Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. João 17:3

f
A FAMÍLIA E A BÍBLIA

 

A FAMÍLIA E A BÍBLIA

I. Os Compromissos Conjugais.
A. Do Marido.
1. Para com Deus Yahweh.
a) Representar a autoridade de Deus na família. Gn 18:19 (Js 24:15; Pv 10:18).
b) Administrar a família segundo o plano de Deus. II Rs 20:1.
c) Edificar sua família com sabedoria. Pv 24:3.
d) Entronizar a Deus em primeiro lugar na vida. Lc 14:26.
2. Para com a Família.
a) Se o chefe da casa. Ef 5:23.
b) Governar bem a família. I Tm 3:4,5.
c) Criar os filhos sob disciplina. I Tm 3:4.
d) Ser o provedor da casa. II Co 12:14b.
e) Abençoar os filhos. Hb 11:20,21.
3. Para com a sua Esposa.
a) Amar sua mulher. Ef 5:2; Cl 3:19.
b) Ensinar sua mulher com amor. I Co 14:35.
c) Santificar a descrente. I Co 7:14.
d) Assumir a liderança da mulher. Ef 5:23.
e) Coabitar em amor. I Pd 3:7.
f) Confiar nela. Pv 31:11.
g) Não tratá-la com amargura. Cl 3:19.
h) Viver a vida comum do lar. I Pd 3:7.
i) Considerá-la como a si mesmo. Gn 2:23; Mt 19:5.
j) Ser-lhe fiel. Pv 5:19; Mt 2:14,15.
k) Viver com ela toda a vida. I Co 7:11á-la como a si mesmo. Gn 2:23; Mt 19:5.
l) Ser-lhe fiel. Pv 5:19; Mt 2:14,15.
m) Viver com ela toda a vida. I Co 7:11b,12.
n) Consultar com ela. Gn 31:4-7.
o) Exercer autoridade sobre ela. I Co 1:3.
p) Praticar o monogamia. Gn 2:24; I Co 7:1,2; I Tm 3:2.
4. Para consigo mesmo.
a) Realizar-se pessoalmente através dela. Pv 5:18.
b) Desfrutar a vida com ajuda de sua mulher. Ec 9:9.
c) Ter os filhos como patrimônio moral. Gn 24:36.
d) Receber alegria na velhice. Pv 23:24 (Pv 17:6).
B. Da Esposa.
1. Para com Deus.
a) Ser bênção para o marido. Pv 18:22.
b) Temer a Yahweh. Pv 31:30; I Pd 3:2.
c) Respeitar a “lei conjugal”. Gn 2:24; I Co 7:39; Rm 7:1-4.
d) Casar no Senhor. I Co 7:39.
e) Respeitar a hierarquia estabelecida por Yahweh. I Co 11:3; Ef 5:23,24.
f) Ataviar-se com piedade. I Tm 2:10.
g) Não escandalizar a Palavra de Deus Yahweh. Tt 2:5.
h) Enfeitar-se interiormente. I Pd 3:3,4.
i) Imitar as santas mulheres. I Pd 3:5,6.
j) Comportar-se com temor. I Pd 3:2.
2. Para com a família.
a) Gerar filhos. Gn 1:28.
b) Instruir os filhos. Pv 1:8.
c) Edificar sua casa. Pv 14:1.
d) Não ser contenciosa. Pv 19:13.
e) Não ser rixosa. Pv 21:9.
f) Ser prendada para o lar. Pv 31:13,19
g) Preparar o alimento da casa. Pv 31:15.
h) Saber fazer compras. Pv 31:16.
i) Saber administrar os empregados. Pv 31:15.
j) Ser precavida. Pv 31:21,22.
k) Praticar boas obras. I Tm 2:10.
l) Amar os filhos. Tt 2:4.
m) Ser boa dona de casa. Tt 2:5.
n) Ser trabalhadora. Pv 31:15,18.
o) Saber falar com sabedoria. Pv 31:26.
3. Para com o seu Esposo.
a) Gerar filhos. Gn 1:28.
b) Ser ajudadora. Gn 2:18.
c) Ser graciosa. Pv 11:6.
d) Ser benevolência do Senhor para o seu marido. Pv 18:22.
e) Conquistar a confiança do marido. Pv 31:11.
f) Ser prendada. Pv 31:13,19.
g) Ser motivo de estima do marido pelos outros. Pv 31:23.
h) Saber negociar. Pv 31:26.
i) Satisfazer sexualmente o seu marido. I Co 7:10,13.
j) Não se separar do marido. I Co 7:10,13.
k) Reconciliar com o marido, quando for necessário. I Co 7:11.
l) Saber agradar o marido. I Co 7:34.
m) Ter o marido como a sua cabeça. I Co 11:3.
n) Ser submissa em tudo. Ef 5:33.
o) Aprender em silêncio. I Tm 2:11.
p) Não mandar no marido. I Tm 2:12.
4. Para com a Sociedade.
a) Ter o marido como cabeça (não o pastor, o pai, o patrão). I Co 11:3.
b) Permanecer em silêncio. I Co 14:34.
c) Ataviar-se com bom senso, modéstia e piedade. I Tm 2:9,10.
d) Praticar boas obras. I Tm 2:10.
e) Procedimento sério. Tt 2:3.
f) Não ser caluniadora. Tt 2:3.
g) Não ser alcoólatra. Tt 2:3 (Sem vícios).
h) Ser mestra do bem. Tt 2:3.
i) Ser sensata. Tt 2:5.
j) Ser honesta. Tt 2:5; I Pd 3:2.
k) Ser bondosa. Tt 2:5.
l) Não ser motivo de escândalo. Tt 2:5.
m) Não se enfeitar com exagero. I Pd 3:3,4.
n) Ter procedimento sério. Tt 2:3.
o) Ser discreta. Pv 11:22.
p) Ser sábia. Pv 14:1.
q) Não ser contenciosa. Pv 19:13.
r) Não ser rixosa. Pv 21:9.
s) Ajudar os necessitados. Pv 31:20.
t) Ser precavida. Pv 31:21,22.
5. Para consigo mesma.
a) Realizar-se como mãe. Gn 1:28.
b) Participar da vida de seu esposo como ajudadora. Gn 2:18.
c) Dar e receber prazer de seu marido. I Co 7:4 (Gn 2:24).
d) Instruir os seus filhos. Pv 1:8.
e) Ser feminina. Pv 11:6; I Tm 2:9.
f) Adquirir sabedoria. Pv 14:1; 31:26; Tt 2:3.
g) Participar na edificação do lar. Pv 14:1.
h) Valer mais do que coisas. Pv 3:10.
i) Participar dos negócios da família. Pv 31:16.
j) Administrar o seu lar. Pv 31:15,18.
k) Participar na ajuda aos necessitados. Pv 31:20.
l) Ser orientada com amor e respeito pelo marido. I Pd 3:7.
m) Receber o reconhecimento de sua família. Pv 31:28,29.
Conclusão:
Se estes compromissos forem cumpridos está assegurada a vitória no lar.

Por David R. da Silva

Tags: A FAMÍLIA

A FAMÍLIA
Sl 127:1-3 Sl 1:1-3 Sl 128:1:6

Introdução

A família institu ída por Deus como núcleo principal ou celular máter
da sociedade, foi estabelecida tendo por base princípios e valores morais,
materiais, sociais e espirituais.
A família faz parte dos planos e propósitos de Deus, e ele deseja que
marido, esposas e filhos amém-se mutuamente, vivam em harmonia,
tenham paz, alegria, sejam prospero, realizados e felizes.

I – A Família é uma idéia e projeto de Deus
A. Deus Planejou Gn 2:19
B. Deus Instituiu Gn 2:21-24
C. Deus Abençoou
D. Deus estabeleceu princípios para a construção sólida e bem sucedida da
família Ef 5:22-33 Ef 6:1-4 I Cor 7:33-34

II – Deus valoriza a Família e o Matrimônio Heb 13:4 Ec 4:9-12

III – Satanás odeia ver uma família estruturada, servindo a Deus e
feliz.

IV – Fatores indispensáveis para termos uma família abençoada
servindo ao Senhor
A. Conhecimento dos princípios e propósitos de Deus para a família Os 4:6
Pv 1:7
B. Falar palavras de Fé em nosso Lar Tg 3:2
C. Estabelecer um tempo de oração em família
D. Faça de sua igreja o centro de atividades da família
E. Construa em sua casa um clima de boas influencias
Obs: Musicas evangélicas de boa qualidade, textos bíblicos em locais
estratégicos da residência, culto domésticos, leitura bíblica diária em
família etc.

