Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
Como lidar com as tempestades.
Como lidar com as tempestades
Como lidar com as tempestades.
Sl 107.21-31; Mc 4.35-41; 5.1-8
Introdução: Reconheça a origem da tempestade. Como lidar com as tempestades da vida
I. Esteja na companhia de Cristo (v.36. Jo 15.7). A. Tempestade vem mesmo quando Jesus esta no barco. B. Ela veio mesmo os discípulos tendo obedecido a Jesus.
II. Confie em Jesus, não em você em suas habilidades. (v.37; PV 3.5) A. Diante das tempestades temos que confiar no mestre B. Diante de uma tempestade provocada no mundo espiritual não adianta usar só nossas habilidades naturais.
III. Não Tenha medo (v.38; MT 14.27-31). A. Existe pelo menos 365 vezes na bíblia a expressão” Não temas” B. Fé e medo são duas forças espirituais antagônicas C. Ter Jesus em nossa vida faz toda diferença para a vitória D. Por mais que o diabo se levante e tente-o sempre será um derrotado por Jesus nosso Senhor
IV. Use a autoridade outorgada a você. (Mc 5.1-8) A. Agindo com fé e ousadia contra as intenções do maligno. B. Exercendo com firme espirito de fé, baseado na palavra que vence todo mal.
Conclusão: mesmo andando com o Senhor, todos nos estamos expostos a passar por tempestades, mesmo que você não tenha a fé necessária, saiba que ele esta com você Ele te levanta pela mão e acalma a tempestade nos ensinando que as tempestades da vida nos fazem crescer e chega à outra margem.
Escrito por: Cristiano Mascarenhas
Tags:tempestades7 Provas: LÍNGUAS CESSARAM no Século I
7 Provas: LÍNGUAS CESSARAM no Século I
1) Prova pela HISTÓRIA:
A História registra (indiscutivelmente!) o cessar das línguas [NOTA1] , desde os Pais da Igreja [anos 1** a 3**] até que Agnes Ozman, em 1901, “buscou e encontrou as línguas”, fazendo nascer o Pentecostalismo [NOTA2]. Por que Deus iria negar tamanho dom aos seus melhores homens servos da estirpe filadelfiana em 19 séculos (homens do calibre dos Valdenses; dos Anabatistas; dos Pre-Reformadores como John Huss, Wycliff e Tyndale; de Reformadores como Lutero e Calvino; dos irmãos Morávios; dos Puritanos; dos grandes Reavivadores como Wesley; grandes missionários como Carey e Taylor, dos grandes pregadores como Crisóstomo, Spurgeon e Martin Lloyd Jones; etc.) e concedê-lo somente a homens da igreja laodiceiense do século XX [NOTA3]???!!!…
*** NOTA1: Rumores (sem provas) de raríssimas exceções sempre há (como sempre, contra tudo). Mas, mesmo se fossem verdadeiros, formam TERRÍVEL testemunho CONTRA o Pentecostalismo! Só servem para o BANIRMOS da nossa mente! Vejamos os principais destes rumores:
a- Alguns dos discípulos de Montanus (2o século). Lembre-se de que eram hereges, divisores, pregavam contínua revelação e duas classes de crentes (“superior” e “inferior”)!
b- Sacerdotes Cevenol (17o século). Lembre-se de que se caracterizaram por falsas profecias, que falharam!
c- Alguns dos Jansenistas (18o século). Lembre-se de que a ocasião em que eles falaram línguas foi quando dançaram! Sobre o túmulo de Jansen! Nus!
d) Discípulos de Madre Ann Lee (18o século): Lembre-se de que também falaram línguas enquanto dançavam! Nus!
e) Irvingitas (19o século): Lembre-se de que se caracterizaram por acrescentar revelações além e contrárias à Bíblia!
*** NOTA2: O pentecostalismo teve 3 ondas (até agora), cada uma delas se distanciando mais da verdade:
– A 1a onda, Pentecostalismo denominacional, iniciada na década de 1900 entre metodistas (arminianos e não bem doutrinados), caracterizou-se pela criação de novas denominações (tais como Assembléia de Deus; Igreja Pentecostal; Evangelho Quadrangular, etc.).
– A 2a onda, Renovação Carismática, inter ou adenominacional e ecumênica, iniciada na década de 1950/1960 entre católicos que alegaram “experiências”, caracterizou-se por infiltração/ tomada/ divisão de igrejas de denominações mais tradicionais (católica, batista, presbiteriana, congregacional, etc.), que não trocavam de nome principal, mas passavam a ser conhecidas, ao menos extra-oficalmente, como “Igreja Fulana de Tal Renovada”. Elas identificam-se e ecumenicamente comungam uma com todas as outras, unidas sobre a base comum das “experiências da renovação carismática”.
– A 3a onda, Neo-pentecostalismo, foi iniciada na década de 1960/1970 entre os pentecostais, e caracteriza-se pela teologia da prosperidade e/ou adoração da “fé positiva” e/ou por grosseiras aberrações (dentes de ouro; vômito e sopro do Espírito; gargalhada de Toronto; latidos santos; água magnetizada; óleo de Israel; grupos G12; etc.) vistas nas suas mega-igrejas e mega-tele-cultos (Hinn, Hagin, Macedo, Soares, Rodovalho, Milhomens, Castellano, etc.): “Faça/ dê/ use isto físico (que só nossa igreja pode lhe vender/ dar), depois exerça sua fé forte (eis aí o motor de tudo, adoremos a fé), ordene com palavra onipotente a Deus aos demônios e ao universo, e você vai instantânea e totalmente ter tudo que quiser, na área financeira, profissional, de saúde, de casamento, etc.”.
Atenção: A diferença entre as 3 ondas é só de grau, não de qualidade! Estas 3 ondas são meras expressões sucessivas do mesmíssimo pecado: colocar os sentimentos, os sentidos, os desejos, os pensamentos, as emoções e experiências, acima da Palavra de Deus tomada no seu devido contexto, o que ela DIZ explicitamente a mim, crente neo-testamentário.
Piores coisas e ondas estão por vir, cuidado!
*** NOTA3: Os dons de sinais e profecias de Joel 2:28-32, etc., referem-se aos últimos dias de Israel (na 70a semana de Daniel, os 7 anos da Tribulação, após o arrebatamento dos salvos na dispensação das igrejas), não aos últimos dias da Igreja.
2) Prova por Fortes IMPLICAÇÕES DA BÍBLIA:
2.1) Os grandes derramamentos de sinais e milagres estão relacionados com os grandes períodos de revelação, através dos escritores bíblicos. Os objetivos dos milagres foram:
2.1.1) Assinalar uma nova era de revelações;
2.1.2) Autenticar os mensageiros dessas revelações (1Rs 17:24; Jo 10:24-25; At 2:22; 14:3);
– Então a mulher disse a Elias: NISTO conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do SENHOR na tua boca é verdade. (1 Reis 17:24)
– Rodearam-no, pois, os judeus, e disseram-lhe: Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente. Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As OBRAS que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim. (João 10:24-25)
– Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com MARAVILHAS, PRODÍGIOS e SINAIS, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; (Atos 2:22)
– Detiveram-se, pois, muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por SUAS mãos se fizessem SINAIS e PRODÍGIOS. (Atos 14:3)
2.1.3) Fazer crer na Bíblia que ainda estava sendo escrita, ainda por ser concluída. Jo 20:31; At 5:12-14.
– Estes, porém, foram ESCRITOS para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (João 20:31)
– E muitos SINAIS e PRODÍGIOS eram feitos entre o povo pelas mãos dos APÓSTOLOS. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão. Dos outros, porém, ninguém ousava ajuntar-se a eles; mas o povo tinha-OS em grande estima. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. (Atos 5:12-14)
2.2) As razões de ser dos dons de sinais (assinalar uma nova era de revelações escritas; autenticar as mensagens e mensageiros; fazer crer na Bíblia que ainda estava sendo escrita) foram concluídas e encerradas no passado, portanto tais dons não têm, hoje, mais nenhuma razão de ser.
2.3) (Esta prova é irrespondível e incontornável!!!) Sinais miraculosos eram característicos, exclusivos, identificadores, restritos só aos 83 crentes (todos eles ex-judeus e que receberam os dons pessoalmente, dos lábios físicos do próprio Senhor quando em carne): os 11 apóstolos + Matias + Paulo + os 70 discípulos [NOTA]. Se tal não fora, Paulo não teria usado aqueles sinais miraculosos como provas que o diferenciavam como sendo um apóstolo (2Cor 12:11,12).
11 ¶ Fui néscio em gloriar-me; vós me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós, visto que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos, ainda que nada sou. 12 Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas. (2 Coríntios 12:11-12) Se houvesse no mundo pelo menos um outro salvo, afora dos 83, que tivesse os dons dos sinais, a alegação de Paulo seria ridícula ao extremo. Seria como se dissesse: “Eu provo que sou apóstolo com o fato de que tenho cabelos pretos”, ao que responderiam: “Que tolice, outros têm, isto não prova nada.”
Ah, irmão, se Paulo provou ser um apóstolo pelo fato de ter dom de sinais, forçosamente é porque só um apóstolo ou discípulo os tinha!!! Isto nem pode ser retorquido, sem pode ser simplesmente ignorado! Enfrente o fato, com toda sinceridade e humildade!
NOTA: A) A Bíblia não registra nem sequer uma outra pessoa com estes dons! Mesmo quando um idioma humano não aprendido foi miraculosamente falado por uma outra pessoa (tal como Cornélio, gentio), foi exclusivamente na presença física e pela operação de algum destes 83 judeus, e cumprindo todas as normas que veremos abaixo.
B) Todos os indícios apontam para Silas e Barnabé terem sido escolhidos dentre os 70 discípulos, nenhum aponta na direção contrária.
2.4) Heb 2:3-4 indica que o dom de falar línguas humanas não aprendidas, e todos os dons de sinais (um e outros característicos, exclusivos dos 83 [1Co 12:12]), já haviam sido completados e cessados total e definitivamente quando Hebreus foi escrita (todos concordam que Hebreus foi escrita antes do ano 70 DC), com o General Tito e a Diáspora, e aproximando-se a conclusão do Novo Testamento:
3 Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, FOI-nos depois CONFIRMADA {akousantwn 191 5660 Aoristo: ação puntilear, considerada como um todo. A. do Indicativo: ação já no passado. A. Efetivo: a ênfase está no fim ou resultado da ação. Portanto entendemos “confirmada COMPLETAMENTE, num tempo passado indeterminado} pelos que a OUVIRAM {ebebaiwyh 950 5681 Aoristo, portanto AÇÃO COMPLETADA E ENCERRADA, DEFINITIVAMENTE}; 4 Testificando também Deus com eles, por SINAIS, E MILAGRES, E VÁRIAS DISTRIBUIÇÕES DE MARAVILHAS E DONS DO ESPÍRITO SANTO, segundo a sua vontade? (Hebreus 2:3-4)
O propósito dos dons de sinais foi atestar-autenticar a revelação (v. 1) e a encarnação e glorificaçã0m (v. 5 e seguintes)
2.1.5) O dom de falar idiomas humanos não aprendidos cessaria: O amor nunca falha; mas havendo profecias, SERÃO ANIQUILADAS; havendo línguas, CESSARÃO; havendo ciência, DESAPARECERÁ; (1 Coríntios 13:8)
Observações secundárias:
— O verbo “serão aniquiladas” katarghyhsontai 2673 5701 {Futuro, Passivo, Indicativo – 3Plural} e o verbo “desaparecerá”{katarghyhsetai 2673 5701 Futuro, Passivo, Indicativo – 3Singular. um bom entendimento, indicando a voz passiva, seria “será feita desaparecer”} indicam que profecias e ciência sofreriam (passivamente) a ação de serem aniquiladas/feitas desaparecer por algo/alguém exterior, e isto subitamente.
— Já o verbo “cessarão” {pausontai 3973 5695 Futuro; Voz Média Direta, Indicativo – 3Plural. um bom entendimento seria “cessarão por si mesmas”} indica que o dom apostólico de falar línguas humanas não aprendidas cessaria gradativamente, e cessaria como se tais línguas cessassem a si próprias, de modo que, quando o algo/alguém exterior viesse cessar os outros dons, o dom de falar línguas humanas não aprendidas já não mais existiria.
— A tradução literal de Zeolla é “The love is never failing. And if [there be] prophecies, they will become useless; if TONGUES, THEY WILL CEASE BY THEMSELVES; if knowledge, it will become useless.”
2.1.6) O dom de falar idiomas humanos não aprendidos cessou antes dos outros dons de sinais (um e outros foram característicos, exclusivos dos 83 [1Co 12:12]). E todos os dons de sinais cessaram antes de Heb 3:3-4 (acima), do General Tito e da Diáspora no ano 70, e da conclusão do Novo Testamento no ano 96.
– Veja, acima, os comentários em 1Co 13:8 (o dom de falar idiomas humanos não aprendidos cessaria por si mesmo, gradativamente; isto foi profetizado entre os anos 52 e 56)
– Veja, acima, os comentários em Heb 3:3-4 (o dom já havia sido completado e cessado, antes do ano 70).
– Note que o dom de falar idiomas humanos não aprendidos é mencionado nos livros escritos mais cedo
(Marcos, cerca do ano 68 mas registrando uma profecia feita no ano 33; Atos, cerca do ano 60, mas referindo-se a eventos a partir do ano 33; 1 Coríntios, cerca do ano 52, no máximo ano 56) mas o dom de falar idiomas humanos não aprendidos não mais é mencionado nos livros escritos depois, mesmo quando estes livros tratam de dons e seria esperado que mencionassem o dom de idiomas, se ainda existisse!!!
(Efe 4:11 cerca do ano 60; Rom 12:6-8 cerca do ano 56; 1Pe 4:11, cerca do ano 65). – Assim, tudo indica que o dom de falar idiomas humanos não aprendidos cessou completa e definitivamente, entre cerca dos anos 52 ou 56 (se 1 Coríntios se refere somente à EMULAÇÃO dos dons, como cremos) e 60 (no mais tardar).
– Note que os versos 9 e 10 de 1Co 13 voltam a mencionar profecia e ciência (dons já mencionados no verso 8), mas não mais mencionam o dom de falar idiomas humanos não aprendidos (idem). Isto indica que quando profecia e ciência foram finalmente aniquilados, línguas já haviam cessado gradativamente, por si mesmas:
9 Porque, em parte, CONHECEMOS, e em parte PROFETIZAMOS; 10 Mas, quando vier aquilo que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. (1 Coríntios 13:9-10)
Como você explica os não judeus que falaram línguas, ou fizeram outros sinais, no Novo Testamento? PERGUNTA: Alem de Cornélio, o que o senhor me diz sobre estes casos, onde gentios receberam o Espírito Santo:. 1. Um ano após o Pentecostes, em Samaria, os samaritanos receberam o Espírito Santo (At.8:1-24). 2. Oito anos depois do Pentecostes, em Cesárea um gentio chamado Cornélio, com muitos que ali haviam se ajuntado para ouvir a Palavra de Deus, foram batizados com o Espírito Santo.Atos:10:1-48. 3. Vinte anos depois de Pentecostes, em Éfeso, veio o Espírito Santo sobre uns doze homens daquele lugar, que estavam ouvindo a Palavra. (Atos 19:1-6).
RESPOSTA: Meu irmão, como eu já lhe expliquei pela Bíblia (através de-mails e de artigos do meu site que lhe indiquei), Em todo e cada caso registrado no Novo Testamento, onde um gentio ou mesmo um judeu não dos 83 apóstolos e discípulos foi usado para Deus efetuar algum sinal ou maravilha, isto sempre decorreu do poder e para autenticar a autoridade de um dos apóstolos e discípulos fisicamente presente na ocasião, ou que, impossibilitado por qualquer razão, tinha enviado um seu preposto em seu lugar, em qualquer desses dois casos provando que era um dos 83.
Em particular, note: 1. Em Atos 8:1-24 … 14 ¶ Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. 15 Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo 16 (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). 17 Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo. 18 E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, 19 Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. … Note que estavam fisicamente presentes 2 dos 13 apóstolos, Pedro e João; que os sinais decorreram do poder dados a eles; e que tais sinais visaram autenticar a autoridade apostólica deles. Note também que deviam estar presentes judeus já convertidos a Cristo (e outros deles logo foram cientificados do fato), mas que eram descrentes de que não judeus pudessem ser salvos e, juntamente com eles, formarem um novo corpo, a igreja local, sem nada a ver com o que ambos tinham sido antes.
