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O QUE É A TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO?

O QUE É A TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO?
por Leo Shofar em Qua 16 Abr 2008 – 18:12
O QUE É A TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO?

Por Malcom Hedding

Republicado com permissão, Informativo Ação Cristã por Israel

2o. Trimestre de 1992

A Teologia da Substituição

é um enfoque sistemático enganoso da Bíblia, que não apenas tem
desviado milhões de cristãos ao longo dos anos, mas tem também
originado o mal nas mais terríveis proporções. Essa teologia teve sua
participação na perseguição aos Judeus pela Igreja através dos séculos,
incluindo o Holocausto, e foi também o pensamento teológico que pairava
por trás do pesadelo do apartheid.

A
Teologia da Substituição declara que Israel, tendo falhado com Deus,
foi substituida pela Igreja. A Igreja é agora a verdadeira Israel de
Deus e o destino nacional de Israel está para sempre perdido. A
restauração do moderno Estado de Israel é, assim, um acidente, sem
nenhuma credencial bíblica. Os cristãos que crêem que tal restauração
é um ato de Deus, em fidelidade à Sua aliança estabelecida com Abraão
cerca de 4000 anos atrás são considerados enganados. Esta é a posição
básica dos adeptos dessa teologia.

Erros de pensamento:

A. O método de interpretação alegórico:
a Teologia da Substituição efetivamente mina a autoridade da Palavra de
Deus pelo fato de que ela repousa sobre o método alegórico de
interpretação. Isto é, o leitor da Palavra de Deus decide
espiritualizar o texto mesmo que o seu contexto seja literal. Isto
efetivamente rouba a Palavra de Deus de sua própria autoridade e o
significado do texto fica inteiramente dependente do leitor. A Palavra
de Deus pode assim ser manipulada para dizer qualquer coisa! Assim, a Teologia da Substituição apóia-se na falsa base da interpretação bíblica.

B.
Entendimento inadequado da Aliança: a Teologia da Substituição é apenas
sustentada por aqueles que não entenderam apropriadamente a natureza da
aliança abraâmica. Esta aliança é primeiramente mencionada em Gênesis
12:1-4 e depois disso repetidamente asseverada e confirmada aos
patriarcas. Essa aliança é a aliança da graça pois ela inclui a
intenção de Deus de redimir o mundo todo. Deus diz a Abraão: “Em ti
todas as nações do mundo serão benditas.” A Aliança Abraâmica é uma aliança com três elementos vitais:

1. Ela declara a estratégia de alcançar o mundo através da nação de Israel.

2. Ela lega uma terra como uma possessão eterna à Israel.

3. Ela promete abençoar aqueles que abençoarem a Israel, e amaldiçoar aqueles que a amaldiçoarem.

É
importante que notemos aqui que se um elemento da aliança falhar então
todos os elementos também falharão. Assim, se as promessas de Deus para
Israel já tiverem falhado, então igualmente devem ter falhado as
promessas dEle de abençoar o mundo. Se o destino nacional de Israel foi
perdido através de sua desobediência, então a Igreja também está
arruinada! A desobediência da Igreja tem sido tão grande quanto a de
Israel nos últimos 2000 anos. Ninguém pode negar isto! Paulo enfatiza
este mesmo ponto quando ele escreve: “E digo isto: Uma aliança já
anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e
trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer
a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de
promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a
Abraão.” (Gál 3:17-18).

De acordo com os teólogos da substituição, esta aliança foi anulada.
Somente uma compreensão inadequada e superficial da aliança pode levar
à tal conclusão enganosa.

As promessas à Israel nacional são constantemente reafirmadas pelos
profetas. Desta forma, Ele enfatiza a natureza de Seu caráter e
confirma a aliança abraâmica. Um exemplo disto é Jeremias 31:35-37:
“Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, e as leis fixas à
lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as
suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis
fixas diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de
Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o SENHOR:
Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da
terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel,
por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR.”

Assim, novamente, o fato de que o sol, a lua e as estrelas ainda
estejam conosco confirma a contínua validade da aliança abraâmica e,
como resultado, o destino nacional de Israel. Para que a teologia da
substituição seja válida, o sol e a lua devem também ser apagados.

A teologia da substituição zomba do caráter de Deus pois ela repousa
sobre a premissa de que se você falhar com Deus de qualquer maneira,
Ele irá te descartar… mesmo que inicialmente Ele tenha te asseverado
que a Sua aliança com você é eterna. Isto soa como uma resposta
tipicamente humana e não como a do Deus da Bíblia.

Que nós sejamos fortemente estimulados

De acordo com o leitor do livro de Hebreus, sabemos que Deus será fiel
conosco, porque apesar da desobediência de Israel, Ele manteve
fidelidade para com ela. Falando da aliança abraâmica ele diz: “Por
isso Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da
promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento,
para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que
Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a
fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da
alma, segura e firme, e que penetra além do véu, aonde Jesus, como
precursor, encontrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para
sempre. segundo a ordem de Melquisedeque.” (Hb 6:17-20).

Note
novamente que podemos saber que Deus é fiel pelo fato de Ele ter sido
fiel para com Israel em tudo que Ele lhe prometeu. De fato, esta é a
âncora de nossa alma.

1. Deus não abandonou a nação ou o povo de Israel.

2. Canaã é a terra de Israel até o dia de hoje.

3. A Igreja não substituiu a Israel, mas a aumentou. Ef 2:11 e Rm 11:17-18.

4.
A restauração moderna de Israel é evidência da fidelidade de Deus às
Suas promessas e é também um forte encorajamento à Igreja.

5.
A restauração de Israel culminará no governo vindouro do Messias.
Portanto, a Igreja no mundo é capaz de preparar-se e de abençoar a
Israel tanto quanto ela puder.

6. A restauração de Israel à sua terra natal é o primeiro passo em direção à redenção de Israel.

Para
terminar, seria bom que notássemos uma citação do Bispo de Liverpool, o
Rev. J.D. Ryle: “Eu aviso que, a menos que vocês interpretem a porção
profética do Velho Testamento com um significado literal simples de
suas palavras, vocês não acharão ser algo fácil manter uma discussão
com um judeu. Você se atreverá a dizer a ele que Sião, Jerusalém, Jacó,
Judá, Efraim e Israel não significam o que eles parecem significar, mas
significam a Igreja de Cristo?”

Rev.
Malcom Hedding é diretor da Ação Cristã por Israel, baseada em Cape
Town, África do Sul. Ao longo dos anos, ele plantou um número de
igrejas em toda a África do Sul. Ele viveu em Jerusalém por três anos e
serviu como pastor associado da Assembléia Cristã de Jerusalém e como
capelão da Embaixada Cristã Internacional. Ele escreveu quatro livros,
o mais conhecido sendo Compreendendo Israel. Malcom e sua esposa Cheryl têm três filhos e residem em Durban, África do Sul, onde ele pastoreia a Assembléia Oliveira.

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