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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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O MESSIAS E AS FESTAS BÍBLICAS

O MESSIAS E AS FESTAS BÍBLICAS

Este artigo tem como objetivo apresentar a relação que há entre a obra do Messias Yeshua em nossas vidas e as Festas Bíblicas, bem como demonstrar como a observância das Festas pode nos ajudar em nosso Caminho.

Inicialmente gostaria de afirmar que, ao contrário do que muitos pensam, as Festas Bíblicas não foram abolidas, assim como também a Torá [Lei, Instrução] não foi.

Afirmo isto tendo como base as Palavras do Messias Yeshua [Jesus, o Cristo]…

Não penseis que vim revogar [abolir] a Torá [Lei] ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.
(Mt 5.17)

E se atentássemos para o que diz a Bíblia sobre a vigência das Festas Bíblicas não teríamos dúvidas quanto a isso. Vejamos alguns textos:

Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade a Yahweh; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
(Ex 12.14 – Pessach/ Matzot [Páscoa / Pães Asmos])

No mesmo dia, se proclamará que tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; é estatuto perpétuo em todas as vossas moradas, pelas vossas gerações.
(Lv 23.21 – Shavuot [Pentecostes])

Nenhuma obra fareis; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações, em todas as vossas moradas.
(Lv 23.32 – Yom haKipurim [Dia das Expiações])

Celebrareis esta como festa a Yahweh, por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações; no mês sétimo, a celebrareis.
(Lv 23.41 – Sukot [Tabernáculos])

Em todas as passagens acima o Eterno diz que as Festas devem ser observadas como um estatuto “perpétuo”, ou seja, que é “para sempre”, “enquanto houver mundo”.

Confirmando este argumento podemos ver no texto de Zacarias 14.16, que é uma passagem escatológica, as nações celebrando uma Festa Bíblica no final dos tempos:

Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, Yahweh das Hostes, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos.

Ainda sobre o assunto nosso Senhor Yeshua, o Messias, ensinou o seguinte:

Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um yud ou um traço [i ou um til] jamais passará da Torá [Lei], até que tudo se cumpra.
(Mt 5.18)

Ou seja, enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei — nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim de todas as coisas (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

Então, se há um céu sobre nossas cabeças e um chão debaixo de nossos pés, a Torá [Lei] e, em consequência, as Festas Bíblicas, estão em vigor para o povo do Eterno, tanto judeus quanto não judeus (Ex 12.49) e devem ser observadas por todo aquele que afirma que a Bíblia – de Gênesis a Apocalipse – é a sua regra de fé e prática.

Feita esta breve introdução, vejamos agora qual a relação entre as Festas Bíblicas abaixo e a obra do Messias Yeshua em nossas vidas:

PESSACH / PÁSCOA

No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é Pessach de Yahweh.
(Lv 23.5)

O tema principal de Pessach é libertação/salvação.

E como Elohim libertou o Seu povo? Por meio do sangue do Cordeiro.

Na noite em que o Eterno passou pela terra do Egito o fato que determinou em que casa ele permitiria o Destruidor entrar para trazer a morte foi a presença ou a ausência do sangue nas portas.

Para ele não importava se a porta era bonita ou feia, se a família que morava na casa era uma família respeitável ou não, se era pobre ou rica, se ia ao domingo na Igreja ou na sinagoga ao sábado, ou ainda se fazia boas ações, etc. Não! O que ele olhou foi para o sangue. Nas casas onde havia o sangue ele não entrou, independente de quem vivia ali.

E assim o Eterno libertou o Seu povo do Egito para servi-lO no deserto.

Sabemos, pelas Escrituras, que este episódio do livro do Êxodo apontava para o sacrifício de Yeshua, o Messias, o Cordeiro de Elohim, que derramou o Seu sangue no madeiro para nos salvar.

Assim o Eterno, por meio de Sua Destra Yeshua, o Messias, nos liberta do Egito [o mundo, no sentido moral] pelo sangue do Cordeiro para servi-lO no deserto [o mundo, no sentido físico].

