João. 1.2,3 Jo. 1.2,3 trazem informações que não podem passar desapercebidas.
João. 1.2,3 Jo. 1.2,3 trazem informações que não podem passar desapercebidas.
Postado por Valdomiro
mai 3
Jo. 1.2,3 trazem informações que não podem passar desapercebidas, pois ao dizerem que “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”, leva alguém a refletir: “… se todas as coisas foram feitas por meio do Verbo, não existe nada que não tenha sido feito por Ele. Logo, Ele não pode ter sido feito, do contrário existiria alguma coisa que não foi feita por meio d’Ele (Ele mesmo)”, esse tipo de raciocínio levanta, no entanto, por não considerar a forma de expressão dos escritores sagrados, algumas dificuldades para quem pensa assim, envolvendo o Espírito Santo. Ao observarmos o argumento proposto, considerando o conjunto das Escrituras, temos, por exemplo, versículos como Lc. 10.22 que diz: “… e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Ora, pelo princípio da exclusão completa e absoluta, então, decorre que o Espírito Santo está de fora do conhecimento de quem é Deus, pois se somente o Filho conhece o Pai, e o Pai, o Filho; então, o Espírito não conhece nenhum dos dois, mas isso é algo que sabemos não ser plausível afirmar, não por causa do versículo em si, pois, de fato, nos baseando apenas nesse verso, isoladamente, que é o que fazem com os versos 2 e 3 de João 1, essa conclusão seria inevitável e, na realidade, até que poderia ser assim mesmo, mas, justamente por causa de outros versículos das Escrituras, que complementam e esclarecem aquela passagem, essa exclusão não é plausível, e a prova disto encontramos em I Co 2.11 “ Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.” Além disso precisamos refletir ainda acerca do Espírito Santo considerando o “argumento da exclusão”, pois se João 1.1-3 fala do Logos numa pretendida condição de existencialidade eterna e todo o restante sendo criado por Ele, então, pelo princípio da exclusão completa, defendida pelos trinitários, o Espírito Santo passa a fazer parte das coisas abrangidas pela expressão “todas as coisas foram feitas por intermédio dele”, tendo sido “criado” pelo Verbo em algum tempo na eternidade. Assim, mesmo que se reivindique a ideia de procedência relativamente ao Espírito isto não resolveria o requerimento proposto, que aliás, diz J. N. D. Kelly “Agostinho sempre encontrou dificuldade para explicar… em que difere [o Espírito] da geração do Filho”. Temos ainda Hb. 1.6 “E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” Ora, se são absolutamente todos, então o chamado Anjo do Senhor também deve reverenciar Jesus; mas, ai surge um outro problema, pois os trinitarianos veem nesse Anjo o próprio Jesus, o que mais uma vez mostra a falibilidade da argumento da exclusão completa. Quanto lemos em Cl. 1.16 “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.”, então, seu Pai, o Deus invisível, também foi criado por ele? Já que ele criou todas as coisas que há nos céus, e nos céus é onde Deus habita? Certamente que a expressão “todas as coisas” é entendida não no sentido amplo e irrestrito. Ainda em Jo. 3.35 lemos: “O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos”, embora se diga “todas as coisas”, o Pai não está incluído, e esse dito no evangelho do João se prova na carta de Paulo em I Co. 15.27 “Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas”. Até mesmo que lemos “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”, claro está que a expressão “todos pecaram” exclui um, o Senhor Jesus Cristo, pois “em tudo foi tentado, mas sem pecado”. Logo se percebe que esse argumento, traz mais dificuldades para um trinitariano que soluções. Aqui não se pretende afirmar que o Filho foi o meio de sua auto-criação, pois fica provado que tais palavras não denotam uma expressão absoluta de totalidade das coisas existentes, pelo contrário, é de se notar pelos exemplos dados que Ele não está incluído na expressão “todos as coisas” por duas razões simples: 1) Por haver sido gerado, não criado, pelo Pai antes, e, 2) por ser o executor da ordem criativa do Pai. Assim, como não foi intenção do escritor sagrado afirmar que o Pai se auto-entregou ou se auto-submeteu ao Filho nas palavras “todas as coisas” (I Co. 15.27), quanto lhe submete tudo, assim também a criação de tudo pelo Filho no o exclui de uma origem. “Todas as coisas” lhe foram entregues menos uma, o próprio Pai; também quando se diz “todos os anjos” (Hb. 1.6) se excetua um, que é a teofania de Yahweh, o Anjo do Senhor. Quando se diz “todos pecaram” se exclui um: o Senhor Jesus. De igual modo quando se usa a expressão “Todas as coisas …” (Jo. 1.3), ao se fala da criação se excetua um, ele próprio, que foi gerado pelo Pai. E, se é forte aplicar a palavra criação, como objetivamente está escrito em Ap. 3.14 “princípio da criação de Deus” com relação ao Filho, não o é o termo geração (Hb. 1.5), no entanto ambas denotam irremediavelmente início. O artifício da teologia pós-apostólica da “geração eterna do Filho” não é ensinado na Bíblia nem de forma direta, nem de forma indireta.
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A LEI DE DEUS JÀ EXISTIA ANTES DA ALIANÇA COM ISRAEL
A LEI DE DEUS JÀ EXISTIA ANTES DA ALIANÇA COM ISRAEL
1. Em Salmos 119: 160, nos diz que as Leis de DEUS são eternas. E se são eternas sempre existiram.
2. Romanos 4:15; e 5:13 nos diz que onde não há lei não há pecado. Adão pecou, logo existia uma lei.
3. Gênesis 26:5 nos informa que Abraão conhecia as leis de Deus Yahweh.
4. Êxodo 16:28 nos informa que já existia a lei de Deus. Este episódio ocorreu um pouco antes da entrega da lei no Sinai.
5. Gênesis 39:9 nos informa que José, quando estava no Egito, tinha conhecimento da lei de Deus.
6. Em Isaias 43:27 nos informa que “teu primeiro pai pecou”, logo, se pecado é a transgressão da lei ( 1a. João 3:4), já havia uma lei.
A comprovação da existência de todos os Mandamentos, antes do Sinai:
1. Primeiro Mandamento: Examinemos o que Jacó pediu à sua família para que fizesse antes de partirem em sua viajem de retorno: “Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós…” Gen.35:2 . Com este pedido, Jacó demonstra que conhecia o primeiro mandamento da lei de Deus. Em outra passagem, Josué 24:2, podemos constatar que os antepassados de Abraão foram acusados de servirem a outros deuses, violando o primeiro mandamento, logo, concluímos que eles tinham conhecimento desse primeiro mandamento.
2. Segundo Mandamento: Em Gênesis 31:19 somos informados que Raquel furtou os ídolos da casa de seu pai, logo, Labão sogro de Jacó, tinha imagens que ele adorava. Se o segundo mandamento, que proíbe fazer e cultuar imagens, não fosse conhecido, então porque Jacó tomou essas mesmas imagens de Labão e as enterrou em Siquém? Gen. 35:1 a 4.
3. Terceiro Mandamento: De que acusa a Bíblia a Esaú? Em Heb. 12:16, nos informa que “Nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú.” O terceiro mandamento requer de nós que façamos distinção entre o santo e o profano porque não fez isso quando vendeu seu direito de primogenitura, que tinha que ver com sua relação para com Deus. Isto equivaleria a uma blasfêmia.
4. Quarto Mandamento: Conhecia Adão e toda a família humana o 4o. Mandamento antes de a lei ter sido escrita por Deus e dada a Moisés? “Assim os céus e a Terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, porque nele descansou de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda sua obra, que Deus criara e fizera.” Gen. 2:1 – 3. Uma vez que o sábado é um monumento da criação, deve ter sido celebrado no Jardim do Éden, e daí para o futuro. Portanto todos o conheciam. Outra pergunta que se pode fazer, pois os evangélicos assim o afirmam, é se o sábado foi feito para os Judeus. Jesus nos responde: “ E disse-lhes: o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” Marcos 2:27 Se é para o homem, não é para o Judeu… Ainda em Êxodo capitulo 16, nos mostra que o sábado era conhecido e observado antes da lei ser escrita, e que não havia se “perdido”: “então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá. E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis.” Êxodo 16:25-28. No verso 23, diz; “e lhes disse : isto é o que o Senhor disse: Amanhã é repouso, o santo sábado de Yahweh….”
Em Isaias 56:6-7 nos diz: “Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada de Casa de Oração para todos os povos.” Este verso nos mostra claramente que o sábado não é somente para os Judeus.
5. Quinto Mandamento: O incidente de Noé e seus filhos, nos fala do sexto mandamento. Gênesis 9:24 e 25 nos diz: “e despertou Noé de seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera, e disse: “Maldito seja Canaã; servo dos sevos seja aos seus irmãos”.
6. Sexto Mandamento: Gênesis 4:8 no diz: “…se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.” Nos versos que antecedem Deus dialoga com Caim : “ E o Senhor disse a Caim: Porque te iraste? E porque descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta” Este fato demonstra claramente que Caim sabia que não havia feito o que seria correto. Gen.4:6 e 7.
7. Sétimo Mandamento: José, filho de Jacó, aproximadamente 400 anos antes do Sinai, demonstra claramente ter conhecimento deste mandamento. Gênesis 39:7 a 9, nos diz: “E aconteceu depois destas coisas que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José, e disse: Deita-te comigo. Porem ele recusou e disse à mulher de seu senhor:… Tu és sua mulher; como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?”
8. Oitavo Mandamento: Jacó pecou ao apoderar-se, por fraude, dos direitos espirituais e temporais de seu irmão. Gênesis 27:35 e 36, nos informa: “ E ele disse: Veio o teu irmão com sutileza, e tomou a tua benção. Então disse ele: Não foi o seu nome justamente chamado Jacó, por isso que já duas vezes me enganou (ou suplantou)? A minha primogenitura me tomou, e eis que agora me tomou a minha benção.”
9. Nono Mandamento: Jacó engana seu pai idoso e cego, e usando de falsidade para com ele. Gênesis 27:19 a 24 nos diz: “E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito.” “E disse : Tu és meu filho Esaú mesmo? E ele disse : Eu sou.” Caso o nono mandamento, que proíbe todas as práticas enganosas não estivesse em vigor, então Jacó não poderia ter sido condenado por sua mentira.
10. Décimo Mandamento: A cobiça sempre precede o furto, adultério e outros pecados. Foi Eva culpada de pecado em desejar aquilo que não lhe pertencia? Veja o que esta escrito em Gênesis 3:6 : “E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e arvore desejável para dar entendimento, tomou de seu fruto, e comeu.
Desta forma, aos estudarmos a Bíblia, podemos perceber que os Dez Mandamentos já existiam antes do Sinai.
FONTE: Dario Roger Perli
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“ANOMIA”
“ANOMIA”
MATEUS 24: 11-14
V 11 DIZ: “E SURGIRÃO MUITOS FALSOS PROFETAS E ENGANARAM A MUITOS”
V 12 DIZ: “E POR SE MULTIPLICAR A VIOLAÇÃO E O DESPREZO PARA COM A TORAH – AS LEIS MORAIS De YAHWEH O ETERNO, O AMOR [para com a Lei de Yahweh – Salmo 119: 97 diz: “QUANTO AMO A TUA LEI!..”] DE MUITOS [os muitos que no versículo anterior Yehshua afirmou que serão enganados pelos falsos profetas] SE ESFRIARÁ.
NA TRADUÇÃO JUDAICA O V 12 DIZ: ‘POR CAUSA DO CRESCENTE DISTANCIAMENTO DA TORA’.
MAS O TERMO TRADUZIDO POR INIQUIDADE É: ‘ANOMIA’= ‘NOMOS’, QUE É: LEI, EM GREGO; E ‘ANOMIA’ É: DESPREZO E VIOLAÇÃO DA TORAH OU LEI.
AS TRADUÇÕES NORMAIS PARA MASCARAR E PARA MANTER A DOUTRINA FALSA DA ANULAÇÃO DA LEI, NÃO TRADUZEM ASSIM; COLOCA INIQUIDADE; DANDO A IMPRESSÃO PARA AS PESSOAS QUE É SIMPLESMENTE COMETER PECADOS, COMETER ERROS; MAS NÃO É; NÃO É ISSO QUE YAHSHUA E MATEUS ESTÃO DIZENDO! ELES ESTÃO SENDO MUITO CLAROS E MUITO PONTUAIS; ELES ESTÃO DIZENDO: O AMOR VAI SE ESFRIAR PORQUE AS PESSOAS NÃO CUMPREM A TORAH, ELAS DESOBEDECEM A TORAH.
E QUEM MUITA DAS VEZES LEVA AS PESSOAS A CAÍREM NESSE ERRO? OS FALSOS PROFETAS. MATEUS 7: 21-23 O TERMO AQUI TAMBÉM É ‘ANOMIA’= ‘NOMOS’ É: LEI EM GREGO; E ‘ANOMIA’ É: DESPREZO E VIOLAÇÃO DA TORAH OU LEI.
