Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. João 17:3

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A Definição de “Espírito” no Novo Testamento

A Definição de “Espírito” no Novo Testamento
Acredita-se que a maior parte do Novo Testamento foi escrita em grego onde a palavra espírito é pneuma. Esta palavra grega tem o mesmo significado de ruach no hebraico, ou seja, é um sinônimo de espírito, fôlego, vento, sopro, ar. É da palavra pneuma que derivam algumas palavras da língua portuguesa tais como pneu, pneumático, pneumonia – todas relacionadas à respiração ou ao ar.
Nos versos a seguir aprenderemos um pouco mais sobre o que os escritores do Novo Testamento queriam transmitir ao escrever “pneuma de Deus” ou “pneuma Santo”. Será que a intenção dos apóstolos ao escrever “pneuma de Deus” era se referir a uma outra pessoa da divindade? Ou estavam se referindo ao fôlego, sopro de Deus?
Pneuma Hagios e Pneuma Theos
No Novo Testamento a expressão pneuma hagios é traduzida como Espírito Santo, pneuma theos é traduzida como Espírito de Deus, pneuma iesous cristos como Espírito de Jesus Cristo. Vejamos alguns exemplos da utilização da palavra pneuma:
“Ele, porém, vos batizará com o Espírito (pneuma) Santo.” – Marcos 1:8.
“Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito (pneuma) de Deus habita em vós?” – I Coríntios 3:16.
“Mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito (pneuma) do nosso Deus.” – I Coríntios 6:11.
“Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos que são os sete espíritos (pneuma) de Deus enviados por toda a terra.” – Apocalipse 5:6.
“E, havendo dito isto, soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito (pneuma) Santo.” – João 20:22.
Este último verso é um dos exemplos mais elucidativos pois mostra que o Espírito Santo é realmente o pneuma de Cristo, ou seja, o fôlego, sopro de Cristo. O evangelista deixa claro que o Espírito Santo foi soprado por Jesus sobre seus discípulos. Não há dúvidas aqui. O Espírito Santo é o próprio pneuma de Cristo, não uma entidade independente, mas parte integrante de Jesus Cristo e de Deus.
“Porque qual dos homens sabe as coisas do homem senão o seu próprio espírito (pneuma) que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito (pneuma) de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito (pneuma) do mundo, e, sim, o Espírito (pneuma) que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.” – I Coríntios 2:11 e 12.
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito (pneuma) de Deus são filhos de Deus… O próprio Espírito (pneuma) testifica com o nosso espírito (pneuma) que somos filhos de Deus.” – Romanos 8:14 e 16.
Perceba que nestes dois últimos versos, a palavra pneuma também foi utilizada para designar o espírito do homem.
É importantíssimo ressaltar que convencionou-se escrever Espírito de Deus com “E” maiúsculo e espírito do homem com “e” minúsculo. Neste livro também adotamos este padrão, mas não foi assim no grego. Veremos adiante que não existia esta diferença no grego. Os autores bíblicos não diferenciavam o espírito do homem do Espírito de Deus através de letras minúsculas e maiúsculas.
Pneuma – O Espírito do Homem
Assim como ruach no Velho Testamento, a palavra grega pneuma também se aplica ao espírito do homem.
(Ressurreição da filha de Jairo): “Voltou-lhe o espírito (pneuma), e ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer.” – Lucas 8:55.
“O espírito (pneuma) está pronto, mas a carne é fraca.” – Marcos 14:38.
“Porque trouxeram refrigério ao meu espírito (pneuma) e também ao vosso.” – I Coríntios 16:18.
“Porque assim como o corpo sem espírito (pneuma) é morto, assim também a fé sem obras é morta.” – Tiago 2:26.
Este verso de Tiago reafirma nossa crença sobre a impossibilidade de um espírito (pneuma) subsistir sem corpo. Biblicamente, para que uma pessoa tenha vida é necessário o espírito (pneuma) e o corpo.
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito (pneuma), alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” – I Tessalonicenses 5:23.
Neste último verso o apóstolo Paulo cita o espírito, a alma e o corpo. Isto nos faz lembrar dos elementos constituintes do ser humano e automaticamente nos remete ao relato da criação que explica como o homem foi formado:
“Então formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” – Gênesis 2:7.
Podemos entender que o homem é formado de pó (corpo físico) mais espírito (fôlego da vida) resultando numa alma vivente.
CORPO (PÓ DA TERRA) + ESPÍRITO (FÔLEGO DE VIDA) = ALMA (PESSOA VIVA)
Logo, é errado dizer que o homem tem uma alma, mas é correto dizer que ele é uma alma vivente composta por corpo e espírito.
Não podemos nos influenciar pelo conceito popular achando que o homem é uma pessoa e o seu espírito é outra pessoa, entidade independente que subsiste fora do corpo. O pneuma do homem é parte integrante do seu ser. Da mesma forma o pneuma de Deus é parte integrante de Deus, não uma outra pessoa. Um espírito, de acordo com a própria definição de pneuma dada por Cristo, não tem corpo:
“Eles, porém, surpresos e atemorizados, acreditavam estarem vendo um espírito (pneuma)…Vede minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito (pneuma) não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.” – Lucas 24:37 e 39.
O pneuma não tem carne e ossos, ou seja, um pneuma não tem corpo! Portanto, o espírito (pneuma) não é uma pessoa de acordo com o conceito bíblico, segundo o qual uma pessoa é composta de corpo e espírito.
O Pneuma de Cristo
“Então Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (pneuma)!” – Lucas 23:46.
“E, porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito (pneuma) de seu Filho que clama: Aba, Pai.” – Gálatas 4:6.
Cristo possuía o mesmo pneuma do Pai, um pneuma que é compartilhado pelo Pai e pelo Filho – é isto que os fazem um. Reforçaremos este conceito posteriormente.
Outras Traduções de Pneuma
A palavra pneuma aparece 385 vezes no Novo Testamento e na maioria das vezes é traduzida como espírito. Mas assim como ruach, há outras traduções possíveis como sopro, fôlego e vento:
“Ainda quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos (pneuma), e a seus ministros, labareda de fogo.” – Hebreus 1:7.
“De repente veio do céu um som, como de um vento (pnoe[1]) impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados… Todos ficaram cheios do Espírito (pneuma) Santo…” – Atos 2:2 e 4.
“Então será de fato revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro (pneuma) de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.” – II Tessalonicenses 2:8.
“E lhe foi dado comunicar fôlego (pneuma) à imagem da besta, para que, não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta.” – Apocalipse 13:15.
Note que interessante o próximo verso! Nele a palavra pneuma aparece duas vezes e é traduzida inicialmente como “vento” e no final do verso como “Espírito”:
“O vento (pneuma) sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito (pneuma)” – João 3:8.
Espírito Santo é Nome Próprio?
Embora a Bíblia apresente o nome do Pai (Jeová ou Yaweh em hebraico) e o nome do Filho (Jesus ou Yeshua em hebraico), o nome do Espírito Santo não nos é apresentado. O tradutor da Bíblia, ao traduzir a palavra pneuma (espírito), o fez com letra maiúscula. No entanto, a palavra pneuma, originalmente não foi escrita desta forma. Os manuscritos mais antigos do Novo Testamento são alguns fragmentos de papiro escritos em uncial. O padrão uncial utilizava-se de letras maiúsculas apenas. Este padrão continuou sendo utilizado nos pergaminhos até o século XI, quando a escrita minúscula começou a ser adotada. Fica claro que escrever “Espírito Santo” com iniciais maiúsculas é uma convenção adotada posteriormente.
Veja um exemplo na Bíblia em Grego Moderno (Atos 13:9) a diferença entre a letra pi minúscula (p), usada para escrever pneuma (um substantivo) e a letra pi maiúscula (P) usada para escrever Paulos (um nome próprio):

O fato da expressão “Espírito Santo” ou “Espírito de Jesus Cristo” ser sempre escrita com “E” maiúsculo em português tem influenciado o subconsciente de muitos crentes sinceros no sentido de aceitar a doutrina de que o Espírito Santo é uma pessoa distinta do Pai e do Filho. Mas é importante destacar que quando os apóstolos escreviam Espírito Santo, não havia esta distinção. Nós escrevemos Espírito Santo com letras maiúsculas em português apenas por uma convenção, um hábito na realidade muito questionável, pois tal convenção não existia originalmente.
O Espírito Santo, o Espírito de Cristo e o Espírito de Deus
A Palavra de Deus afirma que assim como o homem tem um pneuma como parte integrante do seu ser, Deus também tem um pneuma. Vejamos novamente o que diz I Coríntios 2:11:
“Porque qual dos homens sabe as coisas do homem senão o seu próprio espírito (pneuma) que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito (pneuma) de Deus.” – I Coríntios 2:11.

Novamente é importante notar que em português o “Espírito” de Deus é escrito com “E” maiúsculo e o “espírito” do homem é escrito com “e” minúsculo. Mas não é assim no original grego. Tanto o Espírito de Deus quanto o espírito do homem são escritos absolutamente da mesma forma. Portanto não há porque interpretar que o espírito de Deus é uma outra pessoa e o espírito do homem não é uma outra pessoa.
Assim como o homem, Deus possui dentro de si um pneuma que é um atributo que não pode ser separado dEle. Algumas religiões como o Espiritismo, por exemplo, pregam que é possível o espírito (pneuma) existir independente¬mente ou separadamente do corpo do seu possuidor, mas não é isso que a Palavra de Deus diz. Segundo a Bíblia um corpo sem pneuma é um corpo morto.Veja:
“Então Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (pneuma)! E dito isto expirou.” – Lucas 23:46.
“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito (ruach) volte a Deus, que o deu.” -Eclesiastes 12:7.
Da mesma forma um espírito (pneuma) com existência e personalidade própria (independente do possuidor) é um conceito defendido pelo Espiritismo e pelo Trinitarianismo.
É inquestionável que Deus tenha, assim como o homem, um pneuma como parte constituinte do seu ser. Por essa razão, alguns defensores da trindade interpretam de forma diferenciada o Espírito Santo e o Espírito de Deus. Alegam que o Espírito de Deus é um atributo intrínseco do Pai, mas que o Espírito Santo é uma outra pessoa – a terceira pessoa da trindade. Porventura existe esta diferença entre Espírito de Deus e Espírito Santo?
Através de um estudo por comparação de versos é possível descobrir que o Pai e o seu Filho Jesus compartilham o mesmo pneuma, qual seja, o Espírito Santo. Veremos adiante que não há diferença entre Espírito de Deus, Espírito de Cristo e Espírito Santo.
“Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito (pneuma) de Deus habita em vós?” – I Coríntios 3:16.
“Acaso não sabeis que vosso corpo é santuário do Espírito (pneuma) Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus.” – I Coríntios 6:19
Após análise destes dois versos, concluímos inequivocamente que o Espírito Santo é o próprio Espírito (pneuma) de Deus e não uma terceira pessoa. É o próprio pneuma de Deus que habita em nós.
Paulo confirma que o Espírito Santo não é uma terceira pessoa, mas é sim o próprio pneuma de Deus, colocando-os (Espírito de Deus e Espírito Santo) como expressões equivalentes novamente:
“Por isso vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito (pneuma) de Deus afirma: Anátema Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus! senão pelo Espírito Santo.” – I Coríntios 12:3.
Há muitos outros versos que servem como evidência clara de que o Espírito Santo é o próprio pneuma de Deus. Vejamos este último par de versos de Paulo aos Efésios sobre o selamento:
“… tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa.” – Efésios 1:13.
“E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” – Efésios 4:30.
Biblicamente, temos evidências suficientes para afirmar que…
ð Espírito Santo = Espírito (pneuma) de Deus
E o que dizer do Espírito de Cristo? É correto afirmar que o Espírito de Cristo e o Espírito de Deus são sinônimos? Vejamos:
“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se de fato o Espírito (pneuma) de Deus habita em vós. E se alguém não tem o Espírito (pneuma) de Cristo, esse tal não é dele.” – Romanos 8:9.
Este verso nos dá condições de afirmar que
ð Espírito (pneuma) de Cristo = Espírito (pneuma) de Deus
Deus, o Pai e seu Filho, Jesus Cristo, compartilham o mesmo espírito (pneuma), por esta razão são um.
“Eu e o Pai somos um.” – João 10:30.
“Tudo quanto o Pai tem é meu…” – João 16:15.
Jesus Cristo e o seu Pai são duas pessoas distintas, mas são um em espírito. Jamais lemos na Bíblia “eu, o Pai e o Espírito Santo somos um”! Reiteramos: O Pai e o Filho são um porque possuem o mesmo pneuma (espírito). O Espírito de Cristo está no Pai e o Espírito do Pai está no Filho:
“Quem me vê a mim vê o Pai… Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim.” – João 14:9 e 11.
Ora, é impossível aceitar que o Pai está no Filho e o Filho está no Pai de forma física. É claro que Cristo está dizendo que o Pai está espiritualmente no Filho e o Filho está espiritualmente no Pai.
Da mesma forma podemos ser um com Deus e com Cristo se recebermos em nós o Espírito (pneuma) de Deus. Isso Jesus deixou claro em sua oração intercessória relatada em João 17:
“A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” – João 17:21.
O plano de Deus é que sejamos um com Ele e com o Pai. Não uma pessoa fisicamente falando, mas uma unidade espiritual, ou seja, que tenhamos o mesmo Espírito (pneuma) de Deus e de Cristo, mesmo sendo pessoas diferentes.
“Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele.” – I Coríntios 6:17.
O Espírito Santo é o próprio Espírito de Cristo e em certas ocasiões o autor bíblico alterna estes dois termos:
“E percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.” – Atos 16:6 e 7.
Não haveria necessidade de apresentarmos mais versos comprovando que Espírito de Deus, Espírito de Cristo e Espírito Santo são utilizados como sinônimos na Bíblia e que se tratam do próprio pneuma (fôlego / espírito) de Deus. Mas como último verso, lembramos o que está escrito em João 20:22:
“E, havendo [Jesus] dito isto, soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito (pneuma) Santo.” – João 20:22.
Fica então claro que o Espírito Santo é o próprio espírito (pneuma) de Jesus, ou seja, seu fôlego, seu sopro vital e não uma terceira pessoa distinta do Pai e de Cristo.
ð Espírito (pneuma) de Cristo = Espírito (pneuma) de Deus = Espírito Santo
A reposta para a pergunta “Quem é o Espírito?” nunca esteve tão próxima:
“Ora o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí está a liberdade.” – II Coríntios 3:17.
Sem dúvidas esta é a melhor resposta para a pergunta “Quem é o Espírito?” Paulo acaba de responder: “O Senhor é o Espírito.”
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[1] pnoe – derivado de pneo, a mesma raiz de pneuma

