“obras da lei” em Galatas 3
“obras da lei” em Galatas 3
O insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Yahshua HaMashiach foi evidenciado, crucificado, entre vós? Gálatas 3:1 Qual é a verdade? Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 De onde o Mashiach tirou isto que a palavra é a verdade? A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade. Salmos 119:142 A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre. Salmos 119:160 Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Gálatas 3:2-3 O que é receber o Espírito segundo Ezequiel 36:37 e Jeremias 31? E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ezequiel 36:26 E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis. Ezequiel 36:27 Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz Yahweh: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Jeremias 31:33 Então, qual vai ser a consequência de receber ao Espírito? Ter a Toráh Escrita no coração. Então a pergunta é: Como foi que recebemos o Espírito? Pelas obras da lei ? E o que são as obras da lei da qual Paulo esta falando aqui? A Tradição Oral, ou seja, Paulo esta dizendo aos Gálatas: Vocês estavam bem observantes ai neste religião e foi ai que recebeste o Espírito, ou foi pela pregação da fé? E o que significa fé? Emunah é Crer, confiar e obedecer, ou seja, Fé é escutar com fidelidade, escutaste a Palavra Escrita, escutaste a Palavra profética, escutaste aos profetas. Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Gálatas 3:3 O que foi que o Mashiach disse em João 6:63 que era as palavras que ele falava? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. João 6:63 Será que as palavras do Mashiach era dele mesmo? Yahshua lhes respondeu, e disse: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. João 7:16 Então, vejam como esta confundida as mentes pelo que tem feito a teologia crista, porque eles pensam que o Espírito é contrário a Palavra, e eles usam aquele texto que Paulo disse: A letra mata, mais o Espírito vivifica. Ou seja, para a teologia a letra que mata é o equivalente a Toráh, a Lei de Elohim isto é quem vai matar a pessoa, porém o Espírito te vivifica. Isto ensina a teologia cristã. Porém o que é viver no Espírito? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. João 6:63 A Lei a Toráh é espiritual disse Paulo: Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Romanos 7:14 Ou seja, a Toráh é espiritual e nós somos carnais. Então andar no Espírito o que significa? Significa andar em sua Palavra, e andar na carne o que é? É andar em minhas próprias ideias. Por isto Paulo disse aqui em Galatas Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito (Por sua palavras que veio do céu), acabeis agora pela carne? Gálatas 3:3 Ou seja, Paulo esta dizendo que os Gálatas começaram com a Palavra que desceu do Céu e agora esta acabando pela carne, ou seja, pelas interpretações humanas. Então qual é a letra que te mata, que nos mata? Será a Palavra de Elohim, porque a própria Bíblia diz que a Palavra de Elohim é quem nos dá vida, então qual é a letra, a palavra que nos mata? As palavras dos homens quem nos mata, nossos próprios caminhos quem vai nos matar, porém a Lei do Eterno não vai te matar, pelo contrario, a Toráh é o caminho que nos vai dar a vida. Tu, porém, fica-te aqui comigo, para que eu a ti te diga todos os mandamentos, e estatutos, e juízos, que tu lhes hás de ensinar, para que cumpram na terra que eu lhes darei para possuí-la. Deuteronômio 5:31 Olhai, pois, que façais como vos mandou Yahweh vosso Elohim; não vos desviareis, nem para a direita nem para a esquerda. Deuteronômio 5:32 Andareis em todo o caminho que vos manda Yahweh vosso Elohim, para que vivais e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir. Deuteronômio 5:33 E o que é a vida? Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou Yahweh vosso Elohim para ensinar-vos, para que os cumprísseis na terra a que passais a possuir; Para que temas a Yahweh teu Elohim, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. Deuteronômio 6:1-2 Entende agora porque Yahshua disse ser o Caminho, a Verdade e a Vida? Porque Ele é a expressão dos mandamentos feitos em carne, Ele é a Toráh vivente, Ele é quem nos aponta para obedecer a Toráh. Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Gálatas 3:4 Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé? Gálatas 3:5 Outra vez este dilema, obras da lei que significa, instruções, tradições Oral, religiosidade, legalismo, ou pelo ouvir a Palavra com Fidelidade, ou seja, ser fiel ao que diz toda a Bíblia? Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam. Lucas 8:21 Quem disse isto foi o próprio Mashiach. Em outras palavras o Mashiach estava dizendo que sua família ao os que ouvem a Palavra do Eterno e a executam. Quais foram as palavras do povo de Yisrael quando o Eterno os levou ao Monte Sinai e lhes vai entregar a Toráh, o que disseram eles? Tudo pois quanto o Eternos nos disse, faremos, ou seja, eles tinham a intenção, porém não fizeram, então eles disseram: Na’aseh V’Neshmah (Tudo que Yahweh nos disse, assim escutaremos e faremos) e é o mesmo o que disse o Mashiach: Os que ouvem as minhas palavras e as praticam, verdeiramente são meus discípulos. Ou seja, tem que ouvi e colocar em praticas. Também o próprio Paulo em Romanos disse: Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Elohim, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Romanos 2:13. Assim como Abraão creu em Elohim, e isso lhe foi imputado como justiça. Gálatas 3:6 Acaso Abraão ouviu e não fez nada? Abraão fez algo Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Gálatas 3:7 As vezes o conceito de fé é manejado como algo, subjetivo,algo ambíguo é que não produz nenhum fruto em si, ou uma obra em si, porém recordemos que a suma da Palavra do Eterno é Verdade, e aqui Paulo disse isto acerca da fé, porém Tiago amplia dizendo que a fé sem obras é morta. Então Paulo diz aqui no verso 6 que os que são da fé, e já sabemos o que significa fé é Fidelidade a Verdade, então. Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Gálatas 3:7 Ora, tendo a Escritura previsto que Elohim havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. Gálatas 3:8 De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. Gálatas 3:9 Então, o que significa os da fé? Uma vez mais, são o da fidelidade, então vamos saber o que disse as Escritura acerca de Abraão em Gênesis 18:19 para agente ver qual foi a fé de Abraão Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho de Yahweh, para agir com justiça e juízo; para que Yahweh faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado. Gênesis 18:19 E o que é o Caminho segundo já vimos em Deuteronômio 5:31-32-33? Tu, porém, fica-te aqui comigo, para que eu a ti te diga todos os mandamentos, e estatutos, e juízos, que tu lhes hás de ensinar, para que cumpram na terra que eu lhes darei para possuí-la. Deuteronômio 5:31 Olhai, pois, que façais como vos mandou Yahwehvosso Elohim; não vos desviareis, nem para a direita nem para a esquerda. Deuteronômio 5:32 Andareis em todo o caminho que vos manda Yahweh vosso Elohim, para que vivais e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir. Deuteronômio 5:33 Então qual é o caminho a Toráh. então em Gênesis 18:19 disse: Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho de Yahweh, para agir com justiça e juízo; para que Yahweh faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado. Gênesis 18:19 Então o que é que Abraão vai ensinar a seus filhos? Que guardem o caminho que é a Toráh, que são as instruções, o Caminho é o que veio ensinar Yeshua, e por isto ele disse: Eu sou o Caminho a Verdade a Vida. Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho de Yahweh, para agir com justiça e juízo; para que Yahweh faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado. Gênesis 18:19 E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra; Gênesis 26:4 Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis. Gênesis 26:5 Aqui estar o porque o Eterno prometeu isto a Avraham. Ai alguém pode perguntar: quais lei e mandamentos são estes, se a Toráh foi dada 430 anos depois, então quais são estes estatutos, e mandamentos e leis? Isto nos resulta que desde Adão o Eterno já tinha começado a dar instruções, e na época de Noé deu mais instruções, e o Eterno seguiu dando mais instruções até que chegou a época de Avraham já para que nesta época de Avraham o Eterno já tinha revelado a descendência de Adam, de Sete e chegará até Noé, e havia uma semente, uma linha que iria passar por todos eles até Abraão Isaque e Jacó, os profetas até chegar ao Messias. Então, esta linha vai ser o transmissor da Palavra do Eterno que na época de Moisés estas instruções simplesmente foram postas por escrito. Porém já na época de Noé lhe foi dito os animais que eles tinha que colocar na arca, que ele colocasse certas quantidades de animais impuros e certa quantidade de animais limpos, porém como é que Noé sabia disto, se a Lei disse isto vários anos depois dele? Como é possível? Pois bem, a Toráh já existia e o que aconteceu na época de Moisés ali no Monte Sinai foi simplesmente colocar o que já existia por escrito, porque na de Abraão ele já conhecia estas leis. Então, porque foi que o Eterno abençoou a Avraham? Porque o Eterno o escolheu e disse que iria abençoar sua descendência? Porque Abraão ouviu e praticou. Assim que se nós ouvimos e fazemos, então não temos diferencia nenhum com Avraham porque? Porque estamos fazendo o mesmo. Porém se uma pessoa ouve e não pratica, e sim faz o que as religiões dos homens disse, então esta pessoa não é semente de Avraham, não é filho, porque o que foi qe fez Avraham? Deixou sua terra, sua parentela, deixou tudo para seguir a voz do Eterno. Todos aqueles, pois, que são das obras da lei (מַעֲשֵׂי הַתּוֹרָה “Maasei haToráh) estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10 Será que estar tratando de obedecer a Lei de Moisés estamos debaixo da maldição? Porque em Deuteronômio disse: E será que, se ouvires a voz de Yahweh teu Poderoso, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, Yahweh teu Poderoso te exaltará sobre todas as nações da terra.E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz de Yahweh teu Poderoso; Deuteronômio 28:1-2 Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz de Yahweh teu Poderoso, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão: Deuteronômio 28:15 Ou seja, aqui esta dizendo que os que guardam serão benditos, e os que não guardam serão malditos, e como pode se dizer que guardar a Toráh é estar debaixo da maldição? Se em Deuteronômio 28 disse que será bendito todos aqueles que guardar todos os seus mandamentos, porém se não obedecer, vem uma lista de maldições. Então, como é possível que Paulo esteja dizendo aqui em Gálatas que estar tratando de guardar vai estar debaixo da maldição, como se explicar isto? Muito fácil, porque Paulo esta aqui outra vez falando das Obras da lei, as leis dos homens. Toda este confusão é devido a má interpretação dos cristão das Escrituras e por não conhecer a cultura do povo de Yisrael. Se você não conhece estas coisas, automaticamente você vai pensar que Paulo esta se referindo a Toráh (Lei) que foi dada a Moisés, então Paulo está contradizendo a Moisés, porque Moisés disse: Porquanto te ordeno hoje que ames a Yahweh teu Elohim, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas. Deuteronômio 30:16 E aqui vem Paulo dizendo, não se fizeres estas coisas vocês estão debaixo da maldição, então como é isto? Porém ao menos que entendas o que são as obras da lei, a menos que entenda que o termino “Obras da lei” (Maasei háTorah) é um término jurídico que usam os rabinos para se referir-se ao Halachá ou seja, a Tradição Oral. Então, se uma pessoa depende das Tradições Rabinicas como meio da salvação, então de nada de aproveitará a Halachá do Mashiach, ou seja, os ensinamentos de Yahshua, ou a pessoa segue os ensinamentos dos rabinos, ou a pessoa segue aos ensinamentos de Yahshua. Todos aqueles, pois, que são das obras da lei (Maasei haToráh) estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10 Porém aqui Paulo disse que: Porque está escrito. Então de onde tirou isto Paulo? Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém. Deuteronômio 27:26 Então, qual é a diferencia entre este versículo, e o versículo que cita Paulo aqui em Gálatas quando ele diz: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10 Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém. Deuteronômio 27:26 Qual é a diferencia? A diferencia esta na palavra Escrita, então, porque Paulo parafraseou o texto de Deuteronômio 27? Porque Paulo não citou literalmente Deuteronômio 27:26 como esta? Porque Paulo colocou: Escrito está? Sabe porque? Porque Paulo esta querendo fazer ênfases na diferencia. Então porque é maldito os que depende das obras da lei? Porque a pessoa se torna maldita? Porque são mandamentos agregados culturalmente, e a Toráh disse para não acrescentar nada ao que está escrito, (Deuteronônio 4:2) porque se alguém acrescenta ou tira algo da Toráh, esta pessoa é maldita. Então, o que depende de obras da lei, ou seja, os que dependem de interpretações humanas que acrescenta e tira da Toráh, está debaixo da maldição, porque a Toráh disse que é maldito aquele que não confirma o que esta escrito. Então, veja o grave que é alterar as Escrituras. Então aqui é justamente o oposto o que disse a teologia cristã que disse que quem guarda a Toráh é maldito, e é justo o oposto, pois maldito é o que muda o que está escrito, maldito é quem não guarda os mandamentos como já vimos neste estudo em diversos versículos. Então, aqui no verso 11 Paulo já vai começar a mostrar a diferença . E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Gálatas 3:11 Outra vez: De qual lei Paulo esta falando quando ele diz: que pela lei ninguém será justificado diante do Eterno? Isto é a Lei Oral qual ninguém pode se justificar por ela diante de Elohim e porque? Porque era e é o sistema de justificação dos homens, era o sistema em que Paulo esta previamente seguindo e por isto ele era tão zeloso da Lei, até que chegou um momento em que ele viu isto era invenções humanas E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Gálatas 3:11 E porque Paulo disse isto que o justo viverá da fé? Porque Habacuque 2:4 disse que o justo pela fé viverá. Então vemos outra vez vemos a palavra fé que é Fidelidade a verdade, ou que está escrito, e Habacuque somente citou o que já tinha dito Moisés: Fazeis estas coisa e viverás. E Habacuque disse isto porque ele estava se queixando de que viria a Babilônia e viria conquistar, então o Eterno disse a Habacuque para ele não se preocupar, porque o Eterno tinha um plano para derrubar Nabucodonosor, porém disse para Habacuque; O justo pela fé viverá. Ou seja, o Eterno estava dizendo ao profeta Habacuque: Tu confia, se mantém Habacuque fiel a minha Palavra e viverás. Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá. Gálatas 3:12 Ora, a lei não é da fé. Como será possível que a Toráh, os mandamentos, as Instruções não é da fé? Se dão conta o absurdo que é a teologia cristã. Como que a Lei, a Toráh, não é da fé, se o próprio Paulo disse em Romanos De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Elohim. Romanos 10:17 Então, a fé vem ouvindo a palavra de Deus, porém o que é a Palavra de Deus? A Toráh e os Profetas, então como é que diz que a lei não é da fé? Será que Paulo era esquizofrênico espiritualmente? Não, Paulo não esta falando da Toráh Escrita. A lei não é da fé, a lei não é de fidelidade e qual é esta lei? A Lei Oral, as Obras da Lei, o (Maaser HáToráh) não é da fé. Então ele continua dizendo: Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá. Gálatas 3:12 E porque a Lei Oral não é da fé? Porque a Lei Escrita disse: Que aquele que fizer o que esta escrito viverá por ela. E aonde esta escrito isto? Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles. Eu sou Yahweh. Levítico 18:5 Porém a Lei Oral não faz as coisas que estão Escritas, a Lei Oral faz outras coisas que não estão escritas Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13 Muitos aqui dizem: O glória, “bendito seja Cristo” que cravou a lei na cruz, agora estou livre para comer uma bisteca de porco, para comer um camarão ao alho e olho, ah “bendito seja cristo” que me deu chance de comer isto que é tão gostoso. Somos livres não devemos mais guardar a Lei. Porém como é que somos livres? Respondeu-lhes Yahshua: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. João 8:33 E o que é pecado? Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei. 1 João 3:4 Então pecado é é andar sem Lei, andar sem mandamento, andar em nossas próprias leis, ou seja, no que nós pensamos que é bom o ou mal para nós. Então uma pessoa que não guardar os mandamentos, ela esta cometendo pecado, e sendo assim esta pessoas é escrava do pecado, porém como ela pode ser livre? E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32 E o que é a verdade? Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 E de onde tirou isto o Mashiach que a Palavra é a Verdade? A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade. Salmos 119:142 A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre. Salmos 119:160 Aqui esta dizendo que dura para sempre, ou iria durar até chegar a religião cristã? Toráh nos dá libertade porque? Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade. Tiago 2:12 Ai vem Paulo e diz: Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13 Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Yahshua Há Mashiach, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito. Gálatas 3:14 Então, de qual maldição o Messias nos redimiu? Pois da maldição que está escrita por não haver cumprido o que esta escrito e termos acrescentado e tirado o que está escrito (Deut. 4:2) então o Mashiach nos redimiu disto (Deut. 27:26) se fazendo maldito por nós e porque? (….porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13 Porque se colocava alguém no madeiro a vista de todo o povo? A uma pessoa rebelde, orgulhosa, para que todo o povo que estivesse o vendo tomasse cuidado, porque quem não quisesse se submeter era pendurado para que todo o mundo o veja. Existe algum exemplo de algum personagem que tenha sido pendurado como um exemplo do que causou sua rebelião, uma pessoa que por certo amava muito a Toráh, que dizia que a Toráh era doce como o mel? Este personagem foi Absalão que se rebelou contra seu pai David, e David tinham um coração conforme ao do Eterno, e seu filho se encheu de arrogância e acabou pendurado. Então Absalão representa o orgulho do ser humano de ir em contra o ungido do Eterno, de ir contra a autoridade do Eterno, e quando vemos o Mashiach pendurado na cruz, estamos vendo que ele estar tomando um lugar de um povo, de pessoas arrogantes, orgulhosa que rejeitam a Palavra do Eterno e querem estabelecer suas próprias justiça, que não querem se submeter a justiça que o Eterno estabeleceu que é pelas Escrituras, e decidem estabelecer suas próprias justiça. Então, qual seria a condenação que nós deveríamos receber e todos os homens que estabeleceram suas próprias regras, o que seria que deveríamos merecer? Sermos pendurados para que todos vissem que nós estávamos sendo pendurados pelo nosso orgulho, nossa soberba e nossa desobediência a Toráh Escrita. Porém pelo seu Grande amor que nos amou, Ele tomou nosso lugar, Ele foi pendurado ai em nosso lugar. Irmãos, como homem falo; se a aliança de um homem for confirmada, ninguém a anula nem a acrescenta. Gálatas 3:15 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Gálatas 3:16 Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa. Gálatas 3:17 Ou seja, a promessa que foi dada a Avraham de abençoar a sua descendência, não pode tirar a Toráh que em algum sentido trouxe maldição, e porque em certo sentido a Toráh que foi dada 430 anos depois trouxe maldição ao povo? Porque? Porque o povo não a obedecia, porém como o Eterno já tinha prometido a Avraham, então não pode ser tirarada pela maldição. Então, a maldição por termos transgredido a Toráh Escrita não pode abolir a promessa. Porque, se a herança provém da Toráh (escrita), já não provém da promessa; mas Elohim pela promessa a deu gratuitamente a Abraão. Gálatas 3:18 Então para o que serve a Lei, se a lei somente trouxe maldição, e se a Lei não serve para nos trazer a promessa que foi dada a Avraham, então para que serve a Lei? O verso 19 esta escrito: Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um mediador. Gálatas 3:19 Então para o que foi dada a Lei? Para que todos reconheçam que pecaram contra ela, para que tenha uma Constância escrita do pecado. Então, se com um documento escrito o homem é capaz de fazer outro sistema de crenças, o que seria se não houvesse um documento escrito? Se tendo um documento escrito aonde diz que nem acrescente e nem diminua, porque se acrescenta e diminui é maldito, se havendo isto se fez um outro rolo, o que seria se o Eterno não houvesse deixado este testemunho escrito? Seria um desastre. Então a Lei Escrita, ficou como um testemunho escrito na constância Escrita de que? De que todos pecaram. Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Elohim. Romanos 3:19 Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3:20 Então, para o que está a Lei Escrita? Para que toda boca esteja calada, e todos esteja debaixo do juízo do Eterno e porque? Porque todos transgrediram a Toráh, todos invalidaram, distorceram a Toráh. Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Elohim é um. Gálatas 3:20 Logo, a lei é contra as promessas de Elohim? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Gálatas 3:21 Ou seja, por ter guardado a Lei Escrita Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Yahshua o Mashiach fosse dada aos crentes. Gálatas 3:22 Ou seja, as Escrituras encerrou tudo dizendo, que todo aquele que acrescente ou diminua, que não confirmar o que está escrito é? Maldito. Então, como TODOS fizeram isto, então o que fica é regressar a fé de Yahshua o Mashiach que foi perfeita Mas, antes que a fé viesse ( a fé do Messias que foi uma fé perfeita a Toráh Escrita), estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. Gálatas 3:23 Este estávamos guardados debaixo da lei ou seja, estávamos debaixo desse sistema legalista fabricado pelos homens, por debaixo das demandas escritas, já que foi alterada pelos lideres de Yisrael. Então Paulo diz: Mas, antes que a fé viesse ( a fé do Messias que foi uma fé perfeita a Toráh Escrita), estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. Gálatas 3:23 De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a o Messias, para que pela fé fôssemos justificados. Gálatas 3:24 Assim que, qual lei é que estamos guardados, estamos confinados, aprisionados até que chegasse a fé perfeita do Mashiach? Qual é esta lei que estamos aprisionados? As leis dos homens, Conhecereis a Verdade, e a verdade vos libertará. Antes estávamos no que ensinavam nossos avós, nossos tataravós que eram leis dos homens, eram tradições humanas. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Gálatas 3:25 A palavra Aio em grego é a palavra pedagogo, porque naquela época os reis, as pessoas de certas posição, quando seus filhos eram traquínos eles entregavam a um professor que eles contratavam para ensinar a seus filhos, porém quando chegava a uma certa idade, o pai já o pegava de volta e já começava a ensinar a este filho diretamente, porém esses pedagogos ensinavam coisas básicas. Então esta Lei Oral também teve um propósito, estas tradições tiveram um propósito de ter confinados, de ter fechados ao povo até que chegasse o Mashiach. Então, a João Ferreira disse: Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Gálatas 3:25 Então, geralmente se cria um confusão e uma interpretação equivocada, porque as pessoas pensam que aqui esta se falando da Toráh Escrita, e que o Messias veio e nos livrou da Toráh, porém a Peshita não disse que depois que veio a fé, já não estamos debaixo do aio, mais disse: De maneira que a lei nos serviu de guia, para nos conduzir ao Mashiach, para que pela fé fôssemos justificados. Gálatas 3:24 Porém, uma vez vindo a fé, não estamos debaixo de tutores. Gálatas 3:25 Outras traduções dizem Administradores, tutores, e aqui não esta em plural, então não esta falando algo em singular. Então, quem era estes tutores, estes aios que incluso em aramaico tem mais a ver com capatazes, alguém que esta como um capataz fazendo com que a pessoa se submeta a certos princípios, e certos dogmas, porém chegou um momento em que fomos liberados dele quando o Mashiach chegou, quando chegou a Interpretação correta. Como reagiam as pessoas quando ouviam o Mashiach falar? Se maravilhavam de seus ensinamentos, porque ele ensinavam como quem tem autoridade, e não como os escribas e fariseus. Ou seja, seus ensinamentos eram diferente Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Mashiach Yahshua. Gálatas 3:26 Porque todos quantos fostes batizados em Mashiach já vos revestistes do Mashiach. Gálatas 3:27 E batizado aqui se tem a ver com conversão, ou seja, todos que tenha sido convertidos por meio do Mashiach ai continua no verso 28 Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Yahshua Há Mashiach. Gálatas 3:28 Isto significa que já não existe diferencia, porque? Porque aqui não quer dizer que já não exista mais homens e mulheres, porque continua tendo homens e mulheres no mundo, o que esta dizendo aqui, é que já não importa mais a diferencia, o que importa é escutar, é obedecer e seguir a fé de Avraham, isto é o que importa. Então, a pergunta que vão nos fazer é: Vocês são o que, já que todo o sistema teológico cristão caiu, já que todo sistema teológico judeu também caiu, então vão nos perguntar? De qual religião vocês são? Vejam a resposta que deu o Mashiach: João 18 Respondeu Yahshua: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. João 18:36 Então, nossa cobertura é o Mashiach E por isso também Yahshua, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Hebreus 13:12 Qual é esta porta? É a porta fora das muralhas de Jerusalém, ou seja, ele foi crucificado fora de Jerusalém. Isto é uma representação de que estão expulsando da comunidade, disseram que ele tinha demônio, o expulsaram dizendo, Ele não é o Rei, Ele não é o Mashiach, tirem ele da cidade e crucificaram ele como um delinquente. Então, o discípulo não é maior que seu mestre, então se a Ele fizeram isto, será que nós vamos caber em algum sistema religioso? Cedo ou tarde uma pessoa que esta em um sistema religioso e está conhecendo as raízes hebreia da fé vai ser expulso. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Hebreus 13:13 O que aconteceu com os profetas por anunciar a palavra do Eterno não adulterada? Foram mortos e por quem? Pelas tradições, dos dogmas, pelas doutrinas humanas, ou seja, pelas obras da lei Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Hebreus 13:14 Então, não estamos preocupados em procurar uma denominação, porque nós estamos esperando a futura. E todo o capitulo 11 ao Hebreus falam dos patriarcas e personagens Bíblicos importantes que estiveram esperando o prometido e o que aconteceram? Nunca receberam. E o ultimo versículo de Gálatas 3 o verso 29 se uma pessoa quer saber sua identidade, se uma pessoa tem um conflito de identidade, e agora já que caiu a teologia crista, já que caiu a teologia judaica e agora o que eu sou? Em Gálatas 3:9 disse quem somos. E, se sois do Mashiach, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa Gálatas 3:29 E a palavra descendência no grego é a palavra 4690 que é a palavra sperma e que em hebraico é a palavra Zerá que também significa esperma. Se queres saber tua identidade, se você segue a fé de Avraham, se você escuta e faz, e coloca por obra então o que eres? Eis um filho de Avraham e porque? Porque seus filhos fazem a obra. Assim se nós somos do Mashiach de verdade, se o Mashiach nos resgatou e nós segui-lo aonde ele aonde ele for, se nós queremos ser um discípulo, se nós fizermos isto, então certamente linhagem, descendência de Avraham somos, e herdeiro conforme a promessa, porque o Eterno disse a Avraham que sua descendência seria como as estrelas do céu, seriam incontáveis, porém a pesar que a descendência de Avraham seja incontável, a pesar que a descendência de Avraham seja como a areia do mar, somente um REMANESCENTE será salvo. Então se eu sou descendente de Avraham, então os meus parentes também são? Bom se eles não querem nada com a fé de Avraham, então eles não fazem parte desta promessa que somente um REMANESCENTE será salvo, porque haverá muitos que escutará sua voz e diram: Não muito obrigado, seguirão aferrados em seus costumes. Yahshar Ben e Bill Moshélista de telefones
Postado por Paulo Paixao
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A LEI DE DEUS JÀ EXISTIA ANTES DA ALIANÇA COM ISRAEL
A LEI DE DEUS JÀ EXISTIA ANTES DA ALIANÇA COM ISRAEL
1. Em Salmos 119: 160, nos diz que as Leis de DEUS são eternas. E se são eternas sempre existiram.
2. Romanos 4:15; e 5:13 nos diz que onde não há lei não há pecado. Adão pecou, logo existia uma lei.
3. Gênesis 26:5 nos informa que Abraão conhecia as leis de Deus Yahweh.
4. Êxodo 16:28 nos informa que já existia a lei de Deus. Este episódio ocorreu um pouco antes da entrega da lei no Sinai.