F. Valorize as qualidades positivas dos membros de sua família
G. Separe um tempo para lazer e recreação
H. Liderança, inteligência e humildade do cabeça da família

V – Construa a sua família com uma fundação sólida Mat 7:24-27

VI – Os 10 alicerces para uma família bem sucedida, abençoada e
feliz.

1. Amor mutuo entre os conjugues I Cor 13:4-8
2. Verdade
3. Cumplicidade
4. Respeito
5. Compromisso
6. Fidelidade
7. Compartilhamento / companheirismo
8. Paciência
9. Boa comunicação
10.Estabilidade financeira

VII – As 5 importantes necessidades do Homem

1. Satisfação sexual Ec 9:9 Pv 5:15 Pv 5:18-19 I Cor 7:3-5
O sexo e tão importante para a manutenção do relacionamento
matrimonial com a água é importante para a manutenção da vida
2. Companheirismo no lazer
3. Uma mulher atraente Pv 31:22
4. Apoio doméstico
5. Admiração e Respeito

VIII – As 5 importantes necessidades da Mulher

1. A necessidade de afeto
2. A honestidade e reconhecimento
3. A comunicação ou conversa

4. O sustento financeiro
5. O comprometimento do marido com a família

IX – Condições para ser um homem bem-aventurado ou feliz

1. Ter prazer na palavra de Deus Sl 1:2
2. Meditar na palavra de Deus dia e noite Sl 1:2 Jos 1:8 Sl 119:105
3. Fazer da palavra de Deus regra de vida e conduta II Tm 3:16-17 Tg
1:22-25
4. Não andar ou seguir o conselho dos ímpios Sl 1:1
5. Não deter (parar) no caminho dos pecadores Sl 1:1
6. Não assentar na roda dos escarnecedores Sl 1:1

X – Benção para o Homem que serve a Deus fielmente Sl 1:3 Sl
128:2-3 Sl 128:6

1. Será como arvore plantada junto a ribeiro de águas
2. Frutifica sempre
3. A vida cristã é sempre abundante e rica em perfeição
4. Tudo que faz prospera
5. Usufruirá o fruto do seu próprio trabalho Sl 128:2
6. Tudo irá bem Sl 128:2
7. A mulher será fértil Sl 128:3
8. Os filhos serão saudáveis como plantas de oliveira Sl 128:3
9. Serão abençoados em todos os dias de sua vida
10.Terão vida longa e paz Sl 128:6

Gurupi – To, 09 de Junho de 2010

Pr. João da Cruz Gomes Feitosa

Tags: “Os Últimos dias serão Tempos de provação para os fiéis

“Os Últimos dias serão Tempos de provação para os fiéis por causa do DECLÍNIO MORAL E ESPIRITUAL”
2 Tm 3: 1-5 DIZ: Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses.
Vamos lá, UM POR UM:
1= Egoístas – Grego: philautos; adj. 1) que ama a si mesmo. 2) bem atento aos próprios interesses, egoísta.
2= Avarento – Grego: philarguros; adj. 1) que ama o dinheiro, avareza (AMANTES DO DINHEIRO).
3= Jactanciosos – Grego: alazon de ale (vadiação); 1) pretencioso, ostentador, orgulhoso (ORGULHOSOS).
4= Arrogantes – Grego: huperephanos; adj. 1) ato de mostrar-se acima dos outros, que se eleva sobre, que se coloca acima dos outros, preeminente. 2) que sobrevaloriza seus próprios meios ou méritos, que despreza os outros ou até trata-os com desprezo, arrogante.
5= Blasfemadores – Grego: lasphemos; adj. 1) que fala mal, difamador, repreensível, que injuria, abusivo (INSULTANTES).
6= Desobedientes – Grego: apeithes; adj. 1) não persuasível, não submisso, desobediente, obstinado. Aos pais ou progenitores.
7= Ingratos – Grego: acharistos; adj. 1) ingrato; 1a) desprezível; 1b) mal agradecido.
8= Irreverentes – Grego: anosios; adj. 1) profano, ímpio, mau (PROFANOS).
9= Desafeiçoados – Grego: astorgos; adj 1) sem afeição natural, insociável (Rm 1.31 marg.), cruel (2Tm 3.3 RA), desafeiçoado (2Tm 3.3 RA) Não sabe tratar com carinho a todos (DESALMADOS).
10= Implacáveis – Grego: spondos; adj. 1) ausência de negociação ou pacto; 1a) de coisas não mutuamente concertadas p.e. não manifestar comportamento hostil ou agressivo; 2) que não pode ser persuadido a entrar em um pacto, implacável.
11= Caluniadores – Grego: diabolos; adj. 1) dado à calúnia, difamador, que acusa com falsidade; 1a) caluniador, que faz falsas acusações, que faz comentários maliciosos.
12= Sem domínio de si – Grego: akrates; adj. 1) sem controle próprio, intemperante, dissoluto (DESCONTROLADOS).
13= Cruéis – Grego: anemeros; adj. 1) não domesticado, selvagem, feroz (ANIMAIS VIOLENTOS E RAIVOSOS).
14= Inimigos do Bem – Grego: aphilagathos; adj. 1) que se opõem à bondade e a pessoas de bem (ODIOSOS DO BEM).
15= Traidores – Grego: prodotes (no sentido de entregar adiante nas mãos de outro [do inimigo]; 1) traidor, sedutor.
16= Atrevidos – Grego: propetes; adj. 1) que cai adiante, de ponta-cabeça, inclinado, precipitadamente. 2) precipitado, apressado, despreocupado (OBSTINADOS).
17= Enfatuados – Grego: uphoo; 1) levantar fumaça, envolver numa neblina; 1a) metáf. 1a1) tornar-se arrogante, encher-se de orgulho, tornar-se insolente; 1a2) estar cheio de arrogância e orgulho; 2) cegar com orgulho ou convencimento, tornar-se tolo ou estúpido; 2a) anuviado, confuso (CHEIOS DE PREPOTÊNCIA).
18= Mais amigos dos prazeres – Grego: philedonos; adj. 1) que ama o prazer (DIZEM QUE AMAM A DEUS MAS AMAM OS PRAZERES).
19= Aparência de piedade – Grego: Eusebeia; 1) reverência, respeito
2) fidelidade a Deus, religiosidade (MANTEM UMA SIMPLES FORMA EXTERIOR DE RELIGIOSIDADE; A MAIOR PARTE DA RELIGIOSIDADE ATUAL POSSUI TÃO-SOMENTE FORMA EXTERIOR, PALAVRAS E RITUAIS SEM PODER)

AI VEM A RECOMENDAÇÃO DA PALAVRA: AFASTE-SE DESSAS PESSOAS! MANTENHA DISTÂNCIA!
1 Coríntios 2: 4,5 A minha palavra, e a minha pregação, não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
O Conselho é: 2 Timóteo 4: 1-5 CONJURO-TE pois diante de Deus, e de Yehshua o Messias, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas\invenção\mentiras. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faz a obra dum evangelista, cumpre o teu ministério.
EM OUTRAS PALAVRAS DENTRO DO CONTEXTO ELE DIZ: O QUE EU TINHA QUE FAZER EU FIZ AGORA É COM VOCÊ!
V 6-8 Porque eu já estou sendo oferecido o por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o SENHOR, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
PERDER A CABEÇA (MORRER) POR CAUSA DE CRISTO; QUE SACRIFÍCIO. DEZENAS DE PESSOAS OFERECERAM A PRÓPRIA VIDA EM SACRIFÍCIO POR CAUSA DO MESSIAS ! ESTÁ DISPOSTO A POR A SUA TAMBÉM NA RETA! TEM PEITO PRA ISSO! TEM CORAGEM PRA ISSO!
Deus nos abençoe…
Postado por pastor thiago sanchez

Tags: Abnegação

Abnegação

I. “Abnegação” é um conceito exclusivo do NT; em sentido estrito, encontra-se apenas nos sinóticos (Mc 8,34 par.; em 2Tm 2,13 o sentido é diferente, a saber, de “ser infiel a si mesmo”). O NT conhece apenas o verbo “abnegar-se”, “renunciar a si mesmo” arneontai ou aparneomai). Armeomai é usado 33 vezes (Mt 110,33ab = Lc I2,9a — Mt 26,70.72 = Mc 14,68.70; Lc 22,57; Jo 13,38; 18,25.27 — Lc 8,45 — Lc 9,23 — Jo 1,20 — At 3,13.14; 4,16; 735— ITm 5,8; 2Tm 2,12ab.13; 3,5 — It 1,16; 2,12 — Rb 11,24 — 2P4 2,1 — 1.10 2,22ab.23 — Id 4 — Ap 2,13; 3,8);aparneomai, que tem o mesmo sentido, 11 vezes (Mt 16,24 = Mc 8,34— Mt 26,34.35.75 = Mc 14,30.31.72; Lc 22,34.61 — Lc I2,9b).