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A palavra grega pneú•ma (espírito) deriva de pné•o, que significa “respirar ou soprar”, e crê-se que a palavra hebraica rú•ahh (espírito) derive duma raiz que tem o mesmo sentido. Rú•ahh e pneú•ma, portanto, significam basicamente “fôlego”, mas têm significados ampliados além do sentido básico. (Veja Hab 2:19; Re 13:15.) Podem também significar vento; a força vital nas criaturas viventes; o espírito que a pessoa revela ter; pessoas espirituais, inclusive Deus e suas criaturas angélicas; e a força ativa de Deus, ou Seu espírito santo. (Veja Lexicon in Veteris Testamenti Libros [Léxico dos Livros do Velho Testamento], de Koehler e Baumgartner, Leiden, 1958, pp. 877-879; Hebrew and English Lexicon of the Old Testament [Léxico Hebraico e Inglês do Velho Testamento], de Brown, Driver e Briggs, 1980, pp. 924-926; Theological Dictionary of the New Testament [Dicionário Teológico do Novo Testamento], editado por G. Friedrich, traduzido para o inglês por G. Bromiley, 1971, Vol. VI, pp. 332-451.) Todos estes significados têm uma coisa em comum: todos se referem a algo invisível para a visão humana e que dá evidência de força em ação. Tal força invisível é capaz de produzir efeitos visíveis.
Outra palavra hebraica, nesha•máh (Gên 2:7), também significa “fôlego”, mas tem sentido mais limitado do que rú•ahh. A palavra grega pno•é parece ter um sentido limitado similar (At 17:25) e foi usada pelos tradutores da Septuaginta para verter nesha•máh.
Vento. Consideremos primeiro o sentido que talvez seja mais fácil de compreender. O contexto, em muitos casos, mostra que rú•ahh significa “vento”, como “vento oriental” (Êx 10:13), os “quatro ventos”. (Za 2:6) A menção de coisas tais como nuvens, tempestades, o vento levar palha, ou coisas de natureza similar, que aparecem no contexto, freqüentemente torna evidente este sentido. (Núm 11:31; 1Rs 18:45; 19:11; Jó 21:18) Por se usarem os quatro ventos para significar as quatro direções — leste, oeste, norte e sul — rú•ahh às vezes pode ser traduzido ‘direção’ ou ‘lado’. — 1Cr 9:24; Je 49:36; 52:23; Ez 42:16-20.
Jó 41:15, 16, diz a respeito das escamas bem ajustadas do leviatã que “nem mesmo o ar [werú•ahh] pode penetrar entre elas”. Aqui, novamente, rú•ahh representa ar em movimento, não apenas ar num estado parado ou imóvel. De modo que está presente a idéia de uma força invisível, a característica básica da palavra hebraica rú•ahh.
Evidentemente, o único caso em que, nas Escrituras Gregas Cristãs, a palavra pneú•ma é usada no sentido de “vento” é em João 3:8.
O homem não pode controlar o vento; não pode orientá-lo, dirigi-lo, restringi-lo ou possuí-lo. Por causa disso, “vento [rú•ahh]” freqüentemente representa aquilo que é incontrolável ou inalcançável pelo homem — algo elusivo, transitório, fútil, de nenhum benefício genuíno. (Veja Jó 6:26; 7:7; 8:2; 16:3; Pr 11:29; 27:15, 16; 30:4; Ec 1:14, 17; 2:11; Is 26:18; 41:29.) Veja uma consideração mais plena disso sob VENTO.
Pessoas Espirituais. Deus é invisível aos olhos humanos (Êx 33:20; Jo 1:18; 1Ti 1:17), e ele está vivo e exerce insuperável força em todo o universo. (2Co 3:3; Is 40:25-31) Cristo Jesus declara: “Deus é Espírito [Pneú•ma].” O apóstolo escreve: “Ora, Jeová é o Espírito.” (Jo 4:24; 2Co 3:17, 18) O templo edificado sobre Cristo como pedra angular de alicerce é um “lugar para Deus habitar por espírito”. — Ef 2:22.
Isto não significa que Deus seja uma força impessoal, incorpórea, assim como o vento. As Escrituras atestam inconfundivelmente que ele tem personalidade; possui também um lugar, de modo que Cristo podia falar de ‘ir para o Pai’, a fim de que pudesse ‘aparecer por nós perante a pessoa de Deus [literalmente: “face de Deus”]’. — Jo 16:28; He 9:24; compare isso com 1Rs 8:43; Sal 11:4; 113:5, 6; veja JEOVÁ (A Pessoa Identificada Pelo Nome).
A expressão “meu espírito” (ru•hhí), usada por Deus em Gênesis 6:3, pode significar “eu, o Espírito”, assim como seu uso de “minha alma” (naf•shí) tem o sentido de “eu, a pessoa”, ou “minha pessoa”. (Is 1:14; veja ALMA [Deus Como Tendo Alma].) Ele contrasta assim a sua posição espiritual, celestial, com a do homem terreno, carnal.
O Filho de Deus. O “filho unigênito” de Deus, a Palavra, era uma pessoa espiritual assim como seu Pai, portanto, ‘existindo em forma de Deus’ (Fil 2:5-8), mais tarde, porém, “se tornou carne”, residindo entre a humanidade como o homem Jesus. (Jo 1:1, 14) Ao completar a sua carreira terrestre, foi “morto na carne, mas vivificado no espírito”. (1Pe 3:18) Seu Pai o ressuscitou, concedendo o pedido do seu Filho, de este ser glorificado junto ao Pai com a glória que tivera na sua existência pré-humana (Jo 17:4, 5), e Deus o fez um “espírito vivificante”. (1Co 15:45) O Filho tornou-se assim novamente invisível aos olhos humanos, morando “em luz inacessível, a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver”. — 1Ti 6:14-16.
Outras criaturas espirituais. Anjos são chamados pelos termos rú•ahh e pneú•ma em diversos textos. (1Rs 22:21, 22; Ez 3:12, 14; 8:3; 11:1, 24; 43:5; At 23:8, 9; 1Pe 3:19, 20) Nas Escrituras Gregas Cristãs, a maioria dessas referências são a criaturas espirituais iníquas, demônios. — Mt 8:16; 10:1; 12:43-45; Mr 1:23-27; 3:11, 12, 30.
O Salmo 104:4 diz que Deus “faz os seus anjos espíritos, seus ministros, um fogo devorador”. Algumas traduções preferiram verter isso assim: “Faz dos ventos seus mensageiros, dos seus ministros um fogo abrasador”, ou de modo similar. (Al, BJ, IBB, PIB) Tais traduções do texto hebraico não são inadmissíveis (veja Sal 148:8); no entanto, a citação deste texto pelo apóstolo Paulo (He 1:7) coincide com a da Septuaginta grega e se harmoniza com a primeira versão acima. (No texto grego de Hebreus 1:7, usa-se o artigo definido [tous] antes de “anjos”, não antes de “espíritos [pneú•ma•ta]”, tornando os anjos o sujeito correto da oração.) Barnes’ Notes on the New Testament (Notas Sobre o Novo Testamento, de Barnes; 1974) diz: “Deve-se presumir que [Paulo], que tinha sido educado no conhecimento da língua hebraica, deve ter tido melhor oportunidade de saber qual era sua lídima construção [referindo-se ao Salmo 104:4], do que nós; e é moralmente certo de que ele empregaria este trecho, num argumento, conforme era comumente entendido por aqueles a quem ele escrevia — isto é, àqueles que estavam familiarizados com a língua e a literatura hebraicas.” — Veja He 1:14.
Os anjos de Deus, embora capazes de se materializar em forma humana e de aparecer a homens, não são por natureza materiais ou carnais, e por isso são invisíveis. São ativamente vivos e capazes de exercer grande força, e os termos rú•ahh e pneú•ma, portanto, descrevem-nos aptamente.
Efésios 6:12 fala sobre a pugna cristã, “não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais”. A última parte do texto grego reza literalmente: “Para com as (coisas) espirituais [gr.: pneu•ma•ti•ká] da iniqüidade nos [lugares] celestiais.” A maioria das traduções modernas reconhece que não se faz aqui referência simplesmente a algo abstrato, “iniqüidade espiritual” (KJ), mas refere-se à iniqüidade de pessoas espirituais. De modo que temos traduções tais como “as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (ALA), “as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes” (VB), “os Espíritos do Mal, que povoam as regiões celestiais” (BJ), “as forças sobre-humanas do mal nos céus” (NE).
A Força Ativa de Deus; Espírito Santo. A grandíssima maioria das ocorrências de rú•ahh e pneú•ma está relacionada com o espírito de Deus, sua força ativa, seu espírito santo.
Não é uma pessoa. Foi só no quarto século EC que o ensino de o espírito santo ser uma pessoa e parte da “Divindade” tornou-se dogma oficial da igreja. Os primitivos “pais” da igreja não ensinavam isso; Justino, o Mártir, do segundo século EC, ensinava que o espírito santo era ‘uma influência ou um modo de agir da Deidade’; Hipólito tampouco atribuiu personalidade ao espírito santo. As próprias Escrituras estão unidas em mostrar que o espírito santo de Deus não é uma pessoa, mas é a força ativa de Deus, pela qual ele realiza seus propósitos e executa sua vontade.
Deve-se primeiro notar que as palavras “no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (Al), encontradas em traduções mais antigas em 1 João 5:7, na realidade são acréscimos espúrios ao texto original. Uma nota de rodapé em A Bíblia de Jerusalém, uma tradução católica, diz que este acréscimo está “ausente dos antigos mss [manuscritos] gregos, das antigas versões e dos melhores mss da Vulg. [Vulgata]”. A Textual Commentary on the Greek New Testament (Comentário Textual Sobre o Novo Testamento Grego), de Bruce Metzger (1975, pp. 716-718), delineia em pormenores a história dessa passagem espúria. Declara que a passagem é primeiro encontrada num tratado intitulado Liber Apologeticus, do quarto século, e que ela aparece em manuscritos do latim antigo e na Vulgata das Escrituras, a partir do sexto século. As traduções modernas, como um todo, tanto católicas como protestantes, não incluem essas palavras no corpo principal do texto, por reconhecerem sua natureza espúria. — IBB, MC, PIB.
Personificação não prova personalidade. É verdade que Jesus falou do espírito santo como “ajudador” e falou de tal ajudador como ‘ensinando’, ‘dando testemunho’, ‘dando evidência’, ‘guiando’, ‘falando’, ‘ouvindo’ e ‘recebendo’. Ao fazer isso, o grego original mostra que Jesus, às vezes, aplicava o pronome pessoal masculino a este “ajudador” (paracleto). (Veja Jo 14:16, 17, 26; 15:26; 16:7-15.) No entanto, não é incomum, nas Escrituras, que aquilo que realmente não é pessoa seja personalizado ou personificado. A sabedoria é personificada no livro de Provérbios (1:20-33; 8:1-36); e formas pronominais femininas são usadas para ela no original hebraico, como também em muitas traduções. A sabedoria é também personificada em Mateus 11:19 e em Lucas 7:35, onde é apresentada como tendo tanto “obras” como “filhos”. O apóstolo Paulo personalizou o pecado e a morte, e também a benignidade imerecida, como ‘reinando’. (Ro 5:14, 17, 21; 6:12) Fala do pecado como “recebendo induzimento”, ‘produzindo cobiça’, ‘seduzindo’ e ‘matando’. (Ro 7:8-11) Todavia, é óbvio que Paulo não queria dizer que o pecado era realmente uma pessoa.
Assim, também, as palavras de Jesus sobre o espírito santo, no relato de João, têm de ser tomadas em harmonia com o contexto. Jesus personalizou o espírito santo ao falar daquele espírito como “ajudador” (que em grego é o substantivo masculino pa•rá•kle•tos). Portanto, João apresenta as palavras de Jesus corretamente como se referindo a este aspecto de “ajudador” do espírito com pronome pessoal masculino. Por outro lado, no mesmo contexto, quando usa a palavra grega pneú•ma, João emprega um pronome neutro para se referir ao espírito santo, a própria palavra pneú•ma sendo neutra. Assim, temos no uso que João faz do pronome pessoal masculino em associação com pa•rá•kle•tos um exemplo de concordância com as regras gramaticais, não uma expressão de doutrina. — Jo 14:16, 17; 16:7, 8.
Não tem identificação como pessoa. Visto que o próprio Deus é Espírito e é santo, e visto que todos os seus fiéis filhos angélicos são espíritos e são santos, é evidente que, se o “espírito santo” fosse pessoa, as Escrituras deveriam razoavelmente fornecer alguns meios para diferenciar e identificar tal pessoa espiritual dentre todos esses outros ‘espíritos santos’. Seria de esperar que, pelo menos, se usasse o artigo definido para ele em todos os casos onde não é chamado de “espírito santo de Deus”, ou não é modificado por alguma expressão similar. Isto pelo menos o distinguiria como O Espírito Santo. Mas, ao contrário, em grande número de casos, a expressão “espírito santo” aparece no grego original sem o artigo, indicando assim ausência de personalidade. — Veja At 6:3, 5; 7:55; 8:15, 17, 19; 9:17; 11:24; 13:9, 52; 19:2; Ro 9:1; 14:17; 15:13, 16, 19; 1Co 12:3; He 2:4; 6:4; 2Pe 1:21; Ju 20, Int e outras traduções interlineares.
Como se batiza em seu “nome”. Em Mateus 28:19, mencionam-se “o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo”. Um “nome” pode significar algo diferente de um nome pessoal. Em português, quando dizemos “em nome da lei”, ou “em nome do bom senso”, não nos referimos a uma pessoa como tal. Por “nome”, em tais expressões, queremos dizer ‘aquilo que a lei representa, ou sua autoridade’, e ‘aquilo que o bom senso representa ou exige’. O termo grego para “nome” (ó•no•ma) também pode ter este sentido. Assim, ao passo que algumas traduções (KJ; AS; Tr) seguem literalmente o texto grego, em Mateus 10:41, e dizem que aquele que “receber um profeta no nome dum profeta receberá a recompensa dum profeta; e aquele que receber um homem justo no nome dum homem justo receberá a recompensa dum homem justo”, traduções mais modernas dizem: “Quem recebe um profeta na qualidade de profeta”, e: “Quem recebe um justo na qualidade de justo”, ou algo similar. (BJ, BMD, BV, NM) Neste respeito, Word Pictures in the New Testament (Quadros Verbais no Novo Testamento; 1930, Vol. I, p. 245), de Robertson, diz sobre Mateus 28:19: “O uso de nome (onoma) aqui é um uso comum na Septuaginta e nos papiros para simbolizar poder ou autoridade.” Portanto, o batismo ‘em o nome do espírito santo’ subentende o reconhecimento deste espírito como tendo por fonte a Deus e como exercendo sua função segundo a vontade divina.
Outra evidência de sua natureza impessoal. Evidência adicional contrária à idéia de personalidade atribuída ao espírito santo é o modo em que é usado em associação com outras coisas impessoais, tais como água e fogo (Mt 3:11; Mr 1:8); e fala-se de cristãos como batizados “em espírito santo”. (At 1:5; 11:16) Insta-se com as pessoas a ficarem ‘cheias de espírito’, em vez de vinho. (Ef 5:18) Assim, também, fala-se de pessoas como ‘cheias’ dele, junto com qualidades tais como sabedoria e fé (At 6:3, 5; 11:24), ou alegria (At 13:52); e espírito santo é inserido, ou intercalado, entre diversas de tais qualidades, em 2 Coríntios 6:6. É bem improvável que se fizessem tais expressões se o espírito santo fosse uma pessoa divina. Quanto a o espírito ‘dar testemunho’ (At 5:32; 20:23), deve-se notar que se diz a mesma coisa a respeito da água e do sangue, em 1 João 5:6-8. Ao passo que alguns textos se referem ao espírito como ‘dando testemunho’, ‘falando’ ou ‘dizendo’ coisas, outros textos tornam claro que ele falou por meio de pessoas, sem ter voz pessoal própria. (Veja He 3:7; 10:15-17; Sal 95:7; Je 31:33, 34; At 19:2-6; 21:4; 28:25.) De modo que pode ser comparado a ondas de rádio, que podem transmitir uma mensagem de alguém falando ao microfone e fazer sua voz ser ouvida por outros a grande distância, na realidade, ‘falando’ a mensagem por meio dum alto-falante. Deus, por seu espírito, transmite suas mensagens e comunica sua vontade à mente e ao coração dos seus servos na terra, os quais, por sua vez, podem transmitir esta mensagem a mais outros.
Diferençado de “poder”. Portanto, rú•ahh e pneú•ma, quando usados com referência ao espírito santo de Deus, referem-se à força ativa invisível de Deus, pela qual ele realiza seu propósito e vontade divinos. É “santo”, porque procede Dele, não duma fonte terrestre, e está livre de toda a corrupção, como “o espírito de santidade”. (Ro 1:4) Não é o “poder” de Jeová, porque esta palavra portuguesa traduz mais corretamente outros termos nas línguas originais (hebr.: kó•ahh; gr.: dý•na•mis). Rú•ahh e pneú•ma são palavras usadas em íntima associação, ou mesmo em paralelo, com esses termos que significam “poder”, o que mostra que há uma inerente interligação entre eles, e, ainda assim, uma nítida diferença. (Miq 3:8; Za 4:6; Lu 1:17, 35; At 10:38) “Poder”, basicamente, é a habilidade ou capacidade de atuar ou de fazer coisas, e pode ser latente, dormente ou inativamente residente em alguém ou em alguma coisa. “Força”, por outro lado, descreve mais especificamente energia projetada e exercida sobre pessoas ou coisas, e pode ser definida como “uma influência que produz ou tende a produzir movimento, ou a mudança de movimento”. “Poder” pode ser assemelhado à energia acumulada numa bateria, ao passo que “força” pode ser comparada à corrente elétrica que flui de tal bateria. “Força”, portanto, representa mais exatamente o sentido dos termos hebraico e grego relacionados com o espírito de Deus, e isto é corroborado pela consideração das Escrituras.
Seu Uso na Criação. Jeová Deus realizou a criação do universo material por meio de seu espírito, ou força ativa. A respeito do planeta Terra, nos seus primitivos estágios formativos, o registro declara que “a força ativa [ou “espírito” (rú•ahh)] de Deus movia-se por cima da superfície das águas”. (Gên 1:2) O Salmo 33:6 diz: “Pela palavra de Jeová foram feitos os próprios céus, e pelo espírito de sua boca, todo o exército deles.” Igual a um poderoso sopro, o espírito de Deus pode ser enviado para exercer poder, embora não haja contato corporal com aquilo sobre o que age. (Veja Êx 15:8, 10.) Ao passo que um artífice humano usaria a força das suas mãos e dos seus dedos para produzir algo, Deus usa seu espírito. Por isso, fala-se de tal espírito também como “mãos” ou “dedos” de Deus. — Compare Sal 8:3; 19:1; Mt 12:28, com Lu 11:20.
A ciência moderna chama a matéria de energia organizada, como feixes de energia, e reconhece que “a matéria pode ser transformada em energia, e a energia pode ser transformada em matéria”. (Enciclopédia Delta Universal, Vol. 9, p. 5140) A imensidão do universo que o homem já conseguiu discernir por meio de seus telescópios dá uma leve idéia da inesgotável fonte de energia encontrada em Jeová Deus. Conforme escreveu o profeta: “Quem mediu as proporções do espírito de Jeová?” — Is 40:12, 13, 25, 26.
Fonte da vida animada, da faculdade de reprodução. Não somente a criação inanimada, mas também toda a criação animada deve sua existência e vida à operação do espírito de Jeová, que produziu as criaturas viventes originais por meio das quais todas as atuais criaturas viventes vieram à existência. (Compare isso com Jó 33:4; veja neste artigo a seção “Fôlego; Fôlego de Vida; Força de Vida”.) Jeová usou seu espírito santo para reavivar as faculdades reprodutivas de Abraão e de Sara, e por isso se podia falar de Isaque como tendo “nascido na maneira do espírito”. (Gál 4:28, 29) Deus, por seu espírito, também transferiu a vida de seu Filho do céu para a terra, induzindo a concepção no ventre da virgem judia, Maria. — Mt 1:18, 20; Lu 1:35.
Espírito Usado a Favor dos Servos de Deus. Uma das principais operações do espírito de Deus envolve sua capacidade de informar, de iluminar, de revelar coisas. Por isso, Davi podia orar: “Ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus. Teu espírito é bom; guie-me ele na terra da retidão.” (Sal 143:10) Bem antes, José havia fornecido a interpretação dos sonhos proféticos de Faraó, habilitado para isso pela ajuda de Deus. O governante egípcio reconheceu a operação do espírito de Deus sobre José. (Gên 41:16, 25-39) Este poder iluminador do espírito é especialmente notável nas profecias. As profecias, conforme mostra o apóstolo, não procederam de interpretação humana das circunstâncias ou dos eventos; não resultaram de alguma habilidade inata dos profetas, de explicar o sentido e o significado destes, ou de predizer o aspecto de eventos futuros. Antes, esses homens “eram movidos por espírito santo” — induzidos, movidos ou guiados pela força ativa de Deus. (2Pe 1:20, 21; 2Sa 23:2; Za 7:12; Lu 1:67; 2:25-35; At 1:16; 28:25; veja PROFECIA; PROFETA.) Do mesmo modo, também as Escrituras inspiradas, na sua inteireza, foram ‘inspiradas por Deus’, expressão que traduz a grega the•ó•pneu•stos, que significa literalmente ‘sopradas por Deus’. (2Ti 3:16) O espírito operava de diversas maneiras na comunicação com esses homens e em orientá-los, em alguns casos fazendo-os ter visões ou sonhos (Ez 37:1; Jl 2:28, 29; Re 4:1, 2; 17:3; 21:10), mas em todos os casos operando sobre a mente e o coração deles, para motivá-los e guiá-los segundo o propósito de Deus. — Da 7:1; At 16:9, 10; Re 1:10, 11; veja INSPIRAÇÃO.
Portanto, o espírito de Deus não somente dá revelação e entendimento da vontade de Deus, mas também energiza Seus servos a realizar coisas em harmonia com esta vontade. Este espírito atua como força impulsora que os move e impele, assim como Marcos diz que o espírito “impeliu” Jesus a ir para o ermo, após o seu batismo. (Mr 1:12; compare isso com Lu 4:1.) Pode ser como um “fogo” dentro deles, fazendo-os ficar “fervorosos” com esta força (1Te 5:19; At 18:25; Ro 12:11), em certo sentido aumentando neles ‘energia’ ou pressão para realizar certa obra. (Veja Jó 32:8, 18-20; 2Ti 1:6, 7.) Recebem “o poder do espírito”, ou “poder por intermédio de seu espírito”. (Lu 2:27; Ef 3:16; compare isso com Miq 3:8.) No entanto, não se trata apenas dum impulso inconsciente, cego, porque afeta também a mente e o coração deles, de modo que podem cooperar inteligentemente com a força ativa que lhes é dada. O apóstolo podia assim dizer a respeito daqueles que haviam recebido o dom de profecia, na congregação cristã, que “os dons do espírito dos profetas hão de ser controlados pelos profetas”, a fim de manter a boa ordem. — 1Co 14:31-33.
Variedade de operações. Assim como se pode usar uma corrente elétrica para realizar uma enorme variedade de tarefas, assim o espírito de Deus é usado para comissionar e habilitar pessoas a fazer uma ampla variedade de coisas. (Is 48:16; 61:1-3) Conforme Paulo escreveu a respeito dos dons milagrosos do espírito nos seus dias: “Ora, há variedades de dons, mas há o mesmo espírito; e há variedades de ministérios, contudo há o mesmo Senhor; e há variedades de operações, contudo é o mesmo Deus quem realiza todas as operações em todas as pessoas. Mas a manifestação do espírito é dada a cada um com um objetivo proveitoso.” — 1Co 12:4-7.
O espírito tem força ou capacidade habilitadora; pode habilitar pessoas para um serviço ou para um cargo. Embora Bezalel e Ooliabe talvez conhecessem os ofícios antes da sua designação relacionada com a fabricação do equipamento do tabernáculo e das vestes sacerdotais, o espírito de Deus ‘encheu-os com sabedoria, entendimento e conhecimento’, para que a obra fosse feita da maneira intencionada. Aumentou suas habilidades naturais e o conhecimento que já tivessem, e habilitou-os a instruir outros. (Êx 31:1-11; 35:30-35) O plano arquitetônico para o posterior templo foi dado a Davi por inspiração, quer dizer, pela operação do espírito de Deus, habilitando assim Davi a empreender uma extensa obra preparatória para o projeto. — 1Cr 28:12.
O espírito de Deus agiu sobre Moisés e por meio dele para profetizar e para realizar atos milagrosos, bem como para liderar a nação e atuar como juiz dela, prefigurando assim o papel futuro de Cristo Jesus. (Is 63:11-13; At 3:20-23) No entanto, Moisés, como humano imperfeito, achou pesada a carga de responsabilidade, e Deus ‘tirou um pouco do espírito que havia sobre Moisés e o colocou sobre 70 anciãos’, para que ajudassem a levar a carga. (Núm 11:11-17, 24-30) O espírito tornou-se também ativo em Davi a partir do momento em que foi ungido por Samuel, guiando-o e preparando-o para o seu futuro reinado. — 1Sa 16:13.
Josué ficou “cheio do espírito de sabedoria” como sucessor de Moisés. Mas o espírito não produziu nele a capacidade de profetizar ou de realizar obras milagrosas ao ponto que fizera com Moisés. (De 34:9-12) Todavia, habilitou Josué a liderar Israel na campanha militar que resultou na conquista de Canaã. De maneira similar, o espírito de Jeová “envolveu” outros homens, ‘impelindo-os’ como lutadores a favor do povo de Deus, lutadores tais como Otniel, Gideão, Jefté e Sansão. — Jz 3:9, 10; 6:34; 11:29; 13:24, 25; 14:5, 6, 19; 15:14.
O espírito de Deus energizou homens a falar a Sua mensagem de verdade com destemor e coragem perante opositores e ao risco da sua vida. — Miq 3:8.
Ser o espírito de Deus ‘derramado’ sobre os do seu povo é evidência do Seu favor, e resulta em bênçãos e os torna prósperos. — Ez 39:29; Is 44:3, 4.
Julgar e executar julgamento. Deus, por meio do seu espírito, faz o julgamento de homens e de nações; executa também o julgamento decretado — punindo ou destruindo. (Is 30:27, 28; 59:18, 19) Em tais casos, rú•ahh pode apropriadamente ser vertido por “sopro”, como quando Jeová fala de fazer ‘irromper um sopro [rú•ahh] de vendavais’ no seu furor. (Ez 13:11, 13; compare isso com Is 25:4; 27:8.) O espírito de Deus pode alcançar qualquer lugar, agindo a favor ou contra aqueles que recebem Sua atenção. — Sal 139:7-12.
Em Revelação (Apocalipse) 1:4, os “sete espíritos” de Deus são mencionados como estando diante do Seu trono, e depois se dão sete mensagens, cada uma concluindo com a admoestação de que se “ouça o que o espírito diz às congregações”. (Re 2:7, 11, 17, 29; 3:6, 13, 22) Estas mensagens contêm pronúncias de julgamento, esquadrinhadoras do coração, e promessas de recompensa pela fidelidade. Mostra-se o Filho de Deus como tendo esses “sete espíritos de Deus” (Re 3:1); e estes são chamados de “sete lâmpadas de fogo” (Re 4:5), e também de sete olhos do cordeiro que é morto, “olhos que significam os sete espíritos de Deus, os quais têm sido enviados à terra inteira”. (Re 5:6) Visto que em outros textos proféticos se usa sete como representando totalidade (veja NÚMERO, NUMERAL), parece que estes sete espíritos simbolizam a plena capacidade ativa de observação, discernimento ou percepção do glorificado Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, habilitando-o a inspecionar toda a terra.
A Palavra de Deus é a “espada” do espírito (Ef 6:17), que revela o que a pessoa realmente é, expondo ocultas qualidades ou atitudes do coração, e induzindo-a a abrandar o coração e harmonizar-se com a vontade de Deus expressa por esta Palavra, ou então a endurecer seu coração em rebelião. (Veja He 4:11-13; Is 6:9, 10; 66:2, 5.) Portanto a Palavra de Deus desempenha um papel importante na predição de julgamentos adversos, e visto que a palavra ou mensagem de Deus tem de ser cumprida, o cumprimento desta palavra produz uma ação semelhante à do fogo em palha, e como a dum malho que despedaça o rochedo. (Je 23:28, 29) Cristo Jesus, como principal Porta-voz de Deus, como “A Palavra de Deus”, declara as mensagens divinas de julgamento e está autorizado a ordenar a execução desses julgamentos nos assim julgados. Sem dúvida, este é o sentido das referências a ele eliminar os inimigos de Deus “com o espírito [a força ativa] de sua boca”. — Veja 2Te 2:8; Is 11:3, 4; Re 19:13-16, 21.
O espírito de Deus atua como “ajudador” da congregação. Conforme Jesus prometeu, quando ascendeu ao céu, ele solicitou ao Pai o espírito santo, ou a força ativa de Deus, e se lhe concedeu autoridade de usar este espírito. ‘Derramou-o’ sobre os seus discípulos fiéis no dia de Pentecostes, continuando a fazer isso depois para com aqueles que se voltavam para Deus por meio do Seu Filho. (Jo 14:16, 17, 26; 15:26; 16:7; At 1:4, 5; 2:1-4, 14-18, 32, 33, 38) Assim como tinham sido batizados em água, agora foram todos ‘batizados em um só corpo’ por este único espírito, como que sendo imersos nele, do mesmo modo em que se pode meter um pedaço de ferro num campo magnético e assim magnetizá-lo. (1Co 12:12, 13; compare isso com Mr 1:8; At 1:5.) Embora o espírito de Deus já antes tivesse operado nos discípulos, conforme se evidenciou por poderem expulsar demônios (veja Mt 12:28; Mr 3:14, 15), operava agora neles de maneira aumentada e mais intensa, e em modos novos, como nunca antes. — Veja Jo 7:39.
Cristo Jesus, como Rei messiânico, tem “o espírito de sabedoria e de compreensão, o espírito de conselho e de potência, o espírito de conhecimento e do temor de Jeová”. (Is 11:1, 2; 42:1-4; Mt 12:18-21) Esta força a favor da justiça é manifestada no seu uso da força ativa, ou espírito, de Deus, em dirigir a congregação cristã na terra, sendo Jesus, por designação de Deus, Cabeça, Dono e Senhor dela. (Col 1:18; Ju 4) Este espírito, como “ajudador”, deu então maior entendimento da vontade e do propósito de Deus, e esclareceu-lhes a Sua Palavra profética. (1Co 2:10-16; Col 1:9, 10; He 9:8-10) Foram energizados para servirem como testemunhas em toda a terra (Lu 24:49; At 1:8; Ef 3:5, 6); foram-lhes concedidos milagrosos ‘dons do espírito’, habilitando-os a falar em línguas estrangeiras, a profetizar, a curar e a realizar outras atividades, que tanto facilitariam a sua proclamação das boas novas como serviriam de evidência de sua comissão e apoio divinos. — Ro 15:18, 19; 1Co 12:4-11; 14:1, 2, 12-16; compare isso com Is 59:21; veja DONS DADOS POR DEUS (Dons do Espírito).
Jesus, como Superintendente da congregação, usava o espírito de forma governamental — orientando a escolha de homens para missões especiais e para servir na superintendência, no ensino e no “reajustamento” da congregação. (At 13:2-4; 20:28; Ef 4:11, 12) Induziu-os, bem como restringiu-os, indicando em que lugar deviam concentrar seus esforços ministeriais (At 16:6-10; 20:22), e tornou-os escritores eficazes de ‘cartas de Cristo, inscritas com o espírito de Deus em tábuas carnais, em corações humanos’. (2Co 3:2, 3; 1Te 1:5) Conforme prometido, o espírito reavivou-lhes a memória, estimulou-lhes as faculdades mentais e tornou-os denodados em dar testemunho mesmo perante governantes. — Veja Mt 10:18-20; Jo 14:26; At 4:5-8, 13, 31; 6:8-10.
Quais “pedras viventes”, estavam sendo constituídos num templo espiritual alicerçado em Cristo, por meio do qual se ofereceriam “sacrifícios espirituais” (1Pe 2:4-6; Ro 15:15, 16) e se entoariam cânticos espirituais (Ef 5:18, 19), e no qual Deus moraria por espírito. (1Co 3:16; 6:19, 20; Ef 2:20-22; compare isso com Ag 2:5.) O espírito de Deus é uma força unificadora de enorme potência, e enquanto esses cristãos lhe permitiam livre atuação entre eles, unia-os pacificamente em vínculos de amor e de devoção com Deus, com o Filho dele e uns com os outros. (Ef 4:3-6; 1Jo 3:23, 24; 4:12, 13; compare isso com 1Cr 12:18.) O dom do espírito não os preparava para atividades mecânicas, assim como fizera com Bezalel e com outros, que fabricaram e produziram estruturas e equipamentos materiais, mas equipava-os para obras espirituais de ensino, de orientação, de pastoreio e de aconselhamento. O templo espiritual que eles constituíam devia ser adornado pelos lindos frutos do espírito de Deus, e estes frutos de “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé”, bem como qualidades similares, era prova positiva de que o espírito de Deus operava neles e entre eles. (Gál 5:22, 23; compare isso com Lu 10:21; Ro 14:17.) Este era o fator básico e primário que produzia boa ordem e orientação eficaz entre eles. (Gál 5:24-26; 6:1; At 6:1-7; compare isso com Ez 36:26, 27.) Sujeitavam-se à ‘lei do espírito’, força eficaz a favor da justiça, que operava para manter afastadas as práticas da carne inerentemente pecaminosa. (Ro 8:2; Gál 5:16-21; Ju 19-21) Confiavam na operação do espírito de Deus sobre eles, não em habilidades carnais ou na sua formação. — 1Co 2:1-5; Ef 3:14-17; Fil 3:1-8.
Quando surgiam questões, o espírito santo era ajudador em chegarem a uma decisão, como no caso da circuncisão, decidido pelo corpo, ou conselho, de apóstolos e anciãos em Jerusalém. Pedro contou que se concedera o espírito a pessoas incircuncisas das nações; Paulo e Barnabé relataram as operações do espírito no seu ministério entre tais pessoas; e Tiago, cuja memória, sem dúvida, foi ajudada por espírito santo, trouxe à atenção a profecia inspirada de Amós, que predizia que pessoas das nações seriam chamadas pelo nome de Deus. Assim, todo o impulso ou ímpeto do espírito santo de Deus apontava numa só direção, e, assim, reconhecendo isso, ao escrever a carta transmitindo sua decisão, este corpo ou conselho disse: “Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias.” — At 15:1-29.
Unge, gera, dá ‘vida espiritual’. Assim como Deus ungira Jesus com o seu espírito santo, por ocasião do batismo de Jesus (Mr 1:10; Lu 3:22; 4:18; At 10:38), assim ungiu agora os discípulos de Jesus. Esta unção com o espírito era para eles “penhor” da herança celestial, para a qual foram assim chamados (2Co 1:21, 22; 5:1, 5; Ef 1:13, 14), e dava-lhes testemunho de que haviam sido ‘gerados’, ou produzidos, por Deus para serem seus filhos, com a promessa de vida espiritual nos céus. (Jo 3:5-8; Ro 8:14-17, 23; Tit 3:5; He 6:4, 5) Foram purificados, santificados e declarados justos “no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus”, espírito que habilitara Jesus a prover o sacrifício resgatador e tornar-se sumo sacerdote de Deus. — 1Co 6:11; 2Te 2:13; He 9:14; 1Pe 1:1, 2.
Por causa desta chamada e herança celestial, os seguidores de Jesus, ungidos com espírito, tinham uma vida espiritual, embora ainda vivessem como criaturas carnais, imperfeitas. Foi evidentemente a isto que o apóstolo se referiu quando contrastou os pais terrestres com Jeová Deus, o “Pai de nossa vida espiritual [literalmente: “Pai dos espíritos”]”. (He 12:9; compare isso com o versículo 23 .) Eles, quais co-herdeiros de Cristo, que hão de ser ressuscitados da morte em corpo espiritual, levando a imagem celestial dele, devem viver na terra como “um só espírito” em união com ele, sua Cabeça, não permitindo que os desejos ou as tendências imorais da sua carne sejam a força que os controla, algo que talvez até mesmo resulte em se tornarem “uma só carne” com uma meretriz. — 1Co 6:15-18; 15:44-49; Ro 8:5-17.
Obter e reter o espírito de Deus. O espírito santo é a “dádiva gratuita” de Deus, que ele de bom grado concede aos que sinceramente o buscam e pedem. (At 2:38; Lu 11:9-13) O fator-chave é o coração reto (At 15:8), mas o conhecimento dos requisitos de Deus e a conformidade com eles também são fatores essenciais. (Veja At 5:32; 19:2-6.) Uma vez que o cristão recebe o espírito de Deus, não deve ‘contristá-lo’ por desprezá-lo (Ef 4:30; compare isso com Is 63:10), adotando um rumo contrário à sua orientação, fixando o coração em objetivos diferentes daquele para o qual ele aponta e impele, rejeitando a inspirada Palavra de Deus e seu conselho e aplicação a si mesmo. (At 7:51-53; 1Te 4:8; compare isso com Is 30:1, 2.) Com hipocrisia, alguém poderia “trapacear” o espírito santo por meio do qual Cristo dirige a congregação, e aqueles que deste modo ‘fazem uma prova’ do poder do espírito santo tomam um rumo desastroso. (At 5:1-11; contraste isso com Ro 9:1.) A oposição deliberada contra a manifestação evidente do espírito de Deus e a rebelião contra ele podem significar blasfêmia contra este espírito, o que é um pecado imperdoável. — Mt 12:31, 32; Mr 3:29, 30; compare isso com He 10:26-31.
Fôlego; Fôlego de Vida; Força de Vida. O relato sobre a criação do homem declara que Deus formou o homem do pó do solo e passou a “soprar [forma de na•fáhh] nas suas narinas o fôlego [forma de nesha•máh] de vida, e o homem veio a ser uma alma [né•fesh] vivente.” (Gên 2:7; veja ALMA.) Né•fesh pode ser traduzido literalmente por “alguém que respira”, quer dizer, “criatura que respira”, quer humana, quer animal. Nesha•máh, de fato, é usado para significar “coisa [ou criatura] que respira”, e, como tal, é usado como virtual sinônimo de né•fesh, “alma”. (Veja De 20:16; Jos 10:39, 40; 11:11; 1Rs 15:29.) O registro em Gênesis 2:7 usa nesha•máh para descrever como Deus fez o corpo de Adão ter vida, de modo que o homem se tornou “uma alma vivente”. Outros textos, porém, mostram que estava envolvido mais do que a simples inalação de ar, isto é, mais do que apenas introduzir ar nos pulmões e expeli-lo dali. Assim, em Gênesis 7:22, ao descrever a destruição de vida humana e animal fora da arca, por ocasião do Dilúvio, lemos: “Morreu tudo em que o fôlego [forma de nesha•máh] da força [ou: “espírito” (rú•ahh)] da vida estava ativo nas suas narinas, a saber, todos os que estavam em solo seco.” Nesha•máh, “fôlego”, é assim diretamente associado ou relacionado com rú•ahh, que aqui descreve o espírito, ou a força de vida, que é ativa em todas as criaturas viventes — almas humanas ou animais.
Conforme declara o Theological Dictionary of the New Testament (Vol. VI, p. 336): “Pode-se discernir o fôlego apenas pelo movimento [como pelo movimento do tórax ou pela expansão das narinas], e é também um sinal, uma condição ou agente de vida, que parece estar esp[ecialmente] ligado à respiração.” Portanto, nesha•máh, ou “fôlego”, tanto é produto de rú•ahh, ou força de vida, como também é um dos meios principais para sustentar esta força de vida nas criaturas viventes. Por exemplo, sabe-se, à base de estudos científicos, que a vida está presente em cada uma dos cem trilhões de células do corpo, e que, embora bilhões de células morram cada minuto, prossegue a constante reprodução de novas células vivas. A força de vida, ativa em todas as células vivas, depende do oxigênio que a respiração traz ao corpo, oxigênio que é transportado a todas as células pela corrente sanguínea. Sem oxigênio, algumas células começam a morrer já depois de alguns minutos, outras depois de um período mais longo. Embora a pessoa possa passar sem respirar por alguns minutos e ainda assim sobreviver, sem a força de vida nas células ela está morta, não podendo ser revivificada por habilidades humanas. As Escrituras Hebraicas, inspiradas pelo Projetista e Criador do homem, evidentemente usam rú•ahh para denotar esta força vital, que é o próprio princípio da vida, e nesha•máh para representar a respiração que a sustenta.
Visto que a respiração está tão inseparavelmente interligada com a vida, nesha•máh e rú•ahh são usados em evidente paralelo, em diversos textos. Jó expressou a sua determinação de evitar a injustiça “enquanto estiver ainda em mim todo o meu fôlego [forma de nesha•máh], e o espírito [werú•ahh] de Deus estiver em minhas narinas”. (Jó 27:3-5) Eliú disse: “Se [Deus] ajuntar a si o espírito [forma de rú•ahh] e o fôlego [forma de nesha•máh] do tal, toda a carne expirará [isto é, “expelirá o ar”] juntamente, e o próprio homem terreno retornará mesmo ao pó.” (Jó 34:14, 15) De modo similar, o Salmo 104:29 diz a respeito das criaturas da terra, humanas e animais: “Se [tu, Deus] lhes tiras o espírito, expiram e retornam ao seu pó.” Em Isaías 42:5, fala-se de Jeová como “Aquele que estirou a terra e seu produto, Aquele que dá respiração ao povo sobre ela e espírito aos que andam nela”. A respiração (nesha•máh) sustenta a existência deles; o espírito (rú•ahh) energiza o homem e é a força de vida que o habilita a ser uma criatura animada, a mover-se, a andar e a estar ativamente vivo. (Veja At 17:28.) Não é como os ídolos sem vida, sem respiração, inanimados, de fabricação humana. — Sal 135:15, 17; Je 10:14; 51:17; Hab 2:19.
Embora nesha•máh (fôlego) e rú•ahh (espírito; força ativa; força de vida) sejam às vezes usados em sentido paralelo, não são idênticos. É verdade que o “espírito”, ou rú•ahh, às vezes é mencionado como se fosse a própria respiração (nesha•máh), mas isto parece ocorrer simplesmente porque a respiração é a principal evidência visível da força de vida no corpo da pessoa. — Jó 9:18; 19:17; 27:3.
Neste respeito, em Ezequiel 37:1-10, apresenta-se a visão simbólica do vale de ossos secos, ossos que se juntam, ficam cobertos de tendões, carne e pele, mas, “quanto a fôlego [werú•ahh], não havia neles nenhum”. Ezequiel foi mandado profetizar “ao vento [ha•rú•ahh]”, dizendo: “Entra dos quatro ventos [forma de rú•ahh], ó vento, e sopra sobre estes mortos para que revivam.” A referência aos quatro ventos mostra que vento é neste caso a tradução apropriada de rú•ahh. Todavia, quando este “vento”, que simplesmente é ar em movimento, penetrou nas narinas dos mortos da visão, ele se tornou “fôlego”, que também é ar em movimento. Assim, traduzir rú•ahh por “fôlego”, neste ponto do relato (v. 10), também é mais apropriado do que vertê-lo por “espírito” ou “força de vida”. Ezequiel também podia ver aqueles corpos começar a respirar, embora não pudesse ver a força de vida, ou espírito, energizá-los. Conforme mostram os versículos 11-14, esta visão foi simbólica da revivificação espiritual (não física) do povo de Israel, que por algum tempo estava num estado de morte espiritual por causa do seu exílio babilônico. Visto que já estavam fisicamente vivos e respiravam, é lógico traduzir rú•ahh por “espírito” no versículo 14, onde Deus declara que porá ‘seu espírito’ no seu povo, para que este revivesse, falando-se em sentido espiritual.
Uma visão simbólica similar é apresentada no capítulo 11 de Revelação. Apresenta-se o quadro de “duas testemunhas” que são mortas e cujos cadáveres são deixados jazer na rua por três dias e meio. Daí, “entrou neles espírito [ou fôlego, pneú•ma] de vida da parte de Deus, e puseram-se de pé”. (Re 11:1-11) Esta visão recorre novamente a uma realidade física para ilustrar uma revivificação espiritual. Mostra também que a palavra grega pneú•ma, assim como a hebraica rú•ahh, pode representar a força de vida da parte de Deus, a qual anima a alma ou pessoa humana. Conforme declara Tiago 2:26: “O corpo sem espírito [pneú•ma•tos] está morto.” — Int.
Portanto, quando Deus criou o homem no Éden e soprou nas narinas dele “o fôlego [forma de nesha•máh] de vida”, é evidente que, além de encher de ar os pulmões do homem, Deus fez com que a força de vida, ou espírito (rú•ahh), vitalizasse todas as células do corpo de Adão. — Gên 2:7; compare isso com Sal 104:30; At 17:25.
Esta força de vida é transmitida de pais para filhos por meio da concepção. Visto que Jeová era a Fonte original desta força de vida para o homem, e o Autor do processo de procriação, a vida da pessoa pode ser corretamente atribuída a Ele, embora seja recebida, não direta, mas indiretamente, por meio dos pais. — Veja Jó 10:9-12; Sal 139:13-16; Ec 11:5.
A força de vida, ou espírito, é impessoal. Conforme observado, as Escrituras se referem a rú•ahh, ou força de vida, como existente não somente nos humanos, mas também nos animais. (Gên 6:17; 7:15, 22) Eclesiastes 3:18-22 mostra que o homem morre do mesmo modo que os animais, porque “todos eles têm apenas um só espírito [werú•ahh], de modo que não há nenhuma superioridade do homem sobre o animal”, quer dizer, quanto à força de vida comum a ambos. Sendo assim, é evidente que o “espírito”, ou força de vida (rú•ahh), conforme usado neste sentido, é impessoal. Como ilustração, poder-se-ia compará-lo a outra força invisível, a eletricidade, que pode ser usada para fazer funcionar diversos tipos de máquinas — fazendo com que fogões produzam calor, ventiladores gerem vento, computadores solucionem problemas, televisores produzam imagens, vozes e outros sons — contudo, esta corrente elétrica nunca assume quaisquer das características das máquinas em que opera ou é ativa.
Assim, o Salmo 146:3, 4, diz que, quando do homem ‘sai o espírito [forma de rú•ahh], ele volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos’. O espírito, ou força de vida, que estava ativo nas células do corpo do homem, não retém quaisquer características daquelas células, tais como as células cerebrais, e o papel que desempenham no processo do raciocínio. Se o espírito, ou força de vida (rú•ahh; pneú•ma), não fosse impessoal, então significaria que os filhos de certas viúvas israelitas, ressuscitados pelos profetas Elias e Eliseu, na realidade, tiveram existência consciente em outra parte, no período em que estiveram mortos. O mesmo se teria dado também com Lázaro, que foi ressuscitado uns quatro dias depois de seu falecimento. (1Rs 17:17-23; 2Rs 4:32-37; Jo 11:38-44) Neste caso, seria razoável que eles se lembrassem de tal existência consciente durante aquele período, e, ao serem ressuscitados, teriam-na descrito, falando sobre ela. Nada indica que qualquer deles tenha feito isso. Portanto, a personalidade do morto não é perpetuada na força de vida, ou espírito, que pára de funcionar nas células do falecido.
Eclesiastes 12:7 declara que, ao morrer, o corpo da pessoa retorna ao pó, “e o próprio espírito retorna ao verdadeiro Deus que o deu”. A própria pessoa nunca esteve com Deus no céu; o que “retorna” a Deus, portanto, é a força vital que habilitou a pessoa a viver.
Em vista da natureza impessoal da força de vida, ou espírito, encontrada na pessoa (como também na criação animal), é evidente que a declaração de Davi, no Salmo 31:5, citada por Jesus por ocasião da sua morte (Lu 23:46): “À tua mão confio o meu espírito”, significava que pedia a Deus que guardasse a força de vida, ou cuidasse dela. (Veja At 7:59.) Não é necessário que haja uma transmissão real ou literal, de alguma força, desde este planeta para a presença celeste de Deus. Assim como se disse que o cheiro fragrante de sacrifícios de animais era ‘cheirado’ por Deus (Gên 8:20, 21), embora esse cheiro sem dúvida permanecesse dentro da atmosfera da terra, assim também, Deus podia “ajuntar a si”, ou aceitar como confiado a ele, o espírito ou a força de vida em sentido figurado, quer dizer, sem uma transmissão literal de força vital desde a terra. (Jó 34:14; Lu 23:46) Confiar alguém assim seu espírito a Deus evidentemente significa, portanto, que deposita Nele a sua confiança, de receber no futuro o restabelecimento desta força de vida por meio da ressurreição. — Veja Núm 16:22; 27:16; Jó 12:10; Sal 104:29, 30.
Impelente Inclinação Mental. Tanto rú•ahh como pneú•ma são palavras usadas para designar a força que induz a pessoa a demonstrar certa atitude, disposição ou emoção, ou a tomar certa ação ou adotar certo proceder. Ao passo que esta força dentro da pessoa é em si mesma invisível, ela produz efeitos visíveis. Este uso dos termos hebraico e grego traduzidos por “espírito” e basicamente relacionados com o fôlego ou o ar em movimento, é em considerável grau paralelo a certas expressões em português. Assim, falamos de alguém ‘assumir ares’, ou demonstrar um ‘ar de tranqüilidade’, ou ‘ter um mau espírito’. Falamos de ‘quebrantar o espírito de alguém’, no sentido de desencorajá-lo ou desanimá-lo. Conforme aplicado a um grupo de pessoas e à força prevalecente que as move, talvez digamos que ‘estão imbuídas do espírito da ocasião’, ou talvez mencionemos ‘o espírito de tumulto’ que as contagia. Em sentido metafórico, talvez falemos duma ‘atmosfera de descontentamento’ ou de ‘ventos de mudança e de revolução que varrem uma nação’. Com tudo isso referimo-nos a esta força ativante, invisível, que age nas pessoas, induzindo-as a falar e a agir do modo como o fazem.
Similarmente, lemos a respeito da “amargura de espírito” de Isaque e Rebeca, por causa do casamento de Esaú com mulheres hititas (Gên 26:34, 35) e do espírito triste que sobreveio a Acabe, tirando-lhe o apetite. (1Rs 21:5) O “espírito de ciúme” podia induzir um homem a encarar a esposa com suspeita, até mesmo acusando-a de adultério. — Núm 5:14, 30.
O sentido básico, de uma força que move alguém e o “impele” ou “induz” a ações e palavras, é também visto na referência a Josué como “homem em quem há espírito” (Núm 27:18), e a Calebe, como demonstrando ter “um espírito diferente” daquele da maioria dos israelitas, que haviam ficado desmoralizados pelo relatório mau de dez espias. (Núm 14:24) Elias era homem de muito impulso e força no seu serviço zeloso a Deus, e Eliseu procurou obter duas parcelas do espírito de Elias, como sucessor dele. (2Rs 2:9, 15) João, o Batizador, demonstrou ter o mesmo vigoroso impulso e enérgico zelo que Elias havia demonstrado, e isto resultou em João produzir um forte efeito nos seus ouvintes; por isso se podia dizer que ele saíra “com o espírito e o poder de Elias”. (Lu 1:17) Em contraste, a riqueza e a sabedoria de Salomão tiveram um efeito tão sobrepujante e emocionante sobre a rainha de Sabá, que “se mostrou não haver mais espírito nela”. (1Rs 10:4, 5) Neste mesmo sentido fundamental, o espírito da pessoa pode ser ‘incitado’ ou ‘despertado’ (1Cr 5:26; Esd 1:1, 5; Ag 1:14; compare isso com Ec 10:4), ficar “agitado” ou “irritado” (Gên 41:8; Da 2:1, 3; At 17:16), ‘acalmar-se’ (Jz 8:3), ‘afligir-se’, ‘debilitar-se’ (Jó 7:11; Sal 142:2, 3; compare isso com Jo 11:33; 13:21) ou ser ‘reanimado’ (Gên 45:27, 28; Is 57:15, 16; 1Co 16:17, 18; 2Co 7:13; compare isso com 2 Co 2:13).
Coração e espírito. Freqüentemente, relaciona-se o coração com o espírito, indicando um vínculo específico. Visto que se mostra que o coração figurativo tem a capacidade de pensar e de ter motivação, e de estar intimamente relacionado com emoções e afeições (veja CORAÇÃO), sem dúvida, tem uma grande participação no desenvolvimento do espírito (a inclinação mental predominante) que se demonstra ter. Êxodo 35:21 coloca o coração e o espírito em paralelo ao dizer que “todo aquele cujo coração o impelia, . . . todo aquele cujo espírito o incitava”, trouxe contribuições para a construção do tabernáculo. Inversamente, quando souberam das poderosas obras de Jeová a favor de Israel, ‘os corações dos cananeus começaram a derreter-se e em ninguém se levantou ainda espírito’, isto é, não havia incentivo para tomar alguma ação contra as forças israelitas. (Jos 2:11; 5:1; compare isso com Ez 21:7.) Fazem-se também referências ‘à dor de coração e ao quebrantamento do espírito’ (Is 65:14), ou expressões similares. (Veja Sal 34:18; 143:4, 7; Pr 15:13.) Evidentemente, por causa do poderoso efeito da força ativante sobre a mente, Paulo admoesta: “Deveis ser feitos novos na força que ativa [forma de pneú•ma] a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” — Ef 4:23, 24.
Enfatiza-se fortemente a necessidade vital de se controlar o espírito. “Como uma cidade arrombada, sem muralha, é o homem que não domina seu espírito.” (Pr 25:28) Quando provocada, a pessoa pode agir como aquele estúpido que impacientemente ‘deixa sair todo o seu espírito’, ao passo que o sábio “o mantém calmo até o último”. (Pr 29:11; compare isso com 14:29, 30.) Moisés deixou-se provocar indevidamente, quando os israelitas, em certa ocasião, “amarguraram-lhe o espírito”, e ele “começou a falar precipitadamente com os seus lábios”, para o seu próprio prejuízo. (Sal 106:32, 33) Assim, “melhor é o vagaroso em irar-se do que o homem poderoso, e aquele que controla seu espírito, do que aquele que captura uma cidade”. (Pr 16:32) Para isso, a humildade é essencial (Pr 16:18, 19; Ec 7:8, 9), e “quem é humilde de espírito segurará a glória”. (Pr 29:23) O conhecimento e o discernimento mantêm o homem “de espírito frio”, controlando sua língua. (Pr 17:27; 15:4) Jeová faz “a avaliação dos espíritos” e julga aqueles que deixam de ‘guardar-se quanto ao seu espírito’. — Pr 16:2; Mal 2:14-16.
Espírito demonstrado por um grupo de pessoas. Assim como uma pessoa pode mostrar certo espírito, assim também um grupo ou conjunto de pessoas pode manifestar certo espírito, uma inclinação mental predominante. (Gál 6:18; 1Te 5:23) A congregação cristã deve estar unida em espírito, refletindo o espírito da sua Cabeça, Cristo Jesus. — 2Co 11:4; Fil 1:27; compare isso com 2Co 12:18; Fil 2:19-21.
Paulo menciona “o espírito do mundo” em contraste com o espírito de Deus. (1Co 2:12) O mundo, sob o controle do Adversário de Deus (1Jo 5:19), mostra o espírito de satisfazer os desejos da carne decaída, de egoísmo, resultando em inimizade com Deus. (Ef 2:1-3; Tg 4:5) Como o Israel infiel, a motivação impura do mundo promove a fornicação, quer física, quer espiritual, junto com idolatria. — Os 4:12, 13; 5:4; Za 13:2; compare isso com 2Co 7:1.