5. Gênesis 39:9 nos informa que José, quando estava no Egito, tinha conhecimento da lei de Deus.
6. Em Isaias 43:27 nos informa que “teu primeiro pai pecou”, logo, se pecado é a transgressão da lei ( 1a. João 3:4), já havia uma lei.
A comprovação da existência de todos os Mandamentos, antes do Sinai:
1. Primeiro Mandamento: Examinemos o que Jacó pediu à sua família para que fizesse antes de partirem em sua viajem de retorno: “Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós…” Gen.35:2 . Com este pedido, Jacó demonstra que conhecia o primeiro mandamento da lei de Deus. Em outra passagem, Josué 24:2, podemos constatar que os antepassados de Abraão foram acusados de servirem a outros deuses, violando o primeiro mandamento, logo, concluímos que eles tinham conhecimento desse primeiro mandamento.
2. Segundo Mandamento: Em Gênesis 31:19 somos informados que Raquel furtou os ídolos da casa de seu pai, logo, Labão sogro de Jacó, tinha imagens que ele adorava. Se o segundo mandamento, que proíbe fazer e cultuar imagens, não fosse conhecido, então porque Jacó tomou essas mesmas imagens de Labão e as enterrou em Siquém? Gen. 35:1 a 4.
3. Terceiro Mandamento: De que acusa a Bíblia a Esaú? Em Heb. 12:16, nos informa que “Nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú.” O terceiro mandamento requer de nós que façamos distinção entre o santo e o profano porque não fez isso quando vendeu seu direito de primogenitura, que tinha que ver com sua relação para com Deus. Isto equivaleria a uma blasfêmia.
4. Quarto Mandamento: Conhecia Adão e toda a família humana o 4o. Mandamento antes de a lei ter sido escrita por Deus e dada a Moisés? “Assim os céus e a Terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, porque nele descansou de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda sua obra, que Deus criara e fizera.” Gen. 2:1 – 3. Uma vez que o sábado é um monumento da criação, deve ter sido celebrado no Jardim do Éden, e daí para o futuro. Portanto todos o conheciam. Outra pergunta que se pode fazer, pois os evangélicos assim o afirmam, é se o sábado foi feito para os Judeus. Jesus nos responde: “ E disse-lhes: o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” Marcos 2:27 Se é para o homem, não é para o Judeu… Ainda em Êxodo capitulo 16, nos mostra que o sábado era conhecido e observado antes da lei ser escrita, e que não havia se “perdido”: “então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá. E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis.” Êxodo 16:25-28. No verso 23, diz; “e lhes disse : isto é o que o Senhor disse: Amanhã é repouso, o santo sábado de Yahweh….”
Em Isaias 56:6-7 nos diz: “Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada de Casa de Oração para todos os povos.” Este verso nos mostra claramente que o sábado não é somente para os Judeus.
5. Quinto Mandamento: O incidente de Noé e seus filhos, nos fala do sexto mandamento. Gênesis 9:24 e 25 nos diz: “e despertou Noé de seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera, e disse: “Maldito seja Canaã; servo dos sevos seja aos seus irmãos”.
6. Sexto Mandamento: Gênesis 4:8 no diz: “…se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.” Nos versos que antecedem Deus dialoga com Caim : “ E o Senhor disse a Caim: Porque te iraste? E porque descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta” Este fato demonstra claramente que Caim sabia que não havia feito o que seria correto. Gen.4:6 e 7.
7. Sétimo Mandamento: José, filho de Jacó, aproximadamente 400 anos antes do Sinai, demonstra claramente ter conhecimento deste mandamento. Gênesis 39:7 a 9, nos diz: “E aconteceu depois destas coisas que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José, e disse: Deita-te comigo. Porem ele recusou e disse à mulher de seu senhor:… Tu és sua mulher; como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?”
8. Oitavo Mandamento: Jacó pecou ao apoderar-se, por fraude, dos direitos espirituais e temporais de seu irmão. Gênesis 27:35 e 36, nos informa: “ E ele disse: Veio o teu irmão com sutileza, e tomou a tua benção. Então disse ele: Não foi o seu nome justamente chamado Jacó, por isso que já duas vezes me enganou (ou suplantou)? A minha primogenitura me tomou, e eis que agora me tomou a minha benção.”
9. Nono Mandamento: Jacó engana seu pai idoso e cego, e usando de falsidade para com ele. Gênesis 27:19 a 24 nos diz: “E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito.” “E disse : Tu és meu filho Esaú mesmo? E ele disse : Eu sou.” Caso o nono mandamento, que proíbe todas as práticas enganosas não estivesse em vigor, então Jacó não poderia ter sido condenado por sua mentira.
10. Décimo Mandamento: A cobiça sempre precede o furto, adultério e outros pecados. Foi Eva culpada de pecado em desejar aquilo que não lhe pertencia? Veja o que esta escrito em Gênesis 3:6 : “E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e arvore desejável para dar entendimento, tomou de seu fruto, e comeu.
Desta forma, aos estudarmos a Bíblia, podemos perceber que os Dez Mandamentos já existiam antes do Sinai.
FONTE: Dario Roger Perli
Tags: Israel
A LEI E OS PROFETAS “DURARAM” ATÉ JOÃO
A LEI E OS PROFETAS “DURARAM” ATÉ JOÃO
(Reflexão)
O versículo que está em Lucas 16:16 tem induzido em erro muitos que buscam conhecer a Palavra de Deus mas que não têm o discernimento nem a diligência de comparar esse versículo com outras passagens que a contradizem frontalmente. E contradizem porquê, se a Palavra de Deus não se contradiz?
Contradiz-se porque a mão (e intenção) do tradutor torceu aquela passagem ao acrescentar a palavra “duraram”, não porque ela estivesse escrita nos textos originais, mas porque entendeu que fazia mais sentido com aquele aditamento, o que denuncia a crença de alguém era contrário à Lei/Torá de Deus. Vamos procurar analisar melhor.
Desde logo, quando encontramos nas nossas Bíblias algumas passagens com textos em itálico é porque estamos perante alguma palavra que o tradutor acrescentou para dar melhor sentido ao texto… na opinião desse tradutor. No entanto, acrescentar ou retirar algo à Palavra de Deus é condenado pelo próprio Senhor YHWH que nos diz em:
Deuteronómio 4:2 e 12:32 – “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos de YHWH vosso Deus, que eu vos mando… Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”.
Porém, o homem tem-se esquecido deste e de outros preceitos de Deus.
O versículo 16 não nos diz que a autoridade da Lei/Torá e dos profetas existiram até ao momento em que apareceu em cena o “anjo” que preparou o caminho do Cordeiro: João, o Batista. Pelo contrário, diz-nos que “até João existiram a Lei e os profetas” para anunciarem a vinda do Reino de Deus, dando a sua visão profética do que estava para vir. Porém, em aditamento a estes testemunhos antigos, veio João, o Batista, e depois Yeshua e os Seus apóstolos, para anunciarem a proximidade do Reino ou, até, que o Reino de Deus já estava entre nós: ver verso 31; João 5:46; Romanos 3:21, como também nos é dito em Mateus 3:1-2 por João, e depois por Yeshua em Mateus 4:17; Marcos 1:15, tendo como resultado que todos fazem força para entrar no Reino dos céus: Mateus 11:12. Se na realidade a Lei/Torá e os profetas tivessem vigorado só até João, o Batista, onde caberiam então os ensinamentos de Yeshua e dos Seus apóstolos que são, todos eles, posteriores a João, o Batista e que se baseiam na Lei/Torá? Como se vê é fácil desmontar este erro.
Na realidade, a passagem de Lucas 16:16 deveria antes dizer “A Lei e os profetas profetizaram acerca de João”, o que é mais consentâneo com os textos originais. E, para que não restem dúvidas, estudemos os seguintes exemplos:
• A fé não veio abolir qualquer parte da Lei/Torá ou mesmo o seu todo: Mateus 5:17-20; 7:12; Tiago 2:10; Romanos 2:13.
• Na parábola do trigo e do joio (Mateus 13:37-43), Yeshua manifesta a condenação dos que violam a Lei/Torá de YHWH (os que cometem iniquidade ou “Anomia”, termo que é por Ele usado com frequência: e.g. Mateus 23:27-28 e 24:11-13).
• Guardar a Lei/Torá é parte integrante da fé que conduzirá o crente à vida eterna: Salmo 19:7-11; Mateus 19:17; Apocalipse 12:17; 14:12; 22:14.
• O crente permanece debaixo do amor de Yeshua se guardar os preceitos da Lei/Torá: João 14:15-23, da mesma forma que Ele permaneceu no amor do Pai por guardar toda a Sua vontade, a Sua Lei/Torá: João 15:9-10; Hebreus 2:17-18 (como fiel Sumo-Sacerdote); 4:15; 8:10; 10:16.
• A fé no Salvador Yeshua não nos liberta de guardarmos os preceitos da Lei/Torá (que Ele também guardou em obediência ao Pai), antes a estabelece: Romanos 3:31.
• A Lei/Torá é, em si mesma a “liberdade” e o padrão de conduta/vida perante a qual seremos julgados: Tiago 1:22-25.
• Não esquecer que a palavra “justo” quer dizer: “os que observam as leis divinas nas suas vidas” (o que pratica a justiça) – Lucas 1:5-6; Daniel 12:3. Estes são os que “ouvem”, “crêem” e “obedecem” (praticam).
• O Concílio de Jerusalém confirmou o ensinamento da Lei/Torá para os fiéis: Actos 15:20-21.
• A Lei/Torá e a Graça de Deus andam de braço dado, pois uma não exclui a outra. Somos salvos pela Graça de Deus (a Sua misericórdia ou perdão imerecido); porém, Ele instrui-nos para andarmos em obediência e fé em todos os Seus preceitos. Como, por exemplo, nos ensinam os apóstolos Tiago e João, a fé tem que se expressar através das obras, senão é uma fé vazia, morta: Tiago 1:22-25; 2:21-26; 4:11-12, 17; 1.João 2:3-7; 3:4; 5:2-3; 2.João 1:5-6.
• Sabemos que pelas obras da Lei/Torá ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé (Gálatas 3:11); mas, sabemos também que é a fé que nos leva a produzir frutos e obras dignas de arrependimento, obras de justiça – Mateus 3:8; Actos 26:20; Romanos 3:27-28; Efésios 2:10.
• Yeshua e os Seus discípulos/apóstolos viveram sempre em obediência à Lei/Torá de YHWH/Moisés – e.g. Mateus 12:8; 15:1-6; 19:17-19; 28:19-20; Marcos 1:21; 2:27; João 8:39; 14:15-24, etc.
• São os que ainda não nasceram de novo (ainda não circuncidaram os seus corações/mentes) e que, por isso mesmo estão na carne, que não se querem sujeitar à Lei/Torá de YHWH: Romanos 8:5-8.
• Se dizes que O conheces e ignoras e não vives de acordo com a Sua Lei/Torá i.e., não vives pelos preceitos de YHWH, então és mentiroso: 1.João 2:3-7.
