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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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Sábado ou domingo? Em favor da Verdade

Sábado ou domingo? Em favor da Verdade

Vamos agora analisar, de acordo com as Escrituras em seu contexto original e o contexto histórico, as afirmações de um estudo acerca do Sábado

(1) “Segundo a Torá, o sábado é observado pelos hebreus a partir da Aliança com Moisés. O relato de Gênesis 1.1-2.4a, que encerra com a afirmação do sábado, não influenciou a narrativa bíblica até Moises. Por outro lado, Gênesis faz parte da Torá (Lei de Moisés), de modo que podemos afirmar que, na narrativa bíblica, o sábado tem início com Moisés. Não estamos afirmando aqui que, historicamente, ninguém observou o sábado antes de Moisés, mas que a narrativa bíblica só afirma a guarda do sábado a partir de Moisés.”

REFUTAÇÃO: Aqui já encontramos alguns erros. A Aliança de D’us no Sinai não foi feita só com Moisés. Vejamos os textos bíblicos:

“Logo Moisés subiu o monte para encontrar-se com Deus. E o Senhor o chamou do monte, dizendo: Diga o seguinte aos descendentes de Jacó e declare aos israelitas: Vocês viram o que fiz ao Egito e como os transportei sobre asas de águias e os trouxe para junto de mim. Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. Essas são as palavras que você dirá aos israelitas”. (Êxodo 19:3-6);

“Em seguida, leu o Livro da Aliança para o povo, e eles disseram: “Faremos fielmente tudo o que o Senhor ordenou”. Depois Moisés aspergiu o sangue sobre o povo, dizendo: Este é o sangue da aliança que o Senhor fez com vocês de acordo com todas essas palavras”. (Êxodo 24:7,8);

“Disse o Senhor a Moisés: Escreva essas palavras; porque é de acordo com elas que faço aliança com você e com Israel”. (Êxodo 34:27);

“Eu me voltarei para vocês e os farei prolíferos; e os multiplicarei e guardarei a minha aliança com vocês.” (Levítico 26:9);

“Eu sou o Senhor, o Deus de vocês, que os tirou da terra do Egito para que não mais fossem escravos deles; quebrei as traves do jugo que os prendia e os fiz andar de cabeça erguida. Mas, se vocês não me ouvirem e não colocarem em prática todos esses mandamentos, e desprezarem os meus decretos, rejeitarem as minhas ordenanças, deixarem de colocar em prática todos os meus mandamentos e forem infiéis à minha aliança…” (Levítico 26:13-16);

“Apesar disso, quando estiverem na terra do inimigo, não os desprezarei, nem os rejeitarei, para destruí-los totalmente, quebrando a minha aliança com eles, pois eu sou o Senhor, o Deus deles.” (Levítico 26:44);

“Tenham o cuidado de não esquecer da aliança que o Senhor, o seu Deus, fez com vocês; não façam para si ídolo algum com a forma de qualquer coisa que o Senhor, o seu Deus, proibiu.” (Deuteronômio 4:23);

“E o Senhor disse a Moisés: Você vai descansar com os seus antepassados, e este povo logo irá prostituir-se, seguindo aos deuses estrangeiros da terra em que vão entrar. Eles se esquecerão de mim e quebrarão a aliança que fiz com eles.” (Deuteronômio 31:16).

Estes são alguns textos da Torah. Vamos ver agora alguns textos dos Profetas:

“Eles retornaram aos pecados de seus antepassados, que recusaram das ouvidos às minhas palavras e seguiram outros deuses para prestar-lhes culto. Tanto a comunidade de Israel como a de Judá quebraram a aliança que eu fiz com os antepassados deles”. (Jeremias 11:10);

“Senhor, reconhecemos a nossa impiedade e a iniquidade dos nossos pais; temos de fato pecado contra ti. Por amor do teu nome não nos desprezes; não desonres o teu trono glorioso. Lembra-te da tua aliança conosco e não a quebres.” (Jeremias 14:20,21);

“Estão chegando os dias, declara o Senhor, “quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; porque quebraram a minha aliança, apesar de eu ser o Senhor deles”, diz o Senhor.” (Jeremias 31:31,32);

“Diga à rebelde nação de Israel: Assim diz o Soberano Senhor: Já bastam suas práticas repugnantes, ó nação de Israel! Além de todas as suas outras práticas repugnantes, vocês trouxeram estrangeiros incircuncisos no coração e na carne para dentro do meu santuário, profanando o meu templo enquanto me ofereciam comida, gordura e sangue, e assim vocês romperam a minha aliança. Ao invés de cumprirem seu dever quanto às minhas coisas sagradas, vocês encarregaram outros do meu santuário.” (Ezequiel 44:6-8);

“Coloquem a trombeta em seus lábios! É como uma águia sobre o templo do Senhor, porquanto quebraram a minha aliança e se rebelaram contra a minha Lei.” (Oséias 8:1).

Moisés foi o mediador desta Aliança de D’us com Israel. Outro erro seria considerar a Torah como sendo apenas “Lei de Moisés”, como se ela fosse dada somente por Moisés. Vejamos o que diz o próprio ICP = Instituto CRISTÃO de Pesquisas = em uma de suas Apostilas de Heresiologia e Apologética, na página que trata da doutrina dos Adventistas do Sétimo Dia:

“As expressões “Lei de Deus” e “Lei de Moisés” são sinônimas, e não se trata de Leis distintas.

Em Isaías 33:2 diz: “Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; Ao Senhor é o nosso Rei; Ele nos salvará.”

Tiago 4:12: “Há só um Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?”

Assim, tanto os Dez Mandamentos quanto os livros de Moisés foram dados por Um só Legislador- o Senhor, por meio de Moisés.

A Lei é de Deus, pois foi dada por Ele, e é de Moisés, pois foi dada por intermédio dele.

Neemias 8:1,3,8,14,18 estão escritos: 1 – “E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel.”

3 – “E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e sábios; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei.”

4 – “E leram o livro, na Lei de Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.”

14 – “E acharam escrito na Lei que o Senhor ordenara pelo ministério de Moisés que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês.”

18 – “E, de dia em dia, ele lia o livro da Lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias e, no oitavo dia, a festa do encerramento, segundo o rito.”

Nestes textos, a mesma Lei é chamada Lei de Deus e Lei de Moisés, indistintamente.” (Seminário de Heresiologia e Apologia, tema: “Adventistas do Sétimo Dia, pág.07).

O ICP nos mostra nas Escrituras, que o termo “Lei de D’us” e “Lei de Moisés” são a mesma coisa. Sendo assim, quando temos o conhecimento de que a Lei é de D’us, foi dada e estabelecida por D’us, o nosso entendimento precisa mudar e temos que estudar melhor, pois é algo que veio de D’us para Israel, não de Moisés. E o termo “Torah” significa “instrução”, não faz referência somente à Lei, mas a todo o ensino bíblico.

A ausência de qualquer menção do Sábado, a partir da narrativa bíblica de Gênesis até ao evento do Sinai com Israel, temos que analisar a partir de alguns textos deste mesmo livro: “Então o Senhor disse a Noé: Entre na arca, você e toda a sua família, porque você é o único justo que encontrei nesta geração. Leve com você sete casais de cada espécie de animal puro, macho e fêmea, e um casal de cada espécie de animal impuro, macho e fêmea, e leve também sete casais de aves de cada espécie, macho e fêmea, a fim de preservá-las em toda a terra.” (Gênesis 7:1-3);

“Tornarei seus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e lhes darei todas estas terras; e por meio da sua descendência todos os povos da terra serão abençoados, porque Abraão me obedeceu e guardou meus preceitos, meus mandamentos, meus decretos e minhas leis.” (Gênesis 26:4,5);

Outro texto interessante, dessa vez em Êxodo, porém antes da Lei ser dada no Sinai: “E ele lhes disse: Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, sábado santo ao Senhor; o que quiserdes assar ao forno, assai-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde-o de lado para vós, guardando-o para amanhã.” (Êxodo 16:23).

Como Nóe sabia distinguir entre animais puros e impuros muito antes da Lei ser dada a Israel? Como Abraão obedeceu aos Preceitos, Mandamentos, Decretos e Leis de D’us muito antes dessas coisas serem dadas a Israel? Como podemos imaginar o Sábado, que foi santificado antes de Noé e Abraão, esquecido desses eventos que aconteceram muito antes da Lei ser dada a Israel? Aliás, nem existia Israel! Ficou provado pelas Escrituras que a Lei e o Sábado já existiam muito antes de ser dada a Israel por meio de Moisés no Sinai.

