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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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O Crente como Cidadão do Estado

O Crente como Cidadão do Estado

Leitura: Mt 22.17-21
Os cristãos estão no mundo, mas não devem ser do mundo (Jo 15.17). Os cristãos vivem no mundo como peregrinos, considerando-se cidadãos do céu (Fp 3.20). Entretanto, os cristãos também têm responsabilidades como cidadãos dos países da terra.
O homem tem responsabilidade para com o governo, no campo civil e para com Deus, no campo espiritual. Normalmente, é possível dar tanto a Deus como ao governo o que lhes é devido. O cristão leva os princípios cristãos para cada relacionamento da sua vida (1 Co 7.17-24). O melhor cidadão deve ser o crente.
Paulo deu uma explicação do papel do governo no plano de Deus (Rm 13.1-7), mostrando que as autoridades superiores são estabelecidas por Deus. Deus é o rei e o soberano sobre as nações (Sl 47; Dn 2.20,21; 4.25, 26; Jo 19.11; Jr 18.5-10). Deus estabeleceu autoridade em muitas áreas da sociedade. Na família, por exemplo, Deus estabeleceu o esposo e o pai como autoridades. Do mesmo modo, Deus constituiu o governo civil como a autoridade da nação, para servir como seu ministro para o bem: para louvar o que é direito e para vingar o mal. Princípios de justiça e direito são o alicerce do governo do universo, por Deus, e foram planejados por Deus para serem, do mesmo modo, o alicerce dos princípios do governo civil (Sl 89.14-15; Jr 22.1-5; Pv 14.34).
O governo é instrumento de Deus para punir o mal. Deus proibiu os indivíduos de vingar o mal pessoalmente (Rm 12.17-21), pois Ele é o vingador e um dos meios que Deus usa para punir o mal é o governo civil (1 Pe 2.13-17). Deus autoriza o governo a usar a espada, para punir (Rm 13.4). Isto está de acordo com um princípio básico de justiça e direito revelado por Deus, muito no começo da história humana (Gn 9.6).

O cristão tem certas responsabilidades em relação ao governo:

1. O cristão deve orar pelos funcionários do governo (1 Tm 2.1-4; Ed 6.10; Sl 72.1; Jr 29.7).

2. O cristão deve pagar os impostos (Mt 22.21; 17.27; Rm 13.6-7). É errado o cristão deixar de pagar os impostos que ele legalmente deve. Deus espera que o cristão aja com honestidade e integridade em todas as áreas da vida. Jesus pagou imposto (Mt 17.24-27). Para os sonegadores, as alternativas são: suborno ou propina (Pv 17.23; Ex 23.8; Dt 16.19; 10.17; Sl 15.5), práticas condenadas pelo Senhor.

3. O cristão deve obedecer o governo e suas leis (1 Pe 2.13; Rm 13.1-2, 5; Ec 8.2-5). De fato, Deus espera que o cristão respeite e se submeta à autoridade de todas as formas (Tt 3.1). Uma atitude revolucionária é condenada (Pv 24.21-22). A marca que caracterizou a vida do Senhor foi a obediência. Ele sempre fez a vontade do Pai e quando criança, era sujeito a seus pais (Jo 8.29; Lc 2.51). Jesus nunca organizou greves, manifestações, protestos, greves de fome, nem outras demonstrações de desobediência civil entre os seus seguidores (Foi acusado injustamente – Lc 23.2). Em suas pregações e ensinamentos, vemos justamente o oposto: seus seguidores forma conclamados a submeter-se, não resistir, a maus-tratos e injustiças, a ir além do que lhes era exigido (Lc 23.5-15; Mt 5.39-44).
A igreja foi perseguida, mas nunca fez protestos ou rebeliões, ao contrário de seus inimigos (At 23.12; 16.19-21; 17.5-8; 18.12-17; 19.23-34,37). Pedro e Paulo, ambos recomendaram enfaticamente a sujeição às autoridades (1 Pe 2.17-21). Em vez de resolver os problemas com seus próprios recursos, vemos os cristãos primitivos orando quando lhes sobrevinha alguma dificuldade (At 4.23-31; 12.5). A forma de a igreja resolver seus problemas não é com abaixo-assinados, rebeliões, protestos, mas através da oração. Pedro recomenda que se faça o bem se busque a paz, vivendo em santidade e mansidão (1Pe 3.8-17; 4.15-19; 2 Pe 3.11-14). O escritor aos Hebreus conclama à submissão aos líderes estabelecidos por Deus (Hb 13.1-7).

