A Bíblia segundo os imortalistas
A Bíblia segundo os imortalistas
Tiago Knox
Imortalismo é a crença sustentada por espíritas, católico-romanos e alguns grupos evangélicos, que afirma que alma é imortal e sobrevive conscientemente à morte do corpo.
Essa crença não tem fundamento bíblico. Ainda assim, muitos acreditam encontrar na Bíblia a base para essa doutrina estranha. Como eles conseguem isso?
Impondo a ideia da imortalidade da alma sobre o texto, ao invés de deixar o texto falar por si só.
Colocamos uma série de textos bíblicos que tratam do assunto. Logo abaixo de cada um, o mesmo texto é repetido, mas da forma como os imortalistas (ao menos uma boa parte deles) o interpretam. Façamos uma leitura natural, sem ideias pré-concebidas, e vejamos se é isso que o texto realmente diz, ou se eles estão indo além dele.
O que a Bíblia diz:
E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.
(Gênesis 2:7)
Como os imortalistas interpretam:
E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e então colocou uma alma imortal dentro dele.
O que a Bíblia diz:
Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.
(Ezequiel 18:4)
Como os imortalistas interpretam:
Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, não morrerá.
O que a Bíblia diz:
E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.
(Daniel 12:2)
Como os imortalistas interpretam:
E muitos corpos que dormem no pó da terra, cujas almas imortais estão no céu ou no inferno, ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.
O que a Bíblia diz:
Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás.
(Gênesis 3:19)
Como os imortalistas interpretam:
Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tua alma desencarne e teu corpo torne à terra, porque dela teu corpo foi tomado; porquanto teu corpo é pó, e ao pó tornará.
O que a Bíblia diz:
Todos vão para um lugar; todos são pó, e todos ao pó tornarão.
(Eclesiastes 3:20)
Como os imortalistas interpretam:
Todos vão para dois lugares; todos tem corpos feitos de pó e almas imortais, e todos os corpos ao pó tornarão, enquanto suas almas desencarnarão e irão para algum lugar.
O que a Bíblia diz:
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
(Eclesiastes 9:10)
Como os imortalistas interpretam:
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, mas não se preocupe tanto assim; afinal, no Seol, para onde tu vais, há obra, projeto, conhecimento e sabedoria.
O que a Bíblia diz:
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
(2 Timóteo 4:8)
Como os imortalistas interpretam:
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará quando eu morrer e minha alma imortal for para o céu; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem o dia de sua própria morte.
O que a Bíblia diz:
Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.
(João 5:28-29)
Como os imortalistas interpretam:
Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os corpos que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão para se unirem novamente às suas almas imortais vindas do céu e do inferno. Os que tiverem feito o bem, retornarão às alegrias celestiais, e os que tiverem praticado o mal, ao sofrimento em que já estavam.
O que a Bíblia diz:
Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.
(Salmos 146:4)
Como os imortalistas interpretam:
Sai-lhe o espírito, o seu corpo volta para a terra e sua alma imortal desencarna levando consigo todos os seus pensamentos.
O que a Bíblia diz:
… e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.
(Eclesiastes 12:7)
Como os imortalistas interpretam:
… e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu, e a alma imortal vá para algum lugar.
O que a Bíblia diz:
Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio;
(Salmos 115:17)
Como os imortalistas interpretam:
Os mortos louvam ao Senhor, pois já estão no céu, e lá não há silêncio;
O que a Bíblia diz:
Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.
(Eclesiastes 9:5)
Como os imortalistas interpretam:
Porque os vivos sabem que hão de morrer, e os mortos também sabem muitas coisas, eles já foram recompensados, e a sua memória está intacta.
O que a Bíblia diz:
O destino do homem é o mesmo do animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida; o homem não tem vantagem alguma sobre o animal. Nada faz sentido!
(Eclesiastes 3:19)
Como os imortalistas interpretam:
O destino do homem não é o mesmo do animal; cada um tem seu próprio destino. Do homem morre apenas o corpo, pois a sua alma imortal desencarana e segue seu destino. O fôlego de ambos é diferente. A morte deles é muito diferente. Eles não têm o mesmo fôlego de vida; o homem tem muita vantagem sobre o animal. Tudo faz sentido!
O que a Bíblia diz:
E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
(Mateus 22:31-32)
Como os imortalistas interpretam:
E, acerca da imortalidade da alma, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
O que a Bíblia diz:
Se, como homem, combati em Éfeso contra as bestas, que me aproveita isso, se os mortos não ressuscitam? Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.
(1 Coríntios 15:32)
Como os imortalistas interpretam:
Se, como homem, combati em Éfeso contra as bestas, que me aproveita isso, se a alma não é imortal? Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.
O que a Bíblia diz:
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
(1 Coríntios 15:52)
Como os imortalistas interpretam:
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os corpos mortos ressuscitarão incorruptíveis e se reunirão às suas almas imortais, e nós seremos transformados.
O que a Bíblia diz:
Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.
(João 11:21-24)
Como os imortalistas interpretam:
Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão já está no céu. Disse-lhe Marta: Eu sei que ele está no céu.
O que a Bíblia diz:
Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos.
(Lucas 14:13-14)
Como os imortalistas interpretam:
Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será quando morreres e tua alma imortal for para o céu.
O que a Bíblia diz:
E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.
(Atos 7:59-60)
Como os imortalistas interpretam:
E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe a minha alma imortal. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, foi para o céu.
O que a Bíblia diz:
Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.
(João 11:11-12)
Como os imortalistas interpretam:
Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, morreu e sua alma imortal está no céu, mas vou ressuscitar seu corpo e trazer a alma dele de volta. Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se está no céu, está salvo.
Como se pode ver, a crença na imortalidade da alma não é bíblica. Ela é tida como certa de antemão, e então imposta sobre os textos bíblicos.
Sola Scriptura!
Soli Deo Gloria!
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12 Chaves para Entender Israel na Bíblia
12 Chaves para Entender Israel na Bíblia
Quando viajo pelo mundo viajando por Bridges for Peace, eu freqüentemente ouço muitas das mesmas perguntas várias e várias vezes. Quer seja na África do Sul ou no Canadá, na Austrália ou no Brasil, no Reino Unido ou nos Estados Unidos, uma coisa que os Cristãos querem ter é um resumo das passagens chave sobre Israel e o povo Judeu. Deus tem muito a dizer sobre Seu povo da Aliança e Sua Terra, Israel.
A Terra de Israel é o único lugar na terra que Deus diz possuir em termos de propriedade que pode ser transferida (É claro, nós sabemos que o mundo inteiro é d’Ele, mas este pedaço de terra tem um relacionamento único com Ele).Sobre Israel Ele diz: “Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo” (Levítico 25.23).
O que exatamente a Bíblia diz sobre o pedaço de terra de Deus, e quem tem direito a ele?
Quando chegamos à questão Israel-Palestina dos dias modernos, as pessoas freqüentemente perguntam “Que direito exatamente têm Israel e o povo Judeu sobre essa terra?” Argumentos são continuamente apresentados relativos ao direito dos Palestinos e ao direito dos Israelenses que parecem lógicos às pessoas os apresentam. Mas uma questão básica ainda continua na mente quando ouço os muitos pontos de vista conflitantes a respeito a esse pedaço de terra: “Quem tem a definitiva autoridade para determinar os direitos quanto a esse pedaço especial de propriedade?”
A resposta bíblica a essa pergunta é que somente Deus determina os “direitos” que qualquer de nós tem. Algo é certo ou errado por causa de decreto Divino, não de sentimento humano ou de razão humana. A existência de Deus antes da criação do universo e da humanidade Lhe dá o direito de determinar nossos “direitos”.
A moralidade existe porque Deus existe. A autoridade existe porque Deus existe. E, Onipotente Deus já determinou os direitos de Israel e do povo Judeu sobre a terra que pertence a Deus e que foi cedida a eles.
Vamos olhar juntos o que Ele tem a dizer sobre a Terra de Israel, o povo que Ele escolheu para possuí-la e por que:
Chave 1: A Terra de Canaã, renomeada para Israel por Yahweh, foi dada por Deus a Abraão e seus descendentes como possessão eterna.
Em Gêneses 12:7a, nós lemos: “E apareceu Yahweh a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra”.
Em Gêneses 13:15 Ele repetiu Sua promessa quando disse: “Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre”. Ele disse a mesma coisa em Gêneses 15:18: “…à tua descendência tenho dado esta terra…”.
Chave 2: O dádiva de Deus dessa Terra para Abraão e seus descendentes foi baseada em uma aliança incondicional do próprio Deus Yahweh.
Gêneses 17:7-8 declara: “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus”.
O sinal dessa aliança para Abraão e seus descendentes era a circuncisão. Duas vezes nesta passagem, Deus menciona a natureza eterna dessa aliança. Há alguns hoje que dizem que essa aliança era condicional, que era baseada na fidelidade de Israel a Deus. A Bíblia ensina diferentemente.
Em Salmos 89:30-37 nós lemos: “Se os seus filhos deixarem a minha lei, e não andarem nos meus juízos, se profanarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos, então visitarei a sua transgressão com a vara, e a sua iniqüidade com açoites. Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade. Não quebrarei a minha aliança, não alterarei o que saiu dos meus lábios. Uma vez jurei pela minha santidade que não mentirei a Davi. A sua semente durará para sempre, e o seu trono, como o sol diante de mim. Será estabelecido para sempre como a lua e como uma testemunha fiel no céu”.
Jeremias 31:35-36 declara: “Assim diz Yahweh, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; Yahweh dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre”.
Concordamos que Deus prometeu julgar Seu povo se eles O desobedecessem. Isso é verdade para todos nós. Entretanto, não concordamos com aqueles que dizem que a desobediência de Israel os privaria de sua dádiva da terra e de seu status nacional como um povo. Deuteronômio 28 mostra que o pronunciamento por Deus de bênção ou maldição somente afetou a qualidade de vida dos Israelitas, que era condicionada à sua fidelidade. No entanto, a promessa da terra não estava baseada no desempenho de Israel, mas no juramento e no caráter de Deus – Ele não mente.
Deuteronômio 30 mostra que antes de entrarem na Terra Prometida, Ele sabia que eles violariam Seus estatutos e seriam expulsos no futuro. Ainda assim, também declara que Ele os traria de volta para a terra que Ele havia dado aos seus antepassados (veja a chave 8).
Chave 3: A Terra foi dada a Abraão e seus descendentes como parte da bênção redentora de Deus para o mundo.
Em Gêneses 12:1-3 nós lemos: “ORA, Yahweh disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.
Israel foi estabelecido no centro do mundo antigo, e todos os transportes e comunicações entre os continentes tinham que passar por seu território para alcançar os outros. Ao fazê-lo, os viajantes, mercadores e comerciantes, e até os exércitos, encontravam os Filhos de Israel.
Eles foram escolhidos para três propósitos: adorar a Deus em sua terra e mostrar ao mundo a bênção de servir o único Deus verdadeiro; receber, registrar e transmitir a Palavra de Deus (através deles nós temos a Bíblia); e finalmente, ser o canal humano para o Messias de quem recebemos a nossa Salvação. Para que Deus proteja Seus propósitos para os Filhos de Israel na Terra de Israel, Ele prometeu abençoar aqueles que abençoassem Abraão e seus descendentes e amaldiçoar quem os amaldiçoasse.
Chave 4: Essa terra não foi dada aos descendentes de Ismael (um ancestral dos povos Árabes), mas aos descendentes de Isaque.
Não tenho ressentimentos contra os filhos de Ismael, nem quero ser cruel com nossos amigos árabes. Entretanto, tenho que ser fiel ao que a Bíblia ensina. O próprio Abraão considerava Ismael como um possível descendente a quem Deus daria essa terra. Em Gêneses 17:18, Abraão disse a Deus: “Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto!” Mas a resposta de Deus foi, e é, muito clara. Em Gêneses 17:19, Deus responde a Abraão: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele”.
Deus prometeu abençoar Ismael e torná-lo uma grande nação: “E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação” (Gêneses 17:20). No entanto, a linhagem promessa da aliança em relação à Terra passaria através de Isaque, não Ismael: “…Em Isaque será chamada a tua descendência” (Hebreus 11.18).
Chave 5: Essa Terra não foi dada a outros filhos de Abraão, mas somente a Isaque.
Depois que Sara morreu, Abraão teve seis outros filhos com Quetura, bem como outros com suas concubinas, que são os ancestrais de muitos dos povos Árabes hoje. Entretanto, a aliança da Terra não era para eles: “Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque; mas aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes e, vivendo ele ainda, despediu-os do seu filho Isaque, enviando-os ao oriente, para a terra oriental” (Gêneses 25.5-6). Note que Abraão até mesmo mandou esses filhos embora da Terra de Canaã.
Chave 6: Essa Terra e a aliança foram dadas somente ao filho de Isaque, Jacó, e seus descendentes, não a Esaú e seus descendentes.
Jacó recebeu o direito de primogeniture de seu pai, Isaque. Em Gêneses 28:4, Isaque disse a Jacó: “E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão”.
Mas não foram simplesmente as palavras de seu pai Isaque que guiaram o future de Jacó. Foi uma revelação direta do próprio Deus que convenceu Jacó de seu destino. O Senhor Deus revelou a Jacó Sua mensagem sobre essa terra. Em Gêneses 28:13-15, nós lemos:
“E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; e eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado”.
De acordo com Gêneses 36:6-9, Esaú tomou seus descendentes e todas as suas posses e foi para outra terra longe de seu irmão Jacó. Esaú viveu na terra montanhosa de Seir. A Bíblia nos diz que Esaú é Edom. Isso nos diz especificamente que os descendentes de Esaú eram os Edomitas, e Israel não era sua terra. O livro de Obadias é uma proclamação de fataliidade sobre os filhos de Esaú (Edom) por sua constante perseguição dos descendentes de Jacó (Israel): “Por causa da violência feita a teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e serás exterminado para sempre” (Obadias 1:10).
Chave 7: Deus mandou Israel conquistar a Terra que Ele havia dado a eles.
Em Deuteronômio 1:8, nós lemos: “Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua descendência depois deles”. No lado leste do Rio Jordão, quando os Israelitas estavam prestes a entrar na Terra Prometida, o Senhor disse a Josué: “Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés. Desde o deserto e do Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo. Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria” (Josué 1:2-4,6).
Josué então falou ao seu povo com estas palavras: “Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós; e que certamente lançará de diante de vós aos cananeus, e aos heteus, e aos heveus, e aos perizeus, e aos girgaseus, e aos amorreus, e aos jebuseus” (Josué 3:10). Ele então lhes disse como o Senhor dividiria as águas do Rio Jordão para que pudessem passar para o outro lado. Foi isso que aconteceu e então o povo soube que Deus estava com eles, e eles conquistaram a terra, região por região, começando por Jericó.
