Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. João 17:3

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A Fé sem Obras é Morta

A Fé sem Obras é Morta
01 jun
Basta ter fé e já estou salvo…não precisa de mais nada….Será??
“Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.”
(Tiago 2:14-17)
É por isso que Lutero, fundador do Protestantismo queria arrancar da Bíblia o Evangelho de São Tiago, a qual chamava “Carta de Palha”.
Por que dizem NÃO as Obras ?
Tudo para não Servir……………
Um exemplo claro disso é que a citação que fazem da carta de São Paulo aos Efésios continua afirmando o que segue:
“Por que somos obra Sua, criados em Jesus Cristo para boas obras, que Deus preparou para caminharmos nelas.”(Efésios, 2:10).
Ora, Deus nos criou para boas obras.
Porque então os sectários renegam a necessidade das obras, se Deus nos criou para elas ??? ???
Na verdade, somos salvos por Fé e obras, pois como disse São Tiago, em sua carta, “Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma” (Tiago, 2:17).
Nem Lutero pai dos protestantes conseguiu se livrar desta. Tanto que quis tirar a Epistola de São Tiago da Bíblia imcompleta dos protestantes, e a chamou de “carta de palha”.
A palavra heresia significa escolha, portanto herege é aquele que escolhe. Os sectários são hereges porque escolhem na Bíblia os trechos que aparentemente lhes dão razão e ignoram aqueles trechos que os contradizem.
FAZER A VONTADE DO PAI – Boas Obras
É importante colocar em PRÁTICA a Fé e os Ensinamentos Cristãos. Ter AÇÕES que justifiquem sermos chamados filhos de Deus.
Ou seja, devemos sim reconhecer que Deus é o Senhor, crer e anunciar a sua missão salvífica de Cristo, porém lembremos que os nossos gestos e atitudes são por si mesmo a maior demonstração de Jesus em nossas vidas e a maior evangelização que podemos trasnmitir.
Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres?. E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus! (Mt 7, 21ss)
Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; mas não foi.
Chegando-se, então, ao segundo, falou-lhe de igual modo; respondeu-lhe este: Não quero; mas depois, arrependendo-se, foi.
Qual dos dois fez a vontade do pai? (perguntou Jesus)
(Mt 21, 28-30)
…e consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, (Heb 10:24)
Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas. (Ef 2:10)
para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus, (Col 1:10)
Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra. (II Tim 3:16;17)
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (Mat 5:16)
tendo o vosso procedimento correto entre os gentios, para que naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, observando as vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. (I Ped 2:12)
Não seja inscrita como viúva nenhuma que tenha menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher de um só marido, aprovada com testemunho de boas obras, se criou filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os atribulados, se praticou toda sorte de boas obras. (I Tim 5:9;10)
Os pecados de alguns homens são manifestos antes de entrarem em juízo, enquanto os de outros descobrem-se depois. Da mesma forma também as boas obras são manifestas antecipadamente; e as que não o são não podem ficar ocultas. (I Tim 5:24;25)
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A Fé sem Obras é Morta

Tags: A TORÁ DE YHWH ACABOU OU É ETERNA?

A TORÁ DE YHWH ACABOU OU É ETERNA?

Por Tsadok Ben Derech
http://www.judaismonazareno.org/news/a-tora-de-yhwh-acabou-ou-e-eterna-/

Atualmente, muitos cristãos sinceros e honestos estão decepcionados com a devassidão espiritual que tomou conta do Cristianismo. Então, estes cristãos pensam que conseguirão reformar os pilares da fé mediante o “retorno à Igreja da época do Novo Testamento (século primeiro)”. Porém, tal pensamento contém dois graves erros, porquanto na época de Yeshua e de seus primeiros discípulos: 1) não existia Igreja; 2) não existia “Novo Testamento”.

Os crentes da “Igreja do Novo Testamento” reuniam-se em sinagogas e não na “Igreja” (Ma’assei Sh’lichim/Atos 15: 21; 13: 14 e 43; 17: 1, 10 e 17; 18: 4, 8 e 19; 19: 8 e Ya’akov/Tiago 2:2[1]). Este tópico é abordado com mais propriedade em outros artigos deste site. Por enquanto, cabe apenas se dizer que os tradutores da Bíblia usaram o vocábulo “Igreja” para institucionalizar uma nova religião denominada “Cristianismo”. Em verdade, Yeshua e todos os seus primeiros discípulos eram judeus e seguiam o Judaísmo, juntamente com gentios, todos frequentando sinagogas (Mt 1:23; 12:9; 13:54; Mc 1:21, 29; 3:1; 5:22, 35 e 36; Lc 4: 16, 33 e Jo 12: 42 e 18: 20). Yeshua não veio para fundar uma nova religião! Muito menos ordenou que fossem construídos prédios faraônicos denominados “Igrejas”!

Os primeiros talmidim (discípulos) de Yeshua não usavam a B’rit Chadashá (Aliança Renovada/“Novo Testamento”), uma vez que esta ainda não tinha sido escrita e compilada. Quando os discípulos se referiam às Escrituras, estavam falando sobre o Tanach (Primeiras Escrituras/“Antigo Testamento”), porque eram os únicos textos bíblicos que possuíam.

Quando Sha’ul (Paulo) escreveu para Timóteo que “toda Escritura é inspirada por Elohim e valiosa para ensinar a verdade, convencer do pecado, corrigir erros e treinar no viver correto; dessa forma, quem pertence a Elohim pode ser plenamente equipado para toda boa obra” (Timoteus Beit/2 Timóteo 3:16-17), Sha’ul estava se referindo ao Tanach (“Antigo Testamento”), pois eram as únicas Escrituras existentes na época.

Além disso, Sha’ul (Paulo) falou aos bereanos em Atos 17:11: “As pessoas dali eram de caráter mais nobre do que os de Tessalônica; eles receberam a mensagem com entusiasmo, examinando as Escrituras todos os dias para ver se o que Sha’ul dizia era verdade”. Sha’ul (Paulo) disse que os bereanos eram nobres porque eles não acreditaram em suas palavras em razão de sua própria autoridade. Os bereanos conferiram tudo o que Sha’ul ensinou para saber se tais ensinos estavam de acordo com as Escrituras. Vale recordar que os bereanos estavam conferindo se tudo estava de acordo com o Tanach (“Antigo Testamento”), já que eram as únicas Escrituras daquele tempo. Sha’ul disse que eles eram mais nobres porque somente aceitaram seu ensino em razão de este estar de acordo com o Tanach.

Isto significa que, sempre que estudarmos a B’rit Chadashá (Aliança Renovada/“Novo Testamento”), devemos fazer a seguinte pergunta: “Nós podemos chegar aqui a partir do que já existe lá?”, ou seja, do que já existe no Tanach. Se a pessoa acha que entendeu algo do “Novo Testamento” e este entendimento está contrariando o Tanach (“Antigo Testamento”), então, a verdade é que houve um mal-entendido, uma interpretação incorreta das Escrituras.

Enquanto estiver lendo este estudo, pedimos que você seja como um nobre bereano. Olhe para o Tanach (“Antigo Testamento”) e verifique se o que Sha’ul (Paulo) e os outros escritores do “Novo Testamento” estão ensinando pode ser encontrado lá nas Primeiras Escrituras. Ou seja, entenda o que a B’rit Chadashá (“Novo Testamento”) afirma à luz do que o Tanach ensina.

Há uma diferença entre o método de interpretação bíblica dos nazarenos e dos atuais cristãos. Os nazarenos, quando se deparam com uma lição de Yeshua, procuram associá-la imediatamente aos preceitos do Tanach, uma vez que acreditam que as Sagradas Escrituras constituem um todo harmônico. Em sentido oposto, ao lerem o “Novo Testamento”, os cristãos partem da errônea premissa de que este é suficiente por si próprio, reputando que o “Antigo Testamento” é um conjunto de livros velhos, desatualizados e de pouco valor. Então, os cristãos analisam o “Novo Testamento” de acordo com seus próprios valores ocidentais, divorciando o ensino de Yeshua com o inseparável Judaísmo latente em suas veias.

A seguir, iremos agir como os bereanos e checar todas as informações em conformidade com o Tanach (Primeiras Escrituras), partindo da ideia de que as lições do ETERNO não são consideradas velhas e obsoletas, mas constituem a imutável verdade que nos leva à exata compreensão dos ensinamentos do Mashiach.

Apregoa o Cristianismo que a “Lei foi abolida na cruz”; enquanto historicamente os netsarim (nazarenos) sempre creram que a Torá (“Lei”) vigora para todo o sempre. Quem está com a razão? Estudemos o tema.

A palavra “TORÁ” é comumente traduzida em nossas Bíblias por “Lei”. Porém, qual é o real significado do vocábulo “Lei”? A palavra hebraica TORÁ (תורה) significa orientação, instrução (STRONG 8451). TORÁ vem da raiz hebraica do verbo YARAH, que significa instruir. YARAH foi um termo antigo que se referia a acertar um alvo, e dá o sentido de “estabelecer os fundamentos, a base”.

A Torá é a orientação, tal como o caminho em linha reta de uma flecha para atingir o alvo. A Torá é nossa fundação e isto é importante para se entender o real significado da palavra hebraica “TORÁ”. Atualmente, muitas pessoas dizem que “a Lei (Torá) do ETERNO não é para hoje”, porém, ninguém ousaria dizer que “a orientação e a instrução do ETERNO estão desatualizadas”.

A presente lição é sobre a Torá, ou seja, sobre como Elohim deseja nos instruir, orientar. Versa sobre os fundamentos (a base) e sobre a definição de nós mesmos como flechas que devem acertar o alvo. Esta lição dará objetivo, direção, fundamentos e o alvo.

Comumente, usa-se também a palavra “Torá” para designar os cinco livros escritos por Moshé (Moisés), ou seja, os 5 (cinco) primeiros livros da Bíblia: 1) Bereshit (Gênesis), 2) Shemot (Êxodo); 3) Vayikrá (Levítico); 4) Bemidbar (Números) e 5) Devarim (Deuteronômio).

A palavra grega usada no lugar de TORÁ pela Septuaginta (antiga tradução grega do Tanach/“Antigo Testamento”) e no “Novo Testamento” grego foi “NOMOS”. Esta possui um paralelo com a Bíblia em Aramaico (a Peshitta) que usou o vocábulo “NAMOSA”, que vem da raiz semita “NIMMES”, que significa “civilizar”, bem como um paralelo com a moderna palavra hebraica “NIMOS” (ou “NIMUS”), que significa “ser polido” (educado, gentil).

Assim, no núcleo da Torá estão os preceitos fundamentais da civilização. Do ponto de vista do ETERNO, sem a Torá nós somos incivilizados.

Então, enquanto a palavra “Torá” significa “instrução”, referindo-se a tudo aquilo que o ETERNO ensinou nos 5 (cinco) primeiros livros da Bíblia, todos escritos por Moshé (Moisés), as versões em Língua Portuguesa terminam traduzindo “Torá” por “Lei”. Em verdade, a Torá é muito mais do que Lei de YHWH, pois se relaciona com sua eterna instrução, sabedoria e ensino, ou seja, com sua própria Palavra.

Nos cinco livros escritos por Moshé (Moisés), existem vários mandamentos prescritos pelo ETERNO e que, de acordo com o Judaísmo, perfazem o total de 613 [2]. Atribui-se a Moshé Ben Maimon[3] (Maimônides) a obra de sistematizar o catálogo de 613 mandamentos, dividindo-os em positivos (quando o ETERNO exige uma ação do homem) e negativos (quando se exige uma abstenção de algo). Dos 613, há 248 mandamentos positivos (“faça”/“obrigações”) e 365 negativos (“não faça”/“proibições”). Explicam os rabinos que os 248 mandamentos positivos se referem ao número de ossos ou órgãos importantes do corpo humano, como se cada osso ou membro dissesse ao homem: “cumpra um preceito comigo”; já os 365 mandamentos negativos dizem respeito ao número de dias do ano, como se cada dia falasse ao ser humano: “Não cometa uma transgressão hoje”.

Exemplificam-se alguns dos mandamentos positivos (obrigações) que se extraem da Torá: crer na existência de Elohim; temer a Elohim; saber que Ele é um; amar YHWH; santificar Seu nome; reprovar um pecador; estudar a Torá; descansar no shabat (sábado); deve o ladrão restituir o que roubou; tratar os litigantes igualmente diante da lei; fazer tsedaká (“caridade”); salvar a vida dos perseguidos; honrar os pais; amar ao próximo; amar o estrangeiro; etc.

Eis exemplos de mandamentos negativos (proibições): não crer em falsos deuses; não fazer imagens de ídolos para adoração; não curvar-se diante de um ídolo; não adorar a ídolos; não praticar feitiçaria; não estudar práticas idólatras; não beneficiar-se de ornamentos que ornaram um ídolo; não praticar adivinhação; não praticar bruxaria; não consultar os astros; não profetizar falsamente; não consultar os mortos; não casar-se com heréticos; não blasfemar contra o nome de YHWH; não comer um animal impuro; não comer sangue; não praticar o homossexualismo; não oprimir um empregado atrasando o pagamento de seu salário; etc.

Os 613 mandamentos (mitsvot) da Torá são classificados em três categorias:

1) MISHPATIM (juízos, julgamentos, acórdãos) – Strong 4941. Os MISHPATIM são os mandamentos éticos e morais e apontam fundamentalmente para o que está certo e o que está errado.

2) EDYOT (testemunhos) – Strong 5715. EDYOT são mandamentos que dão testemunho de YHWH. Ex: shabat, as festas do ETERNO, a mezuzah, a tsitsit etc.

3) CHOKIM (estatutos, decretos) – Strong 2706. Os CHOKIM são mandamentos que aparentemente não possuem razão de existir. Ex: o mandamento de não misturar lã com linho, não acender fogo no shabat etc.

Já vimos que, quando estudarmos a B’rit Chadashá (Aliança Renovada/“Novo Testamento”), deveremos nos perguntar se seus ensinos possuem por base o Tanach (Primeiras Escrituras). Se houver alguma contradição entre ambos, então, existirá algum erro de interpretação.

Muitas pessoas não entendem as lições da B’rit Chadashá porque acreditam erroneamente que a Torá foi abolida. Vamos ser como os bereanos e olhar para o Tanach a fim de verificar se isto é realmente verdade (Atos 17: 11).

Sha’ul (Paulo) afirmou que a Escritura é “valiosa para ensinar a verdade, convencer do pecado, corrigir erros e treinar no viver correto” (2 Tm 3:16). Esta Escritura mencionada por Sha’ul é o Tanach, tendo em vista que, quando escreveu a Timóteo, ainda não existia o conjunto de livros hoje conhecidos como “Novo Testamento”. Assim, se seguirmos o conselho de Sha’ul (Paulo), deveremos estudar o Tanach, pois é Escritura “valiosa para ensinar a verdade” (2 Tm 3:16).

O que o Tanach prescreve? Diz o Tanach que a Torá é para todas as gerações e para sempre? Ou será que diz que um dia a Torá seria abolida?

Se está correto o ensino cristão de que a Torá foi extinta, então, devemos procurar onde este ensino está escrito no Tanach (Primeiras Escrituras/“Antigo Testamento”). Tal como os nobres bereanos, devemos investigar para sabermos se estas coisas que foram ensinadas possuem respaldo no Tanach. Em contrapartida, se a Torá não foi abolida, ou seja, se existe por todas as gerações e para sempre, então, devemos ser capazes de encontrar tal informação no Tanach.

Se “a Escritura (Tanach) é valiosa para ensinar a verdade” (2 Tm 3:16), vamos buscar a verdade a partir do próprio Tanach, aqui e agora.

Após entregar a Torá a Moshé (Moisés) no Monte Sinai, o ETERNO ordenou que seu povo deveria guardar a Torá para sempre:

“YHWH ordenou que guardássemos todas essas leis, o temor a YHWH, nosso Elohim, sempre para o nosso bem, para que ele nos guardasse com vida, como nos encontramos hoje. A obediência cuidadosa de todas essas mitsvot [mandamentos] diante de YHWH, nosso Elohim, como ele nos ordenou a fazer, será a nossa justiça.”

(Devarim/Deuteronômio 6:24-25).

Foi desejo do ETERNO que seu povo obedecesse à Torá para sempre:

“Oh, como eu queria que o coração deles permanecesse desse jeito para sempre, que eles me temessem e obedecessem a todas as minhas mitsvot [mandamentos], para que tudo corresse bem para eles, bem como para os seus filhos, para sempre”

(Devarim/Deuteronômio 5:26, ou verso 29 nas traduções cristãs).

Enquanto o ser humano viver, deve obedecer à Torá, como afirmou o ETERNO:

“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e juízos que mandou YHWH teu Elohim se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas a possuir; para que temas a YHWH teu Elohim, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados.”

(Devarim/Deuteronômio 6:1-2).

Da mesma maneira, escreveu o Salmista que a Palavra do ETERNO duraria para sempre (Sl 119: 160). Ora, quando foi escrito o referido Salmo, não havia “Novo Testamento”, então, deduz-se facilmente que a Palavra do ETERNO se refere às Escrituras do Tanach (“Antigo Testamento”). Eis o Salmo 119: 160:

“A principal coisa sobre tua palavra é que ela é a verdade; e todos os seus justos mandamentos duram para sempre”.

No mesmo Salmo, consta dos versos 97 e 98:

“Como amo tua Torá! Medito nela todo o dia. Sou mais sábio que meus inimigos, Porque tuas mitsvot [mandamentos] são minhas para sempre”.

Ainda no Salmo 119, confira-se o verso 44:

“Guardarei tua Torá para sempre, para todo o sempre”.

Além disso, o Tanach afirma que nada da Torá poderia ser mudado ou retirado:

“A fim de obedecer às mitsvot [mandamentos] de YHWH, o seu Elohim, que estou dando a vocês, não acrescentem nada ao que digo, e nada subtraiam delas.”

(Devarim/Deuteronômio: 4: 2).

“Cuidem de fazer tudo que ordeno a vocês. Não acrescentem nada nem retirem nada.”

(Devarim/Deuteronômio 13:1, sendo que nas traduções cristãs o capítulo é o 12:32).

Existem muitas passagens em que o ETERNO estabelece estatutos para todas as gerações e para todo o sempre (Ex: 27:21; Ex: 28:43; Ex: 29:28; Ex: 30:21; Ex: 31:17; Lv: 6:18, 22; 7:34, 36; 10:9, 15; 17:7; 23:14, 21, 41; 24:3; Nm: 10:8; 15:15; 18:8, 11, 19, 23; 19:10 e Dt: 5:29)[4].

Se somos “nobres bereanos”, encontraremos passagens do Tanach afirmando que a Torá não seria abolida, mas duraria por todas as gerações e para sempre.

Este ensinamento foi repetido pelo Mashiach (Messias):

“Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir. Sim, é verdade! Digo a vocês: até que os céus e a terra passem, nem mesmo um yud ou um traço da Torá passará – não até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido. Portanto, quem desobedecer à ‘menor’ dessas mitsvot [mandamentos] e ensinar outras pessoas a agirem da mesma forma será chamado menor no Reino dos Céus.”

(Mt 5:17-19, vide também Lc 16:17).

Esclareceu Sha’ul (Paulo):

“Segue-se então que abolimos a Torá por meio dessa fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Torá”

(Rm 3:31).

Apesar de David ter sido salvo pela fé (Rm 4:5-8), ele amou a Torá e tinha prazer em cumpri-la (Sl 119: 97, 113 e 163):

“Oh! quanto amo a tua Torá! É a minha meditação em todo o dia”.