STV

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Alma & Espírito

1- ALMA
O Termo alma representa o hebraico nephesh, que em muitas outras passagens se traduz por “vida” ou criatura.
Usa-se esse vocábulo a respeito dum ser vivo (Gn 17. 14; Nm 9.13, etc.); e dos animais, como criaturas (Gn 2.19, 9.15, etc.); e da alma como substancia distinta do corpo (Gn 35.18); da vida animal (Gn 2.7; note-se a aparente identificação com o sangue, Lv 17.14; e Dt 12.23); da alma como sede dos afetos, sensações e paixões, sendo suscetivel de angústia (Gn 42.21), de aflição (Lv 16.29), de desanimo (Nm 21.5), de desejo (Dt 14.26), de aborrecimento (SI 107. 18); e sendo, também, capaz de comunicação com Deus. çomo vinda Dele (Ez 18.4). desejando-O (SI 42.1, Is 26.9), regozijando-se Nele (SI 35.9; Is 61.10), confiando Nele (Sl 57.1), adorando-O (SI 86.4, 104.1), mas pecando contra Deus e fazendo mal a si própria (Jr 44.7; Ez 18.4; Mq 6.7). No N.T. é o termo “alma’ a tradução do grego “psyché”, que, como nephesh, é muitas vezes traduzido por “vida”. Usa-se acerca do homem individual (At 2.41; Rm 13.1: 1 Pe 3.20); da vida animal sensitiva, com as suas paixões e desejos, distinguindo-se do Corpo (Mt 10.28). e do espírito (Lc 1.46; 1 Ts 5.23; Hb 4.12). A alma é suscetível de perder-se (Mt 16.26); de ser salva (Hb 10.39; Tg 1.21); e de existir depois da separação do corpo (Mt 10.28; Ap 6.9; 20.4).
2- ESPÍRITO
A palavra “espírito” no A.T. é, com duas exceções, uma tradução do termo hebraico ruach, que também tem a sua significação literal de “vento” (Gn 8.1, etc.), sendo em muitas passagens traduzido por “sopro”, com aplicação ao ar respirado (Jó 17.1; Is 2.22) e à frase “fôlego de vida” (Gn 6.17; 7.15; cp com Sl 104.29, e Ez 37.8). Deste modo é naturalmente empregada a palavra acerca do principio vital, o principio da vida animal (anirna, psyché), quer se trate de homens ou de animais (“fôlego”, Ec 3.19); de homens (Gn 45.27; Nm 16.22; Jó 10.12; SI 104.29; Ec 12.7; Is 38.16; 57.16). Noutras passagens refere-se ao principio espiritual ou à alma racional (anomus, pneuma). Neste sentido é o espírito a sede das sensações e das emoções; ele é altivo (Pv 16.18), atribulado (1Sm 1,15), humilde (Pv 16.19); tornam-se nele subjetivas as graças divinas (Sl 51.10; Ez 11,19; 36.26). No N.T., o espírito (pneuma ), como faculdade divinamente concedida, pela qual o homem pode pôr-se em comunhão com Deus, distingue-se do aos próprio caráter natural (psyché); veja-se especialmente 1Co 2.10 a 16. A Bíblia claramente faz supor a existência do espírito, separado do corpo depois ela morte (Lc 24.37, 39; Hb 12.23 ).
Dicionário Bíblico Universal

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51 questões para os que crêem na Trindade
1. Se a crença na Trindade é tão importante para a nossa salvação, porque é que a palavra “Trindade”, ou o seu conceito de três seres num só, não se encontra na Bíblia?

2. Porque é que os apóstolos e os primeiros cristãos não acreditavam na Trindade? (Se você disser que sim, prove isso pelas Escrituras ou por citações dos Pais da Igreja antes de 200 A.D).

3. Visto que a Trindade era tão contrária à crença religiosa judaica em Deus, porque é que Jesus e os seus apóstolos não gastaram tempo suficiente, ensinando e explicando a Trindade, de forma a convencer os judeus da sua verdade, assim como fizeram com outros ensinos cristãos?

4. Se a doutrina da Trindade era uma verdade sólida, porque é que Jesus e os seus discípulos não contrariaram o Shema do antigo Testamento: “Ouve ó Israel: Jeová, nosso Deus é um só Jeová”. (Deut. 6:4) Porque é que ao invés disso, Jesus citou essa mesma escritura em Marcos 12:29?

5. Porque é que Deus não disse ao seu povo para não ter nada a ver com as nações pagãs, se essas mesmas nações tinham o conceito correto sobre Deus? (o conceito destas nações acerca da trindade como conceito de Deus, remonta praticamente a todas as nações dos tempos antigos.

6. Se Jesus é Deus, quem é o Deus de Deus? Jesus fala do “meu Deus” até mesmo já no céu. Porque é que Jesus afirma que tem um Deus, se de fato ele é o Deus? (João 20:17; Apocalipse 3:12; 1:6; 1 Pedro 1:3; 2 Coríntios 1:3; Efésios 1:17; Salmos 89:26; Marcos 15:34; Colossenses 1:3; Hebreus 1:9; Salmos 45:7) Porque a Bíblia nunca se refere ao Pai referindo-se ao Filho como “meu Deus”, nem o Pai e o Filho referindo-se ao espírito santo como “meu Deus”?

7. Porque é que o espírito santo na Trindade, desempenha um papel tão fraco? Visto que as escrituras nos dizem que Maria ficou grávida pelo espírito santo, isso faria do espírito santo o Pai. Então quem é o Pai do Pai?

8. De quem foi a voz que se ouviu desde os céus quando Jesus foi batizado?

9. A quem Jesus orava? A ele próprio?

10. Se Jesus era Deus, porque Satanás iria perder o seu tempo tentando-o? Será que Deus é vulnerável?

11. Quem tem a imortalidade? Deus? Jesus morreu (impossível para quem tem a imortalidade) e esteve morto por quase 3 dias. Como pode Deus morrer? Quem o ressuscitou? (Hebreus 5:7; Apocalipse 2:8)

12. Com quem Jesus falou quando estava na estaca de tortura, conforme Mateus 27:46: “Por volta da nona hora, Jesus exclamou com voz alta…”Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”

13. Visto que a doutrina da Trindade afirma que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são co-existentes e co-iguais; estava Jesus mentindo em João 14:28 quando disse: “O Pai é maior do que eu”? Se Jesus quisesse afirmar que ele, como um terço da Trindade, estava naquele momento numa posição inferior, porque não afirmou antes que ‘Deus é maior do que eu’? Como poderia Jesus afirmar que uma pessoa da Trindade era maior que a outra pessoa da Trindade? Se o Filho era inferior a si mesmo enquanto na terra, então onde estava a parte dele que era co-igual e co-existente com o Pai?

14. Se João 10:30 mostra que Jesus e Deus são a mesma pessoa quando diz: “Eu e o Pai somos um”, explique João 17:20-26, “a fim de que sejam um, assim como nós somos um”. Com quem Jesus estava falando? Significa isso que os verdadeiros discípulos de Jesus, são o mesmo que Deus e Jesus e desta forma são uma parte da Trindade (Múltipla-entidade)?

15. Se Jesus era verdadeiramente Deus na terra, como poderia ser um resgate correspondente? Isso faria de Jesus um perfeito Deus/homem, enquanto Adão era apenas um homem perfeito.

16. A quem está o Filho sujeitando-se em 1 Coríntios 15:28?

17. Será que Mateus 3:11 indica que o espírito santo é uma pessoa? (Água e fogo não são pessoas).

18. Como poderia o espírito santo ser uma pessoa, quando encheu cerca de 120 discípulos ao mesmo tempo? (Atos 2:4) Como você pode ficar cheio de uma pessoa?

19. Se Jesus era o Deus Todo-Poderoso, porque Jesus não corrigiu Simão Pedro quando perguntou quem pensavam que ele era, e Pedro respondeu: ““Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.”? (Mateus 16:15-17)

20. Se Jesus é Deus, explique a escritura em João 1:18, que diz: “Nenhum homem jamais viu a Deus.”

21. Explique Apocalipse 1:1, se Jesus era Deus. Se Jesus era parte da divindade, então porque teve de lhe ser dada a revelação por outra parte da divindade, Deus? Certamente que ele também a saberia, pois Deus sabia.

22. Se Jesus é Deus, porque chamá-lo Jesus Cristo? É Cristo seu último nome? Deus é conhecido como Jeová Deus. Visto que “Cristo” é apenas um título assim como “Deus” é um título, não deveria ser chamado Jesus Deus? Ou será que o título “Cristo” dá-nos entendimento sobre a sua posição em relação ao Pai?

23. Explique com que estava o apóstolo Paulo preocupado em 2 Coríntios 11:3, 4, Gálatas 1:6-9 e Atos 20:29. Será que estava avisando sobre doutrinas tais como a Trindade? A doutrina da Trindade tem origem pagã. Isso é um fato histórico. Não foi aceito pela congregação cristã até centenas de anos após a morte dos apóstolos. Em 325 E.C, foi um pagão, que assassinou o seu filho, a sua segunda mulher e vários outros familiares, que foi responsável por trazer para a congregação cristã este dogma. A Trindade ensina um Cristo diferente daquele que Paulo ensinou. (1 Coríntios 11:3; 8:5, 6)

24. Se a tradução correta de João 1:1 é Deus e não “um deus”, simplesmente porque não existe “um” no texto grego antes do substantivo anartro (substantivo sem artigo), então o mesmo é verdade em Atos 28:6. Porque é que todas as traduções acrescentam “um” nesta passagem que mostra Paulo como “um deus” em vez de Deus, quando o artigo “um” não existe no texto grego? Será porque o contexto indica que essa é a tradução mais correta? Leia atentamente para o contexto de João 1:1.

25. João 5:19 diz-nos que o “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa”. Porque não?

26. Filipenses 2:9-11 diz-nos que o Filho foi “enaltecido”. Quando isto aconteceu e como é isto possível se ele próprio é o Ser Supremo?

27. Como é que os Filho está sujeito a Deus junto com todas as outras coisas, se o Filho é co-igual com o Pai, ou também o Pai está sujeito ao Filho? (1 Coríntios 15:27, 28)

28. Com quem estava Jesus falando, e o nome de quem ele deu a conhecer? O seu próprio? (João 17:6, 26)

29. Porque razão Jesus não podia fazer nada da sua própria iniciativa, se ele era o Deus Todo-Poderoso? (João 5:30) Se Jesus era Deus, será que ele não poderia ter enviado a si próprio? (João 6:38)

30. Quem fez Jesus vir à terra e morrer por nós? Foi sua idéia? Hebreus 2:9 diz: “mas observamos a Jesus, que havia sido feito um pouco menor que os anjos, coroado de glória e de honra por ter sofrido a morte, para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo [homem]”. Foi Deus quem o enviou. Se Jesus era Deus, porquê ainda fazer distinção aqui, como é feito no resto das Escrituras?

31. Em vista de Hebreus 2:9, poderia Deus em qualquer circunstância ser inferior aos anjos? Ele é o Deus Todo-Poderoso para toda a eternidade.

32. Se Jesus era Deus, como poderia aparecer perante a pessoa ou a presença de si próprio? Hebreus 9:24 declara: “Porque Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. (presença KJB)

33. É possível que o Deus Todo-Poderoso e Criador do universo estivesse confinado por nove meses no ventre de Maria? Se assim é, porque Satanás e os demônios não se apossaram dos céus na sua ausência e conquistaram a posição de adoração que tanto desejava desde o principio?

34. Visto que os anjos são também chamados Filhos de Deus (Gênesis 6:2), o que significa Jesus ser o Filho unigênito de Deus? (João 1:14; João 3:16; 1 João 4:9) [Jesus foi o único criado diretamente por Deus. Todas as outras coisas foram criadas através de Jesus (Dicionário Strong: διά – dia – dee-ah’: Uma preposição primária significando o instrumento ou o meio pelo qual um ato é realizado. Colossenses 1:16-18. Gênesis 1:26 “Façamos o homem à nossa imagem.” Jesus foi o Mestre de Obras de seu Pai (Provérbios 8:22)

35. Se Jesus era Deus, desde a eternidade, de tempo indefinido a tempo indefinido, o Alfa e o Omega, sem princípio, etc, como pode ele ser chamado de Primogênito de toda a criação, ou o Princípio da criação? (Colossenses 1:15; Apocalipse 3:14)

36. O que é um filho? Se Jesus era o próprio Deus, porque ele é chamado de Filho de Deus, cerca de 85 vezes no Novo Testamento? Está a Bíblia fazendo uma declaração inexata em cada caso? Porque descrevê-lo como Filho de Deus, e confundir-nos, se ele era de fato o Deus Todo-Poderoso? Porque não dizer simplesmente que Deus veio à terra, que o Altíssimo nasceu de uma virgem, etc? Porque Jesus, vez após vez falou do seu Pai nos céus, se de fato ele, Jesus, era o Pai na forma humana, enquanto na terra? Não seria isso inexatidão? (Lucas 1:30-32)

37. Se Jesus Cristo irá reinar no Reino por mil anos, (Apocalipse 20:4) quem governará a seguir? 1 Coríntios 15:24 mostra que Jesus entregará o reino de volta a seu Deus e Pai. Porque seria isto necessário se eles são o mesmo? Significa isto que Jesus devolve o reino a si mesmo?

38. Marcos 13:32 diz-nos: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai” Como poderia o Pai saber alguma coisa e o Filho não, se eles são co-iguais na mesma divindade? E se, como alguns argumentam, o Filho estava limitado pela sua natureza humana, porque o espírito santo não saberia?

39. “A mãe dos filhos de Zebedeu …disse-lhe: “Manda que estes dois filhos meus se assentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. Jesus disse: “Bebereis, de fato, o meu copo, mas, assentar-se à minha direita e à minha esquerda não é meu para dar, mas pertence àqueles para quem tem sido preparado por meu Pai.” (Mateus 20:20-23) Porque Jesus disse estas palavras se ele era Deus? Estava Jesus apenas respondendo segundo a sua “natureza humana”? Se, como afirmam os trinitaristas, Jesus era verdadeiro “Deus-homem”, quer Deus quer homem, nem apenas um ou outro, seria verdadeiramente consistente a explicação que ele deu? Será que Mateus 20:23 não revela antes que o Filho não é igual ao Pai, e que apenas ao Pai estão reservadas algumas prerrogativas?

40. Mateus 26:39 diz: “E, indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto [em terra], orando e dizendo: “Pai meu, se for possível, deixa que este copo se afaste de mim. Contudo, não como eu quero, mas como tu queres.” Se o Pai e o Filho eram de apenas uma substância e não indivíduos distintos, não seria esta oração sem sentido? Jesus estaria orando a si próprio, e a sua vontade seria necessariamente a vontade do Pai.

41. Mateus 12:31, 32 diz-nos: “Por esta razão, eu vos digo: Toda sorte de pecado e blasfêmia será perdoada aos homens, mas a blasfêmia contra o espírito não será perdoada. Por exemplo, quem falar uma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas quem falar contra o espírito santo, não lhe será perdoado, não, nem neste sistema de coisas, nem no que há de vir”. Visto que os pecados contra o Filho seriam perdoados mas os pecados contra o espírito santo não, indica isto que o espírito santo é de alguma forma maior que o Filho? Isso contrariaria abertamente a Trindade.

42. A palavra hebraica Shaddai e a palavra grega Pantokrator são ambas traduzidas por “Todo-Poderoso”. Ambas as palavras nas suas línguas originais são aplicadas a Jeová, o Pai. (Êxodo 6:3; Apocalipse 19:6) Porque esta expressão nunca é aplicada ao Filho ou ao espírito santo?

43. Visto que 1 Coríntios 11:3 diz: “Mas, quero que saibais que a cabeça de todo homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus”, não revela isto que Deus está numa posição superior a Cristo? Alguns acreditam que é assim apenas enquanto Jesus estava na terra. Mas é de notar que isto foi escrito cerca de 55 E.C, alguns 22 anos após Jesus retornar ao céu. Então a verdade aqui aplica-se à relação existente entre Deus e Cristo nos céus.

44. Porque é que Jesus não é o único Deus a quem os cristãos têm de adorar? 1 Coríntios 8:5, 6 diz: “Pois, embora haja os que se chamem “deuses”, quer no céu, quer na terra, assim como há muitos “deuses” e muitos “senhores”, para nós há realmente um só Deus, o Pai, de quem procedem todas as coisas, e nós para ele; e há um só Senhor, Jesus Cristo, por intermédio de quem são todas as coisas, e nós por intermédio dele”. Este texto apresenta o Pai como o “único Deus” dos cristãos e como estando numa classe distinta de Jesus Cristo.

