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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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A Oliveira é Israel

A Oliveira é Israel

A Oliveira é Israel (O remanescente) O Israel Espiritual
Muitos Cristãos confundem o texto de Romanos 11, com respeito à Oliveira, afirmando que a Oliveira é Jesus Cristo. No entanto, o contexto nao autoriza tal interpretação. Contextualmente, a Oliveira é Israel, que tem seus ramos originais(Judeus,incrédulos, que tropeçaram)cortados e só o Remanescentes (judeus crédulos, que aceitaram o testemunho de Yeshua-Jesus) e os gentios crédulos, que aceitaram o testemunho de Yeshua, como o Salvador e Senhor (ramos da oliviera brava,enxertados à Oliveira que é Israel). Veja o comentário Biblico de um escritor cristão:

“…(2) A parábola da oliveira (11:17-24).
A referência à raiz e aos ramos leva Paulo a desenvolver sua parábola da oliveira — parábola freqüentemente citada contra ele para mostrar que era um típico habitante de cidade, não afeito aos mais elementares fenômenos do campo. Pois um jardineiro não faz enxerto de uma fruteira silvestre numa fruteira cultivada; é um renovo ou broto tirado de uma ár¬vore cultivada que deve ser enxertado no tronco de uma planta da mesma espécie. Sir William Ramsay, com efeito, citaTeobaldo Fischer, que teria dito que era costume na Palestina, há 60 anos, “revigorar uma oliveira que já está cessando de frutificar, enxertando nela um broto de oliveira silvestre, e assim a seiva da árvore enobrece este broto selvagem, e a ár¬vore recomeça a dar fruto”.17 Um processo parecido era comum nos tempos romanos. Columella, contemporâneo de Paulo, evidencia isso pois, segundo ele, quando uma oliveira está produzindo mal, faz-se nela o enxerto de uma oliveira silvestre, o que dá novo vigor à árvore.18
De qualquer forma, a parábola de Paulo é clara. Eis duas oliveiras — uma cultivada e a outra silvestre. Esta produzia frutas pobres, com pouco óleo; a primeira normalmente produzia bons frutos. A oliveira é Israel, o povo de Deus; a oliveira silvestre é o mundo gentílico. Mas a oliveira foi-se enfraquecendo e ficando improdutiva. Portanto, os ramos velhos foram cortados e foi feito um enxerto da oliveira silvestre. “A poda dos ramos velhos era necessária para permitir que o ar e a luz atingissem o enxerto, e também para impedir que a vitalidade da árvore se difundis-se demais por um grande número de galhos” (W. M. Ramsay, op. cit., p. 224). O enxerto tirado da oliveira silvestre é a soma total dos crentes gen¬tios, agora incorporados no povo de Deus; os galhos velhos cortados são os judeus que rejeitaram o Evangelho.
É-nos dito que esse enxerto incomum afeta o renovo enxertado e o tronco que o recebeu. O tronco velho é revigorado pelo enxerto novo e, por seu turno, o enxerto novo, alimentado pela seiva do tronco da oli¬veira, pode produzir frutos que a oliveira silvestre jamais poderia pro¬duzir.
Os cristãos gentios não se devem render à tentação de mostrar des-dém aos judeus. Não fora a graça de Deus que os enxertou no Seu povo e fez deles “concidadãos dos santos” (Ef 2:19), teriam permanecido para sempre sem vida e sem frutos. A nova vida que os capacita a produzir frutos para Deus é a vida do velho tronco de Israel, no qual foram enxer¬tados. Israel não lhes deve nada; eles são devedores a Israel. E se re¬plicam que ao menos são melhores do que os judeus descrentes, ramos cortados, são exortados a aprender a salutar lição dada pela remoção daqueles ramos velhos. Por que foram cortados? Por causa da incre¬dulidade. E se um espírito de orgulho levar o renovo enxertado — a igreja gentílica — a esquecer que a sua segurança está na graça divina e a per-mutar a sua fé em Deus pela confiança em si mesmo, sofrerá o mesmo destino dos ramos velhos: será cortado também. Pela fé se adquire e se mantém a relação de membro do verdadeiro povo de Deus; pela incre¬dulidade esse bem é confiscado. Este princípio, afirma Paulo, é aplicado sem parcialidade, tanto a gentios como a judeus. Por outro lado — e aqui os processos práticos de enxertar certamente são deixados para trás, por amor dos fatos espirituais que a parábola visa a ilustrar — se os judeus que pela descrença perderam sua posição de membros do verdadeiro Israel vierem afinal a crer em Cristo, serão incorporados de novo no povo de Deus. Se os ramos velhos que tinham sido cortados fossem uma vez mais enxertados na árvore de origem e tornassem a produzir fruto, seria um milagre sem precedentes na esfera natural. Igualmente, a reincor-poração da nação judaica no povo de Deus quando a incredulidade é substituída pela fé, seria um milagre na esfera espiritual. Mas, diz o após¬tolo, é um milagre que Deus vai realizar.
20. Mediante a fé estás firme.
AV: “Pela fé”. “Pela fé” é enfático: “pela fé você mantém o seu lugar”(NEB). Ver5:2(p. 100).
22. Mas para contigo, a bondade de Deus.
A expressão “de Deus”, que consta do texto grego, falta em AV. (RSV: “bondade de Deus”; NEB: “bondade divina”.) Ver 2:4.
