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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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“ANOMIA”

“ANOMIA”
MATEUS 24: 11-14
V 11 DIZ: “E SURGIRÃO MUITOS FALSOS PROFETAS E ENGANARAM A MUITOS”
V 12 DIZ: “E POR SE MULTIPLICAR A VIOLAÇÃO E O DESPREZO PARA COM A TORAH – AS LEIS MORAIS DO ETERNO, O AMOR [para com a Lei de Deus – Salmo 119: 97 diz: “QUANTO AMO A TUA LEI!..”] DE MUITOS [os muitos que no versículo anterior Jesus afirmou que serão enganados pelos falsos profetas] SE ESFRIARÁ.

NA TRADUÇÃO JUDAICA O V 12 DIZ: ‘POR CAUSA DO CRESCENTE DISTANCIAMENTO DA TORA’.
MAS O TERMO TRADUZIDO POR INIQUIDADE É: ‘ANOMIA’= ‘NOMOS’, QUE É: LEI, EM GREGO; E ‘ANOMIA’ É: DESPREZO E VIOLAÇÃO DA TORAH OU LEI.
AS TRADUÇÕES NORMAIS PARA MASCARAR E PARA MANTER A DOUTRINA FALSA DA ANULAÇÃO DA LEI, NÃO TRADUZEM ASSIM; COLOCA INIQUIDADE; DANDO A IMPRESSÃO PARA AS PESSOAS QUE É SIMPLESMENTE COMETER PECADOS, COMETER ERROS; MAS NÃO É; NÃO É ISSO QUE O SENHOR JESUS E MATEUS ESTÃO DIZENDO! ELES ESTÃO SENDO MUITO CLAROS E MUITO PONTUAIS; ELES ESTÃO DIZENDO: O AMOR VAI SE ESFRIAR PORQUE AS PESSOAS NÃO CUMPREM A TORAH, ELAS DESOBEDECEM A TORAH.
E QUEM MUITA DAS VEZES LEVA AS PESSOAS A CAÍREM NESSE ERRO? OS FALSOS PROFETAS. MATEUS 7: 21-23 O TERMO AQUI TAMBÉM É ‘ANOMIA’= ‘NOMOS’ É: LEI EM GREGO; E ‘ANOMIA’ É: DESPREZO E VIOLAÇÃO DA TORAH OU LEI.
O SENHOR JESUS NÃO ERA UM FALSO PROFETA, PORQUE ELE AO CONTRÁRIO DESTES FALSOS PROFETAS, GUARDAVA AS LEIS DE DEUS, AS CUMPRIA, E ENSINAVA AS PESSOAS QUE ELAS DEVERIAM ASSIM COMO ELE, GUARDAR AS LEIS DE DEUS E CUMPRI-LAS.
MATEUS 5: 17—18 ELE NÃO VEIO ANULAR A TORAH, MAS PLENIFICAR OU TORNÁ-LA PLENA. JESUS VIVIA E PREGAVA A TORAH; E ELE NOS CHAMA PARA ANDARMOS EM SUAS PISADAS, TENDO ELE COMO NOSSO MAIOR MODELO!
OS FALSOS PROFETAS COM AJUDA DE TEXTOS MAL TRADUZIDOS, DE UMA TEOLOGIA EM PARTE CEGA, E POR MEIO DE UMA MÁ INTERPRETAÇÃO DOS TEXTOS BÍBLICOS, ENSINAM QUE A LEI É COISA PASSADA, VELHA, E QUE FOI ABOLIDA; CONTRARIANDO O QUE O PRÓPRIO CRISTO AFIRMOU CLARAMENTE EM: MATEUS 5: 17-19
PORÉM, EM MATEUS 24: 13 JESUS DIZ: “MAS AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ O FIM, ESSE SERÁ SALVO”
SE PERSEVERARMOS EM GUARDAR A TORAH DO ETERNO – SUAS LEIS MORAIS, OBSERVANDO-AS, ESTAREMOS PRINCIPALMENTE SALVOS DE SERMOS ENGANADOS PELOS FALSOS PROFETAS E DO ESFRIAMENTO DO AMOR (QUE INFELIZMENTE JÁ TEM ALCANÇADO A MUITOS) PARA COM A TORAH DO ETERNO – AS LEIS MORAIS ESTABELECIDAS POR ELE PARA O NOSSO PRÓPRIO BEM!
ESSA É UMA DAS VERDADES QUE SEGUNDO JESUS PRECISAM SER PREGADAS!
V 14 “E ESTE EVANGELHO [ESTA ANUNCIAÇÃO VERDADEIRA CITADA NO CONTEXTO] SERÁ PREGADO EM TODO O MUNDO, E ENTÃO VIRÁ O FIM”.
PAULO ANUNCIAVA O EVANGELHO DENTRO DA TORAH!
Postado por pastor thiago sanchez

Tags: A IDOLATRIA E SEUS MALES

A IDOLATRIA E SEUS MALES

“Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.” (1 Samuel 12:20-21)

A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no Antigo Testamento, cometia repetidamente.
O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó (Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de deuses estranhos:
“Depois disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da face de Esaú, teu irmão. Então disse Jacó ã sua família, e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos e mudai as vossas vestes. Levantemo-nos, e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho por onde andei. Entregaram, pois, a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham nas mãos, e as arrecadas que pendiam das suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém.” (Gênesis 35:1-4)
O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel, de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte Sinai:
“Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e lhe disse:
Levanta-te, faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, os trouxe a Arão; ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição.
Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor. No dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se para folgar.” (Êxodo 32:1-6)
Durante o período dos juizes, o povo de Deus freqüentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão foi marcado por freqüente idolatria em Israel:
“Ora, o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e heteias, das nações de que o Senhor dissera aos filhos de Israel: Não ireis para elas, nem elas virão para vós; doutra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão, levado pelo amor. Tinha ele setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
Pois sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e seu coração já não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como fora o de Davi, seu pai; Salomão seguiu a Astarete, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do Senhor, e não perseverou em seguir, como fizera Davi, seu pai.
Nesse tempo edificou Salomão um alto a Quemós, abominação dos moabitas, sobre e monte que está diante de Jerusalém, e a Moleque, abominação dos amonitas. E assim fez para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios a seus deuses. Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão, porquanto e seu coração se desviara do Senhor Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera, e lhe ordenara expressamente que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o Senhor lhe ordenara.” (1 Reis 11:1-10)
Na história do reino dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto idólatra entre os judeus.
O FASCÍNIO DA IDOLATRIA
Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? Há vários fatores implícitos.

1. As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus. Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor.
O povo de Deus sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de Deus, no sentido de se manter santo e separado delas.

2. Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria.
Deus, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele.

3. Por causa do elemento demoníaco da idolatria, ela, às vezes, oferecia em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários.
Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitória nas batalhas.
A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos.
A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA
Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza.

1. A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é:
“Acaso trocou alguma nação os seus deuses, que contudo não são deuses? Mas o meu povo trocou a sua glória por aquilo que é de nenhum proveito.” (Jeremias 2:11)
“Pode um homem fazer para si deuses? Esses tais não são deuses!” (Jeremias 16:20)
O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.
Samuel chama os ídolos de “VAIDADES”:
“E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.” (1 Samuel 12:21)
Paulo declara expressamente:
“Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.” (1 Coríntios 8:4)
“Mas que digo? QUE O SACRIFICADO AO ÍDOLO É ALGUMA COISA? OU QUE O ÍDOLO É ALGUMA COISA? Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.” (1 Coríntios10:19-20)
Por essa razão, os salmistas e os profetas freqüentemente zombavam dos ídolos.
“Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram, têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam.” (Salmos 115:4-8)
“Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens; têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; nem há sopro algum na sua boca. Semelhantemente a eles se tornarão os que os fazem, e todos os que neles confiam.” (Salmos 135:15-18)
“Sucedeu que, ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e necessite de que o acordem.” (1 Reis 18:27)
“Todos os artífices de imagens esculpidas são nada; e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas nada vêem nem entendem, para que eles sejam confundidos. Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo?
Eis que todos os seus seguidores ficarão confundidos; e os artífices são apenas homens; ajuntem-se todos, e se apresentem; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos. O ferreiro faz o machado, e trabalha nas brasas, e o forja com martelos, e o forja com o seu forte braço; ademais ele tem fome, e a sua força falta; não bebe água, e desfalece.
O carpinteiro estende a régua sobre um pau, e com lápis esboça um deus; dá-lhe forma com o cepilho; torna a esboçá-lo com o compasso; finalmente dá-lhe forma à semelhança dum homem, segundo a beleza dum homem, para habitar numa casa.
Um homem corta para si cedros, ou toma um cipreste, ou um carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta uma faia, e a chuva a faz crescer. Então ela serve ao homem para queimar: da madeira toma uma parte e com isso se aquenta; acende um fogo e assa o pão; também faz um deus e se prostra diante dele; fabrica uma imagem de escultura, e se ajoelha diante dela.
Ele queima a metade no fogo, e com isso prepara a carne para comer; faz um assado, e dele se farta; também se aquenta, e diz: Ah! já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz para si um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se, e lhe dirige a sua súplica dizendo: Livra-me porquanto tu és o meu deus.
Nada sabem, nem entendem; porque se lhe untaram os olhos, para que não vejam, e o coração, para que não entendam. E nenhum deles reflete; e não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e assei pão sobre as suas brasas; fiz um assado e dele comi; e faria eu do resto uma abominação? ajoelhar-me-ei ao que saiu duma árvore?
Apascenta-se de cinza. O seu coração enganado o desviou, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?” (Isaías 44:9-20)

“Bel se encurva, Nebo se abaixa; os seus ídolos são postos sobre os animais, sobre as bestas; essas cargas que costumáveis levar são pesadas para as bestas já cansadas. Eles juntamente se abaixam e se encurvam; não podem salvar a carga, mas eles mesmos vão para o cativeiro.
Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o resto da casa de Israel, vós que por mim tendes sido carregados desde o ventre, que tendes sido levados desde a madre. Até a vossa velhice eu sou o mesmo, e ainda até as cãs eu vos carregarei; eu vos criei, e vos levarei; sim, eu vos carregarei e vos livrarei.
A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis e me comparareis, para que sejamos semelhantes? Os que prodigalizam o ouro da bolsa, e pesam a prata nas balanças, assalariam o ourives, e ele faz um deus; e diante dele se prostram e adora. Eles o tomam sobre os ombros, o levam, e o colocam no seu lugar, e ali permanece; do seu lugar não se pode mover; e, se recorrem a ele, resposta nenhuma dá, nem livra alguém da sua tribulação.” (Isaías 46:1-7)
“Pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova. São como o espantalho num pepinal, e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer o mal, nem tampouco têm poder de fazer o bem.” (Jeremias 10:3-5)
2. Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo.
Tanto Moisés quanto o salmista associam os falsos deuses com demônios.
“Ofereceram sacrifícios aos demônios, não a Deus, a deuses que não haviam conhecido, deuses novos que apareceram há pouco, aos quais os vossos pais não temeram.” (Deuteronômio 32:17)
“Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço; sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios.” (Salmos 106:36-37)
Note, também, o que Paulo diz na sua primeira carta aos coríntios a respeito de comer carne sacrificada aos ídolos:
“As coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus.” (1 Coríntios 10:20)
Em outras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles.
O cristão sabe com certeza que o poder de Jesus Cristo é maior do que o dos demônios.
Satanás, como “O deus deste século” (2 Coríntios 4:4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua.
“Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5:19)
“E não devia ser solta desta prisão, no dia de sábado, esta que é filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” (Lucas 13:16)
“O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gálatas 1:4)
“Pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes” (Efésios 6:12)
“Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo” (Hebreus 2:14)
Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira.
“A esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira.” (2 Tessalonicenses 2:9)
“E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Pois são espíritos de demônios, que operam sinais…” (Apocalipse 16:13-14)
“E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.” (Apocalipse19:20)
E de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para “A PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS”:
“Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente o pobre; sejam eles apanhados nas ciladas que maquinaram.Pois o ímpio gloria-se do desejo do seu coração, e o que é dado à rapina despreza e maldiz o Senhor. Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca; todos os seus pensamentos são: Não há Deus.
Os seus caminhos são sempre prósperos; os teus juízos estão acima dele, fora da sua vista; quanto a todos os seus adversários, ele os trata com desprezo. Diz em seu coração: Não serei abalado; nunca me verei na adversidade.” (Salmos 10:2-6)
“Mais vale o pouco que o justo tem, do que as riquezas de muitos ímpios.” (Salmos 37:16)
“Dos que confiam nos seus bens e se gloriam na multidão das suas riquezas?” (Salmos 49:6)
“Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios. Porque eles não sofrem dores; são e robusto é o seu corpo. Não se acham em tribulações como outra gente, nem são afligidos como os demais homens.
Pelo que a soberba lhes cinge o pescoço como um colar; a violência os cobre como um vestido. Os olhos deles estão inchados de gordura; trasbordam as fantasias do seu coração. Motejam e falam maliciosamente; falam arrogantemente da opressão.
Põem a sua boca contra os céus, e a sua língua percorre a terra. Pelo que o povo volta para eles e não acha neles falta alguma. E dizem: Como o sabe Deus? e: Há conhecimento no Altíssimo? Eis que estes são ímpios; sempre em segurança, aumentam as suas riquezas.”(Salmos73:3-12)

