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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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Culto à deusa mãe

Culto à deusa mãe
“…todos a uma voz gritaram por quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios!” (At. 19:34)
“Em dado momento, abrem-se par em par as portas de cipreste do templo. As multidões que convergiam, iam para um mesmo lugar, de todas as partes da Ásia Menor, da Galácia, da Capadócia, da Macedônia e da Acaia, tanto sãos como enfermos, aleijados com as suas muletas, cegos guiados por crianças, paralíticos carregados por padiolas, se comprimem entre as colunas fronteiras à fachada. Todos esperam o momento de erguer-se o véu da deusa.
“Um longo clangor de trombeta, um rápido rugido de tambores e, em seguida, um intervalo de silêncio. Uma nuvem de incenso paira a praça. Dentro e fora do templo os fiéis curvam-se até o chão retendo o fôlego. O véu de seda é lentamente retirado. Sobre o pedestal de mármore negro, cercado de misteriosos hieróglifos* indecifráveis, ergue-se a deusa Diana de Éfeso, que Apolo enviou do céu à terra.
“No momento em que foi desvendado, um brado comovido se propagou no salão para o pórtico (entrada de edifício nobre ou de templo) e do pórtico para a praça, onde milhares de fiéis estavam prostrados em terra.
– Viva a grande Diana dos efésios.
Um êxtase de esperança e de temor dominou a multidão que parou de olhos fechados, lábios contraídos e frontes a se tocarem umas nas outras… Levantando-se então os fiéis seguiram atropeladamente para as portas do templo. Os cegos, os coxos e os enfermos avançavam como podiam, com os pés ou de rastos, em direção à deusa que não viam, amparando-se uns aos outros e gritando suas orações. Aqui e ali vozes delirantes soavam:
– Milagre! Milagre! O coxo está caminhando! O enfermo desceu da cama!
“A esses brados saía do templo um grupo de sacerdotes e, atravessando a multidão, eles reuniam as muletas jogadas fora, para pendurá-las como troféus nas paredes do templo, em homenagem à grande deusa Diana”.
Com essas palavras, o escritor judeu-cristão polonês, Sholem Asch, descreveu o culto à deusa Diana, tão popular na região da Ásia Menor, nos primórdios da Era Cristã.
Como podemos conferir, qualquer semelhança com os cultos modernos às chamadas “Nossas Senhoras” não é mera coincidência, mas perpetuação de uma milenar tradição de culto às deusas, hoje disfarçada com matiz (diferença delicada) cristã. E não estamos falando de uma pequena seita obscura, existente em algum povo atrasado em um país exótico, mas de uma religião que possui milhões de adeptos, com uma força de devoção que chega à beira da loucura: o “marianismo”.
E não é preciso ser teólogo para perceber isso. Qualquer conhecedor da História pode constatar. Em uma revista de circulação nacional foi publicada uma matéria com o título: “No princípio, eram as deusas”. O texto se desenvolve da seguinte forma: “As deusas só foram destronadas com o advento, a chegada das religiões monoteístas, que admitem um só deus, masculino. Com a difusão do cristianismo, as antigas deusas são banidas do imaginário popular. No Ocidente, algumas acabaram associadas à Virgem Maria, mãe do Deus dos cristãos, outras transformaram-se em santas… Nos primeiros séculos cristãos, Ísis* passou a ser identificada com Maria”. O historiador Will Durant em sua História da Civilização diz: “O povo adorava-a (Ísis) com especial ternura e erguia-lhe imagens, consideravam-na Mãe de Deus; seus coroados clérigos* ou sacerdotes exaltavam-na em sonoros cantos…e mostravam-na num estábulo, amamentando um bebê concebido… Os primitivos cristãos muitas vezes se curvavam diante de estátuas de Ísis* com o pequeno Hórus ao seio, vendo nelas outra forma do velho e nobre mito pela qual a mulher, criando todas as coisas, tornou-se por fim Mãe de Deus.
STATUS DE DEUSA
O paganismo não se conformou em ficar sem suas deusas. Assumindo características culturais e étnicas* de cada nação, o culto à deusa Maria foi se adaptando à devoção popular com uma versatilidade incrível. Desde suntuosos* santuários até silhuetas* em vidros e grão de milho, inúmeras aparições no mundo inteiro dão status de deusa a estas supostas aparições, incorporando-as ao acervo popular de inúmeras nações.
No Brasil, a chamada “Senhora Aparecida” possui traços negros e seu culto está muito ligado à cultura afro. Seu santuário, na cidade de aparecida, chega a receber 6,5 milhões de visitantes por ano. Em Portugal, a deusa Maria, conhecida como Senhora de Fátima”, assume características raciais européias, bem como a “Senhora de Lourdes” na França. Elas recebem, respectivamente, cerca de 4,2 milhões e 5,5 milhões de visitas por ano. Entre outras divindades nacionais, ainda podemos citar, a “Senhora de Guadalupe”, no México, e a “Senhora da Estrela da Manhã”, no Japão.
Não é óbvio presumirmos que as antigas divindades tutelares reverenciadas no passado apenas mudaram de nome? Diana dos efésios, Nun para os ninivitas, Ishitar para os babilônios, Kali para os hindus e, assim, continuam sendo cultuadas por meio de um pseudocristianismo.
Além de divindades nacionais, o marianismo assume características regionais e funcionais, assenhorando-se de cidades e regiões, assumindo diferentes nomes e funções. Assim, temos no Brasil a “Nossa Senhora do Mont Serrat”, “Nossa Senhora do Rosário”, “Nossa Senhora das Dores”, “Nossa Senhora das Graças” e “Nossa Senhora do Parto”, entre outras. Na verdade, muito do que as estatísticas chamam de cristãos não passam de grosseiros pagãos, aprisionados por superstições e servindo a falsos deuses.
Curiosa é a descrição da deusa Diana feita por R. N. Champlin. Esse renomado teólogo diz que a deusa Diana e a deusa Maria se confundem, o que torna difícil encontrar a diferença entre a “Diana dos efésios” e a “Maria dos efésios”. Em 431 d.C., a idolatria tornava a entrar pela porta de onde saíra: “Em Éfeso ela recebeu as mais altas honrarias. De acordo com uma inscrição existente no local, ela trazia estes títulos: Grande Mãe da Natureza, Patrocinadora dos banquetes, Protetora dos Suplicantes, Governanta, Santíssima, Nossa Senhora, Rainha, a Grande, Primeira líder, Ouvidora…”
(Fonte – Revista Defesa da Fé n.º49 – págs. 12-14)
*Vocabulário
Hieróglifo – Cada um dos sinais da escrita pictográfica (escrita primitiva) dos antigos egípcios e de outros povos.
Ísis – Segundo os antigos egípcios, a deusa Ísis era a esposa do deus Osíris e mãe de Hórus. Ela protegia as pessoas.
Clérigo – Indivíduo que tem todas as ordens sacras ou algumas delas.
Étnica – Relativo, pertencente ou peculiar a uma raça ou nação.
Suntuoso – Luxuoso, magnificente, pomposo.
Silhueta – Contorno geral de uma figura.
Fonte: Mauro C. Graner

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