A realidade do conflito pela terra de Israel não é nada novo e de forma alguma indica que Deus não esteja com o povo Judeu no que diz respeito à questão da terra hoje. Tenho ouvido Cristãos dizerem que Israel hoje não poderia ser parte do plano de Deus, porque há tanta guerra e conflitos que isso não poderia ser de Deus. No entanto, desde quando isso foi diferente? Por todo o Antigo Testamento, nações se levantaram para lutar contra o povo Judeu, os descendentes de Abraão, na Terra de Israel. Do momento em que Josué trouxe os Filhos de Israel para a Terra Prometida, foi uma luta para possuir a Terra. O Rei Davi estava obviamente em constante guerra com seus vizinhos, os Filisteus. Por que seria surpreendente que conflitos ainda acontecessem hoje? Os inimigos de Deus sempre lutaram contra Seus planos.
O profeta Zacarias torna bastante claro que nos últimos dias o próprio Deus fará de Jerusalém uma pedra de tropeço para as nações e as julgará por entenderem e apoiarem ou não os planos de Deus para Jerusalém e Israel. Se elas o fizerem, serão abençoadas; se não, serão destruídas: “PESO da palavra do Senhor sobre Israel: Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele. Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém. E acontecerá naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém” (Zacarias 12:1-2,9).
Chave 8: O pecado de Israel e o subseqüente exílio da Terra não mudaram seu direito divino à essa Terra dada a eles pelo Senhor em aliança.
Muitas pessoas têm dito que a promessa de Deus de dar a Israel essa terra era baseada na fidelidade de Israel às leis de Deus, e que quando eles desobedeceram e foram enviados ao cativeiro, isso anulou a promessa de Deus. A Bíblia ensina diferente. Em Levítico 26.40-45, lemos que Deus puniria Israel por sua desobediência e os enviaria ao cativeiro. Mas, de acordo com os versos 44-45, Deus os trará de volta:
“E, demais disto também, estando eles na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei nem me enfadarei deles, para consumi-los e invalidar a minha aliança com eles, porque eu sou o Senhor seu Deus. Antes por amor deles me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos dos gentios, para lhes ser por Deus. Eu sou o Senhor” Em Deuteronômio 30:3-5, Deus promete: “Então o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou Yahweh teu Deus. Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu, desde ali te ajuntará o Senhor teu Deus, e te tomará dali; E o Senhor teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais”.
Amós 9:14-15 troveja estas palavras marcantes: “E trarei do cativeiro meu povo Israel, e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E plantá-los-ei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus”.
Alguns oponentes ao direito de Israel à terra dizem que esses versos foram cumpridos quando os Judeus retornaram do cativeiro Babilônico. Entretanto, sabemos que há outros exílios e reuniões também. Ainda assim, Amós fala de um retorno à sua antiga terra, Israel, de uma vez por todas, quando diz “…e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus” (Amós 9:15). Isso nunca aconteceu na história e muitos crêem que esse retorno a Israel é o retorno final que culminará na vinda do Messias.
Chave 9: O nome dessa terra não é Palestina, mas Israel.
Dois mil e quinhentos anos atrás, o profeta Ezequiel falou da restauração de Israel a sua terra nos últimos dias. Ezequiel falou de ossos secos voltando à vida. Nunca antes na história uma nação foi destruída e espalhada por todo o mundo e então trazida de volta à vida. É um milagre e um cumprimento da profecia Bíblica. Lemos em Ezequiel 37:11-12:
“Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados. Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz Yahweh Deus: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de ISRAEL”.
Note que o nome daquela terra é ISRAEL, a terra que é tão freqüentemente chamada de “terra de Canaã” na Bíblia. Deus diz que nos últimos dias ela será chamada de ISRAEL.
O nome Palestina era um nome regional que foi imposto à área pelo Imperador Romano, Adriano, que suprimiu a Segunda Revolta Judaica em 135 AD. Ele estava tão irado com os Judeus que queria humilhá-los e enfatizar que a nação Judaica tinha perdido seu direito a uma terra natal sob a dominação Romana. O nome Palestina era originalmente um adjetivo derivado de Filistia, os arquiinimigos de Israel 1000 anos antes. Adriano também mudou o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina segundo o nome de sua família, Aelia. Ele também proibiu os Judeus de entrarem na cidade, exceto no nono mês hebraico, Av, para lamentar sua destruição. Como ele era considerado um deus no Império Romano, esta foi sua tentativa de quebrar a aliança de Deus entre o povo Judeu e sua terra. Isso efetivamente declarou sua autoridade pagã sobre Jerusalém, que havia sido o lugar da presença do Deus de Israel. Até hoje, o nome Palestina voa na face de Israel e toda a questão pode ser fervida a uma batalha religiosa (espiritual) por uma terra cujo destino será decidido pelo Deus da Bíblia, já que esta é Sua terra (Levítico 25:23).
Yeshua (Jesus), ao descrever os sinais do fim dos tempos, disse: “… Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (Lucas 21:24b). Do tempo de Adriano até 1967, Jerusalém foi controlada por Gentios. Ela está agora de volta às mãos do povo Judeu, o que é um sinal de que o Messias está prestes a vir para Sião.
Chave 10: O estrangeiro (aqueles fora da aliança) viverá entre vós e será tratado com respeito.
“E edificarão (o povo da aliança de Deus) os lugares antigamente assolados, e restaurarão os anteriormente destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração. E haverá estrangeiros, que apascentarão os vossos rebanhos; e estranhos serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros” (Isaías 61:4-5). “Mas, se deveras melhorardes os vossos caminhos e as vossas obras; se deveras praticardes o juízo entre um homem e o seu próximo; se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal, eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre” (Jeremias 7:5-7).
O “estrangeiro” nesses versos incluiriam os Árabes Palestinos e outros povos não Judeus que vivem na terra. Eles receberiam uma benção por viver e trabalhar na Terra de Israel, não na Terra da Palestina. Por outro lado, Israel deveria tratá-los com respeito. Por outro lado ainda, eles têm a responsabilidade de viver em paz, habitando sob as leis da terra, reconhecendo a soberania daqueles a quem ela pertence.
Isso é o que Moisés pensou: “Um mesmo estatuto haja para vós, ó congregação (de Israel), e para o estrangeiro que entre vós peregrina, por estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós, assim será o peregrino perante o Senhor. Uma mesma lei e um mesmo direito haverá para vós e para o estrangeiro que peregrina convosco” (Números 15:15,16).
Quando esse relacionamento é quebrado, como tem acontecido hoje, então a crise se segue. As Escrituras têm muito mais a dizer sobre a Terra na profecia, inclusive o fato de que Israel passará por muitos outros testes antes que o Messias venha para totalmente restaurar Israel como o cabeça de todas as nações.
Chave 11: O retorno do povo Judeu no final dos dias será iniciado por Deus, e seu retorno sinalizará a restauração de uma terra estéril e destruída.
O profeta Isaías falou do plano de Deus de trazer Seu povo de volta a Israel, dizendo: “E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra” (Isaías 11:12).
Quando os Judeus começaram a voltar das nações do mundo ao final do século passado, a terra estava estéril e esparsamente habitada. Nos anos 1860, o autor Mark Twain viajou no que era então uma atrasada região do Império Turco-Otomano, chamada de Palestina, e descreveu a terra, desta forma: “Em lugar algum da devastação ao redor havia um metro de sombra”. Ele chamou a terra de “uma terra assoladora, nua, sem árvores”. Sobre a Galiléia ele disse: “Não há orvalho, nem flores, nem pássaros, nem árvores. Há uma planície e um lago sem sombras, e além deles algumas montanhas estéreis”. Seu resumo da Palestina: “De todas as terras que existem com cenário espantoso, Eu acho que a Palestina deve ser a princesa. Os motes são estéreis, de uma cor maçante, pouco pitorescos na forma. É uma terra inútil, deprimente, desolada”.
A descrição se encaixa na profecia de Ezequiel das “montanhas estéreis de Israel” em Ezequiel 36:1-7. Entretanto, Ezequiel segue dizendo: “Mas vós, ó montes de Israel, produzireis os vossos ramos, e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel; porque estão prestes a vir. Porque eis que eu estou convosco, e eu me voltarei para vós, e sereis lavrados e semeados. E multiplicarei homens sobre vós, a toda a casa de Israel, a toda ela; e as cidades serão habitadas, e os lugares devastados serão edificados. E multiplicarei homens e animais sobre vós, e eles se multiplicarão, e frutificarão. E farei com que sejais habitados como dantes e vos tratarei melhor que nos vossos princípios; e sabereis que eu sou o Senhor. E farei andar sobre vós homens, o meu povo de Israel; eles te possuirão, e serás a sua herança, e nunca mais os desfilharás” (Ezequiel 36:8-12).
Verdadeiramente, o retorno dos Judeus de mais de 100 nações do mundo é um milagre dos dias modernos. Grandes ondas de imigrantes começaram a chegar nos anos 1880. Desde aqueles primeiros dias, os desertos têm sido reflorestados, aos campos rochosos tornados férteis, os pântanos drenados e plantados, os antigos terraços reconstruídos e as arruinadas antigas cidades restabelecidas. Israel é agora uma nação com mais de seis milhões de pessoas que exporta alimentos, que alardeia altos índices de erudição, saúde, educação e bem estar, alta tecnologia e desenvolvimento agrícola.
Chave 12: As Nações farão parte do retorno do povo e da restauração da terra.
O profeta Isaías de Israel disse: “LEVANTA-TE, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti… Certamente as ilhas me aguardarão, e primeiro os navios de Társis, para trazer teus filhos de longe, e com eles a sua prata e o seu ouro, para o nome do Senhor teu Deus, e para o Santo de Israel, porquanto ele te glorificou. E os filhos dos estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão; porque no meu furor te feri, mas na minha benignidade tive misericórdia de ti. E as tuas portas estarão abertas de contínuo, nem de dia nem de noite se fecharão; para que tragam a ti as riquezas dos gentios, e, conduzidos com elas, os seus reis. Porque a nação e o reino que não te servirem perecerão; sim, essas nações serão de todo assoladas” (Isaías 60:1,9-12).
Em Romanos 11:11-14, Paulo ensina a nós Cristãos que somos enxertados na oliveira, que são as alianças, promessas e esperanças de Israel. Nós não sustentamos a árvore, mas ela nos sustenta, então não deveríamos nos jactar contra o Seu povo, Israel. No verso 28, ele nos diz que eles são amados por causa dos patriarcas. Sem a fidelidade do povo Judeu em Israel, nós não teríamos nosso exemplo, nossa Bíblia, nosso Yeshua ou nossa Salvação. Portanto, ele conclui que eles receberão “misericórdia pela misericórdia [de Deus] a vós demonstrada” (Romanos 11:31).
Paulo ensina a nós Cristãos que temos um débito a pagar para com o povo Judeu, abençoando-os de maneiras tangíveis.
Romanos 15:27 diz claramente: “Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais”. Quão mais direto Deus pode ser com relação à nossa relação Cristã com Israel e com o povo Judeu?
O Que Isso Significa Para Nós?
O dia da restauração total de Israel está próximo. O Messias tornará isso possível e viveremos todos em paz. Até que ele venha, nós, que cremos que a Bíblia seja a Palavra de Deus e que todas as promessas de Deus se cumprirão, devemos apoiar o direito de Israel à sua terra. É um direito divino. Somos pacientes com aqueles que não crêem na Bíblia nem aceitam o direito de Israel à terra. Ainda assim, com amor por todos, devemos apoiar fortemente o direito de Israel. Não podemos fazer diferente e ter a consciência limpa. Não podemos dizer de um lado que cremos que há um Deus que revelou Sua perfeita vontade em Suas Santas Escrituras e, por outro lado, negar a Israel seu direto à terra que Deus lhe prometeu.
Nosso compromisso com Israel foi escrito pelo Salmista há muito tempo no Salmo 102:13: “Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou”. Este é esse tempo.
Novamente o Salmista nos exorta: “Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Paz esteja em ti. Por causa da casa de Yahweh nosso Deus, buscarei o teu bem” (Salmo 122:6-9).
Por Clarence H. Wagner Jr.
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A IMPORTÂNCIA DO NOME SAGRADO YAHWEH NAS ESCRITURAS
A IMPORTÂNCIA DO NOME SAGRADO YAHWEH NAS ESCRITURAS HEBRAICAS
AS ESCRITURAS ENFATIZAM O NOME CELESTIAL !
“EU SOU YAHWEH;êste é o Meu Nome;a Minha Glória,pois,a outrem não a darei,nem o Meu Louvor às imagens esculpidas”.
(Isaías 42:8).
“Para que saibam que TU,a Quem só pertence o Nome de Yahweh,és o Altíssimo sôbre tôda a Terra”.
(Salmos 83:18).
“Portanto o Meu Povo saberá o Meu Nome;portanto saberá naquele dia que SOU EU O que falo; Eis-me
aqui” (Isaías 52:6).
“E os vossos olhos O verão,e direis:’Engrandecido seja YAHWEH ainda além dos têrmos de Israel’.
“O filho honra o pai,e o servo a seu amo; se EU,pois,Sou Pai,onde está a Minha honra? E se Eu Sou
Soberano onde está o temor de MIM? diz Yahweh dos Exércitos a vós,oh! sacerdotes,que desprezais o Meu
Nome.
E vós dizeis:Em que temos nós desprezado o Teu Nome?”.
(Malaquias 1:5,6)-
“Portanto,vós orareis assim:’PAI NOSSO,QUE ESTÁS NOS CÉUS,SANTIFICADO SEJA O TEU NOME”
(Mateus 6:9).
“EU glorifiquei-te na Terra,tendo consumado a obra que me deste a fazer”.
“Manifestei o Teu Nome aos homens que do Mundo me deste:eram Teus,e Tu mos deste,e guardaram a
Tua Palavra”.
“E EU já não estou mais no Mundo,e vou para TI,Pai Santo,guarda em Teu Nome aquêles,para que sejam
UM,assim como nós”.
“Estando EU com êles no Mundo,guardava-os em Teu Nome…”.
“E EU lhes fiz conhecer o Teu Nome,e lho farei conhecer mais para que o Amor com que me tens amado
esteja neles e EU neles esteja”
(João 17:4,6,11,12,26).
O NOME SAGRADO YAHWEH É PARA TÔDA A TERRA
“Fêz,pois,Yahweh isso no dia seguinte;e todo o gado dos egípcios morreu,porém o gado dos filhos de
Israel não morreu nenhum”.
(Êxodo 9:6).
“Um Altar de terra Me farás,e sôbre êle sacrificarás os teus holocaustos,e as tuas ofertas pacíficas,as tuas
ovelhas e os teus bois.Em todo o lugar em que EU fizer recordar o Meu Nome,virei a ti e te abençoarei”.