3. A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e:
• O espiritismo,
• A magia negra,
• A leitura da sorte,
• A feitiçaria,
• A bruxaria,
• A necromancia
• E coisas semelhantes.
“Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez uma Asera como a que fizera Acabe, rei de Israel, e adorou a todo o exército do céu, e os serviu. E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém porei o meu nome. Também edificou altares a todo o exército do céu em ambos os átrios da casa do Senhor. E até fez passar seu filho pelo fogo, e usou de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros; fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.” (2 Reis 21:3-6)
“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?” (Isaías 8:19)
“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos.” (Deuteronômio 18:9-11)
“Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.” (Apocalipse 9:21)
Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios.
Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (1 Samuel 28:8-14), ela viu um demônio subindo do inferno.

4. O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria:
“Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.” (Colossenses 3.5)
A conexão é óbvia: OS DEMÔNIOS SÃO CAPAZES DE PROPORCIONAR BENEFÍCIOS MATERIAIS.
Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam.
Embora tais pessoas, talvez, não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras.
Dessa maneira, a declaração de Jesus:
“Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mateus 6:24), é basicamente a mesma que a admoestação de Paulo:
“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios.” (1 Coríntios 10:21)

DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA

1. Ele advertia freqüentemente contra ela no Antigo Testamento.
(a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel:
“Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” (Êxodo 20:3-4)
(b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões:
“Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos. Do nome de outros deuses nem fareis menção; nunca se ouça da vossa boca o nome deles.” (Êxodo 23:13)
“Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme as suas obras; Antes os derrubarás totalmente, e quebrarás de todo as suas colunas.” (Êxodo 23:24)
“(Porque não adorarás a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso), para que não faças pacto com os habitantes da terra, a fim de que quando se prostituirem após os seus deuses, e sacrificarem aos seus deuses, tu não sejas convidado por eles, e não comas do seu sacrifício; e não tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, para que quando suas filhas se prostituírem após os seus deuses, não façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses. Não farás para ti deuses de fundição.” (Êxodo 34:14-17)
“Guardai-vos de que vos esqueçais do pacto do Senhor vosso Deus, que ele fez convosco, e não façais para vós nenhuma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor vosso Deus vos proibiu. Porque o Senhor vosso Deus é um fogo consumidor, um Deus zeloso.” (Deuteronômio 4:23-24)
“Não seguirás outros deuses, os deuses dos povos que houver à roda de ti.” (Deuteronômio 6:14)
“Para que não vos mistureis com estas nações que ainda restam entre vós; e dos nomes de seus deuses não façais menção, nem por eles façais jurar, nem os sirvais, nem a eles vos inclineis.” (Josué 23:7)
“Com os quais o Senhor tinha feito um pacto, e lhes ordenara, dizendo: Não temereis outros deuses, nem vos inclinareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrificios.” (2 Reis 17:35)
“Quanto aos estatutos, às ordenanças, à lei, e ao mandamento, que para vós escreveu, a esses tereis cuidado de observar todos os dias; e não temereis outros deuses; e do pacto que fiz convosco não vos esquecereis. Não temereis outros deuses.” (2 Reis 17:37-38)
(c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã:
“Pois fariam teus filhos desviarem-se de mim, para servirem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria. Mas assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus aserins, e queimareis a fogo as suas imagens esculpidas.” (Deuteronômio 7:4-5)
“Certamente destruireis todos os lugares em que as nações que haveis de subjugar serviram aos seus deuses, sobre as altas montanhas, sobre os outeiros, e debaixo de toda árvore frondosa; e derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, queimareis a fogo os seus aserins, abatereis as imagens esculpidas dos seus deuses e apagareis o seu nome daquele lugar.” (Deuteronômio 12:2-3)

2. A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria. Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles.
(a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo.
(b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos:
“No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou Samária, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala, e junto a Habor, o rio de Gozã, e nas cidades dos medos.
Assim sucedeu, porque os filhos de Israel tinham pecado contra o Senhor seu Deus que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mãe de Faraó, rei do Egito, e porque haviam temido a outros deuses, e andado segundo os costumes das nações que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel, e segundo os que os reis de Israel introduziram. Também os filhos de Israel fizeram secretamente contra o Senhor seu Deus coisas que não eram retas. Edificaram para si altos em todas as suas cidades, desde a torre das atalaias até a cidade fortificada;
Levantaram para si colunas e aserins em todos os altos outeiros, e debaixo de todas as árvores frondosas; queimaram incenso em todos os altos, como as nações que o Senhor expulsara de diante deles; cometeram ações iníquas, provocando ã ira o Senhor, e serviram os ídolos, dos quais o Senhor lhes dissera: Não fareis isso. Todavia o Senhor advertiu a Israel e a Judá pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas.
Eles porém, não deram ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, como fizeram seus pais, que não creram no Senhor seu Deus; rejeitaram os seus estatutos, e o seu pacto, que fizera com os pais deles, como também as advertências que lhes fizera; seguiram a vaidade e tornaram-se vãos, como também seguiram as nações que estavam ao redor deles, a respeito das quais o Senhor lhes tinha ordenado que não as imitassem.
E, deixando todos os mandamentos do Senhor seu Deus, fizeram para si dois bezerros de fundição, e ainda uma Asera; adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal. Fizeram passar pelo fogo seus filhos, suas filhas, e deram- se a adivinhações e encantamentos; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, provocando-o à ira. Pelo que o Senhor muito se indignou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; não ficou senão somente a tribo de Judá.” (2 Reis 17:6-18)
(c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá:
“Manassés tinha doze anos quando começou a reinar, e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Hefzibá.
E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme as abominações das nações que o Senhor desterrara de diante dos filhos de Israel. Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez uma Asera como a que fizera Acabe, rei de Israel, e adorou a todo o exército do céu, e os serviu. E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém porei o meu nome.
Também edificou altares a todo o exército do céu em ambos os átrios da casa do Senhor. E até fez passar seu filho pelo fogo, e usou de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros; fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.
Também pôs a imagem esculpida de Asera, que tinha feito, na casa de que o Senhor dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre; e não mais farei andar errante o pé de Israel desta terra que tenho dado a seus pais, contanto que somente tenham cuidado de fazer conforme tudo o que lhes tenho ordenado, e conforme toda a lei que Moisés, meu servo, lhes ordenou.
Eles, porém, não ouviram; porque Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.Então o Senhor falou por intermédio de seus servos os profetas, dizendo: Porquanto Manassés, rei de Judá, cometeu estas abominações, fazendo pior do que tudo quanto fizeram os amorreus, que foram antes dele, e com os seus ídolos fez Judá também pecar.” (2 Reis 21:1-11)
Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída
“Então o Senhor falou por intermédio de seus servos os profetas, dizendo: Porquanto Manassés, rei de Judá, cometeu estas abominações, fazendo pior do que tudo quanto fizeram os amorreus, que foram antes dele, e com os seus ídolos fez Judá também pecar; por isso assim diz o Senhor Deus de Israel: Eis que trago tais males sobre Jerusalém e Judá, que a qualquer que deles ouvir lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos. Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samária e o prumo da casa de Acabe; e limparei Jerusalém como quem limpa a escudela, limpando-a e virando-a sobre a sua face.
Desampararei os restantes da minha herança, e os entregarei na mão de seus inimigos. tornar-se-ão presa e despojo para todos os seus inimigos; porquanto fizeram o que era mau aos meus olhos, e me provocaram à ira, desde o dia em que seus pais saíram do Egito até hoje. Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu Jerusalém de um a outro extremo, afora o seu pecado com que fez Judá pecar fazendo o que era mau aos olhos do Senhor.” (2 Reis 21:10-16)
A despeito dessas advertências, a idolatria continuou:
“Porque eu sabia que és obstinado, que a tua cerviz é um nervo de ferro, e a tua testa de bronze. Há muito tas anunciei, e as manifestei antes que acontecessem, para que não dissesses: O meu ídolo fez estas coisas, ou a minha imagem de escultura, ou a minha imagem de fundição as ordenou.” (Isaías 48:4-5); (Jeremias 2:4-30);
“E eu retribuirei em dobro a sua iniqüidade e o seu pecado, porque contaminaram a minha terra com os vultos inertes dos seus ídolos detestáveis, e das suas abominações encheram a minha herança. Senhor, força minha e fortaleza minha, e refúgio meu no dia da angústia, a ti virão às nações desde as extremidades da terra, e dirão: Nossos pais herdaram só mentiras, e vaidade, em que não havia proveito. Pode um homem fazer para si deuses? Esses tais não são deuses! Portanto, eis que lhes farei conhecer, sim desta vez lhes farei conhecer o meu poder e a minha força; e saberão que o meu nome é Jeová.” (Jeremias 16:18-21); (Ezequiel 8).
E, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2 Reis 25).

3. O Novo Testamento também adverte todos os crentes contra a idolatria:
(a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo.
A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente.
Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo.
(b) O Novo Testamento nos admoesta a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais:
“Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.” (Colossenses 3:5); (Mateus 6:9-24);
“Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.” (Romanos 7:7)
“Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não temerei; que me fará o homem?” (Hebreus 13:5-6)
E, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria:
“Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” (1 Coríntios 10:14)
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (1 João 5:21)
Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria NÃO HERDARÃO O SEU REINO:
“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-10)
“A idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.” (Gálatas 5:20-21)
“Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.” (Apocalipse 22:15)

Tags: Isaias 43.11,12 Alguns reivindicam Que Yahweh é Jesus !

