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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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Sha’ul não diz que a Lei era “aio” (tutor), mas que ela serviu de “aio”

Sha’ul não diz que a Lei era “aio” (tutor), mas que ela serviu de “aio” = Gálatas 3:24, isto é, ela conduziu as pessoas até o Messias, e depois de estar Nele, pela Fé, a Lei já não serve mais de “aio”, mas como indicador no Caminho, ela nos ensina como devemos andar.

O fato da Lei ter sido um “aio” não a anula, nem a faz deixar de vigorar, nem a desvaloriza.
A partir do Sinai, a Lei, servindo de “aio”, conduziu muitos a viverem pela Fé, em obediência a esta Lei, este sempre foi o grande objetivo dela.

Fé em quem? Em D’us, o Eterno de Israel.

E, depois da vinda do Mashiach, ela novamente serviu de “aio”, agora para conduzir a este Mashiach, por meio da Fé.

Como???

A Torah está ligada a todo ser humano = para a obediência ou desobediência, para a fidelidade ou rebeldia.
Tanto na obediência, quanto na desobediência, a Torah conduziu muitos ao Messias = pela Fé em Seu testemunho.
E quando Sha’ul diz em Gálatas 3:24: “…para que, pela fé, fôssemos justificados.”, esta justificação teria que se evidenciar pelas obras, conforme diz Tiago 2:24: “Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.” = NOVO NASCIMENTO, NOVA VIDA.

Que obras seriam estas?

As obras da Fé = FIDELIDADE, e como podemos ser fiéis a D’us?
Por meio da obediência, e como podemos obedecer a D’us?

Pelos Mandamentos da Torah.

Sobre os judaizantes:

Primeiramente, quem eram os judaizantes? Crentes ou incrédulos?
Eles eram crentes no Messias Yeshua.
Qual era a atitude equivocada deles em relação aos gentios crentes?
Vamos ler em Atos 15:1; “Então, alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.”

Esses judeus crentes pertenciam a que grupo?
A seita dos fariseus = Atos 15:5.

Qualquer teólogo sincero sabe que o motivo do Concílio em Jerusalém foi este: aceitar o argumento destes judeus crentes ou o testemunho de Sha’ul e Barnabé.
E o que eu foi decidido?

“Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a D’us,
mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.
Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue e, cada sábado, é lido nas sinagogas.” ATOS 15:19-21.

Onde a teologia cristã lê, enxerga, vê nesta passagem, que a Lei não subsisti ao lado do Messias?
Onde e quando neste Concílio foi decidido que o judeu crente deveria deixar de guardar a Lei?
De onde esta teologia tirou esta fábula de que a Lei é obsoleta? Dos concílios do cristianismo romano.

A decisão para o judeu crente: não deveriam impor sobre os gentios que se convertem a D’us a responsabilidade dada ao judeu, que não desapareceu por causa do Messias;
A decisão para o gentio crente: se abster da idolatria, das relações sexuais ilícitas, de comer carne de animal sufocado (beber sangue) e do assassinato.
O restante já era ensinado nas Sinagogas, e o que era ensinado lá? A torah, e esta é uma prova de que os gentios crentes frequentavam as Sinagogas com os judeus.

A análise real de Gálatas, sem os “óculos de Roma”:

Durante séculos, o cristianismo tem alegado que quando o rabino Sha’ul se referiu às “obras da lei” estaria tratando da Torah (Lei de D’us, lei de Moisés).
Contudo, uma vez que pesquisamos o contexto judaico (que é o mais confiável possível) sobre as palavras de Sha’ul, aprendemos que o termo “obras da lei”, no hebraico “ma’assei hatorá” se refere a prática rabínca de transformar um costume/hábito de grandes rabinos em mandamentos.

Ou seja, “obras da lei” seria a crença de que podemos ser justificados imitando os hábitos/costumes de pessoas “santas”.
Enfim, esta interpretação do cristianismo não é bíblica.
O termo aparece frequentemente no Talmud, porém alguns cristãos alegavam que, como o Talmud é posterior, não havia comprovação de que na época de Yeshua o termo “obras da lei” já fosse um termo conhecido em Israel, e referido a atos rabínicos para a justificação por obras.
Porém, uma descoberta arqueológica nas cavernas de Qum’ran colocou totalmente por terra a falsa premissa do cristianismo. Eis um dos fragmentos do mar morto:

“Agora escrevemos para vós algumas das obras da lei, aquelas que determinamos que fossem ser benéficas a todos…
E deverão ser reconhecidas por vós como justiça, em que vós têm feito o que é correto e bom perante ele…”
(4qmmt (4q394-399) seção c linhas 26b-31).

Aqui vemos os oponentes de Sha’ul saindo das páginas da Brit Hadashah e se materializando como figuras históricas: aqueles que criam na justificação pelas mesmas obras da lei.
O texto de Qum’ran é uma prova histórica e clara sobre o termo “obras da lei”, sendo um termo teológico conhecido e explorado muito antes da vinda do Messias.
Vemos também pelo texto uma alusão ás tradições rabínicas e não aos Mandamentos de D’us.
Grupos como estes tentavam e ensinavam o povo a se justificarem diante de D’us por hábitos/costumes, “as obras da lei” foram a base para as “takanot” (emendas á Torah), feita pelos rabinos.

