
O que é a trindade?
Postado por Valdomiro
mai 10
TENTANDO ENTENDER O CONCEITO TRINITÁRIO
Embora a trindade seja um assunto comumente aceito dentro da maioria das religiões cristãs, no geral os crentes não se dão conta das implicações teológicas e, com mesmo peso, as questões históricas que envolvem o tema. Na verdade a grande maioria tanto de crentes como de não religiosos responderiam se perguntássemos a eles: “Jesus é Deus ou Filho de Deus?” que Jesus é Filho de Deus. Quando se fala em trindade muitos nem sabem exatamente do que se trata, apenas ouvem e preferem não se aprofundar a respeito, pois diz-se que é um mistério insondável, e aceitam esse dogma por fé, por haverem aprendido assim, mas não tem convicção própria desse ensinamento. Outros buscam entender, mas se sentem confusos e vivem eternamente em conflito com seus pensamentos sobre o assunto, por não conseguirem equacionar o que aprenderam de seus ensinadores com o que a Bíblia fala a respeito de Jesus Cristo; há aqueles que tentam justificar a existência da trindade dentro da Bíblia com argumentos teológicos por vezes complexos, abstratos e virtualmente paradoxais. Mas, no geral, a grande maioria dos crentes em denominações trinitárias são unitários funcionais, ou seja, via de regra reconhecem o Pai como Deus acima de tudo.
Deve-se ter claro em mente que a trindade, conforme concordam todos os estudiosos sobre o tema, sejam trinitarianos ou não, NÃO é ensino claro nas Escrituras Sagradas. Não há passagem do Antigo Testamento que indique, sem que se force o texto, que tal conceito seja real. Absolutamente nenhum dos escritores do Novo Testamento ensinaram acerca da trindade. No máximo os estudiosos atuais, a partir dos concílios católicos, presumem deduzir a existência do dogma baseando-se em certos textos tanto bíblicos com extrabíblicos, ou seja, aqueles textos oriundo dos chamados Pais da Igreja, mas, também deve-se registrar que nenhum dos chamados Pais da Igreja que viveram até o II século ensinaram a trindade, como concebida hoje. Atenágoras, se considerarmos verdadeiras as afirmações atribuídas a ele, talvez seja da safra do II século o único que tenha falado mais claramente sobre a questão, mas mesmo assim o pesquisador J. N. D. Kelly registra “todos eles, incluindo Atenágoras, identificavam a geração do Logos e, consequentemente, Sua qualificação ao título de ‘Filho’ não com o momento em que teria sido originado dentro do ser da Divindade, mas como o instante de sua emissão ou expressão com vista aos propósitos da criação, revelação e redenção”1. Os poucos (dois ou três) que usaram o termo, quando muito, o fizeram como indicativo da listagem composta por Pai, Filho e Espírito Santo, em um relacionamento com vistas o plano do Pai, mas jamais intentaram afirmar qualquer consubstancialidade a nível da co-igualdade entre os três. Todos eles se espantariam se vissem, hoje, qual significado deram para essa palavra.
Mas, o que é a trindade? Trindade é o nome dado ao arranjo teológico que define Deus como sendo três pessoas ou hipóstases2. Segundo esse conceito o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, no entanto não são três deuses, mas um e único Deus consubstanciado em três pessoas. Nesse sentido Deus não é um ser singular, mas composto. Ainda segundo esse conceito cada um não é menos Deus que os outros dois e os três juntos não são mais Deus que qualquer um deles individualmente e Agostinho3 confirma essa ideia dogmática ao afirmar que “na verdade substancial, não somente o Pai não é maior do que o Filho, mas que ambos juntos não são maiores do que o Espírito Santo”4 A dificuldade de compreensão começa ai. Como pode ser um Deus pessoal e único, se existirem três pessoas que são ELE. Essa abstração é um dos maiores motivos de os trinitarianos serem constantemente acusados de triteístas, mas tal classificação é a última coisa que um trinitariano deseja receber, pois isto o excluiria do monoteísmo ensinado na Bíblia sobre a qual se fundamenta a religião professa cristã. Para resolver esse problema fizeram-se muitos e muitos estudos cujo objetivo era popularizar cada vez mais o conceito e isso durou, literalmente, centenas de anos5 até passarem a fazer uso do termo “substância”, palavra emprestada da filosofia grega e que passou a ser empregada como solução para o triteísmo que o dogma da trindade enseja. Pois se se dissesse que Deus é uma pessoa e três pessoas seria flagrante contradição. Deus passou a ser encarado, então, como algo que lhe tirou a pessoalidade e individualidade coisificando-o. Tal conceito encontra seu melhor defensor em Agostinho que categoricamente diz “Deus é, sem dúvida, uma substância…”6. Esse foi o único caminho encontrado pelos teólogos da trindade e parecem estar satisfeitos com uma definição acerca de Deus que não está na Bíblia. Desse modo podia-se dizer que Deus ao invés de ser uma pessoa era uma “substância” ou “essência” onde três7 pessoas ou hipóstases coexistem ou, como preferem alguns, subsistem8. Esse argumento sofreu inúmeras resistências ao longo de sua formação que, como já foi dito, durou centenas de anos, tanto por pessoas que se opuseram a ele, quanto por pessoas que até concordavam e achavam ser possível uma co-igualdade entre Deus e seu Filho, mas muitos destes últimos defendiam que uma doutrina para ser plenamente bíblica não deveria precisar de argumentos extra-bíblicos, mas foi justamente o que aconteceu, para ser demonstrada de forma o mínimo aceitável. Nesse ponto se verificou a necessidade de influência político-eclesiástica para inibir as resistências e fazer essa crença ser aceita. O paradigma da necessidade da explicitude bíblica de uma doutrina para ela ser considerada cristã foi quebrado e o argumento para aceitar essa nova maneira de entender a Bíblia é que as Escrituras não proviam aos seus estudantes todos os termos necessários para expressar seu conteúdo doutrinário de forma satisfatória. Isso equivale a dizer que para o dogma considerado o mais importante pela maioria dos cristãos a Bíblia sofre de insuficiência, pois não o expressou de forma direta e clara, e carece de termos que o defina de forma plena.
Todos sem exceção dizem que a trindade é um mistério insondável, mas a Bíblia diz: “O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”. Ora, se a Bíblia diz que Jesus revelou Deus para nós, como pode a revelação que visa esclarecer alguma coisa tornar-se um mistério insondável muito maior, oculto e incompreensível de que no período anterior à essa revelação?
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1 J. N. D. Kelly in Doutrinas Centrais da Fé Cristã, pg. 74
2 Segundo o Dicionário Grego do Novo Testamento de Carlo Rusconi, Ed. Paulus, a palavra grega hipóstase significa “essência” ou “substância”.
3 Aurélio Agostinho, também conhecido como Santo Agostinho de Hipona foi um importante bispo cristão e teólogo. Nasceu na região norte da África em 354 e morreu em 430. Em 395, passou a ser bispo, atuando em Hipona (cidade do norte do continente africano). Escreveu diversas obras, dentre as quais um tratado filosófico sobre a trindade intitulado “A Trindade”. Segundo consta essa obra foi escrita entre 400 e 416 d.C.
4 Agostinho in A Trindade, Paulus Editora, 2ª Edição – 1994, pág. 484
5 Perceba que para tornar e transformar aceitável a ideia de que Deus seja uma composição de três pessoas co-iguais precisou-se, não de poucos anos e nem aconteceu da noite para o dia, mas transcorreram mais de 500 anos quando a questão do “filioque” (o reconhecimento da processão do Espirito como sendo originário do Pai e do Filho, culminando esse entendimento no cisma entre a igreja do oriente e do ocidente) foi “conciliada” apenas pela parte ocidental da igreja. Isto se deu ao fato de a Bíblia em nenhum momento ensinar o dogma trinitário, pelo contrário. Por isso foi preciso quebrar a resistência dos primitivos cristãos e criar um contexto histórico político-eclesial que permitisse a imposição dessa ideia como um dogma.
6 Idem, pág.193
7 Diz-se três pessoas, mas o conceito de “substância” aceita tantos se queira agregar à Deidade. Poder-se-ia, por exemplo, já que não existe qualquer prova de Jesus como sendo o Anjo de Yahweh manifesto no Antigo Testamento, alegar que o Anjo de Yahweh é, na verdade, também uma Pessoa Divina; portanto a quarta pessoa da “trindade”. Desse modo não mais se chamaria trindade mas “quaternidade”. E, se considerarmos, ainda, as conclusões de Agostinho que disse haver Pai, Filho, Espírito Santo e também a união dos três como sendo o Deus Trindade, então já seriam cinco pessoas ou entes na Divindade.
8 Algo que ficou perdido no tempo foi o fato de que o termo “substância” foi um artifício humano para adequar Deus à certa crença, e não passa de um valor atribuído a Deus, motivo pelo qual não se deve tomá-lo como certo ou como palavra final em uma possível “classificação” da Deidade.
250 RESPOSTAS BÍBLICAS À DOUTRINA DA TRINDADE
(Por Marcos Avellar do Nascimento)
A doutrina da trindade diz que há Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Diz também que há igualdade entre “os três” e que o Espírito Santo é uma “pessoa”. Há vários textos na Bíblia que falam em Deus, em Jesus Cristo e no Espírito Santo. Será que Deus é trinitário? Será que há igualdade entre “os três”? Há outros versos da Palavra de Deus que atribuem ao Espírito Santo reações e sentimentos como se fosse uma pessoa. Para a maioria da cristandade, tais versos comprovam a existência da 3ª “pessoa” da trindade e a personalidade do E. Santo. Será que O Espírito Santo é uma 3ª “pessoa”? Além disso, há teólogos trinitarianos, que dizem que Deus não é realmente Pai de Jesus, que Jesus não é filho de Deus e que quem ressuscitou Jesus foi a trindade e não Deus O Pai. Você sabia dessas coisas? Será que Deus não é Pai de Jesus e Ele não é Filho de Deus? Será que Deus não O ressuscitou? E será também que em toda a Bíblia há sustentação para essa doutrina? Vejamos a seguir, segundo a Bíblia, a Palavra de Deus as respostas a estas perguntas. (Os textos bíblicos foram copiados da tradução feita por João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada no Brasil – 2ª Edição, 1993).
De acordo com as Sagradas Escrituras não há trindade porque está escrito:
1. “Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto… O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Apoc. 3:1, 5 e 6. Através da frase “confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (verso 5), é possível identificarmos Jesus como Aquele que tem os sete Espíritos de Deus. Veja também quem tem as sete estrelas: “Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do Hades”. Apoc. 1:16 a 18. Através da frase “estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos” é possível identificarmos Jesus como Aquele que tem as sete estrelas. E no verso 20 (cap. 1) quem são as sete estrelas: “… as sete estrelas são os anjos das sete igrejas…”. Ou seja, Jesus é Aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas.
2. “Disse-me ainda: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer”. Apoc. 22:6. E para entendermos quem é o Deus dos espíritos dos profetas, leia o verso 16 do mesmo capítulo 22: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã”. Apoc. 22:16. E se ainda não está completamente claro que é Jesus, leia, por favor, Apocalipse 1:1.
3. Paulo, em Colossenses 1:13 a 20 escreveu: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante Ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis”…
4. Porque apesar da doutrina da trindade falar no “mistério da santíssima trindade” a Bíblia, ao contrário, fala que o mistério de Deus, Cristo, foi revelado: “para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Col. 2:2 e 3). E também: “o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória” (Col. 1:26 e 27).
5. Porque Paulo, inspirado pelo Espírito de Deus ou Espírito de Cristo (Rom. 8:9), escreveu em I Cor. 8:5 e 6: “Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele”.
6. Porque de acordo com as Escrituras, não é a 3ª “pessoa” da trindade quem intercede por nós, e sim, Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim”. João 14:6. Leia também I Tim. 2:5 e I João 2:1 e 2. Paulo escrevendo aos Romanos declarou: “… É Cristo Jesus quem morreu, ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. Rom. 8:34. E para não ficar nenhuma dúvida: “O vencedor será vestido assim de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. Apoc. 3:5.
7. Porque na frase “façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gên. 1:26) que para os teólogos trinitarianos significam três “pessoas”, para a Bíblia são apenas duas (João 1:1): “no princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (duas “pessoas”), e também “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”.(João 1:3); Paulo em Colossenses 1:16 e 19 fala que “tudo foi criado por meio dele…, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude”. (Duas “Pessoas”). Hebreus fala que foi por intermédio de Jesus que Deus fez o universo (Heb. 1:2): “nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Duas “Pessoas”). Veja também Apocalipse 19:13: “Está vestido com um manto tinto de sangue e o Seu nome se chama Verbo de Deus”. (Duas “Pessoas”).
8. Porque Jesus disse: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo”. João 17:4 e 5.
9. Porque O Espírito citado no livro do Apocalipse não é a 3ª “pessoa” da trindade, já que João o identifica como Jesus: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Apoc. 3:21 e 22, 2:26 a 29, 3:5 e 6, 3:12 e 13, +. Mas se ainda não está claro que o Espírito do livro do Apocalipse é Jesus, veja: “Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido…” (Apoc. 2:18) e no verso 29 do mesmo capítulo (2) João escreve: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
10. O batismo de Jesus foi registrado por Mateus (3:13 a 17), Marcos (1:9 a 11), Lucas (3:21 e 22) e João (1:32 a 34). Lucas escreve que “o Espírito Santo desceu sobre ele (Jesus) em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és meu Filho amado, em ti me comprazo” (verso 22). O mesmo Lucas em Atos 10:38 diz que Jesus foi batizado com o E. S. e com poder: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda a parte fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele”. Os teólogos trinitarianos gostam de utilizar o texto do evangelho de Lucas devido à expressão “em forma corpórea como pomba” e o fazem para tentar provar que o Espírito de Deus é uma 3ª “pessoa” e tem personalidade. 1º: Não é possível Jesus ter sido batizado com “uma pessoa” sendo Ele mesmo uma pessoa! 2º: Se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” ou tivesse personalidade, teria sido ouvida a voz dele, já que Jesus estava sendo batizado com o E. Santo. 3º: Se o E. S. fosse uma 3ª pessoa ou tivesse personalidade, Jesus, que foi ungido com o E. S., sabendo que a hora mais difícil para ele estava chegando, não teria dito para os discípulos: “Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo”. João 16:32. 4º) Será que Deus que é Criador, Se representaria como animal (ave) uma vez que os anjos que são criaturas, têm ou assumem a forma de homem (Atos 1:10 e 11, por exemplo)?.
11. Porque Moisés chama Jesus de Espírito de Deus em Gênesis 1:2, Lucas, em Atos 16:7 fala no Espírito de Jesus, Paulo chama Jesus também de Espírito (Rom. 8:26 e 27, 8:9-14), e fala também no Espírito de Jesus (Gál. 4:6), Pedro também fala no Espírito de Jesus (I Pedro 1:10 e 11) e João chama Jesus também de Espírito no livro do Apocalipse (Apoc. 2:26 a 29 +…).
12. Porque Jesus falou “Eu e o Pai somos um”, e não falou Eu e o Pai e o Espírito Santo somos um. João 10:30. E Ele (Jesus) não deixou ninguém de fora quando fez essa afirmação.
13. Porque Maria ficou grávida pelo E. S., mas é o anjo que dá a notícia a ela e não o próprio E. S., já que ele (o E. S.) não é uma 3ª “pessoa” e nem tem personalidade. Mat. 1:18 a 25 +.
14. Porque quem concede dons aos homens é Jesus conforme o apóstolo Paulo registrou em Efésios 4: 7 a 16 que fala no dom de Cristo e que Cristo concedeu dons aos homens. Os teólogos trinitarianos utilizam o texto que está em I Cor. 12 para tentarem provar que a 3ª “pessoa” da trindade também distribui dons, já que ao longo do capítulo o apóstolo Paulo cita o Espírito várias vezes. Lembre-se que para Moisés (Gên. 1:2), Jó (33:4), Paulo (Rom. 8:26 e 27), e João (Apocalipse 2:26 a 29 +) Jesus é o Espírito ou o Espírito de Deus. Além disso, Lucas (Atos 16:7), Paulo (Gál. 4:6) e Pedro (I Pedro 1:10 e 11) falam no Espírito de Jesus. Se você ainda tem dúvida, leia, por favor, Hebreus 10:29 : “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da Graça”.
15. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não aparece em “pessoa” no monte da transfiguração (onde novamente só é ouvida a voz de Deus): Mat. 17:1 a 8 e II Pedro 1:16 a 18.
16. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não existe no livro do Apocalipse. Apocalipse todo.
17. Porque Jesus não cita a 3ª “pessoa” da trindade na oração do Pai Nosso. Mat. 6:9.
18. Porque o E. S. desce sobre Jesus como uma pomba e não como uma pessoa. Mat. 3: 16 + . E Deus não é ave, não é animal. Para refletirmos mais: Deuteronômio 4:15-19: “Guardai, pois, com diligência as vossas almas, porque não vistes forma alguma no dia em que o Senhor vosso Deus, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, FAZENDO para vós alguma imagem esculpida, na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou de mulher; ou semelhança de qualquer animal que há na terra, ou de qualquer ave que voa pelo céu; ou semelhança de qualquer animal que se arrasta sobre a terra, ou de qualquer peixe que há nas águas debaixo da terra; e para que não suceda que, levantando os olhos para o céu, e vendo o sol, a lua e as estrelas, todo esse exército do céu, sejais levados a vos inclinardes perante eles, PRESTANDO CULTO A ESSAS COISAS que o Senhor vosso Deus repartiu a todos os povos debaixo de todo o céu”. E também Rom. 1:23: “E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis”.
19. Porque não existe o trono do E. S. no apocalipse que nomeia apenas o trono de Deus e do Cordeiro (Apoc. 22:1, 22:3, 3:21 e 7:15 a 17): “Então me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro ”. (22:1), e o trono dos 24 anciãos (Apoc. 4:4). Jesus disse que “Deus é espírito” (João 4:24), mas Ele (Deus) tem um trono. O Espírito Santo não é uma 3ª ”pessoa” espiritual, porque entre outros motivos, não tem um trono. E para completar, Jesus disse que nós nos assentaremos sobre tronos para julgarmos as 12 tribos de Israel: “Assim como meu Pai me confiou um reino, eu o confio a vós, para que comais e bebais a minha mesa no meu reino e vos assenteis sobre tronos para julgar as doze tribos de Israel”. Lucas 22:29 e 30.
20. Porque não há igualdade entre O Pai e o Filho, conforme Jesus disse que “O Pai é maior do que eu” (João 14:28). E por que Jesus também disse: “Deus meu, Deus meu…” Mat. 27:46 + . Paulo escreveu que Deus é o cabeça de Cristo: “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo”. I Cor. 11:3. Apesar disso, Jesus pode fazer tudo o que Deus faz: João 5:19.
21. Porque Jesus disse que a salvação não é obra de uma trindade ou triunidade: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. João 17:3. E o apóstolo João diz exatamente isso no livro do Apocalipse: “e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. Apoc. 7:10.
22. Porque está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Apoc. 14:12.
23. Porque se o E. S. fosse uma outra pessoa ele não seria ilustrado na Bíblia sempre como um símbolo impessoal: pomba (Mat. 3:16 +), fogo (Mat. 3:11 +), vento (João 3:8) línguas de fogo (Atos 2:3), dom, (Atos 8:20), óleo de alegria (Heb. 1:9), 7 tochas de fogo (Apoc. 4:5), 7 olhos do Cordeiro (Apoc. 5: 6 e 7), etc.
24. Porque se Deus fosse triúno, faltaria a 3ª “pessoa” na apresentação do livro do Apocalipse (Apoc. 1:1): “Revelação de Jesus Cristo que Deus Lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João”. Leia novamente, por favor: REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO, QUE DEUS LHE DEU PARA MOSTRAR AOS SEUS SERVOS AS COISAS QUE EM BREVE DEVEM ACONTECER E QUE ELE, ENVIANDO POR INTERMÉDIO DE SEU ANJO, NOTIFICOU AO SEU SERVO JOÃO”. Apoc. 1:1.
25. Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos… Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. Atos 4:8, 11 e 12. Diante disso, entendemos completamente porque não é para batizarmos em nome da Divindade (Pai, Filho e Espírito Santo – Mat. 28:19*), pois Pedro disse: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12), e anteriormente a esse acontecimento, Pedro falou (no batismo de quase três mil pessoas – Atos 2:41): “arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo (Atos 2:38). No livro de Atos os primeiros discípulos batizavam no nome de Jesus. (Atos 2:38, 8:16, 10:48 e 19:5). E os discípulos, cheios do E. S., não poderiam desobedecer à ordem dada por Jesus ou esquecerem-se dela. Além disso, o apóstolo Paulo em Rom. 6:3, escreve em nome de quem ele foi batizado: “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte”? E para não ter nenhuma dúvida, em Gálatas 3:27, ele escreveu: “porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes”. *Se você está se perguntando por que “Mateus” escreveu esse verso, a Bíblia de Jerusalém, que segundo alguns teólogos é a tradução mais fiel dos textos sagrados originais, numa nota explicativa desse versículo (Mat. 28:19), revela o seguinte: “É possível que, em sua forma precisa, essa fórmula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em batizar “no nome de Jesus” (cf. At 1,5 +; 2,38 +). Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade…”.
26. Porque o Apocalipse repetidamente mostra que O Espírito é Jesus (Apoc. 3:21 e 22, 2:26 a 29, 3:5 e 6, 3:12 e 13), veja: “Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro”. (Apoc. 21:9). “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”. (Apoc. 22:17).
27. Porque se a trindade existisse Jesus não teria dito que ele conhece o Pai e o Pai o conhece: “assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas”. João 10:15. E Jesus não Se esqueceu do Espírito Santo quando disse isso.
28. Porque se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse uma personalidade, Paulo não teria escrito em Gálatas 4:6: “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” E em Filipenses 1:19: “Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação,…”.
29. Porque se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse uma personalidade, Pedro não teria escrito em I Pedro 1: 10 e 11 que o E. S. é o Espírito de Cristo: “Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam”.
30. Porque não há Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, já que Paulo escreveu em Romanos 8:9 que o E. S. é o Espírito de Deus ou o Espírito de Cristo: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Diante disso, é possível entendermos o que Pedro disse nos versos a seguir, não se refere a uma 3ª “pessoa” e sim ao Espírito de Deus ou o Espírito de Jesus, o Espírito Santo: “Então disse Pedro, Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus”. Atos 5: 3 e 4.
31. Porque está escrito: “E acontecerá que nos últimos dias derramarei o meu Espírito sobre toda carne…” (Joel 2:28), e uma pessoa não pode ser derramada.
32. Porque Jesus disse que estaria conosco todos os dias até a consumação do século: “… eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”. Mat. 28:20.
33. Porque Jesus foi levado ao deserto pelo E. S. para ser tentado e após Sua vitória, Mateus, Marcos e Lucas registram que anjos O serviram (Mat. 4:1 a 11 +). O E. S. não O serviu também porque não é uma 3ª “pessoa”, apesar de Jesus já ter sido batizado com o E. S. e com poder (Atos 10:38) antes da tentação no deserto.
34. Porque se houvesse igualdade entre o Pai e o Filho, Jesus no livro do Apocalipse não teria falado (Apoc. 3:12): “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte de Deus, e o meu novo nome”.
35. Porque em Mateus: 24:36 Jesus diz: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai”.
36. Porque de acordo com I Cor. 3:16 e 17 e 6:19 e 20, nosso corpo é templo do E. S. e Paulo escreveu que devemos glorificar a Deus em nosso corpo, e não glorificar o Espírito Santo: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”. I Cor. 6:20.
37. Porque em Atos 5:32 Lucas escreve que Deus outorgou o seu Espírito. E Deus não deu um outro deus, mas o poder dEle: “Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim, o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem”.
38. Porque o livro do Apocalipse fala nos 7 Espíritos de Deus enviados por toda a Terra (Apoc. 5:6), que é visto como 7 tochas de fogo por João (Apoc. 4:5) e como os 7 olhos do Cordeiro (Apoc. 5: 6 e 7), apesar de nesses capítulos (4 e 5) terem sidos citados Deus, Jesus (Cordeiro), os anjos, os 24 anciãos e os quatros seres viventes. Novamente o Espírito Santo é citado como símbolo impessoal (7 tochas de fogo e 7 olhos), já que não é uma 3ª “pessoa” e nem tem uma personalidade.
39. Porque está escrito: “Porquanto há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,… (I Tim. 2:5). Se existisse a 3ª ”pessoa“ da trindade, Paulo não chamaria Jesus (o único mediador) de Espírito (Rom. 8:26 e 27) e Hebreus 7:25 não registraria: “por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.