“Odeio os pensamentos vãos, mas amo a tua Torá”.

“Abomino e odeio a mentira; mas amo a tua Torá”.

Sha’ul (Paulo) também tinha prazer na Torá e a chama de “santa, justa e boa”:

“Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Torá de Elohim.”

(Rm 7:22).

“E assim a Torá é santa, e o mandamento santo, justo e bom.”

(Rm 7:12).

Não existe nada de errado com a Torá que faça com que o ETERNO queira aboli-la ou destruí-la, pois tanto o Tanach (“AT”) quanto a B’rit Chadashá (“NT”) afirmam expressamente que a Torá é perfeita:

“A Torá de YHWH é perfeita, e refrigera a alma…”

(Tehilim/Salmos 19:8; versões cristãs: Sl 19:7).

“Aquele, porém, que atenta bem para a Torá perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.”

(Ya’akov/Tiago 1:25).

Ora, algo que é perfeito nunca se tornará melhor do que já é. Logo, se a Torá é perfeita, conclui-se facilmente que seus mandamentos (mitsvot) são eternos e duram para sempre!

Yeshua HaMashiach não trouxe uma “Nova Torá” (Mt 5:17), mas ensinou como o homem realmente deveria interpretar e guardar a Torá dada pelo ETERNO, excluindo todos os mandamentos criados por homens legalistas e não por ELOHIM. Por tal razão, a B’rit Chadashá (“NT”) chama a Torá de “Torá do Messias” (Gl 6:2), ou seja, a Torá verdadeira, que nada tem a ver com a Torá ensinada por falsos mestres -estes existem até hoje, e são especialistas em distorcer a Palavra do ETERNO, apesar de nunca admitirem que isto fazem.

Outro ensinamento popular na igreja cristã afirma que o ETERNO só deu a Torá a Israel para provar que eles não conseguiriam cumpri-la. Por exemplo, um livro cristão leciona:

“… Israel, na cegueira, orgulho e autojustiça, pediu a lei. E Deus lhe concedeu o seu pedido, para mostrar-lhes que eles não podiam guardar a sua lei …”

(God’s Plan of the Ages; Louis T. Tallbot; 1970; página 66).

Agora, vamos pensar no texto acima por um momento. Elohim deu a Torá para Yisra’el (Israel). O ETERNO disse que colocaria maldições sobre Yisra’el caso o povo falhasse em cumprir a Torá (Lv 26 e Dt 28 e 29). Elohim mandou profetas para advertir Yisra’el da destruição pendente em razão da contínua incapacidade de guardar a Torá. Finalmente, permite o ETERNO que os babilônios invadam Jerusalém e os judeus sejam levados ao cativeiro, porque eles falharam no cumprimento da Torá. Então, Ele diz: “Ah, eu estava brincando. Eu dei a Torá e mandei que vocês a cumprissem para provar que vocês não iriam conseguir. Agora estou castigando vocês”. Que tipo de ELOHIM faria isso? É óbvio que o ETERNO não daria mandamentos com o intuito de castigar o homem pela desobediência. Não! O ETERNO é bom e estabeleceu mandamentos com o desiderato de que o homem os obedecesse. Como nobres bereanos, nós podemos simplesmente olhar para o Tanach para verificar se o popular ensino cristão é verdadeiro.

Vejamos o que o Tanach diz sobre este assunto:

“Pois esta mitsvá [mandamento] que hoje entrego a vocês não é muito difícil, não está fora do seu alcance. Ela não está no céu, para que vocês precisem perguntar: ‘Quem subirá ao céu por nós, a trará até nós e nos fará ouvi-la, para que lhe possamos obedecer?’. Da mesma forma, ela não está no além-mar, para que vocês precisem perguntar: ‘Quem atravessará o mar por nós, a trará até nós e nos fará ouvi-la, para que lhe possamos obedecer? ’. Ao contrário, a palavra está bem perto de vocês – em sua boca e em seu coração; portanto, vocês podem praticá-la!’”

(Devarim/Deuteronômio 30:11-14).

Como se observa facilmente no texto acima, o próprio ETERNO afirma que a Torá pode e deve ser cumprida, o que não é considerado muito difícil e nem está fora do alcance do ser humano.

O fato de que a Torá possa ser cumprida e praticada está confirmado também na B’rit Chadashá (“Novo Testamento”), pois esta afiança que Yeshua “foi tentado em todas as áreas, como nós, com a diferença de que nunca pecou” (Hb 4:15), ou seja, Yeshua conseguiu observar a Torá, mesmo sendo tentado. Apesar de sermos imperfeitos, nós devemos nos esforçar para guardar o máximo possível da Torá, lembrando-se que podemos derrotar a tentação, pois “Elohim não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar” (1 Co 10:13). Em outras palavras, ainda que pequemos, já que somos falíveis, isto não nos impede de tentar viver em obediência aos mandamentos do ETERNO.

Destarte, conclui-se que a Torá de YHWH permanece válida, e seus mandamentos devem ser obedecidos. Aliás, ensinou Yeshua que aqueles que o amam iriam guardar os mandamentos (Yochanan/João 14:15).

[1] Na tradução para o português feita pelo Padre João Ferreira de Almeida, este omitiu a palavra “sinagoga” em Tg 2:2. Creio que o objetivo desta omissão se deve ao fato de que a Igreja Cristã deseja ocultar a verdade: os primeiros discípulos de Yeshua se reuniam em sinagogas e não em Igrejas.
[2] Alguns estudiosos perceberam que existem mais do que 613 mandamentos na Torá. Logo, pode-se dizer que os 613 mandamentos reconhecidos pelo Judaísmo consistem em um rol exemplificativo, e não taxativo.
[3] Viveu aproximadamente entre os anos 1135 a 1204 d.C.
[4] O que muitas pessoas confundem é que existem certas regras na Torá que são verdadeiras “leis temporárias e circunstanciais”, ou seja, foram estabelecidas para vigorarem durante certo período de tempo e em determinadas circunstâncias. Exemplos de regras temporárias: 1) Quando a mulher estava em período menstrual, ninguém poderia tocar nela ou em sua cama (Lv 15:23). Esta norma foi estabelecida para fins higiênicos, evitando-se a contaminação por doenças transmissíveis pelo sangue, já que não havia absorvente íntimo e água em abundância. 2) As regras sobre compra de escravos não se aplicam mais (Lv 25:44), uma vez que hoje não existe escravidão, fruto da maldade humana. Esta nunca foi a vontade do ETERNO, que chegou a criar normas para benefício dos escravos estrangeiros, dizendo que os senhores deveriam amá-los como a si próprios (Lv 19:34). Não obstante a existência de algumas leis temporárias, os mandamentos éticos e morais da Torá são eternos.

Yeshua veio para confirmar a Torá
YESHUA VEIO PARA CONFIRMAR A TORÁ

Por Tsadok Ben Derech

Uma das maiores declarações do Mashiach no sentido de que a Torá permanece em vigor reside no livro de Matityahu/Mateus, no qual disse Yeshua:

“17. Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir.

18. Sim, é verdade! Digo a vocês: até que os céus e a terra passem, nem mesmo um yud ou um traço da Torá passará – não até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido. 19. Portanto, quem desobedecer à ‘menor’ dessas mitsvot [mandamentos] e ensinar outras pessoas a agirem da mesma forma será chamado menor no Reino dos Céus.”

(Mt 5:17-19).

No verso 17, Yeshua assevera que não veio para abolir a Torá, mas para cumpri-la. Muitas pessoas não entendem que neste texto o Mashiach estava se valendo de expressões idiomáticas de seu tempo. No primeiro século, quando alguém ensinava a Torá incorretamente, dizia-se que esta pessoa estava “abolindo” a Torá. De fato, se cidadão distorcer a Palavra do ETERNO a tal ponto de transformá-la em “outra palavra”, isto equivale à invalidação da primeira. Isto é um fenômeno que ocorre até mesmo nos dias de hoje, pois há líderes religiosos que ensinam erroneamente que a Bíblia autoriza o homossexualismo, razão pela qual esta lição antibíblica termina por invalidar, na prática, o preceito que veda as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo (Vayikrá/Levítico 18:22 e 20:13). Em suma, em Matityahu/Mateus 5:17, “abolir” significa ensinar contrariamente à Torá, invalidando-a. Por outro lado, “cumprir” tem o sentido rabínico de instruir alguém corretamente conforme a Torá.

A explicação ora bosquejada conta com o apoio do rabino James Trimm:

“Para começar, deve-se saber que essa referência a ‘cumprir’ a Torá versus ‘destruir’ a Torá é realmente uma utilização comum de uma expressão hebraica usada ainda hoje por rabinos nas yeshivas [escolas rabínicas]. ‘Cumprir’ a Torá é uma expressão que significa ‘ensinar o significado da Torá e observá-lo corretamente’, este é o verdadeiro significado para se cumprir. Enquanto ‘destruir’ a Torá é uma expressão que significa ‘ensinar de forma incorreta o significado da Torá e/ou violar a Torá’. Isto é destruir o verdadeiro significado da Torá. Ainda hoje nas yeshivas e nos Beit Midrashes, os rabinos entram em debates acalorados um com o outro, batendo um punho na mesa e declarando ‘você destruiu a Torá’, ou elogiando outro rabino dizendo: ‘você cumpriu a Torá’. Vale ressaltar que nos próximos versículos Yeshua pesa sobre as controvérsias sobre a interpretação de vários mandamentos da Torá e nos dá o seu significado verdadeiro e correto, então, o uso de Yeshua do termo ‘cumprir a Lei’ versus ‘destruir’ a Lei é totalmente de acordo com o normal uso idiomático da língua hebraica para esses termos.”

(What do you Mean…Yeshua “Fulfilled the Law”? (Mt. 5:17))

Infere-se daí que as palavras de Yeshua podem assim ser interpretadas: “Não vim para abolir…” equivale a “não vim ensinar incorretamente a Torá”. E a expressão “mas para cumprir” tem o sentido de lecionar a Torá da forma adequada.

Eis uma tradução interpretativa da mensagem do Mashiach em Mt 5:17: “Não pensem que eu vim distorcer a Torá e os Profetas. Eu não vim para distorcê-los, mas para ensiná-los do modo correto”.

Nas boas novas (evangelho) de Matityahu/Mateus em hebraico, o verbo que aparece e geralmente é traduzido como “cumprir” é מלא (male). Este possui plurivalência semântica: confirmar, encher, realizar, executar e completar. Algo interessante no hebraico é que uma palavra possui vários sentidos e o locutor pode querer transmitir todos ao mesmo tempo, ou seja, não existe um sentido certo e outro errado, todos são admissíveis simultaneamente. Então, pode-se retraduzir Matityahu/Mateus 5:17 com várias nuances:

a) “Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim para abolir, mas para confirmar (למלא)”. Yeshua confirmou a Torá, ratificando-a. Logo, é totalmente inconsistente o ensino cristão de que a Torá foi extinta;

b) “Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim para abolir, mas para encher (למלא)”. Yeshua veio para encher o mundo da Torá, ou seja, propagá-la o máximo possível;

c) “Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim para abolir, mas para realizar/executar (למלא)”. Yeshua realizou (=concretizou) a Torá em todas as suas ações, visto que nunca pecou;

d) “Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim para abolir, mas para completar (למלא)”. Yeshua ensinou a Torá de uma forma muito mais profunda do que qualquer mestre, acrescentando (=completando) explicações em nível de maior elevação espiritual. Dizendo de outro modo, o Mashiach tornou a Torá plena em nossos corações.

Todos os sentidos e interpretações citadas acima são admissíveis, e são claras no sentido de que o Mashiach nunca aboliu a Torá!

Já no verso 18 de Matityahu/Mateus 5, o Mashiach assevera que nem mesmo um yud seria tirado da Torá. Yud é a menor letra do alfabeto hebraico, assim se escrevendo: י. Conseguiu enxergar caro leitor? Apesar de ser bem pequenino o yud, Yeshua garantiu que nem mesmo esta letra poderia ser subtraída da Torá. Se nem o que é minúsculo pode ser destruído, que dirá todo o resto? Em suma, nada da Torá pode ser retirado “até que os céus e a terra passem” (Mt 5:18). O mesmo conceito aparece em Lucas:

“É mais fácil o céu e a terra desaparecerem que se tornar vazio um traço de uma letra da Torá”

(Lc 16:17).

Já que os céus e terra não passaram, permanece em pleno vigor a Torá!!!

Talvez Yeshua tenha mencionado o yud (Mt 5:18) em lembrança à famosa história rabínica acerca do rei Shlomoh (Salomão), retratado se imiscuindo da Torá:

“Ele disse: ‘Porque YHWH Todo-Poderoso – bendito seja, disse [referindo-se ao rei], ‘Ele não multiplicará [ירבה] suas mulheres’ [(Dt 17:17]? Apenas para que ‘o coração do rei não se desencaminhe’. Eu [Salomão] as multiplicarei [ארבה], mas meu coração não se desencaminhará.

Nossos sábios disseram: Naquele momento, a letra yud levantou-se e se prostrou diante de YHWH – bendito seja – e disse: Senhor do Universo, não dissestes que nenhuma letra da Torá será jamais destruída? Vede, Salomão me destruiu, substituindo um yud por um álef, quer dizer, mudando ירבה por ארבה. Uma letra hoje, outra amanhã até que toda a Torá seja destruída. YHWH – bendito seja – respondeu: Salomão e outros mil como ele podem tentar destruir, mas eu não permitirei que um traço da Torá seja destruído.”

(Midrash Rabah Shemot 6:1).

Após confirmar que nem um yud poderia ser subtraído da Torá, Yeshua conclui:

“Portanto, quem desobedecer à ‘menor’ dessas mitsvot [mandamentos] e ensinar outras pessoas a agirem da mesma forma será chamado menor no Reino dos Céus.”

(Mt 5:17-19).

Qual é o menor de todos os mandamentos? De acordo com a tradição judaica, é o texto que se encontra em Devarim/Deuteronômio 22:6: “Se você passar por um ninho de pássaros, numa árvore ou no chão, e a mãe estiver sobre os filhotes ou sobre os ovos, não apanhe a mãe com os filhotes”. Trata-se de uma lei de proteção ao direito dos animais, proibindo que o ser humano interfira na família de pássaros. Segundo Yeshua, quem desobedecer esta lei, chamada de “a menor”, será chamado de “menor” no Reino dos Céus, ou seja, aquele que desrespeita os animais até que consegue entrar no Reino, mas é o menor, o último da fila. Por inferência, quem transgredir deliberadamente mandamentos “maiores” do que a proteção aos animais estará fora do Reino, exceto se arrepender-se de forma verdadeira.

Aqui, o Mashiach quis demonstrar que todos os mandamentos da Torá são válidos e importantes. Até mesmo a violação do menor (direito dos animais) tem como consequência rebaixar a pessoa no Reino dos Céus, tornando-a menor, e com menor galardão.

Em que pese o Cristianismo afirmar incorretamente que a Torá foi abolida, vem crescendo ultimamente o número de estudiosos cristãos que defendem a validade da Lei. Escreveu o Ph.D David Friedman:

“Estas duas seções da Escritura (Mateus 5 e 24) nos dão uma imagem consistente do ensino de Yeshua sobre a Torá. Sua mensagem é que a Torá é válida e deve ser respeitada e observada. Na verdade, tal conclusão é alcançada por um número crescente de estudiosos judeus e cristãos.”

(They Loved the Torah: What Yeshua’s First Followers Really Thought about the Law, página 32)

Cita-se o escólio de Geza Vermes, Professor da Universidade de Oxford:

“Em nenhum trecho do Evangelho Jesus é visto tomando deliberadamente a iniciativa de negar ou de alterar substancialmente qualquer mandamento da Torá em si.”

(A religião de Jesus, o Judeu, Imago, página 28).

Até mesmo pastores evangélicos estão percebendo que a Torá é eterna e que Yeshua não a anulou. Prega o ínclito Pastor Larry Huch:

“Percebi que Jesus e Seus discípulos não foram judeus convertidos, mas sim, judeus praticantes – guardadores da Torá”.

“Como aprendemos, Torá significa ‘professor, guia, caminho’, mas também se refere aos cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Jesus disse então: ‘Não vim para destruir os cinco livros de Moisés ou os profetas e tudo que ensinaram, mas para ensinar, cumprir e dar poder a vocês, através do Espírito Santo, para caminharem segundo a Torá’”

(A Bênção da Torá, 2011, páginas 18 e 60).

Relevante esclarecer que o belíssimo Sermão da Montanha (Mt 5 a 7) é uma verdadeira aula sobre os aspectos mais importantes da Torá, cumprindo Yeshua o papel de ensinar e explicar a Lei de Moisés de modo mais profundo. Com efeito, os Manuscritos do Mar Morto apontam que, mesmo antes do nascimento de Yeshua, já havia uma forte expectativa no Judaísmo de que o Messias seria “o Intérprete da Torá”, explicando a Lei e revelando seus mistérios até então não compreendidos pelos homens:

“E a estrela [referência ao Messias, Nm 24:17] é o Intérprete da Torá.”

(Documento de Damasco, Col.VII, 18).

Este também é o entendimento rabínico:

“Outra inovação messiânica importante diz respeito ao conhecimento da Torá. Rambam decreta: ‘Pois naqueles dias [messiânicos], o conhecimento, a sabedoria e verdade aumentarão… Pois o rei davídico que surgirá será mais sábio que Shelomô e um grande profeta, aproximando-se [do nível profético de] Moshê nosso mestre’.

(…)

Como diz Chazal: ‘uma Torá brotará de mim’ [Yeshayáhu 51:4] – ‘Uma nova Torá brotará de mim’ (Vayicrá Rabá 13:3). Pois ‘no futuro, o Eterno, bendito seja, Se sentará… e explicará uma nova Torá, que será dada por Mashiach’ (Yalkut Shimoni, Yeshayáhu 429). Ou seja, haverá uma tremenda revelação da sabedoria da Torá que será considerada uma ‘nova’ Torá.

(…)

Um dogma fundamental do Judaísmo é a imutabilidade da Torá. Como decreta Rambam, ‘…nada pode ser tirado ou acrescentado’ (Hilchot Yessodei HaTorá 9:1). Nem mesmo um grande profeta pode mudar alguma coisa, pois a Torá ‘não está no Céu’ (Devarim 30:12). Como então, Mashiach poderá interpretar a Torá? E como é possível que ‘A Torá que o homem aprende neste mundo seja vã comparada com a Torá a ser estudada nos dias de Mashiach’ (Cohelet Rabá 11:8)?

Chazal e Rambam enfatizam que, embora o próprio Hashem tenha dado a Torá no Sinai, a ‘nova Torá’ será revelada por Mashiach. Pois a Outorga da Torá foi um evento único; desde então, ela ‘não está no céu’, portanto quaisquer revelações subsequentes devem vir através de um ser humano, i.e., Mashiach.

Como qualquer erudito, Mashiach tem o direito de revelar percepções da Torá adquiridas não profeticamente, mas por dedução.

A grandeza do Mashiach, no entanto, estará em seu esclarecimento dos assuntos até então ocultos.”

(Os Dias de Mashiach, Menachem M.Brod, páginas 145 e 146).

Logo, é errôneo o pensamento cristão de que Yeshua trouxe lições contrárias à Lei. A bem da verdade, o Mashiach foi ao âmago da Torá e a apresentou com tanta intensidade no Sermão da Montanha (Mt 5 a 7) que suas instruções chegam a parecer uma “nova” Torá, porém, trata-se da mesma Torá explicada e comentada pela própria Sabedoria encarnada (Mishlei/Provérbios 1:20-33). Já que Yeshua realmente é o Mashiach, sua missão relaciona-se à revelação da Lei do ETERNO, e não poderia ser de outro modo, visto que quem prega contra a Torá é considerado um falso profeta, ainda que faça sinais e prodígios (Devarim/Deuteronômio 13:16; versões cristãs: Dt 12:32 a 13:5).

