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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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Idolatria

O que a Biblia diz sobre a Idolatria?

I – DEFINIÇÃO E TERMOS RELACIONADOS A IDOLATRIA:
1. Ídolo: Estátua, figura, ou imagem que representa uma divindade e que é objeto de
adoração; Objeto de grande amou, ou de extraordinário respeito.
2. Idolatria: Adoração de ídolos. Ato de prestar culto divino a criaturas.
3. Idólatra: Que diz respeito à idolatria. Que presta culto ou adoração aos ídolos.
4. Idolatrar: Praticar a idolatria; adorar ídolos
5. Adorar: Reverencia, venerar, Prestar culto a alguém ou algum objeto, Se curvar,
reverenciar o ser adorado.

II – DIZ A BÍBLIA QUE OS ÍDOLOS NÃO PODEM SALVAR NINGUÉM, POIS SÃO APENAS PEDAÇO DE PAU, E QUEM INVOCA SEU FAVOR SE TORNA SEMELHANTE A ELAS E ESTÃO ENGANADOS:
• (SALMOS 115.1-8)
1. São feitos pelas mãos de homens(v.4)
2. Tem boca, mas não fala, tem olhos mais não vê(v.5)
3. Tem ouvidos, mas não ouvem. Tem nariz, mas não cheiram(v.6)
4. Tem mãos, mas não apalpam, tem pés, mas não andam, não podem emitir som de sua garganta(v.7)
5. E a todas as pessoas que fabricam os ídolos e confiam neles, se tornam semelhantes a eles, como foi apresentado acima.
• (ISAÍAS 44. 9-20)
1. As imagens de escultura são nada(v.9)
2. Não tem nenhum préstimo as imagens de escultura(v.10)
3. Os que criam a imagem de escultura é feita pelo homem e seus seguidores ficaram confundidos.(v.11)
4. As esculturas são de fabricação dos homens, por isso se tornam impotentes(vs 12-16)
5. Os homens que se ajoelham diante de uma imagem e escultura feita pelo homem e se curva diante dela e faz sua oração pedindo livramento, nada sabe, nem entende, estar fora de si e não tem conhecimento. Pois estar comentando abominação ao Senhor(vs. 17-19)
6. Tal homem que se curva diante de uma imagem de escultura estar com seu coração iludido, pois tal escultura não ode salvá-lo, pois nela não existe esse poder(v.20)
• ( JEREMIAS 10.1-5)
1. Deus diz que os costumes dos homens de buscar ajuda junto aos ídolos é um costume espantoso(v.2)
2. Espanto porque buscam ajuda a um ídolo criado pela mão do homem(v.3)
3. Enfeitado com prata e fixado para que não caiam(v.4)
4. Deus diz que tais ídolos são como espantalho em pipinal. Eles é quem precisam da ajuda do homem para se mover e não o homem deles, pois neles não estar fazer o bem, nem mal.(v.5)
• (ISAÍAS 45.20)
1. Buscar a ajuda dos ídolos é loucura, nada sabem os que buscam ajuda dos ídolos e andam em procissão, fazendo suplica a um deus que não podem salvar.
III – A IDOLATRIA É PROIBIDA NA BÍBLIA POR DEUS, TANTO NO ANTIGO COMO NO VELHO TESTAMENTO:
• NO ANTIGO TESTAMENTO:
1. ÊXODO 20.1-5:
1.1. Não terás outros deuses diante de mim(v.3)
1.2. Não farpas para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que há no céu ou debaixo da terra(v.4)
1.3. Não te curvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, Sou Deus zelozo(ciumento)(v.5)
2. LEVÍTICOS 19.4:
2.1. Não vos virareis para os ídolos,(v.4ª)
2.2. Nem vos fareis deuses de fundação.(v.4b)
2.3. Eu sou o Senhor vosso Deus(v.4c)
3. LEVÍTICOS 26.1
3.1. Não fareis para vós outros ídolos(v.1ª)
3.2. Nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna(v.1b)
3.3. Nem poreis pedra com figuras na vossa terra(v.1c)
3.4. Para vos inclinardes a ela(v.1d)
3.5. Porque eu sou o Senhor vosso Deus(v.1e)
• NO NOVO TESTAMENTO:
1. 1CORÍNTIOS 10.14, 19-22
1.1. Portanto, meu amados, fugi da idolatria(v.14)
1.2. Tudo que é sacrificado aos ídolos não são oferecidos a Deus, mais aos demônios(v.19-20)
1.3. Não podemos ser de Deus e dos demônios, como se diz: oferecer uma vela a Deus e outro ao Diabo(v.21)
1.4. Quem sacrifica aos ídolos, estar lutando contra Deus(v.22)
2. 1 JOÃO 5.21
2.1. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos(v.21)

III – O QUE ACONTERÁ COM OS IDOLATRAS QUE ADORAM OS ÍDOLOS E AS IMAGENS DE ESCULTURA, OS QUE PRESTAM CULTO A ELAS E AS INVOCAM ATRAZ DE SOCORRO? Vejamos o que diz a bíblia em várias passagens:
1. 1CORÍNTIOS 6.9: (“ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados(àqueles que se deixam usar de modo antinatural, confira Romanos 1.24-28), nem sodomitas(aos homossexuais ativos), nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.”)
1.1. Deus cita uma lista de praticas desenvolvidas pelos homens, nas os impossibilitam de herdar o reino de Deus(céu)
1.2. Entre essas praticas a IDOLATRIA se faz presente.
2. EFÉSIOS 5.5: (“Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.”)
2.1. Novamente a idolatria estar relacionada com outras atitudes que impedem a entrada no reino de Deus e de Cristo.
2.2. Isso deixa claro que aqueles que praticam idolatria, não irão para o céu.
3. APOCALIPSE 21.7-8: (“Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.”)
3.1. No versículo 6 é dito por Deus que ele dará de graça da fonte da vida . No versículo 7 Ele diz que o vencedor herdará as coisas que são alistadas no versículos no versículo 4 a 7.
3.2. No versículo 8 Ele mostra uma classe de pessoas que não desfrutaram das coisas mencionadas nos versículos 4 a 7 do capítulo 21. Entre elas estão os idolatras, os que terão como herança o lago de fogo e enxofre, no lugar do reino de Deus.
4. APOCALIPSE 22.15: (“Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica mentira.”)
4.1. Leia com atenção todos os versículos que antecedem o versículo 15, verás que Deus estar falando de céu e de suas maravilhas.
4.2. Mas no versículo 15 ele cita uma relação de pessoas que ficarão fora do céu e não desfrutarão das maravilhas da cidade santa. Entre os grupos citados estão os idólatras, os que adoram, veneram, prestam culto a estatua ou imagem de escultura. Os que fazem oração a ídolos que não podem responder e confiam a sua confiança em objetos criados por homens e não em Deus.

CONCLUSÃO: Devemos tomar uma decisão com que vamos ficar, se com a Bíblia ou com as tradições que recebemos dos nossos pais e da nossa religião. Aconselho que você fique com a Bíblia, pois ela é a Palavra de Deus e devemos ter as nossas crenças baseadas nela e não nas tradições adquiridas por nossos familiares. Veja o que diz Mc 7. 1-13, os fariseus invalidavam a Palavra de Deus seguindo a tradição e Jesus condenou isso. Cabe a você observar o que diz a bíblia e obedece-la, não interessa se a tradição fala diferente da Bíblia, o que importa pra você é o que diz a Bíblia e não a tradição. Que Deus o ajude, a tomar a decisão certa, mesmo quando esta venha ferir tudo aquilo que você julgava certo. Talvez você queira argumentar que não é um idolatria e que não pratica idolatria, mas porque você tem imagens de escultura na sua casa? Uma vez que a bíblia como você viu neste estudo, proibi totalmente a fabricação delas. Como você faz oração ajoelhado ou mesmo em pé diante delas? Isso segundo a bíblia é idolatria e não é agradável diante de Deus, agora você tem um conhecimento bíblico do assunto, cabe a você seguir a Bíblia ou não. Mas esteja consciente das implicações ou das conseqüências que sobrevirão a você caso não dar ouvidos a Palavra de Deus.

Por BlogThis!

Tags: O PRESBÍTERO, BISPO OU ANCIÃO

O PRESBÍTERO, BISPO  OU ANCIÃO

Textos: Tt. 1.5 – Tt. 1.5-7; I Pe. 5.1-4

•INTRODUÇÃO
Além dos ministérios de Ef. 4.11 existem algumas funções eclesiásticas, que visam a organização das igrejas cristãs, dentre elas destacamos o de presbítero. Os títulos eclesiásticos, por sua vez, são necessidades às quais as lideranças reconhecem, para a organização institucional. No estudo desta semana mostraremos a origem do termo, seu desdobramento no Novo Testamento, e ao final, as qualificações para a escolha dos presbíteros.

•A ORIGEM DO PRESBÍTERO, BISPO OU ANCIÃO
O termo presbítero remete à palavra hebraica zaqen, com o significado de ancião, utilizada inclusive em contextos mundanos (Gn. 18.11; Js. 6.21; I Sm. 28.14; Sl. 119.100; Ec. 4.13). Os anciãos eram pessoas respeitadas, geralmente por causa da idade, por causa da experiência acumulada (Is. 65.20). Essa é uma alusão à importância que os mais idosos tinham entre os povos antigos. De tal modo que entre os judeus se lamentava a morte de um ancião, pois com ele partia a sabedoria (Lm. 2.21). Mas Deus não faz distinção de pessoas pela idade, há a promessa em Jl. 2.28, que chegaria o dia no qual o Senhor derramaria o Espírito sobre toda carne, incluindo os idosos. Em Israel o zaquen ocupava posição de liderança na comunidade (Ex. 3.16; Nm. 11.16; Dt. 5.23; I Rs. 8.1). Eles são citados nos momentos mais importantes da história daquela nação, especialmente por ocasião da renovação do pacto com Israel (Js. 24.31). A palavra grega presbyteros, no Novo Testamento, também significa ancião, e tinha relação com a liderança na sociedade judaica. O termo presbítero era bastante comum entre os líderes das igrejas de predominância judaica. Enquanto que nas igrejas de maioria gentia o título mais utilizado era o de episkopos, geralmente traduzido por bispo, que significa um supervisor. Isso porque a palavra bispo é uma junção de epi e skopos no grego, que literalmente carrega o sentido “daquele que ver de cima”, entre um grupo de pessoas. Os presbíteros, bispos ou anciãos eram as lideranças das igrejas locais nos tempos da igreja primitiva. O título de pastor, associado aos líderes da igreja, teria surgido posteriormente, adotado como ofício pelos ministérios protestantes. A opção por um modelo institucional de igreja, mesmo nos tempos da igreja primitiva, não tem uma tendência dogmática. Por isso algumas igrejas evangélicas são pastorais, presbiterianas, episcopais, entre outros.

•O PRESBÍTERO, BISPO OU ANCIÃO NO NOVO TESTAMENTO
Com base em At. 20.17,28 e Tt. 1.5,7 compreendemos que os presbíteros (gr. presbyteros) e bispos (gr. episkopos) tinham a mesma função eclesiástica. Era responsabilidade deles o governo na igreja, sem desprezar o ensinamento, requerendo que alguns desses se afadigassem na palavra e no ensino, tornando-se dignos de honorários dobrados (I Tm. 5.17). Tito fora deixado em Creta, para “por em ordem as coisas restantes”, e instituir uma liderança a fim organizar as congregações locais (Tt. 1.5-9). Para isso precisava atentar para algumas qualificações, que destacamos: 1) ter filhos cristão (v. 6) – Paulo enfatiza esse princípio ao escrever a Timóteo (I Tm. 3.5), isso mostra que a vida e o serviço cristão devem iniciar no lar, evidentemente essa orientação se aplica aos filhos que são de menores e que estão debaixo da responsabilidade do pai; 2) despenseiros de Deus (v. 7) – o presbítero não é proprietário, apenas administrador das coisas de Deus, uma espécie de mordomo (Lc. 16.1-13), não pode dizer que isso ou aquilo lhe pertence, antes reconhece que Deus é o dono de tudo, principalmente do rebanho (At. 20.28,29); 3) não pode ser arrogante – não deve ser impositivo, querer fazer sempre o que deseja, em detrimento da vontade e interesse dos demais, para tanto precisa estar aberto à avaliação, e não ter receio de críticas e sugestões; 4) não irascível (v.7) – não pode se irritar com facilidade, evidentemente existe uma possibilidade de ira, e essa não é pecado (Ef. 4.26), mas a ira não deve controlar o obreiro, nada poderá tirá-lo do centro, que é a moderação, fruto do Espírito Santo (Gl. 5.22); 5) amigo do bem (v.8) – deve se aproximar de coisas boas, principalmente de boas pessoas, não deve perder o seu tempo com coisas que o distanciem de Deus, muito menos que não edificam; 6) justo (v. 8) – justiça, nesse contexto, não diz respeito à justificação em Cristo, mas a uma justiça moral, isto é, uma direção para fazer o que é direito, não o que é errado, se distanciando de práticas escusas que não agradam a Deus, mesmo que sejam consideradas normais pela sociedade; 7) piedoso (v. 8) – alguém que vive em santidade (I Pe. 1.16), sendo, portanto, diferente dos demais, não apenas na aparência, mas principalmente na experiência com Deus, por isso deve cultivar momentos de devoção com o Senhor, para leitura da Bíblia e oração; 8) que tenha domínio de si (v.8) – uma pessoa controlada, isto é, disciplinada, prática que envolve o uso do dinheiro e do tempo, sua mente e corpo estão sob controle, sujeitando-se ao Espírito Santo, em temperança (Gl. 5.22) e 9) apegado à palavra fiel (v. 9) – Deus é verdadeiro, e não há mentira em suas palavras, por isso o presbítero deve voltar-se para a sã doutrina (I Tm. 1.10), a fim de edificar a igreja e rejeitar os falsos ensinamentos.

•AS QUALIFICAÇÕES DO PRESBÍTERO, BISPO OU ANCIÃO
Ao que tudo indica, com base em At. 14.23, os presbíteros eram nomeados para o cargo eclesiástico, talvez por eleição. Esses deveriam apresentar algumas qualificações para o exercício da função na igreja. A principal delas deveria ser uma experiência pessoal e profunda com Cristo, e identificação com as orientações apostólicas, considerando o testemunho daqueles que andaram com o Senhor (I Pe. 5.1). Fazendo assim os presbíteros seriam participantes da glória que será revelada em Cristo, testemunhada pelo próprio Pedro no monte da transfiguração (Mt. 17.1-5; II Pe. 1.15-18). O verbo “apascentai” (gr. poimanete) mostra uma alusão direta do presbítero com o pastorado. Aqueles que pastoreiam o rebanho de Deus devem fazê-lo seguindo o exemplo de Cristo, o Bom Pastor (Jo. 10.11; 21.15-17). O pastorado somente terá efeito se for desenvolvido por livre e espontânea vontade, não por obrigação, por meio da força, ninguém deve ser coagido a se tornar pastor (I Pe. 5.3). As igrejas seriam mais saudáveis se os pastores estivessem no ministério por vocação, não por interesses os mais diversos, e às vezes, meramente pessoais. Alguns deles continuam diante da igreja apenas como uma profissão, motivados tão somente pelo dinheiro que haverão de receber. Alguns desses se tornarem dominadores da igreja, às vezes pensam que são donos dela, querem barganhar com o povo de Deus, principalmente nos períodos eleitorais. Em alguns casos essas líderes abusam espiritual do rebanho, resultando em feridas incuráveis, e o pior, em nome de Deus. Os pastores que são pastores têm uma terna preocupação com as ovelhas de Deus, eles alimentam o rebanho do Senhor, protegendo-o dos ladrões e saqueadores (At. 20.28-35). Eles também as supervisionam, acompanhado suas necessidades, não “por sórdida ganância, mas de boa vontade”. É justo que o pastor seja remunerado (I Co. 9.1; I Tm. 5.17, 18), mas esse não pode ser avarento (I T. 3.3), muito menos cobiçoso (Tt. 1.7). O pastor-presbítero deve ser um exemplo para o rebanho, somente assim alcançará a promessa de Cristo, quando Ele retornar em glória (I Pe. 1.7,8).

•CONCLUSÃO
Muitas pessoas querem ser pastor, presbítero, bispo ou ancião, mas nem todas estão dispostas a pagar o preço que esse título requer. Aqueles que trabalharem com dignidade receberão do Pastor Fiel uma coroa de glória, uma recompensa perfeita para uma herança incorruptível. Que nesses anos, marcados pela ganância, Deus levante pastores-presbíteros-bispos-anciãos comprometidos com o rebanho, e cientes do julgamento futuro do Supremo Pastor. PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!