Delitzsch traduz aparnesastho heauton (Mc 8,34) para o hebraico com yekahes benafso: Ginsburg traduz wayyaslik et nafso minneged, de acordo com Jz 9,17. Mais exato seria yimas nafso; cf. mo’es nafso. Pr 15,32 (gr. misei heauton. cf. Lc 14,26; Jo 12,25): “não se preocupa com sua alma, consigo mesmo, com seus proveitos”, e sobretudo Jo 9,21: “não me preocupo com minha alma (= comigo mesmo”). Assim aparece a base veterotestamentiria de “abnegação/entrega de si mesmo”.

2. Como o grego clássico, também o NT usa arneomai no sentido original de “dizer não a”, “recusar” ou “rejeitar” uma ordem ou exigência, p.ex., “rejeitar a impiedade das concupiscencias mundanas” (Ti 2,12: cf. At 3,13.14; Rb 11,24) ou “negar, refutar, combater” uma pergunta (Mc 14,68.70 par.; Jo 18,25.27; cf. At 4,16; Jo 1.20; 1.10 2,22).

Já que o Evangelho não insiste principalmente na verdade salvífica, e sim naquele que trouxe a salvação, os autores foram obrigados a dar a este verbo o sentido novo de “renegar”. Uma verdade pode ser “negada”, mas quem a anunciou é “renegado”. Este sentido já transparece quando se fala em “negar” a pessoa de Cristo (cf. Mc 14,68.70 com v. 30; Mt 26,70.72; At 3,13.14; Jo 1.20).

Esse novo significado é evidente em todos os textos que se referem à pessoa de Cristo. E, como é óbvio, só de um discipulo pode ser dito que renegou Cristo, não de judeus ou pagãos; só pode renegar Cristo quem lhe foi fie.

O discípulo renega Cristo quando não professa franca e solenemente sua fidelidade à pessoa de Jesus Cristo. Neste sentido, Pedro renegou seu Senhor e Mestre (cf. Mc 14,30.31.72; Mt 26,34.35.75; Lc 22,34.61; Jo 13,38). Dos discipulos infiéis, Cristo diz: “Quem me renegar diante dos homens, eu o renegarei também diante de meu Pai no céu” (Mt 10,33; Le 12,9; cf. 2Tm 2.12; Jr1 4). Não faz diferença dizer “renegar Cristo” ou “renegar a fé em Cristo, a palavra ou o nome de Cristo” (Ap 2,13; 3,8; cf. It 1,16), “não reconhecer sua doutrina” (ho 2,22.23; 2Pd 2,1) ou recusar os pedidos de um irmão (1Tm 5,8; 2Tm 3,5). Nessa perspectiva cristológica deve ser vista a “abnegação”. Ela é a primeira condição para a imitação de Cristo; a segunda é a prontidão para o martírio (Mc 8,34: Mc faz o leitor pensar cm Simão dc Cirene: Mc 15,21). “Sua cruz” visa, além da prontidão para a morte, as tribulações pessoais de cada um. A expressão “abnegar-se” deve ter-se formado em antítese com “renegar o Cristo”. Dizer “sim” a Jesus significa dizer “não” aos desejos pessoais e interesses vitais. O motivo decisivo para a abnegação, como para a entrega da própria vida, é Jesus (“por causa de mim”, Mc 8,35). Não se trata de uma vontade doentia de softer, nem de uma autodisciplina ou ascetismo fanáticos (em tudo isso ainda há egoísmo humano), e sim de uma afirmação total e absoluta da vontade de Deus (lx 22,42): viver como o Mestre, pensar e agir como Ele, sofrer, se for o caso, morrer como Ele. A personalidade própria com os seus talentos não é com isso destruída: ela fica apenas livre das más inclinações do homem caído, livre para o amor de Deus e livre para o serviço amoroso ao próximo (Mc 12,28- 34 par.; Lc 10,25-28 par.). Assim a personalidade humana pode se desenvolver e aperfeiçoar (El 4,13-15). Isso dá à abnegação bíblica um caráter dinâmico, verdadeira grandeza ética e enorme força de irradiação.

FONTE: Dicionário Bíblico-Teológico de Bauer.

http://bibliotecabiblica.blogspot.com.br/2011/03/abnegacao-dbt.html

Tags: 7 verdades acerca do perdão

7 verdades acerca do perdão

1 – O perdão nos traz bênçãos. “Quando ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes. Não retribuam mal com mal, nem insulto com insulto; ao contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança” (I Pedro 3:8-9).
2 – O perdão abre caminho para sermos perdoados. “Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados” (Lucas 6:37).
3 – O perdão nos faz esquecer e prosseguir. “Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13-14).
4 – O perdão nos liberta para adorar o Senhor de todo o coração. “Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta” (Mateus 5:23-24).
5 – O perdão comprova que somos bondosos e compassivos. “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo” (Efésios 4:32).
6 – O perdão nos torna semelhantes a Cristo. “Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Colossenses 3:13).
7 – Quando perdoamos, encontramos paz e nos livramos da amargura. “Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor. Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos” (Hebreus 12:14-15).
Textos bíblicos na Nova Versão Internacional
Amilton Menezes

Tags: PURGATÓRIO, A GALINHA DOS OVOS DE OURO QUE ENRIQUECEU A IGREJA CATÓLICA

PURGATÓRIO, A GALINHA DOS OVOS DE OURO QUE ENRIQUECEU A IGREJA CATÓLICA

de Tharsis Kedsonni

Antes, um pouco de história para entender acerca do purgatório.

O Estado do Vaticano desenvolveu-se com o papa Estevão II, nos anos 741-52, que instigou Pepino, o Breve e seu exército a conquistar territórios na Itália e doá-los à Igreja (Carlos Magno, seu pai, confirmou essa doação no ano 774), elevando o Catolicismo à posição de poder mundial, surgindo o “Santo Império Romano”, sob a autoridade do Papa-Rei, que durou 1.100 anos.

O papado que esteve 70 anos em Avinhão na França, voltou a ocupar o Vaticano no ano 1377, trazidos por Gregório XI. Derramaram muito sangue em guerras políticas e religiosas até 1806 quando Napoleão aprisionou o Papa Pio VII. Mais tarde, tentaram reagir, mas Vítor Emanuelli, no ano 1870, derrotou “as tropas do papa” tornando-se o primeiro Rei da Itália, pondo fim no Santo Império Romano, que de santo não nada tinha! (Isso se sucedeu no dia 20 de Setembro de 1870).

Os papas ficaram confinados no Vaticano até 1929, quando Mussolini e Pio XI, no tratado de Latrão, legalizaram esse Estado religioso que é controlado pela Cúria Romana e governada por 18 velhos Cardiais que controlam a carreira de bispo e monsenhores; o papa fica fora dessa pirâmide.

Sem um sustento legítimo por estarem desacreditados, os papas e a igreja sancionaram o blefe, canalizando para seus cofres quantias fabulosas, negociando cargos fabulosos e cardinalatos, posições que valiam fortunas! Além de vender relíquias e “pedaços da cruz”, negociavam o perdão de pecados mediante indulgências e amedrontam seus fiéis com o fogo do purgatório que criaram, prometendo, no entanto, aliviar essa situação com missas pagas!

É aí onde entra o purgatório. Desconhecendo a Bíblia Sagrada e o amor de Deus, milhões de católicos acabaram aceitando esses expedientes matreiros do Catolicismo Romano.

O papa João XXIII, ano 1410, cobrava impostos dos prostíbulos contabilizando-os no orçamento do Vaticano (não confundir com o João XXIII mais recente).

