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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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O REINO DE DEUS NA BÍBLIA

O REINO DE DEUS NA BÍBLIA

Capítulo 1
O REINO DE DEUS NA BÍBLIA
Não há dúvida que o Reino de Deus foi o principal tema da pregação de Jesus quando esteve na
terra há dois mil anos. O presente estudo pretende clarificar o significado original da sua pregação
sobre o tema, a fim de que volte a ocupar o seu devido lugar no centro da vida cristã.
Em primeiro lugar dirijo-me àqueles que crêem na existência de Deus mas que não entendem o que
se passa no mundo, e não têm certeza se fazem parte ou de como podem fazer parte do que Ele está
a fazer.
Mas atrevo-me a ter esperança que se algum descrente ler estas páginas possa encontrar provas da
existência de um Deus extremamente sábio e poderoso que tem um plano para a terra e para o
homem, o qual está perto de chegar ao seu final, de modo que o leitor possa voltar a considerar a
mensagem cristã.
O que diz Jesus acerca do Reino de Deus?
Em certa ocasião os discípulos de Cristo pediram-lhe que lhes ensinasse a orar. Ao responder, Jesus
deu-lhes a conhecida oração do “Pai Nosso”. Em poucas linhas fez alusões ao Reino de Deus. Foi a
primeira coisa que lhes disse que pedissem “Venha o teu reino,” assim como também foi o tema do
final da oração: “Teu é o reino… para sempre” (Mateus 6:9-13).
Esta ênfase de Jesus no Reino de Deus pode ser confirmada até por uma leitura casual dos
evangelhos onde a expressão ocorre repetidamente. Na realidade observamos que o principal
propósito da pregação de Cristo era dar a conhecer este reino.
Noutra ocasião um dos seus ouvintes pediu-lhe que não os deixasse, mas ele rejeitou esse pedido
com o seguinte comentário:
“É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para
isso é que fui enviado.” (Lucas 4:43)
Se realizarmos um estudo minucioso descobrimos que existem somente nos evangelhos, por volta
de cem alusões ao Reino de Deus, e mais de trinta no resto do Novo Testamento.
ALUSÕES BÍBLICAS AO REINO DE DEUS
Antes de começar um estudo detalhado, o qual é o propósito imediato deste livro, gostaria de
apresentar uma pequena lista de coisas que a Bíblia associa com o Reino de Deus. Estas
proporcionarão algumas pistas sobre o significado desse termo.
1.
O Reino de Deus era uma boa notícia, já que esse é o significado da palavra evangelho:
“Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino.”
(Mateus 4:23)
2.
Nos dias de Cristo o Reino era ainda um assunto do futuro
Teu é o Reino
1
“Jesus propôs uma parábola, visto estar perto de Jerusalém e lhes parecer que o reino de
Deus havia de manifestar-se imediatamente.” (Lucas 19:11)
3.
Antes da chegada do Reino haverá sinais que indicarão que está próximo.
“Assim também, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que está próximo o reino de
Deus.” (Lucas 21:31)
4.
Quando chegar o Reino, certas pessoas entrarão nele e outras serão excluídas:
“E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em
que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.” (Mateus 26:29)
“Através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” (Actos 14:22)
“Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó
e todos os profetas, mas vós, lançados fora. Muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte
e do Sul e tomarão lugares à mesa no reino de Deus.”
“Ora, as obras da carne são conhecidas e são:… a respeito das quais eu vos declaro, como já,
outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (Gálatas
5:19-21).
5.
Os que entrarem no Reino de alguma forma terão que ser transformados:
“Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a
corrupção herdar a incorrupção.” (1 Coríntios 15:50)
“Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” (João 3:5)
6.
Jesus urgiu que os seus seguidores pusessem o Reino em primeiro lugar:
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão
acrescentadas.”
OS FUNDAMENTOS DA FÉ CRISTÃ
Com alusões continuas ao Reino de Deus através do Novo Testamento, assim como também
aquelas que se encontram na Bíblia de Cristo (o Antigo Testamento), é de esperar que o Reino fosse
um dos principais ensinamentos das igrejas da actualidade, de modo que todos os membros das suas
congregações se dessem conta da importância do tema, e tivessem pelo menos alguma ideia do que
será o Reino de Deus. No entanto, a triste realidade é que a vasta maioria dos que afirmam ser
cristãos, teriam muita dificuldade em demonstrar o que é o Reino de Deus, ou o que significa para
eles próprios, mesmo quando oram diariamente: “Venha o teu reino”.