Postado por Teinho Silva

Tags: Divórcio

O Pecado do Divórcio
Para os homens sem fé de Israel que haviam se divorciados de suas esposas sem o consentimento divino, o aviso pelo profeta Malaquias foi claro e forte. “Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis” (Malaquias 2:16).
Não precisa nem dizer que o divórcio é um problema para nós hoje em dia, da mesma forma que foi para Israel naquela época. Enquanto as estatísticas parecem indicar uma leve redução na quantidade de divórcios, nenhuma pode negar que as pessoas de hoje ainda têm uma forte tendência de terminar o casamento ao invés de resolvê-lo. Vivemos numa sociedade “descartável”, onde os casamentos, como copos descartáveis, podem ser jogados fora convenientemente quando terminar de usá-los. Mas o texto de Malaquias indica o que sempre tem sido a atitude de Deus em relação ao término de casamento. Ele disse que o divórcio é ser infiel.
No mínimo, a promessa do casamento envolve uma promessa de comprometimento e confiabilidade. Os esposos devem poder confiar completamente na constância do outro. Quando alguém trai aquela confiança pelo divórcio, comete o pecado de traição e infidelidade. Não só isso, mas Deus disse que o divórcio “cobre de violência as suas vestes”. Divorciar-se é perpetuar um ato de injustiça e violência contra o parceiro. É um mal injúrio inflito naquele que tem o direito de esperar a segurança e o apoio. Divorciar-se do parceiro nada mais é do que voltar atrás numa aliança honrada por Deus, mostrar-se falso de coração e cometer crueldade em busca da vontade própria. Nada que um ser humano possa fazer a outra pessoa magoa de forma mais egoísta.
Pode até ser que o prevalecimento do divórcio é apenas um sintoma da quebra total de nossa vontade de mostrar fidelidade no geral. A verdade, a integridade e a firme lealdade estão em falta entre nós, ponto final. Não estamos mais cheios com um forte senso de aliança a nada! Fazemos os nossos compromissos de uma forma casual, e os quebramos de maneira tão casual quanto. Longes estão os dias em que a virtude caseira de “manter a palavra” era gravado nos bordados infantis. O “homem cuja palavra era o seu compromisso” provavelmente é o nosso avô, não o nosso marido.
Mesmo entre aqueles que professam ser cristãos, há uma diminuição no compromisso do casamento. Em grupos onde, no passado, o divórcio seria algo impensável, hoje é mais provável que a atitude seja: O divórcio é uma pena, mas é uma opção disponível em casamentos com problemas sérios, desde que não se case novamente em desacordo com as Escrituras. E assim, se inicia o “jogo de espera”, em que cada esposo espera o outro se casar novamente. Quando isso acontece, a pessoa “inocente” então “repudia” o outro por causa do adultério e casa novamente, citando Mateus 19:1-12 como a garantia espiritual.
Mas o ponto principal que Jesus ensinou naquele texto crítico é o fato de que o divórcio ser per si pecaminoso. A pergunta dos fariseus à qual Jesus estava respondendo era a respeito da legalidade, não do divórcio e do novo casamento, mas sim do divórcio em si. Haviam perguntado, “É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?” (Mateus 19:3) Agora ouça o texto e deixa-o entrar bem: “Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6).
O pecado é cometido sempre que um cônjuge se divorcia de outro por qualquer motivo a não ser a fornicação, a única exceção feita por Deus. Se nós fizermos o que Jesus diretamente mandou que não fizéssemos, o ato poderia ser qualquer outra coisa que não o pecado? A própria atitude de que Deus não está sério sobre o que diz é uma perigosa zombaria de Deus. “O que Deus ajuntou não o separe o homem” é um mandamento falado claramente para ser obedecido! Desobedecê-lo é cometer um pecado egoísta e infiel. Em Malaquias 2:16, Deus disse que ele odeia o repúdio. Temos condições de adotar qualquer outra visão a respeito do pecado do divórcio?
-por Gary Henry

Tags: “O lar segundo o coração de Deus”

“O lar segundo o coração de Deus”
Embora o casamento tenha sido produzido no céu, o sucesso dele depende de nós, aqui na terra. É necessário um grande esforço por parte do marido e da esposa para que se possa apreciar o total potencial de felicidade contidos nos laços do matrimônio. Ambos devem estar conscientes de seu relacionamento diante de Deus, e desejosos de realizar aquilo que Deus quer que façam. Quando cada conjugue se mantém submisso a Seu plano, através do diligente esforço e cooperação mútua, o casamento pode trazer um pouquinho do céu na terra.
Reconhecendo a responsabilidade existente tanto na esposa quanto no esposo, estudaremos hoje a parte que nos compete neste assunto. Falaremos o que nós mulheres podemos fazer para transformar nossa casa, em um verdadeiro lar, conforme o desejo de nossa Pai Celestial.
Submissão da mulher
Efésios 5:22-24, nos diz:
“Vós, mulheres, sujeitai-vos ( submissão), a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo Ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.”
I Coríntios 11:3, nos diz:
“Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça de toda mulher e Deus a cabeça de Cristo. “
A palavra “cabeça” , que aparece nos dois versículos acima, certamente não transmite qualquer idéia de superioridade do homem sobre a mulher em qualidade pessoal, ser, ou natureza moral. Também não ensina que o homem seja superior à mulher como pessoa aos olhos de Deus. Pelo contrário, o foco da passagem está na função, dizendo respeito aos papéis no relacionamento entre homem e mulher; não indicando superioridade ou inferioridade. Se fosse assim quando o apóstolo Paulo disse que o cabeça de Cristo é Deus, estaria dizendo que Deus é superior a Cristo; o que sabemos não ser verdade. Eles são um, como vemos em João 10:30. A liderança de um homem sobre uma mulher na Bíblia tem relação com a autoridade funcional. Como necessidade prática para a disposição bem sucedida das questões humanas. O Senhor ordenou que a mulher seja submissa à autoridade do marido.
Dentre outras razões, em I Timóteo 2:13-14, vemos um exemplo pela qual Deus deu tal ordem:
“Porque primeiro foi formado Adão e depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher sendo enganada, caiu em transgressão.” ( I Timóteo 2:13-14)
O homem foi criado primeiro, depois a mulher. Como ser humano original, a ele foi outorgada a posição de liderança . Assim também foi Eva engana, e não Adão. Porém Eva estava, e portanto a mulher está, sob a autoridade do homem, e ambos sob autoridade de Deus.
Veja I Coríntios 11:11-12:
” Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus.”
A ordem funcional existente entre marido e esposa tem um belo exemplo no relacionamento de Cristo com o Pai. Jesus disse: “o Pai é maior do que eu” (João 14:28). Ele também declarou: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Mesmo que a esposa seja submissa ao marido, os dois são, todavia, “uma só carne”.
O apóstolo Paulo indicou em Efésios 5:22, que esposas, ao se submeterem a seus maridos, devem fazê-lo “como ao Senhor”; como sendo um ato de obediência ao próprio Senhor. A esposa deve ver a submissão sob esta luz, pois desta maneira fica muito mais fácil para ela realizar o que é correto. Quando você perceber que está se sujeitando a seu marido “como ao Senhor”, isto faz toda a diferença do mundo.
Assim como a Igreja deve estar em submissão ao Senhor, sua cabeça, as Escrituras ordenam que a esposa admita a liderança e submeta-se à autoridade do marido. Ela deve reconhecer sua liderança.
Não é necessário que isso se torne um problema. Absolutamente. Na verdade, fica fácil quando o marido faz a sua parte seguindo o exemplo dado em Efésios 5:25, amando sua esposa “como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. Se o marido zelar e dar-se pela esposa como Cristo o fez, de maneira sacrificial e abnegada, ela não precisará ter qualquer receio em colocar-se em submissão a ele. Pelo contrário, terá a maior alegria em aceitar o papel designado a ela por Deus. Se ambos, marido e esposa, reconheceram e aceitarem a ordem divina, formaram um lar de transbordante alegria, agradável ao Senhor. O marido aceitará e assegurará uma autoridade com amor e a esposa se submeterá alegremente, conforme o intuito de Deus.
Veja o que Deus diz aos maridos:
“Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.” (I Pedro 3:7)
Comprometimento para a vida toda
Do dia do casamento em diante, na verdade, muito antes dele acontecer, o noivo e a noiva devem ter plena consciência da permanência dos laços do casamento. Devem ambos desejar honrar as exigências de um relacionamento para a vida toda. O próprio Senhor Jesus ensinou isso em Marcos 10:6-9, onde diz:
“Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso, deixará o homem a seu pai e sua mãe, e unir-se-á a sua mulher; E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Marcos 10:6-9)
O próprio fato do casamento trazer este compromisso exige que façamos o melhor possível para fazê-lo funcionar bem e assegurar felicidade e satisfação plena aos envolvidos. Seria um tremendo desperdício duas pessoas passarem pela vida num relacionamento sem amor! Simplesmente tolerar um ao outro, conviver apenas por causa dos filhos não foi o que Deus pretendeu para o casamento. Ele não foi originado como penalidade, ou como alguns o vêem, uma “sentença de vida”. É para toda a vida, com certeza, mas é algo para se aproveitar, não “suportar”. Um casamento bem sucedido não acontece simplesmente. Ele exige uma devoção abnegada tanto por parte do marido como da esposa.
Nunca se esqueça de que nenhuma esposa deve estar tão ocupada ou interessada em sua vida social (trabalho, filhos, nem mesmo a igreja) que falhe em manter sua casa arrumada e limpa, em demonstrar interesse no trabalho do marido ou em ser amável e afetuosa. A esposa que muda de planos para atender ao marido está fazendo sua parte no “adocicar” do relacionamento. Sim, os casamentos são instituídos no céu, mas o trabalho de manutenção deles depende de nós!
Disciplina financeira
O marido e a esposa deve exercer uma mútua autodisciplina na área financeira. Devem ser abertos e honestos ao analisarem suas necessidades e vontades; discutindo calma e livremente as despesas propostas. Devem evitar pressionar indevidamente um ao outro insistindo em aquisições desnecessárias que irão levá-los ao sofrimento. Sobretudo, orem sinceramente e peçam orientação e direção do Senhor.
Assim, tendo isso em mente, peça a Deus que os ajude a demonstrar um controle apropriado na área de finanças da família. Lembre-se, como Jesus nos disse, “… a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12:15). Tenha cuidado em obedecer a admoestação bíblica de “…contentai-vos com as coisas que tendes.” (Hebreus 13:5)
Seu comportamento
“Semelhantemente, vós mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra; Pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavras. O enfeite dela não seja exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” (I Pedro 3:1,3,4).
O apóstolo Pedro, não estava dizendo que a mulher não deva se arrumar, cuidar de si, mas o ponto mais importante do que a atraente aparência física, exterior da esposa é a sua beleza espiritual interior. Esta deve ser a coroa da atração e não deve ser ofuscada por adornos externos.
A qualidade interior da alma deve ser o adorno da mulher cristã, mais do que a beleza exterior física ou material. Sua característica marcante deve ser sua natureza interior. Sua beleza física, mesmo que muito atraente, deve tornar-se opaca quando comparada a sua beleza espiritual.
Comunicação
É de suma importância a comunicação em seu lar. Começando pelos eventos do dia-a-dia.
Depois passando para seus sentimentos. Essa é a área do compartilhar. É a hora em que o marido e ou a esposa ousam se abrir, como a ninguém mais, na expressão de suas emoções: seus temores, suas alegrias, suas fraquezas e necessidades. Nesse ponto a confiança é de suma importância. Cada um deve ter a confiança do sigilo em relação ao que é falado. Também deve ter certeza de que haverá interesse genuíno, consideração e uma reação compreensiva ao que dirão um ao outro.
Infelizmente, por mais que lutamos contra isso, virão os tempos de conflitos, e o que fazer ? Ou, como agir ? Sábios são os casais que conseguem discutir seus problemas de maneira calma, controlada e aberta. A conservação de um bom casamento, entretanto, requer uma discussão razoável e de mente aberta sobre as diferenças, disposição em ser o menos importante, e desejo de fazer concessões em amor. Através da comunicação inteligente e do respeito pelas convicções e sentimentos da outra pessoa, o problema pode ser livremente discutido e resolvido, se é que havia um !!!!!
Irmã, nós devemos reconhecer a igualdade para a mulher, não só em sua criação e salvação, mas também em sua responsabilidade em obedecer a Deus. Ambos, homem e mulher, tem a responsabilidade de fazer a vontade do Senhor, e ambos sofrem as conseqüências de Seu julgamento pela falha em não fazê-lo.
Nunca se esqueça que ao homem foi dada a posição central, à nós a posição de suporte. Dele era, e é, a necessidade; nossa é o chamado para suprir essa necessidade. Nós somos as companheiras e auxiliadoras de nossos maridos. E juntos devemos honrar e obedecer ao Senhor.

O esboço deste Estudo foi por mim elaborado e apresentado na Primeira Igreja Batista Independente em Catanduva, interior de São Paulo, para as senhoras da mesma, tendo como base no livro “Como fazer de sua Casa um Lar”, de Richard W. De Haan da Editora Imprensa Batista Regular. O conteúdo das argumentações foram extraídas do livro, com acréscimos de argumentos de minha própria autoria, assim como outras referências bíblicas, a fim de melhor adaptar o conteúdo do livro à forma de Palestra. 2003

Autora: Irmã Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos
ibicatanduva@terra.com.br
Fonte: www.obreiroaprovado.com

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Se o vizinho é bom, o sono é melhor!

Desde as épocas mais remotas, para poder sobreviver, muitas vezes, os vizinhos tinham que se unir. No entanto, nem mesmo esta importante interdependência era forte o bastante para garantir uma convivência pacífica entre eles. A história contém inúmeros relatos de conflitos envolvendo famílias e, até mesmo, nações. Alguns tão graves que terminaram em guerras.

Se naquela época já era complicado ter vizinhos, imagine, hoje, então, nesta época pós-moderna, caracterizada pelo individualismo exagerado, intolerância, egoísmo e falsas sensações de liberdade e independência? (Leia II Timóteo 3.1-2). Não é à toa que está voltando à moda aquele velho provérbio popular que diz: “Vizinho chato, inferno ao lado”.

Neste assunto, como em todos os demais, a Bíblia tem lições preciosas. Vamos ver como a Bíblia nos ensina a lidar com os vizinhos ruins, depois, veremos que ela também tem uma palavra de esperança e alegria sobre o assunto.

QUANDO OS VIZINHOS SÃO RUINS
Primeiramente, procure descobrir se o vizinho ruim não é você mesmo. Temos sempre a tendência de achar que “o diabo está no outro”, nunca em nós. Quem sabe seus vizinhos estão apenas reagindo ao seu mal comportamento ou da sua família. Quer mesmo saber a verdade? Pergunte a eles (aos seus vizinhos). Muitas vezes temos sido ingratos para com nossos vizinhos, desrespeitando o princípio bíblico que diz:. “Sede agradecidos” (Colossenses 3.15); ou temos desprezado as pessoas, pelos mais estúpidos motivos, inclusive por diferenças religiosas, desrespeitando outro ensinamento bíblico que diz que quem despreza o próximo é louco e peca (Provérbios 11.12, 14.21); ou, temos tratado os vizinhos com grosseria, ignorando o ensino de Provérbios 15.1 que nos ensina a dar sempre respostas brandas e gentis; ou temos nos envolvido em fofocas, falando mal das pessoas ou dando ouvidos a este tipo de conversa, esquecendo-se da proibição bíblica em Tiago 4.11: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz”; e vai por aí afora. Se você descobrir que o problema é você ou sua família, mude seu comportamento e verá que seus vizinhos, com o tempo, também mudarão o deles.

Em segundo lugar, procure descobrir se o seu vizinho ruim não é um castigo que Deus tem enviado para ajudar você e sua família a refletir e abandonar os seus pecados. Isso já aconteceu no passado, confira: “Tu nos pões em contendas com os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós entre si” – Sl 80.6. Se for este o caso, arrependa-se dos seus pecados e Deus tirará este espinho da sua carne.

Por fim, se o problema realmente são os seus vizinhos, coloque o assunto nas mãos de Deus, pois, em Jeremias 12.14, há relato muito interessante sobre o agir de Deus numa situação semelhante: “Assim diz o Senhor, acerca de todos os meus maus vizinhos, que tocam a minha herança, que fiz herdar ao meu povo Israel: Eis que os arrancarei da sua terra, e a casa de Judá arrancarei do meio deles”.

PALAVRAS BÍBLICAS DE ESPERANÇA E ALEGRIA
1. Melhor é o vizinho perto do que o irmão longe (Pv 27.10). Ter parentes achegados é muito bom, ter irmãos queridos, melhor ainda, mas, verdade seja dita, num momento de urgência, de socorro imediato, são os vizinhos que estão mais perto e costumam chegar primeiro. Muitas vezes, são eles quem Deus tem usado para nos ajudar e até nos salvar. São eles, também, que muitas vezes nos prestam pequenas ajudas, simples até, mas tão importantes naquele momento que nos encorajamos a bater à porta de suas casas, não importa a hora, pedindo um favor, como, por exemplo, uma colher de sal ou de açúcar emprestado. Os genuínos filhos de Deus, sempre que estiver ao seu alcance, devem estender a mão aos seus vizinhos e, se um dia precisou deles, devem jamais se esquecer disso. Procure manter uma atitude de gratidão por ter vizinhos com os quais pode contar, pois isso é muito melhor do que ter vizinhos que nos fazem sofrer.

2. Os vizinhos são testemunhas naturais do agir de Deus em nossa vida. Quando Jesus curou o cego (João 9), foram os vizinhos dele quem fielmente testemunharam a sua cura e transformação. Se Deus estiver agindo em sua vida e em sua família, seus vizinhos, certamente, serão os primeiros a perceber e comentar as mudanças (Lucas 1.58).

3. Não devemos viver enfurnados na casa de vizinho, mas isso não quer dizer que não podemos comungar com eles de vez em quando. Veja o exemplo daquele homem que, quando encontrou a sua ovelha perdida, chamou seus amigos e vizinhos para se alegrar com ele (Lucas 6). Isso ajuda a melhorar os relacionamentos e a convivência.

4. Os vizinhos são nosso campo missionário: “E Jesus lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue; porque para isso vim” – Mc 1.38.

4. Os vizinhos podem ser canal de bênção em nossa vida. Quando Eliseu multiplicou o azeite da viúva, foram os vizinhos quem emprestaram as vasilhas para ela: II Reis 4.3: “Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas”.

O melhor, em relação aos nossos vizinhos, é nos conscientizarmos que precisamos uns dos outros, que não existe essa coisa de “total independência”. Todos nós estamos ligados, de um jeito ou de outro e já que temos que compartilhar o mesmo ar que respiramos, o melhor é viver em paz.

Ser gentil, respeitoso e solidário é a política de vizinhança mais produtiva e inteligente que existe.

É uma atitude que agrada a Deus e nos poupa de muitos incômodos.

Deus seja louvado!

