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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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SERIA A LEI DE MOISÉS UMA AMEAÇA PARA A FÉ CRISTÃ?

SERIA A LEI DE MOISÉS UMA AMEAÇA PARA A FÉ CRISTÃ?

Nesta última porção queremos que você possa considerá-la um alerta contra a má interpretação do termo “Lei de Moisés.”

Por muitos anos a igreja foi instruída de que a Lei foi substituída pela Graça, e isto é muito importante ser avaliado, mas desde que o termo “LEI” seja corretamente empregado.
Você já percebeu que hora a Bíblia nos orienta em cumprir a lei e em outros
momentos ela nos diz que ela foi encerrada? É muito confuso!

Porém esta confusão pode
ser esclarecida se utilizarmos a língua na qual o Novo Testamento foi escrito: O Grego
Koiné.

Existem várias palavras gregas utilizadas para se referir as leis contidas na Bíblia,
entre elas duas principais: Nomos e Entole.

Sempre que a lei é criticada, e até condenada, a palavra para ela é Nomos. Pois
Nomos significa qualquer tipo de lei – νομος – Qualquer costume, lei, comando; de qualquer lei (Dicionário
Strong. G03551). Nomos deve ser visto como um termo menos específico, não utilizado para se tratar diretamente de uma lei, neste caso em questão, nomos não seria o termo apropriado para tratar a Torá dada a Moisés. Não que este termo não seja utilizado, mas quando um redator bíblico deseja especificar o valor precioso da Torá, ele, ou melhor, eles, optaram por outro termo.

Por isso muitas vezes e principalmente na epístola
aos Gálatas o termo nomos é tratado de forma depreciativa por se tratar do legalismo, ou da
Lei Judaica com seus acréscimos e tradições.

Mas o termo Entole – εντολη – comando, dever, preceito, injunção; preceito relacionado com a linhagem, do preceito
mosaico a respeito do sacerdócio; eticamente usado para se referir aos mandamentos da lei mosaica.
(Dicionário Strong G01785) Ele traduziria entole como “mandamento” que curiosamente nunca é
criticado em todo o Novo Testamento. Entole é recomendado e enaltecido pelos redatores. A
melhor tradução para o termo Entole seria mandamentos da Lei de Moisés, ou seja: A Torá.

PAULO E SUA POLÊMICA VISÃO SOBRE NOMOS E ENTOLE

Paulo nos disse que a “Lei” (Nomos) seria o nosso tutor até Cristo:
“Antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da LEI, nela encerrados, até que a fé
que haveria de vir fosse revelada. Assim, a LEI foi o nosso TUTOR até Cristo, para que
fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob
o controle do TUTOR.” (Gálatas 3.23-25)

Muitos leem este texto e dizem que não devemos fazer nada contido no “Velho
Testamento” pois Cristo encerrou todo controle das antigas leis sobre nossas vidas.

Esta leitura é precipitada, pois quando Paulo diz que estávamos sob a “ custódia da
Lei” ele quer dizer que estávamos sob a orientação da Lei Nomos (O Legalismo Judaico)
que era o “Tutor”, ou “Aio” nosso. Este termo TUTOR – do grego παιδαγωγος – pedagogos., refere-se a um guardião e guia de meninos.
Entre os gregos e os romanos, o nome era aplicado a escravos dignos de confiança
que eram encarregados de supervisionar a vida e a moralidade dos meninos pertencentes
à elite. Aos meninos não era nem mesmo permitido sair de casa sem a sua companhia até
que alcançassem a idade viril.

Paulo usa esta expressão para se referir ao fim do governo religioso constituído por
homens que criam regras em um regime legalista tão pesado que nem mesmo eles
conseguem suportar.

Estamos livres de um conjunto de regras humanas guiadas por pedagogos e
mestres apegados a doutrinas criadas por eles mesmos. Este governo se encerra em
Cristo que agora é quem nos ensina a guardar os mandamentos da maneira correta, sem
acréscimos humanos, religiosos e nem mesmo institucionais.

Devemos observar os mandamentos da Lei de Moisés pelo ensinamento e exemplo
de Yeshua o nosso único guia. Pela próprias palavras do Messias: “Aquele que tem os meus
mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de
meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” (João 14.21)

Não caiamos no erro de acreditar que não existem mandamentos mais a serem
obedecidos. Jesus nunca disse isto e nem seus seguidores. Também não entremos
debaixo de outro jugo legalista imposto por religiosos carnais de nosso tempo.

UMA NOVA ALIANÇA

Quando a igreja atual afirma de que estamos debaixo de uma nova aliança ela está correta. Muitas alianças foram feitas com os hebreus desde os dias de Adão, como Noé e o Pai Abraão alianças tem sido feitas sendo a mais famosa a aliança do Sinai em que o principal símbolo seria O Zebach – sacrifício de animais.

Yeshua traz consigo uma Nova Aliança em seu sangue (I Coríntios 11.25) e ela tem um determinante peculiar que passa despercebido pela igreja atual : “Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor. “Porei minhas leis em suas mentes e as escreverei em seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.” (Hebreus 8.10).

Yeshua é A Nova Aliança, e esta aliança Brit, esta aliançar, este pacto ele une duas parte debaixo de termos contratuais. Esta Brit Hadashá (Nova aliança) não criou novos termos apenas modificou a forma de aproximar as partes. Não mais sacrifícios temporários aproximariam ou religariam Israel ao Eterno. Diferente disto seria o próprio sangue do filho de D’us, Yeshua.

Mas o contrato continua o mesmo, porém redigido onde ele sempre deveria estar: “Porei minhas leis em suas mentes e as escreverei em seus corações.

Estas leis foram dadas no Sinai e continuam intactas, mas sem a intromissão de Nomos de rabinos ou pastores que criam suas próprias takanot, suas próprias leis e doutrinas modificando a estrutura original que D’us deu para o seu povo.

Yeshua é a Torá em carne, Ele é a Torá que anda, Ele é o exemplo de como colocar a Torá Escrita no coração, não a Torá Oral de tradições rabínicas, quanto mais de pastores e líderes eclesiásticos atuais.

Definitivamente a Torá não foi abolida, mas sim os acréscimos rabínicos e pastorais que receberam um status de sagrado tanto quanto a Bíblia.

Yeshua não veio encerrar a Torá, mas plenificá-la, dar pleno sentido. (Mateus 5.17)

Por
Pastor Renato Cesar

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