4. O cristão deve honrar o governo (Rm 13.7; 1 Pe 2.17). Tem que ser cuidadoso para não difamar as autoridades (Ex 22.28; Ec 10.20; 2 Pe 2.10; At 23.4,5; Jd 8-10).

Quando não devemos obedecer às autoridades:

O cristão tem que obedecer a Deus antes que ao homem (At 5.29). O cristão não pode nunca permitir que qualquer autoridade, de qualquer tipo, suplante a autoridade de Cristo. O próprio Jesus nos disse que não podemos servir a dois senhores (Mt 6.24) e, por isso, entendemos que nossa cidadania terrena deve estar submetida à cidadania celestial.
A autoridade de Cristo está acima da autoridade do pai, do esposo, do presbítero da igreja, do chefe no trabalho ou do funcionário do governo. Nunca podemos desculpar a desobediência a Deus baseados em alguma lei ou decisão do governo. Temos que obedecer a Deus antes que ao homem!

Exemplo: a Bíblia condena o divórcio (Mt 19.6) e diz que as pessoas que estão casadas segunda vez, estão cometendo adultério (Mt 5.32; Mc 10.11-12; Lc 16.18; Rm 7.2-3). Uma exceção é dada, em caso de infidelidade conjugal (Mt 19.9). Freqüentemente, o governo permite o divórcio e novo casamento por outras razões. Não podemos nunca pensar que a permissão do governo, automaticamente, significa a aprovação de Deus.
Outros exemplos: liberação do uso de drogas, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, etc.

Em Rm 13, Paulo nos dá QUATRO MOTIVOS para obedecer o governo humano:
1. O motivo da ira (vs 1-4)
O governo é um terror somente aos homens maus e não aos bons. Às vezes é impossível respeitar o homem, mas sempre devemos respeitar o seu cargo. E não esquecer que o evangelho pode penetrar nos homens do governo (Rm16.23; Fp 4.22).
Deus fundou somente três instituições neste mundo: o lar (Gn 2), a igreja (Mt 16.18), e o governo humano (Gn 9). Cada um tem sua responsabilidade e não pode fazer o serviço do outro.

2. O motivo da consciência (vs 5-7)

O crente deve sentir o Espírito testificando à sua consciência (Rm 9.1).O crente tem uma boa consciência (1Tm1.5). Infelizmente a pessoa que está sempre desobediente e não aceita o conselho do Espírito Santo pode contaminar sua consciência (Tt 1.15), cauterizar sua consciência (1Tm 4.2), e rejeitar a sua consciência (1Tm 1.19).

3. O motivo de amor (vs 8-10)

Enquanto o crente vive embaixo da lei do governo humano, ao mesmo tempo vive embaixo de uma lei superior como cidadão do céu: A lei do amor. De fato, amor é o cumprimento da lei (Rm 13.8), porque amor no coração nos habilita a obedecer às exigências da lei (1 Co 16.14; 1 Pe 2.13).
Certamente muitas vezes é difícil amar aqueles que rejeitam o evangelho e zombam de nosso testemunho, mas este amor pode vir do Espírito Santo (Rm 5.5) e tocar nos corações deles. O amor nunca falha (1Co 13.8). Pode ganhar mais almas através do amor do que através de discussões. O crente deve ser o melhor possível como cidadão (2 Co 8.21).

4. O motivo de devoção ao Senhor (vs 11-14)

O vs14 nos dá uma responsabilidade dupla: positivamente, “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” – isto é, faça de Cristo uma parte da sua vida diária; negativamente, “não tenhais cuidado da carne” – isto é, evite deliberadamente aquilo que seduza ao pecado. Pensando em Cristo e sua vinda, é nossa responsabilidade viver vidas sóbrias, espirituais, e limpas.

Os últimos dias serão dias de iniqüidade (2 Tm 3.1-17). Ficará mais e mais difícil para o crente dedicado manter o seu testemunho. Governos ficarão mais e mais contrários à Bíblia e a Cristo (2 Tm 3.12; 4.5), mas Deus espera que Seu povo seja luz e sal neste mundo pecaminoso, dando o melhor exemplo de cidadãos.

Fontes consultadas:
Richards, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.www.estudosdabiblia.net/d9.htm
www.obreiroaprovado.com/estudos/eduardo_k/romanos/cap07.html
www.vivos.com.br/65.htm
www.vivos.com.br/58.htm

Carlos Kleber Maia

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