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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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UMA VIDA CRISTÃ EQUILIBRADA

UMA VIDA CRISTÃ EQUILIBRADA

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

            O assunto desta lição diz respeito a uma vida cristã equilibrada. Permanecer firmes neste mundo com uma atitude digna para com a vida parece ser o objetivo maior do apóstolo ao escrever este capítulo final.  Paulo já havia falado especificamente sobre este assunto. Mas ao concluir esta carta, ele desejava reforçar o que já havia dito com palavras adicionais de estímulo e exortação. “Lembrem-se”, deu ele a entender, “se desejarem ser vitoriosos como um corpo de crentes, devem manter certas atitudes e ações.”

            “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos” (4:4). Se formos considerar uma palavra-chave nesta carta, ela será a palavra alegria ou regojizo. Paulo usou esta expressão várias vezes a fim de indicar sua própria atitude em todas as circunstâncias. Ele orou com alegria (1:4). Ele se regozijou em sua prisão porque esta experiência, na verdade, estava ajudando a espalhar o evangelho (1:18). Além disso, ele se regozijava porque tinha confiança nas orações dos Filipenses e no poder do Senhor de capacitá-lo a permanecer fiel às suas convicções cristãs, não importando o que lhe acontecesse pessoalmente (1:18, 19).

Paulo também se referiu à alegria que os Filipenses deviam sentir como resultado de sua possível volta a Filipos (1:26). Por outro lado. eles deviam regozijar-se no fato de que Paulo podia jamais retomar, antes, ter o privilégio de  morrer por Cristo  (2:17, 18).  Quando Epafrodito retornasse a Filipos. eles deviam recebê-lo “no Senhor, com toda a alegria” (2:29).

            Finalmente Paulo volta a um ponto cardeal em sua filosofia de vida: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (3:1; 4:4). Esta era a lição importante que Paulo havia aprendido, e a lição que ele queria transmitir a seus amigos crentes de Filipos. Ele o disse muito bem ao escrever “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (4:11).

            Tiago escreveu a respeito da mesma atitude aos crentes que sofriam perseguições: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé. uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tiago 1:2-5).

            O contexto de Filipenses 4 indica que os crentes devem ser não apenas moderados e benevolentes entre os próprios cristãos, mas também em seus relacionamentos com os não crentes. Assim, Paulo escreveu: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens” (4:5). Repito, Paulo já se havia referido a este assunto (2:14-16). Mas ele desejava reforçar esta exortação, e obviamente desejava acrescentar este pensamento: “Perto está o Senhor” (4:5b).

Parece que Paulo se referia ao que já tinha apresentado com detalhes quando escreveu aos cristãos romanos: “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer: se tiver sede, dá-lhe de beber, porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12:17-21).

            Em essência, Paulo estava dizendo aos Filipenses: “Não tentem julgar os incrédulos. Deixem isso para o Senhor. Ele vem em breve, e quando chegar, fará tudo certo. Nesse ínterim, sejam crentes moderados e benevolentes.”

            O objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão sobre uma vida cristã equilibrada. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.

A EXCELÊNCIA DA MENTE CRISTÃ

            Se você foi justificado diante de DEUS através da fé em CRISTO, então você é um cidadão do céu. Se você é um cidadão do céu, então você deve agir como tal. Você age como um cidadão do céu focalizando seus pensamentos em coisas espirituais em vez de coisas terrenas. Agora nós compreendemos que o pecador nasce com uma disposição básica pecaminosa em sua mente, e por toda sua vida,  essa disposição maléfica o leva a desenvolver e reforçar numerosos hábitos pecaminosos – hábitos no cérebro e no corpo. Assim os descrentes pecam habitualmente e não apenas ocasionalmente (I Jo 3:9).

            Quando DEUS converte um pecador, ELE o regenera mudando a sua disposição básica interna de uma que é maléfica para uma que é boa, de forma que Paulo podia dizer:”No íntimo do meu ser tenho prazer na Lei de DEUS” (Rm 7:22). Essa mudança na disposição íntima muitas vezes produz rapidamente diferenças dramáticas e visíveis no estilo de vida da pessoa, de forma que alguns dos muitos dos hábitos pecaminosos do passado são removidos. Torna-se crescentemente verdade que esse crente agora peca ocasionalmente em vez de habitualmente. Contudo, muitos outros hábitos pecaminosos do cérebro e do corpo permanecem. Alguns desses pecados são especialmente teimosos, tanto que eles até ameaçam nossa certeza de salvação, mesmo que tenhamos sido verdadeiramente salvos.

            Não podemos inferir a partir de nossos sentimentos e experiências que nunca vamos superar nossos pecados remanescentes; antes, é a vontade de DEUS que tenhamos sucesso na nossa luta para alcançar maior santidade (Rm 7:21 – 8:14), mesmo que isso requeira de nos estarmos sempre avançando em direção à perfeição. Todavia DEUS não nos deixou para lutar contra o pecado com o nosso próprio poder, pois não temos nenhum poder em nós mesmo (Jo 15:4,5).

