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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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Natal, o paganismo disfarçado de Santidade

Natal, o paganismo disfarçado de Santidade

“Assim diz YHWH: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado; Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova São como a palmeira, obra torneada, porém não podem falar; certamente são levados, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, nem tampouco têm poder de fazer bem.” Jeremias 10:2-5

Antes de dar o início ao estudo, meditemos no que nos dizem as escrituras em Provérbios 14:12;

“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”.

Desde que foi lançado o livro as “Duas babilónias” de Alexander Hislop que a ideia de que a celebração do Natal está directamente ligado a Nimrod, Semiramis e Tammuz, ganhou consistência.

No entanto tais afirmações são basicamente o resultado de um ataque do autor (protestante) a uma instituição específica, a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana). Claro que todos sabemos que o Cristianismo, é uma religião apóstata, e contrária à fé que uma vez foi dada aos Santos, mas combater uma mentira, com ataques pessoais certamente não será a melhor estratégia. Relacionar Nimrod, Tammuz e Semiramis com o Natal, é uma ideia tão popularmente perpetuada, que podemos encontrá-la facilmente em qualquer pesquisa básica que façamos. O meio evangélico está cheio desses contos que põem em delírio os protestantes, que têm prazer em identificar o erro da ICAR, ignorando que a instituição a que pertencem, que é uma ramificação da Igreja protestante e que saiu da ICAR na reforma, mantém como doutrinas os dois maiores cancros da religião Cristã; a Trindade e o Antinomianismo (Anti-Lei)

Não podemos afirmar que a ligação entre o Natal, Nimrod, Tammuz e Semiramis não é verdadeira. Mas ela foi muito influenciada pelo livro “As duas Babilónias” que tem como principal propósito não o esclarecimento, mas maos o ataque a uma instituição específica, do que a busca pela verdade em si. 

No estudo que se segue, perceberemos qual a verdadeira origem do Natal, com bases históricas sólidas e inconfundíveis.

O SINCRETISMO

O sincretismo é algo que está bem presente em quase todas as “religiões” que existem, e é, nada mais nada menos, do que a mistura de várias doutrinas com origem em diversas crenças. Basicamente o sincretismo mais bem elaborado, é aquele que está disfarçado de verdade, de modo a que a mentira seja pouco perceptível.

Até ao quarto século, não existia nenhum registo sobre a observância do nascimento de Yeshua, enquanto festividade entre os seus seguidores, mesmo nas mais variadas vertentes teológicas. Sobre isso, vejamos o que nos diz o teólogo cristão James A. Fowler:

“Existe pouca evidência da celebração do natal ou da encarnação antes do quarto século DC. Irineu (130-200 DC) e Tertuliano (170-220 DC) ambos omitem qualquer referência à celebração do nascimento de Cristo das suas listas de festas cristãs.” (Christmas Considered Celebrationally).

A origem do Natal, é fruto de um sincretismo de três vertentes religiosas: A mitologia grego-romana, o culto persa a Mitra, e o nascente do Cristianismo Romano. Tendo em conta as práticas actuais, poderíamos acrescenter uma quarta vertente: o culto nórdico a Odin.

Analisaremos cada um deles nos pontos abaixo:

A SATURNÁLIA

Tudo tem início na festa da Saturnália. Tratava-se de uma antiga festividade romana que teve origem no século 5 AC, em honra à dedicação do Templo do deus Saturno (ou Cronos, no grego). Era uma festividade de uma semana, que era observada no solstício de inverno.

O historiador James Grout descreve desta forma essa festividade:

“A Saturnália era o feriado mais popular do ano romano. Catulus a descreve como “os melhores dos dias” e Seneca reclama que “toda a multidão se dá aos prazeres” (Epístolas XVIII.3) Plínio o Jovem escreve que ele se confinava ao seu quarto enquanto o restante da casa celebrava (Epístolas II.17.24). Era uma ocasião de celebração, visita aos amigos, e a apresentação de presentes, especialmente velas de cera (cerei), provavelmente para significar o retorno da luz após o solstício, e sigillaria”. (Saturnalia, Encyclopaedia Romana)

De facto, é isso que se encontra nas fontes históricas acerca dessa festividade. O escritor Lucian de Samosata no século 2 DC narra um diálogo entre Saturno e um de seus sacerdotes. Tal diálogo serve como referência do que representava a festividade.

