A FARSA DA TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO
A FARSA DA TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO
Introdução:
A Teologia da Substituição é um enfoque sistemático enganoso que se utiliza da Bíblia para fomentar ódio e desprezo ao povo do Eterno, que não apenas tem desviado milhões de gentios ao longo dos anos, mas tem também originado o mal nas mais terríveis proporções. Essa teologia teve sua participação na perseguição aos Judeus pela igreja cristã através dos séculos, incluindo o Holocausto, e foi também o pensamento teológico que pairava por trás do pesadelo do apartheid.
Objetivos:
* Desmascarar a farsa teológica desta teoria cristã-greco-romana.
* Expor as terríveis consequências na vida do povo judeu.
* Provar como o Eterno nunca e jamais abandonou ou abandonará o seu povo que antes o elegeu.
* Desfazer as ideias anti-semitas oriundas desta teologia.
* Mostrar a verdadeira relação de amor fraternal entre judeus e gentios crentes no Messias.
O que é a teologia da substituição:
A Teologia da Substituição declara que Yisrael, tendo falhado com D’us, foi substituída pela igreja cristã. O cristianismo é agora o verdadeiro Yisrael de D’us e o destino nacional de Yisrael está para sempre perdido. A restauração do moderno Estado de Yisrael é, assim, um acidente, sem nenhuma credencial bíblica. Os cristãos que creem que tal restauração é um ato de D’us, em fidelidade à sua aliança estabelecida com Abraão cerca de 4000 anos atrás são considerados enganados e muitas vezes taxados de dispensacionalistas. Esta é a posição básica dos adeptos dessa teologia.
Erros teológicos e escriturísticos:
Veremos agora como esta farsa se desenvolve teologicamente e os erros escriturísticos utilizados para lhe dar respaldo, é válido ressaltar que o contexto usado pelos defensores desta teologia é o contexto greco-romano.
a) O método de interpretação alegórico: a Teologia da Substituição efetivamente mina a autoridade da Palavra de D’us pelo fato de que ela repousa sobre o método alegórico de interpretação, isto é, o leitor da Palavra de D’us decide espiritualizar o texto mesmo que o seu contexto seja puramente literal, isto efetivamente rouba a Palavra de D’us de sua própria autoridade e o significado do texto fica inteiramente dependente do leitor. A Palavra de D’us pode assim ser manipulada para dizer qualquer coisa! Assim, a Teologia da Substituição apoia-se na falsa base da interpretação bíblica.
b) Entendimento equivocado da Aliança do Eterno: a Teologia da Substituição é apenas sustentada por aqueles que não entenderam apropriadamente a natureza da Aliança abraâmica, esta Aliança é primeiramente mencionada em Gênesis 12:1-4 e depois disso repetidamente asseverada e confirmada aos patriarcas. Essa Aliança é a Aliança da Chesed-Misericórdia pois ela inclui a intenção de D’us de redimir o mundo todo. D’us diz a Abraão: “Em ti todas as nações do mundo serão benditas.” A Aliança Abraâmica é uma Aliança com três elementos vitais:
1- Ela declara a estratégia de alcançar o mundo através da nação de Yisrael.
2- Ela lega uma terra(Êretz) como uma possessão eterna à Yisrael.
3- Ela promete abençoar aqueles que abençoarem a Yisrael, e amaldiçoar aqueles que o amaldiçoarem.
É importante que notemos aqui que se um elemento da aliança falhar então todos os elementos também falharão. Assim, se as promessas de D’us para Yisrael já tiverem falhado, então igualmente devem ter falhado as promessas dEle de abençoar o mundo. Se o destino nacional de Yisrael foi perdido através de sua desobediência, então a dita igreja cristã também está arruinada! A desobediência da igreja tem sido tão grande quanto a de Yisrael nos últimos 2000 anos. Ninguém pode negar isto! O autor do livro de Hebreus enfatiza este mesmo ponto quando ele escreve:
“E digo isto: Uma aliança já anteriormente confirmada por D’us, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que D’us a concedeu gratuitamente a Abraão.” (Gálatas 3:17-18)
De acordo com alguns teólogos da substituição esta Aliança foi “anulada”, outros porém, afirmam que todas as promessas de Restauração para Yisrael e a manutenção da Aliança eram “condicionais”, ou seja, caso Yisrael cumprisse sua parte na Aliança, ele seria o povo eleito para sempre, mas como Yisrael falhou por diversas vezes, a promessa de Restauração também falhou, pois estava subordinada condicionalmente a fidelidade de Yisrael. Somente uma compreensão equivocada e superficial da Aliança pode levar à tal conclusão enganosa e falaciosa.
As promessas à Yisrael nacional são constantemente reafirmadas pelo Eterno aos profetas. Desta forma, Ele enfatiza a natureza de seu caráter e confirma a Aliança abraâmica. Um exemplo disto é Jeremias 31:35-37 que declara em alto e bom som:
“Assim diz o Adonai, que dá o sol para a luz do dia, e as Leis Fixas da lua e das estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; Adonai dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas Leis Fixas diante de Mim, diz o Eterno, então deixará também a descendência de Yisrael de ser uma nação diante de Mim PARA SEMPRE. Assim diz o Eterno: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, então também eu rejeitarei toda a descendência de Yisrael, por tudo quanto fizeram, diz o Adonai”
Assim, novamente, o fato de que o sol, a lua e as estrelas ainda estejam conosco, só isto confirma a contínua validade da Aliança abraâmica e, como resultado, o destino nacional de Yisrael. Para que a teologia da substituição seja válida, o sol e a lua devem também ser apagados ou deixar de existir, palavras do Eterno. Desta maneira, percebemos que a teologia da substituição ZOMBA do caráter do Eterno pois ela repousa sobre a premissa de que se você falhar com D’us de qualquer maneira, Ele irá te descartar… mesmo que inicialmente Ele tenha te asseverado que a Sua Aliança com você é eterna. Isto soa como uma resposta tipicamente humana e perversa, e não como a de um D’us amoroso e misericordioso, o D’us das Escrituras.
Histórico da teologia da substituição:
Veremos agora como se originou esta perversa teologia, os chamados “pais da igreja” na tentativa de apagar as raízes judaicas da fé cristã, desenvolveram uma feroz perseguição intelectual aos povo judeu, esta animosidade é visivelmente refletida nos escritos destes primeiros pais da Igreja cristã. Vejamos:
Justino Martir (160 E.C.) falando a um Judeu disse: “As escrituras não pertencem a vocês, mas a nós.” Se Justino Martir tivesse lido as carta aos romanos, não teria feito esta afirmação, veja o que Paulo diz em Romanos 3:1 e 2
“Que vantagem, pois, tem o Judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em todos os sentidos; primeiramente, porque aos judeus foram confiados os Oráculos do Eterno”
Ou seja, TODA as Escrituras Sagradas.
Irineu bispo de Lyon (177 E.C.) declarou: “Os Judeus foram deserdados da graça de Deus.”
Tertuliano (160-230 E.C.), em seu tratado “contra os Judeus”, anunciou que D’us havia rejeitado os Judeus em favor dos Cristãos.
Eusébio, nos primórdios do 4º século escreveu: que as promessas das Escrituras hebraicas eram para os Cristãos e não para os Judeus, e as maldições para os Judeus, ele afirmou que a igreja cristã era a continuação do “Velho Testamento”, apenas lembrando que não existe este termo: “velho testamento” nos originais da Bíblia, o termo correto é Tanach se referindo à 1ª Aliança, e assim, desta forma substituía o Judaísmo. A igreja cristã declarava ser a verdadeira Yisrael, ou “Yisrael Espiritual”, herdeira das promessas divinas. Eles achavam essencial desacreditar o “Yisrael segundo a carne” para provar que Adonai havia rejeitado Seu povo e transferido Seu amor para os cristãos.
Desta forma, encontramos o princípio da TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO, a qual colocou a igreja triunfante sobre Yisrael e o vencido Judaísmo. Esta teoria se tornou uma das principais fundações sobre as quais o anti-semitismo cristão se baseou, até mesmo nos dias de hoje.
A B’rit Chadashá fala do relacionamento dos gentios convertidos com Yisrael e suas alianças como sendo “enxertados” (ver Romanos 11:17-24), “aproximados” (ver Efésios 2:13), “descendência de Abraão pela fé” (ver Romanos 4:16), e “participantes” (ver Romanos. 15:27), e nunca usurpadores da Aliança ou substitutos do Yisrael físico, pois, os crentes gentios, são UNIDOS ao que Adonai tinha estado fazendo em Yisrael e Adonai JAMAIS quebrou Suas promessas com Yisrael (ver Romanos. 11:29).
Dentre vários textos existentes, basta um texto das Escrituras para provar que essa teologia é falsa, se essas pessoas, que fizeram estas declarações tivessem um pequeno conhecimento da Palavra do Eterno não teriam feito tais declarações, porém não são somente eles, nos nossos dias existem várias pessoas que creem na teologia da substituição e a mesma ainda é ensinada em alguns cursos teológicos cristãos.
Vejamos o texto:
Jeremias 31: 35 a 37 assim declara:
“Assim diz o Eterno, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; Adonai dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas LEIS FIXAS de diante de Mim, diz o Eterno, também deixará a descendência de Yisrael de ser a Minha nação para sempre. Assim diz o Eterno: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, então também eu rejeitarei toda a linhagem de Yisrael, por tudo quanto eles têm feito, diz o Adonai”
Pergunta: o sol continua iluminando o dia e a lua e as estrelas iluminando a noite? Já é possível medir os céus ou sondar os fundamentos da terra? Portanto, a linhagem de Yisrael não foi rejeitada por D’us ou substituída.
Vejamos mais uma vez esta declaração de Shaul haShaliach(Paulo) em Romanos 11: 17 e 18:
“E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro bravo, foste enxertado no meio deles e feito participante da Raiz e da Seiva da Oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a Raiz, mas a Raiz a ti.”
Paulo está falando aos gentios crentes que estavam começando a idealizar a teologia da substituição, lembrando a eles que eles são ramos enxertados e que não são eles que sustentam a Raiz que é Yisrael, mas sim a Raiz(Yisrael) que os sustenta. Mas alguém pode argumentar que a Oliveira citada por Paulo não seja Yisrael mas o Messias Yeshua, neste caso deixemos a própria Bíblia responder a estes equivocados:
“O Eterno te chamou de Oliveira verde, formosa por seus deliciosos frutos, mas agora à voz de um grande tumulto acendeu fogo ao redor dela e alguns ramos foram quebrados…..Porque Adonai dos Exércitos que te plantou……casa de Yisrael e da casa de Judá….” (Jeremias 11:16-17)
Notamos que o apóstolo Paulo usou a mesma representação e a mesma situação que o Eterno usou, isto é, chamou Yisrael de Oliveira Santa e ainda cita que alguns dos seus ramos foram cortados, simbolizando que o endurecimento de uma parte de Yisrael não pode ser responsável pela rejeição de sua totalidade, Paulo chama para os ramos que foram poupados e permaneceram em sua própria árvore de Remanescentes eleitos segundo a Graça.(ver Romanos 11:5)
Há alguma base bíblica para a tal teologia da substituição?
