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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Helohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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10 razões para crer na MORTALIDADE da Alma!

10 razões para crer na MORTALIDADE da Alma!

Embora eu já tenha dado neste blog mil razões para NÃO crer nesta doutrina pagã da imortalidade da alma, vou resumir dez provas a favor da mortalidade da alma, para que este assunto fique ainda mais claro e fechado em seu coração. Se alguém discordar de algum dos pontos, pode tranquilamente refutar na caixa de comentários, que eu responderei em seguida.

1º Porque o homem é uma alma, e não possui uma.

Gênesis 2:7 nos deixa claro que Deus formou o homem do pó da terra (corpo), soprou nele o fôlego da vida (espírito) e, como resultado disso, o ser humano tornou-se uma alma vivente, e não “obteve” uma. Que o “fôlego da vida” não é uma “alma imortal” implantada no ser humano, isso fica claro pelo fato de que exatamente a mesma palavra, no original hebraico ruach, que é traduzida por “espírito”, é usada tanto em relação aos seres humanos quanto a animais (Gênesis 7:15; Gênesis 7:21,22; Eclesiastes 3:19,20; Gênesis 6:17; Salmos 104:29). A Bíblia não faz sequer a menor distinção entre eles. O espírito “de toda a carne” entrou na arca de Noé, e não foram apenas seres humanos que lá entraram (Gênesis 7:15).

2º Porque há várias citações bíblicas da morte da alma.

Deus nos diz em Ezequiel 18:4 que “a alma que pecar, essa morrerá” (vs. 4, 20). Da mesma forma, Pedro nos diz que “toda alma que não ouvir a esse profeta será exterminada do meio do povo” (Atos 3:23). Balaão pediu que a sua alma morresse a morte dos justos (Números 23:10), Deus diz que a alma que profanar o sábado seria eliminada (Êxodo 31:14), e Josué, ao conquistar Jericó, “exterminou toda a alma [nephesh] que nela vivia” (Josué 10:28), e “matou a espada todas as almas [nephesh]” (Josué 10:30).

No original hebraico e grego, a alma morre (Ezequiel 18:4), perece (Mateus 10:28), é destruída (Ezequiel 22:27), não é poupada da morte (Salmos 78:50), é completamente eliminada (Êxodo 31:14), desce à cova na morte (Jó 33:22), revive na ressurreição [porque estava morta antes disso] (Apocalipse 20:4), é totalmente destruída (Josué 10:28), é derramada na morte (Isaías 53:12), é penetrada pelo fio da espada (Jeremias 4:10), é passível de sofrer decomposição [na sepultura] (Salmos 49:8,9), “repousa” na morte (Salmos 25:13), é sufocada (Jó 31:39,40), é devorada (Ezequiel 22:25), pode ser assassinada (Números 35:11) e exterminada (Atos 3:23). Então não, a alma NÃO é imortal!

3º Porque a Bíblia diz que a alma desce à cova na morte.

Eliú diz no livro de Jó: “Para apartar o homem do seu designo e livrá-lo da soberba; para livrar a sua alma da cova, e a sua vida da espada”(Jó 33:18). Como vemos, o lugar para onde a alma regressaria seria à cova (sepultura), e não para uma outra dimensão! Também continuamos lendo no mesmo capítulo: “Sua alma aproxima-se da cova, e sua vida, dos mensageiros da morte” (Jó 33:22). Novamente é relatado o fato bíblico de que o lugar para onde a alma se aproxima não é para o Céu, ou para um lugar intermediário ou para o inferno, mas para a cova. E novamente continuamos lendo:

“Ele resgatou a minha alma, impedindo-a de descer para a cova, e viverei para desfrutar a luz” (Jó 33:28). A clareza da linguagem é tão evidente que não necessita de maiores elucidações. O lugar para onde a alma iria era para a cova, não era o destino apenas do corpo! Condiz com isso a linguagem do salmista, de que, “se o Senhor não fosse em meu auxílio, já a minha alma habitaria no lugar do silêncio” (Salmos 94:17), e não de louvores e regozijos no Céu ou de gritarias e berros no inferno.

O rei Ezequias, que ganhou mais 15 anos de vida, sabia que, caso morresse, a sua alma iria para a “cova da corrupção”: “Foi para minha paz que tive eu grande amargura; tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção, porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados” (Isaías 38:17).

Por fim, o salmista afirma que a alma sofre decomposição, ao mencionar que “o resgate da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre, para que viva para sempre e não sofra decomposição” (Salmos 49:8,9). Ou seja, se a alma não fosse “resgatada” [na ressurreição], ela sofreria decomposição eterna [na cova]. Portanto, a realidade da morte, sepultamento, decomposição e ressurreição não é um processo somente do corpo, mas também da alma, pois o corpo é a alma visível. Nós NÃO temos uma alma vivente. NÓS SOMOS UMA ALMA VIVENTE!

4º Porque Deus é o único que possui a imortalidade.