(Êxodo 20:24)
“Ouve do Céu,lugar da Tua Habitação,e faze conforme tudo o que o estrangeiro a Ti clamar,a fim de que
todos os povos da Terra conheçam o Teu Nome,e te temam como o Teu Povo Israel,e saibam que pelo
Teu Nome é chamada esta Casa que edifiquei”.
(I Reis 8:43).
“Mas desde o Nascente do sol até ao Poente é grande entre as nações o Meu Nome;e em todo o lugar se
oferece ao Meu Nome incenso,e uma oblação pura;porque o Meu Nome é grande entre as nações,diz
Yahweh dos Exércitos”.
“Mas seja maldito o enganador que,tendo um animal macho no seu rebanho,o vota,e sacrifica a Yahweh o
que tem mácula;porque EU SOU grande REI,diz Yahweh dos Exércitos,e o Meu Nome é temível entre as
nações”. (Malaquias 1:11,14).
O RESPEITO E O USO DO NOME CELESTIAL
“Porque proclamarei o Nome de Yahweh;engrandecei o nosso Todo-Poderoso”.
(Deut.32:3).
“Dai a Yahweh a Glória devida ao Seu Nome;trazei oferendas,e entrai em Seus átrios”.
(Sal.96:8).
“Engrandecei a Yahweh comigo,e juntos exaltemos o Seu Nome”.
(Sal.34:3).
“Assim cantarei Salmos ao Teu Nome perpétuamente,para pagar os meus votos de dia em dia”.
(Sal.61:8).
“Bom é louvar a Yahweh,e cantar louvores ao teu Nome,oh! Altíssimo”.
(Sal.92:1).
“É ÊLE que perdoa tôdas as tuas iniquidades,e sara tôdas as tuas enfermidades”.
(Sal.103:3)-
“Não a nós,oh! Yahweh,não a nós,mas ao Teu Nome dá Glória,por amor da Tua Benignidade e da Tua
Verdade” (Sal.115:1).
“Tomarei o cálice da Salvação,e invocarei o Nome de Yahweh”.
“Oferecer-TE-ei sacrifícios de louvor,e invocarei o Nome de Yahweh”.
(Sal.116:13,17).
“Portanto ofereçamos sempre por ÊLE a YAHWEH sacrifício de louvor,isto é,o fruto dos lábios que
confessam o Seu Nome”. (Hebreus 13:15).
O NOME REPRESENTA A PESSOA
“YAHWEH te oiça no dia da angústia: o Nome do Todo-Poderoso de Jacob te proteja”.
“Nós nos alegraremos pela Tua Salvação,en Nome do nosso Todo-Poderoso arvoraremos pendões;
satisfaça YAHWEH tôdas as tuas petições”.
(Sal.20:1,5).
“A quem vencer,EU o farei coluna no Templo do meu Todo-Poderoso,dêle nunca sairá;e escreverei sôbre
êle o Nome do meu Todo-Poderoso.e o Nome da Cidade do meu Todo-Poderoso,a Nova Jerusalém,que
desce do Céu do meu Todo-Poderoso,e também o Meu Novo Nome”.
(Rev.3:12).
“E olhei,e eis que estava o Cordeiro sôbre o Monte de Sião,e com ÊLE cento e quarenta e quatro mil,que
em suas testas tinham escrito o Nome d’ÊLE e o de Seu Pai”.
(Rev.14:1).
“Bem-aventurados aquêles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro,para que tenham direito
à Árvore da Vida,e possam entrar na Cidade pelas portas”.
(Rev.22:14).
BÊNÇÃOS POR INVOCAR O NOME SAGRADO YAHWEH
“Êle Me invocará,e EU lhe responderei:estarei com êle na angústia: livrá-lo-ei e o glorificarei”.
(Sal.91:15).
“Refrigera a minha alma;guia-me pelas veredas da Justiça,por amor do Seu Nome”.
(Sal.23:3).
“Pois n’ÊLE se alegra o nosso coração,porquanto temos confiado no Seu Santo Nome”.
(Sal.33:21).
“Tôrre forte é o Nome de YAHWEH,para ela corre o justo,e está seguro”.
(Prov.18:10).
“E aos estrangeiros que se unirem a YAHWEH,para O servirem,e para amarem o Nome de YAHWEH,
sendo dêste modo servos seus,todos os que guardarem o Sábado,não o profanando,e os que abraçarem
o Meu Pacto.
“Sim,a êsses os levarei ao Meu Santo Monte,e os alegrarei na Minha Casa de Oração;os seus holocaustos e
os seus sacrifícios serão aceitos no Meu Altar;porque a Minha Casa será chamada Casa de Oração para
todos os povos”.
(Isaías 56:6,7).
Então aquêles que temiam a YAHWEH falaram uns aos outros;e YAHWEH atentou e ouviu,e um Memorial
foi escrito diante d’ÊLE,para os que temiam a YAHWEH,e para os que se lembravam do Seu Npme”.
(Mal.3:16).
“Mas para vós,os que temeis o Meu Nome,nascerá o sol da Justiça,trazendo curas nas suas asas;e vós
saireis e saltareis como bezerros da estrebaria”.
(Mal.4:2)
“E há-de ser que todo aquêle que INVOCAR o Nome de YAHWEH será salvo;pois no Monte de Sião e em
Jerusalém estarão os que escaparem,como disse YAHWEH,e entre os sobreviventes aquêles que YAHWEH
chamar”. (Joel 2:32).
“Porquanto não há diferença entre Judeu e Grego:porque UM mesmo é o Soberano de todos,rico para com
todos os que O INVOCAM”.
“Porque todo aquêle que INVOCAR o Nome de Yahweh será salvo”.
( Rom.10:12,13).
CALAMIDADES POR ESQUECER O NOME CELESTIAL
“Se nós esquecemos o Nome do nosso Todo-Poderoso,e estendemos as nossas mãos para um ídolo.
21-“Porventura não conhecerá YAHWEH isso? Pois ÊLE sabe os segrêdos do coração-
22-Sim,por amor de TI,somos mortos todo o dia,somos reputados como ovelhas para o matadouro”.
23-Desperta! Por que dormes,oh! YAHWEH? Não nos rejeites para sempre.
24-“Por que escondes a Tua Face,e Te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão ? “.
(Sal.44:20-24).
“Nos profetas de Samaria bem vi EU insensatez:profetizavam da parte de Baal,e faziam errar o povo de Israel”.
“Os quais cuidam fazer com que o Meu Povo se esqueça do Meu Nome pelos seus sonhos que cada um conta
ao seu próximo,assim como seus pais se esqueceram do Meu Nome por causa de Baal.
“Eis que EU SOU contra os que profetizam sonhos mentirosos,diz Yahweh, e os contam,e fazem errar o Meu
Povo com as suas mentiras e com a sua vã jactância;pois EU não os enviei,nem lhes dei ordem;e êles não
trazem proveito algum a êste povo,diz Yahweh”.
(Jer.23:13,27,32).
“Agora,oh! sacerdotes,êste Mandamento é para vós.
“Se não ouvirdes,e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao Meu Nome,diz Yahweh dos Exércitos,
enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas Bênçãos;e já as tenho amaldiçoado,porque não aplicais
a isso o vosso coração”.
(Mal.2:1,2).
“Pois os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento,e da sua bôca devem os homens procurar a
instrução,porque êle é o mensageiro de Yahweh dos Exércitos”.
(Mal.2:7,8).
“Se,porém,não ouvires a Voz de YAHWEH,teu Todo-Poderoso,se não cuidares em cumprir todos os Seus
Mandamentos e os Seus Estatutos,que eu hoje te ordeno,virão sôbre ti tôdas estas maldições,e te alcançarão”. (Deut.28:15).
É NECESSÁRIO UMA DECISÃO CORAJOSA !
“E Elias se chegou a todo o povo,e disse:Até quando coxeareis entre dois pensamentos?
Se Yahweh é Todo-Poderoso,segui-O;mas se Baal,segui-o. O povo,porém,não lhe respondeu nada”.
(I R.18:21).
“Mas,se vos parece mal o servirdes a Yahweh,escolhei hoje a quem haveis de servir,se aos ídolos a quem
serviram vossos pais,que estavam além do Rio,ou aos ídolos dos amorreus,em cuja terra habitais.
PORÉM EU E A MINHA CASA SERVIREMOS A YAHWEH”.
(Jos.24:15)
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Autor: YOSIYAHU
Publicado pela Assembleia de Yahweh Internacional de Porto Rico.
Site www.asambleadeyahweh.com
Tradução por Boner Daleoni – Moita – Portugal
Tags:ESCRITURAS
A Invenção do Ensino do Arrebatamento Pré-Tribulacionista- Visão Calvinista
A Invenção do Ensino do Arrebatamento Pré-Tribulacionista- Visão Calvinista
“Sempre que o cristão encontra uma doutrina que não foi ensinada por alguém de qualquer ramo da igreja de Cristo durante os dezoito séculos passados, ele deveria ter muita suspeita de tal ensino. Esse fato em e por si mesmo não prova que o novo ensino é falso. Mas, deveria definitivamente levantar suspeitas, pois se algo é ensinado na Escritura, não é absurdo esperar que ao menos uns poucos teólogos e exegetas tenham descoberto isso antes.
O ensino de um arrebatamento secreto pré-tribulacional é uma doutrina que nunca existiu antes de 1830. O arrebatamento pré-tribulacional veio à existência mediante uma exegese cuidadosa da Escritura? Não!
A primeira pessoa a ensinar a doutrina foi uma jovem chamada Margaret Macdonald. Margaret não era teóloga nem expositora bíblica, mas uma profetiza da seita Irvingita (a Igreja Católica Apostólica).
O jornalista cristão Dave MacPherson escreveu um livro sobre o assunto da origem do arrebatamento secreto. Ele escreve: “Temos visto que uma jovem escocesa chamada Margaret Macdonald teve uma revelação particular em Port Glasgow, Escócia, no começo de 1830, de que um grupo seleto de cristãos seria capturado para encontrar Cristo nos ares, antes dos dias do Anticristo.
Uma testemunha ocular, Robert Norton M.D., preservou o relato escrito a mão por ela da sua revelação de um arrebatamento pré-tribulacional em dois de seus livros, e disse que foi a primeira vez que alguém dividiu a segunda vinda em duas partes ou estágios distintos. Seus escritos, juntamente com muitas outras literaturas da Igreja Católica Apostólica, ficaram escondidos por muitas décadas do pensamento evangélico dominante, e apenas recentemente reapareceram.
As visões de Margaret eram bem conhecidas por aqueles que visitavam sua casa, entre eles John Darby dos Irmãos. Dentro de poucos meses sua concepção profética distintiva foi refletida na edição de setembro de 1830 do The Morning Watch e na primeira assembléia dos Irmãos em Plymouth, Inglaterra.
Os primeiros discípulos da interpretação pré-tribulacionista freqüentemente a chamavam de
uma “nova doutrina”.
John Nelson Darby (1800-1882), que foi o líder do movimento Irmãos e “pai do Dispensacionalismo moderno”, tomou o novo ensino de Margaret Macdonald sobre o arrebatamento, fez algumas mudanças (ela ensinava um arrebatamento parcial de crentes, enquanto ele ensinava que todos os crentes seriam arrebatados) e incorporou-o em seu entendimento dispensacionalista da Escritura e profecia. Darby gastaria o resto de sua vida falando, escrevendo e viajando para espalhar a nova teoria do arrebatamento.
Os Irmãos de Plymouth admitiam abertamente e até mesmo se orgulhavam do fato que entre os seus ensinos estavam alguns totalmente novos, que nunca tinham sido ensinados pelos pais da igreja, escolásticos medievais, reformadores protestantes e muitos outros comentaristas.
Porém, o maior responsável pela ampla aceitação do pré-tribulacionismo e dispensacionalismo entre os evangélicos foi Cyrus Ingerson Scofield (1843-1921). C. I. Scofield publicou sua Bíblia de Referência Scofield em 1909. Essa Bíblia, que expunha as doutrinas de Darby em suas notas, se tornou muito popular em círculos fundamentalistas.
Na mente de muitos – professores da Bíblia, pastores fundamentalistas e multidões de cristãos professos – as notas de Scofield eram praticamente igualadas à própria palavra de Deus.
Se uma pessoa não aderia ao esquema dispensacionalista e pré-tribulacional, ele ou ela seria quase que automaticamente rotulado de modernista.
Hoje existe uma abundância de livros advogando a teoria do arrebatamento pré-tribulacional e o entendimento dispensacionalista dos fins dos tempos. Aliado ao fato que entre os cristãos professos o arrebatamento pré-tribulacional é freneticamente popular.
Porém, uma comparação dessa teoria com os argumentos oferecidos pela Bíblia demonstra a falácia dessa falsa doutrina.”