Isaias 43.11,12 Alguns reivindicam Que Yahweh é Jesus !
Autor: Valdomiro
mai 12
Alguns reivindicam Is. 43.11,12 “Eu, eu sou o Yahweh, e fora de mim não há Salvador. 12 Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Yahweh; eu sou Deus.”, dentre outros semelhantes para afirmar que se Jesus não é Yahweh, nosso Deus, não poderia salvar a humanidade, pois o versículo diz claramente que “fora de mim (Yahweh) não há Salvador”, no entanto, essa conclusão é apressada e não considera o contexto bíblico como base para a argumentação. Em Ne. 9.27, por exemplo, encontramos: “Por isso os entregaste na mão dos seus adversários, que os angustiaram; mas no tempo de sua angústia, clamando a ti, desde os céus tu ouviste; e segundo a tua grande misericórdia lhes deste libertadores que os libertaram da mão de seus adversários”. Esse verso mostra que Deus deu salvadores, isso mesmo, salvadores, pois a palavra hebraica ali traduzida por “libertadores”, pois é a mesma que consta em Isaías 43 vertida como “salvador”. A análise do contexto desse capítulo de Isaías não indica que seria incompatível um representante de Yahweh prover Sua salvação ao povo, mas que nenhuma salvação seria advinda de qualquer deidade dos povos pagãos. Esse é o princípio revelado naquele trecho de Isaías. Se fomos criterioso veremos que tal contexto nem mesmo trata da salvação geral das almas da humanidade, mas da libertação da opressão das nações ímpias. Logo, não há porque acreditarmos que Yahweh seja dois ou três por causa de Isaías 43.11-12. Leia-se Dt. 6.4. Ne. 9.27, não é um texto isolado, há outros trechos bíblicos onde se confirme que Deus dá um salvador ao seu povo. Se analizarmos, por exemplo, Jz. 6.37, vamos notar que Gedeão diz que Deus “livrará” (salvará) seu povo, mas em Jz. 6.14 se vê que está salvação se dará pelas mãos de Gideão. Otoniel e Eúde, são chamados, cada um, de “salvador”, traduzido por “libertador”, na ACF, em Jz. 3.6 e 3.15. Em II Rs. 13.5 “E Yahweh deu um salvador a Israel, e saíram de sob as mãos dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como no passado”, o verso diz muito claramente que Yahweh “deu um salvador”, mas a Salvação continua provindo de Deus porque foi ele quem “deu um salvador”. Obadias v.21. Diz: “E subirão salvadores ao monte Sião, para julgarem o monte de Esaú; e o reino será de Yahweh”. Não há cabimento afirmar que o “Salvador” constituído esteja propiciando uma salvação que não tenha origem em Yahweh. Assim, se mantém harmônica a afirmação de Is. 43.11 e 12, sem contundo forçar a ideia de que esse salvador dado por ele seja ele em pessoa ou um mesmo ser com a Deidade.
Há várias provas bíblicas que Yahweh constitui o seu escolhido para ser salvador e isso se revela não somente nos dias do antigo Israel como em II Rs. 13.5, mas, também, em Jesus Cristo Salvador do mundo, e isso não exclui, em absoluto, a origem da salvação que é próprio Pai, Yahweh. Vejamos alguns casos:
Is. 19.20 “E servirá de sinal e de testemunho a Yahweh dos Exércitos na terra do Egito, porque a Yahweh clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará.” Mais uma vez vemos que Yahweh, pai de Nosso Senhor Jesus, enviaria um salvador, então, esse salvador traria a salvação de Deus. Ele seria constituído por Deus salvador. A origem da salvação continua a mesma, Deus. O apóstolo João testifica fato semelhante quando diz: “… o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (I Jo. 4.14)
Nosso Senhor mesmo cita Isaías em Lc. 4.18 “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,” e é daí que decorre a afirmação contida em At. 5.31 “Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, ….”
Is. 49.6 “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te DEI para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” Esse verso também está em conformidade com At. 5.31 e mais ainda com At. 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, DADO entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Então, será que por causa de uma determinada compreensão paradigmatizada de forma incorreta do que Isaías escreveu Deus estaria impedido/proibido de constituir alguém como Salvador para levar SUA salvação aos homens? Será que esses versículos não são explícitos quanto ao fato de ELE haver constituído um Salvador para levar a sua salvação não somente a Israel, mas também aos gentios?
O Cumprimento se vê confirmado em Lc. 1.69,70 ao ser informado que Deus “… nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi seu servo. Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;” Perceba que Deus levantou uma salvação poderosa na “casa de Davi”, ou seja, pela via da sucessão humana, e não a própria Deidade vinda à terra para salvar o povo!
Lc. 2.29,30 “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação,” Muito claramente Simeão orou louvando a Deus agradecendo o fato de ter visto a Salvação dELE. Simeão orou a Deus e não a um possível “menino-Deus” em seus braços, não havia um motivador textual bíblico, cultural ou mesmo subentendido para que aquele velho homem judeu e monoteísta fizesse uma oração a um menino achando que fosse Deus, ele orou a Deus mesmo, o Pai daquela criança e via nela a concretização da salvação de Deus. A compreensão dele é clara. Deus havia cumprido sua promessa enviando a Salvação e não vindo ELE próprio.
At. 13.23 “Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel”. Todos esses versos mostram que não precisamos acreditar em uma “trindade” dentro/na Deidade para sermos salvos, pois claramente se mostra que quem levantou Jesus para Salvador foi Deus, o único que poderia fazer isso por ser o único Salvador, outro não poderia constituir qualquer salvador, pois fora dELE não há salvação.
E acima de tudo “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim?” (Jo.14.11); logo, a salvação promovida pelo Filho acontece porque ele está no Pai e Dele tudo recebeu. Assim, não é uma salvação externa. Não é a salvação de outro deus, mas do Pai, o único Deus.

Tags: JESUS TEVE IRMÃOS?

JESUS TEVE IRMÃOS?
De acordo com a Bíblia, Jesus teve quatro irmãos (Tiago, José, Simão e Judas) e também algumas irmãs (Mateus 12:46-50; 13:55-56; João 2:12; 7:3-10; Atos 1:14; 1 Coríntios 9:5; Gálatas 1:19). Por causa do mito de que Maria foi uma virgem perpétua, foi inventada a teoria que estes “irmãos” de Jesus são, de fato, apenas primos. Esta explicação é conveniente, mas contrária à evidência. Esta palavra “irmão” é usada 346 vezes no Novo Testamento e nunca significa “primo”. Havia uma palavra para primo, usada em Colossenses 4:10, mas não é a que foi usada nos textos acima. É verdade que a palavra “irmão” é usada para a irmandade espiritual, mas todas as vezes que “irmão” é usada no Novo Testamento para uma relação de família física, ela simplesmente significa irmão. Se irmão significasse primo, em Lucas 8:19-21, Jesus estaria dizendo que sua mãe e seus “primos” eram aqueles que ouvem a palavra e a cumprem.
Toda esta controvérsia é reflexo de uma tendência a dar a Maria uma honra indevida. Muitos pensam que Maria tinha e ainda tem uma influência especial sobre Jesus e que ela pode ser uma mediadora entre nós e Jesus. Mas veja quantas vezes, na Bíblia, Jesus mostrou que Maria não tinha uma capacidade especial para persuadi-lo.
1. Quando foi dito a Jesus que sua mãe e irmãos o estavam procurando, ele respondeu que considerava como sua mãe e irmãos verdadeiros aqueles que o obedecem (Mateus 12:46-50; Marcos 3:31-35; Lucas 8:19-21).
2. Quando a mãe de Jesus sugeriu que a falta de vinho na festa de casamento seria uma boa hora para declarar-se o Messias, ele recusou sua sugestão dizendo: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (João 2:4).
3. Quando uma mulher na multidão disse a Jesus: “Bem-aventurada aquela que te concebeu e os seios que te amamentaram”, Jesus respondeu: “Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”. Paulo concluiu em 1 Timóteo 2:5 que há “um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus”.
Maria parece ter sido uma mulher boa, uma discípula fiel (Atos 1:4). Mas não tem nenhum poder especial para persuadir Jesus e não foi uma virgem perpétua (Note também Mateus 1:25; Lucas 2:7). Jesus foi criado em uma família com mãe, irmãos e irmãs (Marcos 6:3).
-por Gary Fisher

Tags: IDÓLATRIA O QUE DEVO SABER SOBRE IMAGENS E ESCULTURAS?

IDÓLATRIA O QUE DEVO SABER SOBRE IMAGENS E ESCULTURAS?
Que aproveitará a imagem de escultura, que esculpiu o seu artífice? A imagem de fundição, que ensina a mentira, para que o artífice confie na obra, fazendo ídolos mudos? Ai daquele que diz ao pau: Acorda! e àpedra muda: desperta! pode isto ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, mas no meio dele não há espírito algum.
( Habacuc cap 2 ver 18 e 19 )
Carregar as imagens de esculturas o que a bíblia diz?
(…) Esses que carregam suas imagens de madeira são ignorantes: dirigem suas preces a um deus que não é capaz de salvar.
( Isaías cap 45 ver 20 )

Uma imagem de escultura têm poder pra ajudar alguém?
( Jeremias cap 10 ver 3 ao 5 e 14 )
O que Deus fala das imagens de esculturas?
Eu sou o Senhor: este é o meu nome. a minha glória pois a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.
( Isaías cap 42 ver 8)

Quais são as qualidades de uma imagem?
Os ídolos deles são de prata e ouro, obras de mãos humanas: Têm boca mais não falam, têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem, têmnariz e não cheiram; têm mãos e não a tocam; têm pés e não andam, sua garganta não tem voz. Aqueles que os fazem ficam como eles, todos aqueles que neles confiam!
( Salmos 115. 4 ao 8 )
A bíblia fala se é bom ter imagens e adorar as mesmas?
Maldito seja quem faz um ídolo esculpido ou derretido, abominaçãopara o Senhor, obra de artesão, e o guardar em um lugar escondido, e todo o povo responderá amém.
( Deuteronômio cap 27 ver 15 )
Não faça para você ídolos, nenhuma representação daquilo que existe no céu e na terra, ou nas água que estão debaixo da terra.
( Êxodo cap 20 ver 4 )
Os idólatra terão parte do reino de Deus?
Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus ? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem
os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados,nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
( I Aos Coríntios cap 6 ver 9 e 10 )
Mas, quanto aos tímidos e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.
( Apocalipse cap 21 ver 8 )
Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer
que ama e comete a mentira.
(Apocalipse cap20ver15)

Como é feito uma imagem e ela pode me salvar?
( Isaías cap 44 ver 9 ao 13, 17, 18 e 20 )
Alguma pessoa pode ser adora?
Em listra havia um homem paralitico das pernas; era coxo de nascença e nunca tinha conseguido andar. Ele escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar o notando que tinha fé para ser curado, disse em alta voz: Levanta-se direito sobre os seus pés. O homem deu um salto e começou a andar. Vendo o que Paulo acabara de fazer, a multidão exclamou em dialeto licaônico: Os deuses desceram entre nós em forma humana! Homens, o que vocês estão fazendo? Nós também somos homens mortais como vocês. Estamos anunciando que vocês precisam deixar esses ídolos vazios e se converter ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar e tudo que nele existe.
( Atos cap 14 ver 8 ao 11 e 15 )
O que Deus fala para quem ou aonde adora uma imagem?
“E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que
não sejas participante dos seus pecados e para que não
incorras nas suas pragas.”
( Apocalipse cap 18 ver 4 )
Mas o que realmente acontece?
Trocando o glória do Deus imortal por estátuas de homem mortal, depássaros, animais e répteis. Eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bendito para todo sempre.
( Romanos cap 1 ver 23 e 25 )
Quem é o mediador entre Deus e os homens?
Ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens
Jesus Cristo, homem, que se entregou para resgatar a todos (…)
( I A Timóteo cap 2 ver 4 e 5 )
O pior cego é aquele que não quer ver?
Apocalipse cap 18 ver 4 *
* Aos Romanos cap 1 ver 23 e 25 *
* Ezequiel cap 14 ver 6 *
* Habacuc cap 2 ver 18 e 19 *
* Jeremias cap 10 ver 3 ao 5 e 14 *
* Isaias cap 44 ver 9 ao 13 e 17, 18 e 20 *
* Êxodo cap 23 ver 24 e 25 *
* Jeremias cap 51 ver 6, 45 e 47 *
* Apocalipse cap 2 ver 20 e 21 *
* Apocalipse cap 13 ver 8 e 9 *
* Atos cap 14 ver 8 ao 11 e 15 *
* Ezequiel cap 16 ver 17 ao 23 *
* Isaías cap 46 ver 5 ao 7 *
* Lucas cap 11ver 27 e 28 *
* Apocalipse cap 22 ver 15 *
* João cap 2 ver 3 ao 5 *
* Apocalipse cap 13 ver 6, 8, 14 ao 18 *
* Êxodo cap 34 ver 13, 14 e 17 *
* Deuteronômio cap 27 ver 15 *
* Salmos 115. 4 ao 8 e17 *
* Isaias cap 45 ver 20 e 22 *
* Apocalipse cap 20 ver 15 *
* I A Timóteo cap 2 ver 4 e 5 *
* João cap 15 ver 22

