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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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O inferno e o fogo eterno

O inferno e o fogo eterno
Escrito por Lucas Banzoli , às 22:55

A Igreja Católica trata o destino dos pecadores como condenados a um inferno de tormento eterno como um ponto de fé indiscutível. E, para isso, eles se utilizam de algumas interpretações distorcidas dos textos bíblicos, que mais servem de prova contra eles do que a favor, as quais eu refuto com mais exaustão e amplitude em meu livro sobre o tema: A Lenda da Imortalidade da Alma, e aqui farei apenas breves comentários sobre cada passagem.
-O “Fogo Eterno”

Os imortalistas argumentam que a linguagem bíblica acerca do “fogo eterno” implica necessariamente que os ímpios passarão de eternidade em eternidade queimando em meio às chamas como em um processo infindável. Porém, a linguagem bíblica acerca de fogo eterno é bem diferente disso. Biblicamente, fogo eterno é uma linguagem aplicada para os efeitos irreversíveis da destruição, e não para um processo literalmente sem fim.

Para explicar isso com exemplos práticos à luz da Sagrada Escritura, basta vermos aquilo que Deus diz sobre Edom:

“Os ribeiros de Edom se transformarão em piche, e o seu pó, em enxofre; a sua terra se tornará em piche ardente. Nem de noite nem de dia se apagará; subirá para sempre a sua fumaça; de geração em geração será assolada, e para todo o sempre ninguém passará por ela” (Isaías 34:9-10)

Onde é que estão os edomitas? Já desapareceram há muitíssimo tempo e na sua terra o fumo não está subindo nem queimando e muito menos o piche está ardendo até hoje. Mas seria de se esperar que víssemos um fogo literalmente queimando até os dias de hoje como em um processo sem fim na terra de Edom, no caso da linguagem de “fogo eterno” (“nem de noite nem de dia se apagará… subirá para sempre a sua fumaça… de geração em geração será assolada”) implicasse naquilo que os imortalistas afirmam que implica.

Os ribeiros de Edom não estão queimando até hoje. O fogo que Deus enviou sobre Edom não durou de “geração em geração” em sentido literal. Nem tampouco vemos alguma fumaça subindo de lá em tempo contínuo e ininterrupto. Qualquer um poderia olhar para essa descrição e pensar: “Deus mentiu! A Bíblia é uma farsa! Viva o ateísmo! Viva Dawkins”! Não tão cedo. Só pensa que a profecia bíblica não se cumpriu se estiver com um conceito errado daquilo que o “fogo eterno” signifique.

Se olharmos pela ótica imortalista, realmente, a profecia falhou e a Bíblia mente. Mas, se olharmos exegeticamente, apenas constatamos que o fogo eterno é uma linguagem bíblica para uma destruição irreversível causada pelo fogo. Em outras palavras, o fogo que consumiu Edom a deixou em ruínas para sempre (“eterno”), não por estar queimando até hoje, mas porque os efeitos da destruição são eternos (irreversíveis). Da mesma forma, lemos Deus dizendo aos israelitas:

“Mas, se não me ouvirdes, e, por isso, não santificardes o dia de sábado, e carregardes alguma carga, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de sábado, então, acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém e não se apagará” (Jeremias 17:27)

Aqui vemos que Deus disse que se o povo israelita deixasse de santificar o sábado, ele iria acender fogo nas portas da cidade que “não se apagará”. Lemos em 2ª Crônicas 36:19-21 que esta profecia se cumpriu. A cidade está queimando até hoje? É claro que não! Os palácios antigos da cidade nem existem mais, muito menos estão queimando até hoje.

As portas da cidade também não estão em chamas. Então, o que aconteceu com a profecia bíblica? Não se cumpriu? Deus falhou? Pelo contrário: a profecia se cumpriu perfeitamente, quando temos em vista o significado real do termo “fogo eterno” ou “que não se apagará”. Como já vimos, este fogo eterno significa uma destruição completa e irreversível, cujos efeitos são permanentes.