Já que o Cristianismo frisa que “Jesus revogou a Lei”, judeus tradicionais terminam por rejeitar Yeshua, reputando-o como falso profeta, à luz das citadas passagens de Deuteronômio. Quando os judeus percebem que Yeshua realmente ensinou a Torá e com maior profundeza espiritual, é mais fácil que o reconheçam como Mashiach. Já sabendo o Nazareno que falsos mestres diriam que ele aboliu a Lei (doutrina maligna sustentada pelo Cristianismo), quis colocar uma pá de cal no assunto:

“Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim para abolir, mas para confirmar”

(Mt 5:17).

Yeshua é a Torá Viva

YESHUA É A TORÁ VIVA

Por Tsadok Ben Derech

É significativo o texto que abre as boas novas de Yochanan (João):

“No princípio, era a Palavra, e a Palavra estava com Elohim, e a Palavra era Elohim.”

(Yochanan/João 1:1).

A chave deste verso está em identificar o que significa “a Palavra”. Como bons bereanos, vamos procurar a definição do vocábulo no Tanach (Primeiras Escrituras):

“Quando atravessarem o Yarden [Jordão], em direção à terra que YHWH, seu Elohim, dá a vocês, levantem duas pedras grandes, cubram-nas com cal e, depois da travessia, nelas escrevam esta Torá, cada palavra…”

(Devarim/Deuteronômio 27:2-3).

Para os israelitas, a Torá é a “Palavra” do ETERNO, uma vez que a Lei não foi fruto da invenção humana, mas adveio da revelação do Criador a Moshé (Moisés) por meio das palavras que lhe foram ditas. Fácil entender esta questão: atualmente os evangélicos chamam a Bíblia de “a Palavra”; ora, no Israel antigo, a Torá era a única Bíblia da época, logo, era chamada a Torá de “a Palavra”. Em Tehilim/Salmos 119, há uma associação direta entre “a palavra” e “a Torá”:

“89. Para sempre, ó YHWH, a tua palavra permanece no céu.

90. A tua fidelidade dura de geração em geração; tu firmaste a terra, e ela permanece firme.

91. Eles continuam até ao dia de hoje, segundo as tuas ordenações; porque todos são teus servos.

92. Se a tua Torá não fora toda a minha recreação, há muito que pereceria na minha aflição.”

(Tehilim/Salmos 119:89-92).

Quem conhece poesia hebraica percebe que o Salmista usou um paralelismo de ideias, em que “tua palavra” (verso 89) é sinônimo de “tua Torá” (verso 92). Este recurso linguístico é novamente usado mais adiante:

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.

Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos.

Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó YHWH, segundo a tua palavra.

Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó YHWH; ensina-me os teus juízos.

A minha alma está de contínuo nas minhas mãos; todavia não me esqueço da tua Torá.”

(Tehilim/Salmos 119:105-109).

Conclusão: à luz do Tanach, “Torá” é sinônimo de “Palavra”. Já que Yochanan (João) tinha este conceito em mente, assim podem ser traduzidas suas escrituras:

“No princípio, era a Palavra [a Torá], e a Palavra [a Torá] estava com Elohim, e a Palavra [Torá] era Elohim…

E a Palavra [a Torá] se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai”

(Yochanan/João 1: 1 e 14).

“A Palavra [a Torá] da Vida existia desde o princípio. Nós o ouvimos, nós o vimos com nossos olhos, nós o contemplamos, e tocamos nele com nossas mãos! A vida apareceu, e nós a vimos. Testemunhamos dela e a anunciamos a vocês, a vida eterna! Ele estava com o Pai e apareceu para nós.”

(Yochanan Álef/1 João 1: 1-2).

Que linda mensagem de Yochanan: Yeshua é a Torá que se fez carne e habitou entre nós! Yeshua é a Torá Viva!

Em Guilyana (Apocalipse), Yochanan repete tal concepção:

“ [Yeshua] Está vestido com um manto tingido de sangue, e o seu nome é ‘A PALAVRA [A TORÁ] DE ELOHIM’ ”

(Ap 19:13).

A ideia de que a Torá existe antes da criação do mundo não é uma invenção dos netsarim (nazarenos), visto que Baruch (Baruque), que foi o escriba de Yirmeyahu (Jeremias), escreveu sobre este tema. Se não bastasse, Baruch profetizou que a Torá iria encarnar e habitaria no meio dos homens:

“Depois disso, apareceu sobre a terra e no meio dos homens conviveu. Ela é o livro dos preceitos de Elohim, a Torá que subsiste para sempre.”

(Sefer Baruch 3:38 e 4:1).

Reflita sobre a profecia acima: Baruch (Baruque), mais de 500 anos antes de Yeshua, escreveu ao povo transmitindo praticamente a mesma ideia de Yochanan, qual seja, a encarnação da Torá junto aos homens. Compare:
BARUCH (Baruque)

Yochanan (João)
“Depois disso, apareceu sobre a terra e no meio dos homens conviveu. Ela é o livro dos preceitos de Elohim, a Torá que subsiste para sempre” (Sefer Baruch 3:38 e 4:1)

“e a Palavra [a Torá] estava com Elohim, e a Palavra [Torá] era Elohim…

E a Palavra [a Torá] se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1: 1 e 14)
Sublinha-se que, como já dito, a Torá é sinônimo de “instrução, ensino”, ou seja, a Lei do ETERNO é o ensinamento do Criador para os homens. Yeshua é a manifestação visível dos ensinamentos (Torá) de YHWH. Considerado um dos maiores especialistas em paleo-hebraico da atualidade, Jeff A. Benner aponta a diferença entre a forma de pensar ocidental e a oriental, aplicando-a ao texto de Yochanan (João) 1:1 e 14:

“Na Moderna Filosofia Ocidental, o foco está sobre o indivíduo: a mim, o meu e o eu. Em contraste com isso, a Antiga Hebraica/Oriental Filosofia sempre incide sobre a totalidade ou sobre a comunidade: a nós, o nosso e o nós. Quando lemos a Bíblia, temos que interpretá-la de acordo com a cultura dos antigos hebreus e sua filosofia hebraica/oriental, e não de acordo com nossa própria filosofia moderna greco-romana/ocidental.

Na filosofia hebraica, o objetivo é a eliminação do ‘eu’, ou do ‘ego’. Se o que eu estou dizendo é verdade, então por que, quando lemos as palavras de Yeshua, nós sempre vemos Yeshua centrado em si mesmo, em completa oposição à filosofia hebraica? Um exemplo perfeito disso é João 14:6. ‘Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim’. A resposta é que estamos lendo o texto da forma errada. Estamos interpretando-o a partir de uma filosofia ocidental e não da hebraica.

Para responder essa pergunta, vamos começar com João 1:1, muito controverso e, em minha opinião, um verso muito mal compreendido. Na versão King James, esta passagem diz: ‘No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus’.

No Antigo Testamento, estamos sempre a dizer que as palavras de Deus são seus ensinamentos, que é a palavra hebraica Torá. Ensinamentos de Deus são a sua palavra. Se colocarmos o vocábulo ensinamentos dentro deste versículo, temos: ‘No princípio era o Ensino, e o Ensino estava com Deus, e o Ensino era Deus’.

Então, no versículo 14 lemos: ‘E o Ensino se fez carne’. De acordo com esta passagem, Yeshua assumiu a persona dos ensinamentos de Deus. Afinal, não é isso que Yeshua fez? Ele veio para ensinar os ensinamentos de Deus.

Yeshua esvaziou-se de si mesmo e assumiu os atributos dos ensinamentos de Deus. Portanto, sempre que Yeshua fala, não é Yeshua quem está falando, mas os ensinamentos. Quando Yeshua diz ‘eu’, o ‘eu’ não é Yeshua, são os ensinamentos.”

(John 1:1, publicado pelo Ancient Hebrew Ressearch Center).

Constate que no texto transcrito Jeff Benner registra que o verbete “ensinamentos” é sinônimo de “Torá”. Então, quando Yeshua diz “eu”, o “eu” não é Yeshua, mas sim a Torá (ensinamentos).

Eis um grave erro do Cristianismo: prega que “aceita Jesus”, mas que “a Lei (Torá) foi abolida”. Ora, a Torá é a substância do que seja o Mashiach, logo, não se pode “aceitar o Mashiach” e rejeitar a Torá. O sentido inverso também é correto: se alguém acolhe verdadeiramente a Torá, também deverá reconhecer “a Palavra” – o Mashiach. É impossível ser um verdadeiro zeloso da Torá sem o testemunho de Yeshua, porque ninguém chega ao Pai senão por ele (Jo 14:6). Aliás, afirmou Yeshua que se alguém crê em Moshé (Moisés) também irá crer em seu testemunho, já que Moshé escreveu a seu respeito (Jo 5: 46-47 c/c Dt 18:18-19).

Enfim, quando o Cristianismo apregoa a anulação da Torá, termina por pregar a própria invalidação da mensagem e do real Yeshua! Sejamos francos: o Cristianismo inventou um “Jesus” contra a Lei (antitorá), o que não corresponde ao autêntico, genuíno e legítimo Mashiach.
O jugo suave de Yeshua
O JUGO SUAVE DE YESHUA

Por Tsadok Ben Derech

Disse Yeshua que possui um jugo suave para nossas almas:

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

(Matitiayu/Mateus 11:29-30).

Que jugo é este do qual Yeshua está falando? Qual é o jugo que concede descanso para nossas almas?

Como nobres bereanos, devemos buscar no Tanach (Primeiras Escrituras) algum texto que se relacione com as palavras do Mashiach. Após esta pesquisa, constata-se que Yeshua usou exatamente a mesma cláusula que o profeta Yirmeyahu (Jeremias): “e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11:29 e Jr 6:16). Então, vamos ler todo o contexto de Yirmeyahu (Jeremias) para descobrirmos qual é o tema de sua mensagem:

“Assim diz YHWH: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele.

(…)

Ouve tu, ó terra! Eis que eu trarei mal sobre este povo, o próprio fruto dos seus pensamentos; porque não estão atentos às minhas palavras, e rejeitam a minha Torá [Lei].” (Yirmeyahu/Jeremias 6:16 e19).

“Quando eu já há muito quebrava o teu jugo, e rompia as tuas ataduras, dizias tu: Nunca mais transgredirei [a Torá]; contudo em todo o outeiro alto e debaixo de toda a árvore verde te andas encurvando e prostituindo-te.”

(Yirmeyahu/Jeremias 2:20).

Na passagem citada, constata-se que o povo do ETERNO abandonou sua Torá e, por esta razão, seria punido caso não se arrependesse. Disse YHWH que o povo deveria retornar para o caminho antigo e que este caminho concederia “descanso para as vossas almas”. Porém, Israel não trilhou as veredas antigas porque rejeitou a Torá. Infere-se daí que o caminho antigo é a Torá, que concede descanso para as almas.

Yirmeyahu (Jeremias), nas Escrituras referidas, fez uma paralelismo de ideias, algo muito comum nos escritos semitas. Quem anda pelo bom caminho, que é a Torá (Sl 119:1), encontrará descanso em sua alma (jugo leve). Em contrapartida, aqueles que desobedecem à Torá do ETERNO suportam um jugo pesado.

Então, quando o Mashiach reproduziu parte do texto de Yirmeyahu (Mt 11:29 e Jr 6:16), estava dizendo que seu jugo é suave, e o jugo suave de Yeshua é a Torá!

Dizendo de outro modo: Yeshua ensinou a obediência à Torá (Mt 5: 17-19), ou seja, o jugo leve que concede descanso à alma dos obedientes (Mt 11:29-30).

A Torá é considerada um jugo leve, porquanto seu cumprimento gera deleite e prazer:

“Mostra-me piedade, e viverei, pois tua Torá é meu deleite.”

(Tehilim/Salmos 119:77).

“Eu me deleitarei em teus mandamentos, os quais eu tenho amado.

Levantarei minhas mãos para teus mandamentos, que eu amo, e meditarei em tuas leis.”

(Tehilim/Salmos 119:47-48).

“A Torá que decretaste significa mais para mim que uma fortuna em ouro e prata.”

(Tehilim/Salmos 119:72).

Logo, aqueles que vivem longe da Torá carregam um jugo pesado; e os que obedecem à Torá, tal como ensinada por Yeshua, recebem descanso na alma por meio de um leve jugo.