“Saturno:… A minha semana é barrada; nenhum negócio é permitido. Bebe-se e fica-se bêbado, barulho e jogos e dados, e apontamento de reis e banquetes de escravos, o aplaudir de mãos trémulas, um ocasional mergulho de faces arrolhadas na água gélida; tais são as funções sobre as quais eu presido. Mas grandes coisas, fortuna e o ouro e tais, Zeus distribui conforme sua vontade.

Sacerdote:… Diga-se isto agora: já que és uma deidade delicada, por que escolheu o pior tempo, quando tudo está coberto em neve, e o vento norte sopra, tudo está duramente congelado, árvores secas e nuas e os campos perderam sua beleza florida, e os homens se encolhem covardemente sobre o fogo como tantos octagenários – por que esta temporada de todas as outras para o seu festival? Não é o tempo para os idosos ou os luxuriosos.

Saturno: Amigo, suas perguntas são muitas, e não são bom substituto para as taças fluindo. Você roubou uma boa porção do meu carnaval com suas filosofias impertinentes. Que eles vão agora, e nos alegraremos e aplaudiremos com nossas mãos e tomaremos nossa licença de carnaval, jogando damas com nozes no estilo antigos, elegendo nossos reis e sendo fiéis a eles”. (Lucian, Saturnalia)

O SOLSTÍCIO DE INVERNO

O solstício de inverno era um momento importante para povos que já tinham desenvolvido algum tipo de conhecimento astronómico – que geralmente vinha acompanhado de alguma crença astrológica.

A trajectória cíclica do sol observável a partir da terra caracteriza-se por períodos em que o dia se torna mais longo, o que dá origem às estações mais quentes, e outros em que o dia se torna mais curto, o que dá origem às estações mais frias. O Solstício de Inverno, é o momento em que existe o número de horas mais reduzido de luminosidade num dia de 24 horas. Ou seja, as horas nocturas atingem a sua maior duração, e as horas diurnas a menor duração, Existem cerca de 9 horas de iluminação solar, e 15 de horas nocturnas.

O solstício de inverno é portanto o momento em que as noites começam a encurtar novamente. É portanto para muitas culturas marcado como o retorno da divindade solar, que volta a marcar presença após um período de maior afastamento. Ou seja, os povos dessas culturas, acreditavam que mais uma vez o Sol prevalecia contra as trevas, dominando novamente sobre estas. Ou seja, o solstício de inverno, era interpretado na antiguidade entre muitos povos pagãos, como o renascimento do Sol. Qualquer registo histórico sobre o tema, mostrará que a adoração ao sol, é uma das práticas mais antigas do paganismo, inclusive mencionada na própria Bíblia (Ezequiel 8:16).

Pode-se observar, além do frio, que esse era um momento de grande festividade, bebedeira, e geralmente acompanhado das famosas orgias romanas.

O poeta romano Catulus, (séc. I DC), citado por Grout, escreve assim:

“Se não te amasse mais que meus olhos, ó mais prazeiroso Calvus, eu te odiaria com ódio vitiniano por causa daquele seu presente… grandes deuses acima, aquele horrível e maldito pequeno livro! Certamente tu o enviaste ao teu Catullus, para que ele pudesse morrer, novamente e novamente, naquele dia, também durante a Saturnália, os melhores dos dias!” (Gaius Valerius Catulus, Carmen 14)

Observa-se que Catulus comenta de forma satírica o presente recebido de seu amante Calvus na ocasião do poema supracitado. A Saturnália era, portanto, uma época em que se presenteava as pessoas próximas.

Outro costume importante da Saturnália era o uso de ramos verdejantes, e louros, pois Saturno era também uma divindade agrícola. O uso de elementos verdes dizia respeito ao reconhecimento de que o sol era fundamental para a agricultura, e o solstício marcaria o momento do retorno da luz solar:

“Os romanos antigos marcavam o solstício com uma festa chamada Saturnália, em honra a Saturno, o deus da agricultura. Os romanos sabiam que o solstício significava que brevemente fazendas e pomares estariam verdes e frutíferos. Para marcar a ocasião, eles decoravam suas casas e templos com ramos sempre-verdes como símbolo da vida eterna”. (History of Christmas Trees, The History Channel)

MITRA E O NATAL (NASCIMENTO) DO SOL INVICTO

A partir do século 1 DC, a Saturnália passou a ganhar mais uma conotação, fruto de um importante sincretismo religioso originário da Pérsia: o culto a Mitra, o Deus-Sol da pérsia.