(2) “Em relação ao período da Confederação das Tribos, ou seja, da conquista de Canaã até a instituição da Monarquia em Israel, simplesmente não há referência ao sábado na narrativa bíblica correspondente (Josué, Juízes, Rute, 1 Samuel).”

REFUTAÇÃO: E qual seria o problema? Há necessidade do Mandamento do Sábado estar presente nestes livros para confirmá-lo? Interessante é que a tão famosa doutrina da Trindade, que é muito defendida nos meios cristãos, sendo que aqueles que não creem nela como uma verdade bíblica costumam ser considerados “hereges”, não é mencionada em nenhum lugar do Antigo Testamento, nem mesmo o termo “trindade” aparece em toda a Bíblia. O que vemos é uma inserção católica no texto de I João 5:7-8 (Comma Joanina): “Porque três são os que testificam [no céu o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra] – o espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num.” Esta inserção não existe nos originais, foi propositalmente colocada em muitas das traduções para difundir esta doutrina, criada no Concílio de Nicéia (325 d.C).

(3) “No período da monarquia, não há referência ao sábado em 1Samuel e 1Reis. Entre os profetas, Isaías denuncia que muitos passaram a guardar o sábado não como expressão da fé e do compromisso com o Senhor, mas como um mero costume associado a uma vida sem santificação, uma vida de injustiça e pecado (Is 1.13 – única referência ao sábado em Isaías 1-39). É importante destacar que, entre os profetas do período, apenas Isaías e Jeremias (“profetas maiores”), juntamente com Oséias e Amós (“profetas menores”), fazem referência direta ao sábado. Os demais profetas “escritores” do período da monarquia não fazem referência ao sábado (incluindo Sofonias e Habacuque).”

REFUTAÇÃO: A desobediência de Israel não pode anular o Mandamento, nem mesmo fazer com que D’us anule a Sua Aliança. Paulo declarou o seguinte: “Que vantagem há então em ser judeu, ou que utilidade há na circuncisão? Muita, em todos os sentidos! Principalmente porque aos judeus foram confiadas as palavras de Deus. Que importa se alguns deles foram infiéis? A sua infidelidade anulará a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso. Como está escrito: De modo que são justas as tuas palavras e prevaleces quando julgas.” (Romanos 3:1-4). Os desobedientes anularam a Aliança no que se refere ao compromisso deles diante de D’us. E também não há a menor necessidade da menção do Sábado em todos os escritos dos Profetas para que este Mandamento seja confirmado.

O autor desse estudo, numa tentativa de descaracterizar o Sábado, faz um resumo sobre a ausência de uma ênfase a este dia em alguns livros do Antigo Testamento, trazendo também alguns eventos históricos e citando textos do Novo Testamento. Logo após, aparece a afirmação:

(4) “Textos sobre cristãos não judeus guardando o sábado. Simplesmente não há!  Pelo contrário, confira: Cl 2.16-19. Paulo afirma que restrições alimentares por motivo religioso, dias de festa religiosa em geral, a festa da lua nova e, especificamente, os sábados “tem sido sombra das coisas que haviam de vir”; porém “a realidade é Cristo”(NTLH). Ou seja, “sábados” são “sombras” que apontam para a sua realidade, que é “Cristo.”

REFUTAÇÃO: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados” – quando lemos esta parte do texto até parece que a interpretação da Teologia Cristã faz sentido, mas quando lemos os versos seguintes, entendemos de fato a mais correta interpretação: “…que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.”

Ele diz que as Leis alimentares e as Festas Bíblicas eram ‘SOMBRAS’ das coisas que haveriam de vir (através de Cristo, a realidade), mas o corpo (aquele que faz as “sombras”, que traz a realidade) é de Cristo! As ‘sombras’ – Leis alimentares e as Festas Bíblicas – refletem a realidade de Cristo nelas. O termo “sombra” no contexto original traz a ideia de “abrigo” contra o calor do deserto, sendo uma coisa muito boa, e também de “reflexo da imagem”, pois a “sombra” faz exatamente isto, ela reflete algo real e anula uma possível ilusão (“miragens” do deserto).

Neste caso, os colossenses participavam destas Festas, juntamente com os judeus crentes. E estes gentios crentes estavam sendo incomodados por gentios incrédulos ou por judeus legalistas, pelo fato deles não serem circuncidados na carne. Mas Paulo diz antes, no verso 11: “…no qual também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo;”

Em 1ª Coríntios 11:2 e 2ª Tessalonicenses 2:15 diz Paulo:

 “De fato, eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim como vo-las entreguei.”

“Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.”

Quais tradições seriam estas? Cristãs ou judaicas?

A história e as Escrituras indicam que elas eram judaicas: 1ª Coríntios 5:8:

“Pelo que celebremos a festa, não com o hametz (fermento) velho, nem com o hametz da malícia e da corrupção, mas com a matzá (asmos) da sinceridade e da verdade.”

Paulo faz uma referência para os crentes em Corinto da Festa de Matzot (Pães Ázimos).

Ele jamais faria esta menção se a Congregação daquela cidade não celebrasse tal Festa, que é um preceito da Torah:

“Nós observamos o dia exato, sem tirar nem por. Pois na Ásia grandes luminares também caíram no sono (morreram), incluindo João (Apóstolo), que foi tanto uma testemunha quanto um professor, que se deitou no peito do Senhor. Policarpo, que foi bispo e mártir; e Társeas, bispo e mártir de Eumênia, que dormiu em Esmirna. Por que precisaria eu mencionar o bispo e mártir Sagaris, que se deitou em Laodicéia, ou o abençoado Papirius ou Melito? Todos estes observavam o décimo quarto dia da Páscoa judaica de acordo com o Evangelho, não desviando em nenhum aspecto, mas segundo a regra de fé. E eu também, Polícrates, o menos importante de todos, faço de acordo com a tradição de meus pais, e meus parentes (7 outros bispos), que sempre observaram o dia que as pessoas separavam o fermento de suas casas (Festa dos Pães Asmos). Pois os que são maiores que eu disseram: ‘Nós devemos obedecer a Deus ao invés dos homens”.

(Eusébio sobre a Carta de Polícrates de Éfeso ao Papa Vítor I – História Eclesiástica – Livro V – Cap. 24 – Século II d.C).

Esta é uma prova histórica de que os gentios celebravam a Páscoa de acordo com a ordenança dada aos judeus, e esta carta foi enviada ao Papa Vítor I de Roma porque este líder já estava emitindo ordens para as Igrejas se distanciarem de tudo o que era de origem judaica, você sabia disto?

Estas são evidências muito mais do que históricas, elas são Divinas.

(5) “Outro texto bíblico importante é Gl 4.8-11. Paulo, falando aos cristãos da Galácia contra os “judaizantes”, ou seja, pessoas que afirmavam que os cristãos deveriam recorrer à circuncisão e a guarda dos sábados e festas judaicas, afirma o seguinte: “Guardar dias, e meses, e tempos, e anos” é voltar aos “rudimentos fracos e pobres” que, na verdade, só produzem “escravidão”. Ou seja, as antigas festas judaicas, esvaziadas de Cristo, não fazem sentido na Nova Aliança! A Páscoa e o Pentecostes continuam sendo celebrados por não serem mais festas judaicas, mas agora festas cristãs, tendo na cruz e na ressurreição de Cristo o seu fundamento.”

REFUTAÇÃO: Para entendermos esta passagem DA MANEIRA CORRETA, devemos ler com atenção os versos anteriores:

Verso 8: “Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses.”

Verso 9: “Mas agora, conhecendo a Deus ou, antes, sendo conhecidos de Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?”

Paulo escreve para os gálatas – eram celtas ou gauleses e tinham já habitado na Gália. Os gálatas eram não-judeus que saíram de culturas e religiões totalmente pagãs, e que apesar de crerem em Cristo através do Evangelho, queriam retornar às antigas práticas religiosas. Paulo adverte aos gálatas, dizendo que antes de conhecerem ao D’us de Israel, eles serviam aos deuses do paganismo, mas agora depois de conhecê-Lo, por que ainda continuavam a praticar os ‘rudimentos fracos e pobres’ de quando ainda eram servos dos deuses – espíritos elementares?

Estes “rudimentos fracos e pobres” = “stoicheion” no grego = eram os principais elementos do planeta: terra, fogo, água e ar.

O texto não fala das coisas que o Eterno estabeleceu, mas das práticas pagãs que os gálatas serviam antes de conhecê-Lo.