40. Porque Jesus disse: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Atos 1:8. Os discípulos não receberam uma “pessoa” mas o poder de Deus, conforme Jesus falou.
41. Porque apesar dos trinitarianos gostarem de utilizar Rom. 8:11: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”, na tentativa de dizer que a trindade ressuscitou Jesus, é possível identificarmos, no mínimo, os seguintes problemas: 1º: esse verso diz claramente que quem ressuscitou Jesus foi Deus. 2º: se a trindade tivesse ressuscitado Jesus, conforme crêem os teólogos trinitarianos, não seria necessário um anjo para remover a pedra do túmulo (Mat. 28:2, Marcos 16:5 a 7). Como foi Deus que ressuscitou Jesus e como o E. S. não é uma 3ª “pessoa”, um anjo veio retirar a pedra do túmulo de Jesus.
42. Porque se existisse trindade, não seria possível um ser humano batizar outro com o Deus Espírito Santo ou o Deus Espírito Santo ficar subordinado à ação de um homem, por mais santo que ele seja: “Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos, dizendo: Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo. A seguir, levantou-se e foi batizado”. Atos 9:17 e 18. Não podemos ficar cheios de uma pessoa. Mas podemos ficar cheios de um poder.
43. Porque os trinitarianos dizem que o outro Consolador é a 3ª “pessoa” da trindade, mas Jesus disse que o outro Consolador (João 14:16) é Ele mesmo: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros”. João 14:16 a 18. João 17:26: “Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja”. Leia também Mateus 28:20. Jesus disse que Ele é “o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. João 14:6. Lembre-se que Jesus às vezes refere-se a Ele mesmo na 3ª pessoa do singular, como se fosse um outro ou outra pessoa que não Ele mesmo: “Quando ele saiu, disse Jesus: Agora, foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele; se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo; e glorificá-lo-á imediatamente”. João 13:31 e 32. Assim como no verso a seguir não parece que foi dito por Jesus, mas foi sim: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. João 17:3
44. Porque se a 3ª “pessoa” da trindade existisse realmente, Jesus não teria dito: “Naquele dia vós conhecereis que eu estou em Meu Pai, e vós, em Mim, e eu, em vós. Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que me ama será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e me manifestarei a ele”. João 14:20 e 21. Veja também João 15:9 e 10.
45. O momento foi terrível: ninguém nunca sofreu tanto assim e ninguém jamais sofrerá. Jesus está no Getsêmani. Angustia-se pelos pecados do mundo. Sua gotas de sangue. Suplica ao Pai três vezes que seja poupado (Mat. 26:36 a 46, Marcos 14:32 a 42, Lucas 22:39 a 46), mas diz também que seja feita a vontade do Pai. No livro de Lucas está registrado que um anjo do céu O confortava (Lucas 22:43). Não foi possível o E. S. auxiliá-lo, ajudá-lo ou confortá-lo porque não é uma 3ª “pessoa”, apesar de Jesus ter sido ungido com o Espírito Santo e com poder, conforme Lucas registrou em Atos 10:38, ao ser batizado no rio Jordão, no início do Seu ministério.
46. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não aparece na crucificação de Jesus. (Um dos momentos mais importantes na história do nosso mundo!). Mat. 27:45 a 56, Marcos 15:33 a 41, Lucas 23:44 a 49, João 19:28 a 30.
47. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não aparece na segunda vinda de Jesus (A nossa grande esperança!). Mat. 24: 29 a 31, Marcos 13:24 a 27, Lucas 21:25 a 28, I Tess. 4:16 e 17, II Pedro 3:7 a 13, Apoc. 1:7.
48. Porque a trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo) também não existe no Novo Céu, na Nova Terra e na Nova Jerusalém. Apoc. 21:1 a 22:21. Ou seja, o governo do novo Céu, da Nova Terra e da Nova Jerusalém é de Deus o Pai e de Jesus Cristo: “Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. Apoc. 21:22 e 23. E se você ainda tem alguma dúvida, veja: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: o reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”. Apoc. 11:15. E se você ainda não tem certeza absoluta: “Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”. Apoc. 12:10.
49. Porque se a trindade fosse bíblica, o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse uma personalidade, Jesus jamais teria dito: “… quem me vê a mim, vê o Pai”. João 14:9. Ele teria falado quem vê a Mim, vê o Pai e vê também o Espírito Santo.
50. Porque é Jesus quem aparece para Saulo no caminho de Damasco (Atos 9:1 a 9). O E. S. já tinha sido derramado antes de Saulo encontrar-se com Jesus (Atos 2:1 a 4). Então, se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” ou tivesse personalidade, ele teria aparecido a Saulo no caminho de Damasco e aparecido a Paulo quando ele (Paulo) foi batizado com o E. S. (Atos 9:17). Alguns trinitarianos dizem que foi Jesus quem apareceu devido ao fato de Saulo ir perseguir a Jesus. Se for devido a isso, por que então Jesus disse que o Espírito Santo (que já tinha sido enviado pelo Pai e por Ele quando esse fato acontece) é quem convenceria “do pecado (Saulo estava em pecado), da justiça (Saulo estava cometendo uma injustiça) e do juízo”?
51. Porque se existisse trindade Paulo não escreveria: “Ora, Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações para todo o sempre. Amém”. Efésios 3:20 e 21.
52. Porque Paulo não se esqueceu da 3ª “pessoa” da trindade quando escreveu I Tess. 3:11 a 13: “Ora, o nosso mesmo Deus e Pai, e Jesus, nosso Senhor, dirijam-nos o caminho até vós, e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos”.
53. Porque João não se esqueceu da 3ª “pessoa” da trindade ao escrever, inspirado pelo Espírito de Deus, o verso que é considerado “áureo” da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16.
54. Porque não seria possível o apóstolo Paulo esquecer-se da 3ª “pessoa” da trindade em todas (13 cartas sem contar com o livro de Hebreus) as cartas assinadas por ele ao fazer a saudação (início das cartas) citar O Pai e Jesus Cristo, escrevendo, na maioria das vezes assim: “… graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo”.
55. Porque não há possibilidade de Tiago, em sua epístola, ter esquecido a 3ª “pessoa” da trindade já que escreveu: “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações”.Tiago 1:1
56. Porque Jesus disse: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como O Pai Me enviou, Eu também vos envio. E havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo”. João 20:21 e 22. Se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse uma personalidade Jesus teria apresentado-o e não teria soprado-o, já que não é possível uma pessoa ser soprada.
57. Porque no capítulo 1º de Gênesis, os teólogos trinitarianos tentam nos convencer que o Espírito de Deus é a 3ª “pessoa” da trindade e Jó 33:4 diz que “o Espírito do Senhor me fez” mas para ficar bem claro quantos seres são, João, no N. T. diz que “no princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o verbo era Deus… e que todas as coisas foram feitas por intermédio dele” (Jesus) João 1:1 a 3 (Dois Seres). O livro de Hebreus relata que foi mediante Jesus que Deus fez o universo (Heb. 1:2 – Dois Seres). Paulo escreveu em Colossenses 1:15 e 16: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele (Dois Seres). O apóstolo João que escreveu “no princípio era o verbo…” (João 1:1 p.p.), em Apocalipse 14:7 escreve: “… Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas (Dois Seres). E se você ainda tem alguma dúvida de quantos seres participaram da Criação, veja o que Jesus disse: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo”. (Dois Seres) João 17: 4 e 5.
58. Porque Jesus disse e Mateus registrou: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles”. Mat. 18:20. Esta passagem bíblica nos lembra outra citação de Jesus: “… eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. Mat. 28:20.
59. Porque está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o Seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Nisto conhecemos que permanecemos nele, e Ele, em nós: em que nos deu do Seu Espírito”. I João 4:12 e 13. Deus não nos deu um 3º deus, mas o Seu poder, conforme Jesus disse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o E. Santo…” Atos 1:7 p.p.
60. Porque Hebreus 10:29 identifica o Espírito da Graça como Jesus: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da Graça”.
61. Porque João escreveu: “… ora a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo”. I João 1:3.
62. Porque está escrito: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e está vida está no Seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. I João 5:11 e 12.
63. “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Rom. 8:38 e 39.
64. Porque está escrito “… tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus”. I Cor. 3:22 (u. p.) e 23.
65. Porque Lucas escreveu (1:39 a 45): “Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém que me venha visitar a mão do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim. Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor”. Porque se o E. S. fosse uma pessoa, ele não teria possuído Isabel. Há vários exemplos na Bíblia de pessoas que ficaram possuídas por outro(s) ser(es) e em conseqüência disso, não sabem o que fazem e perdem completamente, entre outras coisas, a autonomia e a consciência (enquanto estão possuídas). Mas Deus não utiliza os métodos de Satanás. Isabel não ficou possuída por uma pessoa, mas cheia do poder de Deus, conforme o anjo Gabriel disse a Maria: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá… ” Lucas 1:35 p.p.
66. Porque Jesus disse: “Eis que vem a hora e já é chegada em que sereis dispersos, cada um para a sua casa, e me deixareis sós; contudo, não estou só, porque O Pai está comigo.” João 16:32. Jesus foi ungido com o E. S. e com poder muito antes desse momento, conforme relatado em Atos 10:38, no início do Seu ministério, ao ser batizado no rio Jordão. Se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa”, Ele teria dito que o E. S. estava com Ele, já que foi ungido com o E. S. no início do Seu ministério.
67. Porque está escrito: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Filipenses 3:13 e 14.
68. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não é citada na Santa Ceia. Mat. 26: 26 a 30 +.
69. Porque se existisse trindade, Jesus não diria: “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de Mim se alimenta por Mim viverá”. João 6: 57.
70. Porque apesar dos trinitarianos gostarem de utilizar o texto que está em II Cor. 13:13* que fala na Divindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” para tentarem nos convencer que são 3 “pessoas”, o Apocalipse diz que a adoração só deve ser dada a Deus e ao Cordeiro (2 “pessoas”): “Então, ouvi que toda criatura que há no céus e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os anciãos prostraram-se e adoraram”. Apoc. 5:13 e 14. É válido lembrar que a Bíblia fala em Deus, Jesus e Espírito Santo. E não na trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. *A Bíblia de Jerusalém, que para alguns teólogos é a melhor tradução da Bíblia, numa nota explicativa desse texto (II Cor. 13:13) diz: “Essa fórmula trinitária, provavelmente de origem litúrgica (conf. Mat. 28,19),…”.
71. Porque está escrito: “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão. E viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”. Apoc. 20:4.
72. Porque está escrito em Isaías 55:5 a 7: “Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para junto de ti, por amor do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, porque este te glorificou. Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos, converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”.
73. Porque está escrito: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. I Tess. 5:23.
74. Porque Jesus disse: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. João 3:36. Diante de tal afirmação fica fácil entendermos que Ele (Jesus) disse que o pecado contra o Espírito Santo não será perdoado (Mat. 12:32). Os trinitarianos gostam muito de utilizar esse texto. Eles dizem inclusive que Deus perdoa (“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem!” Lucas 23:34) e que Jesus também perdoa conforme Ele mesmo disse (Mat. 12:32), mas que a 3ª “pessoa” da trindade não perdoa. Partindo do princípio trinitariano que o Espírito Santo é uma pessoa, 1º problema: O Deus Espírito Santo é maior do que Deus Pai e do que Jesus Cristo? 2º problema: não há um consenso na trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo)? 3º problema: afinal, quem está com a razão: Deus, O Pai e Deus O Filho, que perdoam ou o Deus Espírito Santo que não perdoa? (Veja que no verso 30 desse mesmo capítulo 12, Jesus diz: “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”).
75. Porque está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. João 1:18.
76. Porque Jesus disse que os únicos que tem vida em Si mesmos são Ele e o Pai: “Porque assim como o Pai tem vida em Si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em Si mesmo”. João 5:26.
77. Porque não faltou a 3ª “pessoa” da trindade na declaração de Jesus quando Ele disse: “mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está Mim, e Eu estou no Pai”. João 10:38.
78. Porque João não se esqueceu da 3ª “pessoa” da trindade quando inspirado pelo Espírito de Deus escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens”. João 1:1 a 4. Heb. 1:2 diz que Deus fez o universo através de Jesus.
79. Porque apesar dos teólogos trinitarianos dizerem que a trindade está presente em toda a Bíblia, veja o que o apóstolo Paulo escreveu em I Cor. 10:1 a 5 referindo-se a fatos do Antigo Testamento: “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto”.
80. Porque apesar da doutrina da trindade ensinar que há igualdade entre Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, Paulo escreveu: “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo O cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo”. I Cor. 11:3.
81. Porque está escrito: “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”. I Cor. 15:57.
82. Porque está escrito em II Cor. 2:14: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento”.
83. Porque a doutrina da trindade não consegue explicar também II Cor. 5:18 a 20 que fala sobre o ministério da reconciliação: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus”.
84. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Efésios 2:8.
85. Porque a 3ª “pessoa” da trindade não aparece nos serviços sacrificais realizados no tabernáculo. Êxodo, Levítico e Números.
86. Porque se o Espírito Santo fosse uma 3ª “pessoa”, Simão que presenciou pessoas sendo batizadas com o Espírito Santo não pediria que fosse batizado com este poder. Atos 8:18 e 19: “Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito [Santo], ofereceu-lhes dinheiro, propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo”.
87. Porque se o Espírito Santo fosse uma 3ª “pessoa” Pedro não responderia para Simão que queria comprar o E. S. que ele (Simão) não poderia receber o dom de Deus. Atos 8:20: “Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus”.
88. Porque está escrito: “Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações, estando ciente do teu amor e da fé que tens para com O Senhor Jesus e todos os santos, para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo”. Filemom 1:4 a 6.
89. Porque está escrito: “E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Fil. 4:7.
90. Porque Jesus disse: “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos. Como o Pai me amou, também vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço”. João 15:8 a 10. E Jesus não Se esqueceu de ninguém.
91. Porque está escrito: “… para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele”. Efésios 1:17. O Deus de Jesus e nosso nos concede o poder e não um 3º deus.
92. Porque se houvesse igualdade entre o Pai, o Filho e o E. S., Jesus não diria: “Recomendou-lhes Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para Meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: subo para Meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso Deus” (João 20:17). Deus Pai, é O Deus de Jesus. Apesar de dizerem que são três iguais Jesus não é O Deus de Deus.
93. Porque João escreveu: “nela, não vi santuário, porque o seu santuário é O Senhor, O Deus Todo-Poderoso, e O Cordeiro”. Apoc. 21:22.
94. Porque está escrito: “Olhei e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito O Seu nome e o Nome de Seu Pai”. Apoc. 14:1.
95. Porque Jesus disse: “Crede-me que estou no Pai, e O Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras”. João 14:11. E a citação de Jesus não está incompleta.
96. Porque apesar dos trinitarianos gostarem de usar I João 5:7 e 8*: “Pois há três que dão testemunho [no céu: O Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes em um só propósito”; o texto diz que três dão testemunho no céu. Observe bem que o verbo está no presente: dão. 1º problema: Jesus vai para o céu e o E. S. vem para a Terra. Logo, três não dão testemunho no céu: somente Dois. 2º problema: Quantos seres Estêvão viu no céu quando foi apedrejado? Dois (Atos 7:55)! João no livro do Apocalipse ao mencionar o trono da Divindade, vê o trono de Deus, do Cordeiro e do Espírito Santo? Não, ele vê o trono de Deus e do Cordeiro (Apoc. 22:1, 3, 3:21) e também o trono dos 24 anciãos (Apoc. 4:4). 3º problema: Por que só a 3ª “pessoa” da trindade dá testemunho no céu e na terra? É ela mais poderosa do que Deus O Pai e Jesus Cristo? 4º problema: é muito estranho a água e o sangue estarem em um mesmo nível de igualdade que a 3ª “pessoa” da trindade. E se você ainda tem alguma dúvida, veja através das palavras de Jesus quantos deram testemunho no céu: “E, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo”. (Dois) João 17:5. E você já sabe quantos darão testemunho no céu: “Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão”. (Dois) Apoc. 22:3. *A Bíblia de Jerusalém, preferida por vários teólogos, tem uma nota explicativa desse texto (I João 5:7 e 8) que diz assim: “o texto dos vv. 7-8 está acrescido na Vulg. de um inciso (aqui abaixo entre parênteses) ausente dos antigos mss gregos, das antigas versões e dos melhores mss da Vulg., o qual parece ser uma glosa marginal introduzida posteriormente no texto: “Porque há três que testemunham (no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, e esses três são um só; e há três que testemunham na terra): o Espírito, a água e o sangue, e esses três são um só”.
97. Porque está escrito: “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo, a misericórdia, a paz e o amor vos sejam multiplicados”. Judas 1 e 2.
98. Porque está escrito: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” Judas 24 e 25.
99. Porque Lucas escreveu: “Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade. E ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Atos 18:9 a 11. É Jesus quem falou com Paulo e não a 3ª “pessoa” da trindade.
100. Porque está escrito: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus”. Rom. 5:1 e 2.
101. Porque Paulo escreveu: “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, O qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. Rom. 8:31 a 34.
102. Porque se para os teólogos trinitarianos é a trindade quem salva, veja o que foi revelado a João e ele escreveu no livro do Apocalipse: “… e clamavam em grande voz, dizendo: ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. Apoc. 7:10.
103. Porque Lucas escreveu: “Na noite seguinte, O Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a Meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma”. Atos 23:11. Você entendeu quem apareceu para o apóstolo Paulo? Jesus! Segundo a doutrina da trindade deveria ser a 3ª “pessoa”.
104. Porque os 144.000 são as primícias para Deus e para o Cordeiro: “São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro”. Apoc. 14:4.
105. Porque apesar dos trinitarianos gostarem de usar esse verso (o aviso do nascimento de Jesus dado a Maria), observe bem o que Lucas relata no cap. 1 verso 26: “No sexto mês (de gestação de João Batista), foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,…” verso 35: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”. Se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” ou se tivesse uma personalidade, ele mesmo teria dado a notícia a Maria e não haveria necessidade do anjo Gabriel fazê-lo. Como o E. S. não é uma 3ª “pessoa” e não tem uma personalidade, o anjo Gabriel foi enviado por Deus para dar a notícia a Maria.
106. Porque Jesus não Se esqueceu da 3ª “pessoa” da trindade quando contou a parábola dos lavradores maus. Mat. 21:33 a 46; Mc 12:1 a 12 e Lc 20:9 a 18.
107. Porque Jesus disse: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, O Pai, O confirmou com o Seu selo. Dirigiram-se, pois, a Ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais nAquele que por Ele foi enviado”. João 6:27 a 29.
108. Porque Jesus disse: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder”. Lucas 24:49.
109. Porque Jesus disse: “Ora, se vós que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? Lucas 11:13. O E. S. não é uma 3ª “pessoa” mas sim uma dádiva de Deus. Se ele fosse uma “pessoa” teria iniciativa de dar-se.
110. Porque apesar dos trinitarianos procurarem enfatizar a 3ª “pessoa” da trindade no livro de Atos, Lucas cita que Jesus (aparições a Paulo – Atos 9:1 a 9, 18:9 a 11 e 23:11) atua e os anjos também. Veja por exemplo, esta passagem: “Um anjo do Senhor falou a Filipe dizendo: dispõe-te e vai para o lado sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi”. Atos 8:26. Jesus e os anjos também fazem o trabalho que fomos ensinados a pensar que só a 3ª “pessoa” da trindade faz.
111. Porque apesar do fato de que os teólogos trinitarianos quererem que confessemos que Deus é triúno, a Bíblia diz: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, crer que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Rom. 10:9. E não foi a trindade quem ressuscitou Jesus. Como este, há vários textos na Bíblia que explicam que foi Deus quem ressuscitou Jesus.
112. Porque a Bíblia manda que: “… toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”. Fil. 2:11, Heb. 3:1 e I João 4:14 e 15.
113. “… porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus”. I João 5:4 e 5.
114. Porque está escrito: “Ora, O Deus de toda graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar”. I Pedro 5:10.
115. Porque em I Pedro 4:11 está escrito: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém”!
116. Porque está escrito “… mas os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus”. I Cor. 1:24.
117. “Porque decidi nada saber entre vós senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus”. I Cor. 2:2 a 5.
118. Porque Jesus disse: “Tudo me foi entregue por Meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai. E ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Mat. 11:27. “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. João 1:18. Se ninguém conhece O Pai, a não ser O Filho e ninguém conhece O Filho senão O Pai, logo: “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que Ele intercede pelos santos” (Rom. 8:27). O único intercessor entre Deus e os homens é Jesus (I Tim. 7:25). E Ele disse também: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14:6). Então, assim como Moisés (Gên. 1:2), Jó (33:4), João (Apoc. 3:5 e 6 +), Hebreus (10:29), Paulo nesse verso (Rom. 8:27) chama Jesus de Espírito. Ou seja, o Espírito segundo a Bíblia é Jesus.
119. Porque João escreveu: “Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”. Apoc. 12:10.
120. Porque está escrito: “Bendito seja O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, O Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!” II Cor. 1:3.
121. Porque está escrito “… dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,…” Efésios 5:20.
122. Porque Jesus disse: “Mas vós, continuou Ele, quem dizeis que Eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és O Cristo, O Filho do Deus vivo. Então, Jesus Lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que te revelaram, mas Meu Pai, que está nos céus”. Mat. 16:15 a 17.
123. Porque está escrito: “a graça, a misericórdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor”. II João 3.
124. Porque está escrito: “e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a Ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” Apoc. 1:6.
125. Porque está escrito: “ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém”. Rom. 16:27.
126. Porque está escrito: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus. O que permanece na doutrina, esse tem tanto O Pai como O Filho”. II João 9.
127. Porque está escrito: “Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Apoc. 1:9.
128. Porque está escrito: “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos”. Apoc. 20:6.
129. Porque está escrito: “Sabeis, pois, isto: nenhum incontinente ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus”. Efésios 5:5.
130. Porque está escrito: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, Eu sou O SENHOR, e fora de Mim não há salvador”. Isaías 43:10 e 11.
131. Porque está escrito: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes”. Gálatas 3:26 e 27.
132. Porque está escrito: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o Seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele”. I João 4:8 e 9.
133. Porque Pedro disse: “A este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado pois à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis”. Atos 2:32 e 33. E Lucas, inspirado pelo Espírito Santo não pecou ao escrever dessa forma.
134. Porque está escrito em Atos 16:6 e 7: “E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu”.
135. Porque está escrito: “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o Teu Deus, Te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos Teus companheiros”. Hebreus 1:9. Deus é o Pai e o Deus de Jesus. Mas Jesus não é o Deus do Altíssimo. Jesus é filho do Altíssimo (ainda que tão ilimitado quanto Deus).
136. Porque está escrito: “E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça”. II Cor. 5:11.
137. Porque está escrito: “O Senhor me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas… Porque o que me acha, acha a vida e alcança favor do Senhor. Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte”. Prov. 8:22 e 35 e 36.
138. Porque está escrito: “E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus”; II Cor. 8:5.
139. Porque Paulo escreveu: “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pelo fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Gal. 2: 19 e 20.
140. Porque está escrito: “… e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo”. II Cor. 10:5.
141. Porque está escrito: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. Efésios 5:1 e 2.
142. “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo”. II Cor. 11:2.
143. Porque está escrito: “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus”. Col. 4:12.
144. Porque está escrito: “Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo”. II Tess. 3:5.
145. Porque está escrito: “Há muito, pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para a vossa edificação”. II Cor. 12:19.
146. Porque está escrito: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”. Gálatas 1:10.
147. Porque está escrito: “E, quando vos entregarem, não cuideis em como ou o que haveis de falar, porque, naquela hora, vos será concedido o que haveis de dizer, visto que não sois vós o que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós”. Mat. 10:19 e 20.
148. Porque está escrito: “Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus”; Efésios 6:6.
149. Porque está escrito: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”. Fil. 4:19.
150. Porque está escrito: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com Ele, em glória”. Col. 3:1 a 3.
151. Porque está escrito: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Col. 3:16 e 17.
152. Porque está escrito: “Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado”. Col. 4:3.
153. Porque está escrito: “Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao Seu trono”. Apocalipse 12:5.
154. Porque está escrito: “Conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade”. I Tim. 5:21.
155. Porque está escrito: “Exorto-te, perante Deus, que preserva a vida de todas as coisas, e perante Cristo Jesus, que, diante de Pôncio Pilatos, fez a boa confissão, que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo; a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A Ele honra e poder eterno. Amém”! I Tim. 6:13 a 16.
156. Porque está escrito: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino…” II Tim. 4:1.
157. Porque está escrito: “Por isso, ponde de parte os princípio elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus…” Heb. 6:1.