Sobre essa religião, e o seu alastramento pelo império romano, a Enciclopédia Católica afirma:

“Uma religião pagã que consistia principalmente no culto do antigo deus-sol indo-iraniano, Mitra. Ela adentrou a Europa pela Ásia Menor, após a conquista de Alexandre, e se alastrou rapidamente por todo o Império Romano no princípio de nossa era, tendo atingido o seu ápice durante o terceiro século, e tendo desaparecido sob as regulações repressoras de Teodósio…!

O Mitraísmo era enfaticamente uma religião de soldado: Mitra, o seu herói, era especialmente uma divindade de fidelidade, virilidade, e bravura; a ênfase que ela colocava no bom companheirismo e irmandade, sua exclusão das mulheres, e o laço secreto entre os seus membros sugeriam a ideia de que o Mitraísmo era Maçonaria entre os soldados romanos. Ao mesmo tempo os escravos e comerciantes estrangeiros do Leste mantinham a sua propaganda nas cidades. Quando magos, vindos do rei Tiriadates da Armênia, adoraram Nero como emanação de Mitra, o imperador desejou ser iniciado em seus mistérios. A medida que o Mitraísmo era aprovado como culto, começou a compartilhar o reconhecimento oficial de que a adoração fírgia gozava em Roma. O imperador Comodo foi publicamente iniciado. Seu maior devoto, contudo, era o filho imperial de uma sacerdotiza do deus-sol em Sirmium na Panonia, Valeriano, que segundo o testemunho de Flavio Vopisco, nunca esqueceu da caverna onde sua mãe o iniciou. Em roma, ele estabeleceu uma faculdade de sacerdotes do sol e sua moeda traz a legenda ‘Sol, Dominus Imperii Romani.’ [Sol, Senhor do Império Romano]… O [dia] 25 de Dezembro era observado como seu aniversário, o Natalis Invicti, o renascimento do sol do inverno, inconquistado pelo rigor da estação”. (Mithraism, Catholic Encyclopedia)

NATALIS INVICTO

À semelhança da Saturnália, Mitra também possuía uma celebração importante que ocorria na ocasião do solstício de inverno.

Por ser uma divindade solar, a ideia do sol a ficar cada vez mais forte a partir do solstício era comemorada como o aniversário de Mitra, pois marcava o facto de que as trevas não tinham sido capazes de vencer o “sol invicto”. Ainda que este enfraquecesse, voltava sempre a ficar mais forte após o solstício, mostrando a sua invencibilidade.

A pouco-e-pouco, portanto, os costumes da antiga Saturnália fundiram-se com as celebrações do culto ao Deus-Mitra na sua data mais importante, o Natalis Invicti Solis, em outras palavras: o Natal do Sol Invicto.

A data preservou os costumes da Saturnália, de ser observada com festividades, luzes, orgias e troca de presentes. E, com a declaração de Mitra como o Senhor do Império Romano (Dominus Imperii Romani), vemos o 25 de Dezembro rapidamente a tornar-se a data mais importante do calendário romano. O solstício de inverno (no hemisfério norte, de verão no hemisfério sul) dá-se ente o dia 20 e 23 de Dezembro.

O SINCRETISMO COM O CRISTIANISMO

O Cristianismo, era a religião mais importante do império romano, era portanto apenas uma questão de tempo para que surgisse um sincretismo entre tais práticas e o Cristianismo.