• Não importa se és judeu ou não judeu. O que importa é que guardes e vivas de acordo com os mandamentos de YHWH que Ele nos deu na Sua Lei/Torá: 1.Coríntios 7:19.
• A “Lei do Amor” consiste em guardarmos a Sua Torá – a qual não é pesada: 1.João 5:3; 2.João 1:6; Mateus 11:29-30.
• Naquele dia (quando Ele vier como Rei eterno), muitos Lhe dirão: “não fizemos muitas maravilhas em teu nome?”. A resposta Deste Rei será: “nunca vos conheci…vós que praticais a iniquidade [vós que transgredis as leis de YHWH]” – Mateus 7:21-24.
• O homem será avaliado pelos seus frutos (acções de justiça de acordo com a vontade de YHWH expressas na Lei/Torá) – Mateus 7:16, 20.
• O primeiro Concílio da Igreja (Jerusalém) determinou quatro regras iniciais para os neófitos da fé como sinal que tinham abandonado as práticas pagãs e idólatras, porquanto a Lei/Torá, i.e. Moisés era ensinado todos os Sábados nas sinagogas onde eles aprendiam a andar nos preceitos da Lei/Torá – Actos 15:21.
• É mais fácil passar o céu ou a terra do que cair um til da Lei/Torá – Lucas 16:17.
Não é preciso mais para entender que a passagem de Lucas 16:16 foi distorcida pelo tradutor, tendo até hoje causado muito dano a muitos.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.- Vítor Quinta
Tags: João
Paulo, a Lei e o legalismo
Paulo, a Lei e o legalismo
Este artigo é uma exposição mais detalhada da questão apresentada no post “Sob a Lei” e “Obras da Lei”.
“(…) percebemos que a pessoa não é declarada justa por Deus com base na observância legalista dos mandamentos da Torah, mas por meio da fidelidade decorrente da confiança no Messias Yeshua (…).” (Gálatas 2:16, NTJ)
Observância legalista dos mandamentos da Torá. A palavra grega “nomos”, que em geral significa “lei” é a palavra normalmente utilizada no Novo Testamento para o hebraico Torá, em geral traduzida para “Lei de Moisés” ou simplesmente “Lei”. Em função disso, a maioria dos cristãos pensa que “erga nomou”, literalmente “obras da lei”, um termo que aparece três vezes no v. 16, deve significar “atos feitos em obediência a Torá”. Isso, no entanto, é um erro. Um dos mais bem guardados segredos do Novo Testamento é que quando Sha’ul escreve “nomos” muitas vezes não quer dizer “lei”, mas “legalismo”.
Para que minha defesa dessa interpretação não se pareça um tanto apelativa, defenderei o meu ponto de vista citando dois notáveis eruditos cristãos gentios, sem que nenhum judeu messiânico tivesse demonstrado particular interesse no assunto. C. E. B Cranfield, em seu comentário do livro de Romanos, escreveu:
“(…) será bom manter em mente o fato (o qual até onde sabemos, não recebera a devida atenção até ser notado no [artigo de Cranfield] Scottish Journal of Theology, Vol. 17, 1964, p. 55) que a língua grega nos dias de Paulo não possuía nenhum grupo de palavras que correspondesse aos nossos termos ‘legalismo’, ‘legalista’ e ‘legalístico’. Isso significa que faltava a Paulo uma terminologia adequada que pudesse expressar essa distinção fundamental, o que dificultou seriamente a exposição da perspectiva cristã quanto à lei. Diante disso, deveríamos sempre, assim pensamos, estar prontos a considerar a possibilidade de que as declarações paulinas, que a primeira vista parecem depreciar a lei, foram na verdade dirigidas não contra a própria lei, entretanto contra uma interpretação errônea e um uso equivocado da lei, para o que agora possuímos uma terminologia adequada. Paulo foi pioneiro quanto a esta difícil questão. Se fizermos a devida correção neste caso, não seremos confundidos ou enganados com tanta facilidade por certa falta de precisão nas declarações que por vezes encontraremos.” (C. E. B. Cranfield, The International Critical Commentary, Romans, [O comentário crítico internacional, Romanos] 1979, p. 853).
Cranfield está certo, exceto quanto à sua especulação acerca de ser o primeiro. Quarenta e três anos antes, Ernest De Witt Burton, em seu clássico comentário de Gálatas, também deixou claro que no versículo em questão “nomos” significa “legalismo” e não a Torá divina:
“Nomou é utilizada de modo claro aqui (…) em seu sentido “legalístico”, indicando a lei divina apenas como um sistema puramente legalista que se constitui de obrigações e funciona na base da obediência ou desobediência, diante do qual o homem é aprovado ou condenado em função de sua dívida e desprovido de qualquer graça. Isso é a lei divina conforme definida por um legalista. No entendimento do apóstolo, essa noção só tem validade na medida em que se constitui em um dos elementos da lei divina, separado de todos os demais elementos e aspectos que constituem a totalidade da sua revelação. Ao se fazer essa separação, a vontade de Deus e a sua verdadeira atitude para com o homem são distorcidas. Por erga nomou Paulo quer dizer atos de obediência para com leis formais executados em um espírito legalista, na expectativa de conseguir com isso merecer e garantir a aprovação e a recompensa divinas; obediência essa, em outras palavras, feita de acordo com o entendimento da lei do Antigo Testamento pelos legalistas, por eles expandida e interpretada. Embora nomos não existisse no sentido de ser equivalente à base da justificação na lei divina, erga nomou, entretanto, existia de modo muito real na forma de pensar e na prática de homens que concebiam a lei divina desta maneira (…). A tradução dessa frase aqui e em diversos outros lugares (…) por ‘as obras da lei’ (…) é um grave erro das [versões que a apresentam].” (E. Burton, The International Critical Commentary, Galatians, [O comentário crítico internacional, Gálatas] 1921, p. 120).
A frase “erga nomou”, encontrada somente nos escritos de Sha’ul, é utilizada oito vezes e sempre em relação a uma discussão técnica acerca da Torá, sendo três vezes aqui; em 3:2, 5 e 10; e em Rm 3:20, 28. Dois outros usos de “erga” (“obras”) estão em estreita associação com a palavra “nomos” (“lei”) – Rm 3:27, 9:32. Até mesmo quando ele utiliza “erga” de forma isolada, o significado implícito em geral é o de “obras legalistas” (5:19; Rm 4:2, 6; 9:11; 11:6; Ef 2:9; 2Tm 1:9; Tt 3:5), embora ele a use 17 vezes de uma forma neutra (Rm 2:6; 13:3, 12; 2Co 11:15; Ef 2:10; 5:11; Co 1:21; 1Tm 2:10; 5:10, 25; 2Tm 3:17, 4:14; Tt 1:16; 2:7, 14; 3:8, 14).
Minha conclusão é de que em todos os casos “erga nomou” não significa atos realizados em função de se seguir a Torá da maneira em que Deus planejou, mas atos realizados como conseqüência de se perverter a Torá fazendo dela um conjunto de regras as quais, supõe-se, podem ser obedecidas de forma mecânica, automática e legalista, sem que se tenha fé, sem que se deposite a devida confiança em Deus, sem que se ame a Deus e aos homens, e sem que se esteja no poder do Espírito Santo.
“Erga nomou”, portanto, é um termo técnico cunhado por Sha’ul para atender de forma precisa a necessidade acerca da qual Cranfield escreveu; uma expressão que fala de legalismo e não da lei. No entanto, em razão do tema abordado por Sha’ul ser a falta de compreensão e perversão da Torá em algo que nunca pretendeu ser, erga nomou é, especialmente neste contexto, “obras legalistas relacionadas à Torá”, exatamente como Burton explicou. Essa é a razão da minha tradução: observância legalista dos mandamentos da Torá.
De modo semelhante, “upo nomon” (“sob a lei”), que aparece cinco vezes nesta carta, jamais significa simplesmente “sob a Torá”, no sentido de “sujeito às suas prescrições” ou de “vivendo dentro de sua estrutura”. Antes, com apenas uma variação de fácil explicação, é a forma curta de Sha’ul expressar “vivendo sob a opressão causada por se estar escravizado ao sistema social ou à mentalidade que se origina sempre quando a Torá é deturpada em legalismo”.
Pesquisadores cristãos já discursaram de forma ampla acerca da suposta ambivalência do entendimento de Sha’ul quanto a Torá. Seus esforços têm sido no sentido de demonstrar que, de algum modo, ele conseguia abolir a Torá sem deixar de respeita-la. Pesquisadores judeus não-messiânicos, elaborando sobre essa conclusão pretensamente correta e fornecida de forma gratuita por seus colegas cristãos de que de fato Sha’ul aboliu a Torá, tomaram para si a responsabilidade de demonstrar que a conseqüência lógica do fato de Sha’ul ter abolido a Torá é que ele também não a respeitava, e por isso teria removido a si próprio e a todos os futuros crentes judeus em Yeshua, do campo do judaísmo (a tão conhecida “bifurcação do caminho”). Deste modo, judeus não-messiânicos de orientação liberal dos tempos modernos também tiraram a sua casquinha da situação reivindicando Jesus para si na qualidade de um excelente mestre judeu, e ao mesmo tempo fazendo de Sha’ul o vilão da história.
Sha’ul, entretanto, nesse caso, não era ambivalente. Para ele a Torá de Mosheh era inequivocamente “santa” e cada um de seus mandamentos “santo, justo e bom” (Rm 7:12). E de igual modo eram as obras feitas em verdadeira obediência à Torá. Mas para que fossem consideradas boas por Deus, as obras feitas em obediência à Torá tinham que estar alicerçadas na confiança, e não no legalismo (veja Rm 9:30-10:10&NN). Se mantivermos em mente que Sha’ul não tinha nada de bom para dizer acerca do pecado de se perverter a Torá em legalismo, e nada de ruim para dizer sobre a Torá em si mesma, então as pretensas contradições quanto à sua visão da Torá simplesmente desaparecem. Em vez de ser o vilão que destruiu a principal sustentação do judaísmo, levando os judeus a se desviarem, ele é o mais autêntico expositor da Torá que o povo judeu já teve, além do próprio Messias Yeshua.
David H. Stern
Comentário Judaico do Novo Testamento, págs. 578-580.
Postado há 1st April 2009 por otdx
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A lei na Nova Aliança.
A lei na Nova Aliança.
Por Giliardi Rodrigues
Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
(Jeremias 31:31-33)
O texto é claro em afirmar que o Senhor firmará um novo pacto (Nova Aliança) com a casa de Israel e com a casa de Judá. E que nestes dias o Eterno escreverá a lei no coração do seu povo.
Muitos cristãos influenciados por pensamento anti-semita afirmam que após a morte de Jesus a lei foi abolida em favor de uma nova aliança. No entanto, Jesus mesmo afirmou em Mateus 5:17-18 que ele não veio para abolir a lei e que era mais fácil passar os céus e a terra do que um só ponto da lei deixar de ter vigor.
Se Jesus não veio para abolir a lei, quem aboliu?
Muitos teólogos colocam as cartas de Paulo contra as palavras de Jesus. Afirmam que após a morte de Jesus foi consolidada uma nova aliança e que a lei do chamado antigo testamento foi abolida e cravada na cruz.
Desde modo as escrituras entram em contradição, pois o Eterno escreve uma lei e revela a Moises, em seguida Jesus diz que não veio abolir a lei e cumpre a lei sendo em tudo obediente ao Pai, logo depois aparece Paulo dizendo que a Lei foi abolida?
Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. Porque aquele, de quem estas coisas se dizem, pertence à outra tribo, da qual ninguém ainda serviu ao altar, visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual Moisés nada falou acerca de sacerdotes. E ainda muito mais manifesto é isto, se à semelhança de Melquisedeque se levanta outro sacerdote, que não foi feito conforme a lei de um mandamento carnal, mas segundo o poder duma vida indissolúvel. Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (Hebreus 7:13-18).
O fato é que mudança da lei de sacerdócio não tem nada haver com abolição da lei do Eterno. O texto de hebreus está relatando e explicando o sacerdócio de Jesus segundo a ordem de Melquisedeque. O autor de hebreus explica que sacerdócio de Jesus é superior a sacerdócio Aarônico, pois assim como Melquisedeque que não tinha linhagem para ser sacerdote, Jesus é declarado sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque.
As escrituras sagradas não podem entrar em contradição! Pois ela é a palavra do Eterno revelada aos homens através dos profetas. O próprio apostolo Paulo ao escrever 2 Timóteo 3:16 afirma que toda escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça. Ora, quando Paulo escreveu este texto ainda nem existia o chamado Novo Testamento, assim fica claro que ele estava se referindo a lei do Eterno para cada um fazer-te sábio para a salvação através da observância e obediência.