Yehshua NÃO ERA UM FALSO PROFETA, PORQUE ELE AO CONTRÁRIO DESTES FALSOS PROFETAS, GUARDAVA AS LEIS DE DEUS, AS CUMPRIA, E ENSINAVA AS PESSOAS QUE ELAS DEVERIAM ASSIM COMO ELE, GUARDAR AS LEIS DE DEUS E CUMPRI-LAS.
MATEUS 5: 17—18 ELE NÃO VEIO ANULAR A TORAH, MAS PLENIFICAR OU TORNÁ-LA PLENA. YAHSHUA VIVIA E PREGAVA A TORAH; E ELE NOS CHAMA PARA ANDARMOS EM SUAS PISADAS, TENDO ELE COMO NOSSO MAIOR MODELO!
OS FALSOS PROFETAS COM AJUDA DE TEXTOS MAL TRADUZIDOS, DE UMA TEOLOGIA EM PARTE CEGA, E POR MEIO DE UMA MÁ INTERPRETAÇÃO DOS TEXTOS BÍBLICOS, ENSINAM QUE A LEI É COISA PASSADA, VELHA, E QUE FOI ABOLIDA; CONTRARIANDO O QUE O PRÓPRIO MESSIAS AFIRMOU CLARAMENTE EM: MATEUS 5: 17-19
PORÉM, EM MATEUS 24: 13 YAHOSHUA DIZ: “MAS AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ O FIM, ESSE SERÁ SALVO”
SE PERSEVERARMOS EM GUARDAR A TORAH DO ETERNO – SUAS LEIS MORAIS, OBSERVANDO-AS, ESTAREMOS PRINCIPALMENTE SALVOS DE SERMOS ENGANADOS PELOS FALSOS PROFETAS E DO ESFRIAMENTO DO AMOR (QUE INFELIZMENTE JÁ TEM ALCANÇADO A MUITOS) PARA COM A TORAH DO ETERNO – AS LEIS MORAIS ESTABELECIDAS POR ELE PARA O NOSSO PRÓPRIO BEM!
ESSA É UMA DAS VERDADES QUE SEGUNDO Yehshua PRECISAM SER PREGADAS!
V 14 “E ESTE EVANGELHO [ESTA ANUNCIAÇÃO VERDADEIRA CITADA NO CONTEXTO] SERÁ PREGADO EM TODO O MUNDO, E ENTÃO VIRÁ O FIM”.
PAULO ANUNCIAVA O EVANGELHO DENTRO DA TORAH!
Postado por pastor thiago sanchez
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A Lei do Velho Testamento foi abolida?
A Lei do Velho Testamento foi abolida?
Muitas pessoas alegam que não precisamos cumprir mais nada da lei de Moisés, e que só devemos cumprir o que está no Novo Testamento, porque, segundo elas, Jesus aboliu a lei de Moisés. No entanto, eu vou mostrar neste artigo que não é bem isso o que a Bíblia diz.
Essas pessoas se apoiam principalmente nas seguintes passagens:
“Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz” (ACF; Efésios 2,11-15).
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados” (ACF; Colossenses 2,14-16).
No entanto, o que o apóstolo quis dizer nessas passagens é que Jesus aboliu somente para os não judeus a obrigação de cumprir toda a lei de Moisés, pois antes da morte de Jesus, os não judeus, que eram conhecidos como gentios ou estrangeiros, que queriam se converter a Deus tinham que se converter ao judaísmo e cumprir a lei de Moisés em sua totalidade, ou seja, tinham que cumprir a guarda do sábado, circuncisão, dias de festa, sacrifícios de animais, e tudo o mais que a lei mandava, como se vê em Isaías 56,3.6-7. Porém, desde a morte de Jesus, os não judeus convertidos não precisam mais cumprir esses mandamentos. Agora eles precisam cumprir apenas alguns mandamentos da lei de Moisés, incluindo logicamente os mandamentos morais dessa lei, como: não matar, não furtar, não cometer adultério etc.
Quanto aos judeus, eles ainda têm que cumprir toda a lei, portanto, ela não foi abolida. Uma prova disso é a passagem de Atos 21,18-25, na qual vemos claramente que o próprio apóstolo Paulo e os outros judeus que creram em Jesus continuaram cumprindo a Lei de Moisés, e mantiveram a decisão de que os não judeus convertidos tinham que cumprir apenas alguns mandamentos da lei. Além do mais, o próprio Jesus disse que não veio abolir a lei:
“Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus” (NVI; Mateus 5,17-19).
Há também aqueles que acreditam que a fé em Jesus é o único meio para nos salvar e que por isso não é certo dizer que também temos que fazer boas obras para ganharmos a salvação. Essas pessoas se baseiam em textos como Gálatas 2,16; 3,23-25; Efésios 2,8-9 e Romanos 3,28; 10,4. É lógico que em nenhuma dessas passagens o apóstolo Paulo quis dizer que para sermos salvos não precisamos mais cumprir as obras da lei de Deus e que agora basta termos fé em Jesus, pois se assim fosse, poderíamos matar, roubar, mentir e ainda assim seríamos salvos, desde que mantivéssemos a nossa fé em Jesus. O que ele quis dizer é que o que nos justifica não é a prática das obras da lei de Deus, pois nesse ponto sempre falhamos, assim nos tornamos injustos diante de Deus por desrespeitar a lei dele, mas o que nos justifica e nos salva é somente a fé em seu filho Jesus, o qual morreu inocente por nós, para pagar nossos pecados. Ele também quis dizer que Jesus é o fim do regime da lei, o qual não se baseava na fé em Jesus, mas sim na justificação apenas pela observância dos mandamentos.
No entanto, mesmo sendo justificados somente pela fé em Jesus, temos que nos esforçar para cumprir a lei de Deus, pois o próprio apóstolo Paulo disse que não podemos pecar só porque não estamos mais debaixo da lei de Moisés (Romanos 6,15). Além disso, Paulo também disse que Deus criou as boas obras para que andássemos nelas (Efésios 2,10). Ele mesmo orientou os primeiros cristãos a cumprir uma série de obras (as quais estão na lista de mandamentos que se encontra na primeira e principal postagem deste blog) e pediu para que eles reconhecessem que as coisas que ele escrevia eram mandamentos do Senhor (1 Coríntios 14,37).
Em Tiago 2,14-26 o apóstolo Tiago esclareceu que não adianta apenas termos fé, temos também que fazer boas obras. O próprio Jesus Cristo disse que nem todo aquele que tem fé nele irá para o céu, mas somente aquele que fizer a vontade do Pai dele:
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (NVI; Mateus 7,21).
Além de tudo isso, as seguintes passagens do Novo Testamento também deixam claro que devemos guardar os mandamentos de Deus:
“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados” (ACF; 1 João 5,3).
“Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (ACF; Apocalipse 14,12).
“Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas” (ACF; Apocalipse 22,14).
Para não deixar mais dúvida que realmente estamos sob o regime do Novo Testamento e não do Velho, mas que isso não significa que não temos que cumprir mais nada do Velho, formulei abaixo mais cinco argumentos.
Primeiro: os dois principais mandamentos que devemos cumprir pertencem à lei de Moisés, como vemos em Deuteronômio 6,5 e Levítico 19,18.
Segundo: os mandamentos de não matar, não furtar, não cometer adultério e muitos outros presentes no novo testamento pertencem à lei de Moisés e ainda devemos cumpri-los.
Terceiro: há muitos mandamentos na lei de Moisés que não estão no novo testamento, mas precisamos sem dúvida cumpri-los, como por exemplo, os seguintes:
Pelos mortos, não faça cortes em sua pele (Levítico 19,28).
Não aceite suborno (Êxodo 23,8).
Não consulte aqueles que têm espíritos guias (Levítico 19,31).
Não ponha tropeço diante de um cego (Levítico 19,14).
Quarto: o próprio apóstolo Paulo disse em 2 Timóteo 3,15-17 que as escrituras sagradas (o Velho Testamento) são uma fonte de ensinamento para nós.
Quinto: como já citei anteriormente, mas em poucos detalhes, a passagem de Atos 15,19-21 relata que os apóstolos possuídos pelo Espírito Santo de Deus decidiram que os homens não judeus convertidos ao cristianismo inicialmente cumprissem alguns mandamentos da lei de Moisés, porque Moisés tinha em cada cidade quem o pregava e ele era lido nas sinagogas a cada sábado. Essa passagem muito provavelmente quis dizer que, como Moisés tinha em cada cidade quem o pregava e ele era lido nas sinagogas a cada sábado, os não judeus convertidos poderiam aprender os outros mandamentos que eles precisariam cumprir, do Velho Testamento, ouvindo os pregadores de Moisés.
Enfim:
“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” (ACF; Eclesiastes 12,13).
http://www.ensinamentosdabiblia.com/2013/02/lei-velho-testamento-foi-abolida.html
Tags:foi
10 Clássicas Desculpas Para Justificar a Negligência em Obedecer a Um dos Mandamentos da Lei Divina
10 Clássicas Desculpas Para Justificar a Negligência em Obedecer a Um dos
Mandamentos da Lei Divina
Prof. Azenilto Brito
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Numa análise crítica elogiosa do livro do Dr. Samuele Bacchiocchi, Divine Rest for a Restless Humanity Divino[Descanso Para Uma Humanidade Intranqüila] a tradicional revista evangélica americana Christianity Today menciona que o mandamento do sábado é o “mais negligenciado” na sociedade moderna. E as desculpas com que se busca justificar tal negligência são várias, mas alistamos 10 das mais “clássicas”, porém não menos “esfarrapadas”.
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1a. – A lei foi inteiramente abolida, restando-nos agora apenas os mandamentos de amor a Deus e ao próximo; não mais o velho código de leis veterotestamentário, mas regras esparsas aqui e acolá pelo Novo Testamento; nada de codificação legal à base do “faça isso” ou “não faça aquilo”.
Ponderações e perguntas para reflexão: Os princípios de amor a Deus e ao próximo são só do Novo Testamento? Que tal examinar Levítico 19:18 de Deuteronômio 6:5? Jesus mesmo declarou: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15). Também no Novo Testamento temos inúmeras regras de “faça isso” e “não faça aquilo”. Os autores do Novo Testamento não dizem simplesmente: “Contemplem a Cristo e isso é tudo quanto precisam fazer. Não se preocupem com regras nenhumas, de fazer isto ou não fazer aquilo”.
O contemplar a Cristo deve motivar o crente e buscar saber como melhor servi-Lo, e quantas instruções específicas se acham nas páginas neotestamentárias a respeito do que fazer e não fazer. Eis alguns exemplos tomados ao acaso: “compartilhai as necessidades dos santos”; “praticai a hospitalidade”; “não sejais sábios aos vossos próprios olhos”; “apresentai os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”; “lançai fora o velho fermento”; “não vos associeis com os impuros”; “fugi da impureza”; “se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo”; “não havendo intérprete, fique calado na igreja”; “tornai-vos à sobriedade”; “orai sem cessar”.
2a. – Devemos ser santos ao Senhor todos os dias, não somente no dia de sábado.
Ponderações e perguntas para reflexão: Acaso o conceito de santidade diária EXCLUI a necessidade de manter-se esse dia de repouso? Uma vez que Cristo disse ter sido o sábado estabelecido “por causa do homem” (Marcos 2:27), isso se aplica a todos os povos, em todas as épocas.
O dever de ser santos ao Senhor sempre NÃO É NENHUMA NOVIDADE, coisa só da “dispensação cristã”, como alguns imaginam. Basta ler a ordem divina em Êxo. 19:6—“sereis nação santa”. E em Deut. 5:32 e 33 é ordenado ao povo de Israel: “Cuidareis em fazerdes como vos mandou o Senhor vosso Deus: não vos desviareis, nem para a direita, nem para a esquerda. Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor vosso Deus, para que vivais, bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir.” No capítulo seguinte lemos ainda: “Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te” (Deut. 6:6, 7). Assim, na “dispensação cristã” é reiterado, não “inaugurado” esse princípio de sermos SEMPRE santos ao Senhor: “Sede, vós, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:48). Simples de entender e perceber, não tão simples de praticar, não é mesmo?
3a. – Guardar o sábado “judaico” seria posicionar-se “debaixo da lei”, mas nós agora estamos é “debaixo da graça”.
Ponderações e perguntas para reflexão: Por que somente atribuem ao mandamento do sábado o qualificativo de “judaico”, embora os outros nove pertençam ao mesmo código? O “não matarás”, “não furtarás”, “honra teu pai e tua mãe”, “não dirás o nome do Senhor Teu Deus em vão” não seriam também “judaicos”? Por outro lado, o estar “debaixo da lei”, tanto no contexto de Rom. 6:14 quanto Gálatas 5:16-21 significa estar vivendo na prática do pecado, e não em obediência a essa lei. O início de Rom. 6:14 declara, “porque o pecado [não a lei] não terá domínio sobre vós”. A definição bíblica de pecado encontramos em 1 João 3:4—“pecado é transgressão da lei”.