Umas quantas pessoas provavelmente diriam que o Reino de Deus é um império da graça no
coração de cada um dos crentes, citando as palavras de Jesus “o reino de Deus está dentro de vós”.
Outros afirmarão que a Igreja é o Reino de Deus na terra, e que quando o mundo inteiro se
converter ao cristianismo o Reino de Deus terá finalmente chegado. Uns quantos mais dirão que o
Teu é o Reino
2
Reino de Deus está no céu onde Ele habita, de onde reina e para onde os fieis vão quando morrem.
Mas enquadram-se estas afirmações nos ensinamentos de Cristo?
Uma forma simples de por à prova estes conceitos consiste em substituí-los nas passagens bíblicas
acerca do Reino de Deus. Por exemplo, se reler os pontos 1 a 6, substituindo a frase “um reino de
graça no coração dos homens” cada vez que “o Reino de Deus” é mencionado, as passagens
continuariam a fazer sentido? Tente de novo usando “Igreja” ou “céu”. Algum destes encaixa em
todas as referências? Se não, essas ideias são duvidosas.
O que diz-nos este exercício é que sendo a frase “o Reino de Deus” tão comum na Bíblia, devemos
procurar um significado consistente para ela. Não devemos procurar um significado num sentido
remoto, obscuro e pouco comum, mas de modo a satisfazer todas as referências bíblicas. Existe um
ponto de vista que combina todas as alusões bíblicas e faz do Reino de Deus o tema central do
cristianismo. Na realidade, estas páginas demonstrarão que “o Reino de Deus” é usado para
descrever o plano de Deus para a terra e para a humanidade.
UM REINO LITERAL
Hoje em dia é fácil de esquecer o que era um reino nos tempos antigos. Aqueles a quem foi
originalmente dada a Bíblia podiam definir prontamente um reino pela sua experiência diária. Era
composto de quatro coisas: um território, um governante, um povo governado e as leis do governo.
No Antigo Testamento o reino de Israel, governado por reis como David e Salomão, era um reino
neste sentido e é muito relevante que depois da ressurreição de Jesus os discípulos demonstraram
que esperavam o Reino de Deus no mesmo sentido. No primeiro capítulo de Actos dos Apóstolos
aprendemos que no pequeno intervalo entre a sua ressurreição e ascensão aos céus, Jesus falou com
os seus discípulos “das coisas concernentes ao reino de Deus.” (Actos 1:3) Note de passagem a
importância deste tópico. Jesus aproveitou o seus últimos dias a falar disso. A reacção dos
discípulos consistiu em esperar um reino literal, da mesma maneira como o reino de Israel tinha
anteriormente existido. “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” (Actos 1:6),
foi a pergunta deles.
É este um exemplo isolado, ou o resto da Bíblia apoia este ponto de vista sobre o Reino de Deus?
OS REINOS DOS HOMENS E O REINO DE DEUS
Desde o início da história os homens têm-se organizado em grupos, colocando outros em posição de
autoridade sobre eles. Deste modo o homem governa o homem. Isto é válido tanto para o antigo
chefe tribal como para os presidentes eleitos nas modernas superpotências. Tal sistema de governo
onde o homem controla a sua própria organização e destino é chamado na Bíblia “o reino dos
homens”. Actualmente este reino é representado por todas as diferentes nações do mundo sem
importar o seu ponto de vista político. Praticam-se ideias humanas e impõe-se a vontade humana.
Mas muito pouca gente dá-se conta de que o reino dos homens está sob o controlo oculto de Deus.
“O Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer.” (Daniel 4:32) O
propósito deste controlo oculto é de levar a humanidade a um estado em que Deus governará
abertamente o mundo. Por outras palavras, o reino dos homens dará lugar ao Reino de Deus.