Se nela permaneceres; doutra sorte também tu serás cortado. Em AV aparece aqui o qualificativo divino da referida bondade: “Se permaneceres em sua bondade.” Em todo o Novo Testamento a continui¬dade é o teste da realidade. A perseverança dos santos é doutrina fir¬memente alicerçada no ensino do Novo Testamento (e não menos no en¬sino paulino). Mas o seu corolário é que são os santos que perseveram. Desde que “mediante a fé estás firme” (v. 20), é salutar exercício atender à injunção de Paulo aos cristãos de Corinto: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2 Co 13:5).
24. Contra a natureza.
É possível que Paulo tenha pensado em desarmar por antecipação a crítica mostrando que está ciente do caráter antinatural da espécie par¬ticular de enxerto aqui descrita. Mas ele não tem necessidade de ir além de dizer que o próprio processo de enxerto é que é “contra a natureza” — idéia comum aos antigos.
(3) A restauração de Israel (11:25-29).
Aqui está o mistério do propósito de Deus para Israel — propósito anteriormente oculto mas agora tornado conhecido. A cegueira de Israel é apenas parcial (pois alguns israelitas já foram iluminados), e apenas temporária, com um exame da bênção dos gentios. No que concerne à proclamação do Evangelho, a ordem é: “Ao judeu primeiro.” No que concerne à recepção do Evangelho, a ordem é: “Pelo gentio primeiro, e depois pelo judeu.” Quando se completasse o número total dos gentios cristãos — consumação que o próprio apostolado de Paulo estava tornan¬do mais próxima — então, todo o Israel, não um remanescente fiel mas a nação como um todo, veria a salvação de Deus. Se o tropeção temporário de Israel foi predito profeticamente, também o foi a sua restauração úl¬tima e permanente (Is 59:20s. e Jr 31:33 são citados com este fim). A nova aliança não se completará enquanto não abranger o povo da velha alian¬ça. Temporariamente alienado, para vantagem dos gentios, Israel é eter-namente objeto do amor eletivo de Deus porque as Suas promessas uma vez feitas aos patriarcas, não podem ser revogadas.
Já se levantou a objeção de que Paulo aqui deixa o seu patriotismo anular a sua lógica.’9 Ele acentuou mais de uma vez na epístola que a descendência natural dos patriarcas não é o que importa, aos olhos de Deus, e agora diz que, por causa das promessas feitas por Deus aos patriarcas, os seus descendentes naturais têm de ser restaurados à relação pactuai com Ele. Talvez bastasse dizer: “O coração tem suas razões …”; mas aqui há mais que isso para se dizer. Paulo tinha compreensão da graça de Deus mais profunda e mais clara do que os seus críticos. Se a graça de Deus operasse de acordo com a lógica estrita, a perspectiva seria medonha tanto para os judeus como para os gentios.
Um ponto mais: em tudo que Paulo diz sobre a restauração de Israel a Deus, não diz nada sobre a restauração de um reino davídico terreno, nada diz sobre algum restabelecimento nacional na terra de Israel. O que divisou para o seu povo foi algo infinitamente melhor.
25. Não quero (…) que ignoreis este mistério.
Pela palavra “mistério” provavelmente Paulo quer dizer que aquilo que se segue é uma nova revelação recebida por ele (ver 1 Co 15:51; Cl l:26s.). O princípio do remanescente referido nos versículos 1-7 era as¬sunto de antiga revelação profética. Que “todo o Israel” ainda seria salvo era uma nova revelação, transmitida por intermédio de Paulo. Ele tem sido acusado de querer comer o seu pedaço de bolo e ao mesmo tempo conservá-lo, ou seja, de consolar-se com a idéia de “um remanescente segundo a eleição da graça” e ao mesmo tempo insistir na total restau¬ração de Israel. Mas se a sua pretensão de ter recebido uma nova reve¬lação for encarada com seriedade, não será razoável censurá-lo. Além disso, mesmo na profecia do Velho Testamento, o remanescente do an¬tigo Israel era, ao mesmo tempo, o núcleo do novo Israel. E assim aqui também: a existência do remanescente que crê é a garantia da salvação final de “todo o Israel”.
Até que haja entrado a plenitude dos gentios. Ver 15:16 (“oferta dos gentios”, AV) e 15:18 (“obediência dos gentios”, RV) — expressões praticamente sinônimas da presente. A introdução da “plenitude” ou da plena completação (plêrõma) dos gentios deve seguir-se da “plenitude” dos judeus (v. 12).
26. E assim todo o Israel será salvo.
É impossível sustentar uma exegese que tome “Israel” aqui em sen-tido diferente de “Israel” no versículo 25: “Veio endurecimento (ou “cegueira”) em parte a Israel”. Quanto ao argumento de que Paulo não diz: “e então todo o Israel será salvo”, mas, “e assim todo o Israel será salvo” (como se a colheita do número completo dos gentios fosse só por si a salvação de todo o Israel), basta apontar para o bem fundamentado emprego do grego houtõs (“assim”, “desta forma”) em sentido temporal. “Todo o Israel” é expressão que aparece repetidamente na literatura judaica, onde não significa necessariamente “todo judeu sem uma única exceção”…”