45. Através das escrituras Jesus é apresentado como sendo inferior ao Pai, em várias situações, como em João 14:28 (“O Pai é maior do que eu”). Visto que estas escrituras são explicadas por dizer que só era assim porque o Filho estava limitado pela sua condição humana enquanto na terra, quer dizer que durante 33 anos não houve trindade? Significa que por 33 anos o Filho não foi co-igual, co-existente e co-eterno com o seu Pai?

46. Como se pode usar João 8:58: “Antes de Abraão existir, EU SOU” e ligar à declaração de Jeová em Êxodo 3:14 ” EU SOU enviou-me a vós”? Fazendo isso faria da declaração de Jesus “EU SOU” um título, um nome, fazendo desta frase um frase incorreta, uma sentença incompleta, não fazendo qualquer sentido. [Exemplo: Substitua qualquer nome por “EU SOU”: “Antes de Abraão existir, casa.” etc]

47. Porque é Jesus apresentado como “o único mediador entre Deus e o homem”? Visto que por definição um mediador é alguém separado daqueles que precisam da mediação, seria uma contradição ele ser uma entidade com que uma das partes estava a tentar ser reconciliada. (Ilustração: Quando patrões e sindicatos estão negociando, um mediador do Estado é convidado a mediar a duas partes. Ele é imparcial. Ele não seria justo como mediador, se ele fosse quer patrão, quer empregado, não é verdade? Da mesma forma, Jesus é um mediador entre Deus e os homens. Ele não é nem Deus nem homem. Quando se está negociando com uma das partes não se está negociando através de um mediador. Como Gálatas 3:20 declara: “Ora, não há mediador onde apenas uma pessoa está envolvida, mas Deus é apenas um”.

48. O que significa Jesus ser chamado de Jesus Cristo? Não é o seu último nome. Cristo significa “ungido”. Se Jesus é Deus, como pode ele ser ungido? E por quem? Ungido é receber autoridade ou comissão por um superior, a quem não tem essa autoridade. Jesus diz: ““O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres.” (Lucas 4:18) Aqui Deus é evidentemente o seu superior, pois ele ungiu Jesus e deu-lhe autoridade que ele antes não tinha.

49. Como Jesus teria que aprender a obediência? Hebreus 5:8 diz-nos que Jesus “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.” Podemos imaginar Deus ter que aprender alguma coisa? Não, mas Jesus tinha, pois ele não sabia o mesmo que Deus sabia. E ele teve que aprender aquilo que Deus nunca terá que aprender, OBEDIÊNCIA. Deus nunca tem que obedecer a ninguém.

50. Se Jesus é Deus, porque é que Estevão viu duas pessoas no céu? Estevão “fitou os olhos no céu e avistou a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus.” (Atos 7:55) Claramente viu duas pessoas distintas. E se Jesus é parte de uma divindade trinitária, porque é que Estevão não viu também o espírito santo ou três pessoas?

51. Se alguma das questões anteriores foi respondida com a declaração “É UM MISTÉRIO”, então explique as seguintes passagens: 1 Coríntios 2:10; 1 João 5:20; 2 Timóteo 2:7; Efésios 3:5; 1 Pedro 1:12; e Lucas 24:45.

(1 Coríntios 2:10) Porque é a nós que Deus as tem revelado por intermédio de seu espírito, pois o espírito pesquisa todas as coisas, até mesmo as coisas profundas de Deus.
(1 João 5:20) Mas, sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu capacidade intelectual para podermos obter conhecimento do verdadeiro. E nós estamos em união com o verdadeiro, por meio do seu Filho Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
(2 Timóteo 2:7) Pensa constantemente no que digo; o Senhor te dará realmente discernimento em todas as coisas.
(Efésios 3:5) Em outras gerações, este [segredo] não foi dado a conhecer aos filhos dos homens assim como agora tem sido revelado aos seus santos apóstolos e profetas, por espírito,
(1 Pedro 1:12) Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós, que ministravam as coisas que agora vos foram anunciadas por intermédio dos que vos declararam as boas novas com espírito santo enviado desde o céu. Nestas coisas é que os anjos estão desejosos de olhar de perto.
(Lucas 24:45) Abriu-lhes então plenamente as mentes para que compreendessem o significado das Escrituras

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Postado por Giliardi Rodrigues

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11 Razões Bíblicas Para Questionar o Batismo em Nome da Trindade
A tradução de Mt 28:19, para a versão grega do Evangelho de Mateus, escrito originalmente em aramaico, indica que antes de retornar ao Céu, Jesus teria dito a Seus discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” Contudo, há pelo menos onze razões bíblicas para questionarmos o uso desse versículo em defesa da doutrina da Trindade.
• Por que deveríamos fazer algo em nome da trindade se o verso anterior (18) diz que a autoridade foi concedida a Cristo. (Lembremos de que fazer algo em nome de alguém indica representação, procuração para representar o direito ou autoridade de outrem.)
• Por que os discípulos batizaram em nome de Jesus e não em nome de uma Trindade? (ver Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; Ver também Rom 6:3; I Cor. 1:13; Gál. 3:27)
• Por que a Salvação é em nome de Jesus e não em nome da Trindade? (Atos 4:12; João 20:31; I Cor. 6:11)
• Por que as Advertências, Admoestações e Repreensões foram em Nome de Jesus e não em nome da Trindade? (I Cor. 1:10; 5:4; II Tess. 3:6)
• Por que as orações deveriam ser feitas em Nome de Jesus e não em nome da Trindade? (João 14:13 e 14; João 15:16; João 16:24, 26 e 27; Tiago 5:14)
• Por que milagres foram feitos em nome de Jesus e não em nome da Trindade? (Mat. 7:22; Mar. 9:38-40; Mar. 16:15-18; Luc. 10:17; Atos 3:6; 4:7-12; 4:30; 16:18)
• Por que até atos de caridade foram feitos em Nome de Jesus e não em nome da Trindade? (Mat 18:5; Mar. 9:37 e 41; Luc. 9:48)
• Por que reuniões espirituais (e pregações) foram realizadas em Nome de Jesus e não em nome da Trindade? (Mat. 18:20; Luc. 24:46 e 47; Atos 4:18; 9:27 e 29; Efés. 5:20; Tiago 5:10)
• Por que até mesmo o espírito (pneuma) de Deus seria enviado em Nome de Jesus e não em nome de uma Trindade? (João 14:26)
• Por que existe um único verso na Bíblia indicando que algo deve ser feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo enquanto há dezenas de versos dizendo que tudo deve ser feito “em nome de Jesus”?
• Por que temos a tendência de dar mais ênfase a um verso solitário (uma exceção – ponto fora da curva) do que um conceito reafirmado em dezenas de versos escritos por vários autores?
Conclusão: “E TUDO quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” – Colossenses 3:17.
(Extraído de um livro em preparo, a ser publicado dentro de mais alguns meses, em defesa da verdade bíblica da existência de um único e verdadeiro Deus. Todas as objeções trinitarianas serão refutadas biblicamente. Aguarde.) — Edição: Robson Ramos.

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A DOUTRINA DA TRINDADE

A doutrina da trindade, conhecida nos recintos religiosos como “santíssima trindade” referindo a Deus Pai, Jesus Cristo e ao Espírito Santo como sendo três deuses em um único espírito, mas essa doutrina não tem fundamento bíblico, porque não há referências na bíblia que a Divindade formada pelo Pai, Filho e Espírito Santo, sejam a mesma ou uma única pessoa.
A palavra trindade não consta no conteúdo bíblico, porem, alguns pregadores criaram “um Deus triúno”, ou seja, três deuses em um só espírito: deus pai, deus filho e deus espírito santo, instituindo uma doutrina de blasfêmia contra o Pai Altíssimo, que tudo criou.
E a falta de discernimento espiritual sobre a Divindade tem gerado doutrinas que confrontam a Palavra, porque existem religiões que creem somente em Deus Jeová como único Criador, mas não reconhecem a Cristo como Filho e Redentor dos nossos pecados, e O consideram apenas um profeta como os demais do Antigo Testamento, negando também a existência do Espírito Santo de Deus.
Outras doutrinas creem somente em Jesus Cristo como Único dominador, ou melhor, aceitam somente a Cristo acoplando as três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) em si mesmo, negando a plenitude do DEUS PAI, e a interação do Espírito Santo.
Essas doutrinas afrontam as escrituras, porém, não vamos entrar no mérito das seitas de heresia, porque a Palavra alerta que negando o Pai, nega-se também o Filho, e quem não recebe o Filho, não conhece o Pai.
Mas desde o princípio, a Palavra não deixa sombra de dúvida quanto à existência e a plenitude do PAI CRIADOR, e de Cristo, o seu amado FILHO, o qual, na ascensão ao Trono de Glória do Pai, enviou o Espírito Santo de Deus, nosso CONSOLADOR, para que não ficássemos órfãos.
Observação: Quando referimos a Divindade como “pessoa”, evidentemente que não citamos pessoas carnais, mas pessoas como seres espirituais, porque a Palavra afirma que Deus é Espírito, como também, Cristo, tendo habitado entre nós na forma humana, mas morto em sacrifício vivo para remir o homem do pecado, ressuscitou ao terceiro dia, não mais com o corpo desenvolvido no ventre de Maria, mas ressuscitou com um Corpo Glorificado, o qual subiu ao céu, está sentado à destra do Pai, e por nós pecadores intercede.
Vamos comentar sobre as pessoas do Pai e do Filho, posteriormente falaremos sobre o Espírito Santo de Deus.
Pela verdade expressa na Palavra, a essência divina assim está constituída: Deus é o Pai e Criador de tudo, inclusive de Jesus Cristo, porque Ele mesmo disse: Tu és meu Filho, hoje eu te gerei(Salmos 2.7, Hebreus 1:5 e 5.5), e o Espírito Santo é o Espírito do próprio Deus (Gênesis 1.2 – Mateus 3.16).
Observe que no princípio, deu o Senhor origem a vida e sustentação a todas as coisas, no livro de Gênesis 1.26 disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Podemos observar claramente que o Senhor Deus não estava só, pois Ele falou no plural e disse a alguém: “Façamos…” Este é o primeiro sinal da existência do Senhor Jesus Cristo desde o princípio, confirmado em I Coríntios 10.1-4, onde diz:
Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar… e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a Pedra era Cristo.
E em João 17.5 disse o Senhor: E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.
Em I Pedro 1.18-20, a Palavra narra: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um Cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós.
A UNIDADE DO ESPÍRITO
E, como está escrito, Jesus Cristo já estava com o Pai antes mesmo da fundação do mundo, mas o que dificulta o entendimento de muitos é a afirmativa do Senhor Jesus ao Pai, quando Ele disse: Eu e o Pai somos um (João 10.30).
É importante observar que, com essa declaração o Senhor Jesus não quis dizer absolutamente que são a mesma ou uma única pessoa, no que vem o entendimento no próprio livro de João, primeiramente no Capítulo 17.11 onde Jesus, em sua oração, intercedia ao Pai pelos seus apóstolos dizendo:
Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.
Legitimado em João 17.20- 23, onde Cristo declarou: Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua Palavra; a fim de que todos sejam um; como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.
A Palavra fortalece o entendimento da razão pela qual Cristo disse: Eu e o Pai somos um: São um, em uma só santidade, uma só glória, ou seja é uma referência sobre a Unidade Espiritual. Jesus Cristo é a plenitude de Deus a quem pertence o poder, honra e glória. Para tanto Ele rogou ao Pai por aqueles que haviam de deixar aqui para dar continuidade na pregação do Evangelho, dizendo: Pai, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós (João 17.18-26).
Efésios 4.3-6, a Palavra detalha sobre a Unidade do Espírito, pelo vínculo da paz: vejamos:
Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.
Vamos conhecer o significado da Unidade do Espírito:
Há um só corpo: Este Corpo é a igreja que Cristo virá arrebatar;
Um só Espírito: É evidente que a referência é sobre o Espírito Santo de Deus;
Uma só esperança: Porque em nenhum outro há salvação; Cristo é a esperança nossa (I Timóteo 1.1; Colossenses 1.27).
Um só Senhor: Este Único Senhor é Cristo, o Filho de Deus;
Uma só fé: Porque Jesus Cristo, é autor e consumador da fé
Um só batismo: Sem sombra de Dúvida é o batismo do Espírito Santo;
Um só Deus: O Pai Criador de todas as coisas.
I Coríntios 8.6, também elucida o texto, vejamos: Para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele. Ratificado em I Timóteo 20.5:Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.
A realidade bíblica é: Deus é o Pai do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e disso não se tenha a menor dúvida, certificado em inúmeras referências do Novo Testamento.
Nas escritutas vislumbramos o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, manifestados em épocas diferentes. Considere que no Antigo testamento, conhecemos somente Deus Criador, o qual falava aos nossos pais pelos profetas (Hebreus 1.1). No Novo Testamento manifestou o nascimento de Cristo e o seu Reino estabelecido entre nós, o qual sempre reverenciou a Deus como Pai e Supremo Dominador, e a promessa do envio do Espírito Santo para não ficarmos órfãos, até que Ele volte para arrebatar a sua igreja.
Mas na verdade, não exerceram reinados individuais, porque havia sempre Deus Pai Criador falando e operando em épocas diferentes, mas pelo mesmo Espírito Santo, assim: No Velho Testamento o Espírito operava através dos profetas. Depois, o mesmo Espírito através do Filho (Jesus Cristo), e hoje, o mesmo Espírito Santo de Deus está em nós atuando e dando continuidade a obra de Deus.
Portanto o Pai e o Filho não são a mesma pessoa, e o Espírito Santo é o Espírito do próprio Deus. Para tanto, o próprio Senhor Jesus fora ungido pelo Espírito Santo de Deus (Mateus 3.16) para exercer o seu Reinado entre os homens.
Outra sustentação que são seres espirituais individuais, porem sob o domínio do Senhor Deus, vem no Batismo de Jesus Cristo (Mateus 3.16, 17), onde foi manifestado o aspecto configurado da Santidade, ambos, individualmente.
Manifestou-se Jesus Cristo na forma de homem carnal, sendo batizado por João Batista, e ao sair da água, eis que os céus se abriram, e o Espírito Santo de Deus descendo como pomba sobre Ele, e uma voz dos Céus dizendo: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Naquele momento Cristo fora ungido pelo Espírito Santo para exercer o seu Reinado e a maior obra já realizada na história da humanidade, porque Deus era com Ele.
Considere que, se o Pai e o Filho fossem a mesma ou uma única pessoa, para quem então, Cristo, dependurado na cruz, na hora da sua maior angustia, exclamou dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mateus 27.46).
E a quem o Senhor disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito (Lucas 23.46). Porventura seria um monólogo, ou estaria o Senhor falando consigo mesmo? Se essas Palavras não são verdadeiras, não teríamos nenhuma razão para crer e anunciar o Evangelho de Cristo, o qual cura, liberta e salva, de graça.
Provérbios 30.4, diz: Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu Filho, se é que o sabes?
O PAI É MAIOR QUE O FILHO MAS ENTREGOU TUDO EM SUAS MÃOS
Disse Jesus: Vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu (João 14.28). Esabendo Jesus, que o Pai havia depositado em suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus, e voltaria para Deus (João 13.3), disse o Senhor: É me dado todo o poder no Céu e na terra. Tudo por meu Pai me foi entregue (Mateus 28.18 e Lucas 10.22).
Reflita, ainda que o Pai havia depositado todas as coisas nas mãos do Filho, mas Cristo, na sua infinita humildade, esvaziou-se de sua glória e não usurpou ser igual ao seu Criador, reconhecendo que o Pai é Maior, isso significa uma hierarquia, autoridade, governo. Observemos:
I Coríntios 11.3: Quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão,¬a cabeça da mulher; e Deus, a cabeça de Cristo.
E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja (Efésios 1.22).
(I Coríntios 15.27, 28): Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua Aquele que sujeitou todas as coisas.
E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.
QUEM É O ESPÍRITO SANTO E QUAL A SUA OBRA?
O Espírito Santo é o nosso consolador (João 14.26), sem Ele seríamos vazios e não receberíamos a graça do Senhor Jesus. É Ele quem nos dá o discernimento e nos convence do pecado (João 16.8); Ele derrama o amor de Deus em nossos corações (Romanos 5.5); e produz o nascimento de uma nova criatura (João 3.1 a 7); Ele nos fortalece para andarmos no caminho da verdade (João 16.13). O Espírito Santo nos fortalece nas nossas fraquezas, porque não sabemos como havemos de pedir, mas Ele intercede por nós junto ao Pai, até com gemidos inexprimíveis (Romanos 8.26).
O Espírito Santo de Deus realiza um trabalho íntimo na alma humana, e todo desejo de santificação é nutrido por Ele. Cada impulso para o bem e para a verdade é implantado por Ele. Seu trabalho é indispensável à convicção, ao arrependimento e conversão para a salvação da vida eterna.
O PECADO IMPERDOÁVEL
No Evangelho de Mateus 12.31, 32 disse Jesus: Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.
Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.
Marcos 3.29, Jesus advertiu, dizendo: Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo.
O Senhor Jesus declara que todo pecado e blasfêmia serão perdoados, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. E o que é blasfêmia contra o Espírito Santo?
O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO
Jesus, mediante o Espírito Santo, bate à porta do coração e pede entrada (Apocalipse 3.20). Alguém não abre a porta, deixa-O esperando do lado de fora, com isso estará entristecendo o Espírito Santo do Senhor (Efésios 4.30).
Talvez com medo de que Ele entre, esse alguém resiste, pois não deseja ter a sua companhia (Atos 7.51). A consciência e o coração se tornam endurecidos (Hebreus 3.15). Procura afastá-lo, e acaba extinguindo o Espírito Santo (I Tessalonicenses 5.19). Finalmente o Espírito Santo o abandona.
Que triste e terrível fim. Ele bateu em sua porta e você não abriu, deixou-O esperando do lado de fora, resistiu-O, entristeceu-O, endureceu a sua consciência e o seu coração, procurou extingui-lo. Está consumado o pecado imperdoável contra o Espírito Santo, a persistente rejeição contra os apelos do Espírito, e a desobediência se consumou. Portanto como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração (Hebreus 3.7, 8).
Muitos indagam a si mesmo, será que já blasfemei contra o Espírito Santo do Senhor? Mas é importante evidenciar, em que condições o Senhor Jesus declara a blasfêmia como pecado imperdoável?
Justamente por ocasião da acusação dos escribas e fariseus, os quais imputavam a Ele a expulsão dos espíritos malignos pelo poder de belzebu, príncipe das potestades do mal.
Os escribas e fariseus não criam em Jesus Cristo como o Messias vindo de Deus para salvar o homem do pecado, negavam as virtudes do Espírito Santo de Deus, pelo qual Jesus foi por Deus ungido, e fazia muitas curas, milagres e maravilhas (Atos 10.38).
A Palavra afirma que a desobediência e a constante rejeição contra os apelos do Espírito Santo também se constituem em pecado imperdoável (Marcos 16.16 – João 3.18).
Portanto amados, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração, porque amanhã poderá estar fora do tempo aceitável do Senhor (II Coríntios 6.2).
Louvai ao Senhor!

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O que é a trindade?
Postado por Valdomiro
mai 10
TENTANDO ENTENDER O CONCEITO TRINITÁRIO
Embora a trindade seja um assunto comumente aceito dentro da maioria das religiões cristãs, no geral os crentes não se dão conta das implicações teológicas e, com mesmo peso, as questões históricas que envolvem o tema. Na verdade a grande maioria tanto de crentes como de não religiosos responderiam se perguntássemos a eles: “Jesus é Deus ou Filho de Deus?” que Jesus é Filho de Deus. Quando se fala em trindade muitos nem sabem exatamente do que se trata, apenas ouvem e preferem não se aprofundar a respeito, pois diz-se que é um mistério insondável, e aceitam esse dogma por fé, por haverem aprendido assim, mas não tem convicção própria desse ensinamento. Outros buscam entender, mas se sentem confusos e vivem eternamente em conflito com seus pensamentos sobre o assunto, por não conseguirem equacionar o que aprenderam de seus ensinadores com o que a Bíblia fala a respeito de Jesus Cristo; há aqueles que tentam justificar a existência da trindade dentro da Bíblia com argumentos teológicos por vezes complexos, abstratos e virtualmente paradoxais. Mas, no geral, a grande maioria dos crentes em denominações trinitárias são unitários funcionais, ou seja, via de regra reconhecem o Pai como Deus acima de tudo.
Deve-se ter claro em mente que a trindade, conforme concordam todos os estudiosos sobre o tema, sejam trinitarianos ou não, NÃO é ensino claro nas Escrituras Sagradas. Não há passagem do Antigo Testamento que indique, sem que se force o texto, que tal conceito seja real. Absolutamente nenhum dos escritores do Novo Testamento ensinaram acerca da trindade. No máximo os estudiosos atuais, a partir dos concílios católicos, presumem deduzir a existência do dogma baseando-se em certos textos tanto bíblicos com extrabíblicos, ou seja, aqueles textos oriundo dos chamados Pais da Igreja, mas, também deve-se registrar que nenhum dos chamados Pais da Igreja que viveram até o II século ensinaram a trindade, como concebida hoje. Atenágoras, se considerarmos verdadeiras as afirmações atribuídas a ele, talvez seja da safra do II século o único que tenha falado mais claramente sobre a questão, mas mesmo assim o pesquisador J. N. D. Kelly registra “todos eles, incluindo Atenágoras, identificavam a geração do Logos e, consequentemente, Sua qualificação ao título de ‘Filho’ não com o momento em que teria sido originado dentro do ser da Divindade, mas como o instante de sua emissão ou expressão com vista aos propósitos da criação, revelação e redenção”1. Os poucos (dois ou três) que usaram o termo, quando muito, o fizeram como indicativo da listagem composta por Pai, Filho e Espírito Santo, em um relacionamento com vistas o plano do Pai, mas jamais intentaram afirmar qualquer consubstancialidade a nível da co-igualdade entre os três. Todos eles se espantariam se vissem, hoje, qual significado deram para essa palavra.
Mas, o que é a trindade? Trindade é o nome dado ao arranjo teológico que define Deus como sendo três pessoas ou hipóstases2. Segundo esse conceito o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, no entanto não são três deuses, mas um e único Deus consubstanciado em três pessoas. Nesse sentido Deus não é um ser singular, mas composto. Ainda segundo esse conceito cada um não é menos Deus que os outros dois e os três juntos não são mais Deus que qualquer um deles individualmente e Agostinho3 confirma essa ideia dogmática ao afirmar que “na verdade substancial, não somente o Pai não é maior do que o Filho, mas que ambos juntos não são maiores do que o Espírito Santo”4 A dificuldade de compreensão começa ai. Como pode ser um Deus pessoal e único, se existirem três pessoas que são ELE. Essa abstração é um dos maiores motivos de os trinitarianos serem constantemente acusados de triteístas, mas tal classificação é a última coisa que um trinitariano deseja receber, pois isto o excluiria do monoteísmo ensinado na Bíblia sobre a qual se fundamenta a religião professa cristã. Para resolver esse problema fizeram-se muitos e muitos estudos cujo objetivo era popularizar cada vez mais o conceito e isso durou, literalmente, centenas de anos5 até passarem a fazer uso do termo “substância”, palavra emprestada da filosofia grega e que passou a ser empregada como solução para o triteísmo que o dogma da trindade enseja. Pois se se dissesse que Deus é uma pessoa e três pessoas seria flagrante contradição. Deus passou a ser encarado, então, como algo que lhe tirou a pessoalidade e individualidade coisificando-o. Tal conceito encontra seu melhor defensor em Agostinho que categoricamente diz “Deus é, sem dúvida, uma substância…”6. Esse foi o único caminho encontrado pelos teólogos da trindade e parecem estar satisfeitos com uma definição acerca de Deus que não está na Bíblia. Desse modo podia-se dizer que Deus ao invés de ser uma pessoa era uma “substância” ou “essência” onde três7 pessoas ou hipóstases coexistem ou, como preferem alguns, subsistem8. Esse argumento sofreu inúmeras resistências ao longo de sua formação que, como já foi dito, durou centenas de anos, tanto por pessoas que se opuseram a ele, quanto por pessoas que até concordavam e achavam ser possível uma co-igualdade entre Deus e seu Filho, mas muitos destes últimos defendiam que uma doutrina para ser plenamente bíblica não deveria precisar de argumentos extra-bíblicos, mas foi justamente o que aconteceu, para ser demonstrada de forma o mínimo aceitável. Nesse ponto se verificou a necessidade de influência político-eclesiástica para inibir as resistências e fazer essa crença ser aceita. O paradigma da necessidade da explicitude bíblica de uma doutrina para ela ser considerada cristã foi quebrado e o argumento para aceitar essa nova maneira de entender a Bíblia é que as Escrituras não proviam aos seus estudantes todos os termos necessários para expressar seu conteúdo doutrinário de forma satisfatória. Isso equivale a dizer que para o dogma considerado o mais importante pela maioria dos cristãos a Bíblia sofre de insuficiência, pois não o expressou de forma direta e clara, e carece de termos que o defina de forma plena.
Todos sem exceção dizem que a trindade é um mistério insondável, mas a Bíblia diz: “O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”. Ora, se a Bíblia diz que Jesus revelou Deus para nós, como pode a revelação que visa esclarecer alguma coisa tornar-se um mistério insondável muito maior, oculto e incompreensível de que no período anterior à essa revelação?
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1 J. N. D. Kelly in Doutrinas Centrais da Fé Cristã, pg. 74
2 Segundo o Dicionário Grego do Novo Testamento de Carlo Rusconi, Ed. Paulus, a palavra grega hipóstase significa “essência” ou “substância”.
3 Aurélio Agostinho, também conhecido como Santo Agostinho de Hipona foi um importante bispo cristão e teólogo. Nasceu na região norte da África em 354 e morreu em 430. Em 395, passou a ser bispo, atuando em Hipona (cidade do norte do continente africano). Escreveu diversas obras, dentre as quais um tratado filosófico sobre a trindade intitulado “A Trindade”. Segundo consta essa obra foi escrita entre 400 e 416 d.C.
4 Agostinho in A Trindade, Paulus Editora, 2ª Edição – 1994, pág. 484
5 Perceba que para tornar e transformar aceitável a ideia de que Deus seja uma composição de três pessoas co-iguais precisou-se, não de poucos anos e nem aconteceu da noite para o dia, mas transcorreram mais de 500 anos quando a questão do “filioque” (o reconhecimento da processão do Espirito como sendo originário do Pai e do Filho, culminando esse entendimento no cisma entre a igreja do oriente e do ocidente) foi “conciliada” apenas pela parte ocidental da igreja. Isto se deu ao fato de a Bíblia em nenhum momento ensinar o dogma trinitário, pelo contrário. Por isso foi preciso quebrar a resistência dos primitivos cristãos e criar um contexto histórico político-eclesial que permitisse a imposição dessa ideia como um dogma.
6 Idem, pág.193
7 Diz-se três pessoas, mas o conceito de “substância” aceita tantos se queira agregar à Deidade. Poder-se-ia, por exemplo, já que não existe qualquer prova de Jesus como sendo o Anjo de Yahweh manifesto no Antigo Testamento, alegar que o Anjo de Yahweh é, na verdade, também uma Pessoa Divina; portanto a quarta pessoa da “trindade”. Desse modo não mais se chamaria trindade mas “quaternidade”. E, se considerarmos, ainda, as conclusões de Agostinho que disse haver Pai, Filho, Espírito Santo e também a união dos três como sendo o Deus Trindade, então já seriam cinco pessoas ou entes na Divindade.
8 Algo que ficou perdido no tempo foi o fato de que o termo “substância” foi um artifício humano para adequar Deus à certa crença, e não passa de um valor atribuído a Deus, motivo pelo qual não se deve tomá-lo como certo ou como palavra final em uma possível “classificação” da Deidade.