Os modernos adeptos da teologia da substituição pretendem apoiar-se em apenas um único verso mal interpretado de Paulo em Gálatas 6:16, então vamos ao texto grego para tirarmos todas as dúvidas:
και οσοι τω κανονι τουτω στοιχησουσιν ειρηνη επ αυτους και ελεος και επι τον ισραηλ του θεου – Gálatas 6:16
kai osoi to kanoni touto stoichisousin eirini ep aftous kai eleos kai epi ton israil tou theou – Gálatas 6:16
“E a todos os que pautam sua conduta por esta norma, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Yisrael de D’us” (Gálatas 6:16)
Acima está o texto em 3 versões, no grego original, sua transliteração e sua tradução pela Bíblia de Jerusalém, o texto é simples e claro. A primeira parte do versículo 16: “E a todos os que pautam sua conduta por esta norma”, refere-se à norma recém mencionada por Paulo no versículo 15: “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura”. Esta é uma categoria espiritual que engloba todos os gentios crentes, para os quais Paulo pronuncia uma bênção: “paz e misericórdia sejam sobre eles(os gentios crentes)”. A ela segue-se seu comentário adicional: “e sobre o Yisrael de D’us”.
O estudioso S. Lewis Johnson examina as diferentes sugestões para a tradução da palavra grega “kai” em Gálatas 6.16 (normalmente traduzida por “e”). Johnson afirma: “Na ausência de fortes razões de ordem exegética e teológica, deveríamos evitar as estruturas gramaticais mais raras quando a comum faz bom sentido”. Ele demonstra que não há razão exegética ou teológica para não entender o “e” em seu sentido normal nessa passagem. Johnson conclui:
Se a intenção de Paulo fosse identificar “eles” como “o Yisrael de D’us”, então, por que não eliminou simplesmente o “e” (“kai”) após o “eles”? O resultado seria muito mais apropriado, caso Paulo estivesse identificando o pronome “eles”, ou seja, a igreja cristã, com o termo “Yisrael”. Nesse caso, o versículo seria traduzido da seguinte forma: “E a todos os que pautam sua conduta por esta norma, paz e misericórdia sejam sobre eles, o Yisrael de D’us”… Entretanto, Paulo não eliminou o “kai”, “e”.
Johnson está dizendo que não há base textual ou exegética para a crença da teologia da substituição, de acordo com a qual Gálatas 6.16 ensinaria que “o Yisrael de D’us” inclui a Igreja cristã ou os gentios crentes. A “teologia da substituição” que evoca um “israel espiritual” não tem base neste texto bíblico de Gálatas. Quem crer assim deve estar tão cego por causa das exigências da falsa teologia, a ponto de continuar insistindo em tal interpretação da Bíblia e na teologia desnorteada que daí resulta. Juntamente com o estudioso Lewis Johnson, eu me pergunto por que, “apesar da assombrosa evidência em contrário, continua a haver persistente apoio à concepção de que o termo Yisrael de D’us pode referir-se com propriedade a um “israel espiritual” formado unicamente de crentes dentre os povos gentios na época presente”.
A conclusão lógica é, a epístola de Gálatas refere-se a gentios crentes que procuravam alcançar a salvação por meio da circuncisão. Eles estavam sendo enganados pelo segmento farisaico que havia crido no Messias(ver Atos 15:5), eram eles que exigiam a adesão à circuncisão. Para estes, um gentio tinha de converter-se primeiro ao judaísmo da época a fim de ser qualificado para a salvação por meio do Messias. No versículo 15, Paulo afirma que o importante para a salvação é a Emunah-Fé, que tem como conseqüência o ser nova criatura. A seguir, ele pronuncia uma bênção sobre dois grupos de pessoas que deveriam seguir essa regra da salvação unicamente pela Fé. O primeiro grupo, referido na passagem pelo pronome “eles”, é o grupo dos gentios crentes no Messias, a quem ele havia dedicado a maior parte da epístola. O segundo grupo é denominado de “o Yisrael de D’us”. Nesse caso, trata-se dos judeus nazarenos que, em contraste com os judeus não crentes, seguiam a regra da salvação unicamente pela Fé, os quais Paulo declarou serem os Remanescentes eleitos segundo a Graça.(ver Romanos 11:5 e Isaías 10:22)
Consequências da teologia da substituição:
A falta de conhecimento bíblico aliada a uma aceitação cega das afirmações dos pais da igreja cristã, levaram as mais desastrosas ideias sobre o povo judeu, por conta disso, os cristãos vêm perseguindo barbaramente o povo de Yisrael, homens como Marcião, Crisóstomo, Agostinho, Justino mártir, Cipriano, Jerônimo entre outros foram os mais cruéis perseguidores dos judeus, e não importava se eram judeus comuns ou nazarenos(judeus crentes), bastava ser judeu para ser considerado digno de morte, observem o que estes “homens de Deus” deixaram escrito:
* Marcião (144 e.c.), pregava que qualquer cristão que usasse algum símbolo judaico ou mesmo, nomes, ou celebrasse alguma festa Bíblica, seria julgado cúmplice da morte do Jesus.
* João Crisóstomo(344 e.c.), disse que as sinagogas eram “lugar de blasfêmia, asilo do diabo e castelo de Satanás”, “zona de meretrício”, também considerava todo judeu culpado de “deicídio”(crime de ter assassinado o próprio Deus)
* Agostinho(354 e.c.), dizia “deixem os judeus viverem em nosso meio mas os façam sofrer e serem humilhados continuamente”
* Justino mártir(160 e.c.), condenou os judeus como “filhos de meretrizes”.
* Cipriano(250e.c.), escreveu: “O diabo é o pai dos judeus”.
* Agostinho de Hipona(415 e.c.), escreveu que os judeus carregam eternamente a culpa pela morte do Jesus, em decorrência, o monge Barzauma instigou uma perseguição aos judeus em Yisrael, quando inúmeras sinagogas foram destruídas.
* São Jerônimo(418 e.c.), que criou a tradução Vulgata da Bíblia escreveu sobre as sinagogas: “se você chamar a sinagoga de bordel, um antro de vício, o refúgio do diabo, fortaleza de satanás, um lugar de depravação da alma, um abismo de todo desastre concebível, ou qualquer outra coisa mais que você disser, você ainda estará dizendo menos do que do que ela merece”.
E foi com estes “homens de Deus” que a religião cristã cresceu e se desenvolveu, mais tarde na idade média o grande fundador do protestantismo evangélico, o ex padre Martinho Lutero também escreveu as mesmas coisas a respeito dos judeus.
* Martinho Lutero(1543 e.c.), “Em primeiro lugar, suas sinagogas deveriam ser queimadas… Em segundo lugar, suas casas também deveriam ser demolidas e arrasadas… Em terceiro, seus livros de oração, suas Bíblias e Talmudes deveriam ser confiscados… Em quarto, os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar, sob pena de morte… Em quinto lugar, os passaportes e privilégios de viagem deveriam ser absolutamente vetados aos judeus… Em sexto, eles deveriam ser proibidos de praticar a agiotagem… Em sétimo lugar, os judeus e judias jovens e fortes deveriam pôr a mão na debulhadeira, no machado, na enxada, na pá, na roca e no fuso para ganhar o seu pão no suor do seu rosto… Deveríamos banir os vis preguiçosos de nossa sociedade … Portanto, fora com eles…Resumindo, caros príncipes e nobres que têm judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa insuportável carga infernal”.
Ficamos nós a perguntar, por que a religião cristã fez tanta questão de se separar do povo de Yisrael chegando a propor a sua extinção total do planeta??? Será que os verdadeiros seguidores do Messias de Yisrael agiam assim??? O conselho de Yeshua foi o seguinte:
“Nisto conhecerão que sois meus discípulos se tiverdes AMOR uns para com os outros” (João 13:35)
Será que os judeus não teriam reconhecido Yeshua em maior número se os cristãos seguissem realmente ao que o verdadeiro Messias judeu lhes ensinou??? As declarações anti-semitas dos pais da igreja cristã originou a terrível “santa inquisição”, centenas de judeus foram mortos queimados vivos, decapitados, enforcados, expulsos de suas propriedades, tiveram seus bens confiscados e seus filhos vendidos como escravos. Sem falar no genocídio que foi o holocausto nazista.
Conclusão:
Se a igreja cristã, veio substituir ou tomar o lugar do povo de Yisrael, como o “israel espiritual”, ou o “israel de Deus” espalhado pela terra, então por que Paulo afirma em Romanos 9:1-8 o seguinte:
“No Messias digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema do Messias, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; Pois são israelitas, dos quais pertence-lhes a adoção de Filhos, e a Glória, e as Alianças, e a Torah, e o Culto, e as Promessas; Deles são os Patriarcas, e também deles descendo o Messias segundo a carne, o qual é sobre todos. Bendito seja D’us eternamente. Amém. Não que a palavra de D’us haja falhado, porque nem todos os que são de Yisrael são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de D’us, mas os filhos da Promessa são contados como descendência.”
Ora, se a igreja cristã tivesse substituído Yisrael, Paulo estaria completamente consolado, não estaria tendo grande tristeza e contínua dor no seu coração pelo povo de Yisrael, que em parte, endureceu seu coração ao Messias. E Paulo é enfático em declarar: “pertence-lhes a adoção de Filhos…”, o verbo está no presente “pertence-lhes” significando que ainda pertence e não no passado: “pertenceu-lhes” simplesmente porque os Dons e a Vocação de D’us são IRREVOGÁVEIS (ver Romanos 11:29). Todavia, a promessa a Yisrael permanece, isto é, ao Remanescente profetizado em Isaías 10:22:
“Porque ainda que o teu povo, ó Yisrael, seja tão numeroso como a areia do mar, o Remanescente desse povo se Converterá; uma destruição está determinada, transbordando em justiça.”
E, ao final do Grande Tempo de angústia de Jacó, Yisrael em sua totalidade reconhecerá Yeshua como o Messias verdadeiro:
“Mas sobre a casa de David, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de Graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.” (Zacarias 12:10)
Bendito seja o nosso grande D’us Adonai Eterno que jamais falhou e nunca falhará em todas as suas preciosas promessas.
קהילה ישראלית ספרדי נצרית בית בני אברהם
Congregação Israelita Sefardita Notzerit Beyt B’nei Avraham
Rosh: Marlon Troccolli
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A história da oliveira e sua conexão com Israel
A história da oliveira e sua conexão com Israel
1 ano agora por Pastor Júlio Fonseca 0
A história da oliveira e sua conexão com Israel
A história da oliveira e sua conexão com Israel
A história da oliveira e sua conexão com Israel
“E me disse: Que vês? E eu disse: Olho, e eis um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no cimo, com as suas sete lâmpadas; e cada lâmpada posta no cimo tinha sete canudos. E por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda” (Zc 4.2,3)
Quem são as duas oliveiras (ou ramos de oliveiras) vistos pelo profeta diante do Senhor? Há uma relação direta destas duas oliveiras com a Menorah (candelabro) que está entre elas. Justamente aqui temos uma profecia que aponta para o futuro de dois povos que seriam dirigidos por um só Senhor!