No caso da profecia acima, o fogo realmente destruiu completamente os palácios de Jerusalém, que simplesmente deixaram de existir – não estão até hoje entre as chamas. No caso dos ímpios, é a mesma coisa que acontecerá: serão consumidos completamente pelo fogo eterno, isto é, serão completamente consumidos de modo irreversível. Deus também disse sobre a floresta do Neguebe:

“Diga à floresta do Neguebe: Ouça palavra do Senhor. Assim diz o Soberano, o Senhor: Estou a ponto de incendiá-la, consumindo assim todas as suas árvores, tanto as verdes quanto as secas. A chama abrasadora não será apagada, e todos os rostos, do Neguebe até o norte, serão ressecados por ela. Todos verão que eu, o Senhor, acendi, e não será apagada” (Ezequiel 20:47,48)

Notem que Deus diz que essa floresta seria “consumida” e que o fogo “não seria apagado”. Essa linguagem é exatamente a mesma que Deus emprega para o destino final dos ímpios: serão “consumidos” (Sf.1:18; Lc.17:27-29; Is.47:14; Sl.21:9; Jó 20:26-29; Ap.20:9; Is.26:11; Naum 1:10; Sl.21:9; Lc.17:27-29) pelo “fogo eterno” (Mt.25:41; 18:8).

Para os imortalistas, essa linguagem bíblica de consumir pelo fogo eterno significa o prosseguimento eterno de vida, queimando em meio às chamas de um inferno eterno. Já pela Bíblia, vemos que essa mesma linguagem é expressa para tratar das florestas do Neguebe, que seriam “consumidas” (Ez.20:47) por um fogo que “não seria apagado” (v.48). E as florestas do Neguebe estão queimando até hoje? Não! Não!! Não!!! Mil vezes: não!

Portanto, a linguagem bíblica de consumir por um fogo eterno que não é apagado não implica no prosseguimento eterno de vida através de um processo infindável em meio às chamas em algum lugar, mas sim na extinção completa do sujeito, com efeitos eternos (permanentes), assim como ocorreu com a floresta do Neguebe (Ez.20:47,48), com os palácios de Jerusalém (Je.17:27), com os ribeiros de Edom (Is. 34:9-10) e com Sodoma e Gomorra:

“De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades ao redor se entregaram a imoralidade e a relações sexuais antinaturais, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno” (Judas 7)

Judas chama o fogo que caiu sobre Sodoma e Gomorra (registrado em Gênesis 19:24) de “fogo eterno”. Porém, será que em Sodoma e Gomorra está entre chamas até os dias de hoje? Certamente que não! No lugar, atualmente, encontra-se o Mar Morto. Não há fogo eterno dentro do Mar Morto, e o fogo que caiu sobre Sodoma e Gomorra serviu para consumir completamente as cidades e exterminar por completo os seus habitantes, e não deixá-los para sempre em meio àquelas chamas, embora Judas tenha chamado de “fogo eterno”!

O que mais impressiona é que Judas diz que este fogo “eterno” que caiu sobre Sodoma e Gomorra era uma figura (tipologia) do fogo eterno do dia do Juízo Final, o que se deduz claramente da frase que ele diz: “…foram postas como exemplo”. Em outras palavras, aquilo que aconteceu com Sodoma e Gomorra será o mesmo que ocorrerá com os pecadores no dia do Juízo. Por acaso Sodoma e Gomorra sofrem entre as chamas até hoje? Por acaso o fogo que caiu naquelas cidades serviu para exterminar por completo tudo e todos, ou para continuar queimando para sempre?

A resposta é óbvia: o exemplo de Judas elucida bastante a questão e nos mostra com clareza incontestável a verdade bíblica do aniquilamento dos ímpios pelo “fogo eterno”. Poderia passar mais quinhentas passagens que tratam disso, mas por enquanto chega, isso é só um artigo, quem quiser leia o meu livro com mais de 850 mil caracteres sobre isso.

O resumo de tudo isso é o seguinte: o fogo eterno não é uma linguagem que expressa tormento eterno, consciente e infinito como em um processo, mas sim uma linguagem que denota claramente um aniquilamento (cessação completa de vida) com efeitos eternos (irreversíveis) para aquele que sofrer este dano da segunda morte. Ou seja, o fogo é eterno em seus efeitos, e não em seu processo. Qualquer principiante de Bíblia consegue perceber isso quando se depara com todas as evidências bíblicas.