O profeta Jeremias descreve que a nova aliança é um pacto que o Eterno firmará com a casa de Israel e com a casa de Judá. A lei não será gravada em tábuas de pedras como foi no tempo de Moises, mas no coração do povo do Eterno. O Espírito do Senhor guiará o povo através da obediência e gravará a lei do Eterno no coração do seu povo. O profeta Joel assegura que nós últimos dias os exilados de Judá e de Jerusalém voltarão de todas as nações a terra de Israel e todo aquele que invocar o nome do Senhor no monte Sião será salvo.
Vós, pois, sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado. Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; pois no monte Sião e em Jerusalém estarão os que escaparem, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar.
(Joel 2:27-32)
Os 10 mandamentos não são exclusivos somente a Israel, mas se estende a todos os povos de todas as nações. Embora o novo pacto ou nova aliança seja com Israel e com a casa de Judá, todo aquele que crer no Senhor de Abraão, Isaque e Jacó é enxertado na oliveira e desfruta das mesmas bênçãos do povo escolhidos do Eterno. O profeta diz que “TODO AQUELE QUE INVOCAR O NOME DO SENHOR SERÀ SALVO”.
O Senhor Eterno não faz acepção de pessoas, ele salva todo aquele que o busca e obedece aos seus mandamentos. A nova aliança não isenta ninguém de obediência aos mandamentos, ao contrário, aqueles que no antigo pacto (Gentios) não tinham acesso a salvação, através da nova aliança são chamados a serem povo escolhido e se tornam um com Israel.
A nova aliança abre as portas para “todos” que querem servir e obedecer ao Senhor Eterno, independente de raça. O Senhor é Senhor de todos, e sua misericórdia se estende a todo aquele que nele crer e obedece a seus mandamentos.
Todo aquele que crê que Yeshua (Jesus) é o Messias é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou, também ama ao que dele é nascido. Nisto conhecemos que amamos os filhos do Eterno, quando amamos ao Senhor e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor do Senhor: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados; Porque todo o que é nascido do Senhor vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (fidelidade). (João 5:1-4).
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A Mulher Na Igreja – 1ºTIMÓTEO 2.11-12
A Mulher Na Igreja – 1ºTIMÓTEO 2.11-12
By adalbertoribeiro December 13, 2012
1ºTIMÓTEO 2.11-12
A mulher ouça a instrução em silêncio, com espírito de submissão. Não permito à mulher que ensine nem que se arrogue autoridade sobre o homem, mas permaneça em silêncio. ( 1º TIMÓTEO 2.11-12 )
A Mulher Na Igreja
O que significa “Não permito que a mulher ensine nem que exerça autoridade sobre o homem” de 1º Timóteo 2.11-12?
“Que a mulher seja discipulada em quietude, com toda subordinação. E não estou permitindo que a mulher fique ensinando, nem dominando o homem, mas que esteja em quietude. Porque Adão foi moldado primeiro, depois Eva; e Adão não foi seduzido, porém, a mulher, sendo seduzida, caiu em violação.” (1º Tim. 2.11-14. Tradução nossa)
Pode ser verificado que usei “seja discipulada” ao invés de “aprenda”, como está na maioria das traduções portuguesas. Isto porque a palavra grega aqui é manthaneto, que é relacionada a mathetês (discípulo). Também pode ser visto que usei “quietude” ao invés de “silêncio”, e assim fiz porque a palavra grega hesuchia pode também ser assim traduzida, e a quietude, ou tranqüilidade, é um requisito muito mais importante para o aprendizado do que o silêncio. Uma pessoa pode estar em silêncio (calada) e estar inquieta; assim terá dificuldade de aprender. No entanto, uma pessoa estando quieta, tranqüila, terá muito mais probabilidade de aprender, mesmo não necessariamente estando calada.
A primeira conclusão importante que já pode ser tirada da passagem é que ela se aplica especificamente ao aprendizado, ao ensino das Escrituras e à liderança (condução) das igrejas cristãs. Qualquer conclusão que vá além disso está extrapolando o texto, portanto interpretando erroneamente. Em outras palavras, o apóstolo não estava instruindo a Timóteo para que este ordenasse que as mulheres em Éfeso ficassem absolutamente caladas nas reuniões das igrejas (que aconteciam nos lares). Não está instruindo que elas não podiam orar, nem profetizar, nem cantar, nem opinar quando a igreja fosse tomar uma decisão relacionada à comunidade. Está especificamente, repito, instruindo para que elas não ensinassem as Escrituras aos homens. Juntar o texto das cartas a Timóteo ao texto das cartas aos Coríntios para formar uma “teologia da mulher na igreja” é desconhecer o que é exegese e sua importância fundamental para a interpretação da Bíblia. Cada carta Paulina tem o seu próprio contexto – o seu pano de fundo – e é neles, e a partir deles, que se devem tirar conclusões sobre os princípios que devem ser seguidos por todas as gerações de crentes em Jesus Cristo.
Outra inferência interessante que pode ser feita a partir da passagem (sendo isto verificado também em outras), é que nas igrejas cristãs era dado o direito às mulheres de aprender as Escrituras, em contrário ao que acontecia nas comunidades judaicas do primeiro século, onde as mulheres eram proibidas de aprender e estudar a Torá. Isto aponta para uma harmonia com os princípios ensinados pelo Senhor Jesus, com relação à inclusão das mulheres no seu Reino. Nos evangelhos canônicos está relatado que várias mulheres seguiam o Mestre, ouvindo-o e aprendendo dele. E dois episódios em particular são muito fortes neste sentido da inclusão das mulheres no aprendizado. Estes são o da mulher samaritana (no poço) e de Marta e Maria em sua casa. A mulher samaritana pôde aprender diretamente do Senhor que a verdadeira adoração não deve estar condicionada a nenhum lugar. E Maria ficou sentada na sala de sua casa, junto com os discípulos homens, aprendendo do Senhor. E quando Marta reclamou da atitude de Maria, o Senhor a repreendeu e ainda disse, em outras palavras, que Maria é que estava com a atitude correta, embora aquele comportamento fosse agressivo à cultura da sociedade em que estavam. As igrejas cristãs do primeiro século, seguindo o Senhor, romperam com a tradição judaica e permitiram que as mulheres cristãs aprendessem as Escrituras.
Qual é o contexto de 1 Timóteo?
No início de 1 Timóteo (1.3), Paulo, o apóstolo, afirma que em certa ocasião (não mencionada em Atos) ele saiu de Éfeso rumo à Macedônia, e rogou a Timóteo, seu companheiro apostólico, que não fosse com ele, mas permanecesse em Éfeso, para “Ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.” (1º Tim. 1.3b-4. NVI. Grifo nosso). Nos versos 6 a 8 Paulo nos dá mais uma pista sobre de que se tratava o cerne do problema. Afirma que alguns queriam ser mestres da Lei (o Velho Testamento) sem que nem a compreendessem direito. Que a Lei é boa, se usada adequadamente, mas que esses “mestres” a estavam entendendo errado e categoricamente a ensinando errado.
Percebe-se, então, que havia um problema sério em Éfeso, quanto ao ensino das doutrinas bíblicas. Naquela época não existia o Novo Testamento como nós o temos – uma coleção de livros e cartas escritos no primeiro século pelos apóstolos e seus companheiros. E os cristãos só possuíam como Escrituras o Velho Testamento, que era conhecido também como a Lei e os Profetas, ou simplesmente como a Lei. Ocorre que alguns homens de Éfeso não entendiam bem a Lei e, mesmo assim, passavam-se por grandes rabis – mestres – da Lei. O resultado óbvio disso é que estavam ensinando coisas erradas aos cristãos de Éfeso, enfatizando trivialidades, e causando dissensão na igreja; e isto precisava ser imediatamente corrigido.
Paulo segue instruindo a Timóteo sobre como combater esses ensinos errôneos, e, vemos no capítulo 2 que ele trata especificamente sobre:
• Os cristãos devem orar por todas as pessoas, inclusive pelas autoridades governamentais, para que elas permitam que eles possam viver segundo o Cristianismo (2.1-3);
• Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o qual é Jesus Cristo – o homem (2.5)
• Os homens podem orar em qualquer lugar, levantando as mãos, sem ira nem polêmicas (2.8);
• As mulheres se vistam modestamente, e pratiquem boas obras (2.9, 10);
• As mulheres devem aprender com atitude de quietude e submissão (2.11);
• As mulheres não devem ensinar (as Escrituras) aos homens (2.12-14).
Fazendo uso do que se chama de interpretação-espelho (deduzir a pergunta a partir da resposta), pode-se inferir que os falsos mestres estavam ensinando que:
• Não se deve orar pelos incrédulos, principalmente pelas autoridades terrenas, pois elas são más;
• Existem diversos mediadores entre Deus e os homens, além de Cristo (talvez aqui seja uma alusão aos sacerdotes Levítico-Aarônicos, ou ao ensino proto-gnóstico de que há várias hierarquias de deuses no céu);
• Os homens não podem orar em todo lugar (talvez esses “mestres” entendessem que os cristãos devessem orar apenas nas sinagogas ou em outros “lugares sagrados”);
• As mulheres cristãs, especialmente as casadas, poderiam (ou até deveriam) se vestir de forma ousada e ostentadora, desprezando os costumes judaicos e cristãos. Isto provavelmente indicasse também que os falsos mestres estivessem ensinando que a mulher cristã não devia ser submissa ao seu marido;
• As mulheres, quando forem discipuladas, devem questionar o ensino dos mestres (homens) provocando discussões e debates;
• As mulheres cristãs podem (ou devem) ensinar os homens. Isto provavelmente está relacionado ao entendimento proto-gnóstico de que a mulher, por ter sido a primeira a provar do fruto do conhecimento (gnosis) do bem e do mal, estaria mais apta a ensinar do que o homem, que o provou depois.
Acerca do contexto específico, havia ainda a questão de que em Éfeso se cultuava fortemente a divindade feminina Diana, e que isto provavelmente fazia com que as mulheres naquela sociedade fossem mais valorizadas do que em outras cidades. É provável que, em Éfeso, as mulheres cristãs tenham sido influenciadas por essa valorização da mulher naquela sociedade.
Vê-se, então, que cada um dos pontos dos ensinos dos falsos mestres da Lei foi contestado por Paulo. E, quanto à atitude e conduta das mulheres cristãs em Éfeso com relação ao aprendizado e ensino, que é o nosso foco aqui, ele exorta, como já mencionamos, que: [1] as mulheres devem aprender com atitude de quietude e submissão (2.11); e que [2] as mulheres não devem ensinar as Escrituras aos homens (2.12-14).
A atitude correta das mulheres cristãs quanto ao aprendizado e ensino das Escrituras
Não há necessidade de muita reflexão para saber que as melhores atitudes em questões de aprendizado são a quietude (a calma, a tranquilidade) e a submissão ao mestre – aquele que está ensinando. A pessoa estressada e arrogante não aprende. Ao contrário, só provocará polêmica e inimizade. E este princípio não vale apenas com relação às mulheres e seus mestres. Vale também para com os homens e seus mestres.
No tocante à questão da restrição paulina às mulheres ensinarem aos homens na igreja cristã, ele primeiro argumenta a partir do princípio bíblico de que “a esposa deve ser submissa ao marido” (Col. 3.18; Tito 2.5; 1ª Pedro 3.1 e 3.5). Paulo agora aplica este princípio de modo mais amplo para a igreja e o justifica com o caso de Eva, que, quando desprezou este princípio e persuadiu Adão no sentido de que ele também comesse do fruto proibido, ocorreu a maior desgraça da humanidade – o pecado contra Deus. Eva “ensinou” a Adão que o fruto era gostoso, bonito e bom para dar conhecimento (Gen. 3.6); e ele (Adão) “deu ouvidos” à voz da sua mulher – ao ensino dela – ao invés de dar ouvidos à ordem de Deus (Gen. 3.17). Paulo, então, exorta a igreja em Éfeso para que não repita o erro do primeiro casal. Que as mulheres não ensinem a Palavra de Deus – as Escrituras – aos homens, nas comunidades cristãs.
Logo a seguir, no capítulo 3, Paulo reforça seu posicionamento, apresentando as qualificações daqueles que podem exercer a supervisão (episcopado, que significa condução ou liderança) nas igrejas, deixando claro que devem ser homens (“…marido de uma só mulher…”). Os presbíteros ou bispos (pais de família maduros na fé e na idade, de bom testemunho, íntegros e sem vícios) são aqueles que devem ensinar as Escrituras e liderar as comunidades cristãs, e não as mulheres (ou as esposas). E, no contexto da família, os maridos são aqueles que devem ensinar as Escrituras às suas esposas, e não o contrário.
