Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. João 17:3

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“Israel sem Jerusalém é como um corpo sem coração”

“Israel sem Jerusalém é como um corpo sem coração” – a corrida desenfreada para o cumprimento de Zacarias 12 e 14

Netanyahu afirmou enfaticamente no Domingo passado que que nunca dividirá Jerusalém.
No seu discurso durante as celebrações do “Dia de Jerusalém” no “Ammunition Hill”, local de uma importante batalha pela conquista de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias, em Junho de 1967, o primeiro-ministro israelita negou assim qualquer negociação com os palestinianos sobre a partilha da Cidade Santa de Jerusalém, capital do antigo e do moderno estado de Israel. Contrariamente ao “discurso” palestiniano, Netanyahu afirmou peremptoriamente que dividir Jerusalém só levaria a mais conflitos.
“Existem aqueles que acreditam que se simplesmente dividissemos Jerusalém, e isso significa entregar o Monte do Templo, teríamos a paz. O mínimo que posso dizer é que duvido. Se fossemos depositar aquela praça do Monte do Templo em outras forças, iríamos rapidamente acabar numa guerra sectária religiosa.”

JERUSALÉM: a Cidade mais disputada do mundo
Para a maior parte dos israelitas, dividir Jerusalém é uma linha vermelha que não estão preparados para atravessar depois de milénios de esperança de um povo poder novamente habitar e controlar a Cidade Santa.
“Israel sem Jerusalém é como um corpo sem coração. E o nosso coração nunca mais será dividido” – prometeu Netanyahu, prosseguindo: “Uma nação disposta a sacrificar o seu coração convencerá os seus inimigos que está disposta a ceder em tudo.”
A Autoridade Palestiniana insiste que só fará a paz com Israel quando receber a metade oriental de Jerusalém, incluindo o Monte do Templo, como sua capital.
Para quem leva a sério o estudo das profecias bíblicas, este é um claro indicador que se aproxima rapidamente a “grande batalha por Jerusalém” tão vividamente descrita há 2.500 anos pelo profeta Zacarias (capítulos 12 – 14).

O MONTE DO TEMPLO
Israel nunca cederá o seu “coração” aos intentos dos seus inimigos, e será essa disposição “intransigente” que despoletará o ódio de muitas nações (literalmente “todas as nações”) contra Jerusalém, tentando arrancar o “coração” de um povo que tanto sangue derramou e tantas lágrimas verteu por amor da sua Santa Cidade, a tão preciosa dádiva física de Deus ao Seu povo.
Mal saberão os povos conquistadores que esse seu desejo perverso atrairá a ira do Todo Poderoso Deus, fazendo com que Ele mesmo venha lutar fisicamente em defesa do Seu povo – “E o Senhor sairá e pelejará contra estas nações…”
O fim dessas nações será horrendo: “E esta será a praga com que o Senhor ferirá todos os povos que guerrearem contra Jerusalém: a sua carne será consumida, estando eles de pé, e lhes apodrecerão os olhos nas suas órbitas, e lhes apodrecerá a língua na sua boca. (guerra biológica?) Naquele dia, também acontecerá que haverá uma grande perturbação do Senhor entre eles; porque pegará cada um na mão do seu companheiro, e alçar-se-á a mão de cada um contra a mão do seu companheiro.”
Ah, quem dera que todos ouvissem estes avisos do Senhor Deus de Israel…!
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:3)
Shalom!

FONTE: http://shalom-israel-shalom.blogspot.com.br/2012/05/israel-sem-jerusalem-e-como-um-corpo.html
Postado por Marcia Cristina

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A vida que agrada a Deus (1 Ts 4.1-12)
Escrito por Pr. Helcias Coelho
A VIDA QUE AGRADA A DEUS (ITs 4.1-12)
Warren Wiersbe, disse que agradar a Deus significa muito mais do que simplesmente fazer a vontade de Deus. É possível obedecer a Deus e, ainda assim, não agradá-lo. Jonas é um exemplo disso. Ele obedeceu às ordens de Deus, mas não fez de coração. Deus abençoou sua Palavra, mas não pode abençoar o seu servo. Assim Jonas assentou-se do lado de fora de Nínive, zangado com todos, inclusive com o Senhor. O irmão do filho pródigo obedecia em tudo a seu pai, mas não se agradava dele, vivia magoado como um escravo na casa do pai.
O apóstolo Paulo, exorta a igreja de Tessalônica para buscar uma vida que agrade a Deus.
Todo cristão é chamado para viver uma vida que agrade a Deus.
Neste texto encontramos a maneira de agradar a Deus em nosso viver.
BUSCAR A SANTIFICAÇÃO (4.3-8)
Santo é aquele que foi chamado para pertencer ao povo de Deus (1Co 1.2 ) e que vive uma vida completamente dedicada a ele. Ser santo é ser separado do mundo e do pecado para Deus. Fomos arrancados do reino das trevas e transportados para o reino da luz. Fomos libertos do poder do pecado.
1. O cristão deve abster-se da impureza sexual (v.3).
A palavra grega “pornéia”, traduzida por prostituição significa pecado sexual, atividade sexual ilícita. Pornéia refere-se a todas as relações sexuais fora daquelas que ocorrem dentro do relacionamento do casamento. Paulo tem em vista tanto o sexo antes do casamento quanto o sexo fora do casamento, tanto fornicação quanto o adultério.
A palavra “pornéia” engloba também outras praticas sexuais ilícitas. “Pornéia” inclui também a impureza da mente, os desejos ilícitos e pornografia.
“ABSTER-SE’ apechomai”. Subentende a total abstinência de todos os tipos de imoralidade sexual.
2. O cristão deve controlar o seu próprio corpo (v.4)
A Bíblia diz que o nosso corpo é um vaso (2Co.4.7; II Tm2.20,21). O nosso corpo é o santuário do Espírito Santo. O corpo do cristão foi criado por Deus e remido por ele; é habitado por Deus, deve ser cheio do Espírito Santo e glorificar a Deus.
Paulo disse: Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo (1Co 6.20)
O corpo deve ser usado em santificação e honra. “O corpo não é para a impureza, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo”. (1Co 6.13)
Paulo exorta a oferecermos os membros do nosso corpo para servirem a justiça, para a santificação (Rm 6.19)
3. O cristão deve resistir aos desejos lascivos (4.5)

A palavra grega epitimia, traduzida por lascívia, significa desejo, concupiscência. Paulo não proíbe o desejo, como um impulso natural, e sim, o desejo pecaminoso. O desejo impuro escraviza as pessoas. Há pessoas prisioneiras da pornografia. Há pessoas cativas a pensamentos e desejos impuros.
Os gentios usam seus corpos com lascívia, desejo impuro, paixão inflamada, porque eles não conhecem a Deus. Eles são impuros, fornicadores, adúlteros e promíscuos, porque não tem um relacionamento com Deus. Para eles, o sexo pré-marital não é pecaminoso, mas uma “prova de amor”. A infidelidade conjugal para eles é uma prática normal. O apóstolo Paulo afirma que essas pessoas não conhecem a Deus
4. O cristão não deve ofender nem defraudar a seu irmão. (v.4.6a)
A palavra grega defraudar significa despertar um sentimento ou desejo no outro que não pode ser licitamente satisfeito. É ir além, ultrapassar os limites. Significa tirar o melhor proveito da situação. E tentar ganhar egoisticamente mais, a qualquer custo e por todos os meios, independente dos outros e dos seus direitos.
Defraudar é tirar vantagem de outra pessoa mediante comportamento sensual, libidinoso e provocativo.
Vivemos a cultura da sedução. O cinema, a televisão, as revistas e a moda provocam e fazem apologia da sensualidade provocativa. As roupas sumárias, os flertes, a “onda do “ficar”, onde um rapaz ou uma moça “fica” com duas ou três pessoas diferentes numa mesma festa é uma afronta a santidade do corpo e uma desobediência à exortação de Paulo.
Paulo disse que o Senhor é vingador de todas estas coisas. “O Senhor castigará duramente os que fazem estas coisas”.
Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santificação. (v.4.7)
Porque quem despreza a santificação do corpo, despreza o próprio Deus. (v.4.8a)
Porque quem pratica a impureza menospreza o recurso que Deus oferece para uma vida santa (4.8b)
O apostolo Paulo conclui: “…que também vos dá o seu Espírito Santo” (4.8b). O Espírito Santo nos foi dado como santificador. Diz as Escrituras: “…andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne (Gl 5.16). Andar em impureza é entristecer o Espírito (Ef4.30), é apagar o Espírito (I Ts5.19), é resistir o Espírito (At.7.51), é ultrajar o Espírito.
Deus não apenas nos chama para a santidade, mas Ele também nos dá poder para viver uma vida santa.
Deus utiliza não grandes talentos, mas vasos limpos. Deus usa homens e mulheres que buscam a santidade. A santidade vale mais do que conhecimento, do que dons e talentos. Precisamos nos santificar se quisermos ser usados por Deus e experimentar poderosa visitação de Deus em nossa vida e em nossa igreja. João Wesley, o grande avivalista de século 18, disse: Da-me cem homens que não temam nada senão o pecado e que não ameis a ninguém mais do que a Jesus, e com eles eu abalarei o mundo. Se quisermos ver as maravilhas de Deus caindo sobre a nossa vida e da igreja, precisamos acertar a nossa vida com Deus hoje.

Igreja Batista da Pedreira

A vida que agrada a Deus (1 Ts 4.1-12)

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A Biblia condena a fofoca

Estas seis coisas aborrece o SENHOR, e a sétima a sua alma abomina:Olhos altivos, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente: e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos. (Pv 6.16-19)

(RC) ¶ Há alguns cujas palavras são como pontas de espada, mas a língua dos sábios é saúde
(NTLH) ¶ As palavras do falador ferem como pontas de espada, mas as palavras do sábio podem curar. (Pv 12.18)
(RC) ¶ O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios tem perturbação.
(NTLH) ¶ Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo. (Pv 13.3)

A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto. (Pv 18.21)

O que guarda a boca e a língua guarda das angústias a sua alma. (Pv 21.23)

Não andarás como mexeriqueiro (Hb. rakiyl – caluniador, difamador, fofoqueiro, informante )
entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o SENHOR. (Lv 19.16)

A Biblia condena a fofoca
(RC) E, além disto, aprendem também a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando o que não convém
(NTLH) Além disso, elas se acostumam a não fazer nada e a andar de casa em casa; e, pior ainda, aprendem a ser mexeriqueiras, metendo-se em tudo e falando coisas que não devem. (1 Tm 5.13)
PARE E PENSE: Fofoca e difamação, são instrumentos de satanás. Ele sabe: se consegui dividir-nos e fazer com que lutemos entre nos, estaremos muito ocupados para lutar contra ele.

Pv 20.19 (NTLH) ¶ O mexeriqueiro espalha os segredos; por isso fique longe de quem fala demais.
de uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Porventura, deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? (Tg 3.10,11)
O VERDADEIRO CIDADÃO DO CEÚ: Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo; (Sl 15.3)

(NTLH) Vocês querem aproveitar a vida? Querem viver muito e ser felizes? Então procurem não dizer coisas más e não contem mentiras. (Sl 34.12,13)

Há alguns cujas palavras são como pontas de espada, mas a língua dos sábios é saúde. O lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua mentirosa dura só um momento. (Pv 12.18,19)

O lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua mentirosa dura só um momento. Como os carvões para as brasas e a lenha para o fogo, Assim é o homem contencioso para acender rixas. (Pv 26.20,21)

o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. (Mt 15.11)
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. (Ef 4.29

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Fl 4.8)

Irmãos, não faleis mal uns dos outros… (Tg 4.11)

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Figuras de linguagem na Bíblia
Por:Adriano Ribeiro dos Santos

Resumo do capítulo 7 do livro “A Interpretação Bíblica” de Roy B. Zuck com o título “As figuras de linguagem”[1].

O que é uma figura de linguagem?
Uma figura é meramente uma palavra ou frase colocada de forma diferente de seu emprego ou sentido original e simples.
Por que se utilizam figuras de linguagem?
As figuras de linguagem acrescentam cor e vida.
As figuras de linguagem chamam a atenção.
As figuras de linguagem tornam os conceitos abstratos ou intelectuais mais concretos.
As figuras de linguagem ficam mais bem registradas na memória.
As figuras de linguagem sintetizam uma idéia.
As figuras de linguagem estimulam a reflexão.