2. Em Atos 10:1-48 … 23 Então, chamando-os para dentro, os recebeu em casa. E no dia seguinte foi Pedro com eles, e foram com ele alguns irmãos de Jope. 24 E no dia imediato chegaram a Cesaréia. E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos. …. 34 ¶ E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; 35 Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. … 43 A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome. 44 ¶ E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. 46 Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. … Novamente, note que estava fisicamente presente 1 dos 13 apóstolos, Pedro; que os sinais decorreram do poder dados a ele; e que tais sinais visaram autenticar a sua autoridade apostólica. Note também que estavam presentes judeus já convertidos a Cristo, mas que eram descrentes de que não judeus pudessem ser salvos e, juntamente com eles, formarem um novo corpo, a igreja local, sem nada a ver com o que ambos tinham sido antes.
3. Em Atos 19:1-6. “1 ¶ E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, 2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. 3 Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. 4 Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. 5 E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. 6 E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.” Mais uma vez, note que estava fisicamente presente 1 dos 13 apóstolos, Pedro; que os sinais decorreram do poder dados a ele; e que tais sinais visaram autenticar a sua autoridade apostólica. Note também que deviam estar presentes judeus já convertidos a Cristo (e outros deles logo foram cientificados do fato), mas que eram descrentes de que não judeus pudessem ser salvos e, juntamente com eles, formarem um novo corpo, a igreja local, sem nada a ver com o que ambos tinham sido antes.
Repetimos: No Novo Testamento, nunca alguém fora (a) dos 83; ou (b) não auxiliar direto e temporário deles e por eles enviados como substituto em caráter excepcional e temporário; ou (c) alguém na presença de algum dos 83 ou dos seus prepostos em caráter excepcional e provisório, exerceu algum dos dons exclusivos dos apóstolos e discípulos. Desafio alguém me provar o contrário, na Bíblia. E note que, quando os sete filhos de Ceva tentaram fazer um sinal sem serem dos 83, sem a presença física de nenhum deles, e sem serem os prepostos provisórios de nenhum deles, se saíram muito mal: “13 ¶ E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. 14 E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. 15 Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?” (At 19:13-15 ACF) Somente varões judeus convertidos e chamados diretamente por Cristo em carne e ossos para serem dos 83 apóstolos e discípulos é que tinham os DONS 1, e a prova disso é que Paulo usou o fato de ter permanentemente os dons 1 miraculosos como a prova definitiva de que era apóstolo: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas.” (2Co 12:12 ACF). Se algum outro crente, exceto esses 83 varões judeus convertidos e chamados diretamente por Cristo em carne e ossos para serem apóstolos e discípulos, pudesse ter regularmente os dons 1 de sinais exclusivos e identificatórios dos 83, então as palavras de Paulo não teriam valor nenhum como prova, seriam ridículas, todos ririam dele, como se tivesse dito “a prova de que eu sou um apóstolo é que eu tenho as sobrancelhas emendadas”, todos diriam “Que tolice, conhecemos 200 homens que não são dos 83, e têm sobrancelhas assim” …
Hélio
3) Prova por PARALELOS COM COISAS NÃO DO ESPÍRITO SANTO:
A) – Eu mesmo, como criança na década de 50, presenciei Dona Edvirges, uma romanista extremamente mariólatra e que nunca havia sequer ouvido falar de Pentecostalismo, falar línguas em transe numa sessão mediúnica, e depois traduzir como uma mensagem extremamente mariólatra. Hoje percebo, assombrado, como o tipo de língua e de tradução foi indiferenciável do fenômeno dos Pentecostais. Como podemos estar certos de que um fenômeno Pentecostalista, tão igual, é de Deus?
– Mórmons, romanistas, e até islamitas, têm fenômenos de línguas indiferenciáveis daqueles dos Pentecostais. Isto está bem documentado. Como podemos estar certos de que um fenômeno Pentecostalista, tão igual, é de Deus?
– Há filmes e gravações mostrando que satanistas, feiticeiros tribais e do Vodu, etc., sempre tiveram e têm fenômenos de línguas, indiferenciáveis daqueles dos Pentecostais. Como podemos estar certos de que um fenômeno Pentecostalista, tão igual, é de Deus?
4) Provas pela MEDICINA E PSICOLOGIA
Certos tumores cerebrais e distúrbios neurológicos, eletrochoques, intensas lavagens cerebrais, intensas técnicas de pressão/ sugestão/ hipnose, etc. podem levar a um “estado alterado de consciência” ou a um “comportamento aprendido”, e ao mesmíssimo fenômeno de línguas dos Pentecostais.
5) CONFISSÕES DE FINGIMENTO ou Provas de DEMONISMO / FINGIMENTO
Há inúmeras confissões ou provas de grosseiros fingimentos/ demonismo.
Por exemplo:
– Um seminarista americano conhecido da família do meu pai na fé, Missionário Charles Smith, testemunhou que na década de 60 ou 70 foi a uma reunião Pentecostal, recitou Salmo 23 em Hebraico, e a intérprete foi logo traduzindo como uma mensagem contra mini-saias!
– Outro seminarista americano também conhecido da família Charles Smith, testemunhou que na década de 60 ou 70 foi a uma reunião Pentecostal com um seminarista amigo, índio, e este ficou extremamente indignado porque disse que um dos falavam em línguas estava falando palavras pornográficas e blasfemas contra Jesus Cristo, no dialeto da sua tribo.
6) Prova pela LINGÜÍSTICA:
Todos os lingüistas concordam que a esmagadora maioria dos fenômenos gravados e analisados NÃO apresenta um número suficiente de características de uma língua para serem aceitos como tais. (Ver, por exemplo, William J. Samarim, “Tongues of Men and Angels: The Religious Language of Pentecostalism”, 1972, caps 4-6).
Toda língua, por mais pobre e rudimentar que seja, tem pelo menos algumas centenas de fonemas, e um fonema pode se seguir a outro de dezenas de milhares ou centenas de milhares de maneiras diferentes. Mas cada imitação do dom de línguas que tem sido gravada e analisada, hoje, raramente tem mais de uns 10 fonemas em umas 20 combinações!!! Por exemplo, os fonemas da “oração” abaixo (copiei-a de bom artigo do meu amigo, Pr. Sebastião Tenório) podem se repetir por 1 hora, sem quase nenhuma variação sequer de combinações: “lachér radamicaia, lachár micaia, lachár midicaia, natúr chamamadicher, nadár micher, racár damaracher, racár ladamaracher, radacár micher, rita canta chamanducaia, rita canta chamamalari.”
Pura algaravia! Mera “linguagem” confusa e ininteligível (como de retardados mentais, surdos mudos, ou crianças, todos que nunca aprenderam a falar). Puro ruído, puro palrear sem sentido.
7) Prova por ACAREAÇÃO:
Nunca gravações escolhidas aleatoriamente foram levadas a dois intérpretes (escolhidos aleatoriamente e mantidos em isolamento) e resultaram em traduções mesmo remotamente semelhantes!!! Os dois casos supra citados (do seminarista recitando Salmo 23 em Hebraico, e do demônio possuindo o médium Pentecostal e blasfemando de Cristo em dialeto de um seminarista índio presente) poderiam ser traduzidos igualmente por tradutores independentes… Mas que vergonha trariam, um caso foi de falsificação, o outro de demônio falando o antibíblico!
Post Scriptum: O Teste- Prova- Desafio dos 20 Intérpretes
Há muitos anos solicito uma prova bem simples de todos os pentecostais que querem brigar comigo: “Amigo, certamente você não se recusará fazer um teste extremamente simples, que poderá convencer a mim e a todo o mundo: Basta você fazer a gravação de uma falação de línguas, sua ou de quem você quiser, bastam 15 a 30 minutos de falação, depois me enviar 20 cópias da gravação, que eu, acompanhado de mais de 3 ou 5 testemunhas imparciais, tais como juízes e pastores bem conhecidos e respeitados por mim, visitarei de surpresa 20 “intérpretes de línguas, pentecostais” que não sabem da experiência, e eu gravarei as 20 traduções que eles farão independentemente uns dos outros, que devem ser absolutamente idênticas, e absolutamente de acordo com a Bíblia, pregando contra os demônios, exaltando a divindade e senhorio de Cristo, exortando à salvação do inferno, etc. Depois, você me enviará provas incontestáveis de que não conhecia aquele idioma e que o falou imediata e perfeitamente quando estava visitando uma nação e falando a pessoas que somente conheciam aquele idioma…. Que tal?” Ninguém nunca aceitou este pedido… Nem precisou eu complementar a prova “Ah, quase esqueço, ao final de tudo você me enviará provas incontestáveis de que nasceu como um varão judeu, depois foi salvo e passou a ser um cristão, depois foi chamado por Cristo presente fisicamente, chamado para ser um apóstolo ou discípulo. Deixe-me ver se acerto seu nome: é João que continua vivo até hoje??? Mas quem são os outros milhões de pentecostais?!?!?!…Todos são farsas, só você é João, o apóstolo? Mas você não me parece ter 2000 anos de idade, ter sido judeu, ter sido João… E agora?”
Hélio de Menezes Silva, Jul.2001
(retorne a http://solascriptura-tt.org/Seitas/ Pentecostalismo/ retorne a http://solascriptura-tt.org/ Seitas/ )
Cessação Escrito por Ron Crisp Sex, 05 de Agosto de 2011 15:57 Introdução Estou pregando sobre a cessação. Isso explica porque não falamos em línguas ou temos profetas na igreja. Talvez esteja propensos a pensar que essa é uma discussão que realmente não importa muito a vocês. Talvez pensam: “eu não quero falar em línguas mesmo”. Mas eu acredito que vocês verão que esse é um problema fundamental e eu quero tentar enfatizar, as atuais e as verdades básicas fundamentais que estão envolvidas em tudo isso.
História
Se me permitem, contarei apenas uma breve história das coisas em nosso tempo. Quando eu era criança, havia pentecostais por toda parte e a maior parte deles reunia-se em grupos de vanguarda, estavam em uma espécie de orla das coisas. Então, era na década de 70, eu suponho, tivemos o que foi chamado de a “Renovação Carismática”. Depois disso o pentecostalismo tornou-se a via principal, começou-se a introduzir as mais diferentes denominações. Quando isso ocorreu, os evangélicos – e por evangélicos eu quero dizer pessoas que declaram acreditar no Evangelho – tomaram um duro caminho, um impulso firme em direção oposta. Entretanto, nos anos seguintes e nos círculos altos (e vocês podem pensar que o que ocorreu nos círculos altos significa pouco para vocês, mas essas coisas têm uma maneira de se transferir para onde nós vivemos) o que aconteceu é que houve muitos pregadores e estudiosos, mesmo Batistas, que começaram a tomar esta posição: “Eu, eu mesmo”, eles diriam, “não falo em línguas, não profetizo; eu não procuro isso. Mas eu acredito que isso ainda seja possível e, então, tomo uma aberta, mas cautelosa, aproximação com relação a esses assuntos”. E esta idéia, eu acredito, é uma idéia perigosa.
Esclarecimentos Retratações Agora, eu quero fazer algumas retratações. Primeiramente, não estamos negando a existência de dádivas espirituais presentes. Nós, como Batistas, acreditamos que o que induz a Igreja a operar como um corpo é o fato de ela mesma ter muitos membros e cada um desses membros ter uma dádiva espiritual ou habilidade que Deus lhes dá: você os coloca todos juntos e eles podem operar como um corpo.
Não estamos negando a atividade sobrenatural do Espírito Santo. O fato mais sobrenatural do mundo é a salvação. Vocês sabem que não há nada mais sobrenatural do que isso. Acredito que quando Deus salva um homem, sua boca pára de transmitir coisas imundas e mordazes e começa a dizer coisas que edificam e glorificam a Deus. Acredito que a transformação da salvação é um milagre maior do que falar em línguas no dia de Pentecostes. O Senhor Jesus teve que morrer para transformar as pessoas da maneira como a salvação os transforma.
Não estou dizendo que não há nada como a cura divina, há muita confusão em relação a isso. Sabe, as pessoas geralmente dizem: “Você, como um Batista, não acredita na cura divina”. Nunca conheci um cristão evangélico de qualquer estirpe que não acreditou na cura divina. Todos os cristãos acreditam que devemos orar e que Deus pode curar, e cura, de acordo com Sua vontade. O que nós não acreditamos é que as dádivas de cura ainda estejam em operação. Essas duas são coisas diferentes. As pessoas falham em compreender isso.
Afirmações O que estamos afirmando é, primeiramente, que não há apóstolos hoje. Isso significa que a missão apostólica foi temporária.
Em segundo lugar, estamos afirmando que há certas dádivas que são temporárias. Isso quer dizer que houve dons que estiveram nas igrejas apostólicas e não estão mais em operação. Acredito que vocês encontram uma lista deles no capítulo 12 da Primeira Epístola aos Coríntios, versículos de 8 a 10, e eu a lerei e farei apenas alguns comentários muito breves. Na Primeira Epístola aos Coríntios 12, versículo 8, o apóstolo Paulo diz: “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência”. Esses foram dons de revelação. Como Pedro poderia saber que Ananias e Safira estavam mentindo, a não ser que Deus revelou isso a ele? E vemos muitos exemplos de profetas tendo coisas mostradas a eles por meio da revelação divina. A passagem diz ainda: “e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé”, e vocês poderiam dizer: “Bem, Irmão Ron, todos os cristãos têm fé”. Está correto, e isso prova que essa era uma fé miraculosa, porque era uma fé que foi dada apenas a alguns. Diz-se: “e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé”. Então se diz: “e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas”. Desse modo, esses são nove dons, eu acredito, que não estão agindo nas igrejas hoje. Na verdade, acredito que eles não têm agido desde os tempos apostólicos.
Na pregação utilizarei alguns termos técnicos, mas eu os explicarei no momento em que os usar.
Conforme olhamos para todos esses fatos, nós os estamos tomando em relação a aquilo que chamamos sola scriptura. Essa é uma frase latina que significa “Apenas a Escritura Sagrada”. Nós, como Batistas, dizemos que a Bíblia é o nosso único código de fé e prática. Desse modo, vocês não podem ter aqueles nove dons espirituais que eu acabei de ler e dizer que apenas a Escritura Sagrada é nossa fundação. Nós acreditamos em sola scriptura. Nós acreditamos apenas nas Escrituras Sagradas.
No Antigo Testamento, Deus falou várias vezes e de diversos modos Eu quero começar dando uma história da revelação de Deus. Vejam o primeiro capítulo da Epístola aos Hebreus. Não apenas acreditamos em Deus, mas também acreditamos que Deus revelou-Se. Acreditamos que Deus fez-se conhecido pela raça humana, e temos a história disso aqui, no primeiro capítulo da Epístola aos Hebreus. O primeiro versículo do primeiro capítulo da Epístola aos Hebreus fala sobre o Antigo Testamento. Usaremos a palavra Cânone. A palavra Cânone significa o código da demonstração. O Cânone da Escritura Sagrada são aquelas escrituras que realmente são a Palavra de Deus. Assim, em Heb 1:1, temos a história da revelação do Antigo Testamento. Diz-se: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas”. E, assim, Deus, no Antigo Testamento, falou de muitas maneiras diferentes e várias vezes. Ele falou por meio de Moisés. Falou para Abraão. Falou para Balaão por meio de uma jumenta. Usou tipos e figuras: o Tabernáculo e o sacerdócio. É isso que significa quando a Bíblia diz: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas”. Desceu ao Monte Sinai e deu os Dez Mandamentos. Há muitas maneiras diferentes por meio das quais Deus falou no Antigo Testamento. Na verdade, Ele inspirou trinta e nove livros. Nós os chamamos de Antigo Testamento.
