Jesus (judeu originalmente chamado Yeshua) é descendente de Jeconias por parte de Pai biológico sim, e o que isso tem haver?!
“Jesus (judeu originalmente chamado Yeshua) é descendente de Jeconias por parte de Pai biológico sim, e o que isso tem haver?!”
Mateus 1:11,12 diz: “E Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos na deportação para Babilônia. E, depois da deportação para a Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel gerou a Zorobabel;”
Mas o que tem haver Yeshua ser da linhagem de Jeconias?
Jeremias 22: 24-30 diz: “Vivo eu, diz o SENHOR, que ainda que Conias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo na minha mão direita, contudo dali te arrancaria. E entregar-te-ei na mão dos que buscam a tua vida, e na mão daqueles diante de quem tu temes, a saber, na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e na mão dos caldeus. E lançar-te-ei, a ti e à tua mãe que te deu à luz, para uma terra estranha, em que não nasceste, e ali morrereis. Mas à terra, para a qual eles com toda a alma desejam voltar, para lá não voltarão. [É], pois, este homem Conias um ídolo desprezado e quebrado, ou um vaso de que ninguém se agrada? Por que razão foram arremessados fora, ele e a sua geração, e arrojados para [uma] terra que não conhecem? Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do SENHOR. Assim diz o SENHOR: Escrevei [que] este homem está privado de filhos, homem [que] não prosperará nos seus dias; porque nenhum da sua geração prosperará, para se assentar no trono de Davi, e reinar ainda em Judá.”
AGORA, VEM A IMPORTANTE PERGUNTA:
Mas será que isso impede Yeshua de ser o Mashiach?
Yeshua era descendente de David (ou seja, da linhagem real) através de Salomão e de Jeconias, conforme relatado em Mateus 1: 11,12.
Yeshua também era descendente de David (ou seja, da linhagem real) através de Natã, conforme relatado em Lucas 3: 31.
HISTÓRIA ECLESIASTICA – EUSÉBIO DE CESARÉIA
[Da suposta discrepância dos evangelhos acerca da genealogia de Cristo]
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Posto que ao escrever seus evangelhos Mateus e Lucas nos transmitiram 49 genealogias diferentes acerca de Cristo, que para muitos parecem ser discrepantes, e como cada crente, por ignorância da verdade, se esforça por inventar sobre estas passagens, vamos adicionar as considerações sobre este tema que chegaram a nós e que Africanus, mencionado a pouco, recorda em carta a Aristides, acerca da concordância das genealogias nos evangelhos. Refuta as opiniões dos demais como forçadas e mentirosas, e expõe o parecer que recebeu, nestes mesmos termos:
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“Porque, efetivamente, em Israel os nomes das famílias se enumeravam segundo a natureza ou segundo a lei do LEVIRATO. Segundo a natureza, por sucessão de nascimento legítimo; segundo a lei, quando um morria sem filhos e seu irmão os engendrava para conservar seu nome (a razão é que ainda não se havia dado uma esperança clara de ressurreição, e arremedavam a prometida ressurreição futura com uma ressurreição mortal, para que se perpetuasse o nome do falecido).
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Como queira, pois, que os incluídos nesta genealogia uns se sucederam por via natural de pais a filhos, e os outros, ainda que gerados por uns, recebiam o nome de outros, de ambos os grupos se registra a memória: dos que foram gerados e dos que passaram por sê-lo.
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Deste modo, nenhum dos evangelhos engana: enumeram segundo a natureza e segundo a lei. De fato, duas famílias, que descendiam de Salomão e de Natã respectivamente, estavam mutuamente entrelaçadas por causa das ressurreições dos que haviam morrido sem filhos, das segundas núpcias e da ressurreição da descendência, de forma que é justo considerar os mesmos indivíduos em diferentes ocasiões filhos de diferentes pais, dos fictícios e dos verdadeiros, e também que ambas genealogias são estritamente verdadeiras e chegam até José por caminhos complicados, mas exatos.
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Mas para que fique claro o que foi dito, vou explicar a transposição das linhagens. Quem vai enumerando as gerações a partir de Davi e através de Salomão encontra que o terceiro antes do final é Matã, o qual gerou a Jacó, pai de José. Mas, partindo de Natã, filho de Davi, segundo Lucas, também o terceiro para o final é Melqui, pois José era filho de Heli, filho de Melqui.
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Portanto, sendo José nosso ponto de atenção, deve-se demonstrar como é que nos é apresentado como seu pai um ou outro: Jacó, que traz sua linhagem de Salomão, e Heli, que descende de Natã; e de que modo, primeiramente os dois, Jacó e Heli, são irmãos; e ainda antes, como é que os pais destes, Matã e Melqui, sendo de linhagens diferentes, aparecem como avós de José.
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Assim é que Matã e Melqui se casaram sucessivamente com a mesma mulher e tiveram filhos, filhos de uma mesma mãe, pois a lei não impedia que uma mulher sem marido – porque este a houvesse repudiado ou porque houvesse morrido – se casasse com outro.
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Pois bem, de Esta (pela tradição era assim que se chamava a mulher), Matã, o descendente de Salomão, foi o primeiro, gerando a Jacó; tendo morrido Matã, casou-se a viúva com Melqui, cuja ascendência remonta a Natã e que, sendo, como dissemos antes, da mesma tribo, era de outra família. Este teve um filho: Heli.
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E assim encontramos que, sendo de duas linhagens diferentes, Jacó e Heli são irmãos por parte de mãe. Morrendo Heli sem filhos, seu irmão Jacó casou-se com sua mulher, e dela teve um terceiro filho, José, o qual, segundo a natureza, era seu (e segundo o texto, pois por isso está escrito: Jacó gerou a José), mas, segundo a lei, era filho de Heli, já que Jacó, sendo seu irmão, suscitou-lhe descendência.
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Portanto não se tirará autoridade a sua genealogia. Ao fazer a enumeração, o evangelista Mateus diz: Jacó gerou a José; mas Lucas procede ao contrário: O qual era, segundo se cria (porque também acrescenta isso), filho de José, que era filho de Heli, filho de Melqui. Não seria possível expressar mais corretamente o nascimento segundo a lei: vai remontando um a um até Adão, que foi de Deus, e até o final omite o “gerou”, para não aplicá-lo a este tipo de paternidade.