua: Mateus 5:38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente.
39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
40 e ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a vestimenta, larga-lhe também a capa;
41 e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.
42. Dá a quem te pedir e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.
O Eterno não queria ver disputas e vinganças infindáveis. Queria fazer-nos entender que, pelo temor de sofrermos uma vingança ou agressão maior, que não brigássemos ou ofendêssemos nosso próximo, mas que o amássemos e usássemos de tolerância. Foi o que ensinou Yeshua, a justiça da Lei.
Odiarás o teu inimigo
Mateus 5: 43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.
44 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;
45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.
46. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?
E conclui: Mateus 5:48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.
A mulher adúltera
No caso da mulher adúltera foi igual. Ele tratou de mostrar a necessidade da misericórdia, pois todos eram pecadores e recomendou o que na verdade a Lei queria: “E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?
“…Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Yeshua: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. (João 5:5, 10, 11)
Relembro que Yeshua implantou em Israel a Nova Aliança, predita por Jeremias 31:31-34. Nesta, a Lei (Torah) seria gravada nos corações. Se em algum momento Ele ensinasse contra a Lei, seria apedrejado. Nunca puderam apedrejá-lO ou provar algo contra Ele.
Ele não veio abolir ou revogar a Lei e os profetas mas cumprir e ensinar-nos como cumprir verdadeiramente as leis do Eterno:
“Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. (BLH Mateus 5:17).
O amor, a tolerância, o perdão devem se refletir nos seguidores da Torah:
“Mateus 7:12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.
Mateus 22:40 Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Lucas 24:44 A seguir, Yeshua lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
Outro Yeshua, outro Evangelho
2 Timóteo 3:13 Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.
2 Coríntios 11: 13 Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de HaMashiach. 14 E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. 15 Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.
Atos 20:29, 30 Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.
RA: E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.
2 Coríntios 11:4 Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Yeshua que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.
Gálatas 1:6 Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de HaMashiach para outro evangelho, 7 o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de HaMashiach. 8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. 9 Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.
Tags: Discípulos
O trabalho
O trabalho
Introdução:
Para um discípulo, o poder trabalhar é um dom de Deus. O trabalho não é um mal necessário como pensam alguns, e tão pouco é tudo na vida, como falam outros. As Escrituras trazem ensinamento claro, positivo e equilibrado sobre a dignidade do trabalho.
O Trabalho Foi Ordenado na Criação
O trabalho não é uma maldição ou um castigo imposto ao homem por causa do pecado. A terra, de fato, foi amaldiçoada por causa do pecado do homem, dificultando o seu trabalho e exigindo dele esforço e suor para conseguir sustento (Gn 3.17-19). Todavia o trabalho antecede o pecado. Deus não fez chover sobre a terra senão depois da criação do homem, para que este pudesse cultiva-la (Gn 2.5). Depois que o homem foi criado, Deus o colocou a trabalhar cultivando e guardando o jardim. A natureza, por si só, não produzia adequadamente para o sustento do homem. Ele precisava cultiva-la.
Desde o princípio, além de exercer domínio sobre todos os animais e multiplicar-se a si mesmo para cumprir o propósito de Deus (Gn 1.26-28), o homem também cumpria a vontade do Senhor trabalhando a terra.
O Trabalho Como Obrigação Moral
O trabalho não é um impulso. É um exercício da vontade. É um esforço consciente, direcionado e planejado. Muitas vezes será em detrimento de outras atividades legítimas (leitura, lazer, devoção, etc.). A regra bíblica é: “se alguém não quer trabalhar, também não coma” (1Ts 3.10).
No tempo dos primeiros apóstolos, os discípulos que não queriam trabalhar, vivendo desordenadamente, eram notados na igreja e afastados dos demais irmãos (2Ts 3.6-15). Isto também praticamos hoje em dia.
O Pecado da Preguiça e Indolência
“Sai o homem para o seu trabalho e para o seu encargo até a tarde” Sl 104.3.
