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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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“Entendendo o problema do legalismo”

“Entendendo o problema do legalismo”

Atos dos Apóstolos: 15. 1. Alguns homens, que haviam descido da Judeia, passaram a ensinar aos irmãos: “Se não vos circuncidardes conforme a tradição instituída por Moisés, de forma alguma podeis ser salvos!”

Acreditava-se nos dias de Paulo e dos demais Apóstolos, que a salvação de um gentio ou de não judeu, se dava principalmente mediante a circuncisão e o compromisso de guardar a lei ou conjunto de instruções divinas; o gentio que não fizesse isso não seria salvo ainda que confiasse na obra realizada na cruz do calvário. Era esse falso ensino que estava sendo propagado naqueles dias.

Vai chegar ao conhecimento dos Apóstolos esse falso ensino que será combatido por eles e inclusive já estava sendo combatido pelo Ap. Paulo.

Atos dos Apóstolos: 15. 2. Por este motivo, Paulo e Barnabé tiveram uma acirrada divergência com eles. E os irmãos decidiram que Paulo e Barnabé, juntamente com outros, deveriam subir até Jerusalém e tratar dessa questão com os apóstolos e com os presbíteros.

Paulo e Barnabé vão a Jerusalém tratar a questão com os apóstolos e são recebidos com alegria.

V 4. Tendo eles chegado a Jerusalém, foram muito bem recebidos pela Igreja, pelos apóstolos e por todos os presbíteros, a quem relataram tudo o que Deus havia realizado por intermédio deles.

Porém, alguns fariseus religiosos que criam em Jesus como o Messias, entendiam que os gentios precisavam sim ser circuncidados e observar toda a torah para ser salvo, como se a obra na cruz não fosse suficiente para salva-los.

v 5. Entretanto, alguns do grupo religioso dos fariseus, que tinham crido, levantaram-se protestando: “É necessário circuncidá-los e ordenar-lhes expressamente que observem toda a Lei de Moisés!”

Os apóstolos então analisam a questão.

v 6. Diante disso, os apóstolos e os presbíteros se reuniram para deliberar sobre a questão imposta.

O apóstolo Pedro começa abordando sobre o fato de os gentios terem ouvido as boas novas do Evangelho e nela confiado, e recebido da parte de Deus através de Cristo, o batismo no Espírito Santo assim como os judeus pois foram purificados por Deus através do sangue do cordeiro de Deus; Ou seja, é a graça divina e a fé/confiança quem salva!

v 7. Depois de um grande debate, Pedro tomou a palavra e ponderou-lhes: “Irmãos, vós sabeis que desde há muito, Deus me escolheu dentre vós para que, por meu intermédio, ouvissem os gentios a Palavra do Evangelho e cressem. 8. E Deus, que conhece os corações, testemunhou em benefício deles, concedendo-lhes o Espírito Santo, da mesma forma como o deu a nós; 9. e não fez qualquer distinção entre os gentios e nós outros, purificando o coração deles pela fé.

Nada deveria ser acrescentado a salvação; ela é concedida por graça divina e alcançada por meio de uma confiança genuína na obra realizada na cruz!

v 10. Agora, pois, por que quereis tentar a Deus, colocando sobre as costas dos discípulos uma carga que nem nossos antepassados nem nós mesmos conseguimos suportar? 11. De modo algum! Cremos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus, exatamente do mesmo modo que os gentios também”.

Após isso o grande debate deu lugar ao silêncio e agora Paulo e Barnabé prosseguem (em continuidade e concordância com o Ap. Pedro) falando sobre as reais experiências que os gentios estavam vivendo por pura graça divina mesmo não sendo circundados; deixando claro que não havia necessidade alguma de impor o fardo de um estilo de vida legalista sobre os gentios, pois a obra na cruz é por si só suficientemente suficiente para purificar, justificar e salvar o pecador da justiça divina que paira sobre sua cabeça!

v 12. Então, toda a assembleia ficou em silêncio, enquanto ouvia Barnabé e Paulo relatando todos os sinais miraculosos e prodígios que, por meio deles, Deus realizara entre os gentios.