A Importância da Oliveira
A Oliveira é uma das árvores mais importantes citadas na Escritura por sua conexão direta com o povo de Israel e também pela riqueza de figuras por ela representada.
Esta árvore se chama em hebraico zayit, que significa oliveira, azeitona. Seu uso era muito variado no Oriente Médio, pois ela era famosa por seu fruto, seu óleo e sua madeira. Os povos orientais reputavam-na como um símbolo de beleza, força, da bênção divina e da prosperidade!
Uma das características mais impressionantes da oliveira é sua perenidade! Elas crescem praticamente sob quaisquer condições: nas montanhas ou nos vales, nas pedras ou na terra fértil. Crescem otimamente sob o intenso calor, com pouca água e são quase indestrutíveis! Seu desenvolvimento é lento, porém contínuo. Quando é bem cuidada, pode atingir até 7 (sete) metros de altura. Até as oliveiras doentes continuam a lançar novos ramos! Algumas árvores tem troncos torcidos e velhos, mas sempre com folhas verdes. Ainda que estejam velhas, as oliveiras não deixam de lançar de si novos ramos e dar frutos! Ate 10 ou mais mudas brotam da raiz envolta da árvore.
Ainda que cortada e queimada novos ramos emergirão de sua raiz. Algumas brotam e crescem num sistema de raízes com mais de 2.000 anos de idade, mas o lavrador tem que esperar 15 anos para a colheita de uma árvore nova. Cada árvore pode produzir até 80 litros de azeite por ano. A oliveira é um produto necessário a vida, portanto a azeitona é valiosa. Não é notável que Deus nos tenha comparado justamente à esta tão significativa árvore? Notemos como metaforicamente nos parecemos a esta árvore.
Assim como a oliveira nós fomos chamados pelo Eterno para darmos frutos independentes do local onde formos plantados! Não importam as condições do terreno, mas sim a nossa perseverança em frutificar ali! O Eterno nos chamou justamente para que sejamos “plantados” em solos hostis para ali darmos os frutos necessários naquela situação. E se porventura formos momentaneamente vencidos, não nos desanimaremos! Assim como a oliveira que é queimada, lançaremos novos ramos de nossas raízes e continuaremos vivendo e frutificando! Há também conosco um período de amadurecimento até que possamos frutificar abundantemente! Durante esse período vamos crescendo em estatura (até atingirmos os 7 metros necessários, que representam nossa maturidade plena) e finalmente produzimos a quantidade desejada de frutos e consequentemente o azeite, tão fundamental para a vida…
O produto da Oliveira
A Oliveira é tão impressionante em seu desenvolvimento, mas o é também quanto aos frutos que produz e suas utilidades. Ela produz azeitonas! Mas de que nos servem as azeitonas? Sabemos que elas são uma fonte de comida, luz, higiene e cura Ex 27:20; Lv 24:2.
Aqui há algo tremendo e de grande significado profético, pois nos mostra que nós temos de produzir justamente estas coisas! Ou seja, quando as pessoas chegarem à nós devemos sempre estar prontos para lhes fornecer alimento (através da Palavra que nos tem sido confiada), luz (que emana de nossas vidas como o sinal da presença do Eterno em nós), higiene (a unção que nos foi confiada e que limpa e purifica a todos os que por ela são alcançados) e por fim a cura (que é fruto desta mesma unção, que além de libertar, também traz cura da alma e do corpo)!
Imagine só que estas coisas acontecerão como produto do nosso relacionamento com o Eterno! Não existem fórmulas mágicas ou mirabolantes para que o azeite flua de nossas vidas!
Na antigüidade as azeitonas eram postas na prensa, para que, pelo peso da alavanca mais o peso das pedras que imprensavam a azeitona, o azeite pudesse ser produzido. O processo era assim: o peso da primeira pedra produz o primeiro e mais puro azeite, que era usado para cerimônias de unção e consagração; outras pedras acrescidas produzem azeite de qualidade inferior para uso doméstico, iluminação, sabão Dt 8:8; Ex 27:20; Ml 3:2.
Portanto faz-se necessário o uso da prensa para que o azeite possa ser produzido! Não se engane, somente quando nossas vidas são “prensadas” pelo Eterno é que somos habilitados a produzirmos o “puro azeite para unção”! Este azeite não procede de qualquer um, mas somente daquelas azeitonas que foram previamente escolhidas e depois prensadas a fim de liberarem de si este óleo para unção dos reis, sacerdotes e profetas. Muitas vezes você meu irmão está sendo “prensado” pelo Eterno e este ato está lhe causando muitas dores! Para alguns chega a ser quase insuportável e chegamos até mesmo a dizer: “Senhor, por favor, pare, pois a dor está me massacrando!” Mas, quando o Senhor acaba de nos “prensar” sai o óleo fresco que ungirá a muitos para a seara do Deus vivo!
Agora somos os receptáculos de onde sai o óleo a fim de ungir aqueles que o Senhor determinar, pois a obra não pode parar e muitos obreiros tem sido chamados a se engajarem neste exército.
Os receptáculos do óleo também servem para curar, pois o azeite era conhecido na antigüidade por seus efeitos terapêuticos. Nós fomos comissionados pelo Senhor a trazer cura às nações, povos, tribos e homens em toda a terra! Isaías profetizou isso quando disse: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos, enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos” (Is 61.1- grifo nosso). Não deixe sua unção de cura envelhecer, pois a unção de ontem já ficou velha! Use-a a cada dia e ela se renovará!
O óleo também traz luz e alimenta o fogo (que é o símbolo da vida) e esta é justamente nossa função primordial: iluminar um mundo em trevas, trazendo-lhes a vida de Yeshua (Jesus) que está em nós! O próprio Yeshua nos disse: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.14) e quando a luz chega em qualquer lugar, imediatamente as trevas tem de recuar! O poder da luz é muito superior ao das trevas! E nós temos esta luz que deve ser levada aos lugares onde estão as mais densas trevas para ali serem iluminados aqueles que haverão de crer em Yeshua e receberem a salvação!
Enquanto o óleo for necessário para cumprir qualquer propósito de Deus ele estará fluindo, mas quando não for mais necessário, então ele parará! Assim como aconteceu com o óleo da viúva que, enquanto tinha os vasos para enchê-los houve azeite. Quando os vasos acabaram, a Escritura diz: “Então o azeite parou!” (II Rs 4.6). Veja que maravilhoso, o óleo não acabou e nem poderia, pois sua fonte é o próprio Deus mas simplesmente parou, pois já tinha cumprido seu propósito! Aleluia! O Espírito nunca se extinguirá em nós (desde que não o magoemos) e só parará quando seus propósitos eternos forem plenamente cumpridos através de nós!
O resultado da Oliveira
A oliveira simboliza principalmente fidelidade e perseverança. Estas duas características são principalmente resultados de nosso relacionamento com o Deus Eterno.
A fidelidade é parte da personalidade do Senhor, que se mantém o mesmo independente dos acontecimentos! O Eterno não se deixa levar por nossas instabilidades e por nossas “recaídas”. Isso demonstra o quanto precisamos ser restaurados em nossa alma para podermos nos relacionar de forma plena com nossos semelhantes e também com o Eterno. Por isso o Espírito Santo gera em nós a fidelidade, para que sejamos como Ele é.
A perseverança é também característica forjada no homem pelo Espírito Santo. Essa característica é fundamental e é ela que distingue os vencedores dos demais. Está escrito em Apocalipse: “O que vencer…” A vitória é dada somente aqueles que perseveram e o céu é o único lugar do universo que abriga os homens e mulheres que perseveraram até o fim e venceram! Ali estarão aqueles que cultivaram esta qualidade de tal forma e em tão grande intensidade que, como prêmio por sua perseverança estarão para sempre ao lado de Yeshua para serví-lo e adorá-lo…
O próprio Yeshua (Jesus) teve de ser provado em sua perseverança quando verteu suor que se tornou em gotas de sangue quando estava em Getsêmani (prensa de óleo), no Monte das Oliveiras. Isso nos relembra que ali é o lugar de sair óleo para abençoar! (Lc 22:44). A “prensa de azeite” foi utilizada por Deus para fazer com que, através da concessão de sua própria vida, Yeshua pudesse liberar para nós a vida e o Espírito Santo que nos tem auxiliado desde então.
Mas para que isso acontecesse Ele teve de dar sua vida, que foi prensada e esmagada para que o resultado pudesse ser visto até os dias de hoje…
No número passado vimos as características e qualidades da oliveira e como ela se relaciona conosco em nosso dia-a-dia! Porém, existe ainda o aspecto profético, que fala da oliveira como parte do processo redentivo da humanidade! Este processo já está em seu curso e caminha para o fim! Onde nós nos encaixamos dentro deste contexto?
A oliveira verdadeira
Mas a quem se refere a Oliveira? Como já vimos anteriormente a menção da oliveira aponta para a nação de Israel! Vejamos alguns versos que nos falam sobre isso:
1) – Em Gn 8.11 está escrito: “À tardinha a pomba voltou para ele, e eis no seu bico uma folha verde de oliveira; assim soube Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra”. Note que a oliveira é a primeira árvore mencionada após o dilúvio! Parece ser ela a mais forte, pois além de resistir ao dilúvio ela foi a primeira a brotar quando as águas baixaram…
2) – Numa parábola contada no livro de Juízes as árvores pedem à oliveira que reine sobre elas… “Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei; e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós” (Jz 9:8). Esta parábola nos fala que um dia as árvores (que simbolizam os homens) um dia solicitarão à Israel que reine sobre eles…
3) – O profeta Isaías fala da oliveira sendo colocada “no deserto” (mundo): “Plantarei no deserto o cedro, a acácia, a murta, e a oliveira; e porei no ermo juntamente a faia, o olmeiro e o buxo” (Is 41:19). Juntamente em meio às outras árvores, a oliveira seria plantada no deserto para ali ser provada quanto à sua resistência…
4) – Mas como é esta oliveira? “Denominou-te o Senhor oliveira verde, formosa por seus deliciosos frutos; mas agora, à voz dum grande tumulto, acendeu fogo nela, e se quebraram os seus ramos” (Jr 11:16). Veja que esta oliveira é verde (está viva) e formosa (é bela) e dá à todos que se achegarem à ela “deliciosos frutos!”. Assim acontece com todos os que se aproximam de Israel!
5) – Agora, o profeta Zacarias tem uma visão do futuro desta oliveira: dividida em dois ramos! “Segunda vez falei-lhe, perguntando: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado?” (Zc 4:12) Deus mostra ao profeta que Israel estaria dividido em dois, mas sempre à sombra da menorá!
Temos aqui um percurso bíblico sobre o destino de Israel: um povo que resistiria ao dilúvio das nações. O que acabaria com os outros, não conseguiria matar a Israel! Também já estava profetizada a dispersão da nação de Israel e seus filhos sendo “provados” no deserto impiedoso do mundo! Mas mesmo ali, eles dariam frutos deliciosos, seriam formosos à vista, porém seus ramos seriam quebrados!