Em vez disso DEUS nos deu seu ESPÍRITO SANTO, como ELE disse:”E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” (Ez 36:27). Se você se tornou um crente, você tem um poder em você para superar o pecado que nunca teve antes como pecador, e pela graça de DEUS, “o pecado não terá domínio sobre você” (Rm 6:14).

            Ainda que a santificação em si mesma seja soberanamente controlada por DEUS (Fp 1:6 – 2:13), ELE nos faz “desenvolver” a nossa salvação por meio de uma luta para qual estamos atentos e um processo do qual estamos coscientes. Mas o que esse processo cosciente envolve? Como ele funciona? Sabemos que DEUS nos deu o poder do ESPÍRITO pelo qual podemos superar o pecado, mas como coscientemente aplicamos esse poder em nossas vida para efetuar a santificação?

            Paulo ensina um procedimento de vestir/despir pelo qual conscientemente cooperamos com o poder de DEUS  que está operando em nós para produzir santidade. Ele escreve: “Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano;

E vos renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4:22-24). Em Filipenses 4:6-9 Paulo aplica esse mesmo procedimento. O evangelho tem muitos inimigos políticos, ideológicos, sociais e doutrinários (At 16:19-24 Fp 1:28,29 ; 3:2 ITs 2:2), e é provavel que Paulo esteja se dirigindo à ansiedade dos seus leitores sobre essas oposições. Compatível com o procedimento de vestir/despir, Paulo escreve:”não andem ansiosos por coisa alguma”, pelo contrário “apresentem seus pedidos a DEUS” por “orações e petições, com ações de graça”. Parem de ser ansiosos, mas comecem a orar com ações de graça.

            Mas a oração é apenas o primeiro passo para substituir a ansiedade. Uma vez que a ansiedade é uma questão de pensamento, a solução também pertence ao pensamento. A oração e a ação de graça volta a mente ansiosa da pessoa para uma direção totalmente diferente, preparando-a para adotar um conjunto diferente de pensammentos. O verso oito não faz uma lista específica das coisas sobre as quais uma pessoa deva pensar, mas faz uma lista dos tipos de pensamentos que são bons e aceitáveis, e nos diz para deliberadamente “pensar nessas coisas”. Certamente a lista eliminaria muitos programas de televisão, filmes e sítios de internet, mas ela certamente incluiria reflexões sobre doutrinas bíblicas, planos para promover o evangelho, caminhos para crescer na santidade. A ênfase não é apenas a remoção de feitos maléficos, mas na consciente e deliberada implementação do estilo de vida piedoso que o apóstolo ensinou e demonstrou (Fp 4:9 – Hb 13:7).

O QUE DEVE OCUPAR A MENTE DO CRISTÃO

            A nota predominante da epístola é a alegria. Ela vem à tona em todos os lugares. As coisas que se seguem ao regozijo são aqui apresentadas em número de cinco: suave equidade (moderação, “indulgência”, “gentileza”), a presença de Jesus (o Senhor está perto ou, talvez, “está próximo”; Sua presença, oração com ações de graças (ver Fp 1.9) e a paz de Deus.

            Esses conselhos se integram no cômputo dos verdadeiros valores da vida. Pensai nessas coisas significa “tomai essas coisas na devida conta”. Tem a força de um apelo ao julgamento moral. Que valores são esses? O apóstolo dá uma lista de sete: real (verdadeiro), venerável (honesto), direito (justo), puro, amável (tudo o que é de boa fama), respeitável (tudo o que for de valor moral digno de louvor). Tais virtudes, na acepção de Paulo, eram mais excelentes que todas as demais, por isso ele exorta os crentes a ocuparem seus pensamentos com elas e a fazerem norma prática de seu modo de viver. Isso porque a mera contemplação daquelas coisas não é suficiente. O pensamento deve ser traduzido por ação, de acordo com o próprio ensinamento e exemplo de Paulo (9). Se deste modo andarem, o Deus de paz será com eles (cfr. vers. 7).

            Norman Vincente Peale não foi o primeiro homem a tirar proveito da lei do “pensamento positivo”. Paulo já aplicava esta verdade no primeiro século. Nesta carta ele usou uma variedade de palavras para descrever as coisas que são excelentes ou dignas de louvor e nas quais os crentes devem pensar.

            Esta lista não é completa, antes, sugestiva e ilustrativa. Também, as palavras são um pouco difíceis de definir isoladamente. Juntas, porém, formam um perfil positivo para o pensamento e ação.

            Notem, também, que Paulo não determinou um “conteúdo” específico sobre o qual pensar. Antes, ele deu uma relação das qualidades que podiam ser usadas como critérios em cada cultura e em certo momento da história, assim transformando estas virtudes supraculturais e imemoriais. Paulo perguntou:

  1. É verdadeiro? Isto é, é verdadeiro no sentido mais amplo da palavra?