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A Adoração à Virgem Maria e às Deusas Pagãs
By adalbertoribeiro December 16, 2012
A Adoração à Virgem Maria e às Deusas Pagãs
O profeta Jeremias repreendeu os israelitas por estarem adorando a Rainha dos Céus. O catolicismo romano atribui o título de Rainha dos Céus à Virgem Maria. Esse termo tem origem bíblica ou pagã? Saiba como a adoração às deusas é um denominador comum em muitas religiões e poderá ser usado para uni-las em um futuro próximo.
A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?
Compreendendo o que realmente é essa Nova Ordem Mundial, e como está sendo implementada gradualmente, você poderá ver o progresso dela nas notícias do dia-a-dia!!
Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma
Agora você está com a
“THE CUTTING EDGE”
(Transcrição de um programa de rádio)
Aqui é David Bay, diretor de Old Path Ministries.
E este é The Cutting Edge, um programa de rádio dedicado a exortar e informar o povo de Deus. Estamos comprometidos com o estudo e exposição da imutável, inerrante e inspirada Palavra de Deus. As visões expressas aqui são nossas e não são necessariamente compartilhadas por esta emissora.
A falência moral de nossa sociedade está bem comprovada.
Poucas pessoas compreendem por que falimos moralmente. No entanto, quando olhamos para a sociedade com os olhos de Deus, por meio da Bíblia, podemos facilmente compreender a razão de estarmos enfrentando problemas sem precedentes. O estudo da nossa sociedade por meio dos olhos de Deus é o que sempre tentaremos fazer aqui; fique conosco para aprender algumas verdades esclarecedoras.
Resumo da Notícia: “Entre todas as mulheres que já viveram, a mãe de Jesus Cristo é a mais celebrada, a mais venerada… Entre os católicos romanos, a Madona, ou Nossa Senhora, é reconhecida não somente como a Mãe de Deus, mas também, de acordo com muitos papas, a Rainha do Universo, Rainha dos Céus, Trono de Sabedoria e até Esposa do Espírito Santo.” (Revista Time, “Serva ou Feminista?”, 30/12/1991, pg 62-66).
Verdade Bíblica: Jeremias 7:18: “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.” (Veja também Jeremias 44.).
Poderia a Nossa Senhora católica (Maria, a mãe física de Jesus), descrita no artigo da revista Time como a “Rainha dos Céus” ser a mesma “Rainha dos Céus” que estava provocando Deus à ira e ao julgamento descrito em Jeremias 7:18?
Primeiro, vamos examinar a antiga Rainha dos Céus. A maior parte destas informações foram extraídas do livro The Two Babylons (As Duas Babilônias), de Alexander Hislop, publicado em 1917. Hislop rastreou a adoração babilônica da Rainha dos Céus até os dias após a morte de Ninrode. A data exata desse acontecimento não é conhecida exatamente, mas parece ser cerca de 400 anos após o dilúvio. Após a morte de Ninrode, sua mulher, a rainha Semíramis, decidiu reter seu poder e riquezas. Ela inventou a história de que a morte de Ninrode foi para a salvação da humanidade. Ninrode foi propagandeado como “a semente prometida da mulher, Zero-ashta, que estava destinado a esmagar a cabeça da serpente e, ao fazer isso, teria seu calcanhar ferido.” (pg 58-59) [Nota de A Espada do Espírito: Saiba mais sobre a influência de Ninrode e Semíramis na formação das religiões pagãs do mundo antigo lendo os artigos N1144, “A Maçonaria Realmente é uma Religião” e CE1009, “O Paganismo da Maçonaria”].
Podemos ver claramente que essa história é uma falsificação da profecia referente a Jesus Cristo. Para permitir que o povo babilônio adorasse melhor essa criança, foi criada uma gravura entalhada em madeira, retratando-a nos braços da mãe. A mãe, obviamente, obteve sua glória a partir do filho divinizado. No entanto, “no longo prazo, a adoração à mãe praticamente ofuscou a adoração ao filho”. A figura original obviamente destinava-se a ser meramente “um pedestal para a proteção do filho divino… Entretanto, embora esse tenha sido o plano, é um princípio simples em todas as idolatrias que aquilo que mais apela aos sentidos acaba deixando as mais poderosas impressões” (pg 74) Assim, a mãe deixou a mais poderosa impressão visual, pois era uma pessoa adulta e estava vestida de forma magnificente.
Quando as pessoas começaram a adorar a mãe mais do que o filho, os sacerdotes babilônios sentiram-se forçados a publicar um edito para divinizá-la também. Após a passagem de muito tempo, “o nascimento do filho foi declarado miraculoso e, portanto, a mãe foi chamada de… Virgem Mãe”. (pg 76) “Ela recebeu os títulos mais elevados. Foi chamada de Rainha dos Céus. No Egito, era Athor, isto é, a Habitação de Deus, para significar que nela habitava toda a “plenitude da divindade”. (pg 77) A partir dessa origem pagã, a história da Virgem Mãe, a Rainha dos Céus, alastrou-se por todo o mundo.
• No Egito, era chamada de Athor (pg 77).
• No Tibete e na China, era chamada de Virgem Deipara (pg 77).
• Na Grécia, era chamada de Héstia (Ibidem).
• Em Roma, era chamada de Juno, ou Pomba (pg 79). A partir dessa designação, a Pomba tornou-se o símbolo da “rainha divinizada… comumente representada com um ramo de oliveira no bico”. É surpreendente ler o autor jesuíta Malachi Martin, afirmar em seu livro, The Keys of this Blood [leia a resenha] que agora “a Pomba está livre, a Pomba está livre”. Todo o tema desse livro é que a força motriz para a Nova Ordem Mundial é uma competição entre as forças mundiais do comunismo, capitalismo ocidental e o catolicismo romano. Martin, claramente crê que o catolicismo prevalecerá nessa luta por causa da intervenção da Virgem Maria. Incrivelmente, o artigo da revista Time diz, “O mundo reconhecerá no tempo devido que a derrota do comunismo ocorreu devido à intercessão da Mãe de Jesus” (Time, pg 62). Quando Gorbachev anunciou sua renúncia, no dia de Natal, esse conceito foi grandemente reforçado nas mentes de milhões de católicos em todo o mundo.
Martin não especifica o que quer dizer com a expressão “a Pomba está livre”; claramente, no entanto, pode estar referenciando a representação comum da Virgem Mãe. Portanto, ele está dizendo que a adoração antiga à Virgem Mãe pagã está agora solta no mundo.
Ainda mais tarde na antiga Babilônia, a adoração à Virgem Mãe e seu símbolo, a Pomba, “a identificaram com o Espírito de toda a graça… o Espírito Santo” (pg 79). Assim, a trindade pagã é Deus o Pai, o Filho e a Virgem Mãe. De fato, a Igreja Católica Romana fez a mesma afirmação, conforme Hislop observou, no século 19 (pg 83). Hislop conclui então: “A Nossa Senhora de Roma… é simplesmente a Nossa Senhora da Babilônia. A Rainha dos Céus em um sistema é a mesma Rainha dos Céus no outro” (Ibidem).
Observe a rápida difusão dessa falsa doutrina da Virgem Mãe por todo o mundo conhecido. Ela era adorada em Roma, na Grécia, na Babilônia, na China, no Japão e no Tibete, com diferentes nomes. Acreditamos que o atual reavivamento na adoração à Virgem Maria resultará na união de todas as religiões do mundo em uma só, em cumprimento à profecia bíblica sobre o estabelecimento do reino do Anticristo apoiado pela Religião Mundial. Vamos revisar as profecias bíblicas.
Apocalipse 13:11-18 e o capítulo 17 revelam que o Falso Profeta religioso aparecerá para ajudar o Anticristo a obter o controle total do mundo. O Falso Profeta controlará um Sistema Religioso. Apocalipse 17:18 afirma que esse Sistema Religioso “é a grande cidade que reina sobre os reis da Terra”. Para possuir tal poder, esse Falso Sistema Religioso precisará liderar a adoração fervorosa da maior parte da população do mundo. Como podem todos os povos não-cristãos unirem-se com os católicos romanos na adoração à mesma deidade? A adoração comum da deusa divina, a Virgem Maria, tem um grande papel.
Mas, o resto da história é a adoração comum da Nossa Senhora Negra. Qual Nossa Senhora Negra, você pergunta? A Maria de Jesus é branca, ou tem uma cor amarela pálida, mas certamente não é negra. Certo? Errado!! O catolicismo romano reverteu à adoração da Madona Negra na maioria dos países em todo o mundo. Esse artigo da Time diz que um dos santuários mais visitados do mundo é o da Nossa Senhora Negra em Czestochowa, na Polônia. Logicamente, o papa João Paulo II é polonês. Kathleen O’Hayes, do National Christian Research, diz em sua fita sobre a vindoura Aparição Mariana global que o papa João Paulo II considera-se o “escravo” da Madona Negra. Kathleen diz também que a Igreja Católica colocou a Polônia sob a proteção dessa Nossa Senhora Negra nos anos 1950. Esse desenvolvimento é de enorme significado no nosso estudo de como as principais religiões do mundo poderão ser atraídas a uma Religião Mundial em um futuro próximo.
O primeiro lugar a olhar é a Antiguidade. Em seu livro The Two Babylons, Alexander Hislop observa a prevalência da adoração de um deus negro ou uma deusa negra, em todo o mundo conhecido.
“… o grande deus Buda geralmente é representado na China como um negro…” (pg 57).
“No Egito, o belo Hórus, o filho do negro Osíris, que era o objeto favorito de adoração.” (pg 69).
“É incrível verificar em muitos países distantes e separados uns dos outros, e entre milhões de pessoas atualmente… a adoração a um deus negro.” (Ibidem).
“… A Virgem na Catedral de Argel é uma negra…” (Introdução de Donald Gray Barnhouse).
Agora que estabelecemos que a adoração de deidades negras há muito tempo é parte integral do paganismo, e que essa prática estendeu-se à Virgem Maria, vamos examinar como a adoração da deusa negra no catolicismo romano está criando uma ponte comum em todo o mundo pagão. Vejamos agora os escritos da Nova Era para esta parte do estudo.
Peter Lemesurier, em seu livro repleto de blasfêmias The Armageddon Script (leia a resenha), escreve entusiasticamente sobre a adoração à Grande Mãe Terra. Ele escreve como se fosse um astronauta em uma nave espacial em órbita em torno do planeta:
“Ao darem a volta no estéril globo lunar pela última vez, e a resplandente meia-Terra novamente aparecer atrás daquele agora familiar e rochoso horizonte curvo, o que eles viram sair para encontrá-los era estranhamente familiar. Uma imagem direta da memória racial. Uma deusa do mundo dos arquétipos. Não era ninguém menos que a Grande Mãe, a própria Terra, vestida com os mesmos mantos floridos azul e branco que tinham sido das deusas-mãe da Terra e do céu em toda a história humana — e não menos que sua mais recente deusa-mãe, a própria Virgem Maria…” [pg 245-46].
Peter Lemesurier, um adorador pagão, não tem dificuldades em reconhecer a verdade que a adoração à Virgem Maria é a mesma idolatria pagã antiga. Portanto, os pagãos não-cristãos de todo o mundo terão pouca dificuldade em aceitar a adoração à Virgem Mãe do catolicismo romano.
Outra autora de Nova Era, China Galland, uma budista americana, escreveu um livro muito revelador intitulado Longing for Darkness. Ela estabelece entusiasticamente a semelhança entre a Virgem Maria e outras deusas pagãs.
“Durga, a rainha guerreira… era a única que podia restaurar a harmonia e deixar o mundo em paz… os deuses cantavam louvores a ela, chamavam-na Rainha do Universo…”
Lembre-se que a revista Time, citada anteriormente, informa que um dos nomes pelos quais a Virgem Maria é conhecida é Rainha do Universo. Galland continua:
“Fui encontrar a divindade budista Tara, mas em vez disso, encontrei a deusa Durgan e Kali… Kali, aquela que dá a vida e a morte, o princípio e o fim do tempo. Ela era uma deidade de proporções similares a de Deus, o Pai, no cristianismo. O fato de Kali ser negra e mulher trouxe minha formação católica para fora… Alguns dizem que ela é negra porque nessa cor todas as distinções estão dissolvidas, outros dizem que é negra porque é a noite eterna.” (pg 27). Essas são duas deusas do hinduísmo.
A deusa budista Tara foi o objeto do estudo de Galland, na viagem ao Extremo Oriente. Entretanto, ela ficou surpresa quando descobriu que existem textos hindus que descrevem Kali como Tara.” (pg 30). Essa descoberta vincula o hinduísmo com o budismo.
Mais tarde, ao voltar para os EUA, Galland descobriu outro livro de Nova Era intitulado Mother Worship (Adoração à Mãe), de Tara Doyle. Esse livro menciona o fenômeno da Madona Negra na Suíça. Ela escreve: “Eu não me lembrava que existiam divindades femininas negras no cristianismo; pensava que eram exclusivas de religiões como o hinduísmo e o budismo. Não podia lembrar de virtualmente nada sobre uma Madona morena ou negra, apesar de meus anos de formação católica na infância… Um artigo na revista Newsweek chamou minha atenção. A Virgem Maria estava aparecendo na casca das árvores na Polônia. Fiquei intrigada… Parecia que o fenômeno era similar ao que eu tinha informado sobre Tara… Fiquei me perguntando o que estava acontecendo com o espírito do mundo, pois existiam ocorrências de deidades femininas que literalmente apareciam nas rochas e nas árvores tanto no Oriente quanto no Ocidente. Essa simultaneidade era simbolicamente importante…” (pg 49-50).
Posteriormente, Galland perguntou a um mestre budista sobre a conexão entre essas aparições. “Mostrei-lhe o artigo da revista sobre a aparição da Madona na casca das árvores na Polônia… ele respondeu que era muito similar ao que estamos falando aqui. Existem muitas ocorrências disso no budismo tibetano. Chamamos o fenômeno de rangjung, que significa auto-aparição… Essas coisas aparecem por causa do poder e das bênçãos de seres iluminados. Esses seres operam por meio do poder da substância mental e o poder da concentração…” (pg 65-66). Galland descreve seu último encontro com o Dalai Lama. Quando ela lhe perguntou sobre a aparição da Mãe Bendita nas cascas das árvores na Polônia, ele concordou que esse era o mesmo fenômeno conhecido pelos budistas como rangjung. (pg 95).
Não devemos nos surpreender que Satanás esteja fazendo deidades femininas aparecerem em todo o mundo neste momento da história. Se estamos realmente no fim dos tempos, então é hora de Satanás unificar sua igreja, conforme está profetizado no Apocalipse.
Galland continuou seu estudo sobre a adoração da deusa negra, participando de um seminário sobre a Madona Negra ministrado por outro autor de Nova Era, Gilles Quispel, um professor de História da Religião na Universidade de Utrecht. Ela informa:
“Para Quispel, a Nossa Senhora Negra tem um papel psíquico crucial, que ele descreveu em termos jungianos como símbolos da terra, da matéria, o feminino no homem e o ego [o eu próprio] na mulher… A não ser que os homens e as mulheres tomem consciência de sua imagem primitiva da Nossa Senhora Negra, e a integrem dentro de si mesmos, a humanidade não poderá resolver os problemas do materialismo, do racismo e da emancipação feminina…” (pg 51).
Essa afirmação é inacreditável, totalmente pagã e de Nova Era. O que Quispel está dizendo é que a Nossa Senhora Negra é um elemento tão básico e fundamental nos recônditos da mente de todos os homens, que é a única resposta às suas necessidades mais críticas. Somente quando todas as pessoas reconhecerem e adorarem a Nossa Senhora Negra é que poderá haver verdadeira paz e unidade neste mundo. A Nossa Senhora Negra é o único denominador comum entre as religiões.
Mas ainda há mais. Sabemos que a força motriz que está levando o mundo para a Nova Ordem Mundial foi estabelecida oficialmente em 1 de maio de 1776, quando um ex-sacerdote jesuíta, Adam Weishaupt, fundou os Mestres dos Illuminati. Veja como Galland continua, “… Santo Inácio de Loyola deu sua espada à Nossa Senhora Negra de Montserrat, na Espanha, tornou-se um sacerdote e fundou a Ordem dos Jesuítas…” (pg 52) Essa informação inacreditável vincula a adoração da Nossa Senhora Negra à ordem dos Mestres dos Illuminati, fundada por um ex-jesuíta. Tanto a adoração à Nossa Senhora Negra quanto a Ordem dos Jesuítas são totalmente católicas romanas.
No entanto, Galland ainda faz mais revelações inacreditáveis em seu livro Longing for Darkness. Algum tempo após ter recebido revelações do seu mestre budista sobre a Madona Negra, ela estava praticando meditação budista. “… enquanto eu estava sentada, Cristo começou a aparecer na minha meditação, depois Maria… comecei a ver Cristo e a visualizá-lo atrás de mim. Eu o aceitei na minha prática. Quando continuei com as meditações diárias, Maria gradualmente tomou lugar à minha esquerda, o Buda à minha direita… Maria e Jesus eram minhas testemunhas no início; depois, com o tempo, tornaram-se amáveis amigos. A divindade budista Tara estava sempre diante de mim.” (pg 67-68).
Essas meditações mostram claramente como Satanás está movendo as várias religiões falsas neste fim dos tempos. China Galland foi visitada em suas meditações budistas ocultistas por três demônios que fingiam ser Jesus Cristo, a Virgem Maria do catolicismo romano e a deusa budista Tara. Milhões de outras pessoas que praticam meditações de Nova Era similares estão também sendo enganadas. Não se engane sobre isto: Satanás está procurando unificar todas as religiões do mundo. O denominador comum mais importante nessa Religião Mundial que está sendo formada é a adoração à Virgem Maria/Nossa Senhora Negra.
Essa adoração à deusa vincula aproximadamente 75% da população mundial (Informações tiradas do “Almanac 1991″.).
• Catolicismo romano: 971 milhões
• Catolicismo ortodoxo oriental: 164 milhões
• Budismo/várias seitas: 1 bilhão e 100 milhões
• Hinduísmo: 690 milhões
• Religiões de origem japonesa: 230 milhões
• Religiões tribais: 100 milhões
• Islamismo: 924 milhões.
Embora no islamismo a Virgem Mãe não seja adorada, o artigo da revista Time mencionado anteriormente diz: “Até o Alcorão louva a castidade e a fé da Virgem Maria” (pg 62).
* Protestantes: 351 milhões
Até mesmo os protestantes liberais estão modificando suas opiniões sobre Maria. O artigo da Time diz: “O teólogo John MacQuarrie, da Igreja Anglicana, propôs a revisão de dogmas como a Ascensão de Maria aos céus… O teólogo Donald Bloesch, da Universidade de Dubuque, diz que os colegas protestantes conservadores ‘precisam ver Maria como santa e como mãe da igreja’. Convergências similares ocorrerão em fevereiro de 1992, quando negociadores católicos e luteranos nos EUA anunciarão um acordo, que está há vários anos em gestação, sobre o papel de Maria.” (pg 66).
Neste ponto, temos um total potencial de seguidores nessas falsas religiões de 4 bilhões e 500 milhões de pessoas.
* Finalmente, a adoração à Virgem Mãe está atraindo muitas feministas do Movimento de Nova Era. O artigo da revista Time diz claramente, “Quando João Paulo foi sagrado bispo em 1958… escolheu como seu mote a expressão latina Totus Tuus (Tudo Teu) — referindo-se à Maria, não a Cristo… João Paulo tornou o poder unificador de Maria o centro do seu arsenal papal… Embora o papa exalte Maria por sua submissão, é em relação a Deus, não à sociedade machista…” (pg 64-65). O impacto dessa posição tem sido muito importante nos círculos feministas. “Jane Schaberg, chefe do Departamento de Religião na Universidade de Detroit, EUA… defende a opinião que Maria, antes do casamento com José, estava grávida de outro homem, e era uma mulher liberada, que não se deixava identificar ou destruir em seus relacionamentos com os homens.” O artigo continua, “… essa noção do poder feminino sobrenatural é tentadora… Está havendo um grande interesse nas pesquisas sobre deusas e divindades femininas como um antecedente ao deus masculino… O judaísmo e o cristianismo têm sido exclusivamente machistas, deixando um vazio que requer uma divindade feminina.” (pg 65-66).
Assim, você pode ver o tremendo poder de atração que a Virgem Maria, especialmente a Nossa Senhora Negra, tem sobre as várias religiões do mundo. Satanás implantou engenhosamente a adoração similar a uma deusa em muitas falsas religiões do mundo. Incrivelmente, ele conseguiu até corromper o cristianismo com o ensino católico romano sobre Maria, a mãe de Jesus. Está chegando a hora de unir todas as religiões do mundo e formar o Falso Sistema Religioso descrito no livro do Apocalipse.
As possibilidades são muito grandes. Apocalipse 17:18 diz: “E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.” Quais são as implicações da liderança do Falso Profeta desse Sistema Religioso mundial? Apocalipse 13:11-18 mostra as atividades desse Falso Profeta:
• Parece um cordeiro (um verdadeiro servo de Jesus Cristo), mas fala como dragão. (identifica-se como homem de Satanás — verso 11).
• Exerce todos os poderes e a autoridade da besta, o Anticristo. (verso 12).
• Convence o mundo a adorar a besta. (verso 12).
• Opera grandes sinais e milagres. (verso 13).
• Ordena a construção de uma imagem do Anticristo. Faz com que o sopro da vida entre na imagem, para que ela possa falar. Quem não adorar a imagem da besta será executado. (versos 14-15).
• O Falso Profeta força toda a população do mundo a receber uma marca na mão direita ou na testa, sem o que ninguém poderá comprar ou vender nada na economia do Anticristo. Quem se recusar a receber a marca será martirizado. (Apocalipse 20:4).
Assim, podemos ver que o Falso Profeta será diretamente responsável pela execução de muitos santos de Deus durante a Grande Tribulação. É por isso que Deus descreve esse Falso Sistema Religioso como uma grande meretriz que estará montada sobre a besta de sete cabeças e dez chifres. Essa mulher representa o Falso Sistema Religioso da Grande Tribulação. Ela é retratada embriagada do sangue dos mártires e do sangue das testemunhas de Jesus. (Apocalipse 17:6) [Para ver uma gravura da passagem bíblica que descreve a grande meretriz montada sobre a besta, dê um clique aqui.].
Agora é hora de discernirmos os sinais dos tempos. Estamos vivendo no período que precede a Tribulação. O aparecimento do Anticristo e o estabelecimento da Nova Ordem Mundial estão muito próximos. Essa ressurgência do culto à Virgem Maria, especialmente à Madona Negra, é um dos muitos sinais de que o início da Tribulação está próximo.
Você ouviu The Cutting Edge, um programa de rádio de Old Path Ministries.
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Você está preparado espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são tempos em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.
Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.
Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação agora.
Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia-a-dia.
Fale conosco direcionando sua mensagem a um dos membros da equipe de voluntários.
Se desejar visitar o site “The Cutting Edge”, dê um clique aqui: http://www.cuttingedge.org
Que Deus o abençoe.
Data da publicação: 5/1/2001
Patrocinado por: S. F. F. C. — Vargem Grande Paulista / SP
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/ce1008.asp
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A filha de Jairo estava morta ou moribunda?

Você ficou em dúvida sobre a inerrância das Escrituras quando percebeu que em um evangelho Jairo fala que sua filha está morta e em outros dois que ela estava moribunda. Afinal, quando ele procurou a ajuda de Jesus ela estava moribunda ou já tinha morrido? As duas respostas são corretas porque ela pode ter morrido enquanto ele falava com o Senhor e cada evangelista registrou um aspecto de sua conversa, ficando apenas para Marcos e Lucas incluírem a parte em que os mensageiros chegam vindos da casa de Jairo.

“Falava ele ainda quando um dos dirigentes da sinagoga chegou, ajoelhou-se diante dele e disse: ‘Minha filha acaba de morrer. Vem e impõe a tua mão sobre ela, e ela viverá’. (Mt 9:18, 35).
“Então chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés e lhe implorou insistentemente: ‘Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e viva’. (…) Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre?” (Mc 5:22-23, 35 ).
“Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte. (…) Estando ele ainda falando, chegou um dos do príncipe da sinagoga, dizendo: ‘A tua filha já está morta, não incomodes o Mestre’. (Lc 8:41-42, 49)
Já que em Marcos diz que Jairo implorava “insistentemente” é possível imaginar um processo repetitivo e contínuo de pedidos pela cura de sua filha moribunda. Então chegam os mensageiros e dão a mensagem da morte e seria natural que Jairo mudasse seu pedido de “está morrendo” para “está morta”. Talvez Marcos e Lucas tenham registrado esse pedido contínuo (“está morrendo”) enquanto Mateus tenha registrado apenas o pedido final de Jairo: “está morta”.
Você encontra outras situações assim em que os textos se complementam, como no caso da morte de Judas que, em Mateus 27:5 diz que “ele atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar” e em Atos 1:18 que “precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram”. Deixando de lado a possibilidade de ele ter ido se enforcar e mudado de ideia no caminho e decidido saltar de um lugar alto, um detetive teria juntado os dois relatos e deduzido que Judas foi se enforcar de um lugar alto e a corda (ou o galho) pode ter se rompido e ele caiu de grande altura, derramando-do suas entranhas como acontece em quedas assim.
Se alguém disser que o meio-irmão de Saddam Hussein morreu enforcado e decapitado você poderia estranhar, mas a verdade é que ele era muito gordo e sua cabeça foi arrancada pelo peso do corpo durante o enforcamento. Assim ele foi enforcado e decapitado.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
Postado por Mario Persona

Tags: A morte da alma imortal

A morte da alma imortal

Nestas semanas eu tenho escrito menos artigos porque estou fazendo uma revisão, correção e atualização completa em meu livro: “A Lenda da Imortalidade da Alma”, acrescentando algumas coisas e tirando outras. Por esta razão, passarei aqui apenas o conteúdo extra que foi adicionado ao livro, o que inclui um sub-tópico mais elaborado do que o antigo no que tange às provas bíblicas claras e diretas da morte da alma no Antigo e Novo Testamento. São literalmente centenas de citações, o que vocês lerão a partir de agora não passa de um pequeno resumo. Que os apologistas amadores defensores da “alma imortal” fundamentadores de interpretações patéticas baseadas em meia dúzia de passagens bíblicas isoladas e já há muito refutadas possam se divertir bastante.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

NO ANTIGO TESTAMENTO

A Bíblia relata a morte da alma tantas inúmeras vezes que eu tive que resumir citações condensadas aqui ao invés de passar uma a uma. O arsenal bíblico da morte da alma é tão significativo ao ponto de nenhum exegeta sério poder contestar que este é um fato. Ela não sobrevive a parte do corpo, mas, pelo contrário, morre com ele, pelo que não existe “alma vivente” sem o corpo com o fôlego de vida. Quando o fôlego de vida [espírito] é retirado, nós que somos almas viventes nos tornamos almas mortas. É por isso que a Bíblia fala tão frequentemente na morte da alma também.

