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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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A PLENA SEGURANÇA DA FÉ

A PLENA SEGURANÇA DA FÉ
E. J. Waggoner

A fé do cristão em algo que não pode ser visto é uma fonte de espanto para um descrente, sendo freqüen¬temente objeto de zombaria e desprezo. Os mundanos consideram a fé simples do cristão como evidência de fra¬queza mental, e com um complacente sorriso que pressupõe a superioridade de seu próprio intelecto, declara que nunca crê em alguma coisa sem evidência; nunca tira conclusões precipitadas, e não crê em algo que não pode ver e entender.
A declaração de que o homem que não crê em nada que não possa entender terá um credo muito curto é bastante verdadeira. Não há um filósofo vivente que possa entender uma centésima parte de simples fenômenos que possa ver todo dia. Cientistas têm descoberto, por observação, que certos tipos de solo são especialmente adaptados a certos tipos de plantas; mas ninguém pode explicar por que. Sabem que sob certas condições podemos esperar chuva ou neve; mas não podem produzir essas condições, nem dizer como são produzidas. Verdadeira-mente, de todos os fenômenos a respeito dos quais os filósofos debatem tão eruditamente, não há nenhum que possam explicar como a causa absolutamente original.
Na realidade, fé é uma das coisas mais comuns. Não há cético que não tenha fé em maior ou menor grau; e em muitíssimos casos vão até além, e manifestam simples credulidade. Mas o elemento da fé está subja¬cente a todas as transações de negócio e todos os fatos da vida. Dois homens estabelecem um compromisso de encontrar-se em certo tempo e lugar, para realizar certo negócio; cada qual tem de confiar na palavra do outro. O comerciante tem que exercer fé em seus empregados e seus fregueses. Sim, até mesmo tem que exercer fé em DEUS; pois enviará seus navios através do oceano, confiante de que retornarão carregados de mercadorias, e con¬tudo precisa saber que o seu retorno seguro depende dos ventos e das ondas, que estão além do controle humano. E conquanto nunca antes pense no Poder que controla os elementos, deposita confiança nos oficiais e na tripula¬ção. Ele até mesmo se confiará a bordo de um dos navios, cujo capitão e tripulação nunca viu, e confiantemente espera que será transportado em segurança ao seu destino.
Um desses homens que julga ser tolice confiar em DEUS “a quem nenhum homem viu, nem pode ver” vai a um pequeno guichê e ali coloca uma nota de dinheiro, e em retorno recebe de um homem a quem nunca viu an¬tes, e cujo nome desconhece, somente uma pequena tira de papel que declara que ele tem direito a viajar para uma cidade distante. Ele talvez nunca viu tal cidade, e sabe sobre sua existência somente pelo relato de outros, contudo embarca num dos vagões de um trem, entrega seu papelzinho para outro estranho e busca acomodar-se conforta¬velmente. Ele jamais viu o maquinista e não sabe se este seria capaz de fazer algo intencionalmente errado; con-tudo age com total despreocupação e espera confiantemente ser transportado em segurança a seu destino, de cuja existência está ciente apenas por ouvir dizer. Mais que isso, ele tem em mãos um pedaço de papel preparado por alguns homens que nunca viu, que declara que esses estranhos, sob cujo cuidado ele se confiou, o levarão a seu destino em certa hora, e tão implicitamente esse cético crê em tal declaração que manda mensagem antecipando a outra pessoa que jamais viu, com arranjos para encontrá-lo nesse tempo especificado.
Ainda mais, sua fé é exercida ao enviar mensagem anunciando a sua ida. Ele entra num pequeno cômo¬do, escreve algumas breves palavras num pedaço de papel que entrega a um estranho sentado junto a uma pequena máquina, paga ao homem meio dólar, e então segue o seu caminho crendo que em não menos do que meia hora o seu amigo desconhecido, a mil milhas de distância estará lendo a mensagem que deixou na estação onde desem¬barcara.
Quando ele alcança a cidade, sua fé é ainda manifestada. Enquanto viajava num dos vagões do trem ele escrevera uma carta à família que ele deixou em casa. Tão logo alcança a cidade, observa uma pequena caixa de ferro presa a um poste na rua, e vai direto até ela depositando ali a carta, e retira-se sem dedicar mais qualquer pensamento ao assunto. Espera confiantemente que a carta deixada naquela caixa sem dizer qualquer palavra a quem quer que seja alcance sua esposa dentro de dois dias. E, contudo, esse homem pensa que é extremamente insensato falar com DEUS na expectativa de que qualquer atenção seja prestada a suas palavras.
