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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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SEJA UM PRE-MILENISTA HISTÓRICO!

SEJA UM PRE-MILENISTA HISTÓRICO!
1.1 Premilenismo histórico
Essa corrente escatológica também é denominada Premilenismo Clássico e Não–Dispensacional.
O Premilenismo Histórico é conhecido como clássico porque fora a interpretação escatológica principal nos três primeiros séculos, em que os padres Papias, Irineu, Justino Mártir, Tertuliano e outros apoiavam essa interpretação.
É sustentado que Cristo voltará e haverá um período de paz, justiça e gozo, no qual a própria pessoa de Cristo reinará por sobre a Terra. O arrebatamento e volta de Cristo é interpretado como um evento único. Antes desse “milênio”, haverá sinais que demonstrarão a volta de Cristo.
Alguns proponentes dessa interpretação escatológica são: George Ladd, J. Barton Payne, Alexander Reese, Millard Erickson e outros.
Essa corrente sustenta que a atual Igreja é o Israel espiritual, mas Deus restaurará a nação israelita, pois para ela há promessas no milênio; para provar essa restauração é usado Rm11(vide). Crêem que, após a segunda vinda de Cristo, Satanás será preso, haverá a chamada primeira ressurreição e Cristo reinará no milênio; é usado como prova disso Ap.10:20(vide), no qual relata tais acontecimentos. Argumentam que, o Velho Testamento e Cristo disseram a respeito do governo do Ungido, sendo usado Sl 2(vide) como respaldo bíblico. Usam somente a literatura apocalíptica para provar a literalidade do milênio, visto que as escrituras veterotestamentárias não têm texto algum que relata um período literal de mil anos.
Basicamente, é tudo isso que os premilenistas clássicos crêem, não são profundos em sua teologia escatológica.

1.2 Premilenismo Dispensacionalista
Essa é a corrente escatológica mais complexa. Quem a esta se posicionar e quiser aprofundar será necessários anos de pesquisa e árduo estudo.
Antes de entendermos basicamente os pontos sobre o milênio defendido pelo dispensacionalismo, vejamos um pouco sobre a história desse pensamento e suas características.
A teologia dispensacionalista é centralizada na escatologia, sendo depositária de uma hermenêutica literal que parte do Antigo Testamento para o Novo Testamento. Por defender a inerrância das escrituras (fundamentalismo), hoje o dispensacionalismo é a linha teológica defendida pela grande maioria dos evangélicos das Américas.
O padre Emanuel Lacunza (1731-1801) fora o primeiro a separar a idéia do arrebatamento da idéia da volta de Cristo, ou seja, sempre a Igreja defendeu que o arrebatamento e a segunda vinda são o mesmo evento, até esse padre lançar essa proposta, no Chile. Porém essa idéia surgiu por motivos políticos. Quando Lacunza fora expulso do Chile, escrevera na Itália um livro com suas idéias pré-tribulacionistas, no qual defendia que, o intervalo entre o arrebatamento e segunda vinda era de 45 dias. Logo após, surge Eduard Irving dizendo que, esse intervalo era de 3 anos e meio. Em 1827, Darby, que era anglicano, abandona sua igreja e se membra a Igreja dos Irmãos. Começou a estudar o Antigo Testamento e já conhecia os escritos do padre Lacunza. Em 1830, Darby visita uma congregação, em que uma adolescente de 15 anos, Margareth Macdonald, profetiza que o intervalo entre o arrebatamento e a segunda vinda de Cristo seria de 7 anos. Margareth Macdonald faleceu com 29 anos, e segundo o atestado de óbito, ela era insana mental. Após isso, parece que Darby adotou essa idéia de 7 anos de intervalo; publicou 40 livros expondo suas idéias numa linguagem fundamentalista, o que lhe deu proeminência.
Bem resumidamente, essa é a história do dispensacionalismo. Os adeptos do Premilenismo Dispensacionalista, sustentam a existência de um arrebatamento, em que 7 (sete) anos depois, período da grande tribulação, virá o milênio. Para essa linha escatológica, há uma distinção histórica e bíblica entre Israel (Povo escolhido) e Igreja. No milênio Cristo reinará na Terra – isto visto fazendo uma leitura literal de Ap.19-20(vide). Encontram bases bíblicas no Velho Testamento para o milênio, usando uma hermenêutica ora literal, ora alegórica, ora tipológica, ora simbológica.
Basicamente, o Premilenismo Dispensacionalista difere do Histórico na questão dos eventos, pois os históricos ou clássicos defendem arrebatamento e segunda vinda como evento uno, já os dispensacionalistas separam os eventos. Eu disse “basicamente” nessa questão, pois o Dispensacionalismo é muito mais amplo que essa questão de evento, envolvendo profecias de Daniel e todo um encaixe do Velho no Novo Testamento.
Alguns proponentes dessa corrente escatológica são: Darby, Scofield (autor da primeira bíblia evangélica com notas de rodapé), Lewis Sperry Chafer; John Walvoord, Charles Feinberg, Herman Hoyt, Harry Ironside, Eric Sauer, Charles Ryrie e outros, como muitos fundamentalistas.

CONCLUSÃO: A IGREJA ESTÁ FUNDAMENTADA NO PREMILENISMO HISTÓRICO E BÍBLICO! O PREMILENISMO DISPENSACIONALISTA É UM PRODUTO DO SÉCULO 19 E NÃO POSSUI APOIO BÍBLICO!

FONTE:
MILLARD, Erickson. Opções Contemporâneas na Escatologia. Tradução Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1986.170p.
HOUSE, Wayne. Teologia Cristã em Quadros. Tradução João Bentes e Gordon Chown. São Paulo: PES, 1992.p.233-243.
GILLIS, Christian. Roteiro de Aulas de História da Igreja. 3ed.2000.p.37-38.
Postado por Apologética da IDSD no Brasil.

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