A preguiça leva à ociosidade, e esta aos vícios, aos falatórios profanos, fantasias, leviandades, murmuração, ciúmes, invejas, pobreza, etc (Pv 12.9,11; 6.6-11; Tt 1.10-13; 1Tm 5.13).
“O preguiçoso morre desejando… porque as suas mãos recusam a trabalhar” Pv 21.25.
O Trabalho é um Serviço
Trabalhando servimos ao próximo. Não trabalhamos apenas para suprir nossas próprias necessidades (1Ts 4.11-12). Isto é legítimo, bom e necessário, mas nosso trabalho deve visar também, o suprimento de outros (Ef 4.28). Também nisso Jesus é nosso exemplo (2Co 8.9). Importante é a leitura dos capítulos 8 e 9, inteiros, de 2 Coríntios.
O Trabalho Dignifica
“O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida…” Mt 20.28.
Nenhum trabalho deve ser considerado humilhante. O Verbo Eterno assumiu a forma de servo e, uma vez encarnado, serviu aos homens em uma profissão simples e honrosa (Fp 2.5-8; Mc 6.3). No reino de Deus não há espaço para orgulho de qualquer espécie (Lc 22.24-27; Jo 13.1-17).
“TUDO quanto te vier a mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” Ec 9.10.
O Padrão Para o Empregado
a) Servir como ao Senhor (Ef 6.58). Se não entendemos e não aceitamos a delegação de Deus, vamos nos sentir como escravos de homens diante das ordens recebidas (1Co 7.21-23).
b) Honrar os patrões para que o nome de Deus não seja blasfemado (1Tm 6.1-2).
c) Obedecer em tudo aos patrões, mesmo aos maus (1Pe 2.18-19; Cl 3.22-24).
d) Não “abusar” dos patrões irmãos, mas servi-los melhor (1Tm 6.2).
O Padrão Para o Empregador
a) Não usar ameaças (Ef 6.9).
b) Ser justo, sabendo que também tem o Senhor que o julga (Cl 4.1).
c) Pagar salários dignos e não atrasa-los (Dt 24.14-15; Lv 19.13). Atrasar intencionalmente é roubo.
d) Deus é juiz contra as explorações (Tg 5.4; Jó 31.13-15).
e) Não sonegar impostos (Rm 13.7; Mt 22.21).
f) Não colocar o coração nas riquezas (1Tm 6.17-19).
A Capacitação Profissional e a Prosperidade
“Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto não entre a plebe” Pv 22.29.
Deus honra aquele que busca se esmerar no seu trabalho. Muitas dificuldades encontradas por muitos irmãos é fruto da falta de habilitação profissional (Gl 6.7). A prosperidade na bíblia é apresentada sempre como resultado de: generosidade, fidelidade a Deus e diligência no trabalho.
Deus quer um povo que viva no presente século, não apenas de modo piedoso e justo, mas também sensato (Tt 2.12). Leia ainda as seguintes referências: Ec 11.4-6; Pv 12.24; 13.11; 14.23; 21.5. Não espere a bênção de Deus sobre o seu trabalho e finanças, vivendo desordenadamente.
“Ao que bem ordena o seu caminho eu lhe mostrarei a salvação de Deus” Sl 50.23.
Conclusão
Tudo é do Senhor e para Ele devemos executar o que nos foi confiado, quer sejamos patrão, empregado, servidor público, profissional liberal ou autônomo (Sl 24.1; Dt 8.12-14, 17-18; Ec 9.10; 1Tm 6.7).
“Porque d’Ele e por meio d’Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente” Rm 11.36.
http://www.discipulado.com.br/dinamic2/jupgrade/index.php/apostilas/apostilas-diversas/112-o-trabalho
Tags: O trabalho
O Testemunho do Crente
O Testemunho do Crente
Texto-base: Cl 4.5-8
Jesus nos comissionou para sermos suas testemunhas (Jo 15.27; At 1.8).
A palavra “Testemunha” é de uso corrente nos tribunais, onde designa a declaração que uma testemunha presta a autoridades a fim de esclarecer fatos do seu conhecimento.