Teu é o Reino
3
UMA ESTÁTUA DE VARIOS METAIS
Alguma vez ouviu falar de Nabucodonosor? Se houve alguma vez um homem e um regime que
representou o reino dos homens, foi este rei que governou sobre o Novo Império Babilónico por
volta de 600 a.C. Sob o seu génio militar e administrativo formou-se um grande império como o
mundo jamais tinha visto até então. Centrado na cidade capital de Babilónia sobre o rio Eufrates, o
império estendia-se num grande arco que rodeava o perímetro ocidental do deserto da Arábia,
incluindo no seu território, países conhecidos actualmente como o Iraque, Turquia, Síria, Líbano,
Jordânia, Israel e parte do Egipto e Irão.
Sobre esta área governou Nabucodonosor como déspota, impondo a sua vontade e capricho através
de uma eficiente organização civil e militar. Reconstruiu completamente a Babilónia: seus templos,
palácios e residências particulares foram rodeados por grossas muralhas de grande altura e
resistência. A Bíblia mostra o rei dizendo: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a
casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade?” (Daniel 4:30). No seu
tempo ele representou o reino dos homens.
Mas o que tem que ver isto com o Reino de Deus?
Exactamente o seguinte: Em certa ocasião Nabucodonosor foi para a sua cama preocupado como o
que sucederia ao seu reino depois da sua morte. Nessa mesma noite, Deus respondeu aos seus
pensamentos dando-lhe um resumo dos acontecimentos mundiais que abarcam os 2500 anos
seguintes. Esta informação foi-lhe proporcionada através dum sonho e você encontrará-la-á no livro
de Daniel Capítulo 2.
No sonho Nabucodonosor viu uma grande estátua que se erguia até ao céu em deslumbrante
magnificência. Uma característica pouco comum desta estátua era que cada secção estava feita de
um tipo de metal diferente.
Esta era a ordem dos metais:
Cabeça
Ouro
Peito e braços
Prata
Ventre e coxas
Bronze
Pernas
Ferro
Pés
Mistura de ferro e barro
Perplexo acerca desta estranha visão, Nabucodonosor pediu a Daniel, um profeta judeu que estava
exilado na Babilónia, que lhe explicasse o seu significado.
UMA SEQUÊNCIA DE QUATRO IMPÉRIOS
Com a ajuda de Deus, Daniel disse que a estátua representava diferentes fases do reino dos homens
através da história. A cabeça de ouro representava o próprio Nabucodonosor e o Império Babilónico
sobre o qual ele governava:
Teu é o Reino
4
“Tu és a cabeça de ouro.” (Daniel 2:38)
Depois do Império Babilónico levantar-se-iam três impérios mais no reino dos homens,
representados pelos três metais seguintes:
“Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual
terá domínio sobre toda a terra. O quarto reino será forte como ferro; pois o ferro a tudo
quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e
esmiuçará.” (Daniel 4:39-40)
A história demonstrou que esta predição foi cem por cento exacta. O Império Babilónico deu lugar
aos Império Persa por volta de 540 a.C. Este corresponde ao peito e braços de prata. 210 anos mais
tarde os gregos derrotaram os persas e tomaram o controlo do império dos homens. Este império
Grego foi o maior, estendendo-se desde o Mar Egeu até às fronteiras da Índia. Tal como Daniel
disse, “Dominará sobre toda a terra,” não o globo inteiro tal como o conhecemos actualmente, mas
certamente sobre a maior parte do mundo civilizado de então. A eleição do metal foi apropriada. O
bronze era a característica distintiva dos exércitos gregos, as armaduras de bronze dos gregos são
legendárias.
A seguir na cena mundial, chegaram os Romanos os quais em vez dos gregos vieram a ser os
representantes do reino dos homens. De novo a eleição do metal foi boa. O refrão diz, “forte como o
ferro”, e certamente o Império Romano foi o mais forte, mais eficiente e impiedoso que o mundo
jamais tinha conhecido.
O significado dos principais componentes da estátua podem ser resumidos como se segue:
Cabeça de Ouro
Império Babilónico
610-540 a.C.
Peito e braços de prata
Império Persa
540-330 a.C.
Ventre e coxas de bronze
Império Grego
330-190 a.C.
Pernas de Ferro
Império Romano
190 a.C. – 475 d.C.