Assim, vindo o tempo de Malaquias, Deus inspirou Malaquias. Ele escreveu o Livro de Malaquias. Esse foi o fim do Antigo Testamento. Deus não falou novamente durante quatrocentos anos. Chamamos esse período de “quatrocentos anos silenciosos”. Alguém disse que, quando Malaquias escreveu seu livro, Deus estava furioso, mais furioso do que Ele jamais esteve. E algum jovem pregador disse: “Por que isso?”; outro disse: “Ele não falou novamente durante quatrocentos anos!” Mas, notem: quando o Senhor terminou de inspirar o Antigo Testamento, não houve profeta até João Batista. Durante quatrocentos anos, Deus disse tudo o que Ele iria dizer. E Deus não disse outra palavra por quatrocentos anos.
Nestes últimos dias, Deus falou para nós por seu Filho O segundo versículos do primeiro capítulo da Epístola aos Hebreus nos dá a revelação do Novo Testamento, que nós temos no Senhor Jesus Cristo. Deixem-me ler os versículos um e dois apenas para manter a continuidade: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo”.
Eu quero chamar a atenção de vocês para um dos erros que eu ouço com freqüência. Pregadores irão levantar-se e dizer: “Nós estamos vivendo nos últimos dias”. Realmente, nós estamos nos últimos dias há dois mil anos. Essa é uma expressão do Antigo Testamento. Observem, se vocês voltarem ao Antigo Testamento, os Judeus irão dizer: “Nos últimos dias, o messias surgirá”. E assim a Bíblia diz: “falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Os últimos dias começam quando Jesus Cristo veio para o mundo. Desse modo, precisamos entender algo sobre os Judeus do Antigo Testamento. Eles não entendiam que os últimos dias envolviam duas vindas diferentes de Cristo: a primeira e a segunda. E assim, quando Jesus veio, pensaram que todos os nossos problemas estavam acabados. Isso explica porque Paulo diria que, nos últimos dias, tempos difíceis viriam, porque os Judeus pensavam desta maneira: “Homem, quando os últimos dias chegarem, será tudo bem”. Mas Paulo disse: “Oh, não”. Não, ele não estava falando apenas sobre um certo tempo no final de nossa era, estava falando sobre toda a conjunto desde Cristo até a Sua segunda vinda como os últimos dias. Ele diz isso quatro ou cinco vezes no Novo Testamento, e isso é feito muito claramente. João diz: “Nós sabemos que estes são os últimos dias porque muitos anti-Cristos saíram para o mundo”. Desse modo, a Bíblia torna esse assunto muito claro.
Então, “Deus, que várias vezes, e de diversos modos, falou no tempo passado aos pais pelos profetas, falou a nós, nos últimos dias, por meio de seu Filho”. A grande e final revelação de Deus é o Senhor Jesus Cristo. Ele é a Palavra, Ele é chamado de a Palavra em João 1:1. Ele é o grande profeta, o grande revelador da Vontade de Deus. Quando Deus mandou Seu Filho para o mundo, começaram os últimos dias e Deus nos deu uma revelação completa.
Deus mandou seu Filho ao mundo Eu quero que vocês notem, particularmente, como Deus realizou essa revelação através de seu Filho. Olhem novamente ao segundo capítulo; Epístola aos Hebreus, capítulo 2, versículos 3 e 4. Paulo diz: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação”. Observem atentamente: “começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram”. Notem o que o versículo diz: “depois confirmada pelos que a ouviram” (os apóstolos); “Testificando também Deus com eles,” (aos apóstolos) “por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por Sua vontade?”. Aqui está a verdade que vocês precisam de entender: no Antigo Testamento, Deus falou de diversos modos; Deus usou muitos profetas diferentes. No Novo Testamento, Deus mandou seu Filho para o mundo, mas Ele o cercou com os homens a que chamamos apóstolos; a Palavra começou a ser anunciada pelo Senhor e foi firmada entre nós por aqueles que os ouviram (os apóstolos) e Deus lhes prestou testemunho com sinais, prodígios, vários milagres e dádivas do Espírito Santo, de acordo com Sua Vontade. Como Deus concluiu Sua grande e final revelação? Mandou Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, para o mundo. Então, Ele foi cercado pelos apóstolos, que nos deram uma revelação escrita, que é o Novo Testamento – vinte e sete livros: Mateus, Marcos, Lucas, João, todas as epístolas, e finalmente o Apocalipse, que nos mostra a conclusão do trabalho de Jesus Cristo.
Deus circundou Jesus com os Apóstolos Antes que eu termine esta noite espero que vocês compreendam a importância dos apóstolos como nunca entenderam anteriormente. Vocês sabem, os Católicos enfatizaram demais, na verdade, deturparam a posição dos apóstolos. Mas me deixem dizer algo a vocês: os Batistas recusaram-se a entender a importância dos apóstolos. Se vocês lerem comigo como eu leio a Escritura Sagrada esta noite, acredito que vocês perceberão a importância que os apóstolos representaram nessa grande revelação que Deus deu através de seu Filho.
A primeira coisa que gostaria de dizer é que os apóstolos foram fundamentais. Os apóstolos foram fundamentais. A Epístola aos Efésios 2:20, falando sobre a Igreja, diz: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina”. Sobre o que esta Igreja está construída? Foi edificada sobre o Novo Testamento. Quem escreveu o Novo Testamento? Os apóstolos e homens apostólicos que receberam suas palavras dos apóstolos, como Lucas. E assim a Igreja está construída sobre o fundamento dos apóstolos e profetas. Mesmo na linguagem simbólica, no Apocalipse, capítulo 21, versículo 14, é interessante o que nos é dito sobre a Cidade Santa, Nova Jerusalém. Diz-se: “E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro”. Pensem em como Deus nos falou claramente que os apóstolos são fundamentais. Quando vocês vêem a Cidade Sagrada, Nova Jerusalém, ela tem doze fundações e, nelas escritas, os nomes dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Como eu digo, não teríamos nenhuma igreja se não fosse pelos apóstolos, eles são fundamentais.
Deus prometeu trazer todas as coisas a memória dos apóstolos A Confirmação dos Apóstolos Vocês perguntam: “Como os apóstolos agiram como uma prova e um testemunho para o Senhor Jesus Cristo?”. “Por que Deus circundou Jesus com esses apóstolos?”. Bem, há duas coisas que os apóstolos fizeram.
Primeiramente, confirmaram. É o que nos é ensinado na Epístola aos Hebreus; que foi confirmada para nós por aqueles que o ouviram. Deixem-me ler alguns trechos da Sagrada Escritura para vocês. João, capítulo 15, versículos 26 e 27. Ouçam essas palavras de Jesus Cristo. E Jesus disse: “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim”; e, então, observem o que Ele lhes diz: “E vós” (Ele está falando aos apóstolos) “também testificareis, pois estiverdes comigo desde o princípio”. Deixem-me perguntar a vocês: Vocês já viram Jesus Cristo? Vocês o viram pendurado sobre uma cruz? Vocês olharam a sepultura vazia? Vocês ouviram o Sermão na Montanha? Vocês ouviram o discurso das Oliveiras? Os apóstolos os fizeram, e Jesus disse a eles: “Vocês também darão testemunho de mim”. Vocês vêem a mesma coisa no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 1. Em Atos dos Apóstolos, capítulo 1, versículos 1 e 2, Lucas diz: “Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera”. E então, quando tiveram que procurar outro apóstolo no versículo 22, diz-se: “Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição”. Observem isso: nos versículos 1 e 2, diz-se que Ele deu mandamentos aos apóstolos. Vocês já ouviram a Grande Comissão? O Senhor a deu a vocês? Não, Ele a deu aos apóstolos. Nós a temos a partir deles. Falem sobre um testemunho de ressurreição. E pergunto a vocês novamente: vocês já viram a sepultura vazia? Não, vocês lêem sobre isso a partir dos apóstolos.
Quando João escreveu a Primeira Epístola de João, era um homem velho. Acredito que ele era o último dos apóstolos vivos. Ele diz algumas coisas aqui que são fascinantes. Na Primeira Epístola de João, capítulo 1, versículo 1, ele está falando sobre o Senhor Jesus. Ele diz: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida”. Vocês nunca o tocaram, vocês nunca puseram a mão em seu lado ferido. Vocês nunca ouviram sua fala. Vocês nunca o contemplaram com seus olhos, ou o apalparam com suas mãos. Mas João disse: “Eu os fiz. Nós os fizemos”. Continua e diz: “(Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos” [Vocês e eu não a vimos. Eles a viram.] “e testificamos dela, vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada)”. João está falando sobre os apóstolos. “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco”, ou participação, “e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo”. Agora, observem: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco”. João viu Cristo. João ouviu Cristo. João O viu sobre a árvore. João O viu deitado na sepultura e O viu depois de Sua ressurreição. E João teve vida em Jesus Cristo. Eu não vi nada disso, mas ele me falou sobre isso e agora tenho comunhão naquela mesma salvação que ele teve.
Segunda Epístola aos Coríntios, capítulo 12, versículo 12. Aqui está uma afirmação espantosa. (Se nós não soubéssemos que a Bíblia foi inspirada, poderíamos ficar chocados com uma afirmação como essa). Segunda Epístola aos Coríntios 12:12, a Bíblia diz (Paulo está falando): “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas”. A Epístola aos Hebreus 2:4 falou sobre Deus dando testemunho aos apóstolos.
Deixem-me parar e fazer esta afirmação: hoje, há pessoas que dizem que nós precisamos ser capazes de fazer milagres para que possamos pregar o Evangelho com grande aceitação. As pessoas crerão no Evangelho se tivesse milagres.
Milagres nunca deram testemunho do Evangelho. Milagres deram testemunho dos apóstolos. Há uma diferença. Vocês notam o que o apóstolo Paulo disse? “os sinais do meu apostolado”. Milagres não provaram que o Evangelho era verdade; milagres provaram que os apóstolos eram verdade. Eu não sou um apóstolo. Eu não prego o Evangelho e faço um milagre para que vocês acreditarão no que eu estou dizendo. Eu levanto esta Bíblia e a prego. Nela vocês podem ler o registro dos apóstolos e saber o que eles viram e fizeram.
A Revelação que Deus fez aos Apóstolos Primeiramente, observamos que os apóstolos confirmaram o que ouviram e viram. Em segundo lugar, queremos observar a revelação que Deus fez aos apóstolos.
Por favor, leiam João, capítulo 14, versículo 26. Esse trecho nos ensina sobre a revelação que Deus fez aos apóstolos. João, capítulos 14, 15 e 16 foram, certamente, as palavras que Jesus proferiu aos apóstolos imediatamente antes de sua ascensão ao Céu, confortando-os e preparando-os para sua partida. Em João 14:26, Jesus disse: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas”. Agora observem: “e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”.
Digo isso com freqüência, e talvez não devesse dizê-lo. Não pretendo machucar os sentimentos das pessoas, mas se eu desse um teste todo domingo pela manhã, sobre o qual eu discursasse para ver o que as pessoas recordam, provavelmente deixaria de pregar. Minha memória também está se tornando ruim; isso é realmente lamentável. Não sei se estou nos primeiros estágios do mal de Alzheimer ou o que poderia ser, mas vocês teriam confiado nos apóstolos para lhes dar o discurso das Oliveiras? Vocês teriam confiado neles para recordar as sete parábolas do reino no capítulo 13 de Mateus? Vocês confiariam neles para lhes dar o Sermão da Montanha? Mas, observem o que Jesus disse. Ele disse: “Mas aquele Consolador … que o Pai enviará … vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. Notem: Jesus Cristo não escreveu o Novo Testamento, mas o Espírito de Deus veio e inspirou os apóstolos a escrevê-lo.
Aqui está a verdade que quero que vocês entendam: todo o Novo Testamento não é nada senão uma exposição do que Cristo fez e do que Cristo ensinou. Tudo o que está no Novo Testamento é encontrado em forma de semente nas palavras do Senhor Jesus Cristo. Quem foi o primeiro a falar sobre a Igreja? Jesus Cristo. Quem foi o primeiro a dar a ordem do batismo? Jesus Cristo. Quem foi o primeiro a instituir a Comunhão? Jesus Cristo. Quem mencionou primeiro a bem-aventurança e as doutrinas da graça no Novo Testamento? Jesus Cristo. Quem pregou a salvação pelo perdão através da fé? Jesus Cristo. Leiam o capítulo 3 do Evangelho Segundo João. Mas vocês perguntam: “E o Apocalipse?”. Respondo: comparem o capítulo 6 do Apocalipse ao capítulo 24 de Mateus, o discurso das Oliveiras. O Novo Testamento, eu repito, não é nada senão uma história de Cristo e uma exposição do que Cristo ensinou.
Vocês entendem esta verdade? “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Deus, na plenitude do tempo, manda seu Filho para o mundo. Ele faz uma obra específica. Revela o Pai. Morre para nossa salvação. Ensina. Mas Deus o cerca com os apóstolos. Traz tudo para a memória desses apóstolos. Eles nos dão o Novo Testamento. O que é o Novo Testamento? É a revelação de Cristo.
Olhem no capítulo 16 de João, versículos de 12 a 14. Jesus diz: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. Agora, eu quero que vocês observem isto: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido”. Vejam: tudo o que o Espírito de Deus inspirou os apóstolos a escrever eram coisas que Cristo já havia ensinado. O Espírito de Deus não veio para fazer novas revelações. Ele não veio para falar por Si mesmo; veio para tomar as coisas de Cristo e ensiná-las. “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar”. Agora, notem esta expressão no versículo 13: “Ele vos guiará em toda a verdade”.
Não sei quantas vezes ouvi isso, e se vocês o disseram, perdoem-me; não digo isso severamente. Estava em uma conferência, há não muito tempo atrás, quando ouvi um pregador dizer isso. Levantou-se e disse: “ouço pessoas dizerem que outros povos, que não são Batistas, estão salvos, mas Deus disse que ele vos conduzirá (os Batistas) para toda a verdade”. Ele não deveria dizer isso. Essa passagem não está tratando dos Batistas, mas dos apóstolos. Vocês sabem, aqui, na Bíblia, está toda a verdade! Toda verdade está aqui na Bíblia; toda verdade não está aqui entre nós, homens. Vocês pensam: “uma pessoa poderia decifrar isso sozinho”. Somos tão subjetivos, colocamos tanta confiança em nós mesmos que perdemos totalmente o contexto da Sagrada Escritura.
Coloquem-se no lugar dos apóstolos. Cristo esteve com eles durante três anos e O ouviram falar essas palavras maravilhosas. Viram Suas obras magníficas e, agora, Ele diz: “Voltarei para o Pai. Partirei, mas vocês não estão órfãos. Mandarei o Espírito Santo. Mandarei o Consolador”. E eles estavam pensando: “Há tanto que não entendemos. Há tanto que não podemos fazer. Há tanta coisa que ouvimos o Senhor dizer que nós não entendemos completamente. Nós nos esqueceremos destas verdades”. E o Senhor Jesus disse que o Consolador está chegando, e quando vier, conduzirá eles para toda a verdade. E, pessoal, o cumprimento disso foi a inspiração do Novo Testamento. E o Novo Testamento é Deus conduzindo-nos para a verdade. Vocês e eu precisamos apanhar em nossas mentes tanta verdade quanto pudermos enquanto estivermos vivos, mas aqui no Livro está toda verdade. Não na mente de um Batista, mas neste livro – a Palavra de Deus.
No capítulo 17 de João está a grande oração sacerdotal que nosso Senhor orou depois que Ele fez esse discurso final. E quero mostrar novamente a vocês uma das coisas que costumavam me perturbar em relação a João 17.
Vocês já leram a Bíblia e pensaram consigo mesmos: “Bem, Senhor, se eu tivesse escrito uma Bíblia, teria escrito esta parte um pouco diferente?”. Eu costumava ler o capítulo 17 de João e pensar: “Senhor, por que o Senhor fala tanto sobre os apóstolos aqui?”. Vocês sabem? “Isso transforma em ruínas minha pregação”. Conhecer a Bíblia arruína muito uma pregação. Como eu costumava pensar, isso arruinava a minha pregação aqui. E, então, comecei a entender o que o Senhor estava dizendo.
