FALSOS ARGUMENTOS CRISTÃOS
“FALSOS ARGUMENTOS CRISTÃOS”
Tem-se havido um grande esforço para ressaltar que a Torá é eterna e deve ser cumprida, contudo, o Cristianismo se vale de vários argumentos para defender a absurda tese de que “a Lei foi revogada”. As principais alegações tomam por base os textos bíblicos em que aparecem as expressões “obras da lei” e “debaixo da lei”, o que já foi estudado em momento anterior. Agora, serão perscrutadas outras teses cristãs acerca da suposta “extinção da Lei”.
1ª Falsa Tese cristã: Paulo aboliu a Lei ao afirmar que esta chegou ao fim com Cristo
“Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:4, Almeida Corrigida e Revisada Fiel).
O vocábulo “fim” não tem o sentido de “término, extinção”, mas sim de “finalidade, objetivo”. E esta conclusão se extrai ao se analisar os textos em grego e em aramaico de Rm 10:4, respectivamente:
τελος γαρ νομου χριστος εις δικαιοσυνην παντι τω πιστευοντι
ָסֵכה ֵגיר דּנָמוָּסא מִשיָחא הוּ לכִאנוָּתא לֻכל ַדּמַהיֵמן
Em grego foi usada a palavra telos (τελος) e em aramaico sake (ָסֵכה), sendo que ambas denotam finalidade, objetivo.
Então, em Rm 10: 4, Sha’ul quer dizer que o objetivo da Torá é nos levar ao Mashiach, e não que a Torá foi abolida por Yeshua.
2ª Falsa Tese cristã: a Lei traz maldição
“Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gálatas 3:10, Almeida Corrigida e Revisada Fiel)
Já vimos (no estudo UMA IMPORTANTE EXPLICAÇÃO SOBRE DUAS EXPRESSÕES: “OBRAS DA LEI” E “DEBAIXO DA LEI” link.https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1044507965600964&id=908236062561489&substory_index=0 ) que o termo “obras da lei” não significa Torá (Lei), mas sim legalismo.
Então, Sha’ul afirmou que os que seguem o legalismo estão debaixo de maldição.
Por outro lado, quem cumpre a Torá será abençoado (Dt 28:1-4 e Rm 7:12) e quem a descumpre, amaldiçoado (Dt 28:15-68 e parte final de Gl 3:10).
Por conseguinte, a Torá não traz maldição, esta é lançada apenas para os legalistas e desobedientes, e nunca para os fiéis.
3ª Falsa Tese cristã: a Lei foi abolida por Cristo na cruz
“Porque ele [Yeshua] é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz.” (Efésios 2:14-15, Almeida Corrigida e Revisada Fiel).
Este texto traduzido por João Ferreira de Almeida parece indicar que Yeshua aboliu a Lei (“na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos”).
Todavia, como compatibilizar esta tradução com a passagem em que Yeshua disse que não veio para abolir a Lei (Mt 5:17) e com o ensino de Sha’ul no sentido de que a Lei continua válida (Rm 3:31)?
Estaria Sha’ul falando uma coisa (Rm 3:31) e logo depois desdizendo (Ef 2:14-15)?
Como resolver esta contradição de versículos?
Será que Sha’ul sofria de esquizofrenia ou bipolaridade como alguns ousam dizer???? DE MANEIRA NENHUMA!!!!
Resposta: a tradução de João Ferreira de Almeida de Ef 2:14-15 não expressa a real mensagem de Sha’ul.
Se consultarmos a versão Peshitta em aramaico, língua falada amplamente no primeiro século em Israel, inclusive por Yeshua, enxergaremos claramente o sentido da redação:
הוּיוּ ֵגיר ַשינַן ַהו ַדּעַבד ַתרַתיֵהין חָדא ַוש ָרא סיָָגא דָּקֵאם הָוא ַבּמַצעָתא
ובֵעלדָּבבוָּתא בֵּבסֵרה ונָמוָּסא דּפוָּקֵדא בּפוּקָדּנַוהי ַבֵּטל דַּלתַריהוּן נֵב ֵרא
ַבּקנוֵּמה לַחד ַבּרנָָשא ַחדָתא ַועַבד ַשינָא
TRADUÇÃO DE EF 2:14-15:
“Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; derrubando o muro que estava no meio. E em sua carne a inimizade, e a tradição [A palavra “namusa” pode assumir o sentido de tradição ou costume, tal como é usada em At 28:17. Ao comentar Ef 2:15, o aramaicista Andrew Gabriel Roth explica que namusa se refere a “costumes” adotados pelas tradições dos fariseus, e não a Torá (Aramaic English New Testament, 4ª edição, página 580, nota de rodapé nº 22).] de preceitos em seus mandamentos foram abolidos, para em si mesmo poder fazer dos dois um novo homem, estabelecendo a paz.”