(Todas as datas são aproximadas)
A AUSÊNCIA DE UM QUINTO IMPÉRIO
O Império Romano continuou até ao século quinto d.C.; mas ao contrário dos impérios anteriores,
não foi suplantado por outro império maior. Ao contrário, decompôs-se gradualmente frente ao
ataque de tribos do norte como os godos e hunos. A ausência de um quinto império já tinha sido
predita por Daniel mil anos antes. As pernas de ferro da estátua deram lugar aos pés que são uma
mistura de material forte e frágil, ferro e barro. O próprio Daniel explica o que isto prefigura:
“Será esse um reino dividido…. os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de
barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil.” (Daniel 2:41-42).
Isto foi provado como sendo completamente exacto. Desde o final do Império Romano não existiu
um poder que tenha tido completa autoridade sobre a maior parte do mundo. Muitos tentaram e
falharam. Sempre existiu uma mistura de nações fracas e fortes, e isto ainda persiste na actualidade.
A propósito, isto significa que qualquer esperança de domínio mundial por alguma das
Teu é o Reino
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superpotências actuais é somente uma ilusão.
PREDIÇÃO HISTÓRICA
Está claro que o sonho que Deus deu a Nabucodonosor foi uma revelação importante para a
humanidade. O seu objectivo não foi satisfazer a curiosidade do rei mas informar todas as gerações
futuras que Deus está a controlar todos os acontecimentos do mundo. Enquanto que
superficialmente parece que o homem é supremo no reino dos homens, na realidade pode operar
somente dentro dos limites assinalados pelo Reino dos céus.
Poderia esta detalhada predição de 2500 anos da história do mundo ter sido escrita por um simples
homem? Poderá a adivinhação e premonição explicar satisfatoriamente a sua estranha exactidão? Se
não é assim, seria irracional reconhecer o significado literal do texto bíblico e admitir que, como
Daniel disse nesta ocasião, “Há um Deus no céu, o qual revela os mistérios” (Daniel 2:28).
No entanto, você poderá dizer, “Realmente esta é uma profecia surpreendente, mas o que tem que
ver com o Reino de Deus?”
UMA EXTRAORDINÁRIA PEDRA QUE CRESCEU
A revelação de Deus a Nabucodonosor não limitou-se a mostrar-lhe esta extraordinária estátua
metálica. Ao continuar o sonho ele viu outra coisa surpreendente. De uma montanha próxima estava
a ser cortado um pedaço de pedra. Gradualmente esta pedra separou-se da rocha mãe até que
finalmente ficou livre. O que impressionou o rei foi que isto realizou-se sem que o homem estivesse
envolvido nisso.
Depois chegou o final dramático do sonho.
A pedra recentemente cortada repentinamente precipitou-se através do ar em direcção à estátua e a
atingiu nos pés com força retumbante. A grande massa de metal tremeu e estremeceu, e finalmente
a estátua completa caiu no solo de montão. Tão devastadora foi a destruição e ficaram tão
pulverizados os seus fragmentos que quando se levantou um vento forte os restos da estátua
espalharam-se, e a única coisa que ficou for a pequena pedra que tinha causado toda a destruição.
O que aconteceu à pedra?
Enquanto observava, Nabucodonosor viu que a pedra mudava de forma. Ia crescendo! Continuou a
crescer até alcançar o tamanho de uma colina. E ainda não deixando de crescer, tornando-se
finalmente numa montanha que cobria toda a terra.
O REINO DE DEUS É ESTABELECIDO
Você provavelmente deu-se conta das implicações da segunda parte deste sonho. A destruição da
estátua significa que o domínio humano da terra será subitamente eliminado. Se você sente-se
inclinado a pensar que isto é impossível, recorde o cumprimento exacto da primeira parte da
profecia: a sequência exacta dos quatro impérios mundiais, Babilónia, Pérsia, Grécia e Roma, e a
ausência de um quinto império, tomando o seu lugar uma mistura mundial de nações fortes e fracas.
A razão exige que aceitemos a totalidade da profecia e não somente a primeira parte. O facto de ter-
sde cumprido a primeira parte garante o cumprimento da parte restante.
