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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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Jesus Cristo

O nome Jesus Cristo é de origem pagã?

Primeiramente queremos deixar bem claro aqui, que as palavras Jesus e Cristo não tem absolutamente nada de pagão na sua composição

Pagão é aquilo que elas representam – que é uma visão romanizada do Messias (isso sim). Mas as sílabas em si são pagãs? Não, são meras traduções ou formas de expressão noutro idioma.

O NOME JESUS

O termo “Jesus” é simplesmente uma tradução, que surgiu da seguinte forma. Vamos simular a transformação silábica (o que não significa que tenha ocorrido nessa ordem ou necessariamente com tais estágios intermediários, que por vezes podem ser meramente ilustrativos):

Yeshua -> Yesua (no grego não há o som de /sh/ produzido pela letra Shin (ש) do hebraico.

Yesua -> Iesua (apenas uma variação na transliteração, dado que o Y tem o som I)

Iesua -> Iesu (remove-se o ‘a’ porque o ‘a’ no grego denota nome feminino)

Iesu -> Iesous (acrescenta-se o prefixo ‘ous’ que denota nome masculino)

Iesous -> Iesus (tradução para o latim, cujo sufixo masculino é ‘us’ e não o ‘ous’ do grego)

Iesus -> Jesus (primeiro surge como variação da grafia, pois em várias línguas latinas ‘J’ tem som de ‘I’. Noutras, adquire som de ‘J’)

O TERMO CRISTO

A palavra Cristo vem de Cristos, que é a palavra usada no grego para ‘ungido’, assim como a palavra Messias vem de Mashiach, que é o hebraico para ‘ungido’. Portanto, outra mera tradução, nada de paganismo envolvido.

Há que ter muito cuidado ao afirmar que “o nome Jesus não é uma tradução” quando já está mais do que provado que é sim uma tradução. Perguntamo-nos porque existem algumas teorias mirabolantes sobre a origem do nome “Jesus” (como a famosa e mirabolantemente insana teoria do deus-cavalo) , porém, na maioria das vezes tratam-se simplesmente de teorias conspiratórias sem fundamento linguístico.

Relativamente a “Jeová”, o termo vem de Yehowah. Há duas teorias sobre “Yehowah”. Uma (na qual particularmente acreditamos) de que deriva da inserção das nekudot (sinais vocálicos) de “Adonai” ou de “Eloah” juntamente com o Tetragrama, YHWH.

Outra teoria interessantíssima diz que a pronúncia de YHWH varia conforme o aspecto de YHWH que desejamos enfatizar. Ou seja, a forma “Yehowah” é uma flexão para a terceira pessoa de “HWH”, o qual significa “ser”. Ou seja, “Yehowah” no hebraico significa simplesmente “Ele é”. “Jeová” é uma forma adaptada de “Yehowah”. O transliterar o Yud como J vem da mesma regra de algumas formas latinas conforme demonstrado acima. Já o V vem da forma de pronúncia moderna do Vav, que tanto pode ter o som V (hebraico moderno) como U (hebraico antigo). Portanto, o termo “Jeová” não significa um erro crasso em absoluto. Não é a forma mais acertada, mas não há qualquer teoria conspiratória aqui.

Outro conceito que muito nos preocupa é a heresia da “salvação pelo nome correto” – coisa que temos vindo a combater. A expressão hebraica “pelo nome” é símbolo de autoridade, e não de “pronunciar as sílabas corretas” A primeira evidência disso vem da própria Bíblia. O profeta Joel diz:

“E há de ser que todo aquele que invocar o nome de YHWH será salvo”

No entanto em Actos 4:12, o nome dado para salvação é Yeshua. E agora? O Nome dado para salvação é YHWH ou Yeshua???

A resposta está no facto de que “o Nome” simboliza a autoridade. Isso é facto conhecido no hebraico. Yeshua quando veio ao mundo veio como representante de YHWH, e por isso tinha a autoridade de salvação de YHWH.

No entanto existem grupos que insistem que “acertar o Nome” é algo que é condição de salvação. Tais grupos têm um grave problema teológico pela frente pois:

1 – A maioria dos manuscritos traz o nome do salvador como Yeshua. Porém, há manuscritos hebraicos que trazem Yeshu (Shem Tov por exemplo), outros que trazem Yud-Hey-Vav- Shin-Vav- Ayin, o qual segundo a Peshitta aramaica é transliterado como Yahushua, mas segundo a Massorá e o próprio manuscrito de Munster é transliterado como Yehoshua. E o que dizer daqueles que pronunciam como Yahshua por acharem que o Nome do Filho deve conter o Nome do Pai (embora não haja nenhum manuscrito com tal forma)? E agora? O que poderiam dizer os defensores dessa tese? Que Nome invocamos para salvação? Yeshu? Yeshua? Yehoshua? Yahushua? Yahshua?

Alguém pode até especular sobre a sua forma mais provável nós particularmente cremos que as evidências históricas apontam para Yeshua). Porém, ninguém pode afirmar com 100% de certeza? E o que dizer das demais pessoas? Não seriam salvas? Esses grupos, conhecidos nos EUA como “sacred-namers” têm problemas relativamente a essa teoria.

