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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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“EM QUE SENTIDO O FIM DA LEI É CRISTO?”

“EM QUE SENTIDO O FIM DA LEI É CRISTO?”
Romanos 10: 4
Um erro cometido por TODAS as principais versões em português e pela MAIORIA dos comentaristas, é a tradução aqui do termo grego “telos” como “fim”, no sentido de término.

A KJV é ambígua, nela o versículo diz: “Porque o fim da lei é Cristo, para a justiça de todo o que crê”; com isso, cabe ao leitor decidir se “fim” significa “término” ou “objetivo” (como em “o fim justifica os meios”).
Outras versões decidem a questão por ele e o fazem de forma equivocada.

A New English Bible diz: “Porque Cristo põe fim à lei e traz justiça para aquele que tem fé”; e a nota na margem da como alternativa: Cristo é o fim da lei como um caminho que leva a justiça para todo aquele que tem fé.
A Jerusalém Bible (Católica Romana) vai ainda mais longe: “Mas agora a Lei chegou ao fim com Cristo, e todo aquele que tem fé pode ser justificado”.
De igual modo, a Today’s English Version (a “Good News” Bible): “Pois Cristo levou a Lei ao fim, de modo que todo aquele que crê se acertou com Deus”.
No entanto, o Messias NÃO ACABOU com a lei, nem é o término da lei como um caminho para a justiça.
Esta verdade não é secundária, mas fundamental para o evangelho, e não se pode comprometê-la, ainda que TODA A TEOLOGIA CRISTÃ se volte contra ela!
A idéia de que a lei chegou ao fim com Cristo é INACEITÁVEL E FALSA!
O termo grego “telos” usado 42 vezes no Novo Testamento, tem o sentido de “fim, suspensão, término” em quatro ou cinco passagens (Marcos 3: 26 \ Lucas 1: 33 \ 2 Coríntios 3: 13 \ Hebreus 7: 3 \ 1 Pedro 4: 7).

Mas, na grande maioria dos casos, seu significado é:
1= “alvo, objetivo, finalidade” para o qual um movimento está sendo direcionado (1 Timóteo 1: 5 \ 1 Pedro 1: 9).

2= “consequência, resultado, consumação, última parte” de um processo que não está sendo obviamente conduzido e que pode ou não terminar (Romanos 6: 21,22 \ Mateus 26: 58 \ Hebreus 6: 8).
Então, porque “telos” normalmente é considerado com o sentido de “término” aqui?
Porque esse é mais um equívoco da teologia cristã; a teologia equivocadamente entende que a lei mosaica não oferece a justiça de Deus por meio da confiança.
Nem as paráfrases de A Bíblia Viva (“Cristo dá àqueles que confiam nele tudo quanto vocês estão procurando conseguir através da guarda de suas leis. Ele torna tudo isso desnecessário”), E nem a paráfrase da Bíblia Phillips (“Cristo significa o fim da luta pela justiça por meio da lei para todos os que crêem nele”), nem estas entenderam o “X” da questão.
É verdade que quem passa a confiar em Cristo depende dele para obter a salvação e, portanto, acaba com seu esforço próprio. Mas esse versículo não fala de pôr fim a algo.
Sha’ul\Saulo\Também chamado Paulo diz: A pessoa que tem a confiança em Deus que a própria Torá requer irá – precisamente por ter essa confiança, que forma a base de toda a obediência à Torá (Cap. 1: 5) – entender o evangelho e responder a ele também por meio da confiança em Cristo, o Mashiach de Deus. É desse modo – e somente assim – que ela será considerada justa aos olhos de Deus a quem ela deseja servir e do Deus da Torá à qual ela deseja obedecer. Somente crendo em Cristo é que ela poderá obedecer à Torá. Não crendo em Cristo, ela estará desobedecendo a Torá\instrução. Isso acontece porque o OBJETIVO ESTABELECIDO PELA TORÁ\INSTRUÇÃO É O MESSIAS, QUE OFERECE A JUSTIÇA DA TORÁ\INSTRUÇÃO, QUE É A JUSTIÇA DE DEUS, A TODO QUE DEPOSITA SUA CONFIANÇA.
Postado por pastor thiago sanchez

Tags: A IDOLATRIA E SEUS MALES

A IDOLATRIA E SEUS MALES

“Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.” (1 Samuel 12:20-21)

A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no Antigo Testamento, cometia repetidamente.
O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó (Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de deuses estranhos:
“Depois disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da face de Esaú, teu irmão. Então disse Jacó ã sua família, e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos e mudai as vossas vestes. Levantemo-nos, e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho por onde andei. Entregaram, pois, a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham nas mãos, e as arrecadas que pendiam das suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém.” (Gênesis 35:1-4)
O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel, de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte Sinai:
“Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e lhe disse:
Levanta-te, faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, os trouxe a Arão; ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição.
Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor. No dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se para folgar.” (Êxodo 32:1-6)
Durante o período dos juizes, o povo de Deus freqüentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão foi marcado por freqüente idolatria em Israel:
“Ora, o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e heteias, das nações de que o Senhor dissera aos filhos de Israel: Não ireis para elas, nem elas virão para vós; doutra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão, levado pelo amor. Tinha ele setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
Pois sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e seu coração já não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como fora o de Davi, seu pai; Salomão seguiu a Astarete, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do Senhor, e não perseverou em seguir, como fizera Davi, seu pai.
Nesse tempo edificou Salomão um alto a Quemós, abominação dos moabitas, sobre e monte que está diante de Jerusalém, e a Moleque, abominação dos amonitas. E assim fez para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios a seus deuses. Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão, porquanto e seu coração se desviara do Senhor Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera, e lhe ordenara expressamente que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o Senhor lhe ordenara.” (1 Reis 11:1-10)
Na história do reino dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto idólatra entre os judeus.
O FASCÍNIO DA IDOLATRIA
Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? Há vários fatores implícitos.

1. As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus. Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor.
O povo de Deus sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de Deus, no sentido de se manter santo e separado delas.

2. Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria.
Deus, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele.

3. Por causa do elemento demoníaco da idolatria, ela, às vezes, oferecia em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários.
Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitória nas batalhas.
A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos.
A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA
Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza.

1. A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é:
“Acaso trocou alguma nação os seus deuses, que contudo não são deuses? Mas o meu povo trocou a sua glória por aquilo que é de nenhum proveito.” (Jeremias 2:11)
“Pode um homem fazer para si deuses? Esses tais não são deuses!” (Jeremias 16:20)
O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.
Samuel chama os ídolos de “VAIDADES”:
“E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.” (1 Samuel 12:21)
Paulo declara expressamente:
“Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.” (1 Coríntios 8:4)
“Mas que digo? QUE O SACRIFICADO AO ÍDOLO É ALGUMA COISA? OU QUE O ÍDOLO É ALGUMA COISA? Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.” (1 Coríntios10:19-20)
Por essa razão, os salmistas e os profetas freqüentemente zombavam dos ídolos.
“Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram, têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam.” (Salmos 115:4-8)
“Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens; têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; nem há sopro algum na sua boca. Semelhantemente a eles se tornarão os que os fazem, e todos os que neles confiam.” (Salmos 135:15-18)
“Sucedeu que, ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e necessite de que o acordem.” (1 Reis 18:27)
“Todos os artífices de imagens esculpidas são nada; e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas nada vêem nem entendem, para que eles sejam confundidos. Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo?
Eis que todos os seus seguidores ficarão confundidos; e os artífices são apenas homens; ajuntem-se todos, e se apresentem; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos. O ferreiro faz o machado, e trabalha nas brasas, e o forja com martelos, e o forja com o seu forte braço; ademais ele tem fome, e a sua força falta; não bebe água, e desfalece.
O carpinteiro estende a régua sobre um pau, e com lápis esboça um deus; dá-lhe forma com o cepilho; torna a esboçá-lo com o compasso; finalmente dá-lhe forma à semelhança dum homem, segundo a beleza dum homem, para habitar numa casa.
Um homem corta para si cedros, ou toma um cipreste, ou um carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta uma faia, e a chuva a faz crescer. Então ela serve ao homem para queimar: da madeira toma uma parte e com isso se aquenta; acende um fogo e assa o pão; também faz um deus e se prostra diante dele; fabrica uma imagem de escultura, e se ajoelha diante dela.
Ele queima a metade no fogo, e com isso prepara a carne para comer; faz um assado, e dele se farta; também se aquenta, e diz: Ah! já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz para si um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se, e lhe dirige a sua súplica dizendo: Livra-me porquanto tu és o meu deus.
Nada sabem, nem entendem; porque se lhe untaram os olhos, para que não vejam, e o coração, para que não entendam. E nenhum deles reflete; e não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e assei pão sobre as suas brasas; fiz um assado e dele comi; e faria eu do resto uma abominação? ajoelhar-me-ei ao que saiu duma árvore?
Apascenta-se de cinza. O seu coração enganado o desviou, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?” (Isaías 44:9-20)

“Bel se encurva, Nebo se abaixa; os seus ídolos são postos sobre os animais, sobre as bestas; essas cargas que costumáveis levar são pesadas para as bestas já cansadas. Eles juntamente se abaixam e se encurvam; não podem salvar a carga, mas eles mesmos vão para o cativeiro.
Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o resto da casa de Israel, vós que por mim tendes sido carregados desde o ventre, que tendes sido levados desde a madre. Até a vossa velhice eu sou o mesmo, e ainda até as cãs eu vos carregarei; eu vos criei, e vos levarei; sim, eu vos carregarei e vos livrarei.
A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis e me comparareis, para que sejamos semelhantes? Os que prodigalizam o ouro da bolsa, e pesam a prata nas balanças, assalariam o ourives, e ele faz um deus; e diante dele se prostram e adora. Eles o tomam sobre os ombros, o levam, e o colocam no seu lugar, e ali permanece; do seu lugar não se pode mover; e, se recorrem a ele, resposta nenhuma dá, nem livra alguém da sua tribulação.” (Isaías 46:1-7)
“Pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova. São como o espantalho num pepinal, e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer o mal, nem tampouco têm poder de fazer o bem.” (Jeremias 10:3-5)
2. Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo.
Tanto Moisés quanto o salmista associam os falsos deuses com demônios.
“Ofereceram sacrifícios aos demônios, não a Deus, a deuses que não haviam conhecido, deuses novos que apareceram há pouco, aos quais os vossos pais não temeram.” (Deuteronômio 32:17)
“Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço; sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios.” (Salmos 106:36-37)
Note, também, o que Paulo diz na sua primeira carta aos coríntios a respeito de comer carne sacrificada aos ídolos:
“As coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus.” (1 Coríntios 10:20)
Em outras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles.
O cristão sabe com certeza que o poder de Jesus Cristo é maior do que o dos demônios.
Satanás, como “O deus deste século” (2 Coríntios 4:4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua.
“Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5:19)
“E não devia ser solta desta prisão, no dia de sábado, esta que é filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” (Lucas 13:16)
“O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gálatas 1:4)
“Pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes” (Efésios 6:12)
“Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo” (Hebreus 2:14)
Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira.
“A esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira.” (2 Tessalonicenses 2:9)
“E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Pois são espíritos de demônios, que operam sinais…” (Apocalipse 16:13-14)
“E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.” (Apocalipse19:20)
E de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para “A PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS”:
“Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente o pobre; sejam eles apanhados nas ciladas que maquinaram.Pois o ímpio gloria-se do desejo do seu coração, e o que é dado à rapina despreza e maldiz o Senhor. Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca; todos os seus pensamentos são: Não há Deus.
Os seus caminhos são sempre prósperos; os teus juízos estão acima dele, fora da sua vista; quanto a todos os seus adversários, ele os trata com desprezo. Diz em seu coração: Não serei abalado; nunca me verei na adversidade.” (Salmos 10:2-6)
“Mais vale o pouco que o justo tem, do que as riquezas de muitos ímpios.” (Salmos 37:16)
“Dos que confiam nos seus bens e se gloriam na multidão das suas riquezas?” (Salmos 49:6)
“Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios. Porque eles não sofrem dores; são e robusto é o seu corpo. Não se acham em tribulações como outra gente, nem são afligidos como os demais homens.
Pelo que a soberba lhes cinge o pescoço como um colar; a violência os cobre como um vestido. Os olhos deles estão inchados de gordura; trasbordam as fantasias do seu coração. Motejam e falam maliciosamente; falam arrogantemente da opressão.
Põem a sua boca contra os céus, e a sua língua percorre a terra. Pelo que o povo volta para eles e não acha neles falta alguma. E dizem: Como o sabe Deus? e: Há conhecimento no Altíssimo? Eis que estes são ímpios; sempre em segurança, aumentam as suas riquezas.”(Salmos73:3-12)

3. A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e:
• O espiritismo,
• A magia negra,
• A leitura da sorte,
• A feitiçaria,
• A bruxaria,
• A necromancia
• E coisas semelhantes.
“Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez uma Asera como a que fizera Acabe, rei de Israel, e adorou a todo o exército do céu, e os serviu. E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém porei o meu nome. Também edificou altares a todo o exército do céu em ambos os átrios da casa do Senhor. E até fez passar seu filho pelo fogo, e usou de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros; fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.” (2 Reis 21:3-6)
“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?” (Isaías 8:19)
“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos.” (Deuteronômio 18:9-11)
“Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.” (Apocalipse 9:21)
Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios.
Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (1 Samuel 28:8-14), ela viu um demônio subindo do inferno.

4. O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria:
“Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.” (Colossenses 3.5)
A conexão é óbvia: OS DEMÔNIOS SÃO CAPAZES DE PROPORCIONAR BENEFÍCIOS MATERIAIS.
Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam.
Embora tais pessoas, talvez, não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras.
Dessa maneira, a declaração de Jesus:
“Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mateus 6:24), é basicamente a mesma que a admoestação de Paulo:
“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios.” (1 Coríntios 10:21)

DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA

1. Ele advertia freqüentemente contra ela no Antigo Testamento.
(a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel:
“Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” (Êxodo 20:3-4)
(b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões:
“Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos. Do nome de outros deuses nem fareis menção; nunca se ouça da vossa boca o nome deles.” (Êxodo 23:13)
“Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme as suas obras; Antes os derrubarás totalmente, e quebrarás de todo as suas colunas.” (Êxodo 23:24)
“(Porque não adorarás a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso), para que não faças pacto com os habitantes da terra, a fim de que quando se prostituirem após os seus deuses, e sacrificarem aos seus deuses, tu não sejas convidado por eles, e não comas do seu sacrifício; e não tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, para que quando suas filhas se prostituírem após os seus deuses, não façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses. Não farás para ti deuses de fundição.” (Êxodo 34:14-17)
“Guardai-vos de que vos esqueçais do pacto do Senhor vosso Deus, que ele fez convosco, e não façais para vós nenhuma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor vosso Deus vos proibiu. Porque o Senhor vosso Deus é um fogo consumidor, um Deus zeloso.” (Deuteronômio 4:23-24)
“Não seguirás outros deuses, os deuses dos povos que houver à roda de ti.” (Deuteronômio 6:14)
“Para que não vos mistureis com estas nações que ainda restam entre vós; e dos nomes de seus deuses não façais menção, nem por eles façais jurar, nem os sirvais, nem a eles vos inclineis.” (Josué 23:7)
“Com os quais o Senhor tinha feito um pacto, e lhes ordenara, dizendo: Não temereis outros deuses, nem vos inclinareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrificios.” (2 Reis 17:35)
“Quanto aos estatutos, às ordenanças, à lei, e ao mandamento, que para vós escreveu, a esses tereis cuidado de observar todos os dias; e não temereis outros deuses; e do pacto que fiz convosco não vos esquecereis. Não temereis outros deuses.” (2 Reis 17:37-38)
(c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã:
“Pois fariam teus filhos desviarem-se de mim, para servirem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria. Mas assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus aserins, e queimareis a fogo as suas imagens esculpidas.” (Deuteronômio 7:4-5)
“Certamente destruireis todos os lugares em que as nações que haveis de subjugar serviram aos seus deuses, sobre as altas montanhas, sobre os outeiros, e debaixo de toda árvore frondosa; e derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, queimareis a fogo os seus aserins, abatereis as imagens esculpidas dos seus deuses e apagareis o seu nome daquele lugar.” (Deuteronômio 12:2-3)

2. A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria. Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles.
(a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo.
(b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos:
“No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou Samária, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala, e junto a Habor, o rio de Gozã, e nas cidades dos medos.
Assim sucedeu, porque os filhos de Israel tinham pecado contra o Senhor seu Deus que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mãe de Faraó, rei do Egito, e porque haviam temido a outros deuses, e andado segundo os costumes das nações que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel, e segundo os que os reis de Israel introduziram. Também os filhos de Israel fizeram secretamente contra o Senhor seu Deus coisas que não eram retas. Edificaram para si altos em todas as suas cidades, desde a torre das atalaias até a cidade fortificada;
Levantaram para si colunas e aserins em todos os altos outeiros, e debaixo de todas as árvores frondosas; queimaram incenso em todos os altos, como as nações que o Senhor expulsara de diante deles; cometeram ações iníquas, provocando ã ira o Senhor, e serviram os ídolos, dos quais o Senhor lhes dissera: Não fareis isso. Todavia o Senhor advertiu a Israel e a Judá pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas.
Eles porém, não deram ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, como fizeram seus pais, que não creram no Senhor seu Deus; rejeitaram os seus estatutos, e o seu pacto, que fizera com os pais deles, como também as advertências que lhes fizera; seguiram a vaidade e tornaram-se vãos, como também seguiram as nações que estavam ao redor deles, a respeito das quais o Senhor lhes tinha ordenado que não as imitassem.
E, deixando todos os mandamentos do Senhor seu Deus, fizeram para si dois bezerros de fundição, e ainda uma Asera; adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal. Fizeram passar pelo fogo seus filhos, suas filhas, e deram- se a adivinhações e encantamentos; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, provocando-o à ira. Pelo que o Senhor muito se indignou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; não ficou senão somente a tribo de Judá.” (2 Reis 17:6-18)
(c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá:
“Manassés tinha doze anos quando começou a reinar, e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Hefzibá.
E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme as abominações das nações que o Senhor desterrara de diante dos filhos de Israel. Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez uma Asera como a que fizera Acabe, rei de Israel, e adorou a todo o exército do céu, e os serviu. E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém porei o meu nome.
Também edificou altares a todo o exército do céu em ambos os átrios da casa do Senhor. E até fez passar seu filho pelo fogo, e usou de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros; fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.
Também pôs a imagem esculpida de Asera, que tinha feito, na casa de que o Senhor dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre; e não mais farei andar errante o pé de Israel desta terra que tenho dado a seus pais, contanto que somente tenham cuidado de fazer conforme tudo o que lhes tenho ordenado, e conforme toda a lei que Moisés, meu servo, lhes ordenou.
Eles, porém, não ouviram; porque Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.Então o Senhor falou por intermédio de seus servos os profetas, dizendo: Porquanto Manassés, rei de Judá, cometeu estas abominações, fazendo pior do que tudo quanto fizeram os amorreus, que foram antes dele, e com os seus ídolos fez Judá também pecar.” (2 Reis 21:1-11)
Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída
“Então o Senhor falou por intermédio de seus servos os profetas, dizendo: Porquanto Manassés, rei de Judá, cometeu estas abominações, fazendo pior do que tudo quanto fizeram os amorreus, que foram antes dele, e com os seus ídolos fez Judá também pecar; por isso assim diz o Senhor Deus de Israel: Eis que trago tais males sobre Jerusalém e Judá, que a qualquer que deles ouvir lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos. Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samária e o prumo da casa de Acabe; e limparei Jerusalém como quem limpa a escudela, limpando-a e virando-a sobre a sua face.
Desampararei os restantes da minha herança, e os entregarei na mão de seus inimigos. tornar-se-ão presa e despojo para todos os seus inimigos; porquanto fizeram o que era mau aos meus olhos, e me provocaram à ira, desde o dia em que seus pais saíram do Egito até hoje. Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu Jerusalém de um a outro extremo, afora o seu pecado com que fez Judá pecar fazendo o que era mau aos olhos do Senhor.” (2 Reis 21:10-16)
A despeito dessas advertências, a idolatria continuou:
“Porque eu sabia que és obstinado, que a tua cerviz é um nervo de ferro, e a tua testa de bronze. Há muito tas anunciei, e as manifestei antes que acontecessem, para que não dissesses: O meu ídolo fez estas coisas, ou a minha imagem de escultura, ou a minha imagem de fundição as ordenou.” (Isaías 48:4-5); (Jeremias 2:4-30);
“E eu retribuirei em dobro a sua iniqüidade e o seu pecado, porque contaminaram a minha terra com os vultos inertes dos seus ídolos detestáveis, e das suas abominações encheram a minha herança. Senhor, força minha e fortaleza minha, e refúgio meu no dia da angústia, a ti virão às nações desde as extremidades da terra, e dirão: Nossos pais herdaram só mentiras, e vaidade, em que não havia proveito. Pode um homem fazer para si deuses? Esses tais não são deuses! Portanto, eis que lhes farei conhecer, sim desta vez lhes farei conhecer o meu poder e a minha força; e saberão que o meu nome é Jeová.” (Jeremias 16:18-21); (Ezequiel 8).
E, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2 Reis 25).