Sabeis que daqui a dois dias é Pessach, e o Filho do Homem será entregue para ser executado.
(Mt 26.2)

18sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Yeshua…
(1 Pe 1.18,19)

Eis o Cordeiro de Elohim, que tira o pecado do mundo!
(Jo 1.29)

13Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, 14no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.
(Cl 1.13,14)

E como aconteceu com Israel a milhares de anos atrás, o sangue do Messias Yeshua nos salva, ainda hoje, da destruição.

Mas, o que acontece após a saída do Egito?

MATZOT / PÃES ASMOS

E aos quinze dias deste mês é a Festa dos Pães Asmos de Yahweh; sete dias comereis pães asmos.
(Lv 23.6)

Imediatamente após Pessach vem Matzot, em que a observância principal é comer Matzot [pães asmos = massa vazia, sem ar, não levedada] por 7 dias e a retirada do fermento [chametz = massa inchada, cheia de ar, levedada] das casas.

Sete dias comereis pães asmos. Logo ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas, pois qualquer que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até ao sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel.
(Ex 12.15)

Neste contexto o fermento representa o pecado.

Então, logo após a nossa saída do Egito, o Messias inicia a obra da remoção do pecado de nossas vidas. E este é o tema principal de Matzot – a eliminação – a salvação da culpa e do poder – do pecado (para saber mais como esta obra é realizada, veja o artigo “O MESSIAS, A MORTE E A VIDA”, no Blog).

Mas, o que é o pecado e como posso ser liberto dele?

Para respondermos a estas perguntas temos que entender a temática da próxima Festa…

SHAVUOT / PENTECOSTES

15Contareis para vós outros desde o dia imediato ao shabat, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. 16Até ao dia imediato ao sétimo shabat, contareis cinquenta dias; então, trareis nova oferta de manjares a Yahweh.
(Lv 23.15,16)

Dois eventos extraordinários aconteceram em Shavuot:

1 – A recepção da Torá.
2 – A recepção da Ruach HaKodesh [Espírito Santo].

Por meio da Torá aprendemos como devemos viver segundo a vontade do Eterno.

Por meio da Ruach somos capacitados a viver de acordo com a Torá.

Para eliminarmos o fermento [pecado] temos que saber o que é pecado. Pecado não é algo que é definido por eu ou você, ou por algum ministério ou grupo, mas é definido claramente pela Bíblia.

…o pecado é a transgressão da Torá [Lei].
(1 Jo 3.4)

Então, para sabermos se estamos pecando, basta sabermos se estamos fazendo algo que transgride a Torá.

Mas a temática da Festa e a obra do Messias Yeshua não param por aí, pois não basta que saibamos o que a Torá diz, mas temos que ter condições de cumpri-la, já que a Torá é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado (Rm 7.14).

A Ruach nos foi dada exatamente para suprir esta nossa necessidade.

Porque a lei da Ruach [do Espírito] da vida, em união ao Messias Yeshua, te livrou da lei do pecado e da morte.
(Rm 8.2)

Veja, no entanto, que a Ruach opera em união ao Messias Yeshua, ou seja:

Sem Yeshua nada podemos fazer!

Tendo recebido a Torá e a Ruach vamos ao próximo evento…

YOM TERUÁ / DIA DO BRADO

Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação.
(Lv 23.24)

O texto de Lv 23 fala que Yom Teruá é um memorial, porém não informa sobre o que devemos nos lembrar. No entanto, nós, os seguidores de Yeshua, o Messias, sabemos muito bem do que o Eterno quer que nos lembremos por meio dos sonidos das trombetas:

Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Elohim, descerá dos céus, e os mortos no Messias ressuscitarão primeiro.
(1 Ts 4.16)

Logo, o tema principal de Yom Teruá é o anúncio do Reino, do dia em que o Rei Messias voltará para julgar a terra e para reinar sobre o Seu povo – o Dia de Yahweh (Dia do Senhor).

14Está perto o grande Dia de Yahweh; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia de Yahweh é amargo, e nele clama até o homem poderoso. 15Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas, 16dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas.
(Sf 1.14-16)

Em Yom Teruá somos lembrados que o Reino de Elohim está próximo e exortados a anunciar a sua vinda.

Foi exatamente esta a pregação de nosso Senhor no início de Seu ministério aqui na terra:

Daí por diante passou Yeshua a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.
(Mt 4.17)

Outra versão do texto diz:

…porque é oferecido o reino dos céus.