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250 RESPOSTAS BÍBLICAS À DOUTRINA DA TRINDADE
(Por Marcos Avellar do Nascimento)
A doutrina da trindade diz que há Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Diz também que há igualdade entre “os três” e que o Espírito Santo é uma “pessoa”. Há vários textos na Bíblia que falam em Deus, em Jesus Cristo e no Espírito Santo. Será que Deus é trinitário? Será que há igualdade entre “os três”? Há outros versos da Palavra de Deus que atribuem ao Espírito Santo reações e sentimentos como se fosse uma pessoa. Para a maioria da cristandade, tais versos comprovam a existência da 3ª “pessoa” da trindade e a personalidade do E. Santo. Será que O Espírito Santo é uma 3ª “pessoa”? Além disso, há teólogos trinitarianos, que dizem que Deus não é realmente Pai de Jesus, que Jesus não é filho de Deus e que quem ressuscitou Jesus foi a trindade e não Deus O Pai. Você sabia dessas coisas? Será que Deus não é Pai de Jesus e Ele não é Filho de Deus? Será que Deus não O ressuscitou? E será também que em toda a Bíblia há sustentação para essa doutrina? Vejamos a seguir, segundo a Bíblia, a Palavra de Deus as respostas a estas perguntas. (Os textos bíblicos foram copiados da tradução feita por João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada no Brasil – 2ª Edição, 1993).
De acordo com as Sagradas Escrituras não há trindade porque está escrito:
1. “Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto… O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Apoc. 3:1, 5 e 6. Através da frase “confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (verso 5), é possível identificarmos Jesus como Aquele que tem os sete Espíritos de Deus. Veja também quem tem as sete estrelas: “Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do Hades”. Apoc. 1:16 a 18. Através da frase “estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos” é possível identificarmos Jesus como Aquele que tem as sete estrelas. E no verso 20 (cap. 1) quem são as sete estrelas: “… as sete estrelas são os anjos das sete igrejas…”. Ou seja, Jesus é Aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas.
2. “Disse-me ainda: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer”. Apoc. 22:6. E para entendermos quem é o Deus dos espíritos dos profetas, leia o verso 16 do mesmo capítulo 22: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã”. Apoc. 22:16. E se ainda não está completamente claro que é Jesus, leia, por favor, Apocalipse 1:1.
3. Paulo, em Colossenses 1:13 a 20 escreveu: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante Ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis”…
4. Porque apesar da doutrina da trindade falar no “mistério da santíssima trindade” a Bíblia, ao contrário, fala que o mistério de Deus, Cristo, foi revelado: “para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Col. 2:2 e 3). E também: “o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória” (Col. 1:26 e 27).
5. Porque Paulo, inspirado pelo Espírito de Deus ou Espírito de Cristo (Rom. 8:9), escreveu em I Cor. 8:5 e 6: “Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele”.
6. Porque de acordo com as Escrituras, não é a 3ª “pessoa” da trindade quem intercede por nós, e sim, Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim”. João 14:6. Leia também I Tim. 2:5 e I João 2:1 e 2. Paulo escrevendo aos Romanos declarou: “… É Cristo Jesus quem morreu, ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. Rom. 8:34. E para não ficar nenhuma dúvida: “O vencedor será vestido assim de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. Apoc. 3:5.
7. Porque na frase “façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gên. 1:26) que para os teólogos trinitarianos significam três “pessoas”, para a Bíblia são apenas duas (João 1:1): “no princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (duas “pessoas”), e também “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”.(João 1:3); Paulo em Colossenses 1:16 e 19 fala que “tudo foi criado por meio dele…, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude”. (Duas “Pessoas”). Hebreus fala que foi por intermédio de Jesus que Deus fez o universo (Heb. 1:2): “nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Duas “Pessoas”). Veja também Apocalipse 19:13: “Está vestido com um manto tinto de sangue e o Seu nome se chama Verbo de Deus”. (Duas “Pessoas”).
8. Porque Jesus disse: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo”. João 17:4 e 5.
9. Porque O Espírito citado no livro do Apocalipse não é a 3ª “pessoa” da trindade, já que João o identifica como Jesus: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Apoc. 3:21 e 22, 2:26 a 29, 3:5 e 6, 3:12 e 13, +. Mas se ainda não está claro que o Espírito do livro do Apocalipse é Jesus, veja: “Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido…” (Apoc. 2:18) e no verso 29 do mesmo capítulo (2) João escreve: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
10. O batismo de Jesus foi registrado por Mateus (3:13 a 17), Marcos (1:9 a 11), Lucas (3:21 e 22) e João (1:32 a 34). Lucas escreve que “o Espírito Santo desceu sobre ele (Jesus) em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és meu Filho amado, em ti me comprazo” (verso 22). O mesmo Lucas em Atos 10:38 diz que Jesus foi batizado com o E. S. e com poder: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda a parte fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele”. Os teólogos trinitarianos gostam de utilizar o texto do evangelho de Lucas devido à expressão “em forma corpórea como pomba” e o fazem para tentar provar que o Espírito de Deus é uma 3ª “pessoa” e tem personalidade. 1º: Não é possível Jesus ter sido batizado com “uma pessoa” sendo Ele mesmo uma pessoa! 2º: Se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” ou tivesse personalidade, teria sido ouvida a voz dele, já que Jesus estava sendo batizado com o E. Santo. 3º: Se o E. S. fosse uma 3ª pessoa ou tivesse personalidade, Jesus, que foi ungido com o E. S., sabendo que a hora mais difícil para ele estava chegando, não teria dito para os discípulos: “Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo”. João 16:32. 4º) Será que Deus que é Criador, Se representaria como animal (ave) uma vez que os anjos que são criaturas, têm ou assumem a forma de homem (Atos 1:10 e 11, por exemplo)?.
11. Porque Moisés chama Jesus de Espírito de Deus em Gênesis 1:2, Lucas, em Atos 16:7 fala no Espírito de Jesus, Paulo chama Jesus também de Espírito (Rom. 8:26 e 27, 8:9-14), e fala também no Espírito de Jesus (Gál. 4:6), Pedro também fala no Espírito de Jesus (I Pedro 1:10 e 11) e João chama Jesus também de Espírito no livro do Apocalipse (Apoc. 2:26 a 29 +…).
12. Porque Jesus falou “Eu e o Pai somos um”, e não falou Eu e o Pai e o Espírito Santo somos um. João 10:30. E Ele (Jesus) não deixou ninguém de fora quando fez essa afirmação.
13. Porque Maria ficou grávida pelo E. S., mas é o anjo que dá a notícia a ela e não o próprio E. S., já que ele (o E. S.) não é uma 3ª “pessoa” e nem tem personalidade. Mat. 1:18 a 25 +.
14. Porque quem concede dons aos homens é Jesus conforme o apóstolo Paulo registrou em Efésios 4: 7 a 16 que fala no dom de Cristo e que Cristo concedeu dons aos homens. Os teólogos trinitarianos utilizam o texto que está em I Cor. 12 para tentarem provar que a 3ª “pessoa” da trindade também distribui dons, já que ao longo do capítulo o apóstolo Paulo cita o Espírito várias vezes. Lembre-se que para Moisés (Gên. 1:2), Jó (33:4), Paulo (Rom. 8:26 e 27), e João (Apocalipse 2:26 a 29 +) Jesus é o Espírito ou o Espírito de Deus. Além disso, Lucas (Atos 16:7), Paulo (Gál. 4:6) e Pedro (I Pedro 1:10 e 11) falam no Espírito de Jesus. Se você ainda tem dúvida, leia, por favor, Hebreus 10:29 : “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da Graça”.
15. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não aparece em “pessoa” no monte da transfiguração (onde novamente só é ouvida a voz de Deus): Mat. 17:1 a 8 e II Pedro 1:16 a 18.
16. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não existe no livro do Apocalipse. Apocalipse todo.
17. Porque Jesus não cita a 3ª “pessoa” da trindade na oração do Pai Nosso. Mat. 6:9.
18. Porque o E. S. desce sobre Jesus como uma pomba e não como uma pessoa. Mat. 3: 16 + . E Deus não é ave, não é animal. Para refletirmos mais: Deuteronômio 4:15-19: “Guardai, pois, com diligência as vossas almas, porque não vistes forma alguma no dia em que o Senhor vosso Deus, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, FAZENDO para vós alguma imagem esculpida, na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou de mulher; ou semelhança de qualquer animal que há na terra, ou de qualquer ave que voa pelo céu; ou semelhança de qualquer animal que se arrasta sobre a terra, ou de qualquer peixe que há nas águas debaixo da terra; e para que não suceda que, levantando os olhos para o céu, e vendo o sol, a lua e as estrelas, todo esse exército do céu, sejais levados a vos inclinardes perante eles, PRESTANDO CULTO A ESSAS COISAS que o Senhor vosso Deus repartiu a todos os povos debaixo de todo o céu”. E também Rom. 1:23: “E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis”.
19. Porque não existe o trono do E. S. no apocalipse que nomeia apenas o trono de Deus e do Cordeiro (Apoc. 22:1, 22:3, 3:21 e 7:15 a 17): “Então me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro ”. (22:1), e o trono dos 24 anciãos (Apoc. 4:4). Jesus disse que “Deus é espírito” (João 4:24), mas Ele (Deus) tem um trono. O Espírito Santo não é uma 3ª ”pessoa” espiritual, porque entre outros motivos, não tem um trono. E para completar, Jesus disse que nós nos assentaremos sobre tronos para julgarmos as 12 tribos de Israel: “Assim como meu Pai me confiou um reino, eu o confio a vós, para que comais e bebais a minha mesa no meu reino e vos assenteis sobre tronos para julgar as doze tribos de Israel”. Lucas 22:29 e 30.
20. Porque não há igualdade entre O Pai e o Filho, conforme Jesus disse que “O Pai é maior do que eu” (João 14:28). E por que Jesus também disse: “Deus meu, Deus meu…” Mat. 27:46 + . Paulo escreveu que Deus é o cabeça de Cristo: “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo”. I Cor. 11:3. Apesar disso, Jesus pode fazer tudo o que Deus faz: João 5:19.
21. Porque Jesus disse que a salvação não é obra de uma trindade ou triunidade: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. João 17:3. E o apóstolo João diz exatamente isso no livro do Apocalipse: “e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. Apoc. 7:10.
22. Porque está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Apoc. 14:12.
23. Porque se o E. S. fosse uma outra pessoa ele não seria ilustrado na Bíblia sempre como um símbolo impessoal: pomba (Mat. 3:16 +), fogo (Mat. 3:11 +), vento (João 3:8) línguas de fogo (Atos 2:3), dom, (Atos 8:20), óleo de alegria (Heb. 1:9), 7 tochas de fogo (Apoc. 4:5), 7 olhos do Cordeiro (Apoc. 5: 6 e 7), etc.
24. Porque se Deus fosse triúno, faltaria a 3ª “pessoa” na apresentação do livro do Apocalipse (Apoc. 1:1): “Revelação de Jesus Cristo que Deus Lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João”. Leia novamente, por favor: REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO, QUE DEUS LHE DEU PARA MOSTRAR AOS SEUS SERVOS AS COISAS QUE EM BREVE DEVEM ACONTECER E QUE ELE, ENVIANDO POR INTERMÉDIO DE SEU ANJO, NOTIFICOU AO SEU SERVO JOÃO”. Apoc. 1:1.
25. Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos… Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. Atos 4:8, 11 e 12. Diante disso, entendemos completamente porque não é para batizarmos em nome da Divindade (Pai, Filho e Espírito Santo – Mat. 28:19*), pois Pedro disse: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12), e anteriormente a esse acontecimento, Pedro falou (no batismo de quase três mil pessoas – Atos 2:41): “arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo (Atos 2:38). No livro de Atos os primeiros discípulos batizavam no nome de Jesus. (Atos 2:38, 8:16, 10:48 e 19:5). E os discípulos, cheios do E. S., não poderiam desobedecer à ordem dada por Jesus ou esquecerem-se dela. Além disso, o apóstolo Paulo em Rom. 6:3, escreve em nome de quem ele foi batizado: “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte”? E para não ter nenhuma dúvida, em Gálatas 3:27, ele escreveu: “porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes”. *Se você está se perguntando por que “Mateus” escreveu esse verso, a Bíblia de Jerusalém, que segundo alguns teólogos é a tradução mais fiel dos textos sagrados originais, numa nota explicativa desse versículo (Mat. 28:19), revela o seguinte: “É possível que, em sua forma precisa, essa fórmula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em batizar “no nome de Jesus” (cf. At 1,5 +; 2,38 +). Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade…”.
26. Porque o Apocalipse repetidamente mostra que O Espírito é Jesus (Apoc. 3:21 e 22, 2:26 a 29, 3:5 e 6, 3:12 e 13), veja: “Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro”. (Apoc. 21:9). “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”. (Apoc. 22:17).
27. Porque se a trindade existisse Jesus não teria dito que ele conhece o Pai e o Pai o conhece: “assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas”. João 10:15. E Jesus não Se esqueceu do Espírito Santo quando disse isso.
28. Porque se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse uma personalidade, Paulo não teria escrito em Gálatas 4:6: “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” E em Filipenses 1:19: “Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação,…”.
29. Porque se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse uma personalidade, Pedro não teria escrito em I Pedro 1: 10 e 11 que o E. S. é o Espírito de Cristo: “Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam”.
30. Porque não há Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, já que Paulo escreveu em Romanos 8:9 que o E. S. é o Espírito de Deus ou o Espírito de Cristo: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Diante disso, é possível entendermos o que Pedro disse nos versos a seguir, não se refere a uma 3ª “pessoa” e sim ao Espírito de Deus ou o Espírito de Jesus, o Espírito Santo: “Então disse Pedro, Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus”. Atos 5: 3 e 4.
31. Porque está escrito: “E acontecerá que nos últimos dias derramarei o meu Espírito sobre toda carne…” (Joel 2:28), e uma pessoa não pode ser derramada.
32. Porque Jesus disse que estaria conosco todos os dias até a consumação do século: “… eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”. Mat. 28:20.
33. Porque Jesus foi levado ao deserto pelo E. S. para ser tentado e após Sua vitória, Mateus, Marcos e Lucas registram que anjos O serviram (Mat. 4:1 a 11 +). O E. S. não O serviu também porque não é uma 3ª “pessoa”, apesar de Jesus já ter sido batizado com o E. S. e com poder (Atos 10:38) antes da tentação no deserto.
34. Porque se houvesse igualdade entre o Pai e o Filho, Jesus no livro do Apocalipse não teria falado (Apoc. 3:12): “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte de Deus, e o meu novo nome”.
35. Porque em Mateus: 24:36 Jesus diz: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai”.
36. Porque de acordo com I Cor. 3:16 e 17 e 6:19 e 20, nosso corpo é templo do E. S. e Paulo escreveu que devemos glorificar a Deus em nosso corpo, e não glorificar o Espírito Santo: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”. I Cor. 6:20.
37. Porque em Atos 5:32 Lucas escreve que Deus outorgou o seu Espírito. E Deus não deu um outro deus, mas o poder dEle: “Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim, o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem”.
38. Porque o livro do Apocalipse fala nos 7 Espíritos de Deus enviados por toda a Terra (Apoc. 5:6), que é visto como 7 tochas de fogo por João (Apoc. 4:5) e como os 7 olhos do Cordeiro (Apoc. 5: 6 e 7), apesar de nesses capítulos (4 e 5) terem sidos citados Deus, Jesus (Cordeiro), os anjos, os 24 anciãos e os quatros seres viventes. Novamente o Espírito Santo é citado como símbolo impessoal (7 tochas de fogo e 7 olhos), já que não é uma 3ª “pessoa” e nem tem uma personalidade.
39. Porque está escrito: “Porquanto há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,… (I Tim. 2:5). Se existisse a 3ª ”pessoa“ da trindade, Paulo não chamaria Jesus (o único mediador) de Espírito (Rom. 8:26 e 27) e Hebreus 7:25 não registraria: “por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.
40. Porque Jesus disse: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Atos 1:8. Os discípulos não receberam uma “pessoa” mas o poder de Deus, conforme Jesus falou.
41. Porque apesar dos trinitarianos gostarem de utilizar Rom. 8:11: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”, na tentativa de dizer que a trindade ressuscitou Jesus, é possível identificarmos, no mínimo, os seguintes problemas: 1º: esse verso diz claramente que quem ressuscitou Jesus foi Deus. 2º: se a trindade tivesse ressuscitado Jesus, conforme crêem os teólogos trinitarianos, não seria necessário um anjo para remover a pedra do túmulo (Mat. 28:2, Marcos 16:5 a 7). Como foi Deus que ressuscitou Jesus e como o E. S. não é uma 3ª “pessoa”, um anjo veio retirar a pedra do túmulo de Jesus.
42. Porque se existisse trindade, não seria possível um ser humano batizar outro com o Deus Espírito Santo ou o Deus Espírito Santo ficar subordinado à ação de um homem, por mais santo que ele seja: “Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos, dizendo: Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo. A seguir, levantou-se e foi batizado”. Atos 9:17 e 18. Não podemos ficar cheios de uma pessoa. Mas podemos ficar cheios de um poder.
43. Porque os trinitarianos dizem que o outro Consolador é a 3ª “pessoa” da trindade, mas Jesus disse que o outro Consolador (João 14:16) é Ele mesmo: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros”. João 14:16 a 18. João 17:26: “Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja”. Leia também Mateus 28:20. Jesus disse que Ele é “o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. João 14:6. Lembre-se que Jesus às vezes refere-se a Ele mesmo na 3ª pessoa do singular, como se fosse um outro ou outra pessoa que não Ele mesmo: “Quando ele saiu, disse Jesus: Agora, foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele; se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo; e glorificá-lo-á imediatamente”. João 13:31 e 32. Assim como no verso a seguir não parece que foi dito por Jesus, mas foi sim: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. João 17:3
44. Porque se a 3ª “pessoa” da trindade existisse realmente, Jesus não teria dito: “Naquele dia vós conhecereis que eu estou em Meu Pai, e vós, em Mim, e eu, em vós. Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que me ama será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e me manifestarei a ele”. João 14:20 e 21. Veja também João 15:9 e 10.
45. O momento foi terrível: ninguém nunca sofreu tanto assim e ninguém jamais sofrerá. Jesus está no Getsêmani. Angustia-se pelos pecados do mundo. Sua gotas de sangue. Suplica ao Pai três vezes que seja poupado (Mat. 26:36 a 46, Marcos 14:32 a 42, Lucas 22:39 a 46), mas diz também que seja feita a vontade do Pai. No livro de Lucas está registrado que um anjo do céu O confortava (Lucas 22:43). Não foi possível o E. S. auxiliá-lo, ajudá-lo ou confortá-lo porque não é uma 3ª “pessoa”, apesar de Jesus ter sido ungido com o Espírito Santo e com poder, conforme Lucas registrou em Atos 10:38, ao ser batizado no rio Jordão, no início do Seu ministério.
46. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não aparece na crucificação de Jesus. (Um dos momentos mais importantes na história do nosso mundo!). Mat. 27:45 a 56, Marcos 15:33 a 41, Lucas 23:44 a 49, João 19:28 a 30.
47. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não aparece na segunda vinda de Jesus (A nossa grande esperança!). Mat. 24: 29 a 31, Marcos 13:24 a 27, Lucas 21:25 a 28, I Tess. 4:16 e 17, II Pedro 3:7 a 13, Apoc. 1:7.
48. Porque a trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo) também não existe no Novo Céu, na Nova Terra e na Nova Jerusalém. Apoc. 21:1 a 22:21. Ou seja, o governo do novo Céu, da Nova Terra e da Nova Jerusalém é de Deus o Pai e de Jesus Cristo: “Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. Apoc. 21:22 e 23. E se você ainda tem alguma dúvida, veja: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: o reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”. Apoc. 11:15. E se você ainda não tem certeza absoluta: “Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”. Apoc. 12:10.
49. Porque se a trindade fosse bíblica, o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse uma personalidade, Jesus jamais teria dito: “… quem me vê a mim, vê o Pai”. João 14:9. Ele teria falado quem vê a Mim, vê o Pai e vê também o Espírito Santo.
50. Porque é Jesus quem aparece para Saulo no caminho de Damasco (Atos 9:1 a 9). O E. S. já tinha sido derramado antes de Saulo encontrar-se com Jesus (Atos 2:1 a 4). Então, se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” ou tivesse personalidade, ele teria aparecido a Saulo no caminho de Damasco e aparecido a Paulo quando ele (Paulo) foi batizado com o E. S. (Atos 9:17). Alguns trinitarianos dizem que foi Jesus quem apareceu devido ao fato de Saulo ir perseguir a Jesus. Se for devido a isso, por que então Jesus disse que o Espírito Santo (que já tinha sido enviado pelo Pai e por Ele quando esse fato acontece) é quem convenceria “do pecado (Saulo estava em pecado), da justiça (Saulo estava cometendo uma injustiça) e do juízo”?
51. Porque se existisse trindade Paulo não escreveria: “Ora, Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações para todo o sempre. Amém”. Efésios 3:20 e 21.
52. Porque Paulo não se esqueceu da 3ª “pessoa” da trindade quando escreveu I Tess. 3:11 a 13: “Ora, o nosso mesmo Deus e Pai, e Jesus, nosso Senhor, dirijam-nos o caminho até vós, e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos”.
53. Porque João não se esqueceu da 3ª “pessoa” da trindade ao escrever, inspirado pelo Espírito de Deus, o verso que é considerado “áureo” da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16.
54. Porque não seria possível o apóstolo Paulo esquecer-se da 3ª “pessoa” da trindade em todas (13 cartas sem contar com o livro de Hebreus) as cartas assinadas por ele ao fazer a saudação (início das cartas) citar O Pai e Jesus Cristo, escrevendo, na maioria das vezes assim: “… graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo”.
55. Porque não há possibilidade de Tiago, em sua epístola, ter esquecido a 3ª “pessoa” da trindade já que escreveu: “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações”.Tiago 1:1
56. Porque Jesus disse: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como O Pai Me enviou, Eu também vos envio. E havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo”. João 20:21 e 22. Se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse uma personalidade Jesus teria apresentado-o e não teria soprado-o, já que não é possível uma pessoa ser soprada.
57. Porque no capítulo 1º de Gênesis, os teólogos trinitarianos tentam nos convencer que o Espírito de Deus é a 3ª “pessoa” da trindade e Jó 33:4 diz que “o Espírito do Senhor me fez” mas para ficar bem claro quantos seres são, João, no N. T. diz que “no princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o verbo era Deus… e que todas as coisas foram feitas por intermédio dele” (Jesus) João 1:1 a 3 (Dois Seres). O livro de Hebreus relata que foi mediante Jesus que Deus fez o universo (Heb. 1:2 – Dois Seres). Paulo escreveu em Colossenses 1:15 e 16: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele (Dois Seres). O apóstolo João que escreveu “no princípio era o verbo…” (João 1:1 p.p.), em Apocalipse 14:7 escreve: “… Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas (Dois Seres). E se você ainda tem alguma dúvida de quantos seres participaram da Criação, veja o que Jesus disse: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo”. (Dois Seres) João 17: 4 e 5.
58. Porque Jesus disse e Mateus registrou: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles”. Mat. 18:20. Esta passagem bíblica nos lembra outra citação de Jesus: “… eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. Mat. 28:20.
59. Porque está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o Seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Nisto conhecemos que permanecemos nele, e Ele, em nós: em que nos deu do Seu Espírito”. I João 4:12 e 13. Deus não nos deu um 3º deus, mas o Seu poder, conforme Jesus disse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o E. Santo…” Atos 1:7 p.p.
60. Porque Hebreus 10:29 identifica o Espírito da Graça como Jesus: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da Graça”.
61. Porque João escreveu: “… ora a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo”. I João 1:3.
62. Porque está escrito: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e está vida está no Seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. I João 5:11 e 12.
63. “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Rom. 8:38 e 39.
64. Porque está escrito “… tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus”. I Cor. 3:22 (u. p.) e 23.
65. Porque Lucas escreveu (1:39 a 45): “Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém que me venha visitar a mão do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim. Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor”. Porque se o E. S. fosse uma pessoa, ele não teria possuído Isabel. Há vários exemplos na Bíblia de pessoas que ficaram possuídas por outro(s) ser(es) e em conseqüência disso, não sabem o que fazem e perdem completamente, entre outras coisas, a autonomia e a consciência (enquanto estão possuídas). Mas Deus não utiliza os métodos de Satanás. Isabel não ficou possuída por uma pessoa, mas cheia do poder de Deus, conforme o anjo Gabriel disse a Maria: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá… ” Lucas 1:35 p.p.
66. Porque Jesus disse: “Eis que vem a hora e já é chegada em que sereis dispersos, cada um para a sua casa, e me deixareis sós; contudo, não estou só, porque O Pai está comigo.” João 16:32. Jesus foi ungido com o E. S. e com poder muito antes desse momento, conforme relatado em Atos 10:38, no início do Seu ministério, ao ser batizado no rio Jordão. Se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa”, Ele teria dito que o E. S. estava com Ele, já que foi ungido com o E. S. no início do Seu ministério.
67. Porque está escrito: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Filipenses 3:13 e 14.
68. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não é citada na Santa Ceia. Mat. 26: 26 a 30 +.
69. Porque se existisse trindade, Jesus não diria: “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de Mim se alimenta por Mim viverá”. João 6: 57.
70. Porque apesar dos trinitarianos gostarem de utilizar o texto que está em II Cor. 13:13* que fala na Divindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” para tentarem nos convencer que são 3 “pessoas”, o Apocalipse diz que a adoração só deve ser dada a Deus e ao Cordeiro (2 “pessoas”): “Então, ouvi que toda criatura que há no céus e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os anciãos prostraram-se e adoraram”. Apoc. 5:13 e 14. É válido lembrar que a Bíblia fala em Deus, Jesus e Espírito Santo. E não na trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. *A Bíblia de Jerusalém, que para alguns teólogos é a melhor tradução da Bíblia, numa nota explicativa desse texto (II Cor. 13:13) diz: “Essa fórmula trinitária, provavelmente de origem litúrgica (conf. Mat. 28,19),…”.
71. Porque está escrito: “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão. E viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”. Apoc. 20:4.
72. Porque está escrito em Isaías 55:5 a 7: “Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para junto de ti, por amor do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, porque este te glorificou. Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos, converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”.
73. Porque está escrito: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. I Tess. 5:23.
74. Porque Jesus disse: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. João 3:36. Diante de tal afirmação fica fácil entendermos que Ele (Jesus) disse que o pecado contra o Espírito Santo não será perdoado (Mat. 12:32). Os trinitarianos gostam muito de utilizar esse texto. Eles dizem inclusive que Deus perdoa (“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem!” Lucas 23:34) e que Jesus também perdoa conforme Ele mesmo disse (Mat. 12:32), mas que a 3ª “pessoa” da trindade não perdoa. Partindo do princípio trinitariano que o Espírito Santo é uma pessoa, 1º problema: O Deus Espírito Santo é maior do que Deus Pai e do que Jesus Cristo? 2º problema: não há um consenso na trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo)? 3º problema: afinal, quem está com a razão: Deus, O Pai e Deus O Filho, que perdoam ou o Deus Espírito Santo que não perdoa? (Veja que no verso 30 desse mesmo capítulo 12, Jesus diz: “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”).
75. Porque está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. João 1:18.
76. Porque Jesus disse que os únicos que tem vida em Si mesmos são Ele e o Pai: “Porque assim como o Pai tem vida em Si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em Si mesmo”. João 5:26.
77. Porque não faltou a 3ª “pessoa” da trindade na declaração de Jesus quando Ele disse: “mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está Mim, e Eu estou no Pai”. João 10:38.
78. Porque João não se esqueceu da 3ª “pessoa” da trindade quando inspirado pelo Espírito de Deus escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens”. João 1:1 a 4. Heb. 1:2 diz que Deus fez o universo através de Jesus.
79. Porque apesar dos teólogos trinitarianos dizerem que a trindade está presente em toda a Bíblia, veja o que o apóstolo Paulo escreveu em I Cor. 10:1 a 5 referindo-se a fatos do Antigo Testamento: “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto”.
80. Porque apesar da doutrina da trindade ensinar que há igualdade entre Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, Paulo escreveu: “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo O cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo”. I Cor. 11:3.
81. Porque está escrito: “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”. I Cor. 15:57.
82. Porque está escrito em II Cor. 2:14: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento”.
83. Porque a doutrina da trindade não consegue explicar também II Cor. 5:18 a 20 que fala sobre o ministério da reconciliação: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus”.
84. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Efésios 2:8.
85. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não aparece nos serviços sacrificais realizados no tabernáculo. Êxodo, Levítico e Números.
86. Porque se o Espírito Santo fosse uma 3ª “pessoa”, Simão que presenciou pessoas sendo batizadas com o Espírito Santo não pediria que fosse batizado com este poder. Atos 8:18 e 19: “Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito [Santo], ofereceu-lhes dinheiro, propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo”.
87. Porque se o Espírito Santo fosse uma 3ª “pessoa” Pedro não responderia para Simão que queria comprar o E. S. que ele (Simão) não poderia receber o dom de Deus. Atos 8:20: “Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus”.
88. Porque está escrito: “Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações, estando ciente do teu amor e da fé que tens para com O Senhor Jesus e todos os santos, para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo”. Filemom 1:4 a 6.
89. Porque está escrito: “E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Fil. 4:7.
90. Porque Jesus disse: “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos. Como o Pai me amou, também vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço”. João 15:8 a 10. E Jesus não Se esqueceu de ninguém.
91. Porque está escrito: “… para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele”. Efésios 1:17. O Deus de Jesus e nosso nos concede o poder e não um 3º deus.
92. Porque se houvesse igualdade entre o Pai, o Filho e o E. S., Jesus não diria: “Recomendou-lhes Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para Meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: subo para Meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso Deus” (João 20:17). Deus Pai, é O Deus de Jesus. Apesar de dizerem que são três iguais Jesus não é O Deus de Deus.
93. Porque João escreveu: “nela, não vi santuário, porque o seu santuário é O Senhor, O Deus Todo-Poderoso, e O Cordeiro”. Apoc. 21:22.
94. Porque está escrito: “Olhei e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito O Seu nome e o Nome de Seu Pai”. Apoc. 14:1.
95. Porque Jesus disse: “Crede-me que estou no Pai, e O Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras”. João 14:11. E a citação de Jesus não está incompleta.
96. Porque apesar dos trinitarianos gostarem de usar I João 5:7 e 8*: “Pois há três que dão testemunho [no céu: O Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes em um só propósito”; o texto diz que três dão testemunho no céu. Observe bem que o verbo está no presente: dão. 1º problema: Jesus vai para o céu e o E. S. vem para a Terra. Logo, três não dão testemunho no céu: somente Dois. 2º problema: Quantos seres Estêvão viu no céu quando foi apedrejado? Dois (Atos 7:55)! João no livro do Apocalipse ao mencionar o trono da Divindade, vê o trono de Deus, do Cordeiro e do Espírito Santo? Não, ele vê o trono de Deus e do Cordeiro (Apoc. 22:1, 3, 3:21) e também o trono dos 24 anciãos (Apoc. 4:4). 3º problema: Por que só a 3ª “pessoa” da trindade dá testemunho no céu e na terra? É ela mais poderosa do que Deus O Pai e Jesus Cristo? 4º problema: é muito estranho a água e o sangue estarem em um mesmo nível de igualdade que a 3ª “pessoa” da trindade. E se você ainda tem alguma dúvida, veja através das palavras de Jesus quantos deram testemunho no céu: “E, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo”. (Dois) João 17:5. E você já sabe quantos darão testemunho no céu: “Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão”. (Dois) Apoc. 22:3. *A Bíblia de Jerusalém, preferida por vários teólogos, tem uma nota explicativa desse texto (I João 5:7 e 8) que diz assim: “o texto dos vv. 7-8 está acrescido na Vulg. de um inciso (aqui abaixo entre parênteses) ausente dos antigos mss gregos, das antigas versões e dos melhores mss da Vulg., o qual parece ser uma glosa marginal introduzida posteriormente no texto: “Porque há três que testemunham (no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, e esses três são um só; e há três que testemunham na terra): o Espírito, a água e o sangue, e esses três são um só”.
97. Porque está escrito: “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo, a misericórdia, a paz e o amor vos sejam multiplicados”. Judas 1 e 2.
98. Porque está escrito: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” Judas 24 e 25.
99. Porque Lucas escreveu: “Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade. E ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Atos 18:9 a 11. É Jesus quem falou com Paulo e não a 3ª “pessoa” da trindade.
100. Porque está escrito: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus”. Rom. 5:1 e 2.
101. Porque Paulo escreveu: “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, O qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. Rom. 8:31 a 34.
102. Porque se para os teólogos trinitarianos é a trindade quem salva, veja o que foi revelado a João e ele escreveu no livro do Apocalipse: “… e clamavam em grande voz, dizendo: ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. Apoc. 7:10.
103. Porque Lucas escreveu: “Na noite seguinte, O Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a Meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma”. Atos 23:11. Você entendeu quem apareceu para o apóstolo Paulo? Jesus! Segundo a doutrina da trindade deveria ser a 3ª “pessoa”.
104. Porque os 144.000 são as primícias para Deus e para o Cordeiro: “São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro”. Apoc. 14:4.
105. Porque apesar dos trinitarianos gostarem de usar esse verso (o aviso do nascimento de Jesus dado a Maria), observe bem o que Lucas relata no cap. 1 verso 26: “No sexto mês (de gestação de João Batista), foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,…” verso 35: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”. Se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” ou se tivesse uma personalidade, ele mesmo teria dado a notícia a Maria e não haveria necessidade do anjo Gabriel fazê-lo. Como o E. S. não é uma 3ª “pessoa” e não tem uma personalidade, o anjo Gabriel foi enviado por Deus para dar a notícia a Maria.
106. Porque Jesus não Se esqueceu da 3ª “pessoa” da trindade quando contou a parábola dos lavradores maus. Mat. 21:33 a 46; Mc 12:1 a 12 e Lc 20:9 a 18.
107. Porque Jesus disse: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, O Pai, O confirmou com o Seu selo. Dirigiram-se, pois, a Ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais nAquele que por Ele foi enviado”. João 6:27 a 29.
108. Porque Jesus disse: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder”. Lucas 24:49.
109. Porque Jesus disse: “Ora, se vós que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? Lucas 11:13. O E. S. não é uma 3ª “pessoa” mas sim uma dádiva de Deus. Se ele fosse uma “pessoa” teria iniciativa de dar-se.
110. Porque apesar dos trinitarianos procurarem enfatizar a 3ª “pessoa” da trindade no livro de Atos, Lucas cita que Jesus (aparições a Paulo – Atos 9:1 a 9, 18:9 a 11 e 23:11) atua e os anjos também. Veja por exemplo, esta passagem: “Um anjo do Senhor falou a Filipe dizendo: dispõe-te e vai para o lado sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi”. Atos 8:26. Jesus e os anjos também fazem o trabalho que fomos ensinados a pensar que só a 3ª “pessoa” da trindade faz.
111. Porque apesar do fato de que os teólogos trinitarianos quererem que confessemos que Deus é triúno, a Bíblia diz: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, crer que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Rom. 10:9. E não foi a trindade quem ressuscitou Jesus. Como este, há vários textos na Bíblia que explicam que foi Deus quem ressuscitou Jesus.
112. Porque a Bíblia manda que: “… toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”. Fil. 2:11, Heb. 3:1 e I João 4:14 e 15.
113. “… porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus”. I João 5:4 e 5.
114. Porque está escrito: “Ora, O Deus de toda graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar”. I Pedro 5:10.
115. Porque em I Pedro 4:11 está escrito: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém”!
116. Porque está escrito “… mas os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus”. I Cor. 1:24.
117. “Porque decidi nada saber entre vós senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus”. I Cor. 2:2 a 5.
118. Porque Jesus disse: “Tudo me foi entregue por Meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai. E ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Mat. 11:27. “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. João 1:18. Se ninguém conhece O Pai, a não ser O Filho e ninguém conhece O Filho senão O Pai, logo: “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que Ele intercede pelos santos” (Rom. 8:27). O único intercessor entre Deus e os homens é Jesus (I Tim. 7:25). E Ele disse também: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14:6). Então, assim como Moisés (Gên. 1:2), Jó (33:4), João (Apoc. 3:5 e 6 +), Hebreus (10:29), Paulo nesse verso (Rom. 8:27) chama Jesus de Espírito. Ou seja, o Espírito segundo a Bíblia é Jesus.
119. Porque João escreveu: “Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”. Apoc. 12:10.
120. Porque está escrito: “Bendito seja O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, O Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!” II Cor. 1:3.
121. Porque está escrito “… dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,…” Efésios 5:20.
122. Porque Jesus disse: “Mas vós, continuou Ele, quem dizeis que Eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és O Cristo, O Filho do Deus vivo. Então, Jesus Lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que te revelaram, mas Meu Pai, que está nos céus”. Mat. 16:15 a 17.
123. Porque está escrito: “a graça, a misericórdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor”. II João 3.
124. Porque está escrito: “e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a Ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” Apoc. 1:6.
125. Porque está escrito: “ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém”. Rom. 16:27.
126. Porque está escrito: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus. O que permanece na doutrina, esse tem tanto O Pai como O Filho”. II João 9.
127. Porque está escrito: “Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Apoc. 1:9.
128. Porque está escrito: “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos”. Apoc. 20:6.
129. Porque está escrito: “Sabeis, pois, isto: nenhum incontinente ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus”. Efésios 5:5.
130. Porque está escrito: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, Eu sou O SENHOR, e fora de Mim não há salvador”. Isaías 43:10 e 11.
131. Porque está escrito: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes”. Gálatas 3:26 e 27.
132. Porque está escrito: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o Seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele”. I João 4:8 e 9.
133. Porque Pedro disse: “A este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado pois à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis”. Atos 2:32 e 33. E Lucas, inspirado pelo Espírito Santo não pecou ao escrever dessa forma.
134. Porque está escrito em Atos 16:6 e 7: “E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu”.
135. Porque está escrito: “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o Teu Deus, Te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos Teus companheiros”. Hebreus 1:9. Deus é o Pai e o Deus de Jesus. Mas Jesus não é o Deus do Altíssimo. Jesus é filho do Altíssimo (ainda que tão ilimitado quanto Deus).
136. Porque está escrito: “E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça”. II Cor. 5:11.
137. Porque está escrito: “O Senhor me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas… Porque o que me acha, acha a vida e alcança favor do Senhor. Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte”. Prov. 8:22 e 35 e 36.
138. Porque está escrito: “E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus”; II Cor. 8:5.
139. Porque Paulo escreveu: “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pelo fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Gal. 2: 19 e 20.
140. Porque está escrito: “… e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo”. II Cor. 10:5.
141. Porque está escrito: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. Efésios 5:1 e 2.
142. “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo”. II Cor. 11:2.
143. Porque está escrito: “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus”. Col. 4:12.
144. Porque está escrito: “Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo”. II Tess. 3:5.
145. Porque está escrito: “Há muito, pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para a vossa edificação”. II Cor. 12:19.
146. Porque está escrito: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”. Gálatas 1:10.
147. Porque está escrito: “E, quando vos entregarem, não cuideis em como ou o que haveis de falar, porque, naquela hora, vos será concedido o que haveis de dizer, visto que não sois vós o que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós”. Mat. 10:19 e 20.
148. Porque está escrito: “Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus”; Efésios 6:6.
149. Porque está escrito: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”. Fil. 4:19.
150. Porque está escrito: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com Ele, em glória”. Col. 3:1 a 3.
151. Porque está escrito: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Col. 3:16 e 17.
152. Porque está escrito: “Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado”. Col. 4:3.
153. Porque está escrito: “Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao Seu trono”. Apocalipse 12:5.
154. Porque está escrito: “Conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade”. I Tim. 5:21.
155. Porque está escrito: “Exorto-te, perante Deus, que preserva a vida de todas as coisas, e perante Cristo Jesus, que, diante de Pôncio Pilatos, fez a boa confissão, que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo; a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A Ele honra e poder eterno. Amém”! I Tim. 6:13 a 16.
156. Porque está escrito: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino…” II Tim. 4:1.
157. Porque está escrito: “Por isso, ponde de parte os princípio elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus…” Heb. 6:1.
158. Porque está escrito: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. Heb. 12:2.
159. Porque está escrito: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome”. Heb. 13:15.
160. Porque está escrito: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança…” Heb. 13:20.
161. Porque está escrito: “… também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”. I Pedro 2:5.
162. Porque está escrito: “… a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo; o qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando-lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes”. I Pedro 3:21 e 22.
163. Porque está escrito: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que Ele ressuscitou a Cristo, ao qual Ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”. I Cor. 15:14 a 17.
164. Porque Jesus disse: “O Pai, que me enviou, esse mesmo é o que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma”. João 5:37.
165. Porque está escrito: “Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Rom. 15:5 e 6.
166. Porque Jesus disse: “Ao vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. Apoc. 3:5.
167. Porque Paulo escreve, inspirado pelo Espírito de Deus: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeito, para que Deus seja tudo em todos”. I Cor. 15:20 a 28. Jesus é tão ilimitado quanto Deus, mas a Bíblia não O apresenta no mesmo nível de igualdade com Deus.
168. Porque Jesus não Se esqueceu de nenhuma outra pessoa quando disse: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”. João 15:1 e 2.
169. Porque Jesus disse: “Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai”. João 15:24.
170. Porque nosso Salvador Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também”. João 14:1 a 3.
171. “E Jesus clamou, dizendo: Quem crê em mim, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim vê aquele que me enviou. Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas… Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo”. João 12: 44, 45, 46, 49 e 50.
172. Porque está escrito: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos… Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores, contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu”. Isaías 53:10 e 12.
173. Porque Jesus falou: “Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto”. João 6:46.
174. Porque está escrito: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Apoc. 14:6 e 7. Lembre-se que Deus criou o universo mediante Jesus: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. Heb. 1:1 e 2.
175. Porque Paulo escreveu: “Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão”. Gál. 2:21.
176. Porque João escreveu: “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. Apoc. 21:23.
177. Porque Jesus disse: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio de sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim”. João 17:20 a 23. Ao Jesus dizer sobre a unicidade primeira dEle com o Pai e depois a unicidade nossa com eles (Deus e Jesus), fica claro mais uma vez que Ele não excluiu o Espírito Santo e nem nos colocou acima do Santo Espírito (“…a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós…”).
178. Porque está escrito: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Rom. 8:29.
179. Porque está escrito: “E entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações!” Apoc. 15:3.
180. Porque Jesus disse: “Se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou”. João 8:16.
181. Porque está escrito: “E, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus seja com todos”. Apoc. 22:19 a 21.
182. Porque Jesus afirmou: “Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim”. João 8:18
183. “Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes, e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra. Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa, e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhes os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes e reinarão sobre a terra”. Apoc. 5:6 a 10.
184. Porque está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. João 1:18. Jesus disse que: “Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Mat. 11:27. Compreendendo que só o Pai conhece o Filho e só o Filho conhece o Pai, é possível entendermos claramente que Paulo não se refere a uma 3ª “pessoa” quando escreveu: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente… Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós porém, temos a mente de Cristo”. I Cor. 2:10 a 14 e 16. Lembre-se: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu…” Apoc. 1:1(p.p.) e “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Apoc. 3:21 e 22. Ou seja, Jesus é o único que conhece a Deus plenamente (“Eu e o Pai somos um”. João 10:30). E Ele é chamado de Espírito ou Espírito de Deus em vários lugares da Bíblia (Gên. 1:2, Rom. 8:26 e 27, Apoc. 3:21 e 22 +). Lembre-se que o Espírito no livro do Apocalipse é Jesus.
185. Porque João escreveu no Apocalipse: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: o reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”. Apoc. 11:15.
186. Porque está escrito: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra”. Filipenses 2:5-10. Diante disso entendemos melhor porque Pedro no livro de Atos diz que é para batizarmos apenas em nome de Jesus. Atos 3:8, 8:16, 10:48 e 19:5. Leia em Atos 19:5 que Paulo está presente em mais um batismo que aconteceu unicamente em nome de Jesus.
187. Porque Jesus falou: “Ouviste que eu vos disse: Vou e volto para junto de vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu”. João 14:28. Lembre-se que Paulo escreveu que Deus é o cabeça de Cristo. I Cor. 11:3.
188. Porque está escrito: “Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade”. Atos 1:6 e 7.
189. Porque Jesus disse: “Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer”. João 5:21.
190. Jesus respondeu a Nicodemos: “… Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus (João 3:5). Nos versos 14 e 15 deste mesmo capítulo Jesus diz: ”E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado (v. 14), para todo o que nele crê tenha a vida eterna (v. 15) “. Lembre-se que Jesus disse que Ele é o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. João 14:6. Lembre-se também que Jesus muitas vezes ao falar dEle mesmo o faz de uma forma como se estivesse se referindo a outra pessoa e não a ele mesmo, conforme faz ao referir-se a Ele nos versos 14 e 15 do capítulo 3. Releia, por favor. Ou seja, Jesus estava falando dele mesmo ao dizer “… quem não nascer da água e do Espírito…” (João 3:5). Você viu anteriormente que em vários lugares da Bíblia Jesus é chamado de Espírito. Mas se você se esqueceu, leia, por exemplo, Apoc. 2:18, 28 e 29. E se você ainda tem alguma dúvida: “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. I João 5:12.
191. Porque está escrito: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarscecível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo”. I Pedro 1:3 a 5.
192. Porque Mateus registrou: “Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo”. Mat. 1:19 e 20.
193. Porque está escrito em Atos 5:17 a 20: “Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja, prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública. Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas do cárcere e, conduzindo-os para fora, lhes disse: Ide e, apresentando-vos no templo, dizei ao povo todas as palavras desta Vida”.
194. Porque Jesus disse: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus”. Mat. 10:32 e 33.
195. Porque está escrito: “Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus”. Rom. 7:4.
196. Porque Jesus disse: “E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. João 1:51.
197. Porque Jesus também disse: “Quem, todavia lhe aceita o testemunho, por sua vez, certifica que Deus é verdadeiro. Pois o enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus não dá o Espírito por medida. O Pai ama ao Filho, e todas as coisas têm confiado às suas mãos”. João 3:33 a 35.
198. Porque está escrito: “E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. João 5:16 e 17.
199. Porque está escrito: “Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai. Porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz”. João 5:19.
200. Porque está escrito: “Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”. I Pedro 4:14. Caso tenha dúvida, leia em João 17:1 a 5 quem é o Espírito da glória de Deus.
201. Porque está escrito: “antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal”. I Pedro 3:15 a 17.
202. Porque está escrito: “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. II Pedro 1:16 a 18.
203. Porque Jesus disse: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. João 6:37.
204. Porque está escrito: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. I João 2:1 e 2.
205. Porque está escrito: “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”. I João 3:8 e 9.
206. Porque Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:44.
207. Porque está escrito: “E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus”. I João 4:14 e 15.
208. Porque Jesus disse: “Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo”. João 17:24.
209. Porque Jesus disse: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu. Pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:38 a 40.
210. Porque Jesus disse: “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim”. João 6:45.
211. “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo”. João 6:32 e 33. Para você não ter dúvida, quem é o Pão do Céu, lembre-se que Jesus disse: “… Eu sou o pão da vida; o quem vem a mim jamais terá fome. E o que crê em mim jamais terá sede”. João 6:35.
212. Porque João escreveu no Apocalipse: “Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido:… Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Apoc. 2:18 e 26 a 29.
213. Porque Jesus disse: “Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja”. João 17:25 e 26.
214. Porque Jesus disse: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim”. João 17:21 a 23.
215. Porque está escrito: “Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. I João 1:5 a 7.
216. Porque está escrito (sobre Sansão): “Apareceu o Anjo do Senhor a esta mulher e lhe disse: Eis que és estéril e nunca tiveste filho; porém conceberás e darás à luz um filho… E o Espírito do Senhor passou a incitá-lo em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol… Chegando ele a Lei, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando; porém o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou dele, que as cordas que tinha nos braços se tornaram como fios de linho queimados, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos… Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus, para que me vingue dos filisteus, ao menos por um dos meus olhos”. Juízes 13:3, 25, 15:14 e 16:28.
217. Porque está escrito: Digo, pois, que Cristo foi constituído ministro da circuncisão, em prol da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos nossos pais”. Rom. 15:8.
218. Porque Jesus disse: “E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada”. João 8:29. Lembre-se que quando Jesus disse isso, ele já tinha sido ungido com o E. S., conforme Atos 10:38.
219. Porque está escrito: “Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus”. Rom. 15:7.
220. Porque João escreveu no livro do Apocalipse: “Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus”. Apoc. 19:9.
221. Porque Jesus disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”. Lucas 4:18 e 19. Lembre-se que Jesus não poderia ser ungido com uma pessoa, sendo Ele mesmo uma pessoa. Lembre-se também que se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse personalidade, Jesus não teria dito “Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo”. João 16:32.
222. Porque está escrito: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus! Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai deste homem. O demônio, depois de o ter lançado por terra no meio de todos, saiu dele sem lhe fazer mal”. Lucas 4:34 e 35. Os anjos caídos que já estiveram na presença de Deus, sabem quem é o Santo dEle: Jesus!
223. Porque está escrito: “e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se”? Apoc. 6:16 e 17.
224. Porque está escrito: “pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”. Apoc. 7:17.
225. Porque está escrito: “Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora. Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas”. Apoc. 8:1 e 2.
226. Porque está escrito: “também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro”. Apoc. 14:10.
227. Porque está escrito: “Então ouvi uma voz como de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou”. Apoc. 19:7 e 8.
228. Porque está escrito: “O Espírito do Senhor se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem… Chegando eles a Gibeá, eis que um grupo de profetas lhes saiu ao encontro; o Espírito de Deus se apossou de Saul, e ele profetizou no meio deles”. I Samuel 10:6 e 10.
229. Porque Jesus disse: “Porque o Pai ama ao Filho, e lhe mostra tudo o que faz, e maiores obras do que estas lhe mostrará, para que vos maravilheis. Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer. E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento, a fim de que todos honrem o Filho do modo porque honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”. João 5:20 a 23.
230. Os teólogos trinitarianos também gostam muito dos seguintes textos: 1º) “E, havendo discordância entre eles, despediram-se, dizendo Paulo estas palavras: Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse: Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados”. Atos 28:25 a 27. 2º) “Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados. Isso disse Isaías porque viu a glória dele e falou a seu respeito”. João 12:39 a 41. Ao citarem essas passagens das Escrituras eles objetivam mostram que o Espírito Santo é uma pessoa, tem personalidade e ele está presente inclusive no Antigo Testamento. Mas veja o que João no Apocalipse explica: “Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto”. Apoc. 3:1. O Apocalipse diz quem tem as sete estrelas: Jesus (Apoc. 1:16) e diz também quem são as sete estrelas: os anjos das sete igrejas (Apoc. 1:20). Leia também:“Disse-me ainda: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer”. Apoc. 22:6. E para você não ter dúvida quem é o Deus dos espíritos dos profetas, leia o verso 16 do mesmo capítulo 22: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã”. Apoc. 22:16. Lembre-se que João (como Moisés e Paulo) chama Jesus de Espírito várias vezes no livro do Apocalipse, conforme você viu anteriormente. Logo, Paulo está referindo-se a Jesus quando escreveu: “… bem falou o Espírito Santo”, e não a um 3º deus.
231. “Respondeu Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é; quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus”. João 8:54.
232. Porque Jesus disse: “Assim como meu Pai me confiou um reino, eu o confio a vós, para que comais e bebais a minha mesa no meu reino e vos assenteis sobre tronos para julgar as doze tribos de Israel”. Lucas 22:29 e 30. Jesus disse que teremos tronos. E o Apocalipse nomeia o trono de Deus e do Cordeiro (Apoc. 22:1 e 3 +) e dos 24 anciãos (Apoc. 4:4). E não está faltando nenhum trono.
233. Disse Jesus: “Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará”. João 12:26.
234. Porque está escrito no livro de Isaías: “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo… Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo”. Isaías 6:1, 5 a 10. No próprio livro do profeta Isaías está a resposta a quem se refere a frase “quem há de ir por nós”: “Todavia ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará em suas mãos”. Isaías 53:10. Ou seja, refere-se a Deus e a Jesus. E se você está com dúvida quem o profeta Isaías viu em sua visão, lembre-se que a Bíblia diz que “ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. João 1:18. Ou seja, Isaías vê Jesus. E conforme você leu anteriormente, Paulo chama Jesus, que fala as palavras registradas por Isaías (especificamente Isaías 6:9 e 10), de Espírito Santo. Atos 28:25 a 27. Mais um texto da Bíblia onde Jesus é identificado como o Espírito Santo.
235. “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus”. Heb. 9:24
236. Porque Jesus disse: “Quem me odeia odeia também a meu Pai”. João 15:23.
237. Porque Pedro disse: “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; o qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela… A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas”. Atos 2:23, 24 e 32.
238. Porque Pedro disse: “Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas”. Atos 3:15
239. Porque Pedro disse: “Mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer”. Atos 3:18.
240. Porque Pedro disse: “Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vós outros para vos abençoar, no sentido de que cada um se aparte das suas perversidades”. Atos 3:26.
241. “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos… tomais conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós”. Atos 4:8 e 10.
242. “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados”. Atos 5:30 e 31.
243. “A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto”. Atos 10:40.
244. “Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos”. Atos 13:29 e 30.
245. “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. Atos 17:30 e 31.
246. “Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder”. I Cor. 6:14.
247. “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele… e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais”. Efésios 1:17, 19 e 20.
248. “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, com respeito a seu Filho, o qual segundo a carne, veio da descendência de Davi, e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor, por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios, de cujo número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo”. Rom. 1:1 a 6.
249. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos, e juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Efésios 2:4 a 10.
250. Porque João escreveu no Apocalipse: “Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro; e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina”. Apoc. 21:9 a 11.