4a. – O sábado é mandamento “cerimonial”, e não moral, pois a Bíblia não diz que Adão o guardasse; tampouco há divisão na lei em mandamentos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo tal divisão uma “invenção despropositada dos sabatistas”.
Ponderações e perguntas para reflexão: Adão era homem ou era bicho? Sim, porque Jesus declarou que “o sábado foi feito por causa do homem” (Marcos 2:27). Se Adão era homem então o mandamento do sábado foi estabelecido para ele também, o que é claramente indicado em Gên. 2:2, 3 e Êxo. 20:8-11. No relato da Criação é dito que Deus fez três coisas com relação ao sétimo dia: nele descansou, o abençoou e santificou. “Santificar” significa separar para uso sagrado, e sendo que Deus é absolutamente santo, Ele nada teria para santificar para Si mesmo. Se o fez com relação ao sétimo dia, o sábado, foi para o homem, segundo o confirmou Cristo.
A divisão das leis em “moral”, “cerimonial”, “civil”, “higiênica” já era há muito reconhecida pelos autores das mais Confissões de Fé da cristandade protestante da maior autoridade, fato também reconhecido por estudantes e autores bíblicos das mais diferentes igrejas cristãs ao longo da história. Mais antes deles todos, já o apóstolo Paulo isto estabelece em 1 Cor. 7:19, falando de mandamentos que valiam, mas agora não importa mais, e mandamentos que importam serem obedecidos: “A circuncisão em si não é nada; a incircuncisão também nada é, mas o que vale é guardar as ordenanças [mandamentos] de Deus”.
5a. – Quem insiste na guarda do sábado é por não ter sido “libertado” pela mensagem do evangelho, mas prefere manter-se na “escravidão da lei”; os sabatistas certamente nada sabem sobre a salvação pela graça e justificação pela fé, coitados. . .
Ponderações e perguntas para reflexão: Quem faz esse tipo de afirmação desconhece o pensamento oficial das igrejas cristãs observadoras do sábado. Todas elas apresentam a salvação inteiramente pela graça de Cristo, à parte das obras da lei. A questão da obediência aos mandamentos entra no campo da santificação, não da justificação. Ademais, Paulo mesmo esclarece que a fé estabelece a lei, não a anula (Rom. 3:31). Ele fala do uso legítimo da lei (1 Tim. 1:8) que certamente representa sua obediência baseada em amor a Deus e ao próximo. Tiago declara que “a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tia. 2:17) e a célebre e tão citada passagem de Efés. 2:8, 9—“pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”—é acompanhada do vs. 10 que nem sempre é lembrado nesse contexto: “Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.
6a. – Nove mandamentos são repetidos no Novo Testamento, menos o do sábado.
Ponderações e perguntas para reflexão: O Novo Testamento não tem como objetivo repetir mandamentos antigos para revalidá-los. Jesus indicou que não veio abolir a lei, e sim cumpri-la e insistiu em que a obediência aos mandamentos fosse a mais perfeita possível, superior à justiça dos fariseus e saduceus (Mateus 5:19, 20).
Não há nenhuma repetição ipsis literis dos mandamentos “não farás para ti imagens de escultura”, nem “não dirás o nome do Senhor Teu Deus e vão”, apenas referências indiretas aos mesmos. Aliás, não há sequer alguma proibição contra a prática condenada pela lei de consultar os mortos (ver Êxodo 22:18; Deuteronômio 18:10-14 e Isaías 8:19, 20). Seriam, pois, permitidas desde os tempos do Novo Testamento?
7a. – Não há obrigatoriedade de observância de dia nenhum pois o sábado era apenas “sombra” do repouso espiritual propiciado por Cristo.
Ponderações e perguntas para reflexão: Se o sábado teria de ser abolido por tratar-se apenas de um símbolo, o que realmente simbolizaria? A resposta mais comum dos semi-antinomistas é de que seria símbolo do repouso que o pecador encontra em Cristo, tendo Hebreus 4 como fundamento de tal raciocínio. Isso, porém, não se justifica porque em Hebreus 11 encontramos os tantos heróis da fé que encontraram esse repouso em Cristo e nem por isso isentaram-se da observância do sábado.
Sobre o próprio Moisés, o grande legislador de Israel em nome de Deus, é dito que “considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão” (Heb. 11:26). Davi foi outro desses heróis da fé que encontraram esse repouso espiritual em Cristo. E ele declara: “Agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a Tua lei” (Salmo 40:8). Alguém negará que nessa lei que ele tinha no coração, prefigurando até a própria experiência de Cristo (ver Heb. 10:5-7 cf. Salmo 40:6-8) o sábado estaria de fora? Claro que não. Então, o principal argumento de o sábado ser mero símbolo desse repouso em Cristo pelo perdão dos pecados perde totalmente o sentido.
8a. – Jesus não respeitou o mandamento do sábado, mas o transgredia sistematicamente mostrando que seria abolido em breve; Ele disse ser “Senhor do sábado” para mostrar que veio para acabar com esse terrível jugo. . .
Ponderações e perguntas para reflexão: Encontramos a Cristo, em pleno exercício de Seu ministério, confrontando fariseus e saduceus no que tange à observância do sábado. É aí onde muitos se atrapalham e não percebem o sentido mais amplo e profundo desses debates e colocam a Jesus criticando os que obedecem um mandamento da lei estabelecido por Ele próprio como Criador do mundo (Heb. 1:2)! Contudo, diante das acusações contra Ele assacadas por fariseus e saduceus (e alguns cristãos contemporâneos) Cristo Se defende declarando que fazia somente o que era “lícito” no sábado (Mat. 12:12). Também acentua ser Ele “o Senhor do sábado” (Mat. 12:8), Aquele que zela pelo seu correto cumprimento, como zelou pela casa de Deus expulsando de lá os cambistas mais adiante, após ter entrado triunfalmente em Jerusalém (Mat. 21:12, 13). Assim, o teor dos debates de Cristo quanto ao sábado não era quanto à validade do mandamento, e sim quanto à maneira de observá-lo.
9a. – Paulo ensinou que o sábado foi abolido na cruz; agora vale: ou qualquer dia, ou dia nenhum para o cristão, à luz de Col. 2:16 Romanos 14:5 e 6 e Gálatas 4:9 e 10.
Ponderações e perguntas para reflexão: Acaso existe algum registro nas Escrituras ou na história de alguma comunidade cristã dos primeiros tempos que tinha tal regra de conduta—observar o dia que melhor conviesse à pessoa (ou a seu patrão), ou dia nenhum? Os textos referidos em Romanos referem-se a dias de festas nacionais ou dias de jejuns dos judeus, que Paulo deixou a critério dos crentes de origem judaica mantê-los ou não, pois era parte da cultura judaica—verdadeiros “feriados nacionais” para os judeus que alguns ainda julgavam importantes (mas nem todos).
Em Gálatas ele se refere a dias festivos do calendário pagão, a que alguns cristãos de origem gentílica ainda se apegavam, e para estes dias Paulo não abriu mão de proibir sua observância. Pode-se observar a diferença de tratamento entre as regras quanto a uns e outros. João no Apocalipse fala do “dia do Senhor” que dedicava a Deus (1:10), portanto era um dia específico, não qualquer um.
Em Colos. 2:16, 17 Paulo trata, não de observância, mas de julgamento por observância. Aliás, nem aparece a palavra “lei” em todo o capítulo. Ele discute atitudes de hereges colossenses sobre os quais nem se tem muita informação, e estes se punham a estabelecer regras rigorosas para a comunidade cristã, condenando o tipo de observâncias que mantinham. Muitos eruditos interpretam tais textos como referindo-se aos sábado cerimoniais, não semanais, pois se preocupam com a evidente e contraditória situação de Paulo indispor-se contra uma instituição de um dia de repouso, o que não faria sentido à luz do que Jesus disse em Marcos 2:27, 28, Apoc. 1:10 e a prática dos cristãos de observar o sábado (cf. Lucas 23:56).
10a. – Não há meios de se observar o sábado universalmente pois os esquimós, por exemplo, não têm pôr do sol em que se orientar para assinalar o princípio e fim dos dias.
Ponderações e perguntas para reflexão: Se há essas “dificuldades técnicas” para observar o sábado em todo o mundo, não fica implícito que Deus, afinal de contas, não é um Legislador tão competente pois não criou uma “lei perfeita”? Na verdade, Deus deu a Israel a ordem de ser Suas “testemunhas” (Isa. 43:10) e colocou a nação na encruzilhada do mundo para transmitir aos moradores de toda a Terra o conhecimento do verdadeiro Deus, Sua lei e Seu plano de salvação (Isaías 60:1-4; cf, Atos 13:47). Prova disso temos em Isaías 56: 6, 7, onde “os filhos dos estrangeiros” são especificamente convidados a acatarem o concerto de Israel, exatamente passando a observar o sábado.
O texto bíblico do relato da Criação estabelece claramente em Gênesis 1:14-19: “E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom. E foi a tarde e a manhã, o dia quarto”.
Leiamos agora Atos 17:26: “De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação”. Desta passagem, à luz do texto de Gênesis acima mencionado, fica claro que o homem devia viver sobre a face da terra, dentro dos “limites de sua habitação”, tendo o sol, a lua para governar-lhe a vida segundo o que é um “dia” ou uma “noite”. Assim, os que vão habitar em regiões que não são assim governados regularmente, como no caso de alguma colônia submarina que fosse criada e pessoas ali passassem a habitar (fugindo desses limites traçados por Deus), ou se forem habitar noutro planeta ou estação orbital, claro que haverá exceções a essa regra divinamente estabelecida. Contudo, tais circunstâncias NÃO SÃO determinadas por Deus e sim pelo homem.
Não obstante, cremos que na Sua misericórdia os que passarem a viver sob tais circunstâncias não serão excluídos da atenção divina. Terão que empreender alguma pequena adaptação, pois levarão das regiões designadas para habitação do homem os elementos naturais (inclusive alimentos básicos) que ali não constam. Os habitantes dos pólos não têm os mantimentos vegetais que Deus designou também para o homem (Gên. 1:29), mas os obterão das regiões “naturais”. É uma forma de adaptação do que Deus estabeleceu por circunstâncias por eles criadas.
Essa situação não afeta somente algum sabatista que ali fosse habitar. Os batistas dentre os esquimós ou lapões, por exemplo, terão que também adaptar-se para cumprir o que suas confissões de fé históricas estabelecem quando à observância do domingo, para homenagear a Ressurreição, pois terão que valer-se também das horas do relógio. Mas se algum “sabatista” tiver dúvidas sobre quando iniciar o seu sábado nessas circunstâncias fora do natural é fácil resolver o dilema: basta perguntar aos irmãos batistas, ou metodistas, que lhes informarão quando iniciam o seu domingo, e com base nisso o adventista do sétimo dia poderá calcular aproximadamente quando iniciar o seu sábado.
Considerações Finais
Examinando mais detidamente os dados bíblicos e históricos para constatar que a lei moral de Deus, com o seu 4o. mandamento, não sofreu qualquer alteração quando Deus prometeu escrevê-la no coração e mente dos que aceitam os termos do Novo Concerto (Novo Testamento), segundo Hebreus 8:6-10; 10:16 (cf. Jer. 31:31-33 e Eze. 36:26, 27). Assim, o sábado do sétimo dia segue sendo o “dia do Senhor”, pois nada há que justifique biblicamente a mudança de tal dia para o domingo como dia de observância dedicado a Deus.
A mudança, de fato, ocorreu, mas desautorizadamente, por motivos de apostasia da liderança da Igreja em Roma, para ser “politicamente correta” diante das severas medidas antijudaicas do imperador romano Adriano pelo ano 135 AD, fato reconhecido pelas mais diferentes autoridades históricas, inclusive do seio do protestantismo, e pela própria Igreja Católica, responsável por tal alteração da lei divina. Qualquer catecismo católico denunciará mudanças desautorizadas no Decálogo: o segundo mandamento, “não farás para ti imagens de escultura” foi inteiramente eliminado, e o mandamento do sábado foi substituído pela regra “Guardar domingos e festas”, que ocupa o lugar do 3o. mandamento.
Mas vejamos alguns “sinais de perigo”, que propositadamente vamos colocar em vermelho:
# A mudança do dia de adoração não tem fundamento bíblico, e o Dia do Senhor prossegue sendo o sábado do sétimo dia, como o Criador instituiu na Semana da Criação, em comemoração do Seu ato criador. O sábado é o selo de Deus (Ezequiel 20:12 e 20:20), de que fala Apocalipse 7:3.