Antes de terminar, penso ser útil passar o repertório bíblico de aniquilamento dos ímpios (onde em meu livro eu cito aproximadamente 175 passagens em sequencia, aqui irei apenas fazer um breve resumo de citações, quem quiser pode ir conferir cada uma delas). Biblicamente, vemos que os ímpios serão:

-eliminados (cf. Pv.2:22; Sl.37:9; Sl.37:22; Sl.104:35; Is.29:18-20), destruídos (cf. 2Pe.2:3; 2Pe.2:12,13; Tg.4:12; Mt.10:28; 2Pe.3:7; Dt.7:10; Fp.1:28; Rm.9:22; Sl.145:20; Gl.6:8; 1Co.3:16,17; 1Ts.5:3; 2Pe.2:1; Sl.145:20; Sl.94:23; Pv.1:29; 1Ts.5:3; Jó 4:9; Sl.1:4-6; Sl.73:17-20; Sl.92:6,7; Sl.94:23; Pv.24:21,22; Is.1:28; Is.16:4,5; Is.33:1; Lc.9:25; Gl.6:8; 1Ts.1:8,9), arrancados (cf. Pv.2:22), mortos (cf. Jo.8:24; Jo.11:28; Jo.6:47-51; Is.65:15; Rm.6:23; Is.11:4; Pv.11:19; Sl.34:21; Rm.8:13; Sl.62:3; Pv.15:10; Tg.1:15; Rm.8:13; Pv.19:16; Is.66:16; Je.12:3; Rm.1:32; Ez.18:21; Ez.18:23,24; Ez.18:16,28; 2Co.7:10; Rm.6:16; 2Co.3:6; Hb.6:1), exterminados (cf. Sl.37:9; Mc.12:5-9; At.3:23), executados (cf. Lc.19:14,27), serão devorados (cf. Ap.20:9; Jó 20:26-29; Is.29:5,6; Sl.21:9), se farão em cinzas (cf. 2Pe.2:6; Is.5:23,24; Ml.4:3), não terão futuro (cf. Sl.37:38; Pv.24:20), perderão a vida (cf. Lc.9:24), serão consumidos (cf. Sf.1:18; Lc.17:27-29; Is.47:14; Sl.21:9; Jó 20:26-29; Ap.20:9; Is.26:11; Naum 1:10; Sl.21:9; Lc.17:27-29), perecerão (cf. Jo.10:28; Jo.3:16; Sl.37:20; Jó 4:9; Is.66:17; Sl.37:20; Sl.68:2; Sl.73:27; At.13:40,41; Is.1:28; Is.41:11,12; 1Co.1:18; Rm.2:12; 2Co.4:3; 2Co.2:15,16; Lc.13:2,3; Lc.13:4,5; 2Ts.2:10), serão despedaçados (cf. Lc.20:17,18; Mt.21:44; 1Sm.2:10), virarão estrado para os pés dos justos (cf. At.2:34,35),desvanecerão como fumaça (cf. Sl.37:20; Sl.68:2; Is.5:24), terão um fim repentino (cf. Sf.1:18; Pv.24:21,22; Is.29:5,6; 1Ts.5:3; Is.29:18-20; 2Pe.2:1), serão como a palha que o vento leva (cf. Sl.1:4-6; Is.5:24; Is.29:5,6), serão como a palha para ser pisada pelos que vencerem (cf. Ml.1:1,3; Mt.5:13; Hb.10:12,13), serão reduzidos ao pó (cf. Sl.9:17; Is.5:24; Is.29:5,6; Lc.20:17,18; Mt.21:44; 2Pe.2:6), desaparecerão (cf. Sl.73:17-20; Is.16:4,5; Is.29:18-20), deixarão de existir(cf. Sl.104:35), serão apagados (cf. Pv.24:20), serão reduzidos a nada (cf. Is.41:11,12; 1Co.2:6),serão como se nunca tivessem existido (cf. Ob.1:16), serão evaporados (cf. Os.13:3), será lhes tirada a vida (cf. Pv.22:23; Jo.12:25), e não mais existirão (cf. Sl.104:35; Pv.10:25).

Cabe ao leitor honesto e pensante discernir se essa linguagem bíblica se parece mais com aniquilamento ou com um tormento infinito com consequente subsistência eterna de existência…

E, antes de terminar, deixo aqui um desafio a todos os que seguem a doutrina católica do tormento eterno do inferno:

-Que me tragam um único exemplo bíblico onde comprovadamente um “fogo eterno” está queimando literalmente até os dias de hoje como em um processo infindável de dias.

Ficarei imensamente grato por isso.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli.

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