Fica assim, provado a correta interpretação deste texto, de Paulo aos gentios Romanos, em sua carta. Os gentios não são a origem, mas são o enxerto. Israel, a quem havia sido feita a promessa da nova Aliança, Jeremias 31:31-36. Esta Aliança é feita com a casa de Jacó e a casa de Israel, ou seja, com os judeus, através do remanescente, e não com os Gentios, como muitos cristãos argumentam.

Isto é bem compreendido quando lemos a carta aos Efésios capitulo 2:11-22, onde claramente o Apostoo Paulo fala sobre a introdção dos gentiso à Comunidade Judaica-messiânica, onde passam a fazer parte da mesma. O verso 12 de Efésios 2 é bem claro ao declarar: “…Que naquele tempo estaveis sem Deus, separados da comunidade de Israel, e estranhos ás alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo…”

O anti-semitismo tenta esconder esta realidade dos cristãos, pregando a separação entre cristão e judeus, nao importando,sua origem, se judeus incrédulos ou judeus messiânicos, ou levando ao pensamento de que só são judeus convertidos aqueles que se convertem e passam a frequentar uma igreja cristâ. Vemos nestes textos que foi justamente o contrário. Os ramos enxertados, são os gentios crentes, e nao os judeus crentes.

Refrencias: Romanos – introdução e comentário – F.F.Bruce – Série

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A Oliveira é Israel (O remanescente) O Israel Espiritual
Muitos Cristãos confundem o texto de Romanos 11, com respeito à Oliveira, afirmando que a Oliveira é Jesus Cristo. No entanto, o contexto nao autoriza tal interpretação. Contextualmente, a Oliveira é Israel, que tem seus ramos originais(Judeus,incrédulos, que tropeçaram)cortados e só o Remanescentes (judeus crédulos, que aceitaram o testemunho de Yeshua-Jesus) e os gentios crédulos, que aceitaram o testemunho de Yeshua, como o Salvador e Senhor (ramos da oliviera brava,enxertados à Oliveira que é Israel). Veja o comentário Biblico de um escritor cristão:

“…(2) A parábola da oliveira (11:17-24).
A referência à raiz e aos ramos leva Paulo a desenvolver sua parábola da oliveira — parábola freqüentemente citada contra ele para mostrar que era um típico habitante de cidade, não afeito aos mais elementares fenômenos do campo. Pois um jardineiro não faz enxerto de uma fruteira silvestre numa fruteira cultivada; é um renovo ou broto tirado de uma ár¬vore cultivada que deve ser enxertado no tronco de uma planta da mesma espécie. Sir William Ramsay, com efeito, citaTeobaldo Fischer, que teria dito que era costume na Palestina, há 60 anos, “revigorar uma oliveira que já está cessando de frutificar, enxertando nela um broto de oliveira silvestre, e assim a seiva da árvore enobrece este broto selvagem, e a ár¬vore recomeça a dar fruto”.17 Um processo parecido era comum nos tempos romanos. Columella, contemporâneo de Paulo, evidencia isso pois, segundo ele, quando uma oliveira está produzindo mal, faz-se nela o enxerto de uma oliveira silvestre, o que dá novo vigor à árvore.18
De qualquer forma, a parábola de Paulo é clara. Eis duas oliveiras — uma cultivada e a outra silvestre. Esta produzia frutas pobres, com pouco óleo; a primeira normalmente produzia bons frutos. A oliveira é Israel, o povo de Deus; a oliveira silvestre é o mundo gentílico. Mas a oliveira foi-se enfraquecendo e ficando improdutiva. Portanto, os ramos velhos foram cortados e foi feito um enxerto da oliveira silvestre. “A poda dos ramos velhos era necessária para permitir que o ar e a luz atingissem o enxerto, e também para impedir que a vitalidade da árvore se difundis-se demais por um grande número de galhos” (W. M. Ramsay, op. cit., p. 224). O enxerto tirado da oliveira silvestre é a soma total dos crentes gen¬tios, agora incorporados no povo de Deus; os galhos velhos cortados são os judeus que rejeitaram o Evangelho.
É-nos dito que esse enxerto incomum afeta o renovo enxertado e o tronco que o recebeu. O tronco velho é revigorado pelo enxerto novo e, por seu turno, o enxerto novo, alimentado pela seiva do tronco da oli¬veira, pode produzir frutos que a oliveira silvestre jamais poderia pro¬duzir.
Os cristãos gentios não se devem render à tentação de mostrar des¬dém aos judeus. Não fora a graça de Deus que os enxertou no Seu povo e fez deles “concidadãos dos santos” (Ef 2:19), teriam permanecido para sempre sem vida e sem frutos. A nova vida que os capacita a produzir frutos para Deus é a vida do velho tronco de Israel, no qual foram enxer¬tados. Israel não lhes deve nada; eles são devedores a Israel. E se re¬plicam que ao menos são melhores do que os judeus descrentes, ramos cortados, são exortados a aprender a salutar lição dada pela remoção daqueles ramos velhos. Por que foram cortados? Por causa da incre¬dulidade. E se um espírito de orgulho levar o renovo enxertado — a igreja gentílica — a esquecer que a sua segurança está na graça divina e a per-mutar a sua fé em Deus pela confiança em si mesmo, sofrerá o mesmo destino dos ramos velhos: será cortado também. Pela fé se adquire e se mantém a relação de membro do verdadeiro povo de Deus; pela incre¬dulidade esse bem é confiscado. Este princípio, afirma Paulo, é aplicado sem parcialidade, tanto a gentios como a judeus. Por outro lado — e aqui os processos práticos de enxertar certamente são deixados para trás, por amor dos fatos espirituais que a parábola visa a ilustrar — se os judeus que pela descrença perderam sua posição de membros do verdadeiro Israel vierem afinal a crer em Cristo, serão incorporados de novo no povo de Deus. Se os ramos velhos que tinham sido cortados fossem uma vez mais enxertados na árvore de origem e tornassem a produzir fruto, seria um milagre sem precedentes na esfera natural. Igualmente, a reincor-poração da nação judaica no povo de Deus quando a incredulidade é substituída pela fé, seria um milagre na esfera espiritual. Mas, diz o após¬tolo, é um milagre que Deus vai realizar.
20. Mediante a fé estás firme.
AV: “Pela fé”. “Pela fé” é enfático: “pela fé você mantém o seu lugar”(NEB). Ver5:2(p. 100).
22. Mas para contigo, a bondade de Deus.
A expressão “de Deus”, que consta do texto grego, falta em AV. (RSV: “bondade de Deus”; NEB: “bondade divina”.) Ver 2:4.
Se nela permaneceres; doutra sorte também tu serás cortado. Em AV aparece aqui o qualificativo divino da referida bondade: “Se permaneceres em sua bondade.” Em todo o Novo Testamento a continui¬dade é o teste da realidade. A perseverança dos santos é doutrina fir¬memente alicerçada no ensino do Novo Testamento (e não menos no en¬sino paulino). Mas o seu corolário é que são os santos que perseveram. Desde que “mediante a fé estás firme” (v. 20), é salutar exercício atender à injunção de Paulo aos cristãos de Corinto: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2 Co 13:5).