Sobre isso, o historiador cristão Charles Henry Robinson escreve:

“A segunda religião com a qual os primeiros missionários cristãos tomaram contacto frequente foi a da adoração ao sol mitraico, que foi introduzida na Europa proveniente da Pérsia, e que começou a espalhar-se no Oeste um pouco depois da adoração a Ísis. Em meados do terceiro século, já tinha progredido tanto, que parecia possível que fosse prevalecer sobre o Cristianismo e se tornar a religião de todo o Império Romano”. (The Conversion of Europe)

Já no século 2 DC, era tão visível o sincretismo religioso que até mesmo Tertuliano, responsável pela incorporação de conceitos gregos à fé cristã romana, chega a condenar a questão veementemente, afirmando:

“Mas para nós, a quem os Shabatot (Sábados) são estranhos, assim como o rosh chodesh (Lua Nova do Sétimo mês) e as festas amadas pelo Eterno; são a Saturnália, os festivais de Ano Novo e meio do inverno e a Matronália que são frequentados… ‘que as suas obras brilhem,’ disse Ele. Mas agora todas as nossas oficinas e portões brilham! Tu hoje encontrarás mais portas de pagãos sem lâmpadas e coroas de louros do que cristãos… Então, dirás: ‘as lâmpadas perante minhas portas, e os louros em meus portões são para honrar o Eterno? Elas, obviamente, não estão lá para honrarem ao Eterno, mas àquele que é honrado no lugar do Eterno por cerimónias religiosas dessa natureza… Portanto, que aqueles que não têm luz acendam suas lâmpadas diariamente”. (Tertuliano, Sobre a Idolatria, caps. 14 e 15)

Aqui observa-se que já no século 2 DC muitos cristãos romanos já tinham adoptado os costumes da Saturnália, pendurando velas e enfeites de ramos e louros nas suas portas – costumes esses que visavam a sorte e protecção. A corrupção é tanta, que viam essas festas como um substituto das verdadeiras festas do Eterno, os Sábados, as luas novas, e os moedim (tempos apontados).

Para justificar o costume, alguns cristãos romanos afirmavam que Yeshua teria morrido e sido concebido na mesma época. Como o Pêssach (Páscoa) é uma festividade que ocorre próxima ao equinócio de primavera, o cálculo de nove meses levaria Yeshua a ter nascido próximo à data do solstício de inverno.

Não existe, todavia, nenhum indício de que Yeshua teria nascido próximo à época de Pêssach. Nem bíblico, nem extra-bíblico. Existem sim várias evidências bíblicas que mostram que Yeshua terá nascido numa data próxima da festa de Sukkot, e que o tão célebre estábulo que as narrativas descrevem e a palavra traduzida como “manjedoura”, no original semita é “sukka” logo a tão falada manjedoura era na verdade uma Sukká, isto é as cabanas que são construídas por ocasião da festa dos tabernáculos, conforme o mandamento (Levítico 23:42), ou seja, Setembro/Outubro, mas sobre isso, falaremos num outro estudo.

No entanto, o facto de as Sagradas Escrituras não revelarem a data de nascimento de Yeshua, terá certamente um propósito, Eclesiastes 7:1 diz-nos que melhor é o dia da morte do que o dia de nascimento. Não vemos nenhum local da bíblia que nos instrua a celebrar ou a lembrar o nascimento de Yeshua, no entanto vemos Yeshua a dar-nos instruções para que recordemos a sua morte, até que ele venha. E a data da sua morte é conhecida por todos nós – 14 de Aviv – em Pêssach (Páscoa).

Todos as personagens bíblicas que festejam o dia do seu nascimento, não são pessoas de Deus, mas sim personagens apóstatas. (Génesis 40:20; Marcos 6:21). Isso quererá significar algo, mas deixo isso para vocês leitores meditarem.

Facto é que a ideia surgiu para justificar o já crescente sincretismo religioso com o Natal do Sol Invicto (Natalis Invicti Solis), e com os tão populares costumes da Saturnália.

CONSTANTINO

Por volta do século IV DC, o imperador romano Constantino I, um adorador do deus-sol supostamente ‘convertido’, vislumbrou a possibilidade de unificação do império, criando uma religião sincrética que combinava todos esses elementos:

“O mundo estava plenamente maduro para o monoteísmo ou sua forma modificada, o henoteísmo, mas o monoteísmo se apresentava em diversas vertentes, sob as formas de várias religiões orientais: a adoração do sol, na veneração de Mitra, no Judaísmo e no Cristianismo… Não apenas os gnósticos e outros hereges, mas os cristãos que se consideravam fiéis, guardavam em grande medida a adoração ao sol. Leo o Grande, em seus dias, diz que era o costume de muitos cristãos ficarem de pé nos degraus da igreja de São Pedro e venerarem o sol por meio de referências e orações… Quando tais condições prevaleciam, é fácil entender que muitos imperadores cederam à ilusão de que poderiam unir todos seus súbditos na adoração de um deus-sol que combinava em si mesmo o deus-pai dos cristãos e o muito-adorado Mitra; assim o império poderia ser refundado na unidade de uma religião. Até mesmo Constantino, como será demonstrado adiante, por um tempo estimou essa crença equivocada”. (Constantine, Catholic Encyclopedia)

Foi justamente na época de Constantino que as celebrações do “Natal (nascimento) do Sol Invicto” foram oficializadas como sendo o aniversário do Cristo Romano – não o Messias Yeshua. Essa personagem é criada em Roma, como alguém que faz parte de uma trindade, ocupando a posição de Deus-Filho, e como alguém que anulou a Torá. Não é esse o Yeshua que derramou o seu sangue para tirar o pecado do mundo. O Yeshua que tirou o pecado do mundo era Judeu, guardava a Torá, veio plenificá-la, e é o Filho unigénito de YHWH, do Eterno Deus Todo-Poderoso. Esse Jesus Cristo Romano, é uma figura originária do sincretismo supracitado.

Sobre isso, o historiador J. B. Bury escreve:

“A data da Natividade foi afixada para coincidir com o aniversário de Mitra (Natalis Invicti, 25 de Dezembro), cuja religião tinha muitas afinidades com a cristã. Este processo não foi o resultado, numa primeira instância, de uma política deliberada. Foi um desenvolvimento natural, pois o Cristianismo não podia escapar da influência das ideias que eram correntes em seu ambiente. Mas foi promovida por homens iluminados e condutores na Igreja…

O cálculo dos cristãos do nascimento de Jesus em 25 de Dezembro criou uma oportunidade conveniente para Constantino substituir e transferir a celebração do sol invicto ou Natalis Invicti para Nativitas Domini, a celebração do nascimento do Senhor. A transferência de imagens pôde inclusive ser feita enfatizando Jesus como a vitória da luz conquistando as trevas do mal. O sol novus (novo sol) foi facilmente convertido numa celebração do ‘sol da justiça.’ A medida que a Festa do Sol tornou-se a Festa do Filho, os líderes da igreja enfatizaram que o naturalismo do culto solar estava a ser substituído pela celebração do supernaturalismo do Eterno que enviou o Seu Filho, Jesus”. (History of the Later Roman Empire, Volume 1, pg. 373)

Como se pode perceber, o Natal não tem qualquer origem nas Escrituras, nem tampouco se origina do nascimento de Yeshua, mas sim de uma celebração pagã, inicialmente dedicada a Saturno e posteriormente ao deus-sol Mitra.

O YULE DE ODIN

Mais tarde, com a propagação do Cristianismo Romano, outros costumes de outros povos associados ao inverno, e ao solstício, acabaram por também serem incorporados ao Natal do Sol Invicto (Natalis Invicti Solis).

Os costumes mais comuns posteriormente incorporados durante a Idade Média são os do chamado “Yule”, dos povos saxões. Até hoje, em algumas culturas, a expressão “Dia do Yule” ainda é utilizada como sinónima do Natal. Basta fazer uma busca no “Google” sobre o dia de Yule, que perceberão as fortes ligações que existem.

Diversos costumes do Yule foram absorvidos pelo Natal. Alguns desses costumes encontram origem no mesmo império romano, outros são de origem específica dos povos saxões. Desses últimos, os mais proeminentes se referem à cantata e à refeição festiva, em que se comia leitão na noite de solstício, e algumas tradições referentes a Pai Natal.

O LEITÃO E AS CANTATAS

Dois textos nórdicos do século 13 DC falam sobre os costumes que envolvem a noite do solstício de inverno:

“E eles sacrificavam um porco selvagem ou sonarblót. Na véspera de Yule o porco selvagem-sonar era conduzido ao salão perante o rei; as pessoas então colocavam as mãos nos seus pelos e faziam votos”. (Hervarar saga ok Heiðreks)

“Naquela noite os grandes votos eram tomados; o porco selvagem sagrado era trazido para dentro, os homens punham as suas mãos sobre ele, e faziam votos quando o rei brindava”. (Helgakviða Hjörvarðssonar)

Juntamente a essa prática, os saxões tinham também o hábito de proferirem bênçãos de boa saúde aos presentes através de um acto chamado “wassail”, que vem do nórdico “wes hail”, que significa “em boa saúde”.