Mas a tudo isso o cético responderá que não confia cegamente nos outros, mas tem razões para crer que será transportado com segurança, que sua mensagem será enviada corretamente, e que sua carta alcançará a sua esposa em tempo adequado. Sua fé nessas coisas baseia-se nos seguintes pontos:
1. Outros foram transportados em segurança, e milhares de cartas e telegramas têm sido corretamente enviados e prontamente entregues. Sempre que uma carta tem sido mal direcionada, quase invariavelmente ocorre por falta do remetente.
2. Os homens a quem ele se confia, bem como a suas mensagens, têm como negócio o transporte de pes¬soas e mensagens; se falharem em cumprir o seu acordo, ninguém depositará mais confiança neles, e o seu negó¬cio iria à falência.
3. Ele tem a garantia do governo dos Estados Unidos. As companhias de estrada de ferro e telégrafo re¬cebem seu direito de operação do governo, que, com isso, se torna em certa medida responsável por sua confiabi¬lidade. Se não agirem segundo concordaram, o governo pode revogar o direito deles. A confiança dele na caixa de correio deve-se ao fato de ter visto sobre ela as letras U.S.P.S., e saber que significam que o governo prome¬teu entregar com segurança qualquer carta depositada na caixa, se apropriadamente endereçada e selada. Ele crê que o governo cumprirá suas promessas, porque se não fizer isso, logo poderá chegar a um fim. Sua existência depende da capacidade de cumprir suas promessas e de sua integridade em realizá-las. É do interesse do governo cumprir suas promessas tanto quanto é do interesse das empresas ferroviária e de telégrafo cumprir as suas. E todas essas coisas formam um terreno sólido para sua fé.
Bem, o cristão tem mil vezes mais base para a sua fé nas promessas de DEUS. Fé não é credulidade cega. Diz o apóstolo: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. Heb. 11:1. Essa é uma definição inspirada, e, portanto, podemos concluir que o SENHOR não espera que exerçamos fé exceto sobre a evidência. Agora, pode-se prontamente demonstrar que o cristão tem razões muito maiores para exercer fé em DEUS do que o cético ao exercer confiança nas companhias ferroviária e telegráfica ou no governo.
1. Outros têm confiado nas promessas de DEUS, e concluído que são seguras. O décimo primeiro capítulo de Hebreus contém uma longa lista daqueles que se têm certificado das promessas de DEUS, os quais “subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam bocas de leões, extinguiram a violência do fogo, es¬caparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos”. E isso não se limita aos tempos antigos. Quem desejar, há de encontrar abundância de testemunho quanto ao fato de que DEUS é “socorro bem presente na angústia”. Milhares podem testificar de orações respondidas em maneiras tão extraordinárias ao ponto de não res¬tar mais dúvidas de que DEUS responde as orações em maior medida do que o governo dos Estados Unidos leva a correspondência que lhe é confiada.
2. O DEUS em quem confiamos tem como negócio o responder orações, e proteger e cuidar de Seus súdi¬tos. “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos porque as Suas misericórdias não têm fim”. “O SENHOR . . . tem prazer na misericórdia”. Miquéias 7:18. “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais”. Jeremias 29:11. Se Ele quebrasse uma de Suas promessas, os homens deixariam de crer Nele. Essa era a base de confiança de Davi. Declarou ele: “Assiste-nos, ó DEUS e Salvador nosso, pela glória do Teu nome; livra-nos, e perdoa-nos os peca¬dos, por amor do Teu nome. Por que diriam as nações: Onde está o seu DEUS?” Salmo 79:9, 10.
3. A existência do governo de DEUS depende do cumprimento de Suas promessas. O cristão tem a segu¬rança do governo do universo de que todo pedido legítimo que faz será concedido. O governo existe para a prote¬ção dos fracos. Suponhamos agora que DEUS falhasse em cumprir uma de Suas promessas ao mais fraco e mais insignificante indivíduo do mundo; essa única falha destruiria o governo inteiro de DEUS. O universo todo iria imediatamente ser lançado em confusão. Se DEUS devesse quebrar uma de Suas promessas, ninguém no universo poderia ter jamais confiança nelas, e Sua regência chegaria ao fim; pois confiança no poder governante é o único terreno seguro para a obediência. Os niilistas da Rússia não obedecem ao czar porque não confiam nele. Qualquer governo que, através da falha em cumprir suas obrigações, perde o respeito de seus súditos está numa condição de instabilidade. Portanto, o cristão humilde depende da Palavra de DEUS, sabendo que DEUS tem mais a perder do que ele. Se tal coisa, como DEUS falhar em cumprir Sua Palavra, fosse possível, o cristão perderia somente a sua vida, mas DEUS perderia o Seu caráter, a estabilidade de Seu governo, e o controle do universo.