Muitos teólogos cristãos interpretam tais práticas como um retorno à Lei de Moisés, ou ao judaísmo, o que é uma das mais equivocadas interpretações do cristianismo. E a coisa é tão grave que além disto, ainda dizem que Paulo comparou esta falsa afirmação, isto é, um retorno à Lei,  ao mesmo que se tornar um pagão: “O apostolo (enviado) Paulo lembra os gálatas que antes de conhecerem a Deus, eles serviam os que consideravam nas suas mentes deuses, e que na verdade não são, lembra também que eles agora conhecem a Deus, e que dele são conhecidos, podemos notar que, Paulo compara a lei do velho pacto e seus velhos rituais, como quem volta a servir outros deuses.                                                                                

Ora servir a lei, é servir ritual de tutores e curadores, e a pergunta de Paulo é, querem novamente seguir a estes fracos e pobres rudimentos?

É você sabe como deve servir ao Senhor? É dependente de sua graça, (favor imerecido) ou vive debaixo de tutores e curadores, cheio de rituais vindo da lei do antigo pacto com seus rudimentos fracos e pobres?” (D.B. Rio  18-05-2012); “Como menores sem Cristo, tanto judeus como gentios estavam “sujeitos aos rudimentos do mundo” (4:3). Os gentios estavam sujeitos aos falsos deuses (4:8). Os judeus estavam sujeitos a uma lei física (4:10). Porém, em Cristo, ambos são “conhecidos por Deus”, reconhecidos como os verdadeiros herdeiros. Voltando à idolatria ou à lei de Moisés seria voltar à escravidão e perder a herança (4:9,11).” (C.B.).

(6) “Ver também At 15.1-35, quando o concílio (apóstolos e presbíteros) se reúne em Jerusalém para discutir a seguinte questão: os gentios (não judeus) precisam ser circuncidados como os judeus, quando creem em Cristo? A resposta é não, e entre as recomendações importantes, simplesmente não há menção na guarda do sábado – apesar de que a recomendação de que “vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como o sangue, da carne de animais sufocados” seja um testemunho diante dos judeus, que leem a Lei de Moisés nas sinagogas nos sábados (At 15.20-21. 28-29). Neste texto, o sábado é muito importante exatamente pela sua ausência – o que demonstra sua falta de importância para quem já está em Cristo – a realidade para a qual a sombra do sábado aponta.”

REFUTAÇÃO: O contexto da Teologia Cristã infelizmente quando fala da Torah, costuma compreendê-la como “legalismo”, e isto sempre foi e sempre será um erro grotesco do cristianismo.

Em Atos 15, no Concílio de Jerusalém, os Apóstolos quando trataram da questão dos gentios na comunidade, eles não consideraram a Torah como “legalismo”, ou mudaram algo a respeito das coisas relacionadas a Israel e ao povo judeu (como o cristianismo fez), mas concordaram em como lidar com a aproximação dos gentios que se convertiam a D’us. As chamadas “Leis Noéticas” para os gentios não foram dadas como “teto”, e sim como BASE, para que eles pudessem participar da Comunidade, que era composta apenas por judeus crentes em Cristo. O restante da Lei eles aprenderiam, como disse Tiago. O problema é que muitos só leem os versos 19 e 20, e ignoram o 21, quando Tiago atesta que Moisés (a Lei) é lida e pregada nas cidades e nas sinagogas todos os sábados, isto é, estes gentios crentes aprenderiam mais sobre a Lei de D’us.

Pois bem, diante disto, as Leis dadas aos gentios em Atos 15 se baseiam em:

1 – Idolatria

2 – Promiscuidade sexual

3 – INGESTÃO DE SANGUE

4 – Assassinato

Querer usar somente o que foi decidido no Concílio de Jerusalém, num comparativo com o contexto da Nova Aliança, para afirmar que não há o Mandamento do Sábado no NT, seria o mesmo que desprezar aos outros tantos Mandamentos que estão na Torah, que a própria Teologia Cristã defende, mas que não estão contextualizados com o NT. Porém, contrariando essa ideia cristã, ao ato de INGERIR SANGUE, condenável pelo ETERNO na Torah antes e depois da Lei ser dada no Sinai, sendo ratificada na Nova Aliança pelos Apóstolos, além de não conter nos Dez Mandamentos (ao contrário do Sábado), muitas igrejas ignoram totalmente.

Interessante também é que muitos desses cristãos que defendem a doutrina de que o Sábado foi substituído pelo domingo, seguindo esta mesma argumentação de que a guarda do Sétimo Dia não é um Mandamento do NT, continuam pregando e ensinando sobre o Dízimo, algo que está na Torah como um Mandamento, porém não há contextualização nenhuma com o NT.

E por que então o Sábado não está nas Leis dadas aos gentios em Atos 15?

Porque o Sábado seria ensinado para eles, assim como o restante da Torah, tudo a respeito dos Mandamentos que os gentios poderiam guardar, lembrar e obedecer:

“Porque Moisés tem, em cada cidade, desde tempos antigos, os que o pregam nas sinagogas, onde é lido todos os sábados.” Uma clara referência à possibilidade dos gentios aprenderem sobre a Lei de Moisés nas Sinagogas todos os SÁBADOS.

E por que não há nenhuma ordenança apostólica sobre o Sábado no NT?

Antes, vamos analisar algumas perguntas e afirmações cristãs, tais como:

“Onde no NT está o 4º mandamento da antiga aliança?”

“Não existe ordem para guardar o sábado no novo testamento.”

“Onde está escrito pra lembrar, ou alguma coisa que me ordene a não trabalhar neste dia?”

“E a ordem para se trabalhar seis dias e descansar um dia no novo testamento?”

“Os mandamentos para nós estão no novo testamento. Os mandamentos do velho testamento não podem ser obedecidos. Eles foram escritos apenas para o povo de Israel e não podem ser obedecidos hoje.”

Tudo isso e muito mais tem como base a falsa doutrina de que na cruz, Jesus aboliu a Lei dada a Israel no Sinai. Mas, não falaremos sobre isso agora, vamos nos ater à questão do Sábado.

Em 364 d.C., no chamado Concílio de Laodicéia, foi proibido a guarda do Sábado, considerando-o uma heresia judaica, e quem fosse flagrado guardando  este dia, seria “excomungado por Cristo.” (Cânon 29).

Por que o Sétimo Dia foi banido da igreja cristã???

Porque era um dia celebrado pelos cristãos, os gentios crentes, que faziam isso junto com os judeus crentes, por isso o termo usado neste Cânon: JUDAIZAR (anti-semitismo). Se não houvesse a obediência por meio dos gentios em relação ao Sábado, por que em 590 d.C. o Papa Gregório estabeleceu “definitivamente” o domingo como o “Dia do Senhor”?

E por que o Sábado era celebrado nesta época, sendo que não há nenhuma ordenança no NT? E por que não há esta ordenança?

Muito simples de se entender, para quem busca a simplicidade das Escrituras, e deseja escapar do peso dos dogmas dos homens: na Igreja do 1º Século (pejorativamente chamada de “primitiva”), os gentios crentes eram ENXERTADOS em Israel (Romanos 11), e APROXIMADOS à Comunidade de Israel (Efésios 2), feitos FILHOS de Abraão (Gálatas 3:7), CO-HERDEIROS, membros do mesmo corpo e CO-PARTICIPANTES da promessa (Gálatas 3:6), tudo através da Fé em Cristo e pela circuncisão de Cristo, como afirma em forma de doutrina o Apóstolo Paulo. E por isso, na questão do Sábado, não houve a necessidade de reestabelecer este Mandamento para quem não era judeu, porque na aproximação deles aos judeus crentes, o Sábado, assim como as Festas de Israel, era algo implícito em suas vidas como discípulos do Messias de Israel. E ainda, não havia tais ensinos falsos como a abolição da Lei de Moisés, a divisão entre Antigo e Novo Testamento, a substituição de Israel pela Igreja (verus Israel), sendo comum a frequência desses gentios às Sinagogas aos Sábados, pois se não fosse assim, Tiago não teria dito o que disse em Atos 15.

É muito pobre esta ideologia de que os cristãos só devem obedecer às Leis do AT, se de fato estiverem claras e evidentes no NT. Antes, estes preferem seguir um decreto papal, que estabeleceu o domingo como o “Dia do Senhor” para que fosse observado no lugar do Sábado.

Vimos as tentativas inúteis de desconsiderar o Sábado no AT e NT, agora iremos analisar a questão do “domingo”:

(7) “Se, por um lado, não encontramos sequer um simples verso do Novo Testamento que afirma a guarda do sábado por cristãos não judeus, encontramos várias referências do domingo como dia especial de assembleia, de culto, de celebração da Ceia do Senhor. No entanto, a atitude cristã em relação ao domingo é diferente da atitude judaica em relação ao sábado: enquanto no judaísmo o sábado está ligado ao descanso e ao jejum, o domingo cristão está ligado desde o princípio da Igreja à celebração festiva da ressurreição e à Ceia do Senhor. As principais passagens são as seguintes:

Evangelhos e Atos

– Lc 24.13-35 (Os discípulos no caminho de Emaús). Jesus ressuscita num domingo, e “naquele mesmo dia” se encontra com dois discípulos, lhes anuncia o Evangelho e celebra com eles a Ceia do Senhor. A partir de então, a celebração da Ceia do Senhor passa a ser uma prática dominical.