Como saber se uma expressão apresenta sentido figurado ou literal?
A palavra está em sentido figurado quando destoa do assunto ou quando difere dos fatos, da experiência ou da oservação.
Regras para identificar figuras de linguagem:
1. Adote sempre o sentido literal de uma passagem, a menos que haja boas razões para não fazê-lo (Ap 7.9).
2. O sentido é o figurado se o literal implicar uma impossibilidade (Jr 1.18).
3. O sentido é o figurado se o literal for absurdo (Is 55.2).
4. Adote sentido figurado se o literal sugerir imoralidade (Jo 6.53-58).
5. Repare se uma expressão figurada vem acompanhada de uma explicação literal (1 Ts 4.13-16).
6. Às vezes uma figura é ressaltada por um adjetivo qualificativo (Mt 6.14; Jo 6.32).

A linguagem figurada é o oposto da interpretação literal?
Não, apenas pode-se narrar um fato literal no sentido normal ou no estilo figurado.

Figuras de linguagem que encerram comparação
Figura Definição Exemplo Bíblico
Símile É uma comparação em que uma coisa lembra outra explicitamente (assim como, tal qual, tal como, como). “…toda carne é como a erva…” (1 Pe 1.24).
Metáfora É uma comparação em que um elemento é, imita ou representa outro (sendo que os dois são essencialmente diferentes). Os verbos “ser” e “estar” sempre são empregados. “Toda a carne é erva” (Is 40.6).
Hipocatástase Faz uma comparação em que a semelhança é indicada diretamente. “…Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21.17).

Figuras de linguagem que encerram substituição
Figura Definição Exemplo Bíblico
Metonímia Substituir uma palavra por outra. Causa em lugar do efeito: “…Vinde, firamo-lo com a língua…” (Jr 18.18).
O efeito em lugar da causa: “Eu te amo, ó Senhor, força minha” (Sl 18.1).
O objeto é empregado em lugar de outro semelhante: “Não podeis beber o cálice do Senhor…” (1 Co 10.21).
Sinédoque É a substituição da parte pelo todo ou do todo pela parte. “…os seus pés correm para o mal…” (Pv 1.16).
Merisma É um tipo de sinédoque em que a totalidade ou o todo é substituído por duas partes contrastantes ou opostas. “Sabes quando me assento e quando me levanto…” (Sl 139.2).
Hendíade É a substituição de um conceito por dois termos coordenados (ligados por “e”) em que um dos elementos define o outro. Quando os apóstolos falaram deste “ministério e apostolado”, estavam referindo-se a este “ministério apostólico” (At 1.25).
Personificação Atribuição de características ou ações humanas a objetos inanimados, a conceitos ou animais. “O deserto e a terra se alegrarão…” (Is 35.1).
Antropomorfismo Atribuição de qualidades ou ações humanas a Deus. “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos…” (Sl 8.3)
Antropopatia Atribui emoções humanas a Deus. “…Tenho grandes zelos de Sião” (Zc 8.2).
Zoomorfismo Atribui características de animais a Deus. [Deus] Cobrir-te-á com suas penas, sob suas asas estará seguro…” (Sl 91.4).
Apóstrofe Referência direta a um objeto como se fosse uma pessoa, ou a uma pessoa ausente ou imaginária como se estivesse presente. “Que tens, ó mar, que assim foges?…” (Sl 114.5).
Eufemismo Substituição de uma expressão desagradável ou injuriosa por outra inócua ou suave. “…os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.” (1Ts 4.15)

Figuras de linguagem que encerram omissão ou supressão
Figura Definição Exemplo Bíblico
Elipse Omissão de uma palavra ou palavras cuja falta deixa incompleta a estrutura gramatical. “Os doze” representa “os doze apóstolos” (1 Co 15.5).
Zeugma Associação de dois substantivos a um mesmo verbo, quando pela lógica o verbo só pede um substantivo. “Sua boca se abriu e sua língua” (Tradução literal de Lucas 1.64).
Reticência Interrupção repentina do discurso, como se o orador não tivesse podido terminá-lo. “Por esta razão, eu, Paulo, o prisioneiro de Cristo por amor de vós, os gentios…Certamente sabeis da dispensação da graça… (Ef 3.1, 2).
Pergunta retórica Não exige resposta; seu objetivo é forçar o leitor a respondê-la mentalmente e avaliar suas implicações. “Acaso para Deus há cousa demasiadamente difícil?… (Gn 18.14).

Figuras de linguagem que encerram exageros ou atenuações
Figura Definição Exemplo Bíblico
Hipérbole Afirmação exagerada em que se diz mais do que o significado literal com o objetivo de ênfase. “…as cidades são grandes e fortificadas até aos céus…” (Dt 1.28).
Litotes Frase suavizada ou negativa para expressar uma afirmação. É o oposto da hipérbole. “…Eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante…” (At 21.39).
Ironia É uma forma de ridicularizar indiretamente sob a forma de elogio. “porque, sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos” (2 Co 11.19). Essas palavras eram ridicularização e crítica.
Pleonasmo Repetição de palavras ou acréscimo de palavras semelhantes, que em nossa língua parecem redundantes. “Com o ouvir dos meu ouvidos ouvi” (Jó 42.5, ARC).

Figuras de linguagem que encerram incoerências
Figura Definição Exemplo Bíblico
Oxímoro Combinação de termos opostos ou contraditórios. “dores de parto da morte (grego literal de At 2.24).
“Sacrifícios vivos”. (Rm 12.1).
Paradoxo Afirmação aparentemente absurda ou contraditória ao bom senso. Não é uma contradição; é algo que parece ser o oposto do que em geral se sabe. “…quem perder a vida por causa de mim e do evangelho, salvá-la-á” (Mc 8.35).

Figuras de linguagem que encerram sonoridade
Figura Definição Exemplo Bíblico
Paronomásia Emprego das mesmas palavras ou de palavras de sons semelhantes para produzir sentidos diferentes. “…Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (Mt 8.22).
Onomatopéia Palavra cuja pronúncia imita o som da coisa significada. O verbo lançar em Jó 9.26 é û no hebraico, cuja pronuncia é como o som da águia (ou do falcão peregrino) quando se lança sobre a presa a uma velocidade elevadíssima.

Como devemos interpretar as figuras de linguagem?
Descobrir se existe alguma figura de linguagem.
Descobrir a imagem e o objeto na figura de linguagem.
Especificar o elemento de comparação.
Não presumir que a figura sempre signifique a mesma coisa.
Sujeitar as figuras a limites ou controles legítimos por meio dos princípios da lógica e da comunicação.

Em que uma expressão idiomática se diferencia de uma figura de linguagem?
Expressão idiomática é “um encadeamento de palavras cujo sentido difere do significado que cada uma delas tem isoladamente”. Uma expressão idiomática em nosso país pode ter o significado completamente diferente em outra cultura. Ex: “Ele tem coração duro”. No Brasil significa uma pessoa indiferente, mas no dialeto shipibo do Peru significa que uma pessoa é valente.

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[1] ZUCK, Roy B.. A Interpretação Bíblica. São Paulo: Vida Nova, 1994. págs. 167-196.

Tags: “Eis que uma virgem conceberá” (almah b’tulah)

“Eis que uma virgem conceberá”

Estudo externo
“Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Isaías 7.14).

O substantivo hebraico para “virgem” usado nesta passagem é (almah). Isto tem dado espaço para intermináveis controvérsias, principalmente por eruditos judeus e por teólogos “cristãos” modernistas, na tentativa de neutralizar a doutrina do nascimento virginal de Yeshua. Alguns afirmam que a palavra mais apropriada para “virgem” seria (b’tulah) e com isso querem dissociar Mateus 1.23 de Isaías 7.14.

A palavra b’tulah aparece 51 vezes no Velho Testamento hebraico e é traduzida 44 vezes por (parthenos), na Septuaginta. Ela pode se aplicar a uma mulher casada (Jl 1.8) o que não ocorre com o substantivo almah, que só se aplica a mulher solteira. W. E. Vine, com base em Joel 1.8, diz que b’tulah nos textos aramaicos tardios era aplicada a uma mulher casada. Isso, portanto, segundo Vine, traria muita confusão:

“Não ficaríamos sabendo o que era exatamente o que tinha em mente. Estava se referindo a uma que era verdadeiramente virgem, ou uma que estava desposada, ou uma que já havia conhecido marido? À luz destas considerações, parece que a eleição da palavra almah foi deliberada. Parece que é a única palavra hebraica disponível que indicaria com clareza que aquela a que ele designa não estava casada”.

O substantivo almah aparece 9 vezes no Velho Testamento hebraico (Gn 24.43; Êx 2.8; 1 Cr 15.20; Sl 46 (título, pois a palavra hebraica alamoth é plural de almah); 68.25; Pv 30.19; Ct 1.3; 6.8; Is 7.14). Em dois lugares a Septuaginta traduziu por parthenos, que significa “virgem” (Gn 24.43; Is 7.14). A mesma Rebeca que é chamada “virgem, [b’tulah, em hebraico] a quem varão não havia conhecido”, no v. 16 desse mesmo capítulo, é chama de almah. A Septuaginta foi traduzida antes do nascimento de Yeshua (285 a. C., segundo Josefo e a carta de Aristéia). Há muitas controvérsias quanto a essa data. Qualquer que seja, o certo é que foi antes do nascimento de Yeshua. A tradução foi feita por rabinos, portanto, entendiam que almah em Isaías 7.14 se tratava de uma “virgem”. Assim era o significado dessa palavra na época.

É muito suspeito que só depois do surgimento do cristianismo que os judeus procuraram reavaliar o significado dessa palavra. As versões gregas do Velho Testamento, que vieram após o cristianismo substituíram parthenos por neanis “jovem”. Áquila era judeu e discípulo do rabino Akiva (morto em 132 AD). A outra versão é a de Teodócio, apóstata do cristianismo, que voltou ao judaísmo (final do segundo século AD); e finalmente a de Símaco, que era ebionita (seita judaica que negava a divindade de haMashiach) preparada em 170 AD.

Diz o Dr. Aage Bentzen, nada ortodoxo, contra a nossa linha conservadora, mas admite que parthenos veio dos próprios judeus: “Contra a Igreja os judeus sustentavam que Is 7.14 não fala de uma `virgem’ (parthenos), mas de uma `mulher jovem’ (neanis). Os cristãos respondiam acertadamente que a tradução parthenos provém de tradutores judeus”. Até hoje, para fazer frente contra o nascimento virginal de Yeshua, os judeus, em Israel usam almah para “senhorita”.

Há quem diga que o contexto do Velho Testamento não fornece luz suficiente para o significado de “virgem”, contudo, muitos eruditos afirmam o contrário. Gerard Van Groningen cita cinco autoridades no assunto sobre a palavra ugarítica galmatu encontrada nos documentos de Ras Shamra. Uma dessas autoridades, H. Wolf, em sua obra Interpreting and Glory of the Messiah, p. 450, diz: “Nos três lugares onde glmt, o equivalente exato de almah, é usado, ele refere-se a uma jovem procurada para casamento”.

Gerard Van Groningen apresenta a seguinte conclusão: “Um exame dos materiais disponíveis a estudiosos e peritos, como indicado acima, leva-nos à segura conclusão de que, com base no uso do termo tanto em hebraico quanto em ugarítico o termo almah deve ser traduzido por `virgem’. A Septuaginta dá pleno apoio a isto e o testemunho do Novo Testamento (Mt 1.23) dá a palavra final. Isaías disse e pretendeu dizer virgem”.
[center]

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10 Perguntas que os jovens mais comentam sobre a virgindade

1) O que vem a ser a virgindade?

R: Virgindade ?Estado de pessoa virgem, isto é que nunca praticou um ato sexual, estando puro, intacto, que nunca foi usado;inexplorado.

2) Porque tem crescido o número de adolescentes e jovens que tem tido experiências sexuais tão cedo?