No capítulo 17 de João, versículo 6, Jesus diz: “Manifestei o Teu nome aos homens que do mundo me deste” (Ele está falando sobre os apóstolos) “eram Teus, e Tu mos deste, e guardaram a Tua palavra”. E então, nos versículos 11 e 12, Ele diz: “E Eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo,” (Ele está falando sobre os apóstolos) “e Eu vou para Ti. Pai santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como Nós. Estando Eu com eles no mundo, guardava-os em Teu nome. Tenho guardado aqueles que Tu Me destes”. Observem: “e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição” (falando sobre Judas) “para que a Escritura se cumprisse”. Desse modo, aqui está o Senhor Jesus, pronto para ascender de volta ao Céu. Pessoal, o Senhor tem milhões de eleitos, mas Ele mantém-se falando sobre os apóstolos. Há toda essa multidão, uma grande multidão que nenhum homem pode enumerar, e Ele continua falando sobre esses homens que Deus deu a Ele. Então, no versículo 14, Ele diz: “Dei-lhes a Tua palavra”. (Está falando sobre os apóstolos novamente. Caminhamos a maior parte do caminho desta oração e Ele ainda está falando sobre os apóstolos.) “Dei-lhes a Tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como Eu não sou do mundo”. Porém, em seguida, observem o versículo 20: “e não rogo somente por estes”. Em outras palavras: eu não estou orando apenas pelos apóstolos, “mas também por aqueles que pela Sua palavra hão de crer em Mim”.
Os Apóstolos e Todos os Outros Vocês têm duas classes de pessoas aqui. Vocês têm os apóstolos e aqueles que foram salvos por acreditarem na palavra dos apóstolos. Todos nós que estamos salvos, aqui, esta noite, nos enquadramos na mesma categoria. Por que vocês estão salvos? Por causa de Mateus, Marcos, Lucas, João. Por causa do livro dos Atos dos Apóstolos. Por causa dos Romanos. Por causa do testemunho e do registro apostólicos. Todos nós, aqui, que estamos salvos, estamos salvos por causa da pregação da Palavra de Deus.
Observem esse surpreendente comentário que Paulo faz em I Coríntios, capítulo 14, versículo 37. Paulo está censurando algumas pessoas na igreja em Corinto. Ele diz: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. Que afirmação! Aqui está um apóstolo. Ele diz: “as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”.
Judas, versículo 3. Esse é um Escrito muito importante, e quero que vocês o guardem em sua memória. Ouçam essas palavras de Judas: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligencia acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”.
Agora, quero, em primeiro lugar, explicar isso brevemente. A palavra “fé” é aqui um termo técnico. Significa o conjunto de doutrinas em que nós, como Cristãos, acreditamos. A “fé” é aquilo em que acreditamos. Quando dizemos “mantenha a fé”, estamos dizendo “continue agarrado àquilo em que, como Cristãos, acreditamos”.
Observem o que ele diz sobre a “fé”: “A fé que uma vez foi dada aos santos”. O que foi o conjunto de doutrinas em que nós, como Cristãos, acreditamos? Foi de uma vez para sempre entregue aos santos. Como? Pelos apóstolos.
Isso é tão verdade que, no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículo 42, os ensinamentos do Novo Testamento são chamados de a doutrina dos apóstolos. “E eles continuavam firmemente na doutrina dos apóstolos” Em que nós acreditamos? Na doutrina dos apóstolos.
Deus fez o que Ele disse que faria Sola Scriptura Agora, vem-me o segundo assunto sobre o qual quero falar esta noite e que é a questão da sola scriptura. Como disse, sola scriptura é uma frase latina que significa “apenas a Escritura Sagrada”.
Essa frase teve origem na reforma Protestante. Martinho Lutero, quando era um sacerdote Católico Romano, soube que a Igreja Católica Romana ensinava que havia uma Bíblia e um Papa, que é infalível, e havia as tradições da Igreja. Por outro lado, Martinho Lutero teve pessoas que estavam tentando influenciá-lo, que diziam que somos profetas e que Deus fala diretamente através de nós. E assim essa frase foi inventada. Sola scriptura, que significa “apenas a Escritura Sagrada”. Não o Papa, não a tradição, não os profetas, mas as Escrituras Sagradas.
Nós, como Batistas, dizemos deste modo: A Bíblia é nossa única regra de fé e prática; somente a Bíblia é nossa autoridade.
Conceitos históricos Deixem-me contar a vocês, primeiramente, uma breve história de equívoco e, então, explicarei como isso se relaciona. Como um exemplo, olhemos para a Igreja Católica Romana. Vocês ouviram que a Igreja Católica Romana declara acreditar na Bíblia, embora adicionem alguns livros a Ela. Afirmam que o Papa, quando fala, pode falar da cadeira episcopal, e que ele é inspirado quando fala desta cadeira. Mas declaram também acreditar na tradição da Igreja. Vocês podem não saber o que o Católico acredita ou quer dizer por “tradição”, então, deixem-me explicar a vocês muito rapidamente.
Em 1950, havia um Papa. Ele foi chamado de Papa Pio XII. Era conhecido como o Papa Mariano, pois havia dedicado sua vida à Virgem Maria. Acreditava que Maria não morreu, mas que havia ascendido ao Céu. Isso era denominado como “A Ascensão de Maria”. Queria fazer disso uma doutrina da Igreja. O Papa Pio XII sabia que em nenhum lugar da Bíblia nos é dito que Maria ascendeu ao Céu sem morrer. Ele sabia que isso não estava na Bíblia. Sabia que isso não estava nos escritos dos pais da Igreja. Sabia que nenhum conselho da Igreja declarou que Maria foi aceita no Céu sem morrer, mas queria fazer disso uma doutrina da Igreja. Então, mandou cartas para todos os cardeais, para todos os bispos e para o povo Católico. Centenas de milhares de cartas retornaram dizendo que sim, que eles consideravam que Maria foi aceita em pessoa no Céu, sem morrer. Por conseguinte, isso se tornou uma doutrina oficial da Igreja Católica Romana e é aceito hoje por todos os devotos Católicos Romanos.
“Como fizeram disso uma doutrina da Igreja?”. Aqui está o que as pessoas não entendem: quando um Católico Romano diz “tradição”, não está dizendo tradição passada. Acreditam, porém, que qualquer doutrina sustentada pela a Igreja Católica Romana, foi revelada a ela pelo Espírito Santo. Mas, se vocês fossem até o Papa Pio XII e dissessem: “Papa, isso não está na Bíblia, não está nos pais da Igreja, nenhum conselho da Igreja jamais ensinou isso. De onde isso foi tirado?”. Não tenho nenhuma dúvida em minha mente de que ele citaria o capítulo 16 de João e diria: “O Espírito vos conduzirá para toda a verdade”.
Hoje, os Católicos estão tentando ensinar que Maria é a co-mediadora. Vocês questionam: “Como podem fazer isso? Nenhum Católico acreditou nisso no passado”. Usariam o mesmo trecho da Escritura. Essa é a visão deles em relação à tradição.
Pensamos em outras religiões. Pensamos no Islã, que diz: “Acreditamos em Jesus Cristo. Acreditamos que Ele foi um grande profeta, mas também acreditamos que Maomé foi um profeta”. Ou pensamos nos Mórmons, que dizem: “Acreditamos na Bíblia e acreditamos em Jesus Cristo, mas acreditamos que Joseph Smith foi um profeta e que Deus o inspirou”. Agora, vocês sabem qual é a expressão favorita entre os Carismáticos e Pentecostais? Adivinhem qual é. “O Senhor me disse”. Odeio dizer isso a vocês, mas ouvi isso vindo também da boca de Batistas. “O Senhor me disse”. E notem, os Carismáticos e Pentecostais não têm uma Bíblia em suas mãos quando falam “O Senhor me disse”.
Deduções Teológicas Temos na teologia algo que é chamado de uma dedução verdadeira e necessária. Isso significa que, por causa do ensinamento que é evidente na Escritura, pode ser deduzido que certas coisas são verdadeiras. Por exemplo, a Bíblia ensina claramente que Deus criou o universo. Conseqüentemente, podemos fazer a dedução verdadeira e necessária de que o Diabo não o criou. Isso é óbvio.
Quero fazer uma dedução verdadeira e necessária. Farei uma questão: “O Cânone da Escritura é fechado?”. O Cânone, a palavra Cânone, significa a prova, o modelo, aquilo que realmente acreditamos que seja a Palavra de Deus. Acredito que esses sessenta e seis livros são a Bíblia, a Palavra de Deus. Acredito que cada livro, cada palavra, é inspirada pelo Espírito Santo. Mas, assim fazem os Católicos, e assim fazem os Pentecostais. A questão é: “Isso é o Cânone completo da Escritura?”. Bem, deixem-me passar a vocês dois pensamentos que lhes mostrarão o que quero ensinar.
Primeiramente, deixem-me fazer uma questão; na verdade, farei duas perguntas. Primeira questão: Que promessa Jesus Cristo fez aos apóstolos? Prometeu conduzi-los para toda a verdade? Prometeu trazer todas as coisas para sua recordação? Foi-nos dito que a fé foi uma vez e para sempre entregue aos santos? Essas coisas são assim? É isso que Ele prometeu aos apóstolos, conduzi-los para toda a verdade? A fé foi efetivamente entregue aos santos?
Então, isso nos conduz à segunda questão: Os apóstolos estão mortos? Se Jesus prometeu conduzir os apóstolos para toda a verdade, se Ele prometeu trazer-lhes à recordação todas as coisas, se Ele prometeu que a fé seria entregue de uma vez para sempre aos santos, e todos os apóstolos estão mortos, então Ele já deve ter feito isso. Já nos conduziu a toda a verdade.
Conseqüentemente, hoje não existe profecia (revelação nova). Hoje não existem línguas. Não há sinais hoje. Mas há a iluminação do Espírito Santo para abrir nossas mentes para entendermos a Palavra de Deus. Há a liderança da Palavra de Deus.
Conclusão Agora, deixem-me concluir com essa afirmação, ou esse grupo de afirmações. Os Batistas têm tomado sempre essa posição: a porta da revelação está fechada. Em outras palavras: quando o apóstolo João, o último apóstolo vivo, escreveu o Apocalipse, a Bíblia foi completa. No Antigo Testamento, Deus falou várias vezes e de diversos modos. Nos últimos dias, Deus nos falou por meio de seu Filho. Mandou seu Filho ao mundo, Ele O cercou com os apóstolos, prometeu trazer todas as coisas para sua memória, prometeu conduzi-los a toda verdade. Ele fez tudo isso. Então, João escreveu o Apocalipse por volta de 95 d.C. e logo depois faleceu. A revelação de Deus está completa. E, por isso, os Batistas sempre dizem que a porta da revelação nova está fechada.
Os Batistas não apenas disseram que a porta da revelação está fechada, disseram que está trancada. A revelação plena deu-se através de Jesus Cristo. Não há mais nada. Os Mórmons tentaram abri-la à força. Os Muçulmanos tentaram abri-la à força. Os Pentecostais – neguem, como eles o farão – tentaram abri-la à força. Mas hoje, ouvimos com freqüência algo como isto: “não queremos abrir a porta, mas devemos tirar o cadeado”. Digo que não sou um tolo. Vocês não devem abrir a porta, mas se vocês tirarem o cadeado, não irá demorar até que outra pessoa a abra. Se um pastor pudesse se levantar nessa Igreja Batista e dizer: “Agora, quero que vocês saibam algo. Não falo em línguas. Não tenho qualquer desejo de falar em línguas. Não profetizo. Não estou buscando isso. Estou satisfeito com a Bíblia, mas ainda não acredito que seja absolutamente impossível para Deus falar-nos diretamente”, ele poderia morrer e nunca teria aberto a porta, mas ele tirou o cadeado da porta e não demorará muito tempo até que outra pessoa abra a porta.
Autor: Pr Ron Crisp
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Batismo com o Espírito Santo e com Fogo
“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3:11). A nossa intenção neste pequeno artigo não é analisar de uma forma geral o ensinamento antibíblico de um batismo com o Espírito Santo pós-conversão, defendido pelos pentecostais e neopentecostais. Antes, queremos atentar para a passagem acima e ver à luz das Escrituras o que significa o “batismo com o Espírito Santo e com fogo” (vale ressaltar que esta é uma das passagens prediletas dos pentecostais e neopentecostais, a qual eles afirmam ensinar a necessidade de um revestimento de poder para os crentes após a conversão). Tanto pentecostais como muitos reformados crêem que “o batismo com o Espírito Santo e com fogo” se refere ao batismo que os crentes genuínos recebem (é claro que a diferença quanto ao tempo desse recebimento e a extensão do mesmo é fundamental entre esses dois grupos). Mas o que diz “a Lei e o Testemunho”? Primeiramente, vejamos o contexto da passagem: 7 – E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? 8 – Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento 9 – e não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 – E também, agora, está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. 11 – E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 – Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará. (Mateus 3:7-12, ênfase adicionada). Analisando cuidadosamente o discurso de João Batista, vemos que a expressão “batizará com o Espírito Santo e com fogo” refere-se a dois batismos distintos para duas classes de pessoas distintas: – O batismo com o Espírito é para o trigo, ou seja, para aqueles que produziram, pela graça de Deus, frutos dignos de arrependimento. O trigo é recolhido no Seu celeiro em virtude de ser algo muito valioso, muito precioso. – O batismo com fogo é para a palha, ou seja, para aquelas “árvores” que não produziram frutos, as quais serão cortadas e lançadas no fogo. Assim, a palha será separada do trigo, ou seja, os ímpios dos bons, e será queimada no fogo que nunca se apaga. Além do mais, João Batista não estava se dirigindo aos discípulos dele ou de Cristo. Ao contrário, ele falava com os “fariseus e saduceus” que estavam querendo se batizar, sem demonstrar arrependimento. A esses ele diz: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?”. Certamente João Batista não prometeria um batismo com Espírito Santo para tais pessoas. Portanto, ao invés do “batismo com fogo” ser uma promessa para os crentes, ele é uma frase expressiva dos terríveis julgamentos que Ele (Jesus) infligiria sobre a nação Judia e sobre todos quantos morressem impenitentes; quando Ele os condenará pelo pecado de rejeitá-Lo; e quando Ele aparecer como o “fogo do ourives” e como o “sabão dos lavandeiros” (Malaquias 3:2); quando “o dia do Senhor” vier “ardendo como forno” (Malaquias 4:1); quando Ele “limpar o sangue de Jerusalém”, Seu próprio sangue e o sangue dos Apóstolos e Profetas derramados nela, “do meio dela, com o espírito de justiça e com o espírito de ardor”; o batismo com fogo é o mesmo que a “ira vindoura”, com a qual os ouvintes de João Batista são ameaçados no contexto, na ocasião da qual as árvores infrutíferas “serão cortadas e lançadas no fogo” e a “palha” será queimada com fogo que nunca se apaga. Aqueles que insistem em afirmar que o “batismo com o Espírito Santo e com fogo” se refere a um só batismo, experimentado pelos crentes, costumam apelas para Atos 2:3 como prova de sua teoria. Contudo, lemos assim nesse verso: “Apareceram línguas como de fogo, pousando sobre cada um deles”. Note que as línguas eram COMO de fogo e não DE fogo, ou seja, elas tinham apenas aparência de fogo. Além do mais, não vemos este ato repetido em numa parte da Bíblia. Até mesmo no batismo de Cornélio e de sua casa, o qual Pedro afirma ser o mesmo fenômeno experimentado por ele e os outros apóstolos, as “línguas como de fogo estão ausentes”. Poderíamos ainda dizer que se “línguas como de fogo” fosse cumprimento de “batismo com fogo”, esta promessa não é para nós, visto que ninguém, senão os 120 reunidos no cenáculo no dia de Pentecoste , experimentou isso em toda a história cristã. É verdade que, como Calvino disse, é Cristo quem concede o Espírito de regeneração, e que, como o fogo, este Espírito nos purifica retirando a nossa imundícia. O Espírito tanto ilumina como purifica. Contudo, Mateus 3:11 não se refere a esta obra purificadora nos crentes, mas ao juízo final preparado para os ímpios. Portanto, concluímos com o puritano Dr. John Gill: “E como este sentido [o de julgamento para os ímpios] melhor concorda com o contexto, creio ser ele o genuíno; visto que João não está falando para os discípulos de Cristo, que ainda não tinham sido chamados, e que somente no dia de Pentecostes foram batizados com o Espírito Santo e com fogo, no outro sentido desta frase [no sentido de fogo como a obra da graça purificadora para os crentes – ver Isaías 6:6,7; Zacarias 13:9; Malaquias 3:3; 1 Pedro 1:7]; mas ele se dirigia aos Judeus, alguns dos quais tinham sido batizados por ele”. Cuiabá-MT, 19 de Maio de 2004. por Felipe Sabino de Araújo Neto
ABANDONAR A DEUS Os idólatras são culpados disso (ISm 8.8; lRs 11.33). Os ímpios são culpados disso (Dt 28.20). Os afastados são culpados disso (Jr 15.6).