Tags: Diferença entre imagem e ídolo

Diferença entre imagem e ídolo – Parte I
“Portanto, não se pervertam, fazendo para vocês imagem esculpida em forma de ídolo: imagem de homem ou de mulher”
IMAGEM
Segundo o dicionário Michaelis = Reflexo de um objeto na água, num espelho, etc. 2. Representação de uma pessoa ou coisa, obtida por meio de desenho, gravura ou escultura. 3. Estampa ou escultura que representa personagem santificada. 4. Representação mental de qualquer forma. 5. Imitação de uma forma.
ÍDOLO
Segundo o dicionário Michaelis = Estátua, figura, ou imagem que representa uma divindade e que é objeto de adoração. 2. Objeto de grande amor, ou de extraordinário respeito. 3. Pessoa a quem se dedica grande adoração ou admiração.
É uma representação artificial de alguma pessoa ou coisa, a qual se usa como objeto de adoração. E, nesta circunstância, é sinônima de ídolo. Mica, indivíduo da tribo de Efraim, mandou fazer uma imagem de prata (Jz 17.3,4) “Quando ele devolveu os treze quilos de prata à mãe, ela disse: “Consagro solenemente a minha prata ao SENHOR para que o meu filho faça uma imagem esculpida e um ídolo de metal. Eu a devolvo a você”. Mas ele devolveu a prata à sua mãe, e ela separou dois quilos e quatrocentos gramas, e os deu a um ourives, que deles fez a imagem e o ídolo. E estes foram postos na casa de Mica.” (NVI).
Além disso, persuadiu um levita a que fosse seu sacerdote. Era esta imagem consultada como oráculo, e publicamente foi instalada junto dos danitas. O neto de Moisés tornou-se seu sacerdote, e o cargo continuou a ser exercido na sua família (Jz 18.4 a 6 e 14 a 31) “O jovem lhes contou o que Mica fizera por ele, e disse: “Ele me contratou, e eu sou seu sacerdote”. Então eles lhe pediram: “Pergunte a Deus se a nossa viagem será bem-sucedida”. O sacerdote lhes respondeu: “Vão em paz. Sua viagem tem a aprovação do SENHOR… Os cinco homens que haviam espionado a terra de Laís disseram a seus irmãos: “Vocês sabiam que numa dessas casas há um manto sacerdotal, ídolos da família, uma imagem esculpida e um ídolo de metal? Agora vocês sabem o que devem fazer”. Então eles se aproximaram e foram à casa do jovem levita, à casa de Mica, e o saudaram. Os seiscentos homens de Dã, armados para a guerra, ficaram junto à porta. Os cinco homens que haviam espionado a terra entraram e apanharam a imagem, o manto sacerdotal, os ídolos da família e o ídolo de metal, enquanto o sacerdote e os seiscentos homens armados permaneciam à porta. Quando os homens entraram na casa de Mica e apanharam a imagem, o manto sacerdotal, os ídolos da família e o ídolo de metal, o sacerdote lhes perguntou: “Que é que vocês estão fazendo?” Eles lhe responderam: “Silêncio! Não diga nada. Venha conosco, e seja nosso pai e sacerdote. Não será melhor para você servir como sacerdote uma tribo e um clã de Israel do que apenas a família de um só homem?” Então o sacerdote se alegrou, apanhou o manto sacerdotal, os ídolos da família e a imagem esculpida e se juntou à tropa. Pondo os seus filhos, os seus animais e os seus bens na frente deles, partiram de volta. Quando já estavam a certa distância da casa, os homens que moravam perto de Mica foram convocados e alcançaram os homens de Dã. Como vinham gritando atrás deles, estes se voltaram e perguntaram a Mica: “Qual é o seu problema? Por que convocou os seus homens para lutar?” Ele respondeu: “Vocês estão levando embora os deuses que fiz e o meu sacerdote. O que me sobrou? Como é que ainda podem perguntar: ‘Qual é o seu problema?’ ” Os homens de Dã responderam: “Não discuta conosco, senão alguns homens de temperamento violento o atacarão, e você e a sua família perderão a vida”. E assim os homens de Dã seguiram seu caminho. Vendo que eles eram fortes demais para ele, Mica virou-se e voltou para casa. Os homens de Dã levaram o que Mica fizera e o seu sacerdote, e foram para Laís, lugar de um povo pacífico e despreocupado. Eles mataram todos ao fio da espada e queimaram a cidade. Não houve quem os livrasse, pois viviam longe de Sidom e não tinham relações com nenhum outro povo. A cidade ficava num vale que se estende até Bete-Reobe. Os homens de Dã reconstruíram a cidade e se estabeleceram nela. Deram à cidade anteriormente chamada Laís o nome de Dã, em homenagem a seu antepassado Dã, filho de Israel. Eles levantaram para si o ídolo, e Jônatas, filho de Gérson, neto de Moisés, e os seus filhos foram sacerdotes da tribo de Dã até que o povo foi para o exílio. Ficaram com o ídolo feito por Mica durante todo o tempo em que o santuário de Deus esteve em Siló.” (NVI).
Gideão também fez uma estola sacerdotal com o ouro tirado ao inimigo, e a colocou em Ofra (Jz 8.24 a 27) “E prosseguiu: “Só lhes faço um pedido: que cada um de vocês me dê um brinco da sua parte dos despojos”. (Os ismaelitas costumavam usar brincos de ouro.) Eles responderam: “De boa vontade os daremos a você!” Então estenderam uma capa, e cada homem jogou sobre ela um brinco tirado de seus despojos. O peso dos brincos de ouro chegou a vinte quilos e meio, sem contar os enfeites, os pendentes e as roupas de púrpura que os reis de Midiã usavam e os colares que estavam no pescoço de seus camelos. Gideão usou o ouro para fazer um manto sacerdotal, que ele colocou em sua cidade, em Ofra. Todo o Israel prostituiu-se, fazendo dele objeto de adoração; e veio a ser uma armadilha para Gideão e sua família.” (NVI); essa estola tornou-se um ídolo que trouxe grande mal a Israel e a Gideão.
Em (II Reis 8:18), lemos: “Andou nos caminhos dos reis de Israel, como a família de Acabe havia feito, pois se casou com uma filha de Acabe. E fez o que o SENHOR reprova.” (NVI). Todos os Reis de Israel tinham se afastado do Senhor e seguido aos ídolos.
O Jeorão seguiu seus caminhos em vez de seguir seu pai, Josafá, um bom rei de Judá. Levou o povo de Judá à idolatria – ato pelo qual Deus o feriu com uma enfermidade mortal (II Cr. 21:5-19) “Ele tinha trinta e dois anos de idade quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém. Andou nos caminhos dos reis de Israel, como a família de Acabe havia feito, pois se casou com uma filha de Acabe. E fez o que o SENHOR reprova. Entretanto, por causa da aliança que havia feito com Davi, o SENHOR não quis destruir a dinastia dele. Ele havia prometido manter para sempre um descendente de Davi no trono. Nos dias de Jeorão, os edomitas rebelaram-se contra o domínio de Judá, proclamando seu próprio rei. Por isso Jeorão foi combatê-los com seus líderes e com todos os seus carros de guerra. Os edomitas cercaram Jeorão e os chefes dos seus carros de guerra, mas ele os atacou de noite e rompeu o cerco inimigo. E até hoje Edom continua independente de Judá.Nessa mesma época, a cidade de Libna também tornou-se independente, pois Jeorão havia abandonado o SENHOR, o Deus dos seus antepassados. Ele até construiu altares idólatras nas colinas de Judá, levando o povo de Jerusalém a prostituir-se e Judá a desviar-se. Então Jeorão recebeu uma carta do profeta Elias, que dizia:“Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, seu antepassado: ‘Você não tem andado nos caminhos de seu pai Josafá nem de Asa, rei de Judá, mas sim nos caminhos dos reis de Israel, levando Judá e o povo de Jerusalém a se prostituírem na idolatria como a família de Acabe. E ainda assassinou seus próprios irmãos, membros da família de seu pai, homens que eram melhores do que você. Por isso o SENHOR vai ferir terrivelmente seu povo, seus filhos, suas mulheres e tudo o que é seu. Você ficará muito doente; terá uma enfermidade no ventre, que irá piorar até que saiam os seus intestinos’ ”. O SENHOR despertou contra Jeorão a hostilidade dos filisteus e dos árabes que viviam perto dos etíopes. Eles atacaram o reino de Judá, invadiram-no e levaram todos os bens que encontraram no palácio do rei, e também suas mulheres e seus filhos. Só ficou Acazias, o filho mais novo. Depois de tudo isso, o SENHOR afligiu Jeorão com uma doença incurável nos intestinos. Algum tempo depois, ao fim do segundo ano, tanto se agravou a doença que os seus intestinos saíram, e ele morreu sofrendo dores horríveis. Seu povo não fez nenhuma fogueira em sua homenagem, como havia feito para os seus antepassados.” (NVI).
Quanto a passagem de Êxodo 25:18 “…com dois querubins de ouro batido nas extremidades da tampa (da arca)…” (NVI), essas imagens de querubins adornavam os utensílios do tabernáculo como símbolos de adoração a Deus, não como ídolos para serem adorados. Foi uma prescrição direta de Deus para aquele determinado fim.
Na Bíblia Católica Lemos em Deut. cap. 4:
“16. Portanto, não se pervertam, fazendo para vocês imagem esculpida em forma de ídolo: imagem de homem ou de mulher,
17. imagem de animal terrestre, de pássaro que voa no céu,
18. de réptil que rasteja sobre a terra, ou imagem de peixe que vive nas águas que estão sob a terra.” É só consultar! Tem muito mais…”
Fonte: Mauro C. Graner

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“Deus bendito eternamente” – Quem? (Romanos 9:5)
19:56 | Postado por O Apologista da Verdade |
καὶ ἐξ ὧν ὁ Χριστὸς τὸ κατὰ σάρκα,
kai ex hon ho khri•stós to ka•tá sár•ka,
e de quem o Cristo segundo a carne,

ὁ ὢν ἐπὶ πάντων, θεὸς εὐλογητὸς εἰς τοὺς αἰῶνας, ἀμήν.
ho òn e•pì pán•ton, The•òs eu•lo•ge•tòs eis toùs ai•ó•nas; a•mén
aquele que é sobre todos, Deus bendito para sempre. Amém.