3. O Novo Testamento também adverte todos os crentes contra a idolatria:
(a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo.
A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente.
Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo.
(b) O Novo Testamento nos admoesta a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais:
“Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.” (Colossenses 3:5); (Mateus 6:9-24);
“Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.” (Romanos 7:7)
“Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não temerei; que me fará o homem?” (Hebreus 13:5-6)
E, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria:
“Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” (1 Coríntios 10:14)
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (1 João 5:21)
Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria NÃO HERDARÃO O SEU REINO:
“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-10)
“A idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.” (Gálatas 5:20-21)
“Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.” (Apocalipse 22:15)

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77 DECISÕES IMPORTANTES PARA O SEU CASAMENTO, À LUZ DA BÍBLIA

1. Aceite o seu cônjuge como ele é.
“Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;” (I Cor. 13:5)

2. O casamento tem três pilares de sustentação: fé, comunicação e sexo.
“Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa só carne.” (Efésios 5:31)

3. Evite afirmativas que aumentem o conflito, como por exemplo “você sempre…”, “todas as vezes…”.
“Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde.” (Prov. 12:18)

4. Para manter o cálice do amor transbordando em seu casamento, admita logo o erro quando estiver errado e cale-se quando estiver certo.
“Semelhante, vós mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavras;” (I Pedro 3:1)

5. Feche a porta do divórcio.
“Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que aborrece o repúdio e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.” (Malaquias 2:16)

6. O casamento é uma instituição sagrada para o Senhor.
“Assim não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Mat.19: 6)

7. Siga o padrão de Deus para o seu lar.
“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.” (Efésios 5:22,23,33)

8. Toda esposa necessita de gentileza no falar, no gesticular, no agir. Toda mulher necessita de um amigo.
“Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.” (Efésios 5:28)

9. A pessoa amada tem necessidades diversificadas. Entre elas: ouvir palavras que declarem seu valor e sua importância (palavras de afirmação), e/ou receber inteira atenção, sem dividi-la (qualidade de tempo).
“Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que também ouve em Cristo Jesus,” (Filipenses 2:4,5)

10. A pessoa amada tem necessidades diversificadas. Entre elas: receber expressões de serviços como doação do outro que a fará sentir-se importante e/ou receber presentes.
“Igualmente vós maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.” (I Pedro 3:7)

11. Existem pessoas que necessitam sentir-se lembradas, valorizadas. Para estas, receber presentes é uma expressão forte de amor.
“Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.” (Provérbios 5:18)

12. Aprender a ouvir o cônjuge é muito parecido com o aprendizado de uma língua estrangeira. Persevere, vale à pena!
“Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” (Tiago 1:19,20)

13. É sempre inteligente declarar sua apreciação pelas coisas boas que seu cônjuge faz, e com sinceridade.
“O amor não seja fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.” (Romanos 12:9)

14. Fazer alguém feliz pode significar, às vezes, abrir mão do bem estar pessoal momentâneo, como por exemplo, comodismo, preguiça, egoísmo.
“Andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.” (Efésios 5:2)

15. O que você diz pode salvar ou destruir uma vida. Portanto, use bem as suas palavras e você será recompensado.
“Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!” (Salmos 19:14)

16. Nos relacionamentos, a comunicação não deve ser soberba.
“Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.” (Provérbios 13:10)

17. Ataque o problema, e não ao outro.
“Tem visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.” (Provérbios 29:20)

18. Os problemas não podem ser acumulados para depois descarregar sobre o outro. Enfrente e resolva-os com maturidade.
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios.” (Provérbios 4:23,24)

19. Expresse os sentimentos sem agredir o outro.
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graças aos que a ouve.” (Efésios 4:29)

20. Busque o melhor momento para se comunicar.
“O que responde antes de ouvir comete estultícia que é para vergonha sua.” (Prov. 18:13)

21. Aprenda a perdoar (esquecendo) para não criar raiz de amargura. Lembre-se de esquecer!
“Todos os dias dos aflitos são maus, mas o de coração alegre tem um banquete contínuo.” (Prov. 15:15)

22. Um não deve atirar sentimentos no outro. Busque trazer soluções quando apresentar os problemas (apontar erros).
“O homem se alegra na resposta da sua boca, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!” (Prov. 15:22)

23. Cuidado quando for utilizar o humor para não aumentar a tensão. Utilize o humor só quando tiver convicção que vai aliviar a tensão.
“O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos ímpios derrama em abundância as coisas más.” (Prov. 15:28)

24. Se quiser manter o cálice do amor transbordando em seu casamento, não utilize o sarcasmo um para com o outro.
“A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derramam a estultícia.” (Prov. 15:2)

25. No casamento, a comunicação deve ser adequada. O amor faz solicitações e não imposições.
“A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.” (Prov. 18:21)

26. Quando você e seu cônjuge experimentar das adversidades da vida, não comunique a Deus o tamanho delas, mas diga para as adversidades o tamanho do seu Deus.
“Não andeis ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus.” (Filipenses 4:6)

27. Escolha o momento certo e o local adequado para falar ao outro o que mais desagrada a você.
“A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A sabedoria do homem lhe dá paciência; a sua glória está em esquecer ofensas.” (Provérbios 15:1; 19:11)

28. Concentre-se em resolver as incompatibilidades que geram tensões conjugais.
“Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? … tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisto pensai.”
(Amós 3:3 / Filip. 4:8)

29. Uma pessoa não pode se deixar vencer pelo desespero, mas o vença pelo conhecimento da palavra de Deus.
“O coração sábio buscará o conhecimento, mas a boca dos tolos se apascentará de estultícia.” (Prov. 15:14)

30. Comunicação é um processo lento de maturidade de compreender e de se fazer compreendido.
“Os lábios dos sábios derramarão o conhecimento, mas o coração dos tolos não faz assim.” (Prov. 15:7)

31. As mulheres têm necessidades de conversar com seu companheiro e tê-lo como um grande amigo.
“Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do Senhor.” (Prov. 18:22)

32. O casal deve andar juntos, não só literalmente. O diálogo é fundamental para que haja compreensão.
“O amor não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha;…” (I Coríntios 13: 6-8)

33. A cooperação também é importante para um casal que deseja andar, literalmente, juntos.
“E lhes darei um mesmo coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem, e o bem de seus filhos, depois deles.” (Jeremias 32:39)

34. Trate o seu arranhão hoje, para mais tarde não se tornar algo mais sério. Não deixe para tratar o pecado amanhã.
“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo.” (Ef. 4:26,27)

35. Decida amar seu cônjuge na linguagem que ele consegue compreender: seja palavras de afirmação, qualidade de tempo, formas de servir, toque físico, ou mesmo presentes.
“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.” (I Coríntios 13:4)

36. Marido e esposa, a comunicação é a chave do casamento. Portanto, compartilhe ao outro a sua própria linguagem do amor.
“Como cerva amorosa, e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente.” (Provérbios 5:19)

37. O objetivo do amor não é obter o que se deseja, mas fazer algo pelo bem-estar daquele a quem se ama.
“Portanto, cada um de nós, agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.” (Romanos 15:1)

38. A fidelidade entre marido e esposa é fruto da relação de ambos com Deus.
“O que adultera é falto de entendimento; destrói a sua alma o que tal faz. Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará.” (Provérbios 6:32,33)

39. “Achar tempo” é questão de prioridade. Se a linguagem do seu cônjuge é qualidade de tempo, comece a planejar, abra mão de algumas atividades particulares em prol do outro. Vai valer a pena, acredite!
“O amor não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;” (I Coríntios 13:5)

40. Há várias formas de presentear. O mais importante é a mensagem nas entrelinhas que o presente trás. Use e abuse de sua criatividade.
“Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e modo.” (Eclesiastes 8:5)

41. Presente X Dinheiro. Investir no amor do seu cônjuge é semelhante a aquisição das ações mais caras da bolsa de valores.
“As muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afogá-los; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam.” (Cantares 8:7)

42. Para Adão, Deus não criou os amigos, mas uma esposa. A instituição sagrada chamada “Família” nasceu do coração de Deus, e Ele não comete erros.
“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” (Hebreus 12:15)

43. Todas as tentações que um casal pode sofrer, também podem enfrentar e vencer.
“Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; bem-aventurado todo aquele que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.” (Provérbios 1:2,12)

44. Por trás de um marido passivo há quase sempre uma esposa selvagem e/ou rixosa.
“É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça.” (Provérbios 21:19)

45. Toda tribulação na vida de um casal cristão é passageira.
“Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.
…e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (João 16:33/ I João 5:4)

46. Os problemas internos ou externos podem turbar o espírito do casal, mas jamais destruí-los, quando Jesus Cristo é o alicerce da relação.
“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.” (Romanos 12:12)

47. Um lar tem início com um compromisso de amor e fidelidade, e Deus como o seu arquiteto.
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (Salmos 127:1)

48. A jóia mais preciosa que um homem pode dar a sua esposa é amá-la incondicionalmente, sendo este também o presente mais almejado pelos filhos.
“Vós, maridos, amai as vossas mulheres como Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,” (Efésios 5:25)

49. É possível o casal discordar sem brigar. Procure não exagerar nem se envolver em rixas.
“Toda a amargura, e ira, e cólera e gritaria, e blasfêmia e toda malícia sejam tiradas dentre vós, antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios 4:31)

50. Procure se colocar na posição do seu cônjuge para entender melhor algumas de suas opiniões. Evite aborrecer um ao outro.
“…não amemos de palavras, nem de língua, mas por toda obra e em verdade.” (I João 3:18)

51. Procure ser um bom ouvinte, mas não use do silêncio para representar ao cônjuge uma resposta negativa ou frustá-lo ao hesitar responder.
“Com toda a humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos (grego = sustentando) uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.” (Efésios 4:2,3)

52. É importante para o casal sempre escolher o melhor momento e hora para dialogar, definir as áreas de concordância e de discordância, e fazer uma alta análise de si mesmos.
“O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo!” (Provérbios 15:23)

53. É importante para o casal identificar sua parcela de culpa nos conflitos, quando necessário mudar de atitudes ou comportamento, contribuindo assim, para a resolução dos mesmos. Orar juntos, pedindo a orientação e graça de Deus, nestes momentos é fundamental.
“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Rom. 13:10)

54. Esposa, procure ser sempre bondosa para com as virtudes do seu cônjuge e um pouco cega para as faltas do mesmo.
“Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelos desejos da carne e engano; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.” (Ef. 4:22,24)

55. Palavras agradáveis, porém sinceras, solidificam a relação e produzem um eco verdadeiramente eterno.
“Favos de mel são as palavras agradáveis, doçura para a alma e saúde para os ossos.” (Prov.16:24)

56. Alguns casais afim de se firmarem na vida, se esquecem de viver e de crescer espiritualmente.
“Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Pois que aproveita ao homem chamar o mundo inteiro e perder a sua alma?…” (Romanos 8:6/ Mateus16:26)

57. Um falar sem o alimento espiritual é um lar onde há o pão de cada dia para se alimentar o corpo, porém a alma nunca é suprida.
“Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mateus 4:4)

58. Para perdoar seu cônjuge é necessário dar amor quando não existe motivo para dar. Para que ambos sejam felizes é indispensável que se tornem bons perdoadores.
“Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios 4:32)

59. O amor faz o giro do mundo valer a pena. Ele é o produto do hábito e deve motivar o cônjuge levar sempre a sério o outro, ao invés de si mesmo em demasia.
“Completai a minha alegria, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” (Filipenses 2:2,3)

60. O bom senso somado ao amor apagam a linha divisória entre o seu e o meu.
“Desposar-te-ei comigo para sempre; eu te desposarei comigo em justiça, em juízo, em benignidade e em misericórdia.” (Oséias 2:19)

61. Deus nos criou sexuais não somente para a procriação, mas também para o prazer sexual do casal.
“O que acha uma esposa, acha uma coisa boa, e recebe o favor do Senhor. Goza a vida com a mulher que amas todos os dias da tua vaidade…” (Provérbios 18:22; Eclesiastes 9:9a)

62. Tanto o marido como a esposa têm direitos e deveres. Diante de Deus, cada um é responsável em colocar como prioridade, as necessidades sexuais e emocionais do outro.
“Como vós quereis que os homens façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também.” (Lucas 6:31)

63. Limite não há para o prazer sexual, desde que o casal esteja dentro da vontade e princípios de Deus. E não há espaço para razões egoístas.
“Eis que os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele pesa todas as suas veredas.” (Provérbios 5:21)

64. Quando um casal sela um compromisso com Deus e a Sua palavra, não há limites para a satisfação sexual que podem experimentar.
“…Tornando-se uma só carne; o amor jamais acaba…” (Gênesis 2:24b/ I Coríntios 13:8a)

65. Criatividade, assim como a tomada de atitude dos cônjuges em relação à própria sexualidade, também se constitui no alicerce para o êxtase do prazer sexual.
“Desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar. Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor.” (Cantares 2:3,4)

66. O prazer sexual deve basear-se tanto na aceitação da satisfação sexual do outro, como, principalmente, na aprovação de Deus.
“…Sabendo que nenhum sodomita herdará o reino de Deus; venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula…” (I Coríntios 6:9/ Hebreus 13:4a)

67. O stress de ordem financeira, na família, por vezes, é fruto da falta de discernimento em distinguir entre necessidades e desejos.
“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho…Vigiai e orai para que não entreis em tentação…” (Filipenses 4:11/ Marcos 14:38a)

68. O descontrole financeiro tem sido um forte adversário do amor entre marido e mulher. O casamento requer compromisso, da mesma forma, tudo que é bom.
“Ora, a perseverança deve terminar a sua obra, para que sejais maduros e completos, não tendo falta de coisa alguma.” (Tiago 1:4)

69. Um casal que se ama deve estar sempre pronto a ser flexível e ajustar-se a qualquer mudança radical, objetivando o ajuste financeiro.
“…Em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a Ter fome; tanto a Ter em abundância, como a padecer necessidades. Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” (Filip. 4:12,13)

70. Um casal deve aprender a fazer investimentos sábios para o Reino de Deus, com boa vontade e não por obrigação.
“Mas ajunteis tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam…Servo bom e fiel sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei, entra no gozo do teu Senhor…” (Mateus 6:19,20; 25:14-30)

71. Um casal sábio e temente jamais coloca “Deus na parede”, financeiramente falando. Contudo, reconhece que Ele é capaz de suprir a falta de dinheiro quando ocorrer.
“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.” (Filipenses 4:19)

72. O relacionamento sexual também é uma mistura de comunicação, unidade, prazer e entrega entre os cônjuges.
“O marido conceda à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. Completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa.” (I Coríntios 7:3/ Filipenses 2:2)

73. No casamento não deve existir espaços para razões egoístas, pois quem ama não priva o outro do prazer sexual sem que haja concordância mútua.
“Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.” (I Coríntios 7:5)

74. Toda esposa deseja se sentir amada e desejada. Toda esposa sábia é capaz de comunicar seus sentimentos.
“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis. Abre a boca com sabedoria, e a instrução fiel está na sua língua.” (Provérbios 31:10, 26)

75. O tom de voz errado tem sido o grande vilão para os atritos da vida conjugal.
“E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.” (Colossenses 3:14)

76. Compartilhar as tarefas domésticas também é uma prova de amor.
“E esta é a minha oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção.” (Filipenses 1:9)

77. O melhor de um casamento de muitos anos é apaixonar-se muitas vezes, sempre pela mesma pessoa.
“Agora permanecem estas três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor. Portanto, cuidai-vos de vós mesmos, e ninguém seja desleal para com a mulher da tua mocidade.”
(I Cor 13:13/ Malaquias 2:15)
Nota: Este material foi elaborado baseado em palestras para casais promovidas por Jaime Kemp, assim como pelo Pr. Abraão da Silva.

Pesquisada: Klênea Souza do Amaral Costa
Revista e Corrigida: Azenete Barbosa Luna
Digitada e Diagramada: Annelise da C. L. F. Silva
Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)

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A FARSA DA TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO

Introdução:

A Teologia da Substituição é um enfoque sistemático enganoso que se utiliza da Bíblia para fomentar ódio e desprezo ao povo do Eterno, que não apenas tem desviado milhões de gentios ao longo dos anos, mas tem também originado o mal nas mais terríveis proporções. Essa teologia teve sua participação na perseguição aos Judeus pela igreja cristã através dos séculos, incluindo o Holocausto, e foi também o pensamento teológico que pairava por trás do pesadelo do apartheid.

Objetivos:

* Desmascarar a farsa teológica desta teoria cristã-greco-romana.

* Expor as terríveis consequências na vida do povo judeu.

* Provar como o Eterno nunca e jamais abandonou ou abandonará o seu povo que antes o elegeu.

* Desfazer as ideias anti-semitas oriundas desta teologia.

* Mostrar a verdadeira relação de amor fraternal entre judeus e gentios crentes no Messias.

O que é a teologia da substituição:

A Teologia da Substituição declara que Yisrael, tendo falhado com D’us, foi substituída pela igreja cristã. O cristianismo é agora o verdadeiro Yisrael de D’us e o destino nacional de Yisrael está para sempre perdido. A restauração do moderno Estado de Yisrael é, assim, um acidente, sem nenhuma credencial bíblica. Os cristãos que creem que tal restauração é um ato de D’us, em fidelidade à sua aliança estabelecida com Abraão cerca de 4000 anos atrás são considerados enganados e muitas vezes taxados de dispensacionalistas. Esta é a posição básica dos adeptos dessa teologia.

Erros teológicos e escriturísticos:

Veremos agora como esta farsa se desenvolve teologicamente e os erros escriturísticos utilizados para lhe dar respaldo, é válido ressaltar que o contexto usado pelos defensores desta teologia é o contexto greco-romano.

a) O método de interpretação alegórico: a Teologia da Substituição efetivamente mina a autoridade da Palavra de D’us pelo fato de que ela repousa sobre o método alegórico de interpretação, isto é, o leitor da Palavra de D’us decide espiritualizar o texto mesmo que o seu contexto seja puramente literal, isto efetivamente rouba a Palavra de D’us de sua própria autoridade e o significado do texto fica inteiramente dependente do leitor. A Palavra de D’us pode assim ser manipulada para dizer qualquer coisa! Assim, a Teologia da Substituição apoia-se na falsa base da interpretação bíblica.

b) Entendimento equivocado da Aliança do Eterno: a Teologia da Substituição é apenas sustentada por aqueles que não entenderam apropriadamente a natureza da Aliança abraâmica, esta Aliança é primeiramente mencionada em Gênesis 12:1-4 e depois disso repetidamente asseverada e confirmada aos patriarcas. Essa Aliança é a Aliança da Chesed-Misericórdia pois ela inclui a intenção de D’us de redimir o mundo todo. D’us diz a Abraão: “Em ti todas as nações do mundo serão benditas.” A Aliança Abraâmica é uma Aliança com três elementos vitais:

1- Ela declara a estratégia de alcançar o mundo através da nação de Yisrael.

2- Ela lega uma terra(Êretz) como uma possessão eterna à Yisrael.

3- Ela promete abençoar aqueles que abençoarem a Yisrael, e amaldiçoar aqueles que o amaldiçoarem.

É importante que notemos aqui que se um elemento da aliança falhar então todos os elementos também falharão. Assim, se as promessas de D’us para Yisrael já tiverem falhado, então igualmente devem ter falhado as promessas dEle de abençoar o mundo. Se o destino nacional de Yisrael foi perdido através de sua desobediência, então a dita igreja cristã também está arruinada! A desobediência da igreja tem sido tão grande quanto a de Yisrael nos últimos 2000 anos. Ninguém pode negar isto! O autor do livro de Hebreus enfatiza este mesmo ponto quando ele escreve:

“E digo isto: Uma aliança já anteriormente confirmada por D’us, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que D’us a concedeu gratuitamente a Abraão.” (Gálatas 3:17-18)

De acordo com alguns teólogos da substituição esta Aliança foi “anulada”, outros porém, afirmam que todas as promessas de Restauração para Yisrael e a manutenção da Aliança eram “condicionais”, ou seja, caso Yisrael cumprisse sua parte na Aliança, ele seria o povo eleito para sempre, mas como Yisrael falhou por diversas vezes, a promessa de Restauração também falhou, pois estava subordinada condicionalmente a fidelidade de Yisrael. Somente uma compreensão equivocada e superficial da Aliança pode levar à tal conclusão enganosa e falaciosa.