Postado por Pr Aniel Cruz
Tags:Calvinismo
“obras da lei” em Galatas 3
“obras da lei” em Galatas 3
O insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Yahshua HaMashiach foi evidenciado, crucificado, entre vós? Gálatas 3:1 Qual é a verdade? Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 De onde o Mashiach tirou isto que a palavra é a verdade? A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade. Salmos 119:142 A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre. Salmos 119:160 Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Gálatas 3:2-3 O que é receber o Espírito segundo Ezequiel 36:37 e Jeremias 31? E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ezequiel 36:26 E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis. Ezequiel 36:27 Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz Yahweh: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Jeremias 31:33 Então, qual vai ser a consequência de receber ao Espírito? Ter a Toráh Escrita no coração. Então a pergunta é: Como foi que recebemos o Espírito? Pelas obras da lei ? E o que são as obras da lei da qual Paulo esta falando aqui? A Tradição Oral, ou seja, Paulo esta dizendo aos Gálatas: Vocês estavam bem observantes ai neste religião e foi ai que recebeste o Espírito, ou foi pela pregação da fé? E o que significa fé? Emunah é Crer, confiar e obedecer, ou seja, Fé é escutar com fidelidade, escutaste a Palavra Escrita, escutaste a Palavra profética, escutaste aos profetas. Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Gálatas 3:3 O que foi que o Mashiach disse em João 6:63 que era as palavras que ele falava? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. João 6:63 Será que as palavras do Mashiach era dele mesmo? Yahshua lhes respondeu, e disse: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. João 7:16 Então, vejam como esta confundida as mentes pelo que tem feito a teologia crista, porque eles pensam que o Espírito é contrário a Palavra, e eles usam aquele texto que Paulo disse: A letra mata, mais o Espírito vivifica. Ou seja, para a teologia a letra que mata é o equivalente a Toráh, a Lei de Elohim isto é quem vai matar a pessoa, porém o Espírito te vivifica. Isto ensina a teologia cristã. Porém o que é viver no Espírito? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. João 6:63 A Lei a Toráh é espiritual disse Paulo: Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Romanos 7:14 Ou seja, a Toráh é espiritual e nós somos carnais. Então andar no Espírito o que significa? Significa andar em sua Palavra, e andar na carne o que é? É andar em minhas próprias ideias. Por isto Paulo disse aqui em Galatas Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito (Por sua palavras que veio do céu), acabeis agora pela carne? Gálatas 3:3 Ou seja, Paulo esta dizendo que os Gálatas começaram com a Palavra que desceu do Céu e agora esta acabando pela carne, ou seja, pelas interpretações humanas. Então qual é a letra que te mata, que nos mata? Será a Palavra de Elohim, porque a própria Bíblia diz que a Palavra de Elohim é quem nos dá vida, então qual é a letra, a palavra que nos mata? As palavras dos homens quem nos mata, nossos próprios caminhos quem vai nos matar, porém a Lei do Eterno não vai te matar, pelo contrario, a Toráh é o caminho que nos vai dar a vida. Tu, porém, fica-te aqui comigo, para que eu a ti te diga todos os mandamentos, e estatutos, e juízos, que tu lhes hás de ensinar, para que cumpram na terra que eu lhes darei para possuí-la. Deuteronômio 5:31 Olhai, pois, que façais como vos mandou Yahweh vosso Elohim; não vos desviareis, nem para a direita nem para a esquerda. Deuteronômio 5:32 Andareis em todo o caminho que vos manda Yahweh vosso Elohim, para que vivais e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir. Deuteronômio 5:33 E o que é a vida? Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou Yahweh vosso Elohim para ensinar-vos, para que os cumprísseis na terra a que passais a possuir; Para que temas a Yahweh teu Elohim, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. Deuteronômio 6:1-2 Entende agora porque Yahshua disse ser o Caminho, a Verdade e a Vida? Porque Ele é a expressão dos mandamentos feitos em carne, Ele é a Toráh vivente, Ele é quem nos aponta para obedecer a Toráh. Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Gálatas 3:4 Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé? Gálatas 3:5 Outra vez este dilema, obras da lei que significa, instruções, tradições Oral, religiosidade, legalismo, ou pelo ouvir a Palavra com Fidelidade, ou seja, ser fiel ao que diz toda a Bíblia? Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam. Lucas 8:21 Quem disse isto foi o próprio Mashiach. Em outras palavras o Mashiach estava dizendo que sua família ao os que ouvem a Palavra do Eterno e a executam. Quais foram as palavras do povo de Yisrael quando o Eterno os levou ao Monte Sinai e lhes vai entregar a Toráh, o que disseram eles? Tudo pois quanto o Eternos nos disse, faremos, ou seja, eles tinham a intenção, porém não fizeram, então eles disseram: Na’aseh V’Neshmah (Tudo que Yahweh nos disse, assim escutaremos e faremos) e é o mesmo o que disse o Mashiach: Os que ouvem as minhas palavras e as praticam, verdeiramente são meus discípulos. Ou seja, tem que ouvi e colocar em praticas. Também o próprio Paulo em Romanos disse: Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Elohim, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Romanos 2:13. Assim como Abraão creu em Elohim, e isso lhe foi imputado como justiça. Gálatas 3:6 Acaso Abraão ouviu e não fez nada? Abraão fez algo Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Gálatas 3:7 As vezes o conceito de fé é manejado como algo, subjetivo,algo ambíguo é que não produz nenhum fruto em si, ou uma obra em si, porém recordemos que a suma da Palavra do Eterno é Verdade, e aqui Paulo disse isto acerca da fé, porém Tiago amplia dizendo que a fé sem obras é morta. Então Paulo diz aqui no verso 6 que os que são da fé, e já sabemos o que significa fé é Fidelidade a Verdade, então. Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Gálatas 3:7 Ora, tendo a Escritura previsto que Elohim havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. Gálatas 3:8 De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. Gálatas 3:9 Então, o que significa os da fé? Uma vez mais, são o da fidelidade, então vamos saber o que disse as Escritura acerca de Abraão em Gênesis 18:19 para agente ver qual foi a fé de Abraão Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho de Yahweh, para agir com justiça e juízo; para que Yahweh faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado. Gênesis 18:19 E o que é o Caminho segundo já vimos em Deuteronômio 5:31-32-33? Tu, porém, fica-te aqui comigo, para que eu a ti te diga todos os mandamentos, e estatutos, e juízos, que tu lhes hás de ensinar, para que cumpram na terra que eu lhes darei para possuí-la. Deuteronômio 5:31 Olhai, pois, que façais como vos mandou Yahwehvosso Elohim; não vos desviareis, nem para a direita nem para a esquerda. Deuteronômio 5:32 Andareis em todo o caminho que vos manda Yahweh vosso Elohim, para que vivais e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir. Deuteronômio 5:33 Então qual é o caminho a Toráh. então em Gênesis 18:19 disse: Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho de Yahweh, para agir com justiça e juízo; para que Yahweh faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado. Gênesis 18:19 Então o que é que Abraão vai ensinar a seus filhos? Que guardem o caminho que é a Toráh, que são as instruções, o Caminho é o que veio ensinar Yeshua, e por isto ele disse: Eu sou o Caminho a Verdade a Vida. Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho de Yahweh, para agir com justiça e juízo; para que Yahweh faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado. Gênesis 18:19 E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra; Gênesis 26:4 Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis. Gênesis 26:5 Aqui estar o porque o Eterno prometeu isto a Avraham. Ai alguém pode perguntar: quais lei e mandamentos são estes, se a Toráh foi dada 430 anos depois, então quais são estes estatutos, e mandamentos e leis? Isto nos resulta que desde Adão o Eterno já tinha começado a dar instruções, e na época de Noé deu mais instruções, e o Eterno seguiu dando mais instruções até que chegou a época de Avraham já para que nesta época de Avraham o Eterno já tinha revelado a descendência de Adam, de Sete e chegará até Noé, e havia uma semente, uma linha que iria passar por todos eles até Abraão Isaque e Jacó, os profetas até chegar ao Messias. Então, esta linha vai ser o transmissor da Palavra do Eterno que na época de Moisés estas instruções simplesmente foram postas por escrito. Porém já na época de Noé lhe foi dito os animais que eles tinha que colocar na arca, que ele colocasse certas quantidades de animais impuros e certa quantidade de animais limpos, porém como é que Noé sabia disto, se a Lei disse isto vários anos depois dele? Como é possível? Pois bem, a Toráh já existia e o que aconteceu na época de Moisés ali no Monte Sinai foi simplesmente colocar o que já existia por escrito, porque na de Abraão ele já conhecia estas leis. Então, porque foi que o Eterno abençoou a Avraham? Porque o Eterno o escolheu e disse que iria abençoar sua descendência? Porque Abraão ouviu e praticou. Assim que se nós ouvimos e fazemos, então não temos diferencia nenhum com Avraham porque? Porque estamos fazendo o mesmo. Porém se uma pessoa ouve e não pratica, e sim faz o que as religiões dos homens disse, então esta pessoa não é semente de Avraham, não é filho, porque o que foi qe fez Avraham? Deixou sua terra, sua parentela, deixou tudo para seguir a voz do Eterno. Todos aqueles, pois, que são das obras da lei (מַעֲשֵׂי הַתּוֹרָה “Maasei haToráh) estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10 Será que estar tratando de obedecer a Lei de Moisés estamos debaixo da maldição? Porque em Deuteronômio disse: E será que, se ouvires a voz de Yahweh teu Poderoso, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, Yahweh teu Poderoso te exaltará sobre todas as nações da terra.E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz de Yahweh teu Poderoso; Deuteronômio 28:1-2 Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz de Yahweh teu Poderoso, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão: Deuteronômio 28:15 Ou seja, aqui esta dizendo que os que guardam serão benditos, e os que não guardam serão malditos, e como pode se dizer que guardar a Toráh é estar debaixo da maldição? Se em Deuteronômio 28 disse que será bendito todos aqueles que guardar todos os seus mandamentos, porém se não obedecer, vem uma lista de maldições. Então, como é possível que Paulo esteja dizendo aqui em Gálatas que estar tratando de guardar vai estar debaixo da maldição, como se explicar isto? Muito fácil, porque Paulo esta aqui outra vez falando das Obras da lei, as leis dos homens. Toda este confusão é devido a má interpretação dos cristão das Escrituras e por não conhecer a cultura do povo de Yisrael. Se você não conhece estas coisas, automaticamente você vai pensar que Paulo esta se referindo a Toráh (Lei) que foi dada a Moisés, então Paulo está contradizendo a Moisés, porque Moisés disse: Porquanto te ordeno hoje que ames a Yahweh teu Elohim, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas. Deuteronômio 30:16 E aqui vem Paulo dizendo, não se fizeres estas coisas vocês estão debaixo da maldição, então como é isto? Porém ao menos que entendas o que são as obras da lei, a menos que entenda que o termino “Obras da lei” (Maasei háTorah) é um término jurídico que usam os rabinos para se referir-se ao Halachá ou seja, a Tradição Oral. Então, se uma pessoa depende das Tradições Rabinicas como meio da salvação, então de nada de aproveitará a Halachá do Mashiach, ou seja, os ensinamentos de Yahshua, ou a pessoa segue os ensinamentos dos rabinos, ou a pessoa segue aos ensinamentos de Yahshua. Todos aqueles, pois, que são das obras da lei (Maasei haToráh) estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10 Porém aqui Paulo disse que: Porque está escrito. Então de onde tirou isto Paulo? Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém. Deuteronômio 27:26 Então, qual é a diferencia entre este versículo, e o versículo que cita Paulo aqui em Gálatas quando ele diz: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10 Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém. Deuteronômio 27:26 Qual é a diferencia? A diferencia esta na palavra Escrita, então, porque Paulo parafraseou o texto de Deuteronômio 27? Porque Paulo não citou literalmente Deuteronômio 27:26 como esta? Porque Paulo colocou: Escrito está? Sabe porque? Porque Paulo esta querendo fazer ênfases na diferencia. Então porque é maldito os que depende das obras da lei? Porque a pessoa se torna maldita? Porque são mandamentos agregados culturalmente, e a Toráh disse para não acrescentar nada ao que está escrito, (Deuteronônio 4:2) porque se alguém acrescenta ou tira algo da Toráh, esta pessoa é maldita. Então, o que depende de obras da lei, ou seja, os que dependem de interpretações humanas que acrescenta e tira da Toráh, está debaixo da maldição, porque a Toráh disse que é maldito aquele que não confirma o que esta escrito. Então, veja o grave que é alterar as Escrituras. Então aqui é justamente o oposto o que disse a teologia cristã que disse que quem guarda a Toráh é maldito, e é justo o oposto, pois maldito é o que muda o que está escrito, maldito é quem não guarda os mandamentos como já vimos neste estudo em diversos versículos. Então, aqui no verso 11 Paulo já vai começar a mostrar a diferença . E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Gálatas 3:11 Outra vez: De qual lei Paulo esta falando quando ele diz: que pela lei ninguém será justificado diante do Eterno? Isto é a Lei Oral qual ninguém pode se justificar por ela diante de Elohim e porque? Porque era e é o sistema de justificação dos homens, era o sistema em que Paulo esta previamente seguindo e por isto ele era tão zeloso da Lei, até que chegou um momento em que ele viu isto era invenções humanas E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Gálatas 3:11 E porque Paulo disse isto que o justo viverá da fé? Porque Habacuque 2:4 disse que o justo pela fé viverá. Então vemos outra vez vemos a palavra fé que é Fidelidade a verdade, ou que está escrito, e Habacuque somente citou o que já tinha dito Moisés: Fazeis estas coisa e viverás. E Habacuque disse isto porque ele estava se queixando de que viria a Babilônia e viria conquistar, então o Eterno disse a Habacuque para ele não se preocupar, porque o Eterno tinha um plano para derrubar Nabucodonosor, porém disse para Habacuque; O justo pela fé viverá. Ou seja, o Eterno estava dizendo ao profeta Habacuque: Tu confia, se mantém Habacuque fiel a minha Palavra e viverás. Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá. Gálatas 3:12 Ora, a lei não é da fé. Como será possível que a Toráh, os mandamentos, as Instruções não é da fé? Se dão conta o absurdo que é a teologia cristã. Como que a Lei, a Toráh, não é da fé, se o próprio Paulo disse em Romanos De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Elohim. Romanos 10:17 Então, a fé vem ouvindo a palavra de Deus, porém o que é a Palavra de Deus? A Toráh e os Profetas, então como é que diz que a lei não é da fé? Será que Paulo era esquizofrênico espiritualmente? Não, Paulo não esta falando da Toráh Escrita. A lei não é da fé, a lei não é de fidelidade e qual é esta lei? A Lei Oral, as Obras da Lei, o (Maaser HáToráh) não é da fé. Então ele continua dizendo: Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá. Gálatas 3:12 E porque a Lei Oral não é da fé? Porque a Lei Escrita disse: Que aquele que fizer o que esta escrito viverá por ela. E aonde esta escrito isto? Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles. Eu sou Yahweh. Levítico 18:5 Porém a Lei Oral não faz as coisas que estão Escritas, a Lei Oral faz outras coisas que não estão escritas Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13 Muitos aqui dizem: O glória, “bendito seja Cristo” que cravou a lei na cruz, agora estou livre para comer uma bisteca de porco, para comer um camarão ao alho e olho, ah “bendito seja cristo” que me deu chance de comer isto que é tão gostoso. Somos livres não devemos mais guardar a Lei. Porém como é que somos livres? Respondeu-lhes Yahshua: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. João 8:33 E o que é pecado? Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei. 1 João 3:4 Então pecado é é andar sem Lei, andar sem mandamento, andar em nossas próprias leis, ou seja, no que nós pensamos que é bom o ou mal para nós. Então uma pessoa que não guardar os mandamentos, ela esta cometendo pecado, e sendo assim esta pessoas é escrava do pecado, porém como ela pode ser livre? E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32 E o que é a verdade? Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 E de onde tirou isto o Mashiach que a Palavra é a Verdade? A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade. Salmos 119:142 A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre. Salmos 119:160 Aqui esta dizendo que dura para sempre, ou iria durar até chegar a religião cristã? Toráh nos dá libertade porque? Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade. Tiago 2:12 Ai vem Paulo e diz: Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13 Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Yahshua Há Mashiach, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito. Gálatas 3:14 Então, de qual maldição o Messias nos redimiu? Pois da maldição que está escrita por não haver cumprido o que esta escrito e termos acrescentado e tirado o que está escrito (Deut. 4:2) então o Mashiach nos redimiu disto (Deut. 27:26) se fazendo maldito por nós e porque? (….porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13 Porque se colocava alguém no madeiro a vista de todo o povo? A uma pessoa rebelde, orgulhosa, para que todo o povo que estivesse o vendo tomasse cuidado, porque quem não quisesse se submeter era pendurado para que todo o mundo o veja. Existe algum exemplo de algum personagem que tenha sido pendurado como um exemplo do que causou sua rebelião, uma pessoa que por certo amava muito a Toráh, que dizia que a Toráh era doce como o mel? Este personagem foi Absalão que se rebelou contra seu pai David, e David tinham um coração conforme ao do Eterno, e seu filho se encheu de arrogância e acabou pendurado. Então Absalão representa o orgulho do ser humano de ir em contra o ungido do Eterno, de ir contra a autoridade do Eterno, e quando vemos o Mashiach pendurado na cruz, estamos vendo que ele estar tomando um lugar de um povo, de pessoas arrogantes, orgulhosa que rejeitam a Palavra do Eterno e querem estabelecer suas próprias justiça, que não querem se submeter a justiça que o Eterno estabeleceu que é pelas Escrituras, e decidem estabelecer suas próprias justiça. Então, qual seria a condenação que nós deveríamos receber e todos os homens que estabeleceram suas próprias regras, o que seria que deveríamos merecer? Sermos pendurados para que todos vissem que nós estávamos sendo pendurados pelo nosso orgulho, nossa soberba e nossa desobediência a Toráh Escrita. Porém pelo seu Grande amor que nos amou, Ele tomou nosso lugar, Ele foi pendurado ai em nosso lugar. Irmãos, como homem falo; se a aliança de um homem for confirmada, ninguém a anula nem a acrescenta. Gálatas 3:15 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Gálatas 3:16 Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa. Gálatas 3:17 Ou seja, a promessa que foi dada a Avraham de abençoar a sua descendência, não pode tirar a Toráh que em algum sentido trouxe maldição, e porque em certo sentido a Toráh que foi dada 430 anos depois trouxe maldição ao povo? Porque? Porque o povo não a obedecia, porém como o Eterno já tinha prometido a Avraham, então não pode ser tirarada pela maldição. Então, a maldição por termos transgredido a Toráh Escrita não pode abolir a promessa. Porque, se a herança provém da Toráh (escrita), já não provém da promessa; mas Elohim pela promessa a deu gratuitamente a Abraão. Gálatas 3:18 Então para o que serve a Lei, se a lei somente trouxe maldição, e se a Lei não serve para nos trazer a promessa que foi dada a Avraham, então para que serve a Lei? O verso 19 esta escrito: Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um mediador. Gálatas 3:19 Então para o que foi dada a Lei? Para que todos reconheçam que pecaram contra ela, para que tenha uma Constância escrita do pecado. Então, se com um documento escrito o homem é capaz de fazer outro sistema de crenças, o que seria se não houvesse um documento escrito? Se tendo um documento escrito aonde diz que nem acrescente e nem diminua, porque se acrescenta e diminui é maldito, se havendo isto se fez um outro rolo, o que seria se o Eterno não houvesse deixado este testemunho escrito? Seria um desastre. Então a Lei Escrita, ficou como um testemunho escrito na constância Escrita de que? De que todos pecaram. Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Elohim. Romanos 3:19 Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3:20 Então, para o que está a Lei Escrita? Para que toda boca esteja calada, e todos esteja debaixo do juízo do Eterno e porque? Porque todos transgrediram a Toráh, todos invalidaram, distorceram a Toráh. Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Elohim é um. Gálatas 3:20 Logo, a lei é contra as promessas de Elohim? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Gálatas 3:21 Ou seja, por ter guardado a Lei Escrita Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Yahshua o Mashiach fosse dada aos crentes. Gálatas 3:22 Ou seja, as Escrituras encerrou tudo dizendo, que todo aquele que acrescente ou diminua, que não confirmar o que está escrito é? Maldito. Então, como TODOS fizeram isto, então o que fica é regressar a fé de Yahshua o Mashiach que foi perfeita Mas, antes que a fé viesse ( a fé do Messias que foi uma fé perfeita a Toráh Escrita), estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. Gálatas 3:23 Este estávamos guardados debaixo da lei ou seja, estávamos debaixo desse sistema legalista fabricado pelos homens, por debaixo das demandas escritas, já que foi alterada pelos lideres de Yisrael. Então Paulo diz: Mas, antes que a fé viesse ( a fé do Messias que foi uma fé perfeita a Toráh Escrita), estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. Gálatas 3:23 De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a o Messias, para que pela fé fôssemos justificados. Gálatas 3:24 Assim que, qual lei é que estamos guardados, estamos confinados, aprisionados até que chegasse a fé perfeita do Mashiach? Qual é esta lei que estamos aprisionados? As leis dos homens, Conhecereis a Verdade, e a verdade vos libertará. Antes estávamos no que ensinavam nossos avós, nossos tataravós que eram leis dos homens, eram tradições humanas. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Gálatas 3:25 A palavra Aio em grego é a palavra pedagogo, porque naquela época os reis, as pessoas de certas posição, quando seus filhos eram traquínos eles entregavam a um professor que eles contratavam para ensinar a seus filhos, porém quando chegava a uma certa idade, o pai já o pegava de volta e já começava a ensinar a este filho diretamente, porém esses pedagogos ensinavam coisas básicas. Então esta Lei Oral também teve um propósito, estas tradições tiveram um propósito de ter confinados, de ter fechados ao povo até que chegasse o Mashiach. Então, a João Ferreira disse: Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Gálatas 3:25 Então, geralmente se cria um confusão e uma interpretação equivocada, porque as pessoas pensam que aqui esta se falando da Toráh Escrita, e que o Messias veio e nos livrou da Toráh, porém a Peshita não disse que depois que veio a fé, já não estamos debaixo do aio, mais disse: De maneira que a lei nos serviu de guia, para nos conduzir ao Mashiach, para que pela fé fôssemos justificados. Gálatas 3:24 Porém, uma vez vindo a fé, não estamos debaixo de tutores. Gálatas 3:25 Outras traduções dizem Administradores, tutores, e aqui não esta em plural, então não esta falando algo em singular. Então, quem era estes tutores, estes aios que incluso em aramaico tem mais a ver com capatazes, alguém que esta como um capataz fazendo com que a pessoa se submeta a certos princípios, e certos dogmas, porém chegou um momento em que fomos liberados dele quando o Mashiach chegou, quando chegou a Interpretação correta. Como reagiam as pessoas quando ouviam o Mashiach falar? Se maravilhavam de seus ensinamentos, porque ele ensinavam como quem tem autoridade, e não como os escribas e fariseus. Ou seja, seus ensinamentos eram diferente Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Mashiach Yahshua. Gálatas 3:26 Porque todos quantos fostes batizados em Mashiach já vos revestistes do Mashiach. Gálatas 3:27 E batizado aqui se tem a ver com conversão, ou seja, todos que tenha sido convertidos por meio do Mashiach ai continua no verso 28 Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Yahshua Há Mashiach. Gálatas 3:28 Isto significa que já não existe diferencia, porque? Porque aqui não quer dizer que já não exista mais homens e mulheres, porque continua tendo homens e mulheres no mundo, o que esta dizendo aqui, é que já não importa mais a diferencia, o que importa é escutar, é obedecer e seguir a fé de Avraham, isto é o que importa. Então, a pergunta que vão nos fazer é: Vocês são o que, já que todo o sistema teológico cristão caiu, já que todo sistema teológico judeu também caiu, então vão nos perguntar? De qual religião vocês são? Vejam a resposta que deu o Mashiach: João 18 Respondeu Yahshua: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. João 18:36 Então, nossa cobertura é o Mashiach E por isso também Yahshua, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Hebreus 13:12 Qual é esta porta? É a porta fora das muralhas de Jerusalém, ou seja, ele foi crucificado fora de Jerusalém. Isto é uma representação de que estão expulsando da comunidade, disseram que ele tinha demônio, o expulsaram dizendo, Ele não é o Rei, Ele não é o Mashiach, tirem ele da cidade e crucificaram ele como um delinquente. Então, o discípulo não é maior que seu mestre, então se a Ele fizeram isto, será que nós vamos caber em algum sistema religioso? Cedo ou tarde uma pessoa que esta em um sistema religioso e está conhecendo as raízes hebreia da fé vai ser expulso. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Hebreus 13:13 O que aconteceu com os profetas por anunciar a palavra do Eterno não adulterada? Foram mortos e por quem? Pelas tradições, dos dogmas, pelas doutrinas humanas, ou seja, pelas obras da lei Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Hebreus 13:14 Então, não estamos preocupados em procurar uma denominação, porque nós estamos esperando a futura. E todo o capitulo 11 ao Hebreus falam dos patriarcas e personagens Bíblicos importantes que estiveram esperando o prometido e o que aconteceram? Nunca receberam. E o ultimo versículo de Gálatas 3 o verso 29 se uma pessoa quer saber sua identidade, se uma pessoa tem um conflito de identidade, e agora já que caiu a teologia crista, já que caiu a teologia judaica e agora o que eu sou? Em Gálatas 3:9 disse quem somos. E, se sois do Mashiach, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa Gálatas 3:29 E a palavra descendência no grego é a palavra 4690 que é a palavra sperma e que em hebraico é a palavra Zerá que também significa esperma. Se queres saber tua identidade, se você segue a fé de Avraham, se você escuta e faz, e coloca por obra então o que eres? Eis um filho de Avraham e porque? Porque seus filhos fazem a obra. Assim se nós somos do Mashiach de verdade, se o Mashiach nos resgatou e nós segui-lo aonde ele aonde ele for, se nós queremos ser um discípulo, se nós fizermos isto, então certamente linhagem, descendência de Avraham somos, e herdeiro conforme a promessa, porque o Eterno disse a Avraham que sua descendência seria como as estrelas do céu, seriam incontáveis, porém a pesar que a descendência de Avraham seja incontável, a pesar que a descendência de Avraham seja como a areia do mar, somente um REMANESCENTE será salvo. Então se eu sou descendente de Avraham, então os meus parentes também são? Bom se eles não querem nada com a fé de Avraham, então eles não fazem parte desta promessa que somente um REMANESCENTE será salvo, porque haverá muitos que escutará sua voz e diram: Não muito obrigado, seguirão aferrados em seus costumes. Yahshar Ben e Bill Moshélista de telefones
Postado por Paulo Paixao
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A LEI DE DEUS JÀ EXISTIA ANTES DA ALIANÇA COM ISRAEL
A LEI DE DEUS JÀ EXISTIA ANTES DA ALIANÇA COM ISRAEL
1. Em Salmos 119: 160, nos diz que as Leis de DEUS são eternas. E se são eternas sempre existiram.
2. Romanos 4:15; e 5:13 nos diz que onde não há lei não há pecado. Adão pecou, logo existia uma lei.
3. Gênesis 26:5 nos informa que Abraão conhecia as leis de Deus Yahweh.
4. Êxodo 16:28 nos informa que já existia a lei de Deus. Este episódio ocorreu um pouco antes da entrega da lei no Sinai.
5. Gênesis 39:9 nos informa que José, quando estava no Egito, tinha conhecimento da lei de Deus.
6. Em Isaias 43:27 nos informa que “teu primeiro pai pecou”, logo, se pecado é a transgressão da lei ( 1a. João 3:4), já havia uma lei.
A comprovação da existência de todos os Mandamentos, antes do Sinai:
1. Primeiro Mandamento: Examinemos o que Jacó pediu à sua família para que fizesse antes de partirem em sua viajem de retorno: “Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós…” Gen.35:2 . Com este pedido, Jacó demonstra que conhecia o primeiro mandamento da lei de Deus. Em outra passagem, Josué 24:2, podemos constatar que os antepassados de Abraão foram acusados de servirem a outros deuses, violando o primeiro mandamento, logo, concluímos que eles tinham conhecimento desse primeiro mandamento.
2. Segundo Mandamento: Em Gênesis 31:19 somos informados que Raquel furtou os ídolos da casa de seu pai, logo, Labão sogro de Jacó, tinha imagens que ele adorava. Se o segundo mandamento, que proíbe fazer e cultuar imagens, não fosse conhecido, então porque Jacó tomou essas mesmas imagens de Labão e as enterrou em Siquém? Gen. 35:1 a 4.
3. Terceiro Mandamento: De que acusa a Bíblia a Esaú? Em Heb. 12:16, nos informa que “Nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú.” O terceiro mandamento requer de nós que façamos distinção entre o santo e o profano porque não fez isso quando vendeu seu direito de primogenitura, que tinha que ver com sua relação para com Deus. Isto equivaleria a uma blasfêmia.
4. Quarto Mandamento: Conhecia Adão e toda a família humana o 4o. Mandamento antes de a lei ter sido escrita por Deus e dada a Moisés? “Assim os céus e a Terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, porque nele descansou de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda sua obra, que Deus criara e fizera.” Gen. 2:1 – 3. Uma vez que o sábado é um monumento da criação, deve ter sido celebrado no Jardim do Éden, e daí para o futuro. Portanto todos o conheciam. Outra pergunta que se pode fazer, pois os evangélicos assim o afirmam, é se o sábado foi feito para os Judeus. Jesus nos responde: “ E disse-lhes: o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” Marcos 2:27 Se é para o homem, não é para o Judeu… Ainda em Êxodo capitulo 16, nos mostra que o sábado era conhecido e observado antes da lei ser escrita, e que não havia se “perdido”: “então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá. E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis.” Êxodo 16:25-28. No verso 23, diz; “e lhes disse : isto é o que o Senhor disse: Amanhã é repouso, o santo sábado de Yahweh….”
Em Isaias 56:6-7 nos diz: “Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada de Casa de Oração para todos os povos.” Este verso nos mostra claramente que o sábado não é somente para os Judeus.
5. Quinto Mandamento: O incidente de Noé e seus filhos, nos fala do sexto mandamento. Gênesis 9:24 e 25 nos diz: “e despertou Noé de seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera, e disse: “Maldito seja Canaã; servo dos sevos seja aos seus irmãos”.
6. Sexto Mandamento: Gênesis 4:8 no diz: “…se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.” Nos versos que antecedem Deus dialoga com Caim : “ E o Senhor disse a Caim: Porque te iraste? E porque descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta” Este fato demonstra claramente que Caim sabia que não havia feito o que seria correto. Gen.4:6 e 7.
7. Sétimo Mandamento: José, filho de Jacó, aproximadamente 400 anos antes do Sinai, demonstra claramente ter conhecimento deste mandamento. Gênesis 39:7 a 9, nos diz: “E aconteceu depois destas coisas que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José, e disse: Deita-te comigo. Porem ele recusou e disse à mulher de seu senhor:… Tu és sua mulher; como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?”
8. Oitavo Mandamento: Jacó pecou ao apoderar-se, por fraude, dos direitos espirituais e temporais de seu irmão. Gênesis 27:35 e 36, nos informa: “ E ele disse: Veio o teu irmão com sutileza, e tomou a tua benção. Então disse ele: Não foi o seu nome justamente chamado Jacó, por isso que já duas vezes me enganou (ou suplantou)? A minha primogenitura me tomou, e eis que agora me tomou a minha benção.”