O texto quer dizer que Yeshua aboliu a tradição de preceitos (regras criadas pelos homens) por meio de seus mandamentos.
Com efeito, existem regras que não foram ditadas pelo ETERNO, mas terminaram sendo determinadas por rabinos como se tivessem a mesma força dos mandamentos bíblicos, tratando-se de verdadeiro acréscimo humano às Escrituras.
Ora, ninguém tem o poder de acrescer nada à Tora (Dt 4:2 e Dt 13:1 ou Dt 12:32), razão pela qual Yeshua anulou as tradições antibíblicas (Mc 7:8-13).
E é justamente este ponto que Sha’ul está abordando em Ef 2:14-15.
Releia a passagem traduzida do aramaico e constate que é usada a palavra “muro”.
“Muro” (ou cerca) é o mesmo vocábulo que consta da Mishná: “… construí uma cerca protegendo a Torá” (Avot 1:1).
E o que significa?
“Cerca” (ou muro) é uma lei rabínica instituída para prevenir um indivíduo de transgredir a Torá, formando-se, então, uma “cerca” envolta do mandamento para evitar a sua transgressão.
Exemplo: o ETERNO proibiu que se transportassem cargas no shabat (Jr 17:21-22).
Os rabinos fizeram um acréscimo (cerca/muro) dizendo que, se algo cair de seu bolso durante o shabat (sábado), você não poderá abaixar-se e pegar o objeto, pois este ato seria equivalente a “transportar cargas”.
Este acréscimo rabínico, chamado de “muro” ou “cerca”, é totalmente absurdo, e por isso recebeu as críticas de Yeshua.
Forneci apenas um exemplo, mas existem literalmente milhares de “cercas” criadas pelo Judaísmo rabínico sem nenhum respaldo bíblico.
Tem-se dito, em outros momentos, que Sha’ul lutou contra o legalismo dentro da religião judaica, e este é o tema de Ef 2:14-15.
Novamente será citado este texto, traduzido do aramaico, mas agora com interpolações feitas entre colchetes:
“Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; derrubando o muro [tradições antibíblicas] que estava no meio. E em sua carne a inimizade, e a tradição de preceitos [tradições antibíblicas] em seus mandamentos foram abolidos, para em si mesmo poder fazer dos dois um novo homem, estabelecendo a paz”.
Destarte, Sha’ul não contesta a Torá (Lei), mas guerreia contra as legalistas tradições!
E mais: de acordo com a tradição legalista judaica, os gentios eram vistos como seres inferiores [Lastimavelmente, o Talmud equipara o gentio a um animal: “A relação sexual de um gentio é igual à de uma besta” (Sanhedrin 74b); “Todos os filhos dos gentios são animais” (Yebamot 98a); “Matar gentios é como matar um animal selvagem” (Sanhedrin 59a).], existindo inclusive um muro no Templo que impedia o acesso de gentios. Com o cumprimento da missão de Yeshua, esta separação antibíblica acabou, e é por isso que Sha’ul sustenta que de ambos os povos (judeus e gentios) o Mashiach fez um (Ef 2:14), já que YHWH não faz acepção de pessoas.
4ª Falsa Tese cristã: o Velho Testamento foi anulado
“14. Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido; 15. E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. 16. Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará. 17. Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (2ª Coríntios 3:14-17, Almeida Corrigida e Revisada Fiel).
Pelo texto transcrito, diz-se que Cristo aboliu o Velho Testamento.
Mais uma vez a tradução de João Ferreira de Almeida está equivocada, caso seja contrastada com os manuscritos redigidos na língua falada pelos nazarenos no primeiro século – o aramaico [As línguas faladas em Israel no primeiro século eram o hebraico e o aramaico e, com toda certeza, eram de domínio de Yeshua e dos nazarenos, conforme atestam os mais abalizados historiadores.].