Autor: Pr Ronaldo Franco

Tags: O Amor no Casamento

O Amor no Casamento
Todo mundo sabe que o amor é essencial para um casamento. Existem casamentos que não exigem amor, tais como casamentos políticos e os arranjados conforme regras e tradições culturais. Mesmo assim, estes não servem como regra geral. A regra geral dita: No casamento normal deve haver amor.
Mas, nem todo tipo de amor é o amor ideal. Será que o seu amor é o ideal? Será que o amor que você tem para com o seu cônjuge é aquele que as muitas águas não podem apagar, nem os rios afogar (Ct. 8.7)? Será que o seu amor é aquele que nunca falha (I Co. 13.8)?
Para distinguir se você tem ou não o tipo ideal de amor no seu casamento, eu proponho que cada um complete uma determinada frase dentro de si mesmo. Como você completar essa frase, revelará muito. Revelará o quanto durará o seu casamento. Indicará qual será a sua reação aos apertos financeiros que atingirem o seu casamento. Dirá como você reagirá às intervenções normais que ocorrerem por parte dos familiares, à rejeição, e ao estresse normal de uma vida de casado. Evidenciará o grau de estima que você sente pelo seu cônjuge e o quanto está disposto a aceitar as mudanças inevitáveis que a vida provoca.
A frase que proponho que você complete é: Eu amo o meu cônjuge porque _______.
Como essa frase pode revelar tanto? Quero examinar duas palavras gregas usadas no mundo inteiro para descrever o amor. Uma destas palavras é “Eros” e a outra é “Ágape”.
O Amor Eros
Se você completou a frase por algo que admira em seu cônjuge, por alguma qualidade pela qual o seu cônjuge possa lhe servir, por uma atração física que lhe agrada, ou por qualquer outra qualidade ou virtude financeira, espiritual, escolástica, etc., então, por mais que isso lhe surpreenda, a base da sua união é precária.
É precária porque você manifestou um tipo de amor que não é duradouro. Este tipo de amor é motivado sempre por razões egoístas. O amor Eros se completa e se satisfaz apenas com aquilo que agrada a si mesmo, e dura apenas enquanto existe tal prazer.
O amor Eros é motivado sempre por alguma qualidade fora do seu próprio coração. A fonte deste amor reside nos atrativos do cônjuge, ou seja, nas qualidades do cônjuge que lhe dão prazer. Se a razão principal de ter se casado, ou continuar casado, é apenas a satisfação que o seu cônjuge possa lhe proporcionar, então a base do seu casamento é o amor Eros. O amor Eros sempre tem no cônjuge a razão principal de continuar casado, pois assim a sua própria satisfação é alcançada.
Os atrativos e as coisas agradáveis que o seu cônjuge possui, e que lhe dão muito prazer, podem até ser considerados como qualidades de elevado caráter moral. Mesmo assim, se as qualidades no outro formam a base central da sua união, fica evidente que “Eros” é o tipo de amor do seu casamento. E o amor “Eros” não é o tipo de amor ideal para um casamento.
Pelo fato de Eros ser o tipo de amor que se deleita em si mesmo, ele se agrada apenas quando o outro se sacrifica para lhe satisfazer. O amor Eros é uma perversão do amor verdadeiro, o Ágape. O amor Eros é tão instável quanto frágil, e termina sempre envenenando-se a si mesmo. O Eros é exigente e sempre deseja ter algo em retorno. Se for recusado, pode facilmente transformar-se em ódio.
Se você nota que tem traços do amor Eros em seu casamento, não se entregue ao desespero! O fato do amor Eros não ser a melhor base para iniciar um relacionamento permanente, pode desanimar a muitos, pois este amor é o único conhecido pela maioria dos que se casam. Um respeitado pastor disse um dia no almoço em nossa casa: “Quando um casal se casa, geralmente não conhecem o amor verdadeiro.” É verdade que todos nós quando fazemos nossos votos de casamento acabamos demonstrando, em maior ou menor grau, o quanto somos egoístas. Mas, graças a Deus, não temos que continuar nos laços egoístas do amor Eros.
Em contraste com amor Eros, há o amor ágape. Deus é este Amor, o amor verdadeiro (I Jo. 4.8, “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.”). Ele nos mostra como esse amor funciona. Este amor não pede que o outro se sacrifique para o agradar; ele sacrifica-se a si mesmo pelo bem do outro. Deus é amor, e Deus se revela através do Seu Filho Jesus Cristo (Jo. 1.18, “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”). Conhecer Jesus como seu salvador é conhecer o amor de Deus (Jo. 3.16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”).
Vamos estudar um pouco deste maravilhoso e eterno amor ágape.
Ágape
O amor Ágape não se baseia em um valor externo. É um amor puro. A sua fonte não está no objeto amado. A fonte e o motivo do amor Ágape se encontram na sua própria essência. A existência contínua deste amor não está baseada na esperança de receber algo em troca. O Ágape não busca a aceitação do outro para sobreviver. O amor Ágape não é fruto de um ato que somente se realiza por manipular os outros para a sua própria satisfação. A amor ideal, o Ágape, não se frustra. Não fica frustrado porque não pede algo em retorno. É um desejo puro de querer cuidar do outro, mesmo que isso exija um sacrifício maior de si mesmo.
Quando descrevemos as características mais fundamentais do amor Ágape, descobrimos o amor divino, não aquele que vem do homem. No amor Ágape Deus age para com Seu povo. Este amor puro e divino é revelado ao homem através de Cristo. Deus amou os Seus não por causa de algo atraente ou amável que havia neles, mas por Ele aplicar o Seu amor para com eles. (Jr. 31.3, “Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.”).
Diante do Santo Deus, não há nada agradável no homem pecador (Rm. 3.10-18). Se Deus ama o homem pecador, só pode ser pelo amor Ágape, aquele amor que não busca valores no outro. A Bíblia revela que Deus age através de Cristo para fazer o pecador ser aceitável:
Ef 1.3-12, “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, em quem temos a redenção pelo Seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça, que Ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência; descobrindo-nos o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito, que propusera em Si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; nEle, digo, em Quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade; com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em Quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nEle também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.”.
No Novo Testamento, o amor Ágape é fortemente manifestado através do amor de Deus que opera em um coração remido. O amor Ágape transforma o amor Eros, ou seja, é o amor remindo o amor. Este amor de Deus alcança o homem pecador através da graça de Deus em Cristo, e proporciona pleno perdão aos que se arrependem e crêem em Cristo.
Reconhecemos agora que o amor Ágape é diferente do amor Eros, pois não é um amor motivado por aquilo que a pessoa é, mas a ama apesar de tudo o que ela é.
Agora podemos entender quão reveladora é a frase sugerida no começo deste estudo sobre o amor no casamento. Sabendo disso, de que maneira completaremos esta frase agora? Complete de novo a frase: Eu amo o meu cônjuge por que ___________. Agora você poderá analisar a si mesmo pelos fatos já estudados.
Quem já conhece a Jesus Cristo, pode crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo (II Pe. 3.18). Tais pessoas podem e devem conformar-se à imagem de Jesus Cristo mais e mais (Rm. 8.29; II Co. 3.18, “… somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”). Quem está em Cristo pode conhecer o amor Ágape.

Para conhecer melhor o amor verdadeiro, que deve estar presente em todo relacionamento matrimonial, estudaremos mais detalhadamente o amor Ágape descrito em I Coríntios 13.4-6.
O Amor Verdadeiro É:
“sofredor” – O amor exercitando paciência. Prontidão em suportar qualquer afronta ou fazer qualquer sacrifício para o bem do seu amado.
“benigno” – O amor agindo cuidadosamente e com um entendimento perspicaz diante daquilo que o outro realmente necessita.
“não é invejoso”- O amor competindo com aquilo que pode feri-lo. Não busca seus direitos. Tudo que é negativo para o sucesso do relacionamento, é uma oportunidade para este amor mostrar compaixão e condolência.
“não trata com leviandade, não se ensoberbece.” – Humildade em evidência. Não reage com egoísmo e despensa qualquer satisfação própria.
“não se porta com indecência” – Amor sendo cordial e praticando as boas maneiras. Atendendo às mínimas necessidades do outro. Nada é insignificante.
“não busca os seus interesses” – Amor sem egoísmo. Ele se regozija na oportunidade de abdicar dos seus direitos, sim, de entregar a sua própria vida! Se satisfaz na entrega de si mesmo para o bem do outro.
“não se irrita” – Pelo fato do amor verdadeiro não ser egoísta, não se ofende. Pode ser ferido, mas não reage com desdém. Pelo contrário, o amor procura adoçar o que é amargo e purificar o impuro.
“não suspeita mal” – O amor que não dá lugar à astúcia. Não levanta suspeitas de qualquer tipo.
“Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade” – o amor verdadeiro é santo e puro em essência e motivos. Não se vinga. É zeloso, admira aquilo que é verdadeiro, preza tudo que a verdade faz, e nunca tem prazer naquilo que a mentira pode fazer.

Este amor não é visto nos filmes dos cinemas, nas novelas da televisão, na maior parte dos namorados nas praças, ou nas igrejas de hoje. Entendendo como o amor verdadeiro age, então podemos entender aquela afirmação dada pelo pastor que diz: “Quando um casal se casa, geralmente não conhecem o amor verdadeiro.” Mas este amor verdadeiro pode ser desenvolvido.
Quanto mais nos conformarmos a imagem de Jesus, mais esse amor aparecerá em nossos relacionamentos. É nos tornarmos mais semelhante a Cristo, pois este amor em nós é fruto do Espírito Santo.
O Amor Ágape em Gálatas 5.22
O “fruto” do Espírito Santo consiste de nove elementos que, somados, descrevem apenas um, o amor, que encabeça essa lista. Primeiro, por Deus ser amor.
Gozo é o amor cantando. O verdadeiro prazer num relacionamento só pode ser conhecido com o verdadeiro amor. Pode existir um casamento sem o gozo, mas é mera existência. Melhor é ter o amor verdadeiro, mesmo às duras custas.
Paz é o amor descansando. I Jo 4.18, “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.”
Longanimidade é o amor perdurando. Sofrendo, mas se alegrando na esperança.
Benignidade é o efeito do amor. Bondade o seu caráter. Fé o seu hábito. Mansidão é o amor esquecendo-se de si mesmo. Temperança é o amor ditando os limites.
Tudo o que o amor verdadeiro representa, foi demonstrado no sofrimento de Jesus Cristo, que traz o perdão de Deus. O pecador que se arrepende dos seus pecados e tem fé na obra de Cristo, realizada na cruz, conhecerá o amor verdadeiro de Deus.
Você já conhece este amor? É evidente na sua vida? O seu casamento merece tal amor!
Bibliografia:
BÍBLIA SAGRADA. São Paulo, São Paulo, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 1994.
DICIONÁRIO ELETRÓNICO AURÉLIO. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, V. 2.0, Junho, 1996, V. 3.0, Novembro, 1999.
ONLINE BIBLE. Winterbourne, Versão 7.0, www.omroep.nl/eo/Bible/software/ps, 1997.
SMALL, Dwight Hervey, Design for Christian Marriage, Spire Books, Old Tappan,1976
STRONG, JAMES LL.D., S.T.D. Abingdon’s Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible. Abingdon, Nashville, 1980.
BARCLAY, William, As Obras da Carne e o Fruto do Espírito., Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 2000.
Correção gramatical: Eduardo Cadete, 04/2010
Autor: Pr Calvin Gardner

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10 RAZÕES PARA CRER NA MORTALIDADE DA ALMA

1º Porque o homem é uma alma, e não possui uma. Gênesis 2:7 nos deixa claro que Deus formou o homem do pó da terra (corpo), soprou nele o fôlego da vida (espírito) e, como resultado disso, o ser humano tornou-se uma alma vivente, e não “obteve” uma. Que o “fôlego da vida” não é uma “alma imortal” implantada no ser humano, isso fica claro pelo fato de que exatamente a mesma palavra, no original hebraico ruach, que é traduzida por “espírito”, é usada tanto em relação aos seres humanos quanto a animais (Gn.7:15; Gn.7:21,22; Ec.3:19,20; Gn.6:17; Sl.104:29). A Bíblia não faz sequer a menor distinção entre eles. O espírito “de toda a carne” entrou na arca de Noé, e não foram apenas seres humanos que lá entraram (Gn.7:15).

2º Porque há várias citações bíblicas da morte da alma. Deus nos diz em Ezequiel 18:4 que “a alma que pecar, essa morrerá” (vs. 4, 20). Da mesma forma, Pedro nos diz que “toda alma que não ouvir a esse profeta será exterminada do meio do povo” (At.3:23). Balaão pediu que a sua alma morresse a morte dos justos (Nm.23:10), Deus diz que a alma que profanar o sábado seria eliminada (Êx.31:14), e Josué, ao conquistar Jericó, “exterminou toda a alma [nephesh] que nela vivia” (Js.10:28), e “matou a espada todas as almas [nephesh]” (Js.10:30).

No original hebraico e grego, a alma a alma morre (Ez.18:4), perece (Mt.10:28), é destruída (Ez.22:27), não é poupada da morte (Sl.78:50), é completamente eliminada (Êx.31:14), desce à cova na morte (Jó 33:22), revive na ressurreição [porque estava morta antes disso] (Ap.20:4), é totalmente destruída (Js.10:28), é derramada na morte (Is.53:12), é penetrada pelo fio da espada (Je.4:10), é passível de sofrer decomposição [na sepultura] (Sl.49:8,9), “repousa” na morte (Sl.25:13), é sufocada (Jó 31:39,40), é devorada (Ez.22:25), pode ser assassinada (Nm.35:11) e exterminada (At.3:23). Então não, a alma não é imortal!

3º Porque a Bíblia diz que a alma desce à cova na morte. Eliú diz no livro de Jó: “Para apartar o homem do seu designo e livrá-lo da soberba; para livrar a sua alma da cova, e a sua vida da espada”(Jó 33:18). Como vemos, o lugar para onde a alma regressaria seria à cova (sepultura), e não para uma outra dimensão! Também continuamos lendo no mesmo capítulo: “Sua alma aproxima-se da cova, e sua vida, dos mensageiros da morte” (Jó 33:22). Novamente é relatado o fato bíblico de que o lugar para onde a alma se aproxima não é para o Céu ou para o inferno, mas para a cova. E novamente continuamos lendo:

“Ele resgatou a minha alma, impedindo-a de descer para a cova, e viverei para desfrutar a luz” (Jó 33:28). A clareza da linguagem é tão evidente que não necessita de maiores elucidações. O lugar para onde a alma iria era para a cova, não era o destino apenas do corpo! Condiz com isso a linguagem do salmista, de que, “se o Senhor não fosse em meu auxílio, já a minha alma habitaria no lugar do silêncio” (Sl.94:17), e não de louvores e regozijos no Céu ou de gritarias e berros no inferno.

O rei Ezequias, que ganhou mais 15 anos de vida, sabia que, caso morresse, a sua alma iria para a “cova da corrupção”: “Foi para minha paz que tive eu grande amargura; tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção, porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados” (Is.38:17).

Por fim, o salmista afirma que a alma sofre decomposição, ao mencionar que “o resgate da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre, para que viva para sempre e não sofra decomposição” (Sl.49:8,9). Ou seja, se a alma não fosse “resgatada” [na ressurreição], ela sofreria decomposição [na cova]. Portanto, a realidade da morte, sepultamento, decomposição e ressurreição não é um processo somente do corpo, mas também da alma, pois o corpo é a alma visível.

4º Porque Deus é o único que possui a imortalidade. Paulo deixou muito claro que Deus é “o único que possui a imortalidade” (1Tm.6:16). Se os seres humanos fossem detentores de uma alma imortal, então eles também possuiriam a imortalidade em seu ser. Entretanto, se Deus é o único que possui a imortalidade, então o homem não a possui, supostamente na forma de uma “alma imortal” que teria sido implantada na natureza humana. Uma análise mais cuidadosa do texto bíblico nos mostra que Deus não apenas é o único que é imortal, mas também é o único que possui a imortalidade [possuir – echôn, no grego de 1Tm.6,16].

5º Porque biblicamente a esperança do cristão não é a imortalidade da alma, mas a ressurreição dos mortos. Paulo declarou no Sinédrio que a sua esperança consistia em ressuscitar dentre os mortos (At.23:6; 24:15; 26:6-8), e não de sua alma partir para o Céu imediatamente após a morte. Biblicamente, o processo de morte iniciado em Adão é revertido, não quando uma alma deixa o corpo e parte em direção ao Céu, mas quando seremos vivificados na segunda vinda de Cristo, através da ressurreição (1Co.15:22,23), que ocorrerá no “último dia” (Jo.6:54; 11:24; 6:44). Como bem disse o professor Gilson Medeiros:

“Por que elas [as almas] precisam deixar o Céu, voltar para o corpo sepultado, ressuscitar e novamente retornar para o Céu? Será que é por causa deste dilema doutrinário, impossível de ser resolvido, que não se vê muita pregação sobre a ressurreição nas igrejas cristãs que creem no estado consciente dos mortos? Pergunte ao seu pastor pentecostal por que ele não prega sobre a ressurreição!” [1]

6º Porque não existe vida antes da ressurreição. Paulo deixou isso claro quando afirmou que, se não há ressurreição dos mortos, então os que dormiram em Cristo já pereceram (1Co.15:18), e que a nossa esperança em Cristo se limitaria somente a esta presente vida (1Co.15:19). Declarou também que, se não há ressurreição, então os que batizam pelos mortos na esperança de uma vida posterior os batizam em vão (1Co.15:29), que os cristãos estariam sofrendo perigos à toa (1Co.15:30), e que seria melhor comer, beber e depois morrer, pois não haveria nada depois da morte (1Co.15:32). Nada disso seria verdade caso a alma fosse imortal e houvesse consciência após a morte no Céu, pois lá estaríamos felizes do mesmo jeito, com ou sem a ressurreição de meros corpos!

7º Porque só seremos revestidos de imortalidade após a ressurreição. Paulo, no mesmo capítulo 15 de 1ª Coríntios, afirmou que é necessário que “aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (vs. 53-54). Vemos, portanto, que nós não somos atualmente detentores de imortalidade na nossa natureza, mas seremos dotados dela futuramente, na ressurreição dos mortos, e somente então que a morte será tragada (vencida), e não imediatamente após a morte, com uma suposta saída da alma vencendo a morte e obtendo a vida eterna antes da ressurreição.

8º Porque a recompensa só ocorrerá na ressurreição. O Concílio de Trento declarou que nós“somos julgados imediatamente e recebemos a nossa recompensa, para bem ou mal” (Denzinger # 983). Porém, a verdade bíblica é que só seremos recompensados com o Céu por ocasião da ressurreição. Isso fica claro quando o próprio Cristo diz que “a sua recompensa virá na ressurreição dos justos” (Lc.14:14), e não “imediatamente após a morte”. Além disso, a promessa feita a Daniel foi que ele “descansará, e então, no final dos dias, se levantará para receber a herança que lhe cabe” (Dn.12:13).

Portanto, é somente no fim dos dias que Daniel se levantaria dentre os mortos, e somente então ele receberia a sua herança, o paraíso celestial. Não era uma promessa imediata, de algo que ocorreria imediatamente após a morte, mas algo longe, distante, para o fim dos tempos. Ademais, vemos a mesma coisa sendo dita por Paulo: que receberia a sua “coroa da justiça” somente por ocasião da segunda vinda de Cristo, na ressurreição dos mortos (2Tm.4:8), e não antes da ressurreição!

