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Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Elohim verdadeiro, e a Yeshua o Messias, a quem enviaste. JOÃO 17:3
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O Reino do Céu – na Terra

O Reino do Céu – na Terra

O MUNDO HOJE

Imagine um mundo cheio de felicidade, no qual não existe mais guerras, e as crianças não mais morrem de doença e fome. De um ponto de vista natural um mundo assim parece impossível. Sim, acordos de paz acontecem por todo o mundo, mas assim que um conflito termina começa outro. O mundo está cheio de guerras. O mundo é afligido por genocídios, terrorismo, violência, conflitos étnicos e ódio religioso. Nações gastam avultadas somas de dinheiro em armas de guerra, enquanto que muitas pessoas vivem em pobreza.

De facto, as nações mais pobres tendem em gastar mais dinheiro em armamento como percentagem da riqueza nacional do que as ditas nações desenvolvidas. Todo este dinheiro poderia ser empregue na agricultura, saúde, habitação e educação.

Existem outros problemas também: armamento químico e nuclear, poluição, buracos na camada de Ozono, o desaparecimento de espécies animais e seus habitats.

A degeneração rápida da condição da moral do mundo em todos os níveis da sociedade; Crime, drogas, SIDA(AIDS).

E ainda, a pobreza. Cerca de 70% da população mundial não sabe ler ou escrever – um vasto número de crianças nunca foi à escola, não porque não queiram mas porque os pais não podem pagar. Muitas pessoas não têm acesso a qualquer tipo de cuidados médicos. Algumas partes do mundo nem sequer têm médicos. Onde isto tudo acabará? Será que o mundo de um momento para o outro melhorará?

Infelizmente, não. Sendo realista, as coisas nunca melhorarão enquanto o homem estiver no controlo (ou talvez devemos dizer “sem controlo”). Contudo a Bíblia diz-nos que dias melhores virão, na realidade já estão muito perto.

O retorno de Jesus

Há quase 2000 anos, os discípulos de Jesus estavam no monte das Oliveiras, não longe das muralhas de Jerusalém, esforçando os seus pescoços ao verem Jesus subir pelos céus até que desapareceu numa nuvem. Então dois anjos apareceram perto deles e disseram-lhes que um dia Jesus retornaria à terra:

“Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir.” (Actos 1:9-11).

Esta é talvez a passagem mais famosa da Bíblia acerca do retorno de Jesus, no entanto a Bíblia contem centenas de outras referências ao retorno de Jesus.

Antes que Jesus fosse para o céu, os discípulos perguntaram-lhe a seguinte questão:

“Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” (Actos 1:6).

Precisamos de entender um pouco da história dessa época para entendermos a questão dos discípulos. Eles falaram do reino ser ‘restaurado’ – referindo-se ao antigo reino de David e Salomão, mas não existia um reino na época dos discípulos.

Nessa época, cerca de 30-33 D.C., Israel era parte do Império Romano, e sendo assim estava sob governação Romana. Os discípulos esperavam que Jesus libertasse Israel dos Romanos. Esta foi a resposta de Jesus aos seus discípulos:

“Respondeu-lhes [Jesus]: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade;” (Actos 1:7)

Esta foi a resposta que Jesus deu aos seus discípulos seis semanas antes no Monte das Oliveiras:

“Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.” (Marcos 13:32)

Quando Jesus foi para o céu, ele próprio não sabia quando é que retornaria. Somente Deus sabia exactamente quando Jesus voltaria à terra.

Então porque perguntaram os discípulos a Jesus se iria restaurar o reino a Israel? Porque Jesus ensinou aos seus discípulos que isto era o que ira acontecer.

Quando os discípulos andaram por Israel com Jesus, eles tiveram o melhor instrutor que podiam ter. Jesus mesmo depois da sua morte e ressurreição continuou a ensinar os seus discípulos. Logo depois da ressurreição de Jesus, dois dos seus discípulos iam a caminho de uma pequena cidade chamada Emaús que fica a algumas horas de Jerusalém, quando Jesus juntou-se a eles e ensinoulhes a partir do Velho Testamento:

“E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.” (Lucas 24:27)

Não sabemos acerca dos detalhes do que Jesus ensinou aos seus discípulos no caminho para Emaús, mas devemos ter as suas palavras em mente quando lemos o Velho Testamento.