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O próprio Jesus refuta a trindade
Se a grande maioria dos cristãos, por herança recebida do catolicismo quando ainda estava em formação, dizem que Deus é composto de três pessoas, então, dada a importância dessa informação e considerando que há quem afirme que a trindade é um ensino claro nas Escrituras e doutrina fundamental da fé cristã era de se esperar, por consequência, que houvesse citações afirmando que Deus é também três ao invés de apenas um. Aliás, se Deus é UM e TRÊS, os versículos listados abaixo seriam um bom momento para se dizer isso, mas que tal perguntarmos à Bíblia: Quantos Deus “é”?

Dt. 6.4 “Ouve, Israel, Yahweh nosso Deus, Yahweh é UM”.

II Sm. 7.22 “Portanto, grandioso és, ó Yahweh Deus, porque não há semelhante a ti, e não há outro Deus senão TU SÓ…”

Zc. 14.9 “E Yahweh será rei sobre toda a terra; naquele dia UM será Yahweh, e UM será o seu nome.”

Mt. 23: 9 “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque UM SÓ é o vosso Pai, o qual está nos céus.”

Mc. 12:32 “E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há UM SÓ Deus, e que não há outro além dele;”

Jo. 17.3 Orando ao Pai, Jesus disse: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o ÚNICO Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.”

Rm. 3.30 “Visto que Deus é UM SÓ, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão”

Rm. 16.27 “ao ÚNICO Deus sábio seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.”

I Co. 8. 4 “Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão UM SÓ.”

I Co. 8.6 “Todavia para nós há UM SÓ Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.”

Gl 3.20 “Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é UM.”

Ef. 4.6 “UM SÓ Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.”

I Tm. 1.17 “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao ÚNICO Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.”

I Tm 2.5 “Porque há UM SÓ Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.”

Tg. 2.19 “Tu crês que há UM SÓ Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem.”

Jd 1.25 “ao ÚNICO Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém.”

Quando você debate com um trinitariano, você pede que ele mostre apenas um versículo, não interpretação, mas apenas um versículo que diga que Deus é três e eles não apresenta Um sequer, porque não existe na bíblia. Em contrapartida nós temos a bíblia inteira que diz que Deus é UM. Por que desconsideram descaradamente a bíblia e preferem a tradição a escritura?

Querido leitor você viu algum versículo ou tem conhecimento na sua vida cristã de alguém que tenha encontrado na Bíblia um versículo que diga que Deus seja três, triúno, três pessoas, três entes, três seres, três divinos, três espíritos, três substâncias, três hipóstases, três essências, três modos, três atributos, três agentes ou em qualquer sentido uma tríade? Isto simplesmente e incrivelmente, considerando a quantidade de pessoas que usam alguma dessas expressões, não é ensinado na Bíblia. Agostinho passou aproximadamente 16 anos (a quem diga 20 anos) de sua vida, do ano 400 ao 416 d.C, pesquisando e escrevendo sobre a trindade, e, mesmo após o término de sua obra, que passou a ser conhecida com “De Trindade” ou “A Trindade”, manteve nela registrado: “Todavia, na Escritura não encontramos também qualquer referência a três pessoas.”1

Aqui não temos dedução, mas constatação de fato e, como se pode constatar, lemos não uma vez, mas várias, a identificação de Deus como “UM”, “ÚNICO” e “UM SÓ”! Portanto, por que tentar colocar dentro da Bíblia uma doutrina que não está nela? Por que dizer que Deus é algo que a Bíblia não diz que Ele seja?
1 Agostinho in A trindade, Paulus Editora, 2ª Edição – 1994, pág. 248 – Não satisfeito com essa conclusão, visto ser um defensor da teologia trinitária, Agostinho propôs uma arranjo para resolver o problema e alegou que “…será lícito dizer três pessoas pela necessidade de expressão e de discussão, não porque a Escritura diz, mas porque não contradiz a Escritura…” (pág. 249). Não contradiz? Agostinho embora cite Dt. 6.4 em sua obra, parece ignorar o seu significado.

Filho de Deus, não “Deus Filho”

São mais de 40 ocorrências da expressão “Filho de Deus” no texto do Novo Testamento, mas “Deus Filho” ou mesmo “Deus, o Filho” não há uma sequer.

Alguns interpretam que a expressão “Filho de Deus” é uma prova, por si só, de que Jesus é Deus, mas é justamente por essa expressão que vemos que ele não é. Ele é Filho! Para alguns “Filho de Deus” = “Deus”. Como a contextualização bíblica é quase sempre ignorada por quem acha que “Filho de Deus” signifique “Deus” ou “Deus Filho”, deveríamos meditar no seguinte: Se a expressão “Filho de Deus” atribuísse automaticamente igualdade com a Deidade seria extremamente estranho um homem, judeu, ao ser apresentado a um Rabino que o notou debaixo de uma figueira já, de imediato, lhe dissesse: “você é o Deus Eterno, Supremo Soberano do Universo”. Pois bem, se as expressões fossem equivalentes isso teria acontecido com Natanael, pois ele disse em João 1:49: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel”. Mas, será realmente que funcionava desse jeito, ou seja, todos aqueles que estavam iniciando sua caminhada junto ao Mestre, um jovem rabino, filho de um carpinteiro conhecido da pequena cidade de Nazaré, que estava começando a se tornar popular, já, de cara, o consideravam Deus? Aquele mesmo Deus que libertou Israel e fez grandes prodígios na antiguidade, Egito, Babilônia, Assíria, Canaã e etc.? Ou devemos reler as palavras de Natanael, este mesmo Natanael que teve Jesus anunciado por Felipe nos seguintes termos: “Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.” (Jo. 1.45). Ora, onde Moisés falou de Deus feito carne? Não terá falado Moisés de um Profeta semelhante a ele? Não terão falado os profetas de um Messias? E o próprio Felipe por acaso não o identificou como filho de José? Será que é razoável afirmar que Natanael guinou da informação dita a ele minutos antes de que estava ali próximo um dos filhos de José e Maria e passou a achar que era o próprio Deus em carne e ossos ali diante dele? Relembremos as três coisas ditas por Natanael: “Rabi”, “Filho de Deus” e “rei de Israel”. Apenas isso!