SIGNIFICA ESQUECER Sua casa (2Cr 29.6). Sua aliança (Dt 29.25; lRs 19.10; Jr 22.9; Dn 11.30). Seus mandamentos (Ed 9.10). O caminho certo (2Pe 2.15). É confiar no homem Jr 17.5). Leva os homens a seguir seus próprios artifícios (Jr 2.13). A prosperidade tenta a isso (D t 31.20; 32.15). Sua iniqüidade (Jr 2.13; 5.7). Sua falta de razão e sua ingratidão (Jr 2.5-6). Gera confusão (Jr 17.13). Seguido de remorso (Ez 6.9). Produz a ira de Deus (Ed 8.22). Provoca Deus a esquecer os homens (Jz 10.13; 2Cr 15.2; 24.20, 24). Resolução contra isso (Js 24.16; Ne 10.29-39). Maldição contra isso (Jr 17.5). Pecado a ser confessado (Ed 9.10). Advertências contra Js 24.20; lCr 28.9). Seu castigo (Dt 28.20; 2Rs 22.16-17; Is 1.28; Jr 1.16; 5.19).
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As 2300 tardes e manhãs, e a purificação do santuário Jth fev, 2013 | Categoria: Artigos, Escola Biblica, Novidades, Profecias Translation Imprimir
O Santuário e o dia da expiação (Parte III) I – INTRODUÇÃO No século dezenove surgiu nos Estados Unidos da América do Norte um movimento que marcou a data da volta de Jesus para 22 de outubro de 1844, o qual foi encabeçado por um fazendeiro americano. Seu estudo intensificou-se na profecia de Daniel 8:14. Empregando Ezequiel 4:6 e 7 e outros textos, ele cometeu um grave erro ao concluir que as 2300 tardes e manhãs escritas pelo profeta Daniel eram 2300 anos, os quais, segundo ele abrangiam o período de 457 AC a 1844 AD. Milhares de pessoas sofreram uma grande decepção, quando os relógios assinalaram meia noite do dia 22 de outubro de 1844. Jesus não viera como havia sido largamente pregado por aquele líder e seus seguidores. Como resultado, muitos se afastaram de Deus, perderam seus bens materiais, enfrentaram graves crises familiares e financeiras. A pessoa que encabeçou esse movimento cometeu um gravíssimo erro ao marcar data para a volta do Messias, isto porque o Senhor Jesus havia dito, com relação a Sua segunda vinda, que “daquele dia e hora, porém ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.” Mateus 24:36. Para tentar “consertar” o erro, um grupo continuou estudando as profecias de Daniel. Um daqueles homens ao passar por uma plantação de milho, diz que viu Jesus entrar no Lugar Santíssimo do Santuário celestial em 22 de outubro de 1844. Para aquele grupo essa “visão” trouxe novo alento. Segundo eles, as conclusões tomadas estavam certas quanto ao tempo, porém erradas quanto ao local. As palavras de Daniel 8:14: “…até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado”, foram então entendidas e interpretadas por eles como sendo a purificação do santuário celestial. Os seguidores do fazendeiro americano até antes do desapontamento ensinavam que esta purificação referia-se ao planeta Terra. Posteriormente eles concluíram que em 22 de outubro de 1844 teve início no santuário celestial o “Juízo Investigativo”, também denominado por eles como “Dia da Expiação”. A partir daí, esse novo grupo, remanescente do fracassado movimento que marcou data da segunda vinda de Jesus, com base nas conclusões de Daniel 8:14, prega a todo o mundo que a expiação não foi completada por Cristo no madeiro. Para eles a fase final da expiação teve seu início em 22 de outubro de 1844 e será concluída um pouco antes da segunda vinda de Jesus. O presente estudo tem como objetivo esclarecer o verdadeiro significado de Daniel 8:14. Como a expiação se completou na morte de Jesus, não faz sentido Ele continuar realizando a partir de 1844 uma expiação no santuário celestial (Ver a primeira parte desta série de estudos – “As funções dos dois bodes no processo expiatório”). A profecia de Daniel 8, embora clara e bem explicada pelo anjo Gabriel, resultou em divergências teológicas sobre o seu significado. Uma pergunta merece destaque: Qual o verdadeiro significado de Daniel 8:14 que diz: …até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”? Muitos fatos históricos importantes considerados esclarecedores sobre o assunto são omitidos. Inúmeras perguntas não são respondidas satisfatoriamente por aqueles que defendem a teoria da purificação do santuário celestial a partir de 22 de outubro de 1844. II – DOIS CHIFRES E DUAS ÉPOCAS DISTINTAS 1. Quais são as diferenças entre o chifre pequeno de Daniel 7 e de Daniel 8? Inicialmente precisamos provar que a ponta pequena de Daniel 7 não é a mesma de Daniel 8. Analisemos a seguir estas questões: a) O chifre pequeno de Daniel 7 que guerreou contra os santos– Este pequeno chifre saiu do quarto animal, de aspecto terrível e espantoso, animal este representado pelo Império Romano. Em outras palavras, ele está associado à besta que representa o quarto império, pois surgiu diretamente da cabeça da besta. Ele apareceu em meio aos 10 chifres até então existentes, os quais representam os fragmentos do potente reino, cuja divisão ocorreu depois de 476 AD. O detalhe importante é que ele apareceu depois da divisão do império romano. Nesta visão o chifre pequeno é representado pelo poder religioso apóstata, o qual passou a dirigir a perseguição aos santos do Altíssimo durante os 1260 anos, isto é, de 538 AD até 1798 AD. Esta interpretação está em conformidade com a Palavra de Deus: “Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, uma boca que falava grandes coisas.” Daniel 7:7-8. “Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.” Daniel 7:24-25. b) O chifre pequeno de Daniel 8 que pisoteou o Santuário – Quanto ao chifre pequeno de Daniel 8, este não sai deste animal terrível e espantoso, representado pelo Império Romano. A Bíblia nos informa que este pequeno chifre sai de um BODE, representado pelo GRÉCIA. Inicialmente a Palavra de Deus diz que o bode tinha um chifre notável entre os olhos. Este chifre foi quebrado e em seu lugar nasceram outros quatro chifres. De um destes quatro chifres saiu um chifre pequeno. Eis a confirmação bíblica: “E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre a face de toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre notável entre os olhos. …O bode, pois, se engrandeceu sobremaneira; e estando ele forte, aquele grande chifre foi quebrado, e no seu lugar outros quatro também notáveis nasceram para os quatro ventos do céu. Ainda de um deles saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.” Daniel 8:5,8-9. Observem agora a interpretação do texto acima feita pelo anjo Gabriel: “Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei. O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, porém não com a força dele. Mas no fim do reinado deles, quando os transgressores tiverem chegado ao cúmulo, levantar-se-á um rei, feroz de semblante e que entende enigmas.” Daniel:8:21-23. 2. Quais são as principais diferenças desses dois chifres, quanto à origem e a atuação geográfica deles? As diferenças são enormes com relação à origem dos dois chifres e principalmente quanto à sua atuação geográfica: a) A Bíblia nos relata que o bode peludo é a GRÉCIA. Este animal tinha um chifre grande entre os olhos e é o primeiro rei. Como sabemos pela história, Grécia foi comandada por Alexandre, o Grande. Depois de sua morte prematura, o império grego dividiu-se em quatro impérios, os quais se espalharam ao norte, sul, leste e oeste. As profecias cumpriram-se integralmente: “…levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, …” Daniel 8:22. As quatro divisões do império grego foram lideradas por: Lisímaco, Cassandro, Ptolomeu e Selêuco. b) A Palavra de Deus nos informa que o chifre pequeno de Daniel 8 surgiria de uma das divisões do império grego, ao fim do reinado destes: “Mas, no fim do reinado deles, quando os transgressores tiverem chegado ao cúmulo, levantar-se-á um rei, feroz de semblante e que entende enigmas.” Daniel 8:23. A passagem bíblica refere-se aos últimos tempos das quatro divisões do império grego, justo antes de serem conquistadas por Roma. O Império Grego dividiu-se em quatro após a batalha de Ipso no ano 301 AC. A queda destas divisões ocorreu na seguinte seqüência: O reino da Macedônia caiu no ano 168 AC, o de Cassandro no ano 146 AC, o dos Selêucidas no ano 65 AC e do Ptolomeu no ano 30 AC. Considerando que o reino quádruplo deixou de existir quando caiu a Macedônia no ano 168 AC, a profecia requer que o chifre pequeno apareça pouco antes desse ano. Segundo a história e de acordo com o entendimento dos teólogos, o império grego dominou o mundo de 331 AC a 168 AC. Como cumprimento dessa profecia, (…no fim do reinado deles- ano 168 AC), de 175 AC até 164 AC, levantou-se um rei feroz e sanguinário: Antíoco Epifânio IV da divisão dos Selêucidas. c) O chifre pequeno de Daniel 8 começou sua obra muito antes de Roma ter algum contato com os judeus. O primeiro contato que Roma teve com os judeus foi em 161 AC. Desde então Roma não interferiu nos serviços do santuário dos judeus. A prova é que quando Jesus esteve entre nós, eram os romanos que reinavam sobre Jerusalém e arredores. Mas os serviços do santuário eram exercidos livremente, sem nenhuma restrição. A destruição de Jerusalém ocorreu somente no ano 70 AD. d) O chifre pequeno de Daniel 8 não podia ser o mesmo chifre pequeno de Daniel 7, porque Roma não se originou de uma das divisões do império grego. Roma surgiu na Itália e foi fundada no ano de 750 AC e se tornou República em 501 AC. Dominou o mundo de 168 AC até 476 AD. É enganosa a interpretação de muitos teólogos, ao afirmarem que Roma surgiu de uma das divisões da Grécia. Para esclarecer melhor o assunto, apresentamos abaixo as diferenças entre o chifre pequeno de Daniel 7 e o chifre pequeno de Daniel 8: Com relação ao chifre pequeno de Daniel 7: a) Está associado a uma besta que representa o quarto império – Roma. Daniel 7:7. b) Surge diretamente da cabeça da besta. Daniel 7:8. c) Aparece entre os 10 chifres já existentes, os quais representam os fragmentos da divisão do império romano. Portanto, aparece depois da divisão do império romano. d) Arranca 3 chifres durante o seu surgimento. Daniel 7:8. e) Seu campo de influência é a totalidade do quarto império, pois surge da cabeça da besta e se converte em um chifre dominante entre os outros dez chifres. Daniel 7:20. Com relação ao chifre pequeno de Daniel 8: a) Está associado a uma besta que representa o terceiro império – Grécia. Daniel 8:8, 9 e 21. b) Surge de um chifre já existente. Daniel 8:8 e 9. c) Aparece em um dos 4 chifres da cabeça do bode. Daniel 8:9. d) Nenhum chifre é arrancado durante seu surgimento. e) Pertence apenas a uma das 4 divisões do poder do bode – Grécia. Sua atuação se restringe à Palestina. Daniel 8:9. As diferentes mensagens de Daniel 7 e Daniel 8: a) Em Daniel 7, as potências mundiais são representadas por bestas imundas. Exemplo: Leão, Urso, Leopardo e o animal terrível e espantoso. Em Daniel 8, as potências mundiais são representadas por animais de sacrifício do santuário terrestre. Exemplo: Cordeiro e Bode. b) O capítulo de Daniel 7 foi escrito em aramaico, um idioma gentio. Isto parece indicar que foi escrito para ser lido pelo mundo gentio. O capítulo de Daniel 8 foi escrito em hebraico. Isto parece indicar que foi escrito para ser lido pelos judeus. c) Em Daniel 7, a ênfase profética é dirigida ao mundo inteiro. Em Daniel 8, a ênfase é dirigida aos serviços do santuário judaico. III – PROFANAÇÃO DO SANTUÁRIO CELESTIAL? 1. É correto afirmar que o santuário celestial foi agredido e profanado durante 2300 tardes e manhãs pelo império romano ou pelo poder religioso apóstata? A questão da profanação do santuário celestial, ensinada pelos defensores da doutrina de uma purificação do santuário celestial, com duração de 2300 anos, contados desde 457 AC até 1844 AD, acaba se transformando para seus seguidores em um grande dilema. Para esses sinceros cristãos a doutrina da purificação do santuário celestial a partir de 1844 é fundamental. Eles acreditam que o chifre pequeno de Daniel 7 é o mesmo de Daniel 8. Crêem também que o santuário profanado pelo chifre pequeno registrado em Daniel 8 é o santuário celestial. Esta profanação, segundo eles, teve seu início em 457 AC e seu término em 1844 AD, portanto: 2300 anos. De acordo com essa doutrina, a partir de 1844 o santuário celestial passaria a ser purificado. Segundo eles, o chifre pequeno de Daniel 8 pisoteou o santuário durante este período (457 AC a 1844 AD). Como é possível enquadrar o poder religioso apóstata e o império romano neste período de anos? Eis algumas questões a serem respondidas: a) Como poderia o poder religioso apóstata, equivocadamente interpretado como sendo o chifre pequeno de Daniel 8, haver começado sua obra de profanação do santuário celestial em 457 AC, se ele teve seus poderes reconhecidos apenas em 533 AD, através o Edito de Justiniano? b) A história nos confirma que o poder religioso apóstata efetivamente iniciou sua ofensiva contra o povo de Deus a partir de 538 AD, depois da fragmentação do Império Romano em 476 AD. Como poderia ele ter atuado em 457 AC, quase 1000 anos antes de ele aparecer? c) Em Daniel 7:7 Roma pagã é descrita como sendo um animal terrível e espantoso: “Depois, disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.” No entanto uma outra ala dos defensores da doutrina da purificação do santuário celestial a partir de 1844 afirmam que o chifre pequeno de Daniel 8 também representa Roma Pagã. Inclusive alegam que esse chifre nasceu do vento. Há nessa teoria uma enorme incoerência. Como poderia o animal terrível e espantoso de Daniel 7:7 passar a transformar-se num pequeno chifre surgido do vento em Daniel 8:9? O que justifica tamanha transformação? d) Os defensores da doutrina da purificação do santuário celestial a partir de 1844 afirmam que o santuário foi profanado pelo chifre pequeno em razão das missas, a intercessão através dos santos, perdão dos pecados por parte dos sacerdotes, etc. Com base nestes argumentos, perguntamos: Esse poder religioso apóstata deixou de realizar suas práticas pagãs a partir de 1844? Não vamos esquecer da pergunta formulada em Daniel 8:13: “Até quando?” e) Os cristãos que defendem a purificação do santuário a partir de 1844 defendem-se argumentando o seguinte: O Senhor Jesus previu este acontecimento em Mateus 24:15: “Quando pois virdes que a abominação da desolação de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo: quem lê, atenda.” Seguem ligando outras passagens bíblicas, tais como: Daniel 8:13, 9:27 e 12:11. Eles concluem dizendo que todas estas passagens referem-se à destruição do templo de Jerusalém no ano 70 AD. Com este argumento tentam excluir Antíoco Epifânio IV. O argumento parece muito lógico. Segundo eles, como poderia Antíoco Epifânio IV ter provocado a abominação desoladora ao santuário terrestre, se ele morreu antes de Jesus ter proferido a profecia encontrada em Mateus 24:15, referente à destruição do templo de Jerusalém? A resposta de Deus está nos detalhes. O acontecimento predito pelo Senhor Jesus em Mateus 24:15 e encontrado em Daniel 9:27, refere-se realmente à destruição de Jerusalém e seu templo no ano 70 AD. O termo usado nestas passagens bíblicas é: DESOLAÇÃO assoladora. Em outras palavras esse termo significa: DESTRUIÇÃO assoladora. No entanto, em Daniel 8:13, a expressão usada pelo anjo é outra: “TRANSGRESSÃO assoladora”. (Conforme a versão revisada da tradução de João Ferreira de Almeida e de acordo com os melhores textos em hebraico e grego – 11a. impressão). A ênfase de Daniel 8:13 é a transgressão ou profanação praticada ao santuário terrestre por Antíoco Epifânio IV, no final do Império Grego, em 168 AC e posteriormente purificado em 165 AC por Judas Macabeus. A destruição ou desolação assoladora, no entanto, ocorreu apenas em 70 AD pelo exército romano. Vale lembrar que não foi o exército romano que fez cessar o sacrifício contínuo e sim, foi o Senhor Jesus Cristo, no momento da Sua morte, pois Ele era o verdadeiro Cordeiro de Deus. Com a destruição do templo judaico no ano 70 AD, pelos romanos, todos os sacrifícios contínuos ali realizados até aquela data já não tinham mais validade. 