As promessas à Yisrael nacional são constantemente reafirmadas pelo Eterno aos profetas. Desta forma, Ele enfatiza a natureza de seu caráter e confirma a Aliança abraâmica. Um exemplo disto é Jeremias 31:35-37 que declara em alto e bom som:

“Assim diz o Adonai, que dá o sol para a luz do dia, e as Leis Fixas da lua e das estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; Adonai dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas Leis Fixas diante de Mim, diz o Eterno, então deixará também a descendência de Yisrael de ser uma nação diante de Mim PARA SEMPRE. Assim diz o Eterno: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, então também eu rejeitarei toda a descendência de Yisrael, por tudo quanto fizeram, diz o Adonai”

Assim, novamente, o fato de que o sol, a lua e as estrelas ainda estejam conosco, só isto confirma a contínua validade da Aliança abraâmica e, como resultado, o destino nacional de Yisrael. Para que a teologia da substituição seja válida, o sol e a lua devem também ser apagados ou deixar de existir, palavras do Eterno. Desta maneira, percebemos que a teologia da substituição ZOMBA do caráter do Eterno pois ela repousa sobre a premissa de que se você falhar com D’us de qualquer maneira, Ele irá te descartar… mesmo que inicialmente Ele tenha te asseverado que a Sua Aliança com você é eterna. Isto soa como uma resposta tipicamente humana e perversa, e não como a de um D’us amoroso e misericordioso, o D’us das Escrituras.

Histórico da teologia da substituição:

Veremos agora como se originou esta perversa teologia, os chamados “pais da igreja” na tentativa de apagar as raízes judaicas da fé cristã, desenvolveram uma feroz perseguição intelectual aos povo judeu, esta animosidade é visivelmente refletida nos escritos destes primeiros pais da Igreja cristã. Vejamos:

Justino Martir (160 E.C.) falando a um Judeu disse: “As escrituras não pertencem a vocês, mas a nós.” Se Justino Martir tivesse lido as carta aos romanos, não teria feito esta afirmação, veja o que Paulo diz em Romanos 3:1 e 2

“Que vantagem, pois, tem o Judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em todos os sentidos; primeiramente, porque aos judeus foram confiados os Oráculos do Eterno”

Ou seja, TODA as Escrituras Sagradas.

Irineu bispo de Lyon (177 E.C.) declarou: “Os Judeus foram deserdados da graça de Deus.”

Tertuliano (160-230 E.C.), em seu tratado “contra os Judeus”, anunciou que D’us havia rejeitado os Judeus em favor dos Cristãos.

Eusébio, nos primórdios do 4º século escreveu: que as promessas das Escrituras hebraicas eram para os Cristãos e não para os Judeus, e as maldições para os Judeus, ele afirmou que a igreja cristã era a continuação do “Velho Testamento”, apenas lembrando que não existe este termo: “velho testamento” nos originais da Bíblia, o termo correto é Tanach se referindo à 1ª Aliança, e assim, desta forma substituía o Judaísmo. A igreja cristã declarava ser a verdadeira Yisrael, ou “Yisrael Espiritual”, herdeira das promessas divinas. Eles achavam essencial desacreditar o “Yisrael segundo a carne” para provar que Adonai havia rejeitado Seu povo e transferido Seu amor para os cristãos.

Desta forma, encontramos o princípio da TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO, a qual colocou a igreja triunfante sobre Yisrael e o vencido Judaísmo. Esta teoria se tornou uma das principais fundações sobre as quais o anti-semitismo cristão se baseou, até mesmo nos dias de hoje.

A B’rit Chadashá fala do relacionamento dos gentios convertidos com Yisrael e suas alianças como sendo “enxertados” (ver Romanos 11:17-24), “aproximados” (ver Efésios 2:13), “descendência de Abraão pela fé” (ver Romanos 4:16), e “participantes” (ver Romanos. 15:27), e nunca usurpadores da Aliança ou substitutos do Yisrael físico, pois, os crentes gentios, são UNIDOS ao que Adonai tinha estado fazendo em Yisrael e Adonai JAMAIS quebrou Suas promessas com Yisrael (ver Romanos. 11:29).

Dentre vários textos existentes, basta um texto das Escrituras para provar que essa teologia é falsa, se essas pessoas, que fizeram estas declarações tivessem um pequeno conhecimento da Palavra do Eterno não teriam feito tais declarações, porém não são somente eles, nos nossos dias existem várias pessoas que creem na teologia da substituição e a mesma ainda é ensinada em alguns cursos teológicos cristãos.

Vejamos o texto:

Jeremias 31: 35 a 37 assim declara:

“Assim diz o Eterno, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; Adonai dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas LEIS FIXAS de diante de Mim, diz o Eterno, também deixará a descendência de Yisrael de ser a Minha nação para sempre. Assim diz o Eterno: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, então também eu rejeitarei toda a linhagem de Yisrael, por tudo quanto eles têm feito, diz o Adonai”

Pergunta: o sol continua iluminando o dia e a lua e as estrelas iluminando a noite? Já é possível medir os céus ou sondar os fundamentos da terra? Portanto, a linhagem de Yisrael não foi rejeitada por D’us ou substituída.
Vejamos mais uma vez esta declaração de Shaul haShaliach(Paulo) em Romanos 11: 17 e 18:

“E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro bravo, foste enxertado no meio deles e feito participante da Raiz e da Seiva da Oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a Raiz, mas a Raiz a ti.”

Paulo está falando aos gentios crentes que estavam começando a idealizar a teologia da substituição, lembrando a eles que eles são ramos enxertados e que não são eles que sustentam a Raiz que é Yisrael, mas sim a Raiz(Yisrael) que os sustenta. Mas alguém pode argumentar que a Oliveira citada por Paulo não seja Yisrael mas o Messias Yeshua, neste caso deixemos a própria Bíblia responder a estes equivocados:

“O Eterno te chamou de Oliveira verde, formosa por seus deliciosos frutos, mas agora à voz de um grande tumulto acendeu fogo ao redor dela e alguns ramos foram quebrados…..Porque Adonai dos Exércitos que te plantou……casa de Yisrael e da casa de Judá….” (Jeremias 11:16-17)

Notamos que o apóstolo Paulo usou a mesma representação e a mesma situação que o Eterno usou, isto é, chamou Yisrael de Oliveira Santa e ainda cita que alguns dos seus ramos foram cortados, simbolizando que o endurecimento de uma parte de Yisrael não pode ser responsável pela rejeição de sua totalidade, Paulo chama para os ramos que foram poupados e permaneceram em sua própria árvore de Remanescentes eleitos segundo a Graça.(ver Romanos 11:5)

Há alguma base bíblica para a tal teologia da substituição?

Os modernos adeptos da teologia da substituição pretendem apoiar-se em apenas um único verso mal interpretado de Paulo em Gálatas 6:16, então vamos ao texto grego para tirarmos todas as dúvidas:

και οσοι τω κανονι τουτω στοιχησουσιν ειρηνη επ αυτους και ελεος και επι τον ισραηλ του θεου – Gálatas 6:16

kai osoi to kanoni touto stoichisousin eirini ep aftous kai eleos kai epi ton israil tou theou – Gálatas 6:16

“E a todos os que pautam sua conduta por esta norma, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Yisrael de D’us” (Gálatas 6:16)

Acima está o texto em 3 versões, no grego original, sua transliteração e sua tradução pela Bíblia de Jerusalém, o texto é simples e claro. A primeira parte do versículo 16: “E a todos os que pautam sua conduta por esta norma”, refere-se à norma recém mencionada por Paulo no versículo 15: “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura”. Esta é uma categoria espiritual que engloba todos os gentios crentes, para os quais Paulo pronuncia uma bênção: “paz e misericórdia sejam sobre eles(os gentios crentes)”. A ela segue-se seu comentário adicional: “e sobre o Yisrael de D’us”.
O estudioso S. Lewis Johnson examina as diferentes sugestões para a tradução da palavra grega “kai” em Gálatas 6.16 (normalmente traduzida por “e”). Johnson afirma: “Na ausência de fortes razões de ordem exegética e teológica, deveríamos evitar as estruturas gramaticais mais raras quando a comum faz bom sentido”. Ele demonstra que não há razão exegética ou teológica para não entender o “e” em seu sentido normal nessa passagem. Johnson conclui:

Se a intenção de Paulo fosse identificar “eles” como “o Yisrael de D’us”, então, por que não eliminou simplesmente o “e” (“kai”) após o “eles”? O resultado seria muito mais apropriado, caso Paulo estivesse identificando o pronome “eles”, ou seja, a igreja cristã, com o termo “Yisrael”. Nesse caso, o versículo seria traduzido da seguinte forma: “E a todos os que pautam sua conduta por esta norma, paz e misericórdia sejam sobre eles, o Yisrael de D’us”… Entretanto, Paulo não eliminou o “kai”, “e”.

Johnson está dizendo que não há base textual ou exegética para a crença da teologia da substituição, de acordo com a qual Gálatas 6.16 ensinaria que “o Yisrael de D’us” inclui a Igreja cristã ou os gentios crentes. A “teologia da substituição” que evoca um “israel espiritual” não tem base neste texto bíblico de Gálatas. Quem crer assim deve estar tão cego por causa das exigências da falsa teologia, a ponto de continuar insistindo em tal interpretação da Bíblia e na teologia desnorteada que daí resulta. Juntamente com o estudioso Lewis Johnson, eu me pergunto por que, “apesar da assombrosa evidência em contrário, continua a haver persistente apoio à concepção de que o termo Yisrael de D’us pode referir-se com propriedade a um “israel espiritual” formado unicamente de crentes dentre os povos gentios na época presente”.

A conclusão lógica é, a epístola de Gálatas refere-se a gentios crentes que procuravam alcançar a salvação por meio da circuncisão. Eles estavam sendo enganados pelo segmento farisaico que havia crido no Messias(ver Atos 15:5), eram eles que exigiam a adesão à circuncisão. Para estes, um gentio tinha de converter-se primeiro ao judaísmo da época a fim de ser qualificado para a salvação por meio do Messias. No versículo 15, Paulo afirma que o importante para a salvação é a Emunah-Fé, que tem como conseqüência o ser nova criatura. A seguir, ele pronuncia uma bênção sobre dois grupos de pessoas que deveriam seguir essa regra da salvação unicamente pela Fé. O primeiro grupo, referido na passagem pelo pronome “eles”, é o grupo dos gentios crentes no Messias, a quem ele havia dedicado a maior parte da epístola. O segundo grupo é denominado de “o Yisrael de D’us”. Nesse caso, trata-se dos judeus nazarenos que, em contraste com os judeus não crentes, seguiam a regra da salvação unicamente pela Fé, os quais Paulo declarou serem os Remanescentes eleitos segundo a Graça.(ver Romanos 11:5 e Isaías 10:22)

Consequências da teologia da substituição:

A falta de conhecimento bíblico aliada a uma aceitação cega das afirmações dos pais da igreja cristã, levaram as mais desastrosas ideias sobre o povo judeu, por conta disso, os cristãos vêm perseguindo barbaramente o povo de Yisrael, homens como Marcião, Crisóstomo, Agostinho, Justino mártir, Cipriano, Jerônimo entre outros foram os mais cruéis perseguidores dos judeus, e não importava se eram judeus comuns ou nazarenos(judeus crentes), bastava ser judeu para ser considerado digno de morte, observem o que estes “homens de Deus” deixaram escrito:

* Marcião (144 e.c.), pregava que qualquer cristão que usasse algum símbolo judaico ou mesmo, nomes, ou celebrasse alguma festa Bíblica, seria julgado cúmplice da morte do Jesus.

* João Crisóstomo(344 e.c.), disse que as sinagogas eram “lugar de blasfêmia, asilo do diabo e castelo de Satanás”, “zona de meretrício”, também considerava todo judeu culpado de “deicídio”(crime de ter assassinado o próprio Deus)

* Agostinho(354 e.c.), dizia “deixem os judeus viverem em nosso meio mas os façam sofrer e serem humilhados continuamente”

* Justino mártir(160 e.c.), condenou os judeus como “filhos de meretrizes”.

* Cipriano(250e.c.), escreveu: “O diabo é o pai dos judeus”.

* Agostinho de Hipona(415 e.c.), escreveu que os judeus carregam eternamente a culpa pela morte do Jesus, em decorrência, o monge Barzauma instigou uma perseguição aos judeus em Yisrael, quando inúmeras sinagogas foram destruídas.

* São Jerônimo(418 e.c.), que criou a tradução Vulgata da Bíblia escreveu sobre as sinagogas: “se você chamar a sinagoga de bordel, um antro de vício, o refúgio do diabo, fortaleza de satanás, um lugar de depravação da alma, um abismo de todo desastre concebível, ou qualquer outra coisa mais que você disser, você ainda estará dizendo menos do que do que ela merece”.

E foi com estes “homens de Deus” que a religião cristã cresceu e se desenvolveu, mais tarde na idade média o grande fundador do protestantismo evangélico, o ex padre Martinho Lutero também escreveu as mesmas coisas a respeito dos judeus.

* Martinho Lutero(1543 e.c.), “Em primeiro lugar, suas sinagogas deveriam ser queimadas… Em segundo lugar, suas casas também deveriam ser demolidas e arrasadas… Em terceiro, seus livros de oração, suas Bíblias e Talmudes deveriam ser confiscados… Em quarto, os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar, sob pena de morte… Em quinto lugar, os passaportes e privilégios de viagem deveriam ser absolutamente vetados aos judeus… Em sexto, eles deveriam ser proibidos de praticar a agiotagem… Em sétimo lugar, os judeus e judias jovens e fortes deveriam pôr a mão na debulhadeira, no machado, na enxada, na pá, na roca e no fuso para ganhar o seu pão no suor do seu rosto… Deveríamos banir os vis preguiçosos de nossa sociedade … Portanto, fora com eles…Resumindo, caros príncipes e nobres que têm judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa insuportável carga infernal”.

Ficamos nós a perguntar, por que a religião cristã fez tanta questão de se separar do povo de Yisrael chegando a propor a sua extinção total do planeta??? Será que os verdadeiros seguidores do Messias de Yisrael agiam assim??? O conselho de Yeshua foi o seguinte:

“Nisto conhecerão que sois meus discípulos se tiverdes AMOR uns para com os outros” (João 13:35)

Será que os judeus não teriam reconhecido Yeshua em maior número se os cristãos seguissem realmente ao que o verdadeiro Messias judeu lhes ensinou??? As declarações anti-semitas dos pais da igreja cristã originou a terrível “santa inquisição”, centenas de judeus foram mortos queimados vivos, decapitados, enforcados, expulsos de suas propriedades, tiveram seus bens confiscados e seus filhos vendidos como escravos. Sem falar no genocídio que foi o holocausto nazista.

Conclusão:

Se a igreja cristã, veio substituir ou tomar o lugar do povo de Yisrael, como o “israel espiritual”, ou o “israel de Deus” espalhado pela terra, então por que Paulo afirma em Romanos 9:1-8 o seguinte:

“No Messias digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema do Messias, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; Pois são israelitas, dos quais pertence-lhes a adoção de Filhos, e a Glória, e as Alianças, e a Torah, e o Culto, e as Promessas; Deles são os Patriarcas, e também deles descendo o Messias segundo a carne, o qual é sobre todos. Bendito seja D’us eternamente. Amém. Não que a palavra de D’us haja falhado, porque nem todos os que são de Yisrael são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de D’us, mas os filhos da Promessa são contados como descendência.”

Ora, se a igreja cristã tivesse substituído Yisrael, Paulo estaria completamente consolado, não estaria tendo grande tristeza e contínua dor no seu coração pelo povo de Yisrael, que em parte, endureceu seu coração ao Messias. E Paulo é enfático em declarar: “pertence-lhes a adoção de Filhos…”, o verbo está no presente “pertence-lhes” significando que ainda pertence e não no passado: “pertenceu-lhes” simplesmente porque os Dons e a Vocação de D’us são IRREVOGÁVEIS (ver Romanos 11:29). Todavia, a promessa a Yisrael permanece, isto é, ao Remanescente profetizado em Isaías 10:22:

“Porque ainda que o teu povo, ó Yisrael, seja tão numeroso como a areia do mar, o Remanescente desse povo se Converterá; uma destruição está determinada, transbordando em justiça.”

E, ao final do Grande Tempo de angústia de Jacó, Yisrael em sua totalidade reconhecerá Yeshua como o Messias verdadeiro:

“Mas sobre a casa de David, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de Graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.” (Zacarias 12:10)

Bendito seja o nosso grande D’us Adonai Eterno que jamais falhou e nunca falhará em todas as suas preciosas promessas.