Algumas pessoas têm levantado objeções a essa conclusão, dizendo que a restrição de Paulo às mulheres cristãs de Éfeso ensinar aos homens se deu porque naquela época as mulheres cristãs não podiam estudar ou aprender; conseqüentemente, ensinariam erradamente, caso o fossem fazer. Porém, isto extrapola o texto de 1º Timóteo e do Novo Testamento como um todo. Não há nenhuma passagem no Novo Testamento que indique isto – que as crentes de Éfeso não podiam aprender ou estudar, e que, portanto, eram sem instrução. E nem há indicação de textos extra-bíblicos que apóiem esta afirmação. Além disso, vimos que as igrejas cristãs do primeiro século permitiam que as mulheres aprendessem as Escrituras, contrariando esta objeção. Portanto, ela deve ser desconsiderada na exegese desta passagem. Não vale como argumento. Outras pessoas afirmam que restringir as mulheres de ensinar aos homens entra em contradição com o que Paulo disse em Gál. 3.28: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.”. Este entendimento, todavia, despreza o contexto da carta de Gálatas, a qual trata especificamente da salvação e da formação do Israel de Deus. O verso significa, naquele contexto, que depois de Cristo não há mais exclusividade dos Judeus como povo de Deus. Não tem nada a ver com o comportamento dos cristãos na igreja, como é o caso em 1º Timóteo. Mais uma vez lembro que “um texto fora do contexto é um pretexto”. Assim, também este argumento não é válido. Há outros ainda que afirmam que, se Deus não permitisse que a mulher ensinasse, ele não daria o dom do ensino à uma mulher. Esta argumentação também é falaciosa, porque primeiro Deus permite que a mulher ensine; ele apenas não permite (baseando-nos principalmente no texto de Paulo aqui analisado) que as mulheres ensinem as Escrituras… aos homens. Segundo porque os dons não guiam as Escrituras; as Escrituras é que guiam os dons. Não é a nossa experiência com os dons que deve determinar nossa doutrina sobre eles, mas, ao contrário, devemos exercer nossos dons em conformidade com as Escrituras. Se Deus não permite que as mulheres ensinem as Escrituras aos homens, o dom do ensino deve ser praticado pelas mulheres observando este preceito.
Além dessas três objeções anteriores, há quem lembre o fato de que Priscila (uma mulher), ensinou a Apolo sobre o Evangelho (Atos 18.24-28) e que isto fez com que ele fosse grandemente usado por Deus, abençoando a igreja. Entretanto, Priscila não ensinou a Apolo sozinha; ela o fez com seu marido Áquila, e, assim entendo, sob a autoridade e supervisão dele. Desse modo, o princípio bíblico não foi desrespeitado. Quem discipulou Apolo foi o casal Áquila e Priscila, e não somente a mulher Priscila.
A instrução dada por Paulo em 1º Tim. 2.11-14 é apenas local e temporal?
Algumas pessoas entendem que o problema de Éfeso relativo às mulheres era local e temporal, e que por isso a orientação de Paulo não é para todas as igrejas nem para todas as gerações. É claro que esta instrução foi dada a Timóteo para corrigir o problema das igrejas (nos lares) de Éfeso. Porém, a forma com que Paulo instrui nesta carta, diferente de como faz em 1 Coríntios, não tem apenas tonalidades locais ou de época. Ele utiliza como argumentos princípios eternos e trans-culturais. Apresenta seu fundamento em doutrinas, e não em costumes locais. As pessoas que afirmam que a restrição “E não estou permitindo que a mulher fique ensinando” nas comunidades de Éfeso é apenas local, terá que afirmar também que o ensino “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens” é também apenas local, pois ambos fazem parte da mesma unidade textual e objetivam corrigir falsas doutrinas que estavam sendo ensinadas. Observe bem que o objetivo de Paulo em 1º Timóteo não era apenas corrigir práticas locais, mas combater doutrinas falsas. E doutrinas falsas se combatem com doutrinas verdadeiras, ou como ele disse na carta, com a “sã doutrina” (1.10). Então, a carta de Timóteo nos ensina doutrina cristã, portanto, perene e atemporal.
Abro aqui um parêntese para dizer que eu mesmo acho difícil seguir esta restrição. Raciocinando como homem, não entendo porque as mulheres não podem (ou não devem) ensinar as Escrituras aos homens. Talvez isto seja porque tenho uma esposa que é irmã, muito sábia e talvez mais inteligente do que eu. Algumas vezes é ela e não eu que está de acordo com a vontade do Senhor. Entretanto, a instrução do apóstolo nesta passagem é clara e, mesmo considerando todas as objeções, não tenho como refutar. Tenho que aceitar.
É preciso enfatizar que a restrição da passagem aqui analisada é aplicável apenas ao ensino da Bíblia, e não se aplica ao ensino educativo, ou científico, ou a qualquer ensino extra-bíblico. Dizer que as mulheres não podem transmitir ou ensinar outros conhecimentos não bíblicos aos homens vai além do que o texto bíblico instrui. Este texto não pode ser aplicado, por exemplo, às mulheres que ensinam em universidades e escolas.
Concluindo, as únicas restrições à participação das mulheres na igreja são de ensinar as Escrituras aos homens e de liderar (conduzir) as igrejas. Elas podem ensinar as Escrituras às outras mulheres e às crianças (inclusive meninos) da igreja, podem cantar, podem orar, podem profetizar, podem ler uma passagem bíblica em voz alta nas reuniões, e podem opinar nas decisões coletivas da igreja. Tudo com ordem e decência. Tudo para a glória de Deus.
Ministério Pastoral Feminino – BATISTAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Pr. José Alves
A ordenação de mulheres para o ministério pastoral está em destaque em algumas denominações e timidamente entre os batistas. A consagração de mulheres para o ministério pastoral não encontra o devido respaldo bíblico. Muitas pessoas estão confusas quanto ao que crer acerca do assunto. Já que não sou favorável à ordenação de mulheres devo explicar sincera e cuidadosamente esta minha posição e procedimento.
O preâmbulo dos meus comentários põe em destaque dois aspectos. Primeiramente, exponho aqui uma convicção pessoal, e não deve ser entendida como uma crítica severa sobre o que outros crêem e praticam. Como tantos outros, eu creio na autonomia da igreja local. Sendo uma assembléia, rege-se por leis que não foram criadas por ela. Jesus Cristo, seu fundador é o legislador. Assim, as igrejas fiéis têm a Bíblia e, com especialidade, o Novo Testamento como regra de fé e prática. É em obediência aos ensinos da Bíblia que as igrejas devem exercer sua autonomia não indiferentes e aleatoriamente.
No Novo Testamento não há qualquer diferença entre o homem e a mulher no campo da salvação e na obra redentora. Cristo dignificou a mulher, pois Deus não faz acepção de pessoas. Mesmo considerando isso, só homens foram vocacionados e exerceram o ministério pastoral.
Nos dias do Antigo Testamento havia muitas nações vizinhas de Israel com sacerdotisas, e nem assim, esta posição de serviço religioso foi praticada em Israel por mulher. Nenhuma mulher do povo de Deus levantou sua voz para reivindicar a posição de sacerdotisa;
Cabe, aos líderes postos nas igrejas, orientá-las com amor e sabedoria. Sabendo que a autonomia da igreja está sujeita à regra de fé e prática já no bojo da Palavra da Verdade. O que resta mesmo a cada igreja e a cada líder é ser fiel na obediência ao ensino de Jesus. Esta fidelidade é até a morte; sempre firmes sabendo que tal atitude não é vã no Senhor. A recompensa não há de faltar aos fiéis.
Pr. Jaime Augusto
Apesar de reconhecer que todos devem sempre considerar os tempos e as mudanças culturais, creio que a Bíblia deva ser sempre o primeiro e último escrutínio para uma decisão assim. Como pastores, nosso espírito precisa ser bíblico, mesmo que isso implique em posicionamentos contrários à cultura ou à tendência por mais inevitável que seja. A voz profética, aliás, nem sempre obteve respaldo da moda. Tendo como base os escritos de alguns autores comprometidos com a Bíblia, quero propor a análise de determinados textos sagrados para provocar uma reflexão consistente em cada um (pelo menos que sirva de ponto de partida), para depois chegar a uma conclusão.
A resposta pode começar a ser encontrada no contexto de Gálatas. Ao que tudo indica, Paulo escreveu essa carta para responder a questões levantadas sobre a nossa justificação diante de Deus. Sua afirmação central é a de que todos, independente da sua raça, cor, posição social e sexo, são recebidos por Deus da mesma maneira: pela fé em Cristo. Definitivamente Gálatas 3.28 não está tratando do desempenho de papéis na igreja e na família, mas da nossa posição diante de Deus. A salvação em Cristo justifica igualmente homens e mulheres diante de Deus, mas não altera o papel de ambos estabelecido previamente na Criação. O pastor e teólogo presbiteriano Augustus Nicodemus afirma que “o assunto não são as funções que homens e mulheres desempenha na Igreja de Cristo, mas a posição que todos os que crêem desfrutam diante de Deus”.
É importante sempre ter em mente que a questão da subordinação feminina tem sua base na Criação (Gênesis 1 e 2) e não na Queda (Gênesis 3). A cruz de Cristo aboliu as diferenças cerimoniais para que todos pudessem aproximar-se de Deus, mas em nenhum momento pôs um término nas funções ou papéis fundamentais do homem e da mulher estabelecidos por Deus muito antes da Queda.
Quando Cristo desejou estabelecer pastores para sua Igreja, ele nos deixou o registro bíblico de homens sendo incumbidos dessa função. Mesmo sendo um Senhor gracioso que considera todos iguais para receberem misericórdia e graça; que ama indistintamente suas ovelhas e morreu por todas de igual forma, ele não mencionou mulheres como pastoras. Ele as amou, serviu e foi servido por elas. Não as ignorou, mas, pelo contrário, foi-lhes um protetor num mundo desigual. Foi o libertador de tantas opressões que elas sofriam, mas nada falou sobre serem pastoras. Além disso, a igreja sempre declarou ser sustentada sobre o ensino dos apóstolos e eles, da mesma forma, não parecem sustentar essa posição. A subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisso haja qualquer desvalorização.
Paulo vê nos detalhes da Criação uma ordenação divina quanto aos diferentes papéis do homem e da mulher. O fato, por exemplo, de termos de ser submissos às autoridades civis não nos torna inferiores. A própria Bíblia ordena essa submissão (Rm 13.1-5; 1 Pe 2.13-17). Também os filhos não são inferiores a seus pais, mas lhes devem submissão (Ef 6.1). Como bem lembrou o Dr Nicodemus, “o conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a igreja”.
É evidente que há elementos no Novo Testamento que pertencem à cultura do século I. A função do exegeta é descobrir nelas o princípio permanente para então aplicá-lo no contexto contemporâneo. É a ponte construída entre o mundo bíblico e o mundo atual. As passagens de 1 Coríntios 11.2-16, 14.34-35 e 1 Timóteo 2.11-12 têm um princípio permanente para que se mantenham distintamente os papéis inerentes ao homem e à mulher na igreja e na família. Assim, não devemos inverter os papéis. A mulher não deve ocupar posição de autoridade sobre os homens, mas deve observar de maneira análoga seu papel como o da Igreja, que está submissa ao Senhor. Ela tem liberdade, usa seus dons e talentos e ainda tem suas preferências, mas, em última análise, deve ouvir ao Senhor.
Definitivamente Paulo não instrui sobre esse assunto tendo como base considerações condicionadas culturalmente. Seu apoio é basicamente feito de princípios inerentes à própria humanidade, enraizados na Criação. Ele sempre apela às Escrituras (Antigo Testamento),
demonstrando que a origem dos papéis próprios do homem e da mulher não estão fundamentados nas questões transitórias das igrejas e muito menos em algum aspecto cultural, mas teológico, que envolve Deus e a Criação. É bem provável que o mundo dos apóstolos estava distante cerca de 4 mil anos do evento da Criação. Talvez alguém pudesse alegar que os tempos haviam mudado e o cristianismo deveria estabelecer novos critérios culturais, mas o apelo dos apóstolos às Escrituras mostra que havia um princípio permanente estabelecido por Deus que transcendia as épocas.
Conclusão
Penso que o assunto deve ser tratado do mesmo modo que se faz com os casos de pastores divorciados e novamente casados. A Bíblia condena, mas muitas igrejas e ordens de pastores exercitando a graça aceitam pacificamente, outras rejeitam, mas ninguém cria divisão por este motivo.
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A FAMÍLIA
A FAMÍLIA
Sl 127:1-3 Sl 1:1-3 Sl 128:1:6
Introdução
A família institu ída por Deus como núcleo principal ou celular máter
da sociedade, foi estabelecida tendo por base princípios e valores morais,
materiais, sociais e espirituais.
A família faz parte dos planos e propósitos de Deus, e ele deseja que
marido, esposas e filhos amém-se mutuamente, vivam em harmonia,
tenham paz, alegria, sejam prospero, realizados e felizes.
I – A Família é uma idéia e projeto de Deus
A. Deus Planejou Gn 2:19
B. Deus Instituiu Gn 2:21-24
C. Deus Abençoou
D. Deus estabeleceu princípios para a construção sólida e bem sucedida da
família Ef 5:22-33 Ef 6:1-4 I Cor 7:33-34
II – Deus valoriza a Família e o Matrimônio Heb 13:4 Ec 4:9-12
III – Satanás odeia ver uma família estruturada, servindo a Deus e
feliz.