2. O que tem a ver a profanação e conseqüente purificação do Santuário de Daniel 8:14, com os serviços do dia da expiação (dia 10 do sétimo mês) de Levítico 16? Os defensores da doutrina da purificação do santuário a partir de 1844 associam a purificação do santuário de Daniel 8 com o processo de purificação do santuário realizado no dia da expiação, conforme encontramos em Levítico 16. Podemos associar estes dois fatos? Exatamente aqui é que eles cometem o maior e brutal equívoco. Vamos aos detalhes: a) Daniel 8:9-12 fala-nos que parte do exército “foi lançado por terra e pisado” e o santuário teve seus serviços interrompidos. Diz ainda que “o contínuo sacrifício foi tirado” por um poder assolador representado na profecia pela ponta pequena. Efetivamente ocorreu uma agressão e ao mesmo tempo uma profanação ao santuário por parte de um povo pagão. Convém lembrar que o “contínuo sacrifício” não foi tirado pelo império romano e nem pelo poder apóstata Ele foi extinto com a morte de Jesus: “…na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; …” Daniel 9:27. b) Com relação à purificação do dia 10 do sétimo mês, conforme Levítico 16, chamado como dia da Expiação, referia-se exclusivamente aos pecados do povo de Israel, acumulados durante o ano. Todas as atividades realizadas no santuário naquele dia transcorriam de forma solene e muito tranqüila. Não há como associar a purificação do santuário de Daniel 8:14 com a purificação do santuário de Levítico 16. O dia da expiação tinha a finalidade exclusiva de purificar e remover os pecados confessados pelo povo de Deus do santuário. Já a purificação do santuário em Daniel 8 era resultado de uma agressão e profanação realizada pelo chifre pequeno, que saiu de uma das quatro pontas da cabeça do bode. Portanto, as assolações registradas em Daniel 8:9-12 não podem ser relacionadas com os serviços do dia da expiação. 3. A purificação do santuário terrestre sempre ocorreu no dia da expiação (dia 10 do sétimo mês)? Nem sempre a purificação do santuário está associada ao dia da expiação. Podemos acrescentar outras datas em que o santuário foi purificado: 1) Ezequiel 45:18 fala-nos de uma purificação do santuário, no primeiro dia do primeiro mês. Esta, por sua vez, não está relacionada com o dia da expiação, pois as datas são mui distantes. Este cerimonial de purificação está relacionado com a data do estabelecimento do tabernáculo, conforme registrado em Êxodo 40:17. 2) Em II Crônicas 29:5, 15, 16 e 18 temos uma purificação também fora do dia da expiação, em razão de um período de negligência dos levitas. Esta foi promovida pelo rei Ezequias. Querer relacionar a purificação do santuário sempre com o dia da expiação, não passa de uma manipulação equivocada por muitos sinceros cristãos. IV – ANUNCIADO O TÉRMINO DO EXÍLIO 1. Daniel 8 e Daniel 9 tratam do mesmo assunto? Muitos sinceros cristãos tomam como ponto de partida para a contagem dos 2300 anos, a ordem de Artaxerxes para restauração e edificação de Jerusalém. Essa ordem entrou em vigor em 457 AC. É muito estranha a idéia desses cristãos de iniciar a contagem do período profético das 2300 tardes e manhãs a partir de 457 AC, ainda durante o domínio da Medo Pérsia. Para qualquer pesquisador bíblico essa teoria é totalmente contraditória em relação à Palavra de Deus. Os defensores da doutrina da purificação do santuário a partir de 1844 tentam ligar o capítulo 8 com o capítulo 9 de Daniel. Afirmam que o anjo Gabriel foi novamente enviado a Daniel, 13 anos depois, para explicar-lhe a visão que ele recebera conforme relatado em Daniel 8, especificamente sobre a questão das 2300 tardes e manhãs. Teria o anjo Gabriel desrespeitado a ordem de esclarecer a Daniel a visão dada no capítulo 8? Baseiam-se na passagem de Daniel. 9:23: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, pois és muito amado; considera, pois, a palavra e entende a visão.” Com relação a este texto muitas questões precisam ser esclarecidas: a) A preocupação de Daniel, no capítulo 9, nada tem a ver com a questão das 2300 tardes e manhãs do capítulo 8. No capítulo 9 o centro da atenção de Daniel era com a profecia relacionada com o cativeiro de 70 anos dos judeus. Em Daniel 9:1-2 lemos: “No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.” Faltavam apenas 2 anos para o término do exílio do povo de Israel em Babilônia. Portanto, a grande preocupação de Daniel no capítulo 9 não era com relação à visão das 2300 tardes e manhãs, mas com o futuro do povo de Israel. Logo em seguida Daniel fez uma oração. Durante a oração, percebemos nitidamente que sua atenção estava voltada não à questão das 2300 tardes e manhãs, mas à profecia do profeta Jeremias, que dizia o seguinte: “Porque assim diz o Senhor: Certamente que passados setenta anos em Babilônia, Eu vos visitarei, e cumprirei sobre vós a Minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar. … Então Me invocareis, e ireis e orareis a Mim, e Eu vos ouvirei. Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor, e farei voltar os vossos cativos, e congregar-vos-ei de todas as nações; e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor; e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei.” Jeremias 29:10, 12-14. b) O texto de Daniel 9:23 não pode ser extraído do seu contexto. Lembrem-se sempre: “Um texto fora do seu contexto vira pretexto”. O fato é que, enquanto Daniel ainda estava orando, o anjo Gabriel veio trazer as respostas às suas súplicas, as quais se relacionavam aos 70 anos de exílio do povo de Israel. Para isso, basta analisar o conteúdo das súplicas de Daniel 9:4-20. O anjo dá a Daniel boas notícias. O seu povo poderia voltar, restaurar e edificar Jerusalém. Seria o cumprimento de Suas promessas. Deus fixou um prazo de setenta semanas (490 anos) para o povo judeu, contado desde a ordem para restaurar e para edificar Jerusalém (457 AC – Decreto de Artaxerxes). Conforme Daniel 9:25, a cidade de Jerusalém seria reedificada em tempos angustiosos. É evidente que o anjo Gabriel nada falou sobre as 2300 tardes e manhãs, pois em Daniel 8:26 o mesmo anjo pediu à Daniel que cerrasse (guardasse) a visão, porque se referia a dias mui distantes. Daniel não deveria se preocupar quanto a isto. De Daniel 8:26 a Daniel 9:23 passaram-se 13 anos. A visão relativa às 2300 tardes e manhãs continuaram cerradas (guardadas) conforme o pedido do anjo Gabriel. A verdade é que não era esta a preocupação de Daniel naquele momento. c) A visão apresentada ao profeta Daniel no capítulo 8, foi muito bem explicada pelo anjo Gabriel e totalmente compreendida pelo profeta Daniel. Muitos tentam desqualificar o trabalho do anjo Gabriel e a sabedoria de Daniel. Para entender melhor, quais foram as qualificações do profeta Daniel? A Bíblia diz que “quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e em toda a sabedoria; e Daniel era entendido em todas as visões e todos os sonhos.” Daniel 1:17. De acordo com este texto, o profeta Daniel era inteligente em toda a sabedoria e entendido em todas as “visões”. É possível, com base neste texto, colocar dúvidas sobre essas qualidades de Daniel? Por outro lado, temos a atuação do poderoso anjo Gabriel, enviado por Deus. A ordem que o anjo Gabriel recebeu foi a seguinte: “ Gabriel, faze que este homem entenda a visão.” Daniel 8:16. Se o anjo Gabriel não fez o profeta Daniel entender a visão das 2300 tardes e manhãs, temos que admitir que o poderoso anjo Gabriel foi um incompetente e o profeta Daniel um homem sem entendimento. É muito grave colocar dúvidas com relação ao trabalho realizado pelo anjo Gabriel e a capacidade intelectual do profeta Daniel. Em Daniel 8:27 diz que o profeta Daniel ficou espantado acerca da visão, a ponto de desmaiar e ficar enfermo alguns dias, pois não havia quem a entendesse. Não que o profeta Daniel não tivesse entendido, mas que não havia entre os que estavam com ele quem entendesse essa visão. d) Decorridos 13 anos, o anjo Gabriel volta para dar uma resposta às súplicas de Daniel, quanto ao futuro do povo de Israel. O anjo Gabriel disse o seguinte: “Daniel, vim agora para fazer-te sábio e entendido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim para to declarar, pois és muito amado, considera, pois, a palavra e entende a visão.” Daniel 9:22-23. Essa ordem agora foi para que o anjo Gabriel apresentasse a visão ao profeta Daniel sobre as 70 semanas proféticas decretadas (determinadas; marcadas de antemão; decididas), esmiuçando em detalhes o futuro reservado ao povo de Israel, descrita em Daniel 9:24-27. Nada a ver com a visão das 2300 tardes e manhãs. V – O CHIFRE PEQUENO E O SANTUÁRIO TERRESTRE 1.Quem estava sendo representado pelo chifre pequeno de Daniel 8? Malaquias foi o último livro da Bíblia, escrito cerca de 430 AC. Não houve registros históricos por parte de profetas entre Malaquias (Velho Testamento) e Mateus (Novo Testamento). A história registra muitos fatos ocorridos com o povo judeu durante este período. É muito importante lembrarmos que, sempre que tragédias de relevância ocorriam com o povo de Israel, Deus revelava com antecedência esses acontecimentos através os Seus profetas. É o que diz a Palavra de Deus: “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma sem ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas.” Amós 3:7. Será que a profanação ocorrida ao Santuário e o terrível massacre de dezenas de milhares de judeus, ainda durante o Império Grego, não foram previstos e anunciados por Deus ao Seu povo? Teria Deus falhado? Será que a profecia de Daniel 8 não foi o aviso de Deus à essa tragédia que se abateu sobre Seu Santuário terrestre e Seu povo entre 168 AC e 165 AC? Foi um período negro para o povo judaico. Como o Senhor Deus não levantou profetas para registrar os acontecimentos ocorridos entre o último livro do Velho Testamento (Malaquias) e o primeiro livro do Novo Testamento (Mateus), necessariamente temos que buscar dados através o trabalho dos historiadores. O mais confiável entre todos os demais destacamos: FLÁVIO JOSEFO. Ele era um historiador judeu. Pelo que nós já vimos, o chifre pequeno de Daniel 7 é um poder religioso apóstata que surgiu depois da extinção do império romano em 476 AD. Conforme Daniel 7:24-25, houve então a divisão do império romano. O império romano fragmentou-se em 10 reinos, entre os quais se levantaria um, diferente dos outros dez, o qual proferiria palavras contra o Altíssimo, consumiria os santos do Altíssimo, cuidaria em mudar os tempos e a lei e os santos lhe seriam entregues na mão por um tempo, e tempos e metade de um tempo. De fato esta profecia cumpriu-se em 538 AD a 1798 AD. É a profecia dos 1260 anos. Mas quem é o rei, feroz de semblante, representado pelo chifre pequeno de Daniel 8? Há uma opinião quase unânime entre os eruditos bíblicos judeus e de muitos cristãos, de que o chifre pequeno de Daniel 8 é ANTÍOCO EPIFÂNIO IV. Tudo se ajusta perfeitamente ao período do reinado de Antíoco Epifânio IV. O mesmo não se pode dizer de Roma Pagã e nem da Roma Cristã. 2. O que significavam as 2300 tardes e manhãs? O período de profanação e purificação do santuário terrestre referidos em Daniel 8 cumpriram-se literalmente em 1150 dias, no final do império grego.. Daniel 8:14 não fala em 2300 dias, mas em 2300 tardes e manhãs. Todo o capítulo 8 de Daniel está relacionado com o santuário terrestre. Como vimos, os animais aí mencionados tem relação com as atividades do santuário. Não se pode dizer o mesmo dos animais de Daniel 7. Estas 2300 tardes e manhãs, pelo contexto, estão relacionados com os sacrifícios diários do templo. Qual foi o entendimento de Daniel em relação ao holocausto contínuo mencionado em Daniel 8:11-13? “Isto, pois, é o que oferecerás sobre o altar; dois cordeiros de um ano cada dia continuamente. Um cordeiro oferecerás pela manhã e o outro cordeiro oferecerás à tardinha;…E o outro cordeiro oferecerás à tardinha, e com ele farás oferta de cereais como com a oferta da manhã, e conforme a sua oferta de libação, por cheiro suave; oferta queimada é ao Senhor. Este será o HOLOCAUSTO CONTÍNUO por vossas gerações, à porta da tenda da revelação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali.” Êxodo 29:38-42. O que Daniel tinha na cabeça eram 2300 sacrifícios (um à tardinha e o outro de manhã) e não 2300 anos como querem alguns. No Santuário eram realizados 2 (dois) sacrifícios diários. Para sabermos a quantidade de dias, basta dividirmos 2300 sacrifícios por 2, cujo resultado dá: 1.150 dias literais. Não seria correto afirmar que 2300 tardes e manhãs são exatamente 1.150 dias? Como que uma tarde + uma manhã de sacrifícios podem ser igual a 01 (um) ano profético? Causa muita estranheza o fato de usar a data de 457 AC, que é o início da contagem das 70 semanas (Daniel 9:24-27), com as 2300 tardes e manhãs (Daniel 8:14), isto porque, uma coisa não tem nada a ver com a outra. A história nos confirma que o santuário terrestre foi agredido e profanado por Antíoco Epifânio IV, no final do Império Grego, de 168 a 165 AC e purificado por Judas Macabeus. Vários historiadores registraram em detalhes a invasão e profanação ao santuário judaico por Antíoco Epifânio IV. Destacamos aqui dois dos mais confiáveis, não só por parte dos judeus, mas também pela comunidade teológica internacional: Flávio Josefo e Judas Macabeus. Embora os livros escritos por Judas Macabeus (I Macabeus e II Macabeus) sejam apócrifos, isto é, não aceitos como inspirados, os historiadores, no entanto, os têm usado como documentos de grande valia para resgatar a verdadeira história do povo judeu. Como os escritos de Judas Macabeus não são aceitos por muitos cristãos, optamos em priorizar textos escritos pelo historiador Flávio Josefo, do seu livro “História dos Hebreus”. Tudo o que Flávio Josefo escreveu sobre o massacre liderado por Antíoco Epiânio IV, é confirmado por Judas Macabeus em seus dois livros I Macabeus e II Macabeus. Flávio Josefo relata o seguinte sobre a ponta pequena e da profanação do templo judaico pelas mãos de Antíoco Epifânio IV: “…como o profeta Daniel tinha predito,… dizendo clara e distintamente que o templo seria profanado pelos macedônios.” História dos Hebreus, Ed. CPAD, p. 291. Como Flávio Josefo viveu na época dos apóstolos, é obvio que ele sabia bem melhor do que nós o que estava afirmando. Talvez ele tivesse em mãos evidências que hoje não existam mais com relação a Antíoco Epifânio IV, pois ele faz uma afirmação muito convicta. Um recente escritor de nome C. Mervyn Maxwell, autor do livro “Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel”, p. 293, impresso pela Casa Publicadora Brasileira, escreveu o seguinte: “Josefo, o famoso historiador judeu, sustentava esse ponto de vista no primeiro século da era cristã. É possível que os discípulos de Cristo também o tenham feito.” É interessante que este autor sustenta a idéia de que até mesmo os discípulos acreditavam nesta versão. É bom lembrar que após a morte de Alexandre, o Grande, em 323 AC, o império greco-macedônico dividiu-se, passando a ser liderado por 4 generais, a saber: Cassandro- ficou com a Macedônia Lisímaco – ficou com a Ásia Menor e a Trácia Seleuco – ficou com o norte da Síria, Mesopotânia e Oriente (desta dinastia saiu Antíoco Epifânio) Ptolomeu – ficou com o Egito, a Palestina e sul da Síria. 