9º Porque a Bíblia nos oferece uma ampla linguagem de aniquilação final. A Bíblia nos diz que os ímpios serão eliminados (cf. Pv.2:22; Sl.37:9; Sl.37:22; Sl.104:35; Is.29:18-20), destruídos (cf. 2Pe.2:3; 2Pe.2:12,13; Tg.4:12; Mt.10:28; 2Pe.3:7; Dt.7:10; Fp.1:28; Rm.9:22; Sl.145:20; Gl.6:8; 1Co.3:16,17; 1Ts.5:3; 2Pe.2:1; Sl.145:20; Sl.94:23; Pv.1:29; 1Ts.5:3; Jó 4:9; Sl.1:4-6; Sl.73:17-20; Sl.92:6,7; Sl.94:23; Pv.24:21,22; Is.1:28; Is.16:4,5; Is.33:1; Lc.9:25; Gl.6:8; 1Ts.1:8,9), arrancados (cf. Pv.2:22), mortos (cf. Jo.8:24; Jo.11:28; Jo.6:47-51; Is.65:15; Rm.6:23; Is.11:4; Pv.11:19; Sl.34:21; Rm.8:13; Sl.62:3; Pv.15:10; Tg.1:15; Rm.8:13; Pv.19:16; Is.66:16; Je.12:3; Rm.1:32; Ez.18:21; Ez.18:23,24; Ez.18:16,28; 2Co.7:10; Rm.6:16; 2Co.3:6; Hb.6:1), exterminados (cf. Sl.37:9; Mc.12:5-9; At.3:23), executados (cf. Lc.19:14,27), serão devorados (cf. Ap.20:9; Jó 20:26-29; Is.29:5,6; Sl.21:9), se farão em cinzas (cf. 2Pe.2:6; Is.5:23,24; Ml.4:3), não terão futuro (cf. Sl.37:38; Pv.24:20), perderão a vida (cf. Lc.9:24), serão consumidos (cf. Sf.1:18; Lc.17:27-29; Is.47:14; Sl.21:9; Jó 20:26-29; Ap.20:9; Is.26:11; Naum 1:10; Sl.21:9; Lc.17:27-29), perecerão (cf. Jo.10:28; Jo.3:16; Sl.37:20; Jó 4:9; Is.66:17; Sl.37:20; Sl.68:2; Sl.73:27; At.13:40,41; Is.1:28; Is.41:11,12; 1Co.1:18; Rm.2:12; 2Co.4:3; 2Co.2:15,16; Lc.13:2,3; Lc.13:4,5; 2Ts.2:10), serão despedaçados (cf. Lc.20:17,18; Mt.21:44; 1Sm.2:10), virarão estrado para os pés dos justos (cf. At.2:34,35), desvanecerão como fumaça (cf. Sl.37:20; Sl.68:2; Is.5:24), terão um fim repentino (cf. Sf.1:18; Pv.24:21,22; Is.29:5,6; 1Ts.5:3; Is.29:18-20; 2Pe.2:1), serão como a palha que o vento leva (cf. Sl.1:4-6; Is.5:24; Is.29:5,6), serão como a palha para ser pisada pelos que vencerem (cf. Ml.1:1,3; Mt.5:13; Hb.10:12,13), serão reduzidos ao pó (cf. Sl.9:17; Is.5:24; Is.29:5,6; Lc.20:17,18; Mt.21:44; 2Pe.2:6), desaparecerão (cf. Sl.73:17-20; Is.16:4,5; Is.29:18-20), deixarão de existir (cf. Sl.104:35), serão apagados (cf. Pv.24:20), serão reduzidos a nada (cf. Is.41:11,12; 1Co.2:6), serão como se nunca tivessem existido (cf. Ob.1:16), serão evaporados (cf. Os.13:3), será lhes tirada a vida (cf. Pv.22:23; Jo.12:25), e não mais existirão (cf. Sl.104:35; Pv.10:25). Portanto, não serão atormentados eternamente!

10º Porque um tormento eterno e consciente é contra a moral divina. Alegar que Deus mandaria queimar literalmente entre as chamas de um lago de fogo e enxofre durante toda a eternidade como um processo infindável alguém que pecou durante algumas décadas é inconsistente com a moral divina apresentada nas Escrituras. O princípio básico é o de que Deus é um “justo juiz” (2Tm.4:8). Se até um juiz ímpio não seria capaz de determinar um tormento infinito por pecados finitos, quanto menos Deus, que é o ápice da justiça. Se até alguém que odeia o próximo não seria capaz de atormentá-lo para sempre com fogo e enxofre, quanto menos Deus, que ama até o pior dos pecadores.

Se até alguém que não tem um mínimo de misericórdia não seria capaz de condenar um rapaz de 12 anos, por exemplo, a um lago que arde com fogo e enxofre durante blocos intermináveis de bilhões e bilhões de anos, quanto menos o autor da justiça que é descrito como sendo “cheio de compaixão e misericórdia” (Tg.5:11), pois “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg.2:13). Por tudo isso e muito mais, adotar a imortalidade da alma significa ser condizente com atitudes divinas que seriam totalmente apostas ao amor, caráter, benignidade, justiça e misericórdia de Cristo Jesus, como nos é apresentado na Sagrada Escritura.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli.

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A Lei Moral e a Lei Cerimonial

Shalom!

O estudo de hoje é de grande profundidade, e revela-nos alguns pormenores bastante relevantes no que diz respeito à harmonia do texto bíblico. Contudo, é um estudo longo, e como tal, aconselha-se a sua leitura de forma faseada, de modo a meditarmos e reflectirmos, para que possamos ir ao encontro da verdade naquilo que o nosso Pai YHWH nos transmite, através do que nos foi revelado pelos patriarcas e profetas.

Este estudo, vem na sequência do da semana passada intitulado “Porque devem os crentes em Yeshua observar as Leis dos Judeus”. Nesse foram analisadas algumas razões pelas quais aquelas que são conhecidas por parte do “cristianismo” como “festas dos judeus”, devem ser observadas por todo aquele que ama o Eterno Todo-Poderoso.

Apesar de grande parte da “cristandade” menosprezar a Lei de Deus, existem grupos, nomeadamente os Adventistas do Sétimo Dia (IA7D) que pregam a perpetuidade da Lei, ainda que interpretem que essa mesma “Lei” se baseie somente nos Dez Mandamentos.

Recentemente, ao ler um estudo proveniente das Igrejas do Sétimo Dia, achámos curioso o argumento que é utilizado por este grupo para defender a perpetuidade do sábado semanal. Estes, quando confrontados com a passagem de Colossenses 2:16 dão uma resposta minimamente curiosa. Vejamos o que nos diz o texto bíblico:

Colossenses 2:16 “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados”

Esta passagem é bastante usada pelas Testemunhas de Jeová para tentar refutar a obrigação de observar o sábado. No entanto, os Adventistas, que são defensores da perpetuidade dos Dez Mandamentos, como um todo, (e isso implica logicamente também o mandamento do Sábado [o quarto mandamento]), usam o seguinte argumento como explanação desta passagem específica:

“Precisamos analisar, com isenção de ânimo, sem ideias pré-concebidas, a passagem de Colossenses 2:16, e interpretá-la dentro do seu contexto e no sentido claro e evidente que contém. Notemos os seguintes factos: Estes sábados referidos em Colossenses 2:16 estão associados a dias de festas e Lua Nova, que eram solenes festividades nacionais judaicas, ou feriados fixos. Ora o sábado do Decálogo não tem esta natureza. Não era festivo nem típico.” Fonte: A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 124

Realmente existe uma explicação lógica para esse texto de Colossenses 2:16 que daremos mais adiante neste estudo, no entanto, o argumento utilizado pelos Adventistas é absolutamente questionável. Visto que no texto de Colossenses 2:16 existem quatro pontos distintos que são referidos:

1) A alimentação (o comer e o beber);
2) Os dias de festa;
3) Os dias de lua nova;
4) Os sábados.

Portanto, justificar este texto colocando “tudo no mesmo saco” é pouco razoável. Os “sábados” deste versículo específico, não são os sábados anuais, que eles insistem em chamar de “cerimoniais”, mas sim o sétimo dia da semana; o mesmo sábado referido no quarto mandamento dos Dez Mandamentos escritos pelo dedo de YHWH. Porque na verdade os Sábados Anuais (Solenidades Festivas), já são referidos no versículo, como “Dias de Festa”.

Por isso, o argumento utilizado de que “Estes sábados aí estão associados a dias de festas e Lua Nova, que eram solenes festividades nacionais judaicas, ou feriados fixos” deixa de fazer sentido, pois são duas situações diferentes, e não haveria necessidade de Paulo se repetir numa mesma frase.

Paulo aborda sim, não só os dias de sábado semanal, mas também as luas novas, e os dias de Festas (Sábados Anuais) que YHWH ordenou. No entanto, Paulo aborda ali uma situação bastante relevante para os crentes, que como já dissemos, abordaremos mais adiante.

Contudo, a razão principal pela qual, damos início ao nosso estudo com este texto de Colossenses 2:16, deve-se fundamentalmente ao facto dos grupos adventistas atentarem apenas para o “Sábado” como tema de debate nesta passagem para tentar explicar o texto, e não darem a mesma ênfase às “luas novas” e aos dias festivos ordenados por YHWH. Mas isso acontece, exactamente porque não analisam o texto dentro da perspectiva correcta, visto que fazem a sua interpretação como se o texto constasse nas Sagradas Escrituras somente da seguinte forma:

“Portanto, ninguém vos julgue (…) por causa dos (…) sábados”

Analisemos agora algumas ideias base das Igrejas do Sétimo Dia:

1º ARGUMENTO- “Só os Dez Mandamentos são válidos”

Essa ideia é comum entre as Igrejas do Sétimo Dia. Serão só os Dez Mandamentos válidos e tudo o resto resume-se à premissa de que “A Lei Cerimonial foi cravada na cruz?”

Mas o que é que esses grupos entendem por “Lei Cerimonial”?

Vejamos o que é dito por eles: “Todos os rituais inerentes às ofertas queimadas que eram feitas como expiação do pecado eram parte da lei cerimonial”.

Na verdade, esse é o argumento utilizado por esses grupos de crentes para justificarem o facto de não guardarem as “Festas dos Judeus” porque “Jesus já cumpriu o propósito de fazer expiação pela humanidade.”

De facto, essas festas, como já vimos no estudo da semana passada, não são as Festas dos judeus mas sim as Festas de YHWH.

Mas vejamos, deixando de haver meios para fazer essas ofertas literalmente, isso implica que os dias festivos dados por estatuto perpétuo deixem de ser importantes para ser observados?

Se esse é na verdade o argumento utilizado para justificarem a razão de não guardarem esses dias festivos, por que razão então, mantêm eles a observação do mandamento do Sábado Semanal?

Se atentarmos para as Escrituras, vemos que o Sábado Semanal também tinha a sua parte cerimonial; vejamos:

Números 28:9 “Porém, no dia de sábado, oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de alimentos, com a sua libação. Holocausto é de cada sábado, além do holocausto contínuo, e a sua libação”

No entanto, sabemos que as Igrejas do Sétimo Dia não deixaram de observar o sábado semanal, apesar de também ter a sua parte “cerimonial”.

Ou seja, não observam as “Festas dos Judeus” porque são “cerimoniais”, mas o sábado semanal que também tinha a sua parte “cerimonial”, mantém como mandamento a observar. É no mínimo uma argumentação incoerente.

Além desses dias terem a sua parte ritual, eles foram dados principalmente como dias de Santa Convocação e por Estatuto perpétuo.

Mesmo sendo a parte ritual ou “cerimonial” algo que deixou de ser feito, isso não implica que esses dias passem a ser ignorados, pois da mesma forma que o Sábado Semanal foi dado como mandamento perpétuo, assim também foram as Festas de YHWH.

Ambos tinham a sua parte ritual caracterizada por ofertas queimadas, mas foram dados essencialmente como dias a observar perpetuamente, por todas as gerações.

Aliás, esse foi um dos propósitos da criação dos luminares celestes; servirem para sinais para regular os tempos apontados/determinados (os sábados semanais, e os sábados anuais), como nos diz o texto de Génesis 1:14:

“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.”

Vemos então que YHWH já tinha o plano de dar “datas solenes de Santa Convocação”. Isto antes de existir o Sacerdócio Levítico; antes de existir Israel; e até mesmo antes de criar o homem.

2º ARGUMENTO- “Guardamos só o Sábado Semanal porque esse mandamento consta na Lei Escrita pelo Dedo de Deus”

Esse é outro argumento utilizado pelas Igrejas do Sétimo Dia. Mas vejamos; somente os Dez Mandamentos deverão ser seguidos pelos crentes?

A resposta afirmativa por parte desses grupos acaba por se revelar problemática, pois o Apóstolo Tiago, no célebre concílio de Jerusalém relatado em Actos 15, exorta os “novos crentes” a guardarem dois mandamentos da Lei escrita pelo Dedo de Deus, mas também dois mandamentos que não constam nos “Dez”:

Actos 15:20 “Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.”

1º Contaminação dos ídolos (2º Mandamento da Lei escrita pelo dedo de YHWH)
2º Prostituição (7º Mandamento da Lei escrita pelo dedo de YHWH)
3º Sufocado (mandamento que não consta nos dez, mas sim na suposta “lei cerimonial”)
4º Sangue (mandamento que não consta nos dez, mas sim na suposta “lei cerimonial”)

Outros aspectos relevantes, são aqueles que constatamos através da própria pessoa de Yeshua. Vejamos, quando Yeshua é tentado por Satanás, não se baseia só nos Dez Mandamentos nas respostas que dá ao adversário, de facto cita preceitos dos Dez Mandamentos e da Torá (diferenciação nossa para melhor entendimento do raciocínio):

Mateus 4:3-4 “E, chegando-se a ele Satanás, disse: Se tu és o Filho de YHWH, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de YHWH.”

Na verdade Yeshua cita a Torá; Deuteronómio 8:3.

Mateus 4:6-7 “E disse-lhe: Se tu és o Filho de YHWH, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Yeshua: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.”

Mais uma vez Yeshua cita a Torá, Deuteronómio 6:16

Mateus 8:10 “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Yeshua: Vai-te, satanás, porque está escrito: A YHWH teu Deus adorarás, e só a ele servirás.”

Aqui Yeshua cita o 1º Mandamento dos Dez mandamentos (Êx. 20:3), e a Torá (Deut. 6:13; 10:20).

Continuando a nossa análise, gostaríamos de fazer uma sequência de perguntas aqueles que defendem que somente os Dez Mandamentos são válidos:

a) É lícito comer carne de porco?
Respondem que não por causa das leis alimentares que constam em Levítico 11 e Deuteronómio 14.

b) É lícito ao homem vestir-se de mulher ou a mulher vestir-se de homem?
Respondem que não porque a bíblia diz que isso é abominação aos olhos de Deus, baseando-se em Deuteronómio 22:5.

c) É lícito fazer tatuagens no corpo?
Respondem que não porque a bíblia diz que não devemos tatuar o nosso corpo, baseando-se em Levítico 19:28.

d) É lícito ao ser humano relacionar-se sexualmente com animais (zoofilia)?
Respondem que não porque a bíblia diz que isso é confusão e abominação baseando-se em diversas passagens da Torá (Êx. 22:19; Lev. 18:23; 20:15).

e) É lícito ao homem comer sangue?
Respondem que não porque a bíblia diz que não deve ser feito, baseando-se em Génesis 9:4; Levítico 17:14; Actos 15:20.

f) Para finalizar, um filho pode casar-se com a sua própria mãe?
Respondem que não porque a bíblia diz que isso também é abominação, fundamentando-se em Levítico 18:7.

No fundo tudo é lícito ao ser humano, é dada uma escolha desde o princípio ao homem, a de submeter-se à vontade de YHWH, ou andar de forma contrária, isto é, em transgressão à instrução de YHWH. Essa escolha trará consequências. Por isso Paulo diz que tudo é lícito mas nem tudo convém.

Contudo, o propósito de todas as questões colocadas acima são apenas para a constatação de um facto; Por que razão então, todos esses crentes das Igrejas do Sétimo Dia afirmam que essas coisas não são lícitas, se nenhuma dessas coisas é proibida nos DEZ MANDAMENTOS? Não são só os Dez Mandamentos que são válidos?

Concluímos portanto que a doutrina ensinada, é fundamentada numa incoerência teológica que se torna evidente após a apresentação dos factos acima.

No fundo a resposta é simples, não são apenas os Dez Mandamentos que vigoram após a Morte de Cristo, pois o homem não vive só de Pão mas de toda a Palavra que sai da boca de YHWH (Deut. 8:3).

A Palavra de YHWH é um todo, e Ele não muda (Malaquias 3:6; Tiago 1:17), e Paulo ensina-nos que “Toda a Escritura divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2 Timóteo 3:16-17).

Porventura Paulo ensina que só os Dez Mandamentos são válidos?

Salientamos uma vez mais o facto de que quando Paulo escreveu esta carta a Timóteo, as únicas Escrituras que existiam e que eram consideradas divinamente inspiradas eram as do “Tanach” (vulgarmente conhecido por Antigo Testamento).

Vemos então que toda a Escritura divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, corrigir e instruir.

Contudo, grupos como os Adventistas do Sétimo dia fazem a seguinte diferenciação entre as Leis do Eterno (diferenciação humana; não bíblica):
________________________________________

Iremos então agora analisar, cada um dos 18 pontos que na perspectiva da Igreja Adventista diferenciam ambas as leis:

1- Existia antes da queda / foi dada depois da queda

Antes da queda, o homem não tinha conhecimento do pecado, o seu coração era puro, no entanto, existia uma restrição: Não comer da árvore da ciência, do bem e do mal.

A partir do momento em que o homem transgride, passa a estar desligado do Todo-Poderoso, e por isso é necessário que haja uma instrução para que ele saiba como se desviar do pecado, uma vez que a serpente irá alimentar-se da sua carnalidade, porque o homem é pó. (Gén. 3:14).

Se não tivesse transgredido, o homem nunca iria saber o que era adulterar; matar; furtar; desonrar o pai ou a mãe; cobiçar algo que não lhe pertencesse; etc. pois tudo isso é dado a conhecer ao homem a partir do momento em que o pecado entra no seu coração. (Romanos 7:13).

2- Foi violada na primeira transgressão / Foi dada em consequência dessa transgressão

Qual mandamento dos Dez é que foi violado na primeira transgressão? A violação de facto foi proceder de forma contrária aquela que o Eterno ordenou, conforme nos diz Gén. 2:17.

