YESHUA REALMENTE EXISTIU?
YESHUA REALMENTE EXISTIU?
Já por muito tempo críticos têm posto em causa a existência de Jesus, que a única fonte de informação acerca da sua pessoa e somente encontrada nos escritos do NT, e que são na realidade uma fabricação, e que tanto Jesus e os inventos nas narrativas do NT sobre a sua vida, são apenas a imaginação de historias que foram passadas oralmente e registadas décadas mais tarde de terem sido produzidas. Mas será que Jesus realmente existiu? O que os historiadores de sua época nos têm a dizer acerca de Jesus?
Historiadores Judaicos
Flávio Josefo (37/38-100)
Josefo, era filho de Sacerdote e Fariseu, de família rica. Foi comandante na Galileia durante a guerra Judaica contra Roma. Mais tarde foi preso pelos Romanos. Já em Roma compôs os seus escritos históricos e apologéticos. Nos escritos chamados as ‘Guerras Judaicas’ ele não menciona Jesus, mas faz menção dele nas suas ‘Antiguidades Judaicas’. Em (Ant 18,116-119), há um relato sobre João Baptista, e como foi executado por Herodes. Em (Ant 20,200) fala-nos sobre o julgamento e apedrejamento de Tiago.
Mas a mais controvérsia e discutida passagem é o chamado ‘Testimonium Flavianum’. Este Testimonium e suspeito de conter interpolações Cristãs, ou ter sido reelaborado. Aqui apresentamos o texto de Josefo sobre Jesus, que é dado por todos os manuscritos sem variações dignas de menção é o seguinte:
” Neste tempo vivia Jesus, um homem sábio, se é que ele pode ser chamado um homem. Ele realizava feitos incríveis e era o mestre de todos os que aceitavam com alegria a verdade. Desta forma ele atraiu muitos Judeus e também Gentios à verdade. E apesar de Pilatos movido pelas pessoas mais eminentes do nosso povo, tê-lo condenado à morte, seus discípulos não lhe foram infiéis. Apareceu-lhes pois em vida no terceiro dia, os Profetas enviados por Deus haviam anunciado antecipadamente isso e outras coisas maravilhosas sobre Ele. Até hoje subsiste o povo dos Cristãos, chamados assim segundo o seu nome.”
A hipótese de uma pura autenticidade de Josefo sobre este relato é raramente defendida hoje em dia. No entanto, historiadores de importância como L.von Ranke e A. von Hannack consideram o ‘Testimonium’ essencialmente autêntico.
Escritos Romanos
Plínio o Jovem (61c.-120)
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Plínio Caecilius Secundus, era membro da aristocracia Romana (senador), advogado e tinha vários cargos estatais. Sua forma literária deve-se ao seu trabalho como escritor de cartas das quais restou uma colecção de dez volumes, nas quais correspondia com o Imperador Trajano. Plínio fala de Jesus apenas duas vezes num contexto cultual. Plínio foi um legado imperial entre (98-117) na província de Bitínia e Ponto, e uma das suas tarefas judiciais dizia respeito a acusações contra Cristãos. Alguns denunciados a Plínio asseveravam que não eram mais Cristãos fazia tempo, o que provavam por meio de oferendas e blasfémias. Eles contavam a Plínio sobre o carácter inofensivo do se credo anterior: “…que eles tinham o hábito de se reunir num dia fixo antes do nascer do sol, cantar um cântico a Cristo como seu deus, e se comprometiam sobre juramento a abandonar o furto, o roubo, o adultério, a infidelidade, e a não se apossar dos bens a eles confiados.” Não há muito conhecimento sobre Cristo em Plínio, ele o considerava o deus do culto dos Cristãos, um tipo de autidivindade diante dos deuses estatais Romanos.
Tácito (55/56-120)
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Cornelius Tácitus era membro da aristocracia senatorial, foi procônsul da Ásia em (112-113), mas ficou famoso principalmente por suas duas grandes obras históricas e criticas ao principado: Históricas (c. 105-110) e as Anais (c. 116-117).
O motivo pelo qual Tácito se refere aos Cristãos é o incêndio em Roma no ano 64 d.c. (Ann 15,38-44), que Nero atribuiu aos Cristãos para desviar a suspeita de si próprio. Tácito descreve de forma breve e precisa o que sabe sobre o autor da superstição, a fim de esclarecer a origem dos Cristiani/ Chrestiani, que são odiados no meio do povo por causa dos seus vícios (Ann 15,44-43):
” Este nome ‘Cristiani’ vêm de Cristo, que foi executado sob Tibério pelo procurador Pôncio Pilátos. Esta superstição funesta estava reprimida naquele momento, mas mas apareceu novamente e espalhou-se pela Judeia, onde surgiu, mas também por Roma, onde confluem e são praticadas todas as atrocidades e horrores do mundo inteiro”
Tácito oferece conceitos difundidos sobre os Cristãos junto com pouco, no entanto bastante precisas informações sobre Cristo e o movimento Cristão, cuja a origem não é clara. Ele soube que ‘Cristo’ é um Judeu executado como criminoso na administração de Pilátos e fundador de um movimento religioso originário na Judeia, cujos seguidores são chamados Cristãos segundo o seu nome, e eram conhecidos e difundidos em Roma no tempo de Nero.
Seutônio (70-130)
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Seutonius Tranquillos, era membro da ordem dos cavaleiros, e trabalhou como advogado, até que seu patrono Plínio Jovem, lhe facilitou o caminho para cargos administrativos mais altos sobre Trajano e Adriano. Desse modo Seutônio tinha acesso a todos os arquivos e conseguiu as informações de que necessitava para redigir a sua biografia dos Imperadores (De Vita Caesarum). Essas Vitaes, quase integralmente conservados , descrevem de forma divertida em 8 volumes a vida de todos os doze Césares, de César a Dominicano. Elas foram compostas provavelmente entre (117-122). O motivo da menção a Cristo é uma expulsão de Judeus de Roma sob Cláudio (41-45) que também é citada em (Act 18,2), como motivo para a mudança de Áquila e Priscila para Corinto. O chamado edito de Cláudio deve ser datado provavelmente em 49 d.c. A declaração sobre Cristo que será referido como Chrestus, é a seguinte (Cláu. 25.4):