3. Como se prova que as 2300 tardes de manhãs (ou 1150 dias literais) de contaminação do Santuário terrestre de Jerusalém, cumpriram-se em Antíoco Epifanio IV? Iremos provar agora, como Antíoco Epifânio IV se ajusta perfeitamente à profecia de Daniel 8: a) Daniel 8:9 – Ainda de um deles (de um dos 4 chifres) saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.” A história nos confirma que Antíoco Epifânio IV foi o oitavo governador da dinastia dos Selêucidas. Saiu portanto de um dos quatro chifres do bode peludo (Grécia). Ele reinou de 175 a 164 AC. A Bíblia diz que esse rei cresceria muito para o sul. Observem o que diz o historiador Flávio Josefo: “A profunda paz que Antíoco gozava e o desprezo que ele tinha pela pouca idade dos filhos de Ptolomeu, que os tornava incapaz de tomar conhecimento das coisas, fê-lo conceber a idéia de conquistar o Egito. Declarou guerra, e entrou no país com um poderoso exército; foi diretamente a Pelusa, enganou o rei Filopator, tomou Mênfiz e marchou para Alexandria, para se apoderar da cidade da pessoa do rei.” História dos Hebreus, p. 286. Geograficamente Egito situava-se ao sul, exatamente como previu o profeta Daniel. Como a dinastia dos Selêucidas já tinha o domínio do oriente, desde a divisão do império greco-macedônico, conforme previsto pela profecia bíblica, as Sagradas Escrituras dizem ainda que esse rei cresceria para a “terra formosa” (Jerusalém). Teria Antíoco Epifânio IV prosperado no intento contra Jerusalém? Teria ele profanado o templo? Para desespero dos que defendem a idéia da purificação do santuário celestial a partir de 1844, a resposta é: SIM. Esse homem fez coisas terríveis contra os judeus. A esse respeito Flávio Josefo escreveu o seguinte: “No vigésimo quinto dia do mês, que os hebreus chamam de Quisleu e os macedônios, Apeleu, na centésima qüinquagésima terceira Olimpíada, ele (Antíoco Epifânio IV) voltou a Jerusalém e não perdoou nem mesmo aos que o receberam na esperança de que ele não faria nenhum ato de hostilidade. Sua insaciável avareza fez com que ele não temesse violar também a sua fé para despojar o templo de tantas riquezas de que sabia estava ele cheio. Tomou os vasos consagrados a Deus, os candelabros de ouro, a mesa sobre a qual se punham os pães da proposição e os turíbulos. Levou mesmo as tapeçarias de escarlate e os linhos finos, pilhou os tesouros, que tinham ficado escondidos por muito tempo; afinal, nada lá deixou. E para cúmulo de maldade proibiu aos judeus de oferecer a Deus os sacrifícios ordinários, segundo sua lei a isso os obrigava. Depois de ter assim saqueado toda a cidade, mandou matar uma parte dos habitantes e fez levar dez mil escravos com suas mulheres e filhos, mandou queimar os mais belos edifícios, destruiu as muralhas, e construiu, na cidade baixa, uma fortaleza com grandes torres, que dominavam o templo e lá colocou uma guarnição de macedônios, entre os quais estavam vários judeus maus e tão ímpios, que não havia males que eles não infligissem aos habitantes. Mandou também construir um altar no templo e lá fez sacrificar porcos, o que era uma das coisas mais contrárias à nossa religião.Obrigou então os judeus a renunciarem ao culto do verdadeiro Deus, para adorar seus ídolos, ordenaram que se lhes construíssem templos em todas as cidades e determinou que não se passasse um dia, que lá não se imolassem porcos. Proibiu também aos judeus, sob penas graves, que circuncidassem seus filhos e nomeou fiscais para vigiarem se eles observavam suas determinações, as leis que ele impunha, e obrigá-los a isso, se recusassem. A maior parte do povo obedeceu-lhe, fê-lo voluntariamente ou de medo; mas essas ameaças não puderam impedir aos que tinham virtude e generosidade, de observar as leis de seus pais; o cruel príncipe os fazia morrer, por vários tormentos. Depois de os ter feito retalhar a golpes de chicote, sua horrível desumanidade não se contentava de faze-los crucificar, mas enquanto respiravam, ainda fazia enforcar e estrangular, perto deles, suas mulheres e os filhos que tinham sido circuncidados. Mandava queimar todos os livros das Sagradas Escrituras e não perdoava a um só de todos aqueles em cujas casas os encontrava.” História dos Hebreus, p. 287. O historiador Flávio Josefo menciona a data de 25 de Quisleu, como início da oferta de sacrifícios impuros. A invasão e profanação, no entanto, ocorreu um pouco antes, em 15 de Quisleu de 145 (Ano Selêucida que corresponde a 10 de dezembro de 168 AC do calendário Juliano), conforme registrado pelo historiador Judas Macabeus em I Mac. 1:37-54, com a introdução da abominação desoladora sobre o altar dos holocaustos, ou seja, a ereção do altar do deus pagão Zeus ou Júpiter. Em 25 de Quisleu de 148 (ano 165 AC do calendário Juliano), o templo foi purificado e reedificado ao Senhor por Judas Macabeus, conforme I Mac. 1:54. Essa data é anualmente comemorada pelo povo judeu e é conhecida como “Festa da Dedicação” (João 10:22). Obs.: O livro de Macabeus está sendo mencionado neste trabalho apenas para completar um fato histórico e não para defender uma questão teológica. Contando o tempo desde a introdução da abominação no templo, em 15 de Quisleu de 145 (10 de dezembro de 168 AC pelo calendário Juliano), até 25 de Quisleu de 148 (20 de dezembro de 165 AC pelo calendário Juliano), temos 3 anos e 10 dias, ou seja, 1105 dias (365 x 3 + 10), faltando para 1150, apenas 45 dias. Segundo a nota de rodapé da Bíblia católica – Ed. Paulinas, Pontifício Instituto Bíblico de Roma, o dia 15 de Quisleu corresponde a 10 de dezembro de 168 AC, e conforme Braley em “A Negleted Era”, o decreto contra a religião judaica emitido por Antíoco Epifânio IV e descrito em I Mac. 1:41, foi enviado em 25 de outubro de 168 AC. Ora, de 25 de outubro até 10 de dezembro, temos 45 dias. Somando 1105 dias + 45 dias, temos um total de 1150 dias. b) Dan. 8:10-11 – “E se engrandeceu até o exército do céu; e lançou por terra algumas das estrelas desse exército, e as pisou. Sim, ele se engrandeceu até o príncipe do exército; e lhe tirou o holocausto contínuo, e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo.” Esta passagem bíblica não está falando de seres celestiais, porque nenhum império, nem sequer Roma lançou por terra seres celestiais. A interpretação é dada pela Bíblia: Os filhos de Jacó são descritos no sonho de José como “estrelas”. Gênesis 37:9 Os governantes judeus são chamados “exércitos dos céus no alto”. Isaías 24:21 O termo “príncipe do exército” tem o significado de cabeça, chefe, general, administrador, etc. Neste caso seria o sumo sacerdote do templo judaico. Em Atos 23:4-5, o apóstolo Paulo chama o Sumo Sacerdote Ananias de “príncipe”. Quando Antíoco Epifânio IV se engrandeceu contra o príncipe do santuário, ele literalmente fez isto contra o sumo sacerdote Onias III, ao enviá-lo ao exílio e, mais tarde, mandou matá-lo da maneira mais cruel. c) Dan. 8:25 – “…mas será quebrado sem intervir mão de homem.” A história nos confirma que Antíoco Epifânio IV saiu de cena por motivo de uma doença incurável. Uma profecia cumprida nos mínimos detalhes. VI – UM ESCLARECIMENTO SOBRE O SIGNIFICADO DO TERMO “TEMPO DO FIM”. 1. Não diz a Bíblia que a profecia das 2300 tardes e manhãs ocorrerá no tempo do fim? Muitos teólogos insistem na idéia de que a profecia de Daniel 8 terá seu clímax no tempo do fim, ao citarem Daniel 8:17, 19 e 26. Será que o termo “tempo do fim” nos textos mencionados não se refere ao fim do tempo destinado ao império grego? Os mesmos segmentos religiosos que sustentam a idéia de uma purificação do santuário celestial a partir de 1844, ensinam que o fim do império grego deu-se em 168 AC. E essa é a mesma conclusão que se chega ao analisar Daniel 11. O referido capítulo é uma continuidade de Daniel 8, pois trata da destruição da Medo-Pérsia pela Grécia, a divisão da Grécia em quatro e o conflito no tempo do fim entre as duas dinastias gregas sobreviventes: selêucidas do lado norte e ptolomeus do lado sul. Todo o contexto do capítulo trata deste assunto. Diz que o império medo-persa será destruído pelo rei da Grécia; o reino será dividido em quatro, ocorrerá a guerra entre o rei do sul e o rei do norte. Favor ler Daniel 11:1-4 e 11. 2. Como os defensores da doutrina da purificação do santuário celestial entendem a questão da luta entre o rei do norte e o rei do sul? Os teólogos de alguns segmentos religiosos dizem que essa luta representa simbolicamente o conflito entre o anticristo (rei do norte) e o ateísmo (rei do sul). Eles citam Daniel 11:40 como prova desse conflito. Sustentam a idéia de que neste texto bíblico está profetizada a queda do ateísmo (comunismo) e a vitória do anticristo (poder religioso apóstata). Essa teoria, no entanto, apresenta sérias falhas: a) A verdade é que todo o capítulo 11 de Daniel trata sobre a luta entre os selêucidas e ptolomeus (duas dinastias gregas). Nada a ver com o ateísmo e o anticristo. O objetivo é tirar o foco dos fatos que verdadeiramente ocorreram. Em Daniel 11:31 lemos o seguinte: “E estarão ao lado dele (aqui se entende como rei do norte – Antíoco Epifânio IV), forças que profanarão o santuário, isto é, a fortaleza, e tirarão o holocausto contínuo, estabelecendo a transgressão assoladora.” Os selêucidas, no comando de Antíoco Epifânio IV, profanaram o santuário terrestre dos judeus e tiraram temporariamente o holocausto contínuo. Não foi o poder religioso apóstata que fez isto. Esse poder fez outras crueldades durante o período de 538 a 1798 AD. b) A teoria desses teólogos não se sustenta, pois não condiz com a realidade histórica da queda do comunismo. Isto porque, o comunismo ruiu sem guerra. No entanto a Bíblia diz que haveria um conflito militar. As expressões usadas indicam isto claramente: “Virá como turbilhão”, “carros, cavaleiros e com muitos navios” e “entrará nos países e os inundará”.(Daniel 11:40). Não há registros históricos de que o poder religioso apóstata tivesse entrado na extinta União Soviética com “carros, cavaleiros e muitos navios”. Tudo muito estranho. VII – UMA ANÁLISE SOBRE A QUESTÃO DO JUÍZO INVESTIGATIVO. 1. Ensina a Bíblia que os salvos irão passar pelo processo do Juízo Investigativo a partir de 1844? Analisando alguns dos fundamentos principais dos que defendem a purificação do santuário celestial e conseqüente instalação do juízo investigativo a partir de 1844, concluímos que a referida doutrina não tem base bíblica. Vamos analisar algumas importantes questões: a) A Bíblia afirma que os salvos não passarão pelo juízo: “Em verdade, em verdade vos digo, que quem ouve a Minha palavra, e crê nAquele que Me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida.” João 5:24. É falso o ensinamento de que a partir de 22 de outubro de 1844 teve início no santuário celestial a obra de investigação e apagamento dos pecados de todos aqueles que professaram o nome de Cristo. É também falso o ensinamento de que a partir daquela data está ocorrendo um cuidadoso exame dos livros de registro para determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e fé em Cristo, tem direito aos benefícios de Sua expiação. b) A Bíblia afirma que no Calvário o Messias cumpriu tudo para nos salvar. Não fez nada pela metade. A partir do “está consumado” todos os pecados confessados sob o velho pacto e dos que criam nEle, a partir daquele instante estavam cancelados: “Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados. …Este é o pacto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as Minhas leis em seus corações, e as escreverei em seu entendimento; acrescenta: E não Me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniqüidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado.” Hebreus 10:14-18. É falso o ensinamento de que a pessoa, que foi aperfeiçoada, ainda depende deste juízo. c) A Bíblia afirma que os conversos eram batizados e tinham seus pecados apagados no ato: “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e receberei o dom do Espírito Santo.” Atos 2:38. É falso o ensinamento de que a pessoa só é declarada salva após o juízo investigativo, isto é, a partir de 1844. Com base neste argumento, como ficam os casos das pessoas que já foram declaradas salvas antes do juízo investigativo de 1844? Alguns exemplos: Ladrão na cruz: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso.” Lucas 23:43. Abraão, Isaque e Jacó: “Mas Eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus.” Mateus 8:11. Moisés e Elias. Os dois foram vistos na companhia de Cristo em Seu futuro reino, numa visão apresentada aos discípulos Pedro, Tiago e João no monte da transfiguração. Ver Mateus 16:28 e 17:1-9. Abel, Enoque, Noé e muitos outros, considerados os heróis da fé, conforme Hebreus 11. 2. Segundo a Bíblia, haverá necessidade de um juízo investigativo, a partir de 1844, para identificar os salvos? Como Deus conhece plenamente quem são os Seus, não há necessidade do juízo investigativo: “Todavia o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os Seus e: Aparte-se da injustiça todo aquele que profere o nome do Senhor.” II Timóteo 2:19. Da mesma forma Jesus também conhece os Seus: “Eu sou o bom Pastor; conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem.” João 10:14. Precisa Deus levar tanto tempo para investigar a vida daqueles que Ele conhece? Não teria o homem maior capacidade para, num simples apertar de um botão, apresentar a ficha criminal de um acusado em questão de segundos? VIII – CONCLUSÃO Os assuntos abordados até aqui são de extrema importância para a nossa salvação. Cada tema apresentado revela minúcias e provas suficientes, para que todos tenham condições de discernir o falso do verdadeiro. Diante de todos estes fatos, não há lógica em sustentar uma doutrina de que haverá uma purificação do santuário celestial a partir de 1844. Eis as razões: a) Quando Jesus morreu, o véu que fazia separação entre o lugar Santo e o Santíssimo, no Templo, rasgou-se de alto a baixo (Mateus 27:50-51). Isto significa que a partir de então estava aberto o caminho e todo o crente tem acesso ao Pai, por meio de nosso Senhor Jesus. b) Os pecados confessados e perdoados não mais estão registrados nos livros celestiais. No momento em que aceitamos a Jesus como nosso Salvador e aceitamos obedecer-Lhe, guardando a Lei de Deus, depois de um completo arrependimento e uma genuína conversão, os nossos pecados são imediatamente apagados (Jeremias 31:33-34; Atos 3:19 e Miquéias 7:19). Deus diz que não mais se lembrará dos nossos pecados quando Ele nos perdoa. c) Tendo a expiação sido completada com a morte de Jesus, cai por terra toda uma seqüência de fatos apresentados pelos defensores da falsa doutrina de uma purificação do santuário celestial a partir de 1844. (ver estudos I, II) d) Não há necessidade de uma investigação para saber se Moisés, Enoque, Davi, Abraão, Isaque, Jacó e tantos outros farão ou não parte da primeira ressurreição. De acordo com a Bíblia, Deus conhece os Seus (II Timóteo 2:19). Fonte: http://verdadeemfoco.com.br/estudo.php?id=16 e) Jesus desde Sua ascensão encontra-Se assentado à destra de Deus, no lugar Santíssimo ou Santo dos Santos do Santuário celestial (Hebreus 8:1; 9:12 e 10:12).