O dominicano João Tétzel tornou-se famoso vendendo um documento oficial que “dava o direito antecipado de pecar!”. Negociava outra indulgência incrível que estabelecia: “Ainda que tenhas violado Maria, mãe de Deus, descerás para casa perdoado e certo do paraíso!”

O papa Leão X ano 1518 continuou o blefe. Necessitando restaurar a igreja de São Pedro que rachava, usou cofres com dizeres absurdos, tais como: “Ao som de cada moeda que cai neste cofre uma alma desprega do purgatório e voa para o paraíso!” (Tayne, Hist. da Literatura Ing. Coroado pela Acad. Francesa e Vol. II, pág. 35, de O Papa e o Concílio).

O Purgatório é o nervo exposto da igreja. Não querem que toque! Mas esse dogma, no dizer do historiador Cesare Cantú, é a “Galinha dos ovos de ouro da Igreja”, e o ex-padre Dr. Humberto Rodhen confirma que, com esse expediente, a Igreja Católica recolhe por dia em todo o mundo 500 milhões de dólares!

Nos primeiros séculos da era Cristã, ninguém ia para o purgatório porque não existia. Foi criado por um decreto papal! Nos países protestantes e nas outras igrejas cristãs, não há esse perigo. Criaram o purgatório só para almas católicas!

Com esse dogma, a Igreja peca duas vezes e cria um problema de consciência para os padres: primeiro, por oficializar uma inverdade, segundo, por receber dinheiro em nome dessa inverdade!

O purgatório tornou-se “comércio espiritual” a partir de 1476, com o Papa Sixto IV. Assim, a Igreja Católica é a única instituição no mundo que “negocia com as almas dos homens” (Apocalipse 18.13)

Nunca informam quando elas deixam o tormento, celebram missas por uma mesma pessoa falecida, sempre que haja um simplório para pagar! Não há textos bíblicos de apoio a esse dogma, a não ser uma referência no livro apócrifo de Macabeus, sem valor.

Os confessionários, que “devassam os lares”, servem para vários fins. Na Espanha e Portugal, por exemplo, usavam-nos com eficiência para descobrirem e informar as autoridades o pensamento político dos generais “confessando” suas esposas!

Conseguem legados e doações de beatos e viúvas chorosas que, buscando “absolvição”, podem ser aliciados entregando terras, fazendas e propriedades. “A Igreja no Brasil tem um vultoso patrimônio Imobiliário” (Estado de S. Paulo, 25-2-80).

São Bernardo, doutor da Igreja, exprimia-se com amargura: “O Clero se diz pastores, mas o que são é roubadores, não satisfeito com a lã das ovelhas bebem seu sangue!” (Roma, a Igreja e o Anticristo, Ernesto L. Oliveira, pág.178).

O Vaticano é a corte mais suntuosa da Europa, já não se preocupa com migalhas; aplicam os proventos desse comércio espiritual de tal forma que possuem bancos próprios, edifícios e fazendas.

Acrescento mais: muito se fala dos evangélicos que usurpam o povo. Valdomiro e Edir estão numa briga de foice, com acusações de lavagem de dinheiro e exploração dos fiéis de ambos os lados. Mas vale lembrar que o império destes dois falsos líderes ainda é muito ínfimo, quando comparado ao reino que a Igreja Católica tem em todo o mundo.

Os escândalos que o joio da igreja evangélica comete acabam maculando os enganos das falácias da igreja romana contra milhares de católicos no mundo inteiro.

Trecho do livro “As raízes malignas do Catolicismo Romano”, de Francisco de Aquino

Texto extraído do Yahoo! Grupos – SolaScriptura-tt

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“E todo Israel será salvo…”

– Como entender este versículo de Rm 11?
Por Rab. Mess. Macelo M. Guimarães

Nesta semana eu recebi uma importante pergunta de um irmão amigo e imediatamente lhe respondi conforme o texto abaixo, o qual gostaria de compartilhar com todos vocês.
Pergunta: – Com base nos versos acima, sempre acreditei que os judeus zelosos da lei nestes últimos dois mil anos, seriam salvos “quanto à eleição, amados por causa dos pais,” (Rom.11.28), mesmo não aceitando o testemunho de Yeshua. O que o senhor tem a dizer a respeito, Rabino Marcelo Guimarães?

Romanos
11.25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.
11.26 E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.