1934 “e dos quais, por descendência física, veio o Cristo. Deus, que é sobre todos, seja bendito por todas as eras! Amém.” – The Riverside New Testament, Boston e Nova Iorque.
1952 “e da sua raça, segundo a carne, é o Cristo. Deus, que é sobre todos, seja bendito para sempre. Amém.” – Revised Standard Version, Nova Iorque.
1961 “e deles, na descendência natural, procedeu o Messias. Que Deus, o supremo sobre todos, seja bendito para sempre! Amém.” – The New English Bible, Oxford e Cambridge, Inglaterra.
1963 “e de quem procedeu Cristo segundo a carne: Deus, que é sobre todos, seja bendito para sempre. Amém.” – Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, Brooklyn, Nova Iorque.
1966 “e Cristo, como ser humano, pertence à sua raça. Que Deus, que governa sobre todos, seja louvado para sempre! Amém.” – Today’s English Version, American Bible Society, Nova Iorque.
1970 “e deles veio o Messias (falo de suas origens humanas). Bendito para sempre seja Deus, que é sobre todos! Amém.” – The New American Bible, Nova Iorque e Londres.
1982 “e deles é o Cristo segundo a carne. O Deus que está acima de tudo seja bendito pelos séculos! Amém.” – Bíblia Sagrada, Editora Vozes Ltda., Petrópolis, RJ.[1]
NTV, ABV e BLH usam fraseologia similar à das traduções acima.

Contudo, outras traduções vertem o texto em questão de modo a fazer o leitor concluir que o “Deus bendito para sempre” é o Senhor Jesus Cristo. Por exemplo, a versão Almeida Revista e Corrigida traduz esse texto assim: “Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém!” Tais tradutores querem com isso encontrar apoio para poder afirmar a divindade de Jesus e a igualdade dele com seu Pai, o Soberano Senhor Jeová. Mas, vale ressaltar que essas duas características – divindade e igualdade – são atributos inteiramente diferentes e não forçosamente conciliáveis entre si. A palavra “divindade” é definida como “qualidade de divino”. (Michaelis) De fato, a Bíblia atesta a divindade de Cristo, atribuindo a ele o título Theós (Deus ou deus). (Is 9:6; Jo 1:1, 18) Em razão disso, as Testemunhas de Jeová reconhecem e aceitam abertamente a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo.[2] No entanto, a divindade de Cristo não pressupõe a igualdade dele com seu Pai, Jeová.
Por exemplo, na Bíblia os anjos são chamados de ’elo•hím (Deus ou deuses) no Salmo 8:5 (veja a nota na versão Almeida Corrigida), pelo fato de serem “filhos de Deus” (Jó 1:6; 2:1, Al; hebraico: benéh ha•’Elo•hím) O Lexicon in Veteris Testamenti Libros (Léxico dos Livros do Velho Testamento), de Koehler e Baumgartner (1958, p. 134), diz: “seres divinos, deuses (individuais)”. (Apud obra Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. 1, pp. 689-690, publicada pelas Testemunhas de Jeová.) Assim, biblicamente os anjos são seres divinos; possuem divindade. Mas, evidentemente, isso não os torna iguais a seu Pai Jeová em poder, autoridade e eternidade. Assim como o fato de um homem possuir humanidade por ser filho de outro homem não significa que esse filho seja igual ao seu pai humano em poder, autoridade e tempo de existência, do mesmo modo o fato de Jesus Cristo ser Filho de Deus – sendo, por isso, divino – não o torna igual a seu Pai celestial em poder, autoridade e eternidade.[3]
Mas, como Romanos 9:5 deve ser traduzido? De modo a identificar o Senhor Jesus Cristo com o “Deus bendito eternamente”, ou de forma a mostrar que o “Deus bendito eternamente” e Jesus Cristo são seres distintos? Isso é relevante doutrinalmente, ou é apenas uma questão de tradução? As evidências apontam inequivocamente como tradução correta a que distingue Jesus Cristo do “Deus bendito eternamente”. Serão apresentadas abaixo as razões para tal conclusão.
Há base bíblica e gramatical para que ὁ ὢν (ho òn, “aquele que é” [“o qual”, Al]) seja o começo duma nova sentença, ou cláusula independente, referindo-se a Deus e proferindo uma bênção sobre ele pelas provisões que fez.
1) O contexto mostra que o assunto que vinha sendo discorrido por Paulo finaliza com a expressão “o Cristo segundo a carne”.
Nos versículos 1-3 Paulo expressa seu pesar pelo fato de os judeus como um todo terem rejeitado a Cristo. Daí, no versículo 4, ele enumera os privilégios que lhes foram estendidos – “a adoção como filhos, e a glória, e os pactos, e a promulgação da Lei, e o serviço sagrado, e as promessas”, e o fato de terem antepassados ilustres, tementes a Deus – patriarcas como Abraão, Isaque e Jacó. Daí o versículo 5, na primeira parte, finaliza a descrição de tais privilégios com o maior privilégio que os judeus tiveram – Cristo ter sido um deles “segundo a carne” (segundo a linhagem humana). Em vista de tais provisões feitas por Deus aos judeus, Paulo inicia uma nova frase, proferindo uma bênção sobre Deus. De modo que a primeira sentença do versículo 5 – “de quem procedeu Cristo segundo a carne” – é gramaticalmente completa em si mesma, tem um tom terminante, e faz parte de um tema que vinha sendo considerado desde o versículo 1, mas não tem conexão alguma com a frase seguinte.[4] Assim, a frase seguinte deve corretamente rezar: “Deus, que é sobre todos, seja bendito para sempre. Amém.” – NM.
2) Encontramos um ponto após σάρκα [sár•ka; “carne”] em todos os mais antigos manuscritos que atestam neste caso, — a saber, os unciais[5] A (Códice Alexandrino, grego, quinto século), B (Ms. Vaticano 1209, gr., quarto séc. EC), C (Códice Ephraemi rescriptus, gr., quinto séc. EC), e em pelo menos 26 mss. cursivos, que também têm em geral um ponto depois de αἰῶνας [ai•ó•nas] ou ἀμήν [a•mén]. Isso é uma indicação adicional de que o que vinha sendo considerado nos versículos anteriores de Romanos, capítulo 9, termina na palavra “carne”. A sentença seguinte, pois, é uma expressão de louvor a “Deus, que é sobre todos”, e não diz respeito a Cristo.
3) Em Romanos 9:5, ὁ ὢν (ho òn, “aquele que é”) não se refere a Cristo, pois é separado de ὁ Χριστὸς (ho khri•stòs; “o Cristo”) por τὸ κατὰ σάρκα (tò ka•tà sár•ka, “segundo a carne”). Devido a isso, a leitura precisa ser seguida por uma pausa, — uma pausa que se prolonga pela ênfase especial dada a κατὰ σάρκα (ka•tà sár•ka) pelo το (to).[6] Observe isso na transcrição abaixo do texto grego dessa parte de Romanos 9:5:
ὁ Χριστὸς τὸ κατὰ σάρκα. ὁ ὢν
ho khri•stós to ka•tá sár•ka. Ho òn
o Cristo segundo a carne. Aquele que é
4) A expressão ὁ ὢν ἐπὶ πάντων (ho òn e•pì pán•ton, “aquele que é sobre todos”) só pode ser aplicada, em sentido absoluto, a Jeová, o Deus Todo-Poderoso. Efésios 4:6 declara que há “um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos [ὁ ἐπὶ πάντων; ho epì pánton], e por intermédio de todos, e em todos”. Em sentido absoluto, o único que não tem um cabeça sobre si é Jeová. – 1Co 11:3; 15:28.
5) A expressão εὐλογητὸς εἰς τοὺς αἰῶνας (eu•lo•ge•tòs eis toùs ai•ó•nas, “bendito para sempre”) é aplicada na carta aos Romanos ao Deus Todo-Poderoso, distinto de Cristo. Em Romanos 1:7 e 8, Paulo usa expressões distintivas, tais como “da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”; “agradeço a meu Deus, por intermédio de Jesus Cristo”, indicando que o Deus a quem Paulo adorava não era Jesus Cristo; e no versículo 25 Paulo descreve tal “Deus” como sendo ‘Aquele que criou, que é bendito para sempre’ (“que é bendito eternamente”, Als; ACRF) e finaliza com “Amém”. (τὸν κτίσαντα, ὅς ἐστιν εὐλογητὸς εἰς τοὺς αἰῶνας: ἀμήν; tòn ktísanta, hós estin eulogetòs eis toùs aiónas. Amén). Observe que a mesma expressão (“bendito para sempre”) é aplicada por Paulo ao Deus que é distinto do Filho, Jesus Cristo.
Também, 2 Coríntios 11:31 fala do “Deus e Pai do Senhor Jesus” como sendo “Aquele que há de ser louvado para sempre” (ὁ ὢν εὐλογητὸς εἰς τοὺς αἰῶνας; ho òn eulogetòs eis toùs aiónas; “que é eternamente bendito”, Als; “que é bendito para sempre”, BLH.)Por conseguinte, o contexto da Bíblia como um todo é determinante em apontar para Jeová, o Pai, como sendo o θεὸς εὐλογητὸς εἰς τοὺς αἰῶνας (The•òs eu•lo•ge•tòs eis toùs ai•ó•nas; “Deus bendito para sempre”).
6) A inserção do verbo “seja” é coerente com a tradução do grego antigo.
O predicativo εὐλογητός (eu•lo•ge•tós, “bendito”) ocorre depois do sujeito θεός (The•ós, “Deus”). O mesmo ocorre no Salmo 68:19 (Sal 67:19, LXX) Sobre a expressão “Bendito seja Jeová” (Hebr.: ba•rúkh ’Adho•naí), que inicia esse salmo, a versão LXXBagster verte assim: Ký•ri•os ho The•ós eu•lo•ge•tós, eu•lo•ge•tós Ký•ri•os; “Jeová Deus [seja] bendito, bendito [seja] Jeová”. (Este é um dos 134 lugares em que os soferins, ou escribas, judaicos alteraram o texto hebraico original de YHWH [transliteração das consoantes do nome divino] para ’Adho•naí, conforme Gins.Mas [7]) As traduções costumam inserir o verbo “seja” para dar sentido ao texto. De fato, o grego antigo usa uma linguagem elíptica, tornando necessário inserir palavras na tradução para outras línguas para dar o sentido ao texto. Como exemplo, temos a inserção, em Romanos 9:5, do verbo “procedeu” (“descende”, ALA, IBB; “é”, grifado para indicar inserção, na Al).
7) Há base para colocar θεός (The•ós, “Deus”) antes de ὁ ὢν ἐπὶ πάντων (ho òn e•pì pán•ton; “aquele que é sobre todos”).
G. B. Winer, na sua obra A Grammar of the Idiom of the New Testament (Gramática do Idioma do Novo Testamento; 7.º edição, Andover, EUA, 1897, p. 551), diz que “quando o sujeito constitui a noção principal, especialmente quando é antitético para com outro sujeito, o predicado pode e deve ser colocado depois dele, cf. [Sal 67:19 LXX]. E assim, em Rom. ix. 5, se as palavras ὁ ὢν ἐπὶ πάντων θεὸς εὐλογητὸς etc. [ho òn e•pì pán•ton The•òs eu•lo•ge•tòs etc.] se referem a Deus, a posição das palavras é bem apropriada e até mesmo indispensável.”[8]
A Catholic Dictionary admite: “Não existe razão alguma, na gramática ou no contexto, que nos proíba de traduzir: ‘Deus, que está acima de tudo, seja abençoado para sempre’. Amém.”[9]
8) Mesmo que Cristo fosse o “Deus” mencionado em Romanos 9:5, ainda assim, “Cristo não seria absolutamente igualado a Deus, mas apenas descrito como um ser de natureza divina, pois a palavra theós [Deus] está sem artigo. . . . A explicação muito mais provável é que essa declaração é uma doxologia dirigida a Deus.” – The New International Dictionary of the New Testament Theology (O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento), Grand Rapids, Mich., EUA; 1976, traduzido do alemão (Vol. 2, p. 80), apud livro Raciocínios à Base das Escrituras (p. 411, § 2), publicado pelas Testemunhas de Jeová.
Assim, temos um conjunto repleto de evidências:
1) O contexto. – Ro 9:1-5.
2) O ponto após σάρκα: [sár•ka; “carne”] em todos os mais antigos mss. unciais (A, B, C) e em pelo menos 26 mss. cursivos.
3) A separação de ὁ Χριστὸς (ho khri•stós; “o Cristo”) de ὁ ὢν (ho òn, “aquele que é”) por τὸ κατὰ σάρκα [tò katà sárka; “segundo a carne”], mostrando que “aquele que é” não se refere a Cristo.
4) O fato de apenas Jeová, o Deus Todo-Poderoso, poder ser ὁ ὢν ἐπὶ πάντων (ho òn e•pí pán•ton, “aquele que é sobre todos”). – Ef 4:6; 1Co 11:3; 15:28.
5) O fato de Jeová ser identificado como o εὐλογητὸς εἰς τοὺς αἰῶνας (eu•lo•ge•tòs eis toùs ai•ó•nas, “bendito para sempre”). – Ro 1:7, 8, 25.
6) A inserção do verbo “seja” é coerente com a tradução do grego antigo. – Sal 68:19; Ro 9:5.
7) A colocação de θεός (The•ós, “Deus”) antes de ὁ ὢν ἐπὶ πάντων (ho òn e•pì pán•ton, “aquele que é sobre todos”) também é gramaticalmente correta.
8) O “Deus” mencionado em Romanos 9:5 está sem o artigo, impedindo até mesmo traduções trinitaristas de identificar Jesus com o Deus Todo-Poderoso.
Tudo isso constitui prova cumulativa irrefutável de que Romanos 9:5 não apoia a Trindade. Portanto, Romanos 9:5 atribui louvor e agradecimento a Deus. Este texto não identifica Jeová Deus com Jesus Cristo.
Explicação das siglas das traduções usadas:
ABV – A Bíblia Viva
Al – Almeida Revista e Corrigida
ALA – Almeida Revista e Atualizada no Brasil
Als – Almeida Revista e Corrigida, Almeida Atualizada e Almeida da Imprensa Bíblica do Brasil
BLH – Bíblia na Linguagem de Hoje
IBB – Almeida da Imprensa Bíblica Brasileira
LXX – Versão dos Setenta (Septuaginta)
LXXBagster – Septuaginta (com uma tradução em inglês do Sir Lancelot Brenton, S. Bagster & Sons, Londres, 1851).
NM – Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs
NTV – Novo Testamento Vivo

Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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Colocences. 2.8,9 divindade Jesus ?
Postado por Valdomiro
mai 8
Cl. 2.8.9, “τὸ πλήρωμα τῆς θεότητος” (plenitude da divindade), é lido em conjunto com Cl. 1.19 “Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,” então, inclusive a plenitude da divindade que Jesus hoje possui é provida pelo Pai. E, nós também seremos participantes da divindade, II Pe. 1.4 διὰ τούτων γένησθε θείας “participantes da natureza divina”, a mesma que é descrita em Cl.2.9 e Rm. 1.20 αὐτοῦ δύναμις καὶ θειότης” “como a sua divindade”. Ainda podemos ler Ef. 3.19 diz “ἰνα πληρωθῆτε εἰς πᾶν τὸ πλήρωμα τοῦ Θεοῦ” (hina plêrôthête eis pan to plôrôma tou Theou) que se traduz “afim de que sejais repletos em toda plenitude de Deus”. Logo, se constata que ainda que sejamos participantes da natureza divina e cheios da plenitude de Deus ou plenitude da divindade, nenhuma, nem outra coisa é condição de co-igualdade com Deus.

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Como será a prisão de Satanás durante o milênio?
O Santuário e o dia da expiação (Parte II)

1. A TERRA ESTARÁ VAZIA DURANTE O MILÊNIO?

a) De onde surgiu a idéia de se associar a prisão de Satanás a uma Terra vazia?

Muitos sinceros cristãos ao elaborarem a doutrina de que o bode emissário é Satanás (Levítico 16), tiveram que associar uma obra para este bode num deserto. Neste caso, seria então uma terra vazia onde ele amargaria os pecados da humanidade. Para os defensores dessa doutrina, seria uma “prisão circunstancial” para Satanás, pelo fato de a Terra estar vazia e principalmente pelo fato de Satanás e suas hostes não mais poderem viajar pelo universo. Acreditam que o bode emissário, usado no dia da expiação e posteriormente enviado ao deserto, carregando sobre si todas as iniqüidades confessadas pelo povo de Deus, era um símbolo de Satanás. Eles acreditam que durante o milênio Satanás será banido para a Terra desolada, a qual se transformará num deserto despovoado e horrendo, enquanto que a igreja de Cristo vai para o Céu, onde permanecerá por mil anos. Enquanto isso todo ser vivente na Terra será destruído.

No entanto, como o bode emissário não poderia representar Satanás, pois está escrito na Palavra de Deus que os dois bodes, tanto um como o outro fazia expiação:

“E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para oferta pelo pecado e um carneiro para holocausto. …E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma sorte pelo Senhor, e a outra sorte pelo bode emissário. …Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissário, apresentar-se-á vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele, para enviá-lo ao deserto como bode emissário. …Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e enviará o bode ao deserto.” Levítico 16:5, 8, 10 e 22.

Os dois bodes tinham que ser perfeitos, isto é, deveriam ser sem mancha e sem defeito. Neste caso, eram tão semelhantes que foi lançado sortes entre ambos. Satanás não se assemelha com Cristo em nada. A verdade é que ambos os bodes eram expiatórios e representavam as duas etapas da obra de Cristo: morrer e levar para fora do arraial as culpas confessadas pelo povo de Deus. Em nenhum lugar na Bíblia está escrito que Satanás irá carregar as nossas iniqüidades. O Filho de Deus é o único que tira o pecado do mundo e tomou sobre Si as nossas iniqüidades (Isaías 53:4-12).

Será que o bode emissário era culpado do pecado do povo? Ou foi posta sobre ele a culpa? Pense bem, nossa culpa foi posta sobre Jesus.
b) Que relação existe entre Apocalipse 20 e uma Terra vazia?

Nenhuma. Em parte alguma deste capítulo fala em Terra vazia. Ao contrário, a prisão de Satanás dar-se-á porque haverá nações vivendo na terra, e que não deveriam mais ser vítimas dele. Observe bem a seguinte passagem bíblica:

“E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. Lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não enganasse as nações, até que os mil anos se completassem. E depois importa que seja solto, por um pouco de tempo.” Apoc. 20:1-3.

Analisando o texto bíblico, conclui-se que Satanás será lançado no ABISMO. Em parte alguma deste capítulo fala em terra vazia. Ao contrário, a prisão de Satanás dar-se-á porque haverá nações na Terra durante o milênio, as quais não deveriam mais ser vítimas dele. Não se prende um ladrão porque não há bancos para roubar, mas porque há.

É muito estranha a conclusão de alguns teólogos ao afirmarem que a prisão do inimigo de Deus era para que ele não mais “tentasse e molestasse” os habitantes de outros mundos. Acontece que os verbos “tentar” e “molestar” não são encontrados no texto bíblico acima. O termo usado é “para que não mais enganasse as nações.” Tentar e molestar não são a mesma coisa que enganar. Supondo que eles acreditem que as palavras tenham o mesmo sentido, será que Satanás vinha enganando outros mundos até o dia da segunda vinda de Jesus? Esta crença tem algum fundamento bíblico? Quando fazem esta afirmação não mencionam uma única passagem bíblica. Por quê? A verdade é que a Bíblia não apóia tal raciocínio. Não existe a tal “Prisão Circunstancial”. Tudo precisa ser provado pela Bíblia.
c) Pode-se associar a idéia de uma Terra vazia durante o milênio, ao estado do planeta no princípio de sua existência?

Nada a ver. Os que defendem essa idéia dizem que o planeta Terra transformar-se-á num deserto, pois entendem que o bode emissário, equivocadamente interpretado como sendo Satanás, será enviado ao deserto. Dizem que a Terra volta a ser o que era no início, ou seja, um deserto. Quem disse que a Terra na criação era um deserto? Que a Terra era sem forma e vazia, na criação, é certo, pois a Bíblia assim o diz. Mas comparar a situação da Terra durante os mil anos, com a situação da Terra na criação, é imaginação sem fundamento bíblico.

Como era a Terra? Seria possível uma descrição correta? Deus é muito bom e não poderíamos deixar de exaltá-Lo por Suas grandes revelações. Ele dá-nos detalhes de como era a Terra no princípio da criação:

“Lançou os fundamentos da Terra, para que não vacile em tempo algum. Tu a cobres com o abismo, como com um vestido; as águas estavam sobre os montes. À Tua repreensão fugiram, à voz do teu trovão se apressaram. Sobem os montes, descem aos vales, até ao lugar que para elas fundaste. Limite lhes traçaste, que não ultrapassarão. Para que não tornem mais a cobrir a Terra.” Sal. 104:5-9.

Aqui está a verdade sobre o estado do planeta na criação e porque era sem forma e vazia. A Terra ou a parte sólida estava totalmente envolta pelas águas como que dentro de um vestido. O versículo 6 diz que as águas cobriam os montes. Somente quando o Senhor ordenou-lhes é que vieram para os seus lugares, formando as fontes nos montes e originando os rios e mares, surgindo assim a porção seca: “E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi. E chamou Deus a porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.” Gên. 1:9-10.

Não é maravilhoso? Assim como a Terra no princípio de sua existência não era um deserto, igualmente podemos afirmar que no futuro, a Terra ou porção seca, jamais será submersa pelas águas. Deus disse: “E Eu convosco estabeleço o Meu concerto, que não mais será destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a Terra.” Gên. 9:11.
d) Como entender Jeremias 4:23-26, cujo texto bíblico é usado como base para a teoria da Terra vazia durante o milênio?

A Terra vazia que Jeremias viu refere-se à cidade de Jerusalém e seus contornos, devastados pelo exército de Nabucodonosor, antes do exílio babilônico de 70 anos. Basta ler os versículos anteriores e os posteriores, os quais lançam luz sobre o assunto. Contrariando completamente a hermenêutica, certos líderes religiosos têm o costume de fundamentar suas teorias em apenas alguns versículos isolados e aí está o erro. O contexto de Jeremias 4 fala de um mal que viria do norte e que o alvo seria os habitantes de Judá e Jerusalém. (Ver Jeremias 4:3, 5-7 e 16). A profecia apontava para o cativeiro babilônico por 70 anos. Nada a ver com o milênio.

O que diz Jeremias 4:23-26?

“Observei a terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que homem nenhum havia e que todas as aves do céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira.”

A descrição desse fato não termina aí. Os defensores dessa equivocada teoria de uma Terra vazia durante o milênio, não relatam o que vem a seguir. Observem o que diz o texto seguinte:

“Porque assim diz o Senhor: Toda esta terra será assolada; de todo, porém, a não consumirei.” Jeremias 4:27.

O relato a seguir mostra que Deus cumpriu a Sua promessa:

“Ao clamor dos cavaleiros e dos frecheiros fugiram todas as cidades; entraram pelas nuvens e treparam pelos penhascos; todas as cidades ficaram desamparadas, e já ninguém habita nelas.” Jeremias 4:29.

Os restantes dos habitantes de Jerusalém e das cidades de Judá fugiram para onde? O relato bíblico diz que eles fugiram para as montanhas. Não são estes, portanto, sobreviventes?