# A observância do domingo, como dia de adoração, não agrada a Deus, e é uma homenagem à igreja de Roma, que o sustenta desde meados do segundo século, com o decreto de Constantino em 7 de março de 321 vindo reforçar a instituição, e uma homenagem ao poder que por trás dela está.
# O mesmo Deus que não muda (Malaquias 3:6), de cuja boca saiu o que é justo e cuja Palavra não voltará atrás (Isaías 45:23), e que prometeu que não fará coisa alguma sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas (Amós 3:7), o mesmo Deus que afirmou pela boca que Cristo que não veio revogar a Lei, e que até que o céu e a terra passem nem um i ou um til jamais passará da Lei até que tudo se cumpra (Mateus 5:17-18), esse Deus, coerente com Sua Palavra que não muda,
* jamais teria autorizado alguma alteração em Sua Lei (e a mudança do sábado do sétimo dia para outro dia é alteração da Lei) sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas (e nada há na Palavra de Deus que mostre essa revelação);
* jamais teria quebrado Sua Palavra, pois Ele não muda e ela não volta atrás, pois mentiroso e pai da mentira é Satanás, que distorce as Escrituras, retirando passagens do contexto para alterar o seu sentido.
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A LEI E A GRAÇA – QUE RELAÇÃO EXISTE ?
• A LEI E A GRAÇA – QUE RELAÇÃO EXISTE ?
Um dos temas mais discutidos entre o Judaísmo e o Cristianismo é,até que ponto a Lei ou Torah foi
substituída ou abolida pela teologia da Graça.
Na literatura Helénica nunca se ensinou que o Messias mudaria a Torah e muito menos que abolisse a Lei.
O Messias,para alguns,estabeleceria o Reino de Paz Mundial que os Judeus estão esperando desde há milhares de anos.Os sectários de Qumrán esparavam um Messias guerreiro e os Zelotas um Messias militar para derrotar o exército de soldados Romanos; para outros seria o Messias sofredor e sacrificado;para alguns o Messias Sacerdote Supremo. Mas no Século I da Era Comum havia interpretações diferentes de como se revelaria o Messias.
A Graça – Misericórdia – no pensamento Hebraico,é uma das qualidades do Personagem Celestial.
A Criação foi um acto de Graça. O ser humano tem estado sempre protegido pela Graça do Todo-Poderoso.
Há um versículo que demonstra a grandeza de Yahweh.
“Yahweh é misericordioso e clemente,existe um Pacto respeitante a três atributos da Misericórdia Celestial,que quando os Israelitas a invocam,nunca serão recusadas as sua preces”.
Êste atributo de Yahweh é Eterno:os Justos,o arrependido e o santo,estarão sempre perante a Graça de Yahweh.
A Torah é a Revelação das Instruções de Yahweh ou a Sua Vontade Celestial para com os homens.
É a Aliança santa entre o povo de Israel e Yahweh. Os Ortodoxos afirmam que a Torah compreende a Lei Oral
e a Lei Escrita e os comentários Rabinos. Todos os grandes investigadores assinalam que Yahoshúa foi um Mestre
fiel à Torah,à sua cultura e à sua religião.
O Dr.David Flusser comenta:
“Yahoshúa foi um Judeu fiel à Torah,que nunca se viu obrigado a ajustar o seu Judaísmo ao
modo de vida Europeu”.
A respeito da Torah,ou Lei,Yahoshúa disse:
“Não cuideis que vim destruir a Lei ou os Profetas:não vim ab-rogar,mas cumprir.
18-“Porque em verdade vos digo que,até que o Céu e a Terra passem,nem um jota ou um til se
omitirá da Lei,sem que tudo seja cumprido.
19-“Qualquer pois que violar um dêstes mais pequenos Mandamentos.e assim os ensinar aos
homens,será chamado o menor no Reino dos Céus;aquêle,porém,que os cumprir e ensinar será
chamado grande no Reino dos Céus.
20-“Porque vos digo que,se a vossa justiça não exceder a dos Escribas e Fariseus,de modo nenhum
entrareis no Reino dos Céus”.
(Mateus 5:17-20).
Por esta passagem,podemos concluir que a Torah (Lei) e os Profetas conservam para Yahoshúa a sua validade como expressão da Vontade de Yahweh.
Os investigadores Bíblicos compartilham uma opinião comum,,que alguns dos factos relatados nos Evangelhos
não ocorreram e que mais tarde foram interpolados pela tradição “Cristã” para se diferenciar cada vez mais da dos
Judeus da Sinagoga. O Dr.David Flusser,comenta: “Já vimos como os Evangelhos por novo enquadramento e
mediante retoque posterior,deformam a postura de Yahoshúa perante a Lei (Torah),até ao ponto de o tornar,às
vezes,irreconhecível.Não obstante,os Evangelhos Sinópticos,lidos na óptica do seu tempo,conservam ainda de
Yahoshúa,a imagem de um Judeu fiel à Lei”.
Estamos mencionando a opinião de um dos melhores estudiosos dos Evangelhos Sinópticos e um dos
académicos mais brilhantes nesta década e para os meus estudos,a autoridade máxima na História do Primeiro
Século. Aproveitando a opinião de Flusser,vamos analizar algumas das disputas entre Fariseus e Yahoshúa para
tratar de apurar que Yahoshúa não violou a Lei.
O caso típico é quando os discípulos são acusados de arrancar espigas no dia de Sábado.
O relato mais fiel ao texto Hebraico é Lucas 6:1-5:
“E aconteceu que,no Sábado segundo-primeiro,passou pelas searas,e os seus discípulos iam
arrancando espigas,e,esfregando-as com as mãos,as comiam.
2-“E alguns dos Farideus lhes disseram:Por que fazeis o que não é lícito fazer nos Sábados?
3-“E Yahoshúa,respondendo-lhes,disse:Nunca lêstes o que fêz David quando teve fome,êle e os
que com êle estavam?
4-“Como entrou na Casa de Yahweh,e tomou os pães da Proposição,e os comeu,e deu também aos
que estavam com êle,os quais não é lícito comer senão só aos Sacerdotes?
5-“E dizia-lhes:O Filho do Homem é Soberano até do Sábado”.
Segundo a tradição dos Fariseus,só estava permitido apanhar as espigas caídas e tirar os grãos com os dedos.
Na opinião do Rabbi Yehud de Galileia,isto podia fazer-se também com as mãos.
Yahoshúa,como Galileu,também conservava a tradição da sua região.
O tradutor Grego,desconhecendo êste facto da cultura Hebraica,desejando reviver a cena,acrescenta ao texto o
detalhe de colher as espigas com as mãos,para provar que Yahoshúa transgredia a Lei ou Torah.
O próximo episódio e acusação de não lavar as mãos.
Êste preceito não fazia parte da Lei escrita,nem tampouco da Lei oral; o costume era lavar as mãos antes das
refeições à descrição de cada um e obrigatório depois das refeições (Tosefta Berakot 5:13).
Êste costume é uma prescrição Rabínica que data do Século I E.C.; qualquer conhecedor do Judaísmo sabe que
seria ridículo acusar a uma pessoa de violar a Lei pelo facto de não lavar as mãos antes de comer.
Por esta razão Yahoshúa apelou que era tradição de homens em lugar de ser um Preceito Sagrado na Lei
(Marc.7:8). Uma vez mais o tradutor retoca o relato com a boa intenção de apresentar um Yahshúa histórico
violando a Lei.
Outro episódio muito mencionado nos Sinópticos são as curas nos Sábados.
Primeiro,há que esclarecer que estava permitido todo o tipo de curas,desde que existisse a mínima suspeita de
perigo de morte. Mas qualquer cura estava permitida somente invocando a palavra,sem usar meios mecanicos
(mãos),esta era a tradição do Século I E.C.
Yahoshúa usou sempre esta regra para não violar o Mandamento;apenas no Evangelho de João 9:6,o Escriba
acrescenta que a cura ocorre num Sábado,como diferença do relatado em Marcos 8:22-26,apenas para tirar do
texto a Yahoshúa e para salientar uma vez mais a diferença entre o Messianismo e a Sinagoga.
Perante esta situação,Yahoshúa perguntou se está permitido fazer bem no dia de Sábado (Lucas 6:6-11).
É impossível que um Fariseu se opusesse a uma cura em dia de Sábado,porque a tradição Judaica centralizada no
ser humano e nas suas próprias necessidades,nunca negaria tal acto,somente uma pessoa que não conhecesse a
cultura e tradição Hebraica iria distorcer este facto.
No Primeiro Século,as pessoas pensavam que tôda a doença resultava de pecados,como castigo,o perdoar os pecados podia significar a cura.
Em Mateus 9:1-8,Yahoshúa prova que Yahweh deu ao homem o poder de se curar por suas próprias fôrças;o
pecado não tem uma relação entre o que cura e o curado.
O conceito Hebraico é que o perdoar pecados é aplicar a cura ao indivíduo ou levantar o castigo.
O curar implicava levantar o castigo por pecar.
Outro justo – Hanina Ben Dosa – foi famoso por grandes milagres e nunca foi acusado por violar a Lei.
Porquê os Escribas dos Evangelhos Sinópticos procuravam constantemente apresentar a Yahoshúa como violador
da Lei ?
Nos Evangelhos Sinópticos se apresentam constantemente os Escribas e os Fariseus como acusadores de Yahoshúa quando se conhece na História,que era gente de baixa condição social ou falando como anónimos,os que O acusavam.Além disso nunca houve uma relação estreita entre Fariseus e Saduceus.
O Dr.Flusser,diz que com os retoques do texto original,seria muito difícil provar esta hostilidade constante.
Primeiro,Yahoshúa era,na sua forma de interpretar as Escrituras,um Fariseu mais liberal.
Segundo,os Fariseus não tinham poder político.
Terceiro,Yahoshúa foi condenado como Um Justo e como Profeta do seu tempo.
Quarto,era um Mestre dos marginalizados.
O copista de João menciona a prisão de Yahoshúa pelos Fariseus (João 18:3),é muito possível que o copista
estivesse influenciado contra os Fariseus.
Êste dado é contrário aos factos posteriores,por exemplo,quando os Apóstolos foram perseguidos pelo Sumo
Sacerdote Saduceu,foi o Fariseu Rabbi Gamaliel,quem se encarregou de os salvar (Actos 5:17).
Paulo apelou aos Fariseus para salvar a sua vida (Actos 22:30), e os Historiador Flávio Josefo comenta que os
primeiros Crentes apelaram aos Fariseus,por causa da perseguição dos Saduceus.
Até aqui se demonstrou a posição de Yahoshúa perante a Lei e Êste criticou apenas o ritual e nunca a Torah ou
Lei.Se o tivesse feito seria um hereje do seu tempo.
Pelo contrário,Yahoshúa exortou para que continuassem a doutrina dos Fariseus. Mateus 23:2).
O eixo central da sua doutrina foi o Amor nos ensinos morais,obras de Justiça e não critica a Lei ou Torah.
Yahoshúa ampliou em três dimensões a maneira de entrar nas exigências do Amor:
Primeiro,unindo o inseparável Amor de Yahweh com o do homem.
Segundo,reduzindo a totalidade das exigências sagradas ao duplo Mandamento do Amor ao próximo.
Terceiro,alargou o termo próximo a todo o ser humano,o que universalizou as exigências do Amor.
Com este cenário,podemos perguntar:Haveria uma Nova Torah ou o Messias anulou a Torah anterior?
O escritor W.D.Davies,diz:-“O Judaísmo dos Fariseus,que é o reflexo das fontes da literatura,não
pensava numa abolição ou substituição da Torah no tempo do Messias”
Só ocorreu quando os Gentios Helénicos transformaram os ensinos de Yahoshúa e a teologia de Paulo numa
religião Greco-Romana,separando-se das raízes Hebraicas. Um Judeu estava obrigado a cumprir com a Lei ou Torah,por Pacto Eterno. Pelo contrário, um Gentio ao cumprir a Lei Moral,não está obrigado a guardar a Lei de
Moisés – Cerimonial ou Ritual – esta é a posição de Paulo.
Yahoshúa nunca fêz prosélitos dos Gentios para os Mandamentos Morais,para o estilo de vida moral,somente
Paulo diz que Yahoshúa:
“Mas vindo a plenitude dos tempos,Yahweh enviou Seu Filho,nascido de mulher,nascido sob a Lei”
(Gálatas 4:4).
“Digo pois,que Yahoshúa,o Messias foi ministro da circuncisão,por causa da Verdade de Yahweh,para que se confirmasse as Promessas feitas aos pais”.
(Romanos 15:8).
Vamos de imediato discutir a posição de Paulo.
Na sua teologia,vê a todo o género humano em perdição e culpado,perante a Lei ou Torah de Yahweh:
“Porque do Céu se manifesta a ira de Yahweh sôbre tôda a impiedade e injustiça dos homens,que
detêm a Verdade em injustiça”.
(Romanos 1:18).