24. Contra a natureza.
É possível que Paulo tenha pensado em desarmar por antecipação a crítica mostrando que está ciente do caráter antinatural da espécie par¬ticular de enxerto aqui descrita. Mas ele não tem necessidade de ir além de dizer que o próprio processo de enxerto é que é “contra a natureza” — idéia comum aos antigos.
(3) A restauração de Israel (11:25-29).
Aqui está o mistério do propósito de Deus para Israel — propósito anteriormente oculto mas agora tornado conhecido. A cegueira de Israel é apenas parcial (pois alguns israelitas já foram iluminados), e apenas temporária, com um exame da bênção dos gentios. No que concerne à proclamação do Evangelho, a ordem é: “Ao judeu primeiro.” No que concerne à recepção do Evangelho, a ordem é: “Pelo gentio primeiro, e depois pelo judeu.” Quando se completasse o número total dos gentios cristãos — consumação que o próprio apostolado de Paulo estava tornan¬do mais próxima — então, todo o Israel, não um remanescente fiel mas a nação como um todo, veria a salvação de Deus. Se o tropeção temporário de Israel foi predito profeticamente, também o foi a sua restauração úl¬tima e permanente (Is 59:20s. e Jr 31:33 são citados com este fim). A nova aliança não se completará enquanto não abranger o povo da velha alian¬ça. Temporariamente alienado, para vantagem dos gentios, Israel é eter¬namente objeto do amor eletivo de Deus porque as Suas promessas uma vez feitas aos patriarcas, não podem ser revogadas.
Já se levantou a objeção de que Paulo aqui deixa o seu patriotismo anular a sua lógica.’9 Ele acentuou mais de uma vez na epístola que a descendência natural dos patriarcas não é o que importa, aos olhos de Deus, e agora diz que, por causa das promessas feitas por Deus aos patriarcas, os seus descendentes naturais têm de ser restaurados à relação pactuai com Ele. Talvez bastasse dizer: “O coração tem suas razões …”; mas aqui há mais que isso para se dizer. Paulo tinha compreensão da graça de Deus mais profunda e mais clara do que os seus críticos. Se a graça de Deus operasse de acordo com a lógica estrita, a perspectiva seria medonha tanto para os judeus como para os gentios.
Um ponto mais: em tudo que Paulo diz sobre a restauração de Israel a Deus, não diz nada sobre a restauração de um reino davídico terreno, nada diz sobre algum restabelecimento nacional na terra de Israel. O que divisou para o seu povo foi algo infinitamente melhor.
25. Não quero (…) que ignoreis este mistério.
Pela palavra “mistério” provavelmente Paulo quer dizer que aquilo que se segue é uma nova revelação recebida por ele (ver 1 Co 15:51; Cl l:26s.). O princípio do remanescente referido nos versículos 1-7 era as¬sunto de antiga revelação profética. Que “todo o Israel” ainda seria salvo era uma nova revelação, transmitida por intermédio de Paulo. Ele tem sido acusado de querer comer o seu pedaço de bolo e ao mesmo tempo conservá-lo, ou seja, de consolar-se com a idéia de “um remanescente segundo a eleição da graça” e ao mesmo tempo insistir na total restau¬ração de Israel. Mas se a sua pretensão de ter recebido uma nova reve¬lação for encarada com seriedade, não será razoável censurá-lo. Além disso, mesmo na profecia do Velho Testamento, o remanescente do an¬tigo Israel era, ao mesmo tempo, o núcleo do novo Israel. E assim aqui também: a existência do remanescente que crê é a garantia da salvação final de “todo o Israel”.
Até que haja entrado a plenitude dos gentios. Ver 15:16 (“oferta dos gentios”, AV) e 15:18 (“obediência dos gentios”, RV) — expressões praticamente sinônimas da presente. A introdução da “plenitude” ou da plena completação (plêrõma) dos gentios deve seguir-se da “plenitude” dos judeus (v. 12).
26. E assim todo o Israel será salvo.
É impossível sustentar uma exegese que tome “Israel” aqui em sen¬tido diferente de “Israel” no versículo 25: “Veio endurecimento (ou “cegueira”) em parte a Israel”. Quanto ao argumento de que Paulo não diz: “e então todo o Israel será salvo”, mas, “e assim todo o Israel será salvo” (como se a colheita do número completo dos gentios fosse só por si a salvação de todo o Israel), basta apontar para o bem fundamentado emprego do grego houtõs (“assim”, “desta forma”) em sentido temporal. “Todo o Israel” é expressão que aparece repetidamente na literatura judaica, onde não significa necessariamente “todo judeu sem uma única exceção”…”