João Batista, em Jo. 1.34, disse : “Eu mesmo vi e já vos dei testemunho de que este é o Filho de Deus”. O profeta às margens do Jordão disse em alto e bom tom “este é o Filho de Deus”. Meditemos, se isso fosse atribuição de deidade, significaria dizer que o Batista estava chamando Jesus, aquele homem que todos podiam ver, de “o Deus Eterno de Israel”, Aquele Deus, habitante dos céus, a quem conheciam como imortal e invisível. Será que essa era a intenção de João, e será que era essa a compreensão dos primeiros discípulos? Será que os judeus entenderiam essa expressão exatamente assim? Será que achariam natural que Deus estivesse ali em carne e ossos na frente de todos eles? Ou percebiam essa expressão como aquela que já havia sido dita por Deus em outras ocasiões, entre Deus e aquele a quem ele chama de filho, sem qualquer atribuição de deidade, como por exemplo, Israel, Ex. 4.22 “Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito” ou até mesmo e muito mais evidentemente com uma conotação messiânica conforme se afirma na passagem profética encontrada em II Sm. 7.14 “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho…” quando fala acerca de Salomão. Se devêssemos entender a afirmação de João e Natanael da forma como querem os trinitários era de se esperar em cumprimento da Lei mosaica, um levante geral do povo para que todos fossem mortos ali mesmo. Certamente essa é uma ideia descontextualizada da realidade bíblica! É a visão dos dias atuais apontando para o passado e não do passado para os dias atuais, onde se deve seguir uma sequência e considerar a história de Israel. Até porque eles esperavam o Messias, o que viria para remir Israel da mão de seus inimigos, da descendência de Davi para se assentar em seu trono. Não podemos supor que eles esperassem uma “encarnação de Deus” que iria sair do trono da majestade celeste para reinar em Israel, mas o Filho de Davi. Essa ideia de “Deus encarnado” não era e nem é a promessa contida nas Escrituras.

Sem a malícia dos judeus, Marta reconhece a Jesus como Filho de Deus, mas para ela isso não significou que Ele fosse o próprio Deus ou o “Deus Filho”, pelo contrário ela já em Jo. 11.22 havia dito “Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.” ou seja, ela não o via como sendo o próprio Deus, mas alguém a quem Deus não negaria um pedido; o Filho de Deus. Ela testemunhou em Jo. 11.27 “Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. 28 E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está cá, e chama-te.” Perceba que ela disse: “O Mestre está cá”, ora se Filho de Deus fosse sinônimo de Deus Filho, era de se esperar depois dessa “brilhante” e “assombrosa” revelação, que ela dissesse para sua irmã “Deus está cá, e chama-te”, não o fez porque não procurava incriminar Jesus para o crucificar como pretendiam os judeus. Todos o que estavam ali viram Nosso Senhor Jesus Cristo orar a Deus, seu Pai. Se a expressão “Filho de Deus” fosse sinônimo de “Deus Filho” teríamos ali uma situação esdrúxula, pois todos os judeus ali presente estariam estranhamente considerado normal e possível Deus na terra em carne e ossos rogando a Deus no céu à realização de um milagre.

Também o Sumo Sacerdote depois de os judeus conseguirem prender Jesus, pergunta ao Senhor: “Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus”. Vemos aqui que a expressão “Filho de Deus”, no sentido messiânico, associa-se com a palavra “Cristo”. O Sacerdote insistia com Jesus para que ele dissesse pelo Deus vivo se era o Cristo, Filho de Deus. Para o Sumo Sacerdote a expressão “Filho de Deus” não o identificava como o “Deus vivo”, mas como o “Cristo”. Ora, a pergunta do sacerdote não tem sentido equivaler a: “Conjuro-te pelo Deus vivo que me digas se és Deus”(?). A esperança da vinda do Filho de Deus sem que Filho significasse o próprio Deus estava na mente dos judeus da época, como se confirma nas palavras de Marta, em Jo. 11.27; nas palavras de João, o evangelista, em Jo. 20.31; e até de espíritos como os demônios em Lc. 4.41, além de outras ocorrências. Os fariseus O rejeitavam porque não viam nEle, Jesus, o cumprimento das profecias; não viam nele o Messias prometido, então, para eles, se Jesus se auto afirmava “o Cristo”, era se fazer Deus, não no sentido da co-igualdade, pois o Ungido de Deus, não é o próprio Deus, arrogando para si a autoridade para se sentar no trono de Yahweh se auto-proclamando Cristo, algo que somente Deus o poderia designar. Esse entendimento dos judeus é retratado em Jo. 19.7 falando acerca do fato de Jesus afirmar ser Filho de Deus diziam: “… deve morrer, porque se fez Filho de Deus.” Se os fariseus cressem nas Escrituras de forma correta creriam em Jesus e não o acusariam, pois perceberiam que Deus o havia enviado, mas porque não o criam, entendiam que Jesus estava querendo se colocar no lugar de Deus para se proclamar Cristo, daí o acusarem de blasfêmia.

O Centurião juntamente com os que estavam com ele também reconheceram em Jesus sua filiação com Deus e podemos ler isso em Mt. 27.54 “E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus”. Pela equação trinitariana, temos que “Filho de Deus” = “Deus”, isso equivale a dizer que aquelas pessoas que estavam de sentinela guardando ao Senhor no momento da crucificação teriam dito, ante a morte de Jesus, “verdadeiramente este homem era o próprio Deus”, agora perceba a paradoxalidade que a atribuição de Deidade a Jesus em virtude da expressão “Filho de Deus” causa. Se teria dito “este era Deus”, ou seja, “era” e já não é pois morreu, e isto seria admitir que Deus morre, visto ter sido isso que aquelas pessoas testemunharam; uma morte. Mas a Bíblia diz que Deus é imortal (I Tm. 6.16). Logo se verifica que a equação trinitariana é contrária ao ensino bíblico e que Filho de Deus não significa Deus, nem mesmo Deus Filho.

Somente “Deus” ocorre mais de 650 vezes no NT. A expressão “Deus Pai” aparece 11 vezes, “Deus, o Pai” ocorre 4 vezes, “Deus e Pai” ocorre 14 vezes, “Deus nosso Pai” ocorre 12 vezes, e, sem dúvida, decorre do ensino de Jesus Cristo, ao dizer: “Portanto vos orareis assim: Pai nosso…”, nessa oração Deus é apresentado como Pai de todos. E é assim que Jesus nos apresenta Deus, como Pai. Paulo confirma isto em I Ts. 3.11 “Ora, o próprio Deus e Pai nosso e o nosso Senhor Jesus”. Quando o escritor sagrado pretendia mostrar o grau de identificação que ele tinha com Deus usava “Deus Pai”. “Deus Pai” e termos assemelhados denotam, portanto, relação de intimidade entre Deus e seus servos, agora, filhos através de Jesus Cristo. Ficam ausentes ou melhor inexistentes, dentro de toda a Bíblia, expressões como “Deus Filho”, “Deus e Filho”, “Deus, o Filho”, “Deus nosso, o Filho”, assim como “Deus Espírito Santo”, “Deus e Espírito Santo”, “Deus, o Espírito Santo” e “Deus nosso, o Espírito Santo”, isto por si só já deveria nos dizer alguma coisa, de modo que, focando os usos de “Deus Pai” na Bíblia, não parece ser natural deduzir “Deus Filho” ou “Deus Espírito Santo” a partir daquela expressão, pois não é esse tipo de Deus que a Bíblia pretende mostrar, mas quem Deus é para nós. J. N. D. Kelly falando acerca dos primeiros apologistas cristãos nos informa que “para todos eles, a descrição “Deus Pai” não indicava a primeira Pessoa da Santa Trindade, mas a Divindade única, considerada autora de tudo1 o que existe” e isso se confirma quando lemos Ml. 2.10 “Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus?…”. Ora, se o Filho é Deus e Filho de Deus, se o Espírito Santo é Deus e Espírito de Deus, então, por via de consequência o Pai é Deus e Pai de Deus (?!) Isso, claro, é mais um disparate não ensinado na Bíblia, mas seria mais uma “dedução” lógica, embora inexistente dentro da Bíblia, se considerada verdadeira a doutrina trinitariana. Tudo isso mostra que não há margem para se alegar a existência de um Deus Filho, mas apenas do Filho de Deus.

1 Jefferson Ramalho em “Jesus é Deus?”, publicado pela Editora Reflexão – 2008, à página 35 comenta a posição do bispo Alexandre que, na contra-mão dessa informação, à época da controvérsia sobre a consubstancialidade do Filho com o Pai (III séc.), acusava Ário de atribuir a Deus mutabilidade “pois se Deus só se tornara Pai a partir da existência e criação [melhor entender geração] do Filho, Deus não seria imutável, pois passara por um processo de mutabilidade a partir do instante em que se tornara Pai.” Ora, para os apologistas cristãos primitivos “Pai” é a designação do Criador e isto se vê confirmado em Introdução a Teologia Patrística de Luigi Padovese, da Edições Loyola, ao registrar, à página 61, que em busca de uma solução trinitária, a partir do III séc. “o título de ‘Pai’ deixa de qualificar a natureza ou o ser divino (Pai = Deus) ou de ter caráter metafórico (Pai de Israel) e logo se torna título de pessoa, com o significado de ‘Pai do Senhor nosso Jesus Cristo‘” estritamente. Assim, considerar o tornar-se Pai um processo de mutabilidade de Deus é considerar o tornar-se Criador também um processo de mutabilidade. Se antes não existia absolutamente nada apenas Deus, então, ELE teria se tornado criador a partir da criação, de modo análogo seria sua condição de Pai, daí se conclui que nenhuma, nem outra coisa indica mutabilidade em Deus, mas inerência de seu ser. Deus é criador antes que existisse qualquer coisa , mas as coisas só passaram a existir a partir da dado momento, assim também ele é Pai.

Quem era Jesus segundo ele mesmo?

Mt. 23.10 “um só é o vosso Mestre, que é o Cristo”

Lc. 4. 18 O Cristo “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu”

Jo. 4.26 O Cristo “Eu o sou, eu que falo contigo.”

Jo. 6.48 “Eu sou o pão da vida.”

Jo. 8.12 “Eu sou a luz do mundo;”

Jo. 8.40 “sou um homem”;

Jo. 10.9 “Eu sou a porta;”

Jo. 10.11 “Eu sou o bom Pastor”

Jo. 10.36 “Àquele a quem o Pai santificou”

Jo. 10.36 “Sou Filho de Deus”

Jo. 11.25 “Eu sou a ressurreição e a vida;”

Jo. 14.6 “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida”

Jo. 15.1 “Eu sou a videira verdadeira”

Jo. 18. 5 “Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu.”

Jo. 19.21 “ele disse: Sou o Rei dos Judeus.”

At. 9. 5 “Eu sou Jesus”

Ap. 1.17 “Eu sou o primeiro e o último;”

Leiamos atentamente o que Jesus disse em Jo. 14.1 “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede TAMBÉM em mim” mais explícito impossível, crer em Deus e também nEle. Jesus mesmo é quem se distingue de Deus e se exclui da Deidade ao dizer “em Deus e em mim”. Veja que ele não disse ali “no Pai em mim” (as hipóstases), mas “em Deus e em mim” e isso é muito significativo pois a palavra Deus, no grego está com artigo, indicando indubitavelmente ser O Deus, aquele conhecido Soberano e Eterno do Antigo Testamento, que sem dúvida é o mesmo do Novo Testamento. Esse verso é reforçado por Jo. 17.3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, E A Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.”

Você pode acrescentar outras afirmações a essa lista, mas essa última, que se segue, NÃO é palavra de Jesus em toda a Bíblia:

“Jesus disse: ‘Eu sou Deus’”? Livro ? Capítulo ? Versículo

Quem era Jesus nos relatos de João, o evangelista?

É possível admitir que dentre os escritos do Novo Testamento os relatos do evangelista São João sejam aqueles que tem alguns dos versículos mais abundantemente usados para se tentar determinar provas ao dogma trinitário. Curiosamente, embora existam umas poucas passagens, Jo. 1.1-3; 16.30; 20.28; I Jo. 5.20, que podem ser, descontextualizadamente, destacadas para referenciar uma suposta identificação de Jesus como sendo o próprio Deus; o Deus de quem Jesus mesmo, fazendo clara distinção entre ambos, o chamou de verdadeiro Deus em Jo. 17.3; João é o evangelista que mais destaca o subordinacionismo e dependência ontológicas sob a qual Cristo está em relação a Deus, seu Pai. E o fez, não somente como cronista, mas como alguém que registrou as palavras do Salvador mesmo se identificando como um ser essencialmente diferente e dependente de Deus. Isso termina por denunciar a inexistência da co-igualdade requerida por alguns teólogos entre Pai e Filho, endossando por consequência o unitarismo ensinado na Bíblia desde Adão e anulando a intenção de legitimação do dogma trinitário. (Igualdade na essência e diferença na relação, segundo Agostinho.)

Aqui traremos à baila versículos conhecidos, mas certamente serão mostrados muitos outros reveladores, desconhecidos ou preteridos por muitos doutrinadores na questão cristológica. Se verá vários desses versículos onde João, o mesmo que escreveu Jo. 1.1 e Jo. 20.28, indica que Jesus não é um consubstancial com seu Pai. Há versículos além dos listados aqui que já foram ou serão comentados em outras postagens.

Como já comentamos os primeiros versículos do capítulo um de João, seguiremos adiante e perceberemos que nos versos 16 e 18, ele é reconhecido como unigênito Filho de Deus. Se “unigênito” significa único da espécie ou único gerado, nenhuma nem outra expressão significa que ele seja Deus, pois se ele é “único da espécie”, então, Deus, o Pai, é de outra espécie já que Jesus seria único de sua espécie e se é único gerado, então, todo gerado tem um começo.

No encontro com Nicodemos, por exemplo, capítulo 3, vemos a identificação de um Mestre, vindo da parte de Deus e não o próprio Deus.

Em 3.34 Jesus afirma “Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida.”. Ora, Jesus poderia ser o próprio Deus e a Bíblia dizer isso que está dito no verso? Muito claramente vemos de forma taxativa a informação que Nosso Senhor Jesus Cristo foi “aquele que Deus enviou”, Ele jamais diz: “Eu me enviei”, e é Deus que lhe dá o Espírito sem medida.

No verso seguinte vemos a plena dependência e a fonte de poder do Filho: “O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos.” Se eles são imanentemente a mesma substância, como se alega, o Pai não precisaria entregar nada ao Filho, pois como “Deus” o Filho já teria.

Em 4.22 “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.”, aqui se considerarmos verdadeiro o conceito do “Deus Filho”, teríamos, então, uma situação meio gnóstica: Deus adorando Deus, pois se Jesus tem as duas naturezas (Deus e homem) em uma única pessoa, Ele, Jesus diz que, ele próprio, uma pessoa judia juntamente com todos os outros judeus adoram a Deus. Mas se ele é como sempre afirmou ser e foi reconhecido, o Filho de Deus, então, como judeu e Filho adorou ao Pai, assim como seus compatriotas e como nós também devemos fazer.

A mulher samaritana, testificou de Jesus Cristo e os samaritanos ouviram as palavras do Senhor, ao término da audição concluíram não que Ele era Deus, mas “verdadeiramente o Cristo, o Salvado do mundo” (4.42).

Quando o acusaram de querer “se fazer igual a Deus” por haver dito que era Filho de Deus (5.18), Ele, de pronto, refuta a acusação e já no verso imediatamente seguinte, v.19, João o Evangelista registra o esclarecimento feito pelo próprio Senhor Jesus: “Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma…”. Veja que ele usou o enfático “Na verdade, na verdade”. Se ele falou como Filho, então não falou como um simples ser humano; falou exatamente como Filho de Deus, ou seja, com aquele título designativo que alguns teólogos costumam usar para afirmar que Ele é o próprio Deus Filho, mas Ele insiste em desfazer esse mal entendido ao dizer que não, e repete em 5.30 “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma…”. Falando dEle mesmo, seja na terceira pessoa “si mesmo” (v. 19) ou na primeira pessoa “mim mesmo” (v. 30) Ele afirma não poder fazer coisa alguma.

Ao verem Jesus realizando milagres o povo não o identificava como o Deus de Israel, mas como o profeta que deveria vir Jo. 6.14 “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.” e mais uma vez se confirma no v. 69 “E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Curiosamente alguns cristãos atribuem o poder de operação de milagres de Jesus a uma possível deidade, mas esses versos provam que isso é um engando, pois os milagres era atribuído a um profeta da parte de Deus, seu Filho Jesus Cristo.

Jesus, nosso Senhor, deixa claro que a obra de Deus é crer naquele que ELE, Deus, enviou (Jo. 6.29), mais a frente no v.32 diz: “meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu” e nos versos 33 e 48 ele se identifica como o “pão de Deus”, associando sempre Deus a Pai e Pai a Deus e jamais se chamando a si mesmo Deus.

Vale a pena trazer o registro de João em 6.45 “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.”, onde muitos trintários usam para afirmar que Jesus é Deus, mas perceba que este verso diz exatamente que ele não é ao asseverar: “todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”, veja que quando alguém é ensinado pelo Pai (e a parte inicial diz que os que são “ensinados por Deus”) vai a Jesus. Assim, o verso não está chamado, em hipótese algum Jesus de Deus, mas aqueles que são ensinados por Deus, o Pai, vão a Ele (Jesus).

Jesus vive pelo Pai. Jo. 6.57.

Em 6.69 vemos Pedro confirmando aquilo que todos os de bom coração reconheciam em Jesus: “o Cristo, o Filho do Deus vivente“.

Leiamos com atenção o registro de João em 7.17 quando Jesus fala de doutrina que ensinava: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo.” O Nosso Senhor Jesus Cristo ao falar de Deus mostra não ser ele próprio Deus e contrasta de forma inconfundível a distinção entre os dois. Pois Ele alega que se falasse de si mesmo, ou seja, suas próprias palavras, não seria Deus falando. Ora, não alegam, por ventura, que Nosso Senhor Jesus é o “Deus-Filho” ou “Deus em forma humana”, como, pois não falaria de si mesmo, se ele fosse o que os trinitarianos dizem que ele é? E, como alegaria ele que a doutrina é provinda de Deus e não dele mesmo, se ele fosse o que os trinitarianos dizem que ele é? Como podem esses ensinadores desdizerem Jesus e afirmar que Ele seja aquilo que Ele não disse ser?

Também é oportuno atentar para o registro que João faz das palavra de Jesus em 7.29 depois de dizer que havia sido enviado por Deus, o Pai, Ele diz: “Mas eu conheço-o, porque dele sou e ele me enviou.” Jesus diz claramente “sou dele” mas nunca diz “sou ele”. Ele pertence a alguém maior que ele, e este é Aquele que o enviou.

João registra em 7.40 que a multidão não o concebia como Deus encarnado, pelo contrário o viam com um mensageiro de Deus aos homens: “Então muitos da multidão, ouvindo esta palavra, diziam: Verdadeiramente este é o Profeta.”

Jesus diz em Jo. 8.28 “… e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou.” Como poderia Jesus ser um consubstancial ou um co-igual com Deus, seu Pai, como reivindicam alguns e precisar aprender alguma coisa? Nele não estariam unidas na mesma pessoa as duas naturezas? Tomar a forma de servo será que significa desaprender, esquecer e etc… A Bíblia ensina isso? Jesus teria se esquecido das coisas celestiais e desaprendido tudo? Aqui é oportuno destacar que Ele, Jesus, tanto pode ter aprendido o que fazer na terra aquilo que o seu Pai desejou, quanto depois da encarnação. Seja como for temos poucas opções: Se Ele era Deus teria perdido a consciência e precisou reaprender tudo o que falar e o que fazer; ou se, de fato, não era Deus, então, foi ensinado por ELE, que é justamente o que a Bíblia diz!

Perceba a declaração de Jesus registrada por João em 8.42 “… pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.” Suponhamos que Jesus seja o próprio Deus. Uma hipóstase participante da Deidade. Admitamos Ele como sendo Deus na eternidade pretérita; uma única substância conjuntamente com o seu Pai, um único Elohim. Agora façamos uma releitura do versículo e meditemos: Ele disse: “… vim de Deus“; mas, como assim (?), se ele já era Deus na Eternidade? Por que falar de Deus como se fosse outra pessoa se Ele fosse o próprio? “Não vim de mim mesmo”, mas como assim (?), se Ele já era o próprio Deus na Eternidade, porque não viria de si mesmo? Se Ele é Deus e Deus é Ele como poderia não vir de si mesmo? Mesmo considerando o esvaziamento (knosis) sugerido em Fl. 2.6, Ele, se fosse Deus, teria vindo de si mesmo, pois o esvaziamento seria apenas a segunda parte do processo de vinda ou auto-envio; a primeira teria sido a decisão de vir. O plano da salvação antes de entrar em execução já existia. Atente que esse versículo é uma declaração do próprio Jesus de que ele não é Deus. Ao dizer que não veio de si mesmo, mas de Deus que o enviou, Ele se exclui da Deidade. Assim, não há como alegar consubstancialidade ou co-igualdade se Ele mesmo afirma categoricamente ter vindo de Deus e não dEle mesmo. Destaque-se que o verso 42 é ratificação do verso 40 que diz: “Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido;…” Como se pode perceber ao invés de se identificar como sendo Deus como prefeririam os trinitários, Jesus se identifica como o homem que disse a verdade ouvida da parte de Deus.

Jo. 11.22 “Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.” Marta confessa ver em Jesus alguém que teria suas orações ouvidas por Deus, mais a frente, ela o reconhece como “o Cristo, o Filho de Deus” (v.27) e no verso 41, todos o viram orar. Certamente nenhum deles iriam supor, e nem a Bíblia o diz, que Deus na terra (já que se afirma que ele é 100% Deus) estivesse orando a Deus no céu.

João também registra a profecia de Caifás, Sumo-sacerdote naquele tempo quando disse que convinha “que um homem morra pelo povo, e que não pereça a nação” (Jo. 11.50-52). Após o milagre da ressurreição de Lázaro, o Sumo-sacerdote recebeu de Deus uma palavra profética, conforme alega João, não de que Jesus fosse Deus, mas um homem que morria pelo povo.

Jo. 13.10 “… mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.” É fácil encontrar nas literaturas trinitarianas que os grandes milagres que Jesus fez provam a sua deidade, mas Jesus mesmo diz diferente, ele atribui sua fonte de poder e realização ao Pai, mostrando que sua capacidade vem DELE.

Jo. 16.27 “Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes, e crestes que saí de Deus. 28 Saí do Pai, e vim ao mundo…” Expressões como essas onde Nosso Senhor Jesus Cristo afirma haver saído de Deus e não que era o próprio Deus, parecem ser inconscientemente rejeitadas por muitos cristãos de hoje, e este é apenas um dentre os muitos e muitos versículos onde Jesus se distingue de Deus quando diz que saiu de Deus e diz também “saí do Pai”. Para Jesus, e nós deveríamos crer e respeitar a crença de Nosso Salvador, Deus é o Pai dele e nosso, dele por geração e nosso por adoção. Aliás faz parte da adoção para salvação reconhecer isso: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (Jo. 17.3) Para Jesus o único Deus verdadeiro é o Pai a quem ele estava orando naquele momento, e Paulo, o apóstolo, que nos aconselhou a sermos seus imitadores como ele foi de Cristo, confirma que Deus é um só e esse “um só”, não dois ou três, é unicamente o Pai, I Co.8.6 “Todavia para nós há um só Deus, o Pai”.

Jo. 17.3, o bem conhecido verso “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. Claramente João registra a oração de Jesus, onde Ele diz que o Pai é o único Deus verdadeiro e, Ele Jesus é o seu enviado. A Bíblia diz que o Filho foi enviado pelo Deus verdadeiro e não que o Deus verdadeiro enviou o Deus verdadeiro.

Outro versículo clássico que mostra de forma muito clara que Jesus não é o próprio Deus é Jo. 20.17 “… mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” Aqui ele se revela IRMÃO e não “Deus” de seus discípulos e apóstolos, e, mais ainda que o Pai e Deus de seus seguidores era também Pai e Deus dEle. Será que não devemos respeitar esse ensino claro de Jesus e arrumar argumentos à moda católica romana para o deificar?

Muitos usam a expressão “meu Deus e vosso Deus” para dizer que o Pai era Deus de Jesus de forma diferente de como o Pai é nosso Deus, simplesmente porque Jesus usou “meu” e “vosso” ao invés de “nosso”. Insinuam com isso que Deus é de uma forma Deus de Jesus (porque também ele “seria” Deus) e de outra forma Deus dos discípulos por causa dessas palavras. Mas tal ideia não encontra apoio nas escrituras, pois lemos em Jl. 1.13, por exemplo, “Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei, ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus; porque a oferta de alimentos, e a libação, foram cortadas da casa de vosso Deus.”, aqui Joel usa “meu Deus” e “vosso Deus”, e, apesar dessas expressões não se pode alegar qualquer diferenciação de como o Pai é Deus de ambos (de Joel e dos judeus). Paulo também disse: “Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações;” (Fl. 1.4) Será que o Deus de Paulo não era de igual modo Deus de Filemon? Ou mesmo At. 7.37 onde lemos: “Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: O Senhor vosso Deus vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis.” Não será o Deus dos filhos de Israel, de igual modo Deus de Moisés?

Há vários outros versículos em João mesmo onde está explícita distinção não somente de filiação, mas na Deidade, Deus é Deus e Pai, o Filho é Senhor e Salvador constituído por Deus. Como se pode perceber há uns poucos versículos de João que apenas parecem defender uma suposta igualdade entre Deus e seu Filho Jesus Cristo, mas todo o restante do Evangelho de João diz exatamente o contrário. E aqueles versos devem ser contextualizados considerando o modo de escrever do evangelista.

Is. 43.11,12

Alguns reivindicam Is. 43.11,12 “Eu, eu sou o Yahweh, e fora de mim não há Salvador. 12 Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Yahweh; eu sou Deus.”, dentre outros semelhantes para afirmar que se Jesus não é Yahweh, nosso Deus, não poderia salvar a humanidade, pois o versículo diz claramente que “fora de mim (Yahweh) não há Salvador”, no entanto, essa conclusão é apressada e não considera o contexto bíblico como base para a argumentação. Primeiro porque a Bíblia diz que Yahweh é um, não dois ou três. Leia-se Dt. 6.4. Além disso as Escrituras mostram, por exemplo, Deus dando um salvador ao seu povo em II Rs. 13.5 “E Yahweh deu um salvador a Israel, e saíram de sob as mãos dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como no passado”, o verso diz muito claramente que DEUS “deu um salvador”, mas a Salvação continua provindo de Deus porque foi ele quem “deu um salvador”. Não há cabimento afirmar que o “Salvador” constituído esteja propiciando uma salvação que não tenha origem em Yahweh. Assim, se mantém intacta a afirmação de Is. 43.11 e 12, sem contundo forçar a ideia de que esse salvador dado por ele seja ele próprio.

Há várias provas bíblicas que Deus constitui o seu escolhido para ser salvador e isso se revela não somente nos dias do antigo Israel como em II Rs. 13.5, mas, também, em Jesus Cristo Salvador do mundo, sem excluir, em absoluto, a origem da salvação que é o próprio Pai, Deus:

Is. 19.20 “E servirá de sinal e de testemunho a Yahweh dos Exércitos na terra do Egito, porque a Yahweh clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará.” Mais uma vez vemos que Yahweh, pai de Nosso Senhor Jesus, enviaria um salvador, então, esse salvador traria a salvação de Deus. Ele seria constituído por Deus salvador. A origem da salvação continua a mesma, Deus. O apóstolo João testifica fato semelhante quando diz: “… o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (I Jo. 4.14)

Sl. 28.8 “Yahweh é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido.” Deus, Yahweh, é a força salvadora do seu ungido, por isso é que não há salvação fora de Yahweh, pois é ele quem provê a força da salvação que vemos em Cristo Jesus, e Nosso Senhor mesmo cita Isaías em Lc. 4.18 “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,” e é daí que decorre a afirmação contida em At. 5.31 “Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, ….”

Is. 49.6 “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te DEI para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” Esse verso também está em conformidade com At. 5.31 e mais ainda com At. 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, DADO entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Então, será que por causa de uma determinada compreensão paradigmatizada de forma incorreta do que Isaías escreveu Deus estaria impedido/proibido de constituir alguém como Salvador para levar SUA salvação aos homens? Será que esses versículos não são explícitos quanto ao fato de ELE haver constituído um Salvador para levar a sua salvação não somente a Israel, mas também aos gentios?

O Cumprimento se vê confirmado em Lc. 1.69,70 ao ser informado que Deus “… nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi seu servo. Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;” Perceba que Deus levantou uma salvação poderosa na “casa de Davi”, ou seja, pela via da sucessão humana, e não a própria Deidade vindo à terra para salvar o povo!