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Arcanjo Miguel X Jesus Cristo – Daniel 10-13-21, 12:1
“…E eis que veio ajudar-me Miguel, um dos mais destacados príncipes . …Miguel, vosso príncipe… E durante esse tempo pôr-se-á de pé Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor de teu povo.” (Daniel 10-13-21, 12:1, Tradução do Novo Mundo)
A Sociedade Torre de Vigia ensina às testemunhas de Jeová que Jesus era meramente um anjo, que nasceu como um ser humano, morreu como um sacrifício pelo pecado, e ressurgiu como um anjo uma vez mais. Elas se referem a ele como:
“Jesus Cristo, que nós entendemos das Escrituras Sagradas ser o arcanjo Miguel” (A Sentinela, 15/02/79, p.31, edição norte-americana).
Mas é realmente isto o que a Bíblia ensina? Ou, antes, é isto um ensinamento que os líderes da Torre de Vigia sobrepõem às Escrituras?
A Palavra inspirada de Deus menciona Miguel cinco vezes como:
(1) “um dos mais destacados príncipes” (Dan. 10:13, Tradução do Novo Mundo); (2) “vosso príncipe”[do povo de Daniel]; (3) “o grande príncipe que está de pé a favor dos filhos de teu povo”[povo de Daniel] (Dan. 12:1, Tradução do Novo Mundo); (4) “o arcanjo” que “teve uma controvérsia com o Diabo e disputava o corpo de Moisés, não se atreveu a lançar um julgamento contra ele em termos ultrajantes” (Jud. 9, Tradução do Novo Mundo); e (5) um participante do conflito celestial quando “Miguel e seus anjos batalhavam contra o dragão” (Rev.[Apocalipse] 12:7, Tradução do Novo Mundo).
Qual destes versículos afirma que Miguel é Jesus Cristo? Nenhum deles! É necessário ler as Escrituras e mais um complicado argumento das testemunhas de Jeová para se chegar a esta conclusão.
A Sociedade Torre de Vigia também procura sustentação em outro versículo que não usa o nome de Miguel, mas diz:
“Porque o próprio Senhor descerá do céu com uma chamada dominante, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus” (1 Tess.4:16, Tradução do Novo Mundo).
Mas, se usar a voz do arcanjo faz de Deus um arcanjo, então ter a trombeta de Deus faz do arcanjo Deus – embora os líderes da Torre de Vigia mencionem apenas a primeira parte do versículo.
A Bíblia ensina em algum lugar que Jesus Cristo é um mero anjo? Ao contrário, o primeiro capítulo de Hebreus foi escrito, em sua totalidade, para demonstrar a superioridade do Filho de Deus comparado aos anjos. Versículo após versículo contrasta os anjos com: “…Pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo; sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho? E outra vez, ao introduzir no mundo o primogénito, diz E todos os anjos de Deus o adorem. Ora, quanto aos anjos, diz: Quem de seus anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de fogo. Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. E: tu, Senhor, no princípio fundaste a terra…” (Heb. 1:2-8,10).
O Filho é o “reflexo” da glória do pai e a “exata” representação de seu próprio ser, e sustentando todas as coisas pela palavra de seu poder – algo que nenhum anjo poderia fazer no mesmo segundo – a tradução da Torre de Vigia de Hebreus 1:3 (Tradução do Novo Mundo).
Além disso, os anjos bons se recusam veementemente a aceitar adoração. Quando o apóstolo João se prostrou aos pés do anjo para o adorar, o anjo o repreendeu dizendo:
“Toma cuidado! Não faças isso! Adora a Deus” (Rev. [Apocalipse] 22:8,9, Tradução do Novo Mundo).
Mas o mandamento do Pai aos anjos a respeito do Filho é:
“E todos os anjos de Deus o adorem” (Heb. 1:6, Tradução do Novo Mundo, 1961).
Em edições mais recentes, a Sociedade Torre de Vigia mudou a palavra “adorem” para “reverenciem” em Hebreus 1:6. Ainda assim, a despeito de como a palavra é traduzida, a mesma palavra grega proskuneo é usada tanto em Apocalipse 22:8,9 e Hebreus 1:6. A proskuneo (adoração ou obediência) que os anjos se recusam a aceitar, mas dizem que é devida apenas a Deus, é a mesma proskuneo (adoração ou obediência) que o Pai ordena aos anjos que seja prestada ao Filho em Hebreus 1:6. Assim, o Filho não pode ser um anjo, ele é Deus. (Veja as considerações sobre Hebreus 1:6)
As pessoas que deixam de seguir a Sociedade Torre de Vigia, e começam a seguir a Jesus Cristo, logo percebem que ele não é meramente um anjo. Esta compreensão é importante para que elas “honrem o Filho, assim como honram o Pai” (João 5:23, Tradução ,do Novo Mundo).
(Veja também os comentários sobre Isaías 9:6; João 1:1, 20:28; Colossenses 1:15; Apocalipse 1:7,8, 3:14.)
As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo por Versículo – David A. Reed
“DA MESMA FORMA, QUERO QUE AS MULHERES SE VISTAM MODESTAMENTE, COM DECÊNCIA E DISCRIÇÃO”. 1 Timóteo 2. 9ª (nvi)
A vontade de Deus é que as mulheres cristãs cuidem de se vestir com modéstia e discreção. (1) A palavra “pudor” (gr.aidos) subentende vergonha em exibir o corpo. Envolve a recusa de vestir-se de tal maneira que atraia atenção para o seu corpo e ultrapasse os limites da devida moderação. A fonte originária da modéstia acha-se no coração da pessoa, no seu âmago. Noutras palavras, modéstia é a manifestação externa de uma pureza interna. (2) Vestir-se de modo imodesto para despertar desejos impuros nos outros é tão errado como o desejo imoral que isso provoca. Nenhuma atividade ou condição, justifica o uso de roupas imodestas que exponham o corpo de tal maneira que provoquem desejo imoral ou concupiscência em alguém (cf. G. 5.13; Ef 4. 27; Ti 2. 11,12; ver Mt 5. 28 nota) (3) É vergonhosa a situação de qualquer igreja que desconsidere o padrão bíblico para o modo modesto do vestir-se, e que adota passivamente os costumes do mundo. Nestes dias de liberação sexual, a igreja deve comportar-se e vestir-se de modo diferente da sociedade corrupta que repudia e ridiculariza a vontade do Espírito Santo, i.e., que haja modéstia, pureza e moderação piedosa (cf. Rm 12. 1,2). (Bíblia de Estudo Pentecostal) A moda hoje é as mulheres se trajarem usando decotes extremamente “generosos”, mostrando grande parte dos seios, provocando com isso desejos sensuais nos homens. É interessante notar que a Bíblia não alerta aos homens a forma como devem se vestir, mas às mulheres, sim. Por que isso? Deus já sabia que neste “campo”, a mulher vai muito mais pelo que ouve, ao passo que o homem vai mais pelo que vê. Preste atenção na próxima festa de casamento que você for. Dos homens você verá apenas as mãos e o rosto. Das mulheres? de muitas delas você verá “quase tudo”. Lamentavelmente, muitas mulheres que estão dentro de igrejas, aderem totalmente aos costumes imorais, ditados por satanás. Deus trabalha com o equilíbrio. O diabo trabalha com os extremos. Assim como é errado muitas igrejas imporem jugos pesados e antibíblicos com respeito a “usos e costumes”, o outro extremo, da liberação total quanto a forma de vestir-se sem nenhum pudor, era, é, e continuará sendo pecado.
PARA REFLETIR: A forma como você se veste, provoca desejos sensuais?
Uma vez que o Filho herdou o Nome de Seu Pai ou, por outras palavras, uma vez que o Nome do Pai está nele (Yeshua – Salvação de IAHUE), este nome harmoniza todas as Escrituras acerca do Seu Nome quer nas Escrituras hebraicas quer nas apostólicas.
Rejeitar o nome Yeshua (Salvação de IAHUE) é rejeitar o verdadeiro nome do Filho.
“E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus [Yeshua] Cristo… (1Jo 3:23)
É argumentável que ao adoptar o nome ‘Jesus’ estejamos não só a obliterar o verdadeiro Nome do Filho como também o do Pai (pois o Seu Nome está nele) e, consequentemente, a transgredir o terceiro mandamento ao reduzir o Seu Nome a nada.
IAHUE atribui uma importância extrema ao Seu Nome. Esse Nome é constituido pelo próprio IAHUE como forma de fazer memória Sua ou de O mencionar para todas as gerações. Ele diz também que é zeloso do Seu Nome e que a honra e louvor que são devidas ao Seu Nome não as dará a qualquer outro Nome. Como é evidente isto não se esgota no Nome em si mas é extensível ao seu carácter e pessoa.
Diz ainda acerca de quem ensina outros nomes que são profetas do engano. Estes estão em transgressão do terceiro mandamento ao fazer com que as pessoas esqueçam o Nome de IAHUE e o troquem por outro qualquer. Estão em transgressão também do mandamento que proíbe que se adicione ou subtraia o que quer que seja à Palavra de IAHUE. IAHUE também nos diz que no milénio esta situação será corrigida quando Ele retirar das nossas bocas os nomes de Baal (o que inclui todos os falsos nomes e títulos indevidamente associados a IAHUE em substituição do Seu Nome).
Yeshua está sentado nos céus até ao tempo da restauração de todas as coisas e entre elas está, certamente, o Nome de IAHUE conforme já vimos em várias profecias.
“O qual [Yeshua] convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.” (At 3:21)
Tenhamos presente a seguinte passagem:
“…E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.” (Lc 12:48)
Se queremos restaurar nas nossas vidas aquilo que o Espírito de IAHUE nos vai revelando conforme está profetizado para o fim dos tempos tenhamos a coragem e a ousadia de restaurar o uso dos verdadeiros Nomes quer do Pai quer do Filho e assim ensinar aos homens. Se IAHUE nos concedeu esse conhecimento temos a obrigação primeiro de corrigirmos a nossa própria posição e segundo de ensinar aos outros.
“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (Tg 4:17)
Alegar como alguns fazem que se continue a empregar nomes que estão errados ou títulos no lugar dos verdadeiros Nomes para que os crentes não estranhem, é persistir no erro e é contrário à vontade de Deus que quer ser adorado em espírito e em verdade.
Pensemos em todas as vezes em que já nos enganámos no nome de alguém. O que é que fazemos depois de sermos corrigidos? Persistimos no erro? Claro que não, por uma questão de respeito para com a outra pessoa. Lembremo-nos do que foi dito atrás: IAHUE não tem em conta os tempos da ignorância. Quando nos enganamos no nome de alguém estou em crer que ninguém leva a mal quando sabe que agimos por desconhecimento mas se persistirmos no erro mesmo depois de sermos corrigidos poderemos mesmo estar a ofender a outra pessoa. Ora se isto é verdade com pessoas e com nomes desprovidos de significado, quanto mais não será com IAHUE e com o Seu Santo Nome do qual Ele é tão zeloso? A partir do momento em que lemos este trabalho já não podemos alegar ignorância.
Apesar de tudo o que já vimos, muitos poderão ainda alegar que pronunciar um nome hebraico da forma correcta é algo que apenas pode ser exigido aos que falam hebraico. Tal não é verdade. Na realidade todo e qualquer nome é transliterado para outras linguas, ou seja e como já vimos, é escrito de maneira a reter a pronunciação mais próxima da lingua original. Ariel Sharon é Ariel Sharon seja em que lingua for. Alegar que apenas os judeus deverão ou poderão pronunciar o Nome IAHUE é algo não só desprovido de lógica como contrário às Escrituras:
“6 E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem a IAHUE, para o servirem, e para amarem o nome de IAHUE, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança, 7 Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.” (Is 56:6-7)
“Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz IAHUE dos Exércitos.” (Ml 1:11)
“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel.” (At 9:15)
“Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.” (At 15:14)
Quem usa o argumento de que não é preciso aprender hebraico para ter uma relação íntima com o Seu Criador esquece três coisas:
1. Conhecer o nome da outra pessoa é algo de fundamental em qualquer relação que se pretenda íntima;
2. Aprender a pronunciar dois nomes – o do Pai e o do Filho – correctamente não é propriamente o mesmo que aprender a falar hebraico;
3. Na liturgia cristã usamos regularmente outras palavras hebraicas sem que nunca niguém tenha levantado quaisquer objecções quanto ao seu uso (e.g. Aleluia, Amén, Sheol, etc.).
Não deixa de ser curioso que Satanás tenha o seu nome virtualmente intacto em todas as línguas (apenas com pequenas variações de língua para língua) enquanto que, na grande maioria das Bíblias dos nossos dias e seja em que língua for, o Nome do Seu Autor está omisso. Não deixa de ser curioso que até os descrentes conheçam o nome do Adversário mas que os próprios crentes desconheçam o Nome do Seu Deus e único Salvador.
Este Nome Glorioso é um Nome que nos está reservado a nós também. IAHUE, ao seleccionar um povo está a construir uma família. Yeshua é intitulado o “primogénito entre muitos irmãos” (Rom. 8:29). Se Ele na qualidade de Filho herdou o Nome de Seu Pai, nós que também somos Seus Filhos herdaremos igualmente. IAHUE está a construir uma família. Se entendermos isto entenderemos as seguintes passagens e muitas mais:
“E todos os povos da terra verão que é invocado sobre ti o nome de IAHUE, e terão temor de ti.” (Dt 28:10)
“22 E falou IAHUE a Moisés, dizendo: 23 Fala a Arão, e a seus filhos dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes: 24 IAHUE te abençoe e te guarde; 25 IAHUE faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; 26 IAHUE sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.
27 Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.” (Nm 6:22-27)
82
“Porque, como o cinto está pegado aos lombos do homem, assim eu liguei a mim toda a casa de Israel, e toda a casa de Judá, diz IAHUE, para me serem por povo, e por nome, e por louvor, e por glória…” (Jr 13:11)
“Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.” (At 15:14)
“14 Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, 15 Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome,” (Ef 3:14-15)
“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.” (Ap 3:12)
82 Ver também Deut.10:8 e 18:5
“E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai.” (Ap 14:1)
“4 E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome.” (Ap 22:4)
O Nome de IAHUE deverá ser o nosso Bilhete de Identidade!
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios”. Efésios 5.15 O significado de Diná é “julgamento” ou “julgada”. Siquém, situava-se numa região montanhosa, nas colinas de Efraim. Foi em Siquém que o patriarca Abraão ergueu o primeiro altar quando chegou na Terra Prometida, vindo de Canaã, junto ao carvalho de Moré – Gn 12.6-7 Quem era Diná? • Ela era filha de Jacó e Lia – Gênesis 30.21; • Não é mencionado a autorização dos pais para que ela visitasse sozinha um outro lugar – Gênesis 34.1; • Demonstrou desejo de conhecer as outras mulheres – Gênesis 34.1 Um grave deslize • Diná é levada por Siquém e é violentada por ele – Gênesis 34.2; • Siquém apaixona-se por ela e Jacó é procurado para consentir no casamento – Gênesis 34.3-4; • Os irmãos de Diná forçam Hamor, seu filho e o povo a circuncidarem-se – Gênesis 34.15 A tragédia • No terceiro, os homens sentiam mais forte a dor – Gênesis 34.25; • Seus irmãos, Simeão e Levi, entram inesperadamente na cidade – Gênesis 34.25-26; • O massacre foi feito – Gênesis 34.26 Naturalmente, eles conseguiram matar todos os moradores com a ajuda de sua gente, ou seja, pastores e vaqueiros, como fez também Abraão quando libertou Ló – Gênesis 14.14. Jacó é afligido! • Jacó desaprovou a atitude de Simão e Levi – Gênesis 34.30; • Ele teme por si e por sua família – Gênesis 34.30; • Não demonstrou preocupação com sua filha! Os hebreus evidenciavam profundo desprezo por quem cometia o ato de violação feminina. Para que a honra fosse lavada, Simeão e Levi usaram a traição como forma de pagamento e posteriormente o massacre. Perigos do mundanismo • A amizade do mundo é inimiga de Deus – Tiago 4.4; • Minha vida tem que estar centralizada em Jesus – Colossenses 3.2; • O mundanismo destrói a influência da verdade – Mateus 13.22 O mundanismo leva à apostasia religiosa. A amizade do mundo é algo que precisa ser evitada eficazmente, mediante a santificação e renovação da mente – Romanos 12.1-1