– Jo 20.19-29 (Relatos do encontro do Ressuscitado com seus discípulos). Jesus ressuscita em um domingo e aparece aos seus discípulos no domingo da ressurreição e ao oitavo dia (Jo 20.26), ou seja, no próximo domingo! Três aparições em oito dias, e todas no domingo.

– At 2.1-4. Os discípulos reunidos receberam o dom do Espírito “ao cumprir-se o dia de Pentecoste”, ou seja, após o 50º dia depois da Páscoa, ou seja, um domingo – inferência provável segundo Allmen (Allmen:1968, p. 265).

– At 20.7-12. Testemunho da prática da Igreja primitiva em celebrar a Ceia do Senhor no domingo, o “primeiro dia da semana.”

REFUTAÇÃO: Em nenhum lugar do NT, absolutamente nenhum, vemos o “domingo como dia especial de assembleia, de culto, de celebração da Ceia do Senhor.”

Lc 24.13-35 (Os discípulos no caminho de Emaús) = em primeiro lugar, Jesus não ressuscitou num “domingo”. Aqui já é derrubada qualquer tentativa de estabelecer este dia para ser celebrado por gentios crentes. Não vamos tratar disso aqui, mas ainda que tivesse sido num “domingo”, vamos analisar o texto de Lc. 24: “Mas eles insistiram muito com ele: “Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando”. Então, ele entrou para ficar com eles. Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles.” (Lc.24:29-31).

Algumas perguntas: como dizer que isto faz alguma referência à Ceia do Senhor? Como usar este evento para dizer que a Ceia passou a ser uma prática dominical? Muito simples, criando “sofismas”. Nada no texto mostra a celebração da Ceia do Senhor, pois o simples fato de tomar o pão, abençoar e repartir sempre foi algo muito comum entre os judeus;

Jo 20.19-29 (Relatos do encontro do Ressuscitado com seus discípulos) = outro sofisma, pois mesmo que Cristo tenha ressuscitado num “domingo”, como o fato Dele reaparecer uma semana depois pode afirmar o “domingo” como o “Dia do Senhor”?;

At 2.1-4 = mais um sofisma, pois se Cristo não ressuscitou num “domingo”, 50 dias depois de Páscoa (que aconteceu no dia 14 de Nissan, quarta-feira), não caiu num “domingo”. E mesmo que fosse, a Festa de Pentecostes sendo num “domingo”, o derramamento do Espírito está ligado à Festa, jamais ao dia da semana quando ela aconteceu;

At 20.7-12 = O texto original em grego para “primeiro dia da semana” é “mia ton shabaton”. Até um leigo em grego já pode desconfiar de que dia o texto original está se referindo. Mas a tradução mais literal para essa expressão é “logo depois do sábado”. Para os judeus, o que se celebra logo depois do Sábado é a Havdalah (cerimônia obrigatório após o Sábado). Outras pistas ainda podem ser destacadas. Como por exemplo, quando Lucas descreve: “E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos.” (Atos 20:8). Um elemento fundamental da celebração de Havdalah são as luzes em memória ao primeiro dia da criação. Sendo assim, não foi a Ceia do Senhor que Paulo e os outros celebraram.

(8) “Epístolas

– 1Co 16.1-4. Quando Paulo fala das normas que deu para as igrejas da Galácia sobre a coleta para a Igreja de Jerusalém, e que agora dá as mesmas normas para as igrejas em Corinto, o apóstolo afirma que estas deveriam ser feitas “no primeiro dia da semana”, por uma razão óbvia: era o dia em que a Igreja se reunia para o culto a Deus e a celebração da Ceia do Senhor. Caso contrário, não faria sentido estabelecer o domingo como dia da coleta, caso os cristãos não estivessem reunidos!

– Hb 4.1-11. O autor de Hebreus faz uma leitura paralela entre Gn 2.1-3, o Salmo 95.7-11 e a nova aliança em Cristo. A conclusão é a seguinte: Deus descansou no sétimo dia, mas este descanso não é realizado no dia do sábado, por um motivo muito simples: o Salmo 95.7-11, posterior a Moisés e a Josué, afirma: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto, quando vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, não obstante terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos, estive desgostado com essa geração e disse: é povo de coração transviado, não conhece os meus caminhos. Por isso, jurei na minha ira: não entrarão no meu descanso”. Ou seja, se o descanso de Deus no sétimo dia correspondesse ao sábado, Deus não estaria afirmando no tempo de Davi que “não entrarão no meu descanso”. O descanso de Deus na criação não é o sábado, mas é a nova realidade em Cristo!”

REFUTAÇÃO:  1Co 16.1-4 = Quanto aos textos de  1ª Coríntios 16, também há uma adulteração na tradução: “No primeiro dia da semana (kata miav sabaton) cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar.” (1ª Coríntios 16:1-2). Note mais uma vez a palavra “Sábado” aparecendo e sendo omitida na tradução. Aqui a tradução mais correta seria “de um sábado a outro”;

Hb 4.1-11 = nunca havia lido uma interpretação tão bizarra quanto esta. Quando D’us diz aos desobedientes: “não entrarão no meu descanso”, isto não anula o Sábado. Texto que veio depois de Moisés e de Davi: “Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras” (Isaías  58:13). E como o Sétimo Dia não corresponde ao Sábado?

Antes da Lei: ”Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.”;

“Vede, visto que o Senhor vos deu o sábado, por isso ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; fique cada um no seu lugar, não saia ninguém do seu lugar no sétimo dia.” (Êxodo 16:29).

Na Lei: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.”  (Êxodo 20:8-11).

(9) “Apocalipse

– Ap 1.10. O “dia do Senhor”, aqui, não é o dia escatológico da consumação, mas um dia da semana, no qual João recebeu a revelação. O testemunho da literatura da Igreja Antiga (séculos II e III) é de que a expressão “dia do Senhor” em Apocalipse 1.10 seja, claramente, uma referência ao domingo, dia da semana em que o Senhor ressuscitou (como veremos, em detalhes, a seguir).”

REFUTAÇÃO: “Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta.” (Apocalipse 1:10).

No texto não há nenhuma referência ao “domingo” como dia do Senhor.

(10) “Além destes textos fundamentais, gostaríamos de comentar  os seguintes:

– Mt 5.17-20; Rm 6.14, 10.1-4. Jesus não veio para anular a Lei, mas para cumpri-la, de modo que “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5.18). Mas a questão é exatamente esta: Jesus veio para cumprir a Lei, e uma vez que Ele já a cumpriu, ela passou, foi superada. Mas foi superada pelo quê? Por Cristo, “porque o fim da Lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Nossa lei não foi escrita em tábuas de pedra, como no Sinai, mas foi escrita no coração (Jr 31.31-33), ou seja, não estamos debaixo da “Lei do pecado e da morte”, mas sim debaixo da “Lei do Espírito da Vida” (Rm 8.4).”

REFUTAÇÃO: Mt 5.17-20 = o termo usado como “cumprir,” no grego original é “plerosai”, que é melhor traduzido como: completar, acrescentar, aperfeiçoar, plenificar, etc. Cristo em nenhum momento veio superar a Lei, muito pelo contrário, veio apresentar o sentido pleno da Torah, veio completar seu significado, veio torna-la plena. “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Torah sem que tudo seja cumprido.” (Mateus 5:18).

Mas muitos dizem que este “tudo seja cumprido”, se refere a cruz, quando Cristo clamou “Está consumado!” (João 19:30).

Mas quando usou o termo “tudo”, não se referiu apenas à obra da cruz.

Em Apocalipse, depois do Milênio e do Juízo Final, João escreveu sobre o que ouviu: “E disse-me mais: Está cumprido; Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.” (Apocalipse 21:6).

Antes, no verso 1, está escrito: “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.” Este é o contexto das palavras de Cristo quando se referiu à Lei e aos Profetas. Interessante é que quando o assunto é a Lei, dizem que “ela passou, foi superada”, mas quando se trata dos Profetas, a coisa muda.

Rm 6.14 = o que significa “estar debaixo da lei”?: “Porque este mandamento que, hoje, te ordeno não é demasiado difícil, nem está longe de ti.” (Dt.30:11). O que diz em todo o capítulo 119 do livro dos Salmos?