9. Nono Mandamento: Jacó engana seu pai idoso e cego, e usando de falsidade para com ele. Gênesis 27:19 a 24 nos diz: “E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito.” “E disse : Tu és meu filho Esaú mesmo? E ele disse : Eu sou.” Caso o nono mandamento, que proíbe todas as práticas enganosas não estivesse em vigor, então Jacó não poderia ter sido condenado por sua mentira.
10. Décimo Mandamento: A cobiça sempre precede o furto, adultério e outros pecados. Foi Eva culpada de pecado em desejar aquilo que não lhe pertencia? Veja o que esta escrito em Gênesis 3:6 : “E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e arvore desejável para dar entendimento, tomou de seu fruto, e comeu.
Desta forma, aos estudarmos a Bíblia, podemos perceber que os Dez Mandamentos já existiam antes do Sinai.
FONTE: Dario Roger Perli
Tags:Israel
A LEI E OS PROFETAS “DURARAM” ATÉ JOÃO
A LEI E OS PROFETAS “DURARAM” ATÉ JOÃO
(Reflexão)
O versículo que está em Lucas 16:16 tem induzido em erro muitos que buscam conhecer a Palavra de Deus mas que não têm o discernimento nem a diligência de comparar esse versículo com outras passagens que a contradizem frontalmente. E contradizem porquê, se a Palavra de Deus não se contradiz?
Contradiz-se porque a mão (e intenção) do tradutor torceu aquela passagem ao acrescentar a palavra “duraram”, não porque ela estivesse escrita nos textos originais, mas porque entendeu que fazia mais sentido com aquele aditamento, o que denuncia a crença de alguém era contrário à Lei/Torá de Deus. Vamos procurar analisar melhor.
Desde logo, quando encontramos nas nossas Bíblias algumas passagens com textos em itálico é porque estamos perante alguma palavra que o tradutor acrescentou para dar melhor sentido ao texto… na opinião desse tradutor. No entanto, acrescentar ou retirar algo à Palavra de Deus é condenado pelo próprio Senhor YHWH que nos diz em:
Deuteronómio 4:2 e 12:32 – “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos de YHWH vosso Deus, que eu vos mando… Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”.
Porém, o homem tem-se esquecido deste e de outros preceitos de Deus.
O versículo 16 não nos diz que a autoridade da Lei/Torá e dos profetas existiram até ao momento em que apareceu em cena o “anjo” que preparou o caminho do Cordeiro: João, o Batista. Pelo contrário, diz-nos que “até João existiram a Lei e os profetas” para anunciarem a vinda do Reino de Deus, dando a sua visão profética do que estava para vir. Porém, em aditamento a estes testemunhos antigos, veio João, o Batista, e depois Yeshua e os Seus apóstolos, para anunciarem a proximidade do Reino ou, até, que o Reino de Deus já estava entre nós: ver verso 31; João 5:46; Romanos 3:21, como também nos é dito em Mateus 3:1-2 por João, e depois por Yeshua em Mateus 4:17; Marcos 1:15, tendo como resultado que todos fazem força para entrar no Reino dos céus: Mateus 11:12. Se na realidade a Lei/Torá e os profetas tivessem vigorado só até João, o Batista, onde caberiam então os ensinamentos de Yeshua e dos Seus apóstolos que são, todos eles, posteriores a João, o Batista e que se baseiam na Lei/Torá? Como se vê é fácil desmontar este erro.
Na realidade, a passagem de Lucas 16:16 deveria antes dizer “A Lei e os profetas profetizaram acerca de João”, o que é mais consentâneo com os textos originais. E, para que não restem dúvidas, estudemos os seguintes exemplos:
• A fé não veio abolir qualquer parte da Lei/Torá ou mesmo o seu todo: Mateus 5:17-20; 7:12; Tiago 2:10; Romanos 2:13.
• Na parábola do trigo e do joio (Mateus 13:37-43), Yeshua manifesta a condenação dos que violam a Lei/Torá de YHWH (os que cometem iniquidade ou “Anomia”, termo que é por Ele usado com frequência: e.g. Mateus 23:27-28 e 24:11-13).
• Guardar a Lei/Torá é parte integrante da fé que conduzirá o crente à vida eterna: Salmo 19:7-11; Mateus 19:17; Apocalipse 12:17; 14:12; 22:14.
• O crente permanece debaixo do amor de Yeshua se guardar os preceitos da Lei/Torá: João 14:15-23, da mesma forma que Ele permaneceu no amor do Pai por guardar toda a Sua vontade, a Sua Lei/Torá: João 15:9-10; Hebreus 2:17-18 (como fiel Sumo-Sacerdote); 4:15; 8:10; 10:16.
• A fé no Salvador Yeshua não nos liberta de guardarmos os preceitos da Lei/Torá (que Ele também guardou em obediência ao Pai), antes a estabelece: Romanos 3:31.
• A Lei/Torá é, em si mesma a “liberdade” e o padrão de conduta/vida perante a qual seremos julgados: Tiago 1:22-25.
• Não esquecer que a palavra “justo” quer dizer: “os que observam as leis divinas nas suas vidas” (o que pratica a justiça) – Lucas 1:5-6; Daniel 12:3. Estes são os que “ouvem”, “crêem” e “obedecem” (praticam).
• O Concílio de Jerusalém confirmou o ensinamento da Lei/Torá para os fiéis: Actos 15:20-21.
• A Lei/Torá e a Graça de Deus andam de braço dado, pois uma não exclui a outra. Somos salvos pela Graça de Deus (a Sua misericórdia ou perdão imerecido); porém, Ele instrui-nos para andarmos em obediência e fé em todos os Seus preceitos. Como, por exemplo, nos ensinam os apóstolos Tiago e João, a fé tem que se expressar através das obras, senão é uma fé vazia, morta: Tiago 1:22-25; 2:21-26; 4:11-12, 17; 1.João 2:3-7; 3:4; 5:2-3; 2.João 1:5-6.
• Sabemos que pelas obras da Lei/Torá ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé (Gálatas 3:11); mas, sabemos também que é a fé que nos leva a produzir frutos e obras dignas de arrependimento, obras de justiça – Mateus 3:8; Actos 26:20; Romanos 3:27-28; Efésios 2:10.
• Yeshua e os Seus discípulos/apóstolos viveram sempre em obediência à Lei/Torá de YHWH/Moisés – e.g. Mateus 12:8; 15:1-6; 19:17-19; 28:19-20; Marcos 1:21; 2:27; João 8:39; 14:15-24, etc.
• São os que ainda não nasceram de novo (ainda não circuncidaram os seus corações/mentes) e que, por isso mesmo estão na carne, que não se querem sujeitar à Lei/Torá de YHWH: Romanos 8:5-8.
• Se dizes que O conheces e ignoras e não vives de acordo com a Sua Lei/Torá i.e., não vives pelos preceitos de YHWH, então és mentiroso: 1.João 2:3-7.
• Não importa se és judeu ou não judeu. O que importa é que guardes e vivas de acordo com os mandamentos de YHWH que Ele nos deu na Sua Lei/Torá: 1.Coríntios 7:19.
• A “Lei do Amor” consiste em guardarmos a Sua Torá – a qual não é pesada: 1.João 5:3; 2.João 1:6; Mateus 11:29-30.
• Naquele dia (quando Ele vier como Rei eterno), muitos Lhe dirão: “não fizemos muitas maravilhas em teu nome?”. A resposta Deste Rei será: “nunca vos conheci…vós que praticais a iniquidade [vós que transgredis as leis de YHWH]” – Mateus 7:21-24.
• O homem será avaliado pelos seus frutos (acções de justiça de acordo com a vontade de YHWH expressas na Lei/Torá) – Mateus 7:16, 20.
• O primeiro Concílio da Igreja (Jerusalém) determinou quatro regras iniciais para os neófitos da fé como sinal que tinham abandonado as práticas pagãs e idólatras, porquanto a Lei/Torá, i.e. Moisés era ensinado todos os Sábados nas sinagogas onde eles aprendiam a andar nos preceitos da Lei/Torá – Actos 15:21.
• É mais fácil passar o céu ou a terra do que cair um til da Lei/Torá – Lucas 16:17.
Não é preciso mais para entender que a passagem de Lucas 16:16 foi distorcida pelo tradutor, tendo até hoje causado muito dano a muitos.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.- Vítor Quinta
Tags:João
Paulo, a Lei e o legalismo
Paulo, a Lei e o legalismo
Este artigo é uma exposição mais detalhada da questão apresentada no post “Sob a Lei” e “Obras da Lei”.
“(…) percebemos que a pessoa não é declarada justa por Deus com base na observância legalista dos mandamentos da Torah, mas por meio da fidelidade decorrente da confiança no Messias Yeshua (…).” (Gálatas 2:16, NTJ)
Observância legalista dos mandamentos da Torá. A palavra grega “nomos”, que em geral significa “lei” é a palavra normalmente utilizada no Novo Testamento para o hebraico Torá, em geral traduzida para “Lei de Moisés” ou simplesmente “Lei”. Em função disso, a maioria dos cristãos pensa que “erga nomou”, literalmente “obras da lei”, um termo que aparece três vezes no v. 16, deve significar “atos feitos em obediência a Torá”. Isso, no entanto, é um erro. Um dos mais bem guardados segredos do Novo Testamento é que quando Sha’ul escreve “nomos” muitas vezes não quer dizer “lei”, mas “legalismo”.
Para que minha defesa dessa interpretação não se pareça um tanto apelativa, defenderei o meu ponto de vista citando dois notáveis eruditos cristãos gentios, sem que nenhum judeu messiânico tivesse demonstrado particular interesse no assunto. C. E. B Cranfield, em seu comentário do livro de Romanos, escreveu:
“(…) será bom manter em mente o fato (o qual até onde sabemos, não recebera a devida atenção até ser notado no [artigo de Cranfield] Scottish Journal of Theology, Vol. 17, 1964, p. 55) que a língua grega nos dias de Paulo não possuía nenhum grupo de palavras que correspondesse aos nossos termos ‘legalismo’, ‘legalista’ e ‘legalístico’. Isso significa que faltava a Paulo uma terminologia adequada que pudesse expressar essa distinção fundamental, o que dificultou seriamente a exposição da perspectiva cristã quanto à lei. Diante disso, deveríamos sempre, assim pensamos, estar prontos a considerar a possibilidade de que as declarações paulinas, que a primeira vista parecem depreciar a lei, foram na verdade dirigidas não contra a própria lei, entretanto contra uma interpretação errônea e um uso equivocado da lei, para o que agora possuímos uma terminologia adequada. Paulo foi pioneiro quanto a esta difícil questão. Se fizermos a devida correção neste caso, não seremos confundidos ou enganados com tanta facilidade por certa falta de precisão nas declarações que por vezes encontraremos.” (C. E. B. Cranfield, The International Critical Commentary, Romans, [O comentário crítico internacional, Romanos] 1979, p. 853).
Cranfield está certo, exceto quanto à sua especulação acerca de ser o primeiro. Quarenta e três anos antes, Ernest De Witt Burton, em seu clássico comentário de Gálatas, também deixou claro que no versículo em questão “nomos” significa “legalismo” e não a Torá divina:
“Nomou é utilizada de modo claro aqui (…) em seu sentido “legalístico”, indicando a lei divina apenas como um sistema puramente legalista que se constitui de obrigações e funciona na base da obediência ou desobediência, diante do qual o homem é aprovado ou condenado em função de sua dívida e desprovido de qualquer graça. Isso é a lei divina conforme definida por um legalista. No entendimento do apóstolo, essa noção só tem validade na medida em que se constitui em um dos elementos da lei divina, separado de todos os demais elementos e aspectos que constituem a totalidade da sua revelação. Ao se fazer essa separação, a vontade de Deus e a sua verdadeira atitude para com o homem são distorcidas. Por erga nomou Paulo quer dizer atos de obediência para com leis formais executados em um espírito legalista, na expectativa de conseguir com isso merecer e garantir a aprovação e a recompensa divinas; obediência essa, em outras palavras, feita de acordo com o entendimento da lei do Antigo Testamento pelos legalistas, por eles expandida e interpretada. Embora nomos não existisse no sentido de ser equivalente à base da justificação na lei divina, erga nomou, entretanto, existia de modo muito real na forma de pensar e na prática de homens que concebiam a lei divina desta maneira (…). A tradução dessa frase aqui e em diversos outros lugares (…) por ‘as obras da lei’ (…) é um grave erro das [versões que a apresentam].” (E. Burton, The International Critical Commentary, Galatians, [O comentário crítico internacional, Gálatas] 1921, p. 120).
A frase “erga nomou”, encontrada somente nos escritos de Sha’ul, é utilizada oito vezes e sempre em relação a uma discussão técnica acerca da Torá, sendo três vezes aqui; em 3:2, 5 e 10; e em Rm 3:20, 28. Dois outros usos de “erga” (“obras”) estão em estreita associação com a palavra “nomos” (“lei”) – Rm 3:27, 9:32. Até mesmo quando ele utiliza “erga” de forma isolada, o significado implícito em geral é o de “obras legalistas” (5:19; Rm 4:2, 6; 9:11; 11:6; Ef 2:9; 2Tm 1:9; Tt 3:5), embora ele a use 17 vezes de uma forma neutra (Rm 2:6; 13:3, 12; 2Co 11:15; Ef 2:10; 5:11; Co 1:21; 1Tm 2:10; 5:10, 25; 2Tm 3:17, 4:14; Tt 1:16; 2:7, 14; 3:8, 14).
Minha conclusão é de que em todos os casos “erga nomou” não significa atos realizados em função de se seguir a Torá da maneira em que Deus planejou, mas atos realizados como conseqüência de se perverter a Torá fazendo dela um conjunto de regras as quais, supõe-se, podem ser obedecidas de forma mecânica, automática e legalista, sem que se tenha fé, sem que se deposite a devida confiança em Deus, sem que se ame a Deus e aos homens, e sem que se esteja no poder do Espírito Santo.
“Erga nomou”, portanto, é um termo técnico cunhado por Sha’ul para atender de forma precisa a necessidade acerca da qual Cranfield escreveu; uma expressão que fala de legalismo e não da lei. No entanto, em razão do tema abordado por Sha’ul ser a falta de compreensão e perversão da Torá em algo que nunca pretendeu ser, erga nomou é, especialmente neste contexto, “obras legalistas relacionadas à Torá”, exatamente como Burton explicou. Essa é a razão da minha tradução: observância legalista dos mandamentos da Torá.
De modo semelhante, “upo nomon” (“sob a lei”), que aparece cinco vezes nesta carta, jamais significa simplesmente “sob a Torá”, no sentido de “sujeito às suas prescrições” ou de “vivendo dentro de sua estrutura”. Antes, com apenas uma variação de fácil explicação, é a forma curta de Sha’ul expressar “vivendo sob a opressão causada por se estar escravizado ao sistema social ou à mentalidade que se origina sempre quando a Torá é deturpada em legalismo”.