Cada crente deve testemunhar de Cristo. Testemunhar é falar do que Cristo fez por nós e pregar Sua mensagem (At 10.39-42). Também é dar o exemplo de uma vida cristã. É mostrar ao mundo que fomos transformados por Cristo. É a genuína expressão do Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo na vida do crente.
ANUNCIANDO O EVANGELHO
Jesus mandou aos que foram alcançados por Sua graça, que dessem testemunho do que ele fez (Mt 8.4; Mc 5.19; Lc 9.60). Vemos na Bíblia, muitos novos convertidos testemunhando (Jo 1.40-42; 4.28-30, 39-42)
O Senhor ordenou à Sua igreja que anunciasse o evangelho (Mt 28,19,20).
É necessário que cada crente confesse a Cristo diante dos homens (Lc 12.8,9; 2 Tm 2.11-13)
Quando os crentes foram perseguidos, em vez de se esconderem com medo, de ficarem intimidados, eles oraram para que pudessem testemunhar com mais ousadia (At 4.24-31)
Pedro recomenda que estejamos preparados para testemunhar (1 Pe 3.15)
Paulo orienta que devemos treinar outros para também testemunhar (2 Tm 2.2)
Devemos pregar o evangelho, quer seja oportuno ou não (2 Tm 4.2; Fp 1.18)
Paulo até mesmo preso, pregava (At 28.31).
Tem gente com vergonha de testemunhar do plano de Deus para a nossa salvação, mas Paulo afirma que não se envergonha do evangelho (Rm 1.16)
Não devemos nos envergonhar, pois Deus nos dá o poder para testemunhar (2 Tm 1.7,8). Jesus disse que o Espírito Santo nos dará palavras para testemunhar (Mt 10.18-20; Mc 13.9-11).
REVELANDO UMA VIDA TRANSFORMADA
Não devemos dar escândalo ou ser motivo de tropeço para quem quer que seja (1 Co 8.9; 10.32,33; Rm 14.13; 2 Co 6.3; Fp 1.10)
O testemunho de uma vida transformada muitas vezes fala mais alto que a pregação do evangelho. “O que você faz soa tão alto que não ouço o que você diz”.
Os descrentes não lêm a Bíblia, senão no testemunho dos crentes.
Pedro orienta que as mulheres ganhem seus maridos pelo seu procedimento (1 Pe 3.1,2)
Devemos andar conforme o evangelho de Cristo, dignamente (Rm 13.13; 2 Co 8.21; Fp 1.27; Cl 1.10; 2.6; 1 Ts 2.12; 4.1,11,12; 1 Pe 2.12), diante de deus e dos homens, a fim de que Deus seja glorificado em nós.
Devemos andar com sabedoria (Cl 4.5), para não sermos levados pelos enganos e engodos dos falsos ensinos. É Deus quem dá sabedoria (Pv 2.6); é bem-aventurado quem acha a sabedoria (Pv 3.13); o sábio diz que a sabedoria é a coisa principal (Pv 4.7). Quando o apóstolo se refere aos “que são de fora”, deixa claro que os crentes são “os que são de dentro”. Aí se vê a diferença. De fato, os seguidores de Cristo são, na verdade, neste mundo, peregrinos e forasteiros (Hb 11.13; 1 Pe 2.11). Estão no mundo, mas não são do mundo (Jo 15.19).
Nossos costumes e hábitos diários devem ser governados pela mente divina de Cristo (1 Co 2.16). “Sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16). Andar com sabedoria é equivalente a andar nEle (Cl 2.6). Nenhum cristão deveria dar aos incrédulos qualquer base para caluniar Cristo ou Sua Igreja (Cl 1.22; 1 Tm 3.7). Somos abençoados quando as pessoas nos acusam “falsamente” (Mt. 5:11). A igreja primitiva tinha poder e pureza em sua união com Cristo (At 5.12,13).
Devemos aproveitar as oportunidades (Cl 4.5), pois não sabemos se teremos outra chance de pregar àquela pessoa. Esperar o momento certo e fazer a abordagem adequada.