Meu caro irmão, eu sempre procuro entender um texto bíblico fazendo uma “midrash” com outros textos bíblicos. Eu vejo o capítulo de Romanos 11, uma demonstração da Soberania de D´us, pois Ele foi quem cegou[1] os olhos dos judeus e os tornou surdos quanto à salvação em Yeshua. Por amor, Ele cortou os ramos naturais[2] da Oliveira para que gentios fossem enxertados através de Cristo. Ou seja, por amor as nações que Israel ainda não foi salvo em sua totalidade, pois Israel tem sido salvo em parte, isto é, aqueles judeus que creram no Messias Yeshua como Pedro, Paulo, João e tanto milhares e milhares de outros judeus desde o primeiro século até aos dias de hoje.
A plenitude (plerosai, no grego) é um dos marcos do tempo determinado por D´us para Israel. Plerosai, entendo eu muito mais no sentido de qualidade e maturidade da fé do que quantidade. ´Pleroma´ quer dizer também “equilíbrio, balanceado”, mesma palavra usada para encher os navios até a linha do ´pleroma, equilíbrio, ou seja, peso e carga do navio que lhe dão um empuxo perfeito em relação à massa da água deslocada (espero que você ainda se lembre do seu tempo de ginásio, do termo empuxo ou a lei de Arquimedes…). Assim os gentios em Cristo precisam alcançar a maturidade, a plenitude da fé, dando, conseqüentemente, bons e doces frutos, senão esta oliveira não irá florescer, pois o florir desta dependerá do “pleroma” tantos dos gentios quanto dos judeus crentes em Yeshua.
Quando diz que todo o Israel será salvo, não quer dizer 100% dos judeus hoje existentes. Mas sim a maioria, entendo eu, ou pelo menos 51%, por exemplo. Não pode ser 100% porque existe o livre arbítrio também para a salvação de Israel, pois embora D´us tenha um chamado e escolha para este povo, vale a regra do livre arbítrio, pois eles precisam decidir, escolher e receber Yeshua como qualquer outra pessoa. Afinal, todos foram colocados no mesmo nível de desobediência[3]. Portanto, os judeus precisarão também crer em Yeshua para a Salvação e adentrar na família[4] de D´us, judeus e gentios em Cristo. Estar em Cristo é se converter e viver segundo o novo nascimento[5] Nele. O coração de pedra[6] será transformado em carne, e D´us dará aos judeus um novo Espírito, isto é, em Yeshua se nasce de novo em Espírito para a salvação, e se dermos frutos[7] Nele, teremos a eternidade.
Quando então Israel será salvo? (eu pessoalmente creio que Yeshua irá se manifestar ou se revelar aos judeus como José se revelou a seus irmãos judeus que não podiam mais reconhecê-lo. A igreja cristã também ocidentalizou tanto a pessoa de Yeshua que os judeus não podem mais vê-lo com um judeu que foi zeloso com a Torá. Os irmãos de José só o reconheceram quando José disse: – Ani Yosef, Eu sou José, vosso irmão[8]… Eu creio que Yeshua fará algo parecido no período da tribulação, pois essa história de José revelando aos seus irmãos aconteceu no segundo ano das “vacas magras”, ou seja, durante a tribulação daqueles dias. Pode ser que o mesmo aconteça entre Yeshua e os judeus. Isto não quer dizer que a Igreja não participará da salvação de Israel. Eu creio que a Igreja será antes de tudo, uma grande intercessora desta salvação soberana de D´us que virá sobre Israel e seu povo.
Quando Israel for salvo por meio de Yeshua, então, Yeshua, o grande libertador de Sião (Israel) virá, apagando a impiedade de Jacó (dos judeus que estiveram por mais de dois mil anos sem Yeshua). Portanto, mesmo alguns judeus sendo piedosos e zelosos com a Torá, isto não lhes trarão salvação. Este zelo e piedade são importantes para manter a memória e a história, o chamado irrevogável[9] de D´us, quanto à escolha de Israel que no final será Luz para as nações[10] como predito pelos profetas. Essa piedade e zelo guardam a identidade judaica que profeticamente precisa ser preservada até a volta de Yeshua. Evidentemente, eu não disse que todo judeu piedoso, bondoso e obediente a HaShem estará no inferno após a sua morte, pois somente D´us é soberano e pode julgar a cada um de nós, mesmo aquele que é crente. Estaremos na direção certa da salvação seguindo a regra geral que é válida para todos: – Salvação só pelo novo nascimento em Yeshua, como nos mostra claramente Palavra.
O verso 26 para mim, se refere ao Dia do Senhor, quando Yeshua virá em glória para Reinar, em hebraico, o dia do Senhor é Acharit HaAmim, os dias temíveis e de juízo para os não salvos. Neste momento, evidentemente, a autêntica Igreja (judeus e gentios) em Cristo já terá pregado o evangelho até os confins[11] da terra, satisfazendo mais um requisito para a volta do Senhor em glória, o Acharit HaAmim.
Paralelamente, os gentios no máximo de sua maturidade e testemunho em Yeshua (plenitude) mais a salvação de Israel será igual a Redenção completa (tikun olam) que virá sobre a terra. Assim, Judeus e gentios crentes em Yeshua, a família de D´us, a Igreja sem ruga[12] e sem mácula. Então, neste momento, a oliveira de D´us, estará dando frutos, isto é, Israel florescendo, cumprindo as profecias, quando os tempos de Adonai serão chegados. Neste momento, já terá acontecido o arrebatamento[13] (judeus e gentios) em Cristo, a verdadeira Igreja vencedora, pois eu não acredito num arrebatamento parcial sem a salvação de Israel. A última trombeta[14] ( isto é, a sétima de Apocalipse) dita por Paulo será tocada para o arrebatamento de uma única igreja e Israel salvo faz parte dela. Não se pode arrebatar os galhos (os gentios) e deixar a raiz (os judeus). D´us, na minha opinião, só vê uma Igreja completa, de judeus e gentios em Cristo. Mas, como a igreja gentílica passou por Roma e permitiu a introdução da teologia da substituição, então, toda a escatologia atual, o pré, meso e pós tribulacionismos precisam ser revistos, pois as três hipóteses excluem Israel da salvação num primeiro momento, contrariando a correta interpretação de Romanos 11, pois a igreja se afirmava como sendo o “Israel’ espiritual de D´us. Esta frase “Israel Espiritual’ é tremendamente perigosa, pois não é bíblica e não está na midrash bíblica também.
Romanos capítulos 9,10 e 11 precisam ainda ser entendidos a luz do contexto judaico e do propósito divino e messiânico.
O judaísmo messiânico autêntico não pode estar separado da igreja gentílica. Pois o vejo como “ponte” para unir e estabelecer a reconciliação e salvação de Israel e a sua integração a uma única Igreja. Mesmo não concordando com as impurezas e erros históricos da igreja de hoje, não podemos chamá-la de Babilônia ou coisa semelhante. O judaísmo messiânico autêntico e verdadeiro jamais irá explodir esta ponte entre Israel e a Igreja, pelo contrário, ajudará a reconstruí-la, firmando bem os alicerces que Satanás ao longo do tempo romano tentou ruí-las e destruí-las. O muro[15] de separação entre judeus e gentios foi quebrado por Yeshua há 2000 anos, ou seja, uma ponte foi estabelecida e agora temos que permitir que tantos os gentios que estão do outro lado dela passem por ela em direção a Israel e seu povo, levando a este o testemunho de Yeshua, bem como esta ponte (os judeus messiânicos) deve permitir que os judeus não messiânicos passem também por esta mesma ponte em direção a reconciliação da Igreja, formando e concluindo o entendimento do Tikun Olan que virá sobre a terra: – judeus e gentios, uma família só em Yeshua. Ambos salvos serão arrebatados nos tempos da tribulação para a celebração das Bodas do Cordeiro[16], ou seja, o casamento de Yeshua com sua Igreja. O arrebatamento não será para levar a Igreja para o céu, mas será para levar a igreja ao “altar” do Pai, consolidando a aliança, o casamento desta noiva, a igreja, com Yeshua, o noivo, o Cordeiro. Depois dessas bodas, aí sim, Yeshua, já completo, desposado com Sua Igreja descerá em glória dos céus[17] para destruir o anti-cristo, o falso profeta e a besta para implantar, vitoriosamente, o Seu Reino Milenar nesta terra.
Quem prega a destruição desta “ponte” não provem do Espírito de D´us e interrompe todo o processo divino da salvação de Israel. Cuidado com os falsos profetas de nossos tempos, pois eles tem se multiplicado.
Finalmente, os judeus piedosos e zelosos da Lei podem ser salvos, alcançando a eternidade sem a crença em Yeshua? A Bíblia não diz explicitamente sobre esta questão. A regra geral, é que com a boca se confessa Yeshua como filho de D´us e que ele ressuscitou dentre os mortos. Este será salvo, pois com o coração se crê para a justiça e com a boa se faz confissão para a salvação.[18] Mas, ficam ainda algumas perguntas como:

– Seria justo por parte de D´us de ter cegado os olhos e tornado surdos os ouvidos dos judeus em relação a Yeshua para que os gentios das nações fossem salvos e agora Ele se esquecer da salvação daqueles judeus piedosos e zelosos da lei de quem são as promessas e as alianças[19]?
– Seria justa a condenação eterna daqueles que guardam a Sua lei, ou seja, a Sua Palavra inspirada pelo Seu próprio Espírito?
– Seria justo por parte de D´us se esquecer daqueles que trabalham na restauração e preparação da terra de Israel para a volta do Messias Yeshua?
– Seria justo por parte de D´us se esquecer daqueles que preservam sua própria identidade de povo escolhido para que as divinas profecias se cumpram no devido tempo?
– Seria justo por parte de D´us fechar Seus olhos e ouvidos aos gritos, as dores, as perseguições, enfim, a todo tipo de agruras e sofrimento de um povo que tem sido rejeitado, odiado, perseguido e assassinado ao longo da história?
Resposta: – D´us não é injusto e nunca será! Se por um lado, não se encontra um versículo claro na Bíblia afirmando que há salvação para os judeus fora do messias Yeshua, por outro lado também não há nenhum versículo que os condena ao fogo eterno os piedosos e seguidores da Torá. Ou seja, esta questão é exclusivamente divina, pois somente Aquele que escolheu um povo de modo irrevogável tem a soberania e a justiça plena para legislar sobre a salvação deles. Este é um dos mistérios também, creio eu que D´us não revelou claramente na Sua Palavra. Deixemos, pois, esta questão para HaShem, e nos preocupemos em manter nossa salvação a cada dia pela graça e verdade de Yeshua HaMashiach, nosso Redentor. Alegremo-nos e rejubilemo-nos da salvação em Yeshua disponível a todos, a judeus e a gentios.

Que Hashem abençoe a todos, no amor Dele,

Rabino Messiânico Marcelo M. Guimarães
Ordenado pelo Netivyah de ISRAEL e reconhecido pela UMJC e MJAA

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“E todo Israel será salvo”: Como entender este versículo?
Adonay Echad

“E todo Israel será salvo”: Como entender este versículo?
por Randfal em Dom 20 Maio 2012, 11:25 am
Shalom para todos!

“E todo Israel será salvo”… Como entender este versículo de Romanos 11?
Por Marcelo M. Guimarães

“Nesta semana eu recebi uma importante pergunta de um irmão amigo e imediatamente lhe respondi conforme o texto abaixo, o qual gostaria de compartilhar com todos vocês.
Pergunta: – Com base nos versos acima, sempre acreditei que os judeus zelosos da lei nestes últimos dois mil anos, seriam salvos “quanto à eleição, amados por causa dos pais,” (Rom.11.28), mesmo não aceitando o testemunho de Yeshua. O que o senhor tem a dizer a respeito, Rabino Marcelo Guimarães?

Romanos 11.25: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.”
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11.26: “E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.”