IV – Fatores indispensáveis para termos uma família abençoada
servindo ao Senhor
A. Conhecimento dos princípios e propósitos de Deus para a família Os 4:6
Pv 1:7
B. Falar palavras de Fé em nosso Lar Tg 3:2
C. Estabelecer um tempo de oração em família
D. Faça de sua igreja o centro de atividades da família
E. Construa em sua casa um clima de boas influencias
Obs: Musicas evangélicas de boa qualidade, textos bíblicos em locais
estratégicos da residência, culto domésticos, leitura bíblica diária em
família etc.
F. Valorize as qualidades positivas dos membros de sua família
G. Separe um tempo para lazer e recreação
H. Liderança, inteligência e humildade do cabeça da família
V – Construa a sua família com uma fundação sólida Mat 7:24-27
VI – Os 10 alicerces para uma família bem sucedida, abençoada e
feliz.
1. Amor mutuo entre os conjugues I Cor 13:4-8
2. Verdade
3. Cumplicidade
4. Respeito
5. Compromisso
6. Fidelidade
7. Compartilhamento / companheirismo
8. Paciência
9. Boa comunicação
10.Estabilidade financeira
VII – As 5 importantes necessidades do Homem
1. Satisfação sexual Ec 9:9 Pv 5:15 Pv 5:18-19 I Cor 7:3-5
O sexo e tão importante para a manutenção do relacionamento
matrimonial com a água é importante para a manutenção da vida
2. Companheirismo no lazer
3. Uma mulher atraente Pv 31:22
4. Apoio doméstico
5. Admiração e Respeito
VIII – As 5 importantes necessidades da Mulher
1. A necessidade de afeto
2. A honestidade e reconhecimento
3. A comunicação ou conversa
4. O sustento financeiro
5. O comprometimento do marido com a família
IX – Condições para ser um homem bem-aventurado ou feliz
1. Ter prazer na palavra de Deus Sl 1:2
2. Meditar na palavra de Deus dia e noite Sl 1:2 Jos 1:8 Sl 119:105
3. Fazer da palavra de Deus regra de vida e conduta II Tm 3:16-17 Tg
1:22-25
4. Não andar ou seguir o conselho dos ímpios Sl 1:1
5. Não deter (parar) no caminho dos pecadores Sl 1:1
6. Não assentar na roda dos escarnecedores Sl 1:1
X – Benção para o Homem que serve a Deus fielmente Sl 1:3 Sl
128:2-3 Sl 128:6
1. Será como arvore plantada junto a ribeiro de águas
2. Frutifica sempre
3. A vida cristã é sempre abundante e rica em perfeição
4. Tudo que faz prospera
5. Usufruirá o fruto do seu próprio trabalho Sl 128:2
6. Tudo irá bem Sl 128:2
7. A mulher será fértil Sl 128:3
8. Os filhos serão saudáveis como plantas de oliveira Sl 128:3
9. Serão abençoados em todos os dias de sua vida
10.Terão vida longa e paz Sl 128:6
Gurupi – To, 09 de Junho de 2010
Pr. João da Cruz Gomes Feitosa
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A FAMÍLIA E A BÍBLIA
A FAMÍLIA E A BÍBLIA
I. Os Compromissos Conjugais.
A. Do Marido.
1. Para com Deus Yahweh.
a) Representar a autoridade de Deus na família. Gn 18:19 (Js 24:15; Pv 10:18).
b) Administrar a família segundo o plano de Deus. II Rs 20:1.
c) Edificar sua família com sabedoria. Pv 24:3.
d) Entronizar a Deus em primeiro lugar na vida. Lc 14:26.
2. Para com a Família.
a) Se o chefe da casa. Ef 5:23.
b) Governar bem a família. I Tm 3:4,5.
c) Criar os filhos sob disciplina. I Tm 3:4.
d) Ser o provedor da casa. II Co 12:14b.
e) Abençoar os filhos. Hb 11:20,21.
3. Para com a sua Esposa.
a) Amar sua mulher. Ef 5:2; Cl 3:19.
b) Ensinar sua mulher com amor. I Co 14:35.
c) Santificar a descrente. I Co 7:14.
d) Assumir a liderança da mulher. Ef 5:23.
e) Coabitar em amor. I Pd 3:7.
f) Confiar nela. Pv 31:11.
g) Não tratá-la com amargura. Cl 3:19.
h) Viver a vida comum do lar. I Pd 3:7.
i) Considerá-la como a si mesmo. Gn 2:23; Mt 19:5.
j) Ser-lhe fiel. Pv 5:19; Mt 2:14,15.
k) Viver com ela toda a vida. I Co 7:11á-la como a si mesmo. Gn 2:23; Mt 19:5.
l) Ser-lhe fiel. Pv 5:19; Mt 2:14,15.
m) Viver com ela toda a vida. I Co 7:11b,12.
n) Consultar com ela. Gn 31:4-7.
o) Exercer autoridade sobre ela. I Co 1:3.
p) Praticar o monogamia. Gn 2:24; I Co 7:1,2; I Tm 3:2.
4. Para consigo mesmo.
a) Realizar-se pessoalmente através dela. Pv 5:18.
b) Desfrutar a vida com ajuda de sua mulher. Ec 9:9.
c) Ter os filhos como patrimônio moral. Gn 24:36.
d) Receber alegria na velhice. Pv 23:24 (Pv 17:6).
B. Da Esposa.
1. Para com Deus.
a) Ser bênção para o marido. Pv 18:22.
b) Temer a Yahweh. Pv 31:30; I Pd 3:2.
c) Respeitar a “lei conjugal”. Gn 2:24; I Co 7:39; Rm 7:1-4.
d) Casar no Senhor. I Co 7:39.
e) Respeitar a hierarquia estabelecida por Yahweh. I Co 11:3; Ef 5:23,24.
f) Ataviar-se com piedade. I Tm 2:10.
g) Não escandalizar a Palavra de Deus Yahweh. Tt 2:5.
h) Enfeitar-se interiormente. I Pd 3:3,4.
i) Imitar as santas mulheres. I Pd 3:5,6.
j) Comportar-se com temor. I Pd 3:2.
2. Para com a família.
a) Gerar filhos. Gn 1:28.
b) Instruir os filhos. Pv 1:8.
c) Edificar sua casa. Pv 14:1.
d) Não ser contenciosa. Pv 19:13.
e) Não ser rixosa. Pv 21:9.
f) Ser prendada para o lar. Pv 31:13,19
g) Preparar o alimento da casa. Pv 31:15.
h) Saber fazer compras. Pv 31:16.
i) Saber administrar os empregados. Pv 31:15.
j) Ser precavida. Pv 31:21,22.
k) Praticar boas obras. I Tm 2:10.
l) Amar os filhos. Tt 2:4.
m) Ser boa dona de casa. Tt 2:5.
n) Ser trabalhadora. Pv 31:15,18.
o) Saber falar com sabedoria. Pv 31:26.
3. Para com o seu Esposo.
a) Gerar filhos. Gn 1:28.
b) Ser ajudadora. Gn 2:18.
c) Ser graciosa. Pv 11:6.
d) Ser benevolência do Senhor para o seu marido. Pv 18:22.
e) Conquistar a confiança do marido. Pv 31:11.
f) Ser prendada. Pv 31:13,19.
g) Ser motivo de estima do marido pelos outros. Pv 31:23.
h) Saber negociar. Pv 31:26.
i) Satisfazer sexualmente o seu marido. I Co 7:10,13.
j) Não se separar do marido. I Co 7:10,13.
k) Reconciliar com o marido, quando for necessário. I Co 7:11.
l) Saber agradar o marido. I Co 7:34.
m) Ter o marido como a sua cabeça. I Co 11:3.
n) Ser submissa em tudo. Ef 5:33.
o) Aprender em silêncio. I Tm 2:11.
p) Não mandar no marido. I Tm 2:12.
4. Para com a Sociedade.
a) Ter o marido como cabeça (não o pastor, o pai, o patrão). I Co 11:3.
b) Permanecer em silêncio. I Co 14:34.
c) Ataviar-se com bom senso, modéstia e piedade. I Tm 2:9,10.
d) Praticar boas obras. I Tm 2:10.
e) Procedimento sério. Tt 2:3.
f) Não ser caluniadora. Tt 2:3.
g) Não ser alcoólatra. Tt 2:3 (Sem vícios).
h) Ser mestra do bem. Tt 2:3.
i) Ser sensata. Tt 2:5.
j) Ser honesta. Tt 2:5; I Pd 3:2.
k) Ser bondosa. Tt 2:5.
l) Não ser motivo de escândalo. Tt 2:5.
m) Não se enfeitar com exagero. I Pd 3:3,4.
n) Ter procedimento sério. Tt 2:3.
o) Ser discreta. Pv 11:22.
p) Ser sábia. Pv 14:1.
q) Não ser contenciosa. Pv 19:13.
r) Não ser rixosa. Pv 21:9.
s) Ajudar os necessitados. Pv 31:20.
t) Ser precavida. Pv 31:21,22.
5. Para consigo mesma.
a) Realizar-se como mãe. Gn 1:28.
b) Participar da vida de seu esposo como ajudadora. Gn 2:18.
c) Dar e receber prazer de seu marido. I Co 7:4 (Gn 2:24).
d) Instruir os seus filhos. Pv 1:8.
e) Ser feminina. Pv 11:6; I Tm 2:9.
f) Adquirir sabedoria. Pv 14:1; 31:26; Tt 2:3.
g) Participar na edificação do lar. Pv 14:1.
h) Valer mais do que coisas. Pv 3:10.
i) Participar dos negócios da família. Pv 31:16.
j) Administrar o seu lar. Pv 31:15,18.
k) Participar na ajuda aos necessitados. Pv 31:20.
l) Ser orientada com amor e respeito pelo marido. I Pd 3:7.
m) Receber o reconhecimento de sua família. Pv 31:28,29.
Conclusão:
Se estes compromissos forem cumpridos está assegurada a vitória no lar.
Por David R. da Silva
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A FAMÍLIA CRISTÃ
A FAMÍLIA CRISTÃ
Por David R. da Silva
Introdução:
A “família Cristã” tem seus princípios e normas estabelecidos na Bíblia, a Palavra de Deus.
I. Colunas de uma família feliz.
Existem dificuldades em certas famílias cujas causas estão em seus alicerces – no próprio casamento. Se as colunas são frágeis ou defeituosas o casamento e a própria família será vulnerável.
A. A sabedoria – Pv 14:1.
Quando se manifesta a sabedoria.
1. Na escolha do cônjuge – Pv 18:22; 19:14.
2. Na motivação para o casamento.
3. No preparo para o matrimônio.
4. Na prudência nas crises – I Sm 1.
B. A afinidade – II Co 6:14-16; Gn 24:2-4.
1. Na vida espiritual.
2. Nos projetos de vida.
3. Na personalidade.
C. A disciplina – I Tm 3:2-5; Dt 6:7,8.
1. Instrutiva – Pv 1:8; 22:6.
2. Corretiva – I Sm 3:13; I Rs 1:5,6; Pv 29:15.
3. Punitiva – Pv 13:24; 22:15; 23:13.
D. O amor – Ex 9:9; Ef 5:25.
1. Exemplos bíblicos positivos.
a. Isaque e Rebeca – Gn 24:67; 25:20,21.
b. Jacó e Raquel – Gn 29:20.
c. Elcana e Ana – I Sm 1:4,5.
2. Exemplos bíblicos negativos.
a. Davi e Mical – I Sm 18:20-30; II Sm 6:20-23, casamento arranjado por Saul.
b. Sanção e a Filistea – Jz 14:1-3,16,20.
c. Acabe e Jezabel – I Rs 16:31; 21:25.
II. Tipos de famílias do mundo moderno.
A. Família enferma.
Enfrenta conflitos, crises e problemas sem nunca conseguir superá-los completamente. Neste tipo de família ocorre uma alternância de ajuste e desajuste permanente.
1. Suas características.
a. Não há comunicação sadia.
b. A disciplina inexiste.
c. A inversão de valores torna-se regra.
1) O ter é mais importante do que o ser.
2) O material supera o espiritual.
3) Os limites de autoridade e responsabilidade desapareceram.
*Na Bíblia encontramos o lugar ou o limite de cada membro de uma família saudável.
2. Suas possibilidades.
Uma família enferma, que aceita os princípios da Palavra de Deus, poderá ser recuperada.
Os instrumentos para esta restauração são:
a. A conversão familiar.
b. a reconstrução de seus alicerces.
c. Uma vida no altar de Deus.
B. Família saudável.
Enfrenta conflitos, crises e problemas, mas consegue superá-los sempre.
1. Suas características.
a. Comunica entre si todas as suas necessidades.
b. A disciplina, em todas as suas dimensões, está sempre presente.
c. Os seus valores éticos, morais e espirituais correspondem ao que ensina a Palavra de Deus.