Traz-se à baila a Peshitta (aramaico):
ֵאָלא ֵאתַעַורו בַּמדַּעיהוּן עַדָמא ֵגיר ליַוָמנָא ֵאַמתי דִּדיִַתקִא ַעִתיקָתא ֵמתַקריָא ִהי ָהי ַתחִפיָתא ָקיָמא עַליהוּן וָלא ֵמתַגליָא דַּבמִשיָחא הוּ ֵמתַבּטָלא
ַועַדָמא ליַוָמנָא ֵאַמתי דּ ֵמתק ֵרא מוֵּשא ַתחִפיָתא ַעל ֵלבּהוּן ַרמיָא
ֵואַמתי דּאנָש ֵמנהוּן נֵתפנֵא לָות ָמריָא ֵמשַתקָלא ֵמנֵה ַתחִפיָתא
ָמריָא ֵדּין הוּיוּ רוָּחא ַואַתר דּרוֵּחה דָּמריָא חִארוָּתא הי
TRADUÇÃO de II Co 3:14-17:
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Mas eles estão cegos em suas mentes até hoje. Quando leem a Antiga Aliança, o véu permanece sobre eles, e não percebem que através do Mashiach o véu é removido. 15. Até hoje, quando Moisés é lido, o véu permanece cobrindo seus corações. 16. Porém, sempre que alguém se volta para YHWH, o véu é removido. 17. Ora, YHWH é Ruach [Espírito], e onde está a Ruach de YHWH, aí há liberdade”.
Na passagem corretamente traduzida, o Mashiach retira o véu para que o homem consiga enxergar a verdade, e isto não tem nada que ver com a abolição da Torá.
E qual é o véu que impede o homem de entrar em comunhão com YHWH?
É o pecado, como escreveu o profeta Yeshayahu/Isaías:
“Todavia, são as suas transgressões que os separam de Elohim; seus pecados escondem-lhe o rosto de vocês” (Is 59:2). Assim, Sha’ul (Paulo) leciona que quando alguém retorna para YHWH, ou seja, abandona seus pecados, então, o véu é removido pelo Mashiach Yeshua (II Co 3:14 e 16).
Se os israelitas lerem a Torá (“Antiga Aliança” [ Aqui, “Antiga Aliança” não tem o sentido de ultrapassada, revogada, e sim de ser uma Lei datada da antiguidade. Com efeito, a Torá vigora por milênios e, assim, é considerada um documento antigo.]) com cegueira (II Co 3:14), que nada mais é do que o legalismo, o véu do pecado continuará sobre eles.
Contudo, quando há o verdadeiro arrependimento e a pessoa retorna aos braços do ETERNO, Yeshua extingue o véu do pecado, e as pessoas passam a desfrutar de um verdadeiro relacionamento com YHWH.
Outrora, o homem estava escravizado pelo pecado, agora, após ser liberto deste, pode desfrutar da presença da Ruach (Espírito) de YHWH (II Co 3:17).
Conclusão: de acordo com o texto original de II Co 3:17, Yeshua veio para abolir o véu do pecado, e não para abolir a Torá.
5ª Falsa Tese cristã: a Lei foi abolida, tanto é que ocorreu sua alteração
“Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. Porque aquele de quem estas coisas se dizem pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar, Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio.
E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote, Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível. Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque. Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade.” (Hebreus 7:12-18, Almeida Corrigida e Revisada Fiel)
Analisando o contexto da passagem transcrita (vide Hb 4:14 a Hb 7:28), o autor de Ivrim/Hebreus está afirmando que o Mashiach é kohen hagadol (sumo sacerdote) superior aos kohanim (sacerdotes) de descendência levítica.