Ademais, aqueles que depositam confiança no governo humano, ou em qualquer instituição de homens, estão sujeitos a serem desapontados. Com as melhores das intenções, erros serão cometidos, porque os homens são falíveis. Mas para o cristão, a firme segurança é dada: “Não há outro, ó amado, semelhante a DEUS! que ca¬valga sobre os céus para a tua ajuda, e com a Sua alteza sobre as nuvens. O DEUS eterno é a tua habitação, e por baixo de ti estende os braços eternos”. Deuteronômio 33:26,27. O Seu poder é demonstrado na criação. As coisas que Ele fez atestam de Seu eterno poder e Divindade. Quanto mais poderoso for o governo, maior a confiança nele. Então, o que é mais razoável do que termos confiança implícita no DEUS a quem a Natureza e a Revelação combinadas declaram ser onipotente, eterno e imutável?
Se eu devesse expressar a um incrédulo as minhas dúvidas quanto à integridade de um de seus amigos, ele diria: “Isso é porque você não o conhece; apenas faça uma experiência com ele e verá que é tão confiável quanto o aço”. Esta seria uma boa resposta; e assim dizemos ao infiel que duvida das promessas de DEUS: “Oh! provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que Nele se refugia. Temei o SENHOR, vós os Seus santos, pois nada falta aos que O temem”. Salmo 34:8,9. Que direito tem alguém de duvidar das promessas ou do poder de DEUS antes que lhe ponha à prova? E nesse caso, que direito tem alguém de duvidar de DEUS, uma vez que todos estão provando o Seu poder e bondade a cada momento da vida?
Em II Coríntios 1:18-20 encontramos as seguintes positivas declarações: “Antes, como DEUS é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não. Porque o Filho de DEUS, CRISTO JESUS, que foi por nosso intermédio anunciado entre vós, isto é, por mim e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. Por¬que quantas são as promessas de DEUS tantas têm nele o sim; porquanto também por Ele é o amém para glória de DEUS, por nosso intermédio”.
Neste fato somente pode o pecador encontrar qualquer confiança em aproximar-se de DEUS. “JESUS CRISTO, é o mesmo ontem, hoje e para sempre” é a única esperança do pecador. Não é para melindrá-lo, nem para glo¬riar-se em desapontá-los, que o gracioso chamado é dado aos homens. “Ah! todos vós os que tendes sede, vinde às águas; e vós os que não tendes dinheiro, vinde comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite”. Isaías 55:1.
Diz JESUS: “O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João 6:37); e Paulo declara que Ele “pode salvar também totalmente os que por Ele se chegam a DEUS”. Hebreus 7:25. E o mesmo apóstolo ainda diz:
“Tendo, pois, a JESUS, o Filho de DEUS, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi Ele tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confia¬damente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”. Hebreus 4:14-16.
Novamente lemos: “De fato, sem fé é impossível agradar a DEUS, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de DEUS creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que O buscam”. Hebreus 11:6. A fé, portanto, e a ousadia são características que o SENHOR deseja que aqueles que a Ele vão manifestem. Esses pensa¬mentos são sugeridos pela leitura de um velho hino, cujas primeiras três estrofes assim rezam:
“Vem, humilde pecador, em cujo peito
milhares de pensamentos giram;
Vem com tua culpa e temor opressores,
e toma esta última resolução:
“Irei a JESUS, conquanto os meus pecados
semelhantes a montanhas me cerquem;
Conheço Suas cortes em que adentrarei,
seja o que opor.
“Prostrado me lançarei perante o Seu trono,
e ali minha culpa confessarei;
Dir-Lhe-ei que sou um miserável perdido
sem a Sua soberana graça”.
Isso é bom; nenhuma resolução melhor poderia possivelmente ser feita; é somente o que DEUS deseja que cada pecador faça. Ele declara:
“Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o perverso o seu cami¬nho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso DEUS, porque é rico em perdoar”. Isaías 55:6,7.
Esta é a linguagem da segurança positiva. Que, pois, diremos ao sentimento expresso na quarta estrofe do hino acima referido? Assim reza:
“Talvez Ele admita a minha súplica,
Talvez ouvirá minha oração;
Mas se eu perecer, pedirei,
E perecerei somente ali”.