A oliveira “brava”
No Novo Testamento existe um capítulo no livro de Romanos que nos dá a chave e nos informa quem são os dois ramos da oliveira! Paulo aqui nos apresenta um fato (que Israel foi “dividido” em pedaços – confirmando Jr 11.16) e também nos informa o que acontecerá com estes ramos: “E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira” (Rm 11:17).
De quem Paulo nos fala aqui? O “zambujeiro” ou oliveira brava é a igreja! Todos os crentes em Jesus são considerados como enxertados na oliveira boa (Israel).
Vejamos que o zambujeiro ou oliveira brava são árvores da mesma espécie da oliveira, porém com uma diferença: na língua grega, a palavra que designa oliveira (e fala de Israel) diz respeito à uma planta cultivada, tratada. Já quando se refere ao zambujeiro ou oliveira brava, está se referindo a uma planta silvestre ou selvagem! Sabemos então que o enxerto (a Igreja) é que recebe a seiva da oliveira para se manter viva e que o enxerto foi ali colocado por Deus para ser aperfeiçoado através da oliveira! Nunca na natureza ocorre o contrário, ou seja, a planta mãe ser aperfeiçoada pelo enxerto!
Devemos então ter consciência de que nós dependemos em tudo de Israel e não o contrário!
A Igreja precisa reconhecer que ela é que precisa ser grata à Israel por Ter lhe dado tudo o que tem! Nós precisamos entender, inclusive, que se nós fomos enxertados neles existe algo que nos ligue à eles fisicamente!
A igreja recebeu de Israel várias coisas, tais como:
1) – A Palavra de Deus;
2) – As promessas;
3) – O concerto;
4) – Jesus;
5) – O modelo que fez de si Igreja;
6) – Os apóstolos;
7) – Etc…
É por isso que devemos trazer em nosso coração um sentimento de amor, gratidão, felicidade, pois por causa de um judeu hoje nós temos o privilégio de sermos chamados “filhos de Deus”.
Quem é então a Noiva do Cordeiro? Alguns dizem ser a Igreja invisível (todos aqueles que crêem que Jesus é o Salvador). Isso está errado! A Noiva são todos aqueles que crêem que Jesus é o Messias (judeus e gentios!). Os judeus são a parte principal da Noiva (eles são a oliveira-mãe, lembra-se?) e quando o shopar for tocado nos céus pelo arcanjo, então Jesus arrebatará aos céus todos aqueles que creram que ele era o Messias!
Nossas tradições eclesiásticas nos dizem que Deus nada mais tem a ver com Israel, mas como vemos eles são a parte mais importante do projeto de Deus!
A Aproximação dos ramos
Hoje temos a consciência de que precisamos nos aproximar de Israel, pois eles são um conosco! Não é possível falar em redenção, salvação, restauração e consumação dos planos do Eterno sem passarmos por Jerusalém (Israel)!
Por isso conclamamos à oliveira brava (zambujeiro) a aproximar-se de seus irmãos que hoje, em sua grande maioria, desconhecem quem somos nós e porque existimos!
Muitos tem querido se aproveitar de Israel para seus próprios fins, mas entendamos o seguinte: O Eterno providenciará meios para que os verdadeiros (e sinceros) crentes em Yeshua (Jesus), reconheçam quem são (parte da nação de Israel) e que precisam amar Israel agora!
Façamos então isso: obedeçamos à Palavra de Deus que diz: “Orai pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam” (Sl 122:6). Nossa oração, intercessão e amor devem ser dirigidos à eles, que fazem parte intrínseca de nossa vida diária!
Que o Deus Eterno nos dê discernimento quanto aos seus desejos e anseios quanto à Israel!
Jesus te ama e tem na sua vida uma esperança!!!
Tags: História
Devemos Adorar Somente o Pai ou Podemos Adorar Também a Jesus?
Devemos Adorar Somente o Pai ou Podemos Adorar Também a Jesus?
De acordo com a Bíblia o único Deus que pode ser adorado é Yahweh, Criador dos céus e da terra, nosso Pai Eterno. A Bíblia proíbe a adoração de outros deuses e de representações materiais do Deus verdadeiro (ídolos). Ao mesmo tempo lemos que Jesus Cristo foi adorado enquanto esteve nesta terra e que ele é digno de adoração.
Muitos trinitarianos afirmam que o fato de termos que adorar a Jesus significa que ele também é Deus no sentido absoluto ou, pelo menos, faz parte de uma entidade coletiva chamada Deus, a Trindade, que deve ser louvada e adorada.
Para esclarecer este ponto é necessário primeiramente avaliar com atenção o significado da adoração bíblica. No que consistia a adoração nos tempos bíblicos? Como os profetas e apóstolos que escreveram a Bíblia entendiam a adoração? Como era feita a adoração? Quem podia ser adorado?
No Velho Testamento a palavra hebraica traduzida por “adorar” é shachah e sua equivalente grega presente no Novo Testamento é proskuneo. Significam prostrar-se diante de alguém, render honra, prestar reverência e homenagem a alguém em admiração e reconhecimento de sua posição hierárquica superior.
Vejamos alguns exemplos onde a palavra shachah é mencionada com relação à adoração do único Deus verdadeiro:
“Adorai (shachah) ao Senhor na beleza da sua santidade.” – Salmos 96:9.
“E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar (shachah) perante mim, diz o Senhor.” – Isaías 66:23.
A palavra shachah aparece aproximadamente 170 vezes no Velho Testamento. Em aproximadamente 100 vezes é traduzida como “adorar” e em praticamente todas as demais ocorrências é traduzida como “prostrar-se”, “inclinar-se” ou um verbo semelhante.
O verso que proíbe a adoração de imagens de escultura (Êxodo 20:5) é um exemplo onde shachah é traduzida de forma diferente em duas versões da Bíblia:
“Não as adorarás (shachah), nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus…” – Êxodo 20:5 (João Ferreira de Almeida – Edição Revista e Atualizada)
“Não te prostrarás (shachah) diante desses deuses e não os servirás, porque eu, Iahweh teu Deus …” – Êxodo 20:5 (Bíblia de Jerusalém)
Note que cada versão traduziu shachah de uma maneira. A edição Revista e Atualizada de JFA traduziu shachah como “adorar” enquanto a BJ traduziu como “prostrar-se”. “Prostrar-se” e “adorar”, como vimos, são duas traduções válidas para a palavra shachah.
Independentemente da tradução adotada por uma ou outra versão bíblica a palavra shachah significa sempre prestar homenagens e render honras a alguém superior prostrando-se diante desta autoridade. Shachah sempre implica que o sujeito da ação reconhece a superioridade e autoridade da pessoa que é objeto da ação. O elemento motivador que justifica a ação shachah é o reconhecimento da superioridade e autoridade do objeto da ação e o desejo de prestar homenagens a esta pessoa.
A palavra “adoração” em nosso idioma é muito forte e tem um sentido único e absoluto aplicável somente a Deus. Isto é verdade no sentido de que há um tipo de adoração exclusiva ao Deus Todo Poderoso, o Pai. Ele é nosso único Deus e, portanto, só Ele deve ser adorado ou reconhecido como o Todo Poderoso e Eterno Deus. A adoração devida ao único Deus não é devida a ninguém mais.
Já a palavra shachah é mais ampla em seu sentido e não se aplica apenas para a adoração do único Deus verdadeiro. Um exame mais profundo da cultura judaica antiga como descrita nas Escrituras Sagradas revelará que a adoração expressa pela palavra shachah envolvia possibilidades mais abrangentes de reconhecimento de autoridade e rendição de honras. Shachah era um ato feito também por homens que reconheciam a supremacia e autoridade de outros homens ou de seres celestes e, como consequência deste reconhecimento, prostravam-se (shachah) diante deles. Isso pode soar bastante estranho para um cristão no século 21, mas era uma prática comum nos tempos bíblicos. Vejamos alguns exemplos que confirmam este fato:
Ló “adorou” / “prostrou-se” (shachah) com o rosto em terra diante de dois anjos (Gênesis 19:1). Neste momento você poderá questionar “minha Bíblia não diz que Ló adorou os anjos, diz apenas que ele se prostrou”. Lembre-se de que esta foi uma opção do tradutor. De fato, quando o objeto de adoração é um ser humano ou um anjo os tradutores preferem traduzir shachah como “prostrar-se”. Por convenção eles traduzem shachah como “adorar” apenas quando a concessão de homenagens é feita a Deus ou a Jesus. Mas deve ficar bem claro que o verbo no original era o mesmo. O mesmo verbo usado para descrever a ação de Ló diante dos anjos é o verbo usado em Salmos 96:9 e Isaías 66:23 para descrever a adoração ao único Deus verdadeiro. Isto prova que a palavra hebraica shachah tem um sentido mais amplo e abrangente do que a palavra “adoração” em nosso idioma. Vejamos mais exemplos que confirmam este sentido abrangente de shachah:
Abraão “adorou” / “prostrou-se” (shachah) diante dos líderes de uma terra estrangeira (Gênesis 23:7, 8 e 12). Jacó “adorou” / “prostrou-se” (shachah) sete vezes diante de Esaú, seu irmão (Gênesis 33:1-3). Os irmãos de José também “adoraram” ou “prostraram-se” (shachah) diante de José (Gênesis 43:26). Josué “adorou” / “prostrou-se” (shachah) diante de um anjo (Josué 5:14). Rute “adorou” / “prostrou-se” diante de Boaz (Rute 2:10). Davi “adorou” / “prostrou-se” diante de Jônatas (I Samuel 20:41) e Abigail “adorou” / “prostrou-se” diante de Davi (I Samuel 25:41).
A atitude de adoração e reverência expressa pelo termo shachah era adequada sempre que houvesse uma diferença hierárquica e de autoridade entre o ser que prestava a homenagem e o ser que era objeto deste reconhecimento. É importante destacar que estas pessoas que se inclinavam em reverência diante de outras ou diante de anjos não estavam pecando ou desagradando a Deus. Elas simplesmente estavam reconhecendo a autoridade daqueles indivíduos. É este reconhecimento de superioridade e desejo de prestar homenagens que está implícito no termo shachah. Estes grandes homens de Deus como Davi, Abraão, Jacó e seus onze filhos não pretendiam prestar uma homenagem àquelas pessoas como se elas estivessem no lugar de Deus ou como se elas fossem outros deuses além do único Deus. Deve ficar bem claro que a ação expressa pela palavra shachah é um ato de reconhecimento de superioridade e rendição de homenagens cujo objeto da homenagem poderia ser homens ou anjos desde que estes não fossem adorados como deuses.
Apesar da “adoração” (shachah) de homem para homem ser parte da cultura do povo de Israel, existia e ainda existe um tipo de adoração exclusiva para o Deus Todo Poderoso. Embora não exista uma palavra exclusiva no hebraico ou no grego para exprimir este tipo exclusivo de adoração sabemos que a adoração do homem para com o único Deus consiste na submissão e reconhecimento que Ele é o único Deus verdadeiro e não há ninguém que possa ocupar este lugar.