158. Porque está escrito: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. Heb. 12:2.
159. Porque está escrito: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome”. Heb. 13:15.
160. Porque está escrito: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança…” Heb. 13:20.
161. Porque está escrito: “… também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”. I Pedro 2:5.
162. Porque está escrito: “… a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo; o qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando-lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes”. I Pedro 3:21 e 22.
163. Porque está escrito: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que Ele ressuscitou a Cristo, ao qual Ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”. I Cor. 15:14 a 17.
164. Porque Jesus disse: “O Pai, que me enviou, esse mesmo é o que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma”. João 5:37.
165. Porque está escrito: “Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Rom. 15:5 e 6.
166. Porque Jesus disse: “Ao vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. Apoc. 3:5.
167. Porque Paulo escreve, inspirado pelo Espírito de Deus: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeito, para que Deus seja tudo em todos”. I Cor. 15:20 a 28. Jesus é tão ilimitado quanto Deus, mas a Bíblia não O apresenta no mesmo nível de igualdade com Deus.
168. Porque Jesus não Se esqueceu de nenhuma outra pessoa quando disse: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”. João 15:1 e 2.
169. Porque Jesus disse: “Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai”. João 15:24.
170. Porque nosso Salvador Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também”. João 14:1 a 3.
171. “E Jesus clamou, dizendo: Quem crê em mim, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim vê aquele que me enviou. Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas… Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo”. João 12: 44, 45, 46, 49 e 50.
172. Porque está escrito: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos… Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores, contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu”. Isaías 53:10 e 12.
173. Porque Jesus falou: “Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto”. João 6:46.
174. Porque está escrito: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Apoc. 14:6 e 7. Lembre-se que Deus criou o universo mediante Jesus: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. Heb. 1:1 e 2.
175. Porque Paulo escreveu: “Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão”. Gál. 2:21.
176. Porque João escreveu: “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. Apoc. 21:23.
177. Porque Jesus disse: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio de sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim”. João 17:20 a 23. Ao Jesus dizer sobre a unicidade primeira dEle com o Pai e depois a unicidade nossa com eles (Deus e Jesus), fica claro mais uma vez que Ele não excluiu o Espírito Santo e nem nos colocou acima do Santo Espírito (“…a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós…”).
178. Porque está escrito: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Rom. 8:29.
179. Porque está escrito: “E entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações!” Apoc. 15:3.
180. Porque Jesus disse: “Se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou”. João 8:16.
181. Porque está escrito: “E, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus seja com todos”. Apoc. 22:19 a 21.
182. Porque Jesus afirmou: “Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim”. João 8:18
183. “Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes, e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra. Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa, e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhes os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes e reinarão sobre a terra”. Apoc. 5:6 a 10.
184. Porque está escrito: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. João 1:18. Jesus disse que: “Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Mat. 11:27. Compreendendo que só o Pai conhece o Filho e só o Filho conhece o Pai, é possível entendermos claramente que Paulo não se refere a uma 3ª “pessoa” quando escreveu: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente… Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós porém, temos a mente de Cristo”. I Cor. 2:10 a 14 e 16. Lembre-se: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu…” Apoc. 1:1(p.p.) e “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Apoc. 3:21 e 22. Ou seja, Jesus é o único que conhece a Deus plenamente (“Eu e o Pai somos um”. João 10:30). E Ele é chamado de Espírito ou Espírito de Deus em vários lugares da Bíblia (Gên. 1:2, Rom. 8:26 e 27, Apoc. 3:21 e 22 +). Lembre-se que o Espírito no livro do Apocalipse é Jesus.
185. Porque João escreveu no Apocalipse: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: o reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”. Apoc. 11:15.
186. Porque está escrito: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra”. Filipenses 2:5-10. Diante disso entendemos melhor porque Pedro no livro de Atos diz que é para batizarmos apenas em nome de Jesus. Atos 3:8, 8:16, 10:48 e 19:5. Leia em Atos 19:5 que Paulo está presente em mais um batismo que aconteceu unicamente em nome de Jesus.
187. Porque Jesus falou: “Ouviste que eu vos disse: Vou e volto para junto de vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu”. João 14:28. Lembre-se que Paulo escreveu que Deus é o cabeça de Cristo. I Cor. 11:3.
188. Porque está escrito: “Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade”. Atos 1:6 e 7.
189. Porque Jesus disse: “Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer”. João 5:21.
190. Jesus respondeu a Nicodemos: “… Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus (João 3:5). Nos versos 14 e 15 deste mesmo capítulo Jesus diz: ”E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado (v. 14), para todo o que nele crê tenha a vida eterna (v. 15) “. Lembre-se que Jesus disse que Ele é o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. João 14:6. Lembre-se também que Jesus muitas vezes ao falar dEle mesmo o faz de uma forma como se estivesse se referindo a outra pessoa e não a ele mesmo, conforme faz ao referir-se a Ele nos versos 14 e 15 do capítulo 3. Releia, por favor. Ou seja, Jesus estava falando dele mesmo ao dizer “… quem não nascer da água e do Espírito…” (João 3:5). Você viu anteriormente que em vários lugares da Bíblia Jesus é chamado de Espírito. Mas se você se esqueceu, leia, por exemplo, Apoc. 2:18, 28 e 29. E se você ainda tem alguma dúvida: “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. I João 5:12.
191. Porque está escrito: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarscecível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo”. I Pedro 1:3 a 5.
192. Porque Mateus registrou: “Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo”. Mat. 1:19 e 20.
193. Porque está escrito em Atos 5:17 a 20: “Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja, prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública. Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas do cárcere e, conduzindo-os para fora, lhes disse: Ide e, apresentando-vos no templo, dizei ao povo todas as palavras desta Vida”.
194. Porque Jesus disse: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus”. Mat. 10:32 e 33.
195. Porque está escrito: “Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus”. Rom. 7:4.
196. Porque Jesus disse: “E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. João 1:51.
197. Porque Jesus também disse: “Quem, todavia lhe aceita o testemunho, por sua vez, certifica que Deus é verdadeiro. Pois o enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus não dá o Espírito por medida. O Pai ama ao Filho, e todas as coisas têm confiado às suas mãos”. João 3:33 a 35.
198. Porque está escrito: “E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. João 5:16 e 17.
199. Porque está escrito: “Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai. Porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz”. João 5:19.
200. Porque está escrito: “Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”. I Pedro 4:14. Caso tenha dúvida, leia em João 17:1 a 5 quem é o Espírito da glória de Deus.
201. Porque está escrito: “antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal”. I Pedro 3:15 a 17.
202. Porque está escrito: “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. II Pedro 1:16 a 18.
203. Porque Jesus disse: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. João 6:37.
204. Porque está escrito: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. I João 2:1 e 2.
205. Porque está escrito: “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”. I João 3:8 e 9.
206. Porque Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:44.
207. Porque está escrito: “E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus”. I João 4:14 e 15.
208. Porque Jesus disse: “Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo”. João 17:24.
209. Porque Jesus disse: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu. Pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:38 a 40.
210. Porque Jesus disse: “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim”. João 6:45.
211. “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo”. João 6:32 e 33. Para você não ter dúvida, quem é o Pão do Céu, lembre-se que Jesus disse: “… Eu sou o pão da vida; o quem vem a mim jamais terá fome. E o que crê em mim jamais terá sede”. João 6:35.
212. Porque João escreveu no Apocalipse: “Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido:… Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Apoc. 2:18 e 26 a 29.
213. Porque Jesus disse: “Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja”. João 17:25 e 26.
214. Porque Jesus disse: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim”. João 17:21 a 23.
215. Porque está escrito: “Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. I João 1:5 a 7.
216. Porque está escrito (sobre Sansão): “Apareceu o Anjo do Senhor a esta mulher e lhe disse: Eis que és estéril e nunca tiveste filho; porém conceberás e darás à luz um filho… E o Espírito do Senhor passou a incitá-lo em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol… Chegando ele a Lei, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando; porém o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou dele, que as cordas que tinha nos braços se tornaram como fios de linho queimados, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos… Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus, para que me vingue dos filisteus, ao menos por um dos meus olhos”. Juízes 13:3, 25, 15:14 e 16:28.
217. Porque está escrito: Digo, pois, que Cristo foi constituído ministro da circuncisão, em prol da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos nossos pais”. Rom. 15:8.
218. Porque Jesus disse: “E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada”. João 8:29. Lembre-se que quando Jesus disse isso, ele já tinha sido ungido com o E. S., conforme Atos 10:38.
219. Porque está escrito: “Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus”. Rom. 15:7.
220. Porque João escreveu no livro do Apocalipse: “Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus”. Apoc. 19:9.
221. Porque Jesus disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”. Lucas 4:18 e 19. Lembre-se que Jesus não poderia ser ungido com uma pessoa, sendo Ele mesmo uma pessoa. Lembre-se também que se o E. S. fosse uma 3ª “pessoa” e tivesse personalidade, Jesus não teria dito “Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo”. João 16:32.
222. Porque está escrito: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus! Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai deste homem. O demônio, depois de o ter lançado por terra no meio de todos, saiu dele sem lhe fazer mal”. Lucas 4:34 e 35. Os anjos caídos que já estiveram na presença de Deus, sabem quem é o Santo dEle: Jesus!
223. Porque está escrito: “e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se”? Apoc. 6:16 e 17.
224. Porque está escrito: “pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”. Apoc. 7:17.
225. Porque está escrito: “Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora. Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas”. Apoc. 8:1 e 2.
226. Porque está escrito: “também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro”. Apoc. 14:10.
227. Porque está escrito: “Então ouvi uma voz como de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou”. Apoc. 19:7 e 8.
228. Porque está escrito: “O Espírito do Senhor se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem… Chegando eles a Gibeá, eis que um grupo de profetas lhes saiu ao encontro; o Espírito de Deus se apossou de Saul, e ele profetizou no meio deles”. I Samuel 10:6 e 10.
229. Porque Jesus disse: “Porque o Pai ama ao Filho, e lhe mostra tudo o que faz, e maiores obras do que estas lhe mostrará, para que vos maravilheis. Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer. E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento, a fim de que todos honrem o Filho do modo porque honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”. João 5:20 a 23.
230. Os teólogos trinitarianos também gostam muito dos seguintes textos: 1º) “E, havendo discordância entre eles, despediram-se, dizendo Paulo estas palavras: Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse: Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados”. Atos 28:25 a 27. 2º) “Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados. Isso disse Isaías porque viu a glória dele e falou a seu respeito”. João 12:39 a 41. Ao citarem essas passagens das Escrituras eles objetivam mostram que o Espírito Santo é uma pessoa, tem personalidade e ele está presente inclusive no Antigo Testamento. Mas veja o que João no Apocalipse explica: “Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto”. Apoc. 3:1. O Apocalipse diz quem tem as sete estrelas: Jesus (Apoc. 1:16) e diz também quem são as sete estrelas: os anjos das sete igrejas (Apoc. 1:20). Leia também:“Disse-me ainda: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer”. Apoc. 22:6. E para você não ter dúvida quem é o Deus dos espíritos dos profetas, leia o verso 16 do mesmo capítulo 22: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã”. Apoc. 22:16. Lembre-se que João (como Moisés e Paulo) chama Jesus de Espírito várias vezes no livro do Apocalipse, conforme você viu anteriormente. Logo, Paulo está referindo-se a Jesus quando escreveu: “… bem falou o Espírito Santo”, e não a um 3º deus.
231. “Respondeu Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é; quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus”. João 8:54.
232. Porque Jesus disse: “Assim como meu Pai me confiou um reino, eu o confio a vós, para que comais e bebais a minha mesa no meu reino e vos assenteis sobre tronos para julgar as doze tribos de Israel”. Lucas 22:29 e 30. Jesus disse que teremos tronos. E o Apocalipse nomeia o trono de Deus e do Cordeiro (Apoc. 22:1 e 3 +) e dos 24 anciãos (Apoc. 4:4). E não está faltando nenhum trono.
233. Disse Jesus: “Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará”. João 12:26.
234. Porque está escrito no livro de Isaías: “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo… Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo”. Isaías 6:1, 5 a 10. No próprio livro do profeta Isaías está a resposta a quem se refere a frase “quem há de ir por nós”: “Todavia ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará em suas mãos”. Isaías 53:10. Ou seja, refere-se a Deus e a Jesus. E se você está com dúvida quem o profeta Isaías viu em sua visão, lembre-se que a Bíblia diz que “ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. João 1:18. Ou seja, Isaías vê Jesus. E conforme você leu anteriormente, Paulo chama Jesus, que fala as palavras registradas por Isaías (especificamente Isaías 6:9 e 10), de Espírito Santo. Atos 28:25 a 27. Mais um texto da Bíblia onde Jesus é identificado como o Espírito Santo.
235. “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus”. Heb. 9:24
236. Porque Jesus disse: “Quem me odeia odeia também a meu Pai”. João 15:23.
237. Porque Pedro disse: “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; o qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela… A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas”. Atos 2:23, 24 e 32.
238. Porque Pedro disse: “Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas”. Atos 3:15
239. Porque Pedro disse: “Mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer”. Atos 3:18.
240. Porque Pedro disse: “Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vós outros para vos abençoar, no sentido de que cada um se aparte das suas perversidades”. Atos 3:26.
241. “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos… tomais conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós”. Atos 4:8 e 10.
242. “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados”. Atos 5:30 e 31.
243. “A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto”. Atos 10:40.
244. “Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos”. Atos 13:29 e 30.
245. “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. Atos 17:30 e 31.
246. “Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder”. I Cor. 6:14.
247. “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele… e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais”. Efésios 1:17, 19 e 20.
248. “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, com respeito a seu Filho, o qual segundo a carne, veio da descendência de Davi, e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor, por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios, de cujo número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo”. Rom. 1:1 a 6.
249. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos, e juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Efésios 2:4 a 10.
250. Porque João escreveu no Apocalipse: “Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro; e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina”. Apoc. 21:9 a 11.
O próprio Jesus refuta a trindade
Se a grande maioria dos cristãos, por herança recebida do catolicismo quando ainda estava em formação, dizem que Deus é composto de três pessoas, então, dada a importância dessa informação e considerando que há quem afirme que a trindade é um ensino claro nas Escrituras e doutrina fundamental da fé cristã era de se esperar, por consequência, que houvesse citações afirmando que Deus é também três ao invés de apenas um. Aliás, se Deus é UM e TRÊS, os versículos listados abaixo seriam um bom momento para se dizer isso, mas que tal perguntarmos à Bíblia: Quantos Deus “é”?
Dt. 6.4 “Ouve, Israel, Yahweh nosso Deus, Yahweh é UM”.
II Sm. 7.22 “Portanto, grandioso és, ó Yahweh Deus, porque não há semelhante a ti, e não há outro Deus senão TU SÓ…”
Zc. 14.9 “E Yahweh será rei sobre toda a terra; naquele dia UM será Yahweh, e UM será o seu nome.”
Mt. 23: 9 “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque UM SÓ é o vosso Pai, o qual está nos céus.”
Mc. 12:32 “E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há UM SÓ Deus, e que não há outro além dele;”
Jo. 17.3 Orando ao Pai, Jesus disse: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o ÚNICO Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.”
Rm. 3.30 “Visto que Deus é UM SÓ, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão”
Rm. 16.27 “ao ÚNICO Deus sábio seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.”
I Co. 8. 4 “Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão UM SÓ.”
I Co. 8.6 “Todavia para nós há UM SÓ Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.”
Gl 3.20 “Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é UM.”
Ef. 4.6 “UM SÓ Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.”
I Tm. 1.17 “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao ÚNICO Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.”
I Tm 2.5 “Porque há UM SÓ Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.”
Tg. 2.19 “Tu crês que há UM SÓ Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem.”
Jd 1.25 “ao ÚNICO Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém.”
Quando você debate com um trinitariano, você pede que ele mostre apenas um versículo, não interpretação, mas apenas um versículo que diga que Deus é três e eles não apresenta Um sequer, porque não existe na bíblia. Em contrapartida nós temos a bíblia inteira que diz que Deus é UM. Por que desconsideram descaradamente a bíblia e preferem a tradição a escritura?
Querido leitor você viu algum versículo ou tem conhecimento na sua vida cristã de alguém que tenha encontrado na Bíblia um versículo que diga que Deus seja três, triúno, três pessoas, três entes, três seres, três divinos, três espíritos, três substâncias, três hipóstases, três essências, três modos, três atributos, três agentes ou em qualquer sentido uma tríade? Isto simplesmente e incrivelmente, considerando a quantidade de pessoas que usam alguma dessas expressões, não é ensinado na Bíblia. Agostinho passou aproximadamente 16 anos (a quem diga 20 anos) de sua vida, do ano 400 ao 416 d.C, pesquisando e escrevendo sobre a trindade, e, mesmo após o término de sua obra, que passou a ser conhecida com “De Trindade” ou “A Trindade”, manteve nela registrado: “Todavia, na Escritura não encontramos também qualquer referência a três pessoas.”1
Aqui não temos dedução, mas constatação de fato e, como se pode constatar, lemos não uma vez, mas várias, a identificação de Deus como “UM”, “ÚNICO” e “UM SÓ”! Portanto, por que tentar colocar dentro da Bíblia uma doutrina que não está nela? Por que dizer que Deus é algo que a Bíblia não diz que Ele seja?
1 Agostinho in A trindade, Paulus Editora, 2ª Edição – 1994, pág. 248 – Não satisfeito com essa conclusão, visto ser um defensor da teologia trinitária, Agostinho propôs uma arranjo para resolver o problema e alegou que “…será lícito dizer três pessoas pela necessidade de expressão e de discussão, não porque a Escritura diz, mas porque não contradiz a Escritura…” (pág. 249). Não contradiz? Agostinho embora cite Dt. 6.4 em sua obra, parece ignorar o seu significado.
Filho de Deus, não “Deus Filho”
São mais de 40 ocorrências da expressão “Filho de Deus” no texto do Novo Testamento, mas “Deus Filho” ou mesmo “Deus, o Filho” não há uma sequer.
Alguns interpretam que a expressão “Filho de Deus” é uma prova, por si só, de que Jesus é Deus, mas é justamente por essa expressão que vemos que ele não é. Ele é Filho! Para alguns “Filho de Deus” = “Deus”. Como a contextualização bíblica é quase sempre ignorada por quem acha que “Filho de Deus” signifique “Deus” ou “Deus Filho”, deveríamos meditar no seguinte: Se a expressão “Filho de Deus” atribuísse automaticamente igualdade com a Deidade seria extremamente estranho um homem, judeu, ao ser apresentado a um Rabino que o notou debaixo de uma figueira já, de imediato, lhe dissesse: “você é o Deus Eterno, Supremo Soberano do Universo”. Pois bem, se as expressões fossem equivalentes isso teria acontecido com Natanael, pois ele disse em João 1:49: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel”. Mas, será realmente que funcionava desse jeito, ou seja, todos aqueles que estavam iniciando sua caminhada junto ao Mestre, um jovem rabino, filho de um carpinteiro conhecido da pequena cidade de Nazaré, que estava começando a se tornar popular, já, de cara, o consideravam Deus? Aquele mesmo Deus que libertou Israel e fez grandes prodígios na antiguidade, Egito, Babilônia, Assíria, Canaã e etc.? Ou devemos reler as palavras de Natanael, este mesmo Natanael que teve Jesus anunciado por Felipe nos seguintes termos: “Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.” (Jo. 1.45). Ora, onde Moisés falou de Deus feito carne? Não terá falado Moisés de um Profeta semelhante a ele? Não terão falado os profetas de um Messias? E o próprio Felipe por acaso não o identificou como filho de José? Será que é razoável afirmar que Natanael guinou da informação dita a ele minutos antes de que estava ali próximo um dos filhos de José e Maria e passou a achar que era o próprio Deus em carne e ossos ali diante dele? Relembremos as três coisas ditas por Natanael: “Rabi”, “Filho de Deus” e “rei de Israel”. Apenas isso!
João Batista, em Jo. 1.34, disse : “Eu mesmo vi e já vos dei testemunho de que este é o Filho de Deus”. O profeta às margens do Jordão disse em alto e bom tom “este é o Filho de Deus”. Meditemos, se isso fosse atribuição de deidade, significaria dizer que o Batista estava chamando Jesus, aquele homem que todos podiam ver, de “o Deus Eterno de Israel”, Aquele Deus, habitante dos céus, a quem conheciam como imortal e invisível. Será que essa era a intenção de João, e será que era essa a compreensão dos primeiros discípulos? Será que os judeus entenderiam essa expressão exatamente assim? Será que achariam natural que Deus estivesse ali em carne e ossos na frente de todos eles? Ou percebiam essa expressão como aquela que já havia sido dita por Deus em outras ocasiões, entre Deus e aquele a quem ele chama de filho, sem qualquer atribuição de deidade, como por exemplo, Israel, Ex. 4.22 “Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito” ou até mesmo e muito mais evidentemente com uma conotação messiânica conforme se afirma na passagem profética encontrada em II Sm. 7.14 “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho…” quando fala acerca de Salomão. Se devêssemos entender a afirmação de João e Natanael da forma como querem os trinitários era de se esperar em cumprimento da Lei mosaica, um levante geral do povo para que todos fossem mortos ali mesmo. Certamente essa é uma ideia descontextualizada da realidade bíblica! É a visão dos dias atuais apontando para o passado e não do passado para os dias atuais, onde se deve seguir uma sequência e considerar a história de Israel. Até porque eles esperavam o Messias, o que viria para remir Israel da mão de seus inimigos, da descendência de Davi para se assentar em seu trono. Não podemos supor que eles esperassem uma “encarnação de Deus” que iria sair do trono da majestade celeste para reinar em Israel, mas o Filho de Davi. Essa ideia de “Deus encarnado” não era e nem é a promessa contida nas Escrituras.
Sem a malícia dos judeus, Marta reconhece a Jesus como Filho de Deus, mas para ela isso não significou que Ele fosse o próprio Deus ou o “Deus Filho”, pelo contrário ela já em Jo. 11.22 havia dito “Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.” ou seja, ela não o via como sendo o próprio Deus, mas alguém a quem Deus não negaria um pedido; o Filho de Deus. Ela testemunhou em Jo. 11.27 “Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. 28 E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está cá, e chama-te.” Perceba que ela disse: “O Mestre está cá”, ora se Filho de Deus fosse sinônimo de Deus Filho, era de se esperar depois dessa “brilhante” e “assombrosa” revelação, que ela dissesse para sua irmã “Deus está cá, e chama-te”, não o fez porque não procurava incriminar Jesus para o crucificar como pretendiam os judeus. Todos o que estavam ali viram Nosso Senhor Jesus Cristo orar a Deus, seu Pai. Se a expressão “Filho de Deus” fosse sinônimo de “Deus Filho” teríamos ali uma situação esdrúxula, pois todos os judeus ali presente estariam estranhamente considerado normal e possível Deus na terra em carne e ossos rogando a Deus no céu à realização de um milagre.
Também o Sumo Sacerdote depois de os judeus conseguirem prender Jesus, pergunta ao Senhor: “Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus”. Vemos aqui que a expressão “Filho de Deus”, no sentido messiânico, associa-se com a palavra “Cristo”. O Sacerdote insistia com Jesus para que ele dissesse pelo Deus vivo se era o Cristo, Filho de Deus. Para o Sumo Sacerdote a expressão “Filho de Deus” não o identificava como o “Deus vivo”, mas como o “Cristo”. Ora, a pergunta do sacerdote não tem sentido equivaler a: “Conjuro-te pelo Deus vivo que me digas se és Deus”(?). A esperança da vinda do Filho de Deus sem que Filho significasse o próprio Deus estava na mente dos judeus da época, como se confirma nas palavras de Marta, em Jo. 11.27; nas palavras de João, o evangelista, em Jo. 20.31; e até de espíritos como os demônios em Lc. 4.41, além de outras ocorrências. Os fariseus O rejeitavam porque não viam nEle, Jesus, o cumprimento das profecias; não viam nele o Messias prometido, então, para eles, se Jesus se auto afirmava “o Cristo”, era se fazer Deus, não no sentido da co-igualdade, pois o Ungido de Deus, não é o próprio Deus, arrogando para si a autoridade para se sentar no trono de Yahweh se auto-proclamando Cristo, algo que somente Deus o poderia designar. Esse entendimento dos judeus é retratado em Jo. 19.7 falando acerca do fato de Jesus afirmar ser Filho de Deus diziam: “… deve morrer, porque se fez Filho de Deus.” Se os fariseus cressem nas Escrituras de forma correta creriam em Jesus e não o acusariam, pois perceberiam que Deus o havia enviado, mas porque não o criam, entendiam que Jesus estava querendo se colocar no lugar de Deus para se proclamar Cristo, daí o acusarem de blasfêmia.