Fica assim, provado a correta interpretação deste texto, de Paulo aos gentios Romanos, em sua carta. Os gentios não são a origem, mas são o enxerto. Israel, a quem havia sido feita a promessa da nova Aliança, Jeremias 31:31-36. Esta Aliança é feita com a casa de Jacó e a casa de Israel, ou seja, com os judeus, através do remanescente, e não com os Gentios, como muitos cristãos argumentam.

Isto é bem compreendido quando lemos a carta aos Efésios capitulo 2:11-22, onde claramente o Apostoo Paulo fala sobre a introdção dos gentiso à Comunidade Judaica-messiânica, onde passam a fazer parte da mesma. O verso 12 de Efésios 2 é bem claro ao declarar: “…Que naquele tempo estaveis sem Deus, separados da comunidade de Israel, e estranhos ás alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo…”

O anti-semitismo tenta esconder esta realidade dos cristãos, pregando a separação entre cristão e judeus, nao importando,sua origem, se judeus incrédulos ou judeus messiânicos, ou levando ao pensamento de que só são judeus convertidos aqueles que se convertem e passam a frequentar uma igreja cristâ. Vemos nestes textos que foi justamente o contrário. Os ramos enxertados, são os gentios crentes, e nao os judeus crentes.

Refrencias: Romanos – introdução e comentário – F.F.Bruce – Série Cultura Biblica.

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