Lc. 2.29,30 “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação,” Muito claramente Simeão orou louvando a Deus agradecendo o fato de ter visto a Salvação dELE. Simeão orou a Deus e não a um possível “menino-Deus” em seus braços, não havia um motivador textual bíblico, cultural ou mesmo subentendido para que aquele velho homem judeu e monoteísta fizesse uma oração a um menino achando que fosse Deus, ele orou a Deus mesmo, o Pai daquela criança e via nela a concretização da salvação de Deus. A compreensão dele é clara. Deus havia cumprido sua promessa enviando a Salvação e não vindo ELE próprio.

At. 13.23 “Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel”. Todos esses versos mostram que não precisamos acreditar em uma “trindade” dentro/na Deidade para sermos salvos, pois claramente se mostra que quem levantou Jesus para Salvador foi Deus, o único que poderia fazer isso por ser o único Salvador, outro não poderia constituir qualquer salvador, pois fora dELE não há salvação.

Jesus ressuscitou a ele mesmo?

Teria Jesus ressuscitado a si próprio? Bem, alguns afirmam que sim ao lerem Jo. 10.17 “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. 18 Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.” Mas estes versos estão falando da sua possível capacidade de uma auto-ressuscitação ou querem dizer outra coisa?

A Bíblia do Peregrino, parece ter se preocupado com o sentido do verbo λαμβάνω “lambánô” (que significa também receber, tomar, recuperar) no subjuntivo λάβω “lábô”, empregado por Jesus, o qual denota: possibilidade, desejo ou propósito; ao traduzir os versos da seguinte forma: “Por isso o Pai me ama, porque dou a vida, para recuperá-la depois. 18 Ninguém a tira de mim; eu a dou voluntariamente. Tenho poder para dá-la e recuperá-la depois. Este é o encargo que recebi do Pai.” Esta parte final ainda pode ser traduzida por “Tenho autoridade para dá-la, e autoridade para, novamente, recebê-la”.

Dizer que Jesus ressuscitou a si mesmo por causa desse verso ou de Jo. 2.19 que trazendo para a primeira pessoa é compreendido como “Matai-me e em três dias eu me levantarei”, produz algumas estranhas conseqüências, pois como poderia estar morto se iria pronunciar sua própria ressurreição? Seria uma morte aparente? Se a parte “Deus” de Jesus ressuscitou sua parte “homem”, então, não se pode dizer, como defendem os trinitaristas, que “Deus se fez carne para morrer pela humanidade”, visto que Deus não morre. E, se Deus não morre, qual o espírito que dava vida a Jesus enquanto homem? Ele tinha, ou tem dois espíritos? Um que o tornava passível de morte e outro que era Deus? Se a possibilidade da morte de “Deus” decorreu do entendimento do esvaziamento dito em Fp. 2.6, dentro da visão trinitariana, então, Ele na terra não era Deus, mas apenas homem?

Bem, voltando para Jo. 10.17, percebamos que Ele tinha o poder de dar sua vida (…por que dou a minha vida), mas atente que esse poder não significava e nem queria dizer que ele iria amarrar seus próprios punhos, chicotear a si próprio, construir a coroa de espinhos e cravar-lhe a própria cabeça, e se dirigir ao destacamento romano, apresentando-se a um general, que consequentemente o levaria a Pilatos, e lá iria se autoproclamar culpado e atendendo ao pedido dos judeus, se jogar na cruz e martelar os cravos em, pelo menos três de seus membros na madeiro e solicitar ao soldado que martelasse a última mão livre. Claro que não! Esse poder era a ação de deixar acontecer aquilo que o Pai determinou e não atuar como executor de sua própria prisão e morte. Assim, Jesus deixou os eventos que o levariam à morte acontecerem não sendo Ele seu próprio carrasco conforme provado em Jo. 18.11 quando lemos: “Disse, pois, Jesus a Pedro: Mete a tua espada na bainha; não hei de beber o cálice que o Pai me deu?” e ainda Mt. 52 “Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. 53 Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?”; logo, Jesus, analogamente, estava consciente do destino de sua ressurreição ao dizer em Lc. 23.46 “… Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou.”, e, de igual modo não foi o executor de sua ressurreição como não foi da sua morte. Mas, como termos certeza disso? Basta verificarmos os versículos que tratam do assunto!

Em Atos lemos: At. 2.24 “Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela” At. 2.32 “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.” At. 3.15 “E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.” At. 4.10 “Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.” At. 5.30 “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro.” At. 10.40 “A este ressuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que se manifestasse,” At. 13.30 “Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos.” At. 13.37 “Mas aquele a quem Deus ressuscitou nenhuma corrupção viu.”

Em Romanos lemos: Rm. 4.24 “Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor”, Rm 8:11 “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” Rm 10.9 “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”

Em Coríntios temos: I Co 6.14 “Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.” I Co 15.15 “E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.” II Cor. 4. 14 “Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco.” Podemos encontrar esse mesmo testemunho em Gl. 1.1; Cl. 2.12; I Ts. 1.10; I Pe. 1.21.

O mais resistente poderia dizer que quando a Bíblia diz que Deus o ressuscitou dentre os mortos estaria falando também de Jesus, já que, no conceito trinitário, Ele é Deus, mas a Bíblia não querendo deixar dúvidas de que não somente Jesus não é Deus, como, também, não se auto-ressuscitou, claramente identifica quem operou a ressurreição. Leiamos Gl. 1.1 “Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos)”.

Deus morreu por nossos pecados!

O título dessa postagem é uma afirmação comum em meios trinitarianos, onde se defende que Deus precisaria morrer para fazer o resgate da humanidade de forma plena e eficiente. O escritor Jefferson Ramalho, por exemplo, apenas segue outros trinitaristas ao dizer: “Para que o homem pudesse ser salvo por intermédio da entrega sacrificial de Cristo, seria obrigatoriamente necessário que este fosse Deus”1

.A afirmação por si só já é digna de uma análise mais detida, pois a Bíblia afirma categoricamente que Deus não morre em I Tm. 1.17, e, a expressão “seria obrigatoriamente necessário” chega a ser apenas retórica, considerando que na Bíblia não há absolutamente nada escrito que confirme essa ideia. Além de estar registrado que Deus é imortal, as Escrituras dizem que quem morreu foi seu Filho, o Cristo, e não Deus mesmo, Rm. 5.10 “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho…” Até o Sumo-sacerdote Caifás entendia, acertadamente, que um homem e não Deus deveria morrer pelo povo quando afirmou “… convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação” (Jo. 11.50) e essas palavras do Sumo-sacerdote não foram acidentais ou de ocasião; pois o apóstolo João testifica a origem celeste da afirmação: “Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. 52 E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos.” Então, a profecia registrada nas Escrituras indica que o resgate do povo se daria pela morte de um homem e não pela “morte” de Deus. A afirmação da “morte de Deus” só justifica sua existência quando se descobre que o surgimento dessa ideia é posterior, mas muito posterior ao ensino bíblico sobre a salvação do homem. É uma frase surgida somente depois da deificação do Filho de Deus, ou seja, somente depois que elevaram Jesus ao status de seu próprio Pai é que a frase passa a fazer algum sentido de existência, embora continue sem sentido plausível se considerarmos somente a Bíblia como ponto de referência, conforme já pode ser percebido.

As profecias não apontam para a “morte de Deus”. Caifás, como já foi dito, confirmou isso quando profetizou, pois a transgressão entrou no mundo por um homem, Adão, e por outro homem, o segundo Adão, Jesus Cristo, as coisas foram corrigidas, Rm. 5.15,18 “Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos … Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida”. Assim, ainda que muitos teólogos digam que o próprio Deus tenha morrido pessoalmente, o mesmo Deus, através de seus inspirados, diz que um homem, a semente da mulher, Gn. 3.15, Jesus Cristo, Filho de Deus, foi quem morreu e ressuscitou. Jamais, em absolutamente nenhum lugar, a Bíblia diz que Deus morreu.

A afirmação que “somente Deus poderia resgatar, pela sua própria morte, a humanidade” carrega uma contradição denunciada pela Bíblia. Se se considerar Jesus como o “Deus-Homem”, os trinitarianos precisarão, forçosamente admitir, posto que as Escrituras informam que Deus é imortal, que apenas a “parte ”2 homem de Jesus teria morrido e sua “parte”3 Deus permaneceria intacta. Mas, morte e ressurreição são realidades consequentes, ou seja, a segunda não se dá sem que tenha havido a primeira. Sem morte não há ressurreição! E, a esse respeito a Bíblia nos informa em I Co. 15.14 “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.”, essa realidade testemunha que a morte de Jesus foi uma morte factual e por isso capaz de validar a nossa fé para a ressurreição futura dos crentes. Ele, de fato, morreu e Ele, de fato, ressuscitou. Mas, se Ele é Deus, e Deus não morre, então quando alguém diz que “Deus precisou morrer para salvar os homens” esta frase é uma expressão de retórica que afirma algo falso, posto que se Ele fosse Deus seria imortal, e se foi a parte homem, então não se pode afirmar que “Deus morreu por nós”.

Tal ideia trinitária ainda traz outra implicação. Em Hb. 9. 15-17 “E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?” Quem foi mediador e é o testador do Nova Aliança? Se foi o “Deus Filho”4, então, este não morreu, porque Deus é imortal, logo, não é, também, o validador do testamento. Mas, se foi o Filho de Deus, então, este sim morreu e ressuscitou validando o Novo Testamento. Perceba que reconhecer um “Deus Filho” é, na verdade, invalidar a Nova Aliança, pois se este não pode morrer, por ser Deus imortal, então, é descumprido Hb. 9.15-17, e decorre que sem a morte do testador não há validade no Novo Testamento. Daí se percebe a contradição da frase “Deus precisou morrer”, que terminaria, na verdade, por anular a salvação ao invés de confirmá-la. Mas, graças a Deus que seu Filho morreu, plena e verdadeiramente, validando o Novo Pacto e ressuscitou para nossa justificação.

1 Ramalho, Jefferson in Jesus é Deus? Editora Reflexão – 2008, pág. 121
2 Ou sua natureza humana, conforme os ensinos trinitários.
3 Ou sua natureza divina, conforme os ensino trinitário. Vale ressaltar que para um trinitário divindade é sinônimo de deidade.
4 Aqui vale relembrar que a expressão “Deus Filho” não é uma designação bíblica de Jesus Cristo. A expressão bíblica é Filho de Deus e não são sinônimas.

Mc. 2.6

Usando o mesmo argumento dos fariseus, os defensores da pluralidade de pessoas em Deus, afirmam que quando Jesus curou o paralítico perdoando os seus pecados usou de uma prerrogativa que somente a Deus compete. No entender deles Jesus estaria se revelando como sendo o próprio Deus; mas leiamos o texto atentamente, Mc. 2.5: “ E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados são os teus pecados. 6 Ora, estavam ali sentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: 7 Por que fala assim este homem? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus? 8 Mas Jesus logo percebeu em seu espírito que eles assim arrazoavam dentro de si, e perguntou-lhes: Por que arrazoais desse modo em vossos corações? 9 Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Perdoados são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito, e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados ( disse ao paralítico ), 11 a ti te digo, levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.” Percebamos que a própria Escritura nos informa que toda autoridade que Jesus tem é derivada do Pai, e ele de si mesmo nada pode fazer. Jo. 5.30 “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” Em At. 10.42 lemos ainda que: “Este nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos.”, e as mesmas pessoas que presenciaram o episódio de Mc. 2, não assimilaram o evento como uma revelação de que Jesus fosse Deus por haver feito aquilo, pelo contrário, perceberam que ele era aquele que recebera de Deus tal poder, pois na seqüência do milagre lemos a conclusão: “a multidão, vendo isto, maravilhou-se, e glorificou a Deus, que dera tal poder aos homens” (Mt. 9.8).

Mt. 9.4

Uma questão bastante interessante é vermos a afirmação de que Jesus é onisciente, assim como o Pai é, mesmo na existência Mc. 13.32.!

Os versículos usados para atribuir onisciência a Jesus, são basicamente aqueles que dizem que Nosso Senhor Jesus Cristo conhecia os corações e pensamentos, como em Mt. 9.4 “Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações?” ou Mc. 2.8 “E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?”; no entanto, tais versículos refletem o poder que Deus lhe deu, como também nós poderemos ter I Co. 12.10 “E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.” O próprio apóstolo Pedro revelou, pelo Espírito, ter essa capacidade de saber das coisas sem que nenhum ser humano o houvesse informado a respeito, em At. 5.3 “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?” Como Pedro poderia saber que Ananias havia mentido? Isso reflete, por acaso, alguma onisciência em Pedro? Certamente apenas ciência, mas não onisciência.

Voltando para Mc. 13.32 lemos “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai”. Antes de falar do Filho nesse versículo vale destacar que quando a Bíblia diz “ninguém sabe … senão só o Pai” isto não exclui apenas os anjos e Jesus, mas também o Espírito Santo acerca do qual ninguém pode alegar estar em carne, ter sido feito homem ou se esvaziado. Uma coisa é conhecer a pessoa outra é saber o que ela sabe. Mesmo conhecendo bem nossos pais, filhos, parentes e amigos, não sabemos o que exatamente eles sabem, podemos apenas conhecer algo do que sabem, mas não a totalidade de seus conhecimentos. Tanto o Espírito Santo quanto Jesus conhecem o Pai em profundidade, mas não sabem o que ELE sabe. Nosso Senhor Jesus Cristo não sabia o dia de sua volta (nem o Filho), e quando disse que não sabia é porque não sabia mesmo, pois foi Ele quem nos ensinou em Mt. 5.37: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno.” Afirmar que Jesus tenha dois centros de consciência e que ora falava por um centro, ora pelo outro é um artifício “teológico” que, buscando justificar a impossível doutrina da igualdade absoluta de Jesus, nosso Senhor, com Deus, seu Pai, terminou por transformá-lo em um indivíduo de dupla personalidade ou um dissimulado que mesmo sabendo dizia que não sabia, ou que por um critério completamente desconhecido oscilava em suas respostas, ora por um “centro de consciência”, ora por outro, como se fosse duas pessoas, ainda que a doutrina da união hipostática afirme que há duas naturezas em uma única pessoa e não duas pessoas em um único ente.

O agravante desse conceito é que precisaríamos reconhecer que não haveria comunicação entre os dois centros de consciência, pois como a informação poderia estar presente na consciência do “Deus-Cristo” e não estar disponível ao Homem-Cristo, além do mais a “detectação” por qual dos centros de consciência Jesus estaria falando fica a critério do leitor, atribuindo as falas de Nosso Senhor a uma fala “como homem” ou “como Deus” dependendo da ocasião, quando sequer esse tipo de arranjo é mencionado na Bíblia. Agostinho tenta resolver essa dificuldade trinitária alegando que “Ele [Jesus] ignora o que não quer dar a conhecer, isto é, ignorava-o para manifestá-lo aos discípulos”1, mas estranhamente ele também disse na mesma obra: “Quem considera que Deus agora se esquece e depois se lembra, ou têm outras opiniões semelhantes, está totalmente em erro…”2. O curioso é que dizer que Deus é um e único, no sentido estrito da palavra, como sempre foi ensinado, por milhares de anos pela Bíblia, agora é considerado uma heresia, mas dizer que Jesus tem dois centros de consciência e “ignora o que sabe para não dar a conhecer as coisas aos discípulos”, depois de Jesus mesmo ter dito que nosso falar deve ser “Sim, sim; não, não”, é estranhamente considerado doutrina bíblica e ortodoxia cristã por alguns. As Escrituras dão provas que Jesus tinha apenas uma e plena consciência de quem era e o que fazia aqui na terra, e a usava sem qualquer perda de memória, polarização ou oscilação, também mantinha plena lembrança do seu período pré-encarnação. Em Jo. 6.62, por exemplo, lemos “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?” e, ainda Jo. 17.5 “Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.” Há quem reivindique Jo. 16.30 “Agora conhecemos que sabes todas as coisas..”, como prova da onisciência de Jesus, mas aqui seria trocar as palavras dEle, Jesus, que disse: “Eu não sei a data” Mt. 24.36, pelas dos discípulos que disseram “sabes todas as coisas”. Mas, há contradição? Claro que não! Basta ler o contexto de Jo. 16 para perceber que os discípulos, ao dizer “sabes tudo” estavam se referindo as perguntas feitas a Cristo e que Ele as haviam respondido todas, de modo que concluíram “não necessitas de que alguém te interrogue. A própria Bíblia diz que: “E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo” ( I Jo. 2.20). Seríamos nós também oniscientes? ” Ora, se ao termos a unção pode-se dizer que sabemos tudo, muito mais Aquele que foi ungido seu Pai. Além do mais não podemos ter essas palavras dos discípulos como uma avaliação cabal e plena do conhecimento de Jesus pois, para isso eles, os discípulos, precisariam saber de tudo também para poderem mensurar e dizer com propriedade, atestando, que Jesus sabia de tudo. Outro versículo também usado, nessa mesma linha, é Jo. 21.17 “Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.” Mas, nesse versículo de João os requerentes esquecem de avaliar a condição pretérita de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois se ele fosse Deus na eternidade passada, um co-igual com o seu Pai, ele saberia, consequentemente, o dia da volta antes de encarnar. Ai surgem as dificuldades: Jesus teria esquecido? Só seria onisciente eventualmente enquanto na terra? O despojamento preconizado em Fl. 2.6 significou despojamento também de mente e memória? A essas perguntas a Bíblia é claríssima:

Jo. 1.27 “Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca.”

Jo. 3.12 “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” (lembrava das coisas celestiais)

Jo. 8.28 “… e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou.” (lembrava do ensino do Pai)

Jo. 6.62 “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?” (lembrava de sua antiga posição)

Jo. 12.49 “Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar.” (lembrava dos mandamentos do Pai sobre o que falar)

Jo. 17.5 “Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.” (lembrava da glória que tinha, antes mesmo do mundo existir)

Jo. 18.36 “Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.” (lembrava os motivos que o fizeram vir ao mundo)

Lc. 13.43 “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste?” (lembrava das tentativas de resgate de seu povo)

O próprio profeta de Deus, João Batista, testifica de que ele era antes dele, mesmo sendo mais velho seis meses. Jo. 1.30 “Este é aquele do qual eu disse: Após mm vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.”

A Bíblia em absolutamente lugar algum diz que Jesus Cristo, Nosso Senhor, tenha esquecido as coisas de sua vida pré-encarnação. Nada se fala de um apagar da mente do Salvador. De um despojar das lembranças. Pelo contrário, não com poucas ocorrências, mostra-se que ele tinha plena consciência das coisas passadas. Muitos insistem em dizer que Jesus estava em sua condição humana, mas como vimos a condição humana não apagou as lembranças do passado celestial. Pois bem, se ele não esqueceu absolutamente nada de sua vida passada com o Pai, antes de o mundo existir, e testemunha isto diante de todos, isso significa que ele não sabia, de fato, o dia de sua volta, mesmo antes de encarnar e continuou sem saber na terra. É uma conclusão inevitável que decorre dos versos que falam de sua memória pretérita. E, se ele não sabia e continuou não sabendo na terra, pois não esqueceu nada do passado, mostra que falta nele um dos atributos de seu Pai, Deus: A onisciência.

Se alguém alegar a condição terrena de Jesus para o seu desconhecimento de sua vinda, então, também não poderá reivindicar onisciência que costumam alegar como acontece com o uso que fazem, por exemplo, de Lc. 10.22 “Tudo por meu Pai me foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”, primeiro porque aqui está dito “Tudo por meu Pai me foi entregue” e segundo porque esse conhecimento entregue ao Filho pelo Pai é partilhado com quem o Filho quiser revelar, implicando dessa forma na percepção de que conhecer o indivíduo é conhecer o seu caráter, suas características e coisas do gênero e não força a conclusão de que isso signifique saber o que ele sabe, doutra sorte “aquele a quem o Filho o quiser revelar” saberia tanto quando o Pai e o Filho sabem e essa conclusão não é plausível dentro da Bíblia, muito mais quando lemos em Jo. 12. 49 “Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar”. Ora, uma mente onisciente entre o Pai e o Filho implicaria dizer que nada é oculto ao Filho, mas não é isso que o próprio Filho testifica nesse verso. Está claro que ele recebeu do Pai . A Bíblia não querendo deixar dúvida da limitação e dependência de Jesus, além de todos os versículos já mostrados, o apresenta recebendo revelação da parte de Deus, mesmo em sua condição de glorificado, para poder comunicar aos seus servos as coisas que estariam por acontecer em Ap. 1.1 “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer…”

Assim, nenhuma resposta satisfatória ou ao menos plausível foi dada, até hoje, à passagem de Mc. 13.32: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.”, pois se Ele, Jesus Nosso Senhor, era onisciente por versículos como Mt. 9.4 e Mc. 2.8 porque, então, Ele mesmo diz não saber o dia de sua volta? É possível a um onisciente, assim defendido como tal com base naqueles versículos, não saber alguma coisa?

1 Agostinho in A trindade, Paulus Editora, 2ª Edição – 1994, pág. 54

2 Idem, pág. 24

Mt. 28.18

A onipotência de Jesus!

Curiosamente os próprio versículos que são apresentados para “atestar” a onipotência de Jesus, nosso Senhor, são justamente aqueles que mostram sua dependência de uma fonte de poder que não é ele mesmo.

Como exemplo temos a afirmação de que Jesus é inerentemente Onipotente baseados, em geral, em Mt. 28.18 “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.” ou então Mt. 11.27 “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, ….”. Mas, a primeira observação que devemos fazer aqui é acerca da expressão traduzida por “poder”, pois ao lermos “todo o poder” logo deduzimos que Jesus é todo-poderoso e, por consequência teria, então, um status, no mínimo igual ao do Pai, a quem a Bíblia chama de “Todo-Podereso”, mas “todo o poder” nesse trecho é, em grego, “πᾶσα ἐξουσία”, diferente daquela usada para dizer que Deu, o Pai, é Todo-Poderoso (παντοκράτωρ (1), como, por exemplo, em II Co. 6.18, “E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso”. Na verdade “ἐξουσία” tem conotação de autoridade, não exatamente poder e seria melhor traduzido por “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”. A tradução dessa palavra por “autoridade” é encontrada em Lc. 10.19 “Eis que vos dei autoridade (ἐξουσίαν) para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder (δύναμιν) do inimigo; e nada vos fará dano algum”. De qualquer forma perceba que em ambos os casos vemos uma fonte de “poder” (a palavra original é autoridade) da qual emana a capacidade do Filho e que não é o próprio Filho. Em um verso se diz “É-me dado todo o poder” e no outro é dito “Todas as coisas me foram entregues”. Ele é o receptáculo e não a origem do poder ou autoridade. Se ele hoje tem todo poder, esse lhe foi dado em determinado momento pelo Pai.

Assim, vemos que Filho não é inerentemente onipotente, na verdade, o verso fala de autoridade que foi traduzido por “poder” em nossas Bíblias. Todo o poder que Ele tem lhe foi dado pelo Pai. Em sua condição terrena lemos em Jo. 10.18 “Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade (ἐξουσίαν) para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.”(ARA) Após a ressurreição lemos em Mt. 28.18 “E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” E, no mundo vindouro ele se sujeitará a Deus mostrando que não é um co-igual, ou seja, não é o mesmo que Deus é, como sugere o credo atanasiano, I Co. 15: 27 “Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. 28 E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” Perceba aqui a questão que Paulo faz em distinguir e destacar que UM não lhe está sujeito, justamente aquele que todas as coisas lhe sujeitou. Como podem ser co-iguais se há UM que lhe sujeita as coisas? E se são o mesmo Deus como alegam os trinitários, por que Paulo insiste em dizer que quem lhe sujeitou as coisas não lhe está sujeito? Se na mente de Paulo os dois fossem co-iguais essa declaração não teria sentido. Em várias outras ocorrências vemos Jesus mostrar sua limitação e total dependência de Deus, seu Pai: João 5.19, 30, 36; 8.28; 14.10,11, 31. A Bíblia mostra que os milagres de Jesus decorrem da atuação de Deus na vida dele “Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (At. 2.22)

1 Exsitem sete ocorrências da palavra παντοκράτωρ (pantokratôr) no N.T além da citada encontramos outras seis em Apocalipse: 1.8, 4.8, 11.17, 15.13, 16.7, 19.6, 21.22
COMMA JOANINA

1 João 5,7
Entre as críticas levantadas contra Erasmo, uma das mais sérias, foi a acusação de que no seu texto, em I João 5:7-8, não apareciam as palavras: “no céu, o Pai, a Palavra e o Espírito Santo, e estes três são um; e há três que testemunham na terra”. Erasmo replicou que não encontrara estas palavras em nenhum manuscrito antigo e descuidadamente fez a afirmação que inseriria a “Comma Joanina”, do latim Comma Johanneum, como é chamada nas edições futuras, se um único manuscrito grego fosse encontrado, anterior ao século XII, que contivesse a passagem. Este manuscrito lhe foi mostrado, e Erasmo, cumprindo a promessa, colocou a passagem na terceira edição de 1522, porém, em longa nota marginal indica suas suspeitas de que o manuscrito fora preparado para confundi-lo. Segundo Bruce em “The Text of the New Testament”, página 101, este manuscrito foi falsamente preparado lá por 1520 por um monge franciscano, que tomara estas palavras da Vulgata Latina.
A Crítica Textual esclarece que dos milhares de manuscritos gregos, somente três contêm esta passagem espúria, sendo eles posteriores ao século XII. A Comma Joanina, provavelmente teve a sua origem num comentário exegético, escrito na margem e transcrito para o texto de manuscritos da Vulgata Latina antes do ano 800 A.D. Em vista de sua inclusão na Vulgata Clementina de 1592, o Santo Ofício em Roma (1897) fez um pronunciamento, aprovado pelo Papa Leão XIII, dizendo que não é seguro negar que estas palavras não sejam de João.

fonte original e fontes de pesquisa: jesus historico a noticia gospel

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10 Razões Porque o Sábado Não é Apenas Para Judeus

1) Adão e Eva não eram judeus. “Elohim abençoou o sétimo dia e o santificou” (Gênesis 2:3) antes do pecado ter entrado. “Santificado” significa “ser separado para uso santo”. Os únicos no Jardim do Éden, para quem o sábado foi “separado” foram Adão e Eva, que não eram judeus.

2) “O sábado foi estabelecido por causa do homem” (Marcos 2:27). Yahshua disse isso. Ele foi “estabelecido” no Jardim do Éden antes de ter sido escrito nas tábuas de pedra no Monte Sinai. O sábado foi “feito” para o “homem”, e não apenas para os judeus.

3) Os outros nove mandamentos não são “apenas para judeus”. Elohim escreveu “Dez Mandamentos” em pedra, e não apenas nove (Veja Deut. 4:12, 13; Ex. 20). Será que “Não cometerás adultério”, “Não matarás”, “Não roubarás” e “Não levantarás falso testemunho” só se aplica aos judeus?

4) “O sétimo dia é o sábado do Yahweh teu Elohim” (Êxodo 20:10). Deus chama o sábado, “meu dia santo” (Isaías 58:13). A Bíblia nunca o chama de “sábado dos judeus”, pois não é deles mas de Elohim.

5) O mandamento do sábado é para o “estrangeiro” também. O quarto mandamento diz que o próprio “estrangeiro” deve descansar no sábado (Êxodo 20:10). “Estrangeiros” são os não-judeus, ou gentios. Assim, o sábado se aplica a eles também. Leia também Isaías 56:6.

6) Isaías disse que os gentios deviam guardar o sábado. “E aos estrangeiros, que se unirem ao Adonai, para o servirem, e para amarem o nome do Yahweh, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu pacto, sim, a esses os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:6-7). Assim, o sábado é também para os gentios e para “todas as pessoas” não somente para os judeus.

7) “Toda a humanidade” irá guardar o sábado na Nova Terra. Na “nova terra … de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz Yahweh” (Isaías 66:22-23). Aqui Elohim diz que “toda a carne” guardará o sábado na “nova terra”. Se este for o caso – e o é – não devemos começar a fazê-lo desde agora?

8) Os gentios guardaram o sábado no livro de Atos. “Os gentios rogaram que estas palavras fossem pregadas a eles no sábado seguinte … Paulo e Barnabé … os persuadiam a perseverar na graça de Yahweh” (Atos 13:42-43 – King James). Aqui os gentios salvos pela graça guardaram o sábado (ver também o versículo 44).

9) “A lei [dos Dez Mandamentos] é para “todo o mundo”, não só para os judeus. Paulo escreveu estas palavras. Leia Romanos 2:17-23; 3:19, 23.

10) Lucas era um gentio que guardava o sábado. Lucas foi o único gentio que escreveu livros do Novo Testamento (ele escreveu O Evangelho Segundo São Lucas e os Atos dos Apóstolos). Lucas viajou com Paulo e escreveu: “No sábado, saímos da cidade para junto do rio, pois pensávamos que ali devia haver um lugar de oração” (Atos 16:13). Era o sábado do sétimo dia, o memorial da criação (cf. Ex. 20:11). Tanto Lucas como Paulo sabiam disso.

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