Nossas palavras devem revelar o amor de Deus em nossos corações (Mt 12.34), sendo pronunciadas na medida certa (temperada com sal), para não falarmos de menos (insosso) ou demais (salgado demais).
Também deve ser pura (Ef 4.29) e conveniente, não deixando de ser enérgica quando necessário (At 15.1,2; Gl 1.9).
A conversa do crente deve ser agradável, cativante, amável e graciosa. Deve ser uma linguagem originada na graça de Deus operando em nosso coração, que contenha a verdade com amor (Ef 4.15).
Remindo o tempo: o bom ou mau uso do nosso tempo tembém testemunha do que é mais importante para nós: Cristo (Bíblia, oração, evangelização, etc) ou o mundo (TV, música profana, etc).
Devemos testemunhar de Jesus:
Em toda parte (At 1.8)
Em nossa casa (Mc 5.19,20)
No trabalho (1 Tm 6.1)
Os pastores também devem dar bom testemunho (1 Tm 3.7)
PASSOS PARA DAR UM BOM TESTEMUNHO
Pedir orientação e sabedoria de Deus para agir, falar, resolver problemas (Tg 1.5, 6; 3.17).
Seja zeloso, honesto. Tenha uma conduta moral séria, demonstrando cordialidade para com as pessoas. (1 Pe 2.15-17)
Evite contendas, brigas, discussões (2 Tm 2.14,15).
Esteja sempre preparado para explicar claramente o Evangelho (1 Co 15.1-4).
Fale sempre com clareza acerca da condição para a Salvação: Fé e arrependimento (Rm 10.9, At 2.37-38).
Conscientize as pessoas de que elas precisam tomar uma decisão urgente com Cristo (At 10.30,31)
Demonstre sua segurança em Cristo, sua alegria na certeza da vida eterna (1 Jo 5.10-12).
Não se deixe vencer pela timidez. Aproveite todas as oportunidades para falar do Salvador (2 Tm 4.2).
QUEM É O CRENTE QUE DÁ BOM TESTEMUNHO
Aquele em que o Senhor fez alguma coisa (1 Cr 16.8)
Aquele que teme ao Senhor (Sl 60.4)
Aquele que foi remido pelo Senhor (Sl 107.2)
Aquele que reconhece a soberania de Deus (Is 12.4).
DE QUE MANEIRA O CRENTE DEVE DAR BOM TESTEMUNHO
Cheio do Espírito Santo (At. 1.8)
Sem temor ou vergonha (2 Tm 1.8)
Com prontidão constante (1 Pe 3.15).
AS PROVAS DE UM VERDADEIRO TESTEMUNHO
Por uma experiência pessoal (Sl 66.16)
Por entender que é um dever diário (Ml 3.16)
Para relatar as bênçãos de Deus (Is 63.7)
Porque há um fogo no seu intimo (Jr 20.9)
Inspirado pelo Espírito Santo (At 2.4)
Por compromisso com a sua fé (At 4.20)
Por ter crido em Jesus (2 Co 4.13).
O MAU TESTEMUNHO DO CRENTE
Provoca escândalo (Rm 14.15; 2 Co 6.3)
Exerce má influência (Rm 14.15)
Impede o crescimento da obra (At 28.31)
Forma juízo geral sobre demais irmãos (1 Co 6.8).
TIPOS COMUNS DE MAU TESTEMUNHO DO CRENTE
No lar – brigas, desmandos, autoridade excessiva, gritos, confusões, conversações, mentiras.
Na rua – Companhias, vestes, falar, proceder, comentários sobre vida alheia.
No comércio – Compras e não pagamento, emissão de cheque sem fundo, trambiques.
Na igreja – Vestimentas, comportamento, falar, proceder, respeito, amor e prática.
Na escola – Companhias, conversações, piadas, abjuração, negação.
No trabalho – Conversações, procedimentos, pontualidade, assiduidade e respeito, negação.
Na vizinhança – Conversações, procedimentos, brigas, desrespeito, comentários da vida alheia.