R: Conforme pesquisa que realizei durante um ano entrevistando jovens mães (adolescentes e jovens) cheguei a conclusão que existe ainda uma lacuna quando o assunto em pauta é virgindade. Entendo que a família tem a maior porcentagem de responsabilidade em educar e ensinar os filhos, porém a Igreja também tem uma parte na responsabilidade em orientar o jovem, pois a Bíblia Sagrada nos revela claramente a respeito da virgindade, e o porque de ser virgem e o que fazer para guardar-se para o matrimônio. A escola também tem uma boa porcentagem na responsabilidade em passar para o jovem a respeito da virgindade, no entanto vemos não só a escola, mas o Governo e algumas entidades e veículos de comunicação, como as novelas; onde tanto o sexo entre adolescentes como ser mãe independente é normal.

Ao invés de ensinar ao jovem a manter-se virgem até o matrimônio, evitando assim doenças, uma gravidez indesejada ensinando-os a fazer segundo a palavra de Deus, como diz as Escrituras Sagradas; todavia vemos estes ensinando os jovens a como usar o preservativo. Temos consciência que por de trás desta ?preocupação da mídia, existe uma preocupação muito maior em todo este processo de comercialização, que por sinal é bem lucrativo, do que se preocupar como será o futuro destes jovens nos quais entram tão cedo para o mercado do sexo?.

3) Quando a Bíblia fala a respeito da virgindade, ela se dirigi ao homem também?

R: sim. Se analisarmos as Escrituras Sagradas, veremos o apóstolo Paulo dirigindo-se aos homens solteiros, no capítulo 7, respectivamente nos versículos 1e 8 na carta aos Corintios:?…,é bom que o homem não toque em mulher; más por causa da impureza cada um tenha a sua própria esposa; bom seria se os solteiros e viúvos fossem como eu, todavia aos que não conseguem dominar-se, bom é que se casem, pois é melhor casar do que se abrasar?. Entendemos que Paulo exorta o homem solteiro a cuidar das coisas que pertencem ao Santuário de Deus, como também ele mesmo o fez, todavia se for para o homem andar em fornicação, prostituição, antes, seja melhor casar-se e ter uma esposa, pois é melhor casar do que se abrasar.

Tanto na época em que Paulo escreve aos Corintios como nos dias de hoje, muitas pessoas acham que podem andar em adultério, fornicação e continuarem a oferecer sacrifícios agradáveis a Deus, e o Senhor Jesus os receber.Todavia a fornicação, a impureza e o adultério fazem partes das obras da carne, como está registrado na carta aos Gálatas, no capítulo 5: ?Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. A respeito das quais eu (Paulo escreve inspirado pelo Espírito Santo de Deus) vos declaro, como já outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam?.

4) Porque o homem valoriza a virgindade no matrimônio?

R: Segundo pesquisas recentes, é grande a porcentagem de homens que procuram para constituir um lar, mulheres virgens.Muitos homens senten-se inseguros, outros por outro lado teen ?medo? de seu desempenho sexual ser comparado com o de outro, e outros ainda teen medo de após terem relações sexuais com a parceira, não satisfazerem-na a ponto de ela procurar outro que lhe satisfaça.Todavia o homem cristão valoriza a virgindade não por tais motivos fúteis, más por ser conhecedor da palavra de Deus, a qual ensina que a mulher virgem é comparada á noiva de Cristo, na qual é pura, santa e imaculada, de um só esposo.(ll aos Corintios 11; 2).

5) A virgindade está fora de moda?

R: Para responder a esta pergunta, vejamos primeiramente o que significa o termo moda: ?costume ou estilo, em geral efêmero, aceito e imitado por um grupo ou meio social em certa época ou lugar?.

A Bíblia nos diz que devemos ser não imitadores de tais modismos efêmeros, pois com a mesma intensidade que aparecem, com o passar do tempo, desaparecem, dando lugar para novos conceitos.

Todavia a Bíblia nos revela na carta aos Efésios (cap 5; 1) para que sejamos imitadores de Deus, no qual é Santo e imutável. Passam-se séculos, porém sua palavra continua a mesma.

Logo; podemos entender que a virgindade não pode ser comparada com o termo ?moda?.

6) Virgindade tem a ver com a cultura de um povo?

R: podemos dizer que cultura de um povo é a herança social que um indivíduo adquiri do grupo em que vive (costumes, tradições, vestuário, alimentação, e etc).Portanto cada sociedade transmite ás novas gerações o patrimônio cultural que recebeu de seus antepassados; todavia há um processo de mudança social que acaba influenciando as informações que foram recebidas de geração em geração,mesmo porque acontece a miscigenação entre os povos, dando início a uma nova cultura.Entendemos então que os usos e costumes mudam conforme a cultura da época; no entanto a doutrina que a Bíblia Sagrada nos revela é imutável, inabalável, inalienável, chegando inclusive a ser o único Livro conhecido mundialmente; no qual afirma que: ?a mulher se deixe a conhecer somente ao seu marido?, isto é que tenha relações sexuais somente depois de consumado o matrimônio monogâmico.

7) Os casais que se guardaram virgens para o matrimônio se arrependeram após o casamento, por não terem tido outras experiências?

R: Não. Durante um ano entrevistei casais de várias classes sociais que se casaram virgens e 98% de 100 entrevistados, disseram que não se arrependeram, e que não se sentiram em desvantagem em relação aos que haviam tido experiências antes do matrimônio; mesmo porque o casamento significa união, ajuste entre duas partes, onde ambos irão apartir daquele momento iniciar uma nova fase de vida; desfrutando não só dos móveis, da casa, e do enxoval que serão usados pela primeira vez,más também do sexo, e juntos, estarão dividindo suas experiências e anseios, e a cada dia surgindo uma nova descoberta.

8) Existe um ?tabu? quanto a se manter virgem solteira?

R: Existe uma diferença entre liberdade e libertinagem.Somos chamados por Deus para sermos livres, todavia as pessoas que não teen base Bíblica, confundem liberdade de ação com libertinagem.Para alguns grupos que vivem dissolutamente, e são escravos da mídia, concordam quando a mesma dá ênfase para o adultério, homossexualismo, lesbianismo, e sexo entre adolescentes e jovens, exposto nas novelas, em filmes, revistas, e etc, achando que ser virgem é um fato ultrapassado.

No entanto aquele que segue os conselhos que o salmista, inspirado por Deus escreve no Salmo 1:?Bem aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios,nem se detem no caminho dos pecadores, nem assenta na roda dos escarnecedores.Antes tem o seu prazer na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite.? A mulher e o homem que não andam segundo o que estes ?tais? grupos com atitudes perniciosas pensam,e sim buscam na palavra de Deus as respostas para os seus problemas, estes serão bem sucedidos,mesmo porque não estão firmados na mídia, que com a mesma intensidade que aparecem, desaparecem, más sim em Cristo, no qual é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

9) Porque a Bíblia compara a mulher virgem com a noiva de Cristo?

R: Por que a noiva de Cristo, que é a Igreja, para ser arrebatada com Jesus, tem que estar pura, santa, imaculada e sem mancha, conhecedora de um só esposo, que é Cristo para que não seja contaminada com vãs doutrinas.Da mesma maneira sejam também as mulheres virgens, conhecedoras de um só esposo.Referências: O Evangelho de São Mateus 25; 1 ao 13 , 2º. aos Corintios 11; 2, Levítico 21;14.

10) Perante a Bíblia, como ficam as mulheres que embora não são mais virgens, no entanto tem desejo de casar-se e constituir um lar, e ter uma vida com Cristo?
R: Apartir do momento em que houve arrependimento e confissão, há remissão do pecado.Podemos ler na carta aos Romanos, no capítulo 8, precisamente no versículo 1:?Agora,pois,já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus?.Também na carta aos Corintios capítulo 5 e versículo 17 leremos: ?Aquele que está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já se foram e eis que tudo se faz novo?.

Ao lermos as passagens que retratam a peregrinação de Cristo na terra; veremos com certeza Jesus falando com mulheres adúlteras, ladrões, prostitutas, pessoas enfermas; enfim vemos Jesus perdoando e ?sarando? os corações feridos, dando-lhes oportunidade para iniciar uma nova fase de vida, desta vez em santidade.O caso da mulher pecadora, que se encontra no Evangelho de Lucas, cap.7 e versículos 36 ao 50; nos retrata a história de uma mulher na qual todos a discriminavam por ser ela pecadora, porém esta mulher foi até Cristo,com o coração quebrantado,e Jesus perdoou seus pecados.Vemos casos similares como ?A mulher Samaritana?; ?A mulher adúltera? e outros nos quais vemos Jesus imputando-lhe seus pecados e dando-lhes oportunidade de terem uma nova vida, sem acusações, sem ressentimentos, sem medo do porvir.

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Como lidar com as tempestades

Como lidar com as tempestades.

Sl 107.21-31; Mc 4.35-41; 5.1-8

Introdução:
Reconheça a origem da tempestade.
Como lidar com as tempestades da vida

I. Esteja na companhia de Cristo (v.36. Jo 15.7).
A. Tempestade vem mesmo quando Jesus esta no barco.
B. Ela veio mesmo os discípulos tendo obedecido a Jesus.

II. Confie em Jesus, não em você em suas habilidades. (v.37; PV 3.5)
A. Diante das tempestades temos que confiar no mestre
B. Diante de uma tempestade provocada no mundo espiritual não adianta usar só nossas habilidades naturais.

III. Não Tenha medo (v.38; MT 14.27-31).
A. Existe pelo menos 365 vezes na bíblia a expressão” Não temas”
B. Fé e medo são duas forças espirituais antagônicas
C. Ter Jesus em nossa vida faz toda diferença para a vitória
D. Por mais que o diabo se levante e tente-o sempre será um derrotado por Jesus nosso Senhor

IV. Use a autoridade outorgada a você. (Mc 5.1-8)
A. Agindo com fé e ousadia contra as intenções do maligno.
B. Exercendo com firme espirito de fé, baseado na palavra que vence todo mal.

Conclusão:
mesmo andando com o Senhor, todos nos estamos expostos a passar por tempestades, mesmo que você não tenha a fé necessária, saiba que ele esta com você Ele te levanta pela mão e acalma a tempestade nos ensinando que as tempestades da vida nos fazem crescer e chega à outra margem.

Escrito por: Cristiano Mascarenhas

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7 Provas: LÍNGUAS CESSARAM no Século I

1) Prova pela HISTÓRIA:

A História registra (indiscutivelmente!) o cessar das línguas [NOTA1] , desde os Pais da Igreja [anos 1** a 3**] até que Agnes Ozman, em 1901, “buscou e encontrou as línguas”, fazendo nascer o Pentecostalismo [NOTA2]. Por que Deus iria negar tamanho dom aos seus melhores homens servos da estirpe filadelfiana em 19 séculos (homens do calibre dos Valdenses; dos Anabatistas; dos Pre-Reformadores como John Huss, Wycliff e Tyndale; de Reformadores como Lutero e Calvino; dos irmãos Morávios; dos Puritanos; dos grandes Reavivadores como Wesley; grandes missionários como Carey e Taylor, dos grandes pregadores como Crisóstomo, Spurgeon e Martin Lloyd Jones; etc.) e concedê-lo somente a homens da igreja laodiceiense do século XX [NOTA3]???!!!…

*** NOTA1: Rumores (sem provas) de raríssimas exceções sempre há (como sempre, contra tudo). Mas, mesmo se fossem verdadeiros, formam TERRÍVEL testemunho CONTRA o Pentecostalismo! Só servem para o BANIRMOS da nossa mente! Vejamos os principais destes rumores:

a- Alguns dos discípulos de Montanus (2o século). Lembre-se de que eram hereges, divisores, pregavam contínua revelação e duas classes de crentes (“superior” e “inferior”)!

b- Sacerdotes Cevenol (17o século). Lembre-se de que se caracterizaram por falsas profecias, que falharam!

c- Alguns dos Jansenistas (18o século). Lembre-se de que a ocasião em que eles falaram línguas foi quando dançaram! Sobre o túmulo de Jansen! Nus!

d) Discípulos de Madre Ann Lee (18o século): Lembre-se de que também falaram línguas enquanto dançavam! Nus!

e) Irvingitas (19o século): Lembre-se de que se caracterizaram por acrescentar revelações além e contrárias à Bíblia!

*** NOTA2: O pentecostalismo teve 3 ondas (até agora), cada uma delas se distanciando mais da verdade:

– A 1a onda, Pentecostalismo denominacional, iniciada na década de 1900 entre metodistas (arminianos e não bem doutrinados), caracterizou-se pela criação de novas denominações (tais como Assembléia de Deus; Igreja Pentecostal; Evangelho Quadrangular, etc.).