קהילה ישראלית ספרדי נצרית בית בני אברהם

Congregação Israelita Sefardita Notzerit Beyt B’nei Avraham

Rosh: Marlon Troccolli

Tags: A Definição de “Espírito” no Novo Testamento

A Definição de “Espírito” no Novo Testamento
Acredita-se que a maior parte do Novo Testamento foi escrita em grego onde a palavra espírito é pneuma. Esta palavra grega tem o mesmo significado de ruach no hebraico, ou seja, é um sinônimo de espírito, fôlego, vento, sopro, ar. É da palavra pneuma que derivam algumas palavras da língua portuguesa tais como pneu, pneumático, pneumonia – todas relacionadas à respiração ou ao ar.
Nos versos a seguir aprenderemos um pouco mais sobre o que os escritores do Novo Testamento queriam transmitir ao escrever “pneuma de Deus” ou “pneuma Santo”. Será que a intenção dos apóstolos ao escrever “pneuma de Deus” era se referir a uma outra pessoa da divindade? Ou estavam se referindo ao fôlego, sopro de Deus?
Pneuma Hagios e Pneuma Theos
No Novo Testamento a expressão pneuma hagios é traduzida como Espírito Santo, pneuma theos é traduzida como Espírito de Deus, pneuma iesous cristos como Espírito de Jesus Cristo. Vejamos alguns exemplos da utilização da palavra pneuma:
“Ele, porém, vos batizará com o Espírito (pneuma) Santo.” – Marcos 1:8.
“Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito (pneuma) de Deus habita em vós?” – I Coríntios 3:16.
“Mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito (pneuma) do nosso Deus.” – I Coríntios 6:11.
“Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos que são os sete espíritos (pneuma) de Deus enviados por toda a terra.” – Apocalipse 5:6.
“E, havendo dito isto, soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito (pneuma) Santo.” – João 20:22.
Este último verso é um dos exemplos mais elucidativos pois mostra que o Espírito Santo é realmente o pneuma de Cristo, ou seja, o fôlego, sopro de Cristo. O evangelista deixa claro que o Espírito Santo foi soprado por Jesus sobre seus discípulos. Não há dúvidas aqui. O Espírito Santo é o próprio pneuma de Cristo, não uma entidade independente, mas parte integrante de Jesus Cristo e de Deus.
“Porque qual dos homens sabe as coisas do homem senão o seu próprio espírito (pneuma) que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito (pneuma) de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito (pneuma) do mundo, e, sim, o Espírito (pneuma) que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.” – I Coríntios 2:11 e 12.
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito (pneuma) de Deus são filhos de Deus… O próprio Espírito (pneuma) testifica com o nosso espírito (pneuma) que somos filhos de Deus.” – Romanos 8:14 e 16.
Perceba que nestes dois últimos versos, a palavra pneuma também foi utilizada para designar o espírito do homem.
É importantíssimo ressaltar que convencionou-se escrever Espírito de Deus com “E” maiúsculo e espírito do homem com “e” minúsculo. Neste livro também adotamos este padrão, mas não foi assim no grego. Veremos adiante que não existia esta diferença no grego. Os autores bíblicos não diferenciavam o espírito do homem do Espírito de Deus através de letras minúsculas e maiúsculas.
Pneuma – O Espírito do Homem
Assim como ruach no Velho Testamento, a palavra grega pneuma também se aplica ao espírito do homem.
(Ressurreição da filha de Jairo): “Voltou-lhe o espírito (pneuma), e ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer.” – Lucas 8:55.
“O espírito (pneuma) está pronto, mas a carne é fraca.” – Marcos 14:38.
“Porque trouxeram refrigério ao meu espírito (pneuma) e também ao vosso.” – I Coríntios 16:18.
“Porque assim como o corpo sem espírito (pneuma) é morto, assim também a fé sem obras é morta.” – Tiago 2:26.
Este verso de Tiago reafirma nossa crença sobre a impossibilidade de um espírito (pneuma) subsistir sem corpo. Biblicamente, para que uma pessoa tenha vida é necessário o espírito (pneuma) e o corpo.
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito (pneuma), alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” – I Tessalonicenses 5:23.
Neste último verso o apóstolo Paulo cita o espírito, a alma e o corpo. Isto nos faz lembrar dos elementos constituintes do ser humano e automaticamente nos remete ao relato da criação que explica como o homem foi formado:
“Então formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” – Gênesis 2:7.
Podemos entender que o homem é formado de pó (corpo físico) mais espírito (fôlego da vida) resultando numa alma vivente.
CORPO (PÓ DA TERRA) + ESPÍRITO (FÔLEGO DE VIDA) = ALMA (PESSOA VIVA)
Logo, é errado dizer que o homem tem uma alma, mas é correto dizer que ele é uma alma vivente composta por corpo e espírito.
Não podemos nos influenciar pelo conceito popular achando que o homem é uma pessoa e o seu espírito é outra pessoa, entidade independente que subsiste fora do corpo. O pneuma do homem é parte integrante do seu ser. Da mesma forma o pneuma de Deus é parte integrante de Deus, não uma outra pessoa. Um espírito, de acordo com a própria definição de pneuma dada por Cristo, não tem corpo:
“Eles, porém, surpresos e atemorizados, acreditavam estarem vendo um espírito (pneuma)…Vede minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito (pneuma) não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.” – Lucas 24:37 e 39.
O pneuma não tem carne e ossos, ou seja, um pneuma não tem corpo! Portanto, o espírito (pneuma) não é uma pessoa de acordo com o conceito bíblico, segundo o qual uma pessoa é composta de corpo e espírito.
O Pneuma de Cristo
“Então Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (pneuma)!” – Lucas 23:46.
“E, porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito (pneuma) de seu Filho que clama: Aba, Pai.” – Gálatas 4:6.
Cristo possuía o mesmo pneuma do Pai, um pneuma que é compartilhado pelo Pai e pelo Filho – é isto que os fazem um. Reforçaremos este conceito posteriormente.
Outras Traduções de Pneuma
A palavra pneuma aparece 385 vezes no Novo Testamento e na maioria das vezes é traduzida como espírito. Mas assim como ruach, há outras traduções possíveis como sopro, fôlego e vento:
“Ainda quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos (pneuma), e a seus ministros, labareda de fogo.” – Hebreus 1:7.
“De repente veio do céu um som, como de um vento (pnoe[1]) impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados… Todos ficaram cheios do Espírito (pneuma) Santo…” – Atos 2:2 e 4.
“Então será de fato revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro (pneuma) de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.” – II Tessalonicenses 2:8.
“E lhe foi dado comunicar fôlego (pneuma) à imagem da besta, para que, não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta.” – Apocalipse 13:15.
Note que interessante o próximo verso! Nele a palavra pneuma aparece duas vezes e é traduzida inicialmente como “vento” e no final do verso como “Espírito”:
“O vento (pneuma) sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito (pneuma)” – João 3:8.
Espírito Santo é Nome Próprio?
Embora a Bíblia apresente o nome do Pai (Jeová ou Yaweh em hebraico) e o nome do Filho (Jesus ou Yeshua em hebraico), o nome do Espírito Santo não nos é apresentado. O tradutor da Bíblia, ao traduzir a palavra pneuma (espírito), o fez com letra maiúscula. No entanto, a palavra pneuma, originalmente não foi escrita desta forma. Os manuscritos mais antigos do Novo Testamento são alguns fragmentos de papiro escritos em uncial. O padrão uncial utilizava-se de letras maiúsculas apenas. Este padrão continuou sendo utilizado nos pergaminhos até o século XI, quando a escrita minúscula começou a ser adotada. Fica claro que escrever “Espírito Santo” com iniciais maiúsculas é uma convenção adotada posteriormente.
Veja um exemplo na Bíblia em Grego Moderno (Atos 13:9) a diferença entre a letra pi minúscula (p), usada para escrever pneuma (um substantivo) e a letra pi maiúscula (P) usada para escrever Paulos (um nome próprio):

O fato da expressão “Espírito Santo” ou “Espírito de Jesus Cristo” ser sempre escrita com “E” maiúsculo em português tem influenciado o subconsciente de muitos crentes sinceros no sentido de aceitar a doutrina de que o Espírito Santo é uma pessoa distinta do Pai e do Filho. Mas é importante destacar que quando os apóstolos escreviam Espírito Santo, não havia esta distinção. Nós escrevemos Espírito Santo com letras maiúsculas em português apenas por uma convenção, um hábito na realidade muito questionável, pois tal convenção não existia originalmente.
O Espírito Santo, o Espírito de Cristo e o Espírito de Deus
A Palavra de Deus afirma que assim como o homem tem um pneuma como parte integrante do seu ser, Deus também tem um pneuma. Vejamos novamente o que diz I Coríntios 2:11:
“Porque qual dos homens sabe as coisas do homem senão o seu próprio espírito (pneuma) que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito (pneuma) de Deus.” – I Coríntios 2:11.

Novamente é importante notar que em português o “Espírito” de Deus é escrito com “E” maiúsculo e o “espírito” do homem é escrito com “e” minúsculo. Mas não é assim no original grego. Tanto o Espírito de Deus quanto o espírito do homem são escritos absolutamente da mesma forma. Portanto não há porque interpretar que o espírito de Deus é uma outra pessoa e o espírito do homem não é uma outra pessoa.
Assim como o homem, Deus possui dentro de si um pneuma que é um atributo que não pode ser separado dEle. Algumas religiões como o Espiritismo, por exemplo, pregam que é possível o espírito (pneuma) existir independente¬mente ou separadamente do corpo do seu possuidor, mas não é isso que a Palavra de Deus diz. Segundo a Bíblia um corpo sem pneuma é um corpo morto.Veja:
“Então Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (pneuma)! E dito isto expirou.” – Lucas 23:46.
“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito (ruach) volte a Deus, que o deu.” -Eclesiastes 12:7.
Da mesma forma um espírito (pneuma) com existência e personalidade própria (independente do possuidor) é um conceito defendido pelo Espiritismo e pelo Trinitarianismo.
É inquestionável que Deus tenha, assim como o homem, um pneuma como parte constituinte do seu ser. Por essa razão, alguns defensores da trindade interpretam de forma diferenciada o Espírito Santo e o Espírito de Deus. Alegam que o Espírito de Deus é um atributo intrínseco do Pai, mas que o Espírito Santo é uma outra pessoa – a terceira pessoa da trindade. Porventura existe esta diferença entre Espírito de Deus e Espírito Santo?
Através de um estudo por comparação de versos é possível descobrir que o Pai e o seu Filho Jesus compartilham o mesmo pneuma, qual seja, o Espírito Santo. Veremos adiante que não há diferença entre Espírito de Deus, Espírito de Cristo e Espírito Santo.
“Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito (pneuma) de Deus habita em vós?” – I Coríntios 3:16.
“Acaso não sabeis que vosso corpo é santuário do Espírito (pneuma) Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus.” – I Coríntios 6:19
Após análise destes dois versos, concluímos inequivocamente que o Espírito Santo é o próprio Espírito (pneuma) de Deus e não uma terceira pessoa. É o próprio pneuma de Deus que habita em nós.
Paulo confirma que o Espírito Santo não é uma terceira pessoa, mas é sim o próprio pneuma de Deus, colocando-os (Espírito de Deus e Espírito Santo) como expressões equivalentes novamente:
“Por isso vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito (pneuma) de Deus afirma: Anátema Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus! senão pelo Espírito Santo.” – I Coríntios 12:3.
Há muitos outros versos que servem como evidência clara de que o Espírito Santo é o próprio pneuma de Deus. Vejamos este último par de versos de Paulo aos Efésios sobre o selamento:
“… tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa.” – Efésios 1:13.
“E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” – Efésios 4:30.
Biblicamente, temos evidências suficientes para afirmar que…
ð Espírito Santo = Espírito (pneuma) de Deus
E o que dizer do Espírito de Cristo? É correto afirmar que o Espírito de Cristo e o Espírito de Deus são sinônimos? Vejamos:
“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se de fato o Espírito (pneuma) de Deus habita em vós. E se alguém não tem o Espírito (pneuma) de Cristo, esse tal não é dele.” – Romanos 8:9.
Este verso nos dá condições de afirmar que
ð Espírito (pneuma) de Cristo = Espírito (pneuma) de Deus
Deus, o Pai e seu Filho, Jesus Cristo, compartilham o mesmo espírito (pneuma), por esta razão são um.
“Eu e o Pai somos um.” – João 10:30.
“Tudo quanto o Pai tem é meu…” – João 16:15.
Jesus Cristo e o seu Pai são duas pessoas distintas, mas são um em espírito. Jamais lemos na Bíblia “eu, o Pai e o Espírito Santo somos um”! Reiteramos: O Pai e o Filho são um porque possuem o mesmo pneuma (espírito). O Espírito de Cristo está no Pai e o Espírito do Pai está no Filho:
“Quem me vê a mim vê o Pai… Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim.” – João 14:9 e 11.
Ora, é impossível aceitar que o Pai está no Filho e o Filho está no Pai de forma física. É claro que Cristo está dizendo que o Pai está espiritualmente no Filho e o Filho está espiritualmente no Pai.
Da mesma forma podemos ser um com Deus e com Cristo se recebermos em nós o Espírito (pneuma) de Deus. Isso Jesus deixou claro em sua oração intercessória relatada em João 17:
“A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” – João 17:21.
O plano de Deus é que sejamos um com Ele e com o Pai. Não uma pessoa fisicamente falando, mas uma unidade espiritual, ou seja, que tenhamos o mesmo Espírito (pneuma) de Deus e de Cristo, mesmo sendo pessoas diferentes.
“Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele.” – I Coríntios 6:17.
O Espírito Santo é o próprio Espírito de Cristo e em certas ocasiões o autor bíblico alterna estes dois termos:
“E percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.” – Atos 16:6 e 7.
Não haveria necessidade de apresentarmos mais versos comprovando que Espírito de Deus, Espírito de Cristo e Espírito Santo são utilizados como sinônimos na Bíblia e que se tratam do próprio pneuma (fôlego / espírito) de Deus. Mas como último verso, lembramos o que está escrito em João 20:22:
“E, havendo [Jesus] dito isto, soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito (pneuma) Santo.” – João 20:22.
Fica então claro que o Espírito Santo é o próprio espírito (pneuma) de Jesus, ou seja, seu fôlego, seu sopro vital e não uma terceira pessoa distinta do Pai e de Cristo.
ð Espírito (pneuma) de Cristo = Espírito (pneuma) de Deus = Espírito Santo
A reposta para a pergunta “Quem é o Espírito?” nunca esteve tão próxima:
“Ora o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí está a liberdade.” – II Coríntios 3:17.
Sem dúvidas esta é a melhor resposta para a pergunta “Quem é o Espírito?” Paulo acaba de responder: “O Senhor é o Espírito.”
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[1] pnoe – derivado de pneo, a mesma raiz de pneuma