Obras Consultadas:
HARBIN, Chrístopher B. A Vida Discipulada, Lição 9. Imprensa Bíblica Brasileira, 1998).
Carlos Kleber Maia
Tags: O testemunho
O sacerdócio no lar
|
|
|
|
|
O homem deve ser o pastor do seu lar. Isto é um exemplo de vida cristã
A Bíblia ensina que Jesus Cristo nos comprou com seu sangue para fazer de nós reis e sacerdotes (Ap 5.9,10), o que nos faz compreender a visão do sacerdócio universal do crente. Diferente da idéia pintada pela igreja há séculos, não temos duas categorias distintas na Igreja: o clero e os leigos. Todos são sacerdotes e deveriam funcionar como tal. A Bíblia distingue posições de governo dentro da Igreja Local, mas não limita o sacerdócio a uns poucos cristãos. Todo crente deve ‘funcionar’ em seu lugar no Corpo de Cristo, e todos têm a responsabilidade de ministrar ao Senhor, bem como aos homens, em nome d’Ele.
Esta visão tem sido resgatada em nossos dias, e somos gratos a Deus por isso. Contudo, mesmo para aqueles cujo coração já se encontra aberto a esta verdade, ainda vemos muitos com uma dificuldade: a de não enxergarem o sacerdócio do lar como algo fundamental.
O sacerdócio começa no lar
Antes de ser sacerdote na igreja, o homem tem que ser sacerdote na sua própria casa: É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher […] e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como governará a Igreja de Deus? (Tm 3:2a, 4-5.)
Não é porque vai governar a igreja que o bispo tem que ter um bom lar, mas justamente o contrário. O homem tem que ser o pastor do seu lar; isto é requisito não só para quem ingressa no ministério de tempo integral, mas é um exemplo de vida cristã. E se a pessoa não cumpre um requisito básico da vida cristã, então não tem autoridade para ser um ministro à frente da Igreja.
Portanto, o mandamento de ser sacerdote no lar é para todo cristão. E isto envolve uma excelente conduta familiar, que depois será cobrada do líder como exemplo para o restante do rebanho: Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísse presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. (Tt 1.5-6.)
O homem, além de ser fiel à sua esposa, deve conduzir seus filhos no caminho do Senhor e numa vida de santidade, o que exigirá dele não só conselhos casuais, mas todo um acompanhamento, investimento e ministração na vida espiritual de seus familiares. O posicionamento de um homem de Deus sempre deve envolver sua casa. Este foi o exemplo dado por Josué: Mas se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor. (Js 24.15.)
O texto acima reflete a responsabilidade de Josué de não apenas buscar ao Senhor, mas servi-lo com toda a sua família. Quando se trata de família, não existe a história de “cada um por si”. Embora a responsabilidade de cada um diante de Deus seja individual, precisamos aprender a lutar por nossos familiares, especialmente aqueles que possuem a incumbência de exercer o sacerdócio do lar.
O plano de Deus não é apenas para o homem sozinho, mas para toda a sua família. Quando o Senhor decidiu julgar e destruir a humanidade nos dias de Noé, não proveu salvação para ele sozinho, mas para toda a sua família (Gn 6.18). Vemos também que Deus prometeu a Abraão que nele seriam abençoadas todas as famílias da Terra (Gn 12.3). Ao tirar Ló de Sodoma, o anjo do Senhor fez com que ele saísse com toda a família (Gn 19.12). No Novo Testamento encontramos um anjo visitando Cornélio e dizendo que deveria chamar a Pedro, o qual te dirá palavras mediante as quais será salvo, tu e toda a tua casa (At 11.14). E além de todas estas porções bíblicas, encontramos a clássica declaração do apóstolo Paulo ao carcereiro de Filipos: Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e toda a tua casa. (At 16.31.)