2 – Da mesma maneira, se a salvação depender do tetragrama pronunciado correctamente a coisa piora: Que forma é a mais correta? Yahuh, Yahuweh, Yahowah,Yehowah, Yahawah, Yahuwuh? Várias dessas formas, pelo hebraico, são válidas. Novamente, há evidências que apontam para Yahuweh (Yaué) como a forma original. Mas não podemos simplesmente descartar as demais formas com 100% de certeza, pois a pronúncia perdeu-se ao longo dos séculos. E o que dizer de quem pronuncia Yahveh? Não é a forma original, certamente, pois o Vav com som de V é bem posterior ao hebraico original, mas no hebraico moderno seria válido. O próprio Beit Din reconhece que há várias formas.

Aliás, isso nem seria importante, pois quem conhece o hebraico sabe que o mais importante são as consoantes, e não as vogais. As vogais variam até mesmo dentro da mesma palavra. Um exemplo: GADOL (grande) no plural é G’dolim (o som /a/ “some”). Quantas variações existem para Dalet-Vav-Reish? Davar, daber, divrei, devar, e assim por diante. Talvez essa seja uma questão para o Mashiach a seu tempo esclarecer.

Nós pronunciamos o Nome não para sermos salvos, mas porque é mitsvá (mandamento) do Eterno de proclamarmos e tornar o Seu Nome conhecido. E qual é o Seu Nome? YHWH, Yud-Hey-Vav-Hey. E devemos pronunciá-lo da melhor forma que conhecemos, mas sem discriminar os que o fazem de maneira diferente.

3 – O que dizer da capacidade de pronunciar tais sílabas? Como, por exemplo, o próprio português, que dificilmente pronuncia o Yud da forma correta (isto é, como a semi-vogal /y/ e não como a vogal /i/).

4 – Claramente, a salvação é pela PESSOA de Yeshua, e não pelas sílabas. Podemos dar um exemplo: Eu posso chamar o meu filho de ‘Yeshua’ e chamá-lo pelo Nome de Yeshua e nem por isso serei salvo. Pois não existe salvação no nome do meu filho. Mais importante que o nome, é a pessoa a quem associamos o nome.

Quanto ao termo “Espírito Santo”, o termo ‘espírito’ no grego significa sopro, tal como ‘Ruach’ no hebraico. O único problema desse termo é que no português é masculino, e isso tende a ocultar o aspecto da feminilidade da Ruach (em contrapartida à masculidade de YHWH enquanto Pai – pois YHWH é completo, e não simplesmente masculino ou simplesmente feminino.) Assim como o nome ‘Jesus’ não traz o jogo de palavras com o hebraico ‘yeshua’, que significa salvação.

Agora, é facto que os termos “Jesus” e “Cristo” CULTURALMENTE são utilizados para se referir à imagem greco-romana, da segunda pessoa da falsa doutrina da trindade, de uma pessoa anti-Torá, caucasiana, (e até por vezes anti-semita, embora nem sempre) que é pregada em Roma e na maioria das Igrejas Cristãs. Por essa razão, também achamos melhor evitarmos o termo “Jesus.”

Mas isso não tem nada a ver com a etimologia ou “origem léxica” (digamos assim) dos termos em questão. Muito pelo contrário, existem igrejas que têm hinos, coros, etc. que identificam o nome do Salvador como sendo Yeshua. Recordamos um muito popular há uns anos atrás. Mas será que por isso estão de facto a referir-se ao Yeshua hebreu? Duvido muito. Provavelmente continuam a referir-se à mesma imagem greco-romana do Messias.

Se alguém disser o seguinte: É melhor evitar os termos ‘Jesus’ e ‘Cristo’ porque culturalmente utiliza-se tais termos para se referir a algo muito diferente daquilo que é o real entendimento do Mashiach,tudo bem, está correcto. Mas aí é questão de opinião, de gosto pessoal, por assim dizer. Nós também não gostamos dos termos “Jesus Cristo” justamente por esse motivo. Mas daí a dizer que os nomes, enquanto simples palavras, são imundos por serem de origem pagã, aí já se entra no âmbito dos factos, e não dos conceitos. E os factos estão errados. Se afirmamos tal coisa, equivocadamente, caímos em descrédito perante os olhos de pessoas sérias, pois qualquer erudito de línguas é capaz de apontar o erro de tal argumentação. Sejamos justos, nós somos sim ávidos proclamadores dos Nomes Sagrados, primeiramente porque é bíblico fazer tal coisa, segundo porque o hebraico é a língua pura que YHWH promete dar ao Seu Povo, e terceiro porque são Nomes cheios de significado e poder.

Quando algo de facto é pagão, tal como o conceito do “Jesus greco-romano” pregado em muitas igrejas cristãs, ou mesmo o nome “Deus” que tanto nos habituámos a usar, e muitas vezes usamos nos nossos textos não com o sentido pagão do nome, mas sim como referência ao Todo-Poderoso, Elohim de Abraão, Isaque e Jacob, YHWH. Sobre isso leia o estudo “A origem do termo Deus”.

Contudo, não podemos simplesmente proclamar que tudo aquilo que difere da nossa prática seja pagão, sem existir base para isso. Isso é, como dizem os norte-americanos, “deitar fora o bebé junto com a água do banho.”

Baruch Hashem, YHWH.

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