Tal linguagem pode ser escusável em alguém que nada sabe sobre DEUS; mas foi pronunciada por alguém que tem conhecido a DEUS, ou, antes, é conhecido por DEUS e pode ser considerado somente como um desafio à Palavra de DEUS. O pecador é exortado a lançar-se prostrado perante DEUS, confessar os seus pecados, e suplicar misericórdia, e então é “encorajado” com o pensamento de que talvez DEUS ouça a sua oração, e admita o seu rogo. Não é dessa maneira que DEUS encoraja aqueles que estão enfermos de pecado. Diz o discípulo amado: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. I João 1:9. Ele promete que “terá misericórdia” e que “perdoa abundantemente” os que volvem-se a Ele confessan¬do e abandonando os seus pecados.
Não há coisa tal como “talvez” com DEUS. Suas promessas ao penitente, e Suas ameaças aos impenitentes são igualmente positivas. “Quem, porém, não crer será condenado”. Marcos 16:16. Ao errante Ele declara: “En¬tão Me invocareis, passareis a orar a Mim, e Eu vos ouvirei. Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração”. Jeremias 29:12,13. Novamente diz: “Não disse à descendência de Jacó: Buscai-me em vão; Eu, o SENHOR, falo a verdade, e proclamo o que é direito”. Isaías 45:19.
CRISTO declara: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas”. Mateus 11:28,29. Não há “talvez” a respeito disso.
“DEUS é amor”; Ele Se tem revelado a nós como um DEUS que tem “deleite na misericórdia”. A garantia disso é achada no fato de que JESUS morreu por nós; “DEUS prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter CRISTO morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Romanos 5:8. E “Aquele que não poupou a Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” Roma¬nos 8:32. “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação, que CRISTO JESUS veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”. I Timóteo 1:15. Sendo que Ele veio para esse expresso propósito, como pode haver qualquer dúvida sobre o receber Ele os que humildemente a Ele vão?
Quando a rainha Ester foi instada a comparecer perante o rei Assuero rogar pela vida de seu povo, ela a princípio recusou, porque representava morte comparecer perante ele sem ter sido convocada, mas finalmente ela cedeu, declarando: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci”. Ester 4:16.
Assuero (Xerxes) era um rei pagão, e um déspota intolerante. Ao comparecer perante ele a rainha tinha a vida nas mãos. Mas nosso DEUS estendeu o Seu cetro a nós; Ele deseja que vamos, e insiste conosco para irmos. “Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR DEUS, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que haveis de morrer, ó casa de Israel?” Ezequiel 33:11. “O ESPÍRITO e a noiva dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem. Aque-le que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça da água da vida”. Apocalipse 22:17.
Dissemos que não há coisa tal como “talvez” com DEUS. Tiago declara que com Ele não há “mudança, nem sombra de variação”. Então os que vão a Ele, em dúvida se receberão aquilo por que pediram, devem desa¬gradá-Lo, porque refletem a respeito de Sua veracidade. Que DEUS se desagrada daquele que duvida está evidente em Hebreus 11:6, e também das seguintes palavras:
“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a DEUS, que a todos dá liberalmente, e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhan¬te à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do SENHOR alguma coi¬sa”. Tiago 1:5-7.
O homem que julga que “talvez” DEUS ouça a sua oração, pensa que “talvez” não o faça; tal indivíduo não pode pedir em fé, sem vacilar, e conseqüentemente não pode receber nada. A única maneira de ir é ousada¬mente. O violento toma o reino de DEUS pela força.
Um pensamento mais. DEUS agrada-Se de que a Ele vamos com confiança, porque revela que cremos no que dizemos; e Sua própria glória depende do cumprimento de Suas promessas. Declara Paulo: “Mas DEUS, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com CRISTO,–pela graça sois salvos, e juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em CRISTO JESUS; para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em CRISTO JESUS”. Efésios 2:4-7. Isto é, DEUS tenciona exibir-nos por toda a eternidade como evidência da suprema riqueza de Sua graça; as almas que são salvas representarão um eterno troféu de sua imutável bondade; como, então, se pode imaginar que Ele não ouvirá a oração da alma contrita, com quem tem declarado que se apraz.
Arrependeu-se de seus pecados? Odeia-os, e anseia por uma vida melhor? Já os tem confessado? Então valha-se da garantia da Palavra de DEUS como evidência de que seus pecados estão perdoados, e que você tem di¬reito à paz com DEUS mediante Nosso SENHOR JESUS CRISTO. Então poderá dizer com o profeta: “Graças te dou, ó SENHOR, porque, ainda que Te iraste contra mim, a Tua ira se retirou, e Tu me consolas. Eis que DEUS é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o SENHOR DEUS é a minha força e o meu cântico; Ele Se tornou a minha salvação”. Isaías 12:1,2.

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