No Antigo Testamento, os escritores bíblicos quase cansaram de falar que a alma morre. No texto original hebraico, a alma morria, era transpassada, podia ser morta, morria para esta vida e morria para a próxima, a alma morria a toda hora. Josué conseguiu o “feito” de exterminar muitas almas… (ver Josué 10:28 no original hebraico: “Ve’eth-maqqêdhâh lâkhadh yehoshua` bayyom hahu’ vayyakkehâlephiy-cherebh ve’eth-malkâh hecherim ‘othâm ve’eth-kâl-hannephesh ‘asher-bâh lo’ hish’iyr sâriydh vayya`as lemelekh maqqêdhâh ka’asher `âsâhlemelekh yeriycho”).

A tradução literal ficaria assim: “Naquele dia tomou Maquedá. Atacou a cidade e matou o rei a espada e exterminou toda a alma que nela vivia, sem deixar sobreviventes. E fez com o rei de Maquedá o que tinha feito com o rei de Jericó”. E não foi só essa vez que Josué conseguiu o feito extraordinário de matar não só o corpo, mas a alma também: em Josué 10:30, 31, 34, 36 e 38, a alma costumava morrer sempre. No original hebraico, Josué “matou a espada todas as almas” (cf. Js.10:30), e “exterminou toda a alma” (cf. Js.10:28). Definitivamente, se existia uma imortalidade da alma, então Josué deveria ganhar uma medalha de honra ao mérito por tais feitos.

Se alguém “matava uma alma acidentalmente”, podia fugir para uma cidade de refúgio (cf. Js.20:3). Era possível aniquilar uma alma sem intenção (cf. Js.20:9). A alma morria tantas vezes, que uma referência completa a todas as passagens nos faria superar os limites de escopo deste livro. É claro que a maioria das versões bíblicas a nossa disposição simplesmente não traduzem a palavra “alma” como colocada no original hebraico [nephesh] pelo simples fato de que isso seria uma afronta à teoria imortalista de que é só o corpo que morre e a alma não. Os personagens bíblicos não acreditavam que seria apenas o corpo que morreria, pois eles categoricamente afirmam: “Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu” (cf. Nm.23:10).

Veja que ele não diz: “que meu corpo morra a morte dos justos”, o que presumivelmente seria a única coisa que os defesores da imortalidade da alma afirmariam. A própria alma não escaparia da morte, e essa era a tão forte convicção de toda a Bíblia. A esperança deles não era que as suas almas fossem imortais, mas sim que elas morressem as mortes dignas dos justos, isto é, com honra. Este seria o fim deles, e não um início de uma nova existência!

Tal convicção de que a alma também não escapa da morte pode ser encontrada mais inúmeras vezes: “Dai-me um sinal seguro de que salvareis meu pai, minha mãe, meus irmãos, minhas irmãs e todos os que lhe pertencem e livrareis as nossas vidas da morte” (cf. Js.2:13). Caso os israelitas atacassem Jericó, as “vidas” da família de Raabe seriam mortas. Poucos sabem, contudo, que o original hebraico verte novamente a morte da alma-nephesh ao invés de “vida” como é traduzido por muitas versões. A Versão King James é uma das versões que traduzem nesta passagem corretamente a morte da alma, como sendo o próprio término da vida, a cessação da existência.

Em Deuteronômio 19:11, a tradução em português assim reza: “Mas, se alguém odiar o seu próximo, ficar à espreita dele, atacá-lo e matá-lo, e fugir para uma dessas cidades…”. Contudo, o original hebraico traz novamente a morte da alma: “Vekhiy-yihyeh ‘iysh sonê’lerê`êhu ve’ârabh lo veqâm `âlâyv vehikkâhu nephesh vâmêth venâs’el-‘achath he`âriym hâ’êl”. “Matá-lo” aqui é a tradução do original hebraico que traz nephesh: matar a alma!

Em Jó 27:8, quando lemos que Deus eliminaria os ímpios, tirando a sua vida, o original traduz por “tira a alma” [nephesh]: “Pois, qual é a esperança do ímpio, quando é eliminado, quando Deus lhe tira a alma [nephesh]”? O fato bíblico é que “a alma que pecar, essa morrerá” (cf. Ez.18:4; Ez.18:21). Se Deus tivesse feito a alma imortal, teria dito a Ezequiel que “a alma que pecar viverá eternamente em estado desencarnado”; ou, então, diria que “a alma que pecar nunca morrerá”! Contudo, vemos que nem mesmo a alma está isenta da morte.

Os autores bíblicos usavam e abusavam da morte da alma. Outro fato interessante encontra-se no Salmo 49:8,9, que diz: “Pois o resgate da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre, para que viva para sempre e não sofra decomposição” (cf. Sl.49:8,9). Se a alma fosse algo à parte do corpo que se desliga deste por ocasião da morte, então ela jamais poderia em circunstância alguma sofrer decomposição. O que deveria sofrer decomposição seria o corpo, somente, e não a alma. Contudo, o verso 8 faz menção a nephesh – alma!

A verdade é que no original hebraico a alma é explicitamente morta: “Para que nelas se acolha aquele que matar alguém [nephesh] involuntariamente” (cf. Nm.35:15). Evidentemente o hebraico nephesh [alma] nunca é traduzido na maior parte das versões pelo simples fato de que isso iria suscitar o questionamento de que a alma claramente morre com a morte do corpo. Por isso, traduzem até o “matar alguém”… e daí pulam imediatamente para o: “…involuntariamente”.

Não traduzem por “matar alguma alma”, pois desta forma é muito mais fácil enganar os leitores que não tem como descobrir usando apenas a linguagem disponível no texto em português se o verso verte a morte apenas do corpo ou também da alma. O que bem podemos observar, ao longo de toda a Bíblia, é que a alma morre tanto quanto o corpo (ou até mais), mas isso é escondido dos leitores pela maioria das traduções. Tais casos semelhantes ocorrem inúmeras vezes nas Escrituras.

Alguns, na tentativa de provar que a alma é imortal, argumentam usando o texto de 1ª Reis 17:20-22, que assim diz: “E estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor meu Deus, rogo-Te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele. E o Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu” (cf. 1Rs.17:20-22). Mas, na realidade, tudo o que este texto nos mostra é que a alma do menino, que estava morta, voltou a ter vida – ele tornou-se novamente um ser vivente, uma alma vivente.

Colabora com isso também a variante linguística do texto, como observa o Dr. Samuelle Bacchiocchi: “Esta leitura, que se acha à margem da versão AV, apresenta uma construção linguística diferente. O que retorna às partes interiores é a respiração. A alma como tal nunca se liga a algum órgão ‘interior’ do corpo. O retorno da respiração às partes interiores resulta no reavivamento do corpo, ou, poderíamos dizer, faz com que se torne uma vez mais uma alma vivente” [“Immortality or Resurrection?”]

Aquele que matasse alguma alma deveria ficar sete dias fora do arraial: “Acampai-vos por sete dias fora do arraial; todos vós, tanto o que tiver matado alguma alma [nephesh], como o que tiver tocado algum morto” (cf. Nm.31:9). Se tais “exterminadores de alma” vivessem no século presente e vissem o que o conceito de “alma” se tornou após a adoção universal do conceito platônico para este termo, iriam ficar realmente assombrados em descobrir que mataram almas imortais!

A morte do corpo está sempre ligada à morte da alma porque o corpo é a forma visível da alma. Nós não temos uma alma presa dentro de nós que é liberta por ocasião da morte; nós somos essa “pessoa” que morre e que revive por ocasião da ressurreição (cf. Ap.20:4)! É por isso que, quando Josué conquistou as várias cidades além do Jordão, a Bíblia nos diz repetidas vezes que “ele destruiu totalmente toda alma [nephesh]” (cf. Js.10:28, 30, 31, 34, 36, 38). Definitivamente não haviam avisado Josué que no máximo o que ele matou foi somente um corpo!

Em Deuteronômio 11:9, lemos que “havendo alguém que aborrece o seu próximo, e lhe arma ciladas, e se levanta contra ele, e o fere de golpe mortal, e se acolhe a uma destas cidades…”. A frase “o fere de golpe mortal” é uma infeliz tradução do original hebraico que diz “fere a alma-nephesh mortalmente”. Jamais poderíamos imaginar que um cidadão iria com a sua espada transpassar tanto um indivíduo num combate ao ponto de matar até a alma “imortal” e imaterial que essa pessoa possui dentro dela! É nítido que a alma não era crido como sendo algo imaterial com imortalidade preso dentro de nós, o que também fica claro em Jeremias:

“Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Verdadeiramente enganaste grandemente a este povo e a Jerusalém, dizendo: Tereis paz; pois a espada penetra-lhe até à alma” (cf. Je.4:10). Se a alma fosse algo imaterial, não poderia ser atingida por objeto algum material e nem ser penetrada! Uma entidade imortal e imaterial não pode ser ferida com espada ou algum outro instrumento; contudo, lemos que “vos estejam à mão cidades que vos sirvam de cidades de refúgio, para que ali se acolha o homicida que ferir a alguma alma [nephesh] por engano” (cf. Nm.35:11).

Aqui o “ferir” é propriamente a morte, porque o que a atinge é um homicida. Obviamente a morte do corpo é a morte da alma, pelo fato de que a alma não é um segmento imaterial que não pode ser atingido e nem destruído. Nenhum autor bíblico acreditava que existia uma alma imortal e imaterial presa dentro do nosso corpo, pois, se assim fosse, então a alma jamais e em circunstância alguma poderia ser morta e nem destruída em hipótese nenhuma!

Isaías fala a respeito de Jesus nessas palavras: “Por isso lhe darei a sua parte com os grandes, e com os fortes ele partilhará os despojos; porque derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores. Contudo levou sobre si os pecados de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (cf. Is.53:12). Comentando essa passagem, o Dr. Samuelle Bacchiocchi afirma: “’Ele derramou’ é versão do hebraico arah que significa ‘esvazia, desnudar, ou deixar a descoberto’. Isso significa que o Servo Sofredor esvaziou-Se de toda a vitalidade e força da alma. Na morte, a alma não mais funciona como o princípio animador da vida, mas descansa na sepultura” [“Immortality or Resurrection?”].

De qualquer forma, eles não insistiriam tanto na morte da alma, com os tradutores bíblicos na grande maioria dos casos traduzindo por “pessoa” ao invés de “alma-nephesh”, como deve ser traduzido, presumivelmente por causa de crerem que a alma é imortal e não pode ser morta, contrariando a Bíblia toda (cf. Nm.31:19; 35:15,30; Js.20:3, 9; Gn.37:21; Dt.19:6, 11; Je.40:14, 15; Jz.16:30; Nm.23:10; Ez.18:4; Ez.18:21). Em Números 31:19, lemos que a morte do corpo é a morte da alma:

“Acampai-vos sete dias fora do arraial; qualquer de vós que tiver matado alguma pessoa [nephesh] e qualquer que tiver tocado em algum morto, ao terceiro dia e ao sétimo dia, vos purificareis, tanto vós como os vossos cativos” (cf. Nm.31:19). O original novamente traz a morte da alma: “Ve’attem chanu michutslammachaneh shibh`ath yâmiym kol horêgh nephesh vekhol noghêa` bechâlâltithchathe’u bayyom hasheliyshiy ubhayyom hashebhiy`iy ‘attem ushebhiykhem”.

Qualquer erudito familiarizado com as Escrituras também irá se deparar repetidamente com a forte convicção bíblica de que, caso as pessoas morressem, as suas almas não escapariam da morte. Isso explica o porquê que, em tantos casos, vemos os salmistas agradecendo a Deus por ter livrado a alma deles da morte, prolongando os dias de vida deles, ou, então, dizendo que a sua alma morreria a morte dos justos:

“Porque tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda” (cf. Sl.116:8).

“Para lhes livrar as almas da morte, e para os conservar vivos na fome” (cf. Sl.39:19)

“Pois tu livraste a minha alma da morte; não livrarás os meus pés da queda, para andar diante de Deus na luz dos viventes?” (cf. Sl.56:13)

“Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu” (cf. Nm.23:10)

“E a sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida aos que trazem a morte” (cf. Jó 33:22)

“Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo” (cf. Êx.31:14)

“Preparou caminho à sua ira; não poupou as suas almas da morte, mas entregou à pestilência as suas vidas” (cf. Sl.78:50)

“E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua alma se angustiou até a morte” (cf. Jz.16:16)

“Conspiração dos seus profetas há no meio dela, como um leão que ruge, que arrebata a presa; eles devoram as almas; tomam tesouros e coisas preciosas, multiplicam as suas viúvas no meio dela” (cf. Ez.22:25)

“E naquele mesmo dia tomou Josué a Maquedá, feriu-a a fio de espada, e destruiu o seu rei, a eles, e a toda a alma que nela havia; nada deixou de resto: e fez ao rei de Maquedá como fizera ao rei de Jericó” (cf. Js.10:28)

“Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa, para derramarem sangue, para destruírem as almas, para seguirem a avareza” (cf. Ez.22:27)

Estes são alguns exemplos de passagens nas quais não precisamos ir até o original hebraico para revelarmos que o original traz a palavra “alma”, pois as próprias versões em português (ou a maioria delas) já traduzem por “alma” nestes versos, traduzindo nephesh por alma como realmente deve ser, em um contexto onde ela é morta, ou destruída, ou eliminada, ou devorada! Vale lembrar sempre que existe uma outra grande maioria de passagens bíblicas relatando a morte e extermínio da alma, em que nephesh não foi traduzido por “alma” como corretamente deveria ser, mas o que restou a nós já é mais do que o suficiente para imputarmos a doutrina de que a alma não morre como algo completamente antibíblico.

Os escritores bíblicos jamais disseram que a alma é um elemento imaterial e imortal, mas sim algo bem material e que morre. Por tudo isso, não existe alma imortal; o fato de a alma morrer tanto provém de que uma “alma vivente” não significa uma “alma imortal”, mas simplesmente um “ser vivo”, sujeito a morte: “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá” (cf. Ez.18:4).

O Dr. Bacchiocchi ainda acrescenta em seu livro sobre a “Imortalidade ou Ressurreição”:

“As pessoas tinham grande temor por suas almas [nephesh] (Jos. 9:24) quando outros estavam buscando suas almas [nephesh] (Êxo. 4:19; 1 Sam. 23:15). Eles tiveram que fugir por suas almas [nephesh] (2 Reis 7:7) ou defender suas almas [nephesh] (Est. 8:11); se não o fizessem, suas almas [nephesh] seriam totalmente destruídas (Jos. 10:28, 30, 32, 35, 37, 39). “A alma que pecar, essa morrerá” (Eze. 18:4, 20). Raabe pediu aos dois espias israelitas que salvassem sua família falando em termos de “livrareis as nossas vidas [almas-VKJ] da morte” (Jos. 2:13)”

Sumariando, vemos que, biblicamente, a alma morre (cf. Ez.18:4), perece (cf. Mt.10:28), é destruída (cf. Ez.22:27), não é poupada da morte (cf. Sl.78:50), é completamente eliminada (cf. Êx.31:14), desce à cova na morte (cf. Jó 33:22), revive na ressurreição [porque estava morta antes disso] (cf. Ap.20:4), é totalmente destruída (cf. Js.10:28), é derramada na morte (Is.53:12), é penetrada pelo fio da espada (cf. Je.4:10), é passível de sofrer decompisição [na sepultura] (cf. Sl.49:8,9), “repousa” na morte (cf. Sl.25:13), é sufocada (cf. Jó 31:39,40), é devorada (cf. Ez.22:25), pode ser assassinada (cf. Nm.35:11) e exterminada (cf. At.3:23).

Que a alma não é e nem nunca foi imortal, isso também fica evidente pelo fato de que, em mais de 1600 citações em que aparece “alma” na Bíblia, em nenhuma delas é seguida do termo “eterno” [aionios] ou “imortal” [athanatos], o que obviamente seria feito caso a alma fosse eterna ou imortal. Porém, isso nunca ocorre nas Escrituras, que preferem insistir constantemente em dizer que a alma morre, é destruída, exterminada e aniquilada (cf. Nm.31:19; 35:15,30; 23:10; Js.20:3,9; Js.20:3,28; Gn.37:21; Dt.19:6, 11; Je.40:14,15; Jz.16:30; 16:30; Ez.18:4,21; 22:25,27; Jó 11:20; At.3:23; Tg.5:20, etc).

A Bíblia usa e abusa de todos os termos genéricos para a morte da alma. Junte isso ao fato que vimos acima, de que nunca algum escritor bíblico fez qualquer questão de dizer que a alma seria ‘eterna’ ou ‘imortal’ (em mais de 1600 citações), porque eles sabiam bem que a alma morre com a morte do corpo. Ou seja: temos centenas de centenas de citações mostrando explicitamente e expressamente a morte da alma, mas nenhuma que de forma direta afirme que a alma é “imortal” (athanatos) ou “eterna” (aionios)! Isso vai frontalmente contra o dualismo grego que divulgava a imortalidade da alma amplamente e nunca ousava dizer que a alma podia ser morta, o que seria uma completa afronta para os gregos dualistas, um verdadeiro escândalo para eles.

Se a alma de fato fosse imortal, o que deveríamos esperar seria uma “enchente” de citações bíblicas falando sobre a “alma eterna”, a “alma imortal”, a “imortalidade da alma”, etc. O próprio fato de a Bíblia insistir tanto na morte da alma ao invés de promover a imortalidade desta é suficientemente incontestável a fim de desqualificarmos inteiramente esta doutrina por não possuir um mínimo de respaldo teológico sério. Crer que a alma é imortal é estar com os olhos “vendados” (cf. 2Co.4:4) a luz de todas as evidências.
NO NOVO TESTAMENTO

O Novo Testamento confirma, mantém e amplia a crença bíblica de que a alma morre. Jesus nos contou sobre aquele que pode destruir o corpo e a alma (cf. Mt.10:28), Tiago nos diz que a alma está sujeita à morte (cf. Tg.5:20) e Pedro declara que ela pode ser exterminada:

“E acontecerá que toda a alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo” (cf. Atos 3:23)

Neste texto a palavra usada para o extermínio da alma é exolothreuo, que, de acordo com o léxico de Strong, significa “derrubar do seu lugar, destruir completamente, extirpar” (Concordância de Strong, 1842). Não tem qualquer relação com um prosseguimento eterno e ininterrupto de vida consciente, mas diz respeito a um extermínio, uma completa cessação de existência. A palavra grega exolothreuo denota o completo extermínio da alma. Embora os escritores bíblicos tivessem a completa decisão de escolha entre respaldar a morte do “corpo” ou da “pessoa”, duas palavras disponíveis tanto no grego como no hebraico, eles insistem na morte e extermínio da alma [nephesh/hebraico – psiquê/grego].