Não é por acaso, que o “wassailing” era parte importante das comemorações, pois o Yule era fundamentalmente um ritual que visava a fertilidade.

Os cânticos eram proferidos não apenas sobre os presentes, mas também sobre a colheita, como forma de abençoá-la durante o solstício, para que crescesse abundante.

Algumas antigas cantigas inglesas ainda preservam essa tradição, como uma popular canção que diz:

“Que todo homem remova seu chapéu e brade para a antiga macieira. Antiga macieira, nós te proferimos wassail, e esperamos que tu frutifiques”.

Esse hábito saxão se perpetuou no Natal por influência inglesa e, posteriormente, norte-americana. Desde então, as cantatas de Natal tornaram-se um elemento fundamental na noite do solstício, bem como a tradição do presunto ou tender de Natal, que remete ao sacrifício pagão do porco.

PAI NATAL, ODIN E SÃO NICOLAU

A figura de Pai Natal também tem origem na mitologia nórdica.

O texto Edda, também do século 13, descreve Odin como um cavaleiro, da seguinte forma:

“Os seguintes são os nomes dos cavalos dos deuses: Sleipner é o melhor; ele pertence a Odin, e tem oito patas. O segundo é Glad, o terceiro Gyller, o quarto Gler, o quinto Skeidbrimer, o sexto Silfertop, o sétimo Siner, o oitavo Gisl, o novo Falhofner, o décimo Gulltop, o décimo-primeiro Letfet. O cavalo de Balder foi queimado com ele”. (Edda)

Sleipner, cavalo de Odin, podia percorrer grandes distâncias. Os cavalos dos deuses são a origem para a mitologia das renas do Pai Natal.

Além disso, os textos nórdicos Alvíssmál, Gylfaginning, Grímnismál, Nafnaþulur, e Óðins nöfn descrevem Odin como um homem de longa barba. Este último ainda descreve Odin como sendo a figura central do “Yule”.

Essa figura foi sincretizada com outra importante na tradição católica: a de São Nicolau, cuja morte ocorrera próxima à época do Natal. Assim a Enciclopédia Católica o descreve:

“Bispo de Mira, em Licia; morreu em 6 de dezembro, 345 ou 352. Apesar de ser um dos mais populares santos nas igrejas grega e latina, não há praticamente nada historicamente certo sobre ele, excepto pelo facto dele ser Bispo de Mira no século quarto… Os numerosos milagres que se diz que São Nicolau operou, tanto antes quanto depois da sua morte, são acréscimos de uma longa tradição… nos Estados Unidos e em alguns outros países São Nicolau ficou identificado com Pai Natal, que distribui presentes para as crianças na véspera de Natal. Seus restos ainda são preservadas na igreja de San Nicola, em Bari; até ao presente uma substância oleosa, conhecida como Manna di S. Nicola, que é altamente estimada por seu poder medicinal, é dita fluir deles”. (St. Nicholas of Myra, Catholic Encyclopedia)

Em outras palavras, a figura do Pai Natal deriva do sincretismo entre o culto pagão a Odin e a prática mística católica de culto aos mortos, dando origem a um personagem mítico utilizado numa data pagã para contar mentiras a crianças.

SÍNTESE DO NTAL:

Essencialmente trata-se da festa da Saturnália, celebração ao deus Saturno ocorrida por volta do solstício de inverno, que era comemorada com orgias, trocas de presente, banquetes e bebedeiras. Entre os seus elementos destacam-se as luzes e velas, para simbolizar o retorno da luz solar, e ramos verdes, para simbolizar o retorno da fertilidade agrícola.

A partir do século 1, a Saturnália passa a incorporar também o simbolismo do Natalis Invicti Solis, o Natal do Sol Invicto, data comemorada pelo “Mitraísmo” em honra ao suposto aniversário do deus-sol Mitra, uma divindade cujo culto se alastrou por Roma a partir da Pérsia.