Temos também o relato do que aconteceu após a invasão dos babilônios na terra de Judá:

“Mas aos pobres dentre o povo, que não tinham nada, Nebuzaradão, capitão da guarda, deixou-os ficar na terra de Judá; e ao mesmo tempo lhes deu vinhas e campos.” Jeremias 39:10.

O profeta Jeremias não foi levado à Babilônia. Ele fez a opção de ficar na terra de Judá:

“Assim veio Jeremias a Gedalias, filho de Alcão, a Mizpá, e habitou com ele no meio do povo que havia ficado na terra.” Jeremias 40:6.

Se alguém insistir que haverá aqui duplo cumprimento, ou seja, que isto também se cumprirá no futuro, observem o seguinte:

• A destruição nos dias de Nabucodonosor não foi plena e que, neste cerco e destruição, restaram sobreviventes. O texto de Jeremias 4:27 é taxativo: “De todo, porém, a não consumirei.”

• Esse episódio não pode representar o que irá acontecer durante o milênio, pois os que foram levados de Jerusalém e das terras de Judá tornaram-se cativos de Babilônia. Os defensores de uma terra vazia durante o milênio dizem que os salvos foram tirados da Terra e levados para o Céu. Pergunta-se: Estarão os salvos no Céu na condição de “cativos”? Podemos associar esses dois fatos? É evidente que não. Um fato nada tem a ver com o outro.

A Bíblia prova-nos que a Terra nunca mais estará vazia, pois Ele a criou para ser habitada. As Sagradas Escrituras dizem o seguinte:

“Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e estabeleceu, não a criando para ser um caos, mas para ser habitada; Eu sou o Senhor e não há outro.” Isaías 45:18.

A Terra não será totalmente destruída, mas poucos homens sobreviverão ao holocausto final da guerra do Armagedom:

“Por isso a maldição consome a terra; e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.” Isaías 24:6.

A parte final desta passagem bíblica é omitida nos escritos daqueles que defendem a teoria de uma Terra vazia durante o milênio. Por que isto? É porque esta frase traz muitos dissabores, dentro do pensamento que eles tentam impor.

2. A EXPULSÃO DE SATANÁS DO CÉU.

a) Após o conflito que houve no Céu, para onde foi lançado Satanás?

A Palavra de Deus nos ensina que Satanás e seus anjos foram lançados sobre o planeta Terra:

“Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele. ..Mas ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu a vós com grande ira. ….Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.” Apoc. 12:7-9, 12 e 13.

Essa expulsão ocorreu com a morte de Jesus. Restrito ao planeta Terra, Satanás inicia sua ofensiva contra os escolhidos de Deus:

“Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.” Apocalipse 12:13.

Certa ocasião, um pouco antes de Sua morte, o Senhor Jesus fala de Sua glorificação:

“ Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.” João 12:23-24.

Neste contexto, Jesus comenta sobre a expulsão de Satanás:

“ Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. João 12:31.

Não encontramos na Bíblia nenhuma referência que Satanás tivesse acesso a outros mundos depois da morte de Jesus, isto porque, o texto de Apocalipse 12:8 diz claramente o seguinte: “…nem mais o seu lugar se achou no céu.”
3. DURANTE O MILÊNIO SATANÁS ESTARÁ PRESO NO ABISMO.

a) O que significa a palavra “abismo”?

A Bíblia diz em Apocalipse 20:3 que Satanás durante o milênio será lançado no abismo. O abismo, segundo as Escrituras Sagradas, é um lugar profundo, escuro e envolvente. Quem se achar num lugar deste, não poderá mexer-se ou locomover-se e estará incomunicável. Em se tratando do homem, certamente morrerá.

Vejamos algumas provas bíblicas, do que é um abismo:

a) Como sepultura – “Senhor, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-me a vida para que não descesse ao abismo.” Salmos 30:3.

b) Como fontes de águas debaixo da superfície e fontes do abismo – “No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram.” “Cerraram-se também as fontes do abismo, e as janelas dos céus, e a chuva dos céus deteve-se.” Gên. 7:11 e 8:2.

c) O abismo onde esteve Jonas – “As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça. Eu desci até aos fundamentos dos montes; os ferrolhos da terra correram-se sobre mim para sempre; mas Tu livraste a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus.” Jonas 2:5-6.

d) Coré, Datã e Abirão descem vivos ao abismo – “Mas se o Senhor criar alguma coisa inaudita e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo, então conhecereis que estes homens desprezaram ao Senhor. E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas palavras, a terra debaixo deles se fendeu. Abriu sua boca, e os tragou com as suas casas, como também a todos os homens que pertenciam a Coré, e a todos os seus bens. Ele e todos os que lhes pertenciam desceram vivos ao abismo.” Números 16:30-33.

Por estes versículos, como interpretar a prisão de Satanás no abismo, conforme lemos em Apocalipse 20:1-3? Não é possível imaginar Satanás vagueando pela face da Terra, pois a superfície da Terra segundo as Escrituras Sagradas não é abismo. Satanás será imobilizado e tirado de circulação pelos mil anos. Como fica alguém dentro duma sepultura, ou soterrado num terremoto? Como ficaram Coré, Datã, Abirão e familiares no abismo em que desceram? Interessante é o termo “desceram” , o que prova que o abismo não é na superfície da Terra. E Jonas como ficou? Como os versículos disseram, ele não se sentiu livre para vaguear de um lado para o outro. Jonas viu-se em grande aflição, cercado de águas, envolvido pelo abismo, enrolado por algas e nas profundezas, como se expressou: “…eu desci aos fundamentos dos montes…” Como se sentiu Jonas neste abismo? “…os ferrolhos da terra correram-se sobre mim…” Aí nos prova que o abismo, de fato é uma prisão que imobiliza.

Além de isolado no abismo, a Bíblia diz-nos que haverá um selamento, o que significa que terminantemente estas hostes não terão como violar este lacre e escapar. Como exemplo disto, podemos citar o selamento da cova dos leões com o anel de Dario e seus grandes, para manter Daniel preso:

“E foi trazida uma pedra e foi posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus grandes, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel.” Daniel 6:17.

O selamento do sepulcro de Jesus, também tinha por objetivo impedir que o corpo do Mestre fosse removido daquele lugar:

“E indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.” Mat. 27:66.
b) Teria o termo “abismo” o mesmo sentido de “superfície da Terra”?

Muitos sinceros cristãos ensinam que “abismo” é o mesmo que “superfície da Terra” e os sofrimentos de Satanás resumem-se ao fato de não ter a quem tentar. Será isto verdade? Certa feita Jesus deparou-Se com os endemoninhados gadarenos que Lhe perguntaram:

“E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?” Mat. 8:29. “E rogavam-Lhe que os não mandasse para o abismo.” Lucas 8:31.

Meditemos nestas duas revelações importantes:

a) Superfície da Terra não é um abismo, pois se fosse, estes demônios não iriam rogar que não os mandasse para o abismo, pois já estavam nele.

b) O abismo ser-lhes-ia um lugar de tormentos e eles sabiam que futuramente iriam para lá, porém não lhes era ainda chegada a hora.

Passear de um lugar para o outro na Terra não é um tormento, tampouco um abismo. Há muito mais segurança confiar na Palavra de Deus do que seguir teorias humanas. As promessas de Deus são infalíveis. Ele falou e assim sucederá.

4. O VERDADEIRO OBJETIVO DA PRISÃO DE SATANÁS.

a) Por que Satanás terá que ser preso durante o milênio?

No início Deus criou a Terra perfeita. Seus planos revelavam o projeto de um planeta maravilhoso onde reinaria a justiça. Nele habitariam homens santos, os quais Jesus nomeou como “os filhos do Reino” (Mateus 13:38). Quando o pecado alojou-se na Terra, surgiram os ímpios. A evangelização e a conversão das nações ao longo de todas as épocas têm sido barradas pela atuação do inimigo.

A vinda do Messias marcará o fim desta era de pecado. O milênio terá início, com Jesus reinando na terra. Sobre esse assunto a Bíblia diz o seguinte:

“Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.” Apocalipse 5:8-10.

“Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele durante os mil anos.” Apocalipse 20:6.

Esse reinado visa erradicar o pecado, trazer justiça e levar o planeta Terra de volta às origens. Haverá nações povoando o planeta Terra durante o milênio. Para isso é mister prender, desativar o maligno e suas hostes.

O texto de Apocalipse 20:3 enfatiza isto:

“Lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não enganasse as nações, até que os mil anos se completassem.”

A Bíblia diz que a prisão de Satanás será necessária porque haverá nações na Terra durante o milênio. É uma conclusão óbvia e racional. Portanto, a Terra não ficará desolada e vazia. O Senhor Jesus ao voltar a este planeta, terá que interromper a destruição provocada pelo próprio homem. É evidente que por trás de tudo isto está Satanás. Esta intervenção tem o objetivo de preservar o planeta e não para causar sua total destruição. Deus não tem prazer na morte e sim na vida e sua preservação:

“A tua justiça é como as grandes montanhas; os Teus juízos são um grande abismo. Senhor, Tu conservas os homens e os animais.” Salmos 36:6.

Deus prometeu que nunca mais tornará a ferir todo o vivente (os não salvos) como fez durante o dilúvio:

“E o Senhor cheirou o suave cheiro e disse o Senhor em Seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz. Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.” Gênesis 8:21-22.

Assim, quem defende uma destruição total dos viventes, na vinda de Cristo, está colocando Deus em contradição consigo mesmo. Essas nações serão regidas com vara de ferro por Jesus e pelos salvos durante o milênio:

“Ao que vencer, e ao que guardar as Minhas obras até o fim, Eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, …” Apocalipse 2:26-27.

Que nações são estas que povoarão o planeta Terra durante o milênio e que serão regidas por Cristo e os salvos?

Para os que crêem que os salvos irão morar nos céus e a Terra estiver assolada e vazia durante o milênio, fazemos as seguintes perguntas:

• Que nações são estas a serem regidas com vara de ferro pelo Messias e pelos salvos durante o milênio?
• Sobre quem lá os reis e sacerdotes haverão de reinar?
• Oficiarão eles o sacerdócio a favor de quem?
• Quem lá no céu serão os súditos dos salvos? Não pode haver rei sem subordinados. O sacerdote exerce um trabalho de mediação entre alguém espiritualmente mais fraco e o Senhor Deus.
• Quem lá no céu serão estes que precisarão da oração e da pregação da Palavra?

A equivocada interpretação das funções dos dois bodes no dia da expiação, trouxe uma série de problemas para muitos sinceros cristãos. Tendo a expiação sido completada com a morte de Jesus, cai por terra a teoria da continuidade do processo expiatório no santuário celestial a partir de 1844. Como entender então Daniel 8:14? Um outro tema abordará com muita profundidade a questão das 2300 tardes e manhãs e a purificação do santuário.