O Centurião juntamente com os que estavam com ele também reconheceram em Jesus sua filiação com Deus e podemos ler isso em Mt. 27.54 “E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus”. Pela equação trinitariana, temos que “Filho de Deus” = “Deus”, isso equivale a dizer que aquelas pessoas que estavam de sentinela guardando ao Senhor no momento da crucificação teriam dito, ante a morte de Jesus, “verdadeiramente este homem era o próprio Deus”, agora perceba a paradoxalidade que a atribuição de Deidade a Jesus em virtude da expressão “Filho de Deus” causa. Se teria dito “este era Deus”, ou seja, “era” e já não é pois morreu, e isto seria admitir que Deus morre, visto ter sido isso que aquelas pessoas testemunharam; uma morte. Mas a Bíblia diz que Deus é imortal (I Tm. 6.16). Logo se verifica que a equação trinitariana é contrária ao ensino bíblico e que Filho de Deus não significa Deus, nem mesmo Deus Filho.
Somente “Deus” ocorre mais de 650 vezes no NT. A expressão “Deus Pai” aparece 11 vezes, “Deus, o Pai” ocorre 4 vezes, “Deus e Pai” ocorre 14 vezes, “Deus nosso Pai” ocorre 12 vezes, e, sem dúvida, decorre do ensino de Jesus Cristo, ao dizer: “Portanto vos orareis assim: Pai nosso…”, nessa oração Deus é apresentado como Pai de todos. E é assim que Jesus nos apresenta Deus, como Pai. Paulo confirma isto em I Ts. 3.11 “Ora, o próprio Deus e Pai nosso e o nosso Senhor Jesus”. Quando o escritor sagrado pretendia mostrar o grau de identificação que ele tinha com Deus usava “Deus Pai”. “Deus Pai” e termos assemelhados denotam, portanto, relação de intimidade entre Deus e seus servos, agora, filhos através de Jesus Cristo. Ficam ausentes ou melhor inexistentes, dentro de toda a Bíblia, expressões como “Deus Filho”, “Deus e Filho”, “Deus, o Filho”, “Deus nosso, o Filho”, assim como “Deus Espírito Santo”, “Deus e Espírito Santo”, “Deus, o Espírito Santo” e “Deus nosso, o Espírito Santo”, isto por si só já deveria nos dizer alguma coisa, de modo que, focando os usos de “Deus Pai” na Bíblia, não parece ser natural deduzir “Deus Filho” ou “Deus Espírito Santo” a partir daquela expressão, pois não é esse tipo de Deus que a Bíblia pretende mostrar, mas quem Deus é para nós. J. N. D. Kelly falando acerca dos primeiros apologistas cristãos nos informa que “para todos eles, a descrição “Deus Pai” não indicava a primeira Pessoa da Santa Trindade, mas a Divindade única, considerada autora de tudo1 o que existe” e isso se confirma quando lemos Ml. 2.10 “Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus?…”. Ora, se o Filho é Deus e Filho de Deus, se o Espírito Santo é Deus e Espírito de Deus, então, por via de consequência o Pai é Deus e Pai de Deus (?!) Isso, claro, é mais um disparate não ensinado na Bíblia, mas seria mais uma “dedução” lógica, embora inexistente dentro da Bíblia, se considerada verdadeira a doutrina trinitariana. Tudo isso mostra que não há margem para se alegar a existência de um Deus Filho, mas apenas do Filho de Deus.
1 Jefferson Ramalho em “Jesus é Deus?”, publicado pela Editora Reflexão – 2008, à página 35 comenta a posição do bispo Alexandre que, na contra-mão dessa informação, à época da controvérsia sobre a consubstancialidade do Filho com o Pai (III séc.), acusava Ário de atribuir a Deus mutabilidade “pois se Deus só se tornara Pai a partir da existência e criação [melhor entender geração] do Filho, Deus não seria imutável, pois passara por um processo de mutabilidade a partir do instante em que se tornara Pai.” Ora, para os apologistas cristãos primitivos “Pai” é a designação do Criador e isto se vê confirmado em Introdução a Teologia Patrística de Luigi Padovese, da Edições Loyola, ao registrar, à página 61, que em busca de uma solução trinitária, a partir do III séc. “o título de ‘Pai’ deixa de qualificar a natureza ou o ser divino (Pai = Deus) ou de ter caráter metafórico (Pai de Israel) e logo se torna título de pessoa, com o significado de ‘Pai do Senhor nosso Jesus Cristo‘” estritamente. Assim, considerar o tornar-se Pai um processo de mutabilidade de Deus é considerar o tornar-se Criador também um processo de mutabilidade. Se antes não existia absolutamente nada apenas Deus, então, ELE teria se tornado criador a partir da criação, de modo análogo seria sua condição de Pai, daí se conclui que nenhuma, nem outra coisa indica mutabilidade em Deus, mas inerência de seu ser. Deus é criador antes que existisse qualquer coisa , mas as coisas só passaram a existir a partir da dado momento, assim também ele é Pai.
Quem era Jesus segundo ele mesmo?
Mt. 23.10 “um só é o vosso Mestre, que é o Cristo”
Lc. 4. 18 O Cristo “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu”
Jo. 4.26 O Cristo “Eu o sou, eu que falo contigo.”
Jo. 6.48 “Eu sou o pão da vida.”
Jo. 8.12 “Eu sou a luz do mundo;”
Jo. 8.40 “sou um homem”;
Jo. 10.9 “Eu sou a porta;”
Jo. 10.11 “Eu sou o bom Pastor”
Jo. 10.36 “Àquele a quem o Pai santificou”
Jo. 10.36 “Sou Filho de Deus”
Jo. 11.25 “Eu sou a ressurreição e a vida;”
Jo. 14.6 “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida”
Jo. 15.1 “Eu sou a videira verdadeira”
Jo. 18. 5 “Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu.”
Jo. 19.21 “ele disse: Sou o Rei dos Judeus.”
At. 9. 5 “Eu sou Jesus”
Ap. 1.17 “Eu sou o primeiro e o último;”
Leiamos atentamente o que Jesus disse em Jo. 14.1 “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede TAMBÉM em mim” mais explícito impossível, crer em Deus e também nEle. Jesus mesmo é quem se distingue de Deus e se exclui da Deidade ao dizer “em Deus e em mim”. Veja que ele não disse ali “no Pai em mim” (as hipóstases), mas “em Deus e em mim” e isso é muito significativo pois a palavra Deus, no grego está com artigo, indicando indubitavelmente ser O Deus, aquele conhecido Soberano e Eterno do Antigo Testamento, que sem dúvida é o mesmo do Novo Testamento. Esse verso é reforçado por Jo. 17.3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, E A Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.”
Você pode acrescentar outras afirmações a essa lista, mas essa última, que se segue, NÃO é palavra de Jesus em toda a Bíblia:
“Jesus disse: ‘Eu sou Deus’”? Livro ? Capítulo ? Versículo
Quem era Jesus nos relatos de João, o evangelista?
É possível admitir que dentre os escritos do Novo Testamento os relatos do evangelista São João sejam aqueles que tem alguns dos versículos mais abundantemente usados para se tentar determinar provas ao dogma trinitário. Curiosamente, embora existam umas poucas passagens, Jo. 1.1-3; 16.30; 20.28; I Jo. 5.20, que podem ser, descontextualizadamente, destacadas para referenciar uma suposta identificação de Jesus como sendo o próprio Deus; o Deus de quem Jesus mesmo, fazendo clara distinção entre ambos, o chamou de verdadeiro Deus em Jo. 17.3; João é o evangelista que mais destaca o subordinacionismo e dependência ontológicas sob a qual Cristo está em relação a Deus, seu Pai. E o fez, não somente como cronista, mas como alguém que registrou as palavras do Salvador mesmo se identificando como um ser essencialmente diferente e dependente de Deus. Isso termina por denunciar a inexistência da co-igualdade requerida por alguns teólogos entre Pai e Filho, endossando por consequência o unitarismo ensinado na Bíblia desde Adão e anulando a intenção de legitimação do dogma trinitário. (Igualdade na essência e diferença na relação, segundo Agostinho.)
Aqui traremos à baila versículos conhecidos, mas certamente serão mostrados muitos outros reveladores, desconhecidos ou preteridos por muitos doutrinadores na questão cristológica. Se verá vários desses versículos onde João, o mesmo que escreveu Jo. 1.1 e Jo. 20.28, indica que Jesus não é um consubstancial com seu Pai. Há versículos além dos listados aqui que já foram ou serão comentados em outras postagens.
Como já comentamos os primeiros versículos do capítulo um de João, seguiremos adiante e perceberemos que nos versos 16 e 18, ele é reconhecido como unigênito Filho de Deus. Se “unigênito” significa único da espécie ou único gerado, nenhuma nem outra expressão significa que ele seja Deus, pois se ele é “único da espécie”, então, Deus, o Pai, é de outra espécie já que Jesus seria único de sua espécie e se é único gerado, então, todo gerado tem um começo.
No encontro com Nicodemos, por exemplo, capítulo 3, vemos a identificação de um Mestre, vindo da parte de Deus e não o próprio Deus.
Em 3.34 Jesus afirma “Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida.”. Ora, Jesus poderia ser o próprio Deus e a Bíblia dizer isso que está dito no verso? Muito claramente vemos de forma taxativa a informação que Nosso Senhor Jesus Cristo foi “aquele que Deus enviou”, Ele jamais diz: “Eu me enviei”, e é Deus que lhe dá o Espírito sem medida.
No verso seguinte vemos a plena dependência e a fonte de poder do Filho: “O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos.” Se eles são imanentemente a mesma substância, como se alega, o Pai não precisaria entregar nada ao Filho, pois como “Deus” o Filho já teria.
Em 4.22 “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.”, aqui se considerarmos verdadeiro o conceito do “Deus Filho”, teríamos, então, uma situação meio gnóstica: Deus adorando Deus, pois se Jesus tem as duas naturezas (Deus e homem) em uma única pessoa, Ele, Jesus diz que, ele próprio, uma pessoa judia juntamente com todos os outros judeus adoram a Deus. Mas se ele é como sempre afirmou ser e foi reconhecido, o Filho de Deus, então, como judeu e Filho adorou ao Pai, assim como seus compatriotas e como nós também devemos fazer.
A mulher samaritana, testificou de Jesus Cristo e os samaritanos ouviram as palavras do Senhor, ao término da audição concluíram não que Ele era Deus, mas “verdadeiramente o Cristo, o Salvado do mundo” (4.42).
Quando o acusaram de querer “se fazer igual a Deus” por haver dito que era Filho de Deus (5.18), Ele, de pronto, refuta a acusação e já no verso imediatamente seguinte, v.19, João o Evangelista registra o esclarecimento feito pelo próprio Senhor Jesus: “Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma…”. Veja que ele usou o enfático “Na verdade, na verdade”. Se ele falou como Filho, então não falou como um simples ser humano; falou exatamente como Filho de Deus, ou seja, com aquele título designativo que alguns teólogos costumam usar para afirmar que Ele é o próprio Deus Filho, mas Ele insiste em desfazer esse mal entendido ao dizer que não, e repete em 5.30 “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma…”. Falando dEle mesmo, seja na terceira pessoa “si mesmo” (v. 19) ou na primeira pessoa “mim mesmo” (v. 30) Ele afirma não poder fazer coisa alguma.
Ao verem Jesus realizando milagres o povo não o identificava como o Deus de Israel, mas como o profeta que deveria vir Jo. 6.14 “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.” e mais uma vez se confirma no v. 69 “E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Curiosamente alguns cristãos atribuem o poder de operação de milagres de Jesus a uma possível deidade, mas esses versos provam que isso é um engando, pois os milagres era atribuído a um profeta da parte de Deus, seu Filho Jesus Cristo.
Jesus, nosso Senhor, deixa claro que a obra de Deus é crer naquele que ELE, Deus, enviou (Jo. 6.29), mais a frente no v.32 diz: “meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu” e nos versos 33 e 48 ele se identifica como o “pão de Deus”, associando sempre Deus a Pai e Pai a Deus e jamais se chamando a si mesmo Deus.
Vale a pena trazer o registro de João em 6.45 “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.”, onde muitos trintários usam para afirmar que Jesus é Deus, mas perceba que este verso diz exatamente que ele não é ao asseverar: “todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”, veja que quando alguém é ensinado pelo Pai (e a parte inicial diz que os que são “ensinados por Deus”) vai a Jesus. Assim, o verso não está chamado, em hipótese algum Jesus de Deus, mas aqueles que são ensinados por Deus, o Pai, vão a Ele (Jesus).
Jesus vive pelo Pai. Jo. 6.57.
Em 6.69 vemos Pedro confirmando aquilo que todos os de bom coração reconheciam em Jesus: “o Cristo, o Filho do Deus vivente“.
Leiamos com atenção o registro de João em 7.17 quando Jesus fala de doutrina que ensinava: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo.” O Nosso Senhor Jesus Cristo ao falar de Deus mostra não ser ele próprio Deus e contrasta de forma inconfundível a distinção entre os dois. Pois Ele alega que se falasse de si mesmo, ou seja, suas próprias palavras, não seria Deus falando. Ora, não alegam, por ventura, que Nosso Senhor Jesus é o “Deus-Filho” ou “Deus em forma humana”, como, pois não falaria de si mesmo, se ele fosse o que os trinitarianos dizem que ele é? E, como alegaria ele que a doutrina é provinda de Deus e não dele mesmo, se ele fosse o que os trinitarianos dizem que ele é? Como podem esses ensinadores desdizerem Jesus e afirmar que Ele seja aquilo que Ele não disse ser?
Também é oportuno atentar para o registro que João faz das palavra de Jesus em 7.29 depois de dizer que havia sido enviado por Deus, o Pai, Ele diz: “Mas eu conheço-o, porque dele sou e ele me enviou.” Jesus diz claramente “sou dele” mas nunca diz “sou ele”. Ele pertence a alguém maior que ele, e este é Aquele que o enviou.
João registra em 7.40 que a multidão não o concebia como Deus encarnado, pelo contrário o viam com um mensageiro de Deus aos homens: “Então muitos da multidão, ouvindo esta palavra, diziam: Verdadeiramente este é o Profeta.”
Jesus diz em Jo. 8.28 “… e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou.” Como poderia Jesus ser um consubstancial ou um co-igual com Deus, seu Pai, como reivindicam alguns e precisar aprender alguma coisa? Nele não estariam unidas na mesma pessoa as duas naturezas? Tomar a forma de servo será que significa desaprender, esquecer e etc… A Bíblia ensina isso? Jesus teria se esquecido das coisas celestiais e desaprendido tudo? Aqui é oportuno destacar que Ele, Jesus, tanto pode ter aprendido o que fazer na terra aquilo que o seu Pai desejou, quanto depois da encarnação. Seja como for temos poucas opções: Se Ele era Deus teria perdido a consciência e precisou reaprender tudo o que falar e o que fazer; ou se, de fato, não era Deus, então, foi ensinado por ELE, que é justamente o que a Bíblia diz!
Perceba a declaração de Jesus registrada por João em 8.42 “… pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.” Suponhamos que Jesus seja o próprio Deus. Uma hipóstase participante da Deidade. Admitamos Ele como sendo Deus na eternidade pretérita; uma única substância conjuntamente com o seu Pai, um único Elohim. Agora façamos uma releitura do versículo e meditemos: Ele disse: “… vim de Deus“; mas, como assim (?), se ele já era Deus na Eternidade? Por que falar de Deus como se fosse outra pessoa se Ele fosse o próprio? “Não vim de mim mesmo”, mas como assim (?), se Ele já era o próprio Deus na Eternidade, porque não viria de si mesmo? Se Ele é Deus e Deus é Ele como poderia não vir de si mesmo? Mesmo considerando o esvaziamento (knosis) sugerido em Fl. 2.6, Ele, se fosse Deus, teria vindo de si mesmo, pois o esvaziamento seria apenas a segunda parte do processo de vinda ou auto-envio; a primeira teria sido a decisão de vir. O plano da salvação antes de entrar em execução já existia. Atente que esse versículo é uma declaração do próprio Jesus de que ele não é Deus. Ao dizer que não veio de si mesmo, mas de Deus que o enviou, Ele se exclui da Deidade. Assim, não há como alegar consubstancialidade ou co-igualdade se Ele mesmo afirma categoricamente ter vindo de Deus e não dEle mesmo. Destaque-se que o verso 42 é ratificação do verso 40 que diz: “Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido;…” Como se pode perceber ao invés de se identificar como sendo Deus como prefeririam os trinitários, Jesus se identifica como o homem que disse a verdade ouvida da parte de Deus.
Jo. 11.22 “Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.” Marta confessa ver em Jesus alguém que teria suas orações ouvidas por Deus, mais a frente, ela o reconhece como “o Cristo, o Filho de Deus” (v.27) e no verso 41, todos o viram orar. Certamente nenhum deles iriam supor, e nem a Bíblia o diz, que Deus na terra (já que se afirma que ele é 100% Deus) estivesse orando a Deus no céu.
João também registra a profecia de Caifás, Sumo-sacerdote naquele tempo quando disse que convinha “que um homem morra pelo povo, e que não pereça a nação” (Jo. 11.50-52). Após o milagre da ressurreição de Lázaro, o Sumo-sacerdote recebeu de Deus uma palavra profética, conforme alega João, não de que Jesus fosse Deus, mas um homem que morria pelo povo.
Jo. 13.10 “… mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.” É fácil encontrar nas literaturas trinitarianas que os grandes milagres que Jesus fez provam a sua deidade, mas Jesus mesmo diz diferente, ele atribui sua fonte de poder e realização ao Pai, mostrando que sua capacidade vem DELE.
Jo. 16.27 “Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes, e crestes que saí de Deus. 28 Saí do Pai, e vim ao mundo…” Expressões como essas onde Nosso Senhor Jesus Cristo afirma haver saído de Deus e não que era o próprio Deus, parecem ser inconscientemente rejeitadas por muitos cristãos de hoje, e este é apenas um dentre os muitos e muitos versículos onde Jesus se distingue de Deus quando diz que saiu de Deus e diz também “saí do Pai”. Para Jesus, e nós deveríamos crer e respeitar a crença de Nosso Salvador, Deus é o Pai dele e nosso, dele por geração e nosso por adoção. Aliás faz parte da adoção para salvação reconhecer isso: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (Jo. 17.3) Para Jesus o único Deus verdadeiro é o Pai a quem ele estava orando naquele momento, e Paulo, o apóstolo, que nos aconselhou a sermos seus imitadores como ele foi de Cristo, confirma que Deus é um só e esse “um só”, não dois ou três, é unicamente o Pai, I Co.8.6 “Todavia para nós há um só Deus, o Pai”.
Jo. 17.3, o bem conhecido verso “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. Claramente João registra a oração de Jesus, onde Ele diz que o Pai é o único Deus verdadeiro e, Ele Jesus é o seu enviado. A Bíblia diz que o Filho foi enviado pelo Deus verdadeiro e não que o Deus verdadeiro enviou o Deus verdadeiro.
Outro versículo clássico que mostra de forma muito clara que Jesus não é o próprio Deus é Jo. 20.17 “… mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” Aqui ele se revela IRMÃO e não “Deus” de seus discípulos e apóstolos, e, mais ainda que o Pai e Deus de seus seguidores era também Pai e Deus dEle. Será que não devemos respeitar esse ensino claro de Jesus e arrumar argumentos à moda católica romana para o deificar?
Muitos usam a expressão “meu Deus e vosso Deus” para dizer que o Pai era Deus de Jesus de forma diferente de como o Pai é nosso Deus, simplesmente porque Jesus usou “meu” e “vosso” ao invés de “nosso”. Insinuam com isso que Deus é de uma forma Deus de Jesus (porque também ele “seria” Deus) e de outra forma Deus dos discípulos por causa dessas palavras. Mas tal ideia não encontra apoio nas escrituras, pois lemos em Jl. 1.13, por exemplo, “Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei, ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus; porque a oferta de alimentos, e a libação, foram cortadas da casa de vosso Deus.”, aqui Joel usa “meu Deus” e “vosso Deus”, e, apesar dessas expressões não se pode alegar qualquer diferenciação de como o Pai é Deus de ambos (de Joel e dos judeus). Paulo também disse: “Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações;” (Fl. 1.4) Será que o Deus de Paulo não era de igual modo Deus de Filemon? Ou mesmo At. 7.37 onde lemos: “Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: O Senhor vosso Deus vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis.” Não será o Deus dos filhos de Israel, de igual modo Deus de Moisés?
Há vários outros versículos em João mesmo onde está explícita distinção não somente de filiação, mas na Deidade, Deus é Deus e Pai, o Filho é Senhor e Salvador constituído por Deus. Como se pode perceber há uns poucos versículos de João que apenas parecem defender uma suposta igualdade entre Deus e seu Filho Jesus Cristo, mas todo o restante do Evangelho de João diz exatamente o contrário. E aqueles versos devem ser contextualizados considerando o modo de escrever do evangelista.
Is. 43.11,12
Alguns reivindicam Is. 43.11,12 “Eu, eu sou o Yahweh, e fora de mim não há Salvador. 12 Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Yahweh; eu sou Deus.”, dentre outros semelhantes para afirmar que se Jesus não é Yahweh, nosso Deus, não poderia salvar a humanidade, pois o versículo diz claramente que “fora de mim (Yahweh) não há Salvador”, no entanto, essa conclusão é apressada e não considera o contexto bíblico como base para a argumentação. Primeiro porque a Bíblia diz que Yahweh é um, não dois ou três. Leia-se Dt. 6.4. Além disso as Escrituras mostram, por exemplo, Deus dando um salvador ao seu povo em II Rs. 13.5 “E Yahweh deu um salvador a Israel, e saíram de sob as mãos dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como no passado”, o verso diz muito claramente que DEUS “deu um salvador”, mas a Salvação continua provindo de Deus porque foi ele quem “deu um salvador”. Não há cabimento afirmar que o “Salvador” constituído esteja propiciando uma salvação que não tenha origem em Yahweh. Assim, se mantém intacta a afirmação de Is. 43.11 e 12, sem contundo forçar a ideia de que esse salvador dado por ele seja ele próprio.
Há várias provas bíblicas que Deus constitui o seu escolhido para ser salvador e isso se revela não somente nos dias do antigo Israel como em II Rs. 13.5, mas, também, em Jesus Cristo Salvador do mundo, sem excluir, em absoluto, a origem da salvação que é o próprio Pai, Deus:
Is. 19.20 “E servirá de sinal e de testemunho a Yahweh dos Exércitos na terra do Egito, porque a Yahweh clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará.” Mais uma vez vemos que Yahweh, pai de Nosso Senhor Jesus, enviaria um salvador, então, esse salvador traria a salvação de Deus. Ele seria constituído por Deus salvador. A origem da salvação continua a mesma, Deus. O apóstolo João testifica fato semelhante quando diz: “… o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (I Jo. 4.14)
Sl. 28.8 “Yahweh é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido.” Deus, Yahweh, é a força salvadora do seu ungido, por isso é que não há salvação fora de Yahweh, pois é ele quem provê a força da salvação que vemos em Cristo Jesus, e Nosso Senhor mesmo cita Isaías em Lc. 4.18 “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,” e é daí que decorre a afirmação contida em At. 5.31 “Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, ….”
Is. 49.6 “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te DEI para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” Esse verso também está em conformidade com At. 5.31 e mais ainda com At. 4.12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, DADO entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Então, será que por causa de uma determinada compreensão paradigmatizada de forma incorreta do que Isaías escreveu Deus estaria impedido/proibido de constituir alguém como Salvador para levar SUA salvação aos homens? Será que esses versículos não são explícitos quanto ao fato de ELE haver constituído um Salvador para levar a sua salvação não somente a Israel, mas também aos gentios?
O Cumprimento se vê confirmado em Lc. 1.69,70 ao ser informado que Deus “… nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi seu servo. Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;” Perceba que Deus levantou uma salvação poderosa na “casa de Davi”, ou seja, pela via da sucessão humana, e não a própria Deidade vindo à terra para salvar o povo!
Lc. 2.29,30 “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação,” Muito claramente Simeão orou louvando a Deus agradecendo o fato de ter visto a Salvação dELE. Simeão orou a Deus e não a um possível “menino-Deus” em seus braços, não havia um motivador textual bíblico, cultural ou mesmo subentendido para que aquele velho homem judeu e monoteísta fizesse uma oração a um menino achando que fosse Deus, ele orou a Deus mesmo, o Pai daquela criança e via nela a concretização da salvação de Deus. A compreensão dele é clara. Deus havia cumprido sua promessa enviando a Salvação e não vindo ELE próprio.
At. 13.23 “Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel”. Todos esses versos mostram que não precisamos acreditar em uma “trindade” dentro/na Deidade para sermos salvos, pois claramente se mostra que quem levantou Jesus para Salvador foi Deus, o único que poderia fazer isso por ser o único Salvador, outro não poderia constituir qualquer salvador, pois fora dELE não há salvação.