– A 2a onda, Renovação Carismática, inter ou adenominacional e ecumênica, iniciada na década de 1950/1960 entre católicos que alegaram “experiências”, caracterizou-se por infiltração/ tomada/ divisão de igrejas de denominações mais tradicionais (católica, batista, presbiteriana, congregacional, etc.), que não trocavam de nome principal, mas passavam a ser conhecidas, ao menos extra-oficalmente, como “Igreja Fulana de Tal Renovada”. Elas identificam-se e ecumenicamente comungam uma com todas as outras, unidas sobre a base comum das “experiências da renovação carismática”.

– A 3a onda, Neo-pentecostalismo, foi iniciada na década de 1960/1970 entre os pentecostais, e caracteriza-se pela teologia da prosperidade e/ou adoração da “fé positiva” e/ou por grosseiras aberrações (dentes de ouro; vômito e sopro do Espírito; gargalhada de Toronto; latidos santos; água magnetizada; óleo de Israel; grupos G12; etc.) vistas nas suas mega-igrejas e mega-tele-cultos (Hinn, Hagin, Macedo, Soares, Rodovalho, Milhomens, Castellano, etc.): “Faça/ dê/ use isto físico (que só nossa igreja pode lhe vender/ dar), depois exerça sua fé forte (eis aí o motor de tudo, adoremos a fé), ordene com palavra onipotente a Deus aos demônios e ao universo, e você vai instantânea e totalmente ter tudo que quiser, na área financeira, profissional, de saúde, de casamento, etc.”.

Atenção: A diferença entre as 3 ondas é só de grau, não de qualidade! Estas 3 ondas são meras expressões sucessivas do mesmíssimo pecado: colocar os sentimentos, os sentidos, os desejos, os pensamentos, as emoções e experiências, acima da Palavra de Deus tomada no seu devido contexto, o que ela DIZ explicitamente a mim, crente neo-testamentário.

Piores coisas e ondas estão por vir, cuidado!

*** NOTA3: Os dons de sinais e profecias de Joel 2:28-32, etc., referem-se aos últimos dias de Israel (na 70a semana de Daniel, os 7 anos da Tribulação, após o arrebatamento dos salvos na dispensação das igrejas), não aos últimos dias da Igreja.

2) Prova por Fortes IMPLICAÇÕES DA BÍBLIA:

2.1) Os grandes derramamentos de sinais e milagres estão relacionados com os grandes períodos de revelação, através dos escritores bíblicos. Os objetivos dos milagres foram:

2.1.1) Assinalar uma nova era de revelações;

2.1.2) Autenticar os mensageiros dessas revelações (1Rs 17:24; Jo 10:24-25; At 2:22; 14:3);

– Então a mulher disse a Elias: NISTO conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do SENHOR na tua boca é verdade. (1 Reis 17:24)

– Rodearam-no, pois, os judeus, e disseram-lhe: Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente. Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As OBRAS que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim. (João 10:24-25)

– Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com MARAVILHAS, PRODÍGIOS e SINAIS, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; (Atos 2:22)

– Detiveram-se, pois, muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por SUAS mãos se fizessem SINAIS e PRODÍGIOS. (Atos 14:3)

2.1.3) Fazer crer na Bíblia que ainda estava sendo escrita, ainda por ser concluída. Jo 20:31; At 5:12-14.

– Estes, porém, foram ESCRITOS para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (João 20:31)

– E muitos SINAIS e PRODÍGIOS eram feitos entre o povo pelas mãos dos APÓSTOLOS. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão. Dos outros, porém, ninguém ousava ajuntar-se a eles; mas o povo tinha-OS em grande estima. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. (Atos 5:12-14)

2.2) As razões de ser dos dons de sinais (assinalar uma nova era de revelações escritas; autenticar as mensagens e mensageiros; fazer crer na Bíblia que ainda estava sendo escrita) foram concluídas e encerradas no passado, portanto tais dons não têm, hoje, mais nenhuma razão de ser.

2.3) (Esta prova é irrespondível e incontornável!!!) Sinais miraculosos eram característicos, exclusivos, identificadores, restritos só aos 83 crentes (todos eles ex-judeus e que receberam os dons pessoalmente, dos lábios físicos do próprio Senhor quando em carne): os 11 apóstolos + Matias + Paulo + os 70 discípulos [NOTA]. Se tal não fora, Paulo não teria usado aqueles sinais miraculosos como provas que o diferenciavam como sendo um apóstolo (2Cor 12:11,12).

11 ¶ Fui néscio em gloriar-me; vós me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós, visto que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos, ainda que nada sou. 12 Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas. (2 Coríntios 12:11-12)
Se houvesse no mundo pelo menos um outro salvo, afora dos 83, que tivesse os dons dos sinais, a alegação de Paulo seria ridícula ao extremo. Seria como se dissesse: “Eu provo que sou apóstolo com o fato de que tenho cabelos pretos”, ao que responderiam: “Que tolice, outros têm, isto não prova nada.”

Ah, irmão, se Paulo provou ser um apóstolo pelo fato de ter dom de sinais, forçosamente é porque só um apóstolo ou discípulo os tinha!!! Isto nem pode ser retorquido, sem pode ser simplesmente ignorado! Enfrente o fato, com toda sinceridade e humildade!

NOTA: A) A Bíblia não registra nem sequer uma outra pessoa com estes dons! Mesmo quando um idioma humano não aprendido foi miraculosamente falado por uma outra pessoa (tal como Cornélio, gentio), foi exclusivamente na presença física e pela operação de algum destes 83 judeus, e cumprindo todas as normas que veremos abaixo.

B) Todos os indícios apontam para Silas e Barnabé terem sido escolhidos dentre os 70 discípulos, nenhum aponta na direção contrária.

2.4) Heb 2:3-4 indica que o dom de falar línguas humanas não aprendidas, e todos os dons de sinais (um e outros característicos, exclusivos dos 83 [1Co 12:12]), já haviam sido completados e cessados total e definitivamente quando Hebreus foi escrita (todos concordam que Hebreus foi escrita antes do ano 70 DC), com o General Tito e a Diáspora, e aproximando-se a conclusão do Novo Testamento:

3 Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, FOI-nos depois CONFIRMADA {akousantwn 191 5660 Aoristo: ação puntilear, considerada como um todo. A. do Indicativo: ação já no passado. A. Efetivo: a ênfase está no fim ou resultado da ação. Portanto entendemos “confirmada COMPLETAMENTE, num tempo passado indeterminado} pelos que a OUVIRAM {ebebaiwyh 950 5681 Aoristo, portanto AÇÃO COMPLETADA E ENCERRADA, DEFINITIVAMENTE}; 4 Testificando também Deus com eles, por SINAIS, E MILAGRES, E VÁRIAS DISTRIBUIÇÕES DE MARAVILHAS E DONS DO ESPÍRITO SANTO, segundo a sua vontade? (Hebreus 2:3-4)

O propósito dos dons de sinais foi atestar-autenticar a revelação (v. 1) e a encarnação e glorificaçã0m (v. 5 e seguintes)

2.1.5) O dom de falar idiomas humanos não aprendidos cessaria:
O amor nunca falha; mas havendo profecias, SERÃO ANIQUILADAS; havendo línguas, CESSARÃO; havendo ciência, DESAPARECERÁ; (1 Coríntios 13:8)

Observações secundárias:

— O verbo “serão aniquiladas” katarghyhsontai 2673 5701 {Futuro, Passivo, Indicativo – 3Plural} e o verbo “desaparecerá”{katarghyhsetai 2673 5701 Futuro, Passivo, Indicativo – 3Singular. um bom entendimento, indicando a voz passiva, seria “será feita desaparecer”} indicam que profecias e ciência sofreriam (passivamente) a ação de serem aniquiladas/feitas desaparecer por algo/alguém exterior, e isto subitamente.

— Já o verbo “cessarão” {pausontai 3973 5695 Futuro; Voz Média Direta, Indicativo – 3Plural. um bom entendimento seria “cessarão por si mesmas”} indica que o dom apostólico de falar línguas humanas não aprendidas cessaria gradativamente, e cessaria como se tais línguas cessassem a si próprias, de modo que, quando o algo/alguém exterior viesse cessar os outros dons, o dom de falar línguas humanas não aprendidas já não mais existiria.

— A tradução literal de Zeolla é “The love is never failing. And if [there be] prophecies, they will become useless; if TONGUES, THEY WILL CEASE BY THEMSELVES; if knowledge, it will become useless.”

2.1.6) O dom de falar idiomas humanos não aprendidos cessou antes dos outros dons de sinais (um e outros foram característicos, exclusivos dos 83 [1Co 12:12]). E todos os dons de sinais cessaram antes de Heb 3:3-4 (acima), do General Tito e da Diáspora no ano 70, e da conclusão do Novo Testamento no ano 96.

– Veja, acima, os comentários em 1Co 13:8 (o dom de falar idiomas humanos não aprendidos cessaria por si mesmo, gradativamente; isto foi profetizado entre os anos 52 e 56)

– Veja, acima, os comentários em Heb 3:3-4 (o dom já havia sido completado e cessado, antes do ano 70).

– Note que o dom de falar idiomas humanos não aprendidos é mencionado nos livros escritos mais cedo

(Marcos, cerca do ano 68 mas registrando uma profecia feita no ano 33; Atos, cerca do ano 60, mas referindo-se a eventos a partir do ano 33; 1 Coríntios, cerca do ano 52, no máximo ano 56)
mas o dom de falar idiomas humanos não aprendidos não mais é mencionado nos livros escritos depois, mesmo quando estes livros tratam de dons e seria esperado que mencionassem o dom de idiomas, se ainda existisse!!!

(Efe 4:11 cerca do ano 60; Rom 12:6-8 cerca do ano 56; 1Pe 4:11, cerca do ano 65).
– Assim, tudo indica que o dom de falar idiomas humanos não aprendidos cessou completa e definitivamente, entre cerca dos anos 52 ou 56 (se 1 Coríntios se refere somente à EMULAÇÃO dos dons, como cremos) e 60 (no mais tardar).

– Note que os versos 9 e 10 de 1Co 13 voltam a mencionar profecia e ciência (dons já mencionados no verso 8), mas não mais mencionam o dom de falar idiomas humanos não aprendidos (idem). Isto indica que quando profecia e ciência foram finalmente aniquilados, línguas já haviam cessado gradativamente, por si mesmas:

9 Porque, em parte, CONHECEMOS, e em parte PROFETIZAMOS; 10 Mas, quando vier aquilo que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. (1 Coríntios 13:9-10)

Como você explica os não judeus que falaram línguas, ou fizeram outros sinais, no Novo Testamento?
PERGUNTA:
Alem de Cornélio, o que o senhor me diz sobre estes casos, onde gentios receberam o Espírito Santo:.
1. Um ano após o Pentecostes, em Samaria, os samaritanos receberam o Espírito Santo (At.8:1-24).
2. Oito anos depois do Pentecostes, em Cesárea um gentio chamado Cornélio, com muitos que ali haviam se ajuntado para ouvir a Palavra de Deus, foram batizados com o Espírito Santo.Atos:10:1-48.
3. Vinte anos depois de Pentecostes, em Éfeso, veio o Espírito Santo sobre uns doze homens daquele lugar, que estavam ouvindo a Palavra. (Atos 19:1-6).

RESPOSTA:
Meu irmão,
como eu já lhe expliquei pela Bíblia (através de-mails e de artigos do meu site que lhe indiquei),
Em todo e cada caso registrado no Novo Testamento, onde um gentio ou mesmo um judeu não dos 83 apóstolos e discípulos foi usado para Deus efetuar algum sinal ou maravilha, isto sempre decorreu do poder e para autenticar a autoridade de um dos apóstolos e discípulos fisicamente presente na ocasião, ou que, impossibilitado por qualquer razão, tinha enviado um seu preposto em seu lugar, em qualquer desses dois casos provando que era um dos 83.

Em particular, note:
1. Em Atos 8:1-24 … 14 ¶ Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. 15 Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo 16 (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). 17 Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo. 18 E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, 19 Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. … Note que estavam fisicamente presentes 2 dos 13 apóstolos, Pedro e João; que os sinais decorreram do poder dados a eles; e que tais sinais visaram autenticar a autoridade apostólica deles. Note também que deviam estar presentes judeus já convertidos a Cristo (e outros deles logo foram cientificados do fato), mas que eram descrentes de que não judeus pudessem ser salvos e, juntamente com eles, formarem um novo corpo, a igreja local, sem nada a ver com o que ambos tinham sido antes.