A lei é dada em consequência dessa transgressão, porque YHWH é benevolente, pois mesmo depois do homem ter transgredido a instrução, YHWH dá-lhe uma oportunidade de andar em santidade, apesar de este agora ter conhecimento do mal.

Contudo, devido a esse conhecimento do pecado, isto é, devido à sua carnalidade, ele será sempre imperfeito para a cumprir a Lei de forma irrepreensível, e por isso há a necessidade de expiação por parte do Cordeiro de YHWH (Gén. 3:15; Gén. 22:8; João 1:29).

A lei é então dada para que o homem viva (Deut. 30:19; Mat. 19:17), mas o homem viverá, não pelos seus méritos, porque ele é pecador, mas sim pela sua busca incessante em tentar cumprir a vontade de YHWH, e apenas esse é digno de ser salvo pelo sangue do Cordeiro (1 Jo. 2:4; Ap. 14:12; Hebreus 10:37; 1Jo 1:9).

Hebreus 6:6 “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo. E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.”

3- Foi ditada por Deus / Foi ditada por Moisés

É usado o texto de Êx. 20:1-1 para tentar defender que só os Dez Mandamentos foram dados por Deus e que os outros foram dados por Moisés. Mas surge a pergunta, a “lei” que foi dada por Moisés foi dada por sua auto-recriação? Se atentarmos bem para o capítulo 20, o povo é que pediu para que fosse Moisés a falar-lhes no lugar de YHWH porque temiam (vs. 19). E o que é que YHWH faz? Ele acede ao pedido do povo e diz a Moisés:

“Então disse YHWH a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que, dos céus, eu falei convosco.”

Todas as outas instruções que foram dadas além dos Dez Mandamentos, foram ditadas por Moisés, mas a mando de YHWH. Moisés não deu “as suas leis”, deu as Leis que YHWH lhe ordenou que este ditasse ao povo, vejamos mais exemplos:

Êxodo 21:1 “Estes são os estatutos que lhes proporás.”

Quem iria propor ao povo? Moisés;

Quem instrui Moisés sobre o que deveria propor ao povo? YHWH, O Eterno Todo-Poderoso.

Dúvidas? Vejamos:

Êxodo 24:3-4 “Veio, pois, Moisés, e contou ao povo todas as palavras de YHWH, e todos os estatutos; então o povo respondeu a uma voz, e disse: Todas as palavras, que YHWH tem falado, faremos. Moisés escreveu todas as palavras de YHWH, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel;”

Quantas às “Festas do Eterno”, que as Igrejas do Sétimo Dia chamam de “Festas dos Judeus”, ou preceitos da “lei de Moisés”, vejamos o que nos diz o texto bíblico:

Levítico 23:1-2 “Depois falou YHWH a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades de YHWH que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades”

4- Foi escrita por YHWH / Foi escrita por Moisés

Este ponto está relacionado com o anterior. Moisés escreveu as Leis a seu bel-prazer? Mais uma vez vamos ler o texto que citámos à pouco:

Êxodo 24:3-4 “Veio, pois, Moisés, e contou ao povo todas as palavras de YHWH, e todos os estatutos; então o povo respondeu a uma voz, e disse: Todas as palavras, que YHWH tem falado, faremos. Moisés escreveu todas as palavras de YHWH…”

Neemias 8:14 “E acharam escrito na lei que YHWH ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês.”

Malaquias 4:4 “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.”

Todas as passagens transcritas acima mostram que a lei dada por Moisés, veio de YHWH. A passagem de Neemias, particularmente, quando cita a Festa das Cabanas/Tabernáculos demonstra que as Festas Bíblicas não são da lei de Moisés, mas sim da Lei dada por Deus através de Moisés.

Já agora, se o que Moisés escreveu não é válido por que razão crêem em Jesus?

João 5:46 “Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.”

E porquê? Porque toda a Torá aponta para Yeshua, particularmente as Festas que foram dadas a Israel, que são sombras de eventos que teriam o seu cumprimento profético no futuro, na pessoa de Yeshua.

Outro ponto importante; onde é que nos diz na palavra que só o que foi escrito pelo dedo de YHWH é válido?

Não vale a pena perderem tempo a procurar porque não existe nada que o diga ou sequer se assemelhe a algo do género. Se assim fosse, poderíamos apenas rasgar da Bíblia a página onde constam os Dez Mandamentos, e descartar todo o resto.

De facto, todos os Servos de YHWH que escreveram os livros que compõe a Bíblia não escreveram por mérito próprio, mas foram sim inspirados e instruídos pelo Espírito do Eterno.

Concluímos portanto que, usar o argumento de que não é válido porque foi escrito por Moisés e não por YHWH, é uma atitude muito pouco coerente porque descredibiliza todo o texto bíblico que existe além dos Dez Mandamentos.

Destacamos mais uma vez um versículo que lemos na carta que Paulo escreve a Timóteo?

2 Timóteo 3:16 “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;”

5- Sobre tábuas de Pedra / Foi escrita num livro

Por este não ser um aspecto tão relevante, não nos focaremos neste ponto específico e reafirmamos apenas o que foi dito no ponto anterior, e a passagem específica que citámos de 2 Timóteo 3:16.

6- É Eterna / Devia Cessar

O Salmo 119 é um hino de Louvor que é focado na Grandeza, Perfeição e Perpetuidade da Lei. Transcrevemos um dos muitos versículos desse Salmo que provam isso mesmo:

Salmo 119:160 “A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.”

A Instrução de YHWH (Torá) dada através de Moisés divide-se em Mandamentos, Estatutos, Juízos e Testemunhos. Não são apenas os Mandamentos escritos na pedra que vigoram, como nos demonstra o Salmo 119:1, 2, 7, 8, 13, 112, 160.

Estes são alguns entre muitos outros versículos deste mesmo Salmo, e do resto das Escrituras que mostram que a Palavra de YHWH não se resume aos Dez Mandamentos. Aconselhamos vivamente a leitura na íntegra deste Salmo 119, que não deveria ser caracterizado apenas por ser extenso, mas essencialmente pela sua maravilhosa composição.

Contudo, os grupos das Igrejas do Sétimo Dia associam a palavra “lei” apenas à Lei escrita na Pedra. De facto, é assim que as traduções que foram feitas a partir da Septuangita (versão grega das Escrituras), procedem, e mais do que nunca percebemos através deste Salmo, quão pobres são as outras línguas relativamente ao hebraico, a língua em que foram escritos todos os livros do Tanach (Antigo Testamento).

As traduções que são fiéis aos manuscritos originais não traduzem a palavra “Torá” como “lei”; mas mantém a palavra na sua forma original, e isso revela-se mais problemático, quando na verdade, a palavra Torá significa literalmente ensino/instrução, e não Lei.

Vejamos apenas dois exemplos:

1º Exemplo comparativo:

Salmo 119:1 (versão de J. F. Almeida revista e corrigida) “Bem-aventurados os rectos em seus caminhos, que andam na lei do SENHOR.”

Salmo 119:1 (versão da Bíblia hebraica) “Benditos os íntegros que caminham segundo a Torá de YHWH”

2º Exemplo comparativo:

Salmo 119:18 (versão de J. F. Almeida revista e corrigida): “Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.”

Salmo 119:18 (versão da Bíblia hebraica): “Abre meus olhos para que eu possa observar as coisas maravilhosas da tua Torah”

Por essa e várias outras razões, percebemos que não são só os Dez Mandamentos que vigoram para sempre, mas sim a Palavra de Deus, que chegou até nós através dos homens escolhidos por Ele.

Isaías 40:8 “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.” (ver também 1 Pedro 1:24)

Entretanto, voltemos à análise do quadro comparativo.

Supostamente, os Adventistas do Sétimo Dia dizem que a “lei” que é dada além dos Dez Mandamentos deveria cessar conforme a análise que fazem de Óseias 2:11. Mas nós já vimos anteriormente que a Palavra de YHWH é perpétua, logo, a única hipótese, é que só poderá existir algum equívoco na interpretação do texto.

Óseias 2:11 vem na sequência dos versículos anteriores. De quem é que se fala no contexto deste texto? Comecemos pelo vs. 1 e seguintes desse capítulo:

“Dizei a vosso irmão: Ami; e a vossa irmã: Ruama.”

O capítulo 2 inicia de forma estranha, se não atentarmos para o que vem antes, e por essa razão, devemos começar pelo princípio. O livro de Óseias começa por falar dos desvios dos filhos de Israel, vejamos:

Óseias 1:2-9 “O princípio da palavra de YHWH por meio de Oséias. Disse, pois, YHWH a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se de YHWH. Foi, pois, e tomou a gomer, filha de Diblaim, e ela concebeu, e lhe deu um filho. E disse-lhe YHWH: Põe-lhe o nome de Jizreel; porque daqui a pouco visitarei o sangue de Jizreel sobre a casa de Jeú, e farei cessar o reino da casa de Israel. E naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jizreel. E tornou ela a conceber, e deu à luz uma filha. E Deus disse: Põe-lhe o nome de Lo-Ruama; porque eu não tornarei mais a compadecer-me da casa de Israel, mas tudo lhe tirarei. Mas da casa de Judá me compadecerei, e os salvarei por YHWH seu Deus, pois não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros. E, depois de haver desmamado a Lo-Ruama, concebeu e deu à luz um filho. E Deus disse: Põe-lhe o nome de Lo-Ami; porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus.”

YHWH exemplifica o cenário através de uma prostituta que dá à luz dois filhos (um casal de irmãos), Ruama e Ami.

A prostituta representa a Casa de Israel (Reino do Norte/Efraim) que traiu o seu marido (YHWH) adulterando com outros homens (ídolos pagãos).

Podemos ir então agora para o capítulo 2 onde tudo se começa a esclarecer:

Oséias 2:1-5 “Dizei a vossos irmãos: Ami; e a vossas irmãs: Ruama. Contendei com vossa mãe, contendei, porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido; e desvie ela as suas prostituições da sua vista e os seus adultérios de entre os seus seios. Para que eu não a despoje, ficando ela nua, e a ponha como no dia em que nasceu, e a faça como um deserto, e a torne como uma terra seca, e a mate à sede; E não me compadeça de seus filhos, porque são filhos de prostituições. Porque sua mãe se prostituiu”

E é na sequência disto que vem Óseias 2:11:

Óseias 2:11 “E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas festividades.”

E porque razão? Porque Israel em vez de observar as Solenidades que o Eterno instituiu, para as observarem em Sua honra, o Povo de Israel fê-las mas em adoração a deuses falsos, o vs. 13 esclarece:

“Castigá-la-ei pelos dias dos Baalins, nos quais lhes queimou incenso, e se adornou dos seus pendentes e das suas jóias, e andou atrás de seus amantes, mas de mim se esqueceu, diz YHWH.”

O que o Eterno fará cessar nunca poderiam ser as Suas Festas porque essas foram dadas por estatuto perpétuo, mas sim as festas em adoração a deuses pagãos. O capítulo 3 confirma isso mesmo:

“E YHWH me disse: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo, contudo adúltera, como YHWH ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses, e amem os seus bolos de uvas.”

Mais uma prova de que o que cessaria era a adoração aos ídolos:

Óseias 4:17 “Efraim está entregue aos ídolos; deixa-o”.

Para finalizar a reflexão sobre este ponto atentemos para um detalhe relevante; Óseias 2:11 diz que YHWH faria cessar as festas deles (“suas festas”), o que é bem diferente das “minhas solenidades” referidas em Levítico 23.

Existe um outro texto semelhante ao de Óseias 2:11; que está em Isaías 1:13-14 que diz:

“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.”

À semelhança do texto de Óseias, e de qualquer outro texto bíblico, também este de Isaías 1:13-14 deve ser analisado como um todo, e dentro do contexto correcto. Porque razão YHWH estaria na verdade farto desses dias que Ele separou como Santos e perpétuos?

Os vs. 1-12 desse mesmo capítulo esclarecem. O povo não estava a adorar verdadeiramente o Eterno.

Por trás de toda a aparente adoração, deveria existir também um coração circuncidado, isto é, um coração pretenso a servir o Eterno com amor, um coração puro e verdadeiro.

Um servo que manifestasse não apenas no exterior a sua dedicação mas principalmente no seu interior. Tudo isto faz mais sentido quando lemos os vs. 1-12 em consonância com os seguintes textos:

Deut. 30:6 “E YHWH teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares a YHWH teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas.”

Deut. 10:6 “Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz.”

Deut. 4:29 “Então dali buscarás a YHWH teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.”

Deut. 5:29 “Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre.”

Deut: 26:16 “Neste dia, YHWH teu Deus te manda cumprir estes estatutos e juízos; guarda-os pois, e cumpre-os com todo o teu coração e com toda a tua alma.”

Deut. 11:16 “Guardai-vos, que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos inclineis perante eles;”

Romanos 2:29 “Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.”

Deut. 8:5 “Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga YHWH teu Deus”

O Eterno quer que o amem de verdade vivendo em obediência, não que vivam pelas aparências, ou que demonstrem algo que verdadeiramente não são;

1 Samuel 16:7 “porque YHWH não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém YHWH olha para o coração.”

1 João 3:18 “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas nas atitudes e em verdade.”

Na verdade, mais do que sacrifícios, o Eterno deseja que o homem não peque, como lemos em:

1 Samuel 15:22 “Porém Samuel disse: Tem porventura YWHH tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra de YHWH? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.”

Concluímos portanto que YHWH nunca se poderia referir às Festas por Ele determinadas, pois se no caso de Óseias 2:11 YHWH se refere às festas em honra de falsos deuses; já no caso de Isaías 1:13-14 o texto aponta para a iniquidade de Israel (vs. 4).

E isso torna-se mais evidente quando lemos na bíblia o Eterno a enaltecer os dias por Ele separados em textos como os de Isaías 56:1-2; 58:13; e Ezequiel 20:12, 20.

A Palavra não tem contradições, o homem é que é de fraco entendimento (Óseias 4:6).

A partir do momento em que as Festas que são dadas pelo Eterno para que as observassem em sua honra, e o homem observa-as mas em honra de outros deuses, o Eterno nada tem a ver com elas, pois o foco de adoração foi substituído. A idolatria cessará um dia, a adoração a YHWH será para sempre (Isaias 66:20-24).

7- É Perfeita / É imperfeita

Sobre este ponto, o texto de Hebreus que é citado sem dúvida é complexo. Contudo, como nos exemplos anteriores, deve ser analisado dentro da perspectiva correcta. Vejamos o que nos diz o texto:

“Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus.”

É a lei que não é perfeita ou o homem? O que nos diz o Salmo 19:7? O homem é que é imperfeito para a cumprir, nesse sentido, ela não aperfeiçoou o homem porque ele é um pecador. Enquanto o homem é carne corruptível, nunca poderá ser perfeito diante de YHWH, e a melhor esperança que é introduzida, é o sangue derramado por Yeshua onde os salvos branqueiam as suas vestes. A lei nenhuma coisa aperfeiçoou, porque desde a queda no Éden que o homem se desligou de YHWH, e a única forma de se reconciliar com este é através de Yeshua.

Mas quer isso dizer que podemos transgredir a Torá deliberadamente? Claramente que não. O mandamento é inútil na medida em que a nossa carnalidade não nos permite cumpri-lo na perfeição. E é exactamente nessa nossa fraqueza, que o sangue de Yeshua nos torna dignos onde jamais seríamos.

Salmo 19:7 (Bíblia hebraica) “A Torá de YHWH é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho de YHWH é fiel, e dá sabedoria aos humildes.”

8- É Espiritual / É carnal

Porventura já ressuscitámos incorruptíveis? Na medida em que somos carne, precisamos de instruções para não ceder aos impulsos carnais.

É exactamente pelo facto de sermos carne, que o Eterno é compassivo para connosco, pois sabe que diariamente a serpente se tenta alimentar da nossa carnalidade (tentações). Por isso é que devemos deixar que YHWH guie o nosso espírito para que este tenha controlo total sobre a nossa carnalidade.

9- É a substância das coisas boas / É apenas uma figura

O texto usado pelos adventistas para justificar o seu ponto de vista é o de Hebreus 10:1 que diz:

“Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exacta das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.”

Os sacrifícios de animais eram uma sombra de um sacrifício perfeito. Contudo, ainda que os sacrifícios de animais sejam inúteis diante do sacrifício de Yeshua isso implica que os Dias Festivos deixem de ser observados? Claramente que não, pois foram dados como dias de Santa Convocação por estatuto perpétuo, como já vimos.

10- Cristo não a aboliu / Cristo aboliu-a

Yeshua não aboliu nada da Torá, para já porque a Palavra que Yeshua falou não era d’Ele mas sim do Pai que O enviou, e já vimos que a Palavra de YHWH não muda (Mal. 3:6; Heb. 13:8). Na verdade a palavra utilizada por Yeshua no texto é Torá, mas mais uma vez as versões gregas traduzem como “lei”:

Mateus 5:17-18 – Peshitta (Escritos apostólicos em Aramaico) “Não pensem que vim destruir a Torá ou os profetas. Não vim destrui-la mas completá-la, pois na verdade vos digo que até que os céus e a terra passem, nem um yod* ou um traço se omitirá da Torá sem que tudo seja cumprido”.

*yod é a letra mais pequena do idioma hebraico, o que mostra que nem a mínima coisa será removida.

A Torá só se tornaria plena com a vinda de Yeshua, pois a Torá aponta para Ele, visto que ele é a Torá Encarnada (instrução/Palavra/Verbo/Representante de YHWH).

Quanto ao texto de Efésios 2:15 diz-nos o seguinte: “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,”

Na verdade a lei dos mandamentos nunca poderia ser desfeita, que como já vimos é perfeita e eterna. Vejamos o que nos diz o mesmo texto na Peshitta do Aramaico:

“Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; derrubando a parede de separação que estava no meio. Pela sua carne, cumprindo a Torá através das mitsvot contidas em ordenanças, desfez a inimizade para criar, em sua essência, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz pelo madeiro reconciliar ambos com YHWH num só corpo, tendo por ela matado a inimizade;”

Paulo refere-se à inimizade existente entre a Casa de Judá (Reino do Sul ou Casa de Judá) e a Casa de Israel (Reino do Norte ou Efraim). Devido ao facto de Efraim se misturar entre as nações e ter adoptado os seus costumes (paganismo e desvio da Torá), Judá passou a olhá-lo como o irmão desobediente, visto que ele quebrou os mandamentos.