Jesus ressuscitou a ele mesmo?
Teria Jesus ressuscitado a si próprio? Bem, alguns afirmam que sim ao lerem Jo. 10.17 “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. 18 Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.” Mas estes versos estão falando da sua possível capacidade de uma auto-ressuscitação ou querem dizer outra coisa?
A Bíblia do Peregrino, parece ter se preocupado com o sentido do verbo λαμβάνω “lambánô” (que significa também receber, tomar, recuperar) no subjuntivo λάβω “lábô”, empregado por Jesus, o qual denota: possibilidade, desejo ou propósito; ao traduzir os versos da seguinte forma: “Por isso o Pai me ama, porque dou a vida, para recuperá-la depois. 18 Ninguém a tira de mim; eu a dou voluntariamente. Tenho poder para dá-la e recuperá-la depois. Este é o encargo que recebi do Pai.” Esta parte final ainda pode ser traduzida por “Tenho autoridade para dá-la, e autoridade para, novamente, recebê-la”.
Dizer que Jesus ressuscitou a si mesmo por causa desse verso ou de Jo. 2.19 que trazendo para a primeira pessoa é compreendido como “Matai-me e em três dias eu me levantarei”, produz algumas estranhas conseqüências, pois como poderia estar morto se iria pronunciar sua própria ressurreição? Seria uma morte aparente? Se a parte “Deus” de Jesus ressuscitou sua parte “homem”, então, não se pode dizer, como defendem os trinitaristas, que “Deus se fez carne para morrer pela humanidade”, visto que Deus não morre. E, se Deus não morre, qual o espírito que dava vida a Jesus enquanto homem? Ele tinha, ou tem dois espíritos? Um que o tornava passível de morte e outro que era Deus? Se a possibilidade da morte de “Deus” decorreu do entendimento do esvaziamento dito em Fp. 2.6, dentro da visão trinitariana, então, Ele na terra não era Deus, mas apenas homem?
Bem, voltando para Jo. 10.17, percebamos que Ele tinha o poder de dar sua vida (…por que dou a minha vida), mas atente que esse poder não significava e nem queria dizer que ele iria amarrar seus próprios punhos, chicotear a si próprio, construir a coroa de espinhos e cravar-lhe a própria cabeça, e se dirigir ao destacamento romano, apresentando-se a um general, que consequentemente o levaria a Pilatos, e lá iria se autoproclamar culpado e atendendo ao pedido dos judeus, se jogar na cruz e martelar os cravos em, pelo menos três de seus membros na madeiro e solicitar ao soldado que martelasse a última mão livre. Claro que não! Esse poder era a ação de deixar acontecer aquilo que o Pai determinou e não atuar como executor de sua própria prisão e morte. Assim, Jesus deixou os eventos que o levariam à morte acontecerem não sendo Ele seu próprio carrasco conforme provado em Jo. 18.11 quando lemos: “Disse, pois, Jesus a Pedro: Mete a tua espada na bainha; não hei de beber o cálice que o Pai me deu?” e ainda Mt. 52 “Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. 53 Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?”; logo, Jesus, analogamente, estava consciente do destino de sua ressurreição ao dizer em Lc. 23.46 “… Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou.”, e, de igual modo não foi o executor de sua ressurreição como não foi da sua morte. Mas, como termos certeza disso? Basta verificarmos os versículos que tratam do assunto!
Em Atos lemos: At. 2.24 “Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela” At. 2.32 “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.” At. 3.15 “E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.” At. 4.10 “Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.” At. 5.30 “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro.” At. 10.40 “A este ressuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que se manifestasse,” At. 13.30 “Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos.” At. 13.37 “Mas aquele a quem Deus ressuscitou nenhuma corrupção viu.”
Em Romanos lemos: Rm. 4.24 “Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor”, Rm 8:11 “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” Rm 10.9 “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”
Em Coríntios temos: I Co 6.14 “Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.” I Co 15.15 “E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.” II Cor. 4. 14 “Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco.” Podemos encontrar esse mesmo testemunho em Gl. 1.1; Cl. 2.12; I Ts. 1.10; I Pe. 1.21.
O mais resistente poderia dizer que quando a Bíblia diz que Deus o ressuscitou dentre os mortos estaria falando também de Jesus, já que, no conceito trinitário, Ele é Deus, mas a Bíblia não querendo deixar dúvidas de que não somente Jesus não é Deus, como, também, não se auto-ressuscitou, claramente identifica quem operou a ressurreição. Leiamos Gl. 1.1 “Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos)”.
Deus morreu por nossos pecados!
O título dessa postagem é uma afirmação comum em meios trinitarianos, onde se defende que Deus precisaria morrer para fazer o resgate da humanidade de forma plena e eficiente. O escritor Jefferson Ramalho, por exemplo, apenas segue outros trinitaristas ao dizer: “Para que o homem pudesse ser salvo por intermédio da entrega sacrificial de Cristo, seria obrigatoriamente necessário que este fosse Deus”1
.A afirmação por si só já é digna de uma análise mais detida, pois a Bíblia afirma categoricamente que Deus não morre em I Tm. 1.17, e, a expressão “seria obrigatoriamente necessário” chega a ser apenas retórica, considerando que na Bíblia não há absolutamente nada escrito que confirme essa ideia. Além de estar registrado que Deus é imortal, as Escrituras dizem que quem morreu foi seu Filho, o Cristo, e não Deus mesmo, Rm. 5.10 “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho…” Até o Sumo-sacerdote Caifás entendia, acertadamente, que um homem e não Deus deveria morrer pelo povo quando afirmou “… convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação” (Jo. 11.50) e essas palavras do Sumo-sacerdote não foram acidentais ou de ocasião; pois o apóstolo João testifica a origem celeste da afirmação: “Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. 52 E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos.” Então, a profecia registrada nas Escrituras indica que o resgate do povo se daria pela morte de um homem e não pela “morte” de Deus. A afirmação da “morte de Deus” só justifica sua existência quando se descobre que o surgimento dessa ideia é posterior, mas muito posterior ao ensino bíblico sobre a salvação do homem. É uma frase surgida somente depois da deificação do Filho de Deus, ou seja, somente depois que elevaram Jesus ao status de seu próprio Pai é que a frase passa a fazer algum sentido de existência, embora continue sem sentido plausível se considerarmos somente a Bíblia como ponto de referência, conforme já pode ser percebido.
As profecias não apontam para a “morte de Deus”. Caifás, como já foi dito, confirmou isso quando profetizou, pois a transgressão entrou no mundo por um homem, Adão, e por outro homem, o segundo Adão, Jesus Cristo, as coisas foram corrigidas, Rm. 5.15,18 “Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos … Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida”. Assim, ainda que muitos teólogos digam que o próprio Deus tenha morrido pessoalmente, o mesmo Deus, através de seus inspirados, diz que um homem, a semente da mulher, Gn. 3.15, Jesus Cristo, Filho de Deus, foi quem morreu e ressuscitou. Jamais, em absolutamente nenhum lugar, a Bíblia diz que Deus morreu.
A afirmação que “somente Deus poderia resgatar, pela sua própria morte, a humanidade” carrega uma contradição denunciada pela Bíblia. Se se considerar Jesus como o “Deus-Homem”, os trinitarianos precisarão, forçosamente admitir, posto que as Escrituras informam que Deus é imortal, que apenas a “parte ”2 homem de Jesus teria morrido e sua “parte”3 Deus permaneceria intacta. Mas, morte e ressurreição são realidades consequentes, ou seja, a segunda não se dá sem que tenha havido a primeira. Sem morte não há ressurreição! E, a esse respeito a Bíblia nos informa em I Co. 15.14 “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.”, essa realidade testemunha que a morte de Jesus foi uma morte factual e por isso capaz de validar a nossa fé para a ressurreição futura dos crentes. Ele, de fato, morreu e Ele, de fato, ressuscitou. Mas, se Ele é Deus, e Deus não morre, então quando alguém diz que “Deus precisou morrer para salvar os homens” esta frase é uma expressão de retórica que afirma algo falso, posto que se Ele fosse Deus seria imortal, e se foi a parte homem, então não se pode afirmar que “Deus morreu por nós”.
Tal ideia trinitária ainda traz outra implicação. Em Hb. 9. 15-17 “E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?” Quem foi mediador e é o testador do Nova Aliança? Se foi o “Deus Filho”4, então, este não morreu, porque Deus é imortal, logo, não é, também, o validador do testamento. Mas, se foi o Filho de Deus, então, este sim morreu e ressuscitou validando o Novo Testamento. Perceba que reconhecer um “Deus Filho” é, na verdade, invalidar a Nova Aliança, pois se este não pode morrer, por ser Deus imortal, então, é descumprido Hb. 9.15-17, e decorre que sem a morte do testador não há validade no Novo Testamento. Daí se percebe a contradição da frase “Deus precisou morrer”, que terminaria, na verdade, por anular a salvação ao invés de confirmá-la. Mas, graças a Deus que seu Filho morreu, plena e verdadeiramente, validando o Novo Pacto e ressuscitou para nossa justificação.
1 Ramalho, Jefferson in Jesus é Deus? Editora Reflexão – 2008, pág. 121
2 Ou sua natureza humana, conforme os ensinos trinitários.
3 Ou sua natureza divina, conforme os ensino trinitário. Vale ressaltar que para um trinitário divindade é sinônimo de deidade.
4 Aqui vale relembrar que a expressão “Deus Filho” não é uma designação bíblica de Jesus Cristo. A expressão bíblica é Filho de Deus e não são sinônimas.
Mc. 2.6
Usando o mesmo argumento dos fariseus, os defensores da pluralidade de pessoas em Deus, afirmam que quando Jesus curou o paralítico perdoando os seus pecados usou de uma prerrogativa que somente a Deus compete. No entender deles Jesus estaria se revelando como sendo o próprio Deus; mas leiamos o texto atentamente, Mc. 2.5: “ E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados são os teus pecados. 6 Ora, estavam ali sentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: 7 Por que fala assim este homem? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus? 8 Mas Jesus logo percebeu em seu espírito que eles assim arrazoavam dentro de si, e perguntou-lhes: Por que arrazoais desse modo em vossos corações? 9 Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Perdoados são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito, e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados ( disse ao paralítico ), 11 a ti te digo, levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.” Percebamos que a própria Escritura nos informa que toda autoridade que Jesus tem é derivada do Pai, e ele de si mesmo nada pode fazer. Jo. 5.30 “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” Em At. 10.42 lemos ainda que: “Este nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos.”, e as mesmas pessoas que presenciaram o episódio de Mc. 2, não assimilaram o evento como uma revelação de que Jesus fosse Deus por haver feito aquilo, pelo contrário, perceberam que ele era aquele que recebera de Deus tal poder, pois na seqüência do milagre lemos a conclusão: “a multidão, vendo isto, maravilhou-se, e glorificou a Deus, que dera tal poder aos homens” (Mt. 9.8).
Mt. 9.4
Uma questão bastante interessante é vermos a afirmação de que Jesus é onisciente, assim como o Pai é, mesmo na existência Mc. 13.32.!
Os versículos usados para atribuir onisciência a Jesus, são basicamente aqueles que dizem que Nosso Senhor Jesus Cristo conhecia os corações e pensamentos, como em Mt. 9.4 “Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações?” ou Mc. 2.8 “E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?”; no entanto, tais versículos refletem o poder que Deus lhe deu, como também nós poderemos ter I Co. 12.10 “E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.” O próprio apóstolo Pedro revelou, pelo Espírito, ter essa capacidade de saber das coisas sem que nenhum ser humano o houvesse informado a respeito, em At. 5.3 “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?” Como Pedro poderia saber que Ananias havia mentido? Isso reflete, por acaso, alguma onisciência em Pedro? Certamente apenas ciência, mas não onisciência.
Voltando para Mc. 13.32 lemos “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai”. Antes de falar do Filho nesse versículo vale destacar que quando a Bíblia diz “ninguém sabe … senão só o Pai” isto não exclui apenas os anjos e Jesus, mas também o Espírito Santo acerca do qual ninguém pode alegar estar em carne, ter sido feito homem ou se esvaziado. Uma coisa é conhecer a pessoa outra é saber o que ela sabe. Mesmo conhecendo bem nossos pais, filhos, parentes e amigos, não sabemos o que exatamente eles sabem, podemos apenas conhecer algo do que sabem, mas não a totalidade de seus conhecimentos. Tanto o Espírito Santo quanto Jesus conhecem o Pai em profundidade, mas não sabem o que ELE sabe. Nosso Senhor Jesus Cristo não sabia o dia de sua volta (nem o Filho), e quando disse que não sabia é porque não sabia mesmo, pois foi Ele quem nos ensinou em Mt. 5.37: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno.” Afirmar que Jesus tenha dois centros de consciência e que ora falava por um centro, ora pelo outro é um artifício “teológico” que, buscando justificar a impossível doutrina da igualdade absoluta de Jesus, nosso Senhor, com Deus, seu Pai, terminou por transformá-lo em um indivíduo de dupla personalidade ou um dissimulado que mesmo sabendo dizia que não sabia, ou que por um critério completamente desconhecido oscilava em suas respostas, ora por um “centro de consciência”, ora por outro, como se fosse duas pessoas, ainda que a doutrina da união hipostática afirme que há duas naturezas em uma única pessoa e não duas pessoas em um único ente.
O agravante desse conceito é que precisaríamos reconhecer que não haveria comunicação entre os dois centros de consciência, pois como a informação poderia estar presente na consciência do “Deus-Cristo” e não estar disponível ao Homem-Cristo, além do mais a “detectação” por qual dos centros de consciência Jesus estaria falando fica a critério do leitor, atribuindo as falas de Nosso Senhor a uma fala “como homem” ou “como Deus” dependendo da ocasião, quando sequer esse tipo de arranjo é mencionado na Bíblia. Agostinho tenta resolver essa dificuldade trinitária alegando que “Ele [Jesus] ignora o que não quer dar a conhecer, isto é, ignorava-o para manifestá-lo aos discípulos”1, mas estranhamente ele também disse na mesma obra: “Quem considera que Deus agora se esquece e depois se lembra, ou têm outras opiniões semelhantes, está totalmente em erro…”2. O curioso é que dizer que Deus é um e único, no sentido estrito da palavra, como sempre foi ensinado, por milhares de anos pela Bíblia, agora é considerado uma heresia, mas dizer que Jesus tem dois centros de consciência e “ignora o que sabe para não dar a conhecer as coisas aos discípulos”, depois de Jesus mesmo ter dito que nosso falar deve ser “Sim, sim; não, não”, é estranhamente considerado doutrina bíblica e ortodoxia cristã por alguns. As Escrituras dão provas que Jesus tinha apenas uma e plena consciência de quem era e o que fazia aqui na terra, e a usava sem qualquer perda de memória, polarização ou oscilação, também mantinha plena lembrança do seu período pré-encarnação. Em Jo. 6.62, por exemplo, lemos “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?” e, ainda Jo. 17.5 “Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.” Há quem reivindique Jo. 16.30 “Agora conhecemos que sabes todas as coisas..”, como prova da onisciência de Jesus, mas aqui seria trocar as palavras dEle, Jesus, que disse: “Eu não sei a data” Mt. 24.36, pelas dos discípulos que disseram “sabes todas as coisas”. Mas, há contradição? Claro que não! Basta ler o contexto de Jo. 16 para perceber que os discípulos, ao dizer “sabes tudo” estavam se referindo as perguntas feitas a Cristo e que Ele as haviam respondido todas, de modo que concluíram “não necessitas de que alguém te interrogue. A própria Bíblia diz que: “E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo” ( I Jo. 2.20). Seríamos nós também oniscientes? ” Ora, se ao termos a unção pode-se dizer que sabemos tudo, muito mais Aquele que foi ungido seu Pai. Além do mais não podemos ter essas palavras dos discípulos como uma avaliação cabal e plena do conhecimento de Jesus pois, para isso eles, os discípulos, precisariam saber de tudo também para poderem mensurar e dizer com propriedade, atestando, que Jesus sabia de tudo. Outro versículo também usado, nessa mesma linha, é Jo. 21.17 “Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.” Mas, nesse versículo de João os requerentes esquecem de avaliar a condição pretérita de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois se ele fosse Deus na eternidade passada, um co-igual com o seu Pai, ele saberia, consequentemente, o dia da volta antes de encarnar. Ai surgem as dificuldades: Jesus teria esquecido? Só seria onisciente eventualmente enquanto na terra? O despojamento preconizado em Fl. 2.6 significou despojamento também de mente e memória? A essas perguntas a Bíblia é claríssima:
Jo. 1.27 “Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca.”
Jo. 3.12 “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” (lembrava das coisas celestiais)
Jo. 8.28 “… e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou.” (lembrava do ensino do Pai)
Jo. 6.62 “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?” (lembrava de sua antiga posição)
Jo. 12.49 “Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar.” (lembrava dos mandamentos do Pai sobre o que falar)
Jo. 17.5 “Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.” (lembrava da glória que tinha, antes mesmo do mundo existir)
Jo. 18.36 “Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.” (lembrava os motivos que o fizeram vir ao mundo)
Lc. 13.43 “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste?” (lembrava das tentativas de resgate de seu povo)
O próprio profeta de Deus, João Batista, testifica de que ele era antes dele, mesmo sendo mais velho seis meses. Jo. 1.30 “Este é aquele do qual eu disse: Após mm vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.”
A Bíblia em absolutamente lugar algum diz que Jesus Cristo, Nosso Senhor, tenha esquecido as coisas de sua vida pré-encarnação. Nada se fala de um apagar da mente do Salvador. De um despojar das lembranças. Pelo contrário, não com poucas ocorrências, mostra-se que ele tinha plena consciência das coisas passadas. Muitos insistem em dizer que Jesus estava em sua condição humana, mas como vimos a condição humana não apagou as lembranças do passado celestial. Pois bem, se ele não esqueceu absolutamente nada de sua vida passada com o Pai, antes de o mundo existir, e testemunha isto diante de todos, isso significa que ele não sabia, de fato, o dia de sua volta, mesmo antes de encarnar e continuou sem saber na terra. É uma conclusão inevitável que decorre dos versos que falam de sua memória pretérita. E, se ele não sabia e continuou não sabendo na terra, pois não esqueceu nada do passado, mostra que falta nele um dos atributos de seu Pai, Deus: A onisciência.
Se alguém alegar a condição terrena de Jesus para o seu desconhecimento de sua vinda, então, também não poderá reivindicar onisciência que costumam alegar como acontece com o uso que fazem, por exemplo, de Lc. 10.22 “Tudo por meu Pai me foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”, primeiro porque aqui está dito “Tudo por meu Pai me foi entregue” e segundo porque esse conhecimento entregue ao Filho pelo Pai é partilhado com quem o Filho quiser revelar, implicando dessa forma na percepção de que conhecer o indivíduo é conhecer o seu caráter, suas características e coisas do gênero e não força a conclusão de que isso signifique saber o que ele sabe, doutra sorte “aquele a quem o Filho o quiser revelar” saberia tanto quando o Pai e o Filho sabem e essa conclusão não é plausível dentro da Bíblia, muito mais quando lemos em Jo. 12. 49 “Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar”. Ora, uma mente onisciente entre o Pai e o Filho implicaria dizer que nada é oculto ao Filho, mas não é isso que o próprio Filho testifica nesse verso. Está claro que ele recebeu do Pai . A Bíblia não querendo deixar dúvida da limitação e dependência de Jesus, além de todos os versículos já mostrados, o apresenta recebendo revelação da parte de Deus, mesmo em sua condição de glorificado, para poder comunicar aos seus servos as coisas que estariam por acontecer em Ap. 1.1 “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer…”
Assim, nenhuma resposta satisfatória ou ao menos plausível foi dada, até hoje, à passagem de Mc. 13.32: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.”, pois se Ele, Jesus Nosso Senhor, era onisciente por versículos como Mt. 9.4 e Mc. 2.8 porque, então, Ele mesmo diz não saber o dia de sua volta? É possível a um onisciente, assim defendido como tal com base naqueles versículos, não saber alguma coisa?
1 Agostinho in A trindade, Paulus Editora, 2ª Edição – 1994, pág. 54
2 Idem, pág. 24
Mt. 28.18
A onipotência de Jesus!
Curiosamente os próprio versículos que são apresentados para “atestar” a onipotência de Jesus, nosso Senhor, são justamente aqueles que mostram sua dependência de uma fonte de poder que não é ele mesmo.
Como exemplo temos a afirmação de que Jesus é inerentemente Onipotente baseados, em geral, em Mt. 28.18 “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.” ou então Mt. 11.27 “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, ….”. Mas, a primeira observação que devemos fazer aqui é acerca da expressão traduzida por “poder”, pois ao lermos “todo o poder” logo deduzimos que Jesus é todo-poderoso e, por consequência teria, então, um status, no mínimo igual ao do Pai, a quem a Bíblia chama de “Todo-Podereso”, mas “todo o poder” nesse trecho é, em grego, “πᾶσα ἐξουσία”, diferente daquela usada para dizer que Deu, o Pai, é Todo-Poderoso (παντοκράτωρ (1), como, por exemplo, em II Co. 6.18, “E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso”. Na verdade “ἐξουσία” tem conotação de autoridade, não exatamente poder e seria melhor traduzido por “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”. A tradução dessa palavra por “autoridade” é encontrada em Lc. 10.19 “Eis que vos dei autoridade (ἐξουσίαν) para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder (δύναμιν) do inimigo; e nada vos fará dano algum”. De qualquer forma perceba que em ambos os casos vemos uma fonte de “poder” (a palavra original é autoridade) da qual emana a capacidade do Filho e que não é o próprio Filho. Em um verso se diz “É-me dado todo o poder” e no outro é dito “Todas as coisas me foram entregues”. Ele é o receptáculo e não a origem do poder ou autoridade. Se ele hoje tem todo poder, esse lhe foi dado em determinado momento pelo Pai.
Assim, vemos que Filho não é inerentemente onipotente, na verdade, o verso fala de autoridade que foi traduzido por “poder” em nossas Bíblias. Todo o poder que Ele tem lhe foi dado pelo Pai. Em sua condição terrena lemos em Jo. 10.18 “Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade (ἐξουσίαν) para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.”(ARA) Após a ressurreição lemos em Mt. 28.18 “E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” E, no mundo vindouro ele se sujeitará a Deus mostrando que não é um co-igual, ou seja, não é o mesmo que Deus é, como sugere o credo atanasiano, I Co. 15: 27 “Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. 28 E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” Perceba aqui a questão que Paulo faz em distinguir e destacar que UM não lhe está sujeito, justamente aquele que todas as coisas lhe sujeitou. Como podem ser co-iguais se há UM que lhe sujeita as coisas? E se são o mesmo Deus como alegam os trinitários, por que Paulo insiste em dizer que quem lhe sujeitou as coisas não lhe está sujeito? Se na mente de Paulo os dois fossem co-iguais essa declaração não teria sentido. Em várias outras ocorrências vemos Jesus mostrar sua limitação e total dependência de Deus, seu Pai: João 5.19, 30, 36; 8.28; 14.10,11, 31. A Bíblia mostra que os milagres de Jesus decorrem da atuação de Deus na vida dele “Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (At. 2.22)
1 Exsitem sete ocorrências da palavra παντοκράτωρ (pantokratôr) no N.T além da citada encontramos outras seis em Apocalipse: 1.8, 4.8, 11.17, 15.13, 16.7, 19.6, 21.22
COMMA JOANINA
1 João 5,7
Entre as críticas levantadas contra Erasmo, uma das mais sérias, foi a acusação de que no seu texto, em I João 5:7-8, não apareciam as palavras: “no céu, o Pai, a Palavra e o Espírito Santo, e estes três são um; e há três que testemunham na terra”. Erasmo replicou que não encontrara estas palavras em nenhum manuscrito antigo e descuidadamente fez a afirmação que inseriria a “Comma Joanina”, do latim Comma Johanneum, como é chamada nas edições futuras, se um único manuscrito grego fosse encontrado, anterior ao século XII, que contivesse a passagem. Este manuscrito lhe foi mostrado, e Erasmo, cumprindo a promessa, colocou a passagem na terceira edição de 1522, porém, em longa nota marginal indica suas suspeitas de que o manuscrito fora preparado para confundi-lo. Segundo Bruce em “The Text of the New Testament”, página 101, este manuscrito foi falsamente preparado lá por 1520 por um monge franciscano, que tomara estas palavras da Vulgata Latina.