Pesquisadores cristãos já discursaram de forma ampla acerca da suposta ambivalência do entendimento de Sha’ul quanto a Torá. Seus esforços têm sido no sentido de demonstrar que, de algum modo, ele conseguia abolir a Torá sem deixar de respeita-la. Pesquisadores judeus não-messiânicos, elaborando sobre essa conclusão pretensamente correta e fornecida de forma gratuita por seus colegas cristãos de que de fato Sha’ul aboliu a Torá, tomaram para si a responsabilidade de demonstrar que a conseqüência lógica do fato de Sha’ul ter abolido a Torá é que ele também não a respeitava, e por isso teria removido a si próprio e a todos os futuros crentes judeus em Yeshua, do campo do judaísmo (a tão conhecida “bifurcação do caminho”). Deste modo, judeus não-messiânicos de orientação liberal dos tempos modernos também tiraram a sua casquinha da situação reivindicando Jesus para si na qualidade de um excelente mestre judeu, e ao mesmo tempo fazendo de Sha’ul o vilão da história.
Sha’ul, entretanto, nesse caso, não era ambivalente. Para ele a Torá de Mosheh era inequivocamente “santa” e cada um de seus mandamentos “santo, justo e bom” (Rm 7:12). E de igual modo eram as obras feitas em verdadeira obediência à Torá. Mas para que fossem consideradas boas por Deus, as obras feitas em obediência à Torá tinham que estar alicerçadas na confiança, e não no legalismo (veja Rm 9:30-10:10&NN). Se mantivermos em mente que Sha’ul não tinha nada de bom para dizer acerca do pecado de se perverter a Torá em legalismo, e nada de ruim para dizer sobre a Torá em si mesma, então as pretensas contradições quanto à sua visão da Torá simplesmente desaparecem. Em vez de ser o vilão que destruiu a principal sustentação do judaísmo, levando os judeus a se desviarem, ele é o mais autêntico expositor da Torá que o povo judeu já teve, além do próprio Messias Yeshua.
David H. Stern
Comentário Judaico do Novo Testamento, págs. 578-580.
Postado há 1st April 2009 por otdx
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A lei na Nova Aliança.
A lei na Nova Aliança.
Por Giliardi Rodrigues
Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
(Jeremias 31:31-33)
O texto é claro em afirmar que o Senhor firmará um novo pacto (Nova Aliança) com a casa de Israel e com a casa de Judá. E que nestes dias o Eterno escreverá a lei no coração do seu povo.
Muitos cristãos influenciados por pensamento anti-semita afirmam que após a morte de Jesus a lei foi abolida em favor de uma nova aliança. No entanto, Jesus mesmo afirmou em Mateus 5:17-18 que ele não veio para abolir a lei e que era mais fácil passar os céus e a terra do que um só ponto da lei deixar de ter vigor.
Se Jesus não veio para abolir a lei, quem aboliu?
Muitos teólogos colocam as cartas de Paulo contra as palavras de Jesus. Afirmam que após a morte de Jesus foi consolidada uma nova aliança e que a lei do chamado antigo testamento foi abolida e cravada na cruz.
Desde modo as escrituras entram em contradição, pois o Eterno escreve uma lei e revela a Moises, em seguida Jesus diz que não veio abolir a lei e cumpre a lei sendo em tudo obediente ao Pai, logo depois aparece Paulo dizendo que a Lei foi abolida?
Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. Porque aquele, de quem estas coisas se dizem, pertence à outra tribo, da qual ninguém ainda serviu ao altar, visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual Moisés nada falou acerca de sacerdotes. E ainda muito mais manifesto é isto, se à semelhança de Melquisedeque se levanta outro sacerdote, que não foi feito conforme a lei de um mandamento carnal, mas segundo o poder duma vida indissolúvel. Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (Hebreus 7:13-18).
O fato é que mudança da lei de sacerdócio não tem nada haver com abolição da lei do Eterno. O texto de hebreus está relatando e explicando o sacerdócio de Jesus segundo a ordem de Melquisedeque. O autor de hebreus explica que sacerdócio de Jesus é superior a sacerdócio Aarônico, pois assim como Melquisedeque que não tinha linhagem para ser sacerdote, Jesus é declarado sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque.
As escrituras sagradas não podem entrar em contradição! Pois ela é a palavra do Eterno revelada aos homens através dos profetas. O próprio apostolo Paulo ao escrever 2 Timóteo 3:16 afirma que toda escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça. Ora, quando Paulo escreveu este texto ainda nem existia o chamado Novo Testamento, assim fica claro que ele estava se referindo a lei do Eterno para cada um fazer-te sábio para a salvação através da observância e obediência.
O profeta Jeremias descreve que a nova aliança é um pacto que o Eterno firmará com a casa de Israel e com a casa de Judá. A lei não será gravada em tábuas de pedras como foi no tempo de Moises, mas no coração do povo do Eterno. O Espírito do Senhor guiará o povo através da obediência e gravará a lei do Eterno no coração do seu povo. O profeta Joel assegura que nós últimos dias os exilados de Judá e de Jerusalém voltarão de todas as nações a terra de Israel e todo aquele que invocar o nome do Senhor no monte Sião será salvo.
Vós, pois, sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado. Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; pois no monte Sião e em Jerusalém estarão os que escaparem, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar.
(Joel 2:27-32)
Os 10 mandamentos não são exclusivos somente a Israel, mas se estende a todos os povos de todas as nações. Embora o novo pacto ou nova aliança seja com Israel e com a casa de Judá, todo aquele que crer no Senhor de Abraão, Isaque e Jacó é enxertado na oliveira e desfruta das mesmas bênçãos do povo escolhidos do Eterno. O profeta diz que “TODO AQUELE QUE INVOCAR O NOME DO SENHOR SERÀ SALVO”.
O Senhor Eterno não faz acepção de pessoas, ele salva todo aquele que o busca e obedece aos seus mandamentos. A nova aliança não isenta ninguém de obediência aos mandamentos, ao contrário, aqueles que no antigo pacto (Gentios) não tinham acesso a salvação, através da nova aliança são chamados a serem povo escolhido e se tornam um com Israel.
A nova aliança abre as portas para “todos” que querem servir e obedecer ao Senhor Eterno, independente de raça. O Senhor é Senhor de todos, e sua misericórdia se estende a todo aquele que nele crer e obedece a seus mandamentos.
Todo aquele que crê que Yeshua (Jesus) é o Messias é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou, também ama ao que dele é nascido. Nisto conhecemos que amamos os filhos do Eterno, quando amamos ao Senhor e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor do Senhor: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados; Porque todo o que é nascido do Senhor vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (fidelidade). (João 5:1-4).
Tags:Nova Aliança.
A Mulher Na Igreja – 1ºTIMÓTEO 2.11-12
A Mulher Na Igreja – 1ºTIMÓTEO 2.11-12
By adalbertoribeiro December 13, 2012
1ºTIMÓTEO 2.11-12
A mulher ouça a instrução em silêncio, com espírito de submissão. Não permito à mulher que ensine nem que se arrogue autoridade sobre o homem, mas permaneça em silêncio. ( 1º TIMÓTEO 2.11-12 )
A Mulher Na Igreja
O que significa “Não permito que a mulher ensine nem que exerça autoridade sobre o homem” de 1º Timóteo 2.11-12?
“Que a mulher seja discipulada em quietude, com toda subordinação. E não estou permitindo que a mulher fique ensinando, nem dominando o homem, mas que esteja em quietude. Porque Adão foi moldado primeiro, depois Eva; e Adão não foi seduzido, porém, a mulher, sendo seduzida, caiu em violação.” (1º Tim. 2.11-14. Tradução nossa)
Pode ser verificado que usei “seja discipulada” ao invés de “aprenda”, como está na maioria das traduções portuguesas. Isto porque a palavra grega aqui é manthaneto, que é relacionada a mathetês (discípulo). Também pode ser visto que usei “quietude” ao invés de “silêncio”, e assim fiz porque a palavra grega hesuchia pode também ser assim traduzida, e a quietude, ou tranqüilidade, é um requisito muito mais importante para o aprendizado do que o silêncio. Uma pessoa pode estar em silêncio (calada) e estar inquieta; assim terá dificuldade de aprender. No entanto, uma pessoa estando quieta, tranqüila, terá muito mais probabilidade de aprender, mesmo não necessariamente estando calada.
A primeira conclusão importante que já pode ser tirada da passagem é que ela se aplica especificamente ao aprendizado, ao ensino das Escrituras e à liderança (condução) das igrejas cristãs. Qualquer conclusão que vá além disso está extrapolando o texto, portanto interpretando erroneamente. Em outras palavras, o apóstolo não estava instruindo a Timóteo para que este ordenasse que as mulheres em Éfeso ficassem absolutamente caladas nas reuniões das igrejas (que aconteciam nos lares). Não está instruindo que elas não podiam orar, nem profetizar, nem cantar, nem opinar quando a igreja fosse tomar uma decisão relacionada à comunidade. Está especificamente, repito, instruindo para que elas não ensinassem as Escrituras aos homens. Juntar o texto das cartas a Timóteo ao texto das cartas aos Coríntios para formar uma “teologia da mulher na igreja” é desconhecer o que é exegese e sua importância fundamental para a interpretação da Bíblia. Cada carta Paulina tem o seu próprio contexto – o seu pano de fundo – e é neles, e a partir deles, que se devem tirar conclusões sobre os princípios que devem ser seguidos por todas as gerações de crentes em Jesus Cristo.
Outra inferência interessante que pode ser feita a partir da passagem (sendo isto verificado também em outras), é que nas igrejas cristãs era dado o direito às mulheres de aprender as Escrituras, em contrário ao que acontecia nas comunidades judaicas do primeiro século, onde as mulheres eram proibidas de aprender e estudar a Torá. Isto aponta para uma harmonia com os princípios ensinados pelo Senhor Jesus, com relação à inclusão das mulheres no seu Reino. Nos evangelhos canônicos está relatado que várias mulheres seguiam o Mestre, ouvindo-o e aprendendo dele. E dois episódios em particular são muito fortes neste sentido da inclusão das mulheres no aprendizado. Estes são o da mulher samaritana (no poço) e de Marta e Maria em sua casa. A mulher samaritana pôde aprender diretamente do Senhor que a verdadeira adoração não deve estar condicionada a nenhum lugar. E Maria ficou sentada na sala de sua casa, junto com os discípulos homens, aprendendo do Senhor. E quando Marta reclamou da atitude de Maria, o Senhor a repreendeu e ainda disse, em outras palavras, que Maria é que estava com a atitude correta, embora aquele comportamento fosse agressivo à cultura da sociedade em que estavam. As igrejas cristãs do primeiro século, seguindo o Senhor, romperam com a tradição judaica e permitiram que as mulheres cristãs aprendessem as Escrituras.
Qual é o contexto de 1 Timóteo?
No início de 1 Timóteo (1.3), Paulo, o apóstolo, afirma que em certa ocasião (não mencionada em Atos) ele saiu de Éfeso rumo à Macedônia, e rogou a Timóteo, seu companheiro apostólico, que não fosse com ele, mas permanecesse em Éfeso, para “Ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.” (1º Tim. 1.3b-4. NVI. Grifo nosso). Nos versos 6 a 8 Paulo nos dá mais uma pista sobre de que se tratava o cerne do problema. Afirma que alguns queriam ser mestres da Lei (o Velho Testamento) sem que nem a compreendessem direito. Que a Lei é boa, se usada adequadamente, mas que esses “mestres” a estavam entendendo errado e categoricamente a ensinando errado.
Percebe-se, então, que havia um problema sério em Éfeso, quanto ao ensino das doutrinas bíblicas. Naquela época não existia o Novo Testamento como nós o temos – uma coleção de livros e cartas escritos no primeiro século pelos apóstolos e seus companheiros. E os cristãos só possuíam como Escrituras o Velho Testamento, que era conhecido também como a Lei e os Profetas, ou simplesmente como a Lei. Ocorre que alguns homens de Éfeso não entendiam bem a Lei e, mesmo assim, passavam-se por grandes rabis – mestres – da Lei. O resultado óbvio disso é que estavam ensinando coisas erradas aos cristãos de Éfeso, enfatizando trivialidades, e causando dissensão na igreja; e isto precisava ser imediatamente corrigido.
Paulo segue instruindo a Timóteo sobre como combater esses ensinos errôneos, e, vemos no capítulo 2 que ele trata especificamente sobre:
• Os cristãos devem orar por todas as pessoas, inclusive pelas autoridades governamentais, para que elas permitam que eles possam viver segundo o Cristianismo (2.1-3);
• Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o qual é Jesus Cristo – o homem (2.5)
• Os homens podem orar em qualquer lugar, levantando as mãos, sem ira nem polêmicas (2.8);
• As mulheres se vistam modestamente, e pratiquem boas obras (2.9, 10);
• As mulheres devem aprender com atitude de quietude e submissão (2.11);
• As mulheres não devem ensinar (as Escrituras) aos homens (2.12-14).
Fazendo uso do que se chama de interpretação-espelho (deduzir a pergunta a partir da resposta), pode-se inferir que os falsos mestres estavam ensinando que:
• Não se deve orar pelos incrédulos, principalmente pelas autoridades terrenas, pois elas são más;
• Existem diversos mediadores entre Deus e os homens, além de Cristo (talvez aqui seja uma alusão aos sacerdotes Levítico-Aarônicos, ou ao ensino proto-gnóstico de que há várias hierarquias de deuses no céu);
• Os homens não podem orar em todo lugar (talvez esses “mestres” entendessem que os cristãos devessem orar apenas nas sinagogas ou em outros “lugares sagrados”);
• As mulheres cristãs, especialmente as casadas, poderiam (ou até deveriam) se vestir de forma ousada e ostentadora, desprezando os costumes judaicos e cristãos. Isto provavelmente indicasse também que os falsos mestres estivessem ensinando que a mulher cristã não devia ser submissa ao seu marido;
• As mulheres, quando forem discipuladas, devem questionar o ensino dos mestres (homens) provocando discussões e debates;
• As mulheres cristãs podem (ou devem) ensinar os homens. Isto provavelmente está relacionado ao entendimento proto-gnóstico de que a mulher, por ter sido a primeira a provar do fruto do conhecimento (gnosis) do bem e do mal, estaria mais apta a ensinar do que o homem, que o provou depois.
Acerca do contexto específico, havia ainda a questão de que em Éfeso se cultuava fortemente a divindade feminina Diana, e que isto provavelmente fazia com que as mulheres naquela sociedade fossem mais valorizadas do que em outras cidades. É provável que, em Éfeso, as mulheres cristãs tenham sido influenciadas por essa valorização da mulher naquela sociedade.