2. Em Atos 10:1-48 … 23 Então, chamando-os para dentro, os recebeu em casa. E no dia seguinte foi Pedro com eles, e foram com ele alguns irmãos de Jope. 24 E no dia imediato chegaram a Cesaréia. E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos. …. 34 ¶ E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; 35 Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. … 43 A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome. 44 ¶ E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. 46 Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. … Novamente, note que estava fisicamente presente 1 dos 13 apóstolos, Pedro; que os sinais decorreram do poder dados a ele; e que tais sinais visaram autenticar a sua autoridade apostólica. Note também que estavam presentes judeus já convertidos a Cristo, mas que eram descrentes de que não judeus pudessem ser salvos e, juntamente com eles, formarem um novo corpo, a igreja local, sem nada a ver com o que ambos tinham sido antes.

3. Em Atos 19:1-6. “1 ¶ E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, 2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. 3 Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. 4 Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. 5 E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. 6 E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.” Mais uma vez, note que estava fisicamente presente 1 dos 13 apóstolos, Pedro; que os sinais decorreram do poder dados a ele; e que tais sinais visaram autenticar a sua autoridade apostólica. Note também que deviam estar presentes judeus já convertidos a Cristo (e outros deles logo foram cientificados do fato), mas que eram descrentes de que não judeus pudessem ser salvos e, juntamente com eles, formarem um novo corpo, a igreja local, sem nada a ver com o que ambos tinham sido antes.

Repetimos:
No Novo Testamento, nunca alguém fora
(a) dos 83; ou
(b) não auxiliar direto e temporário deles e por eles enviados como substituto em caráter excepcional e temporário; ou
(c) alguém na presença de algum dos 83 ou dos seus prepostos em caráter excepcional e provisório,
exerceu algum dos dons exclusivos dos apóstolos e discípulos.
Desafio alguém me provar o contrário, na Bíblia.
E note que, quando os sete filhos de Ceva tentaram fazer um sinal sem serem dos 83, sem a presença física de nenhum deles, e sem serem os prepostos provisórios de nenhum deles, se saíram muito mal:
“13 ¶ E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. 14 E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. 15 Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?” (At 19:13-15 ACF)
Somente varões judeus convertidos e chamados diretamente por Cristo em carne e ossos para serem dos 83 apóstolos e discípulos é que tinham os DONS 1, e a prova disso é que Paulo usou o fato de ter permanentemente os dons 1 miraculosos como a prova definitiva de que era apóstolo: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas.” (2Co 12:12 ACF). Se algum outro crente, exceto esses 83 varões judeus convertidos e chamados diretamente por Cristo em carne e ossos para serem apóstolos e discípulos, pudesse ter regularmente os dons 1 de sinais exclusivos e identificatórios dos 83, então as palavras de Paulo não teriam valor nenhum como prova, seriam ridículas, todos ririam dele, como se tivesse dito “a prova de que eu sou um apóstolo é que eu tenho as sobrancelhas emendadas”, todos diriam “Que tolice, conhecemos 200 homens que não são dos 83, e têm sobrancelhas assim” …

Hélio

3) Prova por PARALELOS COM COISAS NÃO DO ESPÍRITO SANTO:

A) – Eu mesmo, como criança na década de 50, presenciei Dona Edvirges, uma romanista extremamente mariólatra e que nunca havia sequer ouvido falar de Pentecostalismo, falar línguas em transe numa sessão mediúnica, e depois traduzir como uma mensagem extremamente mariólatra. Hoje percebo, assombrado, como o tipo de língua e de tradução foi indiferenciável do fenômeno dos Pentecostais. Como podemos estar certos de que um fenômeno Pentecostalista, tão igual, é de Deus?

– Mórmons, romanistas, e até islamitas, têm fenômenos de línguas indiferenciáveis daqueles dos Pentecostais. Isto está bem documentado. Como podemos estar certos de que um fenômeno Pentecostalista, tão igual, é de Deus?

– Há filmes e gravações mostrando que satanistas, feiticeiros tribais e do Vodu, etc., sempre tiveram e têm fenômenos de línguas, indiferenciáveis daqueles dos Pentecostais. Como podemos estar certos de que um fenômeno Pentecostalista, tão igual, é de Deus?

4) Provas pela MEDICINA E PSICOLOGIA

Certos tumores cerebrais e distúrbios neurológicos, eletrochoques, intensas lavagens cerebrais, intensas técnicas de pressão/ sugestão/ hipnose, etc. podem levar a um “estado alterado de consciência” ou a um “comportamento aprendido”, e ao mesmíssimo fenômeno de línguas dos Pentecostais.

5) CONFISSÕES DE FINGIMENTO ou Provas de DEMONISMO / FINGIMENTO

Há inúmeras confissões ou provas de grosseiros fingimentos/ demonismo.

Por exemplo:

– Um seminarista americano conhecido da família do meu pai na fé, Missionário Charles Smith, testemunhou que na década de 60 ou 70 foi a uma reunião Pentecostal, recitou Salmo 23 em Hebraico, e a intérprete foi logo traduzindo como uma mensagem contra mini-saias!

– Outro seminarista americano também conhecido da família Charles Smith, testemunhou que na década de 60 ou 70 foi a uma reunião Pentecostal com um seminarista amigo, índio, e este ficou extremamente indignado porque disse que um dos falavam em línguas estava falando palavras pornográficas e blasfemas contra Jesus Cristo, no dialeto da sua tribo.

6) Prova pela LINGÜÍSTICA:

Todos os lingüistas concordam que a esmagadora maioria dos fenômenos gravados e analisados NÃO apresenta um número suficiente de características de uma língua para serem aceitos como tais. (Ver, por exemplo, William J. Samarim, “Tongues of Men and Angels: The Religious Language of Pentecostalism”, 1972, caps 4-6).

Toda língua, por mais pobre e rudimentar que seja, tem pelo menos algumas centenas de fonemas, e um fonema pode se seguir a outro de dezenas de milhares ou centenas de milhares de maneiras diferentes. Mas cada imitação do dom de línguas que tem sido gravada e analisada, hoje, raramente tem mais de uns 10 fonemas em umas 20 combinações!!! Por exemplo, os fonemas da “oração” abaixo (copiei-a de bom artigo do meu amigo, Pr. Sebastião Tenório) podem se repetir por 1 hora, sem quase nenhuma variação sequer de combinações:
“lachér radamicaia,
lachár micaia,
lachár midicaia,
natúr chamamadicher,
nadár micher,
racár damaracher,
racár ladamaracher,
radacár micher,
rita canta chamanducaia,
rita canta chamamalari.”

Pura algaravia! Mera “linguagem” confusa e ininteligível (como de retardados mentais, surdos mudos, ou crianças, todos que nunca aprenderam a falar). Puro ruído, puro palrear sem sentido.

7) Prova por ACAREAÇÃO:

Nunca gravações escolhidas aleatoriamente foram levadas a dois intérpretes (escolhidos aleatoriamente e mantidos em isolamento) e resultaram em traduções mesmo remotamente semelhantes!!!
Os dois casos supra citados (do seminarista recitando Salmo 23 em Hebraico, e do demônio possuindo o médium Pentecostal e blasfemando de Cristo em dialeto de um seminarista índio presente) poderiam ser traduzidos igualmente por tradutores independentes… Mas que vergonha trariam, um caso foi de falsificação, o outro de demônio falando o antibíblico!

Post Scriptum:
O Teste- Prova- Desafio dos 20 Intérpretes

Há muitos anos solicito uma prova bem simples de todos os pentecostais que querem brigar comigo: “Amigo, certamente você não se recusará fazer um teste extremamente simples, que poderá convencer a mim e a todo o mundo: Basta você fazer a gravação de uma falação de línguas, sua ou de quem você quiser, bastam 15 a 30 minutos de falação, depois me enviar 20 cópias da gravação, que eu, acompanhado de mais de 3 ou 5 testemunhas imparciais, tais como juízes e pastores bem conhecidos e respeitados por mim, visitarei de surpresa 20 “intérpretes de línguas, pentecostais” que não sabem da experiência, e eu gravarei as 20 traduções que eles farão independentemente uns dos outros, que devem ser absolutamente idênticas, e absolutamente de acordo com a Bíblia, pregando contra os demônios, exaltando a divindade e senhorio de Cristo, exortando à salvação do inferno, etc. Depois, você me enviará provas incontestáveis de que não conhecia aquele idioma e que o falou imediata e perfeitamente quando estava visitando uma nação e falando a pessoas que somente conheciam aquele idioma…. Que tal?” Ninguém nunca aceitou este pedido… Nem precisou eu complementar a prova “Ah, quase esqueço, ao final de tudo você me enviará provas incontestáveis de que nasceu como um varão judeu, depois foi salvo e passou a ser um cristão, depois foi chamado por Cristo presente fisicamente, chamado para ser um apóstolo ou discípulo. Deixe-me ver se acerto seu nome: é João que continua vivo até hoje??? Mas quem são os outros milhões de pentecostais?!?!?!…Todos são farsas, só você é João, o apóstolo? Mas você não me parece ter 2000 anos de idade, ter sido judeu, ter sido João… E agora?”

Hélio de Menezes Silva, Jul.2001

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Tags: Cessação

Cessação
Escrito por Ron Crisp
Sex, 05 de Agosto de 2011 15:57
Introdução
Estou pregando sobre a cessação. Isso explica porque não falamos em línguas ou temos profetas na igreja. Talvez esteja propensos a pensar que essa é uma discussão que realmente não importa muito a vocês. Talvez pensam: “eu não quero falar em línguas mesmo”. Mas eu acredito que vocês verão que esse é um problema fundamental e eu quero tentar enfatizar, as atuais e as verdades básicas fundamentais que estão envolvidas em tudo isso.

História

Se me permitem, contarei apenas uma breve história das coisas em nosso tempo. Quando eu era criança, havia pentecostais por toda parte e a maior parte deles reunia-se em grupos de vanguarda, estavam em uma espécie de orla das coisas. Então, era na década de 70, eu suponho, tivemos o que foi chamado de a “Renovação Carismática”. Depois disso o pentecostalismo tornou-se a via principal, começou-se a introduzir as mais diferentes denominações. Quando isso ocorreu, os evangélicos – e por evangélicos eu quero dizer pessoas que declaram acreditar no Evangelho – tomaram um duro caminho, um impulso firme em direção oposta. Entretanto, nos anos seguintes e nos círculos altos (e vocês podem pensar que o que ocorreu nos círculos altos significa pouco para vocês, mas essas coisas têm uma maneira de se transferir para onde nós vivemos) o que aconteceu é que houve muitos pregadores e estudiosos, mesmo Batistas, que começaram a tomar esta posição: “Eu, eu mesmo”, eles diriam, “não falo em línguas, não profetizo; eu não procuro isso. Mas eu acredito que isso ainda seja possível e, então, tomo uma aberta, mas cautelosa, aproximação com relação a esses assuntos”. E esta idéia, eu acredito, é uma idéia perigosa.

Esclarecimentos Retratações
Agora, eu quero fazer algumas retratações. Primeiramente, não estamos negando a existência de dádivas espirituais presentes. Nós, como Batistas, acreditamos que o que induz a Igreja a operar como um corpo é o fato de ela mesma ter muitos membros e cada um desses membros ter uma dádiva espiritual ou habilidade que Deus lhes dá: você os coloca todos juntos e eles podem operar como um corpo.

Não estamos negando a atividade sobrenatural do Espírito Santo. O fato mais sobrenatural do mundo é a salvação. Vocês sabem que não há nada mais sobrenatural do que isso. Acredito que quando Deus salva um homem, sua boca pára de transmitir coisas imundas e mordazes e começa a dizer coisas que edificam e glorificam a Deus. Acredito que a transformação da salvação é um milagre maior do que falar em línguas no dia de Pentecostes. O Senhor Jesus teve que morrer para transformar as pessoas da maneira como a salvação os transforma.