Jesus ensinou os seus discípulos que um dia o antigo reino de Israel, um reino chamado “O Reino do Senhor” ( 1 Crónicas 28:5) seria restaurado. O reino tinha deixado de existir uns 600 anos antes do tempo de Jesus. Para ser exacto em 587 A.C. quando Zedequias, o último rei de Judá, foi Capturado e levado para a Babilónia. A partir deste ponto, Israel pertenceu aos grandes impérios do mundo antigo. Primeiro Babilónia, segundo Pérsia, terceiro Grécia, e o quarto – somente por algumas décadas antes do nascimento de Jesus – o império Romano.

O profeta Ezequiel predisse que o reino de Israel chegaria a um fim. No entanto o reino não era para desaparecer para sempre, mas que seria restaurado algures no futuro por um rei especial:

“E tu (Zedequias), ó profano e perverso, príncipe de Israel, cujo dia virá no tempo do seu castigo final; assim diz o SENHOR Deus: Tira o diadema e remove a coroa; o que é já não será o mesmo;será exaltado o humilde e abatido o soberbo. Ruína! Ruína! A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem ela pertence de direito; a ele a darei.” (Ezequiel 21:25-27)

“aquele a quem ela pertence de direito”, não é outro senão o Senhor Jesus Cristo.

QUANDO RETORNA JESUS À TERRA?

Todos nós gostaríamos de saber exactamente quando Jesus vai voltar, mas, como já vimos, Deus na sua sabedoria decidiu que é melhor não sabermos a data. Contudo, Jesus deu-nos uma ideia aproximada de quando irá voltar ao mencionar os eventos que aconteceriam antes do seu retorno. Há um grande número de indicações (geralmente chamadas de ‘sinais dos tempos’) que apontam para o retorno eminente de Jesus. Vamos ver duas destas:

Em primeiro lugar, o sinal de Israel

Dois dias antes de ser crucificado, Jesus foi ao monte das Oliveiras com os seus discípulos. Um discípulo perguntou a Jesus:

“que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?” (Mateus 24:3)

Jesus disse aos seus discípulos que primeiro o templo em Jerusalém seria completamente destruído, de maneira que não ficaria pedra sobre pedra. Então Israel deixaria de ser uma nação por um certo período de tempo. Depois deste período de tempo, Jerusalém ficaria de novo sob o controlo dos Israelitas.

“Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.” (Lucas 21:24-28)

Estes versículos cobrem mais de 1900 anos da história de Israel. No ano 70 D.C, a nação de Israel foi destruída pelo exército Romano. O templo em Jerusalém foi destruído pelo fogo e o local arado como um campo, cumprindo assim as palavras de Jesus. Os judeus foram dispersos pelo mundo. Contra todas as probabilidades, a nação de Israel voltou à vida no século XX. Israel tornou-se de novo uma nação em Maio de 1948, e reganhou o controlo de Jerusalém durante a guerra “dos seis dias” em Junho de 1967.

Esta fantástica ressurreição da nação de Israel foi descrita pelo profeta Ezequiel uns 2500 anos antes de acontecer.

Em Ezequiel 37, foi dada ao profeta uma visão de Deus de um vale cheio de ossos secos que se juntam e formam esqueletos. Os esqueletos foram então cobertos de carne e puseram-se de pé. O facto que um evento extraordinário como este tenha se tornado realidade é prova que o renascer da nação de Israel é obra de Deus.

Que outro livro poderia prever um evento com 2500 anos de antecedência com tamanha precisão?

Em Lucas 21:28, a ressurreição de Israel é descrita como uma figueira cheia de folhas antes da chegada do fruto no verão. Na Bíblia a figueira representa Israel, assim, vemos que o retorno de Israel para a sua terra ancestral é o maior sinal do retorno iminente de Jesus.

Em segundo lugar, os sinais para os “últimos dias”

Outro grande sinal é a crescente imoralidade no mundo. Jesus disse que o estado do mundo logo antes do seu retorno será moralmente muito parecido aos dias de Noé, antes do grande dilúvio (Mateus 24:27). Duas coisas caracterizaram este período – violência e imoralidade – assim como nos dias de hoje. A Bíblia tem registado acerca dos dias de Noé:

“A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra.” (Génesis 6:11-13)

Isto indica que Deus não irá tolerar o comportamento da humanidade a partir de certo ponto. A sociedade passou das marcas nos dias de Noé e sofreu as consequências.

É um facto que o estado da moral na sociedade cai de dia para dia. Se as coisas continuarem a piorar, então o mundo um dia inevitavelmente estará tão ruim como nos dias de Noé. É-nos dito na Bíblia muito claramente que Deus nunca altera os seus critérios. O que era ruim milhares de anos atrás é ruim agora também, sendo assim sabemos que Deus fará alguma coisa sobre esta situação.

