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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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AS QUALIFICAÇÕES DOS PRESBÍTEROS

AS QUALIFICAÇÕES DOS PRESBÍTEROS

1 Timóteo 3.1-7
1 – Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.
2 – É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
3 – não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento;
4 – e que governe bem a própria casa, criando os seus filhos sob disciplina, com todo o respeito
5 – (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);
6 – não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.
7 – Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.

Introdução
Na igreja de Jesus Cristo deve haver o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do amor. Paulo já abordou desse tema no início da carta. É esta perspectiva que deve orientar Timóteo em toda a sua atuação na igreja de Éfeso.

É bom lembrarmos dessa inter-relação com o assunto que Paulo vai abordar agora: sobre presbíteros e diáconos. Ambos os ofícios existem para também ajudar a desenvolver esse amor dentro da igreja. Não existem apenas para fazer com que a igreja dance ao som de seu parecer.

Os ofícios da igreja não são tampouco um posto de honra em que não se precisa fazer nada. Todas as atividades daqueles que tem ofícios na igreja devem existir para que o amor vá florescendo cada vez mais.

É neste contexto que Paulo vai falar um pouco sobre presbíteros e diáconos. Hoje veremos a respeito dos presbíteros.

Explicação
A palavra Presbítero significa “ancião”, “mais velho” e a palavra bispo significa “supervisor” ou “superintendente”. Eles na verdade tratam de um mesmo ofício, o presbiterado.

Apesar de vermos este ofício instituído na Igreja Primitiva, o conceito já existia muito antes. Podemos afirmar que os presbíteros, no sentido de “anciões” já existiam desde o Antigo Testamento, especialmente entre o povo de Israel. Eles administravam o governo local, participavam dos negócios da nação, tinham funções jurídicas, transmitiam a palavra de Deus ao povo, representavam o povo diante de Deus nas ocasiões grandiosas, cuidavam dos preparativos da páscoa – estes eram os anciões.

No Novo Testamento os anciões / presbíteros aparecem no início da vida da igreja (Atos 11.30 – Atos 20.17,28)

Vários nomes são aplicados a estes oficiais:

– os que presidem – Romanos 12.8
– governos – 1 Coríntios 12.28
– Guias – Hebreus 13.7
– Pastores – Efésios 4.11.

Claramente se vê que estes oficiais detinham a superintendência do rebanho que fora entregue aos seus cuidados. Eles tinham de abastecê-lo, governá-lo e protegê-lo.

Existem duas classes de presbíteros:
• Presbíteros regentes – participam do governo e do pastoreio da igreja. A sua base bíblica encontra-se no governo do povo de Deus no AT e na Sinagoga

• Presbíteros docentes – pregadores e ministros da Palavra. Comissionados para pregar o evangelho, administrar os sacramentos e a governar – 1 Timóteo 5.17.

Estes últimos, os pastores, eram conhecidos desde o início como MESTRES.

Evidentemente que, originalmente, os presbíteros não eram mestres. A princípio, não havia necessidade de mestres, separadamente, uma vez que havia apóstolos, profetas e evangelistas.

Gradativamente, porém, a “didaskalia”, o ensino, a docência, ligou-se mais e mais estreitamente ao ofício episcopal. E com o transcorrer do tempo, duas circunstâncias levaram a uma distinção entre os presbíteros e aqueles que eram chamados somente para ensinar:

1 – Os apóstolos morreram as heresias surgiram e aumentavam. A tarefa daqueles que ensinavam tornou-se mais exigente, requerendo preparação especial. 2 Timóteo 2.2

2 – Em vista de que o trabalhador é digno de seu salário, os que estavam nesse ministério do ensino, numa tarefa que requeria todo o seu tempo, foram liberados de outros trabalhos para poderem devotar-se mais exclusivamente ao trabalho de ensinar.

Na Igreja Presbiteriana do Brasil, o ministro governa a igreja junto com os presbíteros, mas, em acréscimo a isso, ministra a Palavra e os sacramentos.

Dito isso, vejamos o que Paulo diz a respeito das qualificações que presbíteros devem ter:

O presbítero necessita
1 – TER UMA VIDA CRISTÃ APROPRIADA

1 Timóteo 3.1-7
1 – Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.

Paulo inicia usando uma frase provavelmente muito usada na igreja daquela época. “Se alguém se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja”. Era uma frase comum na igreja de Éfeso. E Paulo concorda com ela.

De fato, reafirma Paulo, se alguém deseja ter um ofício com o intuito de edificar o amor na igreja, isso é algo tremendo, e bonito. Excelente.