No Novo Testamento temos dois casos interessantes de pessoas que recusaram a reverência e homenagens descritas através de proskuneo, equivalente grego de shachah: Pedro recusou a adoração de Cornélio (Atos 10:25 e 26) e o anjo recusou a adoração do apóstolo João (Apocalipse 19:10). Em ambos os casos os que rejeitaram a adoração argumentaram que não havia diferença de status entre eles que justificasse tal homenagem. Pedro alegou a Cornélio que ambos eram homens, ou seja, estavam no mesmo nível. O anjo também recusou a adoração de João alegando que era conservo dele e de todos os demais profetas, ou seja, o anjo colocou-se no mesmo nível de João, um mensageiro de Deus. As atitudes de Cornélio e do apóstolo João também não devem ser encaradas como uma quebra do primeiro ou segundo mandamentos. Como já dissemos era costume render homenagens prostrando-se (shachah / proskuneo) diante de seres que não fossem necessariamente o Deus Todo Poderoso, o Pai.
Tomando o sentido bíblico da palavra shachah é possível reconhecer a superioridade e homenagear quaisquer outras autoridades que não sejam o único Deus verdadeiro, desde que não as reconheçamos como deuses ou representações físicas de Deus. Podemos, por exemplo, exercer o shachah diante de nossos pais terrenos reconhecendo a honra e superioridade deles em autoridade e desejando de todo o coração render homenagens ao nosso pai e à nossa mãe.
Diante do entendimento da adoração bíblica (shachah e proskuneo) fica claro qual deve ser nosso dever de adoração diante de Deus e também diante de Jesus. Apenas o Pai pode ser adorado ou reconhecido como o único Deus verdadeiro e Todo Poderoso. Mas tendo em mente o sentido amplo da ação descrita por shachah e proskuneo podemos e devemos adorar, render homenagens e nos prostrarmos diante de Jesus Cristo, pois ele é digno de adoração e homenagens já que o reconhecemos como sendo o Filho de Deus, o ungido do Pai, nosso Salvador que recebeu do Pai toda a autoridade no céu e na terra.
“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” – Hebreus 1:6.
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”- Filipenses 2:9 a 11.
Que Deus seja louvado e adorado pois é o Deus Todo Poderoso. Que Jesus Cristo seja adorado e homenageado pois é Filho de Deus, nosso grande Salvador.
Ricardo Nicotra
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A CONSPIRAÇÃO DE INÁCIO: A ORIGEM DO CRISTIANISMO
A CONSPIRAÇÃO DE INÁCIO: A ORIGEM DO CRISTIANISMO
Pelo Rabino James Trimm da Organização Nazarena Americana
Muitos se enganam em pensar que Constantino foi o principal responsável pela corrupção e gentilização do Cristianismo.
Apesar de Constantino ter certamente acrescentado e consolidado a apostasia do Cristianismo primitivo, ele não foi o
primeiro. Foi na realidade Inácio de Antioquia que se rebelou contra o Concílio de Jerusalém, usurpou sua autoridade,
segregou-se do Judaismo, declarou que a Torá havia sido abolida, substituiu o Shabat do sétimo dia pela adoração no
domingo e fundou uma nova religião não-judaica, a qual ele chamou de “Cristianismo.”
O ALERTA DE PAULO ACERCA DOS BISPOS
Paulo disse aos efésios em sua última visita a eles:
“Cuidai pois de suas almas e de todo o rebanho sobre o qual a Ruach HaKodesh vos constituiu supervisores, para
apascentardes a Kehilá de Elohim, que Ele adquiriu com seu próprio sangue. Eu sei que depois da minha partida entrarão no
meio de vós lobos cruéis que não terão pena do rebanho, e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas
perversas para desviar os talmidim, para que os sigam.” (Atos 20:28-30) Paulo parece indicar que após sua morte, líderes
começariam a se levantar dentre os supervisores [bispos] em seu lugar, e levariam pessoas a os seguirem e a se afastarem
da Torá. Na realidade, Paulo morreu em 66 DC e o primeiro supervisor (bispo) de Antioquia a tomar o cargo após a sua
morte foi Inácio, em 98 DC. Inácio cumpriu com precisão as palavras de Paulo. Depois de tomar o cargo de bispo sobre
Antioquia, Inácio enviou uma série de epístolas a outras congregações. Suas cartas aos efésios, magnésios, trálios,
romanos, filadelfenos, e esmirneus, bem como sua carta pessoal a Policarpo, todas sobrevivem até hoje.
HEGÉSIPO RECONTA A APOSTASIA
O historiador e comentador nazareno antigo Hegésipo (cerca de 180DC) escreve acerca do tempo imediatamente após a
morte de Shimon (Simão), o qual havia sucedido a Ya’akov HaTsadik (Tiago, o Justo) como Nassi (“Presidente”) do
Sanhedrin Nazareno, e que morreu em 98 DC:
“Até aquele período (98 DC), a Assembléia havia permanecido como uma virgem pura e incorrompida: pois, se havia
quaisquer pessoas dispostas a alterar a regra completa da proclamação da salvação, elas ainda vagavam em um
lugar obscuro oculto ou outro. Mas, quando o bando sagrado de Emissários havia de várias formas findado suas
vidas, e a geração dos homens havia sido confiado ouvir à Sabedoria inspirada com seus próprios ouvidos passou,
então a confederação do erro da iniquidade tomou ascenção através da infidelidade dos falsos mestres que, vendo
que nenhum dos emissários ainda sobrevivia, levantaram suas cabeças para se opor à proclamação da verdade,
proclamando algo falsamente chamado de conhecimento.” (Hegésipo, o Nazareno; c. 98 DC; citado por Eusébio em
Hist. Ecl. 3:32) Hegésipo indica que a apostasia começou no mesmo ano que Inácio se tornou bispo de Antioquia!
INÁCIO SEPARA-SE DO CONCÍLIO DE JERUSALÉM
Até o tempo de Inácio, qualquer disputa que surgisse em Antioquia por fim era levada ao Concílio de Jerusalém (tal como em
Atos 14:26-15:2). Inácio usurpou a autoridade do Concílio de Jerusalém, declarando a si mesmo, o bispo local, como sendo a
autoridade final sobre a assembléia que o havia feito bispo, e semelhantemente declarando isto ser verdade acerca de todos
os outros bispos e suas assembléias locais. Inácio escreve:
“…sujeitando-se ao seu bispo… …andem juntos conforme a vontade de D-us. Jesus… é enviado pela vontade do Pai; Assim
como os bispos… são [enviados] pela vontade de Jesus Cristo.”] (Carta de Inácio aos Ef. 1:9,11)
“…seu bispo… penso que felizes são vocês que se unem a ele, assim como a igreja o é a Jesus Cristo e Jesus Cristo o é ao
Pai… Vamos portanto cuidar para que não nos coloquemos contra o bispo, para que nos sujeitemos a D-us. Devemos olhar
para o bispo tal como olharíamos para o próprio S-nhor.” (Carta de Inácio aos Ef. 2:1-4
“…obedeça ao seu bispo…” (Carta de Inácio aos Mag. 1:7)
“Seu bispo está presidindo no lugar de D-us… …unam-se ao seu bispo…” (Carta de Inácio aos Mag. 2:5,7)
“…aquele…que faz qualquer coisa sem o bispo… não é puro em sua consciência…” (Carta de Inácio aos Tral. 2:5)
“…Não faça nada sem o bis po.” (Carta de Inácio aos Fil. 2:14)
“Cuidem para que vocês sigam o seu bispo, Assim como Jesus Cristo ao Pai…” (Carta de Inácio aos Esm. 3:1)
Ao exaltar o poder do ofício do bispo (supervisor) e exigir a absoluta autoridade do bispo sobre a assembléia, Inácio estava
na realidade fazendo uma jogada para obter o poder, tomando a autoridade absoluta sobre a assembléia de Antioquia e
encorajando outros supervisores não-judeus a fazerem o mesmo.
INÁCIO-DECLARA-QUE-A-TORÁ-FOI-ABOLIDA
Além disso, Inácio afastou os homens da Torá e declarou que a Torá havia sido abolida, não somente em Antioquia, mas em
todas as assembléias de não-judeus para as quais escreveu:
“Não sejam enganados por doutrinas estranhas; nem por fábulas antigas sem valor. Pois se continuarmos a viver conforme a
Lei Judaica, estamos confessando que não recebemos a graça…” (Carta de Inácio aos Mag. 3:1)
“Mas se alguém pregar a Lei Judaica a vocês, não lhe dêem ouvidos…” (Carta de Inácio aos Fil. 2:6)
INÁCIO-SUBSTITUI-O-SHABAT-PELA-ADORAÇÃO-DOMINICAL
Foi Inácio quem primeiro substituiu o Shabat do sétimo dia pela adoração dominical, escrevendo:
“…não mais observem os Shabatot, mas observem o dia do Senhor, no qual também a nossa vida floresce nEle, através da
Sua morte…” (Carta de Inácio aos Mag. 3:3)
INÁCIO-DÁ-UM-NOME-À-SUA-NOVA-RELIGIÃO
Tendo usurpado a autoridade de Jerusalém, declarado a Torá abolida, e substituído o Shabat pelo domingo, Inácio criou uma
nova religião. Inácio então cunha um novo termo, nunca antes utilizado, para essa nova religião que ele chama de
“Cristianismo”, a qual ele mesmo deixa claro que é distinta do Judaismo. Ele escreve:
“vamos portanto aprender a viver conforme as regras do Cristianismo, pois quem quer que seja chamado por qualquer outro
nome além desse, esse não é de D-us… “É absurdo nomear Jesus Cristo e Judaizar. Pois a religião cristã não abraçou a
judaica. Mas a judaica [abraçou] a cristã…” (Carta de Inácio aos Mag. 3:8,11)
CONCLUSÃO
Ao final do primeiro século, Inácio de Antioquia havia cumprido o alerta de Paulo. Ele abandonou o Judaismo e
fundou uma nova religião a qual chamou de “Cristianismo.” Uma religião que rejeitou a Torá, e substituiu o Shabat
do sétimo dia pela adoração dominical.
Santo Inácio de Antioquia – Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Santo Inácio de Antioquia (†110)
Foi o terceiro bispo da importante comunidade de Antioquia, fundada por São Pedro. Conheceu pessoalmente São
Paulo e São João. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma onde morreu nos dentes dos leões no
Coliseu. A caminho de Roma escreveu Cartas às igreja de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo
S. Policarpo de Esmirna. Na carta aos esmirnenses, aparece pela primeira vez a expressão “Igreja Católica”.
Retirado de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_In%C3%A1cio_de_Antioquia”
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A IGREJA NÃO É O ISRAEL DE DEUS
A IGREJA NÃO É O ISRAEL DE DEUS
Ao contrário do que muitos pregam por aí, a igreja não substituiu Israel nos planos de Deus.
Esta abominável “doutrina” é conhecida como “TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO”, cujo autor é o “Pai do anti-semitismo”, Agostinho de Hipona, o tal “Santo Agostinho” dos católicos.
O teólogo católico Agostinho de Hipona (354-430), o qual com a sua obra ‘Cidade de Deus’ criou o anti-semitismo, que iria gerar implacáveis perseguições aos judeus no mundo inteiro, sob a alegação de que eles foram os imperdoáveis assassinos do Senhor Jesus Cristo.