No Salmo 1:2 diz: “Antes, tem o seu prazer na Lei de ADONAI, e na sua Lei medita de dia e de noite.” Entendemos pelas Escrituras que a Lei do Eterno jamais é um peso para o homem.

Quem é dominado pelo pecado, quem é escravo do pecado, ESTÁ DEBAIXO DA LEI.

Pela Lei se conhece o pecado, por isso “pecar” significa transgredir a Lei (Rm.7:7; Jo.3:4).

Se alguém vive no pecado está “preso” pelo pecado que há na Lei, por exemplo: “NÃO ADULTERARÁS” = qual é o pecado deste Mandamento? “ADULTÉRIO”, logo, quem vive no adultério, vive “aprisionado” pela lei do pecado, que diz para o transgressor: VOCÊ ESTÁ EM ADULTÉRIO, VOCÊ É UM ADÚLTERO!

Se na Igreja não há Lei de Moisés, então não há transgressão, SERÁ???

Será que ninguém na Igreja PECA???

Se há transgressão na Igreja, então HÁ LEI DE MOISÉS, pois esta Lei mostra o que é roubo, adultério, falso testemunho, assassinato, etc…em Romanos 3:9, Paulo usa este termo “debaixo do pecado” para mostrar que todos (judeus e gentios) estão debaixo do pecado, e em Romanos 3:20: “…visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.”

Isto é, a Lei nos revela o que é pecado, sendo assim, quem está debaixo do pecado, está debaixo daquilo que a Lei revela, estando também debaixo da Lei.

Se alguém ainda permanece debaixo do pecado, isto é, seguindo a transgressão da Torah (pois “pecado”, segundo 1 João 3:4, é a transgressão da Lei), este ainda está ligado à Lei por causa das transgressões que ela nos revela. É como se alguém, em nossos dias, sempre dirigisse um automóvel com níveis de álcool no sangue acima do permitido por lei, ou seja, esta pessoa está “debaixo de uma lei de trânsito”, ela é um “peso” em sua vida podendo lhe causar danos irreparáveis, sem contar com as punições previstas.

Se você sempre dirige sem bebida alcoólica ou com níveis abaixo do permitido, você não está sujeito à transgressão desta lei de trânsito, você não está “DEBAIXO DESTA LEI”, ela não é um peso para você.

Você, em obediência a esta lei, não está debaixo da lei e ela não pode lhe imputar a culpa descrita nela por causa da transgressão, ela não te faz mal algum.

A Torah diz: “não furtarás”, se você não furta, o pecado deste Mandamento que é “furtar”, não está sobre você, não te oprime, não te condena, não te aflige, não te sobrecarrega.

Este é o verdadeiro sentido destas palavras de Paulo em Romanos.

Rm 10.1-4 = o termo “fim” não significa “término, anulação,” e sim “finalidade” (propósito, alvo) do grego “teloes”. O mesmo termo “fim”é usado em 1ª Pedro 1:9, no grego está também “teloes”, indicando que a finalidade da Fé é a salvação e não “o fim da fé é a salvação” (leia e entenda). Se Paulo disse que a Lei acabou com Cristo, então temos que desconsiderar o que ele diz em Romanos 3:31: “…anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei.” E em Romanos 7:12-14: “De fato a lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom. E então, o que é bom se tornou em morte para mim? De maneira nenhuma! Mas, para que o pecado se mostrasse como pecado, ele produziu morte em mim por meio do que era bom, de modo que por meio do mandamento ele se mostrasse extremamente pecaminoso. Sabemos que a lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado.”

Rm 8.4 = muitos usam este texto para afirmar que a Lei aprisiona as pessoas no pecado e na morte, pois não compreendem que Paulo não trata da Lei neste texto, mas de uma lei que ele mesmo define assim nos versos 20 e 21 do capítulo 7: “Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.” E continua nos versos 22 e 23: “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de D’us. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.”

E o que é a Lei do Espírito de vida? A qual Lei Paulo se refere ao dizer no verso 14: “Porque bem sabemos que a Lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.”? A resposta está no verso 12: “Assim, a Lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.”

Será que esta é a mesma Lei mencionada no verso 2 do capítulo 8?

Claro que não! Paulo diz que a Lei do Espírito em Cristo, a Lei espiritual na qual ele tinha prazer, esta Lei é que o livrou da lei do pecado e da morte, simples assim. Romanos 6:16-18: “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a D’US que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.”

Vamos analisar agora os comentários dos chamados “Pais da Igreja”, que foram usados para tentar provar que a guarda do “domingo” veio antes do cessar das perseguições do Império Romano à Igreja (Édito de Milão – 313 d.C.):

(11) “Inácio de Antioquia (35 d.C. a 98/107 d.C.) foi bispo de Antioquia, e escreveu o seguinte: “Se, então, aqueles que eram educados na antiga ordem das coisas se apossaram da nova esperança, não mais observando o sábado, mas observando o Dia do Senhor, no qual também a nossa vida foi libertada por Ele e por Sua morte – alguns negam que por tal mistério obtemos a fé e que nele perseveramos para serem contados como discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre – como seremos capazes de viver longe Dele, cujos discípulos e os próprios profetas esperaram no Espírito para que Ele fosse o Instrutor deles? Era Ele que certamente esperavam, pois vindo, os libertou da morte” (Inácio de Antioquia, Magnésios 9 – grifo acrescentado).”

REFUTAÇÃO: biblicamente falando, Inácio neste comentário não pôde contrariar o Sábado, nem confirmar o “domingo” como o “Dia do Senhor”.  E quem foi Inácio? Após assumir o cargo em Antioquia como “bispo”, Inácio usurpa a autoridade dos discípulos que viviam em Jerusalém e seguiam as orientações dos Apóstolos e declara a si mesmo como autoridade final para decidir as questões da fé, dizendo também que os bispos de cada local teriam a mesma autoridade:

“… sujeitem-se a seus Bispos… e vocês estarão agindo de acordo com a vontade de Deus. Jesus foi enviado pela vontade do Pai; da mesma maneira, os bispos são enviados pela vontade de Jesus.” (Epístola aos Efésios 1: 9, 11).

“… obedeça a seu Bispo.” (Epístola aos Magnésios 1:7)

“Portanto, é vosso dever reverenciar os vossos superiores.” (Epístola aos Magnésios 3:3).

“Seu Bispo está presidindo no lugar de Deus… esteja em união com seu Bispo.” (Epístola aos Magnésios 2: 5, 7).

“ele… não deve fazer nada sem o Bispo…para não ficar impuro em sua consciência.” (Epístola aos Trálios 2:5)

“Não faça nada sem o Bispo.” (Epístola aos Filipenses 2:14)

“Todos vocês devem seguir seu Bispo, tal como Jesus Cristo seguiu o Pai.” (Esmirna 3:1).

Contrariando as Escrituras, Inácio de Antioquia criou um sistema religioso em que o Bispo é um ser superior e os fiéis lhe são subordinados. Disse Inácio que “o Bispo está no lugar de Deus”, ou seja, tornou-se o representante do ETERNO na Terra, razão pela qual todos deveriam obedecê-lo cegamente, sem nenhum tipo de questionamento. Este modelo primou pela centralização de poderes em suas mãos e iria culminar, mais tarde, com a instituição oficial da Igreja Católica e o Papa como Chefe Supremo da Igreja, denominado Vicarius Filii Dei (“o Substituto do Filho de Deus”).

Inácio sobre a Lei de D’us: “Mas se alguém pregar a Lei Judaica [a Torá] a vocês, não lhe deem ouvidos…” (Carta de Inácio aos Filipenses 2:6);

“Não sejam enganados por doutrinas estranhas; nem por fábulas antigas sem valor. Pois se continuarmos a viver conforme a Lei Judaica [a Torah], estamos confessando que não recebemos a graça…” (Carta de Inácio aos Magnésios 3:1).

Sobre o Sábado: “…não mais observem os sábados, mas observem o dia do Senhor [o domingo], no qual também a nossa vida floresce Nele, através da Sua morte…” (Carta de Inácio aos Magnésios 3:3); “Portanto, não precisamos mais manter o sábado, como fazem os judeus…” (Carta de Inácio aos Magnésios 4:9).

Se não há base bíblica para essas declarações, como tê-las como doutrina para a Igreja de Cristo? Inácio foi um dos grandes líderes do cristianismo que mais se levantou contra os judeus e a Torah, contribuindo para o início da criação da religião cristã, em contrapartida ao judaísmo.