Seguindo o exemplo do Mestre e tendo recebido a Torá [os estatutos do Reino] e a Ruach [o poder da vida do Reino], somos persuadidos por meio de Yom Teruá a anunciar aos homens que se arrependam de suas transgressões a Torá e sejam reconciliados com o Eterno, por meio do Messias Yeshua.

Com este entendimento, vejamos a próxima Festa:

YOM HAKIPURIM / DIA DAS EXPIAÇÕES

Mas, aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação; tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; trareis oferta queimada a Yahweh.
(Lv 23.27)

Sabemos que nosso Senhor Yeshua, ofereceu a Si mesmo como o sacrifício para o nosso perdão.

Yeshua, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Elohim…
(Hb 10.12)

Logo, não tendo mais sacrifícios para oferecer, resta-nos apenas o mandamento de afligirmos as nossas almas.

Segundo a Bíblia, é por meio do jejum que afligimos as nossas almas.

Quanto a mim, porém, estando eles enfermos, as minhas vestes eram pano de saco; eu afligia a minha alma com jejum e em oração me reclinava sobre o peito…
(Sl 35.13)

Chorei, e castiguei com jejum a minha alma, mas até isto se me tornou em afrontas.
(Sl 69.10)

Sendo a alma a sede dos desejos, podemos também interpretar este mandamento de uma forma mais ampla como sendo para que neguemos os desejos de nossa alma que fazem oposição a vontade do Eterno.

Não é a toa que esta é uma condição fundamental para aqueles que querem seguir a Yeshua:

E [Yeshua] dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo…
(Lc 9.23)

Por meio de Yom haKipurim o Eterno nos lembra que:

E ele [Yeshua] morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
(2 Co 5.15)

A próxima Festa é:

SUKOT / TABERNÁCULOS

Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos a Yahweh, por sete dias.
(Lv 23.34)

Um dos mandamentos da Festa de Sukot é o habitar em tendas por 7 dias.

42Sete dias habitareis debaixo de tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; 43para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou Yahweh, vosso Elohim.
(Lv 23.42,43)

Outra referência é Nm 8.14-17:

14E acharam escrito na Torá que Yahweh ordenara pelo ministério de Mosheh que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês. 15Assim, o publicaram e fizeram passar pregão por todas as suas cidades e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte e trazei ramos de oliveira, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito. 16Saiu, pois, o povo, e de tudo trouxeram e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, e nos seus pátios, e nos átrios da Casa de Elohim, e na praça da Porta das Águas, e na praça da Porta de Efraim. 17E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fez cabanas e habitou nas cabanas; porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Yehoshua, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria.

O Eterno determinou que Seu povo habitasse em tendas por 7 dias para lembrá-lo sobre o tempo de sua peregrinação no deserto. Tal momento na vida de Israel é cheio de simbolismos para nós, os discípulos o Messias Yeshua.

Sukot nos faz lembrar:

1 – Que habitamos no deserto [o mundo, no sentido físico].
2 – Que somos apenas viajantes e peregrinos neste mundo.
3 – Que, assim como o Eterno habitava com Israel no deserto, na nuvem e na coluna de fogo, ainda hoje Ele habita com Seu povo.

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.
(Mt 18.20)

E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
(Mt 28.20)

Estes são apenas alguns exemplos de como as Festas Bíblicas estão relacionadas com a obra do Messias Yeshua em nossas vidas.

Nem todas as Festas foram abordas neste breve artigo, uma vez que não era minha intensão fazer um estudo detalhado sobre o tema, muito menos esgotar o assunto.

Ao me propor a escrever sobre as Festas meu objetivo maior foi tentar, de alguma forma, exaltar o Nome do nosso Elohim, que começou tão boa obra em nossas vidas por meio de Sua Destra Yeshua, o Messias.

Em meio a tantas coisas deste mundo que nos distraem, que nos fazem esquecer do nosso Pai a maior parte do dia, a observância das Festas – além de ser um mandamento em vigor – nos proporciona uma grande oportunidade de lembrarmos o quanto Ele fez, tem feito e ainda fará por nós.

E Ele, pois, a glória eternamente. Amen!

Chag Sameach (Boas Festas)!

Yossef ben Yossef
(Lauro Franco)

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