Teu é o Reino
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A impressão imediata de que a destruição da estátua representa a remoção do reino dos homens é
correcta. Deixemos que o próprio Daniel no-lo diga:
“Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído;
este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele
mesmo subsistirá para sempre.” (Daniel 2:44)
Este é um dos versículos mais reveladores de toda a Bíblia, com informação cumprida sobre o reino
de Deus. Vejamos mais acerca do que nos diz:
“Nos dias destes reis”
Quais reis? A pedra atingiu a estátua nos pés de ferro e barro, representando o estado fragmentado
do mundo depois do declínio do Império Romano. Esta foi a condição do mundo durante os últimos
1500 anos, incluindo o tempo presente. Por conseguinte vivemos na época em que a pedra atingirá a
estátua e esta cairá.
“O Deus do céu suscitará um reino”
Os reinos que caíram e foram removidos estavam na terra. Da mesma maneira, o reino de Deus terá
que estar na terra. Não há nada que sugira que este reino divino será menos literal que o reino dos
homens que será substituido. A pedra (o Reino de Deus) cresceu até encher a terra, não os céus.
“Esmiuçará e consumirá todos estes reinos”
O governo humano da terra representado pelos quatro impérios da Babilónia, Pérsia, Grécia e
Roma, e o estado dividido do mundo desde então, será removido completamente. A profecia não
sugere uma transição gradual do reino dos homens para o Reino de Deus. A mudança será
repentina, violenta e total. Os restos espalhados dos governos humanos serão desfeitos de tal
maneira que “deles não se viram mais vestígios”.
“Este reino não passará a outro povo”
O esplendor da Babilónia passou para a Pérsia, seu conquistador. Por sua vez a Pérsia entregou o
seu reino e território à Grécia, e a Grécia a Roma. O reino de Deus será diferente. Uma vez
estabelecido, será permanente, sem ceder a sua autoridade ou domínio a um sucessor. Outras frases
do versículo confirmam isso: “não será jamais destruído” e “subsistirá para sempre”.
A IDENTIDADE DA PEDRA
Na profecia, o agente da destruição do reino dos homens foi uma pedra cortada sem auxílio de mãos
humanas. Ao comparar esta passagem com outras partes da Escritura, pode-se ver que é uma clara
alusão a Jesus Cristo. Em certa ocasião, Jesus, sem dúvida com o sonho de Nabucodonosor em
mente, comparou-se com uma pedra provida por Deus e que algum dia quebraria e reduziria a pó
toda a oposição:
“Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram,
essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos
olhos? …Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair
ficará reduzido a pó.” (Mateus 21:42,44).
Teu é o Reino
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Jesus, ainda que tenha sido cortado da rocha da humanidade comum, no sentido em que nasceu de
uma mãe humana, não veio a existir pelo processo normal de concepção, mas pela acção directa do
poder de Deus sobre Maria. Neste sentido pode-se dizer correctamente que não foi cortado com o
auxílio de mãos humanas.
Assim o trabalho da pedra de remover a estátua é uma representação da missão de Jesus de
estabelecer em todo o mundo o Reino de Deus. Disto deduz-se que o Reino que ele pregou
enquanto estava na terra é idêntico ao Reino de Deus predito por Daniel.
RESUMO
Neste estudo demos uma vista de olhos aos pontos fundamentais acerca do Reino de Deus tal como
é descrito na Bíblia. Constituem assim, só o esboço essencial de uma grande tela e teremos que
juntar muitos detalhes tirados de outras passagens bíblicas antes de ver o quadro completo em sua
surpreendente beleza. No entanto, o plano geral é claro:
1.
A missão de Jesus foi pregar o Reino de Deus.
2.
Muitas passagens do Novo Testamento indicam que este será um reino literal na terra, e que
os verdadeiros seguidores de Cristo serão convidados a ter parte nele.
3.
O Reino de Deus substituirá todos os governos existentes, crescerá até cobrir toda a terra e
não terá fim.
4.
Deus indicou Jesus como o que estabelecerá o Reino.
5.
O facto que Deus ter controlado os acontecimentos mundiais no passado é uma grande
garantia que as profecias acerca do Reino na terra cumprir-se-ão no futuro.
Teu é o Reino

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