O Cristianismo Romano incorporou as práticas da Saturnália e do Natal do Sol Invicto (Natalis Invicti Solis), tão comuns no império. Posteriormente, Constantino e os bispos romanos popularizaram a festa, que veio a se tornar oficialmente a data de comemoração do aniversário do Jesus romano, sem qualquer conexão com a data histórica do nascimento de Yeshua.

Posteriormente, na Idade Média, outros costumes pagãos foram acrescentados, especialmente dos cultos nórdicos a Odin e da tradição do Yule, tais como o leitão, as cantatas e a refeição solene, além da figura de Pai Natal que nasce do sincretismo de Odin com o culto católico ao falecido bispo Nicolau de Mira.

Não precisamos de fazer uma busca muito incisiva sobre as origens do Natal para perceber que tem muito mais relações com um culto satânico do que com qualquer outra coisa; visto que a própria Wikipedia põe a descoberto todas estas verdades, artigos como Natal no ponto 2.1 em diante, e Krampus descobrem a verdadeira face do Natal, levando a uma conclusão evidente: O que é que o adorador do Deus da Bíblia tem a ver com estas práticas?

CONCLUSÃO

A data do Natal foi escolhida e determinada pela autoridade papal, num gesto de sincretismo religioso e afronta às Escrituras. Desde então, tem sido seguida pela maior parte do Cristianismo, num claro sinal de submissão ao papado e à Babilónia, cujo espírito governa o mundo.

Mesmo diante de tantos elementos malignos e de origem pagã, alguns acreditam que não há nenhum mal em celebrar o Natal, visto que actualmente é uma data utilizada para celebrar o nascimento do Messias.

Mas será que esse pensamento é correcto? As Escrituras não enganam:

Deut. 18:9 “Quando entrares na terra que YHWH teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações”.

Jeremias 10:2-3 “Assim diz YHWH: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade.”.

2 Coríntios 6:14-17 “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre o Yeshua e Satanás? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o Santuário de Deus com os ídolos? Porque vós sois o Santuário do Deus Vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz YHWH; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;”

Em diversas passagens, as Escrituras condenam os filhos de Israel por terem misturado práticas de culto a deuses pagãos com a adoração ao Eterno. Perguntemos a nós mesmos.

Teria o Eterno mudado a Sua Palavra?

Nenhum seguidor de Yeshua deve tomar parte de algo que mistura doutrinas e práticas de demónios com a fé bíblica.

Deuteronómio 32:16-18 “Com deuses estranhos o provocaram a zelos; com abominações o irritaram. Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram, novos deuses que vieram há pouco, aos quais não temeram vossos pais. Esqueceste-te da Rocha que te gerou; e em esquecimento puseste o Deus que te formou;”

Há ainda aqueles que reconhecem o paganismo por trás do Natal, mas que são tolerantes com o “tema” quando existem crianças, pois consideram que é uma época bonita para estas e que devemos deixar as crianças viver a sua infância. Se há coisas que desaprovo veementemente, o “politicamente correcto” é uma delas, pois se amamos os nossos filhos, devemos deixá-los sim viver a sua infância e as maravilhas dessa idade, mas não deixá-los viver na ignorância. De pequeno é que se ensina o certo e o errado, e existem 1001 formas de fazer as nossas crianças felizes sem ter que alimentar mentiras.

Quantos de nós seguem a instrução do Eterno relativamente à educação das nossas crianças:

Ouve ó Israel, YHWH é o Nosso Elohim, YHWH é Um. Amarás, pois, YHWH Teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e com todas as tuas forças.E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.

Uma criança que tem bem presente na sua consciência que o Eterno Todo-Poderoso é Um, saberá desde tenra idade, que não há espaço para outros “deuses” na sua vida, e que toda a adoração a outras coisas que não o Eterno, é paganismo.

Jeremias 10:1-6

Ouvi a palavra que YHWH vos fala a vós, ó casa de Israel. Assim diz YHWH: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado; Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova. São como a palmeira, obra torneada, porém não podem falar; certamente são levados, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, nem tampouco têm poder de fazer bem. Ninguém há semelhante a ti, ó Senhor; tu és grande, e grande o teu nome em poder.

http://emunah-fe-dos-santos.weebly.com/natal-o-paganismo-disfarccedilado-de-santidade.html

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