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A palavra grega pneú•ma (espírito) deriva de pné•o, que significa “respirar ou soprar”, e crê-se que a palavra hebraica rú•ahh (espírito) derive duma raiz que tem o mesmo sentido. Rú•ahh e pneú•ma, portanto, significam basicamente “fôlego”, mas têm significados ampliados além do sentido básico. (Veja Hab 2:19; Re 13:15.) Podem também significar vento; a força vital nas criaturas viventes; o espírito que a pessoa revela ter; pessoas espirituais, inclusive Deus e suas criaturas angélicas; e a força ativa de Deus, ou Seu espírito santo. (Veja Lexicon in Veteris Testamenti Libros [Léxico dos Livros do Velho Testamento], de Koehler e Baumgartner, Leiden, 1958, pp. 877-879; Hebrew and English Lexicon of the Old Testament [Léxico Hebraico e Inglês do Velho Testamento], de Brown, Driver e Briggs, 1980, pp. 924-926; Theological Dictionary of the New Testament [Dicionário Teológico do Novo Testamento], editado por G. Friedrich, traduzido para o inglês por G. Bromiley, 1971, Vol. VI, pp. 332-451.) Todos estes significados têm uma coisa em comum: todos se referem a algo invisível para a visão humana e que dá evidência de força em ação. Tal força invisível é capaz de produzir efeitos visíveis.
Outra palavra hebraica, nesha•máh (Gên 2:7), também significa “fôlego”, mas tem sentido mais limitado do que rú•ahh. A palavra grega pno•é parece ter um sentido limitado similar (At 17:25) e foi usada pelos tradutores da Septuaginta para verter nesha•máh.
Vento. Consideremos primeiro o sentido que talvez seja mais fácil de compreender. O contexto, em muitos casos, mostra que rú•ahh significa “vento”, como “vento oriental” (Êx 10:13), os “quatro ventos”. (Za 2:6) A menção de coisas tais como nuvens, tempestades, o vento levar palha, ou coisas de natureza similar, que aparecem no contexto, freqüentemente torna evidente este sentido. (Núm 11:31; 1Rs 18:45; 19:11; Jó 21:18) Por se usarem os quatro ventos para significar as quatro direções — leste, oeste, norte e sul — rú•ahh às vezes pode ser traduzido ‘direção’ ou ‘lado’. — 1Cr 9:24; Je 49:36; 52:23; Ez 42:16-20.
Jó 41:15, 16, diz a respeito das escamas bem ajustadas do leviatã que “nem mesmo o ar [werú•ahh] pode penetrar entre elas”. Aqui, novamente, rú•ahh representa ar em movimento, não apenas ar num estado parado ou imóvel. De modo que está presente a idéia de uma força invisível, a característica básica da palavra hebraica rú•ahh.
Evidentemente, o único caso em que, nas Escrituras Gregas Cristãs, a palavra pneú•ma é usada no sentido de “vento” é em João 3:8.
O homem não pode controlar o vento; não pode orientá-lo, dirigi-lo, restringi-lo ou possuí-lo. Por causa disso, “vento [rú•ahh]” freqüentemente representa aquilo que é incontrolável ou inalcançável pelo homem — algo elusivo, transitório, fútil, de nenhum benefício genuíno. (Veja Jó 6:26; 7:7; 8:2; 16:3; Pr 11:29; 27:15, 16; 30:4; Ec 1:14, 17; 2:11; Is 26:18; 41:29.) Veja uma consideração mais plena disso sob VENTO.
Pessoas Espirituais. Deus é invisível aos olhos humanos (Êx 33:20; Jo 1:18; 1Ti 1:17), e ele está vivo e exerce insuperável força em todo o universo. (2Co 3:3; Is 40:25-31) Cristo Jesus declara: “Deus é Espírito [Pneú•ma].” O apóstolo escreve: “Ora, Jeová é o Espírito.” (Jo 4:24; 2Co 3:17, 18) O templo edificado sobre Cristo como pedra angular de alicerce é um “lugar para Deus habitar por espírito”. — Ef 2:22.
Isto não significa que Deus seja uma força impessoal, incorpórea, assim como o vento. As Escrituras atestam inconfundivelmente que ele tem personalidade; possui também um lugar, de modo que Cristo podia falar de ‘ir para o Pai’, a fim de que pudesse ‘aparecer por nós perante a pessoa de Deus [literalmente: “face de Deus”]’. — Jo 16:28; He 9:24; compare isso com 1Rs 8:43; Sal 11:4; 113:5, 6; veja JEOVÁ (A Pessoa Identificada Pelo Nome).
A expressão “meu espírito” (ru•hhí), usada por Deus em Gênesis 6:3, pode significar “eu, o Espírito”, assim como seu uso de “minha alma” (naf•shí) tem o sentido de “eu, a pessoa”, ou “minha pessoa”. (Is 1:14; veja ALMA [Deus Como Tendo Alma].) Ele contrasta assim a sua posição espiritual, celestial, com a do homem terreno, carnal.
O Filho de Deus. O “filho unigênito” de Deus, a Palavra, era uma pessoa espiritual assim como seu Pai, portanto, ‘existindo em forma de Deus’ (Fil 2:5-8), mais tarde, porém, “se tornou carne”, residindo entre a humanidade como o homem Jesus. (Jo 1:1, 14) Ao completar a sua carreira terrestre, foi “morto na carne, mas vivificado no espírito”. (1Pe 3:18) Seu Pai o ressuscitou, concedendo o pedido do seu Filho, de este ser glorificado junto ao Pai com a glória que tivera na sua existência pré-humana (Jo 17:4, 5), e Deus o fez um “espírito vivificante”. (1Co 15:45) O Filho tornou-se assim novamente invisível aos olhos humanos, morando “em luz inacessível, a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver”. — 1Ti 6:14-16.
Outras criaturas espirituais. Anjos são chamados pelos termos rú•ahh e pneú•ma em diversos textos. (1Rs 22:21, 22; Ez 3:12, 14; 8:3; 11:1, 24; 43:5; At 23:8, 9; 1Pe 3:19, 20) Nas Escrituras Gregas Cristãs, a maioria dessas referências são a criaturas espirituais iníquas, demônios. — Mt 8:16; 10:1; 12:43-45; Mr 1:23-27; 3:11, 12, 30.
O Salmo 104:4 diz que Deus “faz os seus anjos espíritos, seus ministros, um fogo devorador”. Algumas traduções preferiram verter isso assim: “Faz dos ventos seus mensageiros, dos seus ministros um fogo abrasador”, ou de modo similar. (Al, BJ, IBB, PIB) Tais traduções do texto hebraico não são inadmissíveis (veja Sal 148:8); no entanto, a citação deste texto pelo apóstolo Paulo (He 1:7) coincide com a da Septuaginta grega e se harmoniza com a primeira versão acima. (No texto grego de Hebreus 1:7, usa-se o artigo definido [tous] antes de “anjos”, não antes de “espíritos [pneú•ma•ta]”, tornando os anjos o sujeito correto da oração.) Barnes’ Notes on the New Testament (Notas Sobre o Novo Testamento, de Barnes; 1974) diz: “Deve-se presumir que [Paulo], que tinha sido educado no conhecimento da língua hebraica, deve ter tido melhor oportunidade de saber qual era sua lídima construção [referindo-se ao Salmo 104:4], do que nós; e é moralmente certo de que ele empregaria este trecho, num argumento, conforme era comumente entendido por aqueles a quem ele escrevia — isto é, àqueles que estavam familiarizados com a língua e a literatura hebraicas.” — Veja He 1:14.
Os anjos de Deus, embora capazes de se materializar em forma humana e de aparecer a homens, não são por natureza materiais ou carnais, e por isso são invisíveis. São ativamente vivos e capazes de exercer grande força, e os termos rú•ahh e pneú•ma, portanto, descrevem-nos aptamente.
Efésios 6:12 fala sobre a pugna cristã, “não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais”. A última parte do texto grego reza literalmente: “Para com as (coisas) espirituais [gr.: pneu•ma•ti•ká] da iniqüidade nos [lugares] celestiais.” A maioria das traduções modernas reconhece que não se faz aqui referência simplesmente a algo abstrato, “iniqüidade espiritual” (KJ), mas refere-se à iniqüidade de pessoas espirituais. De modo que temos traduções tais como “as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (ALA), “as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes” (VB), “os Espíritos do Mal, que povoam as regiões celestiais” (BJ), “as forças sobre-humanas do mal nos céus” (NE).
A Força Ativa de Deus; Espírito Santo. A grandíssima maioria das ocorrências de rú•ahh e pneú•ma está relacionada com o espírito de Deus, sua força ativa, seu espírito santo.
Não é uma pessoa. Foi só no quarto século EC que o ensino de o espírito santo ser uma pessoa e parte da “Divindade” tornou-se dogma oficial da igreja. Os primitivos “pais” da igreja não ensinavam isso; Justino, o Mártir, do segundo século EC, ensinava que o espírito santo era ‘uma influência ou um modo de agir da Deidade’; Hipólito tampouco atribuiu personalidade ao espírito santo. As próprias Escrituras estão unidas em mostrar que o espírito santo de Deus não é uma pessoa, mas é a força ativa de Deus, pela qual ele realiza seus propósitos e executa sua vontade.
Deve-se primeiro notar que as palavras “no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (Al), encontradas em traduções mais antigas em 1 João 5:7, na realidade são acréscimos espúrios ao texto original. Uma nota de rodapé em A Bíblia de Jerusalém, uma tradução católica, diz que este acréscimo está “ausente dos antigos mss [manuscritos] gregos, das antigas versões e dos melhores mss da Vulg. [Vulgata]”. A Textual Commentary on the Greek New Testament (Comentário Textual Sobre o Novo Testamento Grego), de Bruce Metzger (1975, pp. 716-718), delineia em pormenores a história dessa passagem espúria. Declara que a passagem é primeiro encontrada num tratado intitulado Liber Apologeticus, do quarto século, e que ela aparece em manuscritos do latim antigo e na Vulgata das Escrituras, a partir do sexto século. As traduções modernas, como um todo, tanto católicas como protestantes, não incluem essas palavras no corpo principal do texto, por reconhecerem sua natureza espúria. — IBB, MC, PIB.
Personificação não prova personalidade. É verdade que Jesus falou do espírito santo como “ajudador” e falou de tal ajudador como ‘ensinando’, ‘dando testemunho’, ‘dando evidência’, ‘guiando’, ‘falando’, ‘ouvindo’ e ‘recebendo’. Ao fazer isso, o grego original mostra que Jesus, às vezes, aplicava o pronome pessoal masculino a este “ajudador” (paracleto). (Veja Jo 14:16, 17, 26; 15:26; 16:7-15.) No entanto, não é incomum, nas Escrituras, que aquilo que realmente não é pessoa seja personalizado ou personificado. A sabedoria é personificada no livro de Provérbios (1:20-33; 8:1-36); e formas pronominais femininas são usadas para ela no original hebraico, como também em muitas traduções. A sabedoria é também personificada em Mateus 11:19 e em Lucas 7:35, onde é apresentada como tendo tanto “obras” como “filhos”. O apóstolo Paulo personalizou o pecado e a morte, e também a benignidade imerecida, como ‘reinando’. (Ro 5:14, 17, 21; 6:12) Fala do pecado como “recebendo induzimento”, ‘produzindo cobiça’, ‘seduzindo’ e ‘matando’. (Ro 7:8-11) Todavia, é óbvio que Paulo não queria dizer que o pecado era realmente uma pessoa.
Assim, também, as palavras de Jesus sobre o espírito santo, no relato de João, têm de ser tomadas em harmonia com o contexto. Jesus personalizou o espírito santo ao falar daquele espírito como “ajudador” (que em grego é o substantivo masculino pa•rá•kle•tos). Portanto, João apresenta as palavras de Jesus corretamente como se referindo a este aspecto de “ajudador” do espírito com pronome pessoal masculino. Por outro lado, no mesmo contexto, quando usa a palavra grega pneú•ma, João emprega um pronome neutro para se referir ao espírito santo, a própria palavra pneú•ma sendo neutra. Assim, temos no uso que João faz do pronome pessoal masculino em associação com pa•rá•kle•tos um exemplo de concordância com as regras gramaticais, não uma expressão de doutrina. — Jo 14:16, 17; 16:7, 8.
Não tem identificação como pessoa. Visto que o próprio Deus é Espírito e é santo, e visto que todos os seus fiéis filhos angélicos são espíritos e são santos, é evidente que, se o “espírito santo” fosse pessoa, as Escrituras deveriam razoavelmente fornecer alguns meios para diferenciar e identificar tal pessoa espiritual dentre todos esses outros ‘espíritos santos’. Seria de esperar que, pelo menos, se usasse o artigo definido para ele em todos os casos onde não é chamado de “espírito santo de Deus”, ou não é modificado por alguma expressão similar. Isto pelo menos o distinguiria como O Espírito Santo. Mas, ao contrário, em grande número de casos, a expressão “espírito santo” aparece no grego original sem o artigo, indicando assim ausência de personalidade. — Veja At 6:3, 5; 7:55; 8:15, 17, 19; 9:17; 11:24; 13:9, 52; 19:2; Ro 9:1; 14:17; 15:13, 16, 19; 1Co 12:3; He 2:4; 6:4; 2Pe 1:21; Ju 20, Int e outras traduções interlineares.
Como se batiza em seu “nome”. Em Mateus 28:19, mencionam-se “o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo”. Um “nome” pode significar algo diferente de um nome pessoal. Em português, quando dizemos “em nome da lei”, ou “em nome do bom senso”, não nos referimos a uma pessoa como tal. Por “nome”, em tais expressões, queremos dizer ‘aquilo que a lei representa, ou sua autoridade’, e ‘aquilo que o bom senso representa ou exige’. O termo grego para “nome” (ó•no•ma) também pode ter este sentido. Assim, ao passo que algumas traduções (KJ; AS; Tr) seguem literalmente o texto grego, em Mateus 10:41, e dizem que aquele que “receber um profeta no nome dum profeta receberá a recompensa dum profeta; e aquele que receber um homem justo no nome dum homem justo receberá a recompensa dum homem justo”, traduções mais modernas dizem: “Quem recebe um profeta na qualidade de profeta”, e: “Quem recebe um justo na qualidade de justo”, ou algo similar. (BJ, BMD, BV, NM) Neste respeito, Word Pictures in the New Testament (Quadros Verbais no Novo Testamento; 1930, Vol. I, p. 245), de Robertson, diz sobre Mateus 28:19: “O uso de nome (onoma) aqui é um uso comum na Septuaginta e nos papiros para simbolizar poder ou autoridade.” Portanto, o batismo ‘em o nome do espírito santo’ subentende o reconhecimento deste espírito como tendo por fonte a Deus e como exercendo sua função segundo a vontade divina.
Outra evidência de sua natureza impessoal. Evidência adicional contrária à idéia de personalidade atribuída ao espírito santo é o modo em que é usado em associação com outras coisas impessoais, tais como água e fogo (Mt 3:11; Mr 1:8); e fala-se de cristãos como batizados “em espírito santo”. (At 1:5; 11:16) Insta-se com as pessoas a ficarem ‘cheias de espírito’, em vez de vinho. (Ef 5:18) Assim, também, fala-se de pessoas como ‘cheias’ dele, junto com qualidades tais como sabedoria e fé (At 6:3, 5; 11:24), ou alegria (At 13:52); e espírito santo é inserido, ou intercalado, entre diversas de tais qualidades, em 2 Coríntios 6:6. É bem improvável que se fizessem tais expressões se o espírito santo fosse uma pessoa divina. Quanto a o espírito ‘dar testemunho’ (At 5:32; 20:23), deve-se notar que se diz a mesma coisa a respeito da água e do sangue, em 1 João 5:6-8. Ao passo que alguns textos se referem ao espírito como ‘dando testemunho’, ‘falando’ ou ‘dizendo’ coisas, outros textos tornam claro que ele falou por meio de pessoas, sem ter voz pessoal própria. (Veja He 3:7; 10:15-17; Sal 95:7; Je 31:33, 34; At 19:2-6; 21:4; 28:25.) De modo que pode ser comparado a ondas de rádio, que podem transmitir uma mensagem de alguém falando ao microfone e fazer sua voz ser ouvida por outros a grande distância, na realidade, ‘falando’ a mensagem por meio dum alto-falante. Deus, por seu espírito, transmite suas mensagens e comunica sua vontade à mente e ao coração dos seus servos na terra, os quais, por sua vez, podem transmitir esta mensagem a mais outros.
Diferençado de “poder”. Portanto, rú•ahh e pneú•ma, quando usados com referência ao espírito santo de Deus, referem-se à força ativa invisível de Deus, pela qual ele realiza seu propósito e vontade divinos. É “santo”, porque procede Dele, não duma fonte terrestre, e está livre de toda a corrupção, como “o espírito de santidade”. (Ro 1:4) Não é o “poder” de Jeová, porque esta palavra portuguesa traduz mais corretamente outros termos nas línguas originais (hebr.: kó•ahh; gr.: dý•na•mis). Rú•ahh e pneú•ma são palavras usadas em íntima associação, ou mesmo em paralelo, com esses termos que significam “poder”, o que mostra que há uma inerente interligação entre eles, e, ainda assim, uma nítida diferença. (Miq 3:8; Za 4:6; Lu 1:17, 35; At 10:38) “Poder”, basicamente, é a habilidade ou capacidade de atuar ou de fazer coisas, e pode ser latente, dormente ou inativamente residente em alguém ou em alguma coisa. “Força”, por outro lado, descreve mais especificamente energia projetada e exercida sobre pessoas ou coisas, e pode ser definida como “uma influência que produz ou tende a produzir movimento, ou a mudança de movimento”. “Poder” pode ser assemelhado à energia acumulada numa bateria, ao passo que “força” pode ser comparada à corrente elétrica que flui de tal bateria. “Força”, portanto, representa mais exatamente o sentido dos termos hebraico e grego relacionados com o espírito de Deus, e isto é corroborado pela consideração das Escrituras.
Seu Uso na Criação. Jeová Deus realizou a criação do universo material por meio de seu espírito, ou força ativa. A respeito do planeta Terra, nos seus primitivos estágios formativos, o registro declara que “a força ativa [ou “espírito” (rú•ahh)] de Deus movia-se por cima da superfície das águas”. (Gên 1:2) O Salmo 33:6 diz: “Pela palavra de Jeová foram feitos os próprios céus, e pelo espírito de sua boca, todo o exército deles.” Igual a um poderoso sopro, o espírito de Deus pode ser enviado para exercer poder, embora não haja contato corporal com aquilo sobre o que age. (Veja Êx 15:8, 10.) Ao passo que um artífice humano usaria a força das suas mãos e dos seus dedos para produzir algo, Deus usa seu espírito. Por isso, fala-se de tal espírito também como “mãos” ou “dedos” de Deus. — Compare Sal 8:3; 19:1; Mt 12:28, com Lu 11:20.
A ciência moderna chama a matéria de energia organizada, como feixes de energia, e reconhece que “a matéria pode ser transformada em energia, e a energia pode ser transformada em matéria”. (Enciclopédia Delta Universal, Vol. 9, p. 5140) A imensidão do universo que o homem já conseguiu discernir por meio de seus telescópios dá uma leve idéia da inesgotável fonte de energia encontrada em Jeová Deus. Conforme escreveu o profeta: “Quem mediu as proporções do espírito de Jeová?” — Is 40:12, 13, 25, 26.
Fonte da vida animada, da faculdade de reprodução. Não somente a criação inanimada, mas também toda a criação animada deve sua existência e vida à operação do espírito de Jeová, que produziu as criaturas viventes originais por meio das quais todas as atuais criaturas viventes vieram à existência. (Compare isso com Jó 33:4; veja neste artigo a seção “Fôlego; Fôlego de Vida; Força de Vida”.) Jeová usou seu espírito santo para reavivar as faculdades reprodutivas de Abraão e de Sara, e por isso se podia falar de Isaque como tendo “nascido na maneira do espírito”. (Gál 4:28, 29) Deus, por seu espírito, também transferiu a vida de seu Filho do céu para a terra, induzindo a concepção no ventre da virgem judia, Maria. — Mt 1:18, 20; Lu 1:35.
Espírito Usado a Favor dos Servos de Deus. Uma das principais operações do espírito de Deus envolve sua capacidade de informar, de iluminar, de revelar coisas. Por isso, Davi podia orar: “Ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus. Teu espírito é bom; guie-me ele na terra da retidão.” (Sal 143:10) Bem antes, José havia fornecido a interpretação dos sonhos proféticos de Faraó, habilitado para isso pela ajuda de Deus. O governante egípcio reconheceu a operação do espírito de Deus sobre José. (Gên 41:16, 25-39) Este poder iluminador do espírito é especialmente notável nas profecias. As profecias, conforme mostra o apóstolo, não procederam de interpretação humana das circunstâncias ou dos eventos; não resultaram de alguma habilidade inata dos profetas, de explicar o sentido e o significado destes, ou de predizer o aspecto de eventos futuros. Antes, esses homens “eram movidos por espírito santo” — induzidos, movidos ou guiados pela força ativa de Deus. (2Pe 1:20, 21; 2Sa 23:2; Za 7:12; Lu 1:67; 2:25-35; At 1:16; 28:25; veja PROFECIA; PROFETA.) Do mesmo modo, também as Escrituras inspiradas, na sua inteireza, foram ‘inspiradas por Deus’, expressão que traduz a grega the•ó•pneu•stos, que significa literalmente ‘sopradas por Deus’. (2Ti 3:16) O espírito operava de diversas maneiras na comunicação com esses homens e em orientá-los, em alguns casos fazendo-os ter visões ou sonhos (Ez 37:1; Jl 2:28, 29; Re 4:1, 2; 17:3; 21:10), mas em todos os casos operando sobre a mente e o coração deles, para motivá-los e guiá-los segundo o propósito de Deus. — Da 7:1; At 16:9, 10; Re 1:10, 11; veja INSPIRAÇÃO.
Portanto, o espírito de Deus não somente dá revelação e entendimento da vontade de Deus, mas também energiza Seus servos a realizar coisas em harmonia com esta vontade. Este espírito atua como força impulsora que os move e impele, assim como Marcos diz que o espírito “impeliu” Jesus a ir para o ermo, após o seu batismo. (Mr 1:12; compare isso com Lu 4:1.) Pode ser como um “fogo” dentro deles, fazendo-os ficar “fervorosos” com esta força (1Te 5:19; At 18:25; Ro 12:11), em certo sentido aumentando neles ‘energia’ ou pressão para realizar certa obra. (Veja Jó 32:8, 18-20; 2Ti 1:6, 7.) Recebem “o poder do espírito”, ou “poder por intermédio de seu espírito”. (Lu 2:27; Ef 3:16; compare isso com Miq 3:8.) No entanto, não se trata apenas dum impulso inconsciente, cego, porque afeta também a mente e o coração deles, de modo que podem cooperar inteligentemente com a força ativa que lhes é dada. O apóstolo podia assim dizer a respeito daqueles que haviam recebido o dom de profecia, na congregação cristã, que “os dons do espírito dos profetas hão de ser controlados pelos profetas”, a fim de manter a boa ordem. — 1Co 14:31-33.
Variedade de operações. Assim como se pode usar uma corrente elétrica para realizar uma enorme variedade de tarefas, assim o espírito de Deus é usado para comissionar e habilitar pessoas a fazer uma ampla variedade de coisas. (Is 48:16; 61:1-3) Conforme Paulo escreveu a respeito dos dons milagrosos do espírito nos seus dias: “Ora, há variedades de dons, mas há o mesmo espírito; e há variedades de ministérios, contudo há o mesmo Senhor; e há variedades de operações, contudo é o mesmo Deus quem realiza todas as operações em todas as pessoas. Mas a manifestação do espírito é dada a cada um com um objetivo proveitoso.” — 1Co 12:4-7.
O espírito tem força ou capacidade habilitadora; pode habilitar pessoas para um serviço ou para um cargo. Embora Bezalel e Ooliabe talvez conhecessem os ofícios antes da sua designação relacionada com a fabricação do equipamento do tabernáculo e das vestes sacerdotais, o espírito de Deus ‘encheu-os com sabedoria, entendimento e conhecimento’, para que a obra fosse feita da maneira intencionada. Aumentou suas habilidades naturais e o conhecimento que já tivessem, e habilitou-os a instruir outros. (Êx 31:1-11; 35:30-35) O plano arquitetônico para o posterior templo foi dado a Davi por inspiração, quer dizer, pela operação do espírito de Deus, habilitando assim Davi a empreender uma extensa obra preparatória para o projeto. — 1Cr 28:12.
O espírito de Deus agiu sobre Moisés e por meio dele para profetizar e para realizar atos milagrosos, bem como para liderar a nação e atuar como juiz dela, prefigurando assim o papel futuro de Cristo Jesus. (Is 63:11-13; At 3:20-23) No entanto, Moisés, como humano imperfeito, achou pesada a carga de responsabilidade, e Deus ‘tirou um pouco do espírito que havia sobre Moisés e o colocou sobre 70 anciãos’, para que ajudassem a levar a carga. (Núm 11:11-17, 24-30) O espírito tornou-se também ativo em Davi a partir do momento em que foi ungido por Samuel, guiando-o e preparando-o para o seu futuro reinado. — 1Sa 16:13.
Josué ficou “cheio do espírito de sabedoria” como sucessor de Moisés. Mas o espírito não produziu nele a capacidade de profetizar ou de realizar obras milagrosas ao ponto que fizera com Moisés. (De 34:9-12) Todavia, habilitou Josué a liderar Israel na campanha militar que resultou na conquista de Canaã. De maneira similar, o espírito de Jeová “envolveu” outros homens, ‘impelindo-os’ como lutadores a favor do povo de Deus, lutadores tais como Otniel, Gideão, Jefté e Sansão. — Jz 3:9, 10; 6:34; 11:29; 13:24, 25; 14:5, 6, 19; 15:14.
O espírito de Deus energizou homens a falar a Sua mensagem de verdade com destemor e coragem perante opositores e ao risco da sua vida. — Miq 3:8.
Ser o espírito de Deus ‘derramado’ sobre os do seu povo é evidência do Seu favor, e resulta em bênçãos e os torna prósperos. — Ez 39:29; Is 44:3, 4.
Julgar e executar julgamento. Deus, por meio do seu espírito, faz o julgamento de homens e de nações; executa também o julgamento decretado — punindo ou destruindo. (Is 30:27, 28; 59:18, 19) Em tais casos, rú•ahh pode apropriadamente ser vertido por “sopro”, como quando Jeová fala de fazer ‘irromper um sopro [rú•ahh] de vendavais’ no seu furor. (Ez 13:11, 13; compare isso com Is 25:4; 27:8.) O espírito de Deus pode alcançar qualquer lugar, agindo a favor ou contra aqueles que recebem Sua atenção. — Sal 139:7-12.
Em Revelação (Apocalipse) 1:4, os “sete espíritos” de Deus são mencionados como estando diante do Seu trono, e depois se dão sete mensagens, cada uma concluindo com a admoestação de que se “ouça o que o espírito diz às congregações”. (Re 2:7, 11, 17, 29; 3:6, 13, 22) Estas mensagens contêm pronúncias de julgamento, esquadrinhadoras do coração, e promessas de recompensa pela fidelidade. Mostra-se o Filho de Deus como tendo esses “sete espíritos de Deus” (Re 3:1); e estes são chamados de “sete lâmpadas de fogo” (Re 4:5), e também de sete olhos do cordeiro que é morto, “olhos que significam os sete espíritos de Deus, os quais têm sido enviados à terra inteira”. (Re 5:6) Visto que em outros textos proféticos se usa sete como representando totalidade (veja NÚMERO, NUMERAL), parece que estes sete espíritos simbolizam a plena capacidade ativa de observação, discernimento ou percepção do glorificado Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, habilitando-o a inspecionar toda a terra.