Mas como Yeshua veio não só para a casa de Judá mas também para a casa de Israel (que entretanto se espalhou pelas nações), e ensinou a cumprir a Torá, dessa forma Yeshua faz com que essa parede de inimizade que separava os irmãos fosse anulada, fazendo dos dois novamente um.

Vemos o cumprimento dessa profecia a cumprir-se em força nestes últimos dias, em que muitos estão a despertar para o facto de que na verdade Yeshua não veio anular a Torá, mas ensinar-nos sobre ela. Leia-se sobre as duas varas (casa de Israel e casa de Judá) que voltarão a ser unidas em Ezequiel 37:16-28.

A inimizade é desfeita em Yeshua, porque o irmão obediente voltará a abraçar o irmão desobediente porque este volta à observação da Torá.

Lembrem-se da parábola do filho pródigo. E vejam como o sentido do texto de Efésios foi deturpado. Na verdade satanás manipula tudo, mas só até um certo ponto, porque a base da fé está presente em todas as versões bíblicas. E com a ajuda do Espírito do Eterno, conseguimos discernir a verdade.

11- Deve existir até que tudo seja cumprido / Devia existir somente até à posteridade

Diz-nos o texto de Gál. 3:19: “Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro.”

Este texto de certa forma já foi explicado. A lei foi dada exactamente para instruir o povo sobre como se desviar do pecado. Onde não há pecado não há lei (Rom. 5:13).

Porque a Torá escrita foi dada até que viesse a Torá Viva, e estas duas complementam-se, pois é pela guarda dos mandamentos e pela fé em Yeshua que se salvarão os escolhidos (Ap. 14:12).

Os pontos 12; 13 e 14 como estão relacionados serão abordados seguidamente como um todo:

O jugo de servidão de que fala Gálatas 5:1 não se refere à Torá, pois sobre a Torá diz-nos as escrituras:

Deut. 11:16 “Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames a YHWH teu Elohim, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e YHWH teu Elohim te abençoe na terra a qual entras a possuir.”

Na verdade, o jugo de servidão de Gálatas 5:1; e o jugo que ninguém podia suportar de Actos 15:10 não pode ser a Torá dada por YHWH, pois o próprio Yeshua confirma que o seu fardo é leve (Mat. 11:30).

Yeshua na verdade tem a necessidade de dizer isso, porque muitos consideravam a Torá difícil de cumprir devido aos acrescentos humanos que ao longo dos séculos foram feitos pelos anciãos, mais precisamente, após o exílio da Babilónia. Poderemos entender melhor esse contexto quando lemos em Mateus 15:2-8.

Mas o simples cumprimento da Torá (sem os acrescentos das tradições humanas [Mat. 15:6]), na verdade é algo que está ao alcance de qualquer pessoa que deseja verdadeiramente no seu coração servir ao Eterno.

As cargas que ninguém podia suportar, são as tradições humanas que foram acrescentadas aos mandamentos que os antigos exigiam que fossem levadas tão a sério como o próprio mandamento. Tornando o seu cumprimento numa missão quase impossível.

Isso ainda hoje é muito comum entre o Judaísmo Ortodoxo que compilou numa obra intitulada Talmud, todas as tradições humanas que foram acrescentadas aos mandamentos com o propósito de proteger o mandamento.

Hoje em dia, acontece frequentemente no Judaísmo Ortodoxo (Os Fariseus da época de Yeshua) que as suas tradições, tenham mais importância para eles do que a própria palavra escrita ordenada por YHWH. Já no tempo de Yeshua isso acontecia, e por isso Ele diz:

Mateus 23:3-4 “Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los;”

Os anciãos e os líderes religiosos tinham grande influência sobre o povo, e é dessa influência que Yeshua os liberta, mostrando que na verdade o Seu fardo (Mandamentos) é leve.

15- É guardada juntamente com a fé em Jesus / É inútil diante da fé

Paulo não diz que a Lei era “aio” (tutor), mas que ela serviu de “aio” (Gálatas 3:24), isto é, ela conduziu as pessoas até ao Messias, e depois de estarem Nele, pela Fé, a Lei já não serve mais de “aio”, mas como indicador no Caminho, ela ensina-nos como devemos andar.

O facto de a Lei ter sido um “aio” não a anula, nem a faz deixar de vigorar, nem a desvaloriza.

A partir do Sinai, a Lei, servindo de “aio”, conduziu muitos a viverem pela Fé, em obediência a esta Lei, este sempre foi o grande objectivo dela. Fé em quem? Em YHWH, o Todo-Poderoso.

E, depois da vinda de Yeshua, ela novamente serviu de “aio”, agora para conduzir a este Yeshua, por intermédio da Fé. Como? A Torá está ligada a todo o ser humano para a obediência ou desobediência, para a fidelidade ou rebeldia. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. Tanto na obediência, quanto na desobediência, a Torá conduziu muitos ao Messias pela Fé no Seu testemunho;

1 João 2:2-7 “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes.”

E quando Paulo diz em Gálatas 3:24: “…para que, pela fé, fôssemos justificados.”, esta justificação teria que se evidenciar pelas obras, conforme diz Tiago 2:24: “Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.” Isto implica um novo nascimento, uma nova vida.

Que obras seriam estas? As obras da Fé (fidelidade), e como podemos ser fiéis ao Eterno? Através da obediência. E como podemos obedecer ao Eterno? Pelos Mandamentos da Torá.

Primeiramente, quem eram os judaizantes? Crentes ou incrédulos? Eles eram crentes no Messias Yeshua. Qual era a atitude equivocada deles em relação aos crentes gentios?

Vamos ler em Actos 15:1; “Então, alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.”

Esses judeus crentes pertenciam a que grupo? À seita dos fariseus (Actos 15:5).

Qualquer teólogo sincero sabe que o motivo do Concílio em Jerusalém foi este: aceitar o argumento destes judeus crentes ou o testemunho de Paulo e Barnabé.

E o que é que foi decidido nesse concílio?

Actos 15:19-21″Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a YHWH, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue. Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue e, cada sábado, é lido nas sinagogas.”

Onde é que a teologia cristã lê, ou vê nesta passagem, que a Lei perde o sentido quando equiparada com o Messias?

Onde e quando é que neste Concílio foi decidido que os crentes deveriam deixar de guardar a Lei? Donde é que surge a ideia que a Lei é obsoleta? Não deste concílio, mas sim dos concílios do cristianismo romano levados a cabo séculos depois.

Quatro práticas deveriam ser deixadas de imediato (Actos 15:20) o restante aprenderiam gradualmente, ensinado nas Sinagogas, e o que é era ensinado nas sinagogas? A Torá, e esta é uma prova de que os gentios crentes frequentavam as Sinagogas juntamente com os judeus crentes no Messias Yeshua.

A análise real de Gálatas, sem os “óculos de Roma”:

Durante séculos, o grosso do “cristianismo” tem alegado que quando o Paulo se referiu às “obras da lei” se referia à Torá

Contudo, uma vez que pesquisamos o contexto israelita (que é o mais confiável possível) sobre as palavras de Paulo, aprendemos que o termo “obras da lei”, no hebraico “ma’assei hatorá” se refere a prática rabínica de transformar um costume/hábito/tradição de grandes rabinos em mandamentos.

Ou seja, “obras da lei” seria a crença de que podemos ser justificados imitando os hábitos/costumes de pessoas de referência (grandes rabinos, etc.)

Enfim, esta interpretação do cristianismo romano não é bíblica. O termo aparece frequentemente no Talmud, porém alguns cristãos alegavam que, como o Talmud é posterior, não havia comprovação de que na época de Yeshua o termo “obras da lei” já fosse um termo conhecido em Israel, e em referência a actos rabínicos para a justificação por obras.

Porém, uma descoberta arqueológica nas cavernas de Qum’ran nas imediações do Mar Morto, deitou totalmente por terra a falsa premissa do cristianismo romano. Eis um dos fragmentos do mar morto:

“Agora escrevemos para vós algumas das obras da lei, aquelas que determinamos que fossem ser benéficas a todos… E deverão ser reconhecidas por vós como justiça, em que vós têm feito o que é correcto e bom perante ele…” (4 QMMT(4q394-399) secção C linhas 26b-31).

Aqui vemos aqueles que se opunham a Paulo, citados fora do Novo Testamento e materializando-se como figuras históricas: “aqueles que acreditavam na justificação pelas mesmas obras da lei.”

O texto de Qum’ran é uma prova histórica e clara sobre o termo “obras da lei”, sendo um termo teológico conhecido e explorado muito antes da vinda do Messias.

Vemos também pelo texto uma alusão às tradições rabínicas e não aos Mandamentos de YHWH.

Grupos como estes tentavam e ensinavam o povo a justificarem-se diante do Eterno por hábitos/costumes, denominados “as obras da lei” que no fundo foram a base para os acrescentos feitos à “Torá” (que eles chamam de lei oral, que foram compilados mais tarde no Talmud) levado a cabo pelos rabinos.

Comprovamos então que, contrariamente à falsa alegação Greco-Romana Cristã, Paulo não falava da Torá, mas sim de um sistema religioso rabínico.

Existe uma profecia de Isaías sobre o que viriam a ser “as obras da lei”:

Isaías 28:13-15 “Assim, pois, a palavra de YHWH lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem e se enlacem, e sejam presos. Ouvi, pois, a palavra de YHWH, homens escarnecedores, que dominais este povo que está em Jerusalém. Porquanto dizeis: Fizemos aliança com a morte, e com o inferno fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.”

Será que Paulo anulou a lei, coisa que Yeshua não ousou fazer (Mat. 5:17) quando citou este e outros textos que à primeira vista parecem complexos?

Não é difícil perceber o contexto das palavras de Paulo, quando sabemos que ele era um crente zeloso e cumpridor da Torá (At. 25:8;28:17).

A graça de ser salvo não invalida a lei, mas sim, aquele que teve a experiência do novo nascimento no Messias, ou seja, a natureza do pecado que habitava em nós deu lugar ao Espírito de YHWH, não estando nós mais sob o jugo da lei do pecado (a natureza do pecado), que oprime, amarra e destrói o homem, desligando-o do Todo-Poderoso, e nem do legalismo farisaico que dificultava o cumprimento da Torá.

Uma coisa é entender o legalismo da Lei, a outra é viver sob os princípios da Lei.

Se quiserem fazer uma análise mais aprofundada sobre esta e outras passagens nas cartas de Paulo sobre a Lei, clique aqui.

16- É uma Lei Real / É a Lei de Moisés

Por tudo aquilo que já foi analisado neste estudo, consideramos que se torna desnecessária acrescentar mais linhas a tudo que já foi referido. Reafirmamos apenas que a chamada Lei de Moisés é a Lei de YHWH, uma vez que foi o Eterno que a deu a Moisés, conforme já demonstrado.

17- É a Lei que julgará o mundo / Ninguém será julgado por ela

É curioso as Igrejas do Sétimo Dia citarem Colossenses 2:16 como forma de justificarem que ninguém será julgado por esta lei. Ainda é mais interessante constatar isso quando nesse texto estão incluídos os Sábados que eles defendem como sendo perpétuos.

No princípio deste estudo, avançámos que esta passagem de Colossenses 2:16 tinham uma mensagem bastante relevante para os crentes, e que iríamos aprofundar o seu sentido mais à frente. Pois bem, é nela que nos iremos focar agora.

De facto, nós seremos julgados pelas nossas transgressões conforme nos revela o próprio Yeshua:

Mateus 7:21-23 (Almeida Revista e Corrigida) “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demónios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.”

Em algumas versões de J. F. de Almeida o versículo 23 diz: apartai-vos de mim, vós que praticais a violação da lei”.

Mas vejamos o mesmo texto na versão traduzida a partir do aramaico:

Mateus 7:23 (Peshitta Aramaico) “E então eu lhes direi: Nunca vos conheci, afastem-se de mim vocês que são violadores da Torá”.

Voltando a Colossenses 2:16, que nos diz:

“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,”

Muitos crêem que este texto anula as leis alimentares, os dias Santos dados em Levítico 23; as luas novas e os Sábados. Mas vejamos, o que é que é referido aqui neste texto? De facto o texto fala de alimentação, dias festivos, luas novas e de Sábados. Mas eles são anulados nesta passagem? Pode uma simples passagem anular muito do que está escrito em todo o restante texto bíblico.

Ora, sabemos que a Palavra não tem contradições, como tal, seguindo os princípios abordados no início deste estudo, vamos analisar o cap. 2 como um todo. Como em todos os versículos bíblicos, só temos que atentar para o contexto dessa passagem, para entender o seu significado.

Os vs. 13-14 do mesmo cap. 16 de Colossenses dizem que fomos perdoados, porque “a cédula fora riscada”. Esta cédula não é a Lei de Deus. Mas sim os nossos pecados. O que foi cravado na cruz não foi a Lei de Deus, mas sim as nossas transgressões, como profetizado por Jeremias (31:34) e Isaías (43:25).

E porque é que sabemos que não foi a lei que foi riscada? Porque YHWH não muda; e porque Yeshua também confirmou que isso não aconteceria enquanto existirem céus e terra (Mat. 5:17-18)

É graças ao sacrifício de Yeshua, que triunfámos diante do nosso acusador (vs.15 de Colossenses 2), e por isso mesmo não devemos deixar que nenhum homem nos julgue. Aliás, quem tem o direito de julgar? Somente o Eterno, por isso, que “ninguém vos julgue”.

A palavra “portanto” do vs.16 vem em sequência dos vs. anteriores.

A melhor forma de resumir o vs. 16, é que as nossas transgressões nos foram perdoadas (vs.13). A lista dos nossos pecados foi removida/riscada, através do sacrifício de Yeshua (vs.14).

No entanto, o texto diz-nos muito mais do que isso. Quem conhece um pouco da história dos Colossenses, sabe que o povo de Colosso era influenciado por mestres ligados ao gnosticismo, que impunham leis humanas, para que os homens pudessem alcançar elevada espiritualidade.

E era com isso que Paulo se confrontava em Colosso. Como vemos no cap. 2 vs. 4, 8, 18, 20, 22. Paulo não se referia às leis de Deus, mas às influências humanas, aliás, permitam que se faça uma ressalva só a título de curiosidade; A palavra lei nem sequer aparece na carta aos Colossenses, mas isso são apenas detalhes.

Os mestres gnósticos de Colossos, censuravam os novos crentes em Yeshua, por estes comerem e beberem aos Sábados, nos dias de Festa de YHWH, e nos dias de Lua Nova, pois consideravam que perdiam a espiritualidade por o fazerem.

Os mestres gnósticos ignoravam na verdade o propósito das Festas de YHWH. Além de serem dias santos, eram também dias festivos. Precisamente isso, dias festivos, de regozijo em que as pessoas devem comer e beber com alegria, como vemos em Deut. 16:11, 14, 15.

Não quer isso dizer que sejam dias de glutonaria ou bebedeiras, não torçamos o sentido do texto, mas não deixam de ser dias de alegria, em que se deve festejar e adorar o Eterno Deus.

Não há nenhuma restrição relativamente ao comer e ao beber nesses dias, (exceptuando no dia de Expiação, que é um dia de Jejum obrigatório,) como os mestres de Colossos defendiam, pois o propósito das festas, além de ser o de servir o Eterno, é também festejar em honra d´Ele, comendo e bebendo alegremente.

Foi contra a influência que o gnosticismo exercia sobre Colossos, que Paulo falou. Paulo refutou essa ideia, afirmando que nada os proibia de comer e beber nesses dias.

Por isso, ao contrário da ideia geral das pessoas que falam sobre este texto específico, Paulo não aconselha a que não se observem os dias Santos de YHWH, aconselha sim a observação desses dias, em total regozijo, comendo e bebendo sem se deixarem perturbar pelas críticas dos homens heréges; pois tais restrições que lhes tinham sido imputadas, não constam na Torá, mas sim são influências humanas, neste caso dos mestres gnósticos.

Vamos então ler o texto novamente com o contexto correcto, e com uma tradução fiel aos originais, e sem tendenciosidades:

“Portanto, não deixem que vos julguem pelo comer ou pelo beber nos dias de festa (solenes), ou nos dias de lua nova, ou nos sábados, pois tais coisas são o prenúncio daqueles que preparam o próprio corpo para serem julgados no Messias” (Colossenses 2:16 Peshitta- versão em aramaico do Novo Testamento).

A passagem é muitas vezes mal interpretada. O que é que realmente quer ela dizer? Paulo combatia uma heresia local. Falsos mestres tinham introduzido a sua própria filosofia religiosa, a qual era uma mistura de conceitos Judaicos e gentios.

As suas ideias eram fundamentadas na “tradição” humana e nas “convicções do mundo” não na Palavra de Deus. Paulo avisou os Colossenses dizendo-lhes:

“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs subtilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” vs.8

Estes falsos mestres introduziram as suas próprias normas e regulamentos como comportamento devido (vs. 20-22). O aviso de Paulo à igreja de Colossos indica fortemente que estes hereges foram os percursores duma maior heresia que se desenvolveu no gnosticismo, o qual por si só, é uma crença que sustenta o sistema do conhecimento secreto (gnosis é o grego para “conhecimento”, daí o termo gnosticismo) para melhorar a religiosidade de uma pessoa.

Da palavra “gnosticismo” vem a palavra “agnosticismo”, e penso que isso esclarece claramente os leitores sobre a heresia que Paulo se confrontava em Colossos.

Os gnósticos declaravam-se tão espirituais que desdenhavam virtualmente qualquer coisa física, considerando-a como inferior a eles. Em Colossos, os falsos mestres rejeitavam o físico–as coisas perecíveis que podiam ser tocadas, provadas ou manuseadas (vs. 21-22)—particularmente quando isso se relacionava com a adoração.

A sua filosofia encorajava a negligenciar as necessidades físiológicas do corpo para se alcançar elevada espiritualidade. Em verdade, contudo, a sua auto-imposta religião em nada ajudou e nada alcançou em combater a natureza humana. Como Paulo escreveu, não foi “de valor algum, senão para a satisfação da carne” vs. 23.

Os Cristãos em Colossos obedeciam a Deus. Eles guardavam o Seu Sábado e Dias Santos, e regozijavam-se neles, seguindo as instruções bíblicas (Deut. 16:10-11, 13-14).

Os heréges condenavam a igreja de Colossos pela forma que os Colossenses celebravam os Dias Santos. Repare-se que eles não contestavam os dias em si mesmos, mas sim o gozo físico deles—alegrando-se e participando nas festas—que provocava a objecção desses falsos mestres. Repare-se outra vez as palavras de Paulo:

“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, nos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados” (Col. 2:16).