A Crítica Textual esclarece que dos milhares de manuscritos gregos, somente três contêm esta passagem espúria, sendo eles posteriores ao século XII. A Comma Joanina, provavelmente teve a sua origem num comentário exegético, escrito na margem e transcrito para o texto de manuscritos da Vulgata Latina antes do ano 800 A.D. Em vista de sua inclusão na Vulgata Clementina de 1592, o Santo Ofício em Roma (1897) fez um pronunciamento, aprovado pelo Papa Leão XIII, dizendo que não é seguro negar que estas palavras não sejam de João.
fonte original e fontes de pesquisa: jesus historico a noticia gospel
10 Razões Porque o Sábado Não é Apenas Para Judeus10 Razões Porque o Sábado Não é Apenas Para Judeus
1) Adão e Eva não eram judeus. “Elohim abençoou o sétimo dia e o santificou” (Gênesis 2:3) antes do pecado ter entrado. “Santificado” significa “ser separado para uso santo”. Os únicos no Jardim do Éden, para quem o sábado foi “separado” foram Adão e Eva, que não eram judeus.
2) “O sábado foi estabelecido por causa do homem” (Marcos 2:27). Yahshua disse isso. Ele foi “estabelecido” no Jardim do Éden antes de ter sido escrito nas tábuas de pedra no Monte Sinai. O sábado foi “feito” para o “homem”, e não apenas para os judeus.
3) Os outros nove mandamentos não são “apenas para judeus”. Elohim escreveu “Dez Mandamentos” em pedra, e não apenas nove (Veja Deut. 4:12, 13; Ex. 20). Será que “Não cometerás adultério”, “Não matarás”, “Não roubarás” e “Não levantarás falso testemunho” só se aplica aos judeus?
4) “O sétimo dia é o sábado do Yahweh teu Elohim” (Êxodo 20:10). Deus chama o sábado, “meu dia santo” (Isaías 58:13). A Bíblia nunca o chama de “sábado dos judeus”, pois não é deles mas de Elohim.
5) O mandamento do sábado é para o “estrangeiro” também. O quarto mandamento diz que o próprio “estrangeiro” deve descansar no sábado (Êxodo 20:10). “Estrangeiros” são os não-judeus, ou gentios. Assim, o sábado se aplica a eles também. Leia também Isaías 56:6.
6) Isaías disse que os gentios deviam guardar o sábado. “E aos estrangeiros, que se unirem ao Adonai, para o servirem, e para amarem o nome do Yahweh, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu pacto, sim, a esses os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:6-7). Assim, o sábado é também para os gentios e para “todas as pessoas” não somente para os judeus.
7) “Toda a humanidade” irá guardar o sábado na Nova Terra. Na “nova terra … de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz Yahweh” (Isaías 66:22-23). Aqui Elohim diz que “toda a carne” guardará o sábado na “nova terra”. Se este for o caso – e o é – não devemos começar a fazê-lo desde agora?
8) Os gentios guardaram o sábado no livro de Atos. “Os gentios rogaram que estas palavras fossem pregadas a eles no sábado seguinte … Paulo e Barnabé … os persuadiam a perseverar na graça de Yahweh” (Atos 13:42-43 – King James). Aqui os gentios salvos pela graça guardaram o sábado (ver também o versículo 44).
9) “A lei [dos Dez Mandamentos] é para “todo o mundo”, não só para os judeus. Paulo escreveu estas palavras. Leia Romanos 2:17-23; 3:19, 23.
10) Lucas era um gentio que guardava o sábado. Lucas foi o único gentio que escreveu livros do Novo Testamento (ele escreveu O Evangelho Segundo São Lucas e os Atos dos Apóstolos). Lucas viajou com Paulo e escreveu: “No sábado, saímos da cidade para junto do rio, pois pensávamos que ali devia haver um lugar de oração” (Atos 16:13). Era o sábado do sétimo dia, o memorial da criação (cf. Ex. 20:11). Tanto Lucas como Paulo sabiam disso.
69 Razões porque guardamos o Sábado.69 Razões porque guardamos o Sábado.
ORD: RAZÃO: PASSAGEM:
1 Porque foi escrito pelo próprio dedo de Deus Gên. 31:18
2 Porque o Sábado foi abençoado por Deus Gên. 2:3
3 Porque todas as coisas foram feitas por Deus João 1:3
4 O Sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do Sábado Marcos 2:27
5 Porque Deus determinou que lembrássemos do Sábado para o santificar Exô. 20:8-10
6 Porque o Sábado é o sinal do poder criador de Deus Exô. 20:11
7 Porque o Sábado já existia antes das leis serem dadas no monte Sinai Exô. 16:4,22,23,27-29
8 Porque o nome do Senhor permanece para sempre Salmos 135:13
9 Porque a obra da criação deverá para sempre ser lembrada Salmos 111:2-4
10 Porque o Sábado é um sinal entre Deus e o homem Ezequiel 20:12,20
11 O Sábado será um sinal para sempre Exô. 31:17
12 Porque até os remidos lembrarão do divino poder Criador Apoc. 4:11
13 Porque na nova terra iremos adorar a Deus todos os dias especialmente no Sábado Isa. 66:22-23
14 Porque Deus deve ser verdadeiramente adorado João 4:16
15 Porque Jesus deu o exemplo de observância do Sábado Luc. 4:16
16 Jesus fazia atos de misericórdia no Sábado Mat. 12:12
17 Porque o dia da preparação seria no sexto dia Luc. 23:54, Exô. 16:22, 23
18 Porque o filho do homem é Senhor até do Sábado Mat. 12:8
19 É lícito fazer bem no sábado Luc. 6:9
20 Jesus fazia milagres no Sábado João 9:16
21 Porque o Sábado é o dia que antecede imediatamente ao primeiro dia da semana logo ele é o sétimo dia Mat. 28:1, Exô. 20:10
22 Os seguidores de Cristo repousaram no Sábado depois da crucificação Luc. 23:56
23 Paulo e Barnabé foram à sinagoga no dia de Sábado Atos 13:14
24 Os Judeus e gentios reuniam-se na sinagoga nos dias de Sábado Atos 13:42
25 O Sábado é o dia de oração Atos 16:13
26 São João foi arrebatado em espírito no dia do Senhor Apoc. 1:10
27 Não podemos desviar-nos do Sábado Isa. 58:13
28 Cristo não veio destruir a lei Mat. 5:17
29 Porque a lei é eterna Mat. 5:18
30 Porque não podemos quebrar os mandamentos Mat 5:19
31 Porque o homem cuidará em mudar a lei Dan. 7:25
32 Somos servos de Deus por isso devemos obedecê-lo Rom. 6:16
33 Porque se guardamos outro dia não estamos de acordo com Cristo e sim com os homens Mat. 15:9
34 Se temos certeza quem é Deus porque não seguí-lo? I Reis 18:21
35 Porque as escrituras não podem ser mudadas Dan. 6:8
36 Deus é o autor da lei Exô. 20:3
37 Porque o 4º mandamento mostra autoridade do domínio do autor da lei Exô. 20:8-11
38 Serão salvos os que guardam os mandamentos e tem a fé de Jesus Apoc. 14:12
39 Porque satanás está tentando o povo a não guardar os mandamentos Apoc. 12:17
40 Porque o sábado foi feito Marcos 2:27
41 Cirsto guardou o sábado João 15:10
42 Devemos andar como Cristo andou I João 2:6, 5:3 I Pedro 2:21, João 13:15-17, 15:10
43 Porque Cristo é o mesmo Heb. 13:8
44 Serão castigados os que não guardam o sábado Jeremias 17:27
45 Deus fica irado quando profanamos o sábado Neemias 13:17-18
46 A lei de Deus é verdadeira Neemias 9:13-14
47 Bem aventurado é o homem que se guarda de profanar o sábado Isa. 56:1,2,6,7
48 Deus nos envia uma mensagem com relação ao sábado Isa. 58:13-14
49 Muitos ensinadores profanam a lei Ezequiel 22:26
50 Deus está enviando uma mensagem ao mundo para desviar o homem do culto falso para o culto verdadeiro Apoc. 14:7-10
51 Deus apresentou razões para que o povo de Israel guardasse o sábado. Deut. 5:15
52 A nossa fé em Deus não anula a lei Rom. 3:31
53 Os que amam a lei terão paz Salmos 119:165
54 Deus sá uma garantia aos que observam os seus mandamentos Isa. 48:18
55 Quem obedece ao Senhor tem bom entendimento Salmos 111:10
56 Bem aventurado o homem que tem prazer na lei do senhor Salmos 1:1,2 Rom. 7:22
A LENDA DA IMORTALIDADE DA ALMA
Desmistificando a lenda de uma alma imortal
A consolação de Paulo aos tessalonicenses
Escrito por Lucas Banzoli
“Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (cf. 1ª Tessalonicenses 4:18)
Paulo responde a várias perguntas dos tessalonicenses que foram feitas a ele sobre a vida pós-morte, e lhes dá uma palavra de conforto, a qual ele diz para consolar-vos uns aos outros com essas palavras. Mas qual foi essa consolação? A consolação de que os que morreram já estão todos no Céu e desfrutando da glória ou a esperança de que um dia todos os mortos iriam ressuscitar? O contexto todo aponta para a segunda alternativa:
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem” (cf. 1ª Tessalonicenses 4:13-15)
O contexto é totalmente voltado para a esperança da ressurreição dentre os mortos. A pergunta que incomoda os imortalistas é: por que razão Paulo não consolou os tessalonicenses dizendo que os mortos já estavam no Céu, mas em momento nenhum disse isso e trouxe como única esperança de consolo a ressurreição dentre os mortos? Por que razão Paulo iria ocultar uma verdade tão fundamental e importante que é tão insistentemente ensinada pelos imortalistas quando eles falam “com respeito aos que dormem”?
Por que quando um imortalista fala sobre os que já morreram nunca hesita em mencionar que os tais já estão salvos no Céu, mas Paulo, ao contrário, omite isso e cita apenas a ressurreição como fonte de consolo? Se os mortos já estão com Cristo, o que custava ele ter consolado os tessalonicenses com essa palavra, e não frisar apenas na ressurreição? Por acaso um imortalista comum costuma consolar alguém que tem um ente querido morto destacando apenas e tão somente a ressurreição, sem fazer qualquer alusão de que tal pessoa já esteja no Céu? Como bem destacou o Dr. Samuelle Bacchiocchi:
“Se Paulo realmente cresse que ‘os mortos em Cristo’ não estavam de fato mortos nas sepulturas, mas vivos no céu como almas desincorporadas, teria se aproveitado de sua bendita condição no céu para explicar aos tessalonicenses que a lamentação deles era sem sentido. Por que lamentar por seus amados, se estavam já desfrutando as bênçãos celestiais? A razão de Paulo não lhes dar tal encorajamento é, obviamente, o fato de que sabia que os santos adormecidos não estavam no céu, mas em suas sepulturas”[1]
Paulo foca-se inteiramente na esperança da ressurreição ao consolar os tessalonicenses sobre os seus parentes já falecidos. Quanta diferença para os dias de hoje, em que a consolação é sempre voltada ao “fato” de que a pessoa supostamente “já está na glória”, e a ressurreição (que é tomada como sendo apenas a adição de um corpo) virou um simples e mero detalhe! Para Paulo, contudo, a única esperança para o cristão que hoje descansa é a ressurreição (cf. 1Ts.4:18).
Dito em termos simples, Paulo consolou os tessalonicenses dizendo: “Não se entristeçam como os demais que não tem esperança, pois nós temos uma esperança: de que os mortos irão ressuscitar quando Jesus voltar”! Um imortalista, no lugar de Paulo, teria dito: “Não se entristeçam como os demais que não tem esperança, pois os que morreram já estão desfrutando das bênçãos paradisíacas do Céu”. A diferença entre ambas é gritante, pois uma tem seu foco na ressurreição, enquanto outra sobrepõe a ressurreição com um ensino estranho às Escrituras, que deixa sem sentido a esperança de ressuscitar, já que os que morreram já estariam com Cristo.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)
206 PROVAS CONTRA A IMORTALIDADE DA ALMA
Depois das “205 Teses contra o Primado de Pedro”, segue-se abaixo as minhas 206 teses contra a imortalidade da alma, que estão registradas em meu livro sobre o tema – “A Lenda da Imortalidade da Alma”. É evidente que é recomendável a leitura completa do livro, em que eu analiso mais extensivamente cada uma das teses, argumentando em favor delas e contra-argumentando as suas possíveis objeções ou contra-argumentações. São 85 provas pelo Antigo Testamento e mais 121 no Novo, somando o total de 206 provas bíblicas contra a tese popular (e lendária) da imortalidade da alma(*).
-85 Teses do Antigo Testamento:
NUMERAÇÃO DECLARAÇÕES RELATIVAS AO ESTADO DOS MORTOS BASE BÍBLIA VETEROTESTAMENTÁRIA
1 Os mortos não estão cônscios de coisa nenhuma Eclesiastes 9:5
2 Um cachorro vivo vale mais do que um leão morto Eclesiastes 9:4
3 No “além” [Sheol] não há sabedoria [khok-maw’] Eclesiastes 9:10
4 No “além” [Sheol] não há conhecimento [dah’-ath] Eclesiastes 9:10
5 No “além” [Sheol] não há inteligência [khok-maw’] Eclesiastes 9:10
6 No “além” [Sheol] não há dispositivo de razão [khesh-bone’] Eclesiastes 9:10
7 Apenas os vivos [os que estão “debaixo do sol”] estão com vida Eclesiastes 4:2
8 A vantagem dos homens sobre os animais é nenhuma Eclesiastes 3:19
9 O destino de bons e de ímpios é o mesmo depois da morte Eclesiastes 2:14,15
10 O destino dos homens e dos animais é o mesmo depois da morte Eclesiastes 3:20
11 Fôlego de vida é a mesma coisa que espírito Gênesis 2:7; Jó 33:4; 32:8; Isaías 42:5
12 O fôlego de vida dos homens é o mesmo dos animais e não há diferença entre eles Eclesiastes 3:19
13 O espírito de toda a carne [justos e ímpios] volta para Deus por ocasião da morte Eclesiastes 12:7
14 A memória dos mortos jaz no esquecimento Eclesiastes 9:5
15 Sentimentos como amor, ódio e inveja já pereceram para os mortos Eclesiastes 9:4
16 Na morte não há lembrança de Deus Salmos 6:5
17 Os mortos não louvam ao Senhor Isaías 38:19
18 Na morte os homens não têm proveito nenhum para Deus Salmos 30:9
19 Os mortos não pensam Salmos 146:4
20 Os mortos estão numa terra de silêncio Salmos 115:17
21 A alma vai para um lugar de silêncio Salmos 94:17
22 A alma vai para a cova Jó 33:18,22,28
23 Nós só veremos a Deus no tempo do fim Jó 19:25-27
24 Nós só veremos a Deus após a ressurreição Salmos 17:15
25 Nós só entramos na nossa herança na ressurreição do final dos dias Daniel 12:13
26 Os mortos não olham mais para a humanidade Isaías 38:11
27 Os mortos estão numa terra de esquecimento Salmos 88:12
28 O único destino do homem após a morte é a sepultura Jó 17:13
29 O homem é como os animais que perecem Salmos 49:12
30 As referências ao “dormir” tratam-se de indivíduos, do ser racional, e não de meros corpos Daniel 12:13
31 Até não haver mais céus, o homem não despertará e nem levantará de seu sono Jó 14:10-12
32 O homem na morte já não existe e Deus não pode encontrá-lo Jó 7:21
33 O homem na morte torna-se como um lago ou rio cujas águas se secaram Jó 14:11-12
34 O homem não levanta de seu estado de inatividade até “não existirem mais céus” Jó 14:12
35 Os ímpios não possuirão uma eternidade, mas serão devorados, consumidos, eliminados, não existirão e serão exterminados Salmos 21:9; 37:22; 37:9; 37:10; Provérbios 10:25
36 Os ímpios deixarão de existir e apenas os justos viverão para sempre Salmos 104:35; 49:8,9; Provérbios 2:22; 19:16; 11:19
37 No dia do Juízo, o Senhor não deixará nem raiz e nem ramo dos ímpios Malaquias 4:1
38 Neste mesmo dia, os ímpios se farão em cinzas debaixo dos pés dos justos Malaquias 4:3
39 A alma repousa após a morte Salmos 23:13
40 A alma também pode sofrer decomposição; contudo, é passível de ser resgatada [na ressurreição] para viver para sempre e não sofrer decomposição [na sepultura] Salmos 49:8,9
41 Os mortos não mais confiam na fidelidade de Deus Isaías 38:18
42 Os mortos não falam da fidelidade de Deus Salmos 88:12
43 Não existem gritos no “além” (Heb.: Sheol) Jó 3:18
44 Sheol não é uma “morada de espíritos”, mas sim uma figura da sepultura Gênesis 37:35; Salmos 141:7
45 O “além” (Heb. “Sheol”) é um lugar de repouso Jó 3:11,13,17; 3:18
46 O Sheol é um lugar de silêncio Salmos 115:17; 94:17
47 O Sheol é um lugar de escuridão (e não de “fogo”, o que remeteria a luminosidade) Jó 10:20,21; Salmos 88:10-12
48 São os ossos (e não “espíritos”) que descem ao Sheol na morte Salmos 141:7
49 Os mortos não vêem mais luz Salmos 49:19
50 Todos descem para o Sheol na morte Jó 3:11-19
51 O Sheol é o pó da terra Jó 17:16
52 O local de habitação na morte é no pó da terra Isaías 26:19
53 A consciência dos mortos é comparada com o pó da terra – ou seja, não há nenhuma Salmos 30:9
54 Até as ovelhas vão para o Sheol na morte Salmos 49:14
55 O mau não está no inferno. Está “reservado” no túmulo até o dia do juízo Jó 21:28-32
56 O homem tornou-se (não “obteve”) uma alma Gênesis 2:7
57 Não existe alma sem sangue Levítico 17:11; Gênesis: 9:4,5
58 O corpo é a alma visível Levítico 19:28; 21:1,11; 22:4; Números 5:2; 6:6,11; 9:6,7,10; 19:11,13
59 A estrutura dos homens é puramente o pó Salmos 103:14; Gênesis 18:27
60 Apenas os vivos possuem o “espírito de vida” Gênesis 7:15
61 A alma [nephesh] pode ser totalmente destruída Josué 10:28, 30, 32, 35, 37, 39
62 O processo que ocorre aos homens é o mesmo processo que sucede com os animais na morte Salmos 104:29; Eclesiastes 3:19,20
63 Espírito significa “vida” e não um ser inteligente que sai do corpo na hora da morte Salmos 104:29; Jó 12:10
64 Tanto homens como animais expiram o espírito-ruach na morte Salmos 104:29; Eclesiastes 12:7
65 A alma morre Ezequiel 18:4,10
66 A alma é exterminada Josué 10:28
67 A morte do corpo é a morte da alma Números 31:19; 35:15,30; Josué 20:3,9; Gênesis 37:21;
68 A alma-nephesh pode ser transpassada mortalmente Deuteronômio 11:9
69 Se você matar uma alma, você pode fugir para uma cidade de refúgio Josué 20:3
70 A alma emagrece Salmos 106:15
71 A alma sente sede Isaías 29:8
72 A própria vida vai para a sepultura após a morte Salmos 88:3
73 A alma vai para a cova da corrupção [sepultura] Isaías 38:17
74 Até o sangue desce ao Sheol na morte 1 Reis 2:9
75 O homem é um ser mortal e não imortal Jó 9:2; 10:15; 4:17; Salmos 56:4; 9:17; Isaías 51:12
76 O Antigo Testamente nunca usa os termos para “eterno” ou “imortal” para a alma Nunca usa mesmo
77 O homem retorna para o pó na morte Salmos 103:14; Gênesis 3:19; 18:27
78 Os animais também são denominados de “almas viventes” Gênesis 1:20,21,24,30; 2:19; 9:10,12,15,16
79 O homem não comeu da árvore da vida para ser imortal vivendo eternamente Gênesis 3:24
80 A presença da “árvore da vida” no jardim do Éden indica que a imortalidade era condicional à participação do fruto de tal árvore Gênesis 2:9
81 O conhecimento do bem e do mal foi adquirido ao comerem da árvore da ciência do bem e do mal; mas a imortalidade não foi adquirida pois o homem não comeu da árvore da vida Gênesis 2:22,23
82 No relato da Criação de Gênesis 1 e 2 nada é dito de Deus ter formado dentro do homem uma “alma”ou “espírito” imortal Nada mesmo
83 Os animais também possuem espírito-ruach Gn.6:17; Gn.7:21,22; Gn.7:15; Sl.104:29
84 O homem certamente morreria (Heb.: Morrendo, morrerás) Gênesis 2:7
85 A mentira da serpente [Satanás] é a base da doutrina imortalista: “Certamente que não morrerás” Gênesis 3:4
-121 Teses do Novo Testamento:
NUMERAÇÃO DECLARAÇÕES RELATIVAS AO ESTADO DOS MORTOS BASE BÍBLIA NEOTESTAMENTÁRIA
1 Os mortos só entram na vida ou na condenação a partir da ressurreição dentre os mortos João 5:28,29
2 Os vivos não precederão os que dormem para a entrada no Reino 1 Tessalonicenses 4:15
3 A entrada no Paraíso se dará por ocasião da “colheita” no fim do mundo Mateus 13:39; 28-30
4 Até a ceifa (que acontece no fim do mundo) justos e ímpios partilham o mesmo lugar Mateus 13:28-30
5 Somente na consumação dos séculos haverá a separação entre os justos e os ímpios Mateus 13:47-50
6 A entrada no Reino é por ocasião da revelação do Filho do Homem Mateus 25:31-34
7 Só entraremos nas nossas moradas quando Cristo voltar para nos levar onde ele está João 14:2,3
8 Davi não subiu aos céus Atos 2:34
9 Davi está morto na sepultura Atos 2:29
10 Os mortos só alcançam a misericórdia da parte do Senhor no dia da Sua Vinda 2 Timóteo 1:16-18
11 Os heróis da fé não obtiveram ainda a concretização da promessa Hebreus 11:39,40
12 Os heróis da fé só obtém a concretização da promessa junto conosco Hebreus 11:39,40
13 A salvação do espírito é no Dia do Senhor 1 Coríntios 5:5
14 Se não há ressurreição de mortos, então os que dormiram em Cristo já pereceram 1 Coríntios 15:18
15 Se não há ressurreição de mortos, então a nossa esperança se limitaria apenas a esta vida 1 Coríntios 15:19
16 Se não há ressurreição de mortos, então Paulo esteve exposto a perigos a toa 1 Coríntios 15:30
17 Se não há ressurreição de mortos, então o melhor a fazer seria viver hedonisticamente a vida, “comer e beber, que amanhã morreremos” 1 Coríntios 15:32
18 Os mortos só serão vivificados na segunda vinda de Cristo 1 Coríntios 15:22,23
19 A única esperança para os que hoje dormem é a ressurreição 1 Tessalonicenses 4:13-15
20 Nós somos os únicos vivos 1 Tessalonicenses 4:16,17
21 A imortalidade tem que ser buscada Romanos 2:7
22 A imortalidade só é alcançada por aqueles que “perseveram em fazer o bem” Romanos 2:7
23 A imortalidade é um dom de Deus Romanos 6:23
24 A imortalidade é uma herança Lucas 18:18
25 A imortalidade é por meio do evangelho 2 Timóteo 1:10
26 O único que possui a imortalidade é Deus 1 Timóteo 6:16
27 O homem é um ser mortal e não imortal Romanos 1:23; 1 Timóteo 6:16
28 A imortalidade só é alcançada a partir da ressurreição dentre os mortos 1 Coríntios 15:51-54
29 A imortalidade tem que ser revestida (na ressurreição) 1 Coríntios 15:53
30 O reencontro entre Paulo e os Coríntios é somente na ressurreição 2 Coríntios 4:14
31 O momento em que Paulo irá orgulhar-se deles é somente na ressurreição 2 Coríntios 1:14
32 O momento em que receberemos o louvor de Deus é na ressurreição 1 Coríntios 4:5
33 A morte só é vencida na ressurreição 1 Coríntios 15:54,55
34 A morte é igualada a um estado de sono Jó 14:12
35 A alma morre Tiago 5:20
36 A alma é exterminada Atos 3:23
37 A alma é destruída Mateus 10:28
38 A alma dos mortos é vivificada na ressurreição Apocalipse 20:4
39 Existe um só juízo e ele é somente na segunda vinda de Cristo Hebreus 9:27; 2 Timóteo 4:1
40 O motivo pelo qual os mártires aceitaram a tortura foi visando uma superior ressurreição Hebreus 11:35
41 A exultação e regojizo é somente por ocasião da volta de Cristo 1 Pedro 4:12,13
42 A imarcescível coroa da glória só estará disponível aos salvos por ocasião da segunda vinda de Cristo 1 Pedro 5:1-4
43 A ressurreição é somente na segunda vinda de Cristo 1 Tessalonicenses 4:13-15; 2 Timóteo 2:18; 1 Coríntios 15:22,23
44 O assassino não tem uma vida eterna permanente em si 1 João 3:15
45 Paulo só receberia a coroa da justiça na ressurreição 2 Timóteo 4:6-8
46 Depois da morte vem o juízo e não o Céu ou o inferno Hebreus 9:27