(12) – “O Didaquê (ou Didascalia dos Doze Apóstolos), documento cristão escrito entre 60 e 90 d.C., afirma: “Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro” (Didaque, XIV.1);”

REFUTAÇÃO: o “Dia do Senhor” nunca foi o “domingo”. Então, essa referência é ao Sábado.

(13) – “Epístola de Barnabé (entre 70 e 131 d.C.) “Ele finalmente lhes disse: “Não suporto vossas neomênias e vossos sábados”. Vede como ele diz: não são os sábados atuais que me agradam, mas aquele que eu fiz e no qual, depois de ter levado todas as coisas ao repouso, farei o início do oitavo dia, isto é, o começo de outro mundo. Eis por que celebramos como festa alegre o oitavo dia, no qual Jesus ressuscitou dos mortos e, depois de se manifestar, subiu aos céus” (Epístola de Barnabé 15 – grifo acrescentado).”

REFUTAÇÃO: para começar, a Epístola de Barnabé é um livro apócrifo. Encontrada nos manuscritos no século passado, no Sinaítico, por Tischendorf, em 1859, e no

Gerusolemitano, por Bryennios, em 1875, esta carta não nos fornece o nome de seu autor, nem a data e o local de composição. Foi Clemente de Alexandria quem deu origem à tradição que atribui a autoria desta carta a Barnabé, companheiro e colaborador do Apóstolo Paulo. A identificação desta carta com o colaborador de Paulo foi adotada, em seguida, por Orígenes e o argumento aduzido se deve a que a carta fora encontrada entre os escritos do Novo Testamento, nos manuscritos Sinaíticos. Este argumento é responsável também pela inclusão da carta entre os livros canônicos, inspirados, por parte de Clemente e Orígenes. Contudo, Eusébio e Jerônimo não aceitam este argumento e excluem a carta dentre os livros inspirados. Não se pode dizer exatamente quando foi iniciado o novo costume de guardar o “domingo” e quando cessou o velho costume de guardar o Sábado. Mas sabe-se que, como toda a heresia, a observância do primeiro dia da semana foi introduzida lentamente. Era, a princípio, uma apostasia local, em Alexandria. Ali a igreja foi contaminada pelo gnosticismo, uma doutrina que surgiu em virtude de fusão de diversas religiões que ali mantinham uma escola filosófica, cujos alunos se encontravam para discutir seus conceitos. Alegorizam as Escrituras, espiritualizam o Sábado, pondo-se à sua observância literal, e insistem na guarda do primeiro dia da semana. O interessante é que o trecho não fala do “primeiro dia da semana”, mas do “oitavo dia”, e todos os defensores da guarda do “domingo” ensinam que se trata do “primeiro dia da semana”, inclusive citando textos bíblicos. O que seria então este “oitavo dia”?

Lemos: “farei o início do oitavo dia, isto é, o começo de outro mundo”. Para quem conhece a tradição judaica, o “oitavo dia” é considerado “Tikun Olan”, a Restauração de todas as coisas (Atos 3:20,21), conhecido como “Novos Céus e Nova Terra”.

(14) – “Plínio, o jovem (c. 112 d.C.). Escrevendo sobre a “culpa” dos cristãos:

“Foram unânimes em reconhecer que sua culpa se reduzia apenas a isso: em determinados dias, costumavam comer antes da alvorada e rezar responsivamente hinos a Cristo, como a um deus; obrigavam-se por juramento não a algum crime, mas à abstenção de robuso, rapindas, adultérios, perjúrios e sonegação de depósitos reclamados pelos donos. Concluído este rito, costumavam distribuir e comer seu alimento. Este, aliás, era um alimento comum e inofensivo” (BETTENSON: 1998, pp. 29-30).

A citação acima aponta para o domingo pelo “comer antes da alvorada”, lembrando a ressurreição de Cristo, referência confirmada pela refeição, que aponta para a Ceia do Senhor.”

REFUTAÇÃO: Nessa carta ele fala sobre o rápido crescimento do Cristianismo na província da Bitínia, seja nas regiões urbanas ou rurais. Ele descreve a situação com templos romanos (pagãos) abandonados de tal forma que o “negócio daqueles que vendiam forragens para os animais sacrificiais fora afetado” (BARNETT, Paul, Finding the historical Jesus, Eedermans, 2009, pp.60). Ele também afirma ter interrogado aqueles que haviam sido acusado de serem cristãos e sentenciados a morte por isso, para verificar se insistiam em sua afirmação de serem de fato cristãos. Vamos ler os versos anteriores da citação desta carta de Plínio a Trajano:

“Mas o que geralmente se dá é o seguinte: o simples fato de julgar essas causas confere enorme divulgação às acusações, de modo que meu tribunal está inundado com uma grande variedade de casos. Recebi uma lista anônima com muitos nomes. Os que negaram ser cristãos, considerei-os merecedores de absolvição. De fato, sob minha pressão, devotaram-se aos deuses e reverenciaram com incenso e libações vossa imagem colocada, para este propósito, ao lado das estátuas dos deuses, e, pormenor particular, amaldiçoaram a Cristo, coisa que um genuíno cristão jamais aceita fazer. Outros inculpados da lista anônima começaram declarando-se cristãos e, logo, negaram sê-lo, declarando ter professado esta religião durante algum tempo e renunciando a ela há três ou mais anos; alguns a tinham abandonado há mais de vinte anos. Todos veneraram vossa imagem e as estátuas dos deuses, amaldiçoando a Cristo.”

Plínio fez referência aos que se diziam “cristãos”, mas negaram a Fé. O “comer antes da alvorada” não lembra, em hipótese alguma, o “domingo”, pois Cristo ressuscitou ao por do sol do Sétimo Dia, jamais antes do nascer do sol de “domingo”. Eles se reuniam e comiam antes do amanhecer por causa da grande perseguição a todos que se diziam “cristãos”, pois tentavam permanecer unânimes (Atos 2:46).

(15) – “Evangelho de Pedro. Segundo Bauer, este evangelho apócrifo, escrito antes de 150 d.C., “designa o dia da ressurreição já com o nome kuriakh “dominica”, “Dia do Senhor” (BAUER, 1988, p. 312)”.

REFUTAÇÃO: outro “evangelho” apócrifo. O “Dia do Senhor” citado neste “evangelho”, não tem ligação alguma com o “domingo”. Outra coisa, o texto diz “Mas durante a noite que precedeu o dia do Senhor”, sendo que no Calendário Judaico o dia não começa no amanhecer, e sim no anoitecer. Cristo ressuscitou pouco antes do findar do Sábado, pouco antes de anoitecer.

(16) – “Justino, o Mártir (100-165 d.C.)

“No dia que se chama do sol, celebra-se uma reunião de todos os que moram nas cidades ou nos campos, e aí se lêem, enquanto o tempo permite, as Memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas. Quando o leitor termina, o presidente faz uma exortação e convite para imitarmos esses belos exemplos (…) Celebramos essa reunião geral no dia do sol, porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, fez o mundo, e também o dia em que Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Com efeito, sabe-se que o crucificaram um dia antes do dia de Saturno e no dia seguinte ao de Saturno, que é o dia do Sol, ele apareceu a seus apóstolos e discípulos, e nos ensinou essas mesmas doutrinas que estamos expondo para vosso exame” (JUSTINO, 1995, [I.67], p. 83).”

REFUTAÇÃO: Vamos ler o que Justino escreveu acerca dos judeus: “… o propósito disso (circuncisão) foi para que vocês e apenas vocês pudessem sofrer as aflições que agora são suas; para que apenas a vossa terra (Israel) fosse desolada, e suas cidades arruinadas pelo fogo, para que os frutos da vossa terra sejam comidos por estrangeiros perante os seus olhos; para que nenhum de vocês possam entrar na cidade de Jerusalém.”

Justino Mártir – Diálogo com Trifão, o judeu (entre 138 e 161 d.C)

Vemos que ele era contra qualquer prática judaica, e isso inclui a guarda do Sábado. Na visão de Justino, a Lei não deveria ser cumprida, pois se tornou velha. Para justificar o motivo pelo qual os cristãos não guardam o Sábado, Justino tem a ousadia de declarar que o Mandamento criado pelo ETERNO deriva da iniquidade do povo judeu:

“Também nós observaríamos essa circuncisão carnal, guardaríamos os sábados e todas as vossas festas se não soubéssemos o motivo pelo qual vos foram ordenadas, isto é, por causa de vossas iniquidades e da vossa dureza de coração.”

(Diálogo com Trifão, 18:2).