Como tal. ao contrário da interpretação que a o grosso da cristandade faz desta passagem específica, Paulo, confirma que os Crentes Colossenses — que eram principalmente gentios (Colossenses 2:13)— observavam o Sábado semanal e os Dias Santos de Deus, passados mais de 30 anos depois da morte e ressurreição de Yeshua.

Se eles não estivessem a comemorar estes dias, os heréges não teriam fundamento para as suas objecções relativas ao aspecto de comer e beber nos dias de festa.

Nunca esteve em questão neste texto, o que é lícito ou não é licito comer, ou se os dias dados por YHWH como Dias Solenes deveriam ou não ser observados. Porque Paulo observava a Torá, como lemos em Actos 24:14.

Conclusão: Além de tudo o que foi dito, queríamos salientar que há duas razões fundamentais para as Festas terem sido dadas, sendo que o seu propósito não se resumia a que fossem dias de ofertas queimadas ou de sacrifícios.

A razão principal foi revelar-nos o Plano de Salvação de YHWH para a humanidade. Mas também foram dados como dias de homenagem e adoração ao Eterno. Ou seja, são “festas” caracterizadas exactamente pelo sentido literal da palavra “festa”:

Festa- Nome feminino; solenidade religiosa ou civil; comemoração ´pública periódica em honra de um acontecimento ou de uma pessoa/entidade; reunião social para convívio e diversão, geralmente com música e dança; banquete; festim; demonstração pública de alegria; Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora- 2003-2013
.
Festa- Reunião em que há regozijo; Dia de comemoração; Dia santificado; função religiosa com que se celebra um dia santificado; Alegria, regozijo; Gesto ou demonstração de um sentimento de ternura ou de afecto. Dicionário Priberam

Em breve falaremos de como as festas estão relacionadas com a primeira e segunda vinda de Yeshua. Ou seja, veremos que as Festas são profecias de eventos que teriam cumprimento na pessoa do Nosso Salvador – Yeshua.

É compreensível que alguns textos possam gerar alguma confusão, e possam dificultar o entendimento do texto bíblico, é normal que assim seja, pois satanás cumpriu o seu plano de enganar as nações.

Contudo, não podemos aceitar que textos sejam tirados fora do contexto para fundamentar doutrinas, ou fazer interpretações isoladas quando essas mesmas contradizem a Torá ou os profetas.

Textos isolados não fazem doutrina, pois a Palavra é um todo, e quando entendida com discernimento e à luz da Torá e do Testemunho, veremos como tudo se harmoniza.

Isaías 8:20: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.”

Hebreus 6:18 “Para que por duas coisas imutáveis [a Torá e o Testemunho], nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta;”

Deuteronómio 11:26-28 “Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição; A bênção, quando cumprirdes os mandamentos de YHWH vosso Deus, que hoje vos mando; Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos de YHWH vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno”

Deuteronómio 30:19 “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”

A base da fé está na Torá, pois apesar do primeiro mandamento escrito na pedra dizer que não deveremos ter outros deuses diante de YHWH, é na Torá em Deuteronómio 6:4-5 que está revelada a base da fé monoteísta, e isso é corroborado pelo próprio Yeshua:

Mateus 22:36-38 “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Yeshua disse-lhe: Amarás YHWH teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.”

João 17:3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Yeshua haMashiach, a quem enviaste.”

Rogamos-te Pai Santo e Eterno, em Nome do Teu Filho amado Yeshua, que venhas abrir o nosso entendimento e gravar a tua Torá nos nossos corações. אָמֵן (Amén).

Shalom.

http://emunah-fe-dos-santos.weebly.com/a-lei-moral-e-a-lei-cerimonial.html

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CINCO PRINCIPIOS INDISPENSAVEL NA VIDA DOS CRISTÃOS

Texto Bíblico: 2.Cro.7.11-15. Estudo Bíblico
Introdução
Princípios: É aquilo que temos por base ou regra na nossa vida tanto material como Espiritual; existem vários princípios biblicamente falando, como Cristão devemos ter o cuidado de observá-lo. Porem quero destacá-lo pelo menos cinco, que as considero indispensável. (Sl.86.6) Dá ouvidos, Senhor, à minha oração, e atende à voz das minhas súplicas.

1º Precisamos ter uma vida de oração: A oração é a maneira pela qual a criatura conversa com seu Criador, É uma aproximação da pessoa a Deus por meio de palavras ou do pensamento, em particular ou em público. Há na Biblia exemplos de pessoas que foram abençoadas por Deus por ter um vida de oração. (Daniel) Diante o edito do Reino Dario; ele não se calou veja o que a Biblia diz a esse respeito.(Dn.6.10) E três vezes no dia se punha de joelhos e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer. Outro exemplo de conquista por meio da oração foi o de. (Neemias) Quando Sanbalate e Tobias mais os amonitas vieram querendo impedir a reconstrução dos muros de Jesrusalem.(Nem.4.9) Nós, porém, oramos ao nosso Deus, e pusemos guarda contra eles de dia e de noite. Á recomendação de Paulo é que devemos orar constantemente.(1.Tss.5.17) Orai sem cessar. A um ditado muito valido que diz; muita oração muito poder pouca oração pouco poder.

2º Precisamos ter uma vida de Jejum ou consagração: É prática de não se alimentar por certo tempo como prática religiosa é voluntária, exige pureza de vida. Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, convocai uma assembléia solene. Temos na Biblia exemplos de grande conquista acompanhada do jejum.(2.Cro.20.3) Então Jeosafá teve medo, e pôs-se a buscar ao Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá. Qual foi o resutado desse momento de jejum é consagração determinado pelo Rei Jeosafá.(2.Cro.20.15.P/b). Assim vos diz o Senhor: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, porque a peleja não é vossa, mas de Deus. Não esquecendo o que disse o Senhor Jesus a seus Discipulos, depois que voltaram sem ter exido na missão pela qual foram fazer.(Mt.17.21) mas esta casta de demônios não se expulsa senão à força de oração e de jejum. Não se esqueçã que nosso organismo precisa tambem de descanço, quando jejuamos estamos dando descanço ao nosso aparelho degestivo.

3º Precismo ter uma vida de vigilância: É um dos principios fundamentasi aonde a pessoa fica alerta para perceber a existência de invasor e inimigo de sua alma. Quem está sempre vigiando ele consegue percentir ou perceber as astuta de satanás.(1.Pd.5.8) Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar. Temos na Biblia exemplo de pessoas que só foram vitoriozos porque está vigiando; (Neemias) Foi quando Sambalete e Tobias mandaram mensageiros a Neemias para que os mesmo se encontrace em uma aldeia. (Nem.6.3) E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer. A recomendação do Senhor Jesus é essa para todos nós.(Mt.26.41) Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Vigia para depois voçe não sai por ai dizendo que caiu porque foi tentado, até satanas não derruba o Cristão de supressa ele tem suas artimanhas, mais quem vigia percebe.(Tg.1.14.15) Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.

4º Precisamos ter uma vida devocional a Deus (Leitura da Biblia): A leitura da Biblia é o alimento ideal para a vida Cristã, quem não se alimenta da palavra sua alma morre.(1.Pd.2. 2) desejai como meninos recém-nascidos, o puro leite espiritual, a fim de por ele crescerdes para a salvação. A pessoas que se sentirão bem ao alimentar sua alma com a palavra do Senhor.(Jr.15. 16 )Acharam-se as tuas palavras, e eu as comi; e as tuas palavras eram para mim o gozo e alegria do meu coração. Se esqueçe que só tera um vida prospera aqueles que meditar na palavra do Senhor, foi a recomendação do Senhor a Josue. (Js.1.8) Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. O Salmista Davi revela a qualidade daqueles que tem prazer na lei do Senhor.(Sl.1.3) Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.

5º Precisamos viver na pratica a palavra do Senhor: É tirar a mascara é viver de verdade o que a Biblia nós ensina para o nosso bem material e Espiritual.(Tg.1.22) E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Vejamos o ensinamento de Jesus com respeito aos que vivem a pratica da palavra .(Mt.7.24) Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. Quando somos praticante da palavra e não somente ouvinte temos a benção do Senhor.(Dt.28.1.2) Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra; e todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, se ouvires a voz do Senhor teu Deus.

AMÉM!

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Publicado em: 23/5/2011
Por: Cosme Alves dos Santos
Assembléia de Deus (missão) – Jurema – PI
evangelistacosme10@hotmail.com