Paulo também afirma, no auge da tempestade de Atos 27, que “nenhuma vida se perderá” (cf. At.27:22). O “perder-se” aqui referido é claramente relacionado com a cessação de vida, a morte na qual passaria aquelas pessoas em caso que o navio se afundasse. Poucas pessoas sabem, contudo, que o original grego traz “alma-psiquê” novamente: “kai abs=ta abs=nun t=tanun parainô umas euthumein apobolê gar psuchês oudemia estai ex umôn plên tou ploiou”. Em outras palavras, eles teriam as suas próprias almas mortas.

O apóstolo Paulo usou a palavra para alma-psiquê apenas treze vezes em seus escritos (de 1600 em que aparece na Bíblia). A razão mais razoável para isso é que ele não queria dar entender aos seus leitores um sentido equívoco daquilo que seria a “alma”, em direto contraste com o pensamento platônico que a divulgava amplamente. Por isso mesmo, ele jamais se utilizou do termo “alma-psichê” para denotar a vida que sobrevive à morte. Pelo contrário, relata que “é semeado um corpo natural [psychikon] e ressuscita um corpo espiritual. Se há corpo natural [psychikon], há também corpo espiritual” (cf. 1Co.15:44).

Aqui ele se utiliza de um derivado de alma-psyche a fim de denotar a natureza do corpo natural que está sujeito à morte [e consequente ressurreição], e não a algum elemento imaterial ou imortal. “Corpo natural” aqui é a tradução do grego que diz: “soma psuchikos”, que literalmente significa: “corpo psíquico” (psiquê significa alma). Alma-psiquê, portanto, está relacionada a um corpo natural que morre e que ressuscita, e não a um elemento imaterial, intangível e imortal desassociado do corpo natural e mortal.

Os manuscritos originais da Bíblia (AT/hebraico; NT/grego) sempre insistem que a alma não é uma parte divisível do corpo ou algum potencial imaterial presente na natureza humana trazendo consigo imortalidade, mas sim a própria pessoa como um ser vivo, como uma alma vivente. Paulo e Barnabé eram “homens que têm arriscado a vida [psiquê] pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (cf. At.15:26), porque a alma-psiquê também morre. Por isso, ela também é colocada em risco de acordo com os perigos em determinada localidade. Eles colocaram a própria alma em risco por amor a Cristo, porque a alma também pode ser morta. Se assim não fosse, eles estariam arriscando apenas o corpo mortal, e não a alma, pois esta supostamente seria imortal e inatingível a qualquer perigo de vida.

Em Mateus 2:20, é nos dito que já morreram os que buscavam a alma-psiquê do menino Jesus:

“Levanta-te, toma a criancinha e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já morreram os que buscavam a alma da criancinha” (cf. Mateus 2:20)

No grego:

“legôn egertheis paralabe to paidion kai tên mêtera autou kai poreuou eis gên israêl tethnêkasin gar oi zêtountes tên psuchên tou paidiou”

O termo “buscar a alma”, diante do contexto, tem clara ligação com buscar a morte daquela criança, que era o objetivo de Herodes: matar o menino Jesus. Ocorre que o evangelista Mateus, ao invés de dizer que eles matariam apenas o corpo, emprega novamente o termo “alma-psiquê”, pois a morte seria total: corpo e alma. Jesus disse em Mateus 16:25 que “todo aquele que quiser salvar a sua alma [psiquê], perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma [psiquê] por minha causa, achá-la-á”.

O termo “perder a alma” aqui diz respeito ao martírio que todos os discípulos de Cristo passaram. Eles “perderam a alma”, isto é, tiveram um fim nesta vida pelas mãos de homens cruéis, visando “ganhá-la” num momento futuro, na ressurreição dos mortos. Mais uma vez, a morte não está relacionada ao corpo de modo estrito, mas também à psiquê: alma! Outra clara referência neotestamentária sobre a morte da alma está em Marcos 3:4, quando Cristo diz:

“A seguir, disse-lhes: ‘É lícito, no sábado, fazer uma boa ação ou fazer uma má ação, salvar ou matar uma alma?” (cf. Marcos 3:4)

No grego:

“kai legei autois exestin tois sabbasin a=agathon a=poiêsai tsb=agathopoiêsai ê kakopoiêsai psuchên sôsai ê apokteinai oi de esiôpôn”

De acordo com a Concordância de Strong, a palavra grega apokteino significa:

615 αποκτεινω apokteino
de 575 e kteino (matar); v
1) matar o que seja de toda e qualquer maneira.
1a) destruir, deixar perecer.

Portanto, apokteino psiquê denota a morte completa da alma, e não uma “imortalidade natural” dela. Pedro, ao dizer que morreria por Cristo, chegou a dizer:

“Senhor, por que é que não te posso seguir atualmente? Entregarei a minha alma em benefício de ti!” (cf. João 13:37)

No grego:

“legei autô ats=o petros kurie ab=dia ab=ti ts=diati ou dunamai soi akolouthêsai arti tên psuchên mou uper sou thêsô”

Pedro estava simplesmente dizendo que estava disposto a morrer por Cristo, e para isso diz que entregaria a sua psiquê por amor do Mestre, isto é, estaria disposto a entregar a sua própria alma à morte em benefício de Cristo. Ele não cria que no máximo entregaria um corpo para morrer, mas a alma. Ele não via a alma como um elemento imaterial e imortal, mas como algo tão fadado à morte quanto o próprio corpo. E o mesmo pode ser dito com relação ao Filho do homem, que daria a sua alma-psiquê como resgate em troca de muitos:

“Assim como o Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos” (cf. Mateus 20:28)

No grego:

“ôsper o uios tou anthrôpou ouk êlthen diakonêthênai alla diakonêsai kai dounai tên psuchên autou lutron anti pollôn”

“Eu sou o pastor excelente; o pastor excelente entrega a sua alma em benefício das ovelhas” (cf. João 10:11)

No grego:

“egô eimi o poimên o kalos o poimên o kalos tên psuchên autou tithêsin uper tôn probatôn”

“Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma a favor de seus amigos” (cf. João 15:13)

No grego:

“meizona tautês agapên oudeis echei ina tis tên psuchên autou thê uper tôn philôn autou”

“Dar a sua alma” nada mais é do que entregar a sua própria vida à morte, em favor da humanidade. Psiquê mais uma vez não é vista como algo imortal, mas algo sujeito à morte, como o corpo. Finalmente, em Apocalipse 20:4 é nos dito que as almas dos que foram degolados por causa do testemunho de Jesus reviveram. Se elas “reviveram”, é porque estavam mortas antes disso:

“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos” (cf. Apocalipse 20:4)

Neste contexto em que as almas revivem, não aparece corpo-soma na passagem, mas apenas a referência às almas-psiquê que João viu em sua visão ganharem vida novamente no ato da ressurreição. Dizer que aquilo que reviveu foi somente o corpo é entrar em gritante contradição com o texto bíblico, que em momento nenhum fala de corpos. O texto não diz: “as almas daqueles corpos que foram degolados”, mas sim “as almas daqueles que foram degolados”. Foram “as almas daqueles que foram degolados” que reviveram, e não “os corpos daqueles que foram degolados”.

Dizer que o “daqueles” está associado ao corpo (que nem sequer aparece no texto) e não ao referencial direto (“almas”) é no mínimo querer ferir a exegese e amputar as regras de interpretação textual. “Daqueles” é uma referência clara ao referencial mais direto, ou seja, “as almas”. Um exemplo prático para elucidar a questão: se eu dissesse que “a gasolina daqueles carros que pararam de funcionar foi recolocada”, o que é que foi recolocado? A gasolina ou os carros? Óbvio: a gasolina. É a gasolina daqueles carros, e não os próprios carros. Em Apocalipse 20:4 é exatamente a mesma estrutura textual que aparece. Vemos que as almas daqueles mártires reviveram. O que reviveu? A resposta também é óbvia: as almas daqueles que foram degolados!

Além disso, o original grego traz o artigo definido, que no grego é “των” (ho), e que é traduzido na maioria das versões por “daqueles”:

“kai eidon thronous kai ekathisan ep autous kai krima edothê autois kai tas psuchas tôn pepelekismenôn dia tên marturian iêsou kai dia ton logon tou theou kai oitines ou prosekunêsan a=to tsb=tô a=thêrion tsb=thêriô a=oude tsb=oute tên eikona autou kai ouk”

De acordo com o léxico da Concordância de Strong, significa:

3588 ο ho que inclui o feminino η he, e o neutro το to
em todos as suas inflexões, o artigo definido; artigo
1) este, aquela, estes, etc.
Exceto “o” ou “a”, apenas casos especiais são levados em consideração.

Este artigo inclui o feminino e também o neutro, o que mostra que está apenas reiterando que o sujeito é mesmo as almas, e não algum outro. “Corpo-soma” é masculino, e não feminino; ademais, nunca que o artigo definido ho toma o lugar de sujeito da frase, ele apenas é um artigo definido que confirma o sujeito da frase, não é utilizado para fazer uma distinção das “almas”, mas é um prosseguimento do relato delas, ainda com elas (as almas) sendo o sujeito único da frase. Portanto, em momento nenhum a referência e o sujeito da frase deixa de ser “as almas”, o que nos mostra que:

• Almas são decapitadas (morrem)
• Almas revivem na ressurreição

Por tudo isso, vemos que o Catecismo Católico que afirma que “a alma não perece com a morte do corpo” mostra uma total carência de conhecimento e discernimento bíblico. Isso explica o porquê do “problema da Bíblia” como já foi aqui exposto; e, de fato, até hoje a grande maioria das traduções continuam omitindo dos seus leitores a morte da alma com a morte do corpo. Mas, fazer o que: essa é a única maneira de “salvar” a doutrina de que a alma não morre e está viva em algum lugar, escondendo e omitindo dos seus leitores a verdade bíblica da morte da alma, o que exterminaria com um império de cegueira espiritual que tenta monopolizar a opinião escondendo a verdade dos olhos do povo, perpetuando estes enganos através das tradições humanas.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli.
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Escrito por: Lucas Banzoli às 23:17
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Marcadores: Estado Intermediário, Imortalidade da Alma

Por que a mentira? (Gn.3:4)

Que a imortalidade da alma é uma falsa doutrina, confusa e impossível de ser pregada sem recorrer a falácias e a argumentos falidos e já há muito refutados, isso já ficou provado inúmeras vezes aqui, cujas matérias estão em sua totalidade presentes em meu blog “Desvendando a Lenda”. A questão, agora, não será provar mais uma vez que a imortalidade da alma é uma heresia (o que já está mais do que provado), mas sim mostrar o porquê que o diabo criou essa heresia. Em outras palavras, a pergunta que irei refletir ao longo deste artigo é simplesmente esta: “Qual é o objetivo de Satanás em pregar tal mentira”?

Ora, sabemos Satanás continua usando dos mais variados meios a fim de perpetuar a primeira mentira, pois isso é um forte meio de desviar as pessoas da sinceridade e pureza devidas a Cristo. Por meio da crença da sobrevivência da alma na morte, inúmeras religiões do mundo terminam cursando os mais variados meios de consulta aos mortos em desobediência à Palavra de Deus.

Existem religiões que tem como base a doutrina da sobrevivência da alma em um estado intermediário. Caso essa doutrina esteja errada, a religião termina. O culto aos mortos no catolicismo é um bom exemplo disso, uma vez que Cristo deixou claro que “só ao Senhor teu Deus darás culto” (cf. Mt.4:10) e que “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus” (cf. 1Tm.2:5).

Satanás usa das mais variadas maneiras para deturpar a Palavra de Deus e perpetuar a primeira mentira, da imortalidade da alma, a fim de que o que Paulo mais temia acontecesse: “Pois, assim como Eva foi enganada pelas mentiras da cobra, eu tenho medo de que a mente de vocês seja corrompida e vocês abandonem a devoção pura e sincera a Cristo” (cf. 2Co.11:3). A imortalidade da alma foi a doutrina que Satanás encontrou uma “brecha” a fim de que o evangelho fosse sutilmente modificado por meio de homens que “introduziram secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (cf. 2Pe.2:1).

O culto aos mortos é um bom exemplo de um meio que a Serpente continua utilizando a fim de desviar o cristão do evangelho puro e genuíno somente a Cristo. Quando o evangelho deixa de ser Cristocêntrico, a missão de Satanás está completa. E qual é o meio que ele usa para perpetuar tais enganos? Claro, a mesma mentira pregada à Eva no Jardim: “…certamente não morrereis” (cf. Gn.3:4).

O que Satanás ensina, na verdade, é bem simples. Ele diz que o nosso “verdadeiro eu”, a nossa “alma eterna”, não morre. De modo que, se não formos tão bons, “a reza resolve tudo”! Tal visão de imortalidade inerente que Satanás ensina é bem mais simples do que o que Deus quer que creiamos: que “a alma que pecar, essa morrerá” (cf. Ez.18:4), porque a consequência do pecado seria “moth tâmuth” – “morrendo, morrereis” (cf. Gn.2:17). Todas as práticas de culto aos mortos, de intercessão de santos já falecidos, de invocação ou comunicação com os mortos ou de qualquer coisa do gênero, que quase sempre geram idolatria e apego no coração dos homens àquilo que já morreu ao invés de se focar Naquele que está vivo (Jesus), tem como base e fundamento a crença na imortalidade da alma.

No espiritismo, então, a coisa complica ainda mais. A consulta aos mortos, que existe de maneira “mascarada” no catolicismo mediante a oração que é um claro meio de comunicação, é “desmascarada” no espiritismo que abertamente declara isso convictamente. A própria crença na reencarnação, que é crida não somente por espíritas mas também por muitos outros grupos panteístas (como o budismo e o hinduísmo) também tem por base a crença que a alma sobrevive consciente após a morte. Afinal, se a alma não sobrevive, não há como reencarnar.

A Bíblia afirma categoricamente que “entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (cf. Dt.18:9-12). Afinal, “a favor dos vivos consultar-se-ão os mortos?” (cf. Is.8:19). Não!

Deus sabe muito bem dessa impossibilidade de comunicação dos mortos com os vivos, e foi por isso o Senhor proibiu o seu povo israelita de tentar tal “comunicação”, a fim de que não fossem enganados por espíritos demoníacos (cf. Lv.19:31; 20:6; 1Sm.28:7-25; Is.8:19; 1Tm.4:1; Ap.16:14), dada a devida impossibilidade de comunicação com os que já morreram (cf. Gn.2:7; Sl.13:3; Ec.9:5,6; Ec.9:10; Sl.146:4; Sl.6:5; Sl.115:17; Sl. 13:3; Jó 14:11,12; Sl.30:9; Is.38:18; Is.28:19; Sl.94:17). Dada tal impossibilidade, quem se apresenta no “além” para se comunicar com os vivos são os espíritos dos demônios, e se aproveitando, é claro, da mentira da imortalidade da alma.

Tudo isso poderia ser perfeitamente removido e o evangelho restaurado caso fosse realizado um exame apurado das Escrituras, analisando um conteúdo total e não se apegando cegamente a um texto ou outro descontextualizado tomando tais textos isolados como regra de doutrina. Mas, como Jesus disse em Mateus 28:20 para ensinarmos tudo, também precisamos revelar às pessoas o que realmente acontece depois da morte, pois isso nos faria voltar ao evangelho Cristocêntrico tão abandonado por consequência da primeira mentira.

Imagine um mundo onde todos creem conforme a Bíblia diz: que a alma que pecar, essa morrerá (cf. Ez.18:4). Imagine um mundo onde a mentira de que “certamente não morrerás” não engana mais ninguém. Imagine um mundo onde todos creem que a ressurreição é o caminho para uma nova vida no retorno à existência. Ou seja: imagine o mundo todo seguindo os padrões bíblicos. No que isso implicaria? Isso implicaria na completa inexistência da idolatria no mundo, visto que grande parte dela subsiste com base na crença que “espíritos” ou “almas” subsistem após a morte e são dignos de serem consultados, venerados, cultuados ou adorados.

Isso implicaria na completa inexistência de todos os falsos sistemas religiosos que tem por base a crença que a alma é imortal, o que inclui espiritismo, catolicismo, budismo, hinduísmo, religiões panteístas, politeístas e pagãs, que tem como fundamento a crença da transmigração das almas, da reencarnação, da evocação dos mortos, da intercessão dos falecidos, da veneração e culto aos defuntos. Isso implicaria também em um mundo mais Cristocêntrico, isto é, um mundo onde Aquele que vive é o único digno de toda a glória, toda a honra, toda a majestade e todo o louvor, pois é aquele que venceu a morte e ressuscitou, Cristo Jesus.

Todas as orações e todo o culto em todo o mundo seriam voltados e dirigidos unicamente Àquele que era, que é e que há de vir. Todas as nações seriam felizes e haveria paz no mundo, pois “feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (cf. Sl.33:12). Todos os nossos atos de adoração seriam sempre voltados por Ele e para Ele. Você poderia pensar: “Este é um mundo utópico, imaginário, impossível de ser verdade um dia”. Mas seria isso tão somente o reflexo de um mundo onde a primeira mentira implantada pela serpente já não teria mais lugar, e as suas consequências também não. O único que fica feliz da vida em ver o povo continuar crendo e propagando a heresia de que a alma é imortal é o diabo que inventou essa mentira, pois é por meio dela que ele sempre enganou e continua cegando bilhões de pessoas em todo o planeta.

A imortalidade da alma é a carta “coringa” de Satanás. É por meio dela que tantas pessoas desviam o foco e a atenção que deveriam ser direcionadas a Deus. Sem essa carta na manga, dificilmente o Inimigo conseguiria desenvolver outros métodos para desviar a devoção pura e sincera somente a Cristo. Por outro lado, o exame sincero e honesto das Escrituras nos faria desmantelar sistemas religiosos totalmente baseados na crença em uma alma imortal. Isso faria voltar ao evangelho puro e sincero de devoção somente a um homem, aquele que mesmo tendo morrido ainda vive, e por isso pode interceder por nós – Cristo: “Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles” (cf. Hebreus 7:25).

Resumindo este ponto, o que devemos ter em mente é que toda falsa doutrina criada por Satanás tem algum objetivo por detrás dela, e este objetivo nunca é levar o cristão mais perto de Cristo e da devoção única a Ele, mas sempre reside em desviar as pessoas da devoção única ao Senhor (cf. 2Co.11:3). Seria muito estranho que o diabo quisesse “inventar a mentira da mortalidade da alma”, uma vez sendo que isso apenas serviria para destruir por completo com todos os enganos existentes nos mais diversos sistemas religiosos falsos que existem no mundo, e que se baseiam na crença em uma alma imortal.

Em outras palavras, o diabo não ganharia nada pregando a mortalidade da alma; ao contrário, apenas perderia o seu império de engano e o veria caindo às ruínas. Teria que inventar outras mentiras que substituíssem a crença em uma alma imortal para conseguir conduzir novamente o povo à perdição. Não faz qualquer sentido a mortalidade da alma ser uma “heresia”, pois heresia é algo criado por Satanás com uma finalidade que de alguma forma consiste em poder desviar o cristão de Cristo. Quem é que vai “se desviar de Cristo” por crer que a vida termina na morte e recomeça na ressurreição? Ninguém. Ao contrário, iria apenas reforçar a importância do papel da ressurreição dentro da comunidade cristã. Iria fazer-nos retornar aos primórdios da fé, aos tempos em que a ressurreição era a maior esperança dos cristãos (cf. At.24:15; 26:6; 28:20; 23:6; 26:7).