O que Deus fará é enviar o seu Filho de novo para a terra. O apóstolo Paulo dá-nos uma descrição do tempo entre a ascensão de Jesus ao céu e a sua segunda vinda:

“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” (Actos 17:30-31)

Os julgamentos de Deus em um mundo pecaminoso

Quando Jesus voltar será para julgamento:

“E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente connosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1:7-9)

Podemos não gostar da ideia de Deus trazendo julgamentos severos ao mundo para estabelecer o Seu reino. A razão de tais julgamentos é que Deus assim ensinará à humanidade acerca da sua justiça, em outras palavras, para o homem aprender que o caminho de Deus é o caminho certo. “Porque,

“Porque, quando os teus juízos reinam na terra, os moradores do mundo aprendem justiça.” (Isaías 26:9)

Quando houver justiça na terra Deus dará paz:

“O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre.” (Isaías 32:17)

Isto na verdade é o significado das palavras usadas por altura do Natal:

“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.” (Lucas 2:14)

Muito pouca gente se apercebe que estas palavras predizem o reino de Deus na terra!

“Assim na terra como no céu”

As pessoas muitas vezes pensam que o reino será no céu porque no Evangelho de Mateus é chamado de “Reino do Céu” ( nos outros Evangelhos é chamado “Reino de Deus”, mas estes são dois nomes para a mesma coisa). Mas no relato do sermão do monte em Mateus, encontramos a oração do “Pai Nosso”. Esta oração fala acerca da vinda do reino do céu e não como sendo no céu.

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” (Mateus 6:9,10)

É obvio que hoje, no geral a vontade de Deus não é feita na terra, mas no reino será. Então o Reino do Céu será na terra.

Jesus será o Rei do mundo

Quando Jesus voltar, ele não será somente o rei do reino de Israel restaurado, mas também rei de toda a terra, como lemos num maravilhoso salmo acerca do reino:

“Floresça em seus dias[de Jesus] o justo, e haja abundância de paz até que cesse de haver lua. Domine ele de mar a mar e desde o rio até aos confins da terra.” (Salmo 72:7,8)

Jesus reinará com os fiéis de todas as eras, sobre os habitantes do mundo.

A necessidade para os julgamentos de Deus

Às vezes podemos estar ansiosos por saber se o reino será estabelecido pacificamente sem os julgamentos de Deus.

Consideremos, se a vinda do reino de Deus fosse cancelada. Somente durante o próximo século quantas pessoas morreriam de fome, doença, guerra, terrorismo? A intervenção de Deus irá evitar todo este sofrimento.

COMO VAI SER O REINO?

A Bíblia contém uma surpreendente quantidade de detalhe acerca do reino. Vamos ver o que podemos encontrar para criar uma imagem de como o reino vai ser. Informação acerca do reino pode ser encontrada por toda a Bíblia.

Iremos ver versículos tanto do Velho como do Novo Testamento. Neste folheto podemos somente dar uma vista de olhos neste tema que é vasto.

Não haverá mais guerra

A maior diferença entre o reino e o mundo de hoje será a ausência de guerra, e a destruição de todas as armas:

“Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo.” (Salmo 46:9)

Neste momento o mundo está cheio de armas. No reino, as quantidades enormes de dinheiro, tempo e energia gastos em armamento hoje em dia será usado para fins bem melhores:

“Ele[Deus] julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isaías 2:4).

Todos terão conhecimento acerca de Deus

No reino, todas as pessoas terão conhecimento acerca de Deus.

“E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.” (Hebreus 8:11 e Jeremias 31:24).

Como já vimos noutros versículos, isto não significa que todos acreditarão em Deus, também significa que eles saberão acerca do carácter maravilhoso e perfeitamente justo de Deus.

O propósito do reino

Porque irá Deus enviar o seu filho Jesus para estabelecer o reino na terra? Porque Deus quer encher a terra com homens e mulheres que são como ele próprio. No princípio, quando Deus criou a terra, lemos acerca do propósito de Deus:

“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;” (Génesis 1:26).

Que significa isto? Significa que Adão e Eva foram feitos fisicamente à imagem de Deus e tinha a capacidade de se tornarem como Deus. Foram feitos de maneira que um dia seriam capazes de reflectir o maravilhoso carácter de Deus.