Objetivando causar a separação total entre judeus e gentios, que outrora viviam em comunhão nas comunidades do Caminho, Justino acusa aos judeus de serem responsáveis pela morte de Cristo. Escreveu o historiador Juan Pablo Sena Pera:

“Mais uma vez, Justino retoma o discurso rotulante e estigmatizante, ao afirmar que nem toda água do mar seria suficiente para apagar os assassinatos cometidos pelos judeus, e ainda caracteriza os rituais prescritos na Lei como incapazes de remover estes pecados, que somente poderiam ser removidos pela morte de Cristo. Há uma clara intenção de circunscrever a Lei ritual ao povo judaico, caracterizado como povo de assassinos, praticantes de rituais que em si mesmos seriam vazios, mas que  encontrariam sua razão de ser apenas se  entendidos como tipos proféticos de Jesus Cristo.” (O Antijudaísmo de Justino Mártir no Diálogo com Trifão, Mimeografado, Vitória, 2009, página 85).

Responsabilizar aos judeus pela morte do Messias se tornou um dos grandes slogans do Cristianismo, resultando em milhões de mortes ao longo da história, principalmente durante as Cruzadas, a Inquisição e o holocausto nazista – este último evento levou o extermínio covarde de seis milhões de judeus.

(17) – “Tertuliano (160-220 d.C.). Segundo Bauer, Tertuliano e Justino “atestam igualmente a celebração do Domingo, ao qual designam, quando se dirigem a pagãos, como “dia do Sol” (dies solis) e quando se dirigem a cristãos, como “dia do Senhor” (BAUER, 1988,  p. 312);”

REFUTAÇÃO: Foi Tertuliano o primeiro a usar a palavra latina “Trinitas” (Trindade) para desenvolver o dogma cristão de que D’us são Três Pessoas diferentes: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Incorporou no Catolicismo Romano a doutrina da Trindade nos Concílios de Niceia (325 D.C) e de Constantinopla (381 D.C), ambos realizados sem a presença de judeus crentes em Cristo. Porém, se bem que fosse favorável à guarda do “domingo”, nos informa que o Sábado era observado pelos cristãos. Ele se opunha ao fato de os cristãos orarem de joelhos nas reuniões de cultos aos sábados. – (The Ante Nicene Fathers, vol. 3 pág. 689).

(18) – “Melitão de Sardes, bispo na Lídia “escreve logo depois da metade do século II um tratado especial sobre o Domingo” (BAUER, 1988, p. 312).”

REFUTAÇÃO: foi precisamente durante uma homilia pronunciada em uma “sexta-feira santa”, na Ásia Menor, no século II, que foi lançada pela primeira vez por este bispo, a acusação indiscriminada de deicídio contra os judeus. Não nos admira se ele apoiasse o “domingo”.

(19) – “Literatura Rabínica. No século II d.C., a expressão “dia dos Nazarenos” na literatura rabínica aponta para o domingo dos cristãos (BAUER, 1988, p. 312);”

REFUTAÇÃO: o “domingo” não era dos cristãos, e sim de um sistema religioso que estava começando, contrário ao que D’us estabeleceu e os Apóstolos confirmaram. O teólogo Johannes B. Bauer (BAUER – Dicionário Teológico da Bíblia), era um católico romano teólogo, patrística, biblista e ecumênico.

(20) – “Eusébio de Cesaréia escreveu a sua História Eclesiástica por volta de 323 d.C. O autor escreve o seguinte sobre os Ebionitas, um grupo de judeus cristãos da antiguidade: “Da mesma forma que aqueles, observavam o sábado e tudo o mais da disciplina judaica. No entanto, aos domingos celebravam ritos semelhantes aos nossos em memória da ressurreição do Salvador” (EUSÉBIO, 2002, [III, XXVII, 5]).”

REFUTAÇÃO: A distinção feita pelos cristãos de “ebionitas’ e “nazarenos” surge com Irineu. Segundo este “pai da igreja”, os ebionitas eram hereges que se afastaram da ortodoxia pregada pelos primeiros apóstolos. Segundo Irineu (Adversus Haereses e também na obra Epideixis tou apostolikou kerigmatos), os ebionitas usavam somente o Evangelho de Mateus, consideravam Paulo um apóstata da Lei, guardando ainda determinados costumes judaicos e também negavam o nascimento virginal de Jesus, o considerando mero homem, gerado por Yosef (José). Se celebravam aos “domingos”, não nos dá nenhuma confirmação deste dia como sendo legítimo, em lugar do Sábado.

CONCLUSÃO:

Em alguns lugares guardava-se o primeiro dia da semana; noutros, ambos os dias. Mas, em todas as apostasias, D’us sempre reservou para Si um remanescente fiel. Assim foi também quando o “domingo” ia sepultando lentamente o Sábado, o verdadeiro dia do Senhor. Os fiéis permaneciam firmes na sua observância. Disse sobre isto Sozomem, historiador do século quinto: “Há muitas cidades e vilas no Egito, onde, contrário ao uso estabelecido alhures, o povo se reúne às tardes de sábado, e, se bem que já tenham jantado, tomam parte nos mistérios (a ceia do Senhor).” – ( Eclesiastical History, tomo VII, cap. 19). E Sócrates, o historiador que viveu no começo do século quinto, escreveu: “Conquanto quase todas as igrejas do mundo celebrassem os sacramentos (a Ceia do Senhor) aos sábados, cada semana, os cristãos de Alexandria e de Roma, por causa de alguma tradição, deixaram de fazer isto.” – (Eclesiastical History, tomo V, cap. 2, em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2.a série, vol. 2, pág. 132).

A seguir, citamos o testemunho de alguns historiadores autorizados, insuspeitos e imparciais:

O Dr. Coleman, em seu livro: “Ancient Christianity”, cap. 14, parág. 2, assim se expressa: “Após a destruição do templo e a cessação do culto que nele se realizava, o sétimo dia foi, durante muito tempo, rigorosamente observado ao lado do primeiro dia da semana. A observância do sábado judaico perdurou na igreja cristã até o quinto século de nossa era, porém, com rigor e solenidade decrescentes, até, finalmente, cessar por completo.”

O Dr. Heylyn, em seu livro “History of the Sabbath”, part. 2, cap. 3, sec. 12, (London 1687), escreveu o seguinte:

“Assim, consideramos agora sobre que fundamento está baseado domingo: Primeiramente sobre o costume de realizarem-se no mesmo reuniões religiosas ou cultos divinos; costume este reconhecido pela autoridade da Igreja de Deus, que em silêncio o aprovara, sendo o domingo finalmente confirmado e instituído por reis e governadores cristãos, através dos seus países. Como dia de repouso dos trabalhos e dos negócios, recebeu ele o seu maior reconhecimento por parte das mais altas personalidades da magistratura e do governo, enquanto estas estavam no poder, como mais tarde, pelas ordenanças e decretos dos concílios, e dos papas e prelados, sempre quando estes estavam plenamente autorizados pela igreja a tratar destes assuntos e negócios. Creio que o mesmo não se deu com o sábado primitivo, que de forma alguma é originado de qualquer uso ou costume, nem ambicionava aquele povo dedicar ao Senhor um dia, nem tão pouco necessitava Ele de algum reconhecimento ou autorização da parte dos reis de Israel para o confirmar e instituir. O Senhor deu a Sua palavra, dizendo que queria um certo dia dos sete, ou seja, o sétimo dia da criação do mundo como dia de descanso para todo o Seu povo… Quanto ao domingo, não existe ordenança para a santificação deste dia; antes, pelo contrário, ficou ao critério do povo de Deus aproveitar este ou qualquer outro dia para os usos religiosos. Mas apesar de ter sido introduzido entre eles e tornado em dia certo de ajuntamento para exercícios religiosos em assembléias, durante os trezentos anos não houve lei alguma que a isto os obrigasse ou exigisse repouso ou suspensão das ocupações mundanas neste dia.”

Visto como no século quarto havia muitos cristãos fiéis que não guardavam o primeiro dia da semana, e sim o Sábado, o imperador Constantino, em 7 de março de 32I A. D., promulgou o seguinte edito:

“Ordena-se a todos os juízes, moradores de cidades e operários, que repousem no venerável dia do Sol. Aos que residem no campo, porém, permita-se o entregarem-se livremente aos misteres de sua lavoura, porque é muito frequente não haver dia mais apropriado para se proceder à semeadura de cereais e ao plantio de vinhas; não seja o caso que, deixando passar a ocasião própria, eles se privem dos benefícios outorgados pela providência divina.”

O decreto de Constantino, que foi a primeira lei dominical jamais promulgada, não demonstra que o domingo tivesse caráter cristão ou que fosse uma instituição da igreja. Sobre esse decreto, o Dr. Schaff, em sua obra intitulada “História da Igreja Antiga”, III período, página 464, diz: “Ele… ordenou a celebração cívica do domingo, porém não como ‘dies dominis’ (dia do Senhor), mas sim como ‘dies solis’, (dia do Sol), o que se podia unir com seu culto a Apolo….”