O Ap. Tiago líder da igreja em Jerusalém confirma as palavras do Ap. Pedro, pois estão em acordo com o que diz a Escritura.

v 13. Quando acabaram de compartilhar, Tiago pediu a palavra e arrazoou-lhes: “Irmãos, ouvi-me: 14. Simão narrou como primeiramente Deus foi ao encontro dos gentios para edificar dentre eles um povo consagrado ao seu Nome. 15. E, com isso, estão de pleno acordo as palavras dos profetas como está escrito: 16. ‘Depois disso voltarei, e reconstruirei a tenda de Davi, que está caída; reedificarei as suas ruínas, e tornarei a levantá-la; 17. para que o restante das pessoas busque ao Senhor, sim, todos os gentios, sobre os quais é invocado o meu Nome, 18. diz o Senhor que faz essas realizações desde os tempos antigos’.

Tiago estabelece algumas instruções básicas ao invés de jogar de uma vez um conjunto de 613 ordenanças para que eles já começassem a obedecer e também para um relacionamento com os judeus podendo assim entrar em suas sinagogas e aprender gradativamente os mandamentos para pratica-los com entendimento e com a intenção ou motivação correta, sem cair da graça e sem anular o sacrifico na cruz para si mesmo. O Ap.Tiago agiu de sabedoria divina!

v 19. Portanto, julgo que não se deve constranger aqueles que dentre os gentios se convertem a Deus, 20. todavia, escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da imoralidade, da carne de animais sufocados e do sangue. 21. Porque desde os tempos antigos, Moisés é pregado em todas as cidades, bem como é lido nas sinagogas em todos os dias de sábado”.

E assim foi feito; foram enviadas cartas aos gentios falando sobre tais instruções básicas e caso quisessem aprender mais eles sabiam o lugar certo aonde deveriam ir; e foi falado sobre sobre os que sem a autorização apostólica foram ter com os gentios para transmitir um ensino que não era do conhecimento deles (os apóstolos).

v 22. Então, os apóstolos e os presbíteros, com toda a Igreja, decidiram escolher alguns dentre eles e enviá-los para Antioquia com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Barsabás, e Silas, dois líderes entre os irmãos. 23. E, por intermédio deles, mandaram a seguinte carta: “Os apóstolos e os irmãos presbíteros, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, na Síria e na Cilícia, saudações. 24. Desde que soubemos que alguns saíram de entre nós, sem nossa permissão, e vos têm constrangido por meio de suas palavras, confundindo-vos a mente, 25. pareceu-nos bem, havendo chegado a um consenso, selecionar alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, 26. homens que têm colocado suas vidas em risco pelo Nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27. Portanto, estamos enviando Judas e Silas para confirmarem com suas palavras o que vos estamos escrevendo. 28. Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destes preceitos necessários: 29. Que vos abstenhais de alimentos sacrificados aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual. Fareis muito bem se vos guardardes desses procedimentos, pois desejamos que tudo de bom vos aconteça”.

Não é errado o guardar os mandamentos cujo fundamento é o amor, desde que isso seja feito:
como demonstração de amor e devoção à Deus;
porque foram salvos e não para serem salvos;
não por achar que a obra na cruz foi insuficiente e sim para expressar gratidão por tal feito realizado na cruz por pura graça.

O erro está em:
achar que a obra na cruz foi insuficiente para salvar o pecador justificando-o e livrando-o da justiça divina!

Não é obedecer para ser salvo e sim obedecer porque foi salvo, e salvo por pura graça divina, por meio da confiança na obra que Cristo realizou/completou da parte de Deus o Pai, na cruz do calvário. Esta confiança é demonstrada por meio da obediência as instruções transmitidas pelos apóstolos.

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