Mas seria totalmente lógico que ele implantasse a mentira da imortalidade da alma e assim conseguisse enganar cada vez mais pessoas através dela, como de fato engana, pois a imortalidade da alma sim tem o poder de desviar o cristão de Cristo, de criar falsos sistemas religiosos em torno dela, de servir como base para a perda de um evangelho Cristocêntrico para colocar o foco nos mortos, para dar plausibilidade às crenças na transmigração e reencarnação das almas, evocação e consulta aos espíritos, oração e intercessão dos mortos e pelos mortos, culto e veneração àqueles que já morreram, e por aí vai.

Por isso que foi a primeira mentira implantada pela serpente no Jardim (cf. Gn.3:4). Note que Satanás não perdeu tempo em implantar essa mentira no mundo. Ela não foi a terceira, nem a quarta mentira inventada. Não foi inventada depois de muitos séculos, foi a primeira, foi a que serviu como ponto de partida para todas as demais mentiras que vimos acima.

Por tudo isso, eu concordo plenamente com a colocação verdadeira feita pelo professor Sikberto sobre isso: “A imortalidade da alma é a base doutrinária da rebelião de Lúcifer, e o fundamento das demais mentiras. Sempre que ele entra em ação em uma situação nova, a primeira coisa que tenta fazer crer é que a alma não morre. E sabe por quê? Pelo fato de que assim é mais fácil crer nas demais mentiras dele” [“A História da Adoração”].

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli.

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A LEI E OS PROFETAS “DURARAM” ATÉ JOÃO
(Reflexão)

Vítor Quinta
Maio 2011

O versículo que está em Lucas 16:16 tem induzido em erro muitos que buscam conhecer a Palavra de Deus mas que não têm o discernimento nem a diligência de comparar esse versículo com outras passagens que a contradizem frontalmente. E contradizem porquê, se a Palavra de Deus não se contradiz?

Contradiz-se porque a mão (e intenção) do tradutor torceu aquela passagem ao acrescentar a palavra “duraram”, não porque ela estivesse escrita nos textos originais, mas porque entendeu que fazia mais sentido com aquele aditamento, o que denuncia a crença de alguém era contrário à Lei/Torá de Deus. Vamos procurar analisar melhor.

Desde logo, quando encontramos nas nossas Bíblias algumas passagens com textos em itálico é porque estamos perante alguma palavra que o tradutor acrescentou para dar melhor sentido ao texto… na opinião desse tradutor. No entanto, acrescentar ou retirar algo à Palavra de Deus é condenado pelo próprio Senhor YHWH que nos diz em:

Deuteronómio 4:2 e 12:32 – “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos de YHWH vosso Deus, que eu vos mando… Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”.

Porém, o homem tem-se esquecido deste e de outros preceitos de Deus.

O versículo 16 não nos diz que a autoridade da Lei/Torá e dos profetas existiram até ao momento em que apareceu em cena o “anjo” que preparou o caminho do Cordeiro: João, o Batista. Pelo contrário, diz-nos que “até João existiram a Lei e os profetas” para anunciarem a vinda do Reino de Deus, dando a sua visão profética do que estava para vir. Porém, em aditamento a estes testemunhos antigos, veio João, o Batista, e depois Yeshua e os Seus apóstolos, para anunciarem a proximidade do Reino ou, até, que o Reino de Deus já estava entre nós: ver verso 31; João 5:46; Romanos 3:21, como também nos é dito em Mateus 3:1-2 por João, e depois por Yeshua em Mateus 4:17; Marcos 1:15, tendo como resultado que todos fazem força para entrar no Reino dos céus: Mateus 11:12. Se na realidade a Lei/Torá e os profetas tivessem vigorado só até João, o Batista, onde caberiam então os ensinamentos de Yeshua e dos Seus apóstolos que são, todos eles, posteriores a João, o Batista e que se baseiam na Lei/Torá? Como se vê é fácil desmontar este erro.

Na realidade, a passagem de Lucas 16:16 deveria antes dizer “A Lei e os profetas profetizaram acerca de João”, o que é mais consentâneo com os textos originais. E, para que não restem dúvidas, estudemos os seguintes exemplos:

• A fé não veio abolir qualquer parte da Lei/Torá ou mesmo o seu todo: Mateus 5:17-20; 7:12; Tiago 2:10; Romanos 2:13.
• Na parábola do trigo e do joio (Mateus 13:37-43), Yeshua manifesta a condenação dos que violam a Lei/Torá de YHWH (os que cometem iniquidade ou “Anomia”, termo que é por Ele usado com frequência: e.g. Mateus 23:27-28 e 24:11-13).
• Guardar a Lei/Torá é parte integrante da fé que conduzirá o crente à vida eterna: Salmo 19:7-11; Mateus 19:17; Apocalipse 12:17; 14:12; 22:14.
• O crente permanece debaixo do amor de Yeshua se guardar os preceitos da Lei/Torá: João 14:15-23, da mesma forma que Ele permaneceu no amor do Pai por guardar toda a Sua vontade, a Sua Lei/Torá: João 15:9-10; Hebreus 2:17-18 (como fiel Sumo-Sacerdote); 4:15; 8:10; 10:16.
• A fé no Salvador Yeshua não nos liberta de guardarmos os preceitos da Lei/Torá (que Ele também guardou em obediência ao Pai), antes a estabelece: Romanos 3:31.
• A Lei/Torá é, em si mesma a “liberdade” e o padrão de conduta/vida perante a qual seremos julgados: Tiago 1:22-25.
• Não esquecer que a palavra “justo” quer dizer: “os que observam as leis divinas nas suas vidas” (o que pratica a justiça) – Lucas 1:5-6; Daniel 12:3. Estes são os que “ouvem”, “crêem” e “obedecem” (praticam).
• O Concílio de Jerusalém confirmou o ensinamento da Lei/Torá para os fiéis: Actos 15:20-21.
• A Lei/Torá e a Graça de Deus andam de braço dado, pois uma não exclui a outra. Somos salvos pela Graça de Deus (a Sua misericórdia ou perdão imerecido); porém, Ele instrui-nos para andarmos em obediência e fé em todos os Seus preceitos. Como, por exemplo, nos ensinam os apóstolos Tiago e João, a fé tem que se expressar através das obras, senão é uma fé vazia, morta: Tiago 1:22-25; 2:21-26; 4:11-12, 17; 1.João 2:3-7; 3:4; 5:2-3; 2.João 1:5-6.
• Sabemos que pelas obras da Lei/Torá ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé (Gálatas 3:11); mas, sabemos também que é a fé que nos leva a produzir frutos e obras dignas de arrependimento, obras de justiça – Mateus 3:8; Actos 26:20; Romanos 3:27-28; Efésios 2:10.
• Yeshua e os Seus discípulos/apóstolos viveram sempre em obediência à Lei/Torá de YHWH/Moisés – e.g. Mateus 12:8; 15:1-6; 19:17-19; 28:19-20; Marcos 1:21; 2:27; João 8:39; 14:15-24, etc.
• São os que ainda não nasceram de novo (ainda não circuncidaram os seus corações/mentes) e que, por isso mesmo estão na carne, que não se querem sujeitar à Lei/Torá de YHWH: Romanos 8:5-8.
• Se dizes que O conheces e ignoras e não vives de acordo com a Sua Lei/Torá i.e., não vives pelos preceitos de YHWH, então és mentiroso: 1.João 2:3-7.
• Não importa se és judeu ou não judeu. O que importa é que guardes e vivas de acordo com os mandamentos de YHWH que Ele nos deu na Sua Lei/Torá: 1.Coríntios 7:19.
• A “Lei do Amor” consiste em guardarmos a Sua Torá – a qual não é pesada: 1.João 5:3; 2.João 1:6; Mateus 11:29-30.
• Naquele dia (quando Ele vier como Rei eterno), muitos Lhe dirão: “não fizemos muitas maravilhas em teu nome?”. A resposta Deste Rei será: “nunca vos conheci…vós que praticais a iniquidade [vós que transgredis as leis de YHWH]” – Mateus 7:21-24.
• O homem será avaliado pelos seus frutos (acções de justiça de acordo com a vontade de YHWH expressas na Lei/Torá) – Mateus 7:16, 20.
• O primeiro Concílio da Igreja (Jerusalém) determinou quatro regras iniciais para os neófitos da fé como sinal que tinham abandonado as práticas pagãs e idólatras, porquanto a Lei/Torá, i.e. Moisés era ensinado todos os Sábados nas sinagogas onde eles aprendiam a andar nos preceitos da Lei/Torá – Actos 15:21.
• É mais fácil passar o céu ou a terra do que cair um til da Lei/Torá – Lucas 16:17.
Não é preciso mais para entender que a passagem de Lucas 16:16 foi distorcida pelo tradutor, tendo até hoje causado muito dano a muitos.
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“ANOMIA”
MATEUS 24: 11-14
V 11 DIZ: “E SURGIRÃO MUITOS FALSOS PROFETAS E ENGANARAM A MUITOS”
V 12 DIZ: “E POR SE MULTIPLICAR A VIOLAÇÃO E O DESPREZO PARA COM A TORAH – AS LEIS MORAIS DO ETERNO, O AMOR [para com a Lei de Deus – Salmo 119: 97 diz: “QUANTO AMO A TUA LEI!..”] DE MUITOS [os muitos que no versículo anterior Jesus afirmou que serão enganados pelos falsos profetas] SE ESFRIARÁ.

NA TRADUÇÃO JUDAICA O V 12 DIZ: ‘POR CAUSA DO CRESCENTE DISTANCIAMENTO DA TORA’.
MAS O TERMO TRADUZIDO POR INIQUIDADE É: ‘ANOMIA’= ‘NOMOS’, QUE É: LEI, EM GREGO; E ‘ANOMIA’ É: DESPREZO E VIOLAÇÃO DA TORAH OU LEI.
AS TRADUÇÕES NORMAIS PARA MASCARAR E PARA MANTER A DOUTRINA FALSA DA ANULAÇÃO DA LEI, NÃO TRADUZEM ASSIM; COLOCA INIQUIDADE; DANDO A IMPRESSÃO PARA AS PESSOAS QUE É SIMPLESMENTE COMETER PECADOS, COMETER ERROS; MAS NÃO É; NÃO É ISSO QUE O SENHOR JESUS E MATEUS ESTÃO DIZENDO! ELES ESTÃO SENDO MUITO CLAROS E MUITO PONTUAIS; ELES ESTÃO DIZENDO: O AMOR VAI SE ESFRIAR PORQUE AS PESSOAS NÃO CUMPREM A TORAH, ELAS DESOBEDECEM A TORAH.
E QUEM MUITA DAS VEZES LEVA AS PESSOAS A CAÍREM NESSE ERRO? OS FALSOS PROFETAS. MATEUS 7: 21-23 O TERMO AQUI TAMBÉM É ‘ANOMIA’= ‘NOMOS’ É: LEI EM GREGO; E ‘ANOMIA’ É: DESPREZO E VIOLAÇÃO DA TORAH OU LEI.
O SENHOR JESUS NÃO ERA UM FALSO PROFETA, PORQUE ELE AO CONTRÁRIO DESTES FALSOS PROFETAS, GUARDAVA AS LEIS DE DEUS, AS CUMPRIA, E ENSINAVA AS PESSOAS QUE ELAS DEVERIAM ASSIM COMO ELE, GUARDAR AS LEIS DE DEUS E CUMPRI-LAS.
MATEUS 5: 17—18 ELE NÃO VEIO ANULAR A TORAH, MAS PLENIFICAR OU TORNÁ-LA PLENA. JESUS VIVIA E PREGAVA A TORAH; E ELE NOS CHAMA PARA ANDARMOS EM SUAS PISADAS, TENDO ELE COMO NOSSO MAIOR MODELO!
OS FALSOS PROFETAS COM AJUDA DE TEXTOS MAL TRADUZIDOS, DE UMA TEOLOGIA EM PARTE CEGA, E POR MEIO DE UMA MÁ INTERPRETAÇÃO DOS TEXTOS BÍBLICOS, ENSINAM QUE A LEI É COISA PASSADA, VELHA, E QUE FOI ABOLIDA; CONTRARIANDO O QUE O PRÓPRIO CRISTO AFIRMOU CLARAMENTE EM: MATEUS 5: 17-19
PORÉM, EM MATEUS 24: 13 JESUS DIZ: “MAS AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ O FIM, ESSE SERÁ SALVO”
SE PERSEVERARMOS EM GUARDAR A TORAH DO ETERNO – SUAS LEIS MORAIS, OBSERVANDO-AS, ESTAREMOS PRINCIPALMENTE SALVOS DE SERMOS ENGANADOS PELOS FALSOS PROFETAS E DO ESFRIAMENTO DO AMOR (QUE INFELIZMENTE JÁ TEM ALCANÇADO A MUITOS) PARA COM A TORAH DO ETERNO – AS LEIS MORAIS ESTABELECIDAS POR ELE PARA O NOSSO PRÓPRIO BEM!
ESSA É UMA DAS VERDADES QUE SEGUNDO JESUS PRECISAM SER PREGADAS!
V 14 “E ESTE EVANGELHO [ESTA ANUNCIAÇÃO VERDADEIRA CITADA NO CONTEXTO] SERÁ PREGADO EM TODO O MUNDO, E ENTÃO VIRÁ O FIM”.
PAULO ANUNCIAVA O EVANGELHO DENTRO DA TORAH!
Postado por pastor thiago sanchez

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A IDOLATRIA E SEUS MALES

“Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.” (1 Samuel 12:20-21)

A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no Antigo Testamento, cometia repetidamente.
O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó (Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de deuses estranhos:
“Depois disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da face de Esaú, teu irmão. Então disse Jacó ã sua família, e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos e mudai as vossas vestes. Levantemo-nos, e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho por onde andei. Entregaram, pois, a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham nas mãos, e as arrecadas que pendiam das suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém.” (Gênesis 35:1-4)
O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel, de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte Sinai:
“Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e lhe disse:
Levanta-te, faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, os trouxe a Arão; ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição.
Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor. No dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se para folgar.” (Êxodo 32:1-6)
Durante o período dos juizes, o povo de Deus freqüentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão foi marcado por freqüente idolatria em Israel:
“Ora, o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e heteias, das nações de que o Senhor dissera aos filhos de Israel: Não ireis para elas, nem elas virão para vós; doutra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão, levado pelo amor. Tinha ele setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
Pois sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e seu coração já não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como fora o de Davi, seu pai; Salomão seguiu a Astarete, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do Senhor, e não perseverou em seguir, como fizera Davi, seu pai.
Nesse tempo edificou Salomão um alto a Quemós, abominação dos moabitas, sobre e monte que está diante de Jerusalém, e a Moleque, abominação dos amonitas. E assim fez para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios a seus deuses. Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão, porquanto e seu coração se desviara do Senhor Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera, e lhe ordenara expressamente que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o Senhor lhe ordenara.” (1 Reis 11:1-10)
Na história do reino dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto idólatra entre os judeus.
O FASCÍNIO DA IDOLATRIA
Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? Há vários fatores implícitos.

1. As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus. Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor.
O povo de Deus sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de Deus, no sentido de se manter santo e separado delas.

2. Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria.
Deus, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele.

3. Por causa do elemento demoníaco da idolatria, ela, às vezes, oferecia em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários.
Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitória nas batalhas.
A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos.
A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA
Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza.

1. A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é:
“Acaso trocou alguma nação os seus deuses, que contudo não são deuses? Mas o meu povo trocou a sua glória por aquilo que é de nenhum proveito.” (Jeremias 2:11)
“Pode um homem fazer para si deuses? Esses tais não são deuses!” (Jeremias 16:20)
O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.
Samuel chama os ídolos de “VAIDADES”:
“E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.” (1 Samuel 12:21)
Paulo declara expressamente:
“Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.” (1 Coríntios 8:4)
“Mas que digo? QUE O SACRIFICADO AO ÍDOLO É ALGUMA COISA? OU QUE O ÍDOLO É ALGUMA COISA? Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.” (1 Coríntios10:19-20)
Por essa razão, os salmistas e os profetas freqüentemente zombavam dos ídolos.
“Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram, têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam.” (Salmos 115:4-8)
“Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens; têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; nem há sopro algum na sua boca. Semelhantemente a eles se tornarão os que os fazem, e todos os que neles confiam.” (Salmos 135:15-18)
“Sucedeu que, ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e necessite de que o acordem.” (1 Reis 18:27)
“Todos os artífices de imagens esculpidas são nada; e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas nada vêem nem entendem, para que eles sejam confundidos. Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo?
Eis que todos os seus seguidores ficarão confundidos; e os artífices são apenas homens; ajuntem-se todos, e se apresentem; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos. O ferreiro faz o machado, e trabalha nas brasas, e o forja com martelos, e o forja com o seu forte braço; ademais ele tem fome, e a sua força falta; não bebe água, e desfalece.
O carpinteiro estende a régua sobre um pau, e com lápis esboça um deus; dá-lhe forma com o cepilho; torna a esboçá-lo com o compasso; finalmente dá-lhe forma à semelhança dum homem, segundo a beleza dum homem, para habitar numa casa.
Um homem corta para si cedros, ou toma um cipreste, ou um carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta uma faia, e a chuva a faz crescer. Então ela serve ao homem para queimar: da madeira toma uma parte e com isso se aquenta; acende um fogo e assa o pão; também faz um deus e se prostra diante dele; fabrica uma imagem de escultura, e se ajoelha diante dela.
Ele queima a metade no fogo, e com isso prepara a carne para comer; faz um assado, e dele se farta; também se aquenta, e diz: Ah! já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz para si um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se, e lhe dirige a sua súplica dizendo: Livra-me porquanto tu és o meu deus.
Nada sabem, nem entendem; porque se lhe untaram os olhos, para que não vejam, e o coração, para que não entendam. E nenhum deles reflete; e não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e assei pão sobre as suas brasas; fiz um assado e dele comi; e faria eu do resto uma abominação? ajoelhar-me-ei ao que saiu duma árvore?
Apascenta-se de cinza. O seu coração enganado o desviou, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?” (Isaías 44:9-20)

“Bel se encurva, Nebo se abaixa; os seus ídolos são postos sobre os animais, sobre as bestas; essas cargas que costumáveis levar são pesadas para as bestas já cansadas. Eles juntamente se abaixam e se encurvam; não podem salvar a carga, mas eles mesmos vão para o cativeiro.
Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o resto da casa de Israel, vós que por mim tendes sido carregados desde o ventre, que tendes sido levados desde a madre. Até a vossa velhice eu sou o mesmo, e ainda até as cãs eu vos carregarei; eu vos criei, e vos levarei; sim, eu vos carregarei e vos livrarei.
A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis e me comparareis, para que sejamos semelhantes? Os que prodigalizam o ouro da bolsa, e pesam a prata nas balanças, assalariam o ourives, e ele faz um deus; e diante dele se prostram e adora. Eles o tomam sobre os ombros, o levam, e o colocam no seu lugar, e ali permanece; do seu lugar não se pode mover; e, se recorrem a ele, resposta nenhuma dá, nem livra alguém da sua tribulação.” (Isaías 46:1-7)
“Pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova. São como o espantalho num pepinal, e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer o mal, nem tampouco têm poder de fazer o bem.” (Jeremias 10:3-5)
2. Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo.
Tanto Moisés quanto o salmista associam os falsos deuses com demônios.
“Ofereceram sacrifícios aos demônios, não a Deus, a deuses que não haviam conhecido, deuses novos que apareceram há pouco, aos quais os vossos pais não temeram.” (Deuteronômio 32:17)
“Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço; sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios.” (Salmos 106:36-37)
Note, também, o que Paulo diz na sua primeira carta aos coríntios a respeito de comer carne sacrificada aos ídolos:
“As coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus.” (1 Coríntios 10:20)
Em outras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles.
O cristão sabe com certeza que o poder de Jesus Cristo é maior do que o dos demônios.
Satanás, como “O deus deste século” (2 Coríntios 4:4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua.
“Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5:19)
“E não devia ser solta desta prisão, no dia de sábado, esta que é filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” (Lucas 13:16)
“O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gálatas 1:4)
“Pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes” (Efésios 6:12)
“Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo” (Hebreus 2:14)
Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira.
“A esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira.” (2 Tessalonicenses 2:9)
“E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Pois são espíritos de demônios, que operam sinais…” (Apocalipse 16:13-14)
“E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.” (Apocalipse19:20)
E de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para “A PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS”:
“Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente o pobre; sejam eles apanhados nas ciladas que maquinaram.Pois o ímpio gloria-se do desejo do seu coração, e o que é dado à rapina despreza e maldiz o Senhor. Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca; todos os seus pensamentos são: Não há Deus.
Os seus caminhos são sempre prósperos; os teus juízos estão acima dele, fora da sua vista; quanto a todos os seus adversários, ele os trata com desprezo. Diz em seu coração: Não serei abalado; nunca me verei na adversidade.” (Salmos 10:2-6)
“Mais vale o pouco que o justo tem, do que as riquezas de muitos ímpios.” (Salmos 37:16)
“Dos que confiam nos seus bens e se gloriam na multidão das suas riquezas?” (Salmos 49:6)
“Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios. Porque eles não sofrem dores; são e robusto é o seu corpo. Não se acham em tribulações como outra gente, nem são afligidos como os demais homens.
Pelo que a soberba lhes cinge o pescoço como um colar; a violência os cobre como um vestido. Os olhos deles estão inchados de gordura; trasbordam as fantasias do seu coração. Motejam e falam maliciosamente; falam arrogantemente da opressão.
Põem a sua boca contra os céus, e a sua língua percorre a terra. Pelo que o povo volta para eles e não acha neles falta alguma. E dizem: Como o sabe Deus? e: Há conhecimento no Altíssimo? Eis que estes são ímpios; sempre em segurança, aumentam as suas riquezas.”(Salmos73:3-12)

3. A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e:
• O espiritismo,
• A magia negra,
• A leitura da sorte,
• A feitiçaria,
• A bruxaria,
• A necromancia
• E coisas semelhantes.
“Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez uma Asera como a que fizera Acabe, rei de Israel, e adorou a todo o exército do céu, e os serviu. E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém porei o meu nome. Também edificou altares a todo o exército do céu em ambos os átrios da casa do Senhor. E até fez passar seu filho pelo fogo, e usou de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros; fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.” (2 Reis 21:3-6)
“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?” (Isaías 8:19)
“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos.” (Deuteronômio 18:9-11)
“Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.” (Apocalipse 9:21)
Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios.
Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (1 Samuel 28:8-14), ela viu um demônio subindo do inferno.