Esta lei não foi decretada em respeito a qualquer instituição cristã, porque não havia ainda, da parte da igreja, cânon algum que mandasse guardar o primeiro dia da semana e, por isso, não pode a referida lei ser considerada como intentando a mudança do sábado. Tal mudança foi realizada pela igreja.

Em virtude de os cristãos fiéis perseverarem na observância do Sábado, o Concílio de Laodicéia, quarenta e três anos depois da proclamação do edito de Constantino, publicou um decreto nos seguintes termos: “Os cristãos não devem judaizar e descansar no sábado, mas sim trabalhar neste dia; porém, ao domingo honrar de maneira especial, como cristãos. Se, entretanto, forem encontrados judaizando, sejam então excomungados (amaldiçoados) por Cristo.” – Hefele, History of the Councils of the Church”, vol. 2, livro 6, sec. 93, cânon 29.

Prynne, em sua “História dos Concílios”, vol. I, parág. 39, cânon 16, assim se refere a esse caso: “O sábado do sétimo dia foi observado por Cristo, pelos apóstolos e pelos primeiros cristãos até que o Concílio de Laodicéia, a certos respeitos, como que aboliu a sua observância. O Concílio de Laodicéia resolveu em primeiro lugar impor a observância do dia de domingo, e, em seguida, proibiu sob anátema a observância do sábado”.

Esta foi a primeira lei eclesiástica para a guarda do domingo – um verdadeiro golpe aplicado diretamente contra o Sábado do Senhor, o dia de descanso do Criador dos Céus e da Terra. Aí é que teve início a ação do poder eclesiástico com o intuito de mudar definitivamente o Sábado para o domingo.

As igrejas orientais não estavam tão prontas a aceitar esta lei, segundo se pode inferir dos documentos históricos. Neste sentido, queremos apenas citar uma repreensão dirigida por Gregório, bispo de Nisa, em 372, a alguns que, no Sábado, haviam provocado distúrbios na igreja: “Como atentareis para o domingo vós que profanais o sábado? Não sabeis que esses dias são irmãos? Quem a um despreza a outro desrespeita.” – (Gregor Opera, tomo II, pág. 312). Esta citação indica que, não obstante ao decreto do Concílio de Laodicéia, as igrejas do oriente ainda o guardavam.

A mudança, como se vê, não foi feita abruptamente. Décadas mais tarde, essa apostasia começou a alastrar-se por outras partes e em diversos lugares já se guardavam ambos os dias. A pouco e pouco o domingo começou a introduzir-se também entre os cristãos em Roma, e a própria sede da igreja, já afetada, ia em silêncio tolerando essa apostasia; mais tarde já a defendia, até que finalmente, em 364 A.D., a sancionou por um decreto. Quem, portanto, mudou o Sábado para o domingo foi a igreja católica.

Com efeito, a igreja não só confessa haver cometido o ato que lhe é incriminado pelas Escrituras, declarando, demais, havê-lo perpetrado conscientemente, por sua própria autoridade; independentemente das Escrituras e contra os ensinos de Cristo e da Lei, como também faz desse atentado contra a Lei de D’us um troféu da glória e uma prova de seu poder, arvorando assim o domingo em sinal de sua autoridade, como provam também os seguintes documentos:

Eusébio, bispo de Cesaréia e contemporâneo de Constantino o Grande, declara:

“Tudo o que era de obrigação no dia de sábado, nós a transferimos para o domingo, que é propriamente (o dia) mais nosso, como mais elevado que é em categoria e mais digno de honra de que o sábado judaico.” (Antuérpia 1695, L. III, cap. 33, pág. 413).

Atanásio (298-373): “Reunimo-nos no dia de sábado não porque estejamos infectados de judaísmo… Achegamo-nos ao sábado para adorar a Cristo, o Senhor do sábado.” – Pseudoathan, de semente, tomo I, pág. 885.

Edward Brerewood, historiador (1565-1615), depois de exaustiva pesquisa do assunto: “O sábado foi religiosamente observado na Igreja do Oriente, durante mais de trezentos anos depois da paixão do Salvador.” – A Learned Treatise of the Sabbath, pág. 77.

Algumas comparações bíblicas entre o Sábado e o “domingo”:

No AT, o Sábado foi santificado por D’us na Criação;

Onde no NT lemos que D’us ou Cristo santificaram o “domingo” por causa da Ressurreição?

No AT, antes da Lei ser dada no Sinai,  D’us ordenou a guarda do Sábado aos filhos de Israel, pois é dia Santo ao Senhor;

Onde no NT lemos que após a Ressurreição de Cristo foi ordenado deixar o Sábado e guardar o “domingo”? Onde lemos que o Sábado foi privado somente aos judeus, e que a Igreja se reunia no “domingo” para cultos e celebrações da Ceia do Senhor?

No AT, D’us ratificou o Sábado na Lei como o quarto Mandamento, em santificação, adoração e reverência ao Criador;

Onde lemos no NT que o “domingo” foi colocado no lugar da santificação do Sábado, em reverência à Ressurreição?

No AT, o Sábado é o sinal da Aliança entre D’us e o Seu povo (Êx. 31:13,16);

Onde no NT lemos que o “domingo” foi instituído como sinal da Ressurreição, ou de qualquer outra coisa?

Por que as alegações sobre o “domingo” como o dia de celebração e o “Dia do Senhor” são falsas?

– O “primeiro dia da semana” nas Escrituras do NT, quando se refere ou não ao momento após o Sábado, nunca foi estabelecido como o dia das reuniões de cultos, de celebrações da Ceia do Senhor;

– Quando Cristo instituiu a Ceia, Ele não estabeleceu o dia da semana, nem quantas vezes no mês ela deveria ser celebrada;

– Em nenhuma ocasião o “domingo” foi mencionado como o “Dia do Senhor”, e nenhum dos Apóstolos fizeram qualquer ligação do “domingo” à Ressurreição de Cristo;

– Já está comprovado que Cristo não ressuscitou num “domingo”;

– o “domingo” foi instituído como um dia de descanso para o Império por Constantino, em reverência ao deus sol (sunday – dia do sol). E como aconteceu a união entre o estado e a “igreja”, no Concílio de Laodicéia foi proibida a guarda do Sábado pelos cristãos.

O Sábado é um Mandamento do Eterno, faz parte dos Dez Mandamentos, é uma doutrina Divina.

O Dia escolhido pelo Eterno é o 7°. Não é o 1° e nem o 2° ou 3° dia;

O 7° Dia foi escolhido, abençoado e santificado pelo Eterno (Gn. 2.1-3);

O 7° Dia deve ser “lembrado”, pois nele o Eterno terminou Sua obra, tendo criado os céus, a terra, os mares e tudo o que neles há. Nele lembramos e reconhecemos que o Eterno é o Criador e Soberano sobre toda a criação (Êx. 20.8-11);

O 7° Dia deve ser “guardado”, pois assim como na Páscoa (anualmente), lembramo-nos (semanalmente) da libertação que o Eterno nos proporcionou através do Cordeiro sacrificado (Dt. 5.12-15);

O 7° Dia deve ser guardado como declaração de que o Eterno é ADONAI que nos santifica (Êx. 31.13);

O 7° Dia é um sinal entre os filhos de Israel e para todos aqueles (gentios) que se unirem ao Eterno, para O amarem e para O servirem (Êx. 31.17; Is. 56.6-7; Jo. 14.15);

Guardar o 7° Dia é tomar posse das bênçãos do Eterno (Is. 58.11-14);

Celebrar o Sábado é uma declaração de amor ao Eterno e a Seu Filho, e que permanecemos na Verdade e no Seu amor (Jo. 14.21; 1Jo. 2.4-5; 1Jo. 5.3).

É algo que o próprio D’us praticou – Gênesis 2:2;

Que o próprio D’us  abençoou e santificou – Gênesis 2:3;

Escrito nos Dez Mandamentos pelo próprio D’us – Êxodo 31:18;

É quando separamos o tempo da vida para o Eterno, que vale mais do que o ganho financeiro da vida – Lucas 12:16-21;

Feito por causa do homem (para que ele o observe em favor do Eterno) Marcos 2:27;

É um memorial da Criação realizada por D’us – Gênesis 2:2;

Simboliza o descanso espiritual que se obtém no Messias – Mateus 11:29;

Cristo é o Senhor do Sábado – (porque tinha autoridade para definir o modo de observá-lo, diante das distorções dos líderes judaicos legalistas da época) Mateus 12:8.

“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.” (João 15:10)

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