Na sua experiência pessoal com Yahoshúa se lhe revelou o sentido da Lei ou Torah.
O Professor Guther Bornkhamm comenta:
“A afirmação de que a Torah não salva é a expressão mais radical que nenhum Gentio ou Judeu se
atreveu a pronunciar no seu tempo.”
Negar o Poder de Salvação da Torah,considera-se uma mensagem diametralmente oposta ao que Yahoshúa
enfatizou na Sua Vida e ao que se tinha ensinado aos Hebreus durante muitos Séculos.
Será possível que que a mensagem de Paulo tenha sido interpolada ?
Desconhecia o copista do Grego,o pensamento de Paulo,no que êle queria dizer?
Porquê esta contradição entre a mensagem de Paulo e a de Yahoshúa ?
Esta análise não podia terminar sem uma tentativa de descobrir o objectivo da Torah.
A versão Grega da Escritura Hebraica chamada Septuaginta (LXX) traduziu a palavra NOMOS como resumo da
palavra Lei – TORAH.
Pouco a pouco a Comunidade Cristã adoptou este conceito errado da tradução,porque esta palavra nunca poderá
resumir tudo o que é a TORAH.
Há diferentes conceitos no Mundo Hebraico:Estão as Leis Sagradas,Leis Morais,Lei Oral,Lei Ritual,Lei de Purificação,Lei de Moisés,Mandamentos,Preceitos,Ordens,Regras,etc.?
É impossível simplificar todos estes conceitos diferentes numa palavra LEI – NOMOS.
No Mundo Grego a palavra Nomos (Lei) significa lei cósmica que domina a ordem,regulamentos,regras do governo. Também era o Logos – a razão -que governa as acções morais do homem. Na filosofia Estoica,o homem
alcançava liberdade e vivia de acordo com a natureza no Nomos (Lei)
O autor Nahum Glatzer “comenta que o termo Nomos na sua mais ampla aceitação,apenas alcança o significado
que o termo implica para o Judeu.A tradução da palavra Nomos é filológicamente correcta,mas aplicar o termo à
TORAH é reduzir o seu significado”.
Paulo nas suas Epístolas também utiliza conceitos diferentes numa só palavra Nomos,como Lei do pecado,Lei do
Messias,Lei de Yahweh,Lei Moral,Lei de Moisés,Lei Ritual,Lei do Espírito,Mandamentos,por isso,defendendo o
contexto,poderemos conhecer como está aplicando o significado do termo na tradução Grega.
Nas Epístolas o autor dirige-se a diferentes públicos,como a Gentios,Gentios convertidos,Judeus fiéis,Judeus que
não praticavam Fé e filósofos e em combinação com diferentes conceitos que utiliza fazer da sua obra com muita
técnica e fácil de ser mal interpretada.
A linguagem Hebraica é muito descritiva e poética,enquanto o Grego é abstracto,lógico e filósofo.
Como vimos,não há tradução literal para conceitos Hebraicos como dextra (poder),Torah,Mandamentos,atributos
de Yahweh,etc. Da mesma maneira,não há palavras Hebraicas,para conceitos Gregos como Trindade,Inspiração
Logos,Alma,etc.. O autor Amiel Amós diz:
“Paulo,sendo Judeu,tratou de explicar conceitos Hebraicos a Gentios,num Mundo cheio de mitologia múltiplas crenças e paganismo”.
Esta é a nossa apreciação: A diferença na cultura,idiomas,estilo de vida tornam impossível alinhar os conceitos
Hebraicos no Mundo Grego. Por esta razão devemos ter muito cuidado na interpretação do Novo Testamento pelos
Hebraismos e pelos conceitos culturais.
O desconhecimento dos Cristãos sobre a cultura Hebraica nas interpretações teológicas erradas e este tema da Lei é um deles. Quando estudamos os primeiros duzentos anos do “Cristianismo” observamos que os primeiros
exegetas (Origens,Clemente,Tertuliano,Agostinho,etc.,não conheciam o Hebraico e as suas bases teológicas eram
conceitos Gregos,dando começo aos “dogmas do Cristianismo”.
As mesmas situações ocorreram na Reforma com Lutero,Calvino,Wiclaf,Tyndale,etc.não conheciam bem a
linguagem Hebraica,nem a cultura.
Por exemplo,Paulo,costumava usar a palavra circuncisão nas suas Epístolas para se referir aos Judeus e não ao
ritual propriamente dito.
No pensamento Hebraico a TORAH e o fundamento da Criação,é a Sabedoria Central:determina o bem-estar de
suas criaturas e a Sua Vontade Celestial:
“Yahweh com Sabedoria (Torah) fundou a Terra:preparou os Céus com inteligência”.
(Prov.3:19).
A TORAH faz parte da Aliança:
“E farei com êles Concêrto Eterno,que não se desviará dêles,para lhes fazer bem;porei o meu temor no seu coração,para que nunca se apartem de Mim”.
(Jeremias 32:40).
“E estabelecerei o Meu Concêrto entre Mim e ti a tua semente depois de ti em suas gerações,
por Concêrto Perpétuo,para ter ser a ti por Todo-Poderoso,e à tua semente depois de ti”.
(Génesis 17:7)
Paulo expressa-se em volta do Pacto ou Concêrto:
“Assim que,quanto ao Evangelho,são inimigos por causa de vós;mas,quanto à eleição,amados
por causa dos pais.
29-“Porque os dons e a vocação de Yahweh são sem arrependimento”.
(Romanos 11:28,29).
Para o Hebreu,a Torah compreende todo o ensino oral e escrito da Revelação a Moisés,inclusive,costumes,estilo
de vida,lei civil,código de conduta,prática da ética,palavras,etc.
A TORAH expressa a Vontade de Yahweh,o bem do ser humano,a liberdade de viver,promessas,paz,saúde,a relação das criaturas com o Ser Celestial.
Outra palavra MISPHAT,significa a ética,justiça e estilo de vida santa.
JUKOT,o ordenamento,prática,formas de fazer as coisas,costumes,ritos.
MITSVAH é boas obras,actos de justiça,acto de amor,serviço para Yahweh e honrar a Yahweh.
MISPHAT também se utiliza para expressar a relação do Pacto o Concêrto,com Israel,os Mandamentos éticos e
morais do Pacto.
No texto Hebraico,Yahweh diferencia entre Mandamento,Decreto e Lei.
“Porquanto Abraão obedeceu à Minha Voz,e guardou o Meu Mandado,os Meus Preceitos,os Meus
Estatutos,e as Minhas Leis”
(Gén.26:5).
“Estes são os Estatutos,e os Juízos, e as Leis que deu Yahweh entre si e os filhos de Israel,no
Monte Sinai,pela mão de Moisés”.
(Lev.26:46).
É impossível resumir os conceitos religiosos Hebraicos diferentes numa palavra “NOMOS”.
Aqui se baseia o problema para tratar de estudar a posição de Paulo sôbre a Torah nas suas Epístolas.
Discutimos um dos primeiros erros de tradução:
“Porque o pecado não terá domínio sôbre vós,pois não estais debaixo da Lei,mas debaixo da
Graça”. (Rom. 6:14).
A interpretação “cristã” ensina que se refere à Torah;em todo capítulo 11 de Romanos,o autor descrevendo
o que é pecado e aqui se refere à Lei do pecado,que não tem poder na Graça.
Foi a separação entre a Comunidade Primitiva e a influência Helénica o que distorceu os Conceitos Hebraicos e
nasceram os dogmas do “Cristianismo”.
Para o “Cristianismo” “TORAH” é somente um sistema legal,mas isto não é assim.
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças,a qual de alguma maneira nos
era contrária e a tirou do meio de nós,cravando-a no Madeiro”.
(Coloss.2:14)
Na tradução Grega de ordenanças é a palavra dogma,práticas pagãs,e não Lei,como se interpreta na “Cristandade”:
“Porque o fim da lei é o Messias para justiça de todo aquêle que crê”.
(Rom.10:4).
“Porque o fim – TELOS. Esta palavra Grega Telos não significa final;significa completar um propósito,uma meta para atingir.
A Nova Versão diz:
“Porque a finalidade da Lei é que cada um esteja no Messias para justificação de todo o que crê”.
Outra diz:-“Para que redimisse os que estavam sob a Lei (Nomos).”
“Para remir os que estavam debaixo da Lei, a fim de recebermos a adopção de filhos”.
(Gálatas 4:5).
Èste é o versículo que se refere à Lei do pecado e não à Torah; “Aos que estão sujeitos à Lei (Torah).
Ainda que eu não esteja sujeito à Lei do Messias (Nomos),Como se eu estivsse sem Lei -Nomos-
não estando eu sem Lei de Yahweh,senão debaixo da Lei do Messias (Nomos),para ganhar os que
estão sem Lei do Messias (Nomos):
“E fiz-me como Judeu para os Judeus,para ganhar os Judeus: para os que estão debaixo da Lei,
como se estivera debaixo da Lei,para ganhar os que estão debaixo da Lei.
21-“Para os que estão sem Lei (não estando sem Lei para com Yahweh,mas debaixo da Lei do
Messias),para ganhar os que estão sem Lei”.
(I Cort.9:20,21).
Aqui Paulo utiliza três conceitos diferentes para explicar a relação entre a Lei de Yahweh (Torah) e a Lei do
Messias,que está sujeita à Torah,mas por amor ao Gentio,aceita a Lei do Messias para ser exemplo na Salvação
deles. Paulo não ensina que se esteja substituindo a Lei do Messias pela Torah.
Na História Hebraica,o Judaísmo nunca pretendeu converter os Gentios,isto é,fazer prosélitos,isto o vemos nos
Evangelhos. Yahoshúa nunca converteu Gentios e realizou só duas curas aos Gentios.
O Gentio não estava obrigado e era decisão sua não se converter ao Judaísmo.
Um sábio disse a um Gentio que queria ser Judeu (prosélito),e obteve esta resposta:
“Tens que estar disposto a três coisas: aceitar ser desprezado de todos; ser errante e estar disposto a morrer a qualquer momento”.
Os Gentios com o guardar as Leis Hebraicas que proibiam a idolatria,relações ilícitas,derramar sangue inocente,
comer sangue,dizer mal do Criador,furtar e ter uma vida de ética de Justiça e Moral,são merecedores de outra
vida. Os Gentios estão sob a Lei Moral-Lei da Justiça e não a Ritual ou Cerimonial.
Paulo criticou os Judeus que faziam prosélitos dos Gentios e os Cristãos Judaizantes,que haviam entendido mal a
Missão do Messias.
Paulo identifica-se como Judeu e não como Cristão:
“Que são Israelitas,dos quais é a adopção de filhos,e a glória,e os concertos,e a Lei,e o culto,e as
promessas;
5-“Dos quais são os pais,e dos quais é o Messias segundo a carne,o qual é sobre todos,Poderoso
Bendito Eterno.Amem.
6-“Não que a Palavra de Yahweh haja faltado,porque nem todos os que são de Israel são Israelitas”
(Rom.9:4-6).
Paulo identifica-se com os Patriarcas (os Pais),com o Pacto,o culto e a Lei,todo o fundamento do Judaísmo:
“Mas êle,em sua defesa,disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a Lei dos Judeus,nem contra
o Templo,nem contra César”.
(Actos 25:8).
Aqui menciona o fundamento na vida religiosa do Hebreu no Século I E.C.: A TORAH e o Templo.
Paulo continuou a sua vida de Hebreu visitando a Sinagoga,observando as Festas Sagradas,praticando actos de
Justiça,guardando o Shabat.
Paulo ordenou a Timóteo circuncidar-se (Actos 16:3).
O próprio Paulo escreve:
“Se,pois,a incircuncisão guardar os Preceitos da Lei,porventura a incircuncisão não será reputada
como circuncisão ?”
(Rom:2:26).
“Concluimos pois que o homem é justificado pela Fé sem as obras da Lei”.
(Rom.3:28).
O Gentio não está obrigado ao Ritual da Lei de Moisés.
Em Romanos 3:31:-Anulamos,pois,a Lei pela Fé? De maneira nenhuma,antes estabelecemos a Lei”
Aqui se reafirma na sua imutabilidade da Torah.
Falando aos Judaizantes;
“É alguém chamado,estando circuncidado? Fique circuncidado. É alguém chamado estando
incircuncidado? Não se circuncide.
19-“A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é,mas sim a observância dos Mandamentos de
Yahweh”,
( I Cort,7:18,19).
O Hebreu está obrigado a guardar tôda a TORAH. O Gentio e os Judaizantes guardam a Lei Moral:
“Se Yahweh é Um só,que justifica pela Fé a circuncisão,e por meio da Fé a incircuncisão”.
(Rom.3:30)
Os Gentios estão enxertados na oliveira natural:Israel.
“Porque tu fôste cortado do natural zambujeiro,e,contra a natureza,enxertado na boa oliveira,
quanto mais êsses,que são naturais,serão enxertados na sua própria oliveira”.