Todavia, afirma Paulo, para ocupar este ofício, o candidato deve ter uma vida cristã apropriada, verdadeira. Para ser presbítero o candidato deve REUNIR E SATISFAZER determinados requisitos.
• O presbítero deve ser irrepreensível

1 Timóteo 3.2a
2 – É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível…

Um presbítero deve ser irrepreensível. Irrepreensível significa alguém que leve uma vida correta. Isso não significa que esta pessoa não possa pecar, pois isso desqualificaria qualquer um, já que todos nós somos pecadores. Mas aqui se refere ao bom testemunho, boa fama mesmo entre aqueles que não são crentes. Nesse sentido o presbítero deve ser irrepreensível. E o que Paulo entende por irrepreensível se explica por aquilo que ele mesmo vai prosseguir afirmando:

1 Timóteo 3.2b
2 – esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
3 – não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento;

• O presbítero deve ser marido de uma só mulher

Lembre-se que nos tempos de Paulo ainda acontecia a poligamia entre os judeus. Certamente não acontecia na mesma intensidade como vemos no Antigo Testamento, pois era difícil e custoso sustentar duas ou mais mulheres e os respectivos filhos, imagine só. Se já fica caro levar a mulher para a loja de roupas, imagine levar três!

Por isso nem todos podiam se dar ao luxo. Mesmo assim, às vezes alguém tinha de se casar com a viúva de um irmão falecido, que não tinha descendência.

Sabemos que a poligamia foi permitida por Deus no Antigo Testamento, mas não era, digamos assim, o ideal que Deus tinha para o matrimônio. (Gênesis 2.24)

Porém, no Novo Testamento, o próprio Senhor Jesus falou sobre o significado original do casamento tal qual Deus instituiu e Paulo adere ao mesmo princípio. A monogamia é o que Deus deseja.

E o presbítero deveria ser monogâmico, esposo de uma só mulher.

Talvez não tenhamos esse tipo de problema atualmente, pois nossa lei não permite a poligamia. Mas podemos aplicar para hoje no sentido da fidelidade para com a esposa. Podemos então dizer que o presbítero deve ser um homem FIEL.

Particularmente, eu não vejo aqui que é necessário que o presbítero seja obrigatoriamente casado para exercer o ofício. O próprio Paulo não era. Mas se um presbítero está casado, deve ter uma mulher só.

• O presbítero deve ser temperante e sóbrio
Um homem prudente em sua conduta. Alguém que age não no calor do momento, mas que pondera com domínio próprio. Alguém capaz de ter serenidade e não se deixar levar por qualquer tipo de idéias estranhas. Deve manter uma atitude de vigilância para ver as coisas em todas as suas dimensões. Não pode ser uma pessoa que faz as coisas sem refletir nas conseqüências.
• O presbítero deve ser modesto e hospitaleiro –
Modesto aqui tem o sentido de alguém cordato, decoroso, de conduta decorosa. A referência aqui não é simplesmente àquelas regras sociais de educação. Mas sim, a um homem que ao viver uma vida espiritual transmite isso nas suas ações. Por isso o presbítero não deve ser uma pessoa grossa e descarada que, por sua falta de tato, agride as pessoas com palavras e fica mal entre elas. Deve ser modesto, cordato. Que cultive também a hospitalidade, para que pessoas que o procurem possam beneficiadas com amor.

• O presbítero deve ser apto para ensinar
No caso do presbítero isso também faz parte de uma vida cristã apropriada. Isso porque, para ser capaz de ensinar, em primeiro lugar, o presbítero deve conhecer a Bíblia, do contrário não poderá vai ser capaz de transmitir conhecimento.

Pouco se aproveita numa igreja um presbítero que não estuda a Bíblia, que não compreende a Palavra de Deus e que não se esmera nesse sentido. Isso não quer dizer que todos os presbíteros necessariamente tenham que ser professores de Escola Dominical. Mas significa que os presbíteros devem ser capazes de ensinar a todo o momento e em toda a situação.

• O presbítero não deve ser dado ao vinho, violento ou avarento

Vivemos num tempo onde o consumo de álcool é muito difundido e comum. A bebida tem dominado muitas pessoas. Todavia isso não deve acontecer com pessoas da igreja, muito menos com os presbíteros, os anciões da igreja.

Isso não impede de beberem socialmente, claro, usando o princípio da liberdade cristã que não fira a consciência do irmão mais fraco.

Não devem também ser violentos, pessoas que não se controlam nesse sentido e se mostram encrenqueiras e propensas à violência. Não só a violência física, mas também outros tipos de violência, como a difamação, e a fofoca. Devem ser amigáveis e indulgentes. Devem ser cordatos, inimigo de contendas. Devem estar prontos para assumirem os seus erros.