47 A vida é somente em Cristo e não há vida fora dele 1 João 5:12
48 Apenas aquele que come do pão da vida viverá eternamente em algum lugar João 6:51
49 Existem 72 referências ao estado de sono na morte mas nenhuma de que estão acordados Nenhuma referência
50 Não existe nenhuma passagem bíblica neotestamentária em um contexto que não seja parabólico ou simbólico que mostre que os justos já estão na glória Nenhuma referência
51 Nós só seremos recompensados na ressurreição dos mortos Mateus 16:27; Apocalipse 22:12; Lucas 14:14
52 Não existe passagem bíblica nenhuma que mostre religação de corpo com alma na ressurreição Nenhuma referência
53 A punição dos ímpios é algo futuro e não algo presente 2 Pedro 2:9; 2 Pedro 2:6; 2 Tessalonicenses 27-10; Lucas 3:17
54 A condenação dos ímpios é somente no último dia João 12:48
55 Os ímpios só sofrerão a punição na manifestação do Senhor Jesus Cristo 2 Tessalonicenses 27-10
56 A imortalidade está ligada unicamente à ressurreição de Jesus e a nossa própria ressurreição 1 Coríntios 15; 1 Coríntios 15:57
57 Nós só entraremos no Paraíso se estivermos constituídos de um corpo 2 Coríntios 5:13
58 O mortal só é absorvido pela vida na ressurreição dentre os mortos 1 Coríntios 15:51-54
59 Deus é único possuidor de imortalidade incondicional 1 Timóteo 6:16
60 Todos os heróis da fé morreram e não receberam a promessa Hebreus 11:13
61 A herança e a salvação só é recebida na revelação de Cristo no último tempo 1 Pedro 1:5
62 A graça e a esperança é dada no momento da ressurreição/segunda vinda de Cristo 1 Pedro 1:13
63 Deus ainda não julgou os que morreram 1 Pedro 4:5; 2 Timóteo 4:1
64 Jesus teve que apresentar muitas provas para mostrar que, mesmo morto, ainda vive Atos 1:3
65 O apóstolo Paulo teve que insistir na presença dos reis Agripa e Festo para tentar provar que Jesus Cristo, mesmo morto, estava vivo Atos 19:25
66 Os filhos não foram revelados na glória ainda Romanos 8:19
67 A nossa adoção como filhos é somente na ressurreição Romanos 8:23
68 Nossas obras só serão reveladas no dia do Juízo (também somente neste momento que recebemos a recompensa ou a condenação) 1 Coríntios 3:13-17
69 O primeiro homem é do pó da terra 1 Coríntios 15:47
70 Assentaremos nos lugares celestiais em função da ressurreição Efésios 2:6
71 O orgulho de Paulo em ver que não correu inutilmente é no dia de Cristo (momento da ressurreição) Filipenses 2:16
72 A nossa cidadania nos céus irá se concretizar quando Cristo transformar nossos corpos humilhados semelhantes ao seu corpo glorioso (ou seja, na ressurreição) Filipenses 3:20,21
73 O momento em que seremos manifestados em glória é quando ele [Cristo] se manifestar Colossenses 3:4
74 O momento em que Paulo irá orgulhar-se e regozijar-se de seu trabalho é na segunda vinda de Cristo 1 Tessalonicenses 2:19
75 Na lista de seres no Céu, Paulo não inclui espíritos humanos (inclui apenas Deus e os anjos eleitos) 1 Timóteo 5:21
76 Contrasta-se “homens mortais” com aquele vive [atualmente] – Cristo Hebreus 7:8
77 É possível perder a alma- psiquê por causa de Cristo Mateus 10:39
78 Apenas na consumação do mundo que os justos brilharão como o sol no Reino de Deus Mateus 13:43, 30, 39, 40, 49
79 Os apóstolos só tomam os seus assentos no Paraíso para julgar as doze tribos de Israel “na regeneração de todas as coisas” Mateus 19:28
80 Os servos fiéis só entram no gozo do Senhor quando o dono do vinha [representação de Cristo] voltar, “depois de muito tempo” Mateus 25:19-21, 23
81 Também é somente nesta ocasião [da segunda vinda de Cristo] que o servo infiel é condenado Mateus 25:30
82 A separação entre justos e ímpios ocorre na revelação do Filho do homem Mateus 25:31
83 O momento em que o Filho do homem irá se envergonhar dos pecadores é quando ele vier na glória de seu Pai com todos os santos anjos Marcos 8:38
84 Após a morte do corpo, o que sucede é a destruição da alma no geena (segunda morte, o estado final) e não a algum “estado intermediário”
Lucas 12:4,5
85 Até uma estátua de pedra recebe espírito-pneumapara dar animação ao corpo Apocalipse 13:15
86 Mesmo após entregar o espírito ao Pai, Jesus não havia retornado a ele depois de três dias morto João 20:17
87 O destino final dos ímpios não é uma imortalidade mediante a posse de uma alma eterna, mas sim o extermínio, destruição completa, fim de existência e tornar-se-ão em cinzas Marcos 12:5-9; Atos 3:23; 2 Pedro 3:7; 2 Pedro 2:6
88 O fogo do Juízo há de devorar, consumir completamente os rebeldes Hebreus 10:26,27
89 Em contraste com a vida eterna que só os justos desfrutam (através da ressurreição), os ímpios serão destruídos repentinamente Gálatas 6:8; 2 Pedro 2:1; Tiago 4:12; Apocalipse 20:9; 1 Coríntios 3:16,17
90 Jesus usou várias e inúmeras analogias que retratam a destruição completa dos ímpios, e não a permanência eterna de vida Mateus 13:30,40, 48; Lucas 13:2, 3, 7; Lucas 20:16; 13:4, 5; Lucas 17:27; Mateus 15:13; 24:51; Lucas 17:27, 29; 19:14,27
91 Os ímpios pagarão no inferno-geena de acordo com as suas obras, e não “para sempre” Apocalipse 22:12; Romanos 2:
92 A punição pode ser de muitos ou de poucosaçoites Lucas 12:48,49
93 Os ímpios não ficarão no inferno-geena para sempre, mas sim até pagar o último centavo Lucas 12:59
94 Fogo eterno, na Bíblia Sagrada, não é porque o fogo não apaga nunca, mas sim pelas conseqüências irreversíveis da destruição completa Isaías 34:9,10; Jeremias 17:27; Ezequiel 20:47,48; Judas 7
95 Quem crê em Cristo, ainda que morra, viverá – no futuro João 11:25
96 Os que partirem desta vida serão “filhos daressurreição” Lucas 20:36
97 Nós nos tornaremos semelhantes aos anjos quando “os mortos ressuscitarem” Marcos 12:25
98 O momento em que os mortos serão lembrados por Cristo é quando ele vier em Seu Reino visível Lucas 23:42
99 Mesmo tendo entregue o espírito ao Pai na morte, a alma de Cristo passou os três dias em que esteve morto no Sheol, que fica nas regiões inferiores desta terra, e não no Paraíso Atos 2:27; Efésios 4:9; Mateus 11:23; Mateus 12:40
100 É anti-lógico os salvos terem que comer da árvore da vida na ressurreição para viverem eternamente caso já possuíssem uma alma imortal Apocalipse 22:2
101 A alma também descansa Apocalipse 6:11
102 Almas mortas são vivificadas na ressurreição Apocalipse 20:4
103 Para onde Cristo partiria, os seus discípulos não poderiam ir, nem mesmo se dessem a própria vida para isso João 7:33,34; 13:37
104 Nem Lázaro e nem qualquer das outras sete pessoas que foram levantadas dentre os mortos tiveram qualquer experiência de vida fora do corpo para compartilhar 1 Reis 17:17-24; 2 Reis 4:25-37; Lucas 7:11-15; 8:41-56; Atos 9:36-41; 20:9-11
105 É anti-lógico crer que os mortos que já estão queimando no inferno serão ressuscitados, voltarão para os seus corpos, serão julgados, e voltarão do mesmo jeito para o inferno a fim de continuar queimando infinitamente Nenhuma referência
106 A doutrina da imortalidade da alma ignora como nulo e sem sentido ressurreição e juízo finais, uma vez que tudo já estaria definitivamente definido com ambos os grupos já estando queimando ou já estando na glória paradisíaca Nenhuma referência
107 É anti-lógico crer que Cristo tirou Lázaro do conforto celestial para trazê-lo a este mundo que jaz no maligno, ou tê-lo dado uma segunda oportunidade de salvação retirando-o do inferno João 11:17-27
108 A única fonte de consolação de Cristo às irmãs do falecido é baseada na ressurreição do último dia, e não em alguma bem-aventurança atual João 11:23,24
109 O ser racional de Lázaro estava na sepultura, e não no Céu ou no inferno João 11:43
110 A doutrina que Paulo pregava ia frontalmente contra a doutrina da imortalidade da alma pregada pelos gregos Atos 17:32
111 O foco da Igreja Primitiva era completamente voltado à ressurreição dos mortos, assunto que praticamente foi extinto nas Igrejas cristãs da imortalidade da alma Atos 16:6-8; Hebreus 11:35; Atos 4:2; 17:18; Atos 23:6; 24:15
112 Ninguém que já está muito bem acordado no Céu precisa ser “despertado” para continuar no Céu do mesmo jeito Efésios 5:14
113 O processo de morte que iniciou-se em Adão só será revertido em Cristo na Sua segunda Vinda Gênesis 2:17 com 1 Coríntios 15:22,23
114 É anti-lógico Cristo fazer a promessa de uma vida eterna caso já possuíssemos uma alma imortal 1 João 2:25
115 Quem diz que a ressurreição já aconteceu perverte a fé cristã 2 Timóteo 2:18
116 O homem com a morte não vai para o Céu João 7:33,34
117 A morte não é descrita como um estado de bem-aventurança e/ou prêmios, mas sim como um inimigo que tem que ser aniquilado 1 Coríntios 15:26
118 Só o que vence adquire a imortalidade (na ressurreição) Apocalipse 2:7, 11
119 A esperança viva dos cristãos é a da “herança” reservada no Céu, e que será desfrutada pelos filhos de Deus, não quando morrem e suas almas vão para o céu, mas sim “no último tempo… na revelação de Jesus Cristo” 1 Pedro 1:3-7
120 Os pecadores estão “reservados” para o castigo final, intitulado “negrume das trevas”, para o dia do Juízo, ou seja, não estão queimando ainda 2 Pedro 2:12-17
121 Os heróis da fé ainda buscam uma pátria [celestial] Hebreus 11:13-16
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Por: Lucas Banzoli.
30 PERGUNTAS AOS QUE CREEM NA IMORTALIDADE DA ALMA
Sergio Eduardo | 05:28:00 | 0 comentários
O professor Azenilto G.Brito preparou um questionário com 30 perguntas para as pessoas
que acreditam na imortalidade da alma e lança o desafio se você acredita que a alma é imortal
então aceite este desafio:
Tenho 30 perguntas verdadeiramente tira-teima para os crentes na imortalidade, mas
primeiro reproduzo aqui a minha “concatenação de textos” que vão aos ALICERCES
desse debate sobre a natureza do homem:
a) Gên. 2:7 apresenta a ‘montagem’ ou criação do homem, SÓ de dois elementos—“pó
da terra” + “fôlego de vida”. Assim, o homem se faz “alma vivente”. Não é dito que o
homem TEM alma (imortal) e sim que É alma (vivente). Na formação do homem não
ENTRA nenhuma “alma imortal”.
b) Na ‘desmontagem’ do homem (morte), como tratado por Salomão em Ecl. 12:7, o
pó volta à terra, como era, e o espírito-‘ruach’ (fôlego vital) volta para Deus que o deu.
O texto fala tanto do pó quanto do espírito-‘ruach’ de TODOS os homens (não só dos
salvos). Na morte do homem não consta que SAI qualquer “alma imortal”.
c) Davi usa linguagem semelhante à de Salomão em Ecl. 12:7 no Sal. 104:25-29 falando
da morte DOS ANIMAIS: Deus remove a respiração-‘ruach’, e esses ANIMAIS
voltam ao pó.
d) Temos então Salomão no Ecl. 3:19-21 falando didaticamente sobre como a sorte de
homens e animais é idêntica na morte. “Assim como morre um, morre o outro” porque
tanto homens como animais “têm o mesmo fôlego de vida-‘ruach’”.
e) Davi prossegue dizendo que na morte não há a mínima consciência—Sal. 146:3, 4;
pois os mortos “não louvam ao Senhor” nem os que “descem ao silêncio” (um paralelo
muito instrutivo—Sal. 6:5, 115:17), sendo que a sua própria morte representaria para ele
a não-existência (Sal. 39:13).
f) E no antiquíssimo livro de Jó, aquele Patriarca confirma como a morte é a inexistência
em termos bem claros: Jó 7:21, 14:7-14. E ele ainda fala de quando se encontraria com
o seu Redentor—não quando morresse e fosse de imediato para o céu com sua alma,
mas sim quando Ele Se levantasse sobre a Terra, e O veria com o seu próprio corpo
renovado: Jó 19:25-27.
1ª. – Se Deus colocou no ser humano uma alma imortal, então por que razão existiria a
“árvore da vida” no Jardim do Éden?
Obs.: Se o homem comesse da árvore da vida, se tornaria imortal (cf. Gên. 3:22).
Contudo, foram expulsos do Jardim do Éden, sem terem comido da árvore da vida, e
dois querubins ficaram na guarda do Jardim para que não comessem dessa árvore e
vivessem eternamente (cf. Gên. 3:24). Tudo isso seria totalmente desnecessário se já
possuíssem uma alma imortal.
2ª. – Por que em Gên. 2:17 lemos claramente sobre o homem experimentando a morte
de forma definitiva (até à ressurreição), sem qualquer pista de uma morte só de parte do
seu ser (do corpo)?
Obs.: No original hebraico lemos moth tâmuth—traduzido literalmente por “morrendo
morrereis”. A morte seria o fim total de qualquer existência humana, corpo e alma, pois,
como consequência do pecado, o processo de morte teria início a partir do primeiro
falecimento. A verdade incontestável é que não existiria nenhum estado de vida entre a
morte e a ressurreição, como Davi também refere ao falar da própria morte como uma
condição de não-existência (Sal. 39:13).
3ª . – Por que Moisés, no seu detalhado relato da criação do homem, não deixa a
mínima pista de uma “alma imortal” como componente essencial da vida humana,
exclusivo de sua existência, na criação?
Obs.: Seria esse o momento certo de tratar do assunto, sendo que Moisés oferece tantos
detalhes dos atos divinos na obra da Criação em geral, e do homem, em particular.
4ª. – Por que Moisés emprega a mesma linguagem (palavras exatas) para “alma vivente”
tanto em relação ao homem quanto aos animais (comparar Gên. 2:7 com 1:20 e Lev.
11:46)?
Obs.: Tradutores de algumas versões da Bíblia traduziram as palavras hebraicas nephesh
hayyah como “criatura vivente” quando referindo-se aos animais, contudo, não há a
mínima variante. É exatamente a linguagem de que Moisés se vale para tratar de “alma
vivente” referindo-se ao homem.
5ª. – Por que Moisés trata na mesma base o fôlego de vida do homem e dos animais,
com linguagem tão semelhante (Gên. 2:7; 6:17)?
Obs.: O fôlego de vida não pode ser algo imaterial, imortal, que sobrevive à matéria,
pois não há tal definição bíblica para “alma”, e nunca tal palavra é modificada pelos
adjetivos “imortal” ou “eterno” na Bíblia toda. A expressão “fôlego de vida (neshamah)”
em Gên. 2:7 apenas indica que Deus soprou nas narinas de Adão, não uma alma imortal,
mas a respiração, pois é claro o paralelo entre tal termo, e ruach, como em Jó 33:4.
Esse paralelismo entre o “espírito de Deus” e “o sopro do Todo-poderoso”, se acha
com frequência na Bíblia, como em Isa. 42:5; Jó 27:3; 34:14-15. Isso sugere que os dois
termos são usados intercambiavelmente, ambos fazendo referência ao dom da vida
concedido por Deus a Suas criaturas mediante esse fôlego vital.
6ª. – Como prova que o fato de Deus ter soprado particularmente o fôlego de vida no
homem faz com que tal fôlego seja uma “alma imortal”, quando não há a mínima
informação sobre isso transmitida pelo autor, o que seria algo de muitíssima importância
para definir a natureza humana?
7ª. – Como prova que o fato de Deus ter soprado particularmente o fôlego de vida no
homem faz com que tal fôlego seja um “espírito imortal”, quando há clara informação de
que “o mesmo fôlego de vida” do homem é atribuído aos animais, tanto no relato da
criação, quanto milênios depois, nas palavras do sábio Salomão (ver Ecl. 3:19-21)?
Obs.: Salomão dedica-se a uma profunda reflexão da vida humana e mostra que “tudo é
vaidade”, já que nem mesmo na morte o homem leva vantagem sobre os animais. Se ele
cresse na imortalidade da alma, não empregaria tal linguagem para evitar ambigüidade ou
para não transmitir noções materialistas. Mas até a descrição dele da morte do homem,
com a retirada do fôlego de vida, se assemelha à forma como o salmista se refere à
morte dos animais (comparar Ecl. 12:7 com Sal. 104:25-29).
8ª. – Por que o salmista Davi confirma não só que animais e homens têm o mesmo
fôlego de vida (comparar Ecl. 12:7 e 3:19-21 com Sal. 104:25-29), como também que
na morte prevalece a inconsciência (Sal. 6:5, 13:3; 146:3-4) e a total inexistência (Sal.
39:13)?
Obs.: Davi reflete ainda profundos pensamentos sobre a condição de não-existência dos
que morrem no Sal. 88:3-6, e indica que os que morrem não louvam ao Senhor,
utilizando o significativo paralelo sinônimo de “mortos” e “descem ao silêncio” (Sal.
115:17).
9ª. – Por que o homem precisaria de uma alma imortal, já que não iria morrer, segundo o
projeto original da criação divina, e sim viver eternamente como um ser físico, num
paraíso físico (aliás, como também se daria com os animais. . .)?
Obs.: O pecado é um intruso neste planeta que trouxe morte física e espiritual ao
homem. Mas o “plano de contingência” divino é a ressurreição final, uma providência
tomada APÓS o pecado, como parte de Seu plano restaurador. A ressurreição integra o
“esmagar a cabeça” da serpente no conflito entre o bem e o mal (Gên. 3:15), já que a
vitória sobre a morte ocorre em função da ressurreição dos mortos, não de o indivíduo
superá-la por contar com algum elemento espiritual que prevalece sobre a morte (ver 1
Cor. 15:52-55).
10ª. – Quando exatamente a “alma imortal” é introduzida no ser vivo? Ao ser o óvulo
fecundado? Ao sair o bebê do ventre materno e respirar por primeira vez, já que se cria
o paralelo fôlego—de vida/alma imortal?
Obs.: A dificuldade de estabelecer o início da posse dessa “alma imortal” é imensa,
sobretudo quando os dualistas fazem a ligação ‘fôlego de vida/alma imortal’. Pois o feto
NÃO RESPIRA na bolsa maternal, estando envolvido por fluídos até ser dado à luz.
11ª. – Sendo que consta ser Moisés o autor do antiquíssimo livro de Jó, não parece
estranho que em tal livro ele não deixe a mínima pista de uma noção dualista, pois retrata
o patriarca expressando uma visão holista, não dualista (ver observação a seguir)?
Obs.: O livro de Jó é um golpe de morte sobre a noção dualista. O patriarca compara a
morte a um rio que se seca e a um lago cujas águas são drenadas, e quando se refere
diretamente ao estar com Deus, fala do tempo quando o Redentor “Se levantará sobre a
Terra”, sem deixar a mínima pista de uma alma indo ao Seu encontro (ver 14:7-14 e
19:25-27).
12ª. – Onde exatamente se situa a “alma imortal”? Já que se estabelece o paralelo
‘fôlego de vida/alma imortal’, e Jó declara a certa altura, “enquanto em mim houver
alento, e o sopro de Deus no meu nariz” (Jó 27:3), é aí que se situa essa “alma imortal”,
18/8/2014 Perguntas Pertinentes aos Crentes na Imortalidade da Alma no nariz de cada um?
Obs.: Se o paralelo ‘fôlego de vida/alma imortal’ for válido, realmente essa alma entra e
sai no organismo, pelo menos em boa quantidade, o tempo todo, saindo contaminado
(gás carbônico) e entrando novo fôlego de outra substância (oxigênio) para purificar o
sangue. Coisa bem estranha para parecer algo fluídico que tem consciência e para
sempre permanece após a morte.
13ª. – Por que Jesus diz a Seus seguidores que iria subir para lhes “preparar lugar”, mas
a ênfase está no momento do reencontro com eles quando retornasse para os receber, e
não quando morressem e suas almas fossem para o céu para as irem ocupando (João
14:1-3)?
Obs.: A opinião popular é de que na morte a alma dos falecidos salvos vai para o céu,
quando encontram a Cristo e todos os demais que para lá foram antes. Contudo, é
estranho que Jesus não diga nada sobre essas moradas estarem disponíveis antes do
tempo de Seu retorno, deixando implícito que só então levará os Seus consigo para
ocuparem ditas moradas.
14ª. – As palavras de Jesus em João 5:28 e 29, sobre a ressurreição final de salvos e
perdidos, são antecedidas pela Sua declaração: “. . . vem a hora, e já chegou, em que os
mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem, viverão” (vs. 25). Por que
VIVERÃO só a partir de então, quando deviam estar vivos num estado intermediário,
como “almas imortais”?
Obs.: A linguagem de Cristo pelo contexto torna claro que os que VIVERÃO são os
que estiverem nas sepulturas, não em alguma parte do universo—céu, inferno,
purgatório, hades. .
15ª. – Por que Jesus, quando confortava as irmãs do falecido Lázaro, além de ter
empregado antes a metáfora do sono—“Nosso amigo Lázaro está dormindo. . .”—não
lhes indicou que o falecido estava na glória celestial, mas referiu-lhes a esperança da
ressurreição (João 11:17-27)?
Obs.: É comum consolarem-se os enlutados falando de como seus falecidos estão felizes
por terem trocado este mundo de sofrimento e dor pela habitação nos “páramos da
glória. . .”. Contudo, não é este o quadro do diálogo de Cristo com as irmãs de Lázaro.
O tema da conversação deles não é o suposto destino celestial do fiel seguidor de
Cristo, mas a FUTURA ressurreição dos mortos.
16ª. – Quando Cristo ressuscitou Lázaro, já morto por quatro dias, tirou-o do céu, do
inferno ou do purgatório? Se foi do céu fez-lhe uma maldade trazendo-o de volta para
sofrer na Terra. Se do inferno (pouco provável, pois era um seguidor do Mestre),
concedeu-lhe uma segunda oportunidade de salvação, o que é antibíblico.
Obs.: Lázaro ressuscitou e não trouxe nenhuma informação do mundo do além. Se
tivesse algo a contar, sem dúvida João teria o maior interesse em reproduzir o seu
testemunho no seu evangelho.
17ª. – Quando Jesus diz que o Seu Pai “não é Deus de mortos, e, sim, de vivos” (Mat.
22:32), estava querendo demonstrar a imortalidade da alma ou tais palavras refutam
exatamente tal ideia?
Obs.: A resposta está no relato paralelo de Luc. 20:37-40, especialmente no segmento,
“E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça,
quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ora,
Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos; porque para ele todos vivem”. Os
saduceus não perguntaram, no contexto: “E quando esses sete irmãos forem morrendo e
suas almas forem chegando no céu. . .” Percebe-se que o enfoque jaz totalmente sobre a
ressurreição dos mortos. E também digno de nota é o detalhe de que Cristo fala dos que
hão de ser dignos de “alcançar a era vindoura [a consumação dos séculos] E A
RESSURREIÇÃO DENTRE OS MORTOS”.
18ª. – Por que Cristo e Paulo acentuam que os mortos ressuscitarão ante a voz do
arcanjo e a trombeta divina, despertando do sono da morte (Mat. 24:30, 31; 1 Tes.
4:16), quando supostamente suas almas vêm do céu, inferno, purgatório para
reincorporarem, estando já bem despertas?