A autora judia Tracey Rich, em seu livro “Judaism 101” (o “abc” do judaísmo), admite na seção em que descreve a lei judaica:
“A Halachá também inclui leis que não se derivam das Mitsvot (Mandamentos da Torah)… uma Takaná (lei rabíncia), assim como uma Guezeirá (lei de cerca), é tão vigente quanto uma Mitsvá daTtorah.”
Vemos claramente que, ao contrário da falsa alegação cristã, Sha’ul não falava da Torah, mas de um sistema religioso rabínico.
Existe uma profecia de Isaías sobre as “obras da lei”: “Assim, pois, a palavra de Adonai lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento e mais mandamento, regra sobre regra, regra e mais regra: um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, e se enlacem, e sejam presos.
Ouvi, pois, a palavra de Adonai, homens escarnecedores que dominais este povo que está em Jerusalém.
Porquanto dizeis: fizemos concerto com a morte e com o inferno fizemos aliança; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio e debaixo da falsidade nos escondemos.” (Isaías 28:13-15).

Afinal, “estamos ou não debaixo da graça e não debaixo da lei”?
Será que Sha’ul anulou a Lei que Yeshua não aboliu (Mt. 5:17) quando citou este versículo?
Não é difícil perceber que o contexto que Sha’ul aqui se refere, como judeu zeloso e cumpridor da Lei (At. 25:8;28:17), não é que a Graça de ser salvo anulou a Lei, mas sim, aquele que teve a experiência do novo nascimento no Messias, ou seja, a natureza do pecado que habitava em nós deu lugar ao Espírito de D’us, não estando mais sob o jugo da lei do pecado (natureza do pecado), que oprime, amarra e destrói o homem, o separando de D’us, e nem do legalismo farisaico que impedia o homem de obedecer a Torah.
Uma coisa é entender o legalismo da Lei, a outra é viver sob os princípios da Lei.
Se este versículo continua sendo entendido erroneamente pelos cristãos, então, é melhor que estes cristãos risquem todas as cartas de Sha’ul, os escritos dos profetas e toda a Torah de suas Bíblias, pois, encontramos nas escrituras os inefáveis benefícios da Lei.

A maldição da Lei

Gálatas 3:10: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.”

Por que os que são “das obras da lei” estariam, segundo o rabino Sha’ul, debaixo de maldição?
Todos os que criam ser justificados pelas “obras da lei” (legalismo farisaico, sistema rabínico), não conseguiam obedecer a Torah pela Fé.
Sendo assim, estes acabavam desobedecendo a Torah e permanecendo “debaixo de maldição”.

O resgate

Gálatas 3:13: “O Messias nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;”
Ao homem que estiver no Messias, jamais lhe será imputada qualquer maldição prescrita na Lei de D’us para os desobedientes.
Fomos revestidos pela Graça quando nascemos de novo, isto é, quando somos transformados pelo Espírito de D’us.

O que era esta “maldição” em Gálatas 3:10?
Resposta – já que os “das obras da lei” não conseguiam obedecer à Torah pela fé em Yeshua, estes viviam debaixo da desobediência, isto é, debaixo do pecado, isto é, viviam transgredindo a Torah.

O que é “maldição da lei”? É a desobediência que acaba trazendo consequências.

O historiador Flávio Josefo afirmou que 90% das afiliações sectárias em Israel pertenciam a fariseus e essênios e em ambos os casos, a Torah (Lei de D’us) era uma fração da lei judaica.
Muitos ainda desconhecem que na época do messias existia um sistema religioso em Israel, que se preocupava mais com a religiosidade do que com a obediência a Torah do eterno.
Agora, quem não quer acreditar que aquilo que o messias combateu, sendo ratificado pelo rabino Sha’ul em suas epístolas como sendo este sistema religioso chamado de lei, e que a Torah foi aperfeiçoada pelo Messias, nós estaremos intercedendo ao Eterno, em nome de Yeshua, para que estes irmãos e irmãs possam ser despertados deste sono profundo em que se encontram.

E, aproveitando, vamos citar 2 exemplos de legalismo farisaico, as “obras da lei”:
Mateus 12:9: “E, partindo dali, chegou à sinagoga deles.
E estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para acusarem Yeshua, o interrogaram, dizendo: é lícito curar nos sábados?
E ele lhes disse: qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela e a levantará?
Pois quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados.
Então disse àquele homem: estende a mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra.
E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra Ele, para o matarem.”
Vocês sabem por que o Messias mencionou isto?
Os fariseus condenavam um grupo chamado de “essênios”, pelo excesso de rigor no Shabat: “…se um animal cai num poço ou num fosso, não se deve removê-lo no Shabat” (documento de damasco col. 11).
Vê a hipocrisia e a tradição deles?
Eles condenavam os essênios por causa de um animal, enquanto também condenavam o Messias por ajudar as pessoas. Quem é mais importante? Se o Messias cumpriu a Lei, como Ele não guardou o Shabat?

E quem também estivesse lendo um rolo no dia de Shabat e por acidente deixasse cair este rolo no chão, e se o rolo “rolasse” e ficasse a uma certa distância do leitor, ele não poderia ir até lá pegá-lo no dia de Shabat. Que absurdo!

Randfal
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Re: Lei de Moisés, Lei de D’us
por Bertolini em Seg 02 Abr 2012, 2:51 pm

A bíblia diz que o fim da lei é J-esus.

Bertolini

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