Existe uma frase popular que diz o seguinte: Há pessoas que dão um boi para não entrar numa briga. Mas dão uma boiada para não sair. Este tipo de pessoa não pode ser presbítero.

E por último, não deve ser avarento, pois alguém que ama o dinheiro não poderá ser presbítero. Como servirá a dois senhores? Quem ama ao dinheiro não pode ser um bom servo de Jesus.

Todos esses fatores resumem um conceito. O presbítero deve ter uma vida apropriada.
O presbítero necessita
2 – CUIDAR BEM DE SUA FAMÍLIA

1 Timóteo 3.4,5
4 – e que governe bem a própria casa, criando os seus filhos sob disciplina, com todo o respeito
5 – (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);

Há um ditado muito conhecido por aí.

“Quando o assunto é família, todos os telhados são de vidro”. Ou seja, a maioria de nós vai um dia ou outro encontrar problemas na família, seja no relacionamento conjugal, seja na educação dos filhos.

Entretanto, saber cuidar da família é ter a habilidade de justamente superar os problemas. Quem governa bem o próprio lar é aquele sujeito que sabe enfrentar as crises de maneira equilibrada e cristã. E isso se traduz na administração do lar e também na criação dos filhos. Ser omisso nessas coisas é inaceitável perante a Bíblia.

E tal postura segue a seguinte lógica. Um presbítero que não conduz bem a sua família, que não cria os filhos na disciplina, não vai saber conduzir a família maior que é a igreja. Isso é óbvio e lógico! Quem se descuida de sua própria família, porque não a dirige e não mostra interesse por ela, não irá ir bem na condução da igreja.

É verdade também que aquele que educa com mão dura e com tirania, mediante ofensas e ameaças, não é a pessoa apropriada para o ofício de presbítero. Deve haver um equilíbrio.

O presbítero necessita
3 – SER UMA PESSOA EXPERIENTE / EXPERIMENTADA

1 Timóteo 3.6-7
6 – não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.
7 – Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.

É comum a gente que está a um certo tempo na igreja se entusiasmar com alguém que chegue e se converta. A gente logo quer que o sujeito trabalhe em alguma área. E isso é bom.

Mas no presbiterato (e também no diaconato) não pode ser assim. Alguém recém convertido não pode ser eleito presbítero logo em seguida. Não se pode eleger um NEÓFITO, um NOVO NA FÉ.

E a explicação que Paulo dá é que essa pessoa vai correr um grande risco de se envaidecer, de se orgulhar. E isso vai trazer castigo para essa pessoa.

Observe a referência que Paulo faz de Satanás. O diabo foi condenado pelo seu orgulho. Por querer ser maior do que Deus. E quem se orgulha cai no mesmo erro, podendo também receber castigo.

Antes de eleger alguém recém chegado ou recém convertido numa igreja é necessário tempo. Tempo para verificar se ele tem bom testemunho para os de fora. Tempo para verificar se ele realmente é um cristão experimentado e experiente.

Pois o diabo lança armadilhas contra os líderes. A metáfora do laço aqui se refere a uma armadilha. Como aquele pássaro que se aproxima para pegar alpista e não percebe que adentra numa armadilha para tirar-lhe a liberdade.

Um cristão experimentado e experiente é mais avisado contra esse tipo de coisa. Mas o neófito pode não ser.

CONCLUSÃO

Muitos fatores regem a escolha de pastores e presbíteros em igrejas. E muitas delas não são bíblicas. Muitos escolhem pastores e presbíteros pela posição social dos mesmos, pela riqueza, pelo nome na cidade, pela amizade apenas. E quando outros fatores acabam influenciando a eleição, temos um pastor ou um presbítero que estará no cargo, mas não atenderá aos requisitos do mesmo. E isso vai prejudicar a própria igreja.
Hoje aprendemos sobre as características que devemos achar nos candidatos a presbíteros que formos votar. E também é uma exortação a nós, presbíteros e pastores, a vivermos um cristianismo condizente com nosso ofício e responsabilidade.

É por isso que o presbítero necessita:

1 – TER UMA VIDA CRISTÃ APROPRIADA
• O presbítero deve ser irrepreensível
• O presbítero deve ser marido de uma só mulher
• O presbítero deve ser temperante e sóbrio
• O presbítero deve ser modesto e hospitaleiro –
• O presbítero deve ser apto para ensinar
• O presbítero não deve ser dado ao vinho, violento ou avarento –

2 – CUIDAR BEM DE SUA FAMÍLIA

3 – SER UMA PESSOA EXPERIENTE / EXPERIMENTADA

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