  2. E nobre? Isto é. é digno de reverência?

  3. É certo? Moral, reto, justo?

  4. É puro? Casto, caracterizado pela pureza?

  5. É amável? Atraente, agradável, amistoso?

  6. E de boa fama? Cativante, amável?

            Depois de relacionar estas qualidades, Paulo parece dar a entender: “Vocês podem acrescentar mais coisas a esta relação, se o desejarem, mas certifiquem-se de que suas adições representem a excelência do que é digno de louvor. É este o critério supremo! Seja lá o que for que vocês acrescentarem, meditem cuidadosamente e pensem em coisas que refletem estas virtudes.”

            Paulo concluiu este parágrafo referindo-se novamente a seu próprio exemplo: “O que também aprendestes, e recebestes, ouvistes e vistes em mim, isso praticai.” Paulo arriscou sua própria reputação. Essencialmente ele disse aos Filipenses o que já havia dito aos coríntios: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Co 11:1).

            Isto não era um sermão pio, mas uma exortação que podia ser verificada por qualquer pessoa que realmente conhecia a Paulo. Os que o conheciam bem receberam a mensagem pelo que ela significava: uma afirmativa de humildade, refletindo um coração que ansiava por Deus e pela santificação suprema.

            Finalmente, Paulo ligou a exortação quanto ao pensar em coisas excelentes e dignas à sua exortação prévia de orar por todas as coisas. “Quando fizerem estas coisas”, deixou ele subentendido “isto é, se vocês confiarem em Deus e orarem a respeito de tudo, e se pensarem positivamente sobre coisas excelentes e dignas, experimentarão a presença e a paz de Deus” (4:9).

CONCLUSÃO

            Parece que a melhor maneira de aplicar a nossas vidas hoje as instruções dadas por Paulo no primeiro século é considerar essas exortações como um critério pelo qual podemos avaliar nosso nível de maturidade cristã, o nível de nossa firmeza no Senhor.

            Sou eu um crente que está constantemente trabalhando para criar unidade e compreensão no corpo de Cristo?

            Reflito uma atitude de alegria em todas as circunstâncias? (O oposto de alegria é reclamação, altercação, sentir comiseração por si mesmo.) A alegria bíblica significa ter uma atitude positiva para com o problema, aceitando-o como um desafio, tentando ver o que Deus deseja ensinar e que valor real pode resultar desta experiência para a pessoa.

            Reflito uma atitude de moderação e benevolência para com os não crentes, até mesmo para com os que podem provocar-me?

            Tenho confiança real em Deus e no poder da oração? Falo com vários membros do corpo de Cristo sobre as necessidades e interesses que tenho de oração? Sou eu um crente fiel que ora pelos outros membros do corpo de Cristo?

            Notem que alguns cristãos do século vinte e um interpretam mal as instruções de Paulo. Algumas pessoas falam com outros cristãos sobre o que consideram uma necessidade pessoal, por exemplo, uma necessidade de ajuda material. Talvez devessem pedir aos crentes que orassem para que Deus os ajude a vencer o pecado da preguiça. A Bíblia é clara sobre este problema: aos tessalonicenses Paulo escreveu: “Se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2 Ts 3:10).

            Obviamente há necessidades materiais reais mesmo no século vinte e um. Mas também é da competência dos líderes da igreja examinar o que se pode classificar como necessidades materiais. São responsáveis por não permitir a qualquer crente (ou não crente) tirar vantagem da boa vontade dos outros membros do corpo de Cristo. Há também alguns obreiros cristãos hoje que estão sendo sustentados por outros cristãos, mas auferindo vantagem da situação. Em alguns casos, há falta de supervisão e responsabilidade adequadas. Por este motivo é boa praxe o crente contribuir através de um canal reconhecido, tal como uma igreja local ou uma organização cristã de reputação. Então ele terá certeza de que o dinheiro está sendo bem empregado e que os indivíduos que recebem assistência financeira são responsabilizados por seu tempo e esforço.

            Penso positivamente sobre coisas que podem ser classificadas como excelentes e dignas? Isto é, são as coisas que ocupam o meu pensamento verdadeiras, respeitáveis, justas, puras, amáveis e de boa fama?

            Leia estas perguntas para a sua classe. Faça-os refletir sobre quais delas representam as suas maiores necessidades. Faça-os selecionar uma que apresenta um alvo específico e atingível. Motive-os a iniciar hoje o trabalho em direção desses alvos. Talvez o começo é pedir a alguém em que eles realmente confiem, que ore para que possa, com a ajuda de Deus, alcançar esses alvos.

            Concluindo, espero em DEUS ter contribuído para despertar o seu desejo de aprofundar-se em tão precioso ensino e ter lhe proporcionado oportunidade de agregar algum conhecimento sobre estes assuntos. Conseguindo, que a honra e glória seja dada ao SENHOR JESUS.

 

 

Ev. José Costa Junior

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