O livro de Agostinho tem dominado as mentes, desde que foi escrito, e tem influenciado também os protestantes, que aderiram à teologia da substituição, acreditando que a igreja substituiu Israel no plano divino e, portanto, os judeus caíram definitivamente da graça de Deus, por terem rejeitado o seu Messias.
Agostinho criou a falsa teologia de que a Igreja de Roma é a substituta literal e por direito de Israel e que todas as promessas feitas por Deus ao Seu povo passaram a valer somente para o ‘Israel de Deus’, isto é, a Igreja de Roma [segundo a interpretação dele].
A partir dessa doutrina, Roma tomou o lugar de Jerusalém, autodenominando-se ‘Cidade Santa’ e os papas tomaram o lugar do Espírito Santo, proclamando- se ‘Vigários de Cristo’.
Os estragos da Teologia da Substituição têm sido enormes:
separou a Igreja de Israel e do povo judeu, trazendo ódio, divisão e separação; criou-se um campo minado para que mais tarde várias atrocidades fossem cometidas contra o povo judeu, como as Cruzadas, a Inquisição e o próprio holocausto; o judeu passou a ter repúdio a todo cristão, pois o via como aquele que lhe “roubou” o título de povo escolhido e, além de tudo, “o substituiu”; decorreram-se inúmeras doutrinas dos “pais da igreja”, acusando Israel de deicídio; isto é, o crime de ter matado o próprio Deus, na pessoa do Seu Filho, Jesus Cristo; propiciou que a intenção satânica de afastar a Igreja de Israel fosse uma aparente verdade, pois o inimigo sabe, pelas Escrituras, que o inferno não pode prevalecer contra a Igreja verdadeira de Jesus Cristo.
Para se ter idéia desta tragédia, até nos dias de hoje, esta Teologia é pregada em quase todos os seminários das igrejas evangélicas e em quase todas as centenas e centenas de denominações.
O Pr. Ron Riffe disse: “A partir de seus escritos, é aparente que muitos do primeiros pais da igreja, que adotaram a Teologia da Substituição, foram influenciados pela destruição de Jerusalém e do templo no ano 70. Formou-se uma opinião geralmente aceita entre eles que Israel nunca mais voltaria a existir como nação…. Martinho Lutero, o catalisador que esteve por trás da Reforma Protestante, tinha a mesma opinião e era claramente anti-semita em algumas de suas opiniões. É triste dizer, mas essa mentalidade foi passada adiante para outros na igreja por meio dos ensinos deles”.
Dave Hunt, por sua vez, declara: “… Jeremias declara que Israel jamais deixará “de ser uma nação” (Jeremias 31.35-37).
Paulo, em apenas um sermão, refere-se três vezes a Israel como uma entidade ininterrupta (Atos 13:17, 23, 24)… Ignorando isso, a “teologia da substituição” é uma das várias doutrinas católicas romanas adotadas por Lutero, Calvino e outros grandes reformadores, sendo aceita por muitos como teologia da Reforma”.
No livro de Atos, Israel e a Igreja existem simultaneamente; o termo Israel é mencionado 20 vezes e o termo igreja, 19 vezes. Em Atos 14:2, vemos a existência, concomitante, de Judeus incrédulos, irmãos (JUDEUS E GENTIOS convertidos = igreja) e gentios: “Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos gentios”.
Em 1Co 10:32, vemos a existência, concomitante, de judeus (ISRAEL), gregos (GENTIOS) e igreja (JUDEUS E GENTIOS convertidos): “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos [ GENTIOS] , nem à igreja de Deus”.
Paulo nos esclarece: “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas” (Rm 9:6). Ele deixa claro que há judeus não convertidos a Jesus Cristo (o Israel segundo a carne): “Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar?” (1Co 10:18).
E há os judeus que se convertem, pela fé em Jesus Cristo (o Israel de Deus), tornando-se membros da igreja, do Corpo de Cristo:
“Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus” (Gl 6:16-17).
Este “Israel de Deus” são os “ramos naturais” que serão enxertados em sua própria “oliveira” (que é Israel).
Como vimos, Gl 6:16 trata do “Israel de Deus” (judeus convertidos a Jesus Cristo) e 1Co 10:18 trata do “Israel segundo a carne” (judeus incrédulos)!
Portanto, a igreja NÃO é o “Israel de Deus”, ou o “Israel Espiritual” como muitos pastores, equivocadamente, pregam por aí…
Antes da cruz, o mundo se dividia em 2 classes (judeus e gentios); depois da cruz, se divide em 3 classes (judeus, gentios e cristãos=judeus e gentios convertidos)!
Quanto aos gentios que nascem de novo, pela fé em Jesus Cristo, eles também são considerados (espiritualmente) “filhos de Abraão” e também são“… geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido…” (Gl 3:6-9; 1Pe 2:9-10). Mas, isto não os torna judeus ou ISRAEL!
Postado por Pr. Rubens Bastos
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RELACIONAMENTO FAMILIAR
O OBREIRO E O RELACIONAMENTO FAMILIAR
Ef 5:22-23 Ef 6:1-4 I Pe 3:1-7 I Cor 7:3-5 I Cor 7:33-34
INTRODUÇÃO: De conformidade com a palavra de Deus, o obreiro deve ter
um bom, correto e eficaz relacionamento em três áreas na seguinte ordem:
1. Espiritual Mc 12:30 Mat 22:36-38;
2. Familiar I Tm 3:4-5 I Tm 3:2 I Tm 3:11-12;
3. Ministerial II Tm 2:15 I Cor 4:1 II Tm 3:5.
A família instituída por Yahweh nos primórdios da civilização humana como
núcleo principal da sociedade organizada, foi estabelecida tendo por base
princípios e valores espirituais, morais e sociais. Assim sendo, fica claro que a
família faz parte dos planos e propósitos de Yahweh, e ele deseja que marido,
esposa e filhos vivam em harmonia, tenham paz, amem-se mutuamente, sejam
prósperos, tenham alegria, desfrutem de proteção, comunhão com Deus e sejam
realizados e felizes.
Por outro lado, entendemos que construir nos dias atuais um
relacionamento familiar, harmonioso e equilibrado é uma tarefa grandiosa e
difícil, porém, com a ajuda do Senhor, submissão a palavra de Yahweh, e marido,
esposa e filhos fazendo cada um a sua parte, tal objetivo é possível de ser
alcançado.
I. FATORES INDISPENSÁVEIS PARA O PLENO SUCESSO NO
RELACIONAMENTO FAMILIAR
1. Amor sacrificial e romântico entre os cônjuges Ef 5:25 Ef 5:28-29
Ct 8:7 Pv 10:12 Ec 9:9 Ct 1:2 Ct 4:10-12 Pv 5:18-19;
2. Fidelidade mútua
A infidelidade no relacionamento traz conseqüências terríveis para o
obreiro e a família. Exemplos: Davi II Sm 11:4,27 Pv 5:3-5 Pv 5:20-
21 Pv 6:27-29 Ml 2:14-15;
3. Domínio sobre as obras da carne Gl 5:19-21 I Jo 2:15-17;
4. Observar e praticar o principio bíblico da submissão Ef 5:22-24 I Pe
3:1-2 Cl 3:18
O que é necessário entender sobre submissão:
a) Submissão está relacionado ao principio de autoridade que Yahweh
estabeleceu;
b) O propósito da autoridade é estabelecer ordem e harmonia ao
relacionamento familiar e social;
c) O principio bíblico, estabelece que toda autoridade deve ser
reconhecida;
d) A submissão é reconhecimento de autoridade estabelecida;
e) A submissão não rebaixa a mulher, mas a protege. A mulher está
coberta e protegida sob a autoridade do marido I Cor 11:3;
f) A mulher deve ser submissa como convém no Senhor Cl 3:18;
g) A mulher não peca quando desobedece ao marido, em exigência
ou ordem contrária à vontade de Deus, devidamente estabelecida
nas escrituras At 4:19
5. Liderança inteligente e humilde do marido
a) No governo e administração do lar Pv 31:27
O esposo é o líder da família e a esposa é auxiliadora, Gn 2:18; 1
Cor 11:11. Uma das responsabilidades da mulher casada é cuidar
do seu lar com bom gosto e asseio, tornando o mesmo em um
lugar alegre e aconchegante. É importante ainda estar consciente
de que é necessário:
a) Viver dentro das condições financeira da família;
b) Atividades devem ser realizadas em pleno acordo;
c) Participação dos conjugues e solidariedades na solução dos
problemas;
d) Percepção das necessidades espirituais e matérias da família,
e ambos contribuir positivamente em favor da prole.
b) Na criação e educação dos filhos Pv 22:6 Ef 6:1-4;
A bíblia esta cheia de conselhos sobre a educação dos filhos. A
mulher (mãe), tem um papel importantíssimo na instrução e
educação dos filhos, na formação do seu caráter, hábitos e estilo de
vida, deixando marcas que jamais serão esquecidas.
Há três (03) elementos essenciais no relacionamento com os filhos a
serem observados:
1. Instrução (O que você ensina e diz);
O pai nunca deve omitir-se, deixando a tarefa de ensinar
apenas com a mãe Pv 1:8
2. Influência (o que você faz);
3. Imagem (O que você é).
O Obreiro como pai de família deve orientar os filhos, com base na
palavra de Yahweh (no devido tempo Ec 3:1), sobre comunhão com Yahweh,
responsabilidades, relacionamentos, namoro, sexo, tentações,
amizades, mídia, estudos etc. Dt 6:6-9
Os filhos precisam sentir-se seguros, protegidos, corretamente
orientados, amados e felizes. A família dentro do plano de Yahweh é o
paraíso dos filhos, o mundo da mãe e o reino do pai.
c) Na vida social da família
Para a mulher Nazarena é importante e salutar a sua interação na vida
social da família. Participar de momentos de lazer recreação e
distração juntos, é sempre agradável e proveitoso para todo grupo
familiar.
II. CAUSAS DO FRACASSO E CRISES NO RELACIONAMENTO
FAMILIAR
1. Ataques e tentação do diabo Gn 3:1-6 Jó 1:1-22 Mat 2:13-16 I Pe 5:8-9
A família sempre foi alvo dos maiores ataques da satanás;
2. Incompatibilidade, entre os cônjuges, gerando conflitos e
descontentamento mútuo (jugo desigual) II Cor 6:14-15 Am 3:3 Dt
22:10 Pv 15:1 Pv 15:17-1 Pv 17:1;
3. Desinteresse pelo relacionamento intimo, ocasionado por excesso de
trabalho, desleixo com a aparência ou falta de asseio do cônjuge I Cro
7:3-5 Ec 4:6.
Marido e mulher tem necessidades sexuais e emocionais que devem ser
satisfeitas no casamento I Cor 7:3,5.
O sexo influência a nossa personalidade, satisfaz o nosso ego (feminino
e masculino), melhora a nossa disposição para o trabalho, reduz as
tenções no lar, proporciona uma emocionante experiência de vida, e o
mundo fica melhor.
4. Vulnerabilidade sentimental Jr 17:9 Sl 55:22 Fl 4:7
Todo Yahwista Nazareno, e especialmente os obreiros, deve buscar em Yahweh o
livramento de sentimentos súbitos, “inesperados e surpreendentes”
produto de alguma carência afetiva.