Meu caro irmão, eu sempre procuro entender um texto bíblico fazendo uma “midrash” com outros textos bíblicos. Eu vejo o capítulo de Romanos 11, uma demonstração da Soberania de D´us, pois Ele foi quem cegou (Romanos 11: os olhos dos judeus e os tornou surdos quanto à salvação em Yeshua. Por amor, Ele cortou os ramos naturais da Oliveira (Romanos 11:19) para que gentios fossem enxertados através de o Messias. Ou seja, por amor as nações que Israel ainda não foi salvo em sua totalidade, pois Israel tem sido salvo em parte, isto é, aqueles judeus que creram no Messias Yeshua como Pedro, Paulo, João e tanto milhares e milhares de outros judeus desde o primeiro século até aos dias de hoje.
A plenitude (plerosai, no grego) é um dos marcos do tempo determinado por D´us para Israel. Plerosai, entendo eu muito mais no sentido de qualidade e maturidade da fé do que quantidade. ´Pleroma´ quer dizer também “equilíbrio, balanceado”, mesma palavra usada para encher os navios até a linha do ´pleroma, equilíbrio, ou seja, peso e carga do navio que lhe dão um empuxo perfeito em relação à massa da água deslocada (espero que você ainda se lembre do seu tempo de ginásio, do termo empuxo ou a lei de Arquimedes…). Assim os gentios em o Messias precisam alcançar a maturidade, a plenitude da fé, dando, conseqüentemente, bons e doces frutos, senão esta oliveira não irá florescer, pois o florir desta dependerá do “pleroma” tantos dos gentios quanto dos judeus crentes em Yeshua.
Quando diz que todo o Israel será salvo, não quer dizer 100% dos judeus hoje existentes. Mas sim a maioria, entendo eu, ou pelo menos 51%, por exemplo. Não pode ser 100% porque existe o livre arbítrio também para a salvação de Israel, pois embora D´us tenha um chamado e escolha para este povo, vale a regra do livre arbítrio, pois eles precisam decidir, escolher e receber Yeshua como qualquer outra pessoa. Afinal, todos foram colocados no mesmo nível de desobediência (Romanos 11:30-31). Portanto, os judeus precisarão também crer em Yeshua para a Salvação e adentrar na família de D´us (Efesios 2:19), judeus e gentios em o Messias. Estar em o Messias é se converter e viver segundo o novo nascimento Nele (João 3:3). O coração de pedra será transformado em carne (Ezequiel 36:26), e D´us dará aos judeus um novo Espírito,
isto é, em Yeshua se nasce de novo em Espírito para a salvação, e se dermos frutos Nele (João 15:5), teremos a eternidade.
Quando então Israel será salvo? (eu pessoalmente creio que Yeshua irá se manifestar ou se revelar aos judeus como José se revelou a seus irmãos judeus que não podiam mais reconhecê-lo. A igreja cristã também ocidentalizou tanto a pessoa de Yeshua que os judeus não podem mais vê-lo com um judeu que foi zeloso com a Torá. Os irmãos de José só o reconheceram quando José disse: – Ani Yosef, Eu sou José, vosso irmão …(Gênesis 45:4) Eu creio que Yeshua fará algo parecido no período da tribulação, pois essa história de José revelando aos seus irmãos aconteceu no segundo ano das “vacas magras”, ou seja, durante a tribulação daqueles dias. Pode ser que o mesmo aconteça entre Yeshua e os judeus. Isto não quer dizer que a Igreja não participará da salvação de Israel. Eu creio que a Igreja será antes de tudo, uma grande intercessora desta salvação soberana de D´us que virá sobre Israel e seu povo.
Quando Israel for salvo por meio de Yeshua, então, Yeshua, o grande libertador de Sião (Israel) virá, apagando a impiedade de Jacó (dos judeus que estiveram por mais de dois mil anos sem Yeshua). Portanto, mesmo alguns judeus sendo piedosos e zelosos com a Torá, isto não lhes trarão salvação. Este zelo e piedade são importantes para manter a memória e a história, o chamado irrevogável de D´us (Romanos 11:29), quanto à escolha de Israel que no final será Luz para as nações como predito pelos profetas (Lucas 2:32). Essa piedade e zelo guardam a identidade judaica que profeticamente precisa ser preservada até a volta de Yeshua. Evidentemente, eu não disse que todo judeu piedoso, bondoso e obediente a HaShem estará no inferno após a sua morte, pois somente D´us é soberano e pode julgar a cada um de nós, mesmo aquele que é crente. Estaremos na direção certa da salvação seguindo a regra geral que é válida para todos: – Salvação só pelo novo nascimento em Yeshua, como nos mostra claramente Palavra.
O verso 26 para mim, se refere ao Dia do Senhor, quando Yeshua virá em glória para Reinar, em hebraico, o dia do Senhor é Acharit HaAmim, os dias temíveis e de juízo para os não salvos. Neste momento, evidentemente, a autêntica Igreja (judeus e gentios) em o Messias já terá pregado o evangelho até os confins da terra (Atos 13:47), satisfazendo mais um requisito para a volta do Senhor em glória, o Acharit HaAmim.
Paralelamente, os gentios no máximo de sua maturidade e testemunho em Yeshua (plenitude) mais a salvação de Israel será igual a Redenção completa (tikun olam) que virá sobre a terra. Assim, Judeus e gentios crentes em Yeshua, a família de D´us, a Igreja sem ruga e sem mácula (Efésios 5:27). Então, neste momento, a oliveira de D´us, estará dando frutos, isto é, Israel florescendo, cumprindo as profecias, quando os tempos de Adonai serão chegados. Neste momento, já terá acontecido o arrebatamento (judeus e gentios) em o Messias (Romanos 11:15;I Co15:52), a verdadeira Igreja vencedora, pois eu não acredito num arrebatamento parcial sem a salvação de Israel. A última trombeta ( isto é, a sétima de Apocalipse – I Co 15:52;Ap 11:15) dita por Paulo será tocada para o arrebatamento de uma única igreja e Israel salvo faz parte dela. Não se pode arrebatar os galhos (os gentios) e deixar a raiz (os judeus). D´us, na minha opinião, só vê uma Igreja completa, de judeus e gentios em o Messias. Mas, como a igreja gentílica passou por Roma e permitiu a introdução da teologia da substituição, então, toda a escatologia atual, o pré, meso e pós tribulacionismos precisam ser revistos, pois as três hipóteses excluem Israel da salvação num primeiro momento, contrariando a correta interpretação de Romanos 11, pois a igreja se afirmava como sendo o “Israel’ espiritual de D´us. Esta frase “Israel Espiritual’ é tremendamente perigosa, pois não é bíblica e não está na midrash bíblica também.
Romanos capítulos 9,10 e 11 precisam ainda ser entendidos a luz do contexto judaico e do propósito divino e messiânico.
O judaísmo messiânico autêntico não pode estar separado da igreja gentílica. Pois o vejo como “ponte” para unir e estabelecer a reconciliação e salvação de Israel e a sua integração a uma única Igreja. Mesmo não concordando com as impurezas e erros históricos da igreja de hoje, não podemos chamá-la de Babilônia ou coisa semelhante. O judaísmo messiânico autêntico e verdadeiro jamais irá explodir esta ponte entre Israel e a Igreja, pelo contrário, ajudará a reconstruí-la, firmando bem os alicerces que Satanás ao longo do tempo romano tentou ruí-las e destruí-las. O muro de separação (Efésios 2:14) entre judeus e gentios foi quebrado por Yeshua há 2000 anos, ou seja, uma ponte foi estabelecida e agora temos que permitir que tantos os gentios que estão do outro lado dela passem por ela em direção a Israel e seu povo, levando a este o testemunho de Yeshua, bem como esta ponte (os judeus messiânicos) deve permitir que os judeus não messiânicos passem também por esta mesma ponte em direção a reconciliação da Igreja, formando e concluindo o entendimento do Tikun Olan que virá sobre a terra: – judeus e gentios, uma família só em Yeshua. Ambos salvos serão arrebatados nos tempos da tribulação para a celebração das Bodas do Cordeiro , ou seja, o casamento de Yeshua com sua Igreja (Ap 19:7). O arrebatamento não será para levar a Igreja para o céu, mas será para levar a igreja ao “altar” do Pai, consolidando a aliança, o casamento desta noiva, a igreja, com Yeshua, o noivo, o Cordeiro. Depois dessas bodas, aí sim, Yeshua, já completo, desposado com Sua Igreja descerá em glória dos céus para destruir o anti-o Messias, o falso profeta e a besta para implantar, vitoriosamente, o Seu Reino Milenar nesta terra (Ap 19:11-21).
Quem prega a destruição desta “ponte” não provem do Espírito de D´us e interrompe todo o processo divino da salvação de Israel. Cuidado com os falsos profetas de nossos tempos, pois eles tem se multiplicado.
Finalmente, os judeus piedosos e zelosos da Lei podem ser salvos, alcançando a eternidade sem a crença em Yeshua? A Bíblia não diz explicitamente sobre esta questão. A regra geral, é que com a boca se confessa Yeshua como filho de D´us e que ele ressuscitou dentre os mortos. Este será salvo, pois com o coração se crê para a justiça e com a boa se faz confissão para a salvação (Romanos 10:9-10). Mas, ficam ainda algumas perguntas como:

– Seria justo por parte de D´us de ter cegado os olhos e tornado surdos os ouvidos dos judeus em relação a Yeshua para que os gentios das nações fossem salvos e agora Ele se esquecer da salvação daqueles judeus piedosos e zelosos da lei de quem são as promessas e as alianças ? (Romanos 9:4).
– Seria justa a condenação eterna daqueles que guardam a Sua lei, ou seja, a Sua Palavra inspirada pelo Seu próprio Espírito?
– Seria justo por parte de D´us se esquecer daqueles que trabalham na restauração e preparação da terra de Israel para a volta do Messias Yeshua?
– Seria justo por parte de D´us se esquecer daqueles que preservam sua própria identidade de povo escolhido para que as divinas profecias se cumpram no devido tempo?
– Seria justo por parte de D´us fechar Seus olhos e ouvidos aos gritos, as dores, as perseguições, enfim, a todo tipo de agruras e sofrimento de um povo que tem sido rejeitado, odiado, perseguido e assassinado ao longo da história?
Resposta: – D´us não é injusto e nunca será! Se por um lado, não se encontra um versículo claro na Bíblia afirmando que há salvação para os judeus fora do messias Yeshua, por outro lado também não há nenhum versículo que os condena ao fogo eterno os piedosos e seguidores da Torá. Ou seja, esta questão é exclusivamente divina, pois somente Aquele que escolheu um povo de modo irrevogável tem a soberania e a justiça plena para legislar sobre a salvação deles. Este é um dos mistérios também, creio eu que D´us não revelou claramente na Sua Palavra. Deixemos, pois, esta questão para Yahweh, e nos preocupemos em manter nossa salvação a cada dia pela graça e verdade de Yeshua HaMashiach, nosso Redentor. Alegremo-nos e rejubilemo-nos da salvação em Yeshua disponível a todos, a judeus e a gentios.
Que Hashem abençoe a todos, no amor Dele,”

Rabino messiânico Marcelo M. Guimarães
(Rabino ordenado pelo Netivyah Bible Instruction Ministry de Jerusalém- Israel, com endosso da UMJC ( Union of Messianic Jewish Congregations_-EUA
CCJM – AMES- BHT – CATES- TV SIAO
Adonay Echad

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Marcos 7,18 diz que podemos comer carne de porco?

Marcos 7,18 diz que podemos comer de tudo, até carne de porco?
Pergunta de Flavio Cechinato Maciel, São Paulo Resposta de Luiz da Rosa, em 17/05/2011 Share on facebookShare on twitterShare on emailShare on printMore Sharing Services6 Leia mais sobre Alimentos
O texto de Marcos 7,18-19: E ele (Jesus) disse-lhes: “Então, nem vós
tendes inteligência? Não entendeis que tudo o que vem de fora, entrando no homem, não pode torná-lo impuro, porque nada disso entra no coração, mas no ventre, e sai para a fossa?” (Assim, ele declarava puros todos os alimentos.). Essa última frase, entre parênteses, é problemática. Literalmente diz “purificando todos os alimentos”. Provavelmente, se você confere, na sua bíblia terá um texto diverso.
Esse ensinamento de Cristo é colocado dentro de uma passagem relativa ao puro e ao impuro. Esse tema em âmbito do judaísmo é
amplo e, um dos seus aspectos, é o alimento. O fundamento bíblico se encontra em Levíticos 11. Sobre o porco fala, nesse capítulo, no versículo 7-8: tereis como impuro o porco porque, apesar de ter o casco fendido, partido em duas unhas, não rumina. Não comereis da carne deles enem tocareis o seu cadáver, e vós os tereis como impuros.
Essa questão deve ter sido muito importante na primeira comunidade cristã. De um lado os judeus-cristãos pretendiam observar os preceitos que haviam aprendido em casa, nas suas famílias que praticavam a
religião judaica. E nelas os preceitos descritos em Levíticos eram observados. Do outro lado existia a pressão dos gentios, que vindos do mundo helênico, não queriam observar tais prescrições. O auge desse conflito é descrito em Atos dos Apóstolos 15, no Concílio de Jerusalém. Nessa ocasião o nó da discórdia era a circuncisão, que os de origem hebraica queriam impor aos gentios. Esse concílio deliberou que aos gentios não fosse imposto nenhum peso “além destas coisas necessãrias: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do
sangue, das carnes sufocadas, e das uniões ilegítimas” (Atos 15,28-29).
Acredito que possa servir de juízo, em relação a nossa presunta ortodoxia na observância da Lei, a nossa atitude diante da questão da carne de porco. Provavelmente essa carne em particular ganha importância porque também os muçulmanos, como so judeus, não a podem comer. Todavia, junto com a carne de porco, como podemos ler em Levíticos 11, há tantas outros tipos de carnes proíbidos: coelho, peixes sem escama e/ou barbatanas, o avestruz e todos os répteis que
rastejam. Se fôssemos autênticos, a mesma preocupação que reservamos à carne de porco deveria ser observada para os outros alimentos.
O texto que você cita, do Evangelho de Marcos, pode ser considerado como pano de fundo para a práxis cristã, embora não fale diretamente das leis alimentares. O cristão deve viver a sua fé dentro da sociedade, respeitando também os seus valores adquiridos com o tempo e não alheio aos eventuais progressos (os alimentos hoje se conservam sem dificuldades; os meios de
comunicação em geral e a internet em particular, etc.). Na origem, pode até ser que a proibição de comer carne de porco (e de outros animais) derive do perigo de contaminação, visto que conservá-la, no passado, não era tarefa simples. É óbvio que não se limita a isso, pois foi adjunto também um valor religioso. O mesmo vale, por exemplo, também para a circuncisão, embora com um quadro mais complexo. Os cristãos acreditam, graças às palavras de Jesus, que o mais importante é o sentimento do coração, que santifica todas as ações que realiza.
A oração “santifica” alimentos “imundos”? (1Tim. 4:1-5) I TIMÓTEO 4:1-5
“Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos que deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de
usarem deles com ações de graças; porque tudo o que deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças; porque pela palavra de deus, e pela oração, é santificada”. É muito comum algumas pessoas se apegarem a esta passagem da Bíblia para justificarem o fato de que, segundo elas, a “nova aliança” (ou “dispensação” para os mais “chiques”) não exige mais a obediências aos princípios alimentares do Antigo Testamento (cf. Lev. 11).
Mas… é isso mesmo? Alimentos declarados como imundos na Bíblia são purificados pela oração? Há dois problemas com esse tipo de interpretação: 1. A contradição com outras passagens da Bíblia: • Isa. 66:17 – “os… que comem carne de porco, coisas abomináveis e rato serão consumidos, diz o Senhor”.
• Salmo 89:34 – “…não alterarei o que saiu dos Meus lábios”.
• 2Cor. 6:17 – “…não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei” (Isa. 52:11; Deut. 14:8). • Apoc. 18:2 – “…babilônia, …esconderijo de toda ave imunda e detestável”. 2. Muito dificilmente os defensores dessa posição comeriam, mesmo com oração, certos animais. Teríamos também que admitir a prática do canibalismo, se os canibais apenas orarem antes de comer. Absurdo! Analisando o texto
“Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças; porque pela palavra de deus, e pela
oração, é santificada” (grifos acrescentados). 1. Apostasia da fé, doutrina de demônios, mentira – podemos dizer que as orientações bíblicas sobre alimentação são de natureza “apóstata”, “demoníaca” ou “mentirosa”? É claro que não! • Em Lev.11 é onde estão as leis sobre animais limpos e imundos, e o texto começa com a expressão “disse o Senhor a Moisés…”.
2. Proibir casamento – os que gostam de criticar a Igreja Adventista por defender os princípios de saúde do
AT ficam com uma grande dificuldade aqui, pois a IASD não pratica o celibato. 3. Quais os alimentos que Deus criou para os fiéis que conhecem a verdade? • Gên. 6:9 diz que Noé era justo, íntegro e andava com Deus. Noé era um fiel e foi o primeiro (mencionado na Bíblia) a conhecer a verdade sobre os animais limpos e os imundos (7:1-2). A Bíblia faz separação entre os alimentos dos fiéis e dos infiéis
• Deut. 14:21: “não comereis nenhum animal que morreu por si. Podereis dá-lo ao estrangeiro [infiel], que mora nas vossas cidades, ou vendê-lo ao estranho. Mas vós sois povo santo [fiel] ao Senhor vosso Deus”. 4. Tudo o que Deus criou é bom? Sim, mas nem tudo se come! • Prov. 16:4: “O Senhor fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade”. Sendo assim, Deus fez tudo bom: • Os vegetais – para alimento, antes do dilúvio (Gên. 1:29).
• Certos animais – para alimento após o dilúvio (Gên. 9:3). • Outros animais – para ornamentação, cargas, limpeza, equilíbrio ecológico, etc. (mas não para alimentação). 5. Oração e ação de graças Em 1Tess. 5:18 somos admoestados a dar graças a Deus por tudo. Algumas mudanças operadas pela oração: • Êx. 15:23-25 – águas amargas ficaram doces. • Êx. 17 – da rocha jorrou água.
• 2Reis 2:19-22; 4:38-41 – o veneno da sopa e das águas foi neutralizado. • Marcos 16:18; Atos 28:3-6 – o veneno de serpentes e em bebidas perdeu o efeito. Mas não há NENHUM relato na Bíblia que nos faça crer que, pela oração, um animal imundo, vivo ou morto, tenha sido transformado em animal limpo.Só se for em livros apócrifos…rsrs
Na visão simbólica de Pedro em Atos 10 (também muito usado pelos que gostam de comer todo tipo de alimentos imundos), não são os
animais, mas os gentios (que eram considerados como animais pelos judeus) que são purificados (v. 28). A que Paulo, então, se refere em 1Tim. 4:1-5? Houve uma heresia grega que floresceu no seio do cristianismo primitivo, chamada degnosticismo, que entre outras coisas afirmava ser a matéria (corpo) algo mau.
Sendo assim, alguns renegavam a tudo o que fosse material, como certos alimentos (para eles eram criados por uma divindade inferior),
e o casamento. Simpatizantes destes pensamentos gnósticos chegaram a afirmar até que Jesus não tinha um corpo, apenas “parecia ter”, caso contrário Ele não poderia ser considerado um perfeito Messias. Outros se entregavam às mais degradantes práticas, por crerem que não importava o que fizessem com o corpo, pois isso não afetaria seu espírito.
Portanto, o que Paulo estava atacando era este movimento filosófico que tentava impor regras de vida para as pessoas, não como tentativa de adoração ao Senhor,
mas sim como meio de “maltratar” e subjugar a carne – o corpo. Nada tinha que ver com os alimentos imundos descritos em todo o restante das Escrituras. Por mais que os descrentes (e até alguns “crentes”) desejem justificar seus maus hábitos alimentares, jamais poderão usar a Bíblia para isso, pois ela sempre defendeu o uso de uma alimentação saudável, equilibrada e livre de artigos condenados pelas leis divinas.