(Rom.11:24).
Há só um povo:os filhos pela Fé em Abraão ( Gentios,filhos adoptivos) e os filhos de Moisés (Judeus,filhos
naturais).
Por último quero apresentar o que é a TORAH para Paulo:Justa,Boa,Sagrada,Santa.
“E assim a Lei é Santa,e o Mandamento Santo,Justo e Bom”,
(Rom.7:12).
“Êste Mandamento te dou,meu filho Timóteo,que,segundo as Profecias que houve acerca de ti,
milites por elas boa milicia”.
(I Timóteo 1:18).
A Lei ou Torah: É Válida. (Rom.3:31).
“Muita,em toda a maneira,porque,primeiramente,as Palavras de Yahweh lhe foram confiadas”..
(Rom.3:2).
É dada e confiada por Yahweh.
“Porque bem sabemos que a Lei é Espiritual:mas eu sou carnal,vendido sob o pecado”.
(Rom.7:14).
A Lei ou Torah é Espiritual.
A Lei ou Torah,é útil para ensinar.(I Tim.4:13).
A Lei ou Torah.é inspirada por Yahweh. (II Tim.-3:16).
“Vós,filhos,sêde obdientes a vossos pais em Yahweh,porque isto é justo.
2-“Honra a teu pai e a tua mãe,que é o Primeiro Mandamento com Promessa.
3-“Para que te vá bem,e vivas muito tempo sôbre a Terra”.
(Efésios 6:1.3).
Paulo ordenou cumprir a Lei ouTorah.
Sem dúvida,primeiro tirámos o Judaísmo de Yahoshúa nas suas vivências históricas e depois distorcendo a
mensagem de Paulo pelo sectarismo e pela tradição Histórica.
O rei David foi inspirado e dedicou à Torah o Salmo 119,o mais extenso com 176 versículos.
Êste Salmo é uma dos mais recônditos pela profundidade dos pensamentos do autor e o seu estilo sublime ao redigir os seus pensamentos.
Por favor leia-o na Sagrada Escritura.
Muito obrigado por querer entender a nossa posição em torno da Torah,ponto fundamental na Fé de Israel,dos
Pais,dos Profetas,Sábios e Justos.
Agora podemos estudar um pouco melhor a posição de Yahoshúa e de Paulo entendendo o que para a Fé
Hebraica representa a Torah: a coluna da Vida religiosa e parte integral na sua cultura.
Recordemos que o Fundamento do texto Cristão é o texto Hebraico TORAH.
Shalom !
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A Graça e a Lei de Deus
A Graça e a Lei de Deus
“No mundo religioso tem sido ensinada uma doutrina de graça tão errônea que não é nada menos que uma doutrina de desgraça. O Salvador tem sido mais apresentado como Alguém que nos livra de guardar os mandamentos de Deus, do que Aquele que nos salva de os transgredir. Uma chamada fé dessa espécie tem sido apresentada como substituto da obediência à santa Lei de Deus.”1
É lamentável que no cristianismo existam aqueles que pregam um tipo de graça que tem mais o sentido de “indulgência” ou de um “manto acobertador” de iniquidades do que o dom divino que consiste em amorável oferecimento de salvação aos transgressores da Lei de Deus. A teoria da lei contra a graça, a maior deturpação teológica dos tempos, é insistentemente ensinada. Os adeptos dessa teoria definem duas épocas distintas: uma da lei e outra da graça. Afirmam que a lei foi abolida e substituída pela graça e alegam que não estamos “debaixo da lei” mas “debaixo da graça“, sem ao menos entender o que significam essas expressões.
A graça é uma oportunidade, uma benevolência, uma dádiva conferida aos pecadores e tem o sentido de: uma dívida perdoada, um perdão concedido, um jugo desfeito. Graça é a mais alta expressão do amor de Deus manifestado no sacrifício de Jesus em favor dos pecadores, e estes são assim considerados por transgredirem a lei divina (I João 3:4; Romanos 4:15; Romanos 7:7).
“Essa misericórdia e bondade são totalmente imerecidas. A graça de Cristo é gratuita para justificar o pecador, sem qualquer mérito ou exigência de sua parte. Justificação é o perdão total do pecado. No momento em que o pecador aceita a Cristo pela fé, ele é perdoado.”2 “Há, porém, um limite a essa graça. A misericórdia pode interceder por anos e ser negligenciada e rejeitada; vem, porém, o tempo em que essa misericórdia faz sua derradeira súplica. O coração torna-se tão endurecido que cessa de atender ao Espírito Santo de Deus. Então a suave, atraente voz não mais suplica ao pecador, e cessam as reprovações e advertências.”3
A Lei de Deus é atuante e exigente, revela a transgressão e a condena. E é justamente porque ela traz condenação e não provê salvação que se recorre a preciosa graça. “A graça, contudo, não deve ser entendida como se ab-rogasse a lei, mas sim como reafirmando e estabelecendo-a (Romanos 3:31). A graça assegura o perfeito cumprimento da lei, removendo da mente de Deus os obstáculos ao perdão, e habilitando o homem a obedecer (Romanos 8:4)”4, 5. “Sem a graça, a lei tem apenas um aspecto exigente. Somente em harmonia com a graça, ela se torna ‘a lei perfeita da liberdade’ (Tiago 1:25).”6 E a lei mencionada por Tiago é insofismavelmente o Decálogo (Tiago 2:8-12 cf Romanos 13:8-9; Mateus 19:16-19).
Se a Lei de Deus tivesse sido abolida não existiria transgressão, pois não haveria o que transgredir; anulando assim a existência do pecado e consequentemente a condenação destinada à ele.7 E não havendo pecado, não há necessidade de graça, pois ela fora concedida por causa de sua existência (Isaías capítulo 53). Sem a Lei de Deus não há motivos para que a graça permaneça atuante (Romanos 5:18-21 cf Romanos 6:14-23). Uma pressupõe a outra. A graça além de nos salvar da condenação da lei habilita-nos a viver em harmonia com os seus preceitos, isto é, com o padrão divino que está refletido nos mandamentos dela.8 Não há contradição mas uma interdependência entre lei e graça. Elas se harmonizam e completam-se em suas funções.
É errôneo crer que depois de Cristo a graça suplantou, substituiu, anulou, destruiu a lei.9 É errôneo afirmar que, com a morte de Cristo, findou-se a jurisdição dela e, iniciou a da graça. Infelizmente é assim que muitos entendem o “estar debaixo da lei” e o “estar debaixo da graça” (Romanos 6:14). Se isso fosse verdade, surgi a perguntar: Como fica a situação dos pecadores antes da morte de Cristo? Como foram salvos? Este ponto não pode ser passado por alto, porquanto as Escrituras ensinam que a salvação é obtida unicamente pela graça.
E se a graça não existia antes da cruz, segue-se que os pecadores que viveram nos tempos patriarcais e posteriores não se salvaram. Viveram antes da graça, para a perdição. Ou, como querem alguns, os pecadores do Velho Testamento se salvaram pelas obras da lei. Os adeptos desse absurdo ensino terão que convir que o Céu estará dividido em dois grupos: um a proclamar ter-se salvado pelos seus méritos e esforços, por terem guardado a lei (isto seria um insulto a Jesus, um ultraje ao Seu sacrifício), e outro grupo que viveu depois da cruz proclamando humildemente os louvores a Cristo que lhes concedeu a vida eterna pela graça.
A Bíblia não ensina a existência de uma jurisdição da lei e outra da graça, separados pela cruz. Isto é danosa invencionice humana, ofensa ao plano de Deus. Tal conceito é blasfemo e deve ser rejeitado. A verdade é que a graça vem de “tempos eternos” (Romanos 16:25-27). Que o “Cordeiro foi morto deste a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8), e que a graça “nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (II Timóteo 1:8-10). Portanto, os pecadores dos tempos do Velho Testamento também se salvaram pela graça. Então por que afirmar que a graça veio depois da cruz?
Abraão foi salvo pela graça (Gálatas 3:8-9; Romanos 4:1-3); Davi não se salvou pelos próprios méritos, mas pela fé em Cristo (Romanos 4:6). A graça esta estendida a todos os homens (Tito 2:11-14; Romanos 5:18). Estava planejada antes mesmo da queda e começou a vigorar desde Gênesis 3:15 (cf Apocalipse 8:3-4; Tito 1:1-3), mas um dia será retirada, cessará então de vigorar (Apocalipse 7:1-3; Apocalipse 15:8).
Em matéria de salvação todos os homens, em todos os tempos estiveram “debaixo da graça“. Em Hebreus 11 se alinham aqueles que, antes de Cristo, viveram, agiram e se salvaram pela fé, alcançando assim a graça de Deus. Os sacrifícios e oferendas que o Israel fazia na antiguidade simbolizavam a sua fé no futuro Messias. Era a maneira de manifestar a fé em Cristo. O cerimonialismo praticado na antiga aliança não visava expressar obras, mas fé.
Paulo nunca excluiu os Dez Mandamentos da vida do cristão; nunca disse que o Decálogo era válido apenas para os tempos do Velho Testamento; nunca estabeleceu conflito ou contradição entre lei e a graça; nunca indicou ou ensinou várias maneiras de alcançar a salvação.
Porém, vem a objeção: “Paulo não disse claramente aos romanos que não estavam mais debaixo da lei, mas, debaixo da graça?” Sim, disse. Mas com tais expressões estaria ele afirmando que não necessitamos guardar os mandamentos da Lei de Deus que são contra o adultério, a idolatria, o homicídio, o roubo, a mentira? Enfim, que estaríamos livres para desobedecer o conteúdo do Decálogo? De modo nenhum, pois os ensinos narrados na mesma epístola são contrários a essa desastrosa conclusão.10
O termo “debaixo da lei” significa está sob sua condenação por transgredí-la, e, consequentemente sofrer a devida punição, a morte (Romanos 6:22-23; Romanos 7:7-11). Quando o pecador verdadeiramente aceita a salvação concedida através da graça de Cristo ele passa por uma conversão; há uma mudança do “velho homem” para o “novo homem“, do pecado para a santidade, da condenação para a graça livradora (Romanos 6:1-7). Note cuidadosamente o que Paulo diz: “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” (Romanos 6:11-13). E segundo os ensinos bíblicos, somente uma vida guiada pelo Espírito Santo é capaz de obedecer a Lei de Deus.
“Não reine, portanto o pecado, em vosso corpo mortal…” (Romanos 6:12). E pecado, como define as Escrituras, é a transgressão da Lei de Deus (I João 3:4; Romanos 4:15; Romanos 7:7). Paulo escrevendo aos romanos, exortou-os a não se deixarem arrastar pelas paixões carnais, para que não retornassem a transgredí-la. Assim, “o pecado não terá domínio sobre vós…” (Romanos 6:14). E por quê? Por que a lei foi abolida? Não. Porque o pecado foi renunciado, cessaram de transgredir a lei.
O sentido exato e completo de Romanos 6:14 é este: “Tendo abandonado os vossos pecados, tendo cessado de quebrar a lei, tendo crido em Cristo e sendo batizados, vós agora não sois mais governados pelos pecados ou pelas paixões, nem sois condenados pela lei, porque achastes graça à vista de Deus, que vos concedeu este favor imerecido, e os vossos pecados foram perdoados.” (Miquéias 7:18-20 cfHebreus 8:10-12)
Pecaremos ou transgrediremos a Lei de Deus porque não estamos “debaixo da lei” [sua condenação] mas “debaixo da graça” [favor divino]? De modo nenhum (Romanos 6:15). Portanto, a própria conclusão do apóstolo Paulo destrói inteiramente a tese de um suposto conflito entre a lei e a graça.
A idéia de se estar “livre da lei” e de sua obediência não é nova. Ela surgiu pela primeira vez, por volta de 608 a.C., nos tempos do profeta Jeremias. Naquela época este argumento indigno foi empregado pelo rebelde povo de Judá a fim de justificar a sua transgressão a Lei de Deus. Diz Jeremias 7:8-10:
“Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada vos aproveitam. Que é isso? Furtais e matais, cometeis adultério e jurais falsamente, queimais incenso a Baal e andais após outros deuses que não conheceis, e depois vindes, e vos pondes diante de Mim nesta casa que se chama pelo Meu nome, e dizeis: Estamos salvos; sim, só para continuardes a praticar estas abominações!”
Um fato de suma gravidade, é comum ouvir: “Não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça“, unicamente, para tentar justificar a desobediência ao quarto mandamento. Ninguém a emprega para justificar a violação dos demais. Acredita-se que aqueles que a usam para “fugir” da guarda do sábado, não sentem nenhum desejo de roubar, matar ou adulterar. Certamente que essas coisas lhes causam horror. Mas, com tal atitude, apenas provam que não é o mandamento de Deus que os inibe de cometer tais transgressões, mas a educação que receberam, a vigilância social e a opinião pública. Se a prática desses horríveis pecados fosse coisa aceita (como o eram em alguns rituais bárbaros), então não hesitariam em dizer que praticam tais coisas porque “não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça”, e usariam dos mesmos argumentos registrados em Jeremias 7:8-10.