Deus tem um plano para toda a família. Não quer dizer que porque um se converteu, todos irão converter-se por causa deste texto. Não creio que ele seja uma promessa a todo crente, mas sim que revele uma intenção de Deus quanto às famílias de uma forma geral. Vale lembrar que Paulo declarou isto ao carcereiro num momento em que este homem ia se matar. Paulo não podia vê-lo, pois além de estar dentro de sua cela, a Bíblia diz que eles estavam no escuro. O apóstolo Paulo teve uma revelação do Espírito Santo para uma pessoa específica, num momento específico. Não posso dizer: “Ei, Deus! Você prometeu que se eu cresse iria salvar todo mundo lá em casa!”. Mas posso muito bem orar pelos meus familiares crendo que há um plano divino para a família. Cada familiar meu tem o direito de escolha, se dirão sim ou não a Jesus Cristo, é responsabilidade pessoal de cada um deles. Mas farei de tudo para convencê-los, ensiná-los, cobri-los de oração intercessória e tudo o mais que for possível. No caso deste carcereiro filipense, o Senhor mostrou de antemão toda a família salva. Mas para cada um de nós, mesmo se não diga de antemão o que irá acontecer, Deus já revelou seu plano em sua Palavra para toda a família. E o sacerdote do lar tem uma grande responsabilidade de afetar o destino dos seus entes queridos.
O cabeça é o responsável
Na condição de cabeça do lar, o homem é o responsável de quem Deus cobrará o exercício do sacerdócio. É óbvio que a mulher deve participar exercendo o sacerdócio juntamente com seu marido, mas a responsabilidade maior não está sobre os seus ombros. Muitos maridos se acomodam por ver sua esposa fazendo bem o seu papel, mas não deveriam agir assim. Por melhor que seja a ajuda da mulher, o homem tem que fazer a sua parte!
No caso da mulher cujo marido não é convertido, entendemos que ela deve assumir a posição de sacerdotisa sobre os filhos, porém não sobre seu marido. Parece-nos ter sido exatamente o que aconteceu na casa de Timóteo, discípulo do apóstolo Paulo. A Bíblia menciona apenas a mãe dele como sendo convertida: Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio. (At 16.1-2.)
E além da Bíblia não falar nada sobre o pai de Timóteo sendo convertido, ainda mostra que a cadeia de ensino e discipulado foi sendo transmitida por meio da avó e depois da mãe dele: Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria pela recordação de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti. (2Tm 1.4-5.)
Portanto, na falta do homem como sacerdote, ou na incapacidade dele de exercê-lo – por não ser convertido, por exemplo – a mãe assume este papel, porém sempre em relação aos filhos, nunca em relação ao marido: E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade sobre o marido. (1Tm 2.12.)
Os pais cristãos devem entender a sua responsabilidade de suprir não só as necessidades materiais e emocionais de seus filhos, como também as espirituais. A Palavra de Deus declara que Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão (Sl 127.3). Os filhos não nos pertencem, são propriedade de Deus. Ele apenas nos confiou seus cuidados, e um dia teremos que responder perante Ele por isso. Daremos conta da forma como criamos nossos filhos, e isto deve trazer temor ao nosso coração, especialmente no que diz respeito à formação espiritual deles. Não podemos brincar com esta questão!
Deus está chamando os pais a assumirem um compromisso maior com Ele de ministrar a vida espiritual de seus filhos. É preciso ministrar-lhes o coração. Desde os dias da Velha Aliança o Senhor já esperava isto: Não te esqueças do dia em que estiveste perante o Senhor, teu Deus, em Horebe, quando o Senhor me disse: Reúne este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra viver e as ensinará aos seus filhos. (Dt 4.10.)
No versículo anterior a este, Deus já havia dito: …e as farás saber aos teus filhos e aos filhos de teus filhos (Dt 4.9), precisamos ministrar a Palavra de Deus aos nossos filhos! Nosso ensino – ou a falta dele – tem o poder de afetar o resto da vida deles; foi Deus mesmo quem declarou isto: Ensina a criança no caminho em que deve andar, a ainda quando for velho, não se desviará dele. (Pr 22.6.)
Não se trata apenas de dar uma boa educação, mas sim a verdadeira educação. Ensinar-lhes a andar nas veredas da justiça, nos caminhos bíblicos. Isto também é um mandamento claro e expresso da Nova Aliança: E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor. (Ef 6.4.)