Vê-se, então, que cada um dos pontos dos ensinos dos falsos mestres da Lei foi contestado por Paulo. E, quanto à atitude e conduta das mulheres cristãs em Éfeso com relação ao aprendizado e ensino, que é o nosso foco aqui, ele exorta, como já mencionamos, que: [1] as mulheres devem aprender com atitude de quietude e submissão (2.11); e que [2] as mulheres não devem ensinar as Escrituras aos homens (2.12-14).
A atitude correta das mulheres cristãs quanto ao aprendizado e ensino das Escrituras
Não há necessidade de muita reflexão para saber que as melhores atitudes em questões de aprendizado são a quietude (a calma, a tranquilidade) e a submissão ao mestre – aquele que está ensinando. A pessoa estressada e arrogante não aprende. Ao contrário, só provocará polêmica e inimizade. E este princípio não vale apenas com relação às mulheres e seus mestres. Vale também para com os homens e seus mestres.
No tocante à questão da restrição paulina às mulheres ensinarem aos homens na igreja cristã, ele primeiro argumenta a partir do princípio bíblico de que “a esposa deve ser submissa ao marido” (Col. 3.18; Tito 2.5; 1ª Pedro 3.1 e 3.5). Paulo agora aplica este princípio de modo mais amplo para a igreja e o justifica com o caso de Eva, que, quando desprezou este princípio e persuadiu Adão no sentido de que ele também comesse do fruto proibido, ocorreu a maior desgraça da humanidade – o pecado contra Deus. Eva “ensinou” a Adão que o fruto era gostoso, bonito e bom para dar conhecimento (Gen. 3.6); e ele (Adão) “deu ouvidos” à voz da sua mulher – ao ensino dela – ao invés de dar ouvidos à ordem de Deus (Gen. 3.17). Paulo, então, exorta a igreja em Éfeso para que não repita o erro do primeiro casal. Que as mulheres não ensinem a Palavra de Deus – as Escrituras – aos homens, nas comunidades cristãs.
Logo a seguir, no capítulo 3, Paulo reforça seu posicionamento, apresentando as qualificações daqueles que podem exercer a supervisão (episcopado, que significa condução ou liderança) nas igrejas, deixando claro que devem ser homens (“…marido de uma só mulher…”). Os presbíteros ou bispos (pais de família maduros na fé e na idade, de bom testemunho, íntegros e sem vícios) são aqueles que devem ensinar as Escrituras e liderar as comunidades cristãs, e não as mulheres (ou as esposas). E, no contexto da família, os maridos são aqueles que devem ensinar as Escrituras às suas esposas, e não o contrário.
Algumas pessoas têm levantado objeções a essa conclusão, dizendo que a restrição de Paulo às mulheres cristãs de Éfeso ensinar aos homens se deu porque naquela época as mulheres cristãs não podiam estudar ou aprender; conseqüentemente, ensinariam erradamente, caso o fossem fazer. Porém, isto extrapola o texto de 1º Timóteo e do Novo Testamento como um todo. Não há nenhuma passagem no Novo Testamento que indique isto – que as crentes de Éfeso não podiam aprender ou estudar, e que, portanto, eram sem instrução. E nem há indicação de textos extra-bíblicos que apóiem esta afirmação. Além disso, vimos que as igrejas cristãs do primeiro século permitiam que as mulheres aprendessem as Escrituras, contrariando esta objeção. Portanto, ela deve ser desconsiderada na exegese desta passagem. Não vale como argumento. Outras pessoas afirmam que restringir as mulheres de ensinar aos homens entra em contradição com o que Paulo disse em Gál. 3.28: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.”. Este entendimento, todavia, despreza o contexto da carta de Gálatas, a qual trata especificamente da salvação e da formação do Israel de Deus. O verso significa, naquele contexto, que depois de Cristo não há mais exclusividade dos Judeus como povo de Deus. Não tem nada a ver com o comportamento dos cristãos na igreja, como é o caso em 1º Timóteo. Mais uma vez lembro que “um texto fora do contexto é um pretexto”. Assim, também este argumento não é válido. Há outros ainda que afirmam que, se Deus não permitisse que a mulher ensinasse, ele não daria o dom do ensino à uma mulher. Esta argumentação também é falaciosa, porque primeiro Deus permite que a mulher ensine; ele apenas não permite (baseando-nos principalmente no texto de Paulo aqui analisado) que as mulheres ensinem as Escrituras… aos homens. Segundo porque os dons não guiam as Escrituras; as Escrituras é que guiam os dons. Não é a nossa experiência com os dons que deve determinar nossa doutrina sobre eles, mas, ao contrário, devemos exercer nossos dons em conformidade com as Escrituras. Se Deus não permite que as mulheres ensinem as Escrituras aos homens, o dom do ensino deve ser praticado pelas mulheres observando este preceito.
Além dessas três objeções anteriores, há quem lembre o fato de que Priscila (uma mulher), ensinou a Apolo sobre o Evangelho (Atos 18.24-28) e que isto fez com que ele fosse grandemente usado por Deus, abençoando a igreja. Entretanto, Priscila não ensinou a Apolo sozinha; ela o fez com seu marido Áquila, e, assim entendo, sob a autoridade e supervisão dele. Desse modo, o princípio bíblico não foi desrespeitado. Quem discipulou Apolo foi o casal Áquila e Priscila, e não somente a mulher Priscila.
A instrução dada por Paulo em 1º Tim. 2.11-14 é apenas local e temporal?
Algumas pessoas entendem que o problema de Éfeso relativo às mulheres era local e temporal, e que por isso a orientação de Paulo não é para todas as igrejas nem para todas as gerações. É claro que esta instrução foi dada a Timóteo para corrigir o problema das igrejas (nos lares) de Éfeso. Porém, a forma com que Paulo instrui nesta carta, diferente de como faz em 1 Coríntios, não tem apenas tonalidades locais ou de época. Ele utiliza como argumentos princípios eternos e trans-culturais. Apresenta seu fundamento em doutrinas, e não em costumes locais. As pessoas que afirmam que a restrição “E não estou permitindo que a mulher fique ensinando” nas comunidades de Éfeso é apenas local, terá que afirmar também que o ensino “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens” é também apenas local, pois ambos fazem parte da mesma unidade textual e objetivam corrigir falsas doutrinas que estavam sendo ensinadas. Observe bem que o objetivo de Paulo em 1º Timóteo não era apenas corrigir práticas locais, mas combater doutrinas falsas. E doutrinas falsas se combatem com doutrinas verdadeiras, ou como ele disse na carta, com a “sã doutrina” (1.10). Então, a carta de Timóteo nos ensina doutrina cristã, portanto, perene e atemporal.
Abro aqui um parêntese para dizer que eu mesmo acho difícil seguir esta restrição. Raciocinando como homem, não entendo porque as mulheres não podem (ou não devem) ensinar as Escrituras aos homens. Talvez isto seja porque tenho uma esposa que é irmã, muito sábia e talvez mais inteligente do que eu. Algumas vezes é ela e não eu que está de acordo com a vontade do Senhor. Entretanto, a instrução do apóstolo nesta passagem é clara e, mesmo considerando todas as objeções, não tenho como refutar. Tenho que aceitar.
É preciso enfatizar que a restrição da passagem aqui analisada é aplicável apenas ao ensino da Bíblia, e não se aplica ao ensino educativo, ou científico, ou a qualquer ensino extra-bíblico. Dizer que as mulheres não podem transmitir ou ensinar outros conhecimentos não bíblicos aos homens vai além do que o texto bíblico instrui. Este texto não pode ser aplicado, por exemplo, às mulheres que ensinam em universidades e escolas.
Concluindo, as únicas restrições à participação das mulheres na igreja são de ensinar as Escrituras aos homens e de liderar (conduzir) as igrejas. Elas podem ensinar as Escrituras às outras mulheres e às crianças (inclusive meninos) da igreja, podem cantar, podem orar, podem profetizar, podem ler uma passagem bíblica em voz alta nas reuniões, e podem opinar nas decisões coletivas da igreja. Tudo com ordem e decência. Tudo para a glória de Deus.
Ministério Pastoral Feminino – BATISTAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Pr. José Alves
A ordenação de mulheres para o ministério pastoral está em destaque em algumas denominações e timidamente entre os batistas. A consagração de mulheres para o ministério pastoral não encontra o devido respaldo bíblico. Muitas pessoas estão confusas quanto ao que crer acerca do assunto. Já que não sou favorável à ordenação de mulheres devo explicar sincera e cuidadosamente esta minha posição e procedimento.
O preâmbulo dos meus comentários põe em destaque dois aspectos. Primeiramente, exponho aqui uma convicção pessoal, e não deve ser entendida como uma crítica severa sobre o que outros crêem e praticam. Como tantos outros, eu creio na autonomia da igreja local. Sendo uma assembléia, rege-se por leis que não foram criadas por ela. Jesus Cristo, seu fundador é o legislador. Assim, as igrejas fiéis têm a Bíblia e, com especialidade, o Novo Testamento como regra de fé e prática. É em obediência aos ensinos da Bíblia que as igrejas devem exercer sua autonomia não indiferentes e aleatoriamente.
No Novo Testamento não há qualquer diferença entre o homem e a mulher no campo da salvação e na obra redentora. Cristo dignificou a mulher, pois Deus não faz acepção de pessoas. Mesmo considerando isso, só homens foram vocacionados e exerceram o ministério pastoral.
Nos dias do Antigo Testamento havia muitas nações vizinhas de Israel com sacerdotisas, e nem assim, esta posição de serviço religioso foi praticada em Israel por mulher. Nenhuma mulher do povo de Deus levantou sua voz para reivindicar a posição de sacerdotisa;
Cabe, aos líderes postos nas igrejas, orientá-las com amor e sabedoria. Sabendo que a autonomia da igreja está sujeita à regra de fé e prática já no bojo da Palavra da Verdade. O que resta mesmo a cada igreja e a cada líder é ser fiel na obediência ao ensino de Jesus. Esta fidelidade é até a morte; sempre firmes sabendo que tal atitude não é vã no Senhor. A recompensa não há de faltar aos fiéis.
Pr. Jaime Augusto
Apesar de reconhecer que todos devem sempre considerar os tempos e as mudanças culturais, creio que a Bíblia deva ser sempre o primeiro e último escrutínio para uma decisão assim. Como pastores, nosso espírito precisa ser bíblico, mesmo que isso implique em posicionamentos contrários à cultura ou à tendência por mais inevitável que seja. A voz profética, aliás, nem sempre obteve respaldo da moda. Tendo como base os escritos de alguns autores comprometidos com a Bíblia, quero propor a análise de determinados textos sagrados para provocar uma reflexão consistente em cada um (pelo menos que sirva de ponto de partida), para depois chegar a uma conclusão.
A resposta pode começar a ser encontrada no contexto de Gálatas. Ao que tudo indica, Paulo escreveu essa carta para responder a questões levantadas sobre a nossa justificação diante de Deus. Sua afirmação central é a de que todos, independente da sua raça, cor, posição social e sexo, são recebidos por Deus da mesma maneira: pela fé em Cristo. Definitivamente Gálatas 3.28 não está tratando do desempenho de papéis na igreja e na família, mas da nossa posição diante de Deus. A salvação em Cristo justifica igualmente homens e mulheres diante de Deus, mas não altera o papel de ambos estabelecido previamente na Criação. O pastor e teólogo presbiteriano Augustus Nicodemus afirma que “o assunto não são as funções que homens e mulheres desempenha na Igreja de Cristo, mas a posição que todos os que crêem desfrutam diante de Deus”.
É importante sempre ter em mente que a questão da subordinação feminina tem sua base na Criação (Gênesis 1 e 2) e não na Queda (Gênesis 3). A cruz de Cristo aboliu as diferenças cerimoniais para que todos pudessem aproximar-se de Deus, mas em nenhum momento pôs um término nas funções ou papéis fundamentais do homem e da mulher estabelecidos por Deus muito antes da Queda.
Quando Cristo desejou estabelecer pastores para sua Igreja, ele nos deixou o registro bíblico de homens sendo incumbidos dessa função. Mesmo sendo um Senhor gracioso que considera todos iguais para receberem misericórdia e graça; que ama indistintamente suas ovelhas e morreu por todas de igual forma, ele não mencionou mulheres como pastoras. Ele as amou, serviu e foi servido por elas. Não as ignorou, mas, pelo contrário, foi-lhes um protetor num mundo desigual. Foi o libertador de tantas opressões que elas sofriam, mas nada falou sobre serem pastoras. Além disso, a igreja sempre declarou ser sustentada sobre o ensino dos apóstolos e eles, da mesma forma, não parecem sustentar essa posição. A subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisso haja qualquer desvalorização.
Paulo vê nos detalhes da Criação uma ordenação divina quanto aos diferentes papéis do homem e da mulher. O fato, por exemplo, de termos de ser submissos às autoridades civis não nos torna inferiores. A própria Bíblia ordena essa submissão (Rm 13.1-5; 1 Pe 2.13-17). Também os filhos não são inferiores a seus pais, mas lhes devem submissão (Ef 6.1). Como bem lembrou o Dr Nicodemus, “o conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a igreja”.
É evidente que há elementos no Novo Testamento que pertencem à cultura do século I. A função do exegeta é descobrir nelas o princípio permanente para então aplicá-lo no contexto contemporâneo. É a ponte construída entre o mundo bíblico e o mundo atual. As passagens de 1 Coríntios 11.2-16, 14.34-35 e 1 Timóteo 2.11-12 têm um princípio permanente para que se mantenham distintamente os papéis inerentes ao homem e à mulher na igreja e na família. Assim, não devemos inverter os papéis. A mulher não deve ocupar posição de autoridade sobre os homens, mas deve observar de maneira análoga seu papel como o da Igreja, que está submissa ao Senhor. Ela tem liberdade, usa seus dons e talentos e ainda tem suas preferências, mas, em última análise, deve ouvir ao Senhor.
Definitivamente Paulo não instrui sobre esse assunto tendo como base considerações condicionadas culturalmente. Seu apoio é basicamente feito de princípios inerentes à própria humanidade, enraizados na Criação. Ele sempre apela às Escrituras (Antigo Testamento),
demonstrando que a origem dos papéis próprios do homem e da mulher não estão fundamentados nas questões transitórias das igrejas e muito menos em algum aspecto cultural, mas teológico, que envolve Deus e a Criação. É bem provável que o mundo dos apóstolos estava distante cerca de 4 mil anos do evento da Criação. Talvez alguém pudesse alegar que os tempos haviam mudado e o cristianismo deveria estabelecer novos critérios culturais, mas o apelo dos apóstolos às Escrituras mostra que havia um princípio permanente estabelecido por Deus que transcendia as épocas.
Conclusão
Penso que o assunto deve ser tratado do mesmo modo que se faz com os casos de pastores divorciados e novamente casados. A Bíblia condena, mas muitas igrejas e ordens de pastores exercitando a graça aceitam pacificamente, outras rejeitam, mas ninguém cria divisão por este motivo.
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