Paulo deixou muito claro que Deus é “o único que possui a imortalidade” (1Timóteo 6:16). Se os seres humanos fossem detentores de uma alma imortal, então eles também possuiriam a imortalidade em seu ser. Entretanto, se Deus é o único que possui a imortalidade, então o homem não a possui, supostamente na forma de uma “alma imortal” que teria sido implantada na natureza humana. Uma análise mais cuidadosa do texto bíblico nos mostra que Deus não apenas é o único que é imortal, mas também é o único que possui a imortalidade [possuir – echôn, no grego de 1Timóteo 6.16].

5º Porque biblicamente a esperança do cristão não é a imortalidade da alma, mas a ressurreição dos mortos.

Paulo declarou no Sinédrio que a sua esperança consistia em ressuscitar dentre os mortos (Atos 23:6; 24:15; 26:6-8), e não de sua alma partir para o Céu imediatamente após a morte. Biblicamente, o processo de morte iniciado em Adão é revertido, não quando uma alma deixa o corpo e parte em direção ao Céu, mas quando seremos vivificados na segunda vinda de Cristo, através da ressurreição (1Coríntios 15:22,23), que ocorrerá no “último dia” (João 6:54; 11:24; 6:44). Como bem disse o professor Gilson Medeiros:

“Por que elas [as almas] precisam deixar o Céu, voltar para o corpo sepultado, ressuscitar e novamente retornar para o Céu? Será que é por causa deste dilema doutrinário, impossível de ser resolvido, que não se vê muita pregação sobre a ressurreição nas igrejas cristãs que creem no estado consciente dos mortos? Pergunte ao seu pastor pentecostal por que ele não prega sobre a ressurreição!” [1]

6º Porque, para os mortos, não existe vida antes da ressurreição.

Paulo deixou isso claro quando afirmou que, se não há ressurreição dos mortos, então os que dormiram em Cristo já pereceram (1Coríntios 15:18), e que a nossa esperança em Cristo se limitaria somente a esta presente vida (1Coríntios 15:19). Declarou também que, se não há ressurreição, então os que batizam pelos mortos na esperança de uma vida posterior os batizam em vão (1Coríntios 15:29), que os cristãos estariam sofrendo perigos à toa (1Coríntios 15:30), e que seria melhor comer, beber e depois morrer, pois não haveria nada depois da morte (1Coríntios 15:32). Nada disso seria verdade caso a alma fosse imortal e houvesse consciência após a morte no Céu, pois lá estaríamos felizes do mesmo jeito, com ou sem a ressurreição de meros corpos!

7º Porque só seremos revestidos de imortalidade APÓS a ressurreição.

Paulo, no mesmo capítulo 15 de 1ª Coríntios, afirmou que é necessário que “aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (vs. 53-54). Vemos, portanto, que nós não somos atualmente detentores de imortalidade na nossa natureza, mas seremos dotados dela futuramente, na ressurreição dos mortos, e somente então que a morte será tragada (vencida), e não imediatamente após a morte, com uma suposta saída da alma vencendo a morte e obtendo a vida eterna antes da ressurreição.

8º Porque a recompensa só ocorrerá na ressurreição.

O Concílio de Trento declarou que nós “somos julgados imediatamente e recebemos a nossa recompensa, para bem ou mal” (Denzinger # 983). Porém, a verdade bíblica é que só seremos recompensados com a Vida Eterna por ocasião da ressurreição. Isso fica claro quando o próprio Cristo diz que “a sua recompensa virá na ressurreição dos justos” (Lucas 14:14), e não “imediatamente após a morte”. Além disso, a promessa feita a Daniel foi que ele “descansará, e então, no final dos dias, se levantará para receber a herança que lhe cabe” (Daniel 12:13).

Portanto, é somente no fim dos dias que Daniel se levantaria dentre os mortos, e somente então ele receberia a sua herança, a Vida Eterna. Não era uma promessa imediata, de algo que ocorreria imediatamente após a morte, mas algo longe, distante, para o fim dos tempos. Ademais, vemos a mesma coisa sendo dita por Paulo: que receberia a sua “coroa da justiça” somente por ocasião da segunda vinda de Cristo, na ressurreição dos mortos (2Timóteo 4:8), e não antes da ressurreição!

9º Porque a Bíblia nos oferece uma ampla linguagem de aniquilação final.