Cobertura de oração
Também vemos na Bíblia que o sacerdote do lar deve cobrir os seus com oração. A Palavra de Deus nos mostra que Isaque orava a Deus para que abrisse a madre de Rebeca, sua mulher. E Deus ouviu suas orações (Gn 25.21).
As Escrituras ainda nos falam acerca de Jó, que periodicamente chamava seus filhos para um culto e sacrificava ao Senhor em favor deles, com medo de terem pecado contra Deus (Jó 1.5).
O homem e mulher de Deus precisam ter um coração e uma vida de oração voltados para cobrir e proteger a sua família. Vemos este exemplo na vida de Esdras: Então, apregoei ali um jejum junto ao Rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos, e para tudo o que era nosso. (Ed 8.21.)
Em 1Sm 30 lemos acerca de Davi e seus homens saindo para a batalha e deixando suas mulheres e crianças desprotegidas em Ziclague. Enquanto eles estavam fora, os amalequitas incendiaram a cidade e levaram suas mulheres e filhos em cativeiro. Três dias depois, eles chegaram e se desesperaram pelo ocorrido. Finalmente, se fortaleceram no Senhor e foram atrás dos seus, conseguindo resgatá-los. Aprendemos duas lições aqui. Primeiro que precisamos proteger os nossos familiares, cobrindo-os em oração e não permanecendo distantes deles. Segundo, que algumas vezes nos tornamos descuidados, e o inimigo pode se aproveitar de nosso descuido. Mas também aprendemos que Deus é fiel, e mesmo quando falhamos, sua misericórdia nos ajuda a consertar naquilo em que erramos.
O Sacerdócio envolve proteção. Deus nos mostrou isto em sua Palavra desde o início, com o que ordenou a Adão, no Jardim do Éden: Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e guardar. (Gn 2.15.)
Note que além de cultivar o jardim, o homem deveria também guardá-lo, protegê-lo. Mas guardar de quem, se nem mesmo Eva ainda havia sido criada? Penso que Deus já estava indicando a Adão que Satanás, o inimigo de nossas almas, tentaria destruir o que o Senhor estava colocando nas mãos do homem. Se Adão tivesse protegido a Eva, em vigilância, bem como ministrando-a sobre a importância da obediência ao Senhor, provavelmente aquilo não teria acontecido. Também nós precisamos guardar e proteger nossas famílias, e isto envolve oração e vigilância, bem como a ministração da Palavra de Deus em nossos lares.
Muita gente fala da forma maravilhosa como Deus visitou a casa de Cornélio (At 10) com salvação e enchimento do Espírito Santo. Mas isto não aconteceu de graça. Este homem orava continuamente a Deus. E onde há uma semeadura de oração, sempre haverá uma colheita da manifestação do poder de Deus! Se cobrirmos nossa casa de oração, veremos feitos grandiosos acontecendo em nosso favor, pois o Senhor SEMPRE age num ambiente de muitas orações.
Orando juntos
Penso que além de cobrir os familiares com oração, o sacerdote do lar deve proporcionar um ambiente de oração onde os seus não só recebam oração em seu favor, mas também aprendam a orar. Orar juntos, em família, como muitas vezes acontecia também com os irmãos da igreja em seu início: Passados aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos. (At 21.5.)
Exercer o sacerdócio não é só declarar a Palavra de Deus dentro de casa, mas primeiramente vivê-la. Porém, além de se dispor para ministrar aos filhos, e também um ao outro, o casal cristão deve aprender a prática de orar juntos. Não quero dizer orar juntos o tempo todo, mas isto deve também acontecer em suas vidas. Quando o casal ora junto, goza de princípios operando em seu favor que orando sozinho não se experimentaria. Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. (Mt 18.19-20.)
Ao orar junto, o casal aumenta seu “poder de fogo” contra o inimigo, pois no reino de Deus, quando dois se unem, o efeito não é de soma, mas de multiplicação. É sinérgico! Moisés cantou acerca deste princípio ao mencionar o que Deus fizera acerca do exército de Israel: Como poderia um só perseguir mil, e dois fazer fugir dez mil, se a sua rocha lhos não vendera, e o Senhor não lhos entregara? (Dt 32:30.)
A Bíblia mostra que deve haver sintonia natural e espiritual entre o casal. Desentendimentos vão roubar deles o poder de unidade nas orações, que por sua vez serão impedidas: Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações. (IPe 3.7.)
A “correria” é um dos maiores inimigos deste tempo de oração que o casal deve ter juntos. E cada um deve aprender a “driblar” suas dificuldades e conseguir praticar este princípio de alguma forma.
Não deve haver vergonha ou críticas quanto à forma de cada um orar. A intimidade no que diz respeito à vida espiritual precisa ser desenvolvida da mesma forma que a física e emocional.
O culto doméstico
Exercer o sacerdócio no lar não requer um horário específico ou dia marcado, é atividade a ser exercida sempre, em diferentes situações. Mas a prática de um culto em família auxilia muito.
Devemos desenvolver o hábito de cultuar a Deus em família, o que envolve o ir juntos à Casa do Senhor, como vemos acontecendo desde os dias do Velho Testamento: Todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos. (2Cr 20.3.)
No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe. (Ne 12.43.)
Elcana subia com toda a sua família para adorar ao Senhor (1Sm 1.1-5). Acredito que pais cristãos devem levar seus filhos à igreja. Mesmo que ela não seja perfeita (e não é, porque não existe igreja perfeita!), é melhor que eles cresçam num ambiente que exalta ao Senhor e sua Palavra do que num ambiente mundano que exalta o pecado e os prazeres da carne. Lemos no Evangelho de Lucas que os pais de Jesus o levaram ao templo para consagrarem-no ao Senhor (Lc 2.22-24), depois há registros de que o fizeram por ocasião da Festa da Páscoa quando ele estava com 12 anos (Lc 2.41-43), mas a maior evidência de que Jesus cresceu exposto ao ensino da Lei na Sinagoga era o conhecimento que ele trazia (como homem) das Escrituras.
Cultuar ao Senhor em família não envolve somente o ir à igreja, mas também pode abranger um culto familiar na própria casa. Foi exatamente isto que aconteceu na casa de Cornélio (At 10.33). A reunião familiar também não precisa acontecer apenas dentro de casa. Além dos cultos na igreja, podemos nos reunir em algum outro lugar (e até mesmo com outras famílias) para buscar ao Senhor (At 21.5).
A negligência trará conseqüências
Quais as conseqüências de se negligenciar o sacerdócio no lar? Juízo divino para o sacerdote, além da evidente rebeldia dos filhos. A primeira palavra profética que Samuel proferiu foi contra alguém que ele certamente amava: o sacerdote Eli, que o criava no templo. E o que Deus disse envolvia a casa dele e sua negligência no sacerdócio familiar: Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele não os repreendeu. (1Sm 3.13.)
O Senhor trouxe advertências anteriores, mas Eli não deu ouvidos. Deus está falando de negligência aqui. Diz que embora conhecesse bem o pecado dos filhos, Eli não os repreendeu. Toda omissão no sacerdócio do lar sempre trará conseqüências sérias. Davi teve problemas com vários de seus filhos, e se você estudar com calma a história dele, perceberá o quanto ele era negligente em relação a seus filhos. Adonias, assim como Absalão, se exaltou, querendo usurpar o trono. Mas por trás desta atitude de rebelião, a Bíblia mostra a negligência de Davi como sacerdote em sua casa: Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim? (1Rs 1.6.)
Se não quisermos sérios problemas futuros com os nossos filhos, e muito menos ver a qualidade do relacionamento deles com Deus sendo comprometida, então precisamos ser sacerdotes dedicados em ministrar e cobrir suas vidas.
Que o Senhor nos ajude a ordenar nossos passos nesta área!
Luciano P. Subirá
|
|
|
|
Tags: Lar