4. O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria:
“Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.” (Colossenses 3.5)
A conexão é óbvia: OS DEMÔNIOS SÃO CAPAZES DE PROPORCIONAR BENEFÍCIOS MATERIAIS.
Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam.
Embora tais pessoas, talvez, não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras.
Dessa maneira, a declaração de Jesus:
“Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mateus 6:24), é basicamente a mesma que a admoestação de Paulo:
“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios.” (1 Coríntios 10:21)

DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA

1. Ele advertia freqüentemente contra ela no Antigo Testamento.
(a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel:
“Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” (Êxodo 20:3-4)
(b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões:
“Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos. Do nome de outros deuses nem fareis menção; nunca se ouça da vossa boca o nome deles.” (Êxodo 23:13)
“Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme as suas obras; Antes os derrubarás totalmente, e quebrarás de todo as suas colunas.” (Êxodo 23:24)
“(Porque não adorarás a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso), para que não faças pacto com os habitantes da terra, a fim de que quando se prostituirem após os seus deuses, e sacrificarem aos seus deuses, tu não sejas convidado por eles, e não comas do seu sacrifício; e não tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, para que quando suas filhas se prostituírem após os seus deuses, não façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses. Não farás para ti deuses de fundição.” (Êxodo 34:14-17)
“Guardai-vos de que vos esqueçais do pacto do Senhor vosso Deus, que ele fez convosco, e não façais para vós nenhuma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor vosso Deus vos proibiu. Porque o Senhor vosso Deus é um fogo consumidor, um Deus zeloso.” (Deuteronômio 4:23-24)
“Não seguirás outros deuses, os deuses dos povos que houver à roda de ti.” (Deuteronômio 6:14)
“Para que não vos mistureis com estas nações que ainda restam entre vós; e dos nomes de seus deuses não façais menção, nem por eles façais jurar, nem os sirvais, nem a eles vos inclineis.” (Josué 23:7)
“Com os quais o Senhor tinha feito um pacto, e lhes ordenara, dizendo: Não temereis outros deuses, nem vos inclinareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrificios.” (2 Reis 17:35)
“Quanto aos estatutos, às ordenanças, à lei, e ao mandamento, que para vós escreveu, a esses tereis cuidado de observar todos os dias; e não temereis outros deuses; e do pacto que fiz convosco não vos esquecereis. Não temereis outros deuses.” (2 Reis 17:37-38)
(c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã:
“Pois fariam teus filhos desviarem-se de mim, para servirem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria. Mas assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus aserins, e queimareis a fogo as suas imagens esculpidas.” (Deuteronômio 7:4-5)
“Certamente destruireis todos os lugares em que as nações que haveis de subjugar serviram aos seus deuses, sobre as altas montanhas, sobre os outeiros, e debaixo de toda árvore frondosa; e derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, queimareis a fogo os seus aserins, abatereis as imagens esculpidas dos seus deuses e apagareis o seu nome daquele lugar.” (Deuteronômio 12:2-3)

2. A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria. Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles.
(a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo.
(b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos:
“No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou Samária, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala, e junto a Habor, o rio de Gozã, e nas cidades dos medos.
Assim sucedeu, porque os filhos de Israel tinham pecado contra o Senhor seu Deus que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mãe de Faraó, rei do Egito, e porque haviam temido a outros deuses, e andado segundo os costumes das nações que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel, e segundo os que os reis de Israel introduziram. Também os filhos de Israel fizeram secretamente contra o Senhor seu Deus coisas que não eram retas. Edificaram para si altos em todas as suas cidades, desde a torre das atalaias até a cidade fortificada;
Levantaram para si colunas e aserins em todos os altos outeiros, e debaixo de todas as árvores frondosas; queimaram incenso em todos os altos, como as nações que o Senhor expulsara de diante deles; cometeram ações iníquas, provocando ã ira o Senhor, e serviram os ídolos, dos quais o Senhor lhes dissera: Não fareis isso. Todavia o Senhor advertiu a Israel e a Judá pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas.
Eles porém, não deram ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, como fizeram seus pais, que não creram no Senhor seu Deus; rejeitaram os seus estatutos, e o seu pacto, que fizera com os pais deles, como também as advertências que lhes fizera; seguiram a vaidade e tornaram-se vãos, como também seguiram as nações que estavam ao redor deles, a respeito das quais o Senhor lhes tinha ordenado que não as imitassem.
E, deixando todos os mandamentos do Senhor seu Deus, fizeram para si dois bezerros de fundição, e ainda uma Asera; adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal. Fizeram passar pelo fogo seus filhos, suas filhas, e deram- se a adivinhações e encantamentos; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, provocando-o à ira. Pelo que o Senhor muito se indignou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; não ficou senão somente a tribo de Judá.” (2 Reis 17:6-18)
(c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá:
“Manassés tinha doze anos quando começou a reinar, e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Hefzibá.
E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme as abominações das nações que o Senhor desterrara de diante dos filhos de Israel. Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez uma Asera como a que fizera Acabe, rei de Israel, e adorou a todo o exército do céu, e os serviu. E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém porei o meu nome.
Também edificou altares a todo o exército do céu em ambos os átrios da casa do Senhor. E até fez passar seu filho pelo fogo, e usou de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros; fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.
Também pôs a imagem esculpida de Asera, que tinha feito, na casa de que o Senhor dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre; e não mais farei andar errante o pé de Israel desta terra que tenho dado a seus pais, contanto que somente tenham cuidado de fazer conforme tudo o que lhes tenho ordenado, e conforme toda a lei que Moisés, meu servo, lhes ordenou.
Eles, porém, não ouviram; porque Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.Então o Senhor falou por intermédio de seus servos os profetas, dizendo: Porquanto Manassés, rei de Judá, cometeu estas abominações, fazendo pior do que tudo quanto fizeram os amorreus, que foram antes dele, e com os seus ídolos fez Judá também pecar.” (2 Reis 21:1-11)
Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída
“Então o Senhor falou por intermédio de seus servos os profetas, dizendo: Porquanto Manassés, rei de Judá, cometeu estas abominações, fazendo pior do que tudo quanto fizeram os amorreus, que foram antes dele, e com os seus ídolos fez Judá também pecar; por isso assim diz o Senhor Deus de Israel: Eis que trago tais males sobre Jerusalém e Judá, que a qualquer que deles ouvir lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos. Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samária e o prumo da casa de Acabe; e limparei Jerusalém como quem limpa a escudela, limpando-a e virando-a sobre a sua face.
Desampararei os restantes da minha herança, e os entregarei na mão de seus inimigos. tornar-se-ão presa e despojo para todos os seus inimigos; porquanto fizeram o que era mau aos meus olhos, e me provocaram à ira, desde o dia em que seus pais saíram do Egito até hoje. Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu Jerusalém de um a outro extremo, afora o seu pecado com que fez Judá pecar fazendo o que era mau aos olhos do Senhor.” (2 Reis 21:10-16)
A despeito dessas advertências, a idolatria continuou:
“Porque eu sabia que és obstinado, que a tua cerviz é um nervo de ferro, e a tua testa de bronze. Há muito tas anunciei, e as manifestei antes que acontecessem, para que não dissesses: O meu ídolo fez estas coisas, ou a minha imagem de escultura, ou a minha imagem de fundição as ordenou.” (Isaías 48:4-5); (Jeremias 2:4-30);
“E eu retribuirei em dobro a sua iniqüidade e o seu pecado, porque contaminaram a minha terra com os vultos inertes dos seus ídolos detestáveis, e das suas abominações encheram a minha herança. Senhor, força minha e fortaleza minha, e refúgio meu no dia da angústia, a ti virão às nações desde as extremidades da terra, e dirão: Nossos pais herdaram só mentiras, e vaidade, em que não havia proveito. Pode um homem fazer para si deuses? Esses tais não são deuses! Portanto, eis que lhes farei conhecer, sim desta vez lhes farei conhecer o meu poder e a minha força; e saberão que o meu nome é Jeová.” (Jeremias 16:18-21); (Ezequiel 8).
E, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2 Reis 25).

3. O Novo Testamento também adverte todos os crentes contra a idolatria:
(a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo.
A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente.
Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo.
(b) O Novo Testamento nos admoesta a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais:
“Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.” (Colossenses 3:5); (Mateus 6:9-24);
“Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.” (Romanos 7:7)
“Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não temerei; que me fará o homem?” (Hebreus 13:5-6)
E, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria:
“Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” (1 Coríntios 10:14)
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (1 João 5:21)
Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria NÃO HERDARÃO O SEU REINO:
“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-10)
“A idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.” (Gálatas 5:20-21)
“Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.” (Apocalipse 22:15)

Tags: Isaias 43.11,12 Alguns reivindicam Que Yahweh é Jesus !

Isaias 43.11,12 Alguns reivindicam Que Yahweh é Jesus !
Autor: Valdomiro
mai 12
Alguns reivindicam Is. 43.11,12 “Eu, eu sou o Yahweh, e fora de mim não há Salvador. 12 Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Yahweh; eu sou Deus.”, dentre outros semelhantes para afirmar que se Jesus não é Yahweh, nosso Deus, não poderia salvar a humanidade, pois o versículo diz claramente que “fora de mim (Yahweh) não há Salvador”, no entanto, essa conclusão é apressada e não considera o contexto bíblico como base para a argumentação. Em Ne. 9.27, por exemplo, encontramos: “Por isso os entregaste na mão dos seus adversários, que os angustiaram; mas no tempo de sua angústia, clamando a ti, desde os céus tu ouviste; e segundo a tua grande misericórdia lhes deste libertadores que os libertaram da mão de seus adversários”. Esse verso mostra que Deus deu salvadores, isso mesmo, salvadores, pois a palavra hebraica ali traduzida por “libertadores”, pois é a mesma que consta em Isaías 43 vertida como “salvador”. A análise do contexto desse capítulo de Isaías não indica que seria incompatível um representante de Yahweh prover Sua salvação ao povo, mas que nenhuma salvação seria advinda de qualquer deidade dos povos pagãos. Esse é o princípio revelado naquele trecho de Isaías. Se fomos criterioso veremos que tal contexto nem mesmo trata da salvação geral das almas da humanidade, mas da libertação da opressão das nações ímpias. Logo, não há porque acreditarmos que Yahweh seja dois ou três por causa de Isaías 43.11-12. Leia-se Dt. 6.4. Ne. 9.27, não é um texto isolado, há outros trechos bíblicos onde se confirme que Deus dá um salvador ao seu povo. Se analizarmos, por exemplo, Jz. 6.37, vamos notar que Gedeão diz que Deus “livrará” (salvará) seu povo, mas em Jz. 6.14 se vê que está salvação se dará pelas mãos de Gideão. Otoniel e Eúde, são chamados, cada um, de “salvador”, traduzido por “libertador”, na ACF, em Jz. 3.6 e 3.15. Em II Rs. 13.5 “E Yahweh deu um salvador a Israel, e saíram de sob as mãos dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como no passado”, o verso diz muito claramente que Yahweh “deu um salvador”, mas a Salvação continua provindo de Deus porque foi ele quem “deu um salvador”. Obadias v.21. Diz: “E subirão salvadores ao monte Sião, para julgarem o monte de Esaú; e o reino será de Yahweh”. Não há cabimento afirmar que o “Salvador” constituído esteja propiciando uma salvação que não tenha origem em Yahweh. Assim, se mantém harmônica a afirmação de Is. 43.11 e 12, sem contundo forçar a ideia de que esse salvador dado por ele seja ele em pessoa ou um mesmo ser com a Deidade.
Há várias provas bíblicas que Yahweh constitui o seu escolhido para ser salvador e isso se revela não somente nos dias do antigo Israel como em II Rs. 13.5, mas, também, em Jesus Cristo Salvador do mundo, e isso não exclui, em absoluto, a origem da salvação que é próprio Pai, Yahweh. Vejamos alguns casos:
Is. 19.20 “E servirá de sinal e de testemunho a Yahweh dos Exércitos na terra do Egito, porque a Yahweh clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará.” Mais uma vez vemos que Yahweh, pai de Nosso Senhor Jesus, enviaria um salvador, então, esse salvador traria a salvação de Deus. Ele seria constituído por Deus salvador. A origem da salvação continua a mesma, Deus. O apóstolo João testifica fato semelhante quando diz: “… o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (I Jo. 4.14)
Nosso Senhor mesmo cita Isaías em Lc. 4.18 “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,” e é daí que decorre a afirmação contida em At. 5.31 “Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, ….”
Is. 49.6 “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te DEI para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” Esse verso também está em conformidade com At. 5.31 e mais ainda com At. 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, DADO entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Então, será que por causa de uma determinada compreensão paradigmatizada de forma incorreta do que Isaías escreveu Deus estaria impedido/proibido de constituir alguém como Salvador para levar SUA salvação aos homens? Será que esses versículos não são explícitos quanto ao fato de ELE haver constituído um Salvador para levar a sua salvação não somente a Israel, mas também aos gentios?
O Cumprimento se vê confirmado em Lc. 1.69,70 ao ser informado que Deus “… nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi seu servo. Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;” Perceba que Deus levantou uma salvação poderosa na “casa de Davi”, ou seja, pela via da sucessão humana, e não a própria Deidade vinda à terra para salvar o povo!
Lc. 2.29,30 “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação,” Muito claramente Simeão orou louvando a Deus agradecendo o fato de ter visto a Salvação dELE. Simeão orou a Deus e não a um possível “menino-Deus” em seus braços, não havia um motivador textual bíblico, cultural ou mesmo subentendido para que aquele velho homem judeu e monoteísta fizesse uma oração a um menino achando que fosse Deus, ele orou a Deus mesmo, o Pai daquela criança e via nela a concretização da salvação de Deus. A compreensão dele é clara. Deus havia cumprido sua promessa enviando a Salvação e não vindo ELE próprio.
At. 13.23 “Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel”. Todos esses versos mostram que não precisamos acreditar em uma “trindade” dentro/na Deidade para sermos salvos, pois claramente se mostra que quem levantou Jesus para Salvador foi Deus, o único que poderia fazer isso por ser o único Salvador, outro não poderia constituir qualquer salvador, pois fora dELE não há salvação.
E acima de tudo “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim?” (Jo.14.11); logo, a salvação promovida pelo Filho acontece porque ele está no Pai e Dele tudo recebeu. Assim, não é uma salvação externa. Não é a salvação de outro deus, mas do Pai, o único Deus.

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JESUS TEVE IRMÃOS?
De acordo com a Bíblia, Jesus teve quatro irmãos (Tiago, José, Simão e Judas) e também algumas irmãs (Mateus 12:46-50; 13:55-56; João 2:12; 7:3-10; Atos 1:14; 1 Coríntios 9:5; Gálatas 1:19). Por causa do mito de que Maria foi uma virgem perpétua, foi inventada a teoria que estes “irmãos” de Jesus são, de fato, apenas primos. Esta explicação é conveniente, mas contrária à evidência. Esta palavra “irmão” é usada 346 vezes no Novo Testamento e nunca significa “primo”. Havia uma palavra para primo, usada em Colossenses 4:10, mas não é a que foi usada nos textos acima. É verdade que a palavra “irmão” é usada para a irmandade espiritual, mas todas as vezes que “irmão” é usada no Novo Testamento para uma relação de família física, ela simplesmente significa irmão. Se irmão significasse primo, em Lucas 8:19-21, Jesus estaria dizendo que sua mãe e seus “primos” eram aqueles que ouvem a palavra e a cumprem.
Toda esta controvérsia é reflexo de uma tendência a dar a Maria uma honra indevida. Muitos pensam que Maria tinha e ainda tem uma influência especial sobre Jesus e que ela pode ser uma mediadora entre nós e Jesus. Mas veja quantas vezes, na Bíblia, Jesus mostrou que Maria não tinha uma capacidade especial para persuadi-lo.
1. Quando foi dito a Jesus que sua mãe e irmãos o estavam procurando, ele respondeu que considerava como sua mãe e irmãos verdadeiros aqueles que o obedecem (Mateus 12:46-50; Marcos 3:31-35; Lucas 8:19-21).
2. Quando a mãe de Jesus sugeriu que a falta de vinho na festa de casamento seria uma boa hora para declarar-se o Messias, ele recusou sua sugestão dizendo: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (João 2:4).
3. Quando uma mulher na multidão disse a Jesus: “Bem-aventurada aquela que te concebeu e os seios que te amamentaram”, Jesus respondeu: “Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”. Paulo concluiu em 1 Timóteo 2:5 que há “um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus”.
Maria parece ter sido uma mulher boa, uma discípula fiel (Atos 1:4). Mas não tem nenhum poder especial para persuadir Jesus e não foi uma virgem perpétua (Note também Mateus 1:25; Lucas 2:7). Jesus foi criado em uma família com mãe, irmãos e irmãs (Marcos 6:3).
-por Gary Fisher

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