Outra questão inegável: Os que pisam deliberadamente o 4.º mandamento dizendo que não estão “debaixo da lei”, crêem que não devem blasfemar o nome de Deus, desonrar pai e mãe, idolatrar, matar, furtar, mentir, cobiçar e etc. Em outras palavras, “obedecem” a Lei de Deus em parte apenas por “formalismo” social; e agem de maneira contraditória e incoerente, pois, segundo as suas próprias teorias, estão “debaixo da lei” pelo fato de “guardarem” nove dos Dez Mandamentos.
https://setimodia.wordpress.com/2012/06/14/a-graca-e-a-lei-de-deus/
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Paulo, a Lei e o legalismo
Paulo, a Lei e o legalismo
Este artigo é uma exposição mais detalhada da questão apresentada no post “Sob a Lei” e “Obras da Lei”.
“(…) percebemos que a pessoa não é declarada justa por Deus com base na observância legalista dos mandamentos da Torah, mas por meio da fidelidade decorrente da confiança no Messias Yeshua (…).” (Gálatas 2:16, NTJ)
Observância legalista dos mandamentos da Torá. A palavra grega “nomos”, que em geral significa “lei” é a palavra normalmente utilizada no Novo Testamento para o hebraico Torá, em geral traduzida para “Lei de Moisés” ou simplesmente “Lei”. Em função disso, a maioria dos cristãos pensa que “erga nomou”, literalmente “obras da lei”, um termo que aparece três vezes no v. 16, deve significar “atos feitos em obediência a Torá”. Isso, no entanto, é um erro. Um dos mais bem guardados segredos do Novo Testamento é que quando Sha’ul escreve “nomos” muitas vezes não quer dizer “lei”, mas “legalismo”.
Para que minha defesa dessa interpretação não se pareça um tanto apelativa, defenderei o meu ponto de vista citando dois notáveis eruditos cristãos gentios, sem que nenhum judeu messiânico tivesse demonstrado particular interesse no assunto. C. E. B Cranfield, em seu comentário do livro de Romanos, escreveu:
“(…) será bom manter em mente o fato (o qual até onde sabemos, não recebera a devida atenção até ser notado no [artigo de Cranfield] Scottish Journal of Theology, Vol. 17, 1964, p. 55) que a língua grega nos dias de Paulo não possuía nenhum grupo de palavras que correspondesse aos nossos termos ‘legalismo’, ‘legalista’ e ‘legalístico’. Isso significa que faltava a Paulo uma terminologia adequada que pudesse expressar essa distinção fundamental, o que dificultou seriamente a exposição da perspectiva cristã quanto à lei. Diante disso, deveríamos sempre, assim pensamos, estar prontos a considerar a possibilidade de que as declarações paulinas, que a primeira vista parecem depreciar a lei, foram na verdade dirigidas não contra a própria lei, entretanto contra uma interpretação errônea e um uso equivocado da lei, para o que agora possuímos uma terminologia adequada. Paulo foi pioneiro quanto a esta difícil questão. Se fizermos a devida correção neste caso, não seremos confundidos ou enganados com tanta facilidade por certa falta de precisão nas declarações que por vezes encontraremos.” (C. E. B. Cranfield, The International Critical Commentary, Romans, [O comentário crítico internacional, Romanos] 1979, p. 853).
Cranfield está certo, exceto quanto à sua especulação acerca de ser o primeiro. Quarenta e três anos antes, Ernest De Witt Burton, em seu clássico comentário de Gálatas, também deixou claro que no versículo em questão “nomos” significa “legalismo” e não a Torá divina:
“Nomou é utilizada de modo claro aqui (…) em seu sentido “legalístico”, indicando a lei divina apenas como um sistema puramente legalista que se constitui de obrigações e funciona na base da obediência ou desobediência, diante do qual o homem é aprovado ou condenado em função de sua dívida e desprovido de qualquer graça. Isso é a lei divina conforme definida por um legalista. No entendimento do apóstolo, essa noção só tem validade na medida em que se constitui em um dos elementos da lei divina, separado de todos os demais elementos e aspectos que constituem a totalidade da sua revelação. Ao se fazer essa separação, a vontade de Deus e a sua verdadeira atitude para com o homem são distorcidas. Por erga nomou Paulo quer dizer atos de obediência para com leis formais executados em um espírito legalista, na expectativa de conseguir com isso merecer e garantir a aprovação e a recompensa divinas; obediência essa, em outras palavras, feita de acordo com o entendimento da lei do Antigo Testamento pelos legalistas, por eles expandida e interpretada. Embora nomos não existisse no sentido de ser equivalente à base da justificação na lei divina, erga nomou, entretanto, existia de modo muito real na forma de pensar e na prática de homens que concebiam a lei divina desta maneira (…). A tradução dessa frase aqui e em diversos outros lugares (…) por ‘as obras da lei’ (…) é um grave erro das [versões que a apresentam].” (E. Burton, The International Critical Commentary, Galatians, [O comentário crítico internacional, Gálatas] 1921, p. 120).
A frase “erga nomou”, encontrada somente nos escritos de Sha’ul, é utilizada oito vezes e sempre em relação a uma discussão técnica acerca da Torá, sendo três vezes aqui; em 3:2, 5 e 10; e em Rm 3:20, 28. Dois outros usos de “erga” (“obras”) estão em estreita associação com a palavra “nomos” (“lei”) – Rm 3:27, 9:32. Até mesmo quando ele utiliza “erga” de forma isolada, o significado implícito em geral é o de “obras legalistas” (5:19; Rm 4:2, 6; 9:11; 11:6; Ef 2:9; 2Tm 1:9; Tt 3:5), embora ele a use 17 vezes de uma forma neutra (Rm 2:6; 13:3, 12; 2Co 11:15; Ef 2:10; 5:11; Co 1:21; 1Tm 2:10; 5:10, 25; 2Tm 3:17, 4:14; Tt 1:16; 2:7, 14; 3:8, 14).
Minha conclusão é de que em todos os casos “erga nomou” não significa atos realizados em função de se seguir a Torá da maneira em que Deus planejou, mas atos realizados como conseqüência de se perverter a Torá fazendo dela um conjunto de regras as quais, supõe-se, podem ser obedecidas de forma mecânica, automática e legalista, sem que se tenha fé, sem que se deposite a devida confiança em Deus, sem que se ame a Deus e aos homens, e sem que se esteja no poder do Espírito Santo.
“Erga nomou”, portanto, é um termo técnico cunhado por Sha’ul para atender de forma precisa a necessidade acerca da qual Cranfield escreveu; uma expressão que fala de legalismo e não da lei. No entanto, em razão do tema abordado por Sha’ul ser a falta de compreensão e perversão da Torá em algo que nunca pretendeu ser, erga nomou é, especialmente neste contexto, “obras legalistas relacionadas à Torá”, exatamente como Burton explicou. Essa é a razão da minha tradução: observância legalista dos mandamentos da Torá.
De modo semelhante, “upo nomon” (“sob a lei”), que aparece cinco vezes nesta carta, jamais significa simplesmente “sob a Torá”, no sentido de “sujeito às suas prescrições” ou de “vivendo dentro de sua estrutura”. Antes, com apenas uma variação de fácil explicação, é a forma curta de Sha’ul expressar “vivendo sob a opressão causada por se estar escravizado ao sistema social ou à mentalidade que se origina sempre quando a Torá é deturpada em legalismo”.
Pesquisadores cristãos já discursaram de forma ampla acerca da suposta ambivalência do entendimento de Sha’ul quanto a Torá. Seus esforços têm sido no sentido de demonstrar que, de algum modo, ele conseguia abolir a Torá sem deixar de respeita-la. Pesquisadores judeus não-messiânicos, elaborando sobre essa conclusão pretensamente correta e fornecida de forma gratuita por seus colegas cristãos de que de fato Sha’ul aboliu a Torá, tomaram para si a responsabilidade de demonstrar que a conseqüência lógica do fato de Sha’ul ter abolido a Torá é que ele também não a respeitava, e por isso teria removido a si próprio e a todos os futuros crentes judeus em Yeshua, do campo do judaísmo (a tão conhecida “bifurcação do caminho”). Deste modo, judeus não-messiânicos de orientação liberal dos tempos modernos também tiraram a sua casquinha da situação reivindicando Jesus para si na qualidade de um excelente mestre judeu, e ao mesmo tempo fazendo de Sha’ul o vilão da história.
Sha’ul, entretanto, nesse caso, não era ambivalente. Para ele a Torá de Mosheh era inequivocamente “santa” e cada um de seus mandamentos “santo, justo e bom” (Rm 7:12). E de igual modo eram as obras feitas em verdadeira obediência à Torá. Mas para que fossem consideradas boas por Deus, as obras feitas em obediência à Torá tinham que estar alicerçadas na confiança, e não no legalismo (veja Rm 9:30-10:10&NN). Se mantivermos em mente que Sha’ul não tinha nada de bom para dizer acerca do pecado de se perverter a Torá em legalismo, e nada de ruim para dizer sobre a Torá em si mesma, então as pretensas contradições quanto à sua visão da Torá simplesmente desaparecem. Em vez de ser o vilão que destruiu a principal sustentação do judaísmo, levando os judeus a se desviarem, ele é o mais autêntico expositor da Torá que o povo judeu já teve, além do próprio Messias Yeshua.
David H. Stern
Comentário Judaico do Novo Testamento, págs. 578-580.
Postado há 1st April 2009 por otdx
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O QUE ACONTECE APÓS A MORTE???
O QUE ACONTECE APÓS A MORTE???
Tirando aqueles que estarão vivos por ocasião do Arrebatamento (1Ts4.17), todos vão morrer um dia (Hb9.27).A morte é conseqüência do pecado (Gn2.17;Rm5.12) , sendo ela o contrário da vida(cf. Gn3.4). Mas o que acontece após a morte?
• NOTA: Não sou Adventista do Sétimo Dia, nem Testemunha de Jeová.
Ensino Religioso: As idéias do filósofo grego Platão (427-347a.C.), sobre a sobrevivência da alma após a morte do corpo, influenciaram Santo Agostinho (354-430d.C.). Sob influência da filosofia neoplatônica, a Cristandade passou a ensinar que a alma deixa o corpo na morte,passando a viver em um domínio espiritual (Cl2.8). “A imortalidade do homem era um dos credos fundamentais da religião filosófica do platonismo, que foi, em parte, adotada pela igreja cristã.” (Werner Jaeger, “As ideias gregas da imortalidade”, Revisão Teológica de Harvard, Volume LII, Julho 1959, Número 3, com ênfases).Será esse o ensino bíblico?
O Que Diz o Antigo Testamento: “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento.Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.”(Ec9.5-6).
Será que essa inconsciência se restringe a uma perspectiva humana ou só existe neste mundo, na dimensão “debaixo do sol”? .Vejamos: “ Tudo quanto te vier ã mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. “(Ec9.10). Portanto no “além”(Seol),os mortos também estão inconscientes (Is38.18-19; Dn12.2; SL6.5; 13.3; 146.3-4).Será que o “silêncio dos mortos” se refere apenas ao corpo inerte?Não: “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio;”(Salmos115.17) “ Se o Senhor não tivesse sido o meu auxílio, já a minha alma estaria habitando no lugar do silêncio.”(SL94.17). “A vida pós-morte na visão do Antigo Testamento era que os mortos não louvam a Deus (cf. Isaías 38:19; Salmos 6:5), não sabem de nada (cf. Eclesiastes 9:5), valem menos do que um cachorro vivo (cf. Eclesiastes 9:4), sua memória jaz no esquecimento (Eclesiastes 9:5), não tem lembrança de Deus (cf. Salmos 6:5), não confiam na fidelidade de Deus (cf. Isaías 38:18), não falam da Sua fidelidade (cf. Salmos 88:12), estão numa terra de silêncio – e não de gritaria do inferno ou de altos louvores do Céu (cf. Salmos 115:17), não podem ser alvos de confiança (cf. Salmos 146:3), não pensam (cf. Salmos 146:4), não tem proveito nenhum para Deus depois de morto (cf. Salmos 30:9), são comparados com o pó (cf. Salmos 30:9), etc.” – HERESIAS CATÓLICAS
a. Gênesis35.18=”Então Raquel, ao sair-lhe a alma (porque morreu), chamou ao filho Benôni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.” Será que a alma deixa o corpo na morte e passa a viver em num domínio espiritual(1Rs17.17-23)? Não(SL94.17); a “alma”(Hb. Néfesh;Gr. Psykhé), na Bíblia , é usada, em muitos textos, como sinônimo de “vida” (Jó12.10; Mt16.16; Mc8.36; Jo15.13). Assim o que se diz aqui é simplesmente que Raquel perdeu a vida. A Nova Versão Internacional diz: “ Já a ponto de sair-lhe a vida, quando estava morrendo, deu ao filho o nome de Benoni. Mas o pai deu-lhe o nome de Benjamim”(Gn35.18).
b. Eclesiastes12.7= “e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.” Será que na morte ,um espírito consciente parte do corpo rumo ao Céu (Sl31.5; Mt27.50; Lc23.46; At7.59)? Não; aqui o termo “espírito”(Hb. Ruach; Gr. Pnéuma) significa simplesmente “fôlego”, “ar”, “vento” (Gn2.7;3.19) , e não algo consciente. Sendo que “Entregar o espírito a Deus” é o mesmo que “expirar” (Mc15.37;Jo19.30). Para o Céu irão “corpos glorificados” e não “espíritos desencarnados” (1Co15.38-54).