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“MÃE – Árdua Responsabilidade ou Feliz Oportunidade?”
“Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto”.
do ventre o seu galardão.”
Salmos 127:3
I. AMOR DE MÃE
• Hagar por seu filho: GÊNESIS 21:16 – “E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.”
• Mãe de Moisés: ÊXODO 2:3 – “Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.”
• Mãe de Samuel: I SAMUEL 2:19 – “E sua mãe lhe fazia uma túnica pequena, e de ano em ano lha trazia, quando com seu marido subia para oferecer o sacrifício anual.”
• Rispa pelos seus filhos: II SAMUEL 21:9-10 – “E os entregou na mão dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o Senhor; e caíram estes sete juntamente; e foram mortos nos dias da sega, nos dias primeiros, no princípio da sega das cevadas. Então Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de cilício, e estendeu-lho sobre uma penha, desde o princípio da sega até que a água do céu caiu sobre eles; e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite.”
• As mães que Salomão julgou: I REIS 3:26 – “Mas a mulher, cujo filho era o vivo, falou ao rei (porque as suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho), e disse: Ah! senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem teu nem meu seja; dividi-o.”
• A mãe sumanita: II REIS 4:20 – “E ele o tomou, e o levou à sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos até ao meio dia, e morreu.”
• Mãe Cananéia: MATEUS 15:22 – “E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.”
• Mãe de Jesus: JOÃO 19:25 – “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.”
Por mais que tenhamos várias provas de que o amor de uma mãe é imensurávelmente grandioso, devemos nos lembrar que mães são seres humanos fracos e sensíveis, prontos a caírem no erro ou cometer pecado, pois ainda habitamos nessa carne. Contudo devemos saber que Deus tem por nós um amor que excede todo sentimento, inclusive o amor de uma mãe pelo seu filho – ISAÍAS 49:15 – “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.” Devemos em primeiro lugar colocar o cuidado de nossos filhos nas mãos do Senhor, pois só Ele é perfeito e só Ele tem o puro e verdadeiro amor – SALMOS 144:12 – “Para que nossos filhos sejam como plantas crescidas na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas à moda de palácio;”
II. É DEVER DE PAIS E MÃES ORAR PELOS SEUS FILHOS
• Abraão por Ismael: GÊNESIS 17:18 – “E disse Abraão a Deus: Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto!”
• Davi pela vida do seu filho: II SAMUEL 12:16 – “E buscou Davi a Deus pela criança; e jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrada sobre a terra.”
• Davi por Salomão: I CRÔNICAS 29:19 – “E a Salomão, meu filho, dá um coração perfeito, para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos, e os teus estatutos; e para fazer tudo, e para edificar este palácio que tenho preparado.”
• Jó por seus filhos: JÓ 1:5 – “Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente.”
• O pai pelo filho endemoninhado: MATEUS 17:15 – “Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água;”
• A mãe siro-fenícia: MARCOS 7:26 – “E esta mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio.”
III. TAMBÉM DEVEM ORAR PELOS FILHOS QUE AINDA VIRÃO
Também é nosso dever orar pelos que ainda hão de vir, se essa for à vontade de Deus:
• JUÍZES 13:8 – “Então Manoá orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, ainda venha para nós outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.”
• I SAMUEL 1:27-28 – “Por este menino orava eu; e o Senhor atendeu à minha petição, que eu lhe tinha feito. Por isso também ao Senhor eu o entreguei, por todos os dias que viverem, pois ao Senhor foi pedido. E adorou ali ao Senhor.”
IV. OS PECADOS DOS PAIS AINDA HOJE SÃO VISITADOS NOS FILHOS?
• ÊXODO 20:5 – “Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.”
• NÚMEROS 14:18 – “O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração.”
• LEVÍTICOS 26:39 – “E aqueles que entre vós ficarem se consumirão pela sua iniqüidade nas terras dos vossos inimigos, e pela iniqüidade de seus pais com eles se consumirão.”
• NÚMEROS 14:33 – “E vossos filhos pastorearão neste deserto quarenta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se consumam neste deserto.”
• ISAÍAS 14:21 – “Preparai a matança para os seus filhos por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e nem possuam a terra, e encham a face do mundo de cidades.”
• JEREMIAS 32:18 – “Tu que usas de benignidade com milhares, e retribuis a maldade dos pais ao seio dos filhos depois deles; o grande, o poderoso Deus cujo nome é o Senhor dos Exércitos;”
Temos vários exemplos bíblicos que nos mostram que os pecados dos pais eram visitados nos filhos. Mas graças a Deus, hoje somos libertos da Lei pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que veio sobre a terra, cumpriu com toda a lei e nos livrou dessa pena. Atentemos a essa passagem:
o JOÃO 9:1-3 – “E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele às obras de Deus.”
Por essa passagem podemos ver que hoje vivendo na graça, não somos libertos somente da condenação do pecado, mas também de toda o peso que estava sobre nós, inclusive o de fazer nossos filhos pagar pelas conseqüências de nossos erros. Hoje nosso dever é de educar e levar nossos filhos a uma vida honrosa, e digna de ser chamada “herança do Senhor”.
V. COMO CRIAR NOSSOS FILHOS
PROVÉRBIOS 22:6 – “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”
O caminho certo é ensinar aos nossos filhos que eles devem amar ao Senhor nosso Deus de todo o seu coração, de toda sua alma e todas as tuas forças.
DEUTERONÔMIO 6:4-7 – “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.”
Filhos são a maior riqueza que um casal pode adquirir durante a vida conjugal. Eles são herança do Senhor (SALMOS 127:3). O aproveitamento dessa herança é o resultado de como nós os ensinamos. A formação começa muito tempo antes deles nascerem. Começa com os avôs e bisavôs. Os pais que relaxaram e descuidaram da criação de seus filhos no temor do Senhor produzem filhos, netos e bisnetos que trazem tristezas e dores de coração, no presente e nas gerações vindouras. Temos vários exemplos de pais que erraram por serem tão tolerantes com seus filhos, tais como:
Ló – GÊNESIS 19:14 “Então saiu Ló, e falou a seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade. Foi tido porém por zombador aos olhos de seus genros.”
Eli – I SAMUEL 3:13 “Porque eu já lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis (abomináveis), não os repreendeu.”
Samuel – I SAMUEL 8:3 “Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele, antes se inclinaram à avareza, e aceitaram suborno, e perverteram o direito.”
Hagite (esposa de Davi) – I REIS 1:6 “E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele (Adonias) também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão.”
Resultados desastrosos – PROVÉRBIOS 29:15 – “A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.”
Mas também sabemos que se os pais criarem seus filhos no temor do Senhor, tem como recompensa, filhos, netos e bisnetos, que são sua alegria. Escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo se lembrou da fé não fingida que habitou em sua avó Lóide, e em sua mãe Eunice – 2 TIMÓTEO 1:5 – “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.”
A felicidade de muitas pessoas e de muitas gerações, depende do modo em que criamos nossos filhos. Deus não mente. Ele falou para instruirmos nossos filhos no caminho em que devem andar e mesmo quando envelhecer não se desviaram dele (PROVÉRBIOS 22:6). Se os filhos não andarem no caminho certo é porque os pais falharam em algum ponto. Pode ser que não reconheçam que erraram, mas erraram. Deus não se pode culpar.
A máxima importância na formação de filhos é o testemunho dos pais, ambos, pai e mãe. Se os filhos enxergam a hipocrisia de ensinar uma coisa e viver outra, na vida e seus pais, a formação dos filhos será um desastre. Não devemos nos esquecer também que nós como pais exercemos uma influência muito forte sobre nossos filhos, e tanto elas podem ser:
* Influências Más:
II CRÔNICAS 22:3 – “Também ele andou nos caminhos da casa de Acabe, porque sua mãe era sua conselheira, para proceder impiamente.”
JEREMIAS 9:14 – “Antes andaram após o propósito do seu próprio coração, e após os baalins, como lhes ensinaram os seus pais.”
EZEQUIEL 20:18 – “Mas disse eu a seus filhos no deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos, nem vos contamineis com os seus ídolos.”
AMÓS 2:4 – “Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Judá, e por quatro, não retirarei o castigo, porque rejeitaram a lei do Senhor, e não guardaram os seus estatutos, antes se deixaram enganar por suas próprias mentiras, após as quais andaram seus pais.”
MATEUS 14:8 – “E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista.”
* Influências Boas:
II TIMÓTEO 1:5 – “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.”
I REIS 9:4 – “E se tu andares perante mim como andou Davi, teu pai, com inteireza de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos,”
II CRÔNICAS 17:3 – “E o Senhor era com Jeosafá; porque andou nos primeiros caminhos de Davi seu pai, e não buscou a Baalins.”
II CRÔNICAS 20:32 – “E andou no caminho de Asa, seu pai, e não se desviou dele, fazendo o que era reto aos olhos do Senhor”.
PROVÉRBIOS 31:1 – “Palavras do rei Lemuel, a profecia que lhe ensinou a sua mãe.”
Evangelize seus filhos que não são salvos. Fale a eles, sempre, do amor de Deus que deu seu próprio Filho para morrer na cruz em nosso lugar. Explique a eles que ele recebeu nosso castigo, pois somos pecadores, mas para ser salvos, cada um tem que reconhecer que é pecador e aceitar Jesus como seu Salvador. Só assim podemos ir para o céu. Seus filhos precisam entender isso.
Na hora de corrigir ou disciplinar um filho, nem o pai, nem a mãe deve interferir com o outro. Quando há discórdia entre os pais, concernente a qualquer coisa, eles devem resolver seus problemas a sós, mesmo que seja a respeito de seus filhos. Se não for assim os filhos lhes desrespeitarão e tentarão jogar os pais um contra o outro.
Temos várias atividades que podemos e devemos usar na árdua e feliz tarefa de aprimorar sua “herança do Senhor”.
1. DEVOCIONAIS EM FAMÍLIA.
JOSUÉ 24:15 – “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
LUCAS 10:39 – “E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.”
O primeiro passo para colocar seus filhos no caminho do Senhor, é manter o costume de aprender de Deus a adora-Lo como uma família. Escolha uma hora que todos os membros da família estão reunidos e leiam a Bíblia juntos. Se nossos filhos tiverem menos de dez anos, é interessante lermos um pedaço e contarmos o outro da história bíblica. Devemos também ler e ensinar nossos filhos a decorarem versículos. Em qualquer história bíblica que lermos, tanto do Velho como do Novo Testamento, devemos explicar seu sentido para nossas vidas hoje e mostre o que Deus está nos ensinando. O devocional é importante para ajudar nossos filhos a vencerem os problemas que enfrentaram.
Devemos ficar atentas para os problemas, tentações e mudanças de atitudes que você nota ou que sente em seus filhos. Filhos podem desejar falar sobre algo que está o perturbando, mas o diabo o faz pensar que se falarem, seus pais vão brigar. Trate assuntos delicados com muito carinho para não impedir o diálogo e a confiança de seus filhos. Use histórias bíblicas que tratam de situações similares aos problemas dele (a) e mostre como Deus nos ensina a resolver tais problemas. NÃO explique a história de maneira que seu filho se sinta um objeto de uma “lição de moral”. Também o ajude a aprender versículos como “Escondi tua palavra no meu coração para não pecar contra ti”. (SALMOS 119:11)
Após a história devemos orar em alta voz, começando pelo mais novo. Logo que seu bebe começar a falar, ajude-o (a) a fazer orações pequenas como – “Jesus, obrigado por mamãe e papai; OU Jesus, eu amo o Senhor; OU Jesus me perdoe por não obedecer minha mãe hoje.” Quando a criança escuta todos confessando seus pecados ela vai entender que Deus deseja que a gente lhe obedeça e que Ele quer nos ajudar.
Também é necessário ensinar que além de pedir perdão a Deus, temos que pedir perdão à pessoa que ofendemos. E para sermos perdoados temos que perdoar aos outros. “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” – MATEUS 6:14.15
2. COMO DEUS PERDOA
Adolescentes estão numa fase de vida em que começam fazer suas próprias decisões. É um período em que estão se tornando adultos fisicamente sem ter sempre a capacidade de se controlar em suas escolhas e emoções. Os erros por eles cometidos trazem grandes sentimentos de culpa. Confessam seus pecados que são muitas vezes os mesmos. É aí que satanás lhes surge a idéia que Deus não é tão bem quanto pensam. Depois de pedir perdão três ou quatro vezes pelo mesmo pecado, o diabo lhes insinua que Deus não pode perdoar tanto, ou mais do que isso, Deus não pode perdoar. Satanás engana para que o jovem não seja perdoado porque não pediu perdão. Por não ser perdoado o Espírito Santo se entristece e o peso da culpa do adolescente o desanima. É importante ensinar a nossos filhos, ainda que não tem se manifestado essa dúvida, que sabemos que Deus é justo em nos perdoar todas as vezes que confessarmos nossos pecados – MATEUS 18:21,22 – “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”
Deus não apenas nos perdoa, mas quer ajudar-nos a vencer o pecado – “Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; E estando prontos para vingar toda a desobediência, quando for cumprida a vossa obediência.” II CORÍNTIOS 10:3-6
3. DEVOÇÕES PESOAIS
Assim que seu filho aprender ler, ensine-o como ter seu tempo de devocional sozinho com Deus. Ajude-o no começo, saber onde ler na Bíblia – é mais proveitoso ler um livro na Bíblia até terminar do que ficar pulando aqui e acolá. Mostre a ele (a) o valor de ler Provérbios.
Jamais mande seu filho ler a Bíblia como uma forma de castigo. Explique a importância de orar: falar com Deus sobre sua própria vida, pedir direção, proteção e perdão. Orar pelos outros também .
4. DISCIPLINA
Quando falamos em disciplina, geralmente, mães ficam irritadas porque só pensam em castigo físico. Disciplinar significa guiar, orientar, ajudar nossos filhos a andarem no caminho da verdade para que sejam pessoas melhores a cada dia, decentes, amáveis, obedientes aos seus pais e agradáveis a Deus. Disciplina que só servem para mostrar os defeitos, as fraquezas e a incapacidade dos filhos é desastrosa, pois só servem para desanimar e desencorajar o menor. Boa disciplina serve para corrigir, edificar, desenvolver, e alegrar nossos filhos (SALMOS 144:12)
Isso também não significa que quando necessário, não devamos corrigir nossos filhos fisicamente. A Palavra de Deus nos oferece vários exemplos e deveres em corri-los dessa forma.
PROVÉRBIOS 22:15 – “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.”
PROVÉRBIOS 23:13 e 14 – “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno.”
Entretanto, uma surra deve ser administrada como último recurso, somente quando o pai ou a mãe estiver com a cabeça despreocupada e o coração cheio de amor. Sim , quando tal punição se faz necessária, deve haver controle emocional e físico adequado. E quando isso acontecer, tenha bom senso e assegure-se que a criança saiba que você está agindo em amor.
PROVÉRBIOS 19:18 – “Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não deixes que o teu ânimo se exalte até o matar.”
COLOSSENSES 3:21 – “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.”
5. COMEÇAR CEDO
PROVÉRBIOS 13:24 – “O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga.”A formação da vida de seu filho, seus costumes e personalidade, começam no dia que nasce. Todo neném nasce com uma inteligência incrível, ele sabe que é só berrar e todo mundo vem correndo. Começa cedo com a instrução de seu filho. Com seis ou sete meses ele (a) já entende “Não, não pode!”. Corrija seu filho enquanto há esperança – (PROVÉRBIOS 19:18).
Por ensinar persistente e continuamente com firmeza e amor, a nossos filhos o obedecer desde pequenos, não haverá problemas graves com ele quando forem adolescentes e jovens. Não podemos permitir que nossos filhos usem de respostas malvadas, palavras injuriosas (xingar ou fazer pouco), palavrões, mentir, responder em voz alterada, estender a língua, ou reclamar. Devemos ajuda-los a ter consideração e ajudar as pessoas que possuem menos que ele – PROVÉRBIOS 28:27 – “O que dá ao pobre não terá necessidade, mas o que esconde os seus olhos terá muitas maldições.” e PROVÉRBIOS 17:5 – “O que escarnece do pobre insulta ao seu Criador, o que se alegra da calamidade não ficará impune.”
Filhos devem ser ensinados como respeitar e usar os móveis em sua casa e nas casas dos outros, e exigidos em praticarem o que for lhes ensinado. Devemos ensinar a nossos filhos que pixar muros (que é causar dano ao próximo), quebrar janelas, riscar carros, pixar banheiros públicos não é somente uma brincadeira de mau gosto, ou arte, mas que tudo isso é pecado, é crime – PROVÉRBIOS 20:11 – “Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta.”
Dentre outras coisas, também é de suma importância, ensinar a nossos filhos sobre honestidade. Devemos explicar a eles (a) o que é honestidade. Colar e dar cola na escola, por exemplo, é ser desonesto, é ser ladrão ou ajudar ladrão. Mentir contra as pessoas é ser desonesto. Jogos de azar, loterias, é desonesto, pois se baseiam no princípio de ganhar dos outros aquilo pelo qual não trabalhou. Em participar disso, você estará apoiando o roubo, a pobreza, e o nível baixo de vida – PROVÉRBIOS 17:20 – “O perverso de coração jamais achará o bem; e o que tem a língua dobre vem a cair no mal.”
6. BOAS MANEIRAS EM CORRIGIR
A filosofia do “grito e tapa” não convém a boa disciplina. Jamais devemos falar a nossos filhos palavras ameaçadoras horrorosas que farão impressões duradouras que nem você nem seus filhos (as) esquecerão, como por exemplo: “Vou te matar!”, “Você é um diabinho!”, “Seria melhor que você não tivesse nascido”. Isso não é disciplina, é crueldade, crime, pecado, e provoca a ira dos filhos – EFÉSIOS 6:4 – “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” – GÁLATAS 6:8 e 9 – “Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos de fazer bem, porque há seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.”
É muito melhor dar uma surra do que atormenta-los verbalmente:
PROVÉRBIOS 17:27 – “O que possui o conhecimento guarda as suas palavras, e o homem de entendimento é de precioso espírito.”
PROVÉRBIOS 18:21 – “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.”
EFÉSIOS 4:29 e 30 – “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.”
PROVÉRBIOS 13:18 – “Pobreza e afronta virão ao que rejeita a instrução, mas o que guarda a repreensão será honrado.”
Corrigi-los na frente de outras pessoas, envergonhando-os, de maneira a se “aparecerem” como “mães que educam seus filhos”, também não agrada a Deus. Tudo quanto fizermos, devemos fazer de coração, como ao Senhor e não aos homens. Não envergonhe seus filhos na frente de outras pessoas, e nem quando sozinho. Deus é amor. Ele corrige os que amam – HEBREUS 12:6 – “Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.”
Em tempos de correção, nunca devemos falar coisas que podem causar dúvidas sobre a salvação de nossos filhos (as), se ele é salvo. Jamais devemos dizer que Deus não gosta da gente quando somos desobedientes, pois – ROMANOS 5:8 – “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Uma coisa é Deus não gostar do pecado da desobediência, outra bem diferente é Ele não gostar do filho desobediente.
7. A ESCOLHA DE AMIGOS
Todo mundo precisa de amigos. Nossos filhos devem ser amigáveis com todas as pessoas, mas deve ser mais próximos de pessoas que possuem altas qualidades de caráter, e tementes a Deus. Devemos ensinar nossos filhos a serem fortes no Senhor e não covardes para serem levados pelo mal – ROMANOS 12:21 – “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” – I CORÍNTIOS 15:33 – “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.”
Sempre devemos instruir nossos filhos a tomarem decisões DEPOIS de terem perguntado a si mesmos: “Que faria Jesus nesta situação?”
8. NOSSO ALVO – AGRADAR A DEUS
Não é bom que demonstremos desapontamento ou decepção, seja lá o que for que nossos filhos fizerem. Antes de aconselha-los ou puni-los, devemos pedir a Deus que nos de sabedoria e calma para agir do modo que seja agradável e honroso a Ele. Devemos manter a confiança de nossos filhos de forma que eles sempre possam confiar em nós sem o perigo de violação. Assim serão seguros em contar-nos seus problemas.
É importante ensina-los a fazerem as coisas que agradam a Deus. Jesus foi abençoado por seu Pai porque Ele sempre obedeceu – JOAO 8:29 – “E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.”
Deus promete dar o que lhe pedirmos se fizermos o que lhe é agradável – I JOAO 3:22 – “E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.”
Nossos filhos devem entender que cada pessoa dará sua conta a Deus – ROMANOS 14:12 – “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.”
Impor regras para fazer com que seu filho agrade a Deus, não funciona. Lembrem-se que nós não estamos mais debaixo da lei – temos sido libertos da lei por Cristo. Estamos sob a lei do amor de Cristo, que é capaz de produzir muito mais em nós, que uma lista de regras. Princípios são importantes; regras sufocam – I JOÃO 5:3 – “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.”
9. COMBATER O ORGULHO E COBIÇA
Orgulho – Evitemos fazer o aquilo que leva nossos filhos a pensarem que são melhores ou mais inteligentes que os outros – I CORÍNTIOS 4:7 – “Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?”
Combata incessantemente o orgulho em família:
PROVÉRBIOS 29:23 – “A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito.”
PROVÉRBIOS 16:18 – “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”
MATEUS 23:12 – “E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.”
Cobiça – Desejar os que os outros tem é cobiça, principalmente quando não é necessário se ter. Na vida real, quando forem adultos não será possível ter o que o salário não pode comprar. Acostumados a terem tudo que os outros tem, sem a possibilidade de tê-los, seu coração encherá de amargura, ou se escravizará em débitos.
I TIMÓTEO 6:10 – “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”
PROVÉRBIOS 1:19 – “São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem.”
FILIPENSES 4:11 – “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.”
I TIMÓTEO 6:6 – “Mas é grande ganho a piedade com contentamento.”
10. O DIA DO SENHOR
Devemos ensinar nossos filhos a respeitarem o dia do Senhor (domingo). A Bíblia fala que quem não congregar com o povo de Deus no Dia do Senhor está pisando o sangue de Jesus – HEBREUS 10:25-31 – “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.”
A não ser por doença, não podemos permitir que nossos filhos faltem nos cultos. Pais que são salvos tem responsabilidades perante Deus. Devemos ensinar nossas crianças a respeitarem a casa do Senhor e os cultos, a terem reverencia, a amar seu pastor e os outros membros da Igreja, também evitar murmurações e críticas contra os mesmos. Ensina-los também a amar a Igreja porque Cristo a amou e morreu por ela. Ensina-los a serem fieis em sustentar o trabalho do Senhor com suas ofertas, são ensinamentos básicos para uma vida frutífera:
MALAQUIAS 3:8-12 – ” Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.”
PROVÉRBIOS 3:9-10 – “Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; “E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.”
GÁLATAS 6:6 – “E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.”
11. DESENVOLVENDO TALENTOS
Dê tempo a seus filhos em todas as idades. Nós devemos mostrar interesse nos estudos e atividades de nosso filhos, ajudando-lhes a descobrirem qual suas aptidões e talentos naturais. Jamais devemos mostrar desinteresse ou desprezo por aquilo nosso filho tem prazer em nos mostrar. Ao invés disso, devemos elogia-lo a parabenizá-lo. Nenhum filho deve ser comparado com seu irmão ou irmã, ou com outra pessoa. Deus fez cada um diferente.
É de suma importância que gastemos tempo com nossos filhos. O pai ou a mãe que está sempre ocupado (a) demais para seus filhos, é porque está ocupado (a) demais para amar.
12. APRENDER A TRABALHAR
Nossos filhos precisam aprender a trabalhar. Não faça o que ele (a) deve fazer. Filhos precisam aprender assumir responsabilidades cedo na vida. Podem começar ajudando as mães em casa nos serviços domésticos. Devemos ensinar nossos filhos, que eles devem fazer tais tarefas como se estivesse fazendo ao Senhor – COLOSSENSES 3:23 – “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens.”
Não podemos permitir que opiniões de amigos e inimigos estraguem nossos filhos. A Bíblia ensina que trabalhar é honroso e é o plano de Deus:
I TESSALONICENSES 4:11-12 – “E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado; Para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma.”
II TESSALONICENSES 3:10 – “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.”
II TESSALONICENSES 3:11-13 – “Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs.A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão. E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.”
Filhos que não aprendem a trabalhar cedo na vida, acostumam-se a serem preguiçosos irresponsáveis, e no futuro vão depender de seus pais, ou do governo, ou da sociedade para seu sustento – PROVÉRBIOS 19:15, 24 – “A preguiça faz cair em profundo sono, e a alma indolente padecerá fome. O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; e não tem disposição nem de torná-la à sua boca.”
13. ESCOLHA DE PROFISSÃO
Nós mães e pais devemos reservar o direito de escolher o trabalho ou carreira de seus filhos. Eu conheço pessoas que pressionam seus filhos por dizerem – “Seja alguém na vida!”, com isso querem dizer, ser médico, advogado, engenheiro ou outro profissional que ganha muito dinheiro e ao mesmo tempo destaca-se como alguém importante. Todo trabalho é honesto e honroso.
SALMOS 40:8 – “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.” O importante para nossos filhos é a vontade de Deus para suas vidas – SALMOS 37:3-7 – “Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. Descansa no Senhor, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.” Precisamos prestar muita atenção ao que Deus quer de nossos Filhos: – MIQUÉIAS 6:8 – “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?”
Devemos nos interessar pelo caráter de nossos filhos e não em seu bem estar monetário.
I TIMÓTEO 6:6-12 – “Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.”
HEBREUS 13:5-6 – “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei. E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem.”
PROVÉRBIOS 15:16 – “Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro onde há inquietação.”
14. CASAMENTO
Pureza de vida é a melhor preparação para um bom casamento, devemos ensinar isso a nossos filhos. Nossos filhos têm que aprender a orar a Deus desde pequenos, para que Deus prepare uma pessoa especial pra se casar. Para ter um lar feliz, é de vital importância chegar ao casamento com uma vida pura. As normas de Deus não mudam, afinal de contas é ele que tira ou dá a felicidade. Nossos filhos devem ouvir o que Deus diz e não a orientação do mundo. Manter uma vida pura só é possível quando nossos filhos (as) proporem em seus corações de não se contaminarem com a imoralidade. Deus acata tal decisão, e protege, como fez na vida de Daniel. – DANIEL 1:8 – “E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar.”
15. NÃO É TARDE DEMAIS
“Eu falhei em disciplinar meus filhos, agora parece que é tarde demais. O que devo fazer?”
Primeiro é importante você saber que não é tarde demais, se você tem convicção de sua responsabilidade. Segundo chame seus filhos e explique a eles em palavras simples e sinceras que você chegou a entender que tem falhado em ensinar-lhes como Deus queria. Peça-lhes perdão. Explica-lhes que agora você entende o que deve fazer para o bem deles e que desde agora você quer agradar a Deus na maneira de educa-los.
Sempre procure as respostas para tudo na Bíblia, porque elas se encontram lá. Deus quer ser seu refúgio; confie nEle – NAUM 1:7 – “O Senhor é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele.” ( Leia SALMOS 46)
Seus filhos crescem rapidamente se falhar na formação deles não haverá outra chance. Que Deus nos ajude a criar nossos filhos para a honra e glória dEle.
O título do nosso estudo nos faz pensar se ser mãe é uma árdua responsabilidade, ou uma feliz oportunidade. Ao final dele, entendemos que as duas opções são válidas, porém:
* Se você criar seus filhos como o mundo, segundo os conselhos do mundo, com certeza você terá uma árdua responsabilidade, pois “…não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” TIAGO 4:4eROMANOS 3:19 – “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estai debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus.”
* Mas, se você criar seus filhos segundo a palavra de Deus, usando sua Bíblia como sua principal ferramenta, você regozijará uma feliz oportunidade, pois é na palavra de Deus que encontramos a luz – SALMOS 119:130 – “A entrada das tuas palavras dá luz, dá entendimento aos simples.” – SALMOS 27:1 – “O Senhor é a minha luz e salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?” – SALMOS 97:11 “A luz semeia-se para o justo, e a alegria para os retos de coração.”
Mães: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.” (COLOSSENSES 2:8), antes faça como Noé fez – “Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.” (HEBREUS 11:7)
“Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo;
quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”
JOÃO 8:12

Autora: Irmã Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos
ibicatanduva@terra.com.br

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