Deus testou Adão e Eva no jardim do Éden para ver se eles o seguiriam se livre vontade. Eles falharam este teste e como resultado tornaram-se criaturas sujeitas à morte. No entanto, nem tudo estava perdido porque nesse mesmo momento Deus pôs em pratica o seu plano de salvação centrado no Senhor Jesus Cristo.

Jesus é o único descendente de Adão e Eva que foi perfeitamente semelhante a Deus. Jesus disse a Filipe, um dos discípulos,

“Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14:9).

Quando os discípulos estavam com Jesus era como se Deus estivesse com eles. (Embora Jesus mesmo assim reconhecesse que estava subordinado a Deus: João 14:28)

Quando Jesus estiver connosco no Reino o seguinte se tornará realidade:

“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” (Habacuque 2:14)

Isto significa que todas as pessoas terão conhecimento acerca de Deus. Uma grande campanha de educação será necessária para que isto se torne realidade. O centro de ensino no reino será em Jerusalém – A cidade da Paz.

JERUSALÉM A CAPITAL DO MUNDO

“Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do SENHOR será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém. Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isaías 2:2-4)

A configuração da cidade de Jerusalém será bastante diferente do que é agora. Quando Jesus subiu do Monte das Oliveiras ao céu, os anjos disseram aos discípulos que Jesus retornaria para a terra da mesma maneira que subiu ao céu.

Se é “da mesma maneira”, então Jesus votará ao Monte das Oliveiras. O seu retorno será como a sua ascensão só que ao contrário.

Zacarias 14:1 fala-nos acerca do retorno de Jesus para o Monte das Oliveiras. Lemos que assim que os pés de Jesus tocarem o Monte das Oliveiras, este será dividido em dois. Metade da montanha se moverá para norte e a outra metade para sul. Como pode ser imaginado, isto causará um enorme terramoto que afectará o mundo inteiro. A região central de Jerusalém(O Monte Sião) será elevado acima das colinas circundantes.

O Novo Templo

Esta montanha formará o centro do novo templo. Através da descrição dada no livro de Ezequiel é possível aos arquitectos desenhar planos básicos. Na realidade, o que temos é um plano arquitectónico em palavras!

A partir de Ezequiel capítulos 40 a 48, aprendemos que o templo será quadrado e que cada lado terá 1,37 Km de comprimento, rodeando a secção central de 1,1km de largura. Esta secção circundará o Monte Sião. Um curso de água sairá do centro da montanha, e correrá pela montanha abaixo e então correrá ao lado do templo antes de se tornar num rio que desagua no Mar Morto. No entanto, no reino, o nome Mar Morto não será apropriado já que o Mar Morto estará de facto cheio de vida (veja Ezequiel 47). Talvez deveríamos chamá-lo de Mar de Vida.

Características de Jerusalém

A área principal da cidade de Jerusalém estará no lado norte do Monte Sião.

“Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus. Seu santo monte, belo e sobranceiro, é a alegria de toda a terra; o monte Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei.” (Salmo 48:1,2)

Jerusalém será a primeira capital do mundo. Imagine a grandeza e magnificência dos edifícios que serão necessários. As pessoas pasmarão ao vê-los.

“Por isso, eis que os reis se coligaram e juntos sumiram-se; bastou-lhes vê-lo, e se espantaram, tomaram-se de assombro e fugiram apressados.” (Salmo 48:4,5).

Como será a nova cidade de Jerusalém? Será que estará cheia de arranha céus como Nova Iorque? Não! Sem sobra de dúvida que a vida no reino será muito mais pacífica que hoje em dia:

“Olha para Sião, a cidade das nossas solenidades; os teus olhos verão a Jerusalém, habitação tranqüila.” (Isaías 33:20).

Embora capital do mundo, Jerusalém terá que ser de um tamanho substancial, é-nos dada a impressão que Jerusalém será uma cidade jardim.

“Jerusalém será habitada como as aldeias sem muros, por causa da multidão de homens e animais que haverá nela.” (Zacarias 2:4).

Talvez os edifícios de Jerusalém sejam construídos com arenito amarelo a partir do qual muitos edifícios são construídos hoje. A vista da cidade a partir de uma certa distância será impressionante. Para além da cidade, a montanha do templo de Deus será vista erguendo-se até ao céu.

Em Zacarias 8:4-5 é-nos dada uma imagem de que como será dentro da cidade de Jerusalém:

“Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu arrimo, por causa da sua muita idade. As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão.”

Quão diferente das capitais dos nossos dias – cheias de carros, ônibus/autocarros e taxis fazendo barulho e vomitando fumaça!