• O Que Diz o Novo Testamento: “Irmãos, seja-me permitido dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,”
O Homem “Segundo o coração de Deus”(1Sm13.14), não subiu ao Céu quando morreu. Para o Novo Testamento a morte é um sono profundo (Mt9.24; 27.52; Jo11.11,14; At7.60; 13.36; 1Co15.6,18,20,51; 1 Ts4.13; 5.10), um dormir temporário, que acabará com a Ressurreição (Jo5.28,29; At24.15).
a. Lucas23.43= “Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto hoje você estará comigo no paraíso”. Há duas formas de ler o texto, se o advérbio “hoje” se refere ao verbo “digo”, temos: “Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto hoje[nesta sexta-feira eu estou te garantindo que um dia no futuro] você estará comigo no paraíso”. Agora se ”hoje” se refere a “estarás”, temos : “Eu lhe garanto hoje [que] você estará comigo no paraíso [nesta sexta nos dois vamos para o Céu juntos]” Que forma de ler estará correta? Deixemos que a Bíblia nos informe: O Ladrão da Cruz não morreu na mesma hora de Jesus (Jo19.31-33). No domingo, Jesus declarou não ter subido ao Pai ainda, como poderia Ele ter subido ao Céu na sexta-feira (Jo20.17)? A alma de Cristo não foi para o Paraíso na sua morte, mas para o Seol ( At2.27; SL16:10;EF4.9).A entrada do ladrão da cruz no Paraíso está relacionada ao Futuro Estabelecimento do Reino de Deus (Lc23.42;Ap11.15). Assim Lucas23.43 é melhor traduzido assim: “Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto hoje: Você estará comigo no paraíso” A Peshitta, uma tradução antiga da Bíblia no idioma siríaco, remonta ao segundo e terceiro século da era cristã, verteu Lucas 23.43 da seguinte forma: “E disse-lhe Yeschua: Em êmeth te digo hoje, estarás comigo no Paraíso” Colocando a vírgula depois da palavra “hoje”. A Peshitta, tem sido apontada como a melhor versão já traduzida da Bíblia.
b. Mateus10.28: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” A alma não sobrevive a morte do corpo (Gn19.19-20),o que se diz aqui é que a alma(vida) de um crente morto passa a estar nas mãos de Deus que a restituirá ao fiel por meio da Ressurreição (1Ts4.13-16): “Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá;”(Jo11.25).Assim não devemos temer nossos perseguidores,pois eles não têm o poder de nos matar definitivamente (Lc12.4;1Pe3.14), temamos ,antes a Deus que tem esse poder(Ez18.4; Ap21.8).
c. 2Coríntios5.8= “Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor.” 2Coríntios5.1-8 deve ser lido paralelamente a 1 Coríntios15.1-45. Contextualmente Paulo fala de deixar este corpo mortal e ir morar com o Senhor em um novo corpo glorificado, o que ocorrerá por ocasião da ressurreição :”Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.”
2 Coríntios 5:1 Casa , aqui, significa “corpo”(Ec12.3; 1Co3.16-17; 6.19; Hb3.6). Esse texto nada tem haver com “um corpo temporário para as almas dos mortos no Céu”. O corpo celestial aqui é “eterno” e não pode se desfazer (2Co5.1). Não precisamos nos preocupar com a possibilidade desse nosso corpo mortal e corruptível se desfazer,pois na Ressurreição o Senhor nos dará um novo corpo glorificado,imortal e incorruptível (1Co15.54).Aliás, uma leitura de 1Coríntios 15 nos revelará a diferença entre as crenças paulinas e a imortalidade da alma, veja o quadro abaixo:
O QUE ACONTECERIA CASO A RESSURREIÇÃO NÃO EXISTISSE
PARA OS IMORTALISTAS PARA O APÓSTOLO PAULO
Os mortos ficariam…[vivos] para sempre Os que dormiram em Cristo já pereceram – cf. 1Co.15:18
Existiria uma vida póstuma… A nossa esperança se limitaria apenas a esta presente vida – cf. 1Co.15:19
Deveríamos dar o máximo pela nossa salvação pois as nossas almas ficariam para sempre no Céu do mesmo jeito O melhor a fazer seria viver a vida hedonisticamente, “comamos e bebamos, para que amanhã morramos” – cf. 1Co.15:32
Valeria a pena ficar em perigo pois as nossas almas ficariam para sempre no Céu do mesmo jeito… Estaríamos correndo perigo totalmente à toa – cf. 1Co.15:30
Na ressurreição a alma imortal se religa ao corpo morto Pessoas são mortas, pessoas são vivificadasna volta de Cristo – cf. 1Co.15:22,23
A morte é vencida quando a alma imortal vence a morte sendo liberta da prisão do corpo A morte só é vencida por ocasião da ressurreição dos mortos – cf. 1Co.15:55
Nós já detemos a imortalidade na forma de uma alma imortal implantada em nosso ser A imortalidade é uma possessão futura, a qual só alcançaremos com a ressurreição dos mortos – cf. 1Co.15:51-54
FONTE DO QUADRO ACIMA
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d. Filipenses1.23= “ Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor;” Paulo sabia que só receberia sua recompensas celestial quando Cristo voltasse: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.”(2Tm4.8). Em um contexto de perseguição morrer seria lucro (Fp1.21).Aliás, na inconsciência,não há noção de tempo, Paulo sabia que logo após a morte,se veria acordado e ressuscitado (2Co15.52),vendo Jesus voltar e assim partiria para estar com Ele (1Ts4.13-17).
e. Apocalipse6.9-10= “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram.E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” Se literalizarmos esse texto teremos problemas: Se o Céu é um lugar de alegria plena,como podem as almas martirizadas sofrerem lá em clamor por vingança? A descrição dessas almas revela que elas podiam ser vistas e usavam vestes compridas, isto é, tinham um corpo (Ap6.11),aliás segundo boa parte dos teólogos as almas dos crentes mortos no Céu terão um corpo temporário. Se isso é assim, não estariam essas almas estranhamente encurraladas debaixo de um altar(Ap6.9)? Não esqueçamos que o Apocalipse é um Livro marcado por simbologias e figuras de linguagem. Visto que ALMA=SANGUE (Gn9.4;Lv17.10-14; Dt12.13),provavelmente temos aqui uma linguagem semelhante à de Gênesis4.10: “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra.”(cf.Hb12.24).Assim, através de uma personificação o Senhor mostra a João,que a morte dos mártires exige vingança: “ porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.”(Ap19.2)
• Se na morte já vamos para o Céu ou para o Inferno que necessidade há de um Juízo Final (At17.31;Ap20.11-15)?
• Se já vamos para o Céu depois da morte para que Arrebatamento e Volta de Jesus (Jo14.2-3)?
• Para que ressurreição,se os mortos já estão vivos (At24.15)?
• Como os crentes mortos já receberam sua recompensa celestial, se Jesus disse que só a daria quando voltasse (Mc16.17)
• Será que Lázaro gostou de ter sido tirado do Céu de alegria, e trazido para esse mundo de sofrimento, quando Jesus o ressuscitou (Jo11.43-44)?
Infelizmente, hoje, a semelhança da Inquisição Católica há uma tendência no meio evangélico, de considerar herege, os que negam a “doutrina da consciência dos mortos”. Mas será heresia, questionar a base da Bíblia, uma doutrina influenciada pela filosofia pagã (At17.11)? Deus trará de volta a vida, nossos entes queridos dos quais temos muita saudade (Dn12.2).Confiemos pois nessa linda promessa (Jó14.14;Tt2.13).
• VEJA TAMBÉM:INFERNO CONSULTA AOS MORTOS RICO E LÁZARO JESUS PREGOU AOS ESPÍRITOS EM PRISÃO SUICÍDIO ERA SATANÁS UM ANJO BONZINHO? TORTURA ETERNA
Postado por Bruno dos Santos Queiroz
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A IGREJA PRECISA DE MEMBROS COMO ESTEVÃO
A IGREJA PRECISA DE MEMBROS COMO ESTEVÃO
Estevão certamente se enquadrou no perfil daqueles a quem o autor aos Hebreus se refere: “dos quais o mundo não era digno” (Hb 11:38).
I. UMA VIDA ÍNTEGRA
No capítulo 6 de Atos temos o relato de como a comunidade cristã lidou com uma dificuldade que surgiu face ao crescimento do número de discípulos. Os apóstolos sugeriram à Igreja a escolha de 7 pessoas que pudessem se responsabilizar por aquela importante área. O verso 3 contém o perfil dos tais varões a serem indicados pela Igreja: de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria”.
Destaco por hora uma das qualidades: “boa reputação”. A Igreja continua carecendo de ter à frente pessoas de boa índole cristã, irrepreensíveis, de boa reputação. Exatamente como Daniel, no AT e Estevão, no NT. Pessoas que se coloquem como referenciais para dizerem como Paulo: Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. (I Co 11:1).
A integridade de Estevão era tanta que o recurso usado pelos incrédulos judeus foi o de subornar falsas testemunhas contra ele: Então subornaram uns homens, para que dissessem: ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. (At 6:11).
II. UM HOMEM CHEIO DO PODER DO ESPÍRITO SANTO
Observe nos dois capítulos bíblicos que fazem menção a Estevão como o fato dele ser cheio do poder do Espírito Santo é realçado:
E elegeram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo… (6:5);
E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. (6:8);
E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava… (6:10);
Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus. (7:55)
Uma vida cheia do Espírito é conseqüência de se viver integralmente para o Senhor (como visto no 1o. ponto). Estevão não cometia o erro que denunciou nos judeus para quem ele testemunhou no conselho: vós sempre resistis ao Espírito Santo (7:52).
Fé, poder, autoridade, milagres, prodígios, sinais, sabedoria… são qualidades que encontramos neste homem, tudo decorrência da ação do Espírito Santo em sua vida.
A Igreja precisa de pessoas que se submetam ao Espírito de Deus. O Espírito é o responsável por transformar tais vidas, como transformou Saul em I Samuel. A palavra que o profeta Samuel deu ao jovem benjamita, que não conseguira encontrar as jumentas perdidas de seu pai e por isso recorreu ao profeta foram: (I Sm 10) E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e te mudarás em outro homem (v. 6). Sucedeu pois que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro: e todos aqueles sinais aconteceram naquele mesmo dia (v. 9). E aconteceu que, como todos os que dantes o conheciam viram que eis que com os profetas profetizava, então disse o povo, cada qual ao seu companheiro: Que é o que sucedeu ao filho de Quis? Está também Saul entre os profetas? (v. 11).
III. UM HOMEM CHEIO DE AMOR
O que o texto bíblico de Atos 7:59 e 60 relata me parece suficiente para dizer com certeza que Estevão tinha uma grande unção de amor. Sua última oração assemelha-se à que Jesus fez na cruz: E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu (60). (Lc 23:34 E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem…)
Este unção leva a pessoa a servir aos irmãos e a buscar os perdidos com o Evangelho. E isto Estevão fez muito bem.
No capítulo 8 temos a referência ao sepultamento do corpo de Estevão (que não morreu, mas “adormeceu”): E uns varões piedosos foram enterrar Estevão, e fizeram sobre ele grande pranto (v. 2). Ninguém é insubstituível na Igreja, afinal, Jesus é a pedra angular. Por outro lado, pessoas como Estevão fazem muita falta. Deixam muitas saudades.
Muitas lições podemos tirar do episódio do encontro de Jesus com Pedro, após a ressurreição, junto ao mar de Tiberíades, conforme João 21:15ss. Três vezes o Senhor inquiriu a Simão: amas-me? Após cada resposta dada por Pedro, o Senhor disse a mesma coisa: Apascenta as minhas ovelhas. A ausência deste amor tornaria qualquer ministração de Pedro junto ao rebanho inócua.
Que o Senhor encha esta Igreja de crentes como Estevão: vida íntegra, cheios do Espírito Santo e amor.
Paulo Rogério Petrizi
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