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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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DOM DE LÍNGUAS: O LAMASHURIA?

DOM DE LÍNGUAS: O LAMASHURIA?
No inicio do século 20 surgiu nos EUA um poderoso movimento cristão que exerce grande influência até nossos dias: o movimento pentecostal. O êxtase emocional e a crença no falar língua é a marca desse movimento.

Entende-se que o sinal que comprova a manifestação do poder de Deus na pessoa é o falar em línguas. Acredita-se também que tais línguas não são encontradas em nenhum lugar do planeta. Seria uma língua totalmente desconhecida e misteriosa. Por isso que quando você vai a uma igreja pentecostal, você ver os irmãos falando uma língua muito estranha.
Não tem como falar sobre esse tema sem analisar o que aconteceu quando Deus derramou o seu Espírito sobre os discípulos e os fez falar em outras línguas.

A descida do Espírito Santo ocorre em Atos capítulo 2. Os discípulos, cheios do Espírito Santo, passaram a falar, sobrenaturalmente, em outras línguas, isto é, adquiriram fluência em outra língua sem estudá-la. Algumas línguas faladas foram a Egípcia, a Romana, a Árabe e mais centenas de línguas faladas no contexto da época. Os judeus, que vieram de todas as nações debaixo do céu, entendiam tudo o que se falava, pois para cada representante de nação havia uma mensagem de Deus em sua língua.
Quando Deus quis mostrar que aceitou um povo dentre os gentios, como sinal de aprovação, enviou o mesmo Dom que os apóstolos receberam em Atos 2 Atos 10:44-48. Desse modo, pressupõe que os gentios também falaram as variedades de línguas existentes em todas as nações. Era um sinal claro de aprovação de Deus.

Embora houvesse variedades de línguas, pois Jesus disse” falarão novas línguas” línguas no plural, cada discípulos não recebiam o Dom de falar todas as línguas, mas cada qual falava uma língua especifica. Quem recebeu o Dom de falar em egípcio, falava somente essa língua, quem recebeu o dom de falar em Romano, somente nessa língua, e quem recebeu o Dom de falar em árabe, falava somente em árabe.

Na Igreja de Corinto, cidade portuária da antiga Grécia, alguns irmãos também receberam o mesmo dom que os apóstolos. Só que o irmão, por exemplo, que recebeu o Dom de falar em árabe, estava falando árabe para uma platéia de gregos. Paulo sabendo disso escreve para Igreja dizendo que uma pregação em árabe seria um mistério para os irmãos gregos e que deveria haver interprete, pois só Deus estava entendendo a mensagem. I Coríntios 14:1-2.

A falta de entender esse contexto leva muitos a acreditarem que o dom de língua falado em Corinto era diferente do dom manifestado em Israel, o que não é verdade. Paulo não escreveu a carta para descrever como era o dom de língua, querendo dizer que a língua era um mistério e que ninguém entendia, mas Paulo escreveu para a igreja para exortar, para corrigir a igreja por estar usando um dom de forma incorreta. Infelizmente a maioria dos pentecostais não leem todo o contexto, ficam somente no verso que diz ” é mistério, só Deus entende e edifica a si mesmo” e esquecem de ler todo o contexto e relacionar com que aconteceu em Atos 2.

De outro modo, se Paulo já sabia que a língua estranha era uma língua que não existia em nenhum país e que esse dom era usado para edificar somente a pessoa que falava, então porque ele diz que a única condição para falar a língua estranha na igreja era o de ter interprete? Se não tivesse interprete a pessoa iria ficar sem edificação na hora da reunião? “Não havendo interprete, fique calado na igreja” I Corintios 14:27,28.

Parece que a falta de conhecimento sobre o motivo do dom de língua confunde muita gente. Olha o que Paulo fala:”Falarei a este povo por homens de outras línguas…e nem assim me ouvirão…De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos” I Corintios 14:21. As línguas, segundo o contexto, constituem um sinal para que incrédulo? Para o povo de Israel, o texto de Isaías foi usado como base, ou seja, quando Deus usou a boca de cada apóstolo e discípulo com uma língua de nação alí em Atos, estava representando as pessoas que viriam de todas as nações que estariam debaixo do céu e que aceitariam o evangelho. Os crentes judeus quando perceberam que o mesmo dom que eles receberam foi derramado sobre os gentios (pessoas que não era judeu) aceitaram o fato de que Deus tinha separado um povo dentre os gentios Atos 10 e 15. Já os incrédulos não aceitaram a possibilidade de outro povo falar em nome de Deus mesmo tendo evidencias tão claras, isto é, esse fato cumpriu o que o profeta já tinha predito: meu povo vai me rejeitar mesmo quando eu falar pela boca de outros povos. Logo, o que é sinal para os incrédulos (Israel) são as línguas de nações e não o lamaxuria e o sirianda dos pentecostais.

Vale lembrar também que o dom de línguas manifestado em Israel no dia do Pentecostes não necessitou de interprete porque as línguas faladas pelos apóstolos eram as mesmas dos ouvintes. A pessoa que veio do Egito ouvia a mensagem de Deus na língua Egípcia. O que não estava acontecendo na Igreja de Corinto. Os gregos estavam ouvindo a mensagem de Deus em Egípcio, por exemplo. Daí a necessidade de interprete.

Ou seja, a pessoa que recebeu a capacidade sobrenatural de falar em egípcio entrava em uma igreja lotada de gregos e começava a falar na língua dos faraós. Por isso que o egípcio, no caso, era “outra língua”, pois não era a língua oficial dessa nação. Por isso também que o egípcio era um “mistério”, porque ninguém entendia esse idioma, salvo Deus.

Outra coisa também, além do fato da língua estranha ser de nação, é que na hora de falar a língua estranha, a pessoa tinha que esperar uma ordem, não falavam todos de uma só vez como acontece nas igrejas de hoje e os irmãos também não ficavam no cai,cai ou na gritaria histérica e louca desses movimentos. Cada um falava na sua vez e quando não tinha interprete a pessoa ficava calada.

Desse modo, fica evidente que o mesmo dom de línguas de Atos 2 expresso em Israel é o mesmo dom de línguas falado em Corinto na Grécia, ou seja, línguas de nações e de povos. Então se você entrar em uma igreja e perceber alguém falando uma língua totalmente desconhecida dos idiomas que existem no planeta, alguma coisa parecida como “siriandalapatrás, chupabalaraaaus, lamaxuria e etc” e se te falarem que aquilo é o dom de línguas e a manifestação do Espírito, não creia, pode até ser a manifestação do espírito, mas não do Espírito de Deus. Cai fora dessa!

Postado por Fabio Bento

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