A Palavra de Deus é a “espada” do espírito (Ef 6:17), que revela o que a pessoa realmente é, expondo ocultas qualidades ou atitudes do coração, e induzindo-a a abrandar o coração e harmonizar-se com a vontade de Deus expressa por esta Palavra, ou então a endurecer seu coração em rebelião. (Veja He 4:11-13; Is 6:9, 10; 66:2, 5.) Portanto a Palavra de Deus desempenha um papel importante na predição de julgamentos adversos, e visto que a palavra ou mensagem de Deus tem de ser cumprida, o cumprimento desta palavra produz uma ação semelhante à do fogo em palha, e como a dum malho que despedaça o rochedo. (Je 23:28, 29) Cristo Jesus, como principal Porta-voz de Deus, como “A Palavra de Deus”, declara as mensagens divinas de julgamento e está autorizado a ordenar a execução desses julgamentos nos assim julgados. Sem dúvida, este é o sentido das referências a ele eliminar os inimigos de Deus “com o espírito [a força ativa] de sua boca”. — Veja 2Te 2:8; Is 11:3, 4; Re 19:13-16, 21.
O espírito de Deus atua como “ajudador” da congregação. Conforme Jesus prometeu, quando ascendeu ao céu, ele solicitou ao Pai o espírito santo, ou a força ativa de Deus, e se lhe concedeu autoridade de usar este espírito. ‘Derramou-o’ sobre os seus discípulos fiéis no dia de Pentecostes, continuando a fazer isso depois para com aqueles que se voltavam para Deus por meio do Seu Filho. (Jo 14:16, 17, 26; 15:26; 16:7; At 1:4, 5; 2:1-4, 14-18, 32, 33, 38) Assim como tinham sido batizados em água, agora foram todos ‘batizados em um só corpo’ por este único espírito, como que sendo imersos nele, do mesmo modo em que se pode meter um pedaço de ferro num campo magnético e assim magnetizá-lo. (1Co 12:12, 13; compare isso com Mr 1:8; At 1:5.) Embora o espírito de Deus já antes tivesse operado nos discípulos, conforme se evidenciou por poderem expulsar demônios (veja Mt 12:28; Mr 3:14, 15), operava agora neles de maneira aumentada e mais intensa, e em modos novos, como nunca antes. — Veja Jo 7:39.
Cristo Jesus, como Rei messiânico, tem “o espírito de sabedoria e de compreensão, o espírito de conselho e de potência, o espírito de conhecimento e do temor de Jeová”. (Is 11:1, 2; 42:1-4; Mt 12:18-21) Esta força a favor da justiça é manifestada no seu uso da força ativa, ou espírito, de Deus, em dirigir a congregação cristã na terra, sendo Jesus, por designação de Deus, Cabeça, Dono e Senhor dela. (Col 1:18; Ju 4) Este espírito, como “ajudador”, deu então maior entendimento da vontade e do propósito de Deus, e esclareceu-lhes a Sua Palavra profética. (1Co 2:10-16; Col 1:9, 10; He 9:8-10) Foram energizados para servirem como testemunhas em toda a terra (Lu 24:49; At 1:8; Ef 3:5, 6); foram-lhes concedidos milagrosos ‘dons do espírito’, habilitando-os a falar em línguas estrangeiras, a profetizar, a curar e a realizar outras atividades, que tanto facilitariam a sua proclamação das boas novas como serviriam de evidência de sua comissão e apoio divinos. — Ro 15:18, 19; 1Co 12:4-11; 14:1, 2, 12-16; compare isso com Is 59:21; veja DONS DADOS POR DEUS (Dons do Espírito).
Jesus, como Superintendente da congregação, usava o espírito de forma governamental — orientando a escolha de homens para missões especiais e para servir na superintendência, no ensino e no “reajustamento” da congregação. (At 13:2-4; 20:28; Ef 4:11, 12) Induziu-os, bem como restringiu-os, indicando em que lugar deviam concentrar seus esforços ministeriais (At 16:6-10; 20:22), e tornou-os escritores eficazes de ‘cartas de Cristo, inscritas com o espírito de Deus em tábuas carnais, em corações humanos’. (2Co 3:2, 3; 1Te 1:5) Conforme prometido, o espírito reavivou-lhes a memória, estimulou-lhes as faculdades mentais e tornou-os denodados em dar testemunho mesmo perante governantes. — Veja Mt 10:18-20; Jo 14:26; At 4:5-8, 13, 31; 6:8-10.
Quais “pedras viventes”, estavam sendo constituídos num templo espiritual alicerçado em Cristo, por meio do qual se ofereceriam “sacrifícios espirituais” (1Pe 2:4-6; Ro 15:15, 16) e se entoariam cânticos espirituais (Ef 5:18, 19), e no qual Deus moraria por espírito. (1Co 3:16; 6:19, 20; Ef 2:20-22; compare isso com Ag 2:5.) O espírito de Deus é uma força unificadora de enorme potência, e enquanto esses cristãos lhe permitiam livre atuação entre eles, unia-os pacificamente em vínculos de amor e de devoção com Deus, com o Filho dele e uns com os outros. (Ef 4:3-6; 1Jo 3:23, 24; 4:12, 13; compare isso com 1Cr 12:18.) O dom do espírito não os preparava para atividades mecânicas, assim como fizera com Bezalel e com outros, que fabricaram e produziram estruturas e equipamentos materiais, mas equipava-os para obras espirituais de ensino, de orientação, de pastoreio e de aconselhamento. O templo espiritual que eles constituíam devia ser adornado pelos lindos frutos do espírito de Deus, e estes frutos de “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé”, bem como qualidades similares, era prova positiva de que o espírito de Deus operava neles e entre eles. (Gál 5:22, 23; compare isso com Lu 10:21; Ro 14:17.) Este era o fator básico e primário que produzia boa ordem e orientação eficaz entre eles. (Gál 5:24-26; 6:1; At 6:1-7; compare isso com Ez 36:26, 27.) Sujeitavam-se à ‘lei do espírito’, força eficaz a favor da justiça, que operava para manter afastadas as práticas da carne inerentemente pecaminosa. (Ro 8:2; Gál 5:16-21; Ju 19-21) Confiavam na operação do espírito de Deus sobre eles, não em habilidades carnais ou na sua formação. — 1Co 2:1-5; Ef 3:14-17; Fil 3:1-8.
Quando surgiam questões, o espírito santo era ajudador em chegarem a uma decisão, como no caso da circuncisão, decidido pelo corpo, ou conselho, de apóstolos e anciãos em Jerusalém. Pedro contou que se concedera o espírito a pessoas incircuncisas das nações; Paulo e Barnabé relataram as operações do espírito no seu ministério entre tais pessoas; e Tiago, cuja memória, sem dúvida, foi ajudada por espírito santo, trouxe à atenção a profecia inspirada de Amós, que predizia que pessoas das nações seriam chamadas pelo nome de Deus. Assim, todo o impulso ou ímpeto do espírito santo de Deus apontava numa só direção, e, assim, reconhecendo isso, ao escrever a carta transmitindo sua decisão, este corpo ou conselho disse: “Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias.” — At 15:1-29.
Unge, gera, dá ‘vida espiritual’. Assim como Deus ungira Jesus com o seu espírito santo, por ocasião do batismo de Jesus (Mr 1:10; Lu 3:22; 4:18; At 10:38), assim ungiu agora os discípulos de Jesus. Esta unção com o espírito era para eles “penhor” da herança celestial, para a qual foram assim chamados (2Co 1:21, 22; 5:1, 5; Ef 1:13, 14), e dava-lhes testemunho de que haviam sido ‘gerados’, ou produzidos, por Deus para serem seus filhos, com a promessa de vida espiritual nos céus. (Jo 3:5-8; Ro 8:14-17, 23; Tit 3:5; He 6:4, 5) Foram purificados, santificados e declarados justos “no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus”, espírito que habilitara Jesus a prover o sacrifício resgatador e tornar-se sumo sacerdote de Deus. — 1Co 6:11; 2Te 2:13; He 9:14; 1Pe 1:1, 2.
Por causa desta chamada e herança celestial, os seguidores de Jesus, ungidos com espírito, tinham uma vida espiritual, embora ainda vivessem como criaturas carnais, imperfeitas. Foi evidentemente a isto que o apóstolo se referiu quando contrastou os pais terrestres com Jeová Deus, o “Pai de nossa vida espiritual [literalmente: “Pai dos espíritos”]”. (He 12:9; compare isso com o versículo 23 .) Eles, quais co-herdeiros de Cristo, que hão de ser ressuscitados da morte em corpo espiritual, levando a imagem celestial dele, devem viver na terra como “um só espírito” em união com ele, sua Cabeça, não permitindo que os desejos ou as tendências imorais da sua carne sejam a força que os controla, algo que talvez até mesmo resulte em se tornarem “uma só carne” com uma meretriz. — 1Co 6:15-18; 15:44-49; Ro 8:5-17.
Obter e reter o espírito de Deus. O espírito santo é a “dádiva gratuita” de Deus, que ele de bom grado concede aos que sinceramente o buscam e pedem. (At 2:38; Lu 11:9-13) O fator-chave é o coração reto (At 15:8), mas o conhecimento dos requisitos de Deus e a conformidade com eles também são fatores essenciais. (Veja At 5:32; 19:2-6.) Uma vez que o cristão recebe o espírito de Deus, não deve ‘contristá-lo’ por desprezá-lo (Ef 4:30; compare isso com Is 63:10), adotando um rumo contrário à sua orientação, fixando o coração em objetivos diferentes daquele para o qual ele aponta e impele, rejeitando a inspirada Palavra de Deus e seu conselho e aplicação a si mesmo. (At 7:51-53; 1Te 4:8; compare isso com Is 30:1, 2.) Com hipocrisia, alguém poderia “trapacear” o espírito santo por meio do qual Cristo dirige a congregação, e aqueles que deste modo ‘fazem uma prova’ do poder do espírito santo tomam um rumo desastroso. (At 5:1-11; contraste isso com Ro 9:1.) A oposição deliberada contra a manifestação evidente do espírito de Deus e a rebelião contra ele podem significar blasfêmia contra este espírito, o que é um pecado imperdoável. — Mt 12:31, 32; Mr 3:29, 30; compare isso com He 10:26-31.
Fôlego; Fôlego de Vida; Força de Vida. O relato sobre a criação do homem declara que Deus formou o homem do pó do solo e passou a “soprar [forma de na•fáhh] nas suas narinas o fôlego [forma de nesha•máh] de vida, e o homem veio a ser uma alma [né•fesh] vivente.” (Gên 2:7; veja ALMA.) Né•fesh pode ser traduzido literalmente por “alguém que respira”, quer dizer, “criatura que respira”, quer humana, quer animal. Nesha•máh, de fato, é usado para significar “coisa [ou criatura] que respira”, e, como tal, é usado como virtual sinônimo de né•fesh, “alma”. (Veja De 20:16; Jos 10:39, 40; 11:11; 1Rs 15:29.) O registro em Gênesis 2:7 usa nesha•máh para descrever como Deus fez o corpo de Adão ter vida, de modo que o homem se tornou “uma alma vivente”. Outros textos, porém, mostram que estava envolvido mais do que a simples inalação de ar, isto é, mais do que apenas introduzir ar nos pulmões e expeli-lo dali. Assim, em Gênesis 7:22, ao descrever a destruição de vida humana e animal fora da arca, por ocasião do Dilúvio, lemos: “Morreu tudo em que o fôlego [forma de nesha•máh] da força [ou: “espírito” (rú•ahh)] da vida estava ativo nas suas narinas, a saber, todos os que estavam em solo seco.” Nesha•máh, “fôlego”, é assim diretamente associado ou relacionado com rú•ahh, que aqui descreve o espírito, ou a força de vida, que é ativa em todas as criaturas viventes — almas humanas ou animais.
Conforme declara o Theological Dictionary of the New Testament (Vol. VI, p. 336): “Pode-se discernir o fôlego apenas pelo movimento [como pelo movimento do tórax ou pela expansão das narinas], e é também um sinal, uma condição ou agente de vida, que parece estar esp[ecialmente] ligado à respiração.” Portanto, nesha•máh, ou “fôlego”, tanto é produto de rú•ahh, ou força de vida, como também é um dos meios principais para sustentar esta força de vida nas criaturas viventes. Por exemplo, sabe-se, à base de estudos científicos, que a vida está presente em cada uma dos cem trilhões de células do corpo, e que, embora bilhões de células morram cada minuto, prossegue a constante reprodução de novas células vivas. A força de vida, ativa em todas as células vivas, depende do oxigênio que a respiração traz ao corpo, oxigênio que é transportado a todas as células pela corrente sanguínea. Sem oxigênio, algumas células começam a morrer já depois de alguns minutos, outras depois de um período mais longo. Embora a pessoa possa passar sem respirar por alguns minutos e ainda assim sobreviver, sem a força de vida nas células ela está morta, não podendo ser revivificada por habilidades humanas. As Escrituras Hebraicas, inspiradas pelo Projetista e Criador do homem, evidentemente usam rú•ahh para denotar esta força vital, que é o próprio princípio da vida, e nesha•máh para representar a respiração que a sustenta.
Visto que a respiração está tão inseparavelmente interligada com a vida, nesha•máh e rú•ahh são usados em evidente paralelo, em diversos textos. Jó expressou a sua determinação de evitar a injustiça “enquanto estiver ainda em mim todo o meu fôlego [forma de nesha•máh], e o espírito [werú•ahh] de Deus estiver em minhas narinas”. (Jó 27:3-5) Eliú disse: “Se [Deus] ajuntar a si o espírito [forma de rú•ahh] e o fôlego [forma de nesha•máh] do tal, toda a carne expirará [isto é, “expelirá o ar”] juntamente, e o próprio homem terreno retornará mesmo ao pó.” (Jó 34:14, 15) De modo similar, o Salmo 104:29 diz a respeito das criaturas da terra, humanas e animais: “Se [tu, Deus] lhes tiras o espírito, expiram e retornam ao seu pó.” Em Isaías 42:5, fala-se de Jeová como “Aquele que estirou a terra e seu produto, Aquele que dá respiração ao povo sobre ela e espírito aos que andam nela”. A respiração (nesha•máh) sustenta a existência deles; o espírito (rú•ahh) energiza o homem e é a força de vida que o habilita a ser uma criatura animada, a mover-se, a andar e a estar ativamente vivo. (Veja At 17:28.) Não é como os ídolos sem vida, sem respiração, inanimados, de fabricação humana. — Sal 135:15, 17; Je 10:14; 51:17; Hab 2:19.
Embora nesha•máh (fôlego) e rú•ahh (espírito; força ativa; força de vida) sejam às vezes usados em sentido paralelo, não são idênticos. É verdade que o “espírito”, ou rú•ahh, às vezes é mencionado como se fosse a própria respiração (nesha•máh), mas isto parece ocorrer simplesmente porque a respiração é a principal evidência visível da força de vida no corpo da pessoa. — Jó 9:18; 19:17; 27:3.
Neste respeito, em Ezequiel 37:1-10, apresenta-se a visão simbólica do vale de ossos secos, ossos que se juntam, ficam cobertos de tendões, carne e pele, mas, “quanto a fôlego [werú•ahh], não havia neles nenhum”. Ezequiel foi mandado profetizar “ao vento [ha•rú•ahh]”, dizendo: “Entra dos quatro ventos [forma de rú•ahh], ó vento, e sopra sobre estes mortos para que revivam.” A referência aos quatro ventos mostra que vento é neste caso a tradução apropriada de rú•ahh. Todavia, quando este “vento”, que simplesmente é ar em movimento, penetrou nas narinas dos mortos da visão, ele se tornou “fôlego”, que também é ar em movimento. Assim, traduzir rú•ahh por “fôlego”, neste ponto do relato (v. 10), também é mais apropriado do que vertê-lo por “espírito” ou “força de vida”. Ezequiel também podia ver aqueles corpos começar a respirar, embora não pudesse ver a força de vida, ou espírito, energizá-los. Conforme mostram os versículos 11-14, esta visão foi simbólica da revivificação espiritual (não física) do povo de Israel, que por algum tempo estava num estado de morte espiritual por causa do seu exílio babilônico. Visto que já estavam fisicamente vivos e respiravam, é lógico traduzir rú•ahh por “espírito” no versículo 14, onde Deus declara que porá ‘seu espírito’ no seu povo, para que este revivesse, falando-se em sentido espiritual.
Uma visão simbólica similar é apresentada no capítulo 11 de Revelação. Apresenta-se o quadro de “duas testemunhas” que são mortas e cujos cadáveres são deixados jazer na rua por três dias e meio. Daí, “entrou neles espírito [ou fôlego, pneú•ma] de vida da parte de Deus, e puseram-se de pé”. (Re 11:1-11) Esta visão recorre novamente a uma realidade física para ilustrar uma revivificação espiritual. Mostra também que a palavra grega pneú•ma, assim como a hebraica rú•ahh, pode representar a força de vida da parte de Deus, a qual anima a alma ou pessoa humana. Conforme declara Tiago 2:26: “O corpo sem espírito [pneú•ma•tos] está morto.” — Int.
Portanto, quando Deus criou o homem no Éden e soprou nas narinas dele “o fôlego [forma de nesha•máh] de vida”, é evidente que, além de encher de ar os pulmões do homem, Deus fez com que a força de vida, ou espírito (rú•ahh), vitalizasse todas as células do corpo de Adão. — Gên 2:7; compare isso com Sal 104:30; At 17:25.
Esta força de vida é transmitida de pais para filhos por meio da concepção. Visto que Jeová era a Fonte original desta força de vida para o homem, e o Autor do processo de procriação, a vida da pessoa pode ser corretamente atribuída a Ele, embora seja recebida, não direta, mas indiretamente, por meio dos pais. — Veja Jó 10:9-12; Sal 139:13-16; Ec 11:5.
A força de vida, ou espírito, é impessoal. Conforme observado, as Escrituras se referem a rú•ahh, ou força de vida, como existente não somente nos humanos, mas também nos animais. (Gên 6:17; 7:15, 22) Eclesiastes 3:18-22 mostra que o homem morre do mesmo modo que os animais, porque “todos eles têm apenas um só espírito [werú•ahh], de modo que não há nenhuma superioridade do homem sobre o animal”, quer dizer, quanto à força de vida comum a ambos. Sendo assim, é evidente que o “espírito”, ou força de vida (rú•ahh), conforme usado neste sentido, é impessoal. Como ilustração, poder-se-ia compará-lo a outra força invisível, a eletricidade, que pode ser usada para fazer funcionar diversos tipos de máquinas — fazendo com que fogões produzam calor, ventiladores gerem vento, computadores solucionem problemas, televisores produzam imagens, vozes e outros sons — contudo, esta corrente elétrica nunca assume quaisquer das características das máquinas em que opera ou é ativa.
Assim, o Salmo 146:3, 4, diz que, quando do homem ‘sai o espírito [forma de rú•ahh], ele volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos’. O espírito, ou força de vida, que estava ativo nas células do corpo do homem, não retém quaisquer características daquelas células, tais como as células cerebrais, e o papel que desempenham no processo do raciocínio. Se o espírito, ou força de vida (rú•ahh; pneú•ma), não fosse impessoal, então significaria que os filhos de certas viúvas israelitas, ressuscitados pelos profetas Elias e Eliseu, na realidade, tiveram existência consciente em outra parte, no período em que estiveram mortos. O mesmo se teria dado também com Lázaro, que foi ressuscitado uns quatro dias depois de seu falecimento. (1Rs 17:17-23; 2Rs 4:32-37; Jo 11:38-44) Neste caso, seria razoável que eles se lembrassem de tal existência consciente durante aquele período, e, ao serem ressuscitados, teriam-na descrito, falando sobre ela. Nada indica que qualquer deles tenha feito isso. Portanto, a personalidade do morto não é perpetuada na força de vida, ou espírito, que pára de funcionar nas células do falecido.
Eclesiastes 12:7 declara que, ao morrer, o corpo da pessoa retorna ao pó, “e o próprio espírito retorna ao verdadeiro Deus que o deu”. A própria pessoa nunca esteve com Deus no céu; o que “retorna” a Deus, portanto, é a força vital que habilitou a pessoa a viver.
Em vista da natureza impessoal da força de vida, ou espírito, encontrada na pessoa (como também na criação animal), é evidente que a declaração de Davi, no Salmo 31:5, citada por Jesus por ocasião da sua morte (Lu 23:46): “À tua mão confio o meu espírito”, significava que pedia a Deus que guardasse a força de vida, ou cuidasse dela. (Veja At 7:59.) Não é necessário que haja uma transmissão real ou literal, de alguma força, desde este planeta para a presença celeste de Deus. Assim como se disse que o cheiro fragrante de sacrifícios de animais era ‘cheirado’ por Deus (Gên 8:20, 21), embora esse cheiro sem dúvida permanecesse dentro da atmosfera da terra, assim também, Deus podia “ajuntar a si”, ou aceitar como confiado a ele, o espírito ou a força de vida em sentido figurado, quer dizer, sem uma transmissão literal de força vital desde a terra. (Jó 34:14; Lu 23:46) Confiar alguém assim seu espírito a Deus evidentemente significa, portanto, que deposita Nele a sua confiança, de receber no futuro o restabelecimento desta força de vida por meio da ressurreição. — Veja Núm 16:22; 27:16; Jó 12:10; Sal 104:29, 30.
Impelente Inclinação Mental. Tanto rú•ahh como pneú•ma são palavras usadas para designar a força que induz a pessoa a demonstrar certa atitude, disposição ou emoção, ou a tomar certa ação ou adotar certo proceder. Ao passo que esta força dentro da pessoa é em si mesma invisível, ela produz efeitos visíveis. Este uso dos termos hebraico e grego traduzidos por “espírito” e basicamente relacionados com o fôlego ou o ar em movimento, é em considerável grau paralelo a certas expressões em português. Assim, falamos de alguém ‘assumir ares’, ou demonstrar um ‘ar de tranqüilidade’, ou ‘ter um mau espírito’. Falamos de ‘quebrantar o espírito de alguém’, no sentido de desencorajá-lo ou desanimá-lo. Conforme aplicado a um grupo de pessoas e à força prevalecente que as move, talvez digamos que ‘estão imbuídas do espírito da ocasião’, ou talvez mencionemos ‘o espírito de tumulto’ que as contagia. Em sentido metafórico, talvez falemos duma ‘atmosfera de descontentamento’ ou de ‘ventos de mudança e de revolução que varrem uma nação’. Com tudo isso referimo-nos a esta força ativante, invisível, que age nas pessoas, induzindo-as a falar e a agir do modo como o fazem.
Similarmente, lemos a respeito da “amargura de espírito” de Isaque e Rebeca, por causa do casamento de Esaú com mulheres hititas (Gên 26:34, 35) e do espírito triste que sobreveio a Acabe, tirando-lhe o apetite. (1Rs 21:5) O “espírito de ciúme” podia induzir um homem a encarar a esposa com suspeita, até mesmo acusando-a de adultério. — Núm 5:14, 30.
O sentido básico, de uma força que move alguém e o “impele” ou “induz” a ações e palavras, é também visto na referência a Josué como “homem em quem há espírito” (Núm 27:18), e a Calebe, como demonstrando ter “um espírito diferente” daquele da maioria dos israelitas, que haviam ficado desmoralizados pelo relatório mau de dez espias. (Núm 14:24) Elias era homem de muito impulso e força no seu serviço zeloso a Deus, e Eliseu procurou obter duas parcelas do espírito de Elias, como sucessor dele. (2Rs 2:9, 15) João, o Batizador, demonstrou ter o mesmo vigoroso impulso e enérgico zelo que Elias havia demonstrado, e isto resultou em João produzir um forte efeito nos seus ouvintes; por isso se podia dizer que ele saíra “com o espírito e o poder de Elias”. (Lu 1:17) Em contraste, a riqueza e a sabedoria de Salomão tiveram um efeito tão sobrepujante e emocionante sobre a rainha de Sabá, que “se mostrou não haver mais espírito nela”. (1Rs 10:4, 5) Neste mesmo sentido fundamental, o espírito da pessoa pode ser ‘incitado’ ou ‘despertado’ (1Cr 5:26; Esd 1:1, 5; Ag 1:14; compare isso com Ec 10:4), ficar “agitado” ou “irritado” (Gên 41:8; Da 2:1, 3; At 17:16), ‘acalmar-se’ (Jz 8:3), ‘afligir-se’, ‘debilitar-se’ (Jó 7:11; Sal 142:2, 3; compare isso com Jo 11:33; 13:21) ou ser ‘reanimado’ (Gên 45:27, 28; Is 57:15, 16; 1Co 16:17, 18; 2Co 7:13; compare isso com 2 Co 2:13).
Coração e espírito. Freqüentemente, relaciona-se o coração com o espírito, indicando um vínculo específico. Visto que se mostra que o coração figurativo tem a capacidade de pensar e de ter motivação, e de estar intimamente relacionado com emoções e afeições (veja CORAÇÃO), sem dúvida, tem uma grande participação no desenvolvimento do espírito (a inclinação mental predominante) que se demonstra ter. Êxodo 35:21 coloca o coração e o espírito em paralelo ao dizer que “todo aquele cujo coração o impelia, . . . todo aquele cujo espírito o incitava”, trouxe contribuições para a construção do tabernáculo. Inversamente, quando souberam das poderosas obras de Jeová a favor de Israel, ‘os corações dos cananeus começaram a derreter-se e em ninguém se levantou ainda espírito’, isto é, não havia incentivo para tomar alguma ação contra as forças israelitas. (Jos 2:11; 5:1; compare isso com Ez 21:7.) Fazem-se também referências ‘à dor de coração e ao quebrantamento do espírito’ (Is 65:14), ou expressões similares. (Veja Sal 34:18; 143:4, 7; Pr 15:13.) Evidentemente, por causa do poderoso efeito da força ativante sobre a mente, Paulo admoesta: “Deveis ser feitos novos na força que ativa [forma de pneú•ma] a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” — Ef 4:23, 24.
Enfatiza-se fortemente a necessidade vital de se controlar o espírito. “Como uma cidade arrombada, sem muralha, é o homem que não domina seu espírito.” (Pr 25:28) Quando provocada, a pessoa pode agir como aquele estúpido que impacientemente ‘deixa sair todo o seu espírito’, ao passo que o sábio “o mantém calmo até o último”. (Pr 29:11; compare isso com 14:29, 30.) Moisés deixou-se provocar indevidamente, quando os israelitas, em certa ocasião, “amarguraram-lhe o espírito”, e ele “começou a falar precipitadamente com os seus lábios”, para o seu próprio prejuízo. (Sal 106:32, 33) Assim, “melhor é o vagaroso em irar-se do que o homem poderoso, e aquele que controla seu espírito, do que aquele que captura uma cidade”. (Pr 16:32) Para isso, a humildade é essencial (Pr 16:18, 19; Ec 7:8, 9), e “quem é humilde de espírito segurará a glória”. (Pr 29:23) O conhecimento e o discernimento mantêm o homem “de espírito frio”, controlando sua língua. (Pr 17:27; 15:4) Jeová faz “a avaliação dos espíritos” e julga aqueles que deixam de ‘guardar-se quanto ao seu espírito’. — Pr 16:2; Mal 2:14-16.
Espírito demonstrado por um grupo de pessoas. Assim como uma pessoa pode mostrar certo espírito, assim também um grupo ou conjunto de pessoas pode manifestar certo espírito, uma inclinação mental predominante. (Gál 6:18; 1Te 5:23) A congregação cristã deve estar unida em espírito, refletindo o espírito da sua Cabeça, Cristo Jesus. — 2Co 11:4; Fil 1:27; compare isso com 2Co 12:18; Fil 2:19-21.
Paulo menciona “o espírito do mundo” em contraste com o espírito de Deus. (1Co 2:12) O mundo, sob o controle do Adversário de Deus (1Jo 5:19), mostra o espírito de satisfazer os desejos da carne decaída, de egoísmo, resultando em inimizade com Deus. (Ef 2:1-3; Tg 4:5) Como o Israel infiel, a motivação impura do mundo promove a fornicação, quer física, quer espiritual, junto com idolatria. — Os 4:12, 13; 5:4; Za 13:2; compare isso com 2Co 7:1.