Para justificar este raciocínio, pauta-se nos seguintes argumentos:
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a) o Mashiach é Filho de Elohim e existe na eternidade (Hb 5:5-6), enquanto os outros sacerdotes são apenas homens;
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b) Yeshua nunca pecou (Hb 4:15), e os outros sacerdotes eram pecadores;
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c) ainda que Yeshua não seja da tribo de Levi, exerce sacerdócio, porque MalkiTsedec (Melquisedeque) era sacerdote do ETERNO antes da instituição do sacerdócio levítico, e Yeshua é kohen hagadol (sumo sacerdote) à imagem de MalkiTsedec (Hb 5:5-6, 10 e 7:1-7);
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d) os sacerdotes humanos eram pecadores e ofereciam sacrifícios por si e pelo povo, Yeshua é perfeito e ofereceu a si mesmo como sacrifício para sempre (Hb 7:23- 28).
É neste contexto que o autor de Ivrim escreveu os versículos acima reproduzidos:
“mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei… Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade” (Hb 7:12 e 18).
E qual o sentido deste escrito?
Que se tornou inaplicável atualmente a regra de sacrifício de animais para a expiação de pecados, já que o sacrifício de Yeshua foi perfeito e definitivo.
Então, o que é “ab-rogado por causa de sua fraqueza e inutilidade” é o sacrifício de animais para perdão de pecados por aqueles que se voltam para Yeshua, e não a Torá.
Por sua vez, a “mudança de lei” está ligada à alteração do sacerdócio, que antes era humano (levítico) e imperfeito, e que agora pertence ao Sumo Sacerdote Yeshua HaMashiach.
6ª Falsa Tese cristã: a Antiga Aliança foi abolida
“Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda. Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei uma nova aliança,
Não segundo a aliança que fiz com seus pais No dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; Como não permaneceram naquela minha aliança, Eu para eles não atentei, diz o Senhor. Porque esta é a aliança que depois daqueles dias, Farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo; E não ensinará cada um a seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior. Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais. Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar.” (Hebreus 8:7-13, Almeida Corrigida e Revisada Fiel)
Perceba o final do texto: a Primeira Aliança ainda não acabou, mas “perto está de acabar”.
Logo, permanece vigente a Primeira Aliança, cujo fim ocorrerá com o retorno de Yeshua e a inauguração de seu reinado milenar na terra.
O próprio Mashiach disse que as palavras na Torá permaneceriam “até que os céus e a terra passem” (Mt 5:18), e é obvio que ainda não foram criados os novos céus e a nova terra (Is 65:17-19 e 66:22-24; Ap 21).
É preciso enfatizar um fato desconhecido por muitos: o ETERNO fez com Moshé (Moises) 2 (duas) Alianças, e não uma.
Indo direto ao ponto: YHWH firmou com Moshé uma Aliança no monte Sinai, chamado de Horev (Horebe), que é a Primeira Aliança, e outra Aliança no monte Mo’av (Moabe), que é a Nova Aliança (ou Aliança Renovada):
“Estas são as palavras da aliança que YHWH ordenou a Moshé [Moisés] estabelecer para o povo de Yisra’el na terra de Mo’av [Moabe], além da aliança feita com eles em Horev.” (Dt 28:69; versões cristãs: Dt 29:1).
O verso indica que fixou YHWH com Moshé uma aliança em Horev (Sinai) e outra em Mo’av (Moabe).
Este é o entendimento de Rashi, considerado um dos maiores exegetas do Judaísmo, e do rabino nazareno James Trimm:
“… além da aliança [ou seja], as maldições [que aparecem] em Levítico (26: 14-39), que foram proclamadas no [Monte] Sinai”. (Rashi sobre Dt 28:69).
“Muitos de nós têm perdido uma importante verdade. A Nova Aliança está ao longo de toda a Torá! E esta surpreendente verdade é uma chave importante para compreender os escritos de Paulo. Há de fato duas alianças na Torá e duas alianças mosaicas.” (James Trimm. Nazarene Theology, 2007, página 216).
Devem-se distinguir as duas Alianças pactuadas entre YHWH e Moshé:
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a) a Primeira Aliança, firmada no monte Horev (Sinai), cujos termos essenciais estão descritos em Shemot/Êxodo 19 a 24;
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b) a Segunda Aliança (Nova Aliança/Aliança Renovada), instituída no monte Mo’av (Moabe), cujas cláusulas se situam em Devarim/Deuteronômio 28:69 a 30:20 (versões cristãs: Dt 29 a 30) e em Yirmeyahu/Jeremias 31:30-33 (versões cristãs: Jr 31:31-34).