5. Dificuldade ou falta de comunicação (mantenha o diálogo no lar);
6. Não valorizar o companheirismo e o compartilhamento Ec 4:9-12
Não aja como se fosse solteiro (a);
7. Brincar com o pecado Ez 18:31 Jó 11:14
Livre-se do pecado antes que seja tarde demais.
Pr. João da Cruz Gomes Feitosa
Pastor
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João. 1.2,3 Jo. 1.2,3 trazem informações que não podem passar desapercebidas.
João. 1.2,3 Jo. 1.2,3 trazem informações que não podem passar desapercebidas.
Postado por Valdomiro
mai 3
Jo. 1.2,3 trazem informações que não podem passar desapercebidas, pois ao dizerem que “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”, leva alguém a refletir: “… se todas as coisas foram feitas por meio do Verbo, não existe nada que não tenha sido feito por Ele. Logo, Ele não pode ter sido feito, do contrário existiria alguma coisa que não foi feita por meio d’Ele (Ele mesmo)”, esse tipo de raciocínio levanta, no entanto, por não considerar a forma de expressão dos escritores sagrados, algumas dificuldades para quem pensa assim, envolvendo o Espírito Santo. Ao observarmos o argumento proposto, considerando o conjunto das Escrituras, temos, por exemplo, versículos como Lc. 10.22 que diz: “… e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Ora, pelo princípio da exclusão completa e absoluta, então, decorre que o Espírito Santo está de fora do conhecimento de quem é Deus, pois se somente o Filho conhece o Pai, e o Pai, o Filho; então, o Espírito não conhece nenhum dos dois, mas isso é algo que sabemos não ser plausível afirmar, não por causa do versículo em si, pois, de fato, nos baseando apenas nesse verso, isoladamente, que é o que fazem com os versos 2 e 3 de João 1, essa conclusão seria inevitável e, na realidade, até que poderia ser assim mesmo, mas, justamente por causa de outros versículos das Escrituras, que complementam e esclarecem aquela passagem, essa exclusão não é plausível, e a prova disto encontramos em I Co 2.11 “ Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.” Além disso precisamos refletir ainda acerca do Espírito Santo considerando o “argumento da exclusão”, pois se João 1.1-3 fala do Logos numa pretendida condição de existencialidade eterna e todo o restante sendo criado por Ele, então, pelo princípio da exclusão completa, defendida pelos trinitários, o Espírito Santo passa a fazer parte das coisas abrangidas pela expressão “todas as coisas foram feitas por intermédio dele”, tendo sido “criado” pelo Verbo em algum tempo na eternidade. Assim, mesmo que se reivindique a ideia de procedência relativamente ao Espírito isto não resolveria o requerimento proposto, que aliás, diz J. N. D. Kelly “Agostinho sempre encontrou dificuldade para explicar… em que difere [o Espírito] da geração do Filho”. Temos ainda Hb. 1.6 “E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” Ora, se são absolutamente todos, então o chamado Anjo do Senhor também deve reverenciar Jesus; mas, ai surge um outro problema, pois os trinitarianos veem nesse Anjo o próprio Jesus, o que mais uma vez mostra a falibilidade da argumento da exclusão completa. Quanto lemos em Cl. 1.16 “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.”, então, seu Pai, o Deus invisível, também foi criado por ele? Já que ele criou todas as coisas que há nos céus, e nos céus é onde Deus habita? Certamente que a expressão “todas as coisas” é entendida não no sentido amplo e irrestrito. Ainda em Jo. 3.35 lemos: “O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos”, embora se diga “todas as coisas”, o Pai não está incluído, e esse dito no evangelho do João se prova na carta de Paulo em I Co. 15.27 “Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas”. Até mesmo que lemos “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”, claro está que a expressão “todos pecaram” exclui um, o Senhor Jesus Cristo, pois “em tudo foi tentado, mas sem pecado”. Logo se percebe que esse argumento, traz mais dificuldades para um trinitariano que soluções. Aqui não se pretende afirmar que o Filho foi o meio de sua auto-criação, pois fica provado que tais palavras não denotam uma expressão absoluta de totalidade das coisas existentes, pelo contrário, é de se notar pelos exemplos dados que Ele não está incluído na expressão “todos as coisas” por duas razões simples: 1) Por haver sido gerado, não criado, pelo Pai antes, e, 2) por ser o executor da ordem criativa do Pai. Assim, como não foi intenção do escritor sagrado afirmar que o Pai se auto-entregou ou se auto-submeteu ao Filho nas palavras “todas as coisas” (I Co. 15.27), quanto lhe submete tudo, assim também a criação de tudo pelo Filho no o exclui de uma origem. “Todas as coisas” lhe foram entregues menos uma, o próprio Pai; também quando se diz “todos os anjos” (Hb. 1.6) se excetua um, que é a teofania de Yahweh, o Anjo do Senhor. Quando se diz “todos pecaram” se exclui um: o Senhor Jesus. De igual modo quando se usa a expressão “Todas as coisas …” (Jo. 1.3), ao se fala da criação se excetua um, ele próprio, que foi gerado pelo Pai. E, se é forte aplicar a palavra criação, como objetivamente está escrito em Ap. 3.14 “princípio da criação de Deus” com relação ao Filho, não o é o termo geração (Hb. 1.5), no entanto ambas denotam irremediavelmente início. O artifício da teologia pós-apostólica da “geração eterna do Filho” não é ensinado na Bíblia nem de forma direta, nem de forma indireta.
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A LEI DE DEUS JÀ EXISTIA ANTES DA ALIANÇA COM ISRAEL
A LEI DE DEUS JÀ EXISTIA ANTES DA ALIANÇA COM ISRAEL
1. Em Salmos 119: 160, nos diz que as Leis de DEUS são eternas. E se são eternas sempre existiram.
2. Romanos 4:15; e 5:13 nos diz que onde não há lei não há pecado. Adão pecou, logo existia uma lei.
3. Gênesis 26:5 nos informa que Abraão conhecia as leis de Deus Yahweh.
4. Êxodo 16:28 nos informa que já existia a lei de Deus. Este episódio ocorreu um pouco antes da entrega da lei no Sinai.
5. Gênesis 39:9 nos informa que José, quando estava no Egito, tinha conhecimento da lei de Deus.
6. Em Isaias 43:27 nos informa que “teu primeiro pai pecou”, logo, se pecado é a transgressão da lei ( 1a. João 3:4), já havia uma lei.
A comprovação da existência de todos os Mandamentos, antes do Sinai:
1. Primeiro Mandamento: Examinemos o que Jacó pediu à sua família para que fizesse antes de partirem em sua viajem de retorno: “Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós…” Gen.35:2 . Com este pedido, Jacó demonstra que conhecia o primeiro mandamento da lei de Deus. Em outra passagem, Josué 24:2, podemos constatar que os antepassados de Abraão foram acusados de servirem a outros deuses, violando o primeiro mandamento, logo, concluímos que eles tinham conhecimento desse primeiro mandamento.
2. Segundo Mandamento: Em Gênesis 31:19 somos informados que Raquel furtou os ídolos da casa de seu pai, logo, Labão sogro de Jacó, tinha imagens que ele adorava. Se o segundo mandamento, que proíbe fazer e cultuar imagens, não fosse conhecido, então porque Jacó tomou essas mesmas imagens de Labão e as enterrou em Siquém? Gen. 35:1 a 4.
3. Terceiro Mandamento: De que acusa a Bíblia a Esaú? Em Heb. 12:16, nos informa que “Nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú.” O terceiro mandamento requer de nós que façamos distinção entre o santo e o profano porque não fez isso quando vendeu seu direito de primogenitura, que tinha que ver com sua relação para com Deus. Isto equivaleria a uma blasfêmia.
4. Quarto Mandamento: Conhecia Adão e toda a família humana o 4o. Mandamento antes de a lei ter sido escrita por Deus e dada a Moisés? “Assim os céus e a Terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, porque nele descansou de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda sua obra, que Deus criara e fizera.” Gen. 2:1 – 3. Uma vez que o sábado é um monumento da criação, deve ter sido celebrado no Jardim do Éden, e daí para o futuro. Portanto todos o conheciam. Outra pergunta que se pode fazer, pois os evangélicos assim o afirmam, é se o sábado foi feito para os Judeus. Jesus nos responde: “ E disse-lhes: o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” Marcos 2:27 Se é para o homem, não é para o Judeu… Ainda em Êxodo capitulo 16, nos mostra que o sábado era conhecido e observado antes da lei ser escrita, e que não havia se “perdido”: “então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá. E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis.” Êxodo 16:25-28. No verso 23, diz; “e lhes disse : isto é o que o Senhor disse: Amanhã é repouso, o santo sábado de Yahweh….”
Em Isaias 56:6-7 nos diz: “Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada de Casa de Oração para todos os povos.” Este verso nos mostra claramente que o sábado não é somente para os Judeus.
5. Quinto Mandamento: O incidente de Noé e seus filhos, nos fala do sexto mandamento. Gênesis 9:24 e 25 nos diz: “e despertou Noé de seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera, e disse: “Maldito seja Canaã; servo dos sevos seja aos seus irmãos”.
6. Sexto Mandamento: Gênesis 4:8 no diz: “…se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.” Nos versos que antecedem Deus dialoga com Caim : “ E o Senhor disse a Caim: Porque te iraste? E porque descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta” Este fato demonstra claramente que Caim sabia que não havia feito o que seria correto. Gen.4:6 e 7.
7. Sétimo Mandamento: José, filho de Jacó, aproximadamente 400 anos antes do Sinai, demonstra claramente ter conhecimento deste mandamento. Gênesis 39:7 a 9, nos diz: “E aconteceu depois destas coisas que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José, e disse: Deita-te comigo. Porem ele recusou e disse à mulher de seu senhor:… Tu és sua mulher; como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?”
8. Oitavo Mandamento: Jacó pecou ao apoderar-se, por fraude, dos direitos espirituais e temporais de seu irmão. Gênesis 27:35 e 36, nos informa: “ E ele disse: Veio o teu irmão com sutileza, e tomou a tua benção. Então disse ele: Não foi o seu nome justamente chamado Jacó, por isso que já duas vezes me enganou (ou suplantou)? A minha primogenitura me tomou, e eis que agora me tomou a minha benção.”
9. Nono Mandamento: Jacó engana seu pai idoso e cego, e usando de falsidade para com ele. Gênesis 27:19 a 24 nos diz: “E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito.” “E disse : Tu és meu filho Esaú mesmo? E ele disse : Eu sou.” Caso o nono mandamento, que proíbe todas as práticas enganosas não estivesse em vigor, então Jacó não poderia ter sido condenado por sua mentira.
10. Décimo Mandamento: A cobiça sempre precede o furto, adultério e outros pecados. Foi Eva culpada de pecado em desejar aquilo que não lhe pertencia? Veja o que esta escrito em Gênesis 3:6 : “E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e arvore desejável para dar entendimento, tomou de seu fruto, e comeu.
Desta forma, aos estudarmos a Bíblia, podemos perceber que os Dez Mandamentos já existiam antes do Sinai.