STV

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Alma & Espírito

1- ALMA
O Termo alma representa o hebraico nephesh, que em muitas outras passagens se traduz por “vida” ou criatura.
Usa-se esse vocábulo a respeito dum ser vivo (Gn 17. 14; Nm 9.13, etc.); e dos animais, como criaturas (Gn 2.19, 9.15, etc.); e da alma como substancia distinta do corpo (Gn 35.18); da vida animal (Gn 2.7; note-se a aparente identificação com o sangue, Lv 17.14; e Dt 12.23); da alma como sede dos afetos, sensações e paixões, sendo suscetivel de angústia (Gn 42.21), de aflição (Lv 16.29), de desanimo (Nm 21.5), de desejo (Dt 14.26), de aborrecimento (SI 107. 18); e sendo, também, capaz de comunicação com Deus. çomo vinda Dele (Ez 18.4). desejando-O (SI 42.1, Is 26.9), regozijando-se Nele (SI 35.9; Is 61.10), confiando Nele (Sl 57.1), adorando-O (SI 86.4, 104.1), mas pecando contra Deus e fazendo mal a si própria (Jr 44.7; Ez 18.4; Mq 6.7). No N.T. é o termo “alma’ a tradução do grego “psyché”, que, como nephesh, é muitas vezes traduzido por “vida”. Usa-se acerca do homem individual (At 2.41; Rm 13.1: 1 Pe 3.20); da vida animal sensitiva, com as suas paixões e desejos, distinguindo-se do Corpo (Mt 10.28). e do espírito (Lc 1.46; 1 Ts 5.23; Hb 4.12). A alma é suscetível de perder-se (Mt 16.26); de ser salva (Hb 10.39; Tg 1.21); e de existir depois da separação do corpo (Mt 10.28; Ap 6.9; 20.4).
2- ESPÍRITO
A palavra “espírito” no A.T. é, com duas exceções, uma tradução do termo hebraico ruach, que também tem a sua significação literal de “vento” (Gn 8.1, etc.), sendo em muitas passagens traduzido por “sopro”, com aplicação ao ar respirado (Jó 17.1; Is 2.22) e à frase “fôlego de vida” (Gn 6.17; 7.15; cp com Sl 104.29, e Ez 37.8). Deste modo é naturalmente empregada a palavra acerca do principio vital, o principio da vida animal (anirna, psyché), quer se trate de homens ou de animais (“fôlego”, Ec 3.19); de homens (Gn 45.27; Nm 16.22; Jó 10.12; SI 104.29; Ec 12.7; Is 38.16; 57.16). Noutras passagens refere-se ao principio espiritual ou à alma racional (anomus, pneuma). Neste sentido é o espírito a sede das sensações e das emoções; ele é altivo (Pv 16.18), atribulado (1Sm 1,15), humilde (Pv 16.19); tornam-se nele subjetivas as graças divinas (Sl 51.10; Ez 11,19; 36.26). No N.T., o espírito (pneuma ), como faculdade divinamente concedida, pela qual o homem pode pôr-se em comunhão com Deus, distingue-se do aos próprio caráter natural (psyché); veja-se especialmente 1Co 2.10 a 16. A Bíblia claramente faz supor a existência do espírito, separado do corpo depois ela morte (Lc 24.37, 39; Hb 12.23 ).
Dicionário Bíblico Universal

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51 questões para os que crêem na Trindade
1. Se a crença na Trindade é tão importante para a nossa salvação, porque é que a palavra “Trindade”, ou o seu conceito de três seres num só, não se encontra na Bíblia?

2. Porque é que os apóstolos e os primeiros cristãos não acreditavam na Trindade? (Se você disser que sim, prove isso pelas Escrituras ou por citações dos Pais da Igreja antes de 200 A.D).

3. Visto que a Trindade era tão contrária à crença religiosa judaica em Deus, porque é que Jesus e os seus apóstolos não gastaram tempo suficiente, ensinando e explicando a Trindade, de forma a convencer os judeus da sua verdade, assim como fizeram com outros ensinos cristãos?

4. Se a doutrina da Trindade era uma verdade sólida, porque é que Jesus e os seus discípulos não contrariaram o Shema do antigo Testamento: “Ouve ó Israel: Jeová, nosso Deus é um só Jeová”. (Deut. 6:4) Porque é que ao invés disso, Jesus citou essa mesma escritura em Marcos 12:29?

5. Porque é que Deus não disse ao seu povo para não ter nada a ver com as nações pagãs, se essas mesmas nações tinham o conceito correto sobre Deus? (o conceito destas nações acerca da trindade como conceito de Deus, remonta praticamente a todas as nações dos tempos antigos.

6. Se Jesus é Deus, quem é o Deus de Deus? Jesus fala do “meu Deus” até mesmo já no céu. Porque é que Jesus afirma que tem um Deus, se de fato ele é o Deus? (João 20:17; Apocalipse 3:12; 1:6; 1 Pedro 1:3; 2 Coríntios 1:3; Efésios 1:17; Salmos 89:26; Marcos 15:34; Colossenses 1:3; Hebreus 1:9; Salmos 45:7) Porque a Bíblia nunca se refere ao Pai referindo-se ao Filho como “meu Deus”, nem o Pai e o Filho referindo-se ao espírito santo como “meu Deus”?

7. Porque é que o espírito santo na Trindade, desempenha um papel tão fraco? Visto que as escrituras nos dizem que Maria ficou grávida pelo espírito santo, isso faria do espírito santo o Pai. Então quem é o Pai do Pai?

8. De quem foi a voz que se ouviu desde os céus quando Jesus foi batizado?

9. A quem Jesus orava? A ele próprio?

10. Se Jesus era Deus, porque Satanás iria perder o seu tempo tentando-o? Será que Deus é vulnerável?

11. Quem tem a imortalidade? Deus? Jesus morreu (impossível para quem tem a imortalidade) e esteve morto por quase 3 dias. Como pode Deus morrer? Quem o ressuscitou? (Hebreus 5:7; Apocalipse 2:8)

12. Com quem Jesus falou quando estava na estaca de tortura, conforme Mateus 27:46: “Por volta da nona hora, Jesus exclamou com voz alta…”Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”

13. Visto que a doutrina da Trindade afirma que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são co-existentes e co-iguais; estava Jesus mentindo em João 14:28 quando disse: “O Pai é maior do que eu”? Se Jesus quisesse afirmar que ele, como um terço da Trindade, estava naquele momento numa posição inferior, porque não afirmou antes que ‘Deus é maior do que eu’? Como poderia Jesus afirmar que uma pessoa da Trindade era maior que a outra pessoa da Trindade? Se o Filho era inferior a si mesmo enquanto na terra, então onde estava a parte dele que era co-igual e co-existente com o Pai?

14. Se João 10:30 mostra que Jesus e Deus são a mesma pessoa quando diz: “Eu e o Pai somos um”, explique João 17:20-26, “a fim de que sejam um, assim como nós somos um”. Com quem Jesus estava falando? Significa isso que os verdadeiros discípulos de Jesus, são o mesmo que Deus e Jesus e desta forma são uma parte da Trindade (Múltipla-entidade)?

15. Se Jesus era verdadeiramente Deus na terra, como poderia ser um resgate correspondente? Isso faria de Jesus um perfeito Deus/homem, enquanto Adão era apenas um homem perfeito.

16. A quem está o Filho sujeitando-se em 1 Coríntios 15:28?

17. Será que Mateus 3:11 indica que o espírito santo é uma pessoa? (Água e fogo não são pessoas).

18. Como poderia o espírito santo ser uma pessoa, quando encheu cerca de 120 discípulos ao mesmo tempo? (Atos 2:4) Como você pode ficar cheio de uma pessoa?

19. Se Jesus era o Deus Todo-Poderoso, porque Jesus não corrigiu Simão Pedro quando perguntou quem pensavam que ele era, e Pedro respondeu: ““Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.”? (Mateus 16:15-17)

20. Se Jesus é Deus, explique a escritura em João 1:18, que diz: “Nenhum homem jamais viu a Deus.”

21. Explique Apocalipse 1:1, se Jesus era Deus. Se Jesus era parte da divindade, então porque teve de lhe ser dada a revelação por outra parte da divindade, Deus? Certamente que ele também a saberia, pois Deus sabia.

22. Se Jesus é Deus, porque chamá-lo Jesus Cristo? É Cristo seu último nome? Deus é conhecido como Jeová Deus. Visto que “Cristo” é apenas um título assim como “Deus” é um título, não deveria ser chamado Jesus Deus? Ou será que o título “Cristo” dá-nos entendimento sobre a sua posição em relação ao Pai?

23. Explique com que estava o apóstolo Paulo preocupado em 2 Coríntios 11:3, 4, Gálatas 1:6-9 e Atos 20:29. Será que estava avisando sobre doutrinas tais como a Trindade? A doutrina da Trindade tem origem pagã. Isso é um fato histórico. Não foi aceito pela congregação cristã até centenas de anos após a morte dos apóstolos. Em 325 E.C, foi um pagão, que assassinou o seu filho, a sua segunda mulher e vários outros familiares, que foi responsável por trazer para a congregação cristã este dogma. A Trindade ensina um Cristo diferente daquele que Paulo ensinou. (1 Coríntios 11:3; 8:5, 6)

24. Se a tradução correta de João 1:1 é Deus e não “um deus”, simplesmente porque não existe “um” no texto grego antes do substantivo anartro (substantivo sem artigo), então o mesmo é verdade em Atos 28:6. Porque é que todas as traduções acrescentam “um” nesta passagem que mostra Paulo como “um deus” em vez de Deus, quando o artigo “um” não existe no texto grego? Será porque o contexto indica que essa é a tradução mais correta? Leia atentamente para o contexto de João 1:1.

25. João 5:19 diz-nos que o “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa”. Porque não?

26. Filipenses 2:9-11 diz-nos que o Filho foi “enaltecido”. Quando isto aconteceu e como é isto possível se ele próprio é o Ser Supremo?

27. Como é que os Filho está sujeito a Deus junto com todas as outras coisas, se o Filho é co-igual com o Pai, ou também o Pai está sujeito ao Filho? (1 Coríntios 15:27, 28)

28. Com quem estava Jesus falando, e o nome de quem ele deu a conhecer? O seu próprio? (João 17:6, 26)

29. Porque razão Jesus não podia fazer nada da sua própria iniciativa, se ele era o Deus Todo-Poderoso? (João 5:30) Se Jesus era Deus, será que ele não poderia ter enviado a si próprio? (João 6:38)

30. Quem fez Jesus vir à terra e morrer por nós? Foi sua idéia? Hebreus 2:9 diz: “mas observamos a Jesus, que havia sido feito um pouco menor que os anjos, coroado de glória e de honra por ter sofrido a morte, para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo [homem]”. Foi Deus quem o enviou. Se Jesus era Deus, porquê ainda fazer distinção aqui, como é feito no resto das Escrituras?

31. Em vista de Hebreus 2:9, poderia Deus em qualquer circunstância ser inferior aos anjos? Ele é o Deus Todo-Poderoso para toda a eternidade.

32. Se Jesus era Deus, como poderia aparecer perante a pessoa ou a presença de si próprio? Hebreus 9:24 declara: “Porque Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. (presença KJB)

33. É possível que o Deus Todo-Poderoso e Criador do universo estivesse confinado por nove meses no ventre de Maria? Se assim é, porque Satanás e os demônios não se apossaram dos céus na sua ausência e conquistaram a posição de adoração que tanto desejava desde o principio?

34. Visto que os anjos são também chamados Filhos de Deus (Gênesis 6:2), o que significa Jesus ser o Filho unigênito de Deus? (João 1:14; João 3:16; 1 João 4:9) [Jesus foi o único criado diretamente por Deus. Todas as outras coisas foram criadas através de Jesus (Dicionário Strong: διά – dia – dee-ah’: Uma preposição primária significando o instrumento ou o meio pelo qual um ato é realizado. Colossenses 1:16-18. Gênesis 1:26 “Façamos o homem à nossa imagem.” Jesus foi o Mestre de Obras de seu Pai (Provérbios 8:22)

35. Se Jesus era Deus, desde a eternidade, de tempo indefinido a tempo indefinido, o Alfa e o Omega, sem princípio, etc, como pode ele ser chamado de Primogênito de toda a criação, ou o Princípio da criação? (Colossenses 1:15; Apocalipse 3:14)

36. O que é um filho? Se Jesus era o próprio Deus, porque ele é chamado de Filho de Deus, cerca de 85 vezes no Novo Testamento? Está a Bíblia fazendo uma declaração inexata em cada caso? Porque descrevê-lo como Filho de Deus, e confundir-nos, se ele era de fato o Deus Todo-Poderoso? Porque não dizer simplesmente que Deus veio à terra, que o Altíssimo nasceu de uma virgem, etc? Porque Jesus, vez após vez falou do seu Pai nos céus, se de fato ele, Jesus, era o Pai na forma humana, enquanto na terra? Não seria isso inexatidão? (Lucas 1:30-32)

37. Se Jesus Cristo irá reinar no Reino por mil anos, (Apocalipse 20:4) quem governará a seguir? 1 Coríntios 15:24 mostra que Jesus entregará o reino de volta a seu Deus e Pai. Porque seria isto necessário se eles são o mesmo? Significa isto que Jesus devolve o reino a si mesmo?

38. Marcos 13:32 diz-nos: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai” Como poderia o Pai saber alguma coisa e o Filho não, se eles são co-iguais na mesma divindade? E se, como alguns argumentam, o Filho estava limitado pela sua natureza humana, porque o espírito santo não saberia?

39. “A mãe dos filhos de Zebedeu …disse-lhe: “Manda que estes dois filhos meus se assentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. Jesus disse: “Bebereis, de fato, o meu copo, mas, assentar-se à minha direita e à minha esquerda não é meu para dar, mas pertence àqueles para quem tem sido preparado por meu Pai.” (Mateus 20:20-23) Porque Jesus disse estas palavras se ele era Deus? Estava Jesus apenas respondendo segundo a sua “natureza humana”? Se, como afirmam os trinitaristas, Jesus era verdadeiro “Deus-homem”, quer Deus quer homem, nem apenas um ou outro, seria verdadeiramente consistente a explicação que ele deu? Será que Mateus 20:23 não revela antes que o Filho não é igual ao Pai, e que apenas ao Pai estão reservadas algumas prerrogativas?

40. Mateus 26:39 diz: “E, indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto [em terra], orando e dizendo: “Pai meu, se for possível, deixa que este copo se afaste de mim. Contudo, não como eu quero, mas como tu queres.” Se o Pai e o Filho eram de apenas uma substância e não indivíduos distintos, não seria esta oração sem sentido? Jesus estaria orando a si próprio, e a sua vontade seria necessariamente a vontade do Pai.

41. Mateus 12:31, 32 diz-nos: “Por esta razão, eu vos digo: Toda sorte de pecado e blasfêmia será perdoada aos homens, mas a blasfêmia contra o espírito não será perdoada. Por exemplo, quem falar uma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas quem falar contra o espírito santo, não lhe será perdoado, não, nem neste sistema de coisas, nem no que há de vir”. Visto que os pecados contra o Filho seriam perdoados mas os pecados contra o espírito santo não, indica isto que o espírito santo é de alguma forma maior que o Filho? Isso contrariaria abertamente a Trindade.