A Bíblia nos diz que os ímpios serão eliminados (cf. Provérbios 2:22; Salmos 37:9; Salmos 37:22; Salmos 104:35; Isaías 29:18-20), destruídos (cf. 2Pedro 2:3; 2Pedro 2:12,13; Tiago 4:12; Mateus 10:28; 2Pedro 3:7; Deuteronômio 7:10; Filipenses 1:28; Romanos 9:22; Salmos 145:20; Gálatas 6:8; 1Coríntios 3:16,17; 1Tessalonicenses 5:3; 2Pedro 2:1; Salmos 145:20; Salmos 94:23; Provérbios 1:29; 1Tessalonicenses 5:3; Jó 4:9; Salmos 1:4-6; Salmos 73:17-20; Salmos 92:6,7; Salmos 94:23; Provérbios 24:21,22; Isaías 1:28; Isaías 16:4,5; Isaías 33:1; Lucas 9:25; Gálatas 6:8; 1Tessalonicenses 1:8,9), arrancados (cf. Provérbios 2:22), mortos (cf. João 8:24; Joaõ 11:28; João 6:47-51; Isaías 65:15; Romanos 6:23; Isaías 11:4; Provérbios 11:19; Salmos 34:21; Romanos 8:13; Salmos 62:3; Provérbios 15:10; Tiago 1:15; Romanos 8:13; Provérbios 19:16; Isaías 66:16; Jeremias 12:3; Romanos 1:32; Ezequiel 18:21; Ezequiel 18:23,24; Ezequiel 18:16,28; 2Coríntios 7:10; Romanos 6:16; 2Coríntios 3:6; Hebreus 6:1), exterminados (cf. Salmos 37:9; Marcos 12:5-9; Atos 3:23), executados (cf. Lucas 19:14,27), serão devorados (cf. Apocalipse 20:9; Jó 20:26-29; Isaías 29:5,6; Salmos 21:9), se farão em cinzas (cf. 2Pedro 2:6; Isaías 5:23,24; Malaquias 4:3), não terão futuro (cf. Salmos 37:38; Provérbios 24:20), perderão a vida (cf. Lucas 9:24), serão consumidos (cf. Sofonias 1:18; Lucas 17:27-29; Isaías 47:14; Salmos 21:9; Jó 20:26-29; Apocalipse 20:9; Isaías 26:11; Naum 1:10; Sl.21:9; Lc.17:27-29), perecerão (cf. Jo.10:28; Jo.3:16; Sl.37:20; Jó 4:9; Isaías 66:17; Salmos 37:20; Salmos 68:2; Salmos 73:27; Atos 13:40,41; Isaías 1:28; Isaías 41:11,12; 1Coríntios 1:18; Romanos 2:12; 2Coríntios 4:3; 2Coríntios 2:15,16; Lucas 13:2,3; Lucas 13:4,5; 2Tessalonicenses 2:10), serão despedaçados (cf. Lucas 20:17,18; Mateus 21:44; 1Samuel 2:10), virarão estrado para os pés dos justos (cf. Atos 2:34,35), desvanecerão como fumaça (cf. Salmos 37:20; Salmos 68:2; Isaías 5:24), terão um fim repentino (cf. Sofonias 1:18; Provérbios 24:21,22; Isaías 29:5,6; 1Tessalonicenses 5:3; Isaías 29:18-20; 2Pedro 2:1), serão como a palha que o vento leva (cf. Salmos 1:4-6; Isaías 5:24; Isaías 29:5,6), serão como a palha para ser pisada pelos que vencerem (cf. Malaquias 1:1,3; Mateus 5:13; Hebreus 10:12,13), serão reduzidos ao pó (cf. Salmos 9:17; Isaías 5:24; Isaías 29:5,6; Lucas 20:17,18; Mateus 21:44; 2Pedro 2:6), desaparecerão (cf. Salmos 73:17-20; Isaías 16:4,5; Isaías 29:18-20), deixarão de existir (cf. Salmos 104:35), serão apagados (cf. Provérbios 24:20), serão reduzidos a nada (cf. Isaías 41:11,12; 1Coríntios 2:6), serão como se nunca tivessem existido (cf. Obadias 1:16), serão evaporados (cf. Oséias 13:3), será lhes tirada a vida (cf. Provérbios 22:23; João 12:25), e não mais existirão (cf. Salmos 104:35; Provérbios 10:25). Portanto, NÃO serão atormentados eternamente!

10º Porque um tormento eterno e consciente é contra a moral divina.

Alegar que Deus mandaria queimar literalmente entre as chamas de um lago de fogo e enxofre durante toda a eternidade como um processo infindável alguém que pecou durante algumas décadas é inconsistente com a moral divina apresentada nas Escrituras. O princípio básico é o de que Deus é um “justo juiz” (2Timóteo 4:8). Se até um juiz ímpio não seria capaz de determinar um tormento infinito por pecados finitos, quanto menos Deus, que é o ápice da justiça. Se até alguém que odeia o próximo não seria capaz de atormentá-lo para sempre com fogo e enxofre, quanto menos Deus, que ama até o pior dos pecadores.

Se até alguém que não tem um mínimo de misericórdia não seria capaz de condenar um rapaz de 12 anos, por exemplo, a um lago que arde com fogo e enxofre durante blocos intermináveis de bilhões e bilhões de anos, quanto menos o autor da justiça que é descrito como sendo “cheio de compaixão e misericórdia” (Tiago 5:11), pois “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tiago 2:13).

Por tudo isso neste artigo e por todos os outros artigos sobre esse assunto neste blog, adotar a imortalidade da alma significa ser condizente com atitudes divinas que seriam totalmente apostas ao amor, caráter, benignidade, justiça e misericórdia de Cristo Jesus, como nos é apresentado nas Sagradas Escrituras.

Quem tem ouvidos para ouvir, OUÇA!

 LUCAS  BANZOLI, .

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