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Postado por Valdomiro
mai 10
A PLURALIDADE DE DEUS?
Pelo fato de a Bíblia não apresentar Deus como sendo uma essência e três hipóstases os trinitarianos buscam, dentro da Bíblia, tudo o que for possível para tentar provar alguma pluralidade de pessoas na deidade, e o fazem já com o primeiro versículo da Bíblia: “No princípio criou Deus”. “Deus” nas escrituras hebraicas é אֱלֹהִים “Elohim” que é a forma plural de Eloah, essa última é mais comum nos livros poéticos, especialmente o de Jó.
Os dicionários trazem a tradução de Elohim como significando Deus ou deuses, e, em uma tradução etimológica significa “poderes”, “governantes” ou “forças”. O contexto e os sinais linguísticos determinam o entendimento correto, já que “elohim” é uma palavra polissêmica1. Na questão contextual histórico-teológico tem-se bastante elementos para entendermos a palavra quando aplicada ao Deus de Israel como sendo um único ser e não uma pluralidade de seres.
A primeira implicação de se entender Elohim como uma pluralidade de seres ao aplicarmos essa palavra ao Eterno Deus seria admitir sua tradução como “deuses”, no entanto, essa tradução não revelaria um deus único, mas vários deuses. Admitir isso dentro de uma fé monoteísta seria cair em politeísmo.
A ideia de “deuses” para Elohim é negada pelo critério linguístico quando essa palavra se refere ao Deus de Israel, pois aparece mais de 2.000 vezes e somente em quatro delas o termo que acompanha está também no plural. Todas as outras milhares de vezes os verbos, os pronomes e os adjetivos estão no singular. Inclusive em Gn. 1.1 בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים (Breshit bará Elohim). “Bará” (בָּרָא) é o verbo CRIAR e está na 3ª pessoa do singular, CRIOU.
No que tange à questão teológica vemos a afirmação que o Elohim que fez o céu e a terra é Yahweh, isto pode ser visto em Gn. 2.4 בְּיֹום עֲשֹׂות יְהוָה אֱלֹהִים אֶרֶץ וְשָׁמָיִם “no dia em que Yahweh Elohim fez a terra e os céus”, mas uma vez aplicado o verbo singular “FEZ” confirmando o entendimento que Yahweh é um e não mais que isto. O Universo criado por um único ente é atestado também no Novo Testamento e isso pode ser lido em Ef. 3.9 “… Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo”. Tal constatação é sustentada também pelo texto áureo do monoteísmo bíblico. Dt. 6.4 “Ouve, Israel, Yahweh nosso Elohim, Yahweh é UM”. Aqui não lemos que Yahweh é “um dos nossos Elohim”, mas o “nosso Elohim”. Algumas Bíblias traduzem por “único Senhor”, mas no original está simplesmente “יְהוָה אֶחָד” (Yahweh echad). אֶחָד (echad) é a palavra hebraica para o cardinal UM. Que a palavra Elohim aplicada ao Deus Eterno tem sentido singular é também confirmada em Gn. 35.11 וַיֹּאמֶר לֹו אֱלֹהִים אֲנִי אֵל שַׁדַּי (vayyo’mer lo ‘elohiym ‘aniy ‘êl shadday) “E disse Elohim: Eu sou El Todo-Poderoso”. Este verso mostra que Elohim (um plural) tem significado de EL (um singular) quando se refere ao Altíssimo.
O Prof. Isaías Lobão cita o também professor Klaas Runia, do Seminário Teológico Reformado Holandês, informando que ele “crê que Gn 1:26, indique a Trindade. A fórmula plural de Gn 1:26, possui caráter trinitário; trata-se, segundo ele, não de um plural majestático, como alguns querem, ou de um plural deliberativo, como outros interpretam, visto que isto era totalmente desconhecido dos hebreus.”, mas ambos parecem desconsiderar que os hebreus faziam outros usos dessa mesma palavra e aplicava, também, palavras pluralizadas em outras situações, o que termina por impedir a dedução de trindade nesse substantivo em Gn. 1.1, ou em qualquer outra ocorrência. O termo no plural é usado tanto para referir-se a vários deuses de uma só vez: Gn. 31.30; como a um deus pagão de forma individual: Em I Sm. 5.7b, Dagom é chamado de elohim, já em Jz. 11.24 o elohim é Quemós. Em I Rs. 18.24 Baal é um elohim individual concorrente de Yahweh. A palavra elohim também foi usada para referir-se aos anjos Sl. 8.5 ARA (cf Hb.2.7), e para referir-se a homens, Sl. 82.1,6. O próprio Moisés recebeu de Deus a identidade de Elohim para atuar no Egito. Ex. 4.16; 7.1.
Leiamos, por exemplo, I Sm. 2.25 “Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra Yahweh, quem rogará por ele? …”, a expressão “juízes” é tradução da palavra “elohim”, tanto que há bíblias, como, por exemplo, a Bíblia de Jerusalém que prefere traduzir “Se um homem comete uma falta contra outro homem, Deus o julgará; mas se pecar contra Iahweh, quem intercederá por ele?…”. O simples fato da palavra poder ser traduzida por “juizes” e por “Deus” mostra que não há qualquer implicitude de pluralidade na deidade por causa da palavra em si, pois os juízes eram representantes de Deus e não ELE próprio, e cada juiz não era mais de uma pessoa, de modo que aplicar ou subentender algum “caráter trinitário” em elohim é plenamente arbitrário, pois nenhum juiz de Israel era componente de uma trindade de seres.
A ideia de que haja alguma pluralidade em Elohim só nasceu depois da tentativa de deificação do Filho de Deus, nos primeiro séculos da era cristã. Tal conceito na palavra Elohim não é expressa dentro da Bíblia. Se houvesse alguma caráter plural nela, quando aplicada ao único e supremo ser, então, os escritores sagrados não a aplicaria a outros deuses (I Sm. 5.7b), a anjos (Sl. 8.4,5 com Hb. 2.6,7), demônios ( Dt. 32.17) e até mesmo homens (Ex.4.16; I Sm. 2.25), que sabemos não serem seres pluralizados ou coletivos.
Outro detalhe muitíssimo importante sobre como devemos entender a palavra אֱלֹהִים “elohim” dentro da Bíblia nos é dada pelos tradutores da Septuaginta e os Escritores Sagrados do Novo Testamento, pois ambos traduziram a palavra “elohim”, que é uma palavra plural, não pelo seu equivalente imediato, o plural grego θεοὶ (theoi), mas pelo singular θεός (theos), mostrando que o caráter da palavra quando é associado a um único ser ou ente não é plural ou de pluralidade, mas singular.
Embora já se tenha mostrado aqui que a palavra “elohim” não é usada como termo exclusivo designativo do Eterno e Verdadeiro, o que por si só já eliminaria o requerimento de insinuação de composição plural na palavra quando aplicada a um único ente ou ser, alguns buscam em Gn. 1.26, Gn. 3.22, Gn. 11.7 e Is. 6.8, provas de que Elohim quer realmente denotar um pluralidade de pessoas na Deidade pelo fato de nesses versos constar o verbo ou pronome também no plural. Mas, vale a pena lembrar que apenas 4 (quatro) ocorrências em mais de 2000 (duas mil) aparições dessa palavra surgem esses raros plurais, há quem ache 10 (dez) plurais, mas destes 6 (seis) não teriam sido vertidos para nossa língua. Nesse ponto as opções são; verificar se existe ocorrências similares aplicadas a outras pessoas e se buscar entender contextualmente essas ocorrências ou achar que a exceção dita à regra e passarmos a admitir que esses raros plurais devem ser estendidos para todas as outras 2000 ocorrências da palavra sem plural.
Atentemos, então, para os versículos requeridos e comparemos com outros onde expressões semelhantes aparecem e busquemos perceber, de forma contextual, o que eles significam.
Is. 6.8 “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? …”, compare a Ed. 4.18 “A carta que nos enviastes foi explicitamente lida diante de mim.” Veja que se aquela construção de Is. 6.8 indicar que Adonai é mais de UM Elohim, por causa do “nós”, então, Artaxerxes é, também, por trato de uniformidade, mais de UM homem.
Ainda temos, por exemplo, Gn. 3.22, 24 “Então disse Yahweh Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente … E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.” Compare com Ed. 7.21, 24 “E por mim mesmo, o rei Artaxerxes, se decreta a todos os tesoureiros que estão dalém do rio que tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus dos céus, prontamente se faça … Também vos fazemos saber acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, servidores do templo e ministros desta casa de Deus, que não será lícito impor-lhes, nem tributo, nem contribuição, nem renda.”. Veja que mesmo dizendo “um de nós” em Gn. 3, mais à frente, na mesma narrativa, encontramos “pôs” ao invés de “puseram”, analogamente em Esdras há expressão semelhante, mostrando que essa não é uma construção de indicativo de pluralidade em um único ser, como se costuma requerer. O rei Artaxerxes disse “E por mim mesmo … vos fazemos”, no entanto, ele não era mais de UM homem.
A próxima é o bem citado Gn. 1.26 “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” E vejamos como Daniel se expressa em Dn. 2.36 “Este é o sonho; também a sua interpretação diremos na presença do rei.” Veja que o uso do verbo “diremos” por parte de Daniel não implica, nem indica que Daniel fosse mais de UM homem ou que fosse dizer o sonho ao rei como em um dueto, trio ou coral com alguém. Assim tanto Gn. 1.26 como Dn. 2.36 não mostram qualquer pluralidade do ente falante quando usou o plural em suas expressões.
Quando falamos de nós mesmos, podemos usar intercambialmente o “eu” e o “nós”, e essa forma de expressão não é estranha à Bíblia. Quando uma pessoa fala de alguém que usou esse tipo de interlocução não dirá “vocês disseram algo”, mas “você disse algo”, nem pensará que esse alguém é uma pluralidade, pois não haverá dúvida de se tratar de apenas de UM ser ou ente; seja Deus ou homem. Isto se vê provado nessas passagens listadas. E a Bíblia está repleta de, literalmente, milhares de ocorrências com reconhecimento de que o uso de Elohim, aplicado ao Eterno e Verdadeiro indica sempre Um, Único e Um Só e não um ser plural e nos sugere a necessidade de colocarmos esse verso de Gn. 1.26 sob perspectiva.
Apenas para complementar o que está sendo dito leiamos ainda I Sm. 4.5-8 “E sucedeu que, vindo a arca da aliança de Yahweh ao arraial, todo o Israel gritou com grande júbilo, até que a terra estremeceu. 6 E os filisteus, ouvindo a voz de júbilo, disseram: Que voz de grande júbilo é esta no arraial dos hebreus? Então souberam que a arca do Yahweh era vinda ao arraial. Por isso os filisteus se atemorizaram, porque diziam: Deus veio ao arraial. E diziam mais: Ai de nós! Tal nunca jamais sucedeu antes. Ai de nós! Quem nos livrará da mão desses grandiosos deuses? Estes são os deuses que feriram aos egípcios com todas as pragas junto ao deserto”. Note-se aqui que quem via pluralidade no Elohim de Israel eram os pagãos politeístas filisteus:s “Estes são os deuses que feriram aos egípcios”, e nunca, em nenhum momento, o próprio povo de Elohim O entendia como um ser plural.
“O doutor William Smith da Universidade de Londres, um século atrás, foi descrito como o ‘mais eminente lexicógrafo do mundo de língua Inglesa’. A seguinte afirmação encontra-se no Dicionário Bíblico que o doutor Smith editou: “A forma plural Elohim tem dado origem à muita discussão. A ideia fantasiosa de que refere-se à trindade de pessoas na Divindade, dificilmente encontra agora algum partidário entre eruditos. Ou é o que os gramáticos chamam “plural de majestade” ou então denota a plenitude da força divina, a soma de poderes revelados por Deus”2.
Lembremos ainda que a Bíblia diz em I Jo. 4.24 “Deus é Espírito”. Se a palavra “Deus” abarcasse um pluralidade de pessoas em Deus, então o Pai é Espírito; o Filho é Espírito Vivificante e o Espírito Santo também é Espírito, desse modo precisaríamos esperar que a Bíblia nos dissesse “Deus ‘é’ EspíritoS” ou “Deus são Espíritos”.
_______________________
1 Polissemia é o nome dada a propriedade que uma palavra possui de apresentar mais de um significado ou sentido sem que, necessariamente, os mesmos sejam opostos ou excludentes.
2 Apud Smith, William. “A Dictionary of the Bible” Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1863, pág.. 216

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