FONTE: Dario Roger Perli
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“ANOMIA”
“ANOMIA”
MATEUS 24: 11-14
V 11 DIZ: “E SURGIRÃO MUITOS FALSOS PROFETAS E ENGANARAM A MUITOS”
V 12 DIZ: “E POR SE MULTIPLICAR A VIOLAÇÃO E O DESPREZO PARA COM A TORAH – AS LEIS MORAIS De YAHWEH O ETERNO, O AMOR [para com a Lei de Yahweh – Salmo 119: 97 diz: “QUANTO AMO A TUA LEI!..”] DE MUITOS [os muitos que no versículo anterior Yehshua afirmou que serão enganados pelos falsos profetas] SE ESFRIARÁ.
NA TRADUÇÃO JUDAICA O V 12 DIZ: ‘POR CAUSA DO CRESCENTE DISTANCIAMENTO DA TORA’.
MAS O TERMO TRADUZIDO POR INIQUIDADE É: ‘ANOMIA’= ‘NOMOS’, QUE É: LEI, EM GREGO; E ‘ANOMIA’ É: DESPREZO E VIOLAÇÃO DA TORAH OU LEI.
AS TRADUÇÕES NORMAIS PARA MASCARAR E PARA MANTER A DOUTRINA FALSA DA ANULAÇÃO DA LEI, NÃO TRADUZEM ASSIM; COLOCA INIQUIDADE; DANDO A IMPRESSÃO PARA AS PESSOAS QUE É SIMPLESMENTE COMETER PECADOS, COMETER ERROS; MAS NÃO É; NÃO É ISSO QUE YAHSHUA E MATEUS ESTÃO DIZENDO! ELES ESTÃO SENDO MUITO CLAROS E MUITO PONTUAIS; ELES ESTÃO DIZENDO: O AMOR VAI SE ESFRIAR PORQUE AS PESSOAS NÃO CUMPREM A TORAH, ELAS DESOBEDECEM A TORAH.
E QUEM MUITA DAS VEZES LEVA AS PESSOAS A CAÍREM NESSE ERRO? OS FALSOS PROFETAS. MATEUS 7: 21-23 O TERMO AQUI TAMBÉM É ‘ANOMIA’= ‘NOMOS’ É: LEI EM GREGO; E ‘ANOMIA’ É: DESPREZO E VIOLAÇÃO DA TORAH OU LEI.
Yehshua NÃO ERA UM FALSO PROFETA, PORQUE ELE AO CONTRÁRIO DESTES FALSOS PROFETAS, GUARDAVA AS LEIS DE DEUS, AS CUMPRIA, E ENSINAVA AS PESSOAS QUE ELAS DEVERIAM ASSIM COMO ELE, GUARDAR AS LEIS DE DEUS E CUMPRI-LAS.
MATEUS 5: 17—18 ELE NÃO VEIO ANULAR A TORAH, MAS PLENIFICAR OU TORNÁ-LA PLENA. YAHSHUA VIVIA E PREGAVA A TORAH; E ELE NOS CHAMA PARA ANDARMOS EM SUAS PISADAS, TENDO ELE COMO NOSSO MAIOR MODELO!
OS FALSOS PROFETAS COM AJUDA DE TEXTOS MAL TRADUZIDOS, DE UMA TEOLOGIA EM PARTE CEGA, E POR MEIO DE UMA MÁ INTERPRETAÇÃO DOS TEXTOS BÍBLICOS, ENSINAM QUE A LEI É COISA PASSADA, VELHA, E QUE FOI ABOLIDA; CONTRARIANDO O QUE O PRÓPRIO MESSIAS AFIRMOU CLARAMENTE EM: MATEUS 5: 17-19
PORÉM, EM MATEUS 24: 13 YAHOSHUA DIZ: “MAS AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ O FIM, ESSE SERÁ SALVO”
SE PERSEVERARMOS EM GUARDAR A TORAH DO ETERNO – SUAS LEIS MORAIS, OBSERVANDO-AS, ESTAREMOS PRINCIPALMENTE SALVOS DE SERMOS ENGANADOS PELOS FALSOS PROFETAS E DO ESFRIAMENTO DO AMOR (QUE INFELIZMENTE JÁ TEM ALCANÇADO A MUITOS) PARA COM A TORAH DO ETERNO – AS LEIS MORAIS ESTABELECIDAS POR ELE PARA O NOSSO PRÓPRIO BEM!
ESSA É UMA DAS VERDADES QUE SEGUNDO Yehshua PRECISAM SER PREGADAS!
V 14 “E ESTE EVANGELHO [ESTA ANUNCIAÇÃO VERDADEIRA CITADA NO CONTEXTO] SERÁ PREGADO EM TODO O MUNDO, E ENTÃO VIRÁ O FIM”.
PAULO ANUNCIAVA O EVANGELHO DENTRO DA TORAH!
Postado por pastor thiago sanchez
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A Lei do Velho Testamento foi abolida?
A Lei do Velho Testamento foi abolida?
Muitas pessoas alegam que não precisamos cumprir mais nada da lei de Moisés, e que só devemos cumprir o que está no Novo Testamento, porque, segundo elas, Jesus aboliu a lei de Moisés. No entanto, eu vou mostrar neste artigo que não é bem isso o que a Bíblia diz.
Essas pessoas se apoiam principalmente nas seguintes passagens:
“Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz” (ACF; Efésios 2,11-15).
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados” (ACF; Colossenses 2,14-16).
No entanto, o que o apóstolo quis dizer nessas passagens é que Jesus aboliu somente para os não judeus a obrigação de cumprir toda a lei de Moisés, pois antes da morte de Jesus, os não judeus, que eram conhecidos como gentios ou estrangeiros, que queriam se converter a Deus tinham que se converter ao judaísmo e cumprir a lei de Moisés em sua totalidade, ou seja, tinham que cumprir a guarda do sábado, circuncisão, dias de festa, sacrifícios de animais, e tudo o mais que a lei mandava, como se vê em Isaías 56,3.6-7. Porém, desde a morte de Jesus, os não judeus convertidos não precisam mais cumprir esses mandamentos. Agora eles precisam cumprir apenas alguns mandamentos da lei de Moisés, incluindo logicamente os mandamentos morais dessa lei, como: não matar, não furtar, não cometer adultério etc.
Quanto aos judeus, eles ainda têm que cumprir toda a lei, portanto, ela não foi abolida. Uma prova disso é a passagem de Atos 21,18-25, na qual vemos claramente que o próprio apóstolo Paulo e os outros judeus que creram em Jesus continuaram cumprindo a Lei de Moisés, e mantiveram a decisão de que os não judeus convertidos tinham que cumprir apenas alguns mandamentos da lei. Além do mais, o próprio Jesus disse que não veio abolir a lei:
“Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus” (NVI; Mateus 5,17-19).
Há também aqueles que acreditam que a fé em Jesus é o único meio para nos salvar e que por isso não é certo dizer que também temos que fazer boas obras para ganharmos a salvação. Essas pessoas se baseiam em textos como Gálatas 2,16; 3,23-25; Efésios 2,8-9 e Romanos 3,28; 10,4. É lógico que em nenhuma dessas passagens o apóstolo Paulo quis dizer que para sermos salvos não precisamos mais cumprir as obras da lei de Deus e que agora basta termos fé em Jesus, pois se assim fosse, poderíamos matar, roubar, mentir e ainda assim seríamos salvos, desde que mantivéssemos a nossa fé em Jesus. O que ele quis dizer é que o que nos justifica não é a prática das obras da lei de Deus, pois nesse ponto sempre falhamos, assim nos tornamos injustos diante de Deus por desrespeitar a lei dele, mas o que nos justifica e nos salva é somente a fé em seu filho Jesus, o qual morreu inocente por nós, para pagar nossos pecados. Ele também quis dizer que Jesus é o fim do regime da lei, o qual não se baseava na fé em Jesus, mas sim na justificação apenas pela observância dos mandamentos.
No entanto, mesmo sendo justificados somente pela fé em Jesus, temos que nos esforçar para cumprir a lei de Deus, pois o próprio apóstolo Paulo disse que não podemos pecar só porque não estamos mais debaixo da lei de Moisés (Romanos 6,15). Além disso, Paulo também disse que Deus criou as boas obras para que andássemos nelas (Efésios 2,10). Ele mesmo orientou os primeiros cristãos a cumprir uma série de obras (as quais estão na lista de mandamentos que se encontra na primeira e principal postagem deste blog) e pediu para que eles reconhecessem que as coisas que ele escrevia eram mandamentos do Senhor (1 Coríntios 14,37).
Em Tiago 2,14-26 o apóstolo Tiago esclareceu que não adianta apenas termos fé, temos também que fazer boas obras. O próprio Jesus Cristo disse que nem todo aquele que tem fé nele irá para o céu, mas somente aquele que fizer a vontade do Pai dele:
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (NVI; Mateus 7,21).
Além de tudo isso, as seguintes passagens do Novo Testamento também deixam claro que devemos guardar os mandamentos de Deus:
“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados” (ACF; 1 João 5,3).
“Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (ACF; Apocalipse 14,12).
“Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas” (ACF; Apocalipse 22,14).
Para não deixar mais dúvida que realmente estamos sob o regime do Novo Testamento e não do Velho, mas que isso não significa que não temos que cumprir mais nada do Velho, formulei abaixo mais cinco argumentos.
Primeiro: os dois principais mandamentos que devemos cumprir pertencem à lei de Moisés, como vemos em Deuteronômio 6,5 e Levítico 19,18.
Segundo: os mandamentos de não matar, não furtar, não cometer adultério e muitos outros presentes no novo testamento pertencem à lei de Moisés e ainda devemos cumpri-los.
Terceiro: há muitos mandamentos na lei de Moisés que não estão no novo testamento, mas precisamos sem dúvida cumpri-los, como por exemplo, os seguintes:
Pelos mortos, não faça cortes em sua pele (Levítico 19,28).
Não aceite suborno (Êxodo 23,8).
Não consulte aqueles que têm espíritos guias (Levítico 19,31).
Não ponha tropeço diante de um cego (Levítico 19,14).
Quarto: o próprio apóstolo Paulo disse em 2 Timóteo 3,15-17 que as escrituras sagradas (o Velho Testamento) são uma fonte de ensinamento para nós.
Quinto: como já citei anteriormente, mas em poucos detalhes, a passagem de Atos 15,19-21 relata que os apóstolos possuídos pelo Espírito Santo de Deus decidiram que os homens não judeus convertidos ao cristianismo inicialmente cumprissem alguns mandamentos da lei de Moisés, porque Moisés tinha em cada cidade quem o pregava e ele era lido nas sinagogas a cada sábado. Essa passagem muito provavelmente quis dizer que, como Moisés tinha em cada cidade quem o pregava e ele era lido nas sinagogas a cada sábado, os não judeus convertidos poderiam aprender os outros mandamentos que eles precisariam cumprir, do Velho Testamento, ouvindo os pregadores de Moisés.
Enfim:
“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” (ACF; Eclesiastes 12,13).
http://www.ensinamentosdabiblia.com/2013/02/lei-velho-testamento-foi-abolida.html
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