Cidades no Reino

O que diz a Bíblia acerca de outras cidades para além de Jerusalém no reino? Parece que as pessoas irão viver em comunidades muito mais espalhadas do que hoje em dia:

“O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranquilos, ainda que haja saraivada, caia o bosque e seja a cidade inteiramente abatida.” (Isaías 32:18,19).

Em nossos dias, a vasta maioria de crimes são cometidos nas grandes cidades do mundo. É bem sabido que em comparação a vida fora das grandes cidades é bem mais segura. No reino, o crime urbano será em muito menor escala já que as pessoas viverão em pequenas comunidades. Em muitas cidades do mundo actualmente estão com as casas todas muito juntas (na vertical assim como na horizontal).

Nunca foi a intenção de Deus de que o homem vivesse assim:

“Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra!” (Isaías 5:8)

No reino as pessoas terão tempo para construir as suas próprias casas:

“Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto.” (Isaías 65:21)

O meio ambiente no reino

O estado ambiental do mundo hoje em dia é um grande problema. Como será o meio ambiente durante o reino? Não nos é dito muito acerca do meio ambiente a nível global no reino, mas podemos deduzir que a sociedade será mais baseada na agricultura do que nos nossos dias, logo o mundo será um lugar mas limpo. Contudo, é-nos dada uma quantidade razoável de informação acerca das mudanças ambientais que terão lugar na terra de Israel. Considere as palavras do profeta Isaías:

“O deserto e a terra se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como o narciso. Florescerá abundantemente, jubilará de alegria e exultará; deu-se-lhes a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do SENHOR, o esplendor do nosso Deus.” (Isaías 35:1-2).

Podemos questionar, será que podemos aplicar estes versículos a todos os desertos do mundo? Que será do deserto do Gobi, o Sara, Arábia Saudita – os lugares mais secos do planeta? Temos que compreender que a diferença entre um deserto e um lugar que não é deserto é somente uma coisa – a água. Os versículos seguintes mostram como um deserto (neste caso o Neguebe em Israel), será vivificado pela água:

“…pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo. A areia esbraseada se transformará em lagos, e a terra sedenta, em mananciais de águas; onde outrora viviam os chacais, crescerá a erva com canas e juncos.” (Isaías 35:6,7)

Não mais fome

Hoje em dia, há muita gente que passa fome. Pode ser surpreendente que a fome mundial não é causada por falta de alimento. Há suficiente alimento no mundo para todos. O problema é que os mais pobres do mundo não têm dinheiro suficiente para comprar comida.

Podemos perguntar “Porque não podem os pobres simplesmente cultivar os seus alimentos?”

Em primeiro lugar, porque a maior parte dos pobres só têm acesso às terras menos férteis que produzem pouco. E mesmo aqueles que têm terras férteis não conseguem obter um bom preço para as suas colheitas, qualquer dinheiro que façam é levado pelas dívidas e senhorios. O custo de um empréstimo para comprar sementes ou ferramentas é capaz de ser mais caro que o dinheiro obtido pela venda da colheita.

No reino a ligação entre pobreza e fome será quebrada. As pessoas não passarão mais fome por serem pobres:

“Ele tem piedade do fraco e do necessitado e salva a alma aos indigentes.” (Salmo 72:13)

Até agora, a produção alimentar a nível mundial tem conseguido acompanhar o crescimento populacional do mundo. No entanto, isto parece que não irá continuar assim (se a volta e Jesus não for para já). O aumento da produção alimentar no mundo tem se baseado em cultura intensiva envolvendo irrigação, fertilizantes e pesticidas.

No reino o uso de químicos e cultivo intensivo não vão ser necessários porque será muito mais fácil obter boas colheitas:

“Haja na terra abundância de cereais, que ondulem até aos cimos dos montes;” (Slamo 72:16)

Este versículo diz-nos bastante – se os cereais vão crescer até nos cimos dos monte então será muito mais fácil que cresçam em outros lugares!

Isaías diz-nos que no reino, agricultores hão-de produzir para si mesmos e não para outros:

“Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam;” (Isaías 65:21,22).

Amós diz a mesma coisa:

“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que o que lavra segue logo ao que ceifa, e o que pisa as uvas, ao que lança a semente; os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. Mudarei a sorte do meu povo de Israel; reedificarão as cidades assoladas e nelas habitarão, plantarão vinhas e beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão o fruto.” (Amós 6:13,14).

Em estes versículos é-nos dada uma imagem de abundância de alimento tal que nem se consegue acabar de colher toda a colheita quando começa nova época para semear a terra.