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A MUDANÇA DA CRENÇA NO MILÉNIO DO MESSIAS

A MUDANÇA SUBTIL DE UM REINO TERRENO DE MIL ANOS,PARA UM REINO TEMPORAL
NA IGREJA CATÓLICA ROMANA.

A CULPA FOI DE AGOSTINHO DE HIPONA
O historiador Gibbom descreve como a Fé original perdeu terreno.
“A antiga doutrina popular do Milénio estava estreitamente ligada com a Segunda Vinde de Yahoshúa,o Messias.
” A certeza de um Milénio foi muito bem recebida por uma sucessão de Pais da Igreja Primitiva,desde Justino
Mártir a Ireneu,o qual conversou com os Crentes que viveram imediatamente depois dos Apóstolos originais,até
Lactancio,que foi preceptor do filho do Imperador Constantino.
“Parece ter sido o entendimento que predominava entre os Crentes Ortodoxos…
“Mas,quando o edifício da Igreja Primitiva estava quase completo,o suporte temporal foi deixado de lado.
“A doutrina do Reino de Yahweh na Terra governado por Yahoshúa,o Messias,foi tratada primeiro por uma
alegoria e mais tarde passou ser considerada como uma opinião duvidosa e inútil e por fim como uma invenção
absurda de heresia e de fanatismo” (Capítulo 15).
Parece quase impossível entender como um aspecto tão fundamental do ensino do Messias Yahoshúa pôde ser
deixado de lado pelos seus seguidores professos.
Mas êste é o resultado quando os homens se guiam pelos seus próprios pensamentos,em vez de comparar na
Palavra de Yahweh Todo-Poderoso.
Mas estes Crentes no Século IV ainda tinham os Evangelhos,os quais contêm imensas e indeléveis alusões ao
Reino de Yahweh. Se de acordo com as novas idéias,o Reino não se refere mais ao Reino do Messias no seu
regresso,então o que é que puseram no seu lugar ?

O REINO DO MESSIAS ERA A PRÓPRIA IGREJA !
Esta foi uma ideia revolucionária de Agostinho de Hipona no princípio do Século V da E.C.
(Este Agostinho não deve ser confundido com o homem que mais ou menos um século mais tarde se diz que
fundou a Igreja em Inglaterra).
Comentando acêrca da Crença original no Milénio, a Enciclopédia Britânica,informa:-
“Êste estado de coisas,no entanto,desapareceu gradualmente depois do fim do Século V da Era Comum.
“A mudança foi o resultado de … a nova ideia da Igreja esboçada por Agostinho na base da alterada situação
política da Igreja. Agostinho foi o primeiro que se atreveu a ensinar que a Igreja Católica Romana,na sua forma
empírica,era o Reino do Messias,que o Milénio tinha começado com a primeira Vinda do Messias e,por conseguinte,
era um facto consumado. Com esta doutrina de Agostinho,a antiga crença do Milénio,ainda que não extirpada
completamente,foi,pelo menos,eliminada da teologia oficial”.
Assim começou a crença oficial da Igreja Católica Romana de que o Reino do Messias não é um Reino literal que
será estabelecido na Segunda Vinda de Yahoshúa,o Messias,senão que é e sempre tem sido a Igreja sôbre a qual
se considera que o Messias deve reinar.
Confio em que,àparte do ensino claro da Sagrada Escritura acêrca do Reino de Yahweh na Terra,que temos
considerado noutros estudos,a nossa curta vista de olhos,pela pela forma em que a Igreja Primitiva se desenvolveu
depois do Primeiro Século o haja convencido de que isto não é correcto.
E um sistema que introduziu deliberadamente a filosofia Grega,crenças do Paganismo, e ritos pagãos no
Cristianismo Original e que mais tarde se transformou num domínio tirânico sôbre as mentes e os corpos dos
homens,chegou até à intriga a ao assassínio de milhões para conseguir os seus propósitos.Não será descabido
recordar aqui a tragédia que representa para os Crentes na Palavra de Yahweh Todo-Poderoso a instauração da
cruel Inquisição que matou milhões por tôda a Europa onde a Igreja Católica impunha o seu domínio.
E eu pergunto:- Será este o Reino do Messias que a Glória do Todo-Poderoso criou nas alturas,de Paz,Gôzo e
Felicidade para a Humanidade a ser implantado na Terra,tendo como Governante Yahoshúa,o Messias ?
Autor: Enzo Damián Córdoba
Fonte: Senda Antiga Nº.4. Publicada pela Assembleia de Yahweh Internacional – AYIN- Porto Rico
Tradutor: Boner Daleoni – Moita – Portugal
Nota à margem do tradutor: Quem foi Agostinho de Hipona ?
O Lello Universal Dicionário Enciclopédico,editado no Porto em 1.960, informa:
“Agostinho – Santo – Bispo de Hipona,filho de Santa Mónica,nasceu em Tagasta (África Romana) e morreu
em Hipona. Depois de uma mocidade agitada,sentiu.se atraído para vida religiosa pelas prédicas de Santo Ambrósio,que o baptizou em 387 E.C. e tornou-se o mais célebre dos Pais da Igreja Latina (Católica) (354-430).
Encontra-se em Santo Agostinho uma união fecunda da cultura pagã e do espírito Cristão. Repleto de ideias
Platónicas,pretendeu a conciliação da Fé e da inteligência. A sua teoria da predestinação foi motivo de grandes
controvérsias.” Boner Daleoni.

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