2. Suas possibilidades.
a. Tornar-se cada vez mais forte.
b. Produzir elementos sadios e produtivos.
c. Influenciar beneficamente todo o mundo.
C. Família destruída.
Todos os fundamentos de uma família cristã ruíram e foram substituídos por pressupostos falsos.
1. Suas características.
a. Qualquer tentativa de comunicação se transforma em agressão e violência.
b. A disciplina é confundida com anarquia e libertinagem.
c. Não há respeito em nenhum nível.
2. Suas possibilidades.
Só um milagre de Deus, depois de uma conversão verdadeira, poderá mudar a situação.
3. Exemplos:
Nos Estados Unidos foi feito um estudo de uma família desta, a de Max Jukes, e se constatou que:
300 pessoas morreram prematuramente.
100 foram condenadas numa média de 13 anos cada.
190 tornaram-se prostitutas.
100 tornaram-se alcoólatras.
O Estado de Nova York gastou seis milhões de dólares com esta família.
Outro estudo com uma família saudável a de Jonatan Edwards se constatou que:
300 pessoas tornaram-se pregadores, professores e líderes cristãos.
65 tornaram-se reitores universitários.
16 tornaram-se escritores importantes.
3 tornaram-se congressistas.
1 tornou-se Vice-Presidente da República.
Conclusão:
O desejo do Senhor é que o seu povo seja constituído de famílias saudáveis e vitoriosas.
http://prdavid-estudosbiblicos.blogspot.com.br/p/familia-crista.html
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A falsa doutrina do Arrebatamento Pré-Tribulacionista
A falsa doutrina do Arrebatamento Pré-Tribulacionista
Publicado: 18 de março de 2011 por Rafasoftwares em Escatologia
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Segundo algumas igrejas evangélicas, antes da grande tribulação descrita no apocalipse, os cristãos da terra desaparecerão. Serão “arrebatados” por Cristo antes do julgamento final. Para ser mais exato é uma crença num arrebatamento “Pré-Tribulacionista”. Segundo eles isto ocorrerá um pouco antes do aparecimento do anti-cristo, e todos os chamados cristãos fiéis serão levados para o céu e não participarão da grande tribulação.
As passagens comumente usadas como suporte a essa doutrina são as seguintes:
Ap 3,10: Visto que guardaste minha recomendação de perseverar, eu te guardarei na hora da prova, que virá sobre o mundo inteiro, para provar os habitantes da terra .
Lc 17,34-35: Eu vos digo: nessa noite estarão dois numa cama; um será arrebatado, o outro deixado; haverá duas mulheres moendo juntas, uma será arrebatada, a outra deixada.
Mt 24,40-41: Dois homens estarão num campo: um será levado e outro será deixado; duas mulheres estarão moendo, uma será levada e outra deixada.
1Ts 4,15-17: Isto vo-lo dissemos apoiados na palavra do Senhor: nós, que ficarmos vivos até a vinda do Senhor, não precederemos os mortos; pois o próprio Senhor, ao soar uma ordem, à voz do arcanjo e ao toque da trombeta divina, descerá do céu; então ressuscitarão primeiro os cristãos mortos; depois nós, que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles entre as nuvens no ar, ao encontro do Senhor; e assim estaremos sempre com o Senhor.
Será que estas passagens realmente dão suporte a esta doutrina? Analizaremos estas passagens mais adiante, primeiramente vamos mostrar a impossibilidade de um arrebatamento antes da Tribulação e da vinda de Cristo para o julgamento.
O próprio texto de 1 Ts 4, 15-17, citado por que defende esta doutrina, já nos mostra que primeiro os mortos terão que ressuscitar e que somente após isso os que estão vivos irão ser levados por Cristo.
João diz que:
“Não estranheis isto: chega a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. Os que agiram bem ressuscitarão para viver, os que agiram mal ressuscitarão para ser julgados.” Jo 5,28-29
Ou seja os mortos terão que ressuscitar para poderem ser julgados e somente após o julgamento irão entrar no reino ou ser destruido, ora como podem os pré-tribulacionistas dizerem que seremos arrebatados antes do Julgamento Final se os tiverem vivos entrarão no reino somente após os mortos que serão julgados?
Continuando no Capítulo 5 de I Ts, veremos que Paulo está falando de um arrebatamento logo quando Cristo vir e não antes disso:
I Tessalonicenses 5, 1-4. A respeito da época e do momento, não há necessidade, irmãos, de que vos escrevamos. Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite. Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão.
Ou seja veja Paulo dizendo que os Cristãos verão a tribulação, como assim afirma Jesus:
Mateus 24, 20-22 Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.
Veja que por causa dos escolhidos os dias da tribulação serão diminuídos para que os escolhidos possam se salvar, Jesus não diz que antes da tribulação os escolhidos seriam salvos, mas que os dias seriam diminuídos para que após isso eles fossem salvos.
Claro que Cristo não abandonará os seus e os manterá firmes e os apoiará e os salvará da tribulação.
E Lucas completa:
Lucas 21, 26-28. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas. Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação.
Veja que Jesus virá depois da tribulação e exorta aos fiéis a levantar as cabeças, pois o alivio estará próximo, depois da provação e não antes.
Portanto está claro que não existe nenhum arrebatamento da Igreja fiel antes da tribulação ou todos estes versículos seriam desconexos.
Outro ponto importante de se tocar é que esta doutrina do arrebatamento pressupõe que haverão três “segundas vindas” de Jesus. Uma no arrebatamento (supostamente descrita em 1 Ts 4, 15-16), outra no início do reinado de mil anos e outra ainda no julgamento final. Porém, todas as evidências bíblicas apontam para apenas uma segunda vinda de Jesus.
Mt 24,27.30: Pois, como o relâmpago aparece no levante e brilha até o poente, assim será a chegada do Filho do Homem. Então aparecerá no céu o estandarte do Filho do Homem. Todas as raças do mundo farão luto e verão o Filho do Homem chegar nas nuvens do céu, com glória e poder.
Mt 25,31: Quando chegar o Filho do Homem com majestade, acompanhado de todos os seus anjos, sentará em seu trono de glória.
1Cor 15,22-23: Visto que todos morrem por Adão, todos recuperarão a vida em Cristo. Cada um por usa vez: a primícia é Cristo; depois, quando ele voltar, os cristãos.
2 Ts 2,1.8: Irmãos, pela vinda do Senhor nosso Jesus Cristo e nossa reunião com ele…Então se revelará o iníquo, que será destruído pelo Senhor Jesus com o sopro de sua boca e anulará com a manifestação de sua vinda.
1Tm 6,14: Eu te recomendo que conserves o mandamento sem mancha nem repreensão, até que apareça o Senhor nosso Jesus Cristo.
Tt 2,13: Esperando a promessa feliz e a manifestação da glória do nosso grande Deus e do nosso Salvador Jesus Cristo.
Tg 5,7: Irmãos, tende paciência até que venha o Senhor. Prestai atenção no lavrador, como espera com paciência até receber as primeiras chuvas e as tardias, com a esperança do valioso fruto da terra.
2 Pd 3,10: O dia do Senhor chegará como um ladrão. Então o céu desaparecerá com estrondo, os elementos se desfarão em chamas, a terra com suas obras ficarão em chamas, a terra com suas obras ficará evidente
Mt 24,42: Assim, pois, vigiai, porque não sabeis o dia em que chegará o vosso Senhor.
Mt 24, 36 (Mc 13,32): Quanto ao dia e à hora, ninguém os conhece…
At 1,11: Homens da Galiléia, que fazeis aí olhando o céu? Este Jesus que vos foi arrebatado para o céu, virá como o vistes partir para o céu.
Todas estas passagens tratam da vinda de Jesus apenas no singular, por estas passagens vemos que Jesus virá apenas uma vez,
Alguns dizem que não se tratam de 3 segundas vindas e justificam dizendo que no arrebatamento Jesus virá e não tocará o chão, fundamentando se novamente em 1 Ts 4, e só depois da tribulação que seria a então esperada 2ª vinda para reinar mil anos e já estando aqui na terra no final dos mil anos julgaria os vivos e os mortos.
Tão sem fundamento é esta doutrina que seus próprios adeptos não sabem explicá-la, ora onde se encontram nas sagradas escrituras estas duas vindas, uma sem tocar o chão e a outra tocando o chão, então seriam pelos menos 2 não? Paulo fala que Jesus virá para julgar os vivos e os mortos logo e não para reinar mil anos e depois julgar (cf. 2 Tm 4, 1).
Outro ponto a se tratar é que esta doutrina também sugere que partes da humanidade serão ressuscitadas em momentos diferentes. Partes das pessoas ressuscitarão para serem arrebatadas antes da tribulação e outras ressuscitarão no ultimo dia.
Vejamos por que segundo as escrituras isto é impossível:
Vamos ler novamente 1Ts 4,15-17: “Isto vo-lo dissemos apoiados na palavra do Senhor: nós, que ficarmos vivos até a vinda do Senhor, não precederemos os mortos; pois o próprio Senhor, ao soar uma ordem, à voz do arcanjo e ao toque da trombeta divina, descerá do céu; então ressuscitarão primeiro os cristãos mortos; depois nós, que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles entre as nuvens no ar, ao encontro do Senhor; e assim estaremos sempre com o Senhor.”
E agora João 6, 40 “Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.”
Em João Jesus diz que ressuscitará o justo no último dia e não antes da tribulação, sendo 1 Ts 4, 15-17 uma prova do arrebatamento Pré-Tribulacionista, teríamos então 2 ressurreições ou então uma passagem entra em contradição com a outra, seja qual for a desculpa são erros que comprometem a lógica das escrituras.
Jesus nunca disse “eu o ressuscitarei antes da tribulação ou antes ou após mil anos”. Não, Ele disse que nos ressuscitará no último dia.
Alguns usam Ap 20, 5-6 para dizer que haverão 2 ressurreições, porém Santo Agostinho, no século 4, nos deu a correta interpretação desta primeira ressurreição, que se refere ao renascimento pelo batismo ou o “nascer de novo” como descreve Jesus em sua conversa com Nicodemos em Jo 3,1-8, e Paulo em Rm 6, 4 “Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova.”
Vamos analisar agora as outras passagens que citamos no início da matéria que os defensores desta doutrina usam para justificá-la e ver que de modo algum elas se referem a estas doutrinas, primeiro vamos há Lc 17,34-35 que diz:
“ Eu vos digo: nessa noite estarão dois numa cama; um será arrebatado, o outro deixado; haverá duas mulheres moendo juntas, uma será arrebatada, a outra deixada.”
Este versículo seria uma grande prova de um arrebatamento Pré-Tribulacionista onde os eleitos iriam para o céu e os outros seriam deixados, porém olhando todo o contexto como diz a expressão “olhe o texto no contexto para não virar pretexto” veremos que este versículo nada mais fala do que a arrebatamento depois da vinda de Cristo sendo portanto um versículo que é contra um pré-arrebatamento, veja:
Lucas 17, 28-30 “Também do mesmo modo como aconteceu nos dias de Lot. Os homens festejavam, compravam e vendiam, plantavam e edificavam. No dia em que Lot saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, que exterminou todos eles. Assim será no dia em que se manifestar o Filho do Homem….” … Lucas 17, 34-35 “Eu vos digo: nessa noite estarão dois numa cama; um será arrebatado, o outro deixado; haverá duas mulheres moendo juntas, uma será arrebatada, a outra deixada.”
Veja o texto de Lucas nada mais fala do que o arrebatamento do dia da vinda de Jesus onde os Cristãos serão levados para o céu e os ímpios deixados, e não antes da grande tribulação. Também Mt 24,40-41 é entendida da mesma forma que Lucas 17, 34-3.5
E agora, Ap 3,10: Visto que guardaste minha recomendação de perseverar, eu te guardarei na hora da prova, que virá sobre o mundo inteiro, para provar os habitantes da terra .
Este texto nada mais fala do que a mão de Deus protegendo os Cristãos durante a tribulação, Deus nos protegerá para que nenhuma das pragas nos atinja e que sobrevivamos à provação.
Conclusão
Esta doutrina do arrebatamento não consta das Escrituras, e foi inventada há pouco mais de duzentos anos, por um inglês chamado John Nelson Darby (1800-1882), e tornando-se febre entre os protestantes por causa dos comentários de rodapé da Bíblia de Scofield. Portanto, é a mais recente linha de interpretação da escatologia bíblica. Esta tal interpretação já havia sido formulada trezentos anos antes pelo jesuíta espanhol Franscisco Ribera (1537-1591). Por quase 3 séculos, ficou confinada na Igreja Católica, até que, em 1826, Samuel R. Maitland (1792-1866), que era bibliotecário de Canterbury, publicou um panfleto em que promovia a idéia do jesuita.
Nada tem de bíblica nem tem base na tradição, portanto mais uma falácia criada por fundamentalismos.
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