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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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No pentecostes relatado em Atos os discípulos de Jesus falaram em línguas estranhas?

No pentecostes relatado em Atos os discípulos de Jesus falaram em línguas estranhas?

Em Atos 2.1-13 vemos relatado um acontecimento bastante incomum relacionado à ação do Espírito Santo através de cerca de 120 discípulos de Cristo (Atos 1.15), que estavam reunidos provavelmente no cenáculo (salão construído em cima do andar térreo de uma casa – Atos 1.13).

Sobre esse acontecimento muitos afirmam que o que aconteceu ali foi aquilo que a Bíblia menciona como “falar em línguas” (Como por exemplo, em 1 Corintios 12 e 14) e também como sendo o famoso batismo no Espírito Santo. Alguns vão além e usam esse acontecimento para afirmar que somente a pessoa que fala em línguas estranhas é batizada no Espírito Santo. Mas será que é isso mesmo que aconteceu ali no relato de Atos?

No pentecostes relatado em Atos os discípulos de Jesus falaram em línguas estranhas?

Um exame um pouco mais minucioso nos mostra que não. O que aconteceu em Atos 2.1-13 não se trata de servos de Deus falando em línguas estranhas ininteligíveis até que fossem interpretadas por alguém, o famoso falar em línguas tão pregado por algumas igrejas. Vejamos:

(1) A manifestação desse milagre se deu no momento em que vários dos discípulos de Cristo estavam reunidos. A Bíblia menciona que “de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.” (At 2:2-3). Esses versos nos mostram que essa ação do Espírito Santo foi algo visível e audível (som do céu e línguas parecidas com fogo pousando sobre cada um).

(2) Aqueles que foram contemplados com essas línguas como de fogo “ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.” (At 2:4). Note que foi uma ação do Espírito Santo na vida deles e através da vida deles, um verdadeiro milagre.

(3) Fica claro no verso 5 que o autor de Atos destacou bastante a presença de várias pessoas de diferentes lugares do mundo da época com suas diferentes línguas e possíveis dialetos: “Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu…” (At 2:5)

(4) A multidão que estava ali presente, que vinha de diversas nações e que presenciou o milagre ficou espantada, pois aqueles homens reconhecidamente judeus galileus, ou seja, pessoas de uma determinada região que tinha sua língua, sotaques e dialetos próprios, estavam falando palavras que elas conseguiam entender sem a necessidade de qualquer intérprete, que era o modo natural de conversar com alguém que falava outro idioma: “Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?” (At 2:7)

(5) Para que não ficasse qualquer dúvida de que as línguas ali faladas eram idiomas conhecidos à época e não línguas estranhas ininteligíveis, o autor de Atos ainda destacou uma lista bastante extensa de povos de nacionalidades diferentes que foram identificados entre a multidão e que ouviu essa espécie de tradução que o Espírito Santo realizou das palavras dos discípulos de Jesus para diversos idiomas: “Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?” (At 2:9-11).

(6) Sendo assim, fica claro que o acontecimento de Atos 2.1-13 foi sim um milagre do Espírito Santo e também fica claro que ali houve uma manifestação única do poder de Deus. Essa manifestação não foi mais repetida nas Escrituras Sagradas. E para finalizar, fica claríssimo que as línguas ali faladas devem ser entendidas como línguas (idiomas) e não como línguas (falar em línguas).
Postado por André Sanchez .

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