Obs.: A metáfora do sono é constante, tanto no VT quanto no NT, representando a
morte. Diante de claras passagens que tratam da inconsciência dos mortos percebe-se
por que se dá o uso de tal metáfora, como no Sal. 13:3–“o sono da morte”; em Dan.
12:2–“dormem no pó da terra”; João 11:11–“Lázaro adormeceu”; 1 Tes. 4:13—“os
que dormem”; 1 Cor. 15:18—“os que dormiram em Cristo”. . .: é que na morte
prevalece uma condição de INCONSCIÊNCIA para os que morreram. Outros textos
que falam da morte como um sono: Sal. 146:1-4; Ecl. 9:5,10; Isa. 38:18,19; 1 Re. 2:10;
1 Re. 11:43; Jó 14:10-12; Jer. 51:39.
19ª. – Por que Paulo, ao discutir específica e detalhadamente em 1 Tes. 4:13-18 e,
especialmente, em 1 Coríntios 15, como será o reencontro final de todos os salvos com
o Salvador em parte alguma fala de almas vindas, seja de onde for, para
reincorporarem?
Obs.: Como no início da história do homem não consta qualquer “alma imortal” sendo
introduzida no ser original, nada consta sobre almas vindas do céu, inferno ou purgatório
para reincorporarem quando do surgimento dos que se foram, na ressurreição.
20ª. – Paulo diz aos tessalonicenses que não deviam lamentar pelos amados que
“dormiam”, recomendando: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (vs.
18). Por que nunca diz que já desfrutavam as bênçãos celestiais, e sim que estavam
“dormindo” e seriam despertados?
Obs.: A consolação derivaria da esperança da ressurreição, não do fato de que os que
“dormiam” estivessem no desfrute das glórias celestiais.
21ª. – Por que, ao enviar consolações à família de Onesíforo (já morto), Paulo nada fala
também de que ele já estivesse desfrutando das bênçãos paradisíacas; pelo contrário, de
novo foca-se inteiramente na esperança de alcançar a misericórdia de Deus “naquele
dia” (cf. 2 Tim.1:17)?
Obs.: Se Onesíforo tivesse morrido e ido para o céu, a misericórdia divina já lhe teria
sido propícia, mas Paulo obviamente não fala daquele dia no sentido de ser o de sua
morte.
22ª. – Paulo diz claramente que sem a ressurreição dos mortos—confirmada e garantida
pela do próprio Cristo—“os que dormiram em Cristo pereceram” (1 Cor. 15:16 a 18).
Por que pereceram, já que deviam estar garantidos no céu?
Obs.: O tema dominante do capítulo é a ressurreição dos mortos, assim a lógica da
pergunta é inescapável. 1 Tes. 4:14 diz que Cristo “trará juntamente em Sua companhia
os que dormem”, mas todo o teor da passagem e do ensino bíblico é de que Ele os trará,
não do céu, mas das sepulturas (ver João 5:28, 29; Dan. 12:2).
23ª. – Mais adiante no mesmo capítulo Paulo confirma o dito nos vs. 16 a 18,
acentuando que arriscou morrer lutando com feras, dando a entender que se morresse
estaria também perdido (vs. 32). Ao comentar, “comamos, bebamos que amanhã
morreremos”, não indica claramente que sem a realidade da ressurreição, não há
esperança alguma de vida eterna?
Obs.: À luz da pergunta anterior, esta se revela prova irrefutável de que Paulo não
pensava em termos de uma “alma imortal” indo para o céu quando da morte, pois não
tinha ele próprio tal esperança. Sua expectativa é expressa em 2 Tim. 4:6-8 onde fala
que “naquele dia” esperava receber o seu galardão eterno. Para ele, não fosse pela
ressurreição, nem valia a pena viver pois a morte seria o fim de tudo.
24ª. – Quando realmente, segundo Paulo em 1 Cor. 15:53, 54, ocorre a vitória sobre a
morte—quando da ressurreição dos mortos ou quando a “alma” é liberada da “prisão
corporal”?
Obs.: Pela interpretação popular do “morrer e ir pro céu”, a morte é contraditoriamente
derrotada PELA PRÓPRIA MORTE, pois com a liberação da “alma imortal” quando
da morte do corpo, não ocorre realmente morte, mas preservação da vida e consciência
de quem dá o último suspiro, noutra dimensão.
25ª. – À luz de 2a. Cor. 5:8 e contexto imediato, se o termo “despido” se refere a uma
condição incorpórea onde Paulo JÁ ESTARIA com Cristo, então por que razão ele diz
tão claramente que NÃO QUERIA ESTAR DESPIDO?
Obs.: Se Paulo queria estar com Cristo, mas não despido, é porque não estaria com
Cristo sem um corpo, mas REVESTIDO com o corpo glorioso da ressurreição. Por isso
fica ÓBVIO que ele cria que só estaremos com Cristo com corpos ressurretos, não em
forma de espírito incorpóreo (despido) num estado intermediário.
26ª. – Por que em 2ª. Cor. 4:14, exatamente no capítulo anterior ao de 2ª. Cor. 5:1-8,
Paulo fala de reencontrar os crentes que conhecia (muitos dos quais ganhou para a fé
cristã), mas a ênfase dada é “nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará
convosco”?
Obs.: Pelo raciocínio dualista, ele os reveria quando morresse e fosse imediatamente
para o céu, sem essa longa espera até a ressurreição do dia final.
27ª. – Por que Pedro fala do regozijo e exultação dos crentes, ligando isso à “revelação
da Sua glória [de Cristo]”, e acentua que “quando se manifestar o Sumo Pastor” é que a
“imarcescível coroa de glória” seria atribuída aos crentes (ver 1 Ped. 1:3-7, 13; 4:12, 13
e 5:4)?
Obs.: A revelação da glória de Cristo se dará quando de Seu advento. Ora, se Pedro
cresse na imortalidade da alma não teria por que falar em regozijo e exultação dos
crentes ligando isso diretamente àquela ocasião. Se fossem com suas almas para o céu,
seguindo-se à morte, não iriam ali exultar e alegrar-se? Na perspectiva do Apóstolo,
porém, só quando da “revelação da Sua glória” é que tal sentimento de felicidade se
confirmaria, “quando se manifestar o sumo Pastor”.
28ª. – Por que o apóstolo João acentua a confiança para os crentes “no dia do juízo” e
não no dia da morte, quando a “alma imortal” supostamente iria entrar no céu, além de
utilizar as sentenças “quando Ele Se manifestar” e “na Sua vinda” como referencial da
eterna redenção (ver 1 João 2:28; 3:2, 3; 4:17)?
Obs.: Isto mostra que, assim como Paulo e Pedro, João não cria nem ensinava a
doutrina de origem pagã da imortalidade da alma.
29ª. – Por que as palavras “alma” e “espírito” aparecem tantas vezes na Bíblia, em
diferentes sentidos e contextos, mas nunca acompanhadas dos adjetivos “imortal”,
“eterno”, “perpétuo”, além de que, em vez de declarar que alma não morre jamais, lemos
é sobre morte da alma, tanto no VT quanto no NT (Eze. 18:4 e Tia. 5:20)?
Obs.: A crença na ressurreição final de todos os mortos é característica do cristianismo
genuíno que não devia acolher noções claramente do paganismo. Tais noções derivam
da primeira mentira proferida pelo diabo sobre este planeta, “É certo que não morrereis”
(Gên. 3:4).
30ª. – Não é muita coincidência que todos os povos pagãos sempre se caracterizaram
em sua crença na imortalidade da alma, até atribuindo almas e espíritos a animais ou
coisas inanimadas, como florestas, rios, lagos, vulcões?
Obs.: Não se sabe de nenhum povo pagão, do presente ou do passado, que tenha
deixado de crer em “almas” e “espíritos”, para crer que “vem a hora . . . em que os que
estão nas sepulturas ressuscitarão; os que fizeram o bem, na ressurreição da vida; os que
fizeram o mal, na ressurreição da condenação” (João 5:28, 29).
_______
NOTA: As perguntas 1ª., 2ª., 21ª e 25ª. e suas observações baseiam-se em discussões
sobre o tema do livro de Lucas Banzoli, A Lenda da Imortalidade da Alma.
Category: 30 perguntas, apologetica, Azenilto G. Brito, imortalidade da alma
Nestes últimos dias da igreja do Senhor Jesus na face da terra, Deus tem o melhor para nos dar, como família.
O coração de Deus pulsa forte pela família.
A unção de restauração familiar tem sido derramada de maneira tremenda. Precisamos resgatar as nossas famílias. Há uma sede de ser feliz dentro dos nossos lares. Existe um grito dentro de cada casa clamando pela unidade, pela restauração familiar.
Estamos nos dias de liberdade total, dias em que o homossexualismo tem arrastado milhares de jovens, mascarado de liberdade de escolha.
Casais se separando, frustrados, alegando incompatibilidade de gênios.
O casamento tem se tornado aos olhos da sociedade como uma instituição falida.
Os meios de comunicação apelam e divulgam o adultério, casais trocados, enfim, uma série de distúrbios nos relacionamentos, que entristecem profundamente o nosso Deus.
Diante de tanto ataque só nos resta uma escolha: firmar os nossos olhos na Palavra.
A palavra do Senhor nos diz em Gêneses 02:15
Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e guardar.
Vamos entender a palavra lavrar: tratar da terra, cultivá-la de maneira que ela produza os melhores frutos, dar a ela condições de reproduzir, de gerar.
Sua casa é o teu Éden, é o seu lugar de descanso, é o lugar preparado por Deus para que você viva os melhores momentos nesta terra.
Mas muitos estão vivendo os piores momentos em família, por que deixaram de cultivá-la. Muitos lares tem sido cultivados pelos valores e princípios do mundo, deixando legalidades para o adversário agir.
Mas como cultivar esta terra? Quero ilustrar esta mensagem, pra que você entenda melhor.
“Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras.
Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza.
Passou uma jovem e ficou admirada com a flor. Logo pensou em Deus.
Cortou a flor e a levou para a igreja. Mas, após uma semana a flor tinha morrido.
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza.
Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali; não quis cortá-la para não matá-la. Mas, dias depois, veio uma tempestade e a flor morreu…
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza.
Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: bonita, mas sozinha. Decidiu voltar todos os dias. Um dia regou, outro dia trouxe terra, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo…
Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor, havia um jardim!…”
O segredo está nos relacionamentos sadios entre os familiares.
O homem tem corrido tanto atrás do sucesso, que tem se esquecido que pra que sua família dê bons frutos, ela precisa ser cultivada, tratada, e isso exige tempo, atenção, cuidados que só você pode dar.
Tenho ouvido mulheres que se sentem profundamente infelizes, pois se sentem sozinhas dentro da própria casa, mulheres que se anularam em função de filhos, maridos e hoje não conseguem mais se ver como pessoas especiais, porque não existe mais relacionamentos dentro de seus lares., as pessoas não tem tempo de
se relacionar.
Homens que não conseguem mais chamar a atenção da esposa, filhos que já nem falam mais com os pais.
Isso tem que acabar no meio da igreja do Senhor Jesus.
Deus nos fez para termos relacionamentos saudáveis dentro do nosso Éden, mas ele precisa de cuidados especiais, pois a palavra do Senhor diz em I Pedro 05:8
Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar.
Portanto, precisamos entender que o papel de cuidar e cultivar a família é nosso.
Certo homem, jamais tendo tempo para o filho, teve a maior decepção de sua vida quando foi avisado de que o filho estava preso por estar envolvido no tráfico de drogas. Chegando ao local onde o filho estava detido, disse que estava profundamente triste, mas queria dizer que mesmo assim o amava demais para deixá-lo naquele momento.
O filho chorou desesperadamente e disse ao pai: _ Pai, porque você não disse isso alguns anos atrás, pois me envolvi num mundo cruel, onde eu acreditava que estava sendo amado e nunca ouvi você dizer que me ama. Você nem imagina o quanto essas palavras me fizeram falta, mas creio que agora é tarde demais.
O relacionamento é algo que precisa ser cultivado.
Quantos pais não sabem dizer que ama, porque não ouviram. Então não sabem passar, mas isso precisa mudar.
Quantas vezes ouvi pessoas dizerem que o pai ou a mãe não as amava, sendo que eu mesma presenciava o choro dos pais por causa do filho(a).
Certa vez um jovem me disse que, para ser aceito pela família, tinha que ser próspero como os irmãos e para conquistar a prosperidade era capaz de qualquer coisa e se envolveu de tal maneira no mundo do crime, que disse não haver caminho de volta para ele. Se tornou um grande traficante. Comprou carro, moto, apartamento, tudo do bom e do melhor, e no fim o vi chorando, porque não conseguia ver o amor da mãe, que por sua vez também não soube transmitir ao filho o quanto ele era importante.
O relacionamento é muito importante, pois quando existe relacionamento dentro de casa, não somos levados pela conversa de satanás.
Uma esposa, após ter traído o marido, disse que foi atraída pelo diálogo que tinha com o amante, pela atenção que ele dava a ela, colocando-a como alguém importante, valorizando-a de uma maneira que nunca percebeu no marido.
Amados, cuidado com o teu Éden, ele é especial. É o seu cantinho especial dado pelo Senhor.
O próximo passo é guardar o nosso jardim.
O que é guardar?
Guardamos algo que pode ser roubado, que pode ser tomado ou mesmo invadido.
Colocamos cercas, limites, que impeçam ou dificultem a invasão.
A propriedade guardada está livre de ser tomada ou assaltada.
E se o Senhor o colocou como guarda, é por que havia a necessidade de proteger.
Precisamos abrir os nossos olhos e entender que o nosso papel é não permitir que o nosso Éden seja invadido pelo maligno.
Precisamos ficar atentos, pois é nossa responsabilidade guardar e cuidar da nossa família.
Amado(a), talvez você esteja vivendo maus momentos em família. Quem sabe não há mais diálogo dentro de casa, as pessoas não se falam e quando isso acontece é só agressão verbal.
Mas nestes dias Deus quer realizar uma obra tremenda na sua família, mas ele conta com você. Para que? Para mudar a história da sua família, cultivando com relacionamentos saudáveis, dizendo que ama, sem medo de ser rejeitado, sem orgulho. Afinal, o dia de hoje não volta nunca mais e não sabemos quanto tempo ainda nos resta juntos como família.
Portanto, vá em frente. Declare, grite, expresse o teu amor pela sua família e você e o Senhor juntos vão escrever uma nova história de um Éden nos dias de hoje, um lugar de descanso, de alegria; a tua casa.
Um abraço da sua amiga em Cristo Jesus,
Pastora Janethi Menezes
Salvação Para a FamíliaSalvação Para a Família
“Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa”. (Atos 16.31)
Creio numa provisão divina para abençoar as famílias. Acredito que Deus pensa na família em tudo o que faz. A família é uma instituição divina. Deus proveu para seu filho Jesus uma família abençoada nesta terra. E fez muitas promessas incluindo as famílias, portanto há algo especial que deve ser visto sob este enfoque e que nos ajudará em nossa caminhada cristã.
Nosso texto base para esta meditação fala sobre salvação para toda a família, e acredito que há muita coisa que precisa ser esclarecida por trás deste conhecidíssimo versículo bíblico. Tenho visto atitudes erradas na vida de muitos cristãos e, geralmente, elas são oriundas de uma compreensão errada (ou da falta dela) deste texto.
Este texto não é uma promessa de que Deus salvaria nossa família sem que nada precisássemos fazer. Não fala de um processo em que, automaticamente, toda uma família se salva só porque um foi salvo. A salvação não se transfere, é pessoal. Este versículo nos mostra uma provisão divina para a família, e que quando um familiar é salvo passa a ser a “porta de entrada” do Reino de Deus para a sua família. Tem muito crente que sequer evangeliza os seus, nunca intercede por sua família, mas quando indagado sobre o estado deles responde: “Não me preocupo por que tenho uma promessa da salvação de minha família”…
Não acredito que este texto seja uma promessa, embora creia que deva inspirar nossa fé e nos levar a uma atitude correta. Tenho este posicionamento pelas seguintes razões:
1) Era uma palavra pessoal;
2) Não concorda com outros textos sobre a salvação para família;
3) Não concorda com a doutrina bíblica da salvação.
Permita-me argumentar porquê…
UMA PALAVRA PESSOAL
Esta palavra foi dada por Paulo a um carcereiro da cidade de Filipos, onde o apóstolo estava preso por ter expulsado um espírito maligno de uma jovem que era adivinha. O ocorrido a impediu de continuar adivinhando, e a falta de lucros gerada por esta libertação fez com que os senhores dessa moça lançassem Paulo e seu companheiro Silas na prisão.
O que Paulo falou a este homem foi uma palavra pessoal sob uma ação específica do Espírito Santo. Observe o texto todo e estes detalhes aparecerão:
“E, depois de lhes darem muitos açoites, os lançaram no cárcere, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. Este, recebendo tal ordem, levou-os para o cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco. Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos. O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos! Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa”. (Atos 16.23-31)
Este acontecimento se deu por volta da meia-noite, logo, estava escuro. A certeza disto é que o carcereiro pediu luz antes de ir até Paulo e Silas, o que nos mostra que nem ele e nem tampouco os dois evangelistas tinham luz. O texto sagrado ainda revela que ninguém saiu do cárcere, embora o carcereiro chegou a pensar que todos já tivessem fugido.
Então, aquele homem, que sabia que ia pagar com a própria vida pela vida dos presos que (achava ele) haviam escapado, decide se matar e chega a puxar espada para faze-lo, mas Paulo brada para que ele não faça aquilo.
Como é que Paulo, no escuro e sem enxergá-lo por estarem em cômodos diferentes, sabia do que estava acontecendo?
Temos uma palavra de conhecimento, dada pelo Espírito Santo revelando uma condição específica de um homem específico. Não sabemos tudo o que Deus mostrou ao apóstolo, mas é neste contexto que ele afirma ao carcereiro: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e a tua casa”. E o que acontece em seguida?
“Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus”. (Atos 16.30-34)
Aquele homem tirou Paulo e Silas da cadeia e os levou para casa. A Bíblia diz que ele aproveita para cuidar das feridas daqueles homens, mas eles foram lá para pregar a palavra de Deus e conseguiram levar todos a Cristo e batiza-los! O que fez o carcereiro acreditar tanto em Paulo e Silas? Seguramente não foi só o terremoto, mas a revelação que ele recebeu depois do terremoto.
Diante de tudo isto não posso dizer que as palavras de Paulo a este homem se apliquem a todo crente. Quando o navio em que Paulo viajava para Roma estava para naufragar, ele disse de antemão: “Contudo, é necessário irmos dar numa ilha”. Como ele sabia disto? Porque Deus lhe havia revelado isto. Mas não quer dizer que todo crente que viesse a naufragar iria dar numa ilha. Era uma palavra específica para um momento específico. Do mesmo modo, o que Paulo falou para aquele carcereiro não era uma promessa para todo crente, era uma revelação específica do que aconteceria na família daquele homem.
OUTROS TEXTOS SOBRE FAMÍLIA
Há vários outros textos bíblicos que entrariam em conflito se tentamos dizer que esta palavra é uma promessa para todo crente. Veja alguns deles:
“Supondes que vim para dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão. Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra”. (Lucas 12.51-53)
Jesus disse que veio trazer divisão numa casa. Isto mostra que quando alguém decidisse segui-lo, outros familiares se levantariam contra, não aceitando a decisão. E haveria problemas… isto não nos faz pensar que o que Paulo disse ao carcereiro fosse uma promessa todo cristão, faz?
O Senhor ensinou claramente que seria necessário ter a disposição de negar os familiares para mantê-lo em primeiro lugar:
“Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”. (Lucas 14.26)
Além do ensino de Jesus, vemos o mesmo apóstolo Paulo (que fez aquela declaração ao carcereiro) falando sobre a salvação dos demais familiares como uma incógnita:
“Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?” (1 Coríntios 7.16)
Ora, se Paulo acreditasse que aquilo que ele afirmou ao carcereiro de Filipos fosse uma promessa a todo crente, não falaria assim, neste tom de incerteza! Mas a verdade é que não se trata de uma promessa a todos, embora revele uma intenção do coração de Deus.
Não estou tentando semear incredulidade em quem crê na salvação dos seus familiares. Precisamos mesmo lutar em favor deles! Mas o fato é que eles não serão salvos só porque você, como familiar deles, foi. A condição para a salvação de seus familiares é a mesma que de qualquer outro pecador: precisam se arrepender e crer em Jesus.
Escrevi este artigo porque muitos crentes não fazem nada pela sua família e ficam confessando Atos 16.31 como se fosse uma solução a se estabelecer automaticamente. Precisamos ser práticos. O que Paulo e aquele carcereiro fizeram?
“E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus”. (Atos 16.32,33)
Depois de saber que Deus queria salvar sua família, o homem foi levar o Evangelho para eles! Foi por isso que creram e se batizaram. Tem muita gente que não prega a palavra para os seus familiares e acha que eles vão acordar salvos alguma manhã destas. Não é assim que funciona. Temos que nos mexer. Lutar por eles. Interceder por eles. Dar bom testemunho.
CRENDO NO PLANO DE DEUS PARA A FAMÍLIA
Quando o apóstolo Pedro sobe a Jerusalém e é indagado do motivo que o levou a entrar na casa de Cornélio, um gentio, dá uma explicação de um detalhe da mensagem que o centurião recebera do anjo que lhe apareceu. Este detalhe é importantíssimo para nós porque nos mostra como Deus trata com as famílias e tem um plano para elas.
“E ele nos contou como vira o anjo em pé em sua casa e que lhe dissera: Envia a Jope e manda chamar Simão, por sobrenome Pedro, o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa”. (Atos 11.13,14)
Embora não haja uma promessa específica de que cada família onde alguém se converter todos virão a ser salvos, sabemos que este é o desejo de Deus. Deus deseja que todos se salvem (I Tm 2.5). Ele não deixou ninguém de fora da provisão de salvação, mas mesmo assim, sabe que muitos rejeitarão seu presente, a ponto de também declarar em sua Palavra que “a fé não é de todos” (2 Ts 3.2).
Desde o princípio vemos Deus incluindo as famílias em suas promessas de bênçãos, salvação e livramento. Foi assim com Noé:
“Disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração”. (Gênesis 7.1)
Também foi assim com Ló, quando Deus anunciou pela boca dos anjos que haveria de destruir a cidade; deu oportunidade para que toda a família escapasse:
“Então, disseram os homens a Ló: Tens aqui alguém mais dos teus? Genro, e teus filhos, e tuas filhas, todos quantos tens na cidade, faze-os sair deste lugar; pois vamos destruir este lugar, porque o seu clamor se tem aumentado, chegando até à presença do Senhor; e o Senhor nos enviou a destruí-lo”. (Gênesis 19.12,13)
Deus tem um plano para as famílias e deseja abençoa-las. Esta foi sua promessa a Abraão:
“…em ti serão benditas todas as famílias da terra”. (Gênesis 12.3b)
Mas porque Deus deseja isto não quer dizer que vá acontecer por si. Os genros de Ló não o levaram a sério (Gn 19.14) e acabaram perecendo em Sodoma, embora o Senhor quisesse ter tirado os dois de lá.
NÃO PERDER A VISÃO FAMILIAR
Onde está o ponto de equilíbrio? Não é em achar que a família será salva por si e nem tampouco em deixar de ter esperança pelos seus. É entender a visão familiar na Palavra e batalhar para que isto se aconteça. Creio que Deus queira que cada um de nós possa encher o peito e afirmar com alegria o mesmo que Josué:
“…eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Josué 24.15)
Tem gente que quer ganhar o mundo para Jesus e sequer se importa com a sua casa. Isto é uma violação de claros mandamentos bíblicos! Veja o que Paulo falou a Timóteo no tocante a isso:
“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”. (1 Timóteo 5.8)
O cuidado pela família não envolve apenas o sustento natural, que é o contexto desta afirmação, mas também a preocupação com a condição espiritual. É requisito para a liderança ter uma família exemplar, ministrada no Senhor (1 Tm.3.4,5).
Os projetos que envolvem a salvação de nossa família devem ser tomados como prioridade. É preciso que nos empenhemos em lutar pela salvação de nossa casa. Isto envolve uma postura de esperança e um posicionamento de bom testemunho. Mediante um bom testemunho, familiares podem ser ganhos para Cristo. Sem ele, muitos nunca se converterão. Pedro escreveu sobre isto:
“Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa,ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor”. (1 Pedro 3.1,2)
Para o casal cristão, o desafio são os filhos. Eles também devem ser ganhos e discipulados por seus pais:
“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. (Efésios 6.4)
Viva sua vida em Deus de forma frutífera. E comece a frutificar pela sua própria casa. Que o Senhor te dê graça para pelejar pelos seus e levá-los a uma experiência genuína com Cristo!
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Autor: Luciano P. Subirá