42. A palavra hebraica Shaddai e a palavra grega Pantokrator são ambas traduzidas por “Todo-Poderoso”. Ambas as palavras nas suas línguas originais são aplicadas a Jeová, o Pai. (Êxodo 6:3; Apocalipse 19:6) Porque esta expressão nunca é aplicada ao Filho ou ao espírito santo?

43. Visto que 1 Coríntios 11:3 diz: “Mas, quero que saibais que a cabeça de todo homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus”, não revela isto que Deus está numa posição superior a Cristo? Alguns acreditam que é assim apenas enquanto Jesus estava na terra. Mas é de notar que isto foi escrito cerca de 55 E.C, alguns 22 anos após Jesus retornar ao céu. Então a verdade aqui aplica-se à relação existente entre Deus e Cristo nos céus.

44. Porque é que Jesus não é o único Deus a quem os cristãos têm de adorar? 1 Coríntios 8:5, 6 diz: “Pois, embora haja os que se chamem “deuses”, quer no céu, quer na terra, assim como há muitos “deuses” e muitos “senhores”, para nós há realmente um só Deus, o Pai, de quem procedem todas as coisas, e nós para ele; e há um só Senhor, Jesus Cristo, por intermédio de quem são todas as coisas, e nós por intermédio dele”. Este texto apresenta o Pai como o “único Deus” dos cristãos e como estando numa classe distinta de Jesus Cristo.

45. Através das escrituras Jesus é apresentado como sendo inferior ao Pai, em várias situações, como em João 14:28 (“O Pai é maior do que eu”). Visto que estas escrituras são explicadas por dizer que só era assim porque o Filho estava limitado pela sua condição humana enquanto na terra, quer dizer que durante 33 anos não houve trindade? Significa que por 33 anos o Filho não foi co-igual, co-existente e co-eterno com o seu Pai?

46. Como se pode usar João 8:58: “Antes de Abraão existir, EU SOU” e ligar à declaração de Jeová em Êxodo 3:14 ” EU SOU enviou-me a vós”? Fazendo isso faria da declaração de Jesus “EU SOU” um título, um nome, fazendo desta frase um frase incorreta, uma sentença incompleta, não fazendo qualquer sentido. [Exemplo: Substitua qualquer nome por “EU SOU”: “Antes de Abraão existir, casa.” etc]

47. Porque é Jesus apresentado como “o único mediador entre Deus e o homem”? Visto que por definição um mediador é alguém separado daqueles que precisam da mediação, seria uma contradição ele ser uma entidade com que uma das partes estava a tentar ser reconciliada. (Ilustração: Quando patrões e sindicatos estão negociando, um mediador do Estado é convidado a mediar a duas partes. Ele é imparcial. Ele não seria justo como mediador, se ele fosse quer patrão, quer empregado, não é verdade? Da mesma forma, Jesus é um mediador entre Deus e os homens. Ele não é nem Deus nem homem. Quando se está negociando com uma das partes não se está negociando através de um mediador. Como Gálatas 3:20 declara: “Ora, não há mediador onde apenas uma pessoa está envolvida, mas Deus é apenas um”.

48. O que significa Jesus ser chamado de Jesus Cristo? Não é o seu último nome. Cristo significa “ungido”. Se Jesus é Deus, como pode ele ser ungido? E por quem? Ungido é receber autoridade ou comissão por um superior, a quem não tem essa autoridade. Jesus diz: ““O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres.” (Lucas 4:18) Aqui Deus é evidentemente o seu superior, pois ele ungiu Jesus e deu-lhe autoridade que ele antes não tinha.

49. Como Jesus teria que aprender a obediência? Hebreus 5:8 diz-nos que Jesus “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.” Podemos imaginar Deus ter que aprender alguma coisa? Não, mas Jesus tinha, pois ele não sabia o mesmo que Deus sabia. E ele teve que aprender aquilo que Deus nunca terá que aprender, OBEDIÊNCIA. Deus nunca tem que obedecer a ninguém.

50. Se Jesus é Deus, porque é que Estevão viu duas pessoas no céu? Estevão “fitou os olhos no céu e avistou a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus.” (Atos 7:55) Claramente viu duas pessoas distintas. E se Jesus é parte de uma divindade trinitária, porque é que Estevão não viu também o espírito santo ou três pessoas?

51. Se alguma das questões anteriores foi respondida com a declaração “É UM MISTÉRIO”, então explique as seguintes passagens: 1 Coríntios 2:10; 1 João 5:20; 2 Timóteo 2:7; Efésios 3:5; 1 Pedro 1:12; e Lucas 24:45.

(1 Coríntios 2:10) Porque é a nós que Deus as tem revelado por intermédio de seu espírito, pois o espírito pesquisa todas as coisas, até mesmo as coisas profundas de Deus.
(1 João 5:20) Mas, sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu capacidade intelectual para podermos obter conhecimento do verdadeiro. E nós estamos em união com o verdadeiro, por meio do seu Filho Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
(2 Timóteo 2:7) Pensa constantemente no que digo; o Senhor te dará realmente discernimento em todas as coisas.
(Efésios 3:5) Em outras gerações, este [segredo] não foi dado a conhecer aos filhos dos homens assim como agora tem sido revelado aos seus santos apóstolos e profetas, por espírito,
(1 Pedro 1:12) Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós, que ministravam as coisas que agora vos foram anunciadas por intermédio dos que vos declararam as boas novas com espírito santo enviado desde o céu. Nestas coisas é que os anjos estão desejosos de olhar de perto.
(Lucas 24:45) Abriu-lhes então plenamente as mentes para que compreendessem o significado das Escrituras

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Postado por Giliardi Rodrigues

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11 Razões Bíblicas Para Questionar o Batismo em Nome da Trindade
A tradução de Mt 28:19, para a versão grega do Evangelho de Mateus, escrito originalmente em aramaico, indica que antes de retornar ao Céu, Jesus teria dito a Seus discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” Contudo, há pelo menos onze razões bíblicas para questionarmos o uso desse versículo em defesa da doutrina da Trindade.
• Por que deveríamos fazer algo em nome da trindade se o verso anterior (18) diz que a autoridade foi concedida a Cristo. (Lembremos de que fazer algo em nome de alguém indica representação, procuração para representar o direito ou autoridade de outrem.)
• Por que os discípulos batizaram em nome de Jesus e não em nome de uma Trindade? (ver Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; Ver também Rom 6:3; I Cor. 1:13; Gál. 3:27)
• Por que a Salvação é em nome de Jesus e não em nome da Trindade? (Atos 4:12; João 20:31; I Cor. 6:11)
• Por que as Advertências, Admoestações e Repreensões foram em Nome de Jesus e não em nome da Trindade? (I Cor. 1:10; 5:4; II Tess. 3:6)
• Por que as orações deveriam ser feitas em Nome de Jesus e não em nome da Trindade? (João 14:13 e 14; João 15:16; João 16:24, 26 e 27; Tiago 5:14)
• Por que milagres foram feitos em nome de Jesus e não em nome da Trindade? (Mat. 7:22; Mar. 9:38-40; Mar. 16:15-18; Luc. 10:17; Atos 3:6; 4:7-12; 4:30; 16:18)
• Por que até atos de caridade foram feitos em Nome de Jesus e não em nome da Trindade? (Mat 18:5; Mar. 9:37 e 41; Luc. 9:48)
• Por que reuniões espirituais (e pregações) foram realizadas em Nome de Jesus e não em nome da Trindade? (Mat. 18:20; Luc. 24:46 e 47; Atos 4:18; 9:27 e 29; Efés. 5:20; Tiago 5:10)
• Por que até mesmo o espírito (pneuma) de Deus seria enviado em Nome de Jesus e não em nome de uma Trindade? (João 14:26)
• Por que existe um único verso na Bíblia indicando que algo deve ser feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo enquanto há dezenas de versos dizendo que tudo deve ser feito “em nome de Jesus”?
• Por que temos a tendência de dar mais ênfase a um verso solitário (uma exceção – ponto fora da curva) do que um conceito reafirmado em dezenas de versos escritos por vários autores?
Conclusão: “E TUDO quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” – Colossenses 3:17.
(Extraído de um livro em preparo, a ser publicado dentro de mais alguns meses, em defesa da verdade bíblica da existência de um único e verdadeiro Deus. Todas as objeções trinitarianas serão refutadas biblicamente. Aguarde.) — Edição: Robson Ramos.

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A DOUTRINA DA TRINDADE

A doutrina da trindade, conhecida nos recintos religiosos como “santíssima trindade” referindo a Deus Pai, Jesus Cristo e ao Espírito Santo como sendo três deuses em um único espírito, mas essa doutrina não tem fundamento bíblico, porque não há referências na bíblia que a Divindade formada pelo Pai, Filho e Espírito Santo, sejam a mesma ou uma única pessoa.
A palavra trindade não consta no conteúdo bíblico, porem, alguns pregadores criaram “um Deus triúno”, ou seja, três deuses em um só espírito: deus pai, deus filho e deus espírito santo, instituindo uma doutrina de blasfêmia contra o Pai Altíssimo, que tudo criou.
E a falta de discernimento espiritual sobre a Divindade tem gerado doutrinas que confrontam a Palavra, porque existem religiões que creem somente em Deus Jeová como único Criador, mas não reconhecem a Cristo como Filho e Redentor dos nossos pecados, e O consideram apenas um profeta como os demais do Antigo Testamento, negando também a existência do Espírito Santo de Deus.
Outras doutrinas creem somente em Jesus Cristo como Único dominador, ou melhor, aceitam somente a Cristo acoplando as três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) em si mesmo, negando a plenitude do DEUS PAI, e a interação do Espírito Santo.
Essas doutrinas afrontam as escrituras, porém, não vamos entrar no mérito das seitas de heresia, porque a Palavra alerta que negando o Pai, nega-se também o Filho, e quem não recebe o Filho, não conhece o Pai.
Mas desde o princípio, a Palavra não deixa sombra de dúvida quanto à existência e a plenitude do PAI CRIADOR, e de Cristo, o seu amado FILHO, o qual, na ascensão ao Trono de Glória do Pai, enviou o Espírito Santo de Deus, nosso CONSOLADOR, para que não ficássemos órfãos.
Observação: Quando referimos a Divindade como “pessoa”, evidentemente que não citamos pessoas carnais, mas pessoas como seres espirituais, porque a Palavra afirma que Deus é Espírito, como também, Cristo, tendo habitado entre nós na forma humana, mas morto em sacrifício vivo para remir o homem do pecado, ressuscitou ao terceiro dia, não mais com o corpo desenvolvido no ventre de Maria, mas ressuscitou com um Corpo Glorificado, o qual subiu ao céu, está sentado à destra do Pai, e por nós pecadores intercede.
Vamos comentar sobre as pessoas do Pai e do Filho, posteriormente falaremos sobre o Espírito Santo de Deus.
Pela verdade expressa na Palavra, a essência divina assim está constituída: Deus é o Pai e Criador de tudo, inclusive de Jesus Cristo, porque Ele mesmo disse: Tu és meu Filho, hoje eu te gerei(Salmos 2.7, Hebreus 1:5 e 5.5), e o Espírito Santo é o Espírito do próprio Deus (Gênesis 1.2 – Mateus 3.16).
Observe que no princípio, deu o Senhor origem a vida e sustentação a todas as coisas, no livro de Gênesis 1.26 disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Podemos observar claramente que o Senhor Deus não estava só, pois Ele falou no plural e disse a alguém: “Façamos…” Este é o primeiro sinal da existência do Senhor Jesus Cristo desde o princípio, confirmado em I Coríntios 10.1-4, onde diz:
Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar… e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a Pedra era Cristo.
E em João 17.5 disse o Senhor: E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.
Em I Pedro 1.18-20, a Palavra narra: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um Cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós.
A UNIDADE DO ESPÍRITO
E, como está escrito, Jesus Cristo já estava com o Pai antes mesmo da fundação do mundo, mas o que dificulta o entendimento de muitos é a afirmativa do Senhor Jesus ao Pai, quando Ele disse: Eu e o Pai somos um (João 10.30).
É importante observar que, com essa declaração o Senhor Jesus não quis dizer absolutamente que são a mesma ou uma única pessoa, no que vem o entendimento no próprio livro de João, primeiramente no Capítulo 17.11 onde Jesus, em sua oração, intercedia ao Pai pelos seus apóstolos dizendo:
Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.
Legitimado em João 17.20- 23, onde Cristo declarou: Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua Palavra; a fim de que todos sejam um; como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.
A Palavra fortalece o entendimento da razão pela qual Cristo disse: Eu e o Pai somos um: São um, em uma só santidade, uma só glória, ou seja é uma referência sobre a Unidade Espiritual. Jesus Cristo é a plenitude de Deus a quem pertence o poder, honra e glória. Para tanto Ele rogou ao Pai por aqueles que haviam de deixar aqui para dar continuidade na pregação do Evangelho, dizendo: Pai, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós (João 17.18-26).
Efésios 4.3-6, a Palavra detalha sobre a Unidade do Espírito, pelo vínculo da paz: vejamos:
Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.
Vamos conhecer o significado da Unidade do Espírito:
Há um só corpo: Este Corpo é a igreja que Cristo virá arrebatar;
Um só Espírito: É evidente que a referência é sobre o Espírito Santo de Deus;
Uma só esperança: Porque em nenhum outro há salvação; Cristo é a esperança nossa (I Timóteo 1.1; Colossenses 1.27).
Um só Senhor: Este Único Senhor é Cristo, o Filho de Deus;
Uma só fé: Porque Jesus Cristo, é autor e consumador da fé
Um só batismo: Sem sombra de Dúvida é o batismo do Espírito Santo;
Um só Deus: O Pai Criador de todas as coisas.
I Coríntios 8.6, também elucida o texto, vejamos: Para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele. Ratificado em I Timóteo 20.5:Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.
A realidade bíblica é: Deus é o Pai do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e disso não se tenha a menor dúvida, certificado em inúmeras referências do Novo Testamento.
Nas escritutas vislumbramos o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, manifestados em épocas diferentes. Considere que no Antigo testamento, conhecemos somente Deus Criador, o qual falava aos nossos pais pelos profetas (Hebreus 1.1). No Novo Testamento manifestou o nascimento de Cristo e o seu Reino estabelecido entre nós, o qual sempre reverenciou a Deus como Pai e Supremo Dominador, e a promessa do envio do Espírito Santo para não ficarmos órfãos, até que Ele volte para arrebatar a sua igreja.
Mas na verdade, não exerceram reinados individuais, porque havia sempre Deus Pai Criador falando e operando em épocas diferentes, mas pelo mesmo Espírito Santo, assim: No Velho Testamento o Espírito operava através dos profetas. Depois, o mesmo Espírito através do Filho (Jesus Cristo), e hoje, o mesmo Espírito Santo de Deus está em nós atuando e dando continuidade a obra de Deus.
Portanto o Pai e o Filho não são a mesma pessoa, e o Espírito Santo é o Espírito do próprio Deus. Para tanto, o próprio Senhor Jesus fora ungido pelo Espírito Santo de Deus (Mateus 3.16) para exercer o seu Reinado entre os homens.
Outra sustentação que são seres espirituais individuais, porem sob o domínio do Senhor Deus, vem no Batismo de Jesus Cristo (Mateus 3.16, 17), onde foi manifestado o aspecto configurado da Santidade, ambos, individualmente.
Manifestou-se Jesus Cristo na forma de homem carnal, sendo batizado por João Batista, e ao sair da água, eis que os céus se abriram, e o Espírito Santo de Deus descendo como pomba sobre Ele, e uma voz dos Céus dizendo: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Naquele momento Cristo fora ungido pelo Espírito Santo para exercer o seu Reinado e a maior obra já realizada na história da humanidade, porque Deus era com Ele.
Considere que, se o Pai e o Filho fossem a mesma ou uma única pessoa, para quem então, Cristo, dependurado na cruz, na hora da sua maior angustia, exclamou dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mateus 27.46).
E a quem o Senhor disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito (Lucas 23.46). Porventura seria um monólogo, ou estaria o Senhor falando consigo mesmo? Se essas Palavras não são verdadeiras, não teríamos nenhuma razão para crer e anunciar o Evangelho de Cristo, o qual cura, liberta e salva, de graça.
Provérbios 30.4, diz: Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu Filho, se é que o sabes?
O PAI É MAIOR QUE O FILHO MAS ENTREGOU TUDO EM SUAS MÃOS
Disse Jesus: Vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu (João 14.28). Esabendo Jesus, que o Pai havia depositado em suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus, e voltaria para Deus (João 13.3), disse o Senhor: É me dado todo o poder no Céu e na terra. Tudo por meu Pai me foi entregue (Mateus 28.18 e Lucas 10.22).
Reflita, ainda que o Pai havia depositado todas as coisas nas mãos do Filho, mas Cristo, na sua infinita humildade, esvaziou-se de sua glória e não usurpou ser igual ao seu Criador, reconhecendo que o Pai é Maior, isso significa uma hierarquia, autoridade, governo. Observemos:
I Coríntios 11.3: Quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão,¬a cabeça da mulher; e Deus, a cabeça de Cristo.
E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja (Efésios 1.22).
(I Coríntios 15.27, 28): Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua Aquele que sujeitou todas as coisas.
E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.
QUEM É O ESPÍRITO SANTO E QUAL A SUA OBRA?
O Espírito Santo é o nosso consolador (João 14.26), sem Ele seríamos vazios e não receberíamos a graça do Senhor Jesus. É Ele quem nos dá o discernimento e nos convence do pecado (João 16.8); Ele derrama o amor de Deus em nossos corações (Romanos 5.5); e produz o nascimento de uma nova criatura (João 3.1 a 7); Ele nos fortalece para andarmos no caminho da verdade (João 16.13). O Espírito Santo nos fortalece nas nossas fraquezas, porque não sabemos como havemos de pedir, mas Ele intercede por nós junto ao Pai, até com gemidos inexprimíveis (Romanos 8.26).
O Espírito Santo de Deus realiza um trabalho íntimo na alma humana, e todo desejo de santificação é nutrido por Ele. Cada impulso para o bem e para a verdade é implantado por Ele. Seu trabalho é indispensável à convicção, ao arrependimento e conversão para a salvação da vida eterna.
O PECADO IMPERDOÁVEL
No Evangelho de Mateus 12.31, 32 disse Jesus: Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.
Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.
Marcos 3.29, Jesus advertiu, dizendo: Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo.
O Senhor Jesus declara que todo pecado e blasfêmia serão perdoados, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. E o que é blasfêmia contra o Espírito Santo?
O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO
Jesus, mediante o Espírito Santo, bate à porta do coração e pede entrada (Apocalipse 3.20). Alguém não abre a porta, deixa-O esperando do lado de fora, com isso estará entristecendo o Espírito Santo do Senhor (Efésios 4.30).
Talvez com medo de que Ele entre, esse alguém resiste, pois não deseja ter a sua companhia (Atos 7.51). A consciência e o coração se tornam endurecidos (Hebreus 3.15). Procura afastá-lo, e acaba extinguindo o Espírito Santo (I Tessalonicenses 5.19). Finalmente o Espírito Santo o abandona.
Que triste e terrível fim. Ele bateu em sua porta e você não abriu, deixou-O esperando do lado de fora, resistiu-O, entristeceu-O, endureceu a sua consciência e o seu coração, procurou extingui-lo. Está consumado o pecado imperdoável contra o Espírito Santo, a persistente rejeição contra os apelos do Espírito, e a desobediência se consumou. Portanto como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração (Hebreus 3.7, 8).
Muitos indagam a si mesmo, será que já blasfemei contra o Espírito Santo do Senhor? Mas é importante evidenciar, em que condições o Senhor Jesus declara a blasfêmia como pecado imperdoável?
Justamente por ocasião da acusação dos escribas e fariseus, os quais imputavam a Ele a expulsão dos espíritos malignos pelo poder de belzebu, príncipe das potestades do mal.
Os escribas e fariseus não criam em Jesus Cristo como o Messias vindo de Deus para salvar o homem do pecado, negavam as virtudes do Espírito Santo de Deus, pelo qual Jesus foi por Deus ungido, e fazia muitas curas, milagres e maravilhas (Atos 10.38).
A Palavra afirma que a desobediência e a constante rejeição contra os apelos do Espírito Santo também se constituem em pecado imperdoável (Marcos 16.16 – João 3.18).
Portanto amados, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração, porque amanhã poderá estar fora do tempo aceitável do Senhor (II Coríntios 6.2).
Louvai ao Senhor!

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