Alterações no reino animal

No reino haverá algumas alterações em alguns animais:

“O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.” (Isaías 65:25)

“O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” (Isaías 11:6-9)

Há muitas imagens que podemos antever em relação ao reino. Imagine uma criança levando um leão, em vez do leão ser levado por um domador com um chicote!

O fim do analfabetismo

Existem mais de 6000 línguas no mundo hoje em dia. Não existe uma língua universal, embora muitas pessoas saibam falar línguas como Chinês, Inglês, Indiano(Hindi) e Espanhol. No reino haverá uma língua universal. Isto será bom porque todos os habitantes do planeta poderão comunicar uns com os outros. No entanto, Deus diz-nos que a razão principal para a existência de uma língua universal é para todas as pessoas poderem adorar a Deus em unidade:

“Então, darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do SENHOR e o sirvam de comum acordo.” (Sofonias 3:9).

Existe tanto analfabetismo no mundo que para muitas pessoas, a nova língua será a primeira que saberão ler e escrever!

Mas parece que as pessoas irão continuar a falar as suas línguas locais:

Curas miraculosas

No reino as doenças serão curadas com milagres:

“Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo.” (Isaías 35:5,6).

Apocalipse 22:2 menciona “as folhas da árvore são para a cura dos povos”, isto será em Jerusalém, que no reino será centro médico mundial também.

As pessoas viverão mais tempo

No reino, as pessoas terão uma vida muito mais longa do em nossos dias:

“E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor. Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem” (Isaías 65:19,20).

Isto não significa que haverá bebés de cem anos ainda usando fraldas, mas que se alguém morrer aos cem anos então será considerado como morresse ainda bebé, comparando com a vida que poderão viver:

“porque a longevidade do meu povo será como a da árvore” (Isaías 65:22).

As árvores vivem centenas de anos, assim podemos deduzir a partir deste versículo que as pessoas irão viver centenas de anos no reino (como antes do Dilúvio).

O que farão as pessoas no reino?

Através daquilo que vimos até agora, o reino será um lugar mais calmo do que agora. Se as pessoas irão viver mais, então terão mais tempo também. Hoje em dia as pessoas preenchem os seu tempos livres com coisas fúteis, como a televisão. As pessoas terão mais tempo para pensar, falar umas com as outras, aprender acerca do mundo que as rodeia, e o mais importante aprender acerca de Deus.

Quanto tempo durará o reino?

Apocalipse diz que o reino irá durar mil anos:

“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Apocalipse 20:1- 4).

O que acontecerá no final do reino?

O reino será um período de tempo maravilhoso, mas é somente um passo no plano de Deus para encher a terra com homens e mulheres como Ele próprio; por outras palavras encher a terra com a Sua glória. Quando isto acontecer, não haverá mais morte:

“E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte…Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” (1 Coríntios 15:24-26,28).

Não haverá mais morte, o que significa que não haverá mais mortais na terra. Todos serão imortais e terão um caracter como o de Deus, perfeito e sem pecado. Deus será “tudo em todos”.

No final do reino, a glória de Deus encherá completamente a terra. E assim não haverá mais barreira alguma entre Deus e o homem. Isto significa que o próprio Deus poderá visitar a terra. Imagine isso!

“Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apocaplipse 21:3,4).

Este glorioso final é prefigurado nas palavra de Jesus no Sermão do Monte:

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.” (Mateus 5:8).

CONCLUSÃO

Chegámos ao fim da nossa pequena excursão pelo reino. Quando lemos e estudamos a Bíblia, o reino torna-se muito mais real para nós. Embora o reino não tenha chegado ainda, em um sentido ele existe no futuro. Isto porque Deus quando Deus diz que algo irá acontecer é certo que acontecerá.

Quando vemos o estado do mundo, certamente queremos que Jesus retorne para estabelecer o reino de Deus. Para estarmos preparados para o retorno de Jesus temos que acreditar no Evangelho, arrepender-nos das nossas obras más e ser baptizados no nome do Senhor Jesus Cristo que nos salva.

“Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Marcos 16:16).

Mas, isto é só o princípio. O baptismo é o início de um caminho novo nas nossas vidas seguindo os passos do Mestre.

Se queremos realmente que Jesus volte então temos que ter um estado de espírito correcto. Vamos terminar com as palavras do Apóstolo Paulo, que no fim da sua vida escreveu estas palavras:

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2 Timóteo 4:7,8).

Que estas palavras se apliquem a nós também.

 

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