Não estou dizendo que não há nada como a cura divina, há muita confusão em relação a isso. Sabe, as pessoas geralmente dizem: “Você, como um Batista, não acredita na cura divina”. Nunca conheci um cristão evangélico de qualquer estirpe que não acreditou na cura divina. Todos os cristãos acreditam que devemos orar e que Deus pode curar, e cura, de acordo com Sua vontade. O que nós não acreditamos é que as dádivas de cura ainda estejam em operação. Essas duas são coisas diferentes. As pessoas falham em compreender isso.

Afirmações
O que estamos afirmando é, primeiramente, que não há apóstolos hoje. Isso significa que a missão apostólica foi temporária.

Em segundo lugar, estamos afirmando que há certas dádivas que são temporárias. Isso quer dizer que houve dons que estiveram nas igrejas apostólicas e não estão mais em operação. Acredito que vocês encontram uma lista deles no capítulo 12 da Primeira Epístola aos Coríntios, versículos de 8 a 10, e eu a lerei e farei apenas alguns comentários muito breves. Na Primeira Epístola aos Coríntios 12, versículo 8, o apóstolo Paulo diz: “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência”. Esses foram dons de revelação. Como Pedro poderia saber que Ananias e Safira estavam mentindo, a não ser que Deus revelou isso a ele? E vemos muitos exemplos de profetas tendo coisas mostradas a eles por meio da revelação divina. A passagem diz ainda: “e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé”, e vocês poderiam dizer: “Bem, Irmão Ron, todos os cristãos têm fé”. Está correto, e isso prova que essa era uma fé miraculosa, porque era uma fé que foi dada apenas a alguns. Diz-se: “e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé”. Então se diz: “e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas”. Desse modo, esses são nove dons, eu acredito, que não estão agindo nas igrejas hoje. Na verdade, acredito que eles não têm agido desde os tempos apostólicos.

Na pregação utilizarei alguns termos técnicos, mas eu os explicarei no momento em que os usar.

Conforme olhamos para todos esses fatos, nós os estamos tomando em relação a aquilo que chamamos sola scriptura. Essa é uma frase latina que significa “Apenas a Escritura Sagrada”. Nós, como Batistas, dizemos que a Bíblia é o nosso único código de fé e prática. Desse modo, vocês não podem ter aqueles nove dons espirituais que eu acabei de ler e dizer que apenas a Escritura Sagrada é nossa fundação. Nós acreditamos em sola scriptura. Nós acreditamos apenas nas Escrituras Sagradas.

No Antigo Testamento, Deus falou várias vezes e de diversos modos
Eu quero começar dando uma história da revelação de Deus. Vejam o primeiro capítulo da Epístola aos Hebreus. Não apenas acreditamos em Deus, mas também acreditamos que Deus revelou-Se. Acreditamos que Deus fez-se conhecido pela raça humana, e temos a história disso aqui, no primeiro capítulo da Epístola aos Hebreus. O primeiro versículo do primeiro capítulo da Epístola aos Hebreus fala sobre o Antigo Testamento. Usaremos a palavra Cânone. A palavra Cânone significa o código da demonstração. O Cânone da Escritura Sagrada são aquelas escrituras que realmente são a Palavra de Deus. Assim, em Heb 1:1, temos a história da revelação do Antigo Testamento. Diz-se: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas”. E, assim, Deus, no Antigo Testamento, falou de muitas maneiras diferentes e várias vezes. Ele falou por meio de Moisés. Falou para Abraão. Falou para Balaão por meio de uma jumenta. Usou tipos e figuras: o Tabernáculo e o sacerdócio. É isso que significa quando a Bíblia diz: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas”. Desceu ao Monte Sinai e deu os Dez Mandamentos. Há muitas maneiras diferentes por meio das quais Deus falou no Antigo Testamento. Na verdade, Ele inspirou trinta e nove livros. Nós os chamamos de Antigo Testamento.

Assim, vindo o tempo de Malaquias, Deus inspirou Malaquias. Ele escreveu o Livro de Malaquias. Esse foi o fim do Antigo Testamento. Deus não falou novamente durante quatrocentos anos. Chamamos esse período de “quatrocentos anos silenciosos”. Alguém disse que, quando Malaquias escreveu seu livro, Deus estava furioso, mais furioso do que Ele jamais esteve. E algum jovem pregador disse: “Por que isso?”; outro disse: “Ele não falou novamente durante quatrocentos anos!” Mas, notem: quando o Senhor terminou de inspirar o Antigo Testamento, não houve profeta até João Batista. Durante quatrocentos anos, Deus disse tudo o que Ele iria dizer. E Deus não disse outra palavra por quatrocentos anos.

Nestes últimos dias, Deus falou para nós por seu Filho
O segundo versículos do primeiro capítulo da Epístola aos Hebreus nos dá a revelação do Novo Testamento, que nós temos no Senhor Jesus Cristo. Deixem-me ler os versículos um e dois apenas para manter a continuidade: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo”.

Eu quero chamar a atenção de vocês para um dos erros que eu ouço com freqüência. Pregadores irão levantar-se e dizer: “Nós estamos vivendo nos últimos dias”. Realmente, nós estamos nos últimos dias há dois mil anos. Essa é uma expressão do Antigo Testamento. Observem, se vocês voltarem ao Antigo Testamento, os Judeus irão dizer: “Nos últimos dias, o messias surgirá”. E assim a Bíblia diz: “falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Os últimos dias começam quando Jesus Cristo veio para o mundo. Desse modo, precisamos entender algo sobre os Judeus do Antigo Testamento. Eles não entendiam que os últimos dias envolviam duas vindas diferentes de Cristo: a primeira e a segunda. E assim, quando Jesus veio, pensaram que todos os nossos problemas estavam acabados. Isso explica porque Paulo diria que, nos últimos dias, tempos difíceis viriam, porque os Judeus pensavam desta maneira: “Homem, quando os últimos dias chegarem, será tudo bem”. Mas Paulo disse: “Oh, não”. Não, ele não estava falando apenas sobre um certo tempo no final de nossa era, estava falando sobre toda a conjunto desde Cristo até a Sua segunda vinda como os últimos dias. Ele diz isso quatro ou cinco vezes no Novo Testamento, e isso é feito muito claramente. João diz: “Nós sabemos que estes são os últimos dias porque muitos anti-Cristos saíram para o mundo”. Desse modo, a Bíblia torna esse assunto muito claro.

Então, “Deus, que várias vezes, e de diversos modos, falou no tempo passado aos pais pelos profetas, falou a nós, nos últimos dias, por meio de seu Filho”. A grande e final revelação de Deus é o Senhor Jesus Cristo. Ele é a Palavra, Ele é chamado de a Palavra em João 1:1. Ele é o grande profeta, o grande revelador da Vontade de Deus. Quando Deus mandou Seu Filho para o mundo, começaram os últimos dias e Deus nos deu uma revelação completa.

Deus mandou seu Filho ao mundo
Eu quero que vocês notem, particularmente, como Deus realizou essa revelação através de seu Filho. Olhem novamente ao segundo capítulo; Epístola aos Hebreus, capítulo 2, versículos 3 e 4. Paulo diz: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação”. Observem atentamente: “começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram”. Notem o que o versículo diz: “depois confirmada pelos que a ouviram” (os apóstolos); “Testificando também Deus com eles,” (aos apóstolos) “por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por Sua vontade?”. Aqui está a verdade que vocês precisam de entender: no Antigo Testamento, Deus falou de diversos modos; Deus usou muitos profetas diferentes. No Novo Testamento, Deus mandou seu Filho para o mundo, mas Ele o cercou com os homens a que chamamos apóstolos; a Palavra começou a ser anunciada pelo Senhor e foi firmada entre nós por aqueles que os ouviram (os apóstolos) e Deus lhes prestou testemunho com sinais, prodígios, vários milagres e dádivas do Espírito Santo, de acordo com Sua Vontade. Como Deus concluiu Sua grande e final revelação? Mandou Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, para o mundo. Então, Ele foi cercado pelos apóstolos, que nos deram uma revelação escrita, que é o Novo Testamento – vinte e sete livros: Mateus, Marcos, Lucas, João, todas as epístolas, e finalmente o Apocalipse, que nos mostra a conclusão do trabalho de Jesus Cristo.

Deus circundou Jesus com os Apóstolos
Antes que eu termine esta noite espero que vocês compreendam a importância dos apóstolos como nunca entenderam anteriormente. Vocês sabem, os Católicos enfatizaram demais, na verdade, deturparam a posição dos apóstolos. Mas me deixem dizer algo a vocês: os Batistas recusaram-se a entender a importância dos apóstolos. Se vocês lerem comigo como eu leio a Escritura Sagrada esta noite, acredito que vocês perceberão a importância que os apóstolos representaram nessa grande revelação que Deus deu através de seu Filho.

A primeira coisa que gostaria de dizer é que os apóstolos foram fundamentais. Os apóstolos foram fundamentais. A Epístola aos Efésios 2:20, falando sobre a Igreja, diz: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina”. Sobre o que esta Igreja está construída? Foi edificada sobre o Novo Testamento. Quem escreveu o Novo Testamento? Os apóstolos e homens apostólicos que receberam suas palavras dos apóstolos, como Lucas. E assim a Igreja está construída sobre o fundamento dos apóstolos e profetas. Mesmo na linguagem simbólica, no Apocalipse, capítulo 21, versículo 14, é interessante o que nos é dito sobre a Cidade Santa, Nova Jerusalém. Diz-se: “E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro”. Pensem em como Deus nos falou claramente que os apóstolos são fundamentais. Quando vocês vêem a Cidade Sagrada, Nova Jerusalém, ela tem doze fundações e, nelas escritas, os nomes dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Como eu digo, não teríamos nenhuma igreja se não fosse pelos apóstolos, eles são fundamentais.

Deus prometeu trazer todas as coisas a memória dos apóstolos
A Confirmação dos Apóstolos
Vocês perguntam: “Como os apóstolos agiram como uma prova e um testemunho para o Senhor Jesus Cristo?”. “Por que Deus circundou Jesus com esses apóstolos?”. Bem, há duas coisas que os apóstolos fizeram.

Primeiramente, confirmaram. É o que nos é ensinado na Epístola aos Hebreus; que foi confirmada para nós por aqueles que o ouviram. Deixem-me ler alguns trechos da Sagrada Escritura para vocês. João, capítulo 15, versículos 26 e 27. Ouçam essas palavras de Jesus Cristo. E Jesus disse: “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim”; e, então, observem o que Ele lhes diz: “E vós” (Ele está falando aos apóstolos) “também testificareis, pois estiverdes comigo desde o princípio”. Deixem-me perguntar a vocês: Vocês já viram Jesus Cristo? Vocês o viram pendurado sobre uma cruz? Vocês olharam a sepultura vazia? Vocês ouviram o Sermão na Montanha? Vocês ouviram o discurso das Oliveiras? Os apóstolos os fizeram, e Jesus disse a eles: “Vocês também darão testemunho de mim”. Vocês vêem a mesma coisa no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 1. Em Atos dos Apóstolos, capítulo 1, versículos 1 e 2, Lucas diz: “Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera”. E então, quando tiveram que procurar outro apóstolo no versículo 22, diz-se: “Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição”. Observem isso: nos versículos 1 e 2, diz-se que Ele deu mandamentos aos apóstolos. Vocês já ouviram a Grande Comissão? O Senhor a deu a vocês? Não, Ele a deu aos apóstolos. Nós a temos a partir deles. Falem sobre um testemunho de ressurreição. E pergunto a vocês novamente: vocês já viram a sepultura vazia? Não, vocês lêem sobre isso a partir dos apóstolos.

Quando João escreveu a Primeira Epístola de João, era um homem velho. Acredito que ele era o último dos apóstolos vivos. Ele diz algumas coisas aqui que são fascinantes. Na Primeira Epístola de João, capítulo 1, versículo 1, ele está falando sobre o Senhor Jesus. Ele diz: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida”. Vocês nunca o tocaram, vocês nunca puseram a mão em seu lado ferido. Vocês nunca ouviram sua fala. Vocês nunca o contemplaram com seus olhos, ou o apalparam com suas mãos. Mas João disse: “Eu os fiz. Nós os fizemos”. Continua e diz: “(Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos” [Vocês e eu não a vimos. Eles a viram.] “e testificamos dela, vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada)”. João está falando sobre os apóstolos. “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco”, ou participação, “e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo”. Agora, observem: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco”. João viu Cristo. João ouviu Cristo. João O viu sobre a árvore. João O viu deitado na sepultura e O viu depois de Sua ressurreição. E João teve vida em Jesus Cristo. Eu não vi nada disso, mas ele me falou sobre isso e agora tenho comunhão naquela mesma salvação que ele teve.

Segunda Epístola aos Coríntios, capítulo 12, versículo 12. Aqui está uma afirmação espantosa. (Se nós não soubéssemos que a Bíblia foi inspirada, poderíamos ficar chocados com uma afirmação como essa). Segunda Epístola aos Coríntios 12:12, a Bíblia diz (Paulo está falando): “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas”. A Epístola aos Hebreus 2:4 falou sobre Deus dando testemunho aos apóstolos.

Deixem-me parar e fazer esta afirmação: hoje, há pessoas que dizem que nós precisamos ser capazes de fazer milagres para que possamos pregar o Evangelho com grande aceitação. As pessoas crerão no Evangelho se tivesse milagres.

Milagres nunca deram testemunho do Evangelho. Milagres deram testemunho dos apóstolos. Há uma diferença. Vocês notam o que o apóstolo Paulo disse? “os sinais do meu apostolado”. Milagres não provaram que o Evangelho era verdade; milagres provaram que os apóstolos eram verdade. Eu não sou um apóstolo. Eu não prego o Evangelho e faço um milagre para que vocês acreditarão no que eu estou dizendo. Eu levanto esta Bíblia e a prego. Nela vocês podem ler o registro dos apóstolos e saber o que eles viram e fizeram.

A Revelação que Deus fez aos Apóstolos
Primeiramente, observamos que os apóstolos confirmaram o que ouviram e viram.
Em segundo lugar, queremos observar a revelação que Deus fez aos apóstolos.

Por favor, leiam João, capítulo 14, versículo 26. Esse trecho nos ensina sobre a revelação que Deus fez aos apóstolos. João, capítulos 14, 15 e 16 foram, certamente, as palavras que Jesus proferiu aos apóstolos imediatamente antes de sua ascensão ao Céu, confortando-os e preparando-os para sua partida. Em João 14:26, Jesus disse: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas”. Agora observem: “e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”.

Digo isso com freqüência, e talvez não devesse dizê-lo. Não pretendo machucar os sentimentos das pessoas, mas se eu desse um teste todo domingo pela manhã, sobre o qual eu discursasse para ver o que as pessoas recordam, provavelmente deixaria de pregar. Minha memória também está se tornando ruim; isso é realmente lamentável. Não sei se estou nos primeiros estágios do mal de Alzheimer ou o que poderia ser, mas vocês teriam confiado nos apóstolos para lhes dar o discurso das Oliveiras? Vocês teriam confiado neles para recordar as sete parábolas do reino no capítulo 13 de Mateus? Vocês confiariam neles para lhes dar o Sermão da Montanha? Mas, observem o que Jesus disse. Ele disse: “Mas aquele Consolador … que o Pai enviará … vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. Notem: Jesus Cristo não escreveu o Novo Testamento, mas o Espírito de Deus veio e inspirou os apóstolos a escrevê-lo.

Aqui está a verdade que quero que vocês entendam: todo o Novo Testamento não é nada senão uma exposição do que Cristo fez e do que Cristo ensinou. Tudo o que está no Novo Testamento é encontrado em forma de semente nas palavras do Senhor Jesus Cristo. Quem foi o primeiro a falar sobre a Igreja? Jesus Cristo. Quem foi o primeiro a dar a ordem do batismo? Jesus Cristo. Quem foi o primeiro a instituir a Comunhão? Jesus Cristo. Quem mencionou primeiro a bem-aventurança e as doutrinas da graça no Novo Testamento? Jesus Cristo. Quem pregou a salvação pelo perdão através da fé? Jesus Cristo. Leiam o capítulo 3 do Evangelho Segundo João. Mas vocês perguntam: “E o Apocalipse?”. Respondo: comparem o capítulo 6 do Apocalipse ao capítulo 24 de Mateus, o discurso das Oliveiras. O Novo Testamento, eu repito, não é nada senão uma história de Cristo e uma exposição do que Cristo ensinou.

Vocês entendem esta verdade? “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Deus, na plenitude do tempo, manda seu Filho para o mundo. Ele faz uma obra específica. Revela o Pai. Morre para nossa salvação. Ensina. Mas Deus o cerca com os apóstolos. Traz tudo para a memória desses apóstolos. Eles nos dão o Novo Testamento. O que é o Novo Testamento? É a revelação de Cristo.

Olhem no capítulo 16 de João, versículos de 12 a 14. Jesus diz: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. Agora, eu quero que vocês observem isto: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido”. Vejam: tudo o que o Espírito de Deus inspirou os apóstolos a escrever eram coisas que Cristo já havia ensinado. O Espírito de Deus não veio para fazer novas revelações. Ele não veio para falar por Si mesmo; veio para tomar as coisas de Cristo e ensiná-las. “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar”. Agora, notem esta expressão no versículo 13: “Ele vos guiará em toda a verdade”.

Não sei quantas vezes ouvi isso, e se vocês o disseram, perdoem-me; não digo isso severamente. Estava em uma conferência, há não muito tempo atrás, quando ouvi um pregador dizer isso. Levantou-se e disse: “ouço pessoas dizerem que outros povos, que não são Batistas, estão salvos, mas Deus disse que ele vos conduzirá (os Batistas) para toda a verdade”. Ele não deveria dizer isso. Essa passagem não está tratando dos Batistas, mas dos apóstolos. Vocês sabem, aqui, na Bíblia, está toda a verdade! Toda verdade está aqui na Bíblia; toda verdade não está aqui entre nós, homens. Vocês pensam: “uma pessoa poderia decifrar isso sozinho”. Somos tão subjetivos, colocamos tanta confiança em nós mesmos que perdemos totalmente o contexto da Sagrada Escritura.

Coloquem-se no lugar dos apóstolos. Cristo esteve com eles durante três anos e O ouviram falar essas palavras maravilhosas. Viram Suas obras magníficas e, agora, Ele diz: “Voltarei para o Pai. Partirei, mas vocês não estão órfãos. Mandarei o Espírito Santo. Mandarei o Consolador”. E eles estavam pensando: “Há tanto que não entendemos. Há tanto que não podemos fazer. Há tanta coisa que ouvimos o Senhor dizer que nós não entendemos completamente. Nós nos esqueceremos destas verdades”. E o Senhor Jesus disse que o Consolador está chegando, e quando vier, conduzirá eles para toda a verdade. E, pessoal, o cumprimento disso foi a inspiração do Novo Testamento. E o Novo Testamento é Deus conduzindo-nos para a verdade. Vocês e eu precisamos apanhar em nossas mentes tanta verdade quanto pudermos enquanto estivermos vivos, mas aqui no Livro está toda verdade. Não na mente de um Batista, mas neste livro – a Palavra de Deus.

No capítulo 17 de João está a grande oração sacerdotal que nosso Senhor orou depois que Ele fez esse discurso final. E quero mostrar novamente a vocês uma das coisas que costumavam me perturbar em relação a João 17.

Vocês já leram a Bíblia e pensaram consigo mesmos: “Bem, Senhor, se eu tivesse escrito uma Bíblia, teria escrito esta parte um pouco diferente?”. Eu costumava ler o capítulo 17 de João e pensar: “Senhor, por que o Senhor fala tanto sobre os apóstolos aqui?”. Vocês sabem? “Isso transforma em ruínas minha pregação”. Conhecer a Bíblia arruína muito uma pregação. Como eu costumava pensar, isso arruinava a minha pregação aqui. E, então, comecei a entender o que o Senhor estava dizendo.

No capítulo 17 de João, versículo 6, Jesus diz: “Manifestei o Teu nome aos homens que do mundo me deste” (Ele está falando sobre os apóstolos) “eram Teus, e Tu mos deste, e guardaram a Tua palavra”. E então, nos versículos 11 e 12, Ele diz: “E Eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo,” (Ele está falando sobre os apóstolos) “e Eu vou para Ti. Pai santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como Nós. Estando Eu com eles no mundo, guardava-os em Teu nome. Tenho guardado aqueles que Tu Me destes”. Observem: “e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição” (falando sobre Judas) “para que a Escritura se cumprisse”. Desse modo, aqui está o Senhor Jesus, pronto para ascender de volta ao Céu. Pessoal, o Senhor tem milhões de eleitos, mas Ele mantém-se falando sobre os apóstolos. Há toda essa multidão, uma grande multidão que nenhum homem pode enumerar, e Ele continua falando sobre esses homens que Deus deu a Ele. Então, no versículo 14, Ele diz: “Dei-lhes a Tua palavra”. (Está falando sobre os apóstolos novamente. Caminhamos a maior parte do caminho desta oração e Ele ainda está falando sobre os apóstolos.) “Dei-lhes a Tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como Eu não sou do mundo”. Porém, em seguida, observem o versículo 20: “e não rogo somente por estes”. Em outras palavras: eu não estou orando apenas pelos apóstolos, “mas também por aqueles que pela Sua palavra hão de crer em Mim”.

Os Apóstolos e Todos os Outros
Vocês têm duas classes de pessoas aqui. Vocês têm os apóstolos e aqueles que foram salvos por acreditarem na palavra dos apóstolos. Todos nós que estamos salvos, aqui, esta noite, nos enquadramos na mesma categoria. Por que vocês estão salvos? Por causa de Mateus, Marcos, Lucas, João. Por causa do livro dos Atos dos Apóstolos. Por causa dos Romanos. Por causa do testemunho e do registro apostólicos. Todos nós, aqui, que estamos salvos, estamos salvos por causa da pregação da Palavra de Deus.

Observem esse surpreendente comentário que Paulo faz em I Coríntios, capítulo 14, versículo 37. Paulo está censurando algumas pessoas na igreja em Corinto. Ele diz: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. Que afirmação! Aqui está um apóstolo. Ele diz: “as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”.

Judas, versículo 3. Esse é um Escrito muito importante, e quero que vocês o guardem em sua memória. Ouçam essas palavras de Judas: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligencia acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”.

Agora, quero, em primeiro lugar, explicar isso brevemente. A palavra “fé” é aqui um termo técnico. Significa o conjunto de doutrinas em que nós, como Cristãos, acreditamos. A “fé” é aquilo em que acreditamos. Quando dizemos “mantenha a fé”, estamos dizendo “continue agarrado àquilo em que, como Cristãos, acreditamos”.

Observem o que ele diz sobre a “fé”: “A fé que uma vez foi dada aos santos”. O que foi o conjunto de doutrinas em que nós, como Cristãos, acreditamos? Foi de uma vez para sempre entregue aos santos. Como? Pelos apóstolos.

Isso é tão verdade que, no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículo 42, os ensinamentos do Novo Testamento são chamados de a doutrina dos apóstolos. “E eles continuavam firmemente na doutrina dos apóstolos” Em que nós acreditamos? Na doutrina dos apóstolos.

Deus fez o que Ele disse que faria Sola Scriptura
Agora, vem-me o segundo assunto sobre o qual quero falar esta noite e que é a questão da sola scriptura. Como disse, sola scriptura é uma frase latina que significa “apenas a Escritura Sagrada”.

Essa frase teve origem na reforma Protestante. Martinho Lutero, quando era um sacerdote Católico Romano, soube que a Igreja Católica Romana ensinava que havia uma Bíblia e um Papa, que é infalível, e havia as tradições da Igreja. Por outro lado, Martinho Lutero teve pessoas que estavam tentando influenciá-lo, que diziam que somos profetas e que Deus fala diretamente através de nós. E assim essa frase foi inventada. Sola scriptura, que significa “apenas a Escritura Sagrada”. Não o Papa, não a tradição, não os profetas, mas as Escrituras Sagradas.

Nós, como Batistas, dizemos deste modo: A Bíblia é nossa única regra de fé e prática; somente a Bíblia é nossa autoridade.

Conceitos históricos
Deixem-me contar a vocês, primeiramente, uma breve história de equívoco e, então, explicarei como isso se relaciona. Como um exemplo, olhemos para a Igreja Católica Romana. Vocês ouviram que a Igreja Católica Romana declara acreditar na Bíblia, embora adicionem alguns livros a Ela. Afirmam que o Papa, quando fala, pode falar da cadeira episcopal, e que ele é inspirado quando fala desta cadeira. Mas declaram também acreditar na tradição da Igreja. Vocês podem não saber o que o Católico acredita ou quer dizer por “tradição”, então, deixem-me explicar a vocês muito rapidamente.

Em 1950, havia um Papa. Ele foi chamado de Papa Pio XII. Era conhecido como o Papa Mariano, pois havia dedicado sua vida à Virgem Maria. Acreditava que Maria não morreu, mas que havia ascendido ao Céu. Isso era denominado como “A Ascensão de Maria”. Queria fazer disso uma doutrina da Igreja. O Papa Pio XII sabia que em nenhum lugar da Bíblia nos é dito que Maria ascendeu ao Céu sem morrer. Ele sabia que isso não estava na Bíblia. Sabia que isso não estava nos escritos dos pais da Igreja. Sabia que nenhum conselho da Igreja declarou que Maria foi aceita no Céu sem morrer, mas queria fazer disso uma doutrina da Igreja. Então, mandou cartas para todos os cardeais, para todos os bispos e para o povo Católico. Centenas de milhares de cartas retornaram dizendo que sim, que eles consideravam que Maria foi aceita em pessoa no Céu, sem morrer. Por conseguinte, isso se tornou uma doutrina oficial da Igreja Católica Romana e é aceito hoje por todos os devotos Católicos Romanos.

“Como fizeram disso uma doutrina da Igreja?”. Aqui está o que as pessoas não entendem: quando um Católico Romano diz “tradição”, não está dizendo tradição passada. Acreditam, porém, que qualquer doutrina sustentada pela a Igreja Católica Romana, foi revelada a ela pelo Espírito Santo. Mas, se vocês fossem até o Papa Pio XII e dissessem: “Papa, isso não está na Bíblia, não está nos pais da Igreja, nenhum conselho da Igreja jamais ensinou isso. De onde isso foi tirado?”. Não tenho nenhuma dúvida em minha mente de que ele citaria o capítulo 16 de João e diria: “O Espírito vos conduzirá para toda a verdade”.

Hoje, os Católicos estão tentando ensinar que Maria é a co-mediadora. Vocês questionam: “Como podem fazer isso? Nenhum Católico acreditou nisso no passado”. Usariam o mesmo trecho da Escritura. Essa é a visão deles em relação à tradição.

Pensamos em outras religiões. Pensamos no Islã, que diz: “Acreditamos em Jesus Cristo. Acreditamos que Ele foi um grande profeta, mas também acreditamos que Maomé foi um profeta”. Ou pensamos nos Mórmons, que dizem: “Acreditamos na Bíblia e acreditamos em Jesus Cristo, mas acreditamos que Joseph Smith foi um profeta e que Deus o inspirou”. Agora, vocês sabem qual é a expressão favorita entre os Carismáticos e Pentecostais? Adivinhem qual é. “O Senhor me disse”. Odeio dizer isso a vocês, mas ouvi isso vindo também da boca de Batistas. “O Senhor me disse”. E notem, os Carismáticos e Pentecostais não têm uma Bíblia em suas mãos quando falam “O Senhor me disse”.

Deduções Teológicas
Temos na teologia algo que é chamado de uma dedução verdadeira e necessária. Isso significa que, por causa do ensinamento que é evidente na Escritura, pode ser deduzido que certas coisas são verdadeiras. Por exemplo, a Bíblia ensina claramente que Deus criou o universo. Conseqüentemente, podemos fazer a dedução verdadeira e necessária de que o Diabo não o criou. Isso é óbvio.

Quero fazer uma dedução verdadeira e necessária. Farei uma questão: “O Cânone da Escritura é fechado?”. O Cânone, a palavra Cânone, significa a prova, o modelo, aquilo que realmente acreditamos que seja a Palavra de Deus. Acredito que esses sessenta e seis livros são a Bíblia, a Palavra de Deus. Acredito que cada livro, cada palavra, é inspirada pelo Espírito Santo. Mas, assim fazem os Católicos, e assim fazem os Pentecostais. A questão é: “Isso é o Cânone completo da Escritura?”. Bem, deixem-me passar a vocês dois pensamentos que lhes mostrarão o que quero ensinar.

Primeiramente, deixem-me fazer uma questão; na verdade, farei duas perguntas. Primeira questão: Que promessa Jesus Cristo fez aos apóstolos? Prometeu conduzi-los para toda a verdade? Prometeu trazer todas as coisas para sua recordação? Foi-nos dito que a fé foi uma vez e para sempre entregue aos santos? Essas coisas são assim? É isso que Ele prometeu aos apóstolos, conduzi-los para toda a verdade? A fé foi efetivamente entregue aos santos?

Então, isso nos conduz à segunda questão: Os apóstolos estão mortos? Se Jesus prometeu conduzir os apóstolos para toda a verdade, se Ele prometeu trazer-lhes à recordação todas as coisas, se Ele prometeu que a fé seria entregue de uma vez para sempre aos santos, e todos os apóstolos estão mortos, então Ele já deve ter feito isso. Já nos conduziu a toda a verdade.

Conseqüentemente, hoje não existe profecia (revelação nova). Hoje não existem línguas. Não há sinais hoje. Mas há a iluminação do Espírito Santo para abrir nossas mentes para entendermos a Palavra de Deus. Há a liderança da Palavra de Deus.

Conclusão
Agora, deixem-me concluir com essa afirmação, ou esse grupo de afirmações. Os Batistas têm tomado sempre essa posição: a porta da revelação está fechada. Em outras palavras: quando o apóstolo João, o último apóstolo vivo, escreveu o Apocalipse, a Bíblia foi completa. No Antigo Testamento, Deus falou várias vezes e de diversos modos. Nos últimos dias, Deus nos falou por meio de seu Filho. Mandou seu Filho ao mundo, Ele O cercou com os apóstolos, prometeu trazer todas as coisas para sua memória, prometeu conduzi-los a toda verdade. Ele fez tudo isso. Então, João escreveu o Apocalipse por volta de 95 d.C. e logo depois faleceu. A revelação de Deus está completa. E, por isso, os Batistas sempre dizem que a porta da revelação nova está fechada.

Os Batistas não apenas disseram que a porta da revelação está fechada, disseram que está trancada. A revelação plena deu-se através de Jesus Cristo. Não há mais nada. Os Mórmons tentaram abri-la à força. Os Muçulmanos tentaram abri-la à força. Os Pentecostais – neguem, como eles o farão – tentaram abri-la à força. Mas hoje, ouvimos com freqüência algo como isto: “não queremos abrir a porta, mas devemos tirar o cadeado”. Digo que não sou um tolo. Vocês não devem abrir a porta, mas se vocês tirarem o cadeado, não irá demorar até que outra pessoa a abra. Se um pastor pudesse se levantar nessa Igreja Batista e dizer: “Agora, quero que vocês saibam algo. Não falo em línguas. Não tenho qualquer desejo de falar em línguas. Não profetizo. Não estou buscando isso. Estou satisfeito com a Bíblia, mas ainda não acredito que seja absolutamente impossível para Deus falar-nos diretamente”, ele poderia morrer e nunca teria aberto a porta, mas ele tirou o cadeado da porta e não demorará muito tempo até que outra pessoa abra a porta.

Autor: Pr Ron Crisp

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Batismo com o Espírito Santo e com Fogo

“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3:11).
A nossa intenção neste pequeno artigo não é analisar de uma forma geral o ensinamento antibíblico de um batismo com o Espírito Santo pós-conversão, defendido pelos pentecostais e neopentecostais. Antes, queremos atentar para a passagem acima e ver à luz das Escrituras o que significa o “batismo com o Espírito Santo e com fogo” (vale ressaltar que esta é uma das passagens prediletas dos pentecostais e neopentecostais, a qual eles afirmam ensinar a necessidade de um revestimento de poder para os crentes após a conversão).
Tanto pentecostais como muitos reformados crêem que “o batismo com o Espírito Santo e com fogo” se refere ao batismo que os crentes genuínos recebem (é claro que a diferença quanto ao tempo desse recebimento e a extensão do mesmo é fundamental entre esses dois grupos). Mas o que diz “a Lei e o Testemunho”?
Primeiramente, vejamos o contexto da passagem:
7 – E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? 8 – Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento 9 – e não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 – E também, agora, está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. 11 – E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 – Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará. (Mateus 3:7-12, ênfase adicionada).
Analisando cuidadosamente o discurso de João Batista, vemos que a expressão “batizará com o Espírito Santo e com fogo” refere-se a dois batismos distintos para duas classes de pessoas distintas:
– O batismo com o Espírito é para o trigo, ou seja, para aqueles que produziram, pela graça de Deus, frutos dignos de arrependimento. O trigo é recolhido no Seu celeiro em virtude de ser algo muito valioso, muito precioso.
– O batismo com fogo é para a palha, ou seja, para aquelas “árvores” que não produziram frutos, as quais serão cortadas e lançadas no fogo. Assim, a palha será separada do trigo, ou seja, os ímpios dos bons, e será queimada no fogo que nunca se apaga.
Além do mais, João Batista não estava se dirigindo aos discípulos dele ou de Cristo. Ao contrário, ele falava com os “fariseus e saduceus” que estavam querendo se batizar, sem demonstrar arrependimento. A esses ele diz: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?”. Certamente João Batista não prometeria um batismo com Espírito Santo para tais pessoas.
Portanto, ao invés do “batismo com fogo” ser uma promessa para os crentes, ele é uma frase expressiva dos terríveis julgamentos que Ele (Jesus) infligiria sobre a nação Judia e sobre todos quantos morressem impenitentes; quando Ele os condenará pelo pecado de rejeitá-Lo; e quando Ele aparecer como o “fogo do ourives” e como o “sabão dos lavandeiros” (Malaquias 3:2); quando “o dia do Senhor” vier “ardendo como forno” (Malaquias 4:1); quando Ele “limpar o sangue de Jerusalém”, Seu próprio sangue e o sangue dos Apóstolos e Profetas derramados nela, “do meio dela, com o espírito de justiça e com o espírito de ardor”; o batismo com fogo é o mesmo que a “ira vindoura”, com a qual os ouvintes de João Batista são ameaçados no contexto, na ocasião da qual as árvores infrutíferas “serão cortadas e lançadas no fogo” e a “palha” será queimada com fogo que nunca se apaga.
Aqueles que insistem em afirmar que o “batismo com o Espírito Santo e com fogo” se refere a um só batismo, experimentado pelos crentes, costumam apelas para Atos 2:3 como prova de sua teoria. Contudo, lemos assim nesse verso: “Apareceram línguas como de fogo, pousando sobre cada um deles”. Note que as línguas eram COMO de fogo e não DE fogo, ou seja, elas tinham apenas aparência de fogo. Além do mais, não vemos este ato repetido em numa parte da Bíblia. Até mesmo no batismo de Cornélio e de sua casa, o qual Pedro afirma ser o mesmo fenômeno experimentado por ele e os outros apóstolos, as “línguas como de fogo estão ausentes”. Poderíamos ainda dizer que se “línguas como de fogo” fosse cumprimento de “batismo com fogo”, esta promessa não é para nós, visto que ninguém, senão os 120 reunidos no cenáculo no dia de Pentecoste , experimentou isso em toda a história cristã.
É verdade que, como Calvino disse, é Cristo quem concede o Espírito de regeneração, e que, como o fogo, este Espírito nos purifica retirando a nossa imundícia. O Espírito tanto ilumina como purifica. Contudo, Mateus 3:11 não se refere a esta obra purificadora nos crentes, mas ao juízo final preparado para os ímpios. Portanto, concluímos com o puritano Dr. John Gill: “E como este sentido [o de julgamento para os ímpios] melhor concorda com o contexto, creio ser ele o genuíno; visto que João não está falando para os discípulos de Cristo, que ainda não tinham sido chamados, e que somente no dia de Pentecostes foram batizados com o Espírito Santo e com fogo, no outro sentido desta frase [no sentido de fogo como a obra da graça purificadora para os crentes – ver Isaías 6:6,7; Zacarias 13:9; Malaquias 3:3; 1 Pedro 1:7]; mas ele se dirigia aos Judeus, alguns dos quais tinham sido batizados por ele”.
Cuiabá-MT